Todos A Bordo

Arquivo : companhias aéreas

Número de passageiros em voos nacionais volta a subir após 2 anos de queda
Comentários Comente

Todos a Bordo

Aéreas brasileiras transportaram 89,9 milhões de passageiros em voos nacionais (Getty Images)

Por Vinícius Casagrande

O mercado aéreo brasileiro voltou a crescer no último ano após ter registrado dois anos seguidos de queda. O total de passageiros transportados pelas companhias aéreas em voos nacionais teve alta de 2,7% no acumulado entre janeiro e dezembro de 2017 na comparação com 2016, segundo dados divulgados nesta terça-feira (23) pela Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas).

No último ano, as quatro principais companhias aéreas brasileiras (Gol, Latam, Azul e Avianca) transportaram 89,9 milhões de passageiros em voos domésticos. São 2,4 milhões a mais do que o registrado em 2016. No entanto, o número ainda é de 4,8 milhões a menos do registrado em 2014, quando foram transportados 94,7 milhões de passageiros.

Entre agosto de 2015 e fevereiro de 2017, o mercado nacional acumulou 19 meses consecutivos de queda no volume de passageiros. Com a recuperação a partir de março, o número total de passageiros teve o terceiro melhor resultado anual em 2017 (abaixo de 2014 e 2015, respectivamente), segundo os dados da Abear.

Leia também:

Sabe o tamanho que sua mala de mão deve ter para viajar em qualquer aérea?

As TVs individuais dos aviões podem estar com os dias contados?

Quer economizar na passagem aérea? Aprenda a usar programas de fidelidade

A recuperação do transporte aéreo no Brasil registrou em dezembro dez meses de crescimento contínuo. Com isso, as companhias aéreas voltaram a investir em novos voos e aumento da capacidade. A oferta de assentos disponíveis registra seis meses seguidos de crescimento.

No mês de dezembro, foram transportados 8,4 milhões de passageiros, um aumento de 5,76% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Foi o segundo melhor dezembro da série história, atrás apenas de 2014, e o segundo melhor mês do ano, perdendo apenas para janeiro.

Com a recuperação, as companhias aéreas aumentaram a capacidade de assentos em 3,38%. Ainda assim, os aviões decolaram com mais passageiros a bordo. O fator de aproveitamento em cada voo teve alta de 1,91 ponto percentual, atingindo o índice médio de 83,29% de ocupação por voo no mês.

Número total de passageiros em voos nacionais:

2013: 88,9 milhões de passageiros

2014: 94,7 milhões de passageiros

2015: 94,6 milhões de passageiros

2016: 87,5 milhões de passageiros

2017: 89,9 milhões de passageiros

Participação das companhias aéreas:

Gol: 36,35%

Latam: 32,74%

Azul: 17,92%

Avianca: 12,99%

Mercado internacional

No mercado internacional, as companhias aéreas brasileiras registram o melhor ano histórico no número total de passageiros transportados no último ano, com o recorde de 8,4 milhões de passageiros e crescimento de 11,7% em relação a 2016.

A oferta registrou expansão de 10,61%, enquanto as empresas tiveram um aproveitamento médio de 84,81% no ano.

Número total de passageiros em voos internacionais transportados por companhias brasileiras:

2013: 6 milhões de passageiros

2014: 6,3 milhões de passageiros

2015: 7,2 milhões de passageiros

2016: 7,4 milhões de passageiros

2017: 8,4 milhões de passageiros

Participação entre as companhias aéreas brasileiras no mercado internacional:

Latam: 74,89%

Gol: 10,75%

Azul: 11,80%

Avianca: 2,56%

Leia também:

No começo da aviação, cocô e xixi eram jogados no ar; e agora como é?

Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica

Jato da Embraer é o único a pousar na ilha de Napoleão com vento de 90 km/h


As TVs individuais dos aviões podem estar com os dias contados?
Comentários Comente

Todos a Bordo

Monitores individuais podem ser substituídos por sistemas wi-fi (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Diversas companhias aéreas estão abandonando os monitores individuais de TV a bordo de seus aviões para investir em opções mais baratas de entretenimento. Com mais empresas oferecendo wi-fi nas aeronaves, cresce a tendência de substituição das telas instaladas nos assentos por sistemas para os passageiros assistirem a filmes e seriados em seus próprios dispositivos, como smartphones, tablets e laptops.

A mudança de padrão no entretenimento a bordo deve acontecer, em um primeiro momento, somente nos aviões domésticos. Em rotas longas, as companhias aéreas internacionais continuam apostando nas telas individuais para distrair os passageiros durante as várias horas de voo.

As companhias norte-americanas são as primeiras a colocarem esse novo conceito em prática. É o que já tem acontecido, por exemplo, na American Airlines, United Airlines e Hawaiian Airlines, além da canadense WestJet.

A American começou a receber no ano passado os novos aviões Boeing 737 MAX, nova geração do jato mais vendido da história. As aeronaves já saem de fábrica com o wi-fi instalado, mas não contam mais com os monitores individuais. No site da empresa, o sistema de entretenimento nesses aviões é descrito como “dispositivo pessoal”.

A alegação das aéreas é que, cada vez mais, os passageiros têm optado para usar seus próprios aparelhos durante os voos em vez das telas individuais. “Faz mais sentido para a American focar em proporcionar aos clientes o melhor entretenimento e opções rápidas de conexão do que em instalar monitores nos assentos que irão se tornar obsoletos em poucos anos”, disse a companhia em um comunicado do ano passado.

Leia também:

No começo da aviação, cocô e xixi eram jogados no ar; e agora como é?

Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica

Sabe o tamanho que sua mala de mão deve ter para viajar em qualquer aérea?

