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Arquivo : acidente

Aviões batem no aeroporto de Istambul e Airbus A321 perde a cauda; assista
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Dois aviões bateram na pista do aeroporto de Istambul (Turquia) enquanto taxiavam no domingo (13). A ponta da asa do A330 da companhia aérea Asiana Airlines acertou em cheio a cauda do A321 da Turkish Airlines, que teve o estabilizador vertical arrancado com a força do impacto. Não houve feridos.

O acidente ocorreu quando o Airbus A330 da Asiana se preparava para a decolagem, enquanto o Airbus A321 da Turkish Airlines, que acabara de pousar, aguardava autorização para se aproximar do portão de embarque.

O A321 da Turkish Airlines entrou na área de estacionamento, mas parou ainda longe do portão de embarque. Com isso, a cauda do avião ficou muito próxima à pista de taxiamento. Nesse momento, o A330 da Asiana se dirigia para a cabeceira da pista de decolagem.

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Com danos no bordo de ataque (parte da frente) da asa, o voo da Asiana com a A330 que seguiria para Seul (Coreia do Sul) foi cancelado. Segundo o jornal “The Korean Times”, todos os 222 passageiros a bordo foram acomodados em um hotel de Istambul. A companhia aérea teve de enviar um novo avião para completar a viagem no dia seguinte.

Ninguém ficou ferido com a colisão entre os dois aviões. O A321 da Turkish, no entanto, teria tido um princípio de incêndio, o que teria sido rapidamente controlado pelos bombeiros do aeroporto turco.

Os motivos da colisão entre os dois aviões estão sendo investigados pelas autoridades de aviação da Turquia. Segundo o jornal “The Korean Times”, o ministério de transporte da Coreia do Sul também deve enviar investigadores à Turquia para acompanhar o caso.

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Após sofrer uma forte turbulência durante o voo entre Amritsar e Nova Déli, ambas na Índia, um Boeing 787-8 da Air India com 240 pessoas a bordo perdeu a parte interna de uma das janelas da cabine de passageiros. As janelas dos aviões são feitas em duas camadas, com um espaço entre elas. A parte externa permaneceu intacta, sem causar a despressurização do avião.

O incidente causou pânico entre alguns passageiros, especialmente na mulher que estava sentada ao lado da janela danificada. O problema aconteceu na última quinta-feira (19), apenas dois dias após um Boeing 737-700 da companhia norte-americana Southwest ter uma janela destruída por peças que se soltaram do motor. O novo caso, no entanto, só foi divulgado neste final de semana, após um dos passageiros publicar um vídeo no YouTube.

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Depois de recolocar a parte interna da janela na posição original, uma comissária de bordo tentou acalmar a passageira sentada ao lado da janela danificada. O vídeo mostra também outros passageiros aflitos com a situação.

A Diretoria Geral de Aviação Civil da Índia afirmou que já abriu uma investigação para apurar as causas do problema.

Turbulência durou de 10 a 15 minutos

O Boeing 787-8 da Air India enfrentou uma forte turbulência durante 10 a 15 minutos – o voo teve duração total de 55 minutos. Alguns painéis se soltaram do teto e três passageiros ficaram levemente feridos durante a turbulência.

“A turbulência no voo AI 462 foi tanta que um passageiro, que provavelmente estava sem o cinto de segurança, bateu a cabeça no teto do avião. Ele e outros dois passageiros ficaram feridos. O painel interno de uma janela (no assento 18A) se soltou. O lado de fora da janela não quebrou e não houve despressurização. Os passageiros estavam naturalmente aterrorizados”, disse um dos passageiros ao jornal “The Times of India”.

Após o pouso, os três passageiros feridos foram encaminhados ao hospital para receber curativos e liberados para prosseguir viagem aos seus destinos finais.

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Janela do Boeing 737-700 destruída após falha no motor do avião (Facebook Marty Martinez)

Por Vinícius Casagrande

As janelas dos aviões são feitas para resistir a fortes impactos sem serem destruídas. A resistência é essencial para suportar a diferença entre a pressão do ar dentro e fora do avião. Mas não foi o que aconteceu na última terça-feira (17) durante um voo da companhia aérea norte-americana Southwest.

