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Arquivo : saúde do viajante

Juíza dos EUA diz que aperto em avião afeta segurança e pede novas regras
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Decisão pretende criar um padrão mínimo para as poltronas de avião (Imagem: Joel Silva/Folhapress)

Para acabar com o que chamou de “encolhimento das poltronas de avião”, uma juíza dos Estados Unidos determinou que o órgão de controle da aviação no país, a FAA (Federal Aviation Administration), analise o pedido da associação de clientes de companhias aéreas Flyers Right para criar regras sobre o tamanho e a distância mínima entre as poltronas dos aviões.

A associação alega que as poltronas estão ficando cada vez mais apertadas e que isso poderia comprometer a segurança dos passageiros em casos de evacuação de emergência.  A decisão não deixa claro se o tamanho das poltronas aumentaria, mas a FAA terá de provar que os tamanhos atuais são seguros e qual o mínimo necessário para garantir a segurança.

A questão nunca chegou a ser regulada por nenhum órgão internacional de aviação. As normas internacionais exigem apenas que, nos casos de emergência, todos os passageiros e tripulantes possam sair do avião em, no máximo, 90 segundos.

A FAA já havia alegado à Justiça que o tamanho das poltronas não causa nenhum risco à segurança nem reduz o tempo de evacuação do avião em caso de emergência. A juíza Patricia Millett, no entanto, considerou que a FAA não apresentou nenhum estudo concreto que comprovasse as alegações e determinou que seja feita uma análise mais rigorosa da situação.

Segundo estudo da Flyers Right, a largura média das poltronas da classe econômica nos Estados Unidos caiu de 47 cm em 2000 para os 43,1 cm atuais. No mesmo período, a distância para a poltrona da frente também foi reduzida, em média, de 88,9 cm para 78,74 cm.

Aperto pode causar problemas de saúde

Além da agilidade na evacuação do avião, a Flyers Right alega que o espaço reduzido das poltronas também pode causar danos à saúde dos passageiros, como coágulos sanguíneos, trombose venosa profunda e problemas musculares e nas articulações.

Para essa questão, no entanto, a juíza avaliou que os dados apresentados pela FAA mostram que o tamanho atual das poltronas não traz risco à saúde dos passageiros.

Brasil tem selo de classificação

No Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) também não regula o tamanho e distância mínima das poltronas dos aviões. No entanto, a agência criou um selo para classificar quais são os aviões mais confortáveis.

A classificação da Anac é feita em cinco categorias: A (acima de 73 cm), B (de 73 cm a 71 cm), C (71 cm a 69 cm), D (69 cm a 67 cm) e E (abaixo de 69 cm). Nessa escala, a distância média utilizada nos aviões nos Estados Unidos estaria classificada na categoria A da Anac.

As companhias aéreas têm de informar ao passageiro a classificação dos assentos do avião já no momento da reserva da passagem.

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Foto: Divulgação

O cardápio vencedor da prova desta semana do programa MasterChef (Band), reality show de culinária, será servido durante o mês de maio na classe executiva dos voos internacionais da companhia aérea Azul para os Estados Unidos e Lisboa (Portugal). A sobremesa foi adaptada para ser servida também na classe econômica.

O menu vencedor teve creme de camarão (entrada), salmão com crosta de amêndoas e purê de aspargos (prato principal) e creme inglês acompanhado de maçã com especiarias (sobremesa). As outras opções para os passageiros incluem peito de frango em cubos, nhoque de aipim ou ainda sorvete de creme com calda de chocolate para a sobremesa.

No entanto, o cardápio do programa precisou ser adaptado para ser servido nos voos. O creme de camarão, que foi elaborado com coco fresco no programa, será preparado com leite de coco para os passageiros da Azul.

“Nenhum alimento que pode deteriorar pode ser usado”, explica Renata Lorenzini, gerente de marca e produto da Azul, ressaltando que essa é uma exigência das normas de vigilância sanitária.

