Todos A Bordo

Arquivo : voo

Número de milhas para voar na Avianca vai variar conforme preço em real
Comentários Comente

Todos a Bordo

Quantidade de pontos vai flutuar de acordo com o preço da passagem (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Em Miami (EUA)

A Avianca deve concluir até o final de julho uma grande mudança no seu programa de fidelidade, o Amigo. O presidente da companhia, Frederico Pedreira, afirmou que a intenção é que 100% dos assentos estejam disponíveis para venda com a troca de pontos. Atualmente, são apenas entre 20% e 25% dos lugares do avião.

Outra mudança é em relação à política de preço praticada nessa modalidade. Hoje, as rotas têm pontuação fixa e a proposta é que os valores variem de acordo com o preço em real das passagens. “Se baixar o valor em reais, os pontos automaticamente vão descer para ficarem mais atrativos e deixar o sistema mais fácil”, afirma Pedreira. “Vamos dar mais opções aos nossos clientes para usarem as milhas deles de uma forma mais eficiente”, avalia.

A Avianca tem testado o novo sistema desde o início de maio em dez rotas da companhia. “Até o final do próximo mês, deve estar em toda a nossa malha, incluindo o internacional”, afirma.

Segundo o presidente da companhia, para o voo entre São Paulo e Miami, nos Estados Unidos, que iniciou as operações na última sexta-feira (23), entre 8% e 10% das passagens já são emitidas com pontos do programa Amigo. O índice é bem acima do 3% nos voos nacionais da companhia.

Melhorar o programa Amigo tem sido um dos objetivos atuais da Avianca. Em recente pesquisa feita pela própria companhia com seus passageiros, esse foi o item que recebeu a pior avaliação.

A Avianca também tem priorizado as melhorias do programa após o ingresso da companhia na rede Star Alliance. Os passageiros que acumulam pontos no programa Amigo podem utilizá-lo para compra de passagem nas 25 empresas que fazem parte da aliança.

Cobrança de bagagem ainda não foi definida

Em meio à polêmica liberação para a cobrança de bagagem despachada – medida já implementada pelas concorrentes Azul, Gol e Latam –, o presidente da Avianca afirma que ainda estão sendo feitos estudos internos para definir quais procedimentos serão adotados.

Pedreira adiantou que a medida deve entrar em vigor na companhia no final do ano. “Queremos criar uma nova classe tarifária que não inclui o despacho de bagagem, com preços realmente atraentes para conquistar novos clientes, mas ainda estamos estudando como fazer isso”, diz.

Avianca fez primeiro voo para Miami na última sexta-feira (23) (Foto: Divulgação)

Expansão internacional

Depois de realizar seu primeiro voo internacional de longo curso, entre São Paulo e Miami, a Avianca se prepara agora para expandir suas atividades para outros destinos internacionais.

A empresa deve iniciar nesta quarta-feira (28) as vendas de passagens para os dois voos diários que terá, a partir de 7 de agosto, entre São Paulo e Santiago, no Chile. O voo da manhã será operado com os novos Airbus A330-200, os mesmos utilizados nos voos para Miami, enquanto o voo da noite será operado com os Airbus A320 que a companhia utiliza nos voos domésticos.

Até o final do ano, a empresa deve inaugurar mais uma rota internacional. O novo destino ainda não foi escolhido e deve ser anunciado até agosto. Segundo o presidente da Aviancal, o que já foi definido é que novo voo terá como destino um país do continente americano. Buenos Aires, na Argentina, é um desejo da companhia, mas um acordo bilateral entre os dois países não permite a criação de novos voos.

Atualmente, a Avianca já opera um voo semanal entre Fortaleza (CE) e Bogotá, na Colômbia, e ainda neste ano deve ter outro voo semanal entre Salvador (BA) e Bogotá.

A expansão internacional da Avianca começou com a chegada dos novos aviões Airbus A330-200. A aeronave conta com duas classes na cabine de passageiros. São 32 assentos na classe executiva e mais 206 na econômica.