Após peças do motor se soltarem e atingirem a fuselagem do Boeing 737-700, uma das janelas se rompeu. A abertura fez com que a passageira Jennifer Riordan fosse parcialmente sugada para fora do avião. Ela foi a única vítima fatal do acidente.

Nem martelada, nem trombada com pássaro

O engenheiro aeroespacial e ex-tenente da Força Aérea Brasileira Shailon Ian afirma que somente uma peça muito grande e lançada com extrema força poderia quebrar uma janela de avião. “Tem de ser um objeto duro, muito rápido e com muita energia para quebrar, como aconteceu nesse caso”, afirma.

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As investigações preliminares apontam que uma das paletas frontais do motor se soltou, sendo lançada em direção à fuselagem. “Um motor de avião gira a 18 mil rotações por minuto. Quando uma peça se solta, atinge a fuselagem com força extrema”, diz o engenheiro aeronáutico e professor de transporte aéreo e aeroportos da Escola Politécnica da USP Jorge Eduardo Leal Medeiros.

O engenheiro mecânico Rob DeCosta afirma, em artigo no site Quora, que seria necessária uma força de mais de 2.200 quilos para quebrar uma janela de um Boeing 777, por exemplo. Como comparação, ele cita que um lutador de boxe profissional consegue aplicar golpes com 600 quilos de força. “Mesmo se der uma martelada, um passageiro não consegue quebrar a janela”, diz Shailon.

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Mesmo uma colisão com pássaros não seria suficiente para quebrar a janela da cabine de passageiros. “Nesse caso, o risco maior seria nas janelas dos pilotos. No caso dos passageiros, o pássaro não teria como atingir diretamente as janelas”, diz o engenheiro aeroespacial. Por conta da velocidade do avião, o pássaro não teria como atingir o avião lateralmente.

Mais fácil ganhar na Mega-Sena

Shailon diz que esse é um evento raríssimo e com poucas chances de se repetir. “Foi uma senhora pancada. É mais fácil ganhar na Mega-Sena do que acontecer novamente”, afirma, acrescentando uma ressalva. “A menos que a investigação detecte uma falha de projeto do motor. Mas isso é pouco provável, já que esse é o modelo de motor mais utilizado no mundo”, diz.

O engenheiro afirma que se uma falha de projeto for constatada, é possível que as autoridades aeronáuticas impeçam os voos de todos os aviões que utilizam motores do mesmo modelo. Nesse caso, os aviões só poderiam voar novamente após o defeito se corrigido em todos os motores em uso atualmente.

Recentemente, já houve pelo menos dois casos em que motores de aviões sofreram danos em voo. Em agosto de 2016, um Boeing da própria Southwest perdeu parte do motor. Em fevereiro deste ano, aconteceu o mesmo com um Boeing 777 da United Airlines. Nos dois casos, no entanto, não houve danos à fuselagem dos aviões.

Peças do motor foram arremessadas contra a fuselagem do avião (Amanda Bourman via AP)

Até o furinho na janela tem uma função

Produzidas com material acrílico resistente, as janelas dos aviões têm de ser capazes de suportar até 33% a mais do que a força exercida pela diferença de pressão dentro e fora do avião. Elas são feitas em duas camadas, com um espaço entre elas, exatamente por causa dessa diferença de pressão.

Até mesmo o formato influencia na resistência. Elas têm os cantos arrendondas para distribuir melhor a força. No início da aviação, alguns aviões foram projetados com janelas quadradas. Os cantos pontiagudos formavam pontos de tensão, criando rachaduras na fuselagem.

O pequeno furo presente nas janelas também tem como função permitir um melhor equilíbrio das pressões internas e externas.

