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Arquivo : rotas aéreas

Passaredo terá voo entre Brasília e Vitória da Conquista (BA) em junho
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Avião modelo ATR 72 da companhia aérea Passaredo (Divulgação)

A companhia aérea Passaredo anunciou nesta quarta-feira (25) que vai inaugurar um voo direto entre Vitória da Conquista (BA) e Brasília (DF). A nova rota está prevista para começar no dia 3 de junho. O voo será operado seis vezes por semana com aviões modelo ATR 72-500 com capacidade para 68 passageiros.

Na ida, os voos serão feitos de segunda a sábado, com saída de Vitória da Conquista às 8h25 e chega a Brasília às 10h30. Na volta, a frequência dos voos será de domingo a sexta. O avião decola da capital federal às 19h55, com chegada na cidade baiana às 21h35.

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Brasília será o terceiro destino da Passaredo a partir do aeroporto de Vitória da Conquista. A companhia aérea já tem voos saindo da cidade baiana para São Paulo e Salvador (BA). Segundo a empresa, a partir dessas duas cidades os passageiros podem fazer conexão em sistema de compartilhamento de voos (codeshare) com as companhias aéreas Latam e Gol para voos nacionais e internacionais.

“A Passaredo vem se adequando às necessidades do mercado e fazendo ajustes para facilitar cada dia mais as viagens de seus clientes. Atenderemos a importante demanda regional para Brasília, e também a todos os demais destinos do Brasil, além dos destinos internacionais”, explica o presidente da companhia, Comandante Felício.

Com sede em Ribeirão Preto (SP), a Passaredo tem voos para 14 destinos no Brasil: Araguaína (TO), Barreiras (BA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Goiânia (GO), Palmas (TO), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro, Rondonópolis (MT), Salvador (BA), São José do Rio Preto (SP), São Paulo, Três Lagoas (MS) e Vitória da Conquista (BA).

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Air Italy deixa de voar ao Brasil, após 10 anos ligando o Nordeste a Milão
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Nova pintura dos aviões da Air Italy (Divulgação)

A companhia aérea italiana Air Italy (antiga Meridiana) faz nesta quarta-feira (25) seu último voo no Brasil. A empresa tinha um voo por semana saindo de Milão (Itália) para Recife (PE), depois passando por Fortaleza (CE) e indo de volta a Milão. A empresa estava no país há cerca de dez anos.

A Air Italy afirmou que nenhum passageiro será prejudicado diretamente porque só foram vendidas passagens até o voo desta quarta-feira.

A empresa diz que não descarta voltar a voar para o Brasil no futuro. “Esperamos realmente que a Air Italy volte para o Brasil em breve”, afirma um comunicado enviado ao Todos a Bordo.

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Enquanto perde um voo semanal para Milão, Fortaleza terá a partir da semana que vem duas novas opções de voos para a Europa. A Joon, companhia aérea da Air France, terá inicialmente dois voos semanais entre Fortaleza e Paris (França) – um terceiro voo semanal começará em outubro – e a KLM fará três voos semanais entre Fortaleza e Amsterdã (Holanda).

Antiga pintura da Meridiana, antes de virar Air Italy (Divulgação)

Mudança estratégica da Air Italy

O cancelamento do voo da Air Italy em Recife e Fortaleza acontece apenas dois meses após a companhia anunciar uma completa reestruturação operacional. No ano passado, a Qatar Airways adquiriu 49% da empresa italiana. Em fevereiro, a empresa mudou seu nome de Meridiana para Air Italy.

Segundo o diretor executivo da Qatar Airways, Akbar Al Baker, a Air Italy deve abandonar o foco no turismo de lazer para atuar também no mercado de viagens de negócios. A empresa quer competir diretamente com a principal companhia aérea italiana, a Alitalia, que enfrenta um processo de recuperação judicial.

Entre os planos, está a criação de novas rotas a partir do aeroporto de Malpensa, em Milão. A reestruturação da malha da empresa começa a vigorar a partir de 1º de maio. Entre as novas rotas internacionais estão Nova York (EUA), Miami (EUA), Bangcoc (Tailândia) e Mumbai (Índia).