Miami recebe 71 voos semanais do Brasil

A estreia da Avianca nos voos de longo curso ocorreu no destino que tem mais voos a partir do Brasil. São 71 ligações semanais saindo de diversas cidades brasileiras para Miami. Apesar da forte concorrência, o presidente da companhia acredita no crescimento do mercado e no suporte da Avianca Colômbia, que opera voos para a cidade norte-americana desde os anos 1940.

“Miami é o maior mercado ponto a ponto. A maioria dos passageiros faz o voo de São Paulo a Miami, sem conexão. Seja do ponto de vista operacional ou comercial, a marca Avianca é muito forte aqui em Miami. Isso vai ajudar nossa presença aqui”, afirma Pedreira.

Crescimento no mercado doméstico

A Avianca também tem expandido suas operações no mercado brasileiro. Além dos três novos Airbus A330-200 (um ainda está para chegar), a empresa já recebeu neste ano seis novos aviões Airbus A320.

Com isso, a empresa abriu duas novas bases de operação no país, em Foz do Iguaçu (PR) e Navegantes (SC). Na última semana, a Avianca também iniciou as vendas para os quatro voos diários entre São Paulo e Belo Horizonte (MG). As operações devem começar no dia 21 de agosto.

Apesar da expansão, o presidente da Avianca afirma que a empresa não tem “a menor intenção de se tornar a maior companhia aérea brasileira”. Pedreira afirma que a meta é manter entre 15% e 17% do mercado nacional. “O importante é ter rotas rentáveis e poder oferecer o melhor produto para os passageiros”, afirma.

Segundo dados apresentados pelo presidente da companhia, enquanto outras empresas tiveram retração, a Avianca teve crescimento de 14% no número de passageiros transportados no último ano.

O jornalista viajou a Miami a convite da Avianca

Leia também:

Airbus inaugura centro de treinamento de pilotos em Campinas (SP)

Por que devo colocar o assento na posição vertical em pousos e decolagens?

Empresas europeias falam em passagem aérea grátis. É possível no Brasil?


O que faz o maior avião de passageiros do mundo, com 575 toneladas, voar?
Comentários Comente

Todos a Bordo

Airbus A380 tem peso máximo de decolagem de 575 toneladas (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Um Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo, pode decolar com um peso máximo total de 575 toneladas e transportar mais de 500 passageiros. Por outro lado, um Cessna 152 decola com, no máximo, 757 kg e leva somente duas pessoas. Apesar da diferença de tamanho, os princípios aerodinâmicos que fazem os dois aviões voarem são exatamente os mesmos.

Para se manter em voo, um avião precisa equilibrar quatro forças que atuam sobre ele:

— Sustentação

— Peso

— Tração

— Arrasto

Asas sustentam

Para decolar, o avião precisa ter a força de sustentação maior do que o seu peso atual, enquanto a tração também tem de ser maior que o arrasto.

A sustentação do avião é obtida graças ao perfil aerodinâmico da asa. A parte de cima tem uma curvatura mais acentuada, enquanto a parte de baixo é praticamente reta. Isso faz com que o ar que passa por cima da asa tenha uma velocidade maior do aquele que passa por baixo.

O aumento da velocidade na parte de cima da asa faz com que a pressão seja mais baixa do que na parte inferior da asa. Essa diferença de pressão produz uma força que empurra a asa para cima, gerando a sustentação necessária para o avião decolar e se manter em voo.

Essa força, no entanto, só é gerada quando o deslocamento do avião atinge uma determinada velocidade e também é influenciada pela densidade do ar e pelo tamanho da asa. Em um Airbus A380, as asas medem 79,8 metros e o avião precisa passar dos 250 km/h para sair do chão, enquanto as asas de um Cessna 152 têm 10 metros e o avião precisa de apenas 110 km/h para decolar.

Após a decolagem, os aviões continuam com potência máxima nos motores para ganhar altura o mais rápido possível. Somente após atingir um nível de segurança, os pilotos diminuem um pouco a velocidade de subida, e o avião passa a ganhar altura mais lentamente até a altitude de cruzeiro do voo.

