Todos A Bordo

Arquivo : assentos em aviões

American vai pôr mais passageiros no avião, mas diz que não vai apertá-los
Comentários Comente

Todos a Bordo

Empresa afirma que o limite entre os assentos é de 76 cm (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Em Dallas (EUA)

O CEO da American Airlines, Doug Parker, afirmou que a companhia vai aumentar o número de passageiros por avião, mas que isso não vai reduzir ainda mais o espaço entre as poltronas dentro de seus aviões. Segundo o executivo, o limite estabelecido pela empresa é de uma distância de, no mínimo, 76 cm entre as poltronas. “Não vamos reduzir o espaço além disso”, diz.

A companhia área tem feito a reconfiguração interna de seus aviões para ter o mesmo padrão tanto nas aeronaves provenientes da US Airways como da própria American Airlines – as duas empresas realizaram a fusão no final de 2013.

No caso do Airbus A321, por exemplo, os aviões originários da American Airlines tinha capacidade para 181 passageiros, enquanto os que eram da US Airways contavam com 187 assentos. Com a reconfiguração interna, todos os aviões do modelo passam a ter capacidade para 190 passageiros.

O aumento do número de lugares dentro dos aviões, segundo a companhia, é possível com o uso de assentos mais finos.

Leia também:
Aéreas cobram mais de R$ 100 só para marcar assento comum em voos longos
Juíza dos EUA diz que aperto em avião afeta segurança e pede novas regras
Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica

Mesma quantidade de aviões, mais capacidade de passageiros

Com 1.544 aviões em operação nas rotas domésticas e internacionais, a companhia aérea norte-americana American Airlines tem planos de aumentar sua oferta de assentos sem alterar a quantidade de aviões. Para isso, a empresa tem realizado desde 2014 uma forte renovação de sua frota.

A principal mudança está na aquisição de aeronaves maiores tanto para as rotas domésticas como internacionais. No mercado dentro dos Estados Unidos, a estratégia da empresa é ter mais aviões com capacidade entre 161 e 200 passageiros, reduzindo a quantidade de aviões entre 99 e 160 assentos.

Em 2014, a empresa tinha 587 aviões com capacidade entre 99 e 160 lugares. Esse número deve cair para cerca de 200 aeronaves em 2021. Por outro lado, o número de aviões entre 161 e 200 assentos deve subir de 245 unidades para cerca de 600 aviões.

Outra novidade é chegada dos novos aviões Boeing 737 MAX. A companhia recebeu nesta quinta-feira (28) a primeira aeronave da nova família de jatos comerciais da fabricante norte-americana. A American Airlines tem encomenda para 100 aeronaves desse modelo, que devem ser entregues ao longo dos próximos cinco anos.

A tendência de utilizar aviões maiores também deve ocorrer nas rotas de longa duração. As aeronaves com capacidade entre 201 e 250 passageiros vão ser reduzidas de 111 unidades para cerca de 50 até 2021, enquanto os aviões com mais de 250 assentos devem mais do que dobrar, passando de 40 unidades em 2014 para aproximadamente 100 aviões em 2021.

Desde que começou a sua renovação da frota, a American Airlines já recebeu 496 novos aviões. No mesmo período, a companhia aposentou 469 aeronaves antigas. Atualmente, a frota da companhia tem uma idade média de dez anos.

Plano de frota da American Airlines para 2021:

150 a 200 jatos regionais de até 98 passageiros (eram 328 em 2014)

400 a 450 jatos regionais configurados com duas classes de cabine (eram 238 em 2014)

200 aviões entre 99 e 160 passageiros (eram 587 em 2014)

600 aviões entre 161 e 200 passageiros (eram 245 em 2014)

50 aviões entre 201 e 250 passageiros (eram 111 em 2014)

100 aviões acima de 250 passageiros (eram 40 em 2014)

Mais eficiência e novas receitas

Com a renovação da maior frota de aviões entre todas as companhias aéreas do mundo, a American Airlines busca operar com mais eficiência para reduzir seus custos e aumentar a capacidade de passageiros.

O CEO da companhia apresentou dados que apontam que, entre 1978 e 2013, o lucro total da American Airlines naquele período foi de US$ 1 bilhão. Desde 2014, no entanto, a rentabilidade da companhia tem apresentado resultados bem melhores. Nos últimos quatro anos, o lucro acumulado da companhia saltou para US$ 19,2 bilhões.

Além de aumentar o número de passageiros, a companhia também busca novas receitas com a venda de serviços adicionais, como a reserva antecipada de assento, o despacho de bagagem nos voos domésticos ou o acesso à conexão wi-fi dentro dos aviões.

Para o presidente da American Airlines, Robert Isom, a cobrança por esses serviços extras permite que a companhia reduza o preço das passagens aéreas para competir em melhores condições com as companhias norte-americanas de baixo custo.

