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1ª classe ganha cremes, perfumes e bálsamos labiais de Bulgari e Lacroix
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Passageira na primeira classe da Air France (foto: Divulgação)

Viajar na primeira classe do avião não é apenas ter espaço de sobra, boas refeições e atenção integral dos comissários de bordo. Na hora de cuidar da higiene e da beleza, os passageiros também contam com os mais luxuosos e sofisticados produtos disponíveis no mercado.

As principais companhias aéreas do mundo colocam à disposição dos passageiros da primeira classe kits com produtos das mais renomadas marcas do mundo, como Bulgari, Salvatores Ferragamo, Christian Lacroix, Carita, entre outras.

Kit feminino distribuído pela Emirates para passageiras da primeira classe (foto: Divulgação)

Emirates

A companhia aérea Emirates já é conhecida pelo luxo de sua primeira classe, que conta com cabines privativas, chamadas de suítes, bar e até spa com chuveiro. Para aproveitar todas essas mordomias, os passageiros da primeira classe recebem um kit da Bulgari.

As nécessaries são feitas de couro fino e na cor cinza de carvão para homens e cinza pálido para mulheres. Há quatro versões diferentes para cada, feitas exatamente para serem colecionadas pelos passageiros mais frequentes da companhia aérea.

Dentro das bolsas, há cremes faciais, corporais, para as mãos e bálsamo labial. O grande destaque, porém, fica para o frasco de 15 ml do perfume Eau de Cologne, da Bulgari. No spa a bordo, os produtos são da marca irlandesa Voya, conhecida por usar ingredientes orgânicos.

A Emirates também oferece um pijama hidratante para os passageiros da primeira classe. O tecido usado na fabricação da roupa libera um composto de algas marinhas que, de acordo com a aérea, minimiza a desidratação e estimula a circulação. As microcápsulas hidratantes são liberadas conforme o passageiro se movimenta.

Kit da Singapore tem produtos Salvatore Ferragamo (foto: Divulgação)

Singapore Airlines

Os produtos da marca de luxo italiana Salvatore Ferragamo fazem parte dos kits para os passageiros da primeira classe da companhia aérea Singapore Airlines.

Além de produtos tradicionais, como bálsamo labial, creme hidratante facial e para as mãos e produtos de higiene pessoal, os homens recebem um perfume Acqua Essenziale Blu Salvatore Ferragamo de 30 ml. Para as mulheres, há um frasco de 30 ml do perfume Signorina Eleganza.

Na hora de dormir durante o voo, os passageiros da primeira classe recebem um pijama da marca Givenchy.

Passageiros da Etihad recebem bolsas da Christian Lacroix (foto: Divulgação)

Etihad

Uma das principais marcas de moda do mundo, a Christian Lacroix foi a escolhida para desenvolver as nécessaires para a primeira classe da companhia aérea Etihad. A versão feminina foi pensada para também ser utilizada como uma bolsa de mão, enquanto a masculina pode ser usada para guardar tablets.

Os passageiros da primeira classe têm à disposição produtos da marca húngara Omorovicza, que incluem produtos antienvelhecimento e rejuvenescimento da coleção “Ouro”, bálsamo para os lábios, hidratante facial e creme nutritivo para as mãos. Há também itens de higiene bucal, meias, protetores para olhos e ouvidos.

Os produtos da marca Omorovicza também podem ser encontrados nos banheiros destinados aos passageiros da primeira classe nos voos da Etihad.

Marca francesa Carita abastece os kits da Air France (foto: Divulgação)

Air France

Os passageiros da primeira classe da Air France ganharam em fevereiro um novo kit com produtos da marca francesa Carita. Estão à disposição creme facial hidratante, creme antirrugas e para as mãos, bálsamo labial, além de fones de ouvido, pente e caneta.

Dentro do kit há ainda um impresso com desconto para tratamento de cabelo e uma sessão de estilo na La Maison de Beauté Carita Faubourg.

A marca francesa de cosméticos também oferece removedores de maquiagem e tratamentos hidratantes disponíveis a todos os passageiros da La Première, como é chamada a primeira classe da Air France, a qualquer momento durante seu voo.

Nécessaire da ANA Airlines remete a uma mala de viagem (foto: Divulgação)

ANA Airlines

A companhia aérea japonesa ANA oferece kits da Samsonite. As nécessaries lembram malas de viagem em tamanho miniatura. Dentro, há produtos da marca de cosméticos Ginza, com loção energizante, emulsão hidratante, espuma de limpeza cremosa e quatro almofadas de algodão facial, além de itens de higiene bucal, máscara facial e protetores de ouvido.

Os passageiros ainda têm à disposição um pijama completo, feito de malha dupla. A roupa vem embalada em uma bolsa do mesmo material, que, segundo a empresa, é perfeita para levar o pijama para casa após o voo.

