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Avião leva até 7.000 itens por voo só para serviço de bordo de passageiros
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Voos de longo alcance levam quase 800 copos e 500 garrafas de vinho (Divulgação)

O serviço de bordo das companhias aéreas está cada vez mais restrito. Há menos opções de comidas e bebidas atualmente. Em muitos casos, é necessário pagar para comer ou beber algo durante o voo. Nos voos mais longos, no entanto, as companhias aéreas ainda não conseguiram cortar o serviço de bordo. E para atender a todos os passageiros, é preciso muito material.

Segundo a companhia aérea British Airways, em uma viagem entre Londres (Reino Unido) e Nova York (EUA), por exemplo, um Boeing 747, com capacidade entre 275 e 345 passageiros, carrega até 7.000 itens para serem utilizados pelos passageiros.

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Em uma viagem entre Londres e São Paulo, os números dos itens transportados pela British Airways são bastante semelhantes. A companhia utiliza na rota aviões do modelo Boeing 777, com capacidade para até 336 passageiros. Na rota para o Rio de Janeiro, a empresa utiliza o modelo Boeing 787, que pode levar até 214 passageiros.

Boa parte desse material do serviço de bordo precisa ser descarregada e reabastecida no avião sempre antes de cada voo. A British Airways tem cerca de 850 voos todos os dias. São itens alimentícios, bebidas, material de higiene pessoal, de saúde e até para melhorar o sono dos passageiros.

Veja apenas alguns exemplos (não são todos) em um voo da British Airways:

800 itens de roupa de cama, como travesseiros e cobertores
798 copos
500 porta-copos
493 bandejas de refeição
473 latas de Coca-Cola
388 garrafas de vinho de 250 ml
350 pacotes de salgadinho
319 saquinhos de emergência, caso o passageiro passe mal
293 capas de encosto de cabeça
101 garrafas de vinho de 750 ml
78 rolos de papel higiênico
5 kits de primeiros socorros

No porão do avião, além das bagagens, há espaço para o transporte de outras cargas. A maior parte é de itens de valor. Roupas de grife, smartphones e tablets representam 26% da carga da companhia. Cargas especiais como animais vivos ou obras de arte são 5%. Outros 4% são produtos alimentícios perecíveis e 3% são de produtos farmacêuticos e vacinas com temperatura controlada.

A British Airways também divulgou o perfil dos passageiros que voam com a companhia. Segundo a empresa, 47% viajam sozinhos e 27% com apenas mais uma pessoa. Além disso, 70% dos passageiros viajam a lazer. A maioria dos passageiros da British é composta de estrangeiros. Os britânicos representam 42%, enquanto os norte-americanos aparecem em segundo lugar com 13%.

Os dados se referem a uma média de todas as rotas da companhia entre 1º de janeiro e 31 de julho deste ano.

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Norwegian terá voos entre o Brasil e o Reino Unido (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Norwegian Air recebeu nesta quarta-feira (8) autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para voar para o Brasil. A primeira companhia aérea internacional de baixo custo a operar no país fará voos entre o Brasil e o Reino Unido. Os voos devem começar somente no próximo ano, mas a empresa não divulgou ainda quais as rotas exatas nem os valores das passagens.

A Norwegian, de origem norueguesa e com sede na Inglaterra, é a terceira maior empresa de baixo custo da Europa (atrás da irlandesa Ryanair e da britânica Easyjet), com uma frota de 136 aviões e 153 destinos. A empresa começou a voar no início do ano entre Londres (Reino Unido) e Buenos Aires (Argentina).

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Se praticar no Brasil a mesma política de preços que tem na Argentina, as tarifas dos voos para a Europa podem sofrer uma forte queda quando a companhia der início às suas operações no país.

O blog Todos a Bordo fez uma pesquisa de preços em três datas diferentes para voos de ida e volta com saída de Buenos Aires para Londres. Em todas elas, os preços praticados pela Norwegian foram bem inferiores ao da concorrência. A diferença de preço chega a 40%.

Ida 11/9 e volta 24/9

Norwegian: R$ 3.752 (voos diretos)
British Airways: R$ 6.321 (voos diretos)
American Airlines e British Airways: R$ 4.795 (voos com conexão em Miami e Orlando, nos EUA)
Nas mesmas datas, o voo direto entre São Paulo e Londres (ida e volta) custa R$ 6.644 na Latam e R$ 6.863 na British Airways

Ida 9/10 e volta 22/10

Norwegian: R$ 3.589 (voos diretos)
British Airways: R$ 4.892 (voos diretos)
Air Europa: R$ 4.771 (voo com conexão em Madri)
Nas mesmas datas, o voo direto entre São Paulo e Londres (ida e volta) custa R$ 5.531 na Latam e R$ 4.358 na British Airways

Ida 22/12 e volta 1º/1

Norwegian: R$ 5.232 (voos diretos)
British Airways: R$ 8.277 (voos diretos)
Turkish Airlines: R$ 4.816 (voos com conexão em São Paulo e Istambul)
Nas mesmas datas, o voo direto entre São Paulo e Londres (ida e volta) custa R$ 4.956 na Latam e R$ 6.362 na British Airways

Interior do Boeing 787 da Norwegian que deve ser usado nos voos para o Brasil (Divulgação)

Empresa afirma que tarifas atuais no Brasil estão altas

Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, após receber a autorização da Anac, a Norwegian afirma que os voos entre Brasil e Reino Unido têm competição limitada e altas tarifas.