Efeito aspirador de pó e ventania a bordo

Durante o voo, a cabine do avião está totalmente pressurizada. Mesmo voando a uma altitude de 36 mil pés (11 quilômetros), a pressão do ar dentro do avião é equivalente a uma altitude de 8.000 pés (2,5 quilômetros). Isso significa que o ar interno é muito mais denso do que o externo.

Quando a janela quebra, ocorre a despressurização. Para que a pressão interna fique igual à externa, o ar mais denso sai do avião pelo buraco que se abriu. “A janela do avião vira um aspirador de pó, sugando tudo o que está dentro do avião”, diz Shailon Ian.

Avião da Southwest conseguiu pousar em segurança (David Maialetti /The Philadelphia Inquirer via AP)

Esse fenômeno ocorre até que as pressões interna e externa fiquem equivalentes (todo o ar pressurizado saia do avião). As máscaras de oxigênio caem porque, em altitude elevada, o oxigênio disponível na atmosfera não é suficiente para manter a respiração humana. Assim que a despressurização acontece, o piloto precisa diminuir a altitude do avião até um nível aceitável para o corpo humano.

Após o incidente com o voo da Southwest, os passageiros relataram uma forte ventania dentro do avião até o momento do pouso. Shailon afirma, no entanto, que isso não tem relação com a despressurização. “É como andar de carro com a janela aberta, só que a mais de 300 km/h”, diz.

Sugestão: apertem os cintos

Apesar do pânico generalizado a bordo, o engenheiro aeroespacial diz que os riscos de haver uma vítima fatal podem ser minimizados.

“É possível que a passageira que foi sugada estivesse sem o cinto de segurança ou com o cinto afrouxado. Por isso, é essencial seguir as orientações dos comissários de bordo de manter sempre o cinto bem afivelado”, afirma.

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Airbus A310 da Aeroflot que sofreu acidente em 1994 (Michel Gilliand/Wikimedia Commons)

Por Vinícius Casagrande

O acidente com o voo 593 da companhia aérea russa Aeroflot, na madrugada do dia 23 de março de 1994, é um dos mais surreais da história da aviação comercial. Com 75 pessoas a bordo, sendo 63 passageiros e 12 tripulantes, o Airbus A310 caiu após o comandante Yaroslav Kudrinsky colocar seu filho de apenas 16 anos em seu lugar durante o voo. Ninguém sobreviveu ao acidente.

O voo da Aeroflot decolou de Moscou (Rússia) com destino a Hong Kong (Região Administrativa da China). Mais de quatro horas após a decolagem, os filhos do comandante Yaroslav Kudrinsky resolveram visitar o pai na cabine de comando do Airbus A310. O jato era um dos mais modernos aviões da época e acabava de ser introduzido na frota da Aeroflot.

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Com os sistemas automatizados e clima calmo na região da Sibéria, onde sobrevoava naquele momento, Kudrinsky primeiro convidou a filha Yana, de 12 anos, para sentar na poltrona do comandante. Ele pede para que filha coloque as mãos no manche do avião, mas alerta para que ela não aperte nenhum botão.

O comandante aciona um comando do piloto automático para que o avião faça uma leve curva para esquerda. Dessa forma, o manche se inclina para a esquerda, e a menina tem a sensação de que está realmente pilotando o avião.

Filho assume comando e desliga o piloto automático

Depois de colocar o Airbus A310 no rumo original, é a vez do comandante Kudrinsky fazer a mesma brincadeira com o filho Eldar, de 16 anos. É aí que começam os problemas com o voo 593 da Aeroflot.

Empolgado com a sensação de pilotar um avião comercial, Eldar força demais o manche. O movimento mais brusco faz com que o piloto automático do avião seja parcialmente desligado. Com isso, mesmo após dar o comando para o piloto automático retornar ao rumo original, o avião continua aumentando a inclinação das asas.

Com o clima descontraído dentro da cabine de comando do Airbus A310, os pilotos verdadeiros do avião não percebem que algo de errado está acontecendo naquele momento. Somente quatro minutos depois, quando Eldar pergunta ao pai se o avião ainda deveria estar fazendo a curva, é que o comandante percebe o problema.