Instalação de cada monitor pode custar até US$ 10 mil (Divulgação)

US$ 10 mil por assento

Segundo um consultor ouvido pelo jornal “The New York Times”,cada tela individual pode custar até US$ 10 mil (R$ 32 mil) para as companhias aéreas. Em aviões com 200 lugares, isso daria um custo total de US$ 2 milhões (R$ 6,4 milhões) por aeronave.

Os monitores também exigem a instalação de muitos cabos para o seu funcionamento. Isso aumenta o peso do avião, que passa a gastar mais combustível.

Outras companhias aéreas não pensam, por enquanto, em abandonar as telas individuais. No Brasil, Avianca e Azul contam com os monitores instalados nos assentos, e não há planos para retirá-los, segundo as empresas. Já a norte-americana Delta Airlines adotou uma alternativa mais econômica.

Nos novos aviões do modelo Bombardier C Series, a companhia irá instalar tablets nas poltronas dos aviões. Todo o conteúdo será acessado via wi-fi.

Companhias alegam que passageiros preferem usar seus próprios dispositivos (Divulgação)

Menor custo de manutenção

Além de reduzir os custos com a instalação e manutenção dos monitores individuais, os novos sistemas aumentam a receita das empresas com a cobrança pelo acesso à internet.

A mudança pode ser uma perda para os passageiros que preferiam assistir a filmes e seriados nos monitores instalados nos assentos. No entanto, companhias aéreas que não contavam com as telas individuais passaram a ter ao menos alguma opção gratuita de entretenimento a bordo.

É o caso da brasileira Gol, que começou a oferecer em dezembro um sistema de transmissão de TV ao vivo em 81 aviões da companhia. O conteúdo pode ser acessado pelos dispositivos móveis dos passageiros.

No ano passado, a Latam também anunciou um projeto para equipar todos os seus aviões com internet wi-fi. A instalação começa neste ano e deve ser concluída até 2019. A empresa também tem o app Latam Entertainment, que permite aos passageiros assistirem a filmes pelos dispositivos móveis.

Leia também:

Dono de jatinho paga R$ 37 mil para estacionar e embarca sem fila e raio-x

Sonha em comandar um avião? Veja quanto custa formação básica de um piloto

Airbus faz reajuste e A380 fica R$ 30 milhões mais caro; veja outros preços


Latam e Azul são companhias aéreas com mais reclamações em 2017, diz Anac
Comentários Comente

Todos a Bordo

Latam foi a companhia com maior número de reclamações em 2017, segundo a Anac (Divulgação)

As companhias aéreas Latam e Azul foram as que receberam a maior quantidade de reclamações de passageiros no último ano, segundo um ranking elaborado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O índice das duas empresas é de 18 reclamações para cada 100 mil passageiros transportados.

Na soma de todas as companhias aéreas, foram 12.314 reclamações em 2017, com média geral de 14 casos para cada 100 mil passageiros.

Latam: 18 reclamações para cada 100 mil passageiros (5.479 casos e 30,5 milhões de passageiros transportados)

Azul: 18 reclamações para cada 100 mil passageiros (3.478 casos e 19,5 milhões de passageiros transportados)

Avianca: 12 reclamações para cada 100 mil passageiros (1.179 casos e 9,8 milhões de passageiros transportados)

Gol: 7 reclamações para cada 100 mil passageiros (2.178 casos e 29,1 milhões de passageiros transportados)

Leia também:

Sabe o tamanho que sua mala de mão deve ter para viajar em qualquer aérea?

Quer economizar na passagem aérea? Aprenda a usar programas de fidelidade

Incidentes causados por passageiro de avião diminuem, mas ficam mais graves

A Anac avaliou também o tempo que cada companhia aérea demorou para responder às reclamações dos passageiros. A Azul foi a mais rápida e a Avianca, a mais lenta. No entanto, quando são analisados os casos efetivamente resolvidos, o ranking se inverte. A Avianca foi a mais eficaz e a Azul, a mais ineficiente.

No resultado final da pesquisa, a Avianca foi a companhia aérea brasileira com maior índice de satisfação entre os passageiros que apresentaram reclamações para a Anac. Já a Azul teve a pior avaliação.

Em resposta, a Azul afirmou que “tem o compromisso de atender seus Clientes com excelência, por meio de um serviço de qualidade, eficiência, presteza e, principalmente, segurança.”

A Latama afirmou que “está empenhada em prestar o melhor serviço aos seus clientes, cumprindo todas as exigências de atendimento, conforme a legislação vigente. ​A companhia reforça, ainda, que mantém um canal aberto para diálogo com todos os seus clientes”.

Azul teve a pior avaliação em pesquisa da Anac (Divulgação)

Tempo de resposta média:

Avianca: 8,55 dias

Gol: 8,19 dias

Latam: 7,85 dias

Azul: 5,09 dias

Índice de solução das reclamações, conforme a avaliação dos consumidores:

Avianca: 77,11%

Latam: 68,79%

Gol: 66,45%

Azul: 53,44%

Índice de satisfação dos consumidores com o atendimento prestado pelas empresas na plataforma Consumidor.gov.br (notas de 1 a 5)

Avianca: 2,96

Gol: 2,65

Latam: 2,54

Azul: 2,08

Segundo a Anac, os dados foram coletados a partir de janeiro de 2017 por meio da plataforma consumidor.gov.br. A Anac afirmou que deve divulgar, ainda no primeiro trimestre deste ano, um relatório detalhado com os assuntos que mais geraram reclamações dos passageiros.

“A divulgação desses dados resultará em maior transparência sobre a qualidade dos serviços prestados pelas companhias aéreas brasileiras, permitindo que o acesso à informação potencialize o poder de escolha dos consumidores e estimule a concorrência”, afirma a agência.

Leia também:

Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica

No começo da aviação, cocô e xixi eram jogados no ar; e agora como é?

