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Aéreas cobram mais de R$ 100 só para marcar assento comum em voos longos
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Aéreas cobram reserva antecipada até para o assento do meio (Foto: Getty Images)

Por Vinícius Casagrande

Antes os passageiros de avião em voos internacionais tinham de pagar para sentar em poltronas com mais espaço, mesmo na classe econômica. Há algum tempo, a cobrança também vem acontecendo para marcar assento comum.

A maioria das companhias aéreas que faz voos de longa duração a partir do Brasil cobra para o passageiro reservar, com antecedência, um assento específico no avião. Essa cobrança é feita, normalmente, em passagens mais baratas ou promocionais da classe econômica.

Os valores variam em cada companhia aérea e podem passar de R$ 100. E não é necessário querer algum conforto a mais. O simples fato de escolher com antecedência o seu lugar no avião, mesmo que seja na poltrona do meio, já pode ter um custo extra.

Os passageiros que não quiserem desembolsar um valor além daquele já pago pelo bilhete só conseguem escolher o lugar no qual viajarão no momento do check-in  (normalmente 24h antes do voo pela internet ou no aeroporto, na hora do embarque). O problema é que muitos dos assentos podem já estar reservados e membros de uma mesma família podem ter de viajar separados.

Valores mudam conforme localização

Em algumas companhias aéreas, os valores mudam de acordo com a localização do assento dentro do avião. Na British Airways, por exemplo, há pelo menos cinco preços diferentes para os assentos, que variam de US$ 18 (R$ 56,43) a US$ 48 (R$ 150,48). O que muda é se eles estão localizados na frente ou atrás do avião, nas fileiras da janela, no corredor ou no meio da aeronave. Há, ainda, outros valores para poltronas nas fileiras de apenas dois assentos (US$ 49 ou R$ 153,61) ou nas saídas de emergência (US$ 56 ou R$ 175,56).

Entre as companhias europeias que voam para o Brasil, todas cobram pela reserva antecipada do assento nas classes tarifárias mais baratas. Em algumas, as passagens mais caras já incluem a reserva de assento.

Nas duas companhias aéreas brasileiras que voam para a Europa – Latam e Azul –, é possível reservar um assento com antecedência sem nenhum custo extra. As empresas cobram somente pelo assento conforto, com mais espaço para as pernas.

Assento com mais espaço para as pernas pode chegar a R$ 455 (foto: Divulgação)

Para ter mais conforto, o valor é mais alto

Os passageiros que procuram um pouco mais de conforto a bordo, mesmo viajando em classe econômica, têm de pagar ainda mais para reservar o assento. Poltronas localizadas na primeira fileira da classe econômica ou nas saídas de emergência podem ter um custo extra. Esses são os lugares com mais espaço para o passageiro esticar as pernas.

Na Emirates, por exemplo, o valor para reservar esses assentos pode variar de R$ 180 a R$ 455, dependendo da temporada, rota e destino. O passageiro só descobre o valor exato após emitir e pagar o bilhete aéreo.

Na Lufthansa e na Swiss, a reserva de assentos da primeira fila da classe econômica ou nas saídas de emergência custa R$ 359. Na KLM, o privilégio de poder esticar mais as pernas custa R$ 259, enquanto a TAP cobra R$ 222.

O grupo Air France-KLM afirmou que quando o check-in online é aberto, 30 horas antes do voo, todos os passageiros podem reservar assentos gratuitamente. Os clientes do programa de fidelidade Flying Blue nas categorias Silver, Gold e Platinum, além de seus acompanhantes, não pagam pela reserva de assentos, desde que estejam todos na mesma reserva. O valor da reserva de assento na Air France e na KLM é fixo e não há variação para época do ano.

A British Airways afirmou que oferece reserva grátis de assento 24 horas antes do voo e o serviço pago para os passageiros que quiserem escolher seu lugar antes desse prazo. “A cobrança foi introduzida há alguns anos, após a companhia consultar os clientes e concluir que a medida seria bem aceita”, afirmou a empresa em nota.

A espanhola Iberia confirmou que a reserva de assentos não está incluída nas passagens mais baratas. “Nesses casos, a Iberia determina ao cliente um assento automaticamente no dia anterior à saída do voo. Se o cliente quiser trocar seu lugar, terá um custo para isso”, disse a empresa em nota.

Questionadas, a British e a Iberia não informaram se os valores mudam conforme a época do ano. As demais companhias foram procuradas pelo Todos a Bordo, mas não responderam até a publicação desta reportagem.

Nos voos para os Estados Unidos, não há cobrança

Nas três companhias norte-americanas que voam para o Brasil – American Airlines, United e Delta –, não há a cobrança obrigatória para reserva antecipada de assentos no voo. As únicas taxas são para quem prefere voar na área da frente da classe econômica ou nos assentos com mais espaço.

As empresas brasileiras com voos para os Estados Unidos – Latam, Azul e Avianca – também não cobram taxas para reserva de assentos antecipadamente.

Confira os valores cobrados pelas principais companhias aéreas para a reserva de assento na classe econômica. A pesquisa foi feita no site das companhias aéreas, para passagens reservadas para março do ano que vem. Na maioria das companhias aéreas, em outras datas pesquisadas, os valores permaneceram os mesmos, independentemente da época do ano ou da antecedência na marcação de assento.