Mais velocidade no alto

Com o avião nivelado, a potência do motor é reduzida. No entanto, a velocidade do voo fica maior já que o avião não está mais exercendo uma força de subida. Nesse momento, a sustentação e o peso do avião devem ser equivalentes. Assim, a força da sustentação é exatamente aquela necessária para manter o avião em uma mesma altitude. O mesmo acontece com a tração (força gerada pelos motores) e o arrasto (resistência ao avanço). Quando essas duas forças são equivalentes, o avião mantém uma velocidade constante.

Ao se aproximar do destino, o avião inicia a descida para o pouso. Para isso, basta o piloto reduzir a potência do motor. Dessa forma, a sustentação do avião também será diminuída e ele começará a descer. Ainda assim, o piloto consegue controlar a velocidade do avião e é isso o que determina se a descida é feita de forma mais rápida ou mais devagar.

No momento do pouso, o piloto reduz toda a potência do motor e controla a velocidade com o ângulo do nariz do avião. Isso faz com que o avião desça da forma mais suave possível até tocar a pista de pouso.

Leia também:

Você sabe como funciona um motor de avião a jato?

Por que os aviões têm luzes de cores diferentes nas pontas das asas?

Por que alguns aviões têm as pontas das asas dobradas?

Por que quase todos os aviões são brancos?

Por que os aviões mudam o sentido de pouso e decolagem nas pistas?


Operado por jato Embraer, voo internacional mais curto do mundo vai acabar
Comentários Comente

Todos a Bordo

O voo internacional mais curto do mundo não teve vida longa. A companhia aérea austríaca People’s Viennaline anunciou que vai descontinuar a rota entre St Gallen, na Suíça, e Friedrichshafen, na Alemanha, que era operada por um avião Embraer 170.

A rota de apenas 20 km sobre o lago de Constança teve início em novembro do ano passado. O último voo está previsto para 14 de abril. No site da aérea, as datas posteriores já aparecem como “indisponíveis”. Quem já tiver comprado passagens para depois do dia 14 será reembolsado.

Com o preço de 40 euros o trecho (cerca de R$ 130), o voo mais curto do mundo não atraiu um número de passageiros considerado suficiente pela aérea para cobrir os custos. Em março, 2.300 pessoas fizeram a viagem.

A empresa afirmou em comunicado que o mercado não se desenvolveu como o esperado e que, “apesar dos grandes esforços de vendas e marketing, a taxa de ocupação dos voos melhorou de forma muito lenta.”

O voo internacional mais curto do mundo enfrentou críticas. Ambientalistas consideraram que gerava poluição desnecessariamente. Também houve reclamações sobre o barulho causado pelo voo.

Leia também:
Empresa muda rota, e voo entre Índia e EUA vira o mais longo do mundo

Manual para enfrentar voos de looonga distância

Voos mais curtos do mundo duram de 47s a 10 minutos


Os novos aviões e helicópteros que voaram pela primeira vez em 2016
Comentários Comente

Todos a Bordo

Foto: Divulgação

Embraer E190-E2 durante seu primeiro voo de testes (Foto: Divulgação)

O ano de 2016 foi marcado pela estreia no céu de mais de uma dezena de aeronaves. São grandes aviões comerciais, jatos executivos, caças militares, pequenos aviões de treinamento e helicópteros produzidos em diversas regiões do planeta.

O primeiro voo de um avião ou helicóptero é o marco mais importante do desenvolvimento de qualquer aeronave. Depois de anos de projeto, o voo inaugural dá início à fase de testes mais relevante, quando todos os comandos poderão ser testados na prática.

Depois de horas e horas de testes, cabe às autoridades aeronáuticas conceder todas as certificações necessárias que permitem que o avião ou o helicóptero possa ser entregue aos seus clientes.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Boeing 737 MAX

A nova versão do Boeing 737 voou pela primeira vez no dia 29 de janeiro entre Renton e Seattle, nos Estados Unidos, durante 2h47. O 737 MAX promete até 14% de economia de combustível em virtude dos novos motores e desenho da asa e winglets (aletas aerodinâmicas instaladas na ponta das asas que ajudam a economizar combustível).

Depois do primeiro protótipo levantar voo, outros três aviões também já foram produzidos para dar continuidade ao processo de teste. A primeira entrega a uma companhia aérea está prevista para meados de 2017.

