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Arquivo : companhias aéreas

Empregado é acusado de trocar destino de malas no melhor aeroporto do mundo
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Funcionário trocou o destino das malas durante quatro meses (Foto: Lucas Lima/UOL).

Um funcionário do aeroporto internacional de Changi, em Cingapura, foi acusado de trocar 286 etiquetas de bagagem e enviar as malas dos passageiros para destinos errados. O aeroporto de Changi foi eleito o melhor do mundo nos últimos cinco anos pelo ranking Skytrax, uma espécie de “Oscar” da aviação.

Tay Boon Keh, 63 anos, compareceu à Justiça nesta semana, mas não esclareceu o que o motivou. Os casos investigados aconteceram quase todos os dias entre novembro do ano passado e fevereiro deste ano. Tray trabalhava para uma empresa terceirizada que presta serviços ao aeroporto, mas já foi demitido.

O aeroporto de Changi transporta todos os dias cerca de 70 mil malas. No ano passado, foram 59 milhões de passageiros, que voaram para 380 destinos.

Segundo o jornal “Straits Times”, de Cingapura, foram afetados passageiros das companhias aéreas Singapore Airlines, Silkair e Lufthansa. As bagagens trocadas tinham como destino os aeroportos de Hong Kong, na China; Manila, nas Filipinas; Londres, na Inglaterra; e Perth, na Austrália, entre outros.

O julgamento do caso deve ser retomado em meados de outubro. Caso seja considerado culpado, o funcionário acusado de ter feito a troca das etiquetas de bagagem pode ser condenado a até um ano de prisão e ao pagamento de multa nos 286 processos pelos quais responde.

Em entrevista ao jornal “Straits Times”, um porta-voz do aeroporto de Changi afirmou que esse foi um caso isolado, que não representou nenhum risco à segurança da aviação.

“No entanto, aprimoramos o controle de acesso e o monitoramento por câmeras de segurança da área de bagagem”, afirma.

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Empresas cobram R$ 30 para o despacho de uma mala de 23 kg (Foto: Lucas Lima/UOL)

Um levantamento da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) aponta que as tarifas médias de passagens aéreas tiveram queda entre 7% e 30% desde que teve início a cobrança de bagagem em voos nacionais, dependendo da rota e da companhia aérea. Os dados se referem às passagens vendidas entre junho e o começo de setembro pelas companhias Azul, Gol e Latam.

A rota que apresentou o menor percentual de queda foi entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, pela companhia Gol. Os dados apontam uma redução de 6,5% nas tarifas em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na Gol, a maior queda ocorreu na rota entre o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e Salvador. Nesse caso, a redução foi de 30,4%. Na Latam, a maior redução ocorreu na rota entre Brasília e Recife, com queda de 33% comparando agosto deste ano com o mesmo mês do ano passado. Na Azul, as passagens entre Viracopos, em Campinas (SP), e Porto Seguro (BA) tiveram queda ainda maior, chegando a 40,5% de redução em julho deste ano.

Nas três companhias que passaram a cobrar pela bagagem em junho, mais de 60% dos passageiros optaram por comprar passagens que não dão o direito de despachar uma mala de até 23 kg. Segundo os dados apresentados pela Abear, esse índice é de 60% na Azul, 63% na Latam e 65% na Gol. A Avianca começa a cobrança pela bagagem despachada somente na próxima segunda-feira.

Os passageiros que optam pelas passagens sem direito a bagagem podem comprar depois esse serviço. A Abear, no entanto, não divulgou a quantidade de passageiros que tiveram de pagar para incluir o serviço posteriormente. “Ainda não temos esses dados, mas posso garantir que a maioria dos passageiros que comprou passagem sem bagagem de fato viajou sem bagagem”, disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

Segundo dados da entidade, somente na Gol houve aumento de 50% no número de passageiros que viajaram sem despachar bagagem, enquanto na Latam, mais de 900 mil passageiros viajaram nesse período com as tarifas sem direito a mala.

Aumento no número de passageiros

Os dados da Abear também apontam crescimento no número de passageiros dos voos domésticos. Em agosto, a alta foi de 5,51%. Esse foi o sexto mês consecutivo de crescimento. No acumulado do ano, a procura de passageiros teve alta de 1,98%.

As companhias aéreas também registram melhora no aproveitamento de seus voos. O índice de ocupação teve alta de 1,42%, chegando a 80,31%, com 7,6 milhões de passageiros transportados.

A Gol foi a líder do mercado doméstico no mês de agosto, com 35,03% de participação, seguida pela Latam, com 34,13%, Azul, com 17,54%, e Avianca, com 13,30%.

No mercado internacional, as companhias aéreas brasileiras apresentaram alta maior, com crescimento de 16,78% no mês de agosto. No acumulado do ano, a procura internacional cresceu 10%.