Os novos planos da companhia italiana também preveem uma renovação completa da frota de aviões. A Air Italy espera ter até 2022 50 aviões entre os modelos Boeing 737 MAX 8, para rotas dentro da Europa, e Boeing 787-8, para voos internacionais de longo alcance. O primeiro Boeing 737 MAX 8 já está pronto na fábrica da Boeing e deve chegar à Itália nos próximos dias.

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American Airlines cancela voos no Brasil e amplia rotas na Argentina
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Empresa reduzirá frequências e cancelará rotas no Brasil (Santiago Rodrigues Fonto/Getty Images)

A American Airlines anunciou o cancelamento de diversos voos da companhia ligando o Brasil aos Estados Unidos. As mudanças começam a valer a partir de 21 de agosto. Alguns voos serão completamente extintos, enquanto outros terão diminuição da frequência semanal.

Segundo a American Airlines, os passageiros que já compraram bilhetes para os voos que serão cancelados poderão solicitar a mudança para viajar por outros voos operados pela companhia, que poderão ser feitos em conjunto com empresas parceiras. Outra opção é solicitar o reembolso integral da passagem. O contato pode ser feito pelo telefone (11) 3004-5000.

O anúncio acontece poucos dias após a empresa comemorar a aprovação, pelo Congresso Nacional, do acordo de céus abertos entre Brasil e Estados Unidos.

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O acordo acaba com a limitação de voos entre os dois países e era defendido como uma forma de aumentar a oferta de voos, o que reduziria o preço das passagens. A decisão da companhia aérea norte-americana, no entanto, vai pelo caminho oposto com a redução de oferta em diversas cidades.

As mudanças da American Airlines no Brasil são:

São Paulo – Miami: atualmente, há três voos diários, sendo dois noturnos e um diurno; a partir de 21 de agosto de 2018, o voo diurno deixa de existir.

Belo Horizonte – Miami: cancelamento da rota a partir de 21 de agosto de 2018.

Rio de Janeiro – Nova York: atualmente, há voos diários; a partir de 21 de agosto, a frequência passa a ser de cinco voos por semana. Haverá voos sazonais diários durante o verão, operando até 16 de março de 2019. Depois disso, este voo só operará sazonalmente a partir de dezembro de 2019.

São Paulo – Los Angeles: redução de cinco para quatro vezes por semana a partir de 19 de dezembro de 2018.

Rio de Janeiro – Dallas: cancelamento do voo a partir de 19 de dezembro de 2018.

Lenta recuperação da economia

Segundo a American Airlines, o cancelamento ocorre por causa da lenta recuperação da economia brasileira.

“Estamos apenas gerenciando nossa capacidade no Brasil em resposta às condições de mercado que não se recuperaram tão rapidamente quanto esperávamos. A American Airlines avalia sua rede com base na oferta e demanda em cada rota, garantindo nosso sucesso a longo prazo frente a concorrência global”, afirma a companhia em comunicado.

Crescimento na Argentina e Colômbia

Enquanto a American Airlines reduz seus voos no Brasil, a empresa aumenta sua presença em outros mercados da América do Sul, como Argentina, Colômbia e Guiana. Os novos voos devem começar a partir de dezembro deste ano.

Na Argentina, as novas rotas serão entre Buenos Aires e Los Angeles e entre Córdoba e Miami. Na Colômbia, o novo voo ligará a cidade de Pereira a Miami. Na Guaiana, os voos a partir da capital Georgetown também terão como destino Miami. A companhia anunciou ainda um voo entre Oaxaca (México) e Dallas (EUA).

Efeitos do acordo de céus abertos ainda vão demorar

A American Airlines afirmou que, apesar da recente aprovação do acordo de céus abertos entre Brasil e Estados Unidos, os efeitos práticos da medida ainda vão demorar para aparecer. Veja abaixo a íntegra do comunicado da empresa.

“Embora o acordo de Céus Abertos entre o Brasil e os Estados Unidos tenha sido ratificado pelo Senado brasileiro em março e pela Câmara dos Deputados em dezembro, ainda existem algumas medidas para que o acordo entre em vigor. Até lá, o impacto total da política de Céus Abertos não será sentida.

Há muito tempo defendemos a aprovação de uma política de Céus Abertos entre os dois países uma vez que esse tipo de acordo já provou proporcionar um grande número de benefícios aos consumidores, como mais voos e frequências, novas rotas, preços mais baixos e aumento de oferta de serviços. Além disso, os acordos ajudam a desenvolver o setor e fomentar o crescimento econômico por meio do aumento no tráfego de passageiros, no turismo e na geração de empregos.