Kits femininos da British Airways tem inspiração floral oriental (foto: Divulgação)

British Airways

A British Airways introduziu os novos kits para os passageiros da primeira classe em janeiro deste ano. Os novos produtos foram inicialmente distribuídos nos voos entre Londres e Los Angeles, mas a expectativa da companhia é que até o final do ano estejam em todos os voos da empresa.

Os novos kits foram desenvolvidos pela sofisticada loja Liberty London e contam com produtos da Aromatherapy Associates. As nécessaries são divididas nas versões masculina e feminina. Para os homens, foi escolhido o preto, enquanto a das mulheres foi inspirada nos florais orientais.

Kit da Delta tem produtos da Khel’s e da Tumi (foto: Divulgação)

Delta

Os kits da Delta são compostos de bálsamo labial e loção para mãos e para o corpo, com aloe vera e aveia, da marca Kiehl’s. Há ainda caneta, protetor para os olhos e meias listradas da Tumi. O kit é completado com pasta dental Crest, lenços, enxaguante bucal e protetor de ouvidos.

Todos os produtos são distribuídos em uma nécessaire rígida nos voos que partem dos Estados Unidos e em uma embalagem mais mole nos voos com destino aos Estados Unidos. Segundo a companhia, a diferença é para que o passageiro possa aumentar a sua própria coleção de mimos de companhias aéreas.

Os kits mais sofisticados, no entanto, não estão disponíveis em todos os voos. Eles são oferecidos somente nos voos transoceânicos e entre os aeroportos de Nova York (John F. Kennedy) e Los Angeles.

Produtos de luxo fazem parte do kit da American Airlines (foto: Divulgação)

American Airlines

Os passageiros da primeira classe da American Airlines contam com produtos das marcas Cole Haan, 3LAB Skincare, C.O. Bigelow Apothecaries e Clark’s Botanicals. A companhia aérea conta com três tipos diferentes de acordo com a duração do voo.

Nos voos internacionais, são utilizados produtos da 3LAB, como creme hidratante corporal e para as mãos, bálsams labial, gel antisséptico para mãos, enxaguante bucal, lenços, caneta e protetor macio para fones de ouvidos. Há também meias, protetor para os olhos e itens de higiene pessoal. Os produtos são embalados em nécessaires da Cole Haan.

O itens da C.O. Bigelow Apothecaries são distribuídos na classe executiva dos voos internacionais, enquanto os produtos da Clark’s Botanicals estão presentes na primeira classe dos voos domésticos da companhia aérea.

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Passagem aérea cai 1,8% em 2016 e mais da metade custa menos de R$ 300
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Preço médio da passagem em 2016 foi de R$ 349,14 (Foto: Apu Gomes/Folhapress)

O preço das passagens aéreas domésticas no Brasil teve queda real de 1,8% no último ano, já descontada a inflação, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (20) pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O preço médio das tarifas em 2016 foi de R$ 349,14. Em 2015, o preço médio, corrigido pela inflação do período, foi de R$ 355,54.

Esse foi o terceiro ano consecutivo de queda nos preços das passagens aéreas. Os dados mostram, no entanto, uma desaceleração da baixa das passagens. Em 2014, a redução da tarifa média havia sido de 4,5%, enquanto em 2015 houve queda de 9%.

Segundo o relatório da Anac, a maioria das passagens foi comercializada a menos de R$ 300. Em 2016, 53,5% dos bilhetes vendidos foram abaixo desse valor, sendo que 7,7% das passagens tiveram preço inferior a R$ 100. Entre as tarifas mais caras, o relatório da Anac aponta que 0,5% dos bilhetes nacionais foram vendidos por mais de R$ 1.500.

Preços por Estados

Os passageiros do Estado de Rondônia foram os que mais pagaram para viajar de avião no ano passado, com uma tarifa média de R$ 567,03. Por outro lado, as tarifas praticadas no Espírito Santo foram as mais baratas do país, com preço médio de R$ 277,04.

O valor por quilômetro voado durante o ano teve queda de 4,1%. Na média anual, cada quilômetro da viagem teve um custo de R$ 0,3084 para os passageiros no Brasil. O preço mais alto do país ficou em Minas Gerais, com R$ 0,4161 por quilômetro, enquanto a Paraíba teve o menor valor nesse quesito, com R$ 0,2311 por quilômetro.

Segundo semestre é mais caro

Os dados da Anac apontam, ainda, que é mais caro viajar de avião no segundo semestre do ano. As tarifas praticadas entre julho e dezembro de 2016 foram, em média, de R$ 372,37. Embora superiores à média do ano, os valores são 4,1% menores em relação ao mesmo período do ano anterior.

