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Latam sobe preço para enviar mala pela 2ª vez em 7 meses; alta chega a 98%
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Valor para despachar uma mala pode chegar a R$ 110 (Divulgação)

A Latam aumentou nesta quarta-feira (18) os preços para o despacho de bagagem em voos nacionais. Essa é a segunda vez que a empresa eleva os valores desde o início da cobrança, em junho do ano passado. O primeiro aumento foi anunciado em janeiro. O valor já subiu 63% para quem paga para despachar uma mala e 98%, para duas malas. A inflação acumulada do período é de 4,15%.

O novo aumento acontece um dia após a Latam divulgar que passará a cobrar caso o passageiro queira escolher seu assento.

Inicialmente, a Latam cobrava a partir de R$ 30 por mala despachada para pagamentos no momento da compra da passagem. Em janeiro, o preço subiu para R$ 40 (33% de aumento). Agora, o passageiro terá de pagar a partir de R$ 49 (alta de 22,5%) para transportar uma mala de até 23 kg.

Se o passageiro precisar levar uma segunda mala de até 23 kg, o aumento é ainda maior. No início da cobrança, em junho do ano passado, o valor era a partir de R$ 50 para o transporte da segunda mala. Em janeiro, o preço subiu para R$ 60 e chega agora a R$ 99. Desde o início da cobrança, o aumento total já chega a 98%.

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As tarifas Promo e Light da Latam, as mais baratas da companhia, não incluem o transporte de nenhuma bagagem. Na tarifa Plus, está inclusa uma mala de até 23 kg. Na tarifa Top, a mais cara da empresa, o passageiro pode levar até duas malas de 23 kg sem custo adicional. Em todos os casos, no entanto, o passageiro pode levar uma bagagem de mão de até 10 kg.

Latam diz que cobrança é transparente

“A política de bagagens da Latam está em linha com as práticas dos mercados mais avançados da aviação mundial e atende as regulamentações previstas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ao contrário do que ocorria no passado, o custo do despacho da bagagem não está mais embutido no preço de todas as passagens aéreas”, afirma a empresa em comunicado.

Segundo a Latam, com a cobrança, o passageiro sabe melhor os custos que está pagando na viagem. “Agora, a companhia oferece opções mais transparentes para todos os tipos de viajantes – tanto para o passageiro que se programa com antecedência, quanto para aquele que precisa viajar de última hora –, discriminando quais serviços estão ou não embutidos na tarifa”, diz o comunicado.

Veja os novos preços da Latam para despacho de bagagem

1ª mala de até 23 kg:

Pagamento antecipado: R$ 49 (era R$ 30 em junho de 2017 e subiu para R$ 40 em janeiro)
Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 110 (era R$ 80 desde o início da cobrança)

2ª mala de até 23 kg:

Pagamento antecipado: R$ 99 (era R$ 50 em junho de 2017 e subiu para R$ 60 em janeiro)
Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 140 (era R$ 110 desde o início da cobrança)

A partir da 3ª mala de até 23 kg:

Pagamento antecipado: R$ 139 (era R$ 80 desde o início da cobrança)
Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 220 (era R$ 200 desde o início da cobrança)

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Latam vai cobrar até R$ 25 para passageiro marcar lugar dentro do avião
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Cobrança de nova taxa começa a valer no dia 16 de agosto (Divulgação)

A Latam vai começar a cobrar até R$ 25 dos passageiros que quiserem marcar com antecedência o lugar dentro do avião. A cobrança começa em 16 de agosto e será válida para as tarifas Promo e Light, as mais baratas da companhia.

Segundo a Latam, ao comprar uma passagem nessas tarifas, o assento será selecionado automaticamente pelo sistema da companhia. A cobrança será feita caso a pessoa queira mudar de lugar.

A escolha de assento para as passagens da tarifa Promo custará R$ 25 e para a tarifa Light, R$ 15.

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Nas tarifas Plus e Top, as mais caras, a escolha do lugar dentro do avião continuará grátis. Clientes do programa de fidelidade da Latam nas categorias Black Signature, Black ou Platinum também poderão fazer a escolha do lugar sem taxas extras.

Os passageiros que comprarem um bilhete até 15 de agosto continuam podendo escolher o assento de sua preferência gratuitamente, independente da data da viagem. A seleção do assento pode ser feita diretamente no momento da compra.

Nova taxa para antecipar o voo no mesmo dia

A Latam também anunciou que, a partir de 16 de agosto, passará a cobrar caso o passageiro queira antecipar o seu voo. Atualmente, a mudança de horário pode ser feita sem custos extras, desde que o novo voo seja para o mesmo dia da viagem original.

De acordo com as novas regras, além da antecipação, o passageiro também terá a oportunidade de adiar o voo para um horário mais tarde na mesma data. “Ambos os serviços terão o custo fixo de R$ 75 caso tenha adquirido seu voo na tarifa Light”, afirma um comunicado publicado no site da Latam.

Passagens da tarifa Promo não permitem a mudança de horário de voo, nem mesmo com pagamento extra. Nas tarifas Plus e Top ou para clientes do programa de fidelidade da Latam nas categorias Black Signature, Black ou Platinum, as alterações podem ser feitas sem custo adicional.

Gol e Azul já cobram pela marcação de lugar

A Gol foi a primeira companhia aérea brasileira a cobrar pela marcação de assento no avião. Em fevereiro, a empresa começou a cobrar de R$ 10 a R$ 20 para quem quiser escolher o lugar no avião com antecedência de mais de sete dias do voo. A cobrança vale para viagens nacionais e internacionais, nas tarifas Light e Promo. Com uma semana de antecedência do voo, no entanto, a escolha passa a ser grátis.