Apesar da adaptação de nossa capacidade em resposta às condições de mercado no Brasil, estamos ansiosos para a implementação total do acordo de Céus Abertos e os muitos benefícios para clientes, o setor de companhias aéreas e o país como um todo.”

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Com 107 voos por dia, ponte aérea Rio-SP é a 5ª mais movimentada do mundo
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Pista do aeroporto Santos Dummont, no Rio de Janeiro (Foto: dolphin photo/Getty Images)

A ponte aérea entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, foi a quinta rota doméstica mais movimentada do mundo em 2017, segundo um levantamento da consultoria inglesa OAG. Durante o ano, foram realizados 39.325 voos, com uma média de 107 voos por dia.

A rota mais movimentada é na Coreia do Sul, entre Jeju e Seul. No ano passado, a OAG registrou 64.991 voos, com uma média diária de 178 voos entre as duas cidades. A rota teve índice de pontualidade de 74,06% (veja o ranking no fim deste texto).

Entre as dez rotas domésticas com maior número de voos em 2017, a ligação entre Congonhas e Santos Dumont foi a quarta mais pontual do mundo, com índice de 80,09% dos voos decolando no horário previsto.

Os dados da OAG consideram apenas as ligações entre dois aeroportos específicos. Os voos entre São Paulo e Rio de Janeiro também podem sair ou chegar pelos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e Galeão no Rio de Janeiro, mas não há o número total de voos entre as duas cidades no levantamento da OAG. O mesmo acontece em outras cidades com mais de um aeroporto, como Nova York (EUA), Londres (Reino Unido) e Paris (França).

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Na América do Sul, apenas mais uma rota doméstica aparece entre as 20 mais movimentadas do mundo. A ligação entre os aeroportos de Bogotá e Cali, na Colômbia, recebeu no último ano 21.792 voos.

Entre as 20 rotas domésticas mais movimentadas, a mais pontual foi a ligação entre os aeroportos de Haneda, em Tóquio, e Osaka, no Japão. Em 2017, foram realizados 21.900 voos, com índice de pontualidade de 90,4%.

Ásia lidera também nas rotas internacionais

Nenhum aeroporto do Brasil ou da América do Sul aparece na relação das 20 rotas mais movimentadas do mundo no último ano. A liderança do ranking é totalmente asiática, dominando as cinco primeiras colocações. Em viagens internacionais, a rota mais movimentada no último ano foi entre Hong Kong e Taipei (Taiwan), com 29.494 voos.

Fora do continente asiático, a rota entre o aeroporto de La Guardia, em Nova York (EUA), e Toronto (Canadá) aparece na sexta colocação geral, com 17.116 voos no ano. Uma curiosidade está no 19º lugar, com a rota entre Cairo (Egito) e Jeddah (Arábia Saudita), que teve 12.896 voos em 2017.

A ligação entre Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Kuwait (Kuwait), a 15ª mais movimentada, foi a mais pontual entre as 20 primeiras colocadas do ranking. Dos 13.297 voos realizados, 83,55% decolaram dentro do horário previsto.

Veja a dez rotas domésticas mais movimentadas em 2017

1º Jeju – Seul (Coreia do Sul): 64.991 voos (pontualidade de 74,06%)

2º Melbourne – Sydney (Austrália): 54.519 voos (pontualidade de 74,10%)

3º Mumbai – Nova Déli (Índia): 47.462 voos (pontualidade de 59,14%

4º Fukuoka – Tóquio/Haneda (Japão): 42.835 voos (pontualidade de 83,43%)

5º São Paulo/Congonhas – Rio de Janeiro/Santos Dumont (Brasil): 39.325 voos (pontualidade de 80,09%)

6º Sapporo – Tóquio/Haneda (Japão): 38.389 voos (pontualidade de 85,56%)

7º Los Angeles – San Francisco (Estados Unidos): 34.897 voos (pontualidade de 63,86%)

8º Brisbane – Sydney (Austrália): 33.765 voos (pontualidade de 79,28%)

9º Cidade do Cabo – Johannesburgo (África do Sul): 31.914 voos (pontualidade de 86,83%)