O mesmo acontece quando é avaliado o preço por quilômetro voado. No segundo semestre de 2016, essa taxa ficou de R$ 0,3245 por quilômetro, ainda assim uma queda de 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Nova regra de bagagem faz um mês suspensa pela Justiça e sem ser aplicada
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Novas regras de bagagem da Anac foram suspensas pela Justiça (Foto: Lucas Lima/UOL)

A nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) sobre as Condições Gerais do Transporte Aéreo no Brasil completa um mês de vigência. Mas a medida mais polêmica, que permitia a cobrança da bagagem despachada, segue suspensa pela Justiça Federal.

Um dia antes de a medida entrar em vigor, o juiz federal José Henrique Prescendo concedeu uma liminar, a pedido do Ministério Público Federal, barrando a cobrança. Na decisão, o juiz havia argumentado o risco de abuso de poder econômico por parte das companhias aéreas e a falta de garantias de que os preços das passagens iriam realmente cair.

Com a decisão, ficou mantido o direito de cada passageiro poder transportar de graça uma mala de até 23 kg nos voos nacionais e até duas malas de 32 kg nos voos internacionais.

Decisão pode sair na próxima semana

Desde então, a Anac vem travando uma disputa judicial para tentar reverter a decisão. A agência já teve pelo menos dois recursos negados em instâncias superiores, mas nesta semana entrou com um novo pedido para permitir a cobrança. A expectativa da Anac é que um novo julgamento sobre a questão possa acontecer na próxima semana.

A medida é defendida pelo governo como uma forma de reduzir os custos das companhias aéreas, o que resultaria em uma eventual queda de preço das passagens. Antes de a liminar ser suspensa, as principais companhias brasileiras já se preparavam para se adaptar às novas regras.

Preços das companhias aéreas

A Azul seria a primeira empresa a colocar a medida em prática. A companhia anunciou uma classe tarifária promocional que não permitia o despacho de bagagem. Nesse caso, para transportar uma mala de até 23 kg seria cobrado o valor de R$ 30.

A Gol tinha a intenção de iniciar a cobrança no dia 4 de abril. O despacho de bagagem seria cobrado dos passageiros que comprasse a tarifa mais barata, chamada de “light”, com valores entre R$ 30 e R$ 60 nos voos nacionais.

A Latam não havia divulgado uma data para o início da cobrança. A empresa havia afirmado apenas que a medida entraria em vigor “nos próximos meses”, mas já havia definido o valor de R$ 50 para cada mala despachada.

A Avianca foi a única companhia aérea que não havia se manifestado sobre o assunto.

Outras medidas

A decisão judicial suspendeu somente a cobrança pela bagagem despachada. Todas as outras medidas previstas começaram a valer no dia 14 de março. Entre as mudanças, está a obrigatoriedade de as companhias aéreas e agências de viagem divulgarem o valor final da passagem, com todas as taxas já inclusas.

No primeiro dia de vigência da regra, Azul, Latam, Avianca e grandes agências como CVC e Submarino Viagens descumpriam as regras. As mudanças só foram feitas após reportagem do Todos a Bordo. Na época, a Anac afirmou que também havia notificado as empresas que estavam irregulares sobre a questão.

Após um mês de vigência das regras, a agência afirmou que não há um balanço consolidado sobre as irregularidades e reclamações ocorridas nesse período. Segundo a Anac, a maioria dos passageiros ainda viaja com bilhetes adquiridos antes da entrada em vigor da nova resolução. Nesse caso, valem as regras anteriores.

O passageiro também passou a ter até 24 horas para desistir da compra do bilhete sem custos extras, desde a passagem seja comprada com sete dias de antecedência. Antes, a cobrança de multa era imediata.

A resolução trata ainda de extravio de bagagem, custos com gastos gerados por atrasos e cancelamentos, overbooking, entre outros (confira os principais tópicos na galeria de imagens acima).

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Capital estrangeiro ajuda aéreas na crise, mas não deve baratear passagens
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Medida deve fortalecer aéreas em tempos de crise (Foto: Lucas Lima/UOL)

Por Vinícius Casagrande

A liberação para que companhias aéreas brasileiras possam contar com 100% de capital estrangeiro, anunciada nesta terça-feira pelo governo, não deve trazer impacto imediato no preço das passagens aéreas no país. Essa é a opinião de especialistas do setor ouvidos pelo Todos a Bordo.

O argumento de queda de preços foi utilizado pelo ministro do Turismo, Marx Beltrão, durante o anúncio da medida. “Com a abertura do capital, a perspectiva é que os preços caiam, que aumente a competitividade e que tenhamos mais voos, mais destinos, mais rotas, mais turistas viajando pelo Brasil e mais turistas internacionais vindo para o nosso Brasil”, afirmou.

Para os especialistas ouvidos pelo Todos a Bordo, no entanto, o principal benefício da medida está na possibilidade de injetar recursos nas empresas, que poderão ter mais fôlego para enfrentar momentos de crises.

“É uma medida positiva e o principal impacto é evitar que uma empresa quebre quando fica em situação ruim”, afirma o especialista em aviação André Castellini, da consultoria Bain & Company.