“Estamos felizes de receber a permissão das autoridades brasileiras para voar entre o Brasil e o Reino Unido. O Brasil tem um grande potencial, e acreditamos que novas tarifas de baixo custo permitirão que mais pessoas viajem, aumentando o turismo e as economias locais. As conexões atuais entre o Reino Unido e Brasil são caracterizadas por altas tarifas e competição limitada”, afirma a empresa em comunicado.

O professor de finanças do Ibmec Giacomo Diniz afirma que a entrada da Norwegian no Brasil tem potencial para mexer com todo o mercado de aviação no país. “Quando a Gol entrou, ela ficou conhecida como a empresa da barrinha de cereal. Mas a verdade é que, até então, viajar era um artigo de luxo. Ela chegou para mexer com o mercado, e agora a entrada da primeira companhia low-cost internacional tem o mesmo potencial”, afirma.

Diniz diz acreditar que o fato de a empresa ter citado em seu comunicado as altas tarifas praticadas nos voos entre Brasil e Reino Unido é uma demonstração de que deve chegar ao país com preços mais agressivos para conquistar o mercado brasileiro.

“Eles devem ter feito a lição de casa, calculando seus custos operacionais, acrescentando os custos do Brasil e sua margem de lucro para chegar ao valor que acreditam que podem praticar. Ao olhar a concorrência, chegaram à conclusão de que conseguem um preço melhor”, afirma.

Ministro do turismo comemora autorização

Em nota divulgada nesta quarta-feira, o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, comemorou o decreto da Anac que autoriza a Norwegian a operar no Brasil. “A operação da Norwegian Air representa um importante passo na internacionalização do turismo brasileiro. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, o transporte aéreo ganha ainda mais relevância. Por isso, é fundamental que o Congresso Nacional ajude na modernização das regras do setor”, afirmou, em nota.

O ministro cita como principal medida necessária para o desenvolvimento da aviação no Brasil a aprovação do projeto de lei que tramita no Congresso Nacional para a liberação de 100% de capital estrangeiro nas companhias aéreas que operam no país. A medida permitiria, por exemplo, que a Norwegian e outras companhias aéreas de baixo custo criassem até mesmo uma subsidiária no país para voos domésticos.

“Na avaliação do Ministério do Turismo, a medida aumenta a competitividade do turismo nacional na medida em que permite a ampliação da oferta e a consequente redução do custo de passagens”, afirma a nota. O projeto chegou a ser discutido na última terça-feira (7), mas foi retirado da pauta antes de ser votado.

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Por que aéreas da Ásia e Oriente Médio dominam lista de melhores do mundo?
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Por Vinícius Casagrande

As companhias aéreas da Ásia e do Oriente Médio dominam nos últimos anos a lista de melhores empresas de aviação do mundo. No último ranking da Skytrax, considerado o “Oscar da aviação” e divulgado no mês passado, nove entre as dez primeiras colocadas são do oriente (veja álbum de fotos acima).

As empresas da região também dominam diversas outras categorias da premiação, com as de melhor equipe de bordo, melhor primeira classe, melhor classe executiva, limpeza da cabine e melhores serviços de aeroporto.

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Luxo e bom atendimento

Uma das características mais marcantes das companhias aéreas da Ásia e do Oriente Médio é o luxo proporcionado aos passageiros da primeira classe e da executiva. Os passageiros das áreas mais sofisticadas do avião encontram, dependendo da empresa, suítes com cama de casal, serviço de mordomo, chuveiro a bordo, entre outras regalias.

No entanto, mesmo os passageiros da classe econômica também recebem atenção especial das companhias asiáticas e do Oriente Médio. Na categoria entre melhores companhias aéreas para a classe econômica, nove entre as dez primeiras também são da região. A líder nessa categoria é a tailandesa Thai Airways.

O professor do curso de aviação civil da Universidade Anhembi Morumbi Claudio Fonseca afirma que um dos motivos para as empresas da Ásia e Oriente Médio dominarem o topo do ranking é a cultura regional em prestar um bom atendimento, com constante treinamento.

“O maior contribuidor para a qualidade do produto é a qualidade do treinamento das pessoas. E isso vale para a área de serviço. Se olhar os povos do oriente, eles têm essa cultura do serviço. Essas empresas têm essa atenção ao detalhe, que é da cultura deles”, afirma.

Em meio à riqueza do Oriente Médio, o professor do curso de aviação civil também destaca o lado cultural da ostentação naquela região do planeta. “O nível de ostentação nesses países é diferente. Em Abu Dhabi, por exemplo, há um desfile de carros de luxo como Porsches e Ferraris. Eles levam essa cultura também para dentro dos aviões”, diz.

Suítes da primeira classe da Singapore Airlines podem se transformar em um quarto de casal (Divulgação)

Economia rica e estável

Outro ponto relevante para uma melhor qualidade na prestação dos serviços por parte das companhias aéreas da Ásia e Oriente Médio é a parte econômica. Com sede em países com riqueza abundante e economicamente estáveis, as empresas conseguem ter mais previsibilidade em relação aos negócios e planejar melhor os investimentos.

As companhias do Oriente Médio, maior região produtora de petróleo do mundo, ainda se beneficiam dos baixos custos do combustível. Ao aliviar a carga em um dos principais custos de uma companhia aérea, elas ganham fôlego para outros investimentos.

“É bem diferente da nossa região, na qual as companhias estão brigando constantemente com as oscilações do câmbio, do preço do combustível e de outros custos. Isso tira poder de investimento”, afirma o professor do curso de aviação civil.