Em maio, foi a vez de a Azul também começar a cobrar pela escolha do lugar dentro do avião. A taxa para a marcação de assento na empresa é de R$ 10. Somente quatro dias antes da viagem, a escolha do lugar de preferência do passageiro passa a ser gratuita. A cobrança é válida para passagens compradas na tarifa Azul, a mais barata da companhia.

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Latam muda código de voos de JJ para LA. O que isso significa?
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Mudança faz parte da integração com sistema de todo o grupo Latam (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Os códigos dos voos da antiga TAM no Brasil sempre começaram com as letras JJ. Desde a última sexta-feira, no entanto, a Latam (resultado da fusão da TAM com a LAN) alterou esse código para LA, o mesmo que já era utilizado pela antiga LAN Chile. Dessa forma, o voo JJ3579 (de São Paulo a Brasília) passa a ser identificado como LA3579, por exemplo. A exceção são os voos de e para os EUA, que permanecem com o código JJ.

A mudança, segundo a companhia, é mais um passo da integração de todo o grupo na América do Sul e ocorre após a mudança do sistema de reserva de voo. Os braços brasileiro e paraguaio do grupo utilizavam o sistema da marca Amadeus, enquanto nos mercados da Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Peru era adotado o sistema Sabre.

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“Este é um dos passos mais importantes na criação da nova marca Latam. A adoção do Sabre como sistema único de inventário, reservas, vendas e check-in tornará ainda mais simples as conexões em voos internacionais e domésticos de passageiros de toda a malha da Latam, independentemente do país em que ele adquira seu bilhete”, afirma, em nota, Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil.

Segundo a Latam, a mudança não afeta os horários dos voos, e os passageiros com bilhetes comprados foram informados das alterações no código dos voos. “No Brasil, desde 2 de fevereiro, a emissão de bilhetes para voos a partir de 11 de maio passou a ser feita com o novo código LA. Já os bilhetes emitidos antes de 2 de fevereiro para voos a partir de 11 de maio tiveram seus códigos de voos alterados automaticamente para o sistema Sabre”, diz a empresa em comunicado.

Após fusão, prevalece sistemas da LAN Chile

A mudança do código dos voos é mais um caso no qual a empresa brasileira teve de se adaptar aos padrões da companhia chilena. O ponto mais emblemático para os passageiros foi a escolha da aliança internacional de companhias aéreas.

Antes da criação da Latam, a brasileira TAM fazia parte da Star Alliance, enquanto a LAN era integrante da One World. Com a integração do grupo, a Latam optou por ficar na One World, forçando a mudança de aliança da companhia brasileira. Com a saída da Latam, a Avianca passou a fazer parte da Star Alliance.

No final de março, um levantamento do site Airway, parceiro do UOL, apontou que enquanto a Latam Chile recebe novos aviões, a Latam Brasil vê sua frota envelhecer.

Em nota, a Latam nega que a mudança dos códigos dos voos no Brasil seja uma comprovação de que o comando de todas as empresas do grupo é dos chilenos. “A Latam Airlines Brasil é uma companhia aérea brasileira, que faz parte do maior grupo de companhias aéreas da América Latina”, diz a empresa. “A Latam também optou por implementar uma estratégia inovadora de migração para minimizar os impactos deste processo para os passageiros, algo que só foi possível por causa da adoção de um código único de operação”, completa.

Segundo a empresa, com a mudança, os passageiros passam a ter acesso, em todos os canais de vendas, aos mais de 140 destinos em 25 países para os quais a Latam voa. Outra mudança é em relação ao check-in realizado por meio da internet, que foi reduzido de 72 horas para até 48 horas antes do horário previsto para decolagem.

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Reportagem: Vinícius Casagrande / Edição: Maria Carolina Abe

Usar milhas e pontos de programas de fidelidade é uma forma de economizar na compra da passagem aérea, mas nem sempre o passageiro consegue juntar a pontuação necessária, especialmente em voos para o exterior. De olho nesse público, as empresas criaram os clubes de milhagem.

Funciona assim: o cliente paga uma assinatura mensal e, em troca, ganha uma quantidade de pontos ou milhas. Quanto mais cara for a assinatura, mais pontos ou milhas ele ganha. O assinante também tem direito a alguns outros benefícios, como pontuação extra em voos ou ao fazer transferências de cartões de crédito ou programas parceiros, validade maior dos pontos/milhas e promoções exclusivas.


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Como escolher o melhor plano para você?

Para facilitar a comparação entre os planos, o blog Todos a Bordo calculou quanto custa para o assinante cada ponto ou milha. Nas tabelas abaixo, esse valor aparece na coluna da direita.

Usando esse critério, o Clube 1.000 da Multiplus tem os pontos mais caros: R$ 0,0429 cada.

A Multiplus, aliás, tem uma característica curiosa: é mais barato comprar um ponto no plano intermediário do que no plano top de linha.

A Smiles e o Tudo Azul têm os preços mais baixos no plano que permite acumular até 10.000 milhas ou pontos por mês: R$ 0,0299 cada.

Vale a pena entrar em um clube de milhas?

Para saber isso, é preciso comparar o preço cobrado pela companhia aérea em uma rota e a quantidade de milhas ou pontos necessários para emitir a passagem.

Por exemplo: nos planos que têm as milhas e pontos mais baratos, o lote de 10.000 custa R$ 299. Assim, se uma passagem custar R$ 299, só vale a pena comprar pelo programa de fidelidade se forem necessários menos de 10.000 pontos ou milhas para a emissão do bilhete. Além disso, é preciso calcular o valor das taxas e embarque, que devem ser pagos em dinheiro.