10º Pequim – Xangai (China): 30.029 voos (pontualidade de 53,47%)

Veja a dez rotas internacionais mais movimentadas em 2017

1º Hong Kong – Taipei (Taiwan): 29.494 voos (pontualidade de 70,92%)

2º Kuala Lumpur (Malásia) – Cingapura (Cingapura): 29.383 voos (pontualidade de 78,52%)

3º Jakarta (Indonésia) – Cingapura (Cingapura): 26.872 voos (pontualidade de 77,38%)

4º Jakarta (Indonésia) – Kuala Lumpur (Malásia): 20.890 voos (pontualidade de 64,84%)

5º Hong Kong – Xangai (China): 20.818 voos (pontualidade de 57,79%)

6º Nova York/La Guardia (EUA) – Toronto (Canadá): 17.116 voos (pontualidade de 54,24%)

7º Hong Kong – Seul (Coreia do Sul): 16.366 voos (pontualidade de 65,14%)

8º Pequim (China) – Hong Kong (Hong Kong): 14.592 voos (pontualidade de 63,43%)

9º Dublin (Irlanda) – Londres/Heathrow (Reino Unido): 14.556 voos (pontualidade de 82,56%)

10º Bangcoc (Tailândia) – Cingapura (Cingapura): 14.455 voos (pontualidade de 77,87%)

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Voo direto para Rússia na Copa? Só se o mundial fosse em 1994 ou 1998
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Companhia aérea russa vou para o Brasil entre 1993 e 2000 (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Os torcedores brasileiros que forem acompanhar a Copa do Mundo no ano que vem terão de fazer pelo menos uma conexão (troca de avião) em alguma cidade europeia antes de chegar à Rússia. Atualmente, nenhuma companhia aérea tem voos diretos entre os dois países. Mas no passado essa história já foi diferente.

Em 1993, a companhia aérea russa Aeroflot começou a operar voos regulares entre Moscou e São Paulo. Inicialmente, o voo era operado com um avião do modelo Ilyushin IL-62 e precisava de uma escala de reabastecimento em Salvador (BA).

No ano seguinte, o avião utilizado passou a ser o Ilyushin IL-96-300, que permitia fazer voos diretos entre Moscou e São Paulo. Assim, a escala em Salvador foi cancelada.

A presença da Aeroflot no Brasil, no entanto, não durou muito tempo. Os primeiros rumores do fim das operações da companhia aérea russa no Brasil começaram a surgir em 1998. No ano seguinte, a empresa paralisou suas operações no Brasil por alguns meses. Quando os voos foram retomados, passaram a ter escala em Tunis, na Tunísia. No ano 2000, a Aeroflot abandonou o Brasil em definitivo.

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Nos últimos anos, a companhia aérea russa chegou a fazer alguns voos fretados entre Moscou e São Paulo e Moscou e Rio de Janeiro. Em 2014, a empresa foi a responsável por trazer toda a delegação da seleção russa que disputou a Copa do Mundo no Brasil. Em 2016, a empresa transportou atletas, dirigentes e torcedores para as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Assim como a ligação direta com a Rússia, o Brasil já teve diversas outras rotas que foram extintas. Relembre algumas delas:

Companhia aérea israelense voou para o Brasil entre 2009 e 2011 (Divulgação)

São Paulo – Tel Aviv (Israel)

A rota entre o Brasil e Israel durou apenas dois anos. Em maio de 2009, a companhia aérea israelense El Al iniciou seus voos diretos entre Tel Aviv e São Paulo. As operações, no entanto, ficaram abaixo da expectativa da empresa e, em 2011, os voos foram suspensos.

Essa rota, no entanto, deve ser retomada no ano que vem. No mês passado, a Latam anunciou a intenção de fazer um voo direto para Tel Aviv. O voo sairá de Santiago (Chile), fará uma parada em São Paulo e seguirá direto para Israel. O trecho entre São Paulo e Tel Aviv deve ter duração de 14 horas e 30 minutos de voo. O voo da Latam deve começar a operar no final de 2018 com três frequências semanais.