Veja menu do Masterchef que será servido aos passageiros da executiva da Azul

Outra mudança no cardápio escolhido como o melhor foi necessária por uma questão logística. O grupo campeão serviu a sobremesa com um biscoito amanteigado espetado verticalmente sobre a maçã. Os jurados elogiaram a ideia, por considerar que era fácil finalizar o prato com o biscoito antes de servir.

Mas a aérea teve de mudar a montagem do prato, porque do jeito como havia sido feito, a altura do biscoito atrapalhava a colocação das bandejas nos trolleys, os carrinhos usados pelos comissários para distribuir as refeições.

Em média, a Azul serve 170 refeições por dia na classe business. Na econômica, são 1.370 refeições servidas diariamente.

Restrições de alimentos chamam a atenção

Mas o que chamou mais a atenção durante a prova do MasterChef foram as restrições às quais os candidatos a chef de cozinha tiveram de ficar atentos. Um prato foi criticado porque tinha ovos cozidos.

Um dos jurados lembrou que esse é um tipo de alimento que provoca gases. “E a gente lá ia lembrar que existe essa questão da flatulência? Tem que se controlar dentro do avião, gente, pelo amor de Deus”, disse uma das integrantes do grupo que elaborou a refeição.

De fato, o ovo é um dos alimentos que devem mesmo ser evitados em refeições servidas a bordo. “A gente brinca que são alimentos polêmicos”, diz Lorenzini.

A lista inclui ainda feijão e repolho, também conhecidos por causar flatulência, além de pimentão, por ter um sabor muito forte, e temperos como coentro, entre outros produtos que raramente aparecem nos cardápios das companhias aéreas.

Comida que provoca gases deve ser evitada a bordo de aviões, dizem jurados

Alguns sabores são vetados em voos

Durante a prova no programa de TV, os jurados também disseram que sabores extremamente apimentados ou agridoces não eram recomendados e alertaram para o uso de álcool no preparo da comida, porque o efeito do álcool na altitude é potencializado.

Os jurados do MasterChef lembraram ainda que fritura não funciona bem como opção de refeição a bordo, já que os pratos são reaquecidos dentro do avião, acabando com o efeito crocante. Outra dica dada é servir o alimento em pedaços, para afastar o risco de o passageiro se sujar ao cortar.

O menu MasterChef como será servido nos voos da Azul. Foto: Divulgação

A representante da aérea diz que existe uma preocupação com o manuseio da refeição, por ela ser servida em pratos menores, em mesas pequenas, mesmo na classe executiva. É por isso que, de forma geral, o frango é servido sem osso, e as carnes são acompanhadas de bastante molho e não podem estar duras – até porque as facas não são serrilhadas.

Ao criticar uma sobremesa de carolinas de chocolate cobertas com chantili, os jurados do programa reclamaram que a massa estava “muito dura”. “Imagina, você está cortando e sai voando para a cadeira 2C, do executivo ao lado”, disse Paola Carosella, uma das juradas.

Lorenzini afirma que os alimentos servidos nos voos da Azul não são congelados, mas frescos – passando, obviamente, por um processo de resfriamento para serem transportados até o avião e conservados até o momento do reaquecimento, antes de servidos.

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Projeto da Boeing dá R$ 150 e comida para voluntário testar conforto de voo
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Pesquisadores da USP estudam melhorias no conforto de passageiros (Foto: Divulgação)

Pesquisadores da USP estudam melhorias no conforto de passageiros (Foto: Divulgação)

A USP e a Boeing estão desenvolvendo um novo estudo para melhorar o conforto dos passageiros de avião. Os pesquisadores do Centro de Engenharia de Conforto da Escola Politécnica da USP estão em busca de voluntários para realizarem voos simulados de até 6h30 e avaliarem os efeitos de itens como ruídos internos, umidade do ar, pressão atmosférica, temperatura e iluminação da cabine no conforto durante a viagem.

Durante o voo, os voluntários recebem serviço de bordo com alimentação e tablets disponíveis para entretenimento dos passageiros, além de uma ajuda de custo de R$ 150.

