viagem – Todos A Bordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br Todos a Bordo é o blog de aviação do UOL. Aqui você encontra as últimas informações, análises e notícias sobre o movimentado mundo das companhias aéreas, das fabricantes de aviões e de empresas aeroportuárias. Mon, 23 Apr 2018 19:31:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Quer voos diretos para o exterior? Brasil tem 50 destinos sem fazer conexão http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/03/25/voos-diretos-internacionais-a-partir-do-brasil-lista-de-destinos/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/03/25/voos-diretos-internacionais-a-partir-do-brasil-lista-de-destinos/#comments Sun, 25 Mar 2018 07:00:48 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7167

A cada semana decolam 1.266 voos com destino internacional (Divulgação)

Os brasileiros que pretendem viajar para o exterior podem escolher entre 50 cidades de 32 países diferentes para chegar ao destino sem a necessidade de fazer uma parada no meio do caminho. As 43 companhias aéreas que operam no Brasil têm 1.266 voos semanais diretos para o exterior, oferecendo 288.911 lugares nos aviões que fazem voos internacionais.

Buenos Aires (Argentina) é a cidade com o maior número de voos saindo do Brasil. São 269 partidas e oferta de 51.076 lugares por semana. Os voos para Buenos Aires são operados por nove companhias aéreas, que decolam de 16 cidades brasileiras.

Na segunda colocação, aparece Santiago (Chile), com 112 voos e oferta de 22.323 lugares por semana. No entanto, apenas três companhias aéreas têm voos diretos saindo de três cidades brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis (SC).

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A Cidade do Panamá aparece na terceira posição com 84 voos diretos a partir de sete cidades brasileiras. Todos os voos são operados pela companhia aérea panamenha Copa Airlines. No total, são 13.104 lugares disponíveis por semana.

Na sequência aparece Miami (EUA), com 79 voos semanais e oferta de 20.474 lugares. Oito cidades brasileiras contam com voos diretos para Miami. Além disso, há mais 15 voos semanais para Fort Lauderdale, cidade próxima a Miami, com oferta de 3.681 lugares.

Os Estados Unidos são o país que oferece a maior quantidade de opções para os viajantes. A partir do Brasil, há voos diretos para 11 cidades norte-americanas. São 228 voos semanais com oferta de 60.738 lugares.

Esse número deve aumentar no meio do ano, quando a Latam inicia um voo regular para Boston e outro, apenas durante a alta temporada, para Las Vegas. Além disso, o Congresso brasileiro aprovou recentemente o acordo de céus abertos entre Brasil e Estados Unidos, o que vai permitir que as companhias aéreas dos dois países abram mais voos.

O voo com a maior capacidade individual de passageiros é que o liga São Paulo a Dubai (Emirados Árabes Unidos). Operado com o Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo, a cada viagem podem ir 490 pessoas.

Os dados foram compilados pelo Todos a Bordo com base nas autorizações atuais de voos da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e consideram somente os trechos de ida.

Veja as cidades com voos diretos a partir do Brasil:

Addis Ababa (Etiópia) Lisboa (Portugal)
Amsterdã (Holanda) Londres (Inglaterra)
Assunção (Paraguai) Los Angeles (EUA)
Atlanta (EUA) Luanda (Angola)
Barcelona (Espanha) Madri (Espanha)
Barcenola (Venezuela) Mendoza (Argentina)
Bogotá (Colômbia) Miami (EUA)
Buenos Aires (Argentina) Milão (Itália)
Casablanca (Marrocos) Montevidéu (Uruguai)
Cayenne (Guiana Francesa) Munique (Alemanha)
Chicago (EUA) Nova York (EUA)
Cidade do México (Mèxico) Orlando (EUA)
Cidade do Panamá (Panamá) Paris (França)
Cochabamba (Bolívia) Porto (Portugal)
Córdoba (Argentina) Praia (Cabo Verde)
Dallas (EUA) Punta Cana (República Dominicana)
Detroit (EUA) Punta del Este (Uruguai)
Doha (Qatar) Roma (Itália)
Dubai (Emirados Árabes Unidos) Rosário (Argentina)
Fort Lauderdale (EUA) Santa Cruz de la Sierra (Bolívia)
Frankfurt (Alemanha) Santiago (Chile)
Houston (EUA) Toronto (Canadá)
Istambul (Turquia) Washington DC (EUA)
Joannesburgo (África do Sul) Zandery (Suriname)
Lima (Peru) Zurich (Suíça)

 

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Por Copa, passagens compradas por brasileiros para Rússia saltam 15 vezes http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/03/20/passagem-aerea-copa-do-mundo-russia-brasileiros/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/03/20/passagem-aerea-copa-do-mundo-russia-brasileiros/#respond Tue, 20 Mar 2018 07:00:22 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7112

Brasil é o 3º país que mais comprou ingresso para Copa (Alex Grimm – FIFA/FIFA via Getty Images)

Os torcedores brasileiros devem viajar em grande número para Rússia para acompanhar a Copa do Mundo. Um levantamento da empresa de análise de reserva de voos FowardKeys mostra que o número de passagens compradas por brasileiros para viajar à Rússia durante o período da Copa aumentou 15 vezes em relação ao mesmo período do ano passado.