Companhia aérea japonesa JAL encerrou suas atividades no Brasil em 2010 (Divulgação)

São Paulo e Rio de Janeiro – Tóquio (Japão)

Uma das rotas mais longas a partir do Brasil ligava São Paulo a Tóquio. Com mais de 18,5 mil quilômetros de distância entre as duas cidades, os aviões nunca tiveram capacidade para fazer o voo direto. A rota entre Brasil e Japão começou a ser operada em 1960 pela companhia aérea brasileira Real Aerovias e foi encerrada em 2010, quando a Japan Airlines deixou de voar para o país.

Os voos da Real Aerovias duraram pouco tempo. Em 1961, a empresa foi comprada pela Varig, que passou a fazer a ligação entre o Brasil e o Japão. No início, o voo decolava de São Paulo e fazia escalas em Lima (Peru), Los Angeles (EUA) e Honolulu (EUA) antes de chegar a Tóquio. A Varig também operava voos saindo do Rio de Janeiro.

Com o tempo e a aquisição de aviões mais modernos, as escalas foram sendo reduzidas. Nos últimos anos, a viagem fazia apenas uma escala em Los Angeles.

O último voo entre São Paulo e Tóquio foi realizado no dia 27 de setembro de 2010 pela Japan Airlines (JAL). A empresa operava no país desde 1978.

Nos anos 1980, Brasil teve ligação com o Iraque (Reprodução/Facebook)

Rio de Janeiro – Bagdá (Iraque)

Na década de 1980, o Brasil tinha uma ligação com o Iraque na rota entre Rio de Janeiro e Bagdá. O voo era operado pela companhia aérea iraquiana Iraqi Airways. O voo, no entanto, não era direto e precisava fazer algumas escalas no caminho.

As cidades de escala dependiam da época de operação dos voos e do modelo do avião utilizado na rota, além de outras estratégias da própria companhia aérea. Em determinada época, o voo fazia paradas em Amã (Jordânia) e Lisboa (Portugal). Quando encerrou definitivamente suas operações no Brasil, o voo da Iraqi Airways partia de Bagdá e fazia escalas em Larnaca (Chipre) e Lisboa antes de chegar ao Rio de Janeiro.

Etihad deixou de voar para o Brasil em março de 2017 (Divulgação)

São Paulo – Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos)

Atual sede da Copa do Mundo de Clubes da Fifa, Abu Dhabi deixou de ter uma ligação direta com o Brasil em março deste ano, quando a companhia aérea Etihad parou de operar no país. A empresa fazia voos diretos entre São Paulo e Abu Dhabi desde 2013.

Segundo a empresa, no período em que voou para o Brasil foram transportados mais de 460 mil passageiros. O voo direto entre as duas cidades tinha duração de 14 horas e 30 minutos.

O time do Grêmio, de Porto Alegre (RS), embarcou nesta quarta-feira (6) com destino a Abu Dhabi, onde disputará o mundial de clubes da Fifa. Sem um voo direto a partir do Brasil, os jogadores foram divididos em dois grupos. Parte da delegação fará escala em Londres (Inglaterra) e outra parte em Frankfurt (Alemanha).

O Brasil ainda tem uma ligação direta com os Emirados Árabes Unidos, mas ligando São Paulo e Rio de Janeiro a Dubai. O voo é operado pela companhia aérea Emirates. Na ligação com São Paulo, a viagem é feita com o Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo com capacidade para cerca de 500 passageiros. Já na rota com destino ao Rio de Janeiro, o avião utilizado é o Boeing 777, que pode levar cerca de 360 passageiros.

São Paulo – Bruxelas (Bélgica)

A cidade que abriga a sede da União Europeia não tem uma ligação direta com o Brasil desde abril de 2000, quando a Vasp encerrou todos os seus voos internacionais para a Europa e Estados Unidos.

O voo da companhia aérea brasileira era operado com o avião MD-11. A viagem saía de São Paulo, fazia uma parada em Recife (PE) ou Salvador e seguia para a capital da Bélgica. Além da Vasp, a companhia aérea belga Sabena também fez a ligação entre Bruxelas e São Paulo. O voo, no entanto, durou apenas entre 1998 e 1999.

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Aviões seguem estradas invisíveis no céu e não podem ir por onde quiserem
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Avião voa dentro das aerovias (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Para voar de uma cidade a outra, os aviões não podem simplesmente fazer o caminho que quiserem. O céu tem inúmeras estradas invisíveis para orientar o voo dos aviões. Elas são as aerovias, áreas de controle de tráfego aéreo em forma de corredor por onde se deslocam os aviões.