Lufthansa

Assento padrão – R$ 109

Primeira fileira ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 359

TAP

Assento padrão – R$ 92,48

Assento na primeira fileira da classe econômica (espaço extra para as pernas) – R$ 129,47

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 221,96

Swiss

Assento padrão – R$ 91

Assento na parte da frente da classe econômica – R$ 173

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 359

KLM

Assento padrão – R$ 73,98

Assento na parte da frente da classe econômica – R$ 110,98

Assento com espaço extra para pernas – R$ 258,95

Air France

Assento padrão – R$ 71,63

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 99,66

Assento em fileira de duas poltronas – R$ 99,66

British Airways

Assentos padrão – de US$ 18 (R$ 56,43) a US$ 48 (R$ 150,48)

Assento em fileira com apenas duas poltronas – US$ 49 (R$ 153,61)

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – US$ 56 (R$ 175,56)

Iberia

De US$ 17 (R$ 53,30) a US$ 33 (R$ 103,45) na baixa temporada

De US$ 22 (R$ 69) a US$ 37 (R$ 116) na alta temporada

Assentos nas saídas de emergência (espaço extra para as pernas) – de US$ 45 (R$ 141) a US$ 92 (R$ 287)

Air Europa

Assento padrão – R$ 53

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 132

Emirates

Assento padrão – entre R$ 45 e R$ 105

Assento na parte da frente – entre R$ 90 e R$ 265

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – entre R$ 180 e R$ 445

United Airlines

Assento padrão – não há cobrança

Delta Airlines

Assento padrão – não há cobrança

American Airlines

Assento padrão – não há cobrança

Latam

Assento padrão – não há cobrança

Azul

Assento padrão – não há cobrança

Avianca

Assento padrão – não há cobrança

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Cobrança de mala em voos à Europa começa hoje, com TAP; taxa chega a R$ 300
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Cobrança será feita na tarifa Discount para quem comprou a partir de 1º de agosto (foto: Divulgação)

A portuguesa TAP é a primeira companhia aérea com operações no Brasil a cobrar pelo transporte de bagagem em voos para a Europa. A nova taxa será cobrada dos passageiros que compraram passagens da TAP a partir de 1º de agosto na classe tarifária mais barata da companhia, chamada de Discount, para voar a partir desta sexta-feira (1º de setembro).

Quem comprou passagens até 31 de julho, independentemente da data da viagem e do tipo de tarifa, continua com o direito de transportar gratuitamente duas malas de até 32 kg cada uma.

Para transportar uma mala de até 23 kg, o valor cobrado pela companhia aérea é de 45 euros (R$ 170) caso o pagamento seja feito com antecedência. Se o passageiro deixar para adquirir o serviço no momento do check-in, a taxa sobe para 80 euros (R$ 299).

O peso máximo das malas que podem ser despachadas também foi reduzido de 32 kg para 23 kg (em caso de excesso de peso, há multa). A classe econômica da TAP passa a ter quatro tipos de tarifa. Em relação ao transporte de bagagem, elas se diferenciam da seguinte maneira:

Tarifa Discount: sem direito a bagagem despachada

Tarifa Basic: uma mala de até 23 kg

Tarifa Classic: duas malas de até 23 kg

Tarifa Plus: três malas de até 23 kg

Para a bagagem de mão, o limite é o mesmo para todos os passageiros. A TAP permite o transporte, sem cobrança extra, de uma mala de até 8 kg mais um item pessoal de até 2 kg.

Além do limite para o transporte de bagagem, as tarifas também se diferenciam por outros serviços que estão inclusos no valor da passagem, como quantidade de milhas recebidas no programa de fidelidade da companhia, reserva antecipada de assento no avião e embarque prioritário.

Outras companhias também já reduziram limite em voos internacionais

As três companhias aéreas brasileiras que fazem voos para Europa ou Estados Unidos – Latam, Azul e Avianca – e algumas empresas estrangeiras, como a United Airlines, também já reduziram o limite de bagagem para as viagens internacionais. Nessas empresas, o novo limite é de duas malas de até 23 kg, mas não há cobrança pelo transporte das malas.

Antes de a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) acabar com a obrigatoriedade do transporte de bagagem despachada, os passageiros tinham o direito de levar duas malas de até 32 kg cada uma. Com a mudança da lei, cada companhia aérea pode definir livremente suas próprias regras para o transporte de bagagem nos voos.

Nos voos para a América do Sul, o limite adotado pelas companhias aéreas é de apenas uma mala de até 23 kg. Na Latam, Azul e Avianca, não há cobrança pelo despacho da bagagem. Na Gol, é cobrada uma taxa de US$ 10 (R$ 31,50) para compra antecipada ou US$ 20 (R$ 63) para pagamento no momento do check-in

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Um bom planejamento pode fazer muita diferença durante a viagem (Imagem: Joel Silva/Folhapress)

Assentos apertados, falta de entretenimento a bordo, refeição ruim e até excesso de barulho. Todos os itens podem transformar uma viagem de avião em uma aventura bastante desconfortável. Um bom planejamento, no entanto, pode aliviar bastante boa parte desses sacrifícios a bordo.

O passo a passo para ter uma viagem mais confortável começa já na hora da compra da passagem, analisando o que a companhia aérea oferece, qual é a configuração dos assentos dentro da aeronave, os aeroportos de saída e chegada, o horário do voo e até mesmo os benefícios que seu cartão de crédito oferece. À primeira vista, tudo isso parece meros detalhes, mas fazem uma boa diferença no final da viagem.

Plaza Premium Lounge, sala VIP do aeroporto de Heathrow (foto: Divulgação)

Aproveite o conforto das salas VIPs

Você não precisa viajar na primeira classe ou na classe executiva para ter acesso às salas VIP dos aeroportos. Especialmente em esperas longas, esse espaço reservado pode fazer uma grande diferença. Lá dentro, o passageiro pode comer e beber à vontade e ainda descansar em poltronas bastante confortáveis, com o wi-fi liberado. Há salas VIP para voos nacionais e internacionais.