Para fazer parte do projeto, a única exigência é que a pessoa tenha experiência anterior em viagens de avião. “Não precisa ser ninguém técnico. É até melhor que seja um passageiro comum”, afirma o professor da USP e coordenador do projeto, Jurandir Itizo Yanagihara.

As inscrições podem ser feitas pelo site do projeto (clique aqui) ou pelo e-mail conforto@usp.br. A seleção dos candidatos aprovados para os testes será feita pelos pesquisadores do projeto.

Sala de embarque reproduz o ambiente de um aeroporto (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Sala de embarque reproduz o ambiente de um aeroporto (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Conheça o estudo

Ruídos internos, umidade do ar, pressão atmosférica, temperatura e iluminação. A influência desses cinco itens no conforto dos passageiros de avião é o objetivo principal do Centro de Engenharia de Conforto. Criado em 2005, os pesquisadores já fizeram diversos estudos para a Embraer e agora desenvolvem um novo projeto em parceria com a Boeing.

“O objetivo é estudar diversos parâmetros ambientais e seu impacto no conforto dos passageiros”, afirma o coordenador do projeto. Depois de analisados, os estudos são enviados às fabricantes de aviões para ajudar no desenvolvimento de novas cabines de passageiros para reduzir o cansaço e o desconforto de voar.

As pesquisas são feitas dentro de um prédio no departamento de engenharia mecânica. O local guarda uma maquete reduzida de um avião Embraer 195, com apenas 30 lugares, instalada dentro de uma câmara de pressão.

Na entrada, o prédio tenta simular o ambiente de um aeroporto, com sala de embarque, comissárias de bordo e até rampa de acesso ao avião. Antes de embarcar, cada “passageiro” recebe um questionário que deverá ser preenchido durante o “voo”.

Em uma simulação de uma viagem de 6h30, os pesquisadores controlam todos os parâmetros que pretendem analisar, podendo alterar temperatura, pressão atmosférica, nível de ruído, iluminação e a umidade do ar.

O coordenador do projeto afirma que seria impossível fazer as diversas simulações em um avião real. “Temos muita flexibilidade e o controle total de todos os parâmetros que queremos analisar”, diz.

Segundo Yanagihara, existem somente dois simuladores como esse no mundo. Além do utilizado pela USP, o outro fica na Alemanha, no Fraunhofer Institute for Building Physics, e trabalha com um simulador de um Airbus A319.

Simulador pode alterar pressão, umidade, temperatura e iluminação durante o voo (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Simulador altera pressão, umidade, temperatura e iluminação do avião (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Pressão e umidade

O professor da USP afirma que os dois principais desafios para aumentar o conforto dos passageiros durante o voo, principalmente em viagens longas, é conseguir aumentar a pressão atmosférica e a umidade do ar a bordo dos aviões.

A pressão interna durante a maior parte do voo corresponde a uma altitude de 2.500 metros. Isso faz com que o ar fique mais rarefeito e aumente a sensação de cansaço no corpo.

Os aviões mais modernos da Boeing já conseguiram aumentar essa pressão para uma altitude correspondente a 1.800 metros.

Essa evolução foi possível graças ao uso de materiais compostos na fabricação dos aviões, que suportam melhor a diferença entre as pressões interna e externa dos aviões.

Já em relação à umidade, o professor da USP afirma que é um processo mais complicado. Segundo ele, o vapor de água, ao se chocar com as paredes frias da fuselagem, condensa e vira água acumulada no material isolante.

“Por isso, os aviões precisam ter uma baixa umidade para não ter esse peso morto, que só deixa o avião mais pesado e aumenta o consumo de combustível”, afirma Yanagihara.

Algumas mudanças até podem ser viáveis tecnicamente. Saber se o custo-benefício vale a pena é a grande questão. “Temos de analisar todas as variáveis para o fabricante investir naquilo que realmente faz diferença”, afirma o coordenador do projeto.