“Não dá para dizer que, porque abriu o capital, o preço vai cair. O acesso ao capital pode proteger as empresas que enfrentam dificuldades para sobreviver”, afirma o especialista em direito aeronáutico Guilherme Amaral, sócio do escritório ASBZ Advogados.

Para Castellini, a limitação até então existente de 20% de participação estrangeira restringia o acesso ao capital. “Aumentar esse limite favorece a capitalização do setor”, diz.

Castellini afirma que uma das tendências do setor é a formação de grandes grupos multinacionais de companhias aéreas. No mundo, há os exemplos da união da British Airways com a Iberia, o grupo formado pela Air France e KLM e o forte investimento da Etihad na Alitalia. “Quando a Delta é dona de uma parte maior da Gol, ela aguenta muito mais os momentos difíceis do que se a Gol estivesse sozinha”, afirma.

Novas empresas no Brasil

Uma das perspectivas com a liberação de 100% de capital estrangeiro é atrair companhias aéreas estrangeiras para operar no Brasil. No entanto, Amaral e Castellini avaliam que essa é uma possibilidade remota no curto prazo.

“Acho pouco provável principalmente pela situação do país, pela incerteza econômica e também pelo fato de que a indústria no Brasil é bem competitiva, com muita rivalidade entre as empresas. As tarifas já caíram quase 65% nos últimos anos”, afirma Castellini.

A recente polêmica em torno da possibilidade de cobrar por mala despachada é mais um fator que pode atrapalhar o interesse de companhias estrangeiras, especialmente as de baixo custo, de se estabelecerem no Brasil, segundo Amaral.

“O Brasil tem um histórico de interferência do judiciário. A questão das bagagens deixou uma imagem muito ruim para as empresas estrangeiras”, afirma. “É preciso derrubar algumas amarras. Sem isso, as empresas não virão até que se dê condição para uma verdadeira low-cost poder operar por aqui”, diz.

Aéreas se dizem favoráveis à medida

As duas maiores companhias aéreas brasileiras afirmaram nesta terça-feira ser favoráveis à abertura do capital estrangeiro. A Gol já conta com participação da norte-americana Gol e do grupo europeu Air France-KLM, enquanto a Latam, formada após a união da TAM com a chilena LAN, anunciou recentemente a venda de 10% para a Qatar Airways.

No entanto, quando questionadas sobre o assunto, as duas empresas emitiram apenas breves comunicados.

“A Gol é a favor da eliminação de qualquer restrição ao capital estrangeiro no setor aéreo brasileiro”, disse a Gol.

“A Latam Airlines Brasil é favorável ao capital estrangeiro nas companhias aéreas, pois esse é um setor que exige capital intensivo, e essa medida estimula o crescimento, gerando riqueza para o nosso país”, afirmou a Latam.

A Azul, que tem capital da norte-americana United Airlines e do grupo chinês HNA, não se pronunciou por conta do período de silêncio imposto após a abertura de capital na Bolsa de Valores de São Paulo. A Avianca não se pronunciou sobre o assunto.

Brasil sofre queda de voos

A atual crise econômica enfrentada pelo Brasil afastou diversas companhias aéreas que operavam no país. Grandes empresas como Singapore Airlines, Korean Airlines e Etihad abandonaram suas operações no país. No último ano, o Brasil teve uma redução de 18% na oferta de voos internacionais feitos por companhias aéreas estrangeiras. Mesmo entre as empresas que continuaram a operar no país, muitas reduziram a frequência de seus voos e até cancelaram algumas rotas.

As empresas brasileiras também sofrem com a queda constante do fluxo de passageiros. Fevereiro foi o 19º mês consecutivo de queda da demanda por transporte aéreo dentro do Brasil, segundo dados da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas). Somente em fevereiro a queda foi de 4,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

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Vender mais passagens do que a capacidade do avião é comum. Sabe por quê?
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Empresas usam dados estatísticos para calcular quantidade de passagens à venda (Foto: Wilson Dias)

No último domingo (9), um passageiro foi expulso à força de um voo da United Airlines após a companhia aérea vender mais passagens do que a capacidade do avião. A prática de overbooking, no entanto, é bastante comum em todas as companhias aéreas do mundo. Isso acontece porque, na maioria dos voos, há passageiros que cancelam de última hora ou simplesmente não aparecem para o embarque. Se as empresas vendessem somente o número exato de assentos disponíveis, os aviões quase sempre viajariam com lugares vazios.

Para evitar perdas ou mesmo maximizar os lucros, as companhias aéreas colocam à disposição dos passageiros um número maior de passagens à venda. Essa quantidade a mais é definida pela companhia aérea de acordo com dados estatísticos do número de passageiros que compram a passagem, mas não embarcam naquele determinado voo. Esses dados podem variar de acordo com a origem, o destino, o dia da semana e até o horário do voo.