De 9 simulações, em uma o clube de milhas foi vantajoso 

O Todos a Bordo fez nove simulações usando os valores mais baixos cobrados para cada ponto ou milha em cada programa.

Em apenas um caso fazer parte do clube de milhas foi mais vantajoso do que comprar a passagem no site da companhia aérea.

Foi em uma viagem de ida e volta entre São Paulo e Orlando (EUA). Com o clube Smiles, a passagem para voar com a Delta custaria R$ 2.573,33 (80 mil milhas mais R$ 181,33 de taxa de embarque). O mesmo bilhete na companhia aérea norte-americana é oferecido por R$ 2.828,98, uma diferença de 9%.

Veja alguns exemplos:

São Paulo – Miami (Latam e Multiplus)
Ida em 9 de junho e volta em 23 de junho
Pontos necessários: 60.000 + R$ 181,33 (taxa de embarque)
Custos no Clube 5.000: R$ 2.158,80 (60.000 x R$ 0,03598 por ponto) + R$ 181,33 (taxa de embarque)
Total investido: R$ 2.340,13
Preço no site da Latam: R$ 2.187,35
Diferença: R$ 152,77 a menos para compras diretamente no site da Latam (7% mais caro no Clube Multiplus)

São Paulo – Buenos Aires (Gol e Smiles)
Ida em 9 de junho e volta em 23 de junho
Pontos necessários: 30.000 + R$ 332,25 (taxa de embarque)
Custos no Plano 10.000: R$ 897 (30.000 x R$ 0,0299 por milha) + R$ 332,25 (taxa de embarque)
Total investido: R$ 1.229,25
Preço no site da Gol: R$ 1.138,41
Diferença: R$ 90,84 a menos para compras diretamente no site da Gol (8% mais caro no Clube Smiles)

São Paulo – Fort Lauderdale, Miami (Tudo Azul e Azul)
Ida em 9 de junho e volta em 23 de junho
Pontos necessários: 67.000 + R$ 429,08 (taxa de embarque)
Custos no Clube 10.000: R$ 2.003,30 (67.000 x R$ 0,0299 por ponto) + R$ 429,08 (taxa de embarque)
Total investido: R$ 2.432,38
Preço no site da Azul: R$ 2.348,38
Diferença: R$ 84 a menos para compras diretamente no site da Azul (3,5% mais caro no Clube Tudo Azul)

Outros benefícios: bônus, sala VIP e bagagem grátis

Também é possível incluir na conta outros benefícios oferecidos pelos clubes de milhagem. Nesse caso, o valor varia de uma pessoa para outra e é preciso avaliar qual o seu perfil para, então, definir o plano mais vantajoso.

Na Multiplus, por exemplo, o Clube 10.000 dá 30% de pontos extras nas transferências de cartões de crédito ou programas parceiros. Segundo o diretor comercial da Multiplus, Carlos Formigari, cada cliente transfere, em média, 100 mil pontos dos cartões de crédito e 50 mil pontos de outros programas parceiros por ano, o que daria 45 mil pontos extras com a bonificação de 30%. “Nesse caso, o valor de cada ponto passa a ser de R$ 0,0269”, afirma.

Além disso, os associados ainda podem economizar de outras formas, dependendo do programa e do plano escolhido. Alguns oferecem despacho de bagagem gratuito, acesso a sala VIP e pontos qualificáveis para subir de categoria dentro do programa de fidelidade, o que daria mais pontos a cada voo realizado.

O que as empresas dizem

“A ideia do clube é ser um acelerador para acumular mais milhas e ajudar a chegar mais rápido ao objetivo”, afirma André Fehlauer, diretor de produtos da Smiles.

Ele cita como principais benefícios para os associados a validade de dez anos das milhas, bônus nas transferências de cartões de crédito (5% após seis meses e 10% após um ano), desconto de 10% na compra de produtos com milhas no Shopping Smiles, promoções exclusivas de milhas reduzidas, além de pontos qualificáveis para subir de categoria Smiles.

“Toda semana temos algum tipo de promoção exclusiva. Os clientes já sabem como funcionam e esperam até que tenha um valor atrativo para a emissão da passagem para determinado destino”, diz.

O diretor comercial da Multiplus afirma que a última reformulação dos planos, em janeiro, foi feita após uma análise e consulta com os clientes. “É um produto para aumentar os participantes já engajados e pensado para a nossa base de clientes”, diz Carlos Formigari. Segundo ele, o público-alvo são os clientes que já fazem transferência de outros programas e que procuram outros benefícios, como o acesso a salas VIP.

A Tudo Azul foi procurada, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. Entre os principais benefícios adicionais estão a possibilidade de assinatura anual com desconto de até 14% em relação ao preço normal da mensalidade, bônus ao transferir os pontos do seu cartão de crédito (de 5% após 6 meses e 10% após 12 meses) e pontos extras de acordo com o tempo de permanência.


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Brasil terá oferta recorde de passagem direta para Orlando (EUA) em 2018
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Serão 468 mil assentos em voos diretor do Brasil a Orlando em 2018 (Getty Images)

O Brasil terá uma oferta recorde de assentos em voos para Orlando (EUA) neste ano. Uma projeção do aeroporto de Orlando aponta que serão 486 mil assentos disponíveis ligando sete cidades brasileiras a Orlando durante todo o ano. É o maior número desde 2013, quando foram registrados 361 mil lugares em voos diretos entre cidades do Brasil e Orlando.