O estudo aponta que o Brasil é o país que teve o segundo maior crescimento no número de reservas de voos para viajar entre os dias 1º de junho e 15 de julho, perdendo apenas para o México que teve um crescimento de 19 vezes em relação ao mesmo período do ano passado.

Dados da Fifa também mostram o forte interesse de brasileiros em assistir ao mundial de perto. Em todas as fases de vendas, o Brasil aparece como um dos líderes na procura de ingressos. Na semana passada, a Fifa divulgou que na última fase de vendas o Brasil ficou em terceiro lugar em número de bilhetes vendidos (24.656 ingressos), atrás apenas da anfitriã Rússia (197.832) e da Colômbia (33.048). Na primeira fase, o Brasil também ocupou a terceira posição em vendas de ingressos.

Os dados são referentes ao número de passagens reservadas até o final de fevereiro. Quem ainda quiser se planejar para acompanhar a Copa na Rússia terá de desembolsar a partir de R$ 4.500 somente com a passagem aérea.

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A FowardKeys afirma monitorar mais de 17 milhões de reservas de voos por dia para criar dados estatísticos sobre tendências no mercado de turismo. A empresa, no entanto, não revela os números absolutos de turistas, mas apenas o crescimento em relação ao ano passado.

Concentração no início da Copa

Segundo a FowardKeys, em termos gerais, devem desembarcar nos aeroportos russos mais do que o dobro de turistas do que foi registrado em 2017. O pico de chegadas deve acontecer durante a abertura da Copa do Mundo, entre os dias 13 e 17 de junho. O primeiro jogo, entre Rússia e Arábia Saudita, acontece no dia 14 de junho.

Embora em ritmo menor, o desembarque de passageiros estrangeiros continua em alta até o final de junho, quando se encerra a fase de grupos da Copa.

Os maiores aumentos no número de turistas são de países classificados para a Copa. As exceções são a Índia, que ocupa a quinta colocação com um crescimento de seis vezes em relação ao ano passado, e os Estados Unidos, na sétima posição com aumento de quatro vezes.

Por outro lado, com a decepção de não ver sua seleção classificada para a Copa, o número de turistas italianos na Rússia durante o mundial deve cair pela metade.

“Mais uma vez, o poder do esporte vai dar um impulso em massa para o turismo. Os russos estão, obviamente, na expectativa do poder de gastos dos fãs internacionais”, afirma em comunicado Oliver Jager, CEO e cofundador da FowardKeys.

Veja os países com os maiores crescimento no número de reservas de passagem aérea para a Rússia entre os dias 1º de junho e 15 de julho, em relação ao mesmo período de 2017:

– México: 19 vezes
– Brasil: 15 vezes
– Argentina: 10 vezes
– Polônia: 7 vezes
– Índia: 6 vezes
– Espanha: 5 vezes
– Estados Unidos: 4 vezes
– Austrália: 4 vezes
– Reino Unido: 3 vezes
– Suíça: 2 vezes

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Brasil terá oferta recorde de passagem direta para Orlando (EUA) em 2018 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/03/06/voos-diretos-brasil-orlando-recorde-de-oferta/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/03/06/voos-diretos-brasil-orlando-recorde-de-oferta/#comments Tue, 06 Mar 2018 07:00:41 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7017

Serão 468 mil assentos em voos diretor do Brasil a Orlando em 2018 (Getty Images)

O Brasil terá uma oferta recorde de assentos em voos para Orlando (EUA) neste ano. Uma projeção do aeroporto de Orlando aponta que serão 486 mil assentos disponíveis ligando sete cidades brasileiras a Orlando durante todo o ano. É o maior número desde 2013, quando foram registrados 361 mil lugares em voos diretos entre cidades do Brasil e Orlando.

Atualmente, o Brasil tem 31 voos semanais diretos para Orlando. Até o final do ano, serão criados mais 16 voos semanais, totalizando 47. São os seguintes os voos a serem criados:

Latam: A partir de julho, a empresa começa dois voos semanais entre Fortaleza (CE) e Orlando. A empresa já tem voos para Orlando a partir de São Paulo (todos os dias) e do Rio de Janeiro (quarta, sexta e domingo).

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Gol: Em novembro, a empresa terá sete voos semanais saindo de Brasília (DF) e mais sete de Fortaleza (CE), ambos direto para Orlando. Será um voo diário de cada cidade.

Azul: iniciou em dezembro do ano passado um voo direto entre o aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) e Orlando três vezes por semana (quarta, sexta e domingo). A companhia aérea também tem voos todos os dias a partir do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e quatro vezes por semana (segunda, terça, quinta e sábado) a partir de Recife (PE).