Dono de jatinho paga R$ 37 mil para estacionar e embarca sem fila e raio-x


Aérea promete curar medo de voar e devolver dinheiro se não funcionar
Comentários Comente

Todos a Bordo

Virgin Atlantic oferece curso para quem tem medo de voar (Divulgação)

A companhia aérea britânica Virgin Atlantic lançou uma campanha voltada especialmente para quem tem medo de voar. Os passageiros que comprarem um bilhete nesta terça-feira (9) para voos entre 4 de março e 31 de dezembro poderão se inscrever, gratuitamente, em um curso da própria empresa para perder a fobia de voar. Se o curso não der o resultado esperado, a companhia aérea promete fazer o reembolso integral do valor da passagem.

Segundo a Virgin Atlantic, somente no Reino Unido cerca de quatro milhões de pessoas todos os anos evitam viagens transoceânicas durante as férias por medo de voar. A empresa afirmou que a ideia da campanha é acabar com o que chama de “January blues”, uma onda de depressão após o fim das festas de final de ano.

“Nós queremos que todos digam ‘dane-se, vamos fazer isso’, e tentem algo diferente, voando para algum lugar diferente. Ao garantir a cura de algo que impede as pessoas de fazer algo, podemos inspirar os britânicos a escolher algo mais positivo que o clichê sem sentido do January Blues”, afirma Shai Weiss, diretor comercial da Virgin Atlantic, em comunicado da empresa.

Leia também:

Repórter do UOL faz curso para perder medo de voar e “pilota” até Boeing

Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica

Qual avião é mais seguro de voar: um grande ou um pequeno?

O curso promovido pela companhia aérea foi criado em 1997, atende até 3.000 pessoas por ano e tem uma taxa de sucesso de 98%, segundo a empresa. “O medo pode ser muito debilitante quando o impede de fazer algo que você quer. Não conseguir voar, ou voar confortavelmente, limita seriamente nossas escolhas na vida”, afirma a empresa.

Após comprar a passagem para qualquer um dos 28 destinos operados pela companhia, o passageiro deve solicitar a inscrição no curso Flying Without Fear (voando sem medo). Há dez vagas para o curso que será realizado no aeroporto de Leeds e 40 para o aeroporto de Londres Gatwick.

Caso o curso não resolva o problema do medo de voar, o passageiro poderá solicitar o reembolso integral da passagem aérea. O pagamento, no entanto, só será feito após uma avaliação dos profissionais que administram o curso da Virgin Atlantic.

Como funciona o curso

Para quem não comprar a passagem nesta terça-feira, a companhia aérea oferece cerca de 20 cursos por ano. O valor da inscrição é de 267 libras esterlinas (R$ 1.170). O curso é realizado em um dia inteiro, com duração de 9 horas.

Na primeira parte, os passageiros com medo de voar aprendem como o avião funciona, os efeitos da turbulência, como os pilotos são treinados, o que são os barulhos do avião, os estágios do voo e até as ações das companhias aérea no combate ao terrorismo.

Depois, comissários de voo também explicam como funcionam os procedimentos de segurança dentro da cabine. A última parte em sala de aula é com psicólogos, que falam as razões de as pessoas sentirem medo e como combatê-lo.

O curso é finalizado com um voo curto, no qual os passageiros são acompanhados por técnicos e psicólogos da companhia aérea. Durante o voo, os pilotos passam informações detalhadas sobre tudo o que está acontecendo, desde as manobras até os barulhos emitidos pelo avião.

Leia também:

Por que alguns aviões têm as pontas das asas dobradas?

Tem medo de voar? Veja conselhos médicos para enfrentar a fobia

Consultoria alemã faz ranking das empresas aéreas mais seguras do mundo


Consultoria alemã faz ranking das empresas aéreas mais seguras do mundo
Comentários Comente

Todos a Bordo

Emirates foi eleita a mais segura do mundo pela consultoria alemã Jacdec (Divulgação)

A consultoria alemã Jacdec (Jet Airliner Crash Data Evaluation Centre) elegeu a companhia aérea Emirates, dos Emirados Árabes Unidos, como a mais segura em 2017. Na sequência, aparecem a norueguesa Norwegian Air Shuttle e a britânica Virgin Atlantic Airways.

A Jacdec ainda não revelou todas as companhias que foram avaliadas. Na lista que foi divulgada, com as 20 primeiras, não consta nenhuma brasileira. No total, a lista terá 100 companhias, mas nem todas foram divulgadas ainda.

A lista não considera só o número de acidentes, mas também as condições gerais das companhias: tamanho da frota, idade média dos aviões, condições meteorológicas e geográficas das regiões onde opera, histórico de auditorias realizadas pelas autoridades aeronáuticas, transparência e rigor das autoridades aeronáuticas de seus países de origem, entre outros.

Na divulgação inicial do ranking, a consultoria alemã listou apenas as 20 companhias aéreas mais seguras do mundo. Nenhuma das quatro principais empresas brasileiras aparece na relação inicial. No entanto, o Brasil é citado no relatório como um dos países com “alto nível de transparência” em relação à segurança da aviação, o que ajuda a melhorar o índice das companhias nacionais.

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) declarou que não irá comentar o ranking da Jacdec, mas que “a aviação comercial mundial e aviação comercial brasileira (um dos maiores mercados globais) vivem atualmente o período mais seguro de toda a história”. “Como resultado do trabalho realizado por agentes públicos e privados, nossa aviação é referência internacional”, afirma.

Leia também:

Jato da Embraer é o único a pousar na ilha de Napoleão com vento de 90 km/h

O que acontece quando o avião é atingido por um raio durante o voo?

Quer economizar na passagem aérea? Aprenda a usar programas de fidelidade

No ranking deste ano, a consultoria avaliou as 100 maiores companhias aéreas do mundo e utilizou 33 parâmetros para definir o índice de segurança de cada uma das empresas.