No Brasil, a Gol tem encomenda de 60 aviões desse modelo. Além da economia, o avião vai permitir que a empresa opere novas rotas. Um dos projetos é voar de São Paulo a Miami sem a necessidade de escala de reabastecimento.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Airbus A321neo

O primeiro A321neo completou seu primeiro voo de testes em 9 de fevereiro. O voo inaugural decolou de Hamburgo, na Alemanha, e durou 5h29. O avião é o maior da família A320.

As principais novidades são o motor mais moderno e mudanças na asa. A Airbus acredita em uma economia de até 20% de combustível.

A empresa recebeu até o momento 1.376 pedidos para a nova versão do A321. O grupo Latam deverá receber 19 aviões para operar nos diversos países em que atua.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

AgustaWestland AW109 Trekker

A italiana Leonardo Finmeccanica (antiga AgustaWestland) iniciou os voos de teste do modelo AW109 Trekker no dia 2 de março. O helicóptero é o último da família AW109, em operação desde 1971.

A nova versão, no entanto, é bastante similar aos modelos mais antigos, com diferenças no painel de controle de voo e trem de pouso, principalmente.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Skyleader UL-39 Albi

Um dos aviões mais inusitados do ano voou na República Tcheca no dia 4 de abril. O Skyleader UL-39 Albi foi inicialmente desenvolvido como um projeto da Universidade de Praga, mas tem intenção de ser produzido para aviação executiva e militar.

De dimensões bem reduzidas, o avião tem capacidade para apenas duas pessoas, velocidade máxima de 300 km/h e alcance de 550 km, com peso máximo de decolagem de 320 kg. O avião tem um preço estimado em R$ 600 mil.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Mitsubishi X-2 Shinshin

O Japão entrou no mercado de aviões militares invisíveis aos radares. No dia 22 de abril, foi realizado o primeiro voo de teste do protótipo do caça Mitsubishi X-2 Shinshin. O avião decolou do aeroporto de Nagoya para um voo de apenas 25 minutos, até pousar na base da Força Aérea de Auto-Defesa do Japão, em Gifu, a cerca de 40 km..

O novo caça deve passar, ainda, por um longo período de testes e novos desenvolvimentos. A previsão do Ministério de Defesa do Japão é que o avião integre a Força Aérea japonesa somente em 2028.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Kamov KA-62

Desde que o helicóptero militar russo Kamov KA-60 foi lançado em 1998, havia a intenção de se desenvolver uma versão civil. No último dia 28 de abril, o projeto finalmente decolou com o primeiro voo de teste do modelo KA-62.

A versão civil teve um redesenho da fuselagem, cabine mais larga e novos motores. A expectativa da fabricante Russian Helicopters é que o helicóptero tenha velocidade máxima de 308 km/h e alcance de 770 km. A brasileira Atlas Táxi Aéreo deve receber os primeiros helicópteros do modelo, mas ainda sem data definida.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Diamond DART-450

A austríaca Diamond iniciou no dia 17 de maio os voos de teste com o primeiro avião de treinamento acrobático civil e militar do mundo feito inteiramente com fibra de carbono.

O avião tem capacidade para resistir a manobras que exercem uma força na estrutura e comandos do avião que chegam a sete vezes a força da gravidade. Em caso de alguma falha, o DART-450 conta com assentos ejetáveis. A Diamond ainda não divulgou uma previsão para o término dos testes em voo.


Embraer E190-E2

A Embraer iniciou os voos de teste da nova geração de seu avião comercial, o E190-E2, no dia 23 de maio. A aeronave traz em sua segunda geração um redesenho das asas, novos motores e a implementação da quarta geração do sistema de controles fly-by-wire (os comandos dos pilotos são transmitidos ao avião por sinais digitais, sem o uso de cabos). Com as mudanças, a Embraer espera uma redução de 15% no consumo de combustível por viagem.