Em um avião cuja a capacidade total é de 180 passageiros, por exemplo, se a média de desistência for de 10%, isso significa que o voo teria, em média, 18 assentos vazios. No entanto, nem sempre a empresa colocaria um total de 198 passagens à venda.

Fator de risco

Os cálculos feitos pelas companhias aéreas também levam em conta o fator de risco caso todos os passageiros compareçam para o embarque. Quando isso acontece, não há lugares para todos e alguns são impedidos de voar. Além dos transtornos e danos à imagem da companhia, a legislação ainda prevê o pagamento de multas por parte da empresa e compensação para o passageiro, como pagamento de hotel.

No Brasil, de acordo com as novas regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que entraram em vigor no dia 14 de março, a multa para voos nacionais é de 250 DES (Direito Especial de Saque), o equivalente a R$ 1.060,75. Nas viagens internacionais, o valor é de 500 DES (R$ 2.121,50).

A empresa ganha receita quando vende passagens além da capacidade do avião, mas também perde quando todos os passageiros realizam o check-in. Assim, a companhia precisa calcular até onde vai o seu risco. Porém, mais do que uma simples conta matemática, o cálculo é feito também com a probabilidade de o evento acontecer.

Com isso, ela evita que o avião voe com assentos vazios, mas também minimiza o risco de ter de pagar muitas indenizações caso todos os passageiros compareçam para o embarque. Mesmo quando o overbooking acontece, as passagens vendidas a mais nos demais voos ainda garantem o lucro da operação.

Negociação com os passageiros

Além de estipular um valor fixo para as multas em caso de overbooking, as novas regras da Anac também abriram a possibilidade de as companhias aéreas se anteciparem ao problema. Quando a empresa verifica que um determinado voo não terá lugares suficientes para todos os passageiros que fizeram o check-in, ela poderá procurar voluntários que aceitem alterar seu voo.

Nesse caso, o valor da indenização será negociado na hora entre a companhia aérea e o passageiro. Assim, alguém que não tenha compromissos urgentes, mas tinha a garantia do embarque, pode se candidatar para alterar seu voo e receber uma indenização por isso. Pelo lado da companhia, ela tentará oferecer um valor menor do que a multa obrigatória, reduzindo suas perdas.

Caso não tenha voluntários suficientes, a companhia pode determinar seus próprios critérios para decidir quais passageiros não poderão embarcar no voo. Nesse caso, a multa prevista na resolução da Anac deverá ser paga de forma integral e imediatamente.

Além da multa, a companhia aérea terá de oferecer as alternativas de reacomodação em outro voo, reembolso do preço da passagem ou execução do serviço por outra modalidade de transporte, de acordo com a opção do passageiro.

Se o passageiro optar pela reacomodação ou execução do serviço por outra modalidade, tem o direito ainda à assistência material, que prevê acesso a comunicação após uma hora do voo e alimentação após duas horas. Se a viagem só acontecer no dia seguinte, caso esteja fora de seu domicílio, tem direito também ao serviço de hospedagem e traslado de ida e volta ao aeroporto.

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Operado por jato Embraer, voo internacional mais curto do mundo vai acabar
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O voo internacional mais curto do mundo não teve vida longa. A companhia aérea austríaca People’s Viennaline anunciou que vai descontinuar a rota entre St Gallen, na Suíça, e Friedrichshafen, na Alemanha, que era operada por um avião Embraer 170.

A rota de apenas 20 km sobre o lago de Constança teve início em novembro do ano passado. O último voo está previsto para 14 de abril. No site da aérea, as datas posteriores já aparecem como “indisponíveis”. Quem já tiver comprado passagens para depois do dia 14 será reembolsado.

Com o preço de 40 euros o trecho (cerca de R$ 130), o voo mais curto do mundo não atraiu um número de passageiros considerado suficiente pela aérea para cobrir os custos. Em março, 2.300 pessoas fizeram a viagem.

A empresa afirmou em comunicado que o mercado não se desenvolveu como o esperado e que, “apesar dos grandes esforços de vendas e marketing, a taxa de ocupação dos voos melhorou de forma muito lenta.”

O voo internacional mais curto do mundo enfrentou críticas. Ambientalistas consideraram que gerava poluição desnecessariamente. Também houve reclamações sobre o barulho causado pelo voo.

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Cobrança por comida em voos da Latam deve começar ainda neste semestre
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Alimentação distribuída pela Latam em voos internacionais. Foto: Divulgação

A Latam afirmou nesta quarta-feira (22) que deverá começar a cobrar por refeições em voos domésticos até o fim do primeiro semestre deste ano. O anúncio sobre a mudança havia sido feito no final do ano passado, quando a empresa disse que o novo sistema poderia resultar em uma redução de até 20% no preço das passagens até 2020.