“O que estamos fazendo agora não é um corte de custos, mas combinar um preço do produto com a expectativa do cliente. Isso nos permite competir melhor. O cliente pode voar pela American com o preço de low cost e ter alguns benefícios adicionais”, afirma.

Além da venda de serviços extras, a companhia aérea também tem adotado a estratégia de criar novas classes de cabine a bordo de seus aviões, especialmente nas aeronaves maiores. A classe Premium Economy, categoria intermediária entre a econômica e a executiva, por exemplo, atualmente está presente em 26% dos aviões de dois corredores da empresa. A previsão é que todos os aviões dessa categoria tenham a classe Premium Economy até o final do próximo ano.

União com a Latam

Com uma forte presença no Brasil – atualmente são 72 voos semanais no país – e na América do Sul, a American Airlines tem a expectativa de concluir o processo de joint-venture com a Latam até o ano que vem.

O acordo já foi aprovado em diversos mercados operados pelas duas companhias aéreas, como Colômbia, Peru e Uruguai. No Brasil, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) já emitiu parecer positivo.

Para que o negócio seja concretizado, no entanto, ainda falta a aprovação das autoridades chilenas e do acordo de céus abertos entre o Brasil e os Estados Unidos. “O resultado será de crescimento do mercado, aumento da oferta e redução dos preços”, afirma Joe Mohan, vice-presidente de Alianças e Parcerias da American Airlines.

O jornalista viajou a convite da American Airlines.

Leia também:

Por que alguns aviões têm as pontas das asas dobradas?

Que avião pousa antes: o do presidente ou um com órgão para transplante?

O que são aqueles rastros brancos que alguns aviões deixam no céu?


Aéreas cobram mais de R$ 100 só para marcar assento comum em voos longos
Comentários Comente

Todos a Bordo

Aéreas cobram reserva antecipada até para o assento do meio (Foto: Getty Images)

Por Vinícius Casagrande

Antes os passageiros de avião em voos internacionais tinham de pagar para sentar em poltronas com mais espaço, mesmo na classe econômica. Há algum tempo, a cobrança também vem acontecendo para marcar assento comum.

A maioria das companhias aéreas que faz voos de longa duração a partir do Brasil cobra para o passageiro reservar, com antecedência, um assento específico no avião. Essa cobrança é feita, normalmente, em passagens mais baratas ou promocionais da classe econômica.

Os valores variam em cada companhia aérea e podem passar de R$ 100. E não é necessário querer algum conforto a mais. O simples fato de escolher com antecedência o seu lugar no avião, mesmo que seja na poltrona do meio, já pode ter um custo extra.

Os passageiros que não quiserem desembolsar um valor além daquele já pago pelo bilhete só conseguem escolher o lugar no qual viajarão no momento do check-in  (normalmente 24h antes do voo pela internet ou no aeroporto, na hora do embarque). O problema é que muitos dos assentos podem já estar reservados e membros de uma mesma família podem ter de viajar separados.

Valores mudam conforme localização

Em algumas companhias aéreas, os valores mudam de acordo com a localização do assento dentro do avião. Na British Airways, por exemplo, há pelo menos cinco preços diferentes para os assentos, que variam de US$ 18 (R$ 56,43) a US$ 48 (R$ 150,48). O que muda é se eles estão localizados na frente ou atrás do avião, nas fileiras da janela, no corredor ou no meio da aeronave. Há, ainda, outros valores para poltronas nas fileiras de apenas dois assentos (US$ 49 ou R$ 153,61) ou nas saídas de emergência (US$ 56 ou R$ 175,56).

Entre as companhias europeias que voam para o Brasil, todas cobram pela reserva antecipada do assento nas classes tarifárias mais baratas. Em algumas, as passagens mais caras já incluem a reserva de assento.

Nas duas companhias aéreas brasileiras que voam para a Europa – Latam e Azul –, é possível reservar um assento com antecedência sem nenhum custo extra. As empresas cobram somente pelo assento conforto, com mais espaço para as pernas.

Assento com mais espaço para as pernas pode chegar a R$ 455 (foto: Divulgação)

Para ter mais conforto, o valor é mais alto

Os passageiros que procuram um pouco mais de conforto a bordo, mesmo viajando em classe econômica, têm de pagar ainda mais para reservar o assento. Poltronas localizadas na primeira fileira da classe econômica ou nas saídas de emergência podem ter um custo extra. Esses são os lugares com mais espaço para o passageiro esticar as pernas.

Na Emirates, por exemplo, o valor para reservar esses assentos pode variar de R$ 180 a R$ 455, dependendo da temporada, rota e destino. O passageiro só descobre o valor exato após emitir e pagar o bilhete aéreo.