Passageiros frequentes recebem upgrades de categoria nos programas de fidelidade das companhias aéreas que dão direito a esse benefício. Mesmo quem viaja pouco também pode usufruir das salas VIP. Diversos cartões de crédito oferecem essa vantagem aos passageiros. Em muitos casos, no entanto, é necessário que o cartão tenha sido utilizado para a compra da passagem.

Caso você não tenha nenhum desses benefícios, ainda é possível pagar para ter acesso às salas VIP. As taxas variam de acordo com o aeroporto – em Guarulhos, o valor é de US$ 70 (R$ 222). Outra opção é se filiar a programas como o Priority Pass. No plano mais simples, o passageiro paga uma taxa anual de US$ 99 (R$ 314) e mais US$ 27 (R$ 85) por cada visita.

Escolha correta do assento no avião aumenta o conforto (foto: Divulgação)

Como escolher o melhor assento no avião

Durante a viagem, você vai passar algumas horas sentado. Então, é fundamental escolher o assento com antecedência para não ter de ficar ainda mais espremido durante o voo. Os lugares na parte dianteira do avião, por exemplo, costumam ser os primeiros na escolha das reservas. Os passageiros que viajam nessa área têm um embarque mais simples, já que entram no avião e podem se sentar rapidamente, e são os primeiros a sair do avião.

Se conseguir um assento na primeira fileira, melhor ainda. Esse é o local que o passageiro terá mais espaço para esticar as pernas e não terá uma poltrona reclinando na sua direção durante a viagem. Para garantir uma evacuação mais rápida em caso de algum incidente, as poltronas localizadas nas saídas de emergência também têm um espaço maior.

Esse conforto, no entanto, pode ter um custo a mais. As companhias aéreas sabem da preferência dos passageiros por esses assentos, e muitas delas passaram a cobrar uma taxa adicional para reservar um assento nessas fileiras.

A configuração interna do avião também pode fazer diferença. Nos voos nacionais, os aviões contam com a configuração 3-3 (janela, meio e corredor) ou 2-2 (janela e corredor). Nos voos internacionais, o mais comum é encontrar a classe econômica dividida da seguinte maneira: 2-4-2, 3-3-3 ou 3-4-3. As diferenças ocorrem por opção das companhias aéreas ou pelo modelo do avião.

As fileiras com apenas dois assentos costumam ser melhores, enquanto o assento do meio é o mais desconfortável. Escolher entre janela e corredor, no entanto, depende das prioridades de cada pessoa. Para quem gosta de admirar a vista e não quer ser incomodado durante a viagem, o melhor é escolher um assento na janela. Já para o passageiro que pretende esticar mais as pernas e gosta de levantar durante o voo, o assento no corredor é a melhor opção.

Para evitar surpresas, o ideal é que o assento seja reservado já no momento da compra da passagem.

Tablets podem substituir telas instaladas nos assentos dos aviões (foto: Getty Images)

Leve seu próprio entretenimento de bordo

Se o passageiro não tiver nada para fazer a bordo, a sensação é de que as horas demoram bem mais para passar. Mesmo que a companhia ofereça telas individuais de entretenimento de bordo, é sempre melhor levar o seu próprio material de distração pessoal.

Além do risco de não encontrar um filme de que você goste, em companhias aéreas estrangeiras há sempre a chance de ele não ter dublagem ou legendas em português. Por isso, é melhor garantir e deixar algo gravado no seu smartphone, tablet ou notebook, de preferência com a bateria carregada. E não pode faltar o seu próprio fone de ouvido.

Livros e revistas também são essenciais. Nesse caso, se você esqueceu de colocar na mala de mão, basta comprar um no próprio aeroporto.

Leve cremes, produtos de higiene pessoal e medicamentos (foto: Divulgação)

Prepare seu próprio kit com itens pessoais

Os passageiros da primeira classe e da classe executiva recebem kits com meias, cremes faciais e para as mãos, hidratante labial, escova e pasta de dente, entre outros itens. Mesmo viajando na classe econômica, você também pode ter os mesmos mimos. A diferença é que ele deve ser preparado em casa e guardado na mala de mão. Mas vale lembrar que cada item não pode exceder 100 ml, caso contrário serão retidos no raio-x.

Não ache que isso é algo supérfluo. Esses kits podem fazer uma enorme diferença para o conforto durante a viagem. Durante o voo, o ar interno do avião fica bem mais seco. Depois de algumas horas, a pele já começa a sentir os efeitos da baixa umidade.

Para quem sofre de rinite ou sinusite, os efeitos são ainda mais sensíveis com a irritação do nariz. Nesse caso, vale incluir também um descongestionante nasal de cloreto de sódio ou soro fisiológico. Qualquer outro medicamento que o passageiro use com regularidade também deve ser incluído no seu kit pessoal.

Para ter um sono melhor, vale levar também um tapa-olhos para evitar a claridade e um protetor de ouvido para ficar livre do barulho de outros passageiros.

Outro item que não pode faltar são balas e chicletes para serem usados durante a decolagem e o pouso. Com a mudança de pressão, é normal o passageiro sentir dores no ouvido. Chupar balar ou mastigar chiclete ajuda a aliviar o incômodo.

Horário do voo também influencia no conforto (Foto: Apu Gomes/Folhapress)

O melhor horário do voo

Em viagens longas, o horário do voo também pode fazer uma grande diferença. É muito mais fácil, por exemplo, dormir em um voo que decolou no final do dia do que em um voo que partiu no meio da tarde.