Delta: já opera sete voos semanais (um por dia) diretos para Orlando a partir do aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

Brasil está de volta ao mapa

“O Brasil está de volta. O ressurgimento do nosso terceiro maior mercado internacional traz um bem-vindo impulso à economia local”, afirma Phill Brown, CEO do aeroporto de Orlando em comunicado. A quantidade de brasileiros em Orlando só perde para britânicos e canadenses.

O executivo afirma que o crescimento de voos deve gerar um impacto em 2018 de cerca de US$ 1 bilhão (R$ 3,25 bilhões). O valor representa um crescimento de 111% em relação a 2013, quando houve o recorde anterior de voos diretos entre Brasil e Orlando.

O CEO do aeroporto de Orlando avalia que a retomada da economia brasileira é o que vai impulsionar a presença maior de brasileiros na cidade. Ele cita um levantamento da agência Reuters que projeta um crescimento da economia de 2,3% para 2018.

O aeroporto mais movimentado da Flórida

No ano passado, o aeroporto de Orlando se tornou o mais movimentado da Flórida ao superar levemente o aeroporto de Miami em número de passageiros. Segundo dados oficiais, Orlando recebeu 44,61 milhões de passageiros em 2017, um crescimento de 6,41% em relação ao ano anterior (2,7 milhões de passageiros).

Por outro lado, o aeroporto de Miami registrou uma queda de 1,15%. Em 2017, passaram pelo local 44,58 milhões de passageiros. A diferença entre os dois terminais no último ano foi de exatamente 26.662 passageiros.

Cidades com voos diretos do Brasil a Orlando:

Belo Horizonte (MG): Azul

Brasília (DF): Gol (a partir de 4 de novembro)

Campinas (SP): Azul

Fortaleza (CE): Latam (a partir de 5 de julho) e Gol (a partir de 4 de novembro)

Guarulhos (SP): Delta e Latam

Recife (PE): Azul

Rio de Janeiro (RJ): Latam

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Passageiro bate recorde de volta ao mundo em voos comerciais: 52h34min http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/01/23/novo-recorde-volta-ao-mundo-em-voos-comerciais/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/01/23/novo-recorde-volta-ao-mundo-em-voos-comerciais/#comments Tue, 23 Jan 2018 19:13:53 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6792

Andrew Fisher comemora recorde ao chegar ao aeroporto de Xangai (reprodução/Twitter)

O vice-presidente sênior de planejamento de frota da companhia aérea Etihad, o neozelandês Andrew Fisher, estabeleceu nesta terça-feira (23) o novo recorde de volta ao mundo mais rápida usando apenas voos comerciais regulares.

Fisher saiu no domingo (21) de Xangai (China), passou por Auckland (Nova Zelândia), Buenos Aires (Argentina) e Amsterdã (Holanda), até retornar a Xangai. A volta ao mundo durou 52 horas e 34 minutos.

O novo recorde mundial foi estabelecido com três horas de vantagem em relação à marca anterior, do português Gil Azevedo, estabelecida em fevereiro do ano passado. Na época, o português fez rota parecida, mas com uma parada a mais. O percurso foi Xangai, Auckland, Buenos Aires, Paris (França), Moscou (Rússia) e Xangai.

Fisher registrou os detalhes durante os voos para comprovar que cumpriu as regras necessárias. Para validar o recorde, os voos deveriam cruzar a linha do Equador e pousar em pelo menos um aeroporto localizado na mesma latitude, mas de hemisférios opostos, com tolerância de 5º.

Além dos cartões de embarque, Fisher comprou jornais em todos os locais por onde passou, tirou fotos com a tripulação dos voos e pegou a assinatura de todos os comandantes dos voos. Os documentos agora serão analisados por comissão avaliadora para o reconhecimento oficial do novo recorde mundial.

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A rota percorrida durante a volta ao mundo em voos comerciais (reprodução/Twitter)

O principal desafio de Fisher para completar a volta ao mundo em tempo recorde foi o período de conexão nos aeroportos. O ponto crucial era a troca de aviões em Buenos Aires. O neozelandês tinha apenas 55 minutos para sair do avião que chegava de Auckland e embarcar no próximo voo para Amsterdã. Para piorar a situação, o voo saiu com 25 minutos de atraso da Nova Zelândia, mas recuperou o tempo perdido durante a viagem.

O tempo total do recorde leva em conta o momento em que o primeiro avião decolou até que o último voo pousasse em Xangai. Considerando apenas o tempo efetivamente de voo, Fisher voou por 45 horas e 37 minutos. O voo mais longo foi entre Buenos Aires e Amsterdã, com 12 horas e 42 minutos. Já o mais curto foi entre Amsterdã e Xangai, com 10 horas e 17 minutos.

Os jornais de onde Fisher passou durante a volta ao mundo (reprodução/Twitter)

Fisher se declara um apaixonado por aviação, que adora estudar a malha aérea e os horários de voos das companhias aéreas. O neozelandês afirmou que tinha o sonho de realizar a volta ao mundo em tempo recorde há mais de 20 anos.