Nessa questão, a única companhia aérea de fora da Ásia e Oriente Médio entre as dez melhores do mundo é a alemã Lufthansa, com sede no país com a maior economia da Europa.

No caso das companhias norte-americanas, a maior economia do mundo, o problema são a concorrência e a cultura local. O importante ali não é tanto o luxo e sofisticação, mas o serviço eficiente a baixo custo.

Terminal 3 do aeroporto de Changi, em Cingapura, eleito o melhor do mundo (TommL/Getty Images)

Experiência completa

A experiência de voar começa bem antes de o passageiro entrar no avião. A partir do momento em que ele coloca os pés no aeroporto, tudo influencia na sua percepção se o serviço foi bom ou ruim. “Se o passageiro teve um bom atendimento que antecede o voo, com tudo organizado e bem-feito, ele fica mentalmente mais receptivo ao resto e vai no fluxo de admiração”, diz Fonseca.

Não é à toa que entre os dez melhores aeroportos do mundo, seis estão na Ásia e Oriente Médio, segundo ranking da própria Skytrax divulgado em março. O líder desse ranking é o aeroporto de Singapura, justamente a principal base de operações da Singapore Airlines, a líder entre as companhias aéreas.

“É uma soma de todos os fatores, como cultura, vontade de servir, treinamento, aeronaves novas e aeroporto. As pessoas e a economia andam em paralelo para criar a experiência do cliente”, afirma o professor do curso de aviação civil.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa da Skytrax foi feita com mais de 20 milhões de passageiros de mais de cem nacionalidades diferentes entre agosto de 2017 e maio de 2018. Os passageiros avaliaram 335 companhias aéreas do mundo inteiro.

Entre as companhias aéreas dos Estados Unidos, o maior mercado de aviação do mundo, a mais bem colocada é a Delta Air Lines. A empresa está na 37ª posição. Já entre as companhias da América do Sul, o grupo Avianca (que inclui as empresas da Colômbia e do Brasil) lidera o ranking na 51ª posição.

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Pátio do aeroporto de Viracopos, em Campinas, com aviões da Azul (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Basta um avião apresentar algum problema técnico, um aeroporto fechar por conta do clima ruim ou algum tripulante ficar doente que grande parte dos voos de uma companhia aérea pode ser afetada em um efeito cascata. Para evitar que isso aconteça, as empresas precisam agir rapidamente no replanejamento da malha aérea.

A organização de qual avião fará cada voo é feita com uma semana de antecedência pelo departamento de planejamento de voo das companhias. Na hora de colocar o plano em prática, no entanto, raramente esse planejamento consegue ser seguido à risca.

Um avião, por exemplo, pode decolar do Rio de Janeiro no início da manhã com destino a Brasília. De lá, fazer outro voo com destino a Belo Horizonte para depois ir a São Paulo, Porto Alegre e voltar ao Rio de Janeiro. Nesse exemplo hipotético, se logo pela manhã o Rio de Janeiro estiver com uma forte neblina que impeça a decolagem, todos os voos do dia poderão sofrer com atrasos.

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Em alguns casos, o avião pode ter de parar também para realizar algum tipo de manutenção. Pode ser desde um problema no banheiro da aeronave, uma falha no sistema de entretenimento ou até mesmo algo mecânico.

“Se o avião tiver um problema no sistema de TV ao vivo, por exemplo, é uma questão de conforto do passageiro, e não colocamos para fazer voos longos. Nesse caso, trocamos por outro avião que está com o sistema funcionando. Até corrigir o problema, o avião só fará voos curtos”, afirma Carlos Pellegrino, diretor do CCO (Centro de Controle Operacional) da Azul.

Todos os dias, a Azul, por exemplo, tem cerca de 820 voos. Para realizar todas as viagens, a empresa conta atualmente com 122 aviões de quatro modelos diferentes. Em média, cada avião faz mais de seis voos por dia. Mas nove aviões ficam apenas de reserva para atender aos imprevistos diários, sendo quatro ATR 72, três Embraer 195, um Airbus A320 e um Airbus A330, que ficam espalhados pelo país.

Quando um avião apresenta um problema ou não consegue decolar de um determinado aeroporto por conta do clima, o avião reserva pode ser acionado para fazer vários voos no dia e evitar outros atrasos na malha da empresa. O diretor do CCO (Centro de Controle Operacional) da Azul afirma que, em média, entre 30 e 40 voos decolam com aviões diferentes do que havia sido planejado.

Nem todas as trocas de aviões precisam utilizar os aviões reservas. Quando um avião precisa de uma manutenção simples, ele pode ser substituído por outra aeronave que faria uma parada mais longa em determinado aeroporto. Com a manutenção finalizada, ele pode voltar a voar nas rotas que estavam originalmente programadas para o avião que o substituiu.

Centro de Controle Operacional da Azul (Vinícius Casagrande/UOL)

Centro de Controle Operacional

O trabalho de acompanhamento de todos os voos e da situação de cada avião da Azul é feito em uma sala no 10º andar de um edifício comercial de Alphaville, na região metropolitana de São Paulo. É ali que fica o Centro de Controle Operacional da companhia. O local está a 88 quilômetros do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), onde empresa tem o maior número de voos.

O CCO da Azul é dividido em quatro aéreas:

– Coordenação de voo: responsável por determinar qual avião fará cada voo.