Nesta quarta, a CEO da Latam Airlines Brasil, Claudia Sender, falou que a expectativa é de colocar os menus a bordo “até o final do primeiro semestre, começo do segundo semestre”.

A cobrança já foi implantada em outros mercados da Latam, como Colômbia e Peru. O Chile deverá ser o próximo país onde a mudança será feita. Nestes locais, os passageiros agora têm à disposição gratuitamente apenas água. O modelo deverá ser o mesmo no Brasil.

A aérea diz que os preços a serem cobrados pelos produtos no Brasil “ainda estão em desenvolvimento”. Nos países onde o modelo, chamado Mercado Latam, já está funcionando, os preços não são divulgados pela página na internet, somente nos menus distribuídos a bordo.

Segundo Jerome Cadier, vice-presidente de marketing do grupo, o menu tem 50 itens, entre alimentos e bebidas, com algumas adaptações para o público local. No Brasil, por exemplo, os clientes poderão ter a opção de comprar brigadeiro.

Ao fazer a estimativa de redução da tarifa, a Latam menciona a passagem básica, sem os serviços que poderão ser acrescentados pelo passageiro. Esses serviços não se limitam aos lanches a bordo, incluindo ainda itens como reserva de assento, que poderá ser feita mediante o pagamento de uma taxa.

Dentre as mudanças anunciadas no ano passado, algumas já estão em vigor, como a pontuação diferente no programa de fidelidade de acordo com a tarifa escolhida pelo passageiro.

Enquanto a cobrança por alimento a bordo ganha força no Brasil, nos Estados Unidos, grandes companhias aéreas como Delta e American Airlines decidiram voltar a oferecer lanches de graça em alguns voos, como forma de fidelizar clientes.

Nos EUA, as aéreas cobram separadamente por diversos itens, incluindo bagagem despachada, assunto que tem sido muito debatido recentemente no Brasil.

A expectativa da Latam e de outras aéreas é pela liberação da cobrança no Brasil. Depois de a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) permitir que o serviço fosse cobrado, uma liminar da justiça derrubou a autorização. A cobrança deveria ter entrado em vigor na semana passada.

“Há dois anos todos os órgãos e entidades estão sendo convidados para participar desse debate. Nos surpreende que, tão próximo da implantação, essa medida tenha sido suspensa. E só uma parte da medida, as outras continuam, com custos para a companhia aérea”, diz Claudia Sender.

Além da cobrança por bagagem despachada, as novas regras da Anac incluem prazos para reparar danos e indenizar clientes que tiveram a bagagem violada, indenização imediata ao viajante que não conseguir embarcar por overbooking, obrigatoriedade de divulgação do valor final da passagem, com todas as taxas já incluídas, entre outros pontos (veja no álbum abaixo).


Passageiro educado ao telefone pode ganhar assento mais espaçoso em aviões
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Foto: Getty Images

Uma companhia aérea do Reino Unido encontrou uma forma inusitada de fazer uma promoção. Com o objetivo declarado de promover valores como cortesia e respeito, a Monarch Airlines afirma que vai melhorar o voo de seus passageiros mais gentis.

Funciona assim: clientes que forem “especialmente legais” com a equipe de atendentes da empresa poderão ser colocados em um assento mais espaçoso ou ter prioridade no embarque sem ter de pagar por isso.

A aérea cobra 3 libras (cerca de R$ 11) pelo embarque prioritário. A taxa pela poltrona com espaço extra varia de 4,99 libras (R$ 19) a 34,99 libras (R$ 133,50).

Mas tem um detalhe importante: só poderão ser presenteados os clientes que fizerem suas reservas pelo call center, e este serviço custa 7,50 libras (R$ 28), por passageiro, por trecho. Quem faz a compra pela internet não precisa pagar esta taxa.

Segundo a empresa, cada funcionário do serviço de atendimento terá dez ‘mimos’ para distribuir por semana. A Monarch afirma que a escolha de quem receberá o upgrade ficará inteiramente a critério da equipe. O cliente deverá ser informado se recebeu o presente no final da chamada telefônica.

Todas as pessoas incluídas em uma mesma reserva serão contempladas. No caso do assento mais amplo, a premiação dependerá obviamente da disponibilidade nos voos.

“Nós somos frequentemente descritos como a companhia aérea mais legal e sentimos orgulho disso. Nossa equipe de serviços ao cliente já é gentil – agora ela pode recompensar aqueles que também são amáveis com eles”, diz o chefe de operações da aérea, Nils Christy.

Campanha

Para promover o que está chamando de algo como ‘Ano da Gentileza’, a Monarch também encomendou um estudo independente à Goldsmiths University, de Londres, para analisar a relação entre o quanto uma pessoa é gentil e seus níveis de felicidade, sucesso, saúde e bem-estar.

O estudo envolveu 100 pessoas, incluindo funcionários da empresa aérea escolhidos de forma aleatória. Os participantes tiveram de responder perguntas sobre o quão gentis, saudáveis, felizes ou estressados se consideravam.

