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Passageiro veste 15 blusas para não pagar excesso de bagagem em voo

Vinícius Casagrande

10/07/2019 15h15

Um passageiro da companhia aérea britânica easyJet decidiu vestir cerca de 15 blusas em frente ao balcão de check-in da empresa no aeroporto de Nice (França), para evitar o pagamento de taxas extras por excesso de peso da bagagem. Ao tentar despachar a mala, o escocês John Irvine foi informado que sua bagagem estava oito quilos acima do peso máximo, que na companhia pode variar entre 15 quilos e 23 quilos dependendo do pacote adquirido pelo passageiro.

"A moça do balcão de atendimento perguntou se queríamos pagar a taxa extra, mas meu pai apenas olhou para ela e disse: 'veja isso'. Ele abriu sua mala e rapidamente colocou para fora cerca de 15 blusas para ajudar a diminuiu o peso", contou Josh Irvine, filho de John, em entrevista ao jornal britânico Metro. No Twitter, Josh diz que foram 15 blusas, mas na legenda do vídeo diz que fora cerca de 13 blusas.

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A easyJet cobra 12 libras esterlinas (R$ 56,60) por quilo em excesso. No caso de Irvine, a multa total seria de 96 libras esterlinas (R$ 452,80).

Irvine voltava de férias com a família para Glasgow (Escócia). Além do peso, o passageiro teve de enfrentar o forte calor de Nice. Na hora do embarque, fazia cerca de 30 ºC no sul da França.

A atitude do escocês também gerou dificuldades para ele conseguir passar pelo controle de segurança do aeroporto de Nice. "Foi uma luta, porque acharam que ele estava tentando contrabandear algo sob todas as suas roupas", afirmou Josh.

A notícia viralizou quando Josh, que gravou a cena do pai vestindo as camisas, publicou o vídeo em sua conta no Twitter. O vídeo já conta com mais de 36 mil curtidas.

Atitude já gerou problemas

Apesar de inusitada, a atitude de Irvine não é algo inédito nos aeroportos. Em abril deste ano, a britânica Natalie Wynn teve de reduzir em quatro quilos o peso de sua mala. A passageira retirou da bagagem sete vestidos, dois pares de sapatos, dois shorts, uma saia e um casaquinho leve.

Quando começou a vestir as roupas extras, Natalie chamou a atenção dos demais passageiros que viajavam no mesmo voo que ela para as Ilhas Canárias (Espanha). Ela recebeu a solidariedade de alguns passageiros, que ofereceram o espaço de suas malas para ela levar suas roupas.

Em janeiro do ano passado, o também britânico Ryan Carney Williams, mais conhecido como Ryan Hawaii, não teve o mesmo sucesso na tentativa de embarcar com várias roupas no corpo para não pagar pelo despacho de bagagem.

Ryan tentou viajar em um voo de Keflavik (Islândia) para Londres (Reino Unido) vestindo oito calças e dez camisas ao mesmo tempo. A companhia aérea British Airways, no entanto, recusou o seu embarque no voo.

No dia seguinte, ainda tentou usar a mesma estratégia em um voo da easyJet, mas novamente teve o embarque recusado. Hawaii trocou novamente de companhia aérea e conseguiu embarcar em um voo da Norwegian Airlines.

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