No primeiro caso, é bem provável que você nem veja a viagem passar. Por outro lado, caso tenha decolado à tarde, a chance é maior de você ter sono somente quando já estiver chegando ao seu destino final.

Independentemente do horário do voo, no entanto, algumas pessoas simplesmente não conseguem dormir no avião. Nesse caso, a melhor opção é escolher um voo diurno para não perder uma noite de sono.

Outro ponto importante é avaliar a distância da cidade até o aeroporto. Dependendo do horário de saída ou chegada, essa questão é ainda mais relevante para não ter que enfrentar o horário mais pesado do trânsito e deixar a viagem ainda mais longa e cansativa.

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Você sabe como é feito o batismo de um avião? Até os bombeiros são chamados
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Airbus A320 é batizado após voo da Avianca  (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Não se assuste quando presenciar dois caminhões do Corpo de Bombeiros jogando água em um avião. Pode ser apenas o batismo da aeronave, uma tradição mundial na aviação para celebrar algum fato marcante relacionado a um determinado voo. Normalmente, o ritual acontece quando uma companhia aérea estreia uma nova rota ou passa a voar com um novo modelo de avião.

No entanto, há outras situações em que também ocorre o batismo, como, por exemplo, quando um comandante realiza seu último voo antes da aposentadoria, a companhia aérea encerra suas operações naquela rota ou mesmo em outras ocasiões especiais.

O batismo acontece na própria pista de taxiamento do aeroporto. Quando o avião se aproxima, dois caminhões do Corpo de Bombeiros lançam jatos de água para o alto, formando um grande arco de água. Ao passar por esse arco, o avião está oficialmente batizado naquele aeroporto. Todo o procedimento é feito pela própria equipe do aeroporto.

Muitos passageiros poderiam até se assustar com a cena. Mas não é isso o que acontece. Para tranquilizá-los, é comum o comandante do voo explicar exatamente o motivo da presença do Corpo de Bombeiros.

Foi o que aconteceu na sexta-feira (23), quando o Airbus A330-200 da Avianca taxiava na pista do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, momentos antes de decolar para o primeiro voo com destino a Miami, nos Estados Unidos.

Pelo sistema de som do avião, o comandante avisou que a aeronave levaria um banho em homenagem ao primeiro voo da companhia com destino aos Estados Unidos. Ao chegar ao aeroporto de Miami, o Airbus A330-200 da Avianca seria novamente batizado para marcar seu primeiro pouso no aeroporto norte-americano.

Origem da tradição na aviação é incerta

O batismo é uma tradição herdada, provavelmente, da Marinha, que no mundo inteiro costuma saudar a chegada e partida dos navios com jatos de água. Como essa prática foi transferida para a aviação é algo incerto.

Acredita-se, no entanto, que a tradição tenha começado nos Estados Unidos na década de 1990, mais precisamente no aeroporto de Salt Lake City. As primeiras homenagens foram feitas para saudar os pilotos que estavam se aposentando. Rapidamente, a prática ganhou popularidade no mundo inteiro, até se tornar uma tradição em todos os aeroportos.

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Número de milhas para voar na Avianca vai variar conforme preço em real
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Quantidade de pontos vai flutuar de acordo com o preço da passagem (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Em Miami (EUA)

A Avianca deve concluir até o final de julho uma grande mudança no seu programa de fidelidade, o Amigo. O presidente da companhia, Frederico Pedreira, afirmou que a intenção é que 100% dos assentos estejam disponíveis para venda com a troca de pontos. Atualmente, são apenas entre 20% e 25% dos lugares do avião.

Outra mudança é em relação à política de preço praticada nessa modalidade. Hoje, as rotas têm pontuação fixa e a proposta é que os valores variem de acordo com o preço em real das passagens. “Se baixar o valor em reais, os pontos automaticamente vão descer para ficarem mais atrativos e deixar o sistema mais fácil”, afirma Pedreira. “Vamos dar mais opções aos nossos clientes para usarem as milhas deles de uma forma mais eficiente”, avalia.

A Avianca tem testado o novo sistema desde o início de maio em dez rotas da companhia. “Até o final do próximo mês, deve estar em toda a nossa malha, incluindo o internacional”, afirma.

Segundo o presidente da companhia, para o voo entre São Paulo e Miami, nos Estados Unidos, que iniciou as operações na última sexta-feira (23), entre 8% e 10% das passagens já são emitidas com pontos do programa Amigo. O índice é bem acima do 3% nos voos nacionais da companhia.

Melhorar o programa Amigo tem sido um dos objetivos atuais da Avianca. Em recente pesquisa feita pela própria companhia com seus passageiros, esse foi o item que recebeu a pior avaliação.

A Avianca também tem priorizado as melhorias do programa após o ingresso da companhia na rede Star Alliance. Os passageiros que acumulam pontos no programa Amigo podem utilizá-lo para compra de passagem nas 25 empresas que fazem parte da aliança.

Cobrança de bagagem ainda não foi definida

Em meio à polêmica liberação para a cobrança de bagagem despachada – medida já implementada pelas concorrentes Azul, Gol e Latam –, o presidente da Avianca afirma que ainda estão sendo feitos estudos internos para definir quais procedimentos serão adotados.

Pedreira adiantou que a medida deve entrar em vigor na companhia no final do ano. “Queremos criar uma nova classe tarifária que não inclui o despacho de bagagem, com preços realmente atraentes para conquistar novos clientes, mas ainda estamos estudando como fazer isso”, diz.