Para criar o ranking, todas as companhias começam com o índice de 100% de segurança. Após analisar todos os parâmetros envolvidos no estudo, as empresas passam a perder pontos de acordo com possíveis falhas verificadas. Segundo a consultoria, os principais pontos para ter um índice elevado são:

– Não ter acidentes fatais nos últimos 30 anos

– Operar voos de longa distância

– Ter aviões novos (de preferência com idade média da frota entre três e nove anos)

– Ser aprovada em todas as inspeções de segurança das autoridades internacionais e locais com as notas mais altas

– Não operar os voos em operações de risco, como má condição do tempo, locais com geografia acidentada e não ter muitas rotas transoceânicas

– Estar sediada em um país no qual as autoridades aeronáuticas trabalhem com transparência na questão de segurança de voo

2017 foi o ano mais seguro da história da aviação

Segundo dados da Jacdec, o ano de 2017 foi o mais seguro da história da aviação no mundo. No último ano houve apenas 11 acidentes fatais, resultando em 44 mortes. Em 2016, haviam sido 19 acidentes e 321 mortes. A consultoria analisa apenas casos de aviões com mais de 5,7 toneladas e capacidade acima de 19 passageiros.

Os números são semelhantes aos da Aviation Safety Network, organização independente baseada na Holanda, que registrou dez acidentes com 40 mortes no último ano. Segundo a organização holandesa, o ano passado registrou um acidente a cada 7,3 milhões de voos.

Veja a relação das companhias aéreas mais seguras do mundo, segundo a Jacdec:

1º Emirates (Emirados Árabes Unidos): 93,61%

2º Norwegian Air Shuttle (Noruega): 93,26%

3º Virgin Atlantic Airways (Reino Unido): 92,87%

4º KLM (Holanda): 92,77%

5º EasyJet (Reino Unido): 92,75%

6º Finnair (Finlândia): 92,67%

7º Etihad Airways (Emirados Árabes Unidos): 92,56%

8º Spirit Airlines (Estados Unidos): 92,18%

9º Jetstar Airways (Austrália): 92,12%

10º Air Arabia (Emirados Árabes Unidos): 92,09%

11º Vueling Airlines (Espanha): 92,02%

12º Cathay Pacific (Hong Kong): 91,88%

13º El Al (Israel): 91,84%

14º Singapore Airlines (Cingapura): 91,78%

15º Eva Air (Taiwan): 91,55%

16º Eurowings (Alemanha): 91,41%

17º JetBlue Airways (Estados Unidos): 91,40%

18º Capital Airlines (China): 91,36%

19º Oman Air (Omã): 91,28%

20º Air Canada (Canadá): 91,20%

Leia também:

Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica

Sabe o tamanho que sua mala de mão deve ter para viajar em qualquer aérea?

Por que alguns aviões têm as pontas das asas dobradas?


Sabe o tamanho que sua mala de mão deve ter para viajar em qualquer aérea?
Comentários Comente

Todos a Bordo

Mala de mão grande pode ter cobrança adicional (Divulgação/ Crystal Cabin Awards)

Por Vinícius Casagrande

Como forma de evitar o pagamento para despachar uma mala durante as viagens de avião, os passageiros têm optado por levar apenas a bagagem de mão. Alguns viajantes, no entanto, acabam exagerando no tamanho da mala, excedem os padrões estabelecidos pelas companhias aéreas e são pegos de surpresa com a cobrança de uma taxa adicional no momento de entrar no avião.

Quando permitiu a cobrança para o transporte de malas no porão do avião, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aumentou também o peso da bagagem de mão que os passageiros têm direito a levar dentro da cabine. Com as novas regras, o limite da mala de mão passou de 5 kg para 10 kg.

Apesar do aumento do peso permitido, as companhias aéreas também ficaram liberadas para determinar as dimensões máximas das malas a serem transportadas na cabine de passageiros. Para conferir se o tamanho da bagagem está dentro das regras estabelecidas, algumas companhias aéreas criaram um compartimento para medir as malas antes do embarque.

Leia também:

Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica

Quer economizar na passagem aérea? Aprenda a usar programas de fidelidade

Aéreas cobram mais de R$ 100 só para marcar assento comum em voos longos

O modelo é semelhante ao adotado por diversas companhias de baixo custo europeias. Antes de embarcar no avião, o passageiro tem de colocar sua mala dentro de uma caixa. Se ela couber perfeitamente, pode entrar no avião.

Se a mala não entrar nessa caixa, significa que ela é maior do que o tamanho permitido e deverá ser encaminhada para o porão do avião, ficando sujeita às regras de bagagem despachada, o que pode gerar um custo adicional ao passageiro.

As companhias aéreas afirmam que o limites levam em contam as dimensões dos bagageiros internos dos aviões. Se a mala estiver dentro das regras da companhia aérea, mas não houver mais espaço na cabine de passageiros, ela poderá ser despachada no porão do avião, mas sem nenhum custo extra para o passageiro.

Os tamanhos variam para cada empresa. Mas, considerando os menores requisitos para que você possa voar em qualquer companhia nacional, em voos domésticos, estas são as dimensões ideais:

Altura: 55 cm

Largura: 35 cm

Profundidade: 25 cm

Para evitar surpresas na hora do embarque, veja as regras detalhadas de cada companhia aérea nacional para voos domésticos.

Latam mede o tamanho das malas na entrada do avião (Divulgação)

Latam

Na companhia aérea Latam, as dimensões máximas da bagagem de mão são de 55 cm altura x 35 cm de largura x 25 cm de profundidade. A empresa faz a verificação dos parâmetros por meio de um gabarito (caixa) presente no portão de embarque do aeroporto. As malas que não cabem nesse gabarito são enviadas para o porão do avião.