– Manutenção: serviço de auxílio aos mecânicos da empresa. Quando um avião apresenta algum problema, os mecânicos que trabalham nos aeroportos podem solicitar ajuda de técnicos que estão no CCO da empresa. Esse auxílio pode ser uma orientação de como resolver um problema ou mesmo o envio de uma equipe técnica até o local onde o avião está parado.

– Escala de voos: organiza os tripulantes de cada voo. Na Azul, são cerca de 1.800 pilotos e 3.600 comissários de bordo. Os tripulantes recebem a escala do mês seguinte por volta do dia 15. Quando um piloto ou um comissário fica doente e não pode voar, a escala precisa acionar um tripulante que está de reserva ou sobreaviso para ocupar o lugar.

– Despacho operacional de voo: faz os cálculos de peso do avião, quantidade de combustível para o voo, planejamento da rota e fornece informações meteorológicas aos pilotos.

“Nosso trabalho é fazer o controle de todos os voos e garantir a pontualidade e a segurança da companhia fazendo todos os ajustes no dia a dia”, afirma o diretor do CCO da Azul.

Mais combustível e menos desvios de voos

Uma das ações mais recentes do CCO foi a instalação, no final de 2016, de uma central de informações meteorológicas. A área do despacho operacional de voo recebe dados de diversas centrais meteorológicas. Depois de compilar as informações, os técnicos avaliam quais voos podem ser afetados pelas más condições do clima.

“Quando a gente verifica que um aeroporto pode fechar temporariamente por conta de uma chuva forte, mas passageira, o avião já decola com combustível extra. Não temos como precisar o minuto exato da chuva, mas se acontecer quando o avião estiver chegando, ele pode esperar o tempo melhorar sem precisar fazer um pouso em outro aeroporto para reabastecer”, afirma Pellegrino.

Segundo o diretor do CCO da Azul, após a instalação de central de informações meteorológicas, a companhia já reduziu em 39% a quantidade de voos alternados (quando o avião precisa pousar em um aeroporto diferente do destino final da viagem).

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Procon autua aéreas por cobrar para marcar assento; Anac permite cobrança
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Companhias aéreas cobram de R$ 10 a R$ 25 para passageiros escolher lugar no avião (Joel Silveira/Folhapress)

Por Vinícius Casagrande

O Procon de Porto Alegre (RS) autuou nesta sexta-feira (27) as companhias aéreas Latam, Gol e Azul por cobrarem para escolher antecipadamente o assento no avião. Embora a medida seja permitida pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o Procon afirma que a cobrança é indevida.

A Gol e a Azul já cobram caso o passageiro queira escolher com antecedência onde irá sentar no avião. A Latam anunciou que passará a cobrar a partir de 16 de agosto. Os valores variam entre R$ 10 e R$ 25, dependendo do tipo de tarifa e da companhia aérea. Na Gol, a escolha do assento passa a ser gratuita com sete dias de antecedência do voo. Na Azul, a marcação é grátis com três dias de antecedência da viagem.

Segundo a diretora do Procon de Porto Alegre e vice-presidente da Associação Brasileira de Procons, Sophia Martini Vial, a cobrança fere o Código de Defesa do Consumidor e o Código Civil. “O passageiro tem de ir sentado, e nunca vi ninguém andar de pé no avião. Então, não faz sentido cobrar pela marcação do assento. A gente acha que essa cobrança é indevida e, por isso, as empresas foram autuadas”, afirma.

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Após receber a notificação, as empresas têm até dez dias para se manifestar. Caso não aceite a justificativa das companhias aéreas, o Procon de Porto Alegre pode aplicar multas que variam de R$ 800 a R$ 12 milhões.

A Latam confirmou a notificação e disse que prestará os esclarecimentos necessários. “A empresa reitera que segue a legislação vigente para o setor”, afirma, em nota. Também em nota, a Gol diz que “segue a legislação vigente e está à disposição dos clientes para quaisquer esclarecimentos quanto às regras praticadas”. A Azul afirmou que desconhece qualquer notificação do Procon de Porto Alegre. “A companhia esclarece que, se notificada, prestará os devidos esclarecimentos ao órgão fiscalizador”, afirma, em nota.

A Anac afirma que a marcação antecipada de assento é “um serviço acessório do transporte aéreo e nunca foi regulado pela Anac ou por qualquer outra autoridade de aviação brasileira”. “Trata-se de um serviço gerenciado pelas empresas aéreas conforme suas estratégias comerciais. Aliás, em todo o mundo as companhias aéreas têm liberdade para implementar esse serviço de acordo com a política comercial de cada empresa. Não existe regulamentação que defina ou obrigue as companhias aéreas a seguirem um padrão”, afirma a agência, em nota.

Blitz contra a cobrança de bagagem

A autuação do Procon de Porto Alegre ocorreu durante uma ação realizada em conjunto com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e outras entidades de defesa do consumidor em aeroportos dos 27 estados brasileiros. O objetivo era fiscalizar as companhias aéreas e orientar os passageiros em relação à cobrança pelo despacho de bagagem, prática que a OAB considera ilegal e tenta derrubar na Justiça.

“A OAB chama atenção para a ilegalidade que representa a permissão dada pela Anac para as empresas aéreas cobrarem a mais pelo despacho de bagagens”, afirma Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB. A entidade ingressou com uma ação na Justiça em dezembro de 2016 para impedir a medida, mas a ação ainda não foi julgada.