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Até dor de ouvido e sinusite devem ser informadas antes de viajar de avião
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Foto: Manuel Faba Ortega/Getty Images

Foto: Manuel Faba Ortega/Getty Images

Ao comprar uma passagem aérea pela internet, é comum ver indicações como “necessidades especiais” ou “atendimento especial”. Esses alertas geralmente são ignorados, mas o que muita gente não sabe é que algumas condições específicas precisam ser informadas à companhia aérea antes do embarque.

As próprias empresas informam em suas páginas na internet quais as situações que merecem atenção. A Latam, por exemplo, enumera entre os problemas de saúde geralmente considerados como não aconselháveis para uma viagem aérea casos de otite média (infecção no ouvido) e sinusite aguda, anemias severas e alguns tipos de lesões gastrintestinais.

A variação da pressão atmosférica a bordo é o principal fator a ser considerado na hora de avaliar a condição de saúde de um passageiro que pretende viajar de avião.

Junto com seu médico, o cliente deve avaliar a necessidade de preencher o formulário médico (Medif) disponibilizado pelas empresas e enviá-lo dias antes do voo. Dessa forma, a companhia aérea poderá preparar a tripulação para oferecer o atendimento de que o passageiro precisa.

Em alguns casos, o passageiro pode ser impedido de embarcar ou aconselhado a adiar a viagem.

Para se ter uma ideia, no ano passado a Latam recebeu cerca de 8.000 formulários, e a taxa de negativa de embarque ficou em torno de 10% a 15%. Nenhum dos casos que foram liberados exigiu uma interferência no voo, como um desvio de rota para um atendimento de urgência, por exemplo.

Otite, sinusite, gesso…

O formulário médico disponibilizado pela Azul indica outras situações em que o passageiro é desaconselhado a voar, como infecção no ouvido ou sinusite. Há também orientações sobre as limitações que o período pós-operatório impõe a viagens de avião.

No caso de uma cirurgia oftalmológica a laser, é preciso esperar apenas 1 dia. Já quando o cliente submeteu-se a uma cirurgia cardíaca, a orientação é a seguinte: “se você se sentir bem o suficiente e realmente precisar voar, você pode viajar depois de 10 dias, porém é preferível esperar de 4 a 6 semanas”.

Outra situação comum é o caso de alguém que sofreu uma fratura e precisou imobilizar o local com gesso. Essa pessoa deve aguardar 48 horas antes de viajar de avião. No caso de grávidas, é desaconselhado viajar com mais de 36 semanas (o prazo muda quando a gestante está esperando mais de um filho ou quando a gravidez é de risco). Fazer viagens aéreas com crianças com menos de 7 dias de vida também não é indicado.

Foto: DmitriMaruta/Getty Images

Foto: DmitriMaruta/Getty Images

Quem tem direito a pedir assistência?

Uma resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) de 2013 definiu quais os passageiros que podem solicitar assistência especial durante a viagem: gestantes, lactantes, pessoas com criança de colo, idosos (mais de 60 anos), pessoas com mobilidade reduzida, com deficiência, qualquer um que, por alguma condição específica, tenha limitação na sua autonomia como passageiro.

Quando o cliente precisa viajar com um acompanhante ou usar algum equipamento necessário para sua saúde, como oxigênio ou maca, é necessário avisar a companhia aérea pelo menos 72 horas antes do voo. A informação é feita por meio do Medif, que deve ser preenchido pelo médico do passageiro.

Observe que as restrições podem mudar de uma companhia para a outra. Nem todas, por exemplo, permitem o embarque de passageiro com maca. Na Gol, o embarque é permitido, mas é preciso pagar por todos os assentos que serão ocupados com o equipamento. A empresa reserva nove poltronas para o serviço.

Já o cliente que comprovar a necessidade de levar acompanhante durante a viagem poderá comprar a segunda passagem com desconto de 80% sobre o valor normal da tarifa, como determinado pela Anac.

Passageiros com deficiência

Quando o passageiro tem uma condição clínica considerada estável e viaja com frequência, ele pode obter uma autorização médica para voos válida por tempo determinado.