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Avianca vai cobrar entre R$ 30 e R$ 60 pela bagagem em voo nacional
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Avianca lança nova classe tarifária a partir de segunda-feira (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Avianca Brasil vai ter uma nova faixa de tarifas em seus voos nacionais para as passagens compradas a partir de segunda-feira (25). A tarifa Promo deve ter o preço mais baixo, segundo a empresa, mas sem direito a levar gratuitamente uma mala de até 23 kg.

Se mudar de ideia, o passageiro poderá incluir depois o despacho da bagagem. Se fizer o pedido pela internet até seis horas antes do voo, o valor será de R$ 30. Se deixar para fazer o pagamento no balcão do check-in, o preço subirá para R$ 60.

Em entrevista exclusiva ao Todos a Bordo, o presidente da Avianca, Frederico Pedreira, afirmou que “a tarifa Promo foi desenhada para quem quer viajar sem bagagem”.

Concorrentes começaram a cobrar em junho

As companhias aéreas estão liberadas para cobrar pelo despacho de bagagem desde o final de abril. As concorrentes Azul, Gol e Latam começaram a cobrança em junho. Segundo Pedreira, a demora para a Avianca seguir pelo mesmo caminho ocorreu porque a companhia queria criar um sistema diferente.

“Queríamos mais tempo para pensar em algo que fizesse sentido para a Avianca. O nosso raciocínio era manter o nosso nível de serviço e, por outro lado, também ter a possibilidade de, ao não incluir o despacho de bagagem, ter uma classe tarifária que fosse mais competitiva para trazer para as nossas aeronaves passageiros que viajariam com menos frequência ou não viajariam”, afirma Pedreira.

Na Azul, Gol e Latam, a diferença de preço da passagem com ou sem direito ao transporte de bagagem é de R$ 30. Na Avianca, o presidente da companhia afirmou que a nova tarifa Promo terá uma diferença maior em relação às demais tarifas para o mesmo voo. Segundo ele, no entanto, não é possível precisar um percentual porque essa diferença pode variar de acordo com a época do ano e a antecedência da compra da passagem. “Será uma diferença considerável entre a Promo e a Economy”, afirma.

Outra diferença é que nas épocas de maior procura ou nas passagens vendidas de última hora, quando os preços costumam ser bem mais altos, só serão vendidas passagens das classes tarifárias superiores, que já incluem o transporte de bagagem. “Não faz sentido o passageiro pagar mais de R$ 1.000 e não ter o direito de despachar uma mala”, afirma.

Lanchinho continua igual

A partir de segunda-feira, serão três tipos de tarifas oferecidos pela Avianca: Promo, Economy e Flex. Além do transporte de bagagem, haverá outras diferenças entre elas, como valor das taxas para reembolso ou remarcação do voo e quantidade de pontos acumulados no programa de fidelidade da companhia.

Segundo o presidente da Avianca, a nova classe tarifária da companhia não vai mudar o serviço de bordo atual, com lanches quentes e sistema de entretenimento sem custo adicional. “Os passageiros vão continuar com todos esses benefícios. Essa é a filosofia da Avianca”, afirma.

Crescimento no mercado doméstico e internacional

Mesmo com a retração do mercado de aviação, a Avianca tem crescido cerca de 15%. Neste ano, a empresa já lançou novas rotas e recebeu aviões maiores, do modelo Airbus A330-200.

A empresa também iniciou neste ano suas operações internacionais de longo curso, com voos entre São Paulo e Miami, nos Estados Unidos, e entre São Paulo e Santiago, no Chile.

A partir de 15 de dezembro, a Avianca inaugura sua segunda rota nos Estados Unidos, com o voo diário entre São Paulo e Nova York. “Serão voos noturnos para atender tanto o púbico a lazer como o de negócios”, afirma Pedreira. A Avianca começou na semana passada a venda de passagens para o voo de Nova York.

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Aéreas cobram mais de R$ 100 só para marcar assento comum em voos longos
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Aéreas cobram reserva antecipada até para o assento do meio (Foto: Getty Images)

Por Vinícius Casagrande

Antes os passageiros de avião em voos internacionais tinham de pagar para sentar em poltronas com mais espaço, mesmo na classe econômica. Há algum tempo, a cobrança também vem acontecendo para marcar assento comum.

A maioria das companhias aéreas que faz voos de longa duração a partir do Brasil cobra para o passageiro reservar, com antecedência, um assento específico no avião. Essa cobrança é feita, normalmente, em passagens mais baratas ou promocionais da classe econômica.

Os valores variam em cada companhia aérea e podem passar de R$ 100. E não é necessário querer algum conforto a mais. O simples fato de escolher com antecedência o seu lugar no avião, mesmo que seja na poltrona do meio, já pode ter um custo extra.

Os passageiros que não quiserem desembolsar um valor além daquele já pago pelo bilhete só conseguem escolher o lugar no qual viajarão no momento do check-in  (normalmente 24h antes do voo pela internet ou no aeroporto, na hora do embarque). O problema é que muitos dos assentos podem já estar reservados e membros de uma mesma família podem ter de viajar separados.