As aerovias brasileiras são definidas pelo Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) com base em diversos parâmetros, entre eles as características geográficas da aérea e o movimento de aviões em determinada região do país.

Essas estradas dos céus ligam pontos de auxílio à navegação aérea. Em solo, há diversas antenas que emitem sinais para a orientação dos aviões, chamados de VOR ou NDB. O caminho que o avião deve fazer é uma linha reta entre duas antenas.

Dentro de uma aerovia, há diversos desses auxílios à navegação. Dependendo da altitude do voo, as antenas podem estar distantes entre 100 km e 200 km. Assim, o piloto vai seguindo as antenas até chegar ao aeroporto de destino final.

Nas cartas aeronáuticas, as aerovias são marcadas com os nomes, rumo magnético (orientação pela bússola) de cada sentido e altitude mínima que o avião deve seguir. Um avião que voa de Brasília a Goiânia, por exemplo, deve pegar a aerovia W10.

As aerovias são estradas invisíveis no céu para os aviões (imagem: Reprodução)

Nem sempre, no entanto, há rotas diretas para ligar duas cidades. Nesses casos, o piloto deve procurar o caminho mais curto, mas sempre dentro das aerovias. Todo esse planejamento deve ser feito bem antes da decolagem e informado aos órgãos de controle de tráfego aéreo no plano de voo da viagem.

Em altitudes elevadas (acima de 7,5 km), no entanto, alguns voos já podem seguir por aerovias que contam com caminhos mais diretos com a implantação do sistema RNAV (Aerea Navigation, ou simplesmente Navegação Aérea). É que esse novo padrão utiliza a orientação por sistemas de satélite e outros recursos digitais, e não somente as antenas instaladas no solo. Assim, os aviões podem percorrer caminhos mais longos por áreas nas quais não há auxílio de navegação em terra por perto.

Nem todos os aviões, porém, estão habilitados a utilizar o sistema RNAV. As aeronaves precisam ter equipamentos avançados a bordo e os pilotos receberem treinamento específico para isso. Isso já acontece com muitos dos aviões que fazem voos comerciais, mas ainda está longe dos aviões de pequeno porte.

Altitudes diferentes para evitar colisão

A largura das aerovias pode ser de 30 km (até 7,5 km de altitude) ou de 80 km (acima de 7,5 km de altitude). Mas a principal forma de manter a segurança dos aviões que voam simultaneamente pela mesma aerovia é com a separação vertical das aeronaves.

A distância vertical mínima de segurança deve ser de 1.000 pés (305 metros). Para criar uma imagem mais clara, é como se as aerovias fossem como estradas com formato de prateleiras – se os carros andam lado a lado, os aviões voam um em cima do outro.

Dois aviões que voam em sentido contrário dentro da mesma aerovia, nunca deveriam se encontrar na mesma altitude. No exemplo da viagem entre Brasília e Goiânia pela aerovia W10, os voos que saem da capital federal seguem em altitudes pares a partir de 16.000 pés, como 18.000 pés, 20.000 pés e assim por diante.

No voo de retorno entre Goiânia e Brasília, os aviões devem voar em altitudes ímpares a partir de 15.000 pés, como 17.000 pés, 19.000 pés e 21.000 pés.

Com essa divisão entre níveis de voo pares e ímpares, o sistema de controle de tráfego aéreo garante que se tenha uma separação vertical mínima de pelo menos 1.000 pés entre dois aviões que se cruzem no céu em sentidos opostos – o acidente do jato Legacy e com o avião Gol, em 2006, só aconteceu por causa de diversas falhas consecutivas tanto do controle de tráfego aéreo como dos pilotos norte-americanos do Legacy.

Carta aeronáutica com as rotas especiais de aeronaves (imagem: Reprodução)

Voos visuais

Alguns aviões podem voar fora das aerovias. Para isso, no entanto, precisam estar em condições para identificar, visualmente, as referências em solo. As regras para os chamados voos visuais exigem visibilidade horizontal mínima de 5 km até a altitude de 10.000 pés (3 km). Para voos entre 10.000 pés e 14.500 pés (4,4 km), a visibilidade horizontal mínima sobe para 8 km (acima de 14.500 pés, os voos visuais são proibidos).