O cartão Fremec (sigla em inglês para liberação médica para passageiros frequentes) pode ser solicitado a partir de formulário disponibilizado pelas empresas em suas páginas na internet – e que, assim como o Medif (que vale apenas para um voo específico), deve ser preenchido pelo médico do cliente. Após a avaliação, a autorização pode ser apresentada a qualquer companhia durante o período de validade.

Em geral, esse tipo de autorização é destinado a pessoas com deficiência de locomoção, deficiência visual ou auditiva. Há uma divergência entre as empresas aéreas em relação a casos de deficiência intelectual, pois eles podem estar associados a condições não estáveis que comprometem a segurança do passageiro a bordo.

Sendo assim, há empresas que costumam liberar a autorização quando a condição estável é comprovada, enquanto outras simplesmente não emitem o cartão para quem tem esse tipo de deficiência.

Ficou em dúvida se você precisa ou não informar a companhia aérea sobre sua saúde antes de voar? Converse com seu médico e, se for o caso, antecipe-se, envie o formulário e evite problemas durante o voo.

Veja o formulário Medif disponibilizado pela Latam
Veja o formulário Medif disponibilizado pela Gol
Confira o formulário Medif disponibilizado pela Azul
Página da Avianca onde é possível baixar o formulário médico

(Claudia Andrade)

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Por que as luzes são apagadas no pouso e decolagem dos aviões?
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Crédito: Getty Images

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Quem já viajou durante a noite, deve ter reparado que a intensidade das luzes da cabine sempre é reduzida no pouso e decolagem. Por que isso acontece?

Trata-se de um procedimento de segurança adotado pelas companhias aéreas. Em caso de uma evacuação de emergência no escuro, os olhos já estariam ajustados para enxergar melhor.

A situação (pelo menos para os olhos) é a mesma de quando estamos em um quarto cheio de móveis e apagamos a luz. É bem provável que em algum momento haja um esbarrão em um móvel no caminho até a porta. Agora, se esperarmos alguns segundos, nossa visão parece se ajustar à escuridão.

O “ajuste” acontece graças a alguns mecanismos da visão. Nossos olhos “sentem” a intensidade da luz usando dois tipos de células: bastão e cone de retina. A primeira percebe imagens em preto e branco e funciona melhor com pouca luz. Já as células cone percebem a cor na luz intensa.

Dentro dos bastões existe a rodopsina, uma substância usada para absorver fótons e perceber a luz. Quando uma molécula de rodopsina absorve um fóton, ele se divide em outras duas moléculas.

Quando o ambiente fica escuro, essas duas moléculas voltam a se juntar, mas isso leva alguns segundos. É por isso que nossa visão demora um pouco para se acostumar.

Especialista consultado: Fábio Ejzenbaum, oftalmologista. 

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Hotéis oferecem serviços especiais para acabar com jetlag dos hóspedes


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(Foto: Getty Images)

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Cientistas e até mesmo fabricantes de aviões estão trabalhando para encontrar uma maneira de reduzir (e eliminar) os efeitos do jetlag no corpo —aquela famosa sensação de cansaço que acomete quem faz longas viagens para locais com fusos horários muito diferentes.

Enquanto eles não encontram uma solução, a saída é tomar algumas medidas simples para tentar minimizar esses efeitos, como dormir bem antes da viagem, ingerir bastante água, não tomar bebida alcoólica e movimentar as pernas durante o voo.

Agora, se você tem um tempo (e dinheiro) sobrando, alguns hotéis ao redor do mundo oferecem serviços que vão desde massagens com pedras quentes até esfoliações com ervas que prometem acabar com o jetlag de seus hóspedes. A agência de notícias Bloomberg fez uma lista com alguns deles:

SpaQ do QT Sydney (Sidney)
O serviço oferecido pelo hotel é dividido em três partes. Primeiro, o cliente recebe uma esfoliação anti-inflamatória com sal e chá verde. Em seguida, recebe uma massagem de 45 minutos com óleo de camélia e girassol. Para terminar, uma massagem facial. O preço? US$ 365.

Rosewood Castiglion del Bosco (Toscana)
Por US$ 230, o hóspede recebe uma massagem feita com uma mistura de camomila, jasmim e lavanda que promete relaxar os músculos e reduzir o jetlag.