“Foi um longo planejamento, essencialmente para garantir que os tempos de voo, rotas e conexões fossem os mais curtos possíveis. Há apenas uma pequena janela de oportunidade para isso acontecer”, afirma, em comunicado emitido pela Etihad.

Apesar de ser vice-presidente de planejamento de rotas da Etihad, Fisher não realizou nenhum voo pela companhia aérea para a qual trabalha. Veja os voos utilizados na volta ao mundo:

Xangai – Auckland: Air New Zealand (NZ 284)

Auckland – Buenos Aires: Air New Zealand (NZ 30)

Buenos Aires – Amsterdã: KLM (KL 702)

Amsterdã – Xangai: China Eastern Airlines (MU 772)

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Por que as pessoas ficam bêbadas mais rapidamente quando estão num avião? http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/07/bebida-alcoolica-passageiro-bebado-embriaguez-aviao-voo/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/09/07/bebida-alcoolica-passageiro-bebado-embriaguez-aviao-voo/#comments Thu, 07 Sep 2017 07:00:49 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6129

Com menos oxigênio no ar, efeitos do álcool são potencializados (foto: Divulgação/KLM)

Por Vinícius Casagrande

Durante as viagens de avião, o corpo humano sente um cansaço maior por conta da pressão atmosférica na altitude e os efeitos do ar seco. Quando o passageiro ingere bebidas alcoólicas, esses danos são ainda maiores.

Ao beber álcool a bordo de um avião, o passageiro pode ficar fora de controle muito mais rápido do que se ele estivesse em terra. É que o efeito do álcool no corpo humano pode ser potencializado em virtude da altitude do avião. Isso acontece por conta da menor pressão atmosférica, que resulta em menos oxigênio no ar.

Mesmo voando a mais de 10 km de altitude, a maioria dos aviões comerciais é pressurizada a uma altitude equivalente a cerca de 2.500 metros em relação ao nível do mar. Ainda assim, a pressão atmosférica a bordo dos aviões é bem menor do que na maioria das cidades do mundo. São Paulo, por exemplo, está a 760 metros de altitude, enquanto Campos do Jordão (SP), a cidade mais alta do Brasil, está a 1.628 metros acima do nível do mar.

Somente o fato de haver menos oxigênio no ar pode fazer com que algumas pessoas sintam moleza no corpo ou apresentem sintomas como tontura, por exemplo. Essa reação é chamada de hipóxia.

Quando um passageiro ingere bebidas alcoólicas a bordo dos aviões, a consequência é que os efeitos do álcool no corpo humano são potencializados. A taxa de álcool no sangue de quem bebe a bordo de um avião é a mesma de uma pessoa que tivesse ingerido a mesma quantidade de bebida alcoólica em terra, mas a sensação de embriaguez se manifesta mais rapidamente.

“Por causa do menor nível de oxigênio em seu sangue, você pode parecer mais bêbado no ar do que no chão depois de consumir a mesma quantidade de álcool”, afirma a médica Didi Aaftink, responsável pela gestão da rede internacional de atendimento médico da companhia aérea KLM.

Além da diminuição de oxigênio, o ar a bordo dos aviões também é bem mais seco. Com isso, a pessoa fica com mais sede e mais vontade de beber. O problema é que a bebida alcoólica tem efeito diurético. Todo esse conjunto pode causar a desidratação do corpo. Para evitar esse problema, a médica da KLM sugere que o passageiro beba sempre água entre as doses de bebida alcoólica para evitar a desidratação.

Álcool deve ser consumido com ainda mais moderação durante o voo (foto: Divulgação/KLM)

Embriaguez a bordo pode causar até prisão

Os efeitos do álcool a bordo dos aviões não proíbem que os passageiros bebam durante as viagens, tanto que as próprias companhias aéreas servem álcool a bordo. A questão é beber com moderação e ficar atento à reação do seu corpo.

Quando um passageiro abusa do álcool, além de incomodar as demais pessoas a bordo do avião, ele pode colocar em risco até mesmo a segurança do voo. A médica da KLM explica que esse comportamento abusivo do álcool e a embriaguez a bordo de um avião podem ser considerados violações do direito internacional.

Nesse caso, o piloto do avião pode exigir o desembarque do passageiro no primeiro aeroporto no qual o avião pousar e até mesmo acionar a polícia por conta dos distúrbios causados a bordo.

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Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/07/26/veja-5-dicas-para-deixar-seu-voo-mais-confortavel-ate-na-classe-economica/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/07/26/veja-5-dicas-para-deixar-seu-voo-mais-confortavel-ate-na-classe-economica/#comments Wed, 26 Jul 2017 07:00:12 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5913

Um bom planejamento pode fazer muita diferença durante a viagem (Imagem: Joel Silva/Folhapress)

Assentos apertados, falta de entretenimento a bordo, refeição ruim e até excesso de barulho. Todos os itens podem transformar uma viagem de avião em uma aventura bastante desconfortável. Um bom planejamento, no entanto, pode aliviar bastante boa parte desses sacrifícios a bordo.