Atualmente, o Brasil tem 31 voos semanais diretos para Orlando. Até o final do ano, serão criados mais 16 voos semanais, totalizando 47. São os seguintes os voos a serem criados:

Latam: A partir de julho, a empresa começa dois voos semanais entre Fortaleza (CE) e Orlando. A empresa já tem voos para Orlando a partir de São Paulo (todos os dias) e do Rio de Janeiro (quarta, sexta e domingo).

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Gol: Em novembro, a empresa terá sete voos semanais saindo de Brasília (DF) e mais sete de Fortaleza (CE), ambos direto para Orlando. Será um voo diário de cada cidade.

Azul: iniciou em dezembro do ano passado um voo direto entre o aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) e Orlando três vezes por semana (quarta, sexta e domingo). A companhia aérea também tem voos todos os dias a partir do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e quatro vezes por semana (segunda, terça, quinta e sábado) a partir de Recife (PE).

Delta: já opera sete voos semanais (um por dia) diretos para Orlando a partir do aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

Brasil está de volta ao mapa

“O Brasil está de volta. O ressurgimento do nosso terceiro maior mercado internacional traz um bem-vindo impulso à economia local”, afirma Phill Brown, CEO do aeroporto de Orlando em comunicado. A quantidade de brasileiros em Orlando só perde para britânicos e canadenses.

O executivo afirma que o crescimento de voos deve gerar um impacto em 2018 de cerca de US$ 1 bilhão (R$ 3,25 bilhões). O valor representa um crescimento de 111% em relação a 2013, quando houve o recorde anterior de voos diretos entre Brasil e Orlando.

O CEO do aeroporto de Orlando avalia que a retomada da economia brasileira é o que vai impulsionar a presença maior de brasileiros na cidade. Ele cita um levantamento da agência Reuters que projeta um crescimento da economia de 2,3% para 2018.

O aeroporto mais movimentado da Flórida

No ano passado, o aeroporto de Orlando se tornou o mais movimentado da Flórida ao superar levemente o aeroporto de Miami em número de passageiros. Segundo dados oficiais, Orlando recebeu 44,61 milhões de passageiros em 2017, um crescimento de 6,41% em relação ao ano anterior (2,7 milhões de passageiros).

Por outro lado, o aeroporto de Miami registrou uma queda de 1,15%. Em 2017, passaram pelo local 44,58 milhões de passageiros. A diferença entre os dois terminais no último ano foi de exatamente 26.662 passageiros.

Cidades com voos diretos do Brasil a Orlando:

Belo Horizonte (MG): Azul

Brasília (DF): Gol (a partir de 4 de novembro)

Campinas (SP): Azul

Fortaleza (CE): Latam (a partir de 5 de julho) e Gol (a partir de 4 de novembro)

Guarulhos (SP): Delta e Latam

Recife (PE): Azul

Rio de Janeiro (RJ): Latam

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Nordeste terá 50% mais de voos internacionais, para Argentina, EUA e Europa
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Serão mais 35 voos internacionais por semana a partir do Nordeste em 2018 (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A região Nordeste do Brasil tem atraído a atenção das companhias aéreas como uma nova ligação para voos internacionais. Em 2018, os voos para o exterior com saídas a partir de cidades do Nordeste devem ter um aumento de 50%.

Segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), atualmente há 70 voos regulares internacionais por semana a partir de aeroportos da região. Para 2018, está prevista a criação de pelo menos mais 35 novos voos regulares, o que elevaria para 105 decolagens semanais rumo ao exterior. Os dados não consideram voos temporários ou de fretamento.

O crescimento será feito por companhias aéreas que já operam voos internacionais na região. Atualmente, 11 empresas têm voos para o exterior a partir do Nordeste. Em 2018, o número passará para 13. A região também ganhará dois novos destinos internacionais: Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, e Rosário, na Argentina.

Todos os novos voos sairão de Fortaleza (CE), Recife (PE) ou Salvador (BA), cidades que já contam com voos internacionais. Além delas, outras cinco cidades do Nordeste também têm voos para exterior, mas que devem permanecer com as mesmas operações atuais. São elas: Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN) e Porto Seguro (BA).

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KLM terá três voos semanais entre Fortaleza e Amsterdã (Divulgação)

Fortaleza é campeã de novos voos

Fortaleza é a principal responsável pelo aumento dos voos internacionais no Nordeste. Somente a capital cearense tem prevista a estreia de 24 voos por semana. O crescimento internacional de Fortaleza começou quando o grupo Air France-KLM anunciou o início de novos voos para Paris, na França, e Amsterdã, na Holanda.

A ideia inicial era que fossem três voos semanais entre Fortaleza e Amsterdã e dois entre Fortaleza e Paris. Após o início das vendas dos bilhetes, o grupo decidiu incluir um terceiro voo para Paris. Nos voos para a capital francesa, o grupo Air France-KLM irá utilizar aviões de sua nova companhia aérea, a Joon, criada no ano passado.

Uma passagem entre Fortaleza e Paris em voos diretos, com ida dia 13 de maio e volta dia 20 de maio, custa R$ 3.027. Se a mesma viagem fosse feita com conexão em São Paulo ou Rio de Janeiro, o valor subiria para R$ 3.988.

Na rota entre Fortaleza e Amsterdã em voos diretos, com ida de 10 de maio e volta dia 19 de maio, a passagem custa R$ 2.489. Em voos com conexão em São Paulo ou no Rio de Janeiro, a viagem subiria para R$ 3.932.

Novo Boeing 737 MAX terá autonomia para voar de Fortaleza a Miami sem escala (Foto: Divulgação/Gol)

Parceira do grupo franco-holandês, a brasileira Gol reforçou suas operações em Fortaleza para facilitar a conexão de passageiros. “A Gol vai aumentar sua oferta na região e oferecer mais de 60 mil novos assentos por mês de e para a cidade, com um incremento de 35% da oferta de assentos”, afirma Celso Ferrer, vice-presidente de planejamento da Gol.