Avianca fez primeiro voo para Miami na última sexta-feira (23) (Foto: Divulgação)

Expansão internacional

Depois de realizar seu primeiro voo internacional de longo curso, entre São Paulo e Miami, a Avianca se prepara agora para expandir suas atividades para outros destinos internacionais.

A empresa deve iniciar nesta quarta-feira (28) as vendas de passagens para os dois voos diários que terá, a partir de 7 de agosto, entre São Paulo e Santiago, no Chile. O voo da manhã será operado com os novos Airbus A330-200, os mesmos utilizados nos voos para Miami, enquanto o voo da noite será operado com os Airbus A320 que a companhia utiliza nos voos domésticos.

Até o final do ano, a empresa deve inaugurar mais uma rota internacional. O novo destino ainda não foi escolhido e deve ser anunciado até agosto. Segundo o presidente da Aviancal, o que já foi definido é que novo voo terá como destino um país do continente americano. Buenos Aires, na Argentina, é um desejo da companhia, mas um acordo bilateral entre os dois países não permite a criação de novos voos.

Atualmente, a Avianca já opera um voo semanal entre Fortaleza (CE) e Bogotá, na Colômbia, e ainda neste ano deve ter outro voo semanal entre Salvador (BA) e Bogotá.

A expansão internacional da Avianca começou com a chegada dos novos aviões Airbus A330-200. A aeronave conta com duas classes na cabine de passageiros. São 32 assentos na classe executiva e mais 206 na econômica.

Miami recebe 71 voos semanais do Brasil

A estreia da Avianca nos voos de longo curso ocorreu no destino que tem mais voos a partir do Brasil. São 71 ligações semanais saindo de diversas cidades brasileiras para Miami. Apesar da forte concorrência, o presidente da companhia acredita no crescimento do mercado e no suporte da Avianca Colômbia, que opera voos para a cidade norte-americana desde os anos 1940.

“Miami é o maior mercado ponto a ponto. A maioria dos passageiros faz o voo de São Paulo a Miami, sem conexão. Seja do ponto de vista operacional ou comercial, a marca Avianca é muito forte aqui em Miami. Isso vai ajudar nossa presença aqui”, afirma Pedreira.

Crescimento no mercado doméstico

A Avianca também tem expandido suas operações no mercado brasileiro. Além dos três novos Airbus A330-200 (um ainda está para chegar), a empresa já recebeu neste ano seis novos aviões Airbus A320.

Com isso, a empresa abriu duas novas bases de operação no país, em Foz do Iguaçu (PR) e Navegantes (SC). Na última semana, a Avianca também iniciou as vendas para os quatro voos diários entre São Paulo e Belo Horizonte (MG). As operações devem começar no dia 21 de agosto.

Apesar da expansão, o presidente da Avianca afirma que a empresa não tem “a menor intenção de se tornar a maior companhia aérea brasileira”. Pedreira afirma que a meta é manter entre 15% e 17% do mercado nacional. “O importante é ter rotas rentáveis e poder oferecer o melhor produto para os passageiros”, afirma.

Segundo dados apresentados pelo presidente da companhia, enquanto outras empresas tiveram retração, a Avianca teve crescimento de 14% no número de passageiros transportados no último ano.

O jornalista viajou a Miami a convite da Avianca

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O que faz o maior avião de passageiros do mundo, com 575 toneladas, voar?
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Airbus A380 tem peso máximo de decolagem de 575 toneladas (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Um Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo, pode decolar com um peso máximo total de 575 toneladas e transportar mais de 500 passageiros. Por outro lado, um Cessna 152 decola com, no máximo, 757 kg e leva somente duas pessoas. Apesar da diferença de tamanho, os princípios aerodinâmicos que fazem os dois aviões voarem são exatamente os mesmos.

Para se manter em voo, um avião precisa equilibrar quatro forças que atuam sobre ele:

— Sustentação

— Peso

— Tração

— Arrasto

Asas sustentam

Para decolar, o avião precisa ter a força de sustentação maior do que o seu peso atual, enquanto a tração também tem de ser maior que o arrasto.

A sustentação do avião é obtida graças ao perfil aerodinâmico da asa. A parte de cima tem uma curvatura mais acentuada, enquanto a parte de baixo é praticamente reta. Isso faz com que o ar que passa por cima da asa tenha uma velocidade maior do aquele que passa por baixo.

O aumento da velocidade na parte de cima da asa faz com que a pressão seja mais baixa do que na parte inferior da asa. Essa diferença de pressão produz uma força que empurra a asa para cima, gerando a sustentação necessária para o avião decolar e se manter em voo.

Essa força, no entanto, só é gerada quando o deslocamento do avião atinge uma determinada velocidade e também é influenciada pela densidade do ar e pelo tamanho da asa. Em um Airbus A380, as asas medem 79,8 metros e o avião precisa passar dos 250 km/h para sair do chão, enquanto as asas de um Cessna 152 têm 10 metros e o avião precisa de apenas 110 km/h para decolar.

Após a decolagem, os aviões continuam com potência máxima nos motores para ganhar altura o mais rápido possível. Somente após atingir um nível de segurança, os pilotos diminuem um pouco a velocidade de subida, e o avião passa a ganhar altura mais lentamente até a altitude de cruzeiro do voo.

Mais velocidade no alto

Com o avião nivelado, a potência do motor é reduzida. No entanto, a velocidade do voo fica maior já que o avião não está mais exercendo uma força de subida. Nesse momento, a sustentação e o peso do avião devem ser equivalentes. Assim, a força da sustentação é exatamente aquela necessária para manter o avião em uma mesma altitude. O mesmo acontece com a tração (força gerada pelos motores) e o arrasto (resistência ao avanço). Quando essas duas forças são equivalentes, o avião mantém uma velocidade constante.