O passo a passo para ter uma viagem mais confortável começa já na hora da compra da passagem, analisando o que a companhia aérea oferece, qual é a configuração dos assentos dentro da aeronave, os aeroportos de saída e chegada, o horário do voo e até mesmo os benefícios que seu cartão de crédito oferece. À primeira vista, tudo isso parece meros detalhes, mas fazem uma boa diferença no final da viagem.

Plaza Premium Lounge, sala VIP do aeroporto de Heathrow (foto: Divulgação)

Aproveite o conforto das salas VIPs

Você não precisa viajar na primeira classe ou na classe executiva para ter acesso às salas VIP dos aeroportos. Especialmente em esperas longas, esse espaço reservado pode fazer uma grande diferença. Lá dentro, o passageiro pode comer e beber à vontade e ainda descansar em poltronas bastante confortáveis, com o wi-fi liberado. Há salas VIP para voos nacionais e internacionais.

Passageiros frequentes recebem upgrades de categoria nos programas de fidelidade das companhias aéreas que dão direito a esse benefício. Mesmo quem viaja pouco também pode usufruir das salas VIP. Diversos cartões de crédito oferecem essa vantagem aos passageiros. Em muitos casos, no entanto, é necessário que o cartão tenha sido utilizado para a compra da passagem.

Caso você não tenha nenhum desses benefícios, ainda é possível pagar para ter acesso às salas VIP. As taxas variam de acordo com o aeroporto – em Guarulhos, o valor é de US$ 70 (R$ 222). Outra opção é se filiar a programas como o Priority Pass. No plano mais simples, o passageiro paga uma taxa anual de US$ 99 (R$ 314) e mais US$ 27 (R$ 85) por cada visita.

Escolha correta do assento no avião aumenta o conforto (foto: Divulgação)

Como escolher o melhor assento no avião

Durante a viagem, você vai passar algumas horas sentado. Então, é fundamental escolher o assento com antecedência para não ter de ficar ainda mais espremido durante o voo. Os lugares na parte dianteira do avião, por exemplo, costumam ser os primeiros na escolha das reservas. Os passageiros que viajam nessa área têm um embarque mais simples, já que entram no avião e podem se sentar rapidamente, e são os primeiros a sair do avião.

Se conseguir um assento na primeira fileira, melhor ainda. Esse é o local que o passageiro terá mais espaço para esticar as pernas e não terá uma poltrona reclinando na sua direção durante a viagem. Para garantir uma evacuação mais rápida em caso de algum incidente, as poltronas localizadas nas saídas de emergência também têm um espaço maior.

Esse conforto, no entanto, pode ter um custo a mais. As companhias aéreas sabem da preferência dos passageiros por esses assentos, e muitas delas passaram a cobrar uma taxa adicional para reservar um assento nessas fileiras.

A configuração interna do avião também pode fazer diferença. Nos voos nacionais, os aviões contam com a configuração 3-3 (janela, meio e corredor) ou 2-2 (janela e corredor). Nos voos internacionais, o mais comum é encontrar a classe econômica dividida da seguinte maneira: 2-4-2, 3-3-3 ou 3-4-3. As diferenças ocorrem por opção das companhias aéreas ou pelo modelo do avião.

As fileiras com apenas dois assentos costumam ser melhores, enquanto o assento do meio é o mais desconfortável. Escolher entre janela e corredor, no entanto, depende das prioridades de cada pessoa. Para quem gosta de admirar a vista e não quer ser incomodado durante a viagem, o melhor é escolher um assento na janela. Já para o passageiro que pretende esticar mais as pernas e gosta de levantar durante o voo, o assento no corredor é a melhor opção.

Para evitar surpresas, o ideal é que o assento seja reservado já no momento da compra da passagem.

Tablets podem substituir telas instaladas nos assentos dos aviões (foto: Getty Images)

Leve seu próprio entretenimento de bordo

Se o passageiro não tiver nada para fazer a bordo, a sensação é de que as horas demoram bem mais para passar. Mesmo que a companhia ofereça telas individuais de entretenimento de bordo, é sempre melhor levar o seu próprio material de distração pessoal.

Além do risco de não encontrar um filme de que você goste, em companhias aéreas estrangeiras há sempre a chance de ele não ter dublagem ou legendas em português. Por isso, é melhor garantir e deixar algo gravado no seu smartphone, tablet ou notebook, de preferência com a bateria carregada. E não pode faltar o seu próprio fone de ouvido.

Livros e revistas também são essenciais. Nesse caso, se você esqueceu de colocar na mala de mão, basta comprar um no próprio aeroporto.

Leve cremes, produtos de higiene pessoal e medicamentos (foto: Divulgação)

Prepare seu próprio kit com itens pessoais

Os passageiros da primeira classe e da classe executiva recebem kits com meias, cremes faciais e para as mãos, hidratante labial, escova e pasta de dente, entre outros itens. Mesmo viajando na classe econômica, você também pode ter os mesmos mimos. A diferença é que ele deve ser preparado em casa e guardado na mala de mão. Mas vale lembrar que cada item não pode exceder 100 ml, caso contrário serão retidos no raio-x.