Todas as malas de mão também devem ter peso máximo de 10 kg. A exceção é para os passageiros que compraram bilhetes nas categorias Premium Business e Premium Economy. Nesse caso, o limite máximo é de 16 kg.

Caso a mala de mão tenha de ser encaminhada para o porão do avião por exceder os limites estabelecidos pela Latam, ela passa a entrar nas regras de bagagem despachada. Se o bilhete comprado pelo passageiro não der o direito ao despacho de bagagem, o valor cobrado pela Latam para a primeira mala é de R$ 80, que deverá ser pago ainda no portão de embarque.

Se o passageiro já despachou uma mala no momento do check-in e a bagagem de mão também precisar ser transportada no porão do avião, ela é considerada como segunda mala despachada. Nesse caso, o valor cobrado sobe para R$ 110.

No site da Latam, há uma página com todos os itens que podem ser transportados na cabine de passageiros.

Na Azul, é permitido levar apenas um volume dentro da cabine do avião (Divulgação)

Azul

A Azul permite o embarque de apenas um volume com peso máximo de 10 kg e limite de tamanho de 115 cm, somando-se altura, largura e profundidade da mala. Segundo a empresa, itens pessoais como bolsas, pastas, laptops e até compras nas lojas do aeroporto devem ser colocadas dentro da bagagem de mão. A verificação dos limites é feita pelos funcionários da companhia diretamente no portão de embarque dos aeroportos.

“É comum clientes aparecerem com bagagens que ultrapassam 10 kg, um volume ou os 115 cm permitidos. Por isso, a companhia realiza hoje uma campanha educativa, mas não descarta a possibilidade de, no futuro, cobrar pelo despacho de bagagens que excedem o limite e que, portanto, não cabem nos bins [bagageiros]”, afirma a Azul, em nota.

A Azul possui dois perfis de tarifas, com ou sem o direito ao despacho de bagagem. Segundo a empresa, a franquia só trata de peso e não de quantidade de volumes. Assim, se o passageiro comprou uma tarifa com franquia, tem 23 kg de bagagem em voos domésticos, independentemente do número de volumes.

Qualquer peso acima, é cobrado como excesso de bagagem. Se a tarifa não dá direito ao transporte de bagagem, qualquer peso despachado é cobrado como uma “franquia” de 23 kg. Caso o peso somado das malas seja superior, é cobrado como excesso de bagagem.

O valor do transporte de bagagem depende do meio da compra (site, canais de atendimento telefônico ou diretamente no aeroporto) e varia entre R$ 50 e R$ 60. O excesso de peso é cobrado por quilo excedente e depende da rota do voo. Os valores podem ser consultados diretamente no site da Azul.

A Gol é a companhia aérea que permite as maiores medidas para a mala de mão (Divulgação)

Gol

As bagagens de mão na Gol devem ter tamanho máximo de 55 cm de altura, 40 cm de largura e 25 cm de profundidade e peso de até 10 kg. Além disso, os passageiros também podem levar a bordo artigos pessoais como bolsa, mochilas ou laptops.

O tamanho das malas de mão pode ser conferido pelos funcionários da Gol no momento do check-in, nos balcões de atendimento e no portão de embarque. Nesse último caso, há uma caixa, chamada pela companhia de gabarito, na qual as malas devem ser colocadas para ver se elas estão dentro das dimensões estabelecidas pela companhia aérea.

Caso a bagagem de mão exceda o tamanho determinado pela empresa, terá de ser despachada no porão do avião. O passageiro terá de comprar uma franquia de bagagem. O valor cobrado pela Gol para compras feitas no momento do check-in é de R$ 60.

Se a franquia de bagagem for adquirida com antecedência no site da empresa, canais de autoatendimento ou agências de viagens, o valor é de R$ 30.

Caso a bagagem ultrapasse 23 kg, será cobrado R$ 12,00 para voos nacionais e R$ 15,00 para voos internacionais por quilo excedente. Nenhuma peça pode ultrapassar 45 kg em voos nacionais e 32 kg em voos internacionais.

Além da mala de mão, Avianca permite levar mais um item pessoal (foto: Divulgação)

Avianca

Na Avianca, a bagagem de mão não pode exceder 115 cm no total, com, no máximo, 55 cm de altura, 35 cm de largura e 25 cm de profundidade. Além disso, é permitido embarcar com um item pessoal de 100 cm, com até 45 cm de largura, 35 cm de altura e 20 cm de profundidade.

Os passageiros que embarcam com um bebê de até 23 meses, podem levar até três peças (mala e dois itens pessoais). Em todos os casos, a bagagem de mão deve pesar até 10 kg, somando todas as peças.

As dimensões e peso da bagagem de mão podem ser verificadas pela companhia aérea no momento do check-in ou no portão de embarque do aeroporto. Caso as dimensões e peso sejam excedidos, o passageiro terá de despachar a bagagem. Nesse caso, o valor cobrado pela Avianca é de R$ 60 por peça nos voos nacionais.

Leia também:

Não é só Embraer. Conheça outras fabricantes brasileiras de aviões

Aeroportos e aéreas brasileiras caem em ranking de pontualidade

1ª piloto brasileira de avião casou com instrutor, e ele a proibiu de voar


Aeroportos e aéreas brasileiras caem em ranking de pontualidade
Comentários Comente

Todos a Bordo

Aviões de companhias aéreas brasileiras no aeroporto de Guarulhos (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Os principais aeroportos brasileiros perderam posições no ranking internacional de pontualidade realizado pela consultoria inglesa OAG. Dos dez aeroportos que aparecem no ranking, sete tiveram queda no índice de voos que decolaram dentro do horário previsto e apenas dois melhoraram a pontualidade (Galeão e Santos Dumont, ambos no Rio de Janeiro). O aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), aparece pela primeira vez na lista.