Aproveitando a presença maior na capital cearense, a Gol escolheu a cidade para retomar os voos para os Estados Unidos. A companhia terá um voo diário entre Fortaleza e Orlando e outro voo diário entre Fortaleza e Miami. No total, serão 14 voos semanais a partir de novembro. A empresa também terá voos para Miami e Orlando a partir de Brasília (DF).

O voo direto da Gol entre Fortaleza e Miami, com ida dia 4 de novembro (voo inaugural) e volta dia 11 de novembro, custa R$ 2.122,98. Na rota entre Fortaleza e Orlando, nas mesmas datas, a passagem custa R$ 2.219,62.

“Fortaleza possui localização privilegiada, facilitando as possibilidades de conexões rápidas e eficientes com os demais destinos. O potencial de desenvolvimento do seu aeroporto, economia e turismo também contribuem para o aumento das operações no Estado. Todos estes benefícios foram decisivos para a escolha de Fortaleza como sede do hub em parceria com a Air France KLM”, afirma o vice-presidente da Gol.

Latam terá novos voos a partir de Fortaleza, Recife e Salvador (Foto: Divulgação)

Latam entra na disputa em Fortaleza

Em resposta às inciativas da parceria da Gol com o grupo Air France-KLM em Fortaleza, a Latam anunciou a criação de dois novos voos semanais entre Fortaleza e Orlando e o aumento de um para dois voos semanais na rota entre Fortaleza e Miami.

Durante o anúncio, o CEO da Latam, Jerome Cadier, aproveitou para cutucar a rival. Na ocasião, a Gol ainda não havia anunciado seus voos próprios para os Estados Unidos. “O Nordeste precisa ser mais do que um simples ponto de conexão com empresas parceiras de outros continentes. Com voos diretos próprios, vamos aproximar ainda mais a região de outros destinos no mundo”, disse na época.

Além de Fortaleza, a Latam criou um voo semanal entre Salvador e Miami, aumentou a frequência na rota entre Recife e Miami e transformou de temporário para definitivo o voo semanal entre Salvador e Buenos Aires, na Argentina.

Para viagens entre Recife e Miami em maio, a passagem custa R$ 1.767. Na rota entre Fortaleza e Orlando, no voo inaugural direto de 5 de julho, a passagem de ida e volta sai por R$ 3.722. No trecho entre Salvador e Miami, a passagem de ida no dia 29 de abril (voo inaugural) e volta em 6 de maio, a passagem custa R$ 1.763.

A Latam já teve planos de criar um hub (centro de distribuição de voos no Nordeste). No entanto, a crise econômica brasileira fez a companhia congelar esse projeto, que segue sem data para ser implementado. “A companhia entende que um verdadeiro hub demandaria um mercado aquecido e sustentável no longo prazo que justifique a criação de uma base de voos e alocação de frota na região”, afirma a empresa em nota.

Azul reforça operação internacional em Recife (Divulgação)

Azul terá mais um destino nos Estados Unidos

A Azul passará a voar a partir de Recife para Fort Lauderdale, na região de Miami. Serão dois voos semanais a partir de maio, ganhando uma terceira frequência por semana em junho. Atualmente, a companhia já conta com quatro voos semanais entre Recife e Orlando.

Segundo a empresa, os voos de Recife para os Estados Unidos permitirão uma rápida conexão para os passageiros que saem de Salvador, João Pessoa, Maceió, Natal, Fortaleza, Aracaju e Rio de Janeiro. Os voos diretos com ida dia 13 de maio e volta dia 19 de maio custa R$ 2.070.

A companhia aérea também terá voos para dois novos destinos na Argentina a partir da capital pernambucana. Os voos saindo de Recife para as cidades de Rosário e Córdoba serão uma vez por semana.

“Nossa malha no Recife vem crescendo a cada dia, permitindo que a companhia ofereça conexões rápidas e convenientes para vários destinos no país e no mundo”, afirma John Rodgerson, presidente da Azul.

Copa Airlines terá novos voos entre Panamá e Fortaleza e Recife (Divulgação)

Copa terá voos do Panamá para Fortaleza e Salvador

A companhia aérea panamenha Copa Airlines, que já voa para sete cidades brasileiras, também deve reforçar sua presença no Nordeste. A empresa já tem dois voos semanais entre Recife e Cidade do Panamá. A partir de julho, serão mais dois voos por semana entre o Panamá e Fortaleza e outros dois voos do Panamá para Salvador.

A Copa Airlines utiliza seu hub na Cidade do Panamá para conectar os passageiros a 78 cidades em 32 países da América do Norte, Central e do Sul e no Caribe.

Veja os novos voos a partir da região Nordeste do Brasil para 2018:

Gol: Fortaleza – Miami (sete voos semanais)

Gol: Fortaleza – Orlando (sete voos semanais)

Latam: Fortaleza – Orlando (dois voos semanais)

Latam: Fortaleza – Miami (aumento de mais um voo semanal)

Latam: Salvador – Miami (um voo semanal)

Latam: Salvador – Buenos Aires (um voo semanal – era temporário e vira definitivo)

Latam: Recife – Miami (aumento de mais um voo semanal)

Azul: Recife – Fort Lauderdale (três voos semanais)

Azul: Recife – Rosário (um voo semanal)

Azul: Recife – Córdoba (um voo semanal)

KLM: Fortaleza – Amsterdã (três voos semanais)

Air France: Fortaleza – Paris (três voos semanais)

Copa Airlines: Fortaleza – Cidade do Panamá (dois voos semanais)

Copa Airlines: Salvador – Cidade do Panamá (dois voos semanais)

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Latam muda cobrança de bagagem; 1ª mala sobe 33% e vai de R$ 30 para R$ 40
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Latam muda tabela de preços para transporte de bagagem em voos nacionais (Divulgação)

A Latam mudou nesta segunda-feira (29) a forma de cobrança para as bagagens despachadas em voos nacionais. Com a alteração da tabela de valores, o preço para quem comprar o transporte de uma mala de até 23 kg no momento da emissão do bilhete subiu 33%, passando de R$ 30 para R$ 40. A inflação desde o início da cobrança das bagagens (junho/17) até dezembro (último dado disponível) foi de 1,5%.