Não ache que isso é algo supérfluo. Esses kits podem fazer uma enorme diferença para o conforto durante a viagem. Durante o voo, o ar interno do avião fica bem mais seco. Depois de algumas horas, a pele já começa a sentir os efeitos da baixa umidade.

Para quem sofre de rinite ou sinusite, os efeitos são ainda mais sensíveis com a irritação do nariz. Nesse caso, vale incluir também um descongestionante nasal de cloreto de sódio ou soro fisiológico. Qualquer outro medicamento que o passageiro use com regularidade também deve ser incluído no seu kit pessoal.

Para ter um sono melhor, vale levar também um tapa-olhos para evitar a claridade e um protetor de ouvido para ficar livre do barulho de outros passageiros.

Outro item que não pode faltar são balas e chicletes para serem usados durante a decolagem e o pouso. Com a mudança de pressão, é normal o passageiro sentir dores no ouvido. Chupar balar ou mastigar chiclete ajuda a aliviar o incômodo.

Horário do voo também influencia no conforto (Foto: Apu Gomes/Folhapress)

O melhor horário do voo

Em viagens longas, o horário do voo também pode fazer uma grande diferença. É muito mais fácil, por exemplo, dormir em um voo que decolou no final do dia do que em um voo que partiu no meio da tarde.

No primeiro caso, é bem provável que você nem veja a viagem passar. Por outro lado, caso tenha decolado à tarde, a chance é maior de você ter sono somente quando já estiver chegando ao seu destino final.

Independentemente do horário do voo, no entanto, algumas pessoas simplesmente não conseguem dormir no avião. Nesse caso, a melhor opção é escolher um voo diurno para não perder uma noite de sono.

Outro ponto importante é avaliar a distância da cidade até o aeroporto. Dependendo do horário de saída ou chegada, essa questão é ainda mais relevante para não ter que enfrentar o horário mais pesado do trânsito e deixar a viagem ainda mais longa e cansativa.

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Mudança climática vai elevar em 150% turbulência grave em avião, diz estudo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/19/mudanca-climatica-vai-elevar-em-150-turbulencia-grave-em-aviao-diz-estudo/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/19/mudanca-climatica-vai-elevar-em-150-turbulencia-grave-em-aviao-diz-estudo/#comments Wed, 19 Apr 2017 07:00:54 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5528

Turbulências em altitudes elevadas devem ser mais frequentes (Foto: Getty Images)

As mudanças climáticas devem deixar os voos mais instáveis no futuro. Segundo um estudo publicado na revista científica Advances in Atmospheric Sciences, as turbulências de ar claro – quando não há a presença de nuvens – em altitudes elevadas devem crescer.

O estudo simulou, em um supercomputador, como as correntes de vento devem ser alteradas por conta do aumento de dióxido de carbônico na atmosfera. A principal mudança será o aumento das tesouras de vento, o movimento vertical do vento que causa a turbulência.

“Estudos de modelos climáticos indicam que a quantidade de turbulências moderadas ou severas de ar claro em voos transatlânticos no inverno vão crescer significativamente no futuro conforme o clima muda”, afirma o pesquisador Paul D. Williams, que conduziu a pesquisa na Universidade de Reading.

Williams utilizou dados de 21 modelos de turbulência e a referência de um avião em voo transatlântico a 12 mil metros de altitude. No computador, simulou a atmosfera com o dobro de dióxido de carbono em relação ao atualmente presente na atmosfera. O resultado foi o aumento na frequência de todos os níveis de turbulência.

– Turbulência leve: aumento de 59%

– Turbulência de leve a moderada: aumento de 75%

– Turbulência moderada: aumento de 94%%

– Turbulência de moderada a severa: aumento de 127%

– Turbulência severa: aumento de 149%

Enquanto as mais leves geram apenas um leve balanço no avião, nas severas alguns passageiros podem até mesmo se machucar ao caírem no corredor ou mesmo serem arremessados contra o teto do avião.

O que é a turbulência de ar claro?

Normalmente, as turbulências são associadas a períodos de clima ruim. No entanto, mesmo sem nenhuma nuvem no céu, pode ocorrer uma instabilidade no ar que gera a turbulência de céu claro, normalmente formadas pelas correntes de jato em altitudes elevadas.

As correntes de jato são áreas com ventos que chegam a mais de 100 km/h, presentes em regiões de clima subtropical. Elas são causadas por variações na temperatura do ar em virtude do encontro do ar polar com o ar quente equatorial, que se intensificam no inverno.

Nessas regiões, há ainda a movimentação vertical do ar, conhecida como tesouras de vento. A circulação do vento em diferentes direções é que causa a turbulência.