Com a piora dos aeroportos no ranking, as companhias aéreas brasileiras também tiveram queda nos índices de pontualidade. Apenas Gol e Avianca constavam do relatório anual de 2016 da OAG. A Azul não aparecia no ranking anterior e agora é a brasileira mais pontual. O índice da Latam engloba as subsidiárias de todos os países no qual a empresa atua, como Chile, Argentina e Peru.

Azul: segundo lugar na América Latina com 84,14% (não constava no ranking de 2016)

Gol: quinto lugar na América Latina com 81,73% (era terceira colocada em 2016 com 84,63%)

Avianca: sexto lugar na América Latina com 81,44% (era quarta colocada em 2016 com 82,3%)

Latam: sétimo lugar na América Latina com 79,39% (não constava no ranking de 2016)

A OAG tem tolerância de até 15 minutos de atraso na decolagem para considerar o voo dentro do horário previsto. A consultoria avalia somente as companhias aéreas com mais de 30 mil voos por ano, e aeroportos com embarque de mais de 2,5 milhões de passageiros no ano de 2017.

Leia também:

Quer economizar na passagem aérea? Aprenda a usar programas de fidelidade

Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica

Qual avião é mais seguro de voar: um grande ou um pequeno?

Guarulhos é o 18º entre os aeroportos com mais de 20 milhões de passageiros

Guarulhos perde 16 posições

O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, caiu da segunda posição em 2016 para a 18ª colocação em 2017 entre os aeroportos com embarque de mais de 20 milhões de passageiros por ano*. O índice de pontualidade do terminal paulista caiu de 85,28% para 79,7%.

Entre os terminais acima de 30 milhões de passageiros, o aeroporto japonês de Haneda, em Tóquio, segue na primeira posição do ranking com índice de pontualidade de 86,75% (em 2016 era 87,49%). Na categoria entre 20 milhões e 30 milhões, o aeroporto de Minneapolis (EUA) lidera com pontualidade de 85,72%.

Terminal de Brasília se manteve em quarto lugar entre aeroportos grandes (foto: Divulgação)

Aeroportos grandes

Na categoria de aeroportos grandes, que têm entre 10 milhões e 20 milhões de embarques por ano, o brasileiro mais bem classificado é o terminal de Brasília, apesar da queda no índice de pontualidade. Nessa categoria, o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, melhorou sua posição. Congonhas também caiu no ranking.

O líder da categoria é o terminal de Osaka, no Japão, com 88,45% dos voos decolando dentro do horário previsto.

Brasília: quarto lugar com 84,58% (era o quarto colocado em 2016 com 87,07%)

Galeão: quinto lugar com 84,25% (era o 12º colocado em 2016 com 82,96%)

Congonhas: oitavo lugar com 82,32% (era o sexto colocado em 2016 com 85,4%)

Aeroporto de Confins (MG) teve queda na pontualidade para 84,96% (foto: Divulgação)

Aeroportos médios

Na categoria de aeroportos médios, com embarque entre 5 milhões e 10 milhões de passageiros, Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), teve piora no índice de pontualidade, mas se manteve na quarta posição mundial. O aeroporto de Santos Dumont subiu oito posições, enquanto o terminal de Viracopos, em Campinas (SP), apareceu no ranking pela primeira vez.

O líder entre os aeroportos médios é o de Birmingham, no Reino Unido, com pontualidade de 89,52%.

Confins: quarto lugar com 84,96% (era o quarto colocado em 2016 com 88,49%)

Santos Dumont: sexto lugar com 84,33% (era o 14º colocado em 2016 com 83,72%)

Viracopos: 12º lugar com 83,14% (não constava no ranking de 2016)

Aeroportos pequenos

Na categoria de aeroportos com embarque entre 2,5 milhões e 5 milhões de passageiros, os três terminais brasileiros presentes no ranking – Curitiba (PR), Recife (PE) e Porto Alegre (RS) – tiveram piora no índice de pontualidade. Os aeroportos de Fortaleza (CE) e Salvador apareciam na 17ª e 19ª posições, respectivamente, e em 2017 deixaram a lista dos 20 terminais mais pontuais.

O aeroporto de Tenerife Norte, na Espanha, lidera na categoria dos aeroportos pequenos com 90,05% de pontualidade. O terminal foi o mais pontual do mundo em 2017 e o único a atingir mais de 90% de pontualidade.

Curitiba: 14º lugar com 84,65% (era o nono colocado em 2016 com 86,77%)

Recife: 17º lugar com 83,61% (era o 15º colocado em 2016 com 85,26%)

Porto Alegre: 20º lugar com 83,45% (era o 11º colocado em 2016 com 85,91%)

* Nesse ano, a consultoria OAG dividiu a categoria dos grandes aeroportos entre os terminais com embarque entre 20 milhões e 30 milhões de passageiros (aeroportos principais) e acima de 30 milhões (mega-aeroportos). No último ano, havia apenas a categoria acima dos 20 milhões de passageiros. Entre os aeroportos principais, Guarulhos está na 11ª colocação, mas para melhor comparação com o ranking anterior, há sete aeroportos na categoria de mega-aeroportos com índice melhor que o de Guarulhos.

Leia também:

Hangar da Vasp em Guarulhos vira oficina da Latam e terá até teste de motor

Dono de jatinho paga R$ 37 mil para estacionar e embarca sem fila e raio-x

Aeroporto de Guarulhos tem sala de crise inspirada na Casa Branca


Incidentes causados por passageiro de avião diminuem, mas ficam mais graves
Comentários Comente

Todos a Bordo

Houve queda de 9,37% no número de incidentes causados por passageiros (Foto: Getty Images)

O número de incidentes causados por passageiros de avião caiu 9,37% no ano passado, segundo um relatório da Iata, a associação internacional de companhias aéreas, divulgado neste mês. Em 2016, passageiros causaram problemas em 9.837 voos em todo o mundo, contra 10.854 casos registrados no ano anterior.