Valores mudam conforme localização

Em algumas companhias aéreas, os valores mudam de acordo com a localização do assento dentro do avião. Na British Airways, por exemplo, há pelo menos cinco preços diferentes para os assentos, que variam de US$ 18 (R$ 56,43) a US$ 48 (R$ 150,48). O que muda é se eles estão localizados na frente ou atrás do avião, nas fileiras da janela, no corredor ou no meio da aeronave. Há, ainda, outros valores para poltronas nas fileiras de apenas dois assentos (US$ 49 ou R$ 153,61) ou nas saídas de emergência (US$ 56 ou R$ 175,56).

Entre as companhias europeias que voam para o Brasil, todas cobram pela reserva antecipada do assento nas classes tarifárias mais baratas. Em algumas, as passagens mais caras já incluem a reserva de assento.

Nas duas companhias aéreas brasileiras que voam para a Europa – Latam e Azul –, é possível reservar um assento com antecedência sem nenhum custo extra. As empresas cobram somente pelo assento conforto, com mais espaço para as pernas.

Assento com mais espaço para as pernas pode chegar a R$ 455 (foto: Divulgação)

Para ter mais conforto, o valor é mais alto

Os passageiros que procuram um pouco mais de conforto a bordo, mesmo viajando em classe econômica, têm de pagar ainda mais para reservar o assento. Poltronas localizadas na primeira fileira da classe econômica ou nas saídas de emergência podem ter um custo extra. Esses são os lugares com mais espaço para o passageiro esticar as pernas.

Na Emirates, por exemplo, o valor para reservar esses assentos pode variar de R$ 180 a R$ 455, dependendo da temporada, rota e destino. O passageiro só descobre o valor exato após emitir e pagar o bilhete aéreo.

Na Lufthansa e na Swiss, a reserva de assentos da primeira fila da classe econômica ou nas saídas de emergência custa R$ 359. Na KLM, o privilégio de poder esticar mais as pernas custa R$ 259, enquanto a TAP cobra R$ 222.

O grupo Air France-KLM afirmou que quando o check-in online é aberto, 30 horas antes do voo, todos os passageiros podem reservar assentos gratuitamente. Os clientes do programa de fidelidade Flying Blue nas categorias Silver, Gold e Platinum, além de seus acompanhantes, não pagam pela reserva de assentos, desde que estejam todos na mesma reserva. O valor da reserva de assento na Air France e na KLM é fixo e não há variação para época do ano.

A British Airways afirmou que oferece reserva grátis de assento 24 horas antes do voo e o serviço pago para os passageiros que quiserem escolher seu lugar antes desse prazo. “A cobrança foi introduzida há alguns anos, após a companhia consultar os clientes e concluir que a medida seria bem aceita”, afirmou a empresa em nota.

A espanhola Iberia confirmou que a reserva de assentos não está incluída nas passagens mais baratas. “Nesses casos, a Iberia determina ao cliente um assento automaticamente no dia anterior à saída do voo. Se o cliente quiser trocar seu lugar, terá um custo para isso”, disse a empresa em nota.

Questionadas, a British e a Iberia não informaram se os valores mudam conforme a época do ano. As demais companhias foram procuradas pelo Todos a Bordo, mas não responderam até a publicação desta reportagem.

Nos voos para os Estados Unidos, não há cobrança

Nas três companhias norte-americanas que voam para o Brasil – American Airlines, United e Delta –, não há a cobrança obrigatória para reserva antecipada de assentos no voo. As únicas taxas são para quem prefere voar na área da frente da classe econômica ou nos assentos com mais espaço.

As empresas brasileiras com voos para os Estados Unidos – Latam, Azul e Avianca – também não cobram taxas para reserva de assentos antecipadamente.

Confira os valores cobrados pelas principais companhias aéreas para a reserva de assento na classe econômica. A pesquisa foi feita no site das companhias aéreas, para passagens reservadas para março do ano que vem. Na maioria das companhias aéreas, em outras datas pesquisadas, os valores permaneceram os mesmos, independentemente da época do ano ou da antecedência na marcação de assento.