Na Lufthansa e na Swiss, a reserva de assentos da primeira fila da classe econômica ou nas saídas de emergência custa R$ 359. Na KLM, o privilégio de poder esticar mais as pernas custa R$ 259, enquanto a TAP cobra R$ 222.

O grupo Air France-KLM afirmou que quando o check-in online é aberto, 30 horas antes do voo, todos os passageiros podem reservar assentos gratuitamente. Os clientes do programa de fidelidade Flying Blue nas categorias Silver, Gold e Platinum, além de seus acompanhantes, não pagam pela reserva de assentos, desde que estejam todos na mesma reserva. O valor da reserva de assento na Air France e na KLM é fixo e não há variação para época do ano.

A British Airways afirmou que oferece reserva grátis de assento 24 horas antes do voo e o serviço pago para os passageiros que quiserem escolher seu lugar antes desse prazo. “A cobrança foi introduzida há alguns anos, após a companhia consultar os clientes e concluir que a medida seria bem aceita”, afirmou a empresa em nota.

A espanhola Iberia confirmou que a reserva de assentos não está incluída nas passagens mais baratas. “Nesses casos, a Iberia determina ao cliente um assento automaticamente no dia anterior à saída do voo. Se o cliente quiser trocar seu lugar, terá um custo para isso”, disse a empresa em nota.

Questionadas, a British e a Iberia não informaram se os valores mudam conforme a época do ano. As demais companhias foram procuradas pelo Todos a Bordo, mas não responderam até a publicação desta reportagem.

Nos voos para os Estados Unidos, não há cobrança

Nas três companhias norte-americanas que voam para o Brasil – American Airlines, United e Delta –, não há a cobrança obrigatória para reserva antecipada de assentos no voo. As únicas taxas são para quem prefere voar na área da frente da classe econômica ou nos assentos com mais espaço.

As empresas brasileiras com voos para os Estados Unidos – Latam, Azul e Avianca – também não cobram taxas para reserva de assentos antecipadamente.

Confira os valores cobrados pelas principais companhias aéreas para a reserva de assento na classe econômica. A pesquisa foi feita no site das companhias aéreas, para passagens reservadas para março do ano que vem. Na maioria das companhias aéreas, em outras datas pesquisadas, os valores permaneceram os mesmos, independentemente da época do ano ou da antecedência na marcação de assento.

Lufthansa

Assento padrão – R$ 109

Primeira fileira ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 359

TAP

Assento padrão – R$ 92,48

Assento na primeira fileira da classe econômica (espaço extra para as pernas) – R$ 129,47

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 221,96

Swiss

Assento padrão – R$ 91

Assento na parte da frente da classe econômica – R$ 173

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 359

KLM

Assento padrão – R$ 73,98

Assento na parte da frente da classe econômica – R$ 110,98

Assento com espaço extra para pernas – R$ 258,95

Air France

Assento padrão – R$ 71,63

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 99,66

Assento em fileira de duas poltronas – R$ 99,66

British Airways

Assentos padrão – de US$ 18 (R$ 56,43) a US$ 48 (R$ 150,48)

Assento em fileira com apenas duas poltronas – US$ 49 (R$ 153,61)

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – US$ 56 (R$ 175,56)

Iberia

De US$ 17 (R$ 53,30) a US$ 33 (R$ 103,45) na baixa temporada

De US$ 22 (R$ 69) a US$ 37 (R$ 116) na alta temporada

Assentos nas saídas de emergência (espaço extra para as pernas) – de US$ 45 (R$ 141) a US$ 92 (R$ 287)

Air Europa

Assento padrão – R$ 53

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 132

Emirates

Assento padrão – entre R$ 45 e R$ 105

Assento na parte da frente – entre R$ 90 e R$ 265

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – entre R$ 180 e R$ 445

United Airlines

Assento padrão – não há cobrança

Delta Airlines

Assento padrão – não há cobrança

American Airlines

Assento padrão – não há cobrança

Latam

Assento padrão – não há cobrança

Azul

Assento padrão – não há cobrança

Avianca

Assento padrão – não há cobrança

Leia também:

1ª classe ganha cremes, perfumes e bálsamos labiais de Bulgari e Lacroix

Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica

Dono de jatinho paga R$ 37 mil para estacionar e embarca sem fila e raio-x


Juíza dos EUA diz que aperto em avião afeta segurança e pede novas regras
Comentários Comente

Todos a Bordo

Decisão pretende criar um padrão mínimo para as poltronas de avião (Imagem: Joel Silva/Folhapress)

Para acabar com o que chamou de “encolhimento das poltronas de avião”, uma juíza dos Estados Unidos determinou que o órgão de controle da aviação no país, a FAA (Federal Aviation Administration), analise o pedido da associação de clientes de companhias aéreas Flyers Right para criar regras sobre o tamanho e a distância mínima entre as poltronas dos aviões.