Isso representa um incidente a cada 1.424 voos. Em 2015, esse índice era de um caso para cada 1.205 voos. Desde que os dados começaram a ser analisados, em 2007, foram registrados 58.921 incidentes causados por passageiros durante as viagens aéreas.

Incidentes são situações que fogem dos padrões durante o voo, mas que não necessariamente chegam a causar um acidente de fato.

Leia mais:
Por que as pessoas ficam bêbadas mais rapidamente quando estão num avião?
Passou mal a bordo de um avião? Procure um comissário de bordo com urgência
Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica

Casos mais graves aumentam

Apesar da queda no número total de casos reportados para a Iata, a associação das companhias aéreas se mostra preocupada com o aumento de casos mais graves.

A grande maioria das ocorrências ainda é de situações mais leves, como agressões verbais, desrespeito às instruções da tripulação ou recusa de seguir alguns procedimentos de segurança. Esses casos representam 87% das ocorrências.

Os incidentes de nível 2 tiveram um aumento de 11% em 2015 para 12% no último ano. São problemas causados por agressões físicas, atos obscenos, ameaças de violência ou danos aos equipamentos de emergência e segurança. “São situações difíceis de gerenciar dentro de um avião”, afirma o relatório da Iata.

Apesar de representar apenas 1% dos casos, os incidentes mais graves foram os que tiveram o maior aumento proporcional, com crescimento de 49,5%. Enquanto 2015 registrou 113 situações de perigo real, no ano passado foram 169 incidentes graves causados pelos passageiros. São casos que podem colocar a vida de outros passageiros em risco ou tentativas de abrir a porta da cabine dos pilotos.

Álcool é a principal causa de problemas

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e outras drogas é o principal responsável pelos incidentes causados por passageiros de avião, com 33,4% das ocorrências.

“O problema está relacionado ao consumo antes do embarque na aeronave ou álcool comprado nos aeroportos para ser consumido a bordo sem a conhecimento da tripulação. O nível de intoxicação pode não ser aparente no tempo de embarque”, afirma o relatório da Iata.

Entre os problemas de passageiros que se recusaram a seguir os procedimentos de segurança, mais da metade está relacionada a pessoas que tentaram fumar a bordo. Outros casos são de passageiros que se recusaram a desligar os aparelhos eletrônicos ou a afivelar o cinto de segurança.

Leia mais:

Jato da Embraer é o único a pousar na ilha de Napoleão com vento de 90 km/h

Quer economizar na passagem aérea? Aprenda a usar programas de fidelidade

Tempo de voo pode ter diferença de 2h na ida e na volta. Sabe por quê?


Air Berlin, Niki Air, Monarch: 22 companhias aéreas que faliram em 2017
Comentários Comente

Todos a Bordo

Air Berlin encerrou as operações no final de outubro (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A aviação costuma ser um mercado bastante instável para as companhias aéreas por conta das pequenas margens de lucro e altos riscos. Nesse cenário, um deslize mais grave na parte administrativa ou mudanças bruscas no cenário econômico podem representar o fim da empresa. Foi o que aconteceu em 2017 com pelo menos 22 companhias aéreas que pararam de voar ao longo do ano e deixaram muitos passageiros esperando no chão.

O caso mais grave foi da companhia aérea britânica Monarch Airlines, fundada em 1967. A empresa decretou falência no início de outubro, pegando muitos passageiros de surpresa. Mais de 900 mil pessoas tiveram as passagens canceladas. Cerca de 100 mil britânicos estavam no exterior quando a Monarch anunciou o fim de seus voos.

Leia também:
Quer economizar na passagem aérea? Aprenda a usar programas de fidelidade
Jato da Embraer é o único a pousar na ilha de Napoleão com vento de 90 km/h
Dono de jatinho paga R$ 37 mil para estacionar e embarca sem fila e raio-x

Empresa cancelou voos de mais de 100 mil britânicos que estavam no exterior (Divulgação)

Na Alemanha, o processo de encerramento das operações da Air Berlin, fundada em 1978, foi feito de forma mais lenta exatamente para não pegar os passageiros de surpresa e também para dar tempo aos funcionários. A empresa declarou  em agosto que não conseguiria pagar suas dívidas. Um empréstimo do governo manteve os aviões no ar até o final de outubro, enquanto a Air Berlin ainda tentava negociar investimentos com outras companhias aéreas, como Lufthansa e easyJet.

Como consequência do fim das operações da Air Berlin, em dezembro a austríaca Niki Air também deixou de voar. A empresa fundada pelo ex-piloto de Fórmula 1 Niki Lauda em 2003 era uma subsidiária da Air Berlin.

A Lufthansa comprou os negócios da Air Berlin, mas não vai utilizar o nome da antiga empresa, apenas alguns aviões e rotas. Em relação à Niki Air, a companhia alemã desistiu da compra. Com isso, as duas marcas deixaram de existir em 2017.

A Europa foi o continente onde mais companhias aéreas foram fechadas em 2017, com 13 empresas que decretaram falência. A América do Norte vem na sequência, com seis companhias que encerram seus voos. Na Ásia, África e América Central, apenas uma companhia aérea de cada continente deixou de voar em 2017.

Austríaca Niki Air deixou de voar na última semana (Divulgação)

Algumas companhias aéreas mal completaram um ano de vida e já tiveram suas operações encerradas, como Azaljet, Fly Kiss e Go! Aviation. A italiana Fly Marche nem isso conseguiu. A empresa foi fundada em 2017 e fechou as portas no mesmo ano.