Empresas dizem que voar ficou mais acessível

O presidente da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas), Eduardo Sanovicz, afirma que a medida permitiu que as companhias aéreas criassem uma nova classe tarifária com preços reduzidos, o que permitiu que mais pessoas pudessem viajar de avião.

Segundo dados da Abear divulgados nesta semana, em junho a aviação nacional voltou à marca de 100 milhões de passageiros transportados em 12 meses, o que havia sido perdido em 2016.

“São 2 milhões de passageiros a mais no primeiro semestre deste ano, enquanto a economia continua andando de lado. A razão para esse aumento de passageiros é o preço mais acessível, que só foi possível porque o Brasil se igualou às práticas internacionais”, afirma.

Preço da passagem não caiu

Dados da Anac, no entanto, apontam que o preço médio das tarifas não teve queda no primeiro ano após o início da cobrança de bagagem.

O presidente da Abear afirma que outros fatores têm pressionado os custos das companhias aéreas, como o aumento de mais de 50% no preço do querosene de aviação (combustível usado pelos aviões) e de mais de 15% no câmbio. “A existência desse novo tipo de bilhete foi vital nesse momento para manter os custos”, afirma.

O presidente da Abear afirma ainda que, apesar das críticas de muitos passageiros, 65% das passagens vendidas atualmente são das classes tarifárias mais baratas, que não permitem o transporte de bagagem. “Esse bilhete é um sucesso entre os passageiros”, diz.

Outras fiscalizações

Durante as blitze nos aeroportos, os Procons também verificaram a atuação das companhias aéreas em relação a outras questões, como atendimento preferencial nas lojas, check-in e embarque, transporte preferencial nos ônibus que levam até a porta do avião e precisão das informações passadas aos passageiros.

O Procon de São Paulo notificou a Azul por irregularidade no transporte preferencial de um passageiro no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Segundo o órgão, não foi dada prioridade a um passageiro com necessidades especiais na hora de descer do ônibus para embarcar no avião.

O Procon do Rio de Janeiro autuou quatro companhias aéreas no aeroporto do Galeão: Gol, Air France, KLM e Copa Airlines. Segundo o órgão, a Gol não dispunha de livro de reclamações, e a Air France e a KLM não apresentaram alvará de funcionamento nem a tabela de preços de bagagens despachadas. A Copa Airlines não informava os valores a pagar correspondentes ao excesso de bagagem e não fornecia formulário de declaração especial de valor, que responsabiliza a empresa em caso de extravio de bagagens especificadas nessa categoria.

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OAB prepara blitz em aeroportos contra a cobrança de bagagem em voo
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OAB afirma que cobrança pelo despacho de bagagem é ilegal (Foto: Lucas Lima/UOL)

Por Vinícius Casagrande

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e entidades de defesa do consumidor, como Procon e Idec, preparam para esta sexta-feira (27) uma ação conjunta em diversos aeroportos do Brasil contra a cobrança de bagagem em voo. A OAB considera a cobrança ilegal e ingressou com uma ação na Justiça em dezembro de 2016 para impedir a medida, mas a ação ainda não foi julgada.

A OAB alega que a medida fere o Código de Defesa do Consumidor e o Código Civil. Para a entidade, o passageiro passa a pagar mais para ter o mesmo serviço e o transporte de bagagem é “inerente” ao serviço de transporte de passageiro.

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A ação desta sexta-feira será a segunda mobilização nacional contra a cobrança de bagagem. A primeira foi realizada no final de julho do ano passado. O objetivo das entidades que participam do ato é fiscalizar o cumprimento das normas atuais e orientar os passageiros em relação aos seus direitos.

De acordo com a OAB, a fiscalização deve ser feita por órgãos como o Procon, que poderão multar as empresas caso encontrem irregularidades. A OAB deve fazer o trabalho de orientação dos passageiros, explicando os direitos e como agir caso se sinta prejudicado com alguma medida.

“Todas as 27 seccionais da OAB nos estados vão organizar os atos nos principais aeroportos do país para esclarecer os passageiros sobre os direitos que estão sendo violados pelas empresas aéreas e com aval da Anac”, afirma Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB.

Lamachia também critica a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) por ter permitido que as companhias aéreas pudessem praticar a cobrança pelo despacho de bagagem. “A agência reguladora da aviação civil deveria defender os interesses da sociedade e fiscalizar o setor aéreo. Mas, o que vemos, é a agência atuando em favor das empresas e contra os consumidores.”

Entenda o caso

As companhias aéreas estão liberadas para cobrar pela bagagem despachada desde maio do ano passado. Até então, os passageiros tinham o direito de transportar uma mala de até 23 kg em voos nacionais e duas malas de até 32 kg nos voos internacionais sem ter de pagar taxas extras.

A cobrança começou a ser praticada efetivamente em junho. No início, as companhias aéreas adotaram o mesmo valor de R$ 30 para o pagamento antecipado do serviço. Um ano após o início da cobrança, porém, o preço já dobrou dependendo da companhia aérea. Na Azul, por exemplo, o valor para pagamento antecipado do serviço é de R$ 60 para a primeira mala atualmente.

Preço da passagem subiu

O valor das passagens no primeiro ano de cobrança teve um aumento de 6% (já descontada a inflação), segundo dados da Anac. A promessa da agência e das companhias aéreas era de que a medida reduziria o valor dos bilhetes.

“Em 2018, a própria Anac divulgou números que mostram o lucro recorde das maiores empresas aéreas e também que o preço da passagem não caiu. A OAB foi à Justiça, novamente, desta vez para contestar o aumento na taxa de despacho de bagagem”, afirma a OAB em comunicado.