Como a turbulência de ar claro não pode ser prevista nem mesmo pelos radares meteorológicos dos aviões, ela surgem de forma repentina. Nos casos mais graves, pode gerar diversos danos, como derrubar objetos e até mesmo arremessar os passageiros contra o teto do avião. É por isso que os especialistas em segurança de voo recomendam que os passageiros utilizem o cinto de segurança durante todo o voo.

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Operado por jato Embraer, voo internacional mais curto do mundo vai acabar http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/07/operado-por-jato-embraer-voo-internacional-mais-curto-do-mundo-vai-acabar/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/07/operado-por-jato-embraer-voo-internacional-mais-curto-do-mundo-vai-acabar/#respond Fri, 07 Apr 2017 19:40:29 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5434

O voo internacional mais curto do mundo não teve vida longa. A companhia aérea austríaca People’s Viennaline anunciou que vai descontinuar a rota entre St Gallen, na Suíça, e Friedrichshafen, na Alemanha, que era operada por um avião Embraer 170.

A rota de apenas 20 km sobre o lago de Constança teve início em novembro do ano passado. O último voo está previsto para 14 de abril. No site da aérea, as datas posteriores já aparecem como “indisponíveis”. Quem já tiver comprado passagens para depois do dia 14 será reembolsado.

Com o preço de 40 euros o trecho (cerca de R$ 130), o voo mais curto do mundo não atraiu um número de passageiros considerado suficiente pela aérea para cobrir os custos. Em março, 2.300 pessoas fizeram a viagem.

A empresa afirmou em comunicado que o mercado não se desenvolveu como o esperado e que, “apesar dos grandes esforços de vendas e marketing, a taxa de ocupação dos voos melhorou de forma muito lenta.”

O voo internacional mais curto do mundo enfrentou críticas. Ambientalistas consideraram que gerava poluição desnecessariamente. Também houve reclamações sobre o barulho causado pelo voo.

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Foto de passageiro no bar e emoção de tripulante: veja como é voar no A380 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/03/28/foto-de-passageiro-no-bar-e-emocao-de-tripulante-veja-como-e-voar-no-a380/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/03/28/foto-de-passageiro-no-bar-e-emocao-de-tripulante-veja-como-e-voar-no-a380/#comments Tue, 28 Mar 2017 15:03:44 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5376 O maior avião de passageiros do mundo, o A380, começou a ser usado pela companhia aérea Emirates na rota entre São Paulo e Dubai, nos Emirados Árabes, neste fim de semana. O Airbus pousou no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no fim da tarde de domingo (26). E partiu rumo a Dubai no início da madrugada da segunda-feira (27).

O blog Todos a Bordo fez a viagem entre São Paulo e Dubai e conta alguns detalhes do voo de 14 horas de duração.

O lounge localizado no segundo andar do A380 da Emirates. Foto: Claudia Andrade/UOL

O lounge, que pode ser frequentado só pelos clientes da executiva e da primeira classe, é um dos maiores atrativos do A380 da Emirates, junto com o spa com chuveiro, de uso restrito de quem viaja na primeira classe.

Na viagem, o lounge teve períodos de calmaria, durante a madrugada. Mas há sempre alguém circulando por ali, até porque quatro banheiros estão localizados nesta área.

Brasil entra na rota do A380

Se, entre uma refeição e outra o passageiro quiser comer ou beber alguma coisa, basta ir ao lounge bar, onde vai encontrar sanduíches, doces, salgados e muitas bebidas. No caso das comidas, o viajante pode se servir à vontade. As bebidas são pedidas para o tripulante que fica no bar. Tudo é incluído na passagem, e não há cobranças adicionais.

Fora os petiscos, o menu de jantar na executiva incluiu entradas (sopa, frango defumado, camarão refogado), pratos principais (filé de carne grelhado, frango empanado com curry, peixe assado) e sobremesas (brownie, bolo com cobertura streusel – farofa doce, frutas, tábua de queijos).

Uma das opções de café da manhã da classe executiva do A380 da Emirates. Foto: Claudia Andrade/UOL

Fotos e curiosidade em ver o lounge

Os passageiros também iam ao lounge para tirar fotos ou conversar com tripulantes. A chefe de equipe Bianca Prado trabalha há quase uma década na Emirates e já viajou várias vezes no A380. O que chamou a atenção da comissária no voo foi a curiosidade dos passageiros sobre o avião. “Realmente os passageiros estavam superempolgados por estarem voando no A380”.

Para Gilberto Wallerius, que viajava a passeio com amigos, a área onde fica o bar torna o voo longo mais agradável. “Quando você viaja em um cruzeiro, você tem muitas atividades, os hotéis também têm muitas atividades. Os voos não têm tanta coisa, geralmente só os filmes. Com o lounge, você cria um atrativo”.

O casal Fernando Pacheco Veríssimo e Mara Cristina Veríssimo iniciou a comemoração de 25 anos de casamento no voo da Emirates. Eles disseram que só souberam que voariam no A380 ao chegar a Guarulhos. “O que mais chamou a atenção foi o atendimento. Só faltam adivinhar o que você quer”, afirmou Fernando.