Mergulho em direção ao solo

Nesse momento, o avião já estava com as asas inclinadas em mais de 45º, acima dos limites recomendados pelo fabricante. Os pilotos demoraram a entender o que estava acontecendo. Enquanto isso, o avião chega a uma inclinação de quase 90º. Sem sustentação suficiente, o Airbus A310 começava um mergulho em direção ao solo.

O copiloto Igor Vasilyevich Piskaryov, que estava sentado na sua posição correta, tenta corrigir o problema. Ele consegue recuperar o avião e acabar com o mergulho. Somente neste momento, Kudrinsky consegue assumir novamente seu lugar na poltrona de comandante.

A manobra para tirar o avião do mergulho faz com que o Airbus A310 levante muito o nariz. Com isso, o avião perde sustentação novamente e inicia um novo mergulho, desta vez em parafuso (girando em torno do próprio eixo).

Vamos sair dessa, disse o comandante

Agora trabalhando em conjunto, os pilotos conseguem tirar o avião do movimento de parafuso e iniciar a recuperação do voo. O comandante chega a comemorar: “Nós vamos sair dessa. Está tudo bem”, disse, segundo as gravações de áudio da cabine. Mas era tarde demais. O avião já havia perdido muita altitude.

Na madrugada do dia 23 de março de 1994, o Airbus A310 da Aeroflot se choca com as montanhas a 20 quilômetros de Mejdurechensk (Rússia). O avião caiu sem fazer nenhum comunicado de emergência aos órgãos de controle de tráfego aéreo.

Durante as investigações, a Rússia tentou omitir o fato de que o filho do comandante estava no controle do avião quando os problemas do voo 593 da Aeroflot começaram. Autoridades chegaram a afirmar que o problema estava no projeto do avião e que, se fosse uma aeronave russa, o acidente não teria acontecido. Com o avanço das investigações, no entanto, ficou impossível esconder a verdade.

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Jogo coloca você em acidente de avião, com 45min para escapar antes de cair
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Você está a bordo de um avião e, no meio do voo, os motores da aeronave explodem. Enquanto o avião cai, os pilotos e comissários de bordo simplesmente desaparecem. Sua única chance de sobrevivência é encontrar um paraquedas e saltar do avião antes que ele chegue ao solo.

Essa é uma situação pela qual ninguém gostaria de passar na vida real. Mas é exatamente isso o que propõe um novo jogo criado no Canadá.

O Final Destination (Destino Final) é um escape game. Trata-se de um jogo de imersão presencial bastante realista. Os participantes devem procurar por pistas na sala para escapar dela em um tempo determinado. Os escape games surgiram no Japão e se espalharam pelo mundo. O grande desafio é tentar desvendar os enigmas propostos.

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O jogo tem chamado atenção pelo alto nível de realidade no qual coloca os participantes. A sala é montada como se fosse um avião verdadeiro, com poltronas, janelas e compartimentos de bagagem no teto do avião.

O desafio começa para valer quando os motores explodem e o avião passa a cair. “Lembrando de suas aulas de física, você percebe que, naquela altura, o avião irá planar por 45 minutos. Você deve encontrar um paraquedas e escapar antes que o avião chegue ao chão”, afirma a descrição do jogo.

Dentro da sala, podem participar de dois a seis jogadores. Apesar de ser classificado como um jogo de nível iniciante, a empresa afirma que apenas 35% dos participantes conseguem escapar antes da queda total do avião.

A empresa canadense de jogos conta ainda conta com outras quatro salas temáticas de escape games: Butcher’s Basement (o jogador é preso no subsolo de um serial killer e deve escapar em 45 minutos), The Prisioner (o jogador foi condenado a morte e tem 60 minutos para escapar antes da execução), The Ninja (o participante precisa encontrar os objetos escondidos para se tornar um verdadeiro ninja e sobreviver ao desafio), Back to the Mummy (você é preso em uma tumba egípcia e tem 45 minutos para sair antes que o local desabe).