Anac e Abear dizem que avaliação é prematura

A Anac e a Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) afirmam constantemente que uma avaliação dos efeitos da cobrança de bagagem ainda é algo prematuro. Na própria resolução que alterou as regras, a agência estipulou um prazo de cinco anos para uma análise completa dos efeitos das mudanças. A Anac afirma, no entanto, que está acompanhando e construindo mecanismos para aferir os impactos da resolução.

“É prematuro medir, neste pouco tempo, o impacto da nova política das companhias nos preços praticados, assim como é um equívoco metodológico relacionar somente à franquia os preços mensurados pela ANAC”, afirma a Abear.

Segundo a associação, os preços das passagens são impactados pela alta do combustível e do dólar. “O querosene de aviação (QAV), que no período de um ano (dezembro de 2016 a dezembro de 2017) teve aumento de 18%, soma um terço do preço do bilhete aéreo. O dólar acumula alta de 8,5% só nos últimos seis meses, o que impacta diretamente os custos dolarizados do setor aéreo, como o leasing”, afirma.

Veja as regras das companhias aéreas para despacho de bagagem em voos nacionais

Azul

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 60 para compra antecipada pelo site, aplicativo ou atendimento telefônico
– R$ 80 para pagamento no balcão do aeroporto
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 100 para compra antecipada pelo site, aplicativo ou atendimento telefônico
– R$ 120 para pagamento no balcão do aeroporto
3ª mala de até 23 kg:
– R$ 130 para compra antecipada pelo site, aplicativo ou atendimento telefônico
– R$ 150 para pagamento no balcão do aeroporto

Latam

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 49 para compra até três horas antes do voo
– R$ 110 para pagamento com menos de três horas para o voo
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 99 para compra até três horas antes do voo
– R$ 140 para pagamento com menos de três horas para o voo
3ª mala de até 23 kg:
– R$ 139 para compra até três horas antes do voo
– R$ 220 para pagamento com menos de três horas para o voo

Avianca

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 40 para compra até seis horas antes do voo
– R$ 80 para pagamento com menos de seis horas para o voo
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 60 para compra até seis horas antes do voo
– R$ 120 para pagamento com menos de seis horas para o voo
3ª mala de até 23 kg:
– R$ 80 para compra até seis horas antes do voo
– R$ 160 para pagamento com menos de seis horas para o voo

Gol

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 50 para compra nos canais digitais da companhia
– R$ 100 para pagamento no balcão de check-in do aeroporto
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 70 para compra nos canais digitais da companhia
– R$ 140 para pagamento no balcão de check-in do aeroporto
Da 3ª à 10ª mala de até 23 kg:
– R$ 80 cada para compra nos canais digitais da companhia
– R$ 160 cada para pagamento no balcão de check-in do aeroporto

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Melhor primeira classe de avião do mundo tem até suíte com cama de casal
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Suítes da primeira classe pode se transformar em um quarto de casal (Divulgação)

A primeira classe da companhia aérea Singapore Airlines foi eleita pela Skytrax, o “Oscar” da aviação, como a melhor do mundo. No ano passado, a empresa havia conquistado a quinta posição entre as melhores primeiras classes. O salto positivo aconteceu após uma renovação que a Singapore começou a implementar nas cabines dos aviões Airbus A380. A empresa também ganhou o prêmio de melhor poltrona de primeira classe.

Desde dezembro, a primeira classe do A380 da empresa começou a contar com seis suítes privativas. Elas são equipadas com cama, poltrona giratória, mesa, televisão de 32 polegadas e guarda-roupa.

Quarto de casal

Para quem viaja acompanhado, é possível transformar uma suíte individual em um grande quarto de casal. Para isso, basta abaixar a parede que separa as duas cabines. As camas também podem ficar juntas para formar uma cama de casal.

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Suítes individuais do Airbus A380 da Singapore (Divulgação)

Poltrona giratória e mesa

Na hora das refeições ou para momentos de trabalho, cada passageiro ainda conta com uma poltrona de couro, que reclina até 45º e gira 270º. Em frente a ela, é possível abrir uma mesa de trabalho ou refeição. Os passageiros podem ficar nas camas durante todo o voo, mas durante os pousos e decolagens, por questão de segurança, é obrigatório que estejam sentados nas poltronas.

Suítes são fechadas por portas deslizantes para dar mais privacidade (Divulgação)

Porta deslizante

Para dar privacidade aos passageiros durante o voo, as suítes têm uma porta deslizante. Eles só não ficam completamente isolados porque as paredes não chegam até o teto, com abertura na parte superior. Trata-se apenas de normas de segurança para que os comissários de bordo possam checar se nada de errado está acontecendo dentro da suíte.

Banheiro destinado aos passageiros das suítes privativas (Divulgação)

Banheiros exclusivos

Há ainda dois banheiros exclusivos paras os seis passageiros que voam nas suítes do A380. Com tanto luxo, no entanto, ficou faltando a presença de um chuveiro, item já disponível nas primeiras classes de outras companhias aéreas, como a Emirates e a Etihad.

Refeições da primeira classe podem ser escolhidas até 24 horas antes do voo (Divulgação)

Escolha das refeições

Em todos os modelos de avião, os passageiros que viajam na primeira classe podem escolher, com antecedência de 24 horas do voo, as refeições que farão a bordo, com opções de lagosta, comida chinesa, indiana, entre outras.