Com apenas 46 horas de testes, o jato cruzou o oceano Atlântico pela primeira vez para ser apresentado ao mundo na feira de aviação de Farnborough, na Inglaterra. O quarto protótipo deve voar no início de 2017. Os testes devem ser concluídos em 2018.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Tecnam P2012

A italiana Tecnam estreou seu novo avião em 21 de julho. O modelo P2012 está sendo desenvolvido em conjunto com a companhia aérea norte-americana Cape Air, que opera com aviões de pequeno porte. A empresa já encomendou 100 aviões.

O P2012 é uma aeronave com capacidade para nove passageiros, além de dois pilotos. O avião é bimotor de asa alta, com velocidade de 330 km/h e alcance de 2.000 km. A Tecnam afirma que a grande vantagem do avião está na versatilidade para operar em locais de clima externo e em pistas de asfalto ou de terra. Os testes devem durar até 2018.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Bombardier Global 7000

Um dos jatos mais luxuosos do mundo, o Global 7000 voou pela primeira vez no dia 4 de novembro. O voo inaugural teve duração de 2h27 a partir da pista da Bombardier Business Aircraft, em Toronto, e devem continuar até 2018.

Com 18 metros de comprimento, o Global 7000 tem capacidade de acomodar até 19 passageiros. O avião terá autonomia para ir, sem paradas, do Rio de Janeiro a Dubai, nos Emirados Árabes, ou de São Paulo a Londres, na Inglaterra, com uma velocidade máxima superior a 960 km/h.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Stratos 714

Com capacidade para quatro passageiros, o Stratos 714 é um jato executivo da categoria ultra-leve. O primeiro voo do avião aconteceu no dia 21 de novembro e ainda não há prazo para o término do período de testes.

O avião foi desenvolvido para pilotos que necessitam de uma aeronave rápida e de grande alcance. A expectativa é que o Stratos 714 voe a uma velocidade máxima de 720 km/h e tenha alcance de 2700 km.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Airbus A350-1000

O Airbus A350-1000, versão alongada e com maior capacidade da família A350, realizou no dia 24 de novembro seu primeiro voo de testes em Toulouse, na França.

O A350-1000 tem 73,78 metros de comprimento, sete metros a mais que a versão A350-900, em serviço desde janeiro de 2015 em 45 companhias aéreas de todo o mundo. A nova versão poderá transportar 40 passageiros mais.

A Airbus já recebeu pedidos de 11 clientes diferentes para 195 unidades. O primeiro A350-1000 deverá ser entregue à companhia Catar Airways em aproximadamente um ano.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Gulfstream G600

No último dia 17 de dezembro, a Gulfstream deu início aos voos de teste do novo jato executivo G600. O avião foi desenvolvido para substituir o modelo G500, com a promessa de ser 20% mais rápido, mas mantendo o mesmo consumo de combustível.

O novo jato poderá realizar viagens de até 11.482 km, o suficiente para voar sem escalas, por exemplo, de São Paulo até a Ucrânia em velocidade de cruzeiro de 1.049 km/h.

A Gulfstream afirma que a cabine do G600, é a mais longa da sua classe, pode incluir quatro áreas separadas para até 19 passageiros (ou até 9 pessoas na configuração com camas) e 14 grandes janelas proporcionando muita luz natural e vistas panorâmicas.

A altitude da cabine é ajustada em 4.850 pés (1.480 m), o que significa que a pressão do ar no interior do avião é maior, deixando o voo mais confortável.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Boeing T-X

O novo avião de treinamento avançado projetado pela Boeing, o T-X, realizou o primeiro voo de teste no último dia 20 de dezembro. O avião deverá substituir os Lockheed T-38 Talon, que já completaram mais de 50 anos de vida. O Boeing T-X deve entrar em operação somente em 2024.

Projetado seguindo os requisitos definidos pela Força Área dos Estados Unidos, ainda não há garantia de compra pelo governo norte-americano. O Boeing T-X enfrenta concorrência do Lockheed T-50, do Raytheon T-100 e do Northrop Grumman Trainer-X, além do Fredom Trainer.