A associação alega que as poltronas estão ficando cada vez mais apertadas e que isso poderia comprometer a segurança dos passageiros em casos de evacuação de emergência.  A decisão não deixa claro se o tamanho das poltronas aumentaria, mas a FAA terá de provar que os tamanhos atuais são seguros e qual o mínimo necessário para garantir a segurança.

A questão nunca chegou a ser regulada por nenhum órgão internacional de aviação. As normas internacionais exigem apenas que, nos casos de emergência, todos os passageiros e tripulantes possam sair do avião em, no máximo, 90 segundos.

A FAA já havia alegado à Justiça que o tamanho das poltronas não causa nenhum risco à segurança nem reduz o tempo de evacuação do avião em caso de emergência. A juíza Patricia Millett, no entanto, considerou que a FAA não apresentou nenhum estudo concreto que comprovasse as alegações e determinou que seja feita uma análise mais rigorosa da situação.

Segundo estudo da Flyers Right, a largura média das poltronas da classe econômica nos Estados Unidos caiu de 47 cm em 2000 para os 43,1 cm atuais. No mesmo período, a distância para a poltrona da frente também foi reduzida, em média, de 88,9 cm para 78,74 cm.

Aperto pode causar problemas de saúde

Além da agilidade na evacuação do avião, a Flyers Right alega que o espaço reduzido das poltronas também pode causar danos à saúde dos passageiros, como coágulos sanguíneos, trombose venosa profunda e problemas musculares e nas articulações.

Para essa questão, no entanto, a juíza avaliou que os dados apresentados pela FAA mostram que o tamanho atual das poltronas não traz risco à saúde dos passageiros.

Brasil tem selo de classificação

No Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) também não regula o tamanho e distância mínima das poltronas dos aviões. No entanto, a agência criou um selo para classificar quais são os aviões mais confortáveis.

A classificação da Anac é feita em cinco categorias: A (acima de 73 cm), B (de 73 cm a 71 cm), C (71 cm a 69 cm), D (69 cm a 67 cm) e E (abaixo de 69 cm). Nessa escala, a distância média utilizada nos aviões nos Estados Unidos estaria classificada na categoria A da Anac.

As companhias aéreas têm de informar ao passageiro a classificação dos assentos do avião já no momento da reserva da passagem.

Leia também:

Novos projetos imaginam avião com assentos deslizantes e poltronas beliche

Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica

1ª classe ganha cremes, perfumes e bálsamos labiais de Bulgari e Lacroix


Empresa encolhe largura de assentos de avião para caber mais 52 passageiros
Comentários Comente

Todos a Bordo

Interior de um Boeing 777-300ER da British Airways (Foto: Divulgação)

Interior de um Boeing 777-300ER da British Airways (Foto: Divulgação)

A companhia aérea British Airways está preparando uma mudança na configuração de seus aviões. A empresa pretende incluir 52 assentos em parte dos Boeing 777 de sua frota para voos de longa distância. Com isso, o número total de poltronas passará de 280 para 332.

Atualmente, a configuração de assentos é a 3-3-3: são três poltronas do lado esquerdo, três no centro e três do lado direito. Com a alteração, passará para 3-4-3, com quatro assentos no centro.

A alteração poderá incluir aviões que voam para o Brasil, uma vez que os modelos 777-200 atualmente têm entre seus destinos o Rio de Janeiro e São Paulo.

O novo desenho começará a ser implantado em aviões que voam a partir do aeroporto de Gatwick, em Londres; na sequência serão feitas alterações em modelos que voam do aeroporto de Heathrow, também em Londres, de onde partem os voos rumo ao Brasil.

Segundo o jornal “The Independent”, do Reino Unido, a mudança, prevista para ser colocada em prática a partir de 2018, deve reduzir a largura das poltronas. Curiosamente, no ano passado a aérea anunciou um aumento no tamanho das poltronas de sua frota de Boeing 787 Dreamliner em pouco mais de 1 centímetro, em resposta a várias queixas dos clientes.

Executiva encolhe e econômica cresce

Uma ilustração do Boeing 777 apresentada pela IAG, empresa que comanda a British Airways, em um evento para investidores na última semana, indica que o número de assentos na classe executiva vai diminuir dos atuais 40 para 32.

A quantidade de poltronas na classe econômica premium, que tem assentos mais amplos e maior espaço entre os assentos, deve passar de 24 para 48 (com a observação de que a configuração na premium é 2-4-2). Na econômica, as atuais 216 poltronas chegarão a 252.

Consolo?