Ao se aproximar do destino, o avião inicia a descida para o pouso. Para isso, basta o piloto reduzir a potência do motor. Dessa forma, a sustentação do avião também será diminuída e ele começará a descer. Ainda assim, o piloto consegue controlar a velocidade do avião e é isso o que determina se a descida é feita de forma mais rápida ou mais devagar.

No momento do pouso, o piloto reduz toda a potência do motor e controla a velocidade com o ângulo do nariz do avião. Isso faz com que o avião desça da forma mais suave possível até tocar a pista de pouso.

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Operado por jato Embraer, voo internacional mais curto do mundo vai acabar
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O voo internacional mais curto do mundo não teve vida longa. A companhia aérea austríaca People’s Viennaline anunciou que vai descontinuar a rota entre St Gallen, na Suíça, e Friedrichshafen, na Alemanha, que era operada por um avião Embraer 170.

A rota de apenas 20 km sobre o lago de Constança teve início em novembro do ano passado. O último voo está previsto para 14 de abril. No site da aérea, as datas posteriores já aparecem como “indisponíveis”. Quem já tiver comprado passagens para depois do dia 14 será reembolsado.

Com o preço de 40 euros o trecho (cerca de R$ 130), o voo mais curto do mundo não atraiu um número de passageiros considerado suficiente pela aérea para cobrir os custos. Em março, 2.300 pessoas fizeram a viagem.

A empresa afirmou em comunicado que o mercado não se desenvolveu como o esperado e que, “apesar dos grandes esforços de vendas e marketing, a taxa de ocupação dos voos melhorou de forma muito lenta.”

O voo internacional mais curto do mundo enfrentou críticas. Ambientalistas consideraram que gerava poluição desnecessariamente. Também houve reclamações sobre o barulho causado pelo voo.

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Embraer E190-E2 durante seu primeiro voo de testes (Foto: Divulgação)

O ano de 2016 foi marcado pela estreia no céu de mais de uma dezena de aeronaves. São grandes aviões comerciais, jatos executivos, caças militares, pequenos aviões de treinamento e helicópteros produzidos em diversas regiões do planeta.

O primeiro voo de um avião ou helicóptero é o marco mais importante do desenvolvimento de qualquer aeronave. Depois de anos de projeto, o voo inaugural dá início à fase de testes mais relevante, quando todos os comandos poderão ser testados na prática.

Depois de horas e horas de testes, cabe às autoridades aeronáuticas conceder todas as certificações necessárias que permitem que o avião ou o helicóptero possa ser entregue aos seus clientes.

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Boeing 737 MAX

A nova versão do Boeing 737 voou pela primeira vez no dia 29 de janeiro entre Renton e Seattle, nos Estados Unidos, durante 2h47. O 737 MAX promete até 14% de economia de combustível em virtude dos novos motores e desenho da asa e winglets (aletas aerodinâmicas instaladas na ponta das asas que ajudam a economizar combustível).

Depois do primeiro protótipo levantar voo, outros três aviões também já foram produzidos para dar continuidade ao processo de teste. A primeira entrega a uma companhia aérea está prevista para meados de 2017.

No Brasil, a Gol tem encomenda de 60 aviões desse modelo. Além da economia, o avião vai permitir que a empresa opere novas rotas. Um dos projetos é voar de São Paulo a Miami sem a necessidade de escala de reabastecimento.

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Airbus A321neo

O primeiro A321neo completou seu primeiro voo de testes em 9 de fevereiro. O voo inaugural decolou de Hamburgo, na Alemanha, e durou 5h29. O avião é o maior da família A320.

As principais novidades são o motor mais moderno e mudanças na asa. A Airbus acredita em uma economia de até 20% de combustível.

A empresa recebeu até o momento 1.376 pedidos para a nova versão do A321. O grupo Latam deverá receber 19 aviões para operar nos diversos países em que atua.

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AgustaWestland AW109 Trekker

A italiana Leonardo Finmeccanica (antiga AgustaWestland) iniciou os voos de teste do modelo AW109 Trekker no dia 2 de março. O helicóptero é o último da família AW109, em operação desde 1971.

A nova versão, no entanto, é bastante similar aos modelos mais antigos, com diferenças no painel de controle de voo e trem de pouso, principalmente.

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Skyleader UL-39 Albi

Um dos aviões mais inusitados do ano voou na República Tcheca no dia 4 de abril. O Skyleader UL-39 Albi foi inicialmente desenvolvido como um projeto da Universidade de Praga, mas tem intenção de ser produzido para aviação executiva e militar.

De dimensões bem reduzidas, o avião tem capacidade para apenas duas pessoas, velocidade máxima de 300 km/h e alcance de 550 km, com peso máximo de decolagem de 320 kg. O avião tem um preço estimado em R$ 600 mil.

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Mitsubishi X-2 Shinshin

O Japão entrou no mercado de aviões militares invisíveis aos radares. No dia 22 de abril, foi realizado o primeiro voo de teste do protótipo do caça Mitsubishi X-2 Shinshin. O avião decolou do aeroporto de Nagoya para um voo de apenas 25 minutos, até pousar na base da Força Aérea de Auto-Defesa do Japão, em Gifu, a cerca de 40 km..

O novo caça deve passar, ainda, por um longo período de testes e novos desenvolvimentos. A previsão do Ministério de Defesa do Japão é que o avião integre a Força Aérea japonesa somente em 2028.