Leia também:

Airbus entrega avião número 10 mil da sua história

Com mais de 150 modelos de aviões, Boeing completa 100 anos

Boeing celebra seus 100 anos e a concorrente, Airbus, manda um recado; veja

Veja como é fabricado um avião Boeing 737


Clientes da executiva saem no tapa e podem ser banidos de aérea australiana
Comentários Comente

Todos a Bordo

Foto: Barbara Walton/Efe

Um dos aviões da companhia Jetstar (Foto: Barbara Walton/Efe)

Um homem de 27 anos e uma mulher de 42 (não identificados) que viajavam na classe executiva saíram do avião escoltados pela polícia depois de uma briga a bordo. O motivo da contenda, segundo testemunhas, foi uma poltrona reclinada.

O incidente aconteceu na última semana em um voo da companhia aérea australiana Jetstar que ia da ilha de Phuket, na Tailândia, para Sydney, na Austrália.

Scott Haywood, que estava a bordo, contou a rádios australianas que um passageiro ficou aborrecido porque a mulher reclinou totalmente o assento que estava à frente de onde sua mãe estava sentada. Um outro homem então bateu algumas vezes na poltrona da frente, para mostrar que queria que ela levantasse o encosto.

A mulher foi até onde o homem que havia batido na sua poltrona estava e ”deu um soco nele”, segundo o relato. Haywood disse que o homem revidou. E a confusão aumentou.

Os dois tiveram de ser contidos por outros passageiros e pela tripulação, que separou os brigões. Tudo aconteceu durante a madrugada, por volta das 3 horas da manhã.

“Nossa tripulação a bordo agiu rapidamente e os clientes foram separados pelo restante do voo”, informou um porta-voz da Jetstar, confirmando que a polícia foi acionada.

“Não toleramos mau comportamento dos passageiros em nossos voos. Estamos conduzindo uma análise com o objetivo de proibir esses passageiros de voar conosco no futuro”, completou o representante , em declarações reproduzidas pelo jornal australiano The Sydney Morning Herald.

Leia também:
Passageiros ‘causando’ durante o voo: total de casos sobe e preocupa aéreas
Escreveram com canetinha na fuselagem do avião e foram retiradas do voo


British acaba com lanchinho de graça na classe econômica para voos curtos
Comentários Comente

Todos a Bordo

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Quem ainda quiser aproveitar, tem de se apressar. A partir do ano que vem, a British Airways vai deixar de servir lanches gratuitos para passageiros da classe econômica em voos mais curtos (até 5 horas de duração, aproximadamente). No lugar, vai oferecer um variado cardápio com sanduíches, salgados, saladas (inclusive de frutas) e chocolates, entre outras coisas. Todos os itens com preço de até 5 libras (cerca de R$ 20).

Atualmente, as opções de alimentos à disposição em voos mais curtos podem incluir desde biscoitos até uma pequena salada, além de uma bebida. A mudança será implementada em janeiro em voos domésticos e de curta distância que saem dos aeroportos de Heathrow e Gatwick. Para os voos que saem dos aeroportos de London City e London Stansted, a alteração será feita em meados do ano que vem.

Pagamentos em dinheiro não serão aceitos; apenas com cartões de débito ou crédito ou pontos do programa de fidelidade da companhia. Quem viajar de classe executiva vai continuar a receber comida de graça a bordo – e o menu para esses passageiros será melhorado e renovado.

Preço até para água

A companhia aérea afirma que a mudança atende a vontade dos próprios passageiros, que queriam ter mais opções de alimentos durante os voos. Mas há quem veja a situação de forma diferente, como a extinção de um dos poucos fatores que diferenciavam a British de aéreas de baixo custo, como EasyJet e Ryanair.

O jornal britânico Daily Telegraph comparou os preços cobrados pelas companhias por alguns itens de alimentação. No caso do sanduíche quente, por exemplo, o preço anunciado pela British Airways será de 4,75 libras (R$ 19,66), enquanto a EasyJet cobra 4,50 libras (R$ 18,63) e a Ryanair, 4,50 euros (R$ 19,98).

O novo cardápio com alimentos pagos será oferecido em parceria com a multinacional britânica de varejo Marks & Spencer. E o preço do sanduíche quente na loja física da marca é de 3,25 libras (R$ 13,45).

Uma observação interessante é que o cardápio disponibilizado na página da empresa, inclusive na página em português (de Portugal), que também já antecipou a mudança, inclui o preço da garrafinha de 500 ml de água com ou sem gás: 1,80 libra (R$ 7,47). A Easyjet e a Ryanair também cobram pela garrafinha de água.

O que a mudança indica?

Para Nick Trend, especialista do jornal na área de consumo, depois da mudança “sobrará muito pouco para diferenciar a British Airways de seus rivais de baixo custo” quando se tratar de voos de menor duração. Ele reconhece, contudo, que atualmente muitos passageiros escolhem a companhia aérea com base na tarifa e na conveniência, e não no que é distribuído de graça a bordo.

O especialista em aviação Julian Bray considera a mudança natural, uma vez que muitos passageiros já compram uma comida diferente no aeroporto antes de entrar no avião. “Fidelidade de passageiro é coisa do passado. O viajante agora já procura fazer o negócio mais eficiente em termos de custo, essencialmente, o preço mais atrativo”, disse ao jornal britânico Daily Mail.

Seja como for, o diretor-executivo Alex Cruz preocupou-se em diferenciar a British Airways das rivais ao divulgar o novo serviço pago. “Eu acredito fortemente que o que estamos entregando quebra os parâmetros e estabelece um novo padrão de refeições em voos curtos. Vamos oferecer uma seleção de uma marca premium, comidas frescas e um cardápio que será atualizado trimestralmente”.

A aérea britânica já tinha retirado as refeições gratuitas em alguns voos curtos em 2009, quando também substituiu as garrafinhas de água por copinhos de água nos voos de longa distância.

Confira o cardápio de bebidas que a British vai adotar

Veja o cardápio de comidas que a British vai adotar em parceria com a Marks & Spencer


Onde ficam os quartos secretos das aeromoças nos aviões?
Comentários Comente

Todos a Bordo

Se você já fez uma longa viagem de avião, sabe o quanto é importante dormir durante o trajeto, mesmo se for por poucas horas. O que muitos não sabem é que até a tripulação pode descansar durante determinados períodos. Em alguns casos, inclusive em quartos “secretos”, como os dos Boeing 777 e 787.

O site Business Insider fez uma compilação de imagens de como são essas cabines de descanso em alguns modelos de aeronaves (um verdadeiro desespero para os claustrofóbicos):

– A localização dos quartos depende do modelo do avião. Geralmente, ficam em cima das poltronas da primeira classe, como no Boeing 777.

Crédito: Boeing

Crédito: Boeing

– Escadas secretas levam a tripulação até as cabines de descanso. Os degraus ficam escondidos próximos do cockpit e normalmente é preciso de uma senha para abrir a porta.

Crédito: TravelSkills.com

Crédito: TravelSkills.com

– Os quartos são pequenos, sem janelas e com sete ou oito camas, dependendo do modelo do avião. A imagem abaixo é do Boeing 787 Dreamliner. As camas possuem luzes de leitura, ganchos e espelhos. Normalmente, trazem cobertores, travesseiros e até pijamas.

Crédito: Getty Images

Crédito: Getty Images

– Em cada quarto, pode caber de seis a dez beliches, dependendo da companhia aérea. O local também oferece espaço para armazenar itens pessoais de cada membro da tripulação.

Crédito: Boeing

Crédito: Boeing

– As camas geralmente medem 1,82 m de comprimento por 80 cm de largura e são separadas por pesadas cortinas com o objetivo de abafar o som.

Crédito: Martin Deutesch/Flickr

Crédito: Martin Deutesch/Flickr

– No A380 da Malaysian Air, as camas ficam em pequenos compartimentos empilhados uns em cima dos outros.

Crédito: AirlineReporter.com

Crédito: AirlineReporter.com

– Enquanto muitos quartos parecem ser claustrofóbicos, a cabine do Airbus A380 parece ser bastante confortável.

Crédito: AirlineReporter.com

Crédito: AirlineReporter.com

Leia também:

Manual para enfrentar voos de looonga distância

– Dicas para tentar dormir melhor durante o voo


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>