No anúncio, o diretor-executivo da IAG, Willie Walsh, disse que a alteração “responde a uma oportunidade de mercado”, informou o “Independent”. Segundo ele, a nova configuração permitirá que a companhia “reduza o custo médio por assento, cobre um preço mais baixo e estimule a demanda”.

Em comunicado, a empresa afirma que está atualizando os modelos 777 para atender a um aumento de procura e para “ficar em linha” com os concorrentes. “Como parte da atualização, também vamos implementar novos sistemas de entretenimento, com telas maiores”.

Airbus

No final dos anos 90, a aérea manteve uma pequena frota de modelos 777 com configuração 3-4-3. Os aviões eram usados em voos do aeroporto de Gatwick com destino a Flórida (EUA) e Caribe. Em 2002 as aeronaves voltaram a ter a configuração 3-3-3, seguindo o restante da frota, de acordo com o “Independent”.

A companhia agora também planeja mudanças em sua frota de aviões Airbus usada em voos de curta distância a partir do aeroporto de Heathrow. Já no ano que vem, os modelos A320, que hoje têm 168 assentos, passarão a ter 180. No ano seguinte, os A321, hoje com 205 poltronas, passarão a 218. São aviões menores, com um único corredor e três assentos de cada lado.

Tendência

A British Airways segue o que já se mostrou uma tendência entre as companhias aéreas. No início deste ano, a United Airlines confirmou que alteraria 19 aeronaves usadas em voos domésticos para o desenho 3-4-3. Os aviões do mesmo modelo usados em rotas internacionais continuariam com o desenho 3-3-3.

No ano passado, a Qatar Airways informou que adotaria o desenho 3-4-3 em sua frota de Boeing 777-300ER. American Airlines, Emirates, KLM, Air France e Air New Zealand são outras aéreas que têm pelo menos alguns 777s com a configuração 3-4-3.

Brasileiras

No Brasil, a Latam conta com Boeing 777 em sua frota na configuração 3-4-3. A Azul utiliza o Airbus A330 em voos internacionais de longa distância. Na classe econômica, a configuração de assentos da aeronave é a 2-4-2.

Gol e Avianca têm aviões menores em suas frotas. A Gol conta com Boeings 737-800 e 737-700 com duas fileiras e 3 poltronas de cada lado. A Avianca tem Airbus em sua frota para voos domésticos, também na configuração 3-3.

Consultadas, as quatro aéreas brasileiras negaram terem planos para alterar o desenho das fileiras de assentos em seus aviões.

Leia também:
British acaba com lanchinho de graça na classe econômica para voos curtos
Boeing estuda app para pedir comida e saber se banheiro está livre no avião
Boeing celebra seus 100 anos e a concorrente, Airbus, manda um recado; veja
Empresa de cruzeiros transforma Boeing 777 em avião de luxo


Por que as janelas do avião nem sempre estão alinhadas com os assentos?
Comentários Comente

Todos a Bordo

Foto: Aleksandar Nakic/Getty Images

Foto: Aleksandar Nakic/Getty Images

Você teve o cuidado de reservar uma poltrona ao lado da janela, para aproveitar a vista no momento da decolagem ou da aterrissagem. Mas então, ao localizar seu assento dentro do avião, vem a surpresa desagradável: a janela não está exatamente onde deveria, ou seja, ao lado do assento.

Pode ser que você precise olhar para trás para conseguir ver alguma coisa do lado de fora. Ou, em alguns casos, o que sobra é apenas a parede da fuselagem – o que pode ser até confortável para alguns na hora de dormir.

Mas por que o alinhamento das janelas às vezes não é o que normalmente seria esperado? O site “Today I Found Out” (Hoje eu Descobri) dá uma explicação simples para a questão: porque a disposição dos assentos dentro da aeronave muda em relação ao previsto originalmente.

Os aviões são desenhados com as janelas alinhadas aos assentos, mas quem define a configuração final são as companhias aéreas. Desde a combinação das fileiras (se vai ser 3-4-3, 2-3-2 ou 3-5-3, por exemplo), até a quantidade de fileiras.

Como é possível imaginar, a mudança geralmente ocorre para a colocação de mais assentos, o que leva a uma diminuição do espaço para as pernas e à ausência de janela em algumas fileiras.

Exemplos

O site – criado em 2010 inspirado por um grupo de discussões do Reddit – dá o exemplo do Boeing 777. Para algumas versões da aeronave, a recomendação do fabricante é de um layout 3-3-3, com 81 centímetros de distância entre as fileiras na classe econômica.

Na prática, contudo, as dimensões e distâncias mudam de acordo com a companhia aérea. “Não é difícil as companhias escolherem a configuração 2-5-2 na econômica”, cita o site.