O casal Fernando e Mara tira foto com comissárias depois do voo. Foto: Claudia Andrade/UOL

30 tripulantes

Segundo a chefe de equipe Bianca Prado, o voo SP-Dubai contou com 30 tripulantes, incluindo três pilotos e dez comissários brasileiros. “Foi muito orgulho para nós representar lá fora o nosso país e estar no maior avião do mundo, na maior cidade do Brasil”, disse. “Confesso que fiquei muito emocionada”.

O avião de dois andares tem capacidade para 491 passageiros. Os voos da rota São Paulo-Dubai são diários. Este é o primeiro voo comercial regular do A380 para a América do Sul.

A chefe de equipe Bianca Prado tira foto com colega no lounge do avião. Foto: Arquivo Pessoal

A Emirates vai remodelar a área do lounge bar do gigante da Airbus. Os novos aviões terão uma configuração que permitirá aos passageiros sentarem-se frente a frente. O objetivo, segundo a aérea, é aumentar a interação.

Na configuração atual, que é a encontrada no A380 da rota SP-Dubai, há apenas bancos encostados na fuselagem, que deixam os passageiros de costas para as janelas.

Esses bancos têm cintos de segurança, para momentos de turbulência durante a viagem – podendo ser ocupados nestes momentos tanto por passageiros como por tripulantes, de acordo com a situação. No voo inaugural, porém, a estabilidade foi presente na maior parte do tempo, com alguns poucos períodos em que foi possível observar alguma movimentação do gigante da Airbus.

(A repórter Claudia Andrade viajou a convite da Emirates)

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Tempo de voo pode ter diferença de 2h na ida e na volta. Sabe por quê? http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/tempo-de-voo-pode-ter-diferenca-de-2h-na-ida-e-na-volta-sabe-por-que/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/tempo-de-voo-pode-ter-diferenca-de-2h-na-ida-e-na-volta-sabe-por-que/#comments Wed, 22 Mar 2017 07:00:49 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5338

Sentido e velocidade do vento pode alterar o tempo de voo na ida e na volta (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O voo mais longo do mundo, entre Auckland, na Nova Zelândia, e Doha, no Catar, tem duração prevista de 17h40. No sentido contrário, no entanto, a companhia aérea Qatar Airways prevê uma duração de “apenas” 16 horas. Apesar da diferença, a viagem utiliza a mesma rota e o mesmo avião para os voos de ida e volta.

O voo entre São Paulo e Joanesburgo, na África do Sul, também tem uma diferença considerável do tempo de voo na ida e volta. A companhia aérea South African prevê 8h25 no voo ida, enquanto a viagem de volta ao Brasil tem previsão de 10h30 de duração.

A diferença do tempo de voo na ida e na volta acontece por conta das características meteorológicas encontradas na rota, especialmente por conta da direção, sentido e velocidade dos ventos.

Quando o avião voa em sentido contrário ao vento, conhecido como vento de proa, o ar diminui a velocidade do avião em relação ao solo e a viagem fica mais lenta.

No entanto, quando o vento sopra no mesmo sentido do voo, chamado vento de cauda, ele exerce uma força adicional que aumenta a velocidade em relação ao solo. É como se o vento estivesse empurrando o avião.

Se a rota tiver predominantemente ventos laterais à trajetória do avião, o tempo de voo fica praticamente igual nos voos de ida e volta. A viagem entre São Paulo e Londres, na Inglaterra, tem previsão de 11h25, enquanto no retorno ao Brasil são 11h45.

Boeing 777 da Air Índia percorre 15,3 mil km entre Nova Déli e São Francisco (Imagem: Divulgação)

Mudança de rota

Na preparação para o voo, pilotos e outros profissionais das companhias aéreas estudam as condições meteorológicas da rota para avaliar a melhor altitude para se beneficiar dos ventos presentes na rota.

A predominância no sentido e velocidade do voos na atmosfera pode alterar até mesmo o caminho de um determinado voo. Foi exatamente por causa disso que, em outubro do ano passado, a Air India mudou completamente a rota do voo entre Nova Déli, na Índia, e São Francisco, nos Estados Unidos.

Inicialmente, a companhia fazia a rota sobrevoando o Oceano Atlântico, mas passou a fazer o trajeto pelo lado oposto, no sentido do Oceano Pacífico. A mudança fez a distância percorrida pelo voo aumentar em 1.400 km, chegando a um total de 15,3 mil km voados. A nova rota ganhou o título de mais longo do mundo em termos de distância percorrida.

Apesar do aumento na distância percorrida, o voo ficou duas horas mais rápido. Quando sobrevoava o Atlântico, o avião enfrentava ventos de frente que diminuíam a velocidade em relação ao solo, em média, em 25 km/h.

Na rota pelo Pacífico, os ventos são mais fortes e seguem na mesma direção do voo. Com isso, o avião é empurrado pelos ventos e a velocidade em relação ao solo aumenta, em média, em 140 km/h.

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