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Maior avião do mundo atinge melhor velocidade no chão e deve voar em 2019
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O gigante Stratolaunch, um avião de fuselagem dupla que pode se tornar o maior do mundo, realizou nesta semana mais uma etapa de testes em solo. Foi mais um passo antes de realizar o primeiro teste de voo, marcado para o ano que vem.

Na atual fase, necessária antes de realizar o primeiro voo, o avião só se movimenta no chão, sem decolar. Fazendo isso, ele atingiu, no último domingo (25) a velocidade de 75 km/h em terra. Foi a melhor velocidade que ele conseguiu até agora. Em outro teste de solo em dezembro, havia feito 45 km/h. Os testes são importantes para verificar os diversos comandos do avião, como controle direcional, motores e freios.

O avião não é destinado ao transporte de passageiros, mas sim para o lançamento de foguetes ao espaço.

“A equipe verificou as respostas dos controles, com base no primeiro teste de taxiamento fez em dezembro”, escreveu no Twitter o idealizador do projeto Paul Allen, um dos fundadores da Microsoft.

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Expectativa é que o avião faça seu primeiro voo em 2019 (Divulgação)

O Stratolaunch foi apresentado em junho do ano passado e fez seu primeiro teste em solo em dezembro do ano passado. Na ocasião, o avião tinha atingido a velocidade máxima de 45 km/h. Além disso, o gigante tem feito testes constantes dos motores e partes elétricas e hidráulicas.

O Stratolaunch tem 117 metros de envergadura (distância entre as pontas das asas), 72,5 metros de comprimento e 15 metros de altura. O avião tem seis motores Pratt & Whitney PW4056 (o mesmo modelo do Boeing 747). O peso máximo de decolagem do avião é de 590 toneladas, sendo 227 toneladas de carga.

O avião é equipado com fuselagem dupla, que dá a impressão de serem dois aviões conectados por uma asa única. A fuselagem da direita abriga a tripulação de voo, enquanto a da esquerda leva os sistemas de dados de voo.

Testes são feitos no aeroporto de Mojave, na Califórnia, nos Estados Unidos (Divulgação)

Lançador de foguetes

A empresa afirma que o objetivo é que o avião seja uma plataforma de lançamento aérea para tornar o acesso ao espaço mais conveniente, confiável e rotineiro. A intenção é que seja uma alternativa mais simples e barata para o lançamento de foguetes e satélites ao espaço.

Os foguetes seriam acoplados na asa central, entre as duas fuselagens, e lançados na baixa órbita terrestre. Após serem soltos, os foguetes passariam a usar seus próprios motores para atingir o espaço. A empresa afirma que esse sistema reduz significativamente os custos e os riscos de atrasos e cancelamentos por sofrer menos problemas causados pelas condições meteorológicas e de tráfego aéreo.

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Avião teve queda brusca de altitude durante testes (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O protótipo do avião militar KC-390, da Embraer, sofreu uma queda de 2.600 metros em apenas 24 segundos durante um teste de voo (os dados são do site FlighRadar24*). Essa velocidade é praticamente sete vezes maior que o normal para um avião, mesmo durante os testes de perda de sustentação.

O incidente aconteceu em 12 de outubro, mas ganhou repercussão nesta quarta-feira (8) após publicação de reportagem pelo site da revista AeroMagazine, parceiro do UOL. No dia, o avião fazia testes de perda de sustentação (chamados de testes de estol) com simulação de formação de gelo nas asas.

Segundo a Embraer, o avião “experimentou um evento além do limite planejado no teste de uma das várias configurações experimentadas”. Após o incidente, a aeronave conseguiu pousar em segurança na pista de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, uma das sedes da empresa.

“Após inspeções detalhadas, nenhum dano à estrutura principal da aeronave foi encontrado. Algumas carenagens externas e janelas de inspeção foram danificadas e precisarão ser reparadas antes que a aeronave retorne aos voos”, afirma a empresa.

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Uma das estruturas danificadas é o sponson, uma espécie de porta do compartimento do trem de pouso do avião. Como a Embraer ainda não deu início à produção em série do cargueiro militar, não há estoque das peças que precisam ser substituídas e, por isso, o avião ainda não voltou a voar.

A Embraer afirma que o incidente não deve atrasar a entrada em operação da aeronave, que tem como principal cliente a Força Aérea Brasileira. “O cronograma de certificação do Embraer KC-390 não foi afetado e a entrada em serviço está confirmada para 2018 com a entrega da primeira aeronave de produção para a Força Aérea Brasileira”, afirma.

Entenda o que aconteceu

O avião já estava havia quase uma hora no ar fazendo testes de perda de sustentação com simulação de formação de gelo nas asas quando houve a queda brusca de altitude: queda de 2.600 metros em apenas 24 segundos.

Durante os testes anteriores ou até mesmo numa aproximação normal para pouso, o avião geralmente desce a uma razão entre 700 metros e 1.000 metros por minuto. Isso significa que, em um voo padrão, nos mesmos 24 segundos ele deveria descer somente entre 280 metros e 400 metros.

Segundo dados do site FlighRadar24, que faz o monitoramento em tempo real de voos em todo o mundo, às 13:25:40, o avião estava a uma altitude de 19.900 pés (6.065 metros). Apenas 24 segundos depois, às 13:26:04, a altitude registrada era de 11.375 pés (3.467 metros).

Dados do site FlightRadar24 mostram queda brusca do avião (linha azul) (foto: Reprodução)

Após essa queda brusca, o avião continuou em descida por mais dois minutos, porém menos acentuada, com uma razão de 1.250 metros por minuto –próxima aos padrões normais do avião. Às 13:28:05, o KC-390 se estabilizou na altitude de 3.175 pés (967 metros). O avião pousou na pista da fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, 14 minutos depois, às 13:42.

“A tripulação executou os procedimentos de recuperação recomendados e conseguiu retornar ao ângulo de ataque normal de voo, porém, as características e a duração das manobras resultaram em uma perda de altitude substancial excedendo limites operacionais tanto de velocidade como de fator de carga. O teste foi interrompido e a aeronave pousou normalmente no site de teste da Embraer Gavião Peixoto. Todos os sistemas da aeronave se comportaram conforme o esperado durante todo o voo”, afirma a Embraer.

Testes colocam avião em situações extremas

O avião militar KC-390 começou a ser desenvolvimento em 2009 e realizou seu primeiro voo no dia 3 de fevereiro de 2015. Atualmente, há dois aviões do modelo fazendo voos de teste.

O processo para certificação de um novo modelo de avião inclui testes para levar o avião além da capacidade para a qual foi projetado. É uma forma de as fabricantes e as autoridades aeronáuticas garantirem que o avião possa suportar as situações mais críticas durante as operações normais do avião.

Assim, os aviões são testados em situações extremas, como locais muito quentes e muito frios e com pista encharcada. Durante os voos todos os limites do avião são testados, como subidas, descidas e curvas acentuadas. Os testes de perda de sustentação avaliam o comportamento do avião em baixa velocidade e a recuperação ao voo normal.

Quando o avião não se comporta exatamente conforme o esperado, o fabricante ainda pode fazer alguns ajustes para corrigir o problema ou fazer modificações nos manuais de operação do avião para garantir a segurança do voo.

* O site FlightRadar24 utiliza tecnologia ADS-B. Os aviões mais modernos emitem sinais que são captados por receptores instalados em solo e alimentam a base de dados do sistema. Embora não seja algo oficial, os dados são bastante precisos.

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