Onde fica:

Roundabout Canada

Endereço: 330 Yonge Street (2º andar), Toronto, Canadá

Site: http://www.roundaboutcanada.com/

Preço: 26 dólares canadenses (R$ 67)

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Maior aeronave do mundo, dirigível sofre mais um acidente no Reino Unido
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Dirigível se soltou do mastro de segurança e foi esvaziado (foto: Polícia de Bedfordshire)

O dirigível Airlander 10, atualmente a maior aeronave do mundo, sofreu um novo acidente após um voo de teste no último final de semana. É o segundo acidente do Airlander 10 em apenas seis voos de teste desde que a aeronave decolou pela primeira vez em agosto do ano passado. O dirigível tem 92 metros de comprimento (16 metros a mais que o Boeing 747-8), 43 metros de largura e 26 metros de altura (2 metros a mais que o Airbus A380).

Depois de pousar na última sexta-feira, o dirigível foi amarrado aos mastros de fixação no solo. No dia seguinte, uma falha fez com que a aeronave se soltasse. Isso fez com que fosse acionadao um sistema de emergência, que abre uma fenda na estrutura da aeronave, permitindo a liberação dos gases e fazendo com que o dirigível fosse esvaziado.

O acidente aconteceu no aeroporto de Cardington, cerca de 80 quilômetros ao norte de Londres, no Reino Unido. Segundo um comunicado da empresa Hybrid Air Vehicle, fabricante do Airlander 10, o sistema de emergência foi acionado para minimizar os danos.

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Dirigível Airlander 10 está em teste desde agosto do ano passado (foto: Divulgação)

“É uma característica de segurança para garantir que nossas aeronaves minimizem qualquer dano potencial ao seu entorno nessas circunstâncias. A aeronave está agora desinflada e segura no campo de pouso. O combustível e o gás hélio foram removidos com segurança”, diz a empresa.

Para ser inflado, são necessários 38 mil metros cúbicos de gás hélio. O dirigível conta com quatro motores V8 abastecidos com diesel, que geram 325 hp de potência cada um.

Mesmo sem ter ninguém a bordo do dirigível no momento do acidente, dois funcionários da Hybrid Air Vehicle que estavam próximos à aeronave ficaram levemente feridos. Uma mulher chegou a ser encaminhada para um hospital local, mas já foi liberada. Outro funcionário sofreu alguns ferimentos ao tentar solucionar o problema.

A fabricante afirma que as causas do acidente ainda serão investigadas. “Estamos testando um novo tipo de aeronave, e incidentes dessa natureza podem acontecer durante a fase de desenvolvimento. Nas próximas semanas, vamos avaliar as causas do incidente e a extensão dos reparos necessários”, afirma a Hybrid Air Vehicle, em nota.

Um dia antes do acidente, a empresa havia afirmado que a aeronave entraria em uma nova fase de testes. A intenção era realizar voos mais altos (até 2.100 metros), mais rápidos (até 92 km/h) e com distâncias maiores (até 139 quilômetros). Agora, não há previsão para a retomada dos testes com o Airlander 10.

Aeronave já havia sofrido um acidente durante o segundo voo de teste (foto: reprodução)

Aeronave já tinha sofrido outro acidente

O dirigível voou pela primeira vez em agosto do ano passado. No segundo voo, a aeronave teve um acidente durante o pouso. Ao se aproximar do campo de Cardington, o dirigível bateu com o nariz no chão, causando danos na cabine de comando.

A aeronave só voltou a voar novamente em maio deste ano, depois que a empresa desenvolveu um novo sistema com duas bolsas infláveis na parte inferior do dirigível para auxiliar nos pousos. O dirigível realizou somente seis voos até o momento.

O dirigível pode decolar com peso máximo de até 20 toneladas. Segundo a empresa, o Airlander 10 pode atingir a velocidade máxima de 150 km/h e distâncias de até 6.000 quilômetros.