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Kamov KA-62

Desde que o helicóptero militar russo Kamov KA-60 foi lançado em 1998, havia a intenção de se desenvolver uma versão civil. No último dia 28 de abril, o projeto finalmente decolou com o primeiro voo de teste do modelo KA-62.

A versão civil teve um redesenho da fuselagem, cabine mais larga e novos motores. A expectativa da fabricante Russian Helicopters é que o helicóptero tenha velocidade máxima de 308 km/h e alcance de 770 km. A brasileira Atlas Táxi Aéreo deve receber os primeiros helicópteros do modelo, mas ainda sem data definida.

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Diamond DART-450

A austríaca Diamond iniciou no dia 17 de maio os voos de teste com o primeiro avião de treinamento acrobático civil e militar do mundo feito inteiramente com fibra de carbono.

O avião tem capacidade para resistir a manobras que exercem uma força na estrutura e comandos do avião que chegam a sete vezes a força da gravidade. Em caso de alguma falha, o DART-450 conta com assentos ejetáveis. A Diamond ainda não divulgou uma previsão para o término dos testes em voo.


Embraer E190-E2

A Embraer iniciou os voos de teste da nova geração de seu avião comercial, o E190-E2, no dia 23 de maio. A aeronave traz em sua segunda geração um redesenho das asas, novos motores e a implementação da quarta geração do sistema de controles fly-by-wire (os comandos dos pilotos são transmitidos ao avião por sinais digitais, sem o uso de cabos). Com as mudanças, a Embraer espera uma redução de 15% no consumo de combustível por viagem.

Com apenas 46 horas de testes, o jato cruzou o oceano Atlântico pela primeira vez para ser apresentado ao mundo na feira de aviação de Farnborough, na Inglaterra. O quarto protótipo deve voar no início de 2017. Os testes devem ser concluídos em 2018.

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Tecnam P2012

A italiana Tecnam estreou seu novo avião em 21 de julho. O modelo P2012 está sendo desenvolvido em conjunto com a companhia aérea norte-americana Cape Air, que opera com aviões de pequeno porte. A empresa já encomendou 100 aviões.

O P2012 é uma aeronave com capacidade para nove passageiros, além de dois pilotos. O avião é bimotor de asa alta, com velocidade de 330 km/h e alcance de 2.000 km. A Tecnam afirma que a grande vantagem do avião está na versatilidade para operar em locais de clima externo e em pistas de asfalto ou de terra. Os testes devem durar até 2018.

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Bombardier Global 7000

Um dos jatos mais luxuosos do mundo, o Global 7000 voou pela primeira vez no dia 4 de novembro. O voo inaugural teve duração de 2h27 a partir da pista da Bombardier Business Aircraft, em Toronto, e devem continuar até 2018.

Com 18 metros de comprimento, o Global 7000 tem capacidade de acomodar até 19 passageiros. O avião terá autonomia para ir, sem paradas, do Rio de Janeiro a Dubai, nos Emirados Árabes, ou de São Paulo a Londres, na Inglaterra, com uma velocidade máxima superior a 960 km/h.

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Stratos 714

Com capacidade para quatro passageiros, o Stratos 714 é um jato executivo da categoria ultra-leve. O primeiro voo do avião aconteceu no dia 21 de novembro e ainda não há prazo para o término do período de testes.

O avião foi desenvolvido para pilotos que necessitam de uma aeronave rápida e de grande alcance. A expectativa é que o Stratos 714 voe a uma velocidade máxima de 720 km/h e tenha alcance de 2700 km.

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Airbus A350-1000

O Airbus A350-1000, versão alongada e com maior capacidade da família A350, realizou no dia 24 de novembro seu primeiro voo de testes em Toulouse, na França.

O A350-1000 tem 73,78 metros de comprimento, sete metros a mais que a versão A350-900, em serviço desde janeiro de 2015 em 45 companhias aéreas de todo o mundo. A nova versão poderá transportar 40 passageiros mais.

A Airbus já recebeu pedidos de 11 clientes diferentes para 195 unidades. O primeiro A350-1000 deverá ser entregue à companhia Catar Airways em aproximadamente um ano.

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Gulfstream G600

No último dia 17 de dezembro, a Gulfstream deu início aos voos de teste do novo jato executivo G600. O avião foi desenvolvido para substituir o modelo G500, com a promessa de ser 20% mais rápido, mas mantendo o mesmo consumo de combustível.

O novo jato poderá realizar viagens de até 11.482 km, o suficiente para voar sem escalas, por exemplo, de São Paulo até a Ucrânia em velocidade de cruzeiro de 1.049 km/h.

A Gulfstream afirma que a cabine do G600, é a mais longa da sua classe, pode incluir quatro áreas separadas para até 19 passageiros (ou até 9 pessoas na configuração com camas) e 14 grandes janelas proporcionando muita luz natural e vistas panorâmicas.

A altitude da cabine é ajustada em 4.850 pés (1.480 m), o que significa que a pressão do ar no interior do avião é maior, deixando o voo mais confortável.

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Boeing T-X

O novo avião de treinamento avançado projetado pela Boeing, o T-X, realizou o primeiro voo de teste no último dia 20 de dezembro. O avião deverá substituir os Lockheed T-38 Talon, que já completaram mais de 50 anos de vida. O Boeing T-X deve entrar em operação somente em 2024.

Projetado seguindo os requisitos definidos pela Força Área dos Estados Unidos, ainda não há garantia de compra pelo governo norte-americano. O Boeing T-X enfrenta concorrência do Lockheed T-50, do Raytheon T-100 e do Northrop Grumman Trainer-X, além do Fredom Trainer.