Lufthansa

Assento padrão – R$ 109

Primeira fileira ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 359

TAP

Assento padrão – R$ 92,48

Assento na primeira fileira da classe econômica (espaço extra para as pernas) – R$ 129,47

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 221,96

Swiss

Assento padrão – R$ 91

Assento na parte da frente da classe econômica – R$ 173

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 359

KLM

Assento padrão – R$ 73,98

Assento na parte da frente da classe econômica – R$ 110,98

Assento com espaço extra para pernas – R$ 258,95

Air France

Assento padrão – R$ 71,63

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 99,66

Assento em fileira de duas poltronas – R$ 99,66

British Airways

Assentos padrão – de US$ 18 (R$ 56,43) a US$ 48 (R$ 150,48)

Assento em fileira com apenas duas poltronas – US$ 49 (R$ 153,61)

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – US$ 56 (R$ 175,56)

Iberia

De US$ 17 (R$ 53,30) a US$ 33 (R$ 103,45) na baixa temporada

De US$ 22 (R$ 69) a US$ 37 (R$ 116) na alta temporada

Assentos nas saídas de emergência (espaço extra para as pernas) – de US$ 45 (R$ 141) a US$ 92 (R$ 287)

Air Europa

Assento padrão – R$ 53

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 132

Emirates

Assento padrão – entre R$ 45 e R$ 105

Assento na parte da frente – entre R$ 90 e R$ 265

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – entre R$ 180 e R$ 445

United Airlines

Assento padrão – não há cobrança

Delta Airlines

Assento padrão – não há cobrança

American Airlines

Assento padrão – não há cobrança

Latam

Assento padrão – não há cobrança

Azul

Assento padrão – não há cobrança

Avianca

Assento padrão – não há cobrança

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Passageira recebe US$ 4.000 para trocar de voo nos EUA após overbooking
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Tracy Jarvis Smith comemorou a indenização recebida (foto: Reprodução/Twitter)

A companhia norte-americana Delta Airlines pagou US$ 4.000 (R$ 12.547 na cotação desta quinta-feira – 14) para uma passageira ceder seu lugar em voo que estava com overbooking (quando a empresa vende mais assentos do que os disponíveis no avião) na última sexta-feira (8). O voo de uma hora e 50 minutos de duração faria a rota entre Atlanta e South Bend, ambas nos Estados Unidos.

Com o excesso de passageiros para embarcar no avião, a companhia ofereceu inicialmente US$ 2.220 (R$ 6.900) para quem concordasse em pegar um voo mais tarde. A proposta foi feita a todos os passageiros, inclusive os que ainda não estavam garantidos no voo. Como o avião estava lotado com torcedores do time de futebol americano da Universidade da Geórgia, ninguém inicialmente aceitou a proposta. O time jogaria em South Bend.

A companhia começou, então, a aumentar o valor a ser pago. A passageira Tracy Jarvis Smith esperou que a indenização chegasse a US$ 4.000 para aceitar trocar seu voo. “Esse era o meu número mágico”, escreveu em sua conta no Twitter. Tracy estava viajando para encontrar o marido em South Bend.

A negociação foi comemorada até mesmo pelos outros passageiros que estavam no avião. “Nenhum torcedor queria se atrasar”, escreveu Zach Klein em um post com uma foto ao lado de Tracy.

Quando finalmente chegou ao seu destino, Tracy comemorou o dinheiro recebido. “Pousei oito horas mais tarde. Valeu a pena os US$ 4.000”, disse.

As polêmicas com o overbooking

Os casos de overbooking têm gerado polêmica nos últimos meses nos Estados Unidos. Em abril, um passageiro da United Airlines chegou a ser retirado à força do avião. A imagem de David Dao sendo agredido e sangrando foi divulgada em todo o mundo. O presidente da United, Oscar Munhoz, teve de pedir desculpas públicas para tentar salvar a imagem da companhia.

Em entrevista publicada nesta quinta-feira (14) pelo UOL, o diretor de vendas da American Airlines, Dilson Verçosa Jr., afirma que o overbooking é uma prática necessária para as companhias aéreas evitarem prejuízos com os passageiros que não comparecem para o embarque.

No Brasil, os passageiros que não conseguem embarcar por overbooking têm direito a receber uma indenização imediata. De acordo com as regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a multa para voos nacionais é de 250 DES (Direito Especial de Saque), o equivalente a R$ 1.105,92. Nas viagens internacionais, o valor é de 500 DES, ou R$ 2.211,85.

O DES é um ativo de reserva internacional emitido pelo Fundo Monetário Internacional e composto por uma cesta de moedas que inclui o dólar, o euro, a libra e o iene. O valor do DES muda diariamente. Nesta quinta-feira, um DES equivalia a R$ 4,4237.

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Cobrança de mala em voos à Europa começa hoje, com TAP; taxa chega a R$ 300
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Cobrança será feita na tarifa Discount para quem comprou a partir de 1º de agosto (foto: Divulgação)

A portuguesa TAP é a primeira companhia aérea com operações no Brasil a cobrar pelo transporte de bagagem em voos para a Europa. A nova taxa será cobrada dos passageiros que compraram passagens da TAP a partir de 1º de agosto na classe tarifária mais barata da companhia, chamada de Discount, para voar a partir desta sexta-feira (1º de setembro).

Quem comprou passagens até 31 de julho, independentemente da data da viagem e do tipo de tarifa, continua com o direito de transportar gratuitamente duas malas de até 32 kg cada uma.