Alguns participantes também foram submetidos a testes nos quais tiveram de desempenhar uma atividade em meio a situações de estresse. Os resultados indicaram que os funcionários da aérea tiveram um desempenho melhor em quesitos como empatia e altruísmo, e demonstraram alto grau de tolerância ao estresse.

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Voo cancelado por neve? Veja como se informar e garantir seus direitos
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Neve cancelou voos no nordeste dos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

A nevasca que atingiu o nordeste dos Estados Unidos no início da semana gerou transtornos para os brasileiros com voos marcados para Nova York e outras cidades da região. Estima-se que tenham sido cancelados cerca de 9.000 voos por conta das más condições climáticas.

No Brasil, foram afetados os voos com destino a Nova York partindo de São Paulo e Rio de Janeiro. A maior parte dos cancelamentos ocorreu na segunda-feira (13) nos voos saindo do Brasil com destino a Nova York. No sentido contrário, os cancelamentos ocorreram na terça-feira (14).

Segundo as quatro companhias aéreas que operam voos nessa rota, as condições climáticas em Nova York já estão melhores e todos os voos desta quarta-feira, de ambos os sentidos, estão programados para saírem no horário.

No entanto, as empresas orientam os passageiros a confirmar as informações com a companhia aéreas antes de se dirigir ao aeroporto.

Voos de conexão

Os passageiros também enfrentam problemas nos voos internos nos Estados Unidos. Os voos do Brasil para Miami, por exemplo, não foram afetados. No entanto, se em Miami o passageiro for embarcar em um outro voo para alguma cidade no nordeste do país, pode ser que enfrente problemas com o cancelamento dos voos domésticos.

As companhias aéreas divulgaram uma lista de cidade que enfrentam problemas por conta da nevasca desta semana. Caso alguma delas seja o seu destino final, o passageiro poderá remarcar o bilhete gratuitamente ou solicitar o reembolso.

Para evitar transtornos, as companhias orientam o passageiros a verificar com as condições de todos os aeroportos pelos quais ele passará durante a viagem.

Remarcação grátis

Os passageiros afetados com os cancelamentos de voo podem solicitar a remarcação grátis da viagem ou até mesmo pedir o reembolso dos valores pagos. Cada companhia aérea, no entanto, adota regras próprias. Elas valem mesmo se o problema ocorreu em um voo de conexão, já nos Estados Unidos.

Latam

A Latam afirmou que “está entrando em contato com os passageiros afetados e monitorando constantemente as condições meteorológicas”.

A empresa cancelou o voo 8080 de São Paulo a Nova York na segunda-feira e o voo 8081 de Nova York a São Paulo na terça-feira.

A companhia solicita aos passageiros com viagens desde ou para a cidade de Nova York que verifiquem a situação de seus voos por meio do serviço Status de Voos, disponível no site, onde encontrarão informações atualizadas.

— Os passageiros afetados pelos cancelamentos poderão escolher entre uma das seguintes opções de viagem, sem a incidência de multas.

— Adiar a viagem em até 15 dias, com base na data do voo original

— Optar por outro destino sem multa, porém pagando a diferença de tarifas correspondente.

— Solicitar a devolução sem multa, independentemente das normas referentes à tarifa.

United Airlines

A companhia United Airlines teve dois voos cancelados. O voo 148 de São Paulo a Nova York na segunda-feira e o voo 149 de Nova York a São Paulo na terça-feira.

Mesmo passageiros com voos em outras datas poderão solicitar alteração da reserva sem custo para novos voos que decolem até 17 de março, desde que sejam remarcados para a mesma classe de tarifa e entre as mesmas cidades da passagem original.​​

A mudança só é permitida para passageiros com voos previstos entre os dias 12 e 15 de março para Chicago e voos previstos entre os dias 14 e 15 de março para Nova York, Boston, Cleveland e outras cidade (veja a lista completa aqui).

A previsão para os próximos voos pode ser consultada aqui.

American Airlines

A American Airlines foi a companhia com mais voos cancelados. No total, foram três:

— 950 de São Paulo a Nova York na segunda-feira

— 974 do Rio de Janeiro a Nova York  na segunda-feira

— 951 de Nova York a São Paulo na terça-feira

Os passageiros afetados poderão remarcar as passagens sem custo nas seguintes condições:

— Se tiver comprado seu bilhete até 10 de março de 2017 (12 de março no caso de voos para Chicago)

— Se tiver uma viagem programada entre 14 e 15 de março de 2017 (de 12 a 15 de março no caso de voos para Chicago)

— Se puder viajar entre 12 e 17 de março de 2017

— Não alterar a cidade de origem ou destino

— Fizer a reserva novamente na mesma classe ou pagar a diferença

— A lista completa de cidades afetadas pode ser acessada aqui

— A previsão para os próximos voos pode ser consultada aqui, na aba Status de voo.