Em condição de voo visual, qualquer tipo de avião ou helicóptero pode seguir o trajeto que preferir. No entanto, deve manter uma altitude seguindo conceito semelhante ao estabelecido dentro das aerovias para garantir a separação mínima de 1.000 pés em relação aos aviões que voam em sentido contrário.

Em algumas regiões de grande movimentação de aeronaves, próximo aos principais aeroportos, foram criadas também algumas estradas no céu para os voos visuais. Nesse tipo de voo, no entanto, elas recebem o nome de corredores visuais ou rotas especiais de aeronaves. Esses corredores contam com altitude máxima de voo reduzida, em média entre 500 metros e 1 km em relação ao solo, para não interferir no tráfego de grandes aviões.

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1ª queda em 10 anos: brasileiro pega menos avião e troca EUA por Argentina
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Fluxo de passageiros para os EUA teve queda de 17,4% (Foto: Getty Images)

Por Vinícius Casagrande

O ano passado foi o primeiro, desde 2007, em que o número de passageiros de avião teve diminuição no país, com queda geral de 6,9%. A diminuição ocorreu tanto em voos nacionais (-7,8%) quanto em internacionais (-3%). Somando os dois mercados, viajaram de avião no último ano 109,6 milhões de pessoas. Em 2015, recorde histórico no Brasil, haviam sido transportados 117,7 milhões de passageiros.

O número de passageiros do Brasil para os Estados Unidos caiu 17,4%, indo de 5,3 milhões em 2015 para 4,4 milhões no ano passado. Em compensação, o volume para a Argentina cresceu 11,4%. Mesmo com a redução, os EUA continuam sendo o destino que atrai mais brasileiros.

Estados Unidos – 4.440.924 passageiros (-17,4% em relação a 2015)

Argentina – 3.431.848 passageiros (+11,4%)

Chile – 1.500.579 passageiros (+6,6%)

Portugal – 1.474.704 passageiros (-4,1%)

Espanha – 1.012.586 passageiros (+4%)

França – 927.829 passageiros (-4,4%)

Queda geral no país

Com a diminuição da demanda, as empresas aéreas também reduziram a quantidade de voos no país. No mercado internacional, a baixa registrada no ano passado foi de 7,9%, ou 11,5 mil voos a menos. Nos voos nacionais, a queda foi ainda maior, de 11,4%, ou 106 mil voos a menos em relação a 2015.

Internamente, na rota de maior movimento no país, entre os aeroportos de Santos Dummont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo, a redução foi de 3,5%, caindo de 4 milhões para 3,9 milhões.

Os dados constam do Anuário do Transporte Aéreo, elaborado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e divulgado na sexta-feira passada (30 de junho).

Rotas mais movimentadas do país

Os aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro dominam as principais rotas aéreas do Brasil. Todas as 20 rotas mais movimentadas do país em número de passageiros passam por um dos quatro aeroportos que servem as duas cidades (Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, e Santos Dummont e Galeão, no Rio de Janeiro).

O aeroporto de Guarulhos conta com quase metade das 20 rotas com maior fluxo de passageiros no mercado nacional. Veja as rotas mais movimentadas do país:

Rio de Janeiro (Santos Dummont) – São Paulo (Congonhas): 3.906.171 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Brasília: 2.078.804 passageiros

Salvador – São Paulo (Guarulhos): 1.856.072 passageiros

Porto Alegre – São Paulo (Guarulhos): 1.811.195 passageiros

São Paulo (Guarulhos) – Recife: 1.752.261 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Belo Horizonte (Confins): 1.737.740 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Porto Alegre: 1.726.640 passageiros

Curitiba – São Paulo (Guarulhos): 1.490.442 passageiros

Fortaleza – São Paulo (Guarulhos): 1.479.841 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Curitiba: 1.447.058 passageiros

Rio de Janeiro (Galeão) – São Paulo (Guarulhos): 1.308.077 passageiros

Belo Horizonte (Confins) – São Paulo (Guarulhos): 1.164.835 passageiros

Salvador – Rio de Janeiro (Galeão): 1.140.958 passageiros

Brasília – Rio de Janeiro (Santos Dummont): 1.117.575 passageiros

Brasília – São Paulo (Guarulhos): 1.064.470 passageiros

Florianópolis – São Paulo (Guarulhos): 1.013.807 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Rio de Janeiro (Galeão): 951.193 passageiros