Akasha Holistic Wellbeing Centre do Café Royal (Londres)
O hotel utiliza água, fogo, terra e ar para combater os principais sintomas do jetlag: retenção de água, rigidez muscular, pele seca e perturbações do sono. O tratamento começa com aquaterapia e uma massagem com pedras quentes. Também há massagem no couro cabeludo para estimular a glândula pineal, que regula o sono. O valor do terapia é de US$ 300.

Do W Hong Kong Bliss Spa (Hong Kong)
O hotel oferece uma massagem que utiliza pinho, alecrim e eucalipto. As plantas possuem propriedades que combatem germes e bactérias. Custa US$ 24.

Viceroy (Miami)
Por US$ 215, um tratamento feito à base de um gel frio e energizante, orginalmente criado para mulheres grávidas, promete aliviar o inchaço das pernas causados por longas horas de voo.

Do Park Hyatt Spa Nalay (Nova York)
Durante 90 minutos, o hóspede recebe uma massagem esfoliante feita com luvas aquecidas para livrar a pele das coceiras e do aspecto áspero decorrente do ar seco do avião.

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Crédito: Getty Images

Viajar de avião pode não ser tão prazeroso para o nosso organismo. Quem nunca sentiu uma leve dor de ouvido, uma sensação de “nariz entupido” ou ficou com as pernas inchadas? Tudo isso acontece porque as condições externas durante um voo são muito diferentes das que o nosso corpo está acostumado quando estamos no solo.

Mudança brusca de pressão, ar seco e mobilidade reduzida são apenas alguns dos fatores que podem atrapalhar o funcionamento do organismo. Veja alguns exemplos e como evitá-los:

Nariz

Durante o voo, o nível de umidade dentro do avião cai para menos de 20%. Com um clima tão seco, as mucosas do nariz e garganta, responsáveis por bloquear a entrada de micróbios em nosso corpo, ficam mais ressecadas. Resultado? O organismo fica mais propenso a ser “atacado” por vírus e bactérias.

Como evitar: tome bastante água durante o voo e lave o nariz com soro fisiológico sempre que possível.

Ouvido

As tubas auditivas são canais que levam ar ao ouvido. Quando essas vias ficam bloqueadas (como em um resfriado, por exemplo), a chegada do ar fica comprometida.

Em viagens aéreas, principalmente pousos e decolagens, acontece uma mudança muito brusca da pressão atmosférica, o que também prejudica a entrada do ar nas tubas.

Essa falta de chegada de ar cria um vácuo no ouvido médio, impedindo a vibração do tímpano, resultando naquela sensação de surdez momentânea. Se o processo for muito intenso ou prolongado, pode surgir um líquido no ouvido, causando dores.

Como evitar: Para desbloquear os ouvidos, tente fazer o movimento de “engolir” saliva mais vezes. Isso ajuda a ativar os músculos que abrem a tuba auditiva. Bocejar é ainda melhor, porque ativa de maneira mais forte os músculos.

Língua

A pressurização e o ar seco durante o voo afetam nossas papilas gustativas, responsáveis por sentir o sabor dos alimentos. É como se elas ficassem um pouco mais inchadas, o que atrapalha o paladar.

Além disso, a baixa umidade do ar dificulta o trabalho das membranas que revestem o nariz. Isso contribui para que a nossa capacidade de sentir o gosto dos alimentos fique prejudicada. Essa sensação é muito parecida com aquela que temos quando estamos gripados e parece que não sentimos o sabor dos alimentos.

Como evitar: Alguns estudos, mostram que a percepção de doce ou salgado reduz-se em 30% durante o voo. A dica é não exagerar nas refeições.

Pernas

Ficar sentado na mesma posição por muito tempo pode deixar pernas e pés inchados por conta do acúmulo de líquido na região. Esse aumento de líquido causa pressão nas pernas e, consequentemente, o inchaço. O problema é que essa retenção de líquidos pode evoluir para uma trombose, popularmente conhecida como “mal da classe econômica”, já que é mais difícil se movimentar nessa parte do avião do que na classe executiva.