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Drone bateu em avião na Argentina; EUA registram 100 casos de risco por mês
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Os voos de drones próximos aos aeroportos têm colocado em risco diversos jatos comerciais de passageiros ao redor de mundo. No último sábado (11), um Boeing 737 da companhia aérea Aerolineas Argentinas foi atingido por um drone (espécie de aeronave não tripulada e pilotada à distância) quando se aproximava do pouso em Buenos Aires.

O avião viajava de Trelew, também na Argentina, para o aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires. O Boeing 737 estava a apenas 67 metros do solo quando os pilotos avistaram um drone, que bateu na parte da frente do avião. O incidente não gerou danos à aeronave, que pousou logo em seguida.

Segundo o site especializado The Aviation Herald, o piloto, que não foi identificado, comunicou a colisão com o drone à torre de controle de Buenos Aires. “Esse drone não vai voar nunca mais. Nós o atingimos com o nariz do avião. Se tivesse acertado o motor, teria causado uma pane”, afirmou. O caso está sob investigação das autoridades de aviação civil da Argentina.

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No dia seguinte, domingo, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, teve de ficar fechado por mais de duas horas por causa da presença de um drone na rota de pouso dos aviões. Pilotos de companhias aéreas avistaram visualmente o drone próximo à pista de Congonhas e avisaram a torre de controle. Nenhum avião foi atingido pelo drone, mas pelo menos 45 voos foram afetados.

O Brasil tem atualmente 24 mil drones cadastrados na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Segundo a legislação brasileira, ao colocar em risco as operações aéreas, o piloto de drone pode ser condenada a pena de prisão de 2 a 5 anos.

Mais de 100 casos por mês nos Estados Unidos

A aproximação de drones com aviões tem causado sérias preocupações à autoridade de aviação civil dos Estados Unidos (FAA). O órgão afirma que os casos “cresceram dramaticamente nos últimos dois anos”.

Atualmente, a FAA recebe mais de 100 relatórios por mês sobre a presença de drones nas rotas de aviões, tanto comerciais como particulares. No último balanço divulgado, que abrange os meses de janeiro a março deste ano, foram registrados 404 casos de pilotos que avistaram drones próximos das aeronaves.

“A agência quer enviar uma mensagem clara de que operar drones em torno de aviões, helicópteros e aeroportos é perigoso e ilegal. Os operadores não autorizados podem estar sujeitos a multas rígidas e encargos criminais, incluindo a possibilidade de prisão”, afirma a FAA.

O relatório da agência norte-americana afirma que trabalha em uma campanha de educação dos usuários de drones para que operem os equipamentos sempre dentro das regras. Segundo a agência, há também o desafio de identificar e punir quem opera drones de forma irregular.

“A agência também está trabalhando em estreita colaboração com forças policiais para identificar e investigar as operações não autorizadas de aeronaves não tripuladas. A FAA emitiu penalidades civis por uma série de voos não autorizados em várias partes do país e tem muitos casos de execução aberta. A FAA encoraja o público a denunciar operações não autorizadas de drone e a ajudar a desencorajar essa atividade ilegal e perigosa”, diz a agência norte-americana.

Outros casos pelo mundo

Em agosto, a presença de um drone próximo ao aeroporto de Lisboa, em Portugal, também fez com que dois aviões tivessem de abortar o pouso, sendo que um deles acabou sendo desviado para a cidade do Porto.

Como no caso de Congonhas, a presença do drone foi notificada pelos próprios pilotos. A polícia portuguesa foi acionada, mas também não conseguiu localizar o dono do drone. Portugal tem registrado casos recorrentes de aproximação entre drones e aviões comercial. O mês mais perigoso no país foi junho, quando foram registrados oito casos semelhantes.

Diversos outros países também já registraram casos de quase colisão entre drones e aviões comerciais. Na Suíça, um Airbus A330 se aproximava do pouso quando, a cerca de 20 km da pista, passou a apenas 10 metros de distância de um drone com cerca de um metro de diâmetro.

