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Arquivo : medo de avião

Aérea promete curar medo de voar e devolver dinheiro se não funcionar
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Virgin Atlantic oferece curso para quem tem medo de voar (Divulgação)

A companhia aérea britânica Virgin Atlantic lançou uma campanha voltada especialmente para quem tem medo de voar. Os passageiros que comprarem um bilhete nesta terça-feira (9) para voos entre 4 de março e 31 de dezembro poderão se inscrever, gratuitamente, em um curso da própria empresa para perder a fobia de voar. Se o curso não der o resultado esperado, a companhia aérea promete fazer o reembolso integral do valor da passagem.

Segundo a Virgin Atlantic, somente no Reino Unido cerca de quatro milhões de pessoas todos os anos evitam viagens transoceânicas durante as férias por medo de voar. A empresa afirmou que a ideia da campanha é acabar com o que chama de “January blues”, uma onda de depressão após o fim das festas de final de ano.

“Nós queremos que todos digam ‘dane-se, vamos fazer isso’, e tentem algo diferente, voando para algum lugar diferente. Ao garantir a cura de algo que impede as pessoas de fazer algo, podemos inspirar os britânicos a escolher algo mais positivo que o clichê sem sentido do January Blues”, afirma Shai Weiss, diretor comercial da Virgin Atlantic, em comunicado da empresa.

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Qual avião é mais seguro de voar: um grande ou um pequeno?

O curso promovido pela companhia aérea foi criado em 1997, atende até 3.000 pessoas por ano e tem uma taxa de sucesso de 98%, segundo a empresa. “O medo pode ser muito debilitante quando o impede de fazer algo que você quer. Não conseguir voar, ou voar confortavelmente, limita seriamente nossas escolhas na vida”, afirma a empresa.

Após comprar a passagem para qualquer um dos 28 destinos operados pela companhia, o passageiro deve solicitar a inscrição no curso Flying Without Fear (voando sem medo). Há dez vagas para o curso que será realizado no aeroporto de Leeds e 40 para o aeroporto de Londres Gatwick.

Caso o curso não resolva o problema do medo de voar, o passageiro poderá solicitar o reembolso integral da passagem aérea. O pagamento, no entanto, só será feito após uma avaliação dos profissionais que administram o curso da Virgin Atlantic.

Como funciona o curso

Para quem não comprar a passagem nesta terça-feira, a companhia aérea oferece cerca de 20 cursos por ano. O valor da inscrição é de 267 libras esterlinas (R$ 1.170). O curso é realizado em um dia inteiro, com duração de 9 horas.

Na primeira parte, os passageiros com medo de voar aprendem como o avião funciona, os efeitos da turbulência, como os pilotos são treinados, o que são os barulhos do avião, os estágios do voo e até as ações das companhias aérea no combate ao terrorismo.

Depois, comissários de voo também explicam como funcionam os procedimentos de segurança dentro da cabine. A última parte em sala de aula é com psicólogos, que falam as razões de as pessoas sentirem medo e como combatê-lo.

O curso é finalizado com um voo curto, no qual os passageiros são acompanhados por técnicos e psicólogos da companhia aérea. Durante o voo, os pilotos passam informações detalhadas sobre tudo o que está acontecendo, desde as manobras até os barulhos emitidos pelo avião.

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Tem medo de andar de avião? Experimente fazer sexo antes da viagem
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Se você tem medo de voar, esqueça a terapia, a homeopatia ou aquela boa dose de vinho durante a viagem. A dica é apostar em uma noite de sexo antes de embarcar. Pelo menos é o que afirma Tom Bunn, um ex-piloto profissional americano que atende pessoas que tem medo de voar desde 1980.

Segundo o jornal espanhol “El Confidencial”, Bunn chegou a essa conclusão graças ao testemunho de um de seus clientes. “Ele sofreu com a fobia durante sete anos e cada viagem era um pesadelo. Até que um dia, antes de pegar outro avião, conheceu uma pessoa e fizeram sexo durante toda a noite. No dia seguinte, o voo foi muito tranquilo. Ele nem sequer notou a turbulência”, disse o terapeuta.

A explicação para isso está ligada a um dos hormônios produzidos durante o sexo: a ocitocina. Entre outros benefícios, ele ajuda a combater o estresse e a ansiedade, característicos de quem tem medo de voar.

“A ocitocina tem origem nas preliminares, quando há química entre duas pessoas, e ainda continua a agir no corpo por um tempo. Ao mesmo tempo em que esse hormônio é responsável por ‘acender o fogo do amor’, é responsável por apagar outro, que é o medo”, explicou Bunn.

O ex-piloto sugere que antes e durante o voo, o passageiro recorde as cenas de sexo, que são geradoras de ocitocina, e utilize essas imagens para tentar manter a calma durante uma turbulência ou nos momentos de decolagem ou pouso. Não custa tentar! 

Qual é a sua tática infalível para superar o medo de voar? Deixe sua dica nos comentários!

 


O que acontece se o piloto morre durante um voo?
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Piloto da American Airlines morreu durante o voo (Foto: Mike Theiler/Reuters)

Piloto da American Airlines morreu durante o voo (Foto: Mike Theiler/Reuters)

O recente caso de um piloto que morreu durante um voo comercial nos Estados Unidos levantou dúvidas sobre o que acontece em casos assim. Os passageiros têm com o quê se preocupar? A resposta é não, porque o voo tem como seguir até um pouso seguro.

O piloto Chris Manno, que já integrou a Força Aérea dos Estados Unidos, é comandante de avião comercial desde 1991 e pilota atualmente um Boeing 737-800, escreveu a respeito em artigo publicado pelo site Mashable.

Ele lembra que piloto e copiloto dividem as responsabilidades no cockpit, de forma que sempre haja um olhar extra sobre os procedimentos. Desta forma, se um dos pilotos passar mal, o outro está habilitado para realizar a aterrissagem.

Além disso, em voos de longa duração há outros pilotos a bordo do avião. Também em voos curtos, é comum a presença de pilotos a caminho de outro voo no qual estarão em serviço ou que estão simplesmente viajando.

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Saiba o que as companhias aéreas fazem para ajudar quem tem medo de voar

Manno explica ainda que a tripulação dos aviões é submetida a testes de saúde regularmente e os casos em que comandantes se tornam incapacitados para exercer sua função durante o voo não são comuns. E, quando um piloto passa mal, há um kit médico no avião que qualquer profissional da área médica pode usar para socorro imediato, além de um desfibrilador que os comissários são treinados para usar.

Também é possível entrar em contato com um médico em solo pelo rádio. “Se um dos pilotos ficar incapacitado, o outro vai primeiro cuidar da navegação, para então coordenar a assistência com o médico por meio da ligação”, diz o piloto, acrescentando que, a partir da altitude de cruzeiro, um pouso seguro costuma ser realizado em cerca de 30 minutos.

A partir do momento em que um problema médico é comunicado ao controle de tráfego aéreo, o avião ganha prioridade e liberação antecipada para pouso no aeroporto mais próximo e preparado para o procedimento.


Saiba o que as companhias aéreas fazem para ajudar quem tem medo de voar
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photo_3463_20070930Para muitas pessoas, viajar de avião pode ser um pesadelo. Há quem perca a oportunidade de conhecer um lugar novo, de visitar um amigo ou familiar que mora longe ou até deixe de comparecer a um compromisso de trabalho devido ao pavor de entrar em um avião. Algumas companhias aéreas estrangeiras reconheceram a necessidade de ajudar esse público e atrai-lo para seus voos uma vez que a fobia for superada. Essas empresas desenvolveram cursos que combinam informações de tripulantes e psicólogos para ajudar o passageiro a controlar o medo. Os cursos são pagos e geralmente incluem um voo de experiência no encerramento.

Algumas empresas, diante da alta demanda, aumentaram o número de cursos oferecidos. A British Airways passou a oferecer palestras também em Nova York, Dubai e Johanesburgo. Para os brasileiros que enfrentam esse problema, a notícia não é muito boa. Nenhuma das principais companhias aéreas do país possui programas especificamente desenvolvidos para quem tem medo de avião.

Conheça alguns dos serviços disponibilizados por companhias aéreas para quem quer combater a fobia:

British Airways (link encurtado http://zip.net/bsr2r3) – A companhia afirma que o curso pode ajudar quem tem desde uma ansiedade moderada em relação a viagens aéreas até quem não pode nem olhar para um avião sem sentir medo. O curso de um dia é ministrado por pilotos e tripulantes da aérea, com o apoio de um psicólogo. A programação é encerrada com um voo de 45 minutos de duração. Em seu site, a British Airways divulga um trecho de uma entrevista da atriz Jennifer Aniston em que ela conta como um vídeo sobre o programa a ajudou a controlar o pânico, principalmente ao ressaltar que turbulências são normais.

Os cursos podem ser feitos nos aeroportos de Heathrow e Gatwick, em Londres (Inglaterra), Dublin (Irlanda), Edimburgo e Glasgow (Escócia) e também em Dubai, nos Emirados Árabes, Johanesburgo, na África do Sul, e Nova York, nos Estados Unidos (nos três últimos o voo de encerramento não está incluído). Os preços variam de acordo com a localidade. Em Heathrow, por exemplo, custa 309 libras (R$ 1.800). É possível levar um acompanhante no voo pagando um valor adicional.

Também é possível optar por um atendimento individual ou um curso com número reduzido de participantes (cerca de quatro pessoas). Há ainda um programa para crianças de 7 a 11 anos e outro para jovens de 11 a 17 anos. A empresa afirma ter auxiliado mais de 45 mil pessoas nos últimos 25 anos.

Virgin Atlantic – A companhia começou a ministrar cursos em 1997 e já deu palestras até para celebridades como Whoopi Goldberg. Em um depoimento para o site do programa, a atriz conta que ficou 13 anos sem voar até acompanhar o curso.

Os seminários em grupo são realizados em um único dia, com duração aproximada de 8 a 10 horas. Neste período, algumas perguntas respondidas por funcionários da empresa são: Como um avião voa? Por que a turbulência é totalmente segura? O que são todos os barulhos a bordo? O que os pilotos fariam se houvesse uma falha no motor? O que as companhias aéreas estão fazendo a respeito do terrorismo?

Os participantes também recebem informações sobre o treinamento de comissários e dicas de terapeutas sobre como reconhecer o medo e como controlá-lo. A programação termina com um voo curto no qual um piloto comenta o que acontece em cada estágio, da decolagem a aterrissagem.

O curso de período integral custa 267 libras (cerca de R$ 1.600). Há também uma opção de meio período, que não inclui o voo, e sai por 150 libras (R$ 900). Outra alternativa é o curso para viajantes de 6 a 14 anos – a companhia recomenda que a criança seja acompanhada por um adulto que não tenha medo de voar, para não interferir no programa. “Por favor, envolva a criança na decisão”, ressalta a aérea, alertando os pais a não forçarem os filhos a fazerem o curso.

EasyJet A companhia aérea lembra logo na página de apresentação de seu programa que quem tem medo de voar não está sozinho. “Estima-se que 1 em 6 pessoas tem medo de voar.” Pode ser apenas uma dificuldade de relaxar durante o voo ou mesmo a impossibilidade completa de viajar de avião. A empresa britânica lembra ainda que o medo de voar pode se manifestar de várias formas: o medo de não estar no controle da situação, o medo de altura, o medo de lugares fechados ou o medo de ter um ataque de pânico durante o voo. A EasyJet afirma que as técnicas ensinadas durante o programa podem ser usadas em vários aspectos da vida do passageiro.

Na primeira parte do curso, são dadas as explicações teóricas sobre como um avião voa. A segunda etapa é o voo de experiência, realizado sempre em um dia diferente da parte inicial para evitar que o participante perca o foco durante as explicações devido à preocupação com o voo posterior. O curso custa 189 libras (R$ 1.100 aproximadamente). No site é possível baixar uma cartilha com informações sobre o medo de voar e como controlá-lo.

Air France – A principal diferença do programa oferecido pela companhia francesa em comparação com os normalmente encontrados nas empresas é que a Air France opta por um simulador no lugar de um voo de experiência, para encenar algumas situações que podem ocorrer em um voo real, como arremetidas. Ao se inscrever, o viajante preenche um questionário que vai ajudar a identificar a natureza da fobia. Haverá então um encontro individual com um psicólogo do “centro antiestresse” que determinará uma estratégia personalizada para combater a fobia.

A sessão de informação é liderada por comissários, que vão explicar suas atribuições para ajudar na segurança do voo, e pilotos, que vão discutir a mecânica do voo. No simulador, a ideia é vivenciar condições de voo como turbulências e procedimentos de emergência. Depois do programa, as tripulações da Air France passarão a ser informadas sobre a presença dos participantes nos voos para que possam oferecer uma atenção personalizada.

O curso é realizado no centro de treinamento de pilotos da companhia, no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. O preço é 650 euros (R$ 2.800).

Lufthansa (link encurtado: http://zip.net/bnr2jt) – Na página sobre o programa, a empresa alemã já dá algumas dicas sobre como lidar com a fobia: tentar estar o mais descansado possível antes do voo; chegar ao aeroporto com a antecedência necessária para se familiarizar com o ambiente e a situação; manter a mente ocupada durante o voo conversando com acompanhantes, com outros passageiros, ouvindo música, lendo; durante o voo, beber água e evitar bebidas alcoólicas ou com cafeína; praticar técnicas de relaxamento; só usar tranquilizantes com indicação médica.

Os seminários em grupo oferecidos pela companhia duram dois dias e custam 790 euros (R$ 3.400). No primeiro dia, ocorrem as conversas com psicólogos e com tripulantes da Lufthansa e uma visita a um avião. No segundo dia, são apresentadas estratégias psicológicas e exercícios práticos para lidar com a ansiedade e é realizado um voo na companhia de psicólogos. Quem já participou do seminário, mas ainda precisa de assistência, pode recorrer ao serviço de acompanhamento, para atualizar seus conhecimentos sobre voos. Também é possível contratar um seminário individual. Uma agência terceirizada cuida do programa em parceria com a Lufthansa há mais de 30 anos. Os seminários são realizados em aeroportos na Alemanha e também na Itália.


Tem medo de voar? Veja conselhos
médicos para enfrentar a fobia
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Tarja preta: antidepressivos e calmantes só podem ser comprados com receita

Tarja preta: remédios psiquiátricos só podem ser comprados com receita e não devem
ser compartilhados com amigos ou parentes. (Foto: Benjamin Miller/FreeRangeStock)

Muita gente tem medo de voar e os avisos de segurança que antecedem a decolagem não são lá muito apaziguadores. Logo no começo da jornada, o passageiro precisa considerar a possibilidade de despressurização da aeronave ou de pouso na água, entre outros cenários hostis. Por sorte, há medicações que podem atenuar o sofrimento de pessoas mais sensíveis à situação, desde que devidamente prescritos por um médico.

O psiquiatra Ezequiel José Gordon, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, explica que fobia é um medo acentuado, por vezes desmedido, que uma pessoa sente em uma determinada situação ou mesmo na previsão de que ela venha a acontecer. O genérico “medo de voar” contempla anseios diferentes, que variam de pessoa para pessoa, como explica o médico. “Há os que temem um acidente, aqueles que se sentem claustrofóbicos dentro do avião, os que têm medo de altura, os que receiam passar mal durante o voo e aqueles que se sentem desamparados em viagens, entre outros.”

Mas como saber se o medo que você sente é grave o suficiente para que procure um médico e use algum tipo de medicação? “O passageiro deve consultar um profissional quando o medo que sente interfere em seu cotidiano e/ou provoca uma ansiedade antecipatória considerável”, orienta Gordon. Numa conversa com um especialista, será possível averiguar a gravidade dos sintomas para uma possível prescrição.

Marília Queiroz Foloni, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein, também de São Paulo, explica que há dois tratamentos medicamentosos possíveis para quem tem fobia de voar: antidepressivos e ansiolíticos (calmantes). Isso porque as fobias estão dentro do espectro dos transtornos ansiosos, tratados com a mesma classe de medicamentos que combate a depressão.

Contudo, os antidepressivos precisam de semanas para fazer efeito e só fazem sentido, nesses casos, caso haja uma antecedência razoável entre o início do tratamento e a data da viagem. Há de se lembrar que os antidepressivos não causam dependência, mas o uso desses medicamentos não pode ser interrompido repentinamente.

Os ansiolíticos, por sua vez, têm efeito imediato e são ideais para fóbicos com viagens próximas. O fato, contudo, é que podem causar dependência, quando mal administrados. Por isso, os médicos não costumam receitá-los por longos períodos. Os calmantes também potencializam o efeito do álcool – isso significa que, se o passageiro beber durante o voo, pode ficar bêbado mais rapidamente ou mesmo chegar sedado ao destino.

Uso individual

Tanto antidepressivos como ansiolíticos só podem ser comprados em farmácias mediante a apresentação de receita especial. Foloni também ressalta que compartilhar remédios com parentes e amigos pode ser perigoso. “É muito importante que o tratamento seja individualizado – o que ajuda uma pessoa pode fazer mal a outra.”

A longo prazo, um tratamento psicoterapêutico também pode ajudar. A psicanálise e a terapia cognitivo-comportamental são vertentes que podem ser especialmente úteis nesse processo, indica Gordon. “Quando o indivíduo consegue resolver a questão que causa a sua fobia, ela perde o sentido e os sintomas tendem a desaparecer.” E psicoterapia, de uma forma geral, é uma busca pelo sentido daquilo que se sente.

(Leandro Quintanilha – leandroq@gmail.com)


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