A trombose acontece quando a circulação do sangue não ocorre de forma eficiente. Assim, ele se torna mais denso e se acumula em uma determinada região, causando vermelhidão, inchaço, aumento de temperatura na região e dor.

Como evitar: Use calçados confortáveis e meias elásticas durante o voo. Mova os pés e pernas durante a viagem e tente caminhar pelo avião, mesmo que não precise ir ao banheiro.

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Travesseiros inusitados prometem ajudar a dormir melhor em voos
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Voos longos podem ser uma verdadeira tortura para quem não consegue dormir. O site inglês The Telegraph listou quatro tipos de travesseiros bem inusitados que podem dar uma boa ajuda. Só existe um problema: é preciso ter coragem para usar alguns deles:

B-tourist Band

Crédito: designboom.com

Crédito: designboom.com

O B-tourist Band pretende criar uma “área privativa” dentro do avião para que o passageiro possa comer e dormir sem ser perturbado. O acessório é parecido com uma tira de elástico gigante que deve ser encaixado entre dois assentos (o do passageiro e o da frente), transformando-se em uma espécie de “cortina”. Também é possível ajustá-lo de outras maneiras, como prendê-lo entre o peito e o assento. O único inconveniente acontece quando o passageiro da poltrona da janela resolver ir ao banheiro.

NapAnywhwere

Crédito: napanywhere.net

Crédito: napanywhere.net

O NapAnywhere nada mais é do que um travesseiro portátil em formato de disco, que torna mais confortável a velha tarefa de dormir sentado. Feito de um material flexível e coberto com uma espuma macia, o travesseiro deve ser encaixado entre o pescoço e a cabeça e é possível ajustá-lo de acordo com a preferência do usuário. O acessório custa US$ 59 e foi criado por um médico americano, após ele mesmo ter sofrido uma lesão no pescoço por dormir de maneira desconfortável no avião.

TRTL

Crédito: rtl.co.uk

Crédito: rtl.co.uk

O TRTL é uma espécie de lenço que deve ser enrolado no pescoço. Desenvolvido por uma equipe de designers da Escócia, o lenço é feito com um material que cria uma proteção macia para o pescoço, como se fossem aqueles protetores de coluna que são comumente utilizados após acidentes. Custa US$ 29.

Travesseiro avestruz

Crédito: Kawamura Ganjavian

Crédito: Kawamura Ganjavian/Studio Banana

Definitivamente, os criadores do Ostrich Pillow não são nada discretos. Segundo eles, o travesseiro permite cochilos a qualquer hora e em qualquer lugar, incluindo saguões de aeroportos e dentro de aviões. Feito de material sintético, o acessório tem um buraco onde o usuário coloca a cabeça e outro próximo da boca, para que ele respire tranquilamente. Custa US$ 99.

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Abelhas, ratos, cheiros, surtos: motivos bizarros para atrasos em voos
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Enxames de abelhas atrapalharam um voo da American Airlines (Foto: Zachary Huang/EFE)

Enxames de abelhas atrapalharam um voo da American Airlines (Foto: Zachary Huang/EFE)

Um voo da American Airlines de Dallas, nos EUA, para Frankfurt, na Alemanha, atrasou mais de uma hora no mês passado por causa de uma invasão de abelhas. Na verdade, foram duas invasões seguidas a uma das asas do avião, que foram resolvidas por um especialista em abelhas sem que ninguém fosse picado.

O incidente fez lembrar outros casos de atrasos em voos, pousos não programados e retorno ao aeroporto de origem provocados por motivos inusitados. Muitos deles envolvendo indesejados passageiros do mundo animal, como mostra uma lista – não exaustiva – publicada pelo jornal inglês The Telegraph que reúne alguns dos exemplos abaixo.

Ratos, cobras e escorpiões

Em 2012, um voo da Egypt Air do Cairo para o Kuait teve de fazer um pouso não programado depois que uma cobra escapou da bagagem de um passageiro dono de uma loja de répteis.