Em Londres, no Reino Unido, o aeroporto de Gatwick teve de ser fechado em julho por causa da presença de um drone. Na ocasião, cinco voos tiveram de ser desviados para evitar a colisão com o objeto.

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Aeroporto do Galeão realiza treinamento para retirar avião danificado da pista (foto: Divulgação)

Se um carro quebra ou tem o pneu furado no meio da estrada, a tendência é prejudicar o trânsito e causar grandes congestionamentos. Para minimizar o problema, porém, basta empurrá-lo para o acostamento ou usar o macaco para trocar o pneu. E se um avião “quebra” bem no meio da pista de um aeroporto? O processo envolve de bolsas de ar a guindaste. 

Para estar preparado caso um incidente desse tipo aconteça, o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, está fazendo nesta semana um treinamento sobre como remover aviões acidentados da pista de pouso e decolagem. A simulação começou nesta terça-feira (07) e vai até quinta.

Na simulação, o desafio era deslocar um Boeing 727 da empresa Total Linhas Aéreas que teve problemas no trem de pouso (no caso, foi de mentirinha). O teste foi feito em uma área isolada, próxima ao pátio de estacionamento dos aviões, para não atrapalhar o funcionamento normal do aeroporto.

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Avião é erguido com o auxílio de bolsas de ar infláveis (foto: Divulgação)

Bolsas de ar para tirar avião do chão

Com problemas nas rodas, o avião não consegue se deslocar e fica parado na pista, prejudicando todo o funcionamento do aeroporto.

Para retirá-lo, é preciso da ajuda de bolsas de ar –que lembram um “pula-pula”. Elas são instaladas ainda murchas e, conforme são infladas, o avião é erguido. O processo é semelhante ao macaco utilizado para trocar os pneus dos carros.

Depois de levantar o avião, alguns cabos são amarrados à fuselagem e presos a um guindaste para manter a aeronave na posição correta.

Para liberar a pista, o avião é puxado por um carro rebocador, e o guindaste acompanha o avião durante todo o percurso para manter a estabilidade da aeronave.

Os equipamentos utilizados para a remoção de aviões acidentados na pista são capazes de deslocar aeronaves com até 150 toneladas.

Após erguer o avião, ele é retirado da pista por um rebocador (foto: Divulgação)

Viracopos ficou fechado por 40 horas em 2012

Apesar de toda a complexidade, o trabalho deve ser feito o mais rápido possível para minimizar transtornos às operações do aeroporto.

Em 2012, por exemplo, um problema no trem de pouso de um avião cargueiro MD-11 da empresa Centurion Cargo deixou o aeroporto de Viracopos, em Campinas, fechado por mais de 40 horas.

“Essas operações devem ser realizadas com precisão e delicadeza para que a pista do aeroporto seja liberada no menor tempo possível sem comprometimento do seu revestimento ou avarias adicionais na aeronave”, diz Sérgio Novato, diretor de manutenção da Latam.

O simulado realizado no aeroporto do Galeão faz parte do processo de certificação da IATP (International Airliners Technical Pool), uma associação que reúne empresas aéreas de todo o mundo para ajudar no resgate de aeronaves.

A Latam é a única empresa aérea treinada e certificada nesse tipo de remoção no Brasil e na América do Sul. A empresa atende ocorrências a pedido de aeroportos, outras empresas aéreas ou donos de avião.

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Colisão de dois Boeings 747 foi o acidente com o maior número de mortos (Foto: Domínio Público)

Por Vinícius Casagrande

No dia 27 de março de 1977, há exatos 40 anos, a aviação mundial presenciava o pior acidente de sua história, jamais superado até hoje. No aeroporto de Tenerife, na Espanha, dois aviões Boeing 747 se chocaram na pista de decolagem, deixando 583 mortos. Apenas 65 pessoas, entre passageiros e tripulantes, sobreviveram.

Os dois aviões que se envolveram no acidente pertenciam à companhia aérea holandesa KLM e à já extinta norte-americana Pan Am. Todos os sobreviventes estavam a bordo do Boeing da Pan Am.