Se na configuração recomendada seria necessário vender 67% das passagens até que um passageiro tivesse de viajar sentado ao lado de outro, com a mudança, basta uma ocupação de 55% dos lugares no voo para que alguém passe a ter mais chances de ter um vizinho a bordo.  

Os exemplos não param por aí. “O Airbus A330 foi desenhado para ter oito assentos por fileira, mas não é raro as companhias aéreas usarem poltronas de largura menor para acomodar nove lugares por fileira”, diz o site.

Leia também:
Por que as janelas dos aviões sempre têm formato ovalado?
Como escolher os melhores assentos no avião
Assentos que vão para frente e para trás: fim da falta de espaço nos voos?


Clientes da executiva saem no tapa e podem ser banidos de aérea australiana
Comentários Comente

Todos a Bordo

Foto: Barbara Walton/Efe

Um dos aviões da companhia Jetstar (Foto: Barbara Walton/Efe)

Um homem de 27 anos e uma mulher de 42 (não identificados) que viajavam na classe executiva saíram do avião escoltados pela polícia depois de uma briga a bordo. O motivo da contenda, segundo testemunhas, foi uma poltrona reclinada.

O incidente aconteceu na última semana em um voo da companhia aérea australiana Jetstar que ia da ilha de Phuket, na Tailândia, para Sydney, na Austrália.

Scott Haywood, que estava a bordo, contou a rádios australianas que um passageiro ficou aborrecido porque a mulher reclinou totalmente o assento que estava à frente de onde sua mãe estava sentada. Um outro homem então bateu algumas vezes na poltrona da frente, para mostrar que queria que ela levantasse o encosto.

A mulher foi até onde o homem que havia batido na sua poltrona estava e ”deu um soco nele”, segundo o relato. Haywood disse que o homem revidou. E a confusão aumentou.

Os dois tiveram de ser contidos por outros passageiros e pela tripulação, que separou os brigões. Tudo aconteceu durante a madrugada, por volta das 3 horas da manhã.

“Nossa tripulação a bordo agiu rapidamente e os clientes foram separados pelo restante do voo”, informou um porta-voz da Jetstar, confirmando que a polícia foi acionada.

“Não toleramos mau comportamento dos passageiros em nossos voos. Estamos conduzindo uma análise com o objetivo de proibir esses passageiros de voar conosco no futuro”, completou o representante , em declarações reproduzidas pelo jornal australiano The Sydney Morning Herald.

Leia também:
Passageiros ‘causando’ durante o voo: total de casos sobe e preocupa aéreas
Escreveram com canetinha na fuselagem do avião e foram retiradas do voo


Para ter sorte, pilotos desenhavam de pin-up a tubarão em aviões de guerra
Comentários Comente

Todos a Bordo

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) não viu apenas as inovações tecnológicas dos aviões que foram usados no conflito. Outro aspecto da cultura militar começava a se destacar: a “nose art” —pinturas decorativas feitas na fuselagem, especificamente no “nariz” das aeronaves de guerra (por isso o nome “arte de nariz”). Eram imagens de pin-ups, bocas de tubarão, personagens de quadrinhos, entre outras referências.

A personalização dos aviões tinha várias funções, como trazer sorte, identificar aliados e distrair os inimigos, mas também era uma forma de amenizar o clima pesado da guerra e aumentar o moral dos pilotos.

Pilotos italianos e alemães são apontados como pioneiros da “nose art”, decorando seus aviões monomotores já em 1913. A prática foi se espalhando, mas foi na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) que ela se popularizou, especialmente com o fim das restrições a esse tipo de prática pelas Forças Armadas norte-americanas. A partir deste período, chamado de “a era de ouro da nose art”, as pinturas passaram a refletir características da sociedade.

Pin-ups —mulheres bonitas em poses sensuais— e tubarões estavam entre os desenhos preferidos dos pilotos. No caso das mulheres, essas ilustrações reforçavam a presença feminina num ambiente dominado por homens e também mostravam o ideal de mulher que os solados esperavam encontrar na tão sonhada volta para casa. As imagens das pin-ups iam de ternas às mais erotizadas.

Já os pilotos britânicos e alemães foram os primeiros a usar a imagem de tubarões na 1ª Guerra Mundial. Nessa época, o tom dado pelo tubarão era mais de humor do que de ameaça. Só na Segunda Guerra é que o tubarão com seus enormes dentes passou a ser usado para intimidar os inimigos.

Após a Segunda Guerra a “nose arte” perdeu um pouco o seu espaço, retornando depois na Guerra da Coréia e na Guerra do Vietnã. Em ambas, os aviões eram personalizados num tom mais político.

Veja algumas imagens:

B-25 Mitchell

O B-25 Mitchell é um bombardeiro médio bimotor dos Estados Unidos, considerado um clássico da Segunda Guerra Mundial. Aqui ele aparece decorado com o desenho de uma pin-up.