No ano passado, ratos provocaram transtornos para companhias aéreas. Um voo da Qatar Airways atrasou seis horas na decolagem de Doha rumo a Madri, na Espanha, porque uma equipe teve de jogar um produto contra ratos no avião e esperar que o cheiro acabasse antes de liberar o embarque.

Também devido a presença de um rato, um voo da Swiss que ia de Zurique para Málaga, na Espanha, atrasou cinco horas. A aérea providenciou outro avião para realizar o voo, por temer que o roedor tivesse provocado algum dano à fiação da aeronave onde foi encontrado.

Em fevereiro deste ano, um voo da Alaska Airlines de Los Angeles para Portland atrasou depois que um escorpião picou a mão de uma passageira.

Cheiros estranhos

Em 2013, um avião da Lufthansa que ia de Estocolmo, na Suécia, para Frankfurt, na Alemanha, teve de aterrissar em Copenhague porque os passageiros reclamaram de um “cheiro forte” a bordo. Técnicos afirmaram que a origem do odor era o carpete instalado recentemente.

A australiana Qantas enfrentou problemas que forçaram o retorno de pelo menos quatro voos no ano passado. Dois deles foram interrompidos por conta de “um odor estranho”, e também por problemas no sistema de entretenimento a bordo e em alguns banheiros e defeito no sistema de alerta e no ar condicionado.

Em março deste ano, um avião da British Airways que ia de Londres para Dubai teve de voltar para o aeroporto de origem porque o mau cheiro a bordo era insuportável. O piloto informou que retornaria a Heathrow por questões de saúde e segurança e os passageiros só puderam embarcar novamente no dia seguinte.

Atitudes inesperadas

Um dos motivos mais inusitados para o atraso na decolagem de um avião foi provocado pela filha do dono da companhia aérea Korean Air. Em dezembro do ano passado, Cho Hyun-ah obrigou o avião – que taxiava – a voltar para o portão de embarque no aeroporto JFK.

Ela exigiu que um tripulante fosse substituído depois de surtar porque suas macadâmias foram servidas no pacote e não em um prato. No início deste ano, ela foi considerada culpada por obstrução da segurança da aviação e pediu desculpas pelo episódio.


Aeroporto em Londres cria sala de ioga para passageiros relaxarem
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O aeroporto de Gatwick, em Londres, está propondo uma nova maneira de os passageiros relaxarem antes dos voos: uma área reservada para a prática de ioga. Chamado de “floga”, o espaço oferece aulas por meio de um vídeo de 20 minutos.

A gravação foi feita pela personal trainer de celebridades Shona Vertue. Ela afirma ter criado uma sequência com posturas que liberam os músculos mais tensionados durante os voos.

“Eu escolhi posições que lidam especificamente com o estímulo à digestão (que muitas vezes fica inibida devido ao longo período sentado e à desidratação) e à circulação”, ressaltou, em entrevista divulgada pelo aeroporto. A respiração também é um importante foco da atividade.

O uso da sala de ioga é gratuito e o aeroporto – o segundo mais movimentado da Grã-Bretanha – fornece os tapetes para a prática.

A instrutora de ioga diz que as posturas podem ser feitas por qualquer pessoa iniciante na prática (grávidas e quem tiver lesões específicas devem consultar um médico antes de realizar os exercícios).

Richard Dawood, especialista em saúde do viajante do jornal inglês The Telegraph, aprova a iniciativa. “A prática de ioga antes de um voo vai ajudar os passageiros a relaxar a mente e o corpo, transformando o que pode ser uma experiência estressante em uma experiência mais agradável e relaxante”.

A aula de ioga está entre as iniciativas de aeroportos e companhias aéreas para tentar relaxar viajantes que ficam tensos antes de embarcar – especialmente quando enfrentarão voos longos.

A Air Malta oferece massagens gratuitas para quem viaja na classe econômica. A United Airlines já levou cachorros para o aeroporto internacional de Chicago para ‘acalmar’ passageiros.

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