Para transportar uma mala de até 23 kg, o valor cobrado pela companhia aérea é de 45 euros (R$ 170) caso o pagamento seja feito com antecedência. Se o passageiro deixar para adquirir o serviço no momento do check-in, a taxa sobe para 80 euros (R$ 299).

O peso máximo das malas que podem ser despachadas também foi reduzido de 32 kg para 23 kg (em caso de excesso de peso, há multa). A classe econômica da TAP passa a ter quatro tipos de tarifa. Em relação ao transporte de bagagem, elas se diferenciam da seguinte maneira:

Tarifa Discount: sem direito a bagagem despachada

Tarifa Basic: uma mala de até 23 kg

Tarifa Classic: duas malas de até 23 kg

Tarifa Plus: três malas de até 23 kg

Para a bagagem de mão, o limite é o mesmo para todos os passageiros. A TAP permite o transporte, sem cobrança extra, de uma mala de até 8 kg mais um item pessoal de até 2 kg.

Além do limite para o transporte de bagagem, as tarifas também se diferenciam por outros serviços que estão inclusos no valor da passagem, como quantidade de milhas recebidas no programa de fidelidade da companhia, reserva antecipada de assento no avião e embarque prioritário.

Outras companhias também já reduziram limite em voos internacionais

As três companhias aéreas brasileiras que fazem voos para Europa ou Estados Unidos – Latam, Azul e Avianca – e algumas empresas estrangeiras, como a United Airlines, também já reduziram o limite de bagagem para as viagens internacionais. Nessas empresas, o novo limite é de duas malas de até 23 kg, mas não há cobrança pelo transporte das malas.

Antes de a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) acabar com a obrigatoriedade do transporte de bagagem despachada, os passageiros tinham o direito de levar duas malas de até 32 kg cada uma. Com a mudança da lei, cada companhia aérea pode definir livremente suas próprias regras para o transporte de bagagem nos voos.

Nos voos para a América do Sul, o limite adotado pelas companhias aéreas é de apenas uma mala de até 23 kg. Na Latam, Azul e Avianca, não há cobrança pelo despacho da bagagem. Na Gol, é cobrada uma taxa de US$ 10 (R$ 31,50) para compra antecipada ou US$ 20 (R$ 63) para pagamento no momento do check-in

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Avianca vai começar a cobrar pela bagagem em voo nacional ainda neste ano
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Valores e data exata ainda não foram definidos (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A companhia aérea Avianca é a única que ainda não cobra o despacho de bagagem em voos nacionais, mas isso vai mudar até o final do ano. O vice-presidente da companhia, Tarcísio Gargioni, afirmou que a equipe técnica está fazendo os últimos testes no sistema para dar começar a cobrança. A data exata e os valores que serão cobrados ainda não foram divulgados.

“O conceito de cobrar bagagem é universal e usado em todo o mundo. É um conceito lógico. Quem usa paga, e quem não usa não paga. Temos 40% dos clientes no Brasil que não têm bagagem. Então, por que eles têm de pagar para os outros 60%? Com o tempo, as pessoas vão perceber que quando têm bagagem vão pagar mais, e quando não têm bagagem vão pagar menos”, afirma Gargioni.

O vice-presidente da Avianca afirmou que a empresa aposta na qualidade do serviço para crescer. A companhia tem 14% de participação no mercado brasileiro, atrás de Gol, Latam e Azul. No entanto, quando analisadas somente as rotas em que opera, esse índice sobe para 27%.

Segundo Gargioni, os principais diferenciais da companhia estão exatamente no serviço de bordo, com sanduíches quentes sem cobrança adicional, sistema individual de entretenimento, internet a bordo e mais espaço entre as poltronas. A Avianca descarta totalmente cobrar pela alimentação nos voos.

“No mercado recessivo, o cliente fica mais seletivo. Havia uma lacuna de um serviço diferenciado e mais qualificado. A gente apostou nisso e deu certo. Apostamos em uma qualidade de serviço, com o mesmo preço, e acabamos avançando na nossa participação. Isso nos animou a fazer os investimentos”, diz. A empresa tem criado rotas e adquirido aviões novos, como o Airbus A320neo e o Airbus A330-200.

O vice-presidente da companhia afirma que a aposta na qualidade do serviço gera um aumento dos custos operacionais. Para ter mais espaço entre as poltronas, por exemplo, a Avianca teve de retirar 12 assentos em cada avião. Os Airbus A320 utilizados pela companhia têm capacidade para 174 assentos, mas a empresa utiliza a configuração com 162 poltronas.

“O brasileiro ainda não está acostumado a pagar mais pelo serviço. Temos o equilíbrio dessa fórmula com o fator de ocupação mais alto. É um círculo virtuoso. Eu cobro a mesma coisa, tenho um serviço melhor e, portanto, tenho uma ocupação mais alta, que me cobre o custo. No fim, o cliente viaja pagando a mesma coisa e eu tenho o equilíbrio econômico”, afirma.