B25

Bombardeiro norte-americano

A decoração de tubarões foi muito popular nos aviões nos anos 1940 e 1950. A foto abaixo mostra um bombardeiro norte-americano decorado com uma boca de tubarão, em 1943, antes de decolar de uma base na China para bombardear o Japão.

Tubarao

Bombardeiro B-17 apelidado de “Piccadilly Princess”

O avião, construído pela Boeing e chamado de “Fortaleza Voadora” (Flying Fortress), também foi usado na Segunda Guerra Mundial pelos Estados Unidos.

Créditos: Wikimedia Commons

Bombardeiro B-24 Liberator

Desenho de pin-up decorando um bombardeiro B-24 Liberator, em 1945. Este foi o modelo de bombardeiro mais produzido pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), muito usado inclusive pelos Aliados.

B24

Boeing KC-135

O Boeing KC-135 “Stratotanker” é uma aeronave quadrimotora americana de reabastecimento aéreo que está na ativa desde 1957. Nesta foto, na base área de Andrews, em Maryland, nos EUA, um desses modelos aparece decorado com um desenho de pin-up.

KC135

The Pink Lady

O bombardeiro B-17, apelidado de The Pink Lady, foi usado na Europa pelos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial e ficou em uso até 2010. Foi um dos mais antigos bombardeiros usados no conflito a sair de circulação.

PinkLady

SPAD S.XIII

O avião de caça francês traz um cavalo estampado em sua fuselagem. Estima-se que a imagem seja de 1918.

Créditos: Creative Commons

U.S. National Archives and Records Administration

Piloto como o esboço de uma pin-up em fuselagem de avião em 1944.

Boeing B-29

Até os anões da Branca de Neve foram parar nos aviões. O Boeing B-29, avião militar usado na Segunda Guerra Mundial e na Guerra da Coreia pela Força Aérea dos Estados Unidos.

seteanoes

 

Bell AH-1 Cobra

Helicóptero Bell AH-1 Cobra, de 1967, exposto no Museu de Aviação de New Jersey

Ad Meskens / Wikimedia Commons

Leia também: 

Espiral desenhada nas turbinas dos aviões tem uma razão e pode salvar vidas

Rumo aos 100 anos, Boeing lança jaqueta de couro e urso de pelúcia para fãs

Companhia belga decora avião com imagens do personagem Tintim

Lareira falsa e muitas opções de assentos. A doce vida a bordo de um jato

O aeroporto do futuro terá pista de pouso em passarelas no meio da cidade?

Menores aviões do mundo são mais leves e mais curtos que um carro


Empresa cria avião elétrico pessoal que pode decolar a partir de um jardim
Comentários Comente

Todos a Bordo

Crédito: Divulgação

Imagem ilustrativa do projeto de avião elétrico. Crédito: Divulgação

Quatro engenheiros alemães estão desenvolvendo um miniavião elétrico que pode decolar e pousar silenciosamente a partir de pequenos espaços, como jardins ou helipontos.

O jato, que comporta até duas pessoas, tem capacidade para até 600 quilos e faz pousos e decolagens verticais (iguais a um helicóptero). Isso significa que, embora seja um avião, não precisa voar a partir de um aeroporto. Basta que tenha uma área de aproximadamente 15m x 15m.

Crédito: Divulgação

Imagem ilustrativa do projeto de avião elétrico. Crédito: Divulgação

O Lilium, como é chamado, pode chegar a uma velocidade de 400 km/h, possui trem de pouso retrátil e controle automático para decolagem e aterrissagem. Com uma única carga da bateria, será possível viajar até uma distância de 500 quilômetros.

De acordo com seus criadores, apoiados pela Agência Espacial Europeia, o projeto “vai abrir as portas para uma nova classe de aviões pessoais mais simples, mais silenciosos e amigos do ambiente”. Os engenheiros afirmam que a pequena aeronave estará disponível para venda em janeiro de 2018, mas ainda não divulgaram o valor. Em 2017, acontecem os primeiros testes.

O avião é destinado à recreação e em boas condições de tempo pode chegar a até 3km de altitude. A aeronave está sujeita às mesmas leis de aviação que rege os helicópteros.

Outro ponto que chama a atenção é que os pilotos só precisam de 20 horas de treinamento antes de serem autorizados a pilotar o pequeno avião.

Crédito: Divulgação

Imagem ilustrativa do projeto de avião elétrico. Crédito: Divulgação

Leia também:

Projeto de assento do futuro tem aquecimento no pé e TV de 24″

O aeroporto do futuro terá pista de pouso em passarelas no meio da cidade?