Kit de amenidades da Lalique ficam guardados nos compartimentos da suíte (Divulgação)

Kit de amenidades e pijama

Além disso, os passageiros da primeira classe também recebem um kit de amenidades da marca francesa Lalique, que inclui itens como loção corporal, protetor labial, sabonete e até uma vela (que não pode ser acesa durante o voo). Na hora de dormir, os passageiros recebem um pijama da marca.

Suítes estão presentes nos Airbus A380 da companhia aérea (Divulgação)

Renovação de 19 aviões

A renovação de todos os 19 A380 da Singapore Airlines teve início no final do ano passado e deve ser completado nos próximos três anos. Na configuração antiga dos A380 da companhia, já havia suítes para os passageiros da primeira classe, que também podiam ser transformadas em quartos de casal. A diferença é que elas eram menores. Na configuração nova, há uma cama e uma poltrona. Na antiga, a poltrona virava cama.

Primeira classe do Boeing 777

Para os voos de longo alcance, a Singapore também usa aviões Boeing 777 e A350. Essas aeronaves não contam com suítes tão espaçosas como as do A380. Isso não quer dizer, no entanto, que o conforto é limitado. As poltronas são largas e também revestidas em couro.

Pesquisa Skytrax

A pesquisa da Skytrax foi feita com mais de 20 milhões de passageiros de mais de cem nacionalidades diferentes entre agosto de 2017 e maio de 2018. Os passageiros avaliaram 335 companhias aéreas do mundo inteiro.

Veja as dez melhores primeiras classes do mundo:

1. Singapore Airlines
2. Etihad Airways
3. Air France
4. Lufthansa
5. Emirates
6. ANA (All Nippon Airways)
7. Qatar Airways
8. Cathay Pacific Airways
9. Thai Airways
10. British Airways

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Brasil deve bater recorde de voo da Argentina com Boeing 737 por só 250 km
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Gol recebeu primeiro Boeing 737 MAX 8 no final de junho (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Aerolineas Argentina possui atualmente o voo mais longo operado por um avião do modelo Boeing 737, de curto e médio alcance. O reinado argentino, no entanto, está com os dias contados. A partir de novembro deste ano, o título será brasileiro.

O voo da Aerolineas Argentinas entre Buenos Aires e Punta Cana (República Dominicana), operado com um Boeing 737 MAX 8, tem tempo estimado de oito horas para percorrer 6.000 quilômetros de distância. A rota era feita anteriormente com o Airbus A330-200, avião projetado para viagens de longo alcance. A mudança para o Boeing 737 MAX 8 aconteceu no início de maio.

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A partir de novembro, no entanto, a Gol deve assumir o título de voo mais longo com um Boeing 737 quando inaugurar a nova rota entre Brasília e Orlando (EUA). O novo voo também será operado com o modelo 737 MAX 8.

A duração do voo da Gol também é prevista em oito horas de duração. A rota, no entanto, é cerca de 250 quilômetros mais longa. O trajeto entre Brasília e Orlando tem 6.254 quilômetros de distância.

Avião tem novos motores e nova aerodinâmica para gastar menos combustível (Divulgação)

Novo 737 gasta menos e vai mais longe

A nova versão do Boeing 737 trouxe como principal benefício às companhias aéreas o fato de gerar uma economia de combustível de até 15%. Com isso, o novo modelo aumentou também o alcance possível durante o voo.

Segundo a Boeing, a versão 737 MAX tem alcance de até 6.500 quilômetros. A versão anterior (737-800 NG) pode voar a distâncias de até 5.500 quilômetros. Atualmente, a rota mais longa operada pela Gol é entre o aeroporto de Guarulhos (SP) e Punta Cana, com 5.373 km de distância e cerca de sete horas de voo.

O novo modelo da Boeing tem um motor mais eficiente, além de um novo design da asa e novos winglets para reduzir o arrasto, melhorar a performance e diminuir o consumo de combustível.

Gol fez encomenda de 135 novos aviões

A Gol havia encomendado inicialmente 120 aviões do novo modelo. Nesta semana, a companhia assinou um novo contrato para a compra de mais de 15 Boeing 737 MAX 8 e a conversão de 30 pedidos atuais do modelo MAX 8 para 737 MAX 10, com capacidade adicional de 30 assentos em cada aeronave. Com isso, serão 105 Boeing 737 MAX 8 e 30 MAX 10 na frota da companhia.

A empresa recebeu no final do mês passado a primeira unidade do novo modelo. O avião já está voando nas rotas nacionais da Gol. Até o final do ano, a empresa deve ter um total de seis aviões do modelo. A última unidade da encomenda da Gol deve ser entregue em 2028.

Além do voo entre Brasília e Orlando, a Gol vai inaugurar outras três rotas para os Estados Unidos em novembro: de Brasília para Miami, de Fortaleza (CE) para Miami e de Fortaleza para Orlando.

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Latam sobe preço para enviar mala pela 2ª vez em 7 meses; alta chega a 98%
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Valor para despachar uma mala pode chegar a R$ 110 (Divulgação)

A Latam aumentou nesta quarta-feira (18) os preços para o despacho de bagagem em voos nacionais. Essa é a segunda vez que a empresa eleva os valores desde o início da cobrança, em junho do ano passado. O primeiro aumento foi anunciado em janeiro. O valor já subiu 63% para quem paga para despachar uma mala e 98%, para duas malas. A inflação acumulada do período é de 4,15%.