Delta

A companhia aérea Delta foi a única que não cancelou voos com saída ou chegada ao Brasil  por conta da nevasca em Nova York. O maior transtorno aconteceu no voo 472 de segunda-feira entre São Paulo e Nova York. O voo decolou com quase 9 horas de atraso. No sentido contrário, não houve problemas.

O mais provável é que no horário de decolagem dos voos da Delta, a tempestade ainda não havia chegado a Nova York.

A previsão para os próximos voos pode ser consultada aqui.

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No 1º dia, aéreas e agências descumprem regra sobre valor total da passagem
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Todos a Bordo

Valor da passagem tem de ser divulgado com todas as taxas incluídas (Foto: Apu Gomes/Folhapress)

Por Vinícius Casagrande

Companhias aéreas e agências de viagem estão descumprindo a nova regra da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que determina que seja informado o valor total da passagem, incluindo todas as taxas, no momento da pesquisa de preços. A nova norma entrou em vigor nesta terça-feira (14).

A Anac confirmou que o procedimento não está de acordo com a nova resolução de transporte aéreo. “As companhias aéreas serão notificadas para que adequem o site conforme solicitado pela norma, além de prestarem esclarecimentos à agência pelo ocorrido. Somente após esse procedimento é que a Anac definirá se caberá multa a alguma companhia pela questão”, afirmou a agência em nota.

O artigo quarto da resolução da Anac determina que “a oferta de serviços de transporte aéreo de passageiros, em quaisquer canais de comercialização, conjugado ou não com serviços de turismo, deverá apresentar o valor total da passagem aérea a ser pago pelo consumidor”.

Latam informa preço da passagem sem a taxa de embarque (Imagem: reprodução)

O Todos a Bordo realizou pesquisas de preços nesta terça-feira (14) e verificou que somente a Gol está seguindo corretamente a nova norma. Nos sites da Latam e da Avianca, os preços informados ao lado dos voos não incluem a taxa de embarque. Somente após o usuário clicar na tarifa escolhida é que surge um quadro ao lado com o valor total da passagem.

Em nota, a Latam afirmou que “está cumprindo com as regras da Anac e com o Código de Defesa do Consumidor uma vez que, ao selecionar o voo desejado, o cliente visualiza o preço da passagem com todas as taxas discriminadas na mesma página, automaticamente”.

A Avianca foi procurada, mas até a publicação desta reportagem ainda não havia se manifestado.

Avianca só informa o valor total após o passageiro escolher o voo (Imagem: reprodução)

 No caso da Azul, a taxas estão ainda mais escondidas dos passageiros. Após a escolha da origem, destino e data da viagem, o site apresenta a lista de voos com os valores sem incluir a taxa de embarque. O valor final só surge após várias etapas, como a escolha da compra ou não do seguro de viagem, reserva do assento e preenchimento dos dados do passageiro.

A Azul afirmou que “protocolou hoje um pedido à Anac requerendo prazo suplementar de 30 dias para adequação de todos os seus sistemas”. A empresa disse que a liminar da Justiça Federal de São Paulo, que suspendeu a cobrança de bagagem, impediu a implementação completa do sistema.

Azul só informa taxa de embarque após várias etapas da reserva (Imagem: reprodução)

Agências de viagem

A regra da Anac também vale para as agências de viagens. As principais empresas do setor no país também estão descumprindo a regra nesta terça-feira. Em pesquisa nos sites Submarino Viagens e CVC, o passageiro só é informado do valor final da passagem, com todas as taxas, após selecionar o voo e clicar em comprar.

O valor total deveria aparecer imediatamente após a pesquisa da origem, destino e data da viagem. A Submarino Viagens e a CVC foram procuradas pela reportagem, mas não se manifestaram.

Submarino Viagens apresenta o valor total somente na última etapa da compra da passagem (imagens: reprodução)

Por outro lado, o sistema de busca de preços de passagens do Google, chamado Google Flights, já se enquadrou na nova determinação da Anac. Após a realização da pesquisa, o site apresenta o valor total a ser pago. O sistema não é nem mesmo uma agência de viagem. Ele simplesmente faz a pesquisa e redireciona o usuário para o site da companhia aérea.

Durante a manhã, a Decolar estava descumprindo a regra, mas corrigiu o problema no período da tarde e já informa o valor total da passagem.

Melhor comparação dos preços

Quando anunciou as novas regras do transporte aéreo no Brasil, a Anac afirmou que essa era uma medida para que os passageiros pudessem comparar melhor os preços das diversas empresas.

“Muitas vezes isso não fica claro e é importante para que o passageiro tenha uma base de comparação e possa decidir sem o fator surpresa no preço final”, afirmou, na ocasião, Ricardo Catanant, superintendente de acompanhamento de serviços aéreos da Anac.

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