Depois de banheiro, outra empresa planeja avião com interior autolimpante

Cinemas em aeroportos têm filmes 3D e abrem 24h para aliviar espera por voo

Aplicativo permite negociar poltronas entre passageiros nos EUA

Primeiro Boeing 727 volta a voar depois de 25 anos parado em um museu


Fabricante de bancos de Ferrari propõe airbags na primeira classe de aviões
Comentários Comente

Todos a Bordo

Créditos: Recaro Aircraft Seating

Créditos: Recaro Aircraft Seating

A empresa alemã Recaro, que fabrica assentos para carros e aviões, apresentou uma ideia de um novo banco “premium” equipado com airbag, espécie de bolsa que infla rapidamente em caso de acidentes. A inovação estaria disponível apenas para a primeira classe e executiva.

O objetivo é minimizar possíveis lesões aos passageiros em caso de um acidente leve, como um pouso de emergência.

De acordo com a patente, o airbag ficaria em um compartimento escondido ao lado da tela da TV. Quando inflado, o equipamento poderia absorver o impacto da cabeça e dos ombros do passageiro.

Até agora, o assento é apenas uma ideia da empresa e não está ligado a qualquer fabricante de aviões ou companhia aérea.

AirFrance, Qantas e JetBlue são algumas das aéreas que já foram clientes da empresa. Além de projetar assentos para aviões, a Recaro fabrica bancos de carros para Ferrari e Lamborghini.

Leia também: 

Airbus estuda assento flexível para passageiro obeso e família com crianças

Bonecas “possuídas” ganham assento e comida em voo na Tailândia

Projeto de assento do futuro tem aquecimento no pé e TV de 24″

Filmes durante o voo? Esqueça as telas nos assentos e conecte seu tablet

Lareira falsa e muitas opções de assentos. A doce vida a bordo de um jato

Como escolher os melhores assentos no avião

 


Airbus estuda assento flexível para passageiro obeso e família com crianças
Comentários Comente

Todos a Bordo

A fabricante de aviões Airbus apresentou um pedido de patente para assentos de passageiros reconfiguráveis, com cadeiras e cinto de segurança ajustáveis, que permitirão acomodar pessoas de diferentes tipos físicos, principalmente as com excesso de peso.

De acordo com a série de desenhos apresentados ao escritório de patentes dos EUA, as poltronas poderiam ser configuradas de três formas. “Com a possibilidade de adaptação dos bancos, as companhias podem atender às exigências de grupos específicos de usuários, como famílias com crianças pequenas, idosos, obesos e pessoas com mobilidade reduzida”, disse a Airbus em seu pedido.

A primeira ilustração mostra a possibilidade de aumentar o espaço entre as poltronas, acomodando facilmente duas pessoas obesas e ainda mantendo o “braço” que separa os assentos entre elas. Segundo a fabricante, essa configuração seria indicada para passageiros com excesso de peso ou com mobilidade reduzida.

Créditos: Reprodução/Airbus

Créditos: Reprodução/Airbus

Hoje, algumas companhias aéreas oferecem poltronas mais largas por um custo extra no valor das passagens. Qualquer passageiro, obeso ou não, pode comprar os lugares.

O segundo desenho mostra os mesmos assentos, mas agora acomodando três pessoas. Segundo a descrição da companhia, a configuração pode ser “convenientemente usada na classe econômica, oferecendo espaço suficiente para três passageiros que não necessitem de lugares mais espaçosos”.

Crédito: Reprodução/Airbus

Crédito: Reprodução/Airbus

A terceira configuração pode ser uma boa notícia para famílias com crianças pequenas que já pagam pelos assentos. No desenho, as mesmas poltronas acomodam dois adultos e duas crianças pequenas sentadas entre eles. De acordo com a Airbus, isso poderia ajudar a reduzir os custos das passagens em viagens de família. Hoje, crianças a partir de dois anos já pagam a passagem. O preço varia de acordo com a companhia aérea.

Créditos: Airbus

Créditos: Airbus

E quando os assentos começarão a ser fabricados? A resposta não é animadora. A solicitação de patente não significa que a proposta vai virar realidade. De acordo com a Airbus, cerca de 600 patentes são registradas todos os anos com o objetivo de proteger a propriedade intelectual da empresa. Entre alguns dos pedidos, estão uma espécie de “beliche de assentos”, capacetes de realidade virtual e aviões supersônicos.

Leia também:

– Novo projeto de avião supersônico sonha com viagem Londres/NY em meia hora

Airbus imagina como colocar mais passageiros a bordo – uns sobre os outros

Avião do futuro: forma de donut, cockpit nos fundos e porta antiterrorista

Assentos que vão para frente e para trás: fim da falta de espaço nos voos?

Bonecas “possuídas” ganham assento e comida em voo na Tailândia

– Projeto de assento do futuro tem aquecimento no pé e TV de 24″