Novas rotas

A Avianca também tem apostado em novas rotas nacionais e internacionais para continuar crescendo. Somente neste ano, já abriu novos voos para Navegantes (SC), Foz do Iguaçu (PR), Miami (EUA) e Santiago (Chile). Na última segunda-feira (21), foi a vez de iniciar as operações no aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, ligando o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com quatro voos diários em cada sentido.

Até o final do ano, a empresa ainda deve ter um voo diário, sem escala, entre São Paulo e Nova York (EUA) e dois voos semanais entre Salvador (BA) e Bogotá (Colômbia) e entre Recife (PE) e Bogotá.

Cerimônia de batismo do voo da Avianca na chegada a Belo Horizonte (foto: Divulgação)

Por que aposta em Salvador e Recife?

Os voos de Salvador e Recife, além do atual de Fortaleza (CE), para a Colômbia foram criados para aproveitar incentivos estaduais com a redução da alíquota do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o combustível.

Atualmente, cada Estado pode definir sua alíquota de ICMS e alguns, como São Paulo, por exemplo, cobram até 25% de imposto sobre o combustível de aviação. Um projeto de lei que tramita no Senado tenta unificar esse valor em todo o país em 12%.

“Se você imaginar que o combustível tem um impacto de 37% nos custos das companhias aéreas, baixando a alíquota de 25% para 12%, essa diferença dá uma redução razoável”, diz o vice-presidente da Avianca.

Para Gargioni, a medida permitirá uma queda nos preços das passagens aéreas. “Baixou o custo, a gente tem condição de baixar um pouco a tarifa para estimular o mercado. Interessa para nós estimular o mercado. Não temos intenção de subir tarifa e tirar do mercado as pessoas que são sensíveis a preço.”

Além disso, a redução do ICMS também pode trazer benefícios ambientais, segundo Gargioni. Para aproveitar preços melhores praticados em determinados Estados, as companhias aéreas abastecem os aviões com mais combustível do que seria o necessário para cumprir determinada rota. O maior peso dos aviões, no entanto, acaba gerando também um consumo maior de combustível.

“Com essa homogenização da alíquota, só vou abastecer aquilo que realmente precisa. Vou decolar com o peso necessário para fazer a segurança do voo, mas não vou gastar combustível para transportar combustível”, afirma.

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Juíza dos EUA diz que aperto em avião afeta segurança e pede novas regras
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Decisão pretende criar um padrão mínimo para as poltronas de avião (Imagem: Joel Silva/Folhapress)

Para acabar com o que chamou de “encolhimento das poltronas de avião”, uma juíza dos Estados Unidos determinou que o órgão de controle da aviação no país, a FAA (Federal Aviation Administration), analise o pedido da associação de clientes de companhias aéreas Flyers Right para criar regras sobre o tamanho e a distância mínima entre as poltronas dos aviões.

A associação alega que as poltronas estão ficando cada vez mais apertadas e que isso poderia comprometer a segurança dos passageiros em casos de evacuação de emergência.  A decisão não deixa claro se o tamanho das poltronas aumentaria, mas a FAA terá de provar que os tamanhos atuais são seguros e qual o mínimo necessário para garantir a segurança.

A questão nunca chegou a ser regulada por nenhum órgão internacional de aviação. As normas internacionais exigem apenas que, nos casos de emergência, todos os passageiros e tripulantes possam sair do avião em, no máximo, 90 segundos.

A FAA já havia alegado à Justiça que o tamanho das poltronas não causa nenhum risco à segurança nem reduz o tempo de evacuação do avião em caso de emergência. A juíza Patricia Millett, no entanto, considerou que a FAA não apresentou nenhum estudo concreto que comprovasse as alegações e determinou que seja feita uma análise mais rigorosa da situação.

Segundo estudo da Flyers Right, a largura média das poltronas da classe econômica nos Estados Unidos caiu de 47 cm em 2000 para os 43,1 cm atuais. No mesmo período, a distância para a poltrona da frente também foi reduzida, em média, de 88,9 cm para 78,74 cm.

Aperto pode causar problemas de saúde

Além da agilidade na evacuação do avião, a Flyers Right alega que o espaço reduzido das poltronas também pode causar danos à saúde dos passageiros, como coágulos sanguíneos, trombose venosa profunda e problemas musculares e nas articulações.

Para essa questão, no entanto, a juíza avaliou que os dados apresentados pela FAA mostram que o tamanho atual das poltronas não traz risco à saúde dos passageiros.

Brasil tem selo de classificação

No Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) também não regula o tamanho e distância mínima das poltronas dos aviões. No entanto, a agência criou um selo para classificar quais são os aviões mais confortáveis.

A classificação da Anac é feita em cinco categorias: A (acima de 73 cm), B (de 73 cm a 71 cm), C (71 cm a 69 cm), D (69 cm a 67 cm) e E (abaixo de 69 cm). Nessa escala, a distância média utilizada nos aviões nos Estados Unidos estaria classificada na categoria A da Anac.