O novo aumento acontece um dia após a Latam divulgar que passará a cobrar caso o passageiro queira escolher seu assento.

Inicialmente, a Latam cobrava a partir de R$ 30 por mala despachada para pagamentos no momento da compra da passagem. Em janeiro, o preço subiu para R$ 40 (33% de aumento). Agora, o passageiro terá de pagar a partir de R$ 49 (alta de 22,5%) para transportar uma mala de até 23 kg.

Se o passageiro precisar levar uma segunda mala de até 23 kg, o aumento é ainda maior. No início da cobrança, em junho do ano passado, o valor era a partir de R$ 50 para o transporte da segunda mala. Em janeiro, o preço subiu para R$ 60 e chega agora a R$ 99. Desde o início da cobrança, o aumento total já chega a 98%.

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As tarifas Promo e Light da Latam, as mais baratas da companhia, não incluem o transporte de nenhuma bagagem. Na tarifa Plus, está inclusa uma mala de até 23 kg. Na tarifa Top, a mais cara da empresa, o passageiro pode levar até duas malas de 23 kg sem custo adicional. Em todos os casos, no entanto, o passageiro pode levar uma bagagem de mão de até 10 kg.

Latam diz que cobrança é transparente

“A política de bagagens da Latam está em linha com as práticas dos mercados mais avançados da aviação mundial e atende as regulamentações previstas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ao contrário do que ocorria no passado, o custo do despacho da bagagem não está mais embutido no preço de todas as passagens aéreas”, afirma a empresa em comunicado.

Segundo a Latam, com a cobrança, o passageiro sabe melhor os custos que está pagando na viagem. “Agora, a companhia oferece opções mais transparentes para todos os tipos de viajantes – tanto para o passageiro que se programa com antecedência, quanto para aquele que precisa viajar de última hora –, discriminando quais serviços estão ou não embutidos na tarifa”, diz o comunicado.

Veja os novos preços da Latam para despacho de bagagem

1ª mala de até 23 kg:

Pagamento antecipado: R$ 49 (era R$ 30 em junho de 2017 e subiu para R$ 40 em janeiro)
Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 110 (era R$ 80 desde o início da cobrança)

2ª mala de até 23 kg:

Pagamento antecipado: R$ 99 (era R$ 50 em junho de 2017 e subiu para R$ 60 em janeiro)
Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 140 (era R$ 110 desde o início da cobrança)

A partir da 3ª mala de até 23 kg:

Pagamento antecipado: R$ 139 (era R$ 80 desde o início da cobrança)
Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 220 (era R$ 200 desde o início da cobrança)

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Latam vai cobrar até R$ 25 para passageiro marcar lugar dentro do avião
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Cobrança de nova taxa começa a valer no dia 16 de agosto (Divulgação)

A Latam vai começar a cobrar até R$ 25 dos passageiros que quiserem marcar com antecedência o lugar dentro do avião. A cobrança começa em 16 de agosto e será válida para as tarifas Promo e Light, as mais baratas da companhia.

Segundo a Latam, ao comprar uma passagem nessas tarifas, o assento será selecionado automaticamente pelo sistema da companhia. A cobrança será feita caso a pessoa queira mudar de lugar.

A escolha de assento para as passagens da tarifa Promo custará R$ 25 e para a tarifa Light, R$ 15.

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Nas tarifas Plus e Top, as mais caras, a escolha do lugar dentro do avião continuará grátis. Clientes do programa de fidelidade da Latam nas categorias Black Signature, Black ou Platinum também poderão fazer a escolha do lugar sem taxas extras.

Os passageiros que comprarem um bilhete até 15 de agosto continuam podendo escolher o assento de sua preferência gratuitamente, independente da data da viagem. A seleção do assento pode ser feita diretamente no momento da compra.

Nova taxa para antecipar o voo no mesmo dia

A Latam também anunciou que, a partir de 16 de agosto, passará a cobrar caso o passageiro queira antecipar o seu voo. Atualmente, a mudança de horário pode ser feita sem custos extras, desde que o novo voo seja para o mesmo dia da viagem original.

De acordo com as novas regras, além da antecipação, o passageiro também terá a oportunidade de adiar o voo para um horário mais tarde na mesma data. “Ambos os serviços terão o custo fixo de R$ 75 caso tenha adquirido seu voo na tarifa Light”, afirma um comunicado publicado no site da Latam.

Passagens da tarifa Promo não permitem a mudança de horário de voo, nem mesmo com pagamento extra. Nas tarifas Plus e Top ou para clientes do programa de fidelidade da Latam nas categorias Black Signature, Black ou Platinum, as alterações podem ser feitas sem custo adicional.

Gol e Azul já cobram pela marcação de lugar

A Gol foi a primeira companhia aérea brasileira a cobrar pela marcação de assento no avião. Em fevereiro, a empresa começou a cobrar de R$ 10 a R$ 20 para quem quiser escolher o lugar no avião com antecedência de mais de sete dias do voo. A cobrança vale para viagens nacionais e internacionais, nas tarifas Light e Promo. Com uma semana de antecedência do voo, no entanto, a escolha passa a ser grátis.

Em maio, foi a vez de a Azul também começar a cobrar pela escolha do lugar dentro do avião. A taxa para a marcação de assento na empresa é de R$ 10. Somente quatro dias antes da viagem, a escolha do lugar de preferência do passageiro passa a ser gratuita. A cobrança é válida para passagens compradas na tarifa Azul, a mais barata da companhia.

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