Por outro lado, algumas companhias tradicionais, embora pouco conhecidas no Brasil, também não resistiram. A empresa mais antiga e deixar de voar é a canadense Air Labrador, fundada em 1948. Outros casos são as norte-americanas Yute Air, de 1950, e a Wings of Alaska, de 1982, a canadense Innu Mikun Airlines, de 1972, ou a russa Bural, de 1993.

Confira a relação das companhias aéreas que faliram em 2017:

Air Berlin
País de origem: Alemanha
Fundação: 1978

Air Labrador
País de origem: Canadá
Fundação: 1948

Air Norway
País de origem: Noruega
Fundação: 2003

Azaljet
País de origem: Azerbaijão
Fundação: 2016

Bural
País de origem: Rússia
Fundação: 1993

Citywing
País de origem: Reino Unido
Fundação: 2012

Fly County Aviation
País de origem: Quênia
Fundação: 2015

Fly Kiss
País de origem: França
Fundação: 2016

Fly Marche
País de origem: Itália
Fundação: 2017

Go! Aviation
País de origem: Finlândia
Fundação: 2016

Höga Kusten Flyg
País de origem: Suécia
Fundação: 2007

Hummingbird Air
País de origem: Ilhas Virgens Americanas
Fundação: 2013

Innu Mikun Airlines
País de origem: Canadá
Fundação: 1972

Monarch Airlines
País de origem: Reino Unido
Fundação: 1967

NewLeaf
País de origem: Canadá
Fundação: 2015

Niki Air
País de origem: Áustria
Fundação: 2003

Pioneer Regional Airlines
País de origem: Rússia
Fundação: 1996

Sea Air
País de origem: Croácia
Fundação: 2015

Shuttle America
País de origem: Estados Unidos
Fundação: 1995

Tigerair Singapore
País de origem: Cingapura
Fundação: 2003

Wings of Alaska
País de origem: Estados Unidos
Fundação: 1982

Yute Air
País de origem: Estados Unidos
Fundação: 1950

Leia também:

Por que as pessoas ficam bêbadas mais rapidamente quando estão num avião?

Vender mais passagens do que a capacidade do avião é comum. Sabe por quê?

Por que alguns aviões têm as pontas das asas dobradas?


Companhia aérea oferece voos ilimitados por US$ 1.950 e aceita até bitcoin
Comentários Comente

Todos a Bordo

Surf Air vende voos ilimitados em aviões executivos (Divulgação)

Serviços de internet como Netflix e Spotify se popularizaram ao oferecer acesso ilimitado ao seu conteúdo por uma assinatura mensal. A companhia aérea Surf Air, com voos nos Estados Unidos e na Europa, adota o mesmo modelo de negócio para seus passageiros.

Com uma assinatura mensal a partir de US$ 1.950 (R$ 6.500), os passageiros têm direito a voos ilimitados dentro das rotas da companhia, voando em aviões executivos como o jato brasileiro Embraer Phenom 300 ou o turboélice suíço Pilatus PC-12.

Com o conceito “all you can fly” (tudo o que você puder voar), no início deste mês a empresa passou a aceitar as moedas virtuais bitcoin e ethereum como meio de pagamento.

Leia também:
Quer economizar na passagem aérea? Aprenda a usar programas de fidelidade
Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica
Qual avião é mais seguro de voar: um grande ou um pequeno?

Rotas operadas pela Surf Air (Divulgação)

Voos ilimitados nos EUA e Europa

O plano de assinatura foi lançado nos Estados Unidos em 2013 com voos apenas dentro do Estado da Califórnia. Os passageiros do plano básico (US$ 1.950) têm opção de voar entre as cidades de San Francisco, Los Angeles, Santa Bárbara e Carlsbad.

No plano “preferencial”, por US$ 2.450 (R$ 8.170), há também voos para Truckee, Napa, Monterey e Las Vegas, no Estado de Nevada.

Em meados deste ano, a empresa começou também suas operações na Europa, inicialmente ligando apenas Londres (Reino Unido) a Zurique (Suíça). A Surf Air tem planos de expandir suas rotas para Milão (Itália), Munique (Alemanha), Cannes (França), Ibiza (Espanha), Dublin (Irlanda), entre outros destinos, mas ainda sem data definida.

O plano de assinatura europeu custa 3.150 libras esterlinas (R$ 14.000), mas o passageiro também pode utilizar todas as rotas dentro dos Estados Unidos. A empresa, no entanto, não liga a Europa aos Estados Unidos.

Aviões menores, voos mais rápidos

A companhia aérea aposta também nos aviões executivos para atrair clientes que viajam com frequência. O público-alvo da Surf Air são empresários e executivos que precisam de agilidade, fazem sempre a mesma rota, mas ainda não possuem um avião próprio.

Como utiliza aviões e aeroportos executivos, o tempo total da viagem também é bem menor em relação às companhias aéreas tradicionais. Em um voo entre Londres e Zurique, por exemplo, o passageiro pode chegar meia hora antes da decolagem do avião, sem passar pelas filas de check-in e embarque. Nos voos comerciais, o passageiro tem de chegar com uma hora e meia de antecedência.

Apesar de o jato executivo voar a uma velocidade ligeiramente inferior à dos aviões comerciais, o tempo total gasto pelo passageiro entre a chegada ao aeroporto de origem e saída no aeroporto de destino pode ter uma diferença de até duas horas, segundo a Surf Air. Como cada avião leva menos de dez passageiros, todos os processos de embarque e desembarque são mais ágeis.

Leia também:

Escola de pilotos da Emirates tem jato brasileiro e aeroporto exclusivo

O que significam as placas, faixas e luzes nas pistas dos aeroportos?

Controle de qualidade de voo entrega quando o piloto faz algo errado