As companhias aéreas têm de informar ao passageiro a classificação dos assentos do avião já no momento da reserva da passagem.

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Lei dá mais folga a piloto, mas passagem aérea pode subir, dizem empresas
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Todos a Bordo

Tripulantes passam a ter dez dias de folga por mês (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A nova lei do aeronauta, aprovada no Congresso, só espera a sanção do presidente Michel Temer para entrar em vigor.

A intenção é reduzir o cansaço de pilotos e comissários de bordo para melhorar a segurança de voos. Existirá um programa para dar folgas aos pilotos antes que fiquem cansados e comprometam a segurança. O nome desse programa é Sistema de Gerenciamento de Risco de Fadiga.

Se a empresa não adotar esse sistema, que é opcional, ela terá de reduzir horas e dias totais de trabalho. Os números variam conforme a quantidade de tripulantes. Por exemplo, em voos com menos tripulantes, a duração da jornada diária caiu de 9h30 para 8 horas.

As empresas aéreas criticam a mudança e dizem que os custos aumentarão. Segundo elas, as passagens podem ficar mais caras, mas não dizem quanto. O Sindicato Nacional dos Aeronautas afirma que a nova regra é fundamental para garantir a saúde dos profissionais e a segurança dos voos.

O projeto foi discutido por seis anos no Congresso Nacional até receber a aprovação final no Senado no mês passado.

Depois da sanção presidencial, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) deve criar um novo regulamento, definindo os principais parâmetros para fazer o sistema de folgas. As empresas terão um prazo de 30 meses para implementar o novo Sistema de Gerenciamento de Risco de Fadiga.

Escala para evitar cansaço de pilotos

Para criar a escala mensal de trabalho, o sistema utilizará parâmetros que identifiquem o momento no qual o piloto estaria mais propenso a apresentar cansaço que poderia comprometer seus reflexos. O sistema deverá levar em conta o que foi feito nos dias anteriores da escala de trabalho, a quantidade de voos realizados, o horário dos voos anteriores e o período de descanso (manhã, tarde ou noite), entre outros, para determinar a escala dos próximos dias.

A criação de um sistema que consiga medir com mais precisão o cansaço dos pilotos não é obrigatória. A empresa que não adotar esse sistema terá de reduzir horário de trabalho de seus funcionários a bordo. Essa redução varia conforme o tamanho da tripulação:

– Tripulação mínima (por exemplo: dois pilotos e quatro comissários): o limite cai de 9h30 para 8h por dia

– Tripulação composta (por exemplo: três pilotos e cinco comissários): o limite cai de 13h para 11h por dia

– Tripulação de revezamento (por exemplo: quatro pilotos e seis comissários): o limite cai de 16h para 14h por dia

Ao final do mês, a tripulação não pode ter voado mais de 80 horas – o limite anterior era de 85 horas. Para o descanso, a lei determina que deve haver um período de pelo menos 12 horas entre as jornadas de trabalho para garantir o repouso da tripulação. Além disso, a nova legislação também prevê que as folgas obrigatórias de todos os tripulantes subam de oito para dez dias por mês.

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, comandante Adriano Castanho, afirma que as mudanças na lei são essenciais para que os pilotos possam voar em boas condições de saúde. “Temos uma segurança do nível dos melhores países do mundo, o que não quer dizer que temos as melhores práticas. A gente faz com todo zelo e segurança pensando também na nossa vida pessoal”, afirma.

Empresas alegam aumento de custos

O SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) criticou alguns pontos da nova legislação, alegando um impacto anual de cerca de R$ 200 milhões nos custos das empresas. Para o sindicato das empresas, o pior ponto está relacionado ao aumento dos dias de folga, pois “compromete a produtividade do setor, já que será necessário ampliar o quadro de tripulantes, mesmo sem a ampliação da oferta de voos”.

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, no entanto, discorda dessa alegação e critica a escala atual dos pilotos. “O problema é a ineficiência das próprias empresas. Às vezes, por exemplo, a gente faz um voo de São Paulo a Brasília, de menos de duas horas, e depois fica mais de três horas em solo esperando para o próximo voo. As empresas têm duas opções: manter o esquema atual ou ser mais produtiva. Quem for eficiente, não vai precisar aumentar o quadro de tripulantes”, diz.

As empresas afirmam que “a maioria dos artigos que constam da atual lei foi acordada entre agência reguladora, empresas e trabalhadores da aviação”. No entanto, diz que “para as regras ligadas à qualidade de vida do tripulante e outras questões trabalhistas, o ambiente mais adequado seriam as Convenções Coletivas de Trabalho”.