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Clientes da executiva saem no tapa e podem ser banidos de aérea australiana
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Foto: Barbara Walton/Efe

Um dos aviões da companhia Jetstar (Foto: Barbara Walton/Efe)

Um homem de 27 anos e uma mulher de 42 (não identificados) que viajavam na classe executiva saíram do avião escoltados pela polícia depois de uma briga a bordo. O motivo da contenda, segundo testemunhas, foi uma poltrona reclinada.

O incidente aconteceu na última semana em um voo da companhia aérea australiana Jetstar que ia da ilha de Phuket, na Tailândia, para Sydney, na Austrália.

Scott Haywood, que estava a bordo, contou a rádios australianas que um passageiro ficou aborrecido porque a mulher reclinou totalmente o assento que estava à frente de onde sua mãe estava sentada. Um outro homem então bateu algumas vezes na poltrona da frente, para mostrar que queria que ela levantasse o encosto.

A mulher foi até onde o homem que havia batido na sua poltrona estava e ”deu um soco nele”, segundo o relato. Haywood disse que o homem revidou. E a confusão aumentou.

Os dois tiveram de ser contidos por outros passageiros e pela tripulação, que separou os brigões. Tudo aconteceu durante a madrugada, por volta das 3 horas da manhã.

“Nossa tripulação a bordo agiu rapidamente e os clientes foram separados pelo restante do voo”, informou um porta-voz da Jetstar, confirmando que a polícia foi acionada.

“Não toleramos mau comportamento dos passageiros em nossos voos. Estamos conduzindo uma análise com o objetivo de proibir esses passageiros de voar conosco no futuro”, completou o representante , em declarações reproduzidas pelo jornal australiano The Sydney Morning Herald.

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British acaba com lanchinho de graça na classe econômica para voos curtos
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Quem ainda quiser aproveitar, tem de se apressar. A partir do ano que vem, a British Airways vai deixar de servir lanches gratuitos para passageiros da classe econômica em voos mais curtos (até 5 horas de duração, aproximadamente). No lugar, vai oferecer um variado cardápio com sanduíches, salgados, saladas (inclusive de frutas) e chocolates, entre outras coisas. Todos os itens com preço de até 5 libras (cerca de R$ 20).

Atualmente, as opções de alimentos à disposição em voos mais curtos podem incluir desde biscoitos até uma pequena salada, além de uma bebida. A mudança será implementada em janeiro em voos domésticos e de curta distância que saem dos aeroportos de Heathrow e Gatwick. Para os voos que saem dos aeroportos de London City e London Stansted, a alteração será feita em meados do ano que vem.

Pagamentos em dinheiro não serão aceitos; apenas com cartões de débito ou crédito ou pontos do programa de fidelidade da companhia. Quem viajar de classe executiva vai continuar a receber comida de graça a bordo – e o menu para esses passageiros será melhorado e renovado.

Preço até para água

A companhia aérea afirma que a mudança atende a vontade dos próprios passageiros, que queriam ter mais opções de alimentos durante os voos. Mas há quem veja a situação de forma diferente, como a extinção de um dos poucos fatores que diferenciavam a British de aéreas de baixo custo, como EasyJet e Ryanair.

O jornal britânico Daily Telegraph comparou os preços cobrados pelas companhias por alguns itens de alimentação. No caso do sanduíche quente, por exemplo, o preço anunciado pela British Airways será de 4,75 libras (R$ 19,66), enquanto a EasyJet cobra 4,50 libras (R$ 18,63) e a Ryanair, 4,50 euros (R$ 19,98).

O novo cardápio com alimentos pagos será oferecido em parceria com a multinacional britânica de varejo Marks & Spencer. E o preço do sanduíche quente na loja física da marca é de 3,25 libras (R$ 13,45).

Uma observação interessante é que o cardápio disponibilizado na página da empresa, inclusive na página em português (de Portugal), que também já antecipou a mudança, inclui o preço da garrafinha de 500 ml de água com ou sem gás: 1,80 libra (R$ 7,47). A Easyjet e a Ryanair também cobram pela garrafinha de água.

O que a mudança indica?

Para Nick Trend, especialista do jornal na área de consumo, depois da mudança “sobrará muito pouco para diferenciar a British Airways de seus rivais de baixo custo” quando se tratar de voos de menor duração. Ele reconhece, contudo, que atualmente muitos passageiros escolhem a companhia aérea com base na tarifa e na conveniência, e não no que é distribuído de graça a bordo.

O especialista em aviação Julian Bray considera a mudança natural, uma vez que muitos passageiros já compram uma comida diferente no aeroporto antes de entrar no avião. “Fidelidade de passageiro é coisa do passado. O viajante agora já procura fazer o negócio mais eficiente em termos de custo, essencialmente, o preço mais atrativo”, disse ao jornal britânico Daily Mail.

Seja como for, o diretor-executivo Alex Cruz preocupou-se em diferenciar a British Airways das rivais ao divulgar o novo serviço pago. “Eu acredito fortemente que o que estamos entregando quebra os parâmetros e estabelece um novo padrão de refeições em voos curtos. Vamos oferecer uma seleção de uma marca premium, comidas frescas e um cardápio que será atualizado trimestralmente”.

A aérea britânica já tinha retirado as refeições gratuitas em alguns voos curtos em 2009, quando também substituiu as garrafinhas de água por copinhos de água nos voos de longa distância.

Confira o cardápio de bebidas que a British vai adotar

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