Em algumas situações, houve redução no preço das bagagens, mas em porcentagens menores.

O passageiro pode adquirir o serviço de despacho de bagagem durante a compra da passagem ou a qualquer momento antes do voo. No entanto, havia diferença de preços se o pagamento fosse feito junto com a compra da passagem ou depois da emissão do bilhete.

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Com a nova tabela de preços, a Latam decidiu unificar os valores. “A companhia não fará mais distinções entre os valores cobrados no momento da emissão do bilhete e de forma antecipada, a qualquer momento antes do embarque”, afirma a empresa em comunicado.

Com isso, houve também uma redução de 20% para quem compra o serviço após a emissão do bilhete, mas ainda antes do check-in no aeroporto. Nesse caso, o preço para transportar uma mala de até 23 kg caiu de R$ 50 para R$ 40.

Os passageiros que precisem levar uma segunda mala na viagem também terão um custo adicional quando o serviço for adquirido no momento da compra da passagem. O valor para o transporte da segunda mala subiu de R$ 50 para R$ 60, um acréscimo de 20%.

A partir da terceira mala despachada, não houve mudança de preço (R$ 80) para pagamento na hora da emissão do bilhete. Para compras antes do check-in, houve uma queda de 27%, passando de R$ 110 para R$ 80.

Os valores cobrados pela Latam para pagamento pelo transporte de bagagem no momento do check-in no aeroporto não sofreram alterações.

Veja a nova tabela de preços:

1ª mala de até 23 kg:

Pagamento junto com a emissão da passagem: R$ 40 (eram R$ 30)

Pagamento após a compra da passagem e antes do embarque: R$ 40 (eram R$ 50)

Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 80 (eram R$ 80 mesmo)

2ª mala de até 23 kg:

Pagamento junto com a emissão da passagem: R$ 60 (eram R$ 50)

Pagamento após a compra da passagem e antes do embarque: R$ 60 (eram R$ 80)

Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 110 (eram R$ 110 mesmo)

A partir da 3ª mala de até 23 kg:

Pagamento junto com a emissão da passagem: R$ 80 (eram R$ 80 mesmo)

Pagamento após a compra da passagem e antes do embarque: R$ 80 (eram R$ 110)

Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 200 (eram R$ 200 mesmo)

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Número de passageiros em voos nacionais volta a subir após 2 anos de queda
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Aéreas brasileiras transportaram 89,9 milhões de passageiros em voos nacionais (Getty Images)

Por Vinícius Casagrande

O mercado aéreo brasileiro voltou a crescer no último ano após ter registrado dois anos seguidos de queda. O total de passageiros transportados pelas companhias aéreas em voos nacionais teve alta de 2,7% no acumulado entre janeiro e dezembro de 2017 na comparação com 2016, segundo dados divulgados nesta terça-feira (23) pela Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas).

No último ano, as quatro principais companhias aéreas brasileiras (Gol, Latam, Azul e Avianca) transportaram 89,9 milhões de passageiros em voos domésticos. São 2,4 milhões a mais do que o registrado em 2016. No entanto, o número ainda é de 4,8 milhões a menos do registrado em 2014, quando foram transportados 94,7 milhões de passageiros.

Entre agosto de 2015 e fevereiro de 2017, o mercado nacional acumulou 19 meses consecutivos de queda no volume de passageiros. Com a recuperação a partir de março, o número total de passageiros teve o terceiro melhor resultado anual em 2017 (abaixo de 2014 e 2015, respectivamente), segundo os dados da Abear.

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A recuperação do transporte aéreo no Brasil registrou em dezembro dez meses de crescimento contínuo. Com isso, as companhias aéreas voltaram a investir em novos voos e aumento da capacidade. A oferta de assentos disponíveis registra seis meses seguidos de crescimento.

No mês de dezembro, foram transportados 8,4 milhões de passageiros, um aumento de 5,76% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Foi o segundo melhor dezembro da série história, atrás apenas de 2014, e o segundo melhor mês do ano, perdendo apenas para janeiro.

Com a recuperação, as companhias aéreas aumentaram a capacidade de assentos em 3,38%. Ainda assim, os aviões decolaram com mais passageiros a bordo. O fator de aproveitamento em cada voo teve alta de 1,91 ponto percentual, atingindo o índice médio de 83,29% de ocupação por voo no mês.

Número total de passageiros em voos nacionais:

2013: 88,9 milhões de passageiros

2014: 94,7 milhões de passageiros

2015: 94,6 milhões de passageiros

2016: 87,5 milhões de passageiros

2017: 89,9 milhões de passageiros

Participação das companhias aéreas:

Gol: 36,35%

Latam: 32,74%

Azul: 17,92%

Avianca: 12,99%

Mercado internacional

No mercado internacional, as companhias aéreas brasileiras registram o melhor ano histórico no número total de passageiros transportados no último ano, com o recorde de 8,4 milhões de passageiros e crescimento de 11,7% em relação a 2016.