Rio de Janeiro (Galeão) – Porto Alegre: 874.735 passageiros

Rio de Janeiro (Galeão) – Recife: 834.933 passageiros

Rio de Janeiro (Santos Dummont) – Belo Horizonte (Confins): 833.881 passageiros

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Qatar utiliza o Boeing 777-200LR na rota mais longa do mundo (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O Boeing 777 é o avião que mais faz as rotas ultralongas na aviação mundial. Dos dez trechos com mais de 16 horas de viagem, o modelo está presente em sete deles. O Boeing 777 faz, inclusive, a rota com o maior tempo de viagem, entre Auckland, na Nova Zelândia, e Doha, no Catar, pela companhia aérea Qatar Airways. São 17h40 para percorrer 14.522 km.

A nova rota mais longa do mundo foi lançada no mês passado. Até então, a liderança era do voo entre São Francisco e Cingapura. A rota é operada pelas companhias aéreas United Airlines, que utiliza o Boeing 787-9, e pela Singapore Airlines, que voa com o Airbus A350-900.

Na terceira e quarta posições do ranking estão dois voos do Airbus A380-800. A Emirates voa de Auckland para Dubai, enquanto a australiana Qantas faz a rota entre Dallas e Sydney. Os dois voos têm o tempo estimado de viagem em 17h05.

Além da liderança, a partir da quinta posição o domínio do Boeing 777 é total, sendo o escolhido para voar todas as demais rotas de longa duração. Na movimentada rota entre Dubai e Los Angeles, a Emirates tem dois voos diários, um com o Boeing 777-200LR e outro com o Airbus A380-800. Os dois aviões fazem o trajeto em 16h15.

O tempo estimado da viagem foi pesquisado no site das próprias companhias aéreas, seguindo o ranking da consultoria OAG. O tempo total prevê o horário de saída e chegada dos voos. Em geral, duração do voo é estimada contando também o tempo dos deslocamentos dentro dos aeroportos. Os voos podem, ainda, ter um tempo maior ou menor de acordo com as condições do clima durante a rota.

Liderança ameaçada

A liderança do Boeing 777 nas rotas mais longas do mundo, no entanto, pode estar ameaçada. A Singapore Airlines já anunciou que pretende lançar no próximo ano uma nova rota mais longa do mundo. O voo com o Airbus A350-900ULR ligando Cingapura a Nova York deve levar 18h30 para percorrer 15.340 km.

Também em 2018, a Qantas planeja um voo entre Perth e Londres a bordo de um Boeing 787-900. Com uma distância de 14.495 km, a viagem entre as duas cidades tem previsão de durar 17 horas.

Para o analista sênior da OAG, John Grant, os aviões mais modernos permitem que as companhias aéreas de todo o mundo criem rotas cada vez mais longas. Isso acontece porque os novos aviões são mais eficientes e consomem menos combustível, o que permite aumentar o alcance dos voos.

“O padrão industrial do Boeing 777 tem sido capaz de voar essas distâncias por algum tempo, mas as novas tecnologias de aviões têm custos operacionais menores”, afirma.

Para aumentar a autonomia dos voos, as companhias devem adotar configurações internas dos aviões com menos capacidade de passageiros. Isso aconteceria aumentando a quantidade de assentos da primeira classe e da executiva. É que quanto mais passageiros, maior o peso do avião e, consequentemente, maior o consumo de combustível, o que diminui a autonomia.

VÍDEO REGISTRA POUSO DO BOEING 777 DURANTE TEMPESTADE

A maior distância voada

O ranking foi baseado sob o critério de tempo de voo. Em termos de distância, no entanto, o voo da Air India entre Nova Déli e São Francisco é o mais longo do mundo, percorrendo 15,3 mil km. O título foi conquistado quando a empresa mudou o trajeto voado.

Desde outubro, a empresa passou a fazer a rota sobrevoando o Pacífico, em vez ir sobre o Atlântico. Com isso, a rota ficou 1.400 km mais longa. No entanto, o voo se beneficia dos ventos de cauda que aumentam a velocidade do avião em cerca