“Toda vez que há um alerta sobre algum ponto, a briga é muito pesada para poder evoluir. Até pouco tempo, podíamos voar até seis madrugadas seguidas, o que era muito ruim. Hoje, já conseguimos mudar. Mesmo que algo vá contra o custo, a empresa tem de garantir, porque isso é pela segurança de voo. E a segurança tem de estar acima de tudo”, afirma o presidente do sindicato.

Os principais pontos criticados pelas empresas aéreas

Folgas – Segundo o sindicato das empresas, esse é o ponto de maior impacto. A legislação anterior previa, no mínimo, oito dias de folgas mensais, que poderiam ser todas folgas de um dia só. A nova lei prevê o descanso de pelo menos dez dias, sendo que duas dessas folgas compreendam um sábado e domingo consecutivos (ou seja, pelo menos um final de semana de folga).

Descanso semanal remunerado (DSR) – As empresas alegam que, com a ampliação para dez folgas na lei, o custo com o DSR também será maior, já que passa a incidir sobre as dez folgas. O Sindicato Nacional dos Aeronautas afirma que o pagamento continue sendo feito somente sobre oito folgas para garantir os dez dias de descanso.

Horas de solo – Com a nova lei, o tempo em solo entre etapas de voo de uma mesma jornada será remunerado. Antes, o tripulante recebia um salário-base e um adicional proporcional correspondente às horas voadas apenas. Agora, passa a receber adicional também quando está parado no aeroporto, à disposição da empresa, esperando o próximo voo.

Treinamentos – Os períodos de treinamento passam a ser remunerados.

Horas de voo – O limite de horas voadas pelos pilotos da aviação comercial foi reduzido de 85 para 80 horas por mês.

Pagamento pela escala de voo – As companhias aéreas devem pagar a parte variável (que depende das horas de voo do tripulante) de acordo com a escala planejada por elas. Caso haja alterações de escala realizada e que reduzam as horas voadas pelo tripulante, ele não será prejudicado em termos salariais (expectativa de ganho). O presidente do sindicato dos aeronautas afirma que a legislação atual já prevê essa forma de pagamento, mas que, segundo ele, nem todas as empresas cumprem essa regra.

Base contratual – Antes o local de trabalho do tripulante era a cidade onde o piloto mora e agora passa a ser o aeroporto do qual ele decola. No caso de São Paulo e Rio de Janeiro, há diferença entre Guarulhos e Congonhas e entre Galeão e Santos Dumont, respectivamente. Isso traz mudanças na quantidade de horas de repouso e transporte entre os aeroportos.

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Empresa fará eventos em São Paulo e no Rio de Janeiro (foto: Divulgação)

A Ryanair, maior companhia aérea de baixo custo da Europa, abriu uma seleção para contratar pilotos brasileiros. As vagas disponíveis são para comandante do Boeing 737. A empresa fará a primeira etapa do processo seletivo em São Paulo e no Rio de Janeiro nos dias 15 e 16 de agosto.

Para se candidatar, os pilotos deverão fazer a inscrição pela internet diretamente no site da companhia (aqui para São Paulo e aqui para o Rio de Janeiro). O salário e as próximas fases do processo seletivo só devem ser informados no momento da entrevista.

Segundo a companhia, os pilotos contratados poderão escolher onde pretendem morar. A empresa opera em 86 aeroportos na Europa. A Ryanair também cita como diferencial a escala de trabalho. São cinco dias de voo, seguidos por quatro dias de folga.

Atualmente, a Ryanair tem cerca de 400 aviões Boeing 737-800, que transportam 130 milhões de passageiros por ano. O plano da companhia é chegar a 2024 com 600 aviões e 200 milhões de passageiros transportados.

Requisitos mínimos exigidos para os pilotos

As vagas disponíveis aos brasileiros são somente para pilotos com experiência na função de comandantes de aviões comerciais. Além disso, é necessário que o todos os candidatos cumpram os requisitos necessários para permissão de trabalho na União Europeia, como ter a cidadania de um país europeu.

Para pilotos que já tenham a licença para voar o Boeing 737, é exigido um mínimo de 3.500 horas de voo, sendo 2.000 horas em aviões acima de 30 toneladas. Ainda é necessário pelo menos 800 horas como comandante e que o último voo tenha sido realizado nos últimos 36 meses.

Para comandantes que estejam voando em outros modelos de aviões de grande porte, como os da Airbus, a companhia exige uma experiência prévia no Boeing 737 há, no máximo, cinco anos.

A companhia afirma que, no momento, não tem interesse em contratar comandantes sem experiência no Boeing 737. No entanto, a Ryanair abre a possibilidade para que esses pilotos também participem do evento de seleção para conhecer melhor a companhia para possíveis vagas futuras.

São Paulo:

Dia 15 de agosto, às 10h, 14h e 17h

Prodigy Grand Hotel Berrini – Rua Quintana, 1.012, Brooklin Novo

Rio de Janeiro:

Dia 16 de agosto, às 10h e 15h

Sheraton Grand Rio – Avenida Niemeyer, 121, Leblon

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