A oferta registrou expansão de 10,61%, enquanto as empresas tiveram um aproveitamento médio de 84,81% no ano.

Número total de passageiros em voos internacionais transportados por companhias brasileiras:

2013: 6 milhões de passageiros

2014: 6,3 milhões de passageiros

2015: 7,2 milhões de passageiros

2016: 7,4 milhões de passageiros

2017: 8,4 milhões de passageiros

Participação entre as companhias aéreas brasileiras no mercado internacional:

Latam: 74,89%

Gol: 10,75%

Azul: 11,80%

Avianca: 2,56%

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Latam e Azul são companhias aéreas com mais reclamações em 2017, diz Anac
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Latam foi a companhia com maior número de reclamações em 2017, segundo a Anac (Divulgação)

As companhias aéreas Latam e Azul foram as que receberam a maior quantidade de reclamações de passageiros no último ano, segundo um ranking elaborado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O índice das duas empresas é de 18 reclamações para cada 100 mil passageiros transportados.

Na soma de todas as companhias aéreas, foram 12.314 reclamações em 2017, com média geral de 14 casos para cada 100 mil passageiros.

Latam: 18 reclamações para cada 100 mil passageiros (5.479 casos e 30,5 milhões de passageiros transportados)

Azul: 18 reclamações para cada 100 mil passageiros (3.478 casos e 19,5 milhões de passageiros transportados)

Avianca: 12 reclamações para cada 100 mil passageiros (1.179 casos e 9,8 milhões de passageiros transportados)

Gol: 7 reclamações para cada 100 mil passageiros (2.178 casos e 29,1 milhões de passageiros transportados)

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A Anac avaliou também o tempo que cada companhia aérea demorou para responder às reclamações dos passageiros. A Azul foi a mais rápida e a Avianca, a mais lenta. No entanto, quando são analisados os casos efetivamente resolvidos, o ranking se inverte. A Avianca foi a mais eficaz e a Azul, a mais ineficiente.

No resultado final da pesquisa, a Avianca foi a companhia aérea brasileira com maior índice de satisfação entre os passageiros que apresentaram reclamações para a Anac. Já a Azul teve a pior avaliação.

Em resposta, a Azul afirmou que “tem o compromisso de atender seus Clientes com excelência, por meio de um serviço de qualidade, eficiência, presteza e, principalmente, segurança.”

A Latama afirmou que “está empenhada em prestar o melhor serviço aos seus clientes, cumprindo todas as exigências de atendimento, conforme a legislação vigente. ​A companhia reforça, ainda, que mantém um canal aberto para diálogo com todos os seus clientes”.

Azul teve a pior avaliação em pesquisa da Anac (Divulgação)

Tempo de resposta média:

Avianca: 8,55 dias

Gol: 8,19 dias

Latam: 7,85 dias

Azul: 5,09 dias

Índice de solução das reclamações, conforme a avaliação dos consumidores:

Avianca: 77,11%

Latam: 68,79%

Gol: 66,45%

Azul: 53,44%

Índice de satisfação dos consumidores com o atendimento prestado pelas empresas na plataforma Consumidor.gov.br (notas de 1 a 5)

Avianca: 2,96

Gol: 2,65

Latam: 2,54

Azul: 2,08

Segundo a Anac, os dados foram coletados a partir de janeiro de 2017 por meio da plataforma consumidor.gov.br. A Anac afirmou que deve divulgar, ainda no primeiro trimestre deste ano, um relatório detalhado com os assuntos que mais geraram reclamações dos passageiros.

“A divulgação desses dados resultará em maior transparência sobre a qualidade dos serviços prestados pelas companhias aéreas brasileiras, permitindo que o acesso à informação potencialize o poder de escolha dos consumidores e estimule a concorrência”, afirma a agência.

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Mala de mão grande pode ter cobrança adicional (Divulgação/ Crystal Cabin Awards)

Por Vinícius Casagrande

Como forma de evitar o pagamento para despachar uma mala durante as viagens de avião, os passageiros têm optado por levar apenas a bagagem de mão. Alguns viajantes, no entanto, acabam exagerando no tamanho da mala, excedem os padrões estabelecidos pelas companhias aéreas e são pegos de surpresa com a cobrança de uma taxa adicional no momento de entrar no avião.

Quando permitiu a cobrança para o transporte de malas no porão do avião, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aumentou também o peso da bagagem de mão que os passageiros têm direito a levar dentro da cabine. Com as novas regras, o limite da mala de mão passou de 5 kg para 10 kg.

Apesar do aumento do peso permitido, as companhias aéreas também ficaram liberadas para determinar as dimensões máximas das malas a serem transportadas na cabine de passageiros. Para conferir se o tamanho da bagagem está dentro das regras estabelecidas, algumas companhias aéreas criaram um compartimento para medir as malas antes do embarque.

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O modelo é semelhante ao adotado por diversas companhias de baixo custo europeias. Antes de embarcar no avião, o passageiro tem de colocar sua mala dentro de uma caixa. Se ela couber perfeitamente, pode entrar no avião.

Se a mala não entrar nessa caixa, significa que ela é maior do que o tamanho permitido e deverá ser encaminhada para o porão do avião, ficando sujeita às regras de bagagem despachada, o que pode gerar um custo adicional ao passageiro.

As companhias aéreas afirmam que o limites levam em contam as dimensões dos bagageiros internos dos aviões. Se a mala estiver dentro das regras da companhia aérea, mas não houver mais espaço na cabine de passageiros, ela poderá ser despachada no porão do avião, mas sem nenhum custo extra para o passageiro.

Os tamanhos variam para cada empresa. Mas, considerando os menores requisitos para que você possa voar em qualquer companhia nacional, em voos domésticos, estas são as dimensões ideais:

Altura: 55 cm

Largura: 35 cm

Profundidade: 25 cm

Para evitar surpresas na hora do embarque, veja as regras detalhadas de cada companhia aérea nacional para voos domésticos.

Latam mede o tamanho das malas na entrada do avião (Divulgação)

Latam

Na companhia aérea Latam, as dimensões máximas da bagagem de mão são de 55 cm altura x 35 cm de largura x 25 cm de profundidade. A empresa faz a verificação dos parâmetros por meio de um gabarito (caixa) presente no portão de embarque do aeroporto. As malas que não cabem nesse gabarito são enviadas para o porão do avião.

Todas as malas de mão também devem ter peso máximo de 10 kg. A exceção é para os passageiros que compraram bilhetes nas categorias Premium Business e Premium Economy. Nesse caso, o limite máximo é de 16 kg.

Caso a mala de mão tenha de ser encaminhada para o porão do avião por exceder os limites estabelecidos pela Latam, ela passa a entrar nas regras de bagagem despachada. Se o bilhete comprado pelo passageiro não der o direito ao despacho de bagagem, o valor cobrado pela Latam para a primeira mala é de R$ 80, que deverá ser pago ainda no portão de embarque.

Se o passageiro já despachou uma mala no momento do check-in e a bagagem de mão também precisar ser transportada no porão do avião, ela é considerada como segunda mala despachada. Nesse caso, o valor cobrado sobe para R$ 110.

No site da Latam, há uma página com todos os itens que podem ser transportados na cabine de passageiros.

Na Azul, é permitido levar apenas um volume dentro da cabine do avião (Divulgação)

Azul

A Azul permite o embarque de apenas um volume com peso máximo de 10 kg e limite de tamanho de 115 cm, somando-se altura, largura e profundidade da mala. Segundo a empresa, itens pessoais como bolsas, pastas, laptops e até compras nas lojas do aeroporto devem ser colocadas dentro da bagagem de mão. A verificação dos limites é feita pelos funcionários da companhia diretamente no portão de embarque dos aeroportos.

“É comum clientes aparecerem com bagagens que ultrapassam 10 kg, um volume ou os 115 cm permitidos. Por isso, a companhia realiza hoje uma campanha educativa, mas não descarta a possibilidade de, no futuro, cobrar pelo despacho de bagagens que excedem o limite e que, portanto, não cabem nos bins [bagageiros]”, afirma a Azul, em nota.

A Azul possui dois perfis de tarifas, com ou sem o direito ao despacho de bagagem. Segundo a empresa, a franquia só trata de peso e não de quantidade de volumes. Assim, se o passageiro comprou uma tarifa com franquia, tem 23 kg de bagagem em voos domésticos, independentemente do número de volumes.

Qualquer peso acima, é cobrado como excesso de bagagem. Se a tarifa não dá direito ao transporte de bagagem, qualquer peso despachado é cobrado como uma “franquia” de 23 kg. Caso o peso somado das malas seja superior, é cobrado como excesso de bagagem.

O valor do transporte de bagagem depende do meio da compra (site, canais de atendimento telefônico ou diretamente no aeroporto) e varia entre R$ 50 e R$ 60. O excesso de peso é cobrado por quilo excedente e depende da rota do voo. Os valores podem ser consultados diretamente no site da Azul.

A Gol é a companhia aérea que permite as maiores medidas para a mala de mão (Divulgação)

Gol

As bagagens de mão na Gol devem ter tamanho máximo de 55 cm de altura, 40 cm de largura e 25 cm de profundidade e peso de até 10 kg. Além disso, os passageiros também podem levar a bordo artigos pessoais como bolsa, mochilas ou laptops.

O tamanho das malas de mão pode ser conferido pelos funcionários da Gol no momento do check-in, nos balcões de atendimento e no portão de embarque. Nesse último caso, há uma caixa, chamada pela companhia de gabarito, na qual as malas devem ser colocadas para ver se elas estão dentro das dimensões estabelecidas pela companhia aérea.

Caso a bagagem de mão exceda o tamanho determinado pela empresa, terá de ser despachada no porão do avião. O passageiro terá de comprar uma franquia de bagagem. O valor cobrado pela Gol para compras feitas no momento do check-in é de R$ 60.

Se a franquia de bagagem for adquirida com antecedência no site da empresa, canais de autoatendimento ou agências de viagens, o valor é de R$ 30.

Caso a bagagem ultrapasse 23 kg, será cobrado R$ 12,00 para voos nacionais e R$ 15,00 para voos internacionais por quilo excedente. Nenhuma peça pode ultrapassar 45 kg em voos nacionais e 32 kg em voos internacionais.

Além da mala de mão, Avianca permite levar mais um item pessoal (foto: Divulgação)

Avianca

Na Avianca, a bagagem de mão não pode exceder 115 cm no total, com, no máximo, 55 cm de altura, 35 cm de largura e 25 cm de profundidade. Além disso, é permitido embarcar com um item pessoal de 100 cm, com até 45 cm de largura, 35 cm de altura e 20 cm de profundidade.

Os passageiros que embarcam com um bebê de até 23 meses, podem levar até três peças (mala e dois itens pessoais). Em todos os casos, a bagagem de mão deve pesar até 10 kg, somando todas as peças.

As dimensões e peso da bagagem de mão podem ser verificadas pela companhia aérea no momento do check-in ou no portão de embarque do aeroporto. Caso as dimensões e peso sejam excedidos, o passageiro terá de despachar a bagagem. Nesse caso, o valor cobrado pela Avianca é de R$ 60 por peça nos voos nacionais.

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