Ameaça de bomba em Las Palmas

Os dois aviões não estavam previstos para pousar no aeroporto de Tenerife. Ambos tinham como destino final o aeroporto de Las Palmas, também na Espanha. Naquele dia, porém, uma ameaça de bomba em um dos terminais forçou as autoridades a suspender todas as operações no aeroporto local. Assim, os aviões tiveram de ser desviados para Tenerife.

Muitos aviões chegaram a ficar horas parados esperando a reabertura do aeroporto de Las Palmas. O aeroporto de Tenerife passou a viver um certo caos. Com um tráfego de aviões muito superior ao registrado normalmente, não havia espaço para estacionamento de todas as aeronaves. Assim, alguns aviões tiveram de ficar parados nas pistas de táxi, dificultando a circulação de outras aeronaves.

Baixa visibilidade e falha de comunicação

Já era o final da tarde quando os aviões começaram a receber autorização para decolar rumo a Las Palmas. Um novo imprevisto, no entanto, dificultava novamente as operações. Naquele momento, uma forte neblina cobria o aeroporto de Tenerife, reduzindo a visibilidade do pilotos e dos controladores de tráfego aéreo.

Apesar da dificuldade, o Boeing 747 da KLM foi autorizado a prosseguir até a cabeceira da pista e aguardar novas ordens. Instantes depois, o avião da Pan Am recebeu instruções para cruzar a pista e seguir a um ponto perto da cabeceira, já que seria um dos próximos a decolar.

Os pilotos da KLM, porém, não compreenderam a mensagem corretamente (provavelmente por conta da pronúncia ruim do inglês dos controladores espanhóis) e assim que chegaram à cabeceira da pista iniciaram o procedimento de decolagem. Com a baixa visibilidade, os pilotos não viram que havia outro Boeing 747 fazendo uma manobra.

Desespero no Boeing da Pan Am

Enquanto cruzavam a pista, os pilotos da Pan Am conseguiram perceber que as luzes do Boeing da KLM estavam se aproximando e tentaram acelerar para sair da pista antes da chegada do outro avião.

“Comecei a gritar para sairmos da pista e o capitão começou a virar o avião. Olhei para a minha janela, do lado direito, e vi ele decolando da pista. Então, fechei os olhos, me abaixei e, basicamente, fiz uma oração curta na esperança de que ele não nos atingisse”, afirmou o copiloto do Boeing da Pan Am, Robert Bragg, em uma entrevista à BBC no ano passado.

Nesse momento, o avião da KLM já atingia uma velocidade de 250 km/h. O choque foi inevitável.

“Quando ele nos atingiu foi uma batida muito curta. Nenhum barulho muito alto, nenhum chacoalhão forte. Eu pensei, ‘graças a Deus, ele não nos acertou’. Então olhei para cima, para os controles de combate a incêndio, e foi quando eu notei que o teto do avião não estava mais lá”, disse.

Fuga do avião em chamas

O copiloto conseguiu saltar da cabine a uma altura de cerca de 12 metros do chão. A maioria dos passageiros sobreviventes saiu pela asa esquerda do avião e também teve de saltar. Somente os primeiros a sair do avião conseguiram se salvar, antes que o tanque central de combustível explodisse.

Após o impacto, o Boeing da KLM se despedaçou no chão e a fuselagem só parou totalmente cerca de 800 metros após o ponto de impacto.

Causas e consequências do acidente

As investigações apontaram diversas causas para o pior acidente da aviação mundial, e todas estão relacionadas a fatores humanos. As principais são falhas de comunicação entre os pilotos e o controle de tráfego aéreo, erros na pronúncia do inglês por parte dos controladores, cansaço dos pilotos e problemas de relacionamento entre os pilotos da KLM.

Depois do acidente, a aviação estabeleceu diversas mudanças nos procedimentos padrões. Os termos utilizados pelos controladores passaram a contar com uma fraseologia padrão em todo o mundo, há testes de inglês mais rigorosos e o treinamento para evitar conflitos dentro da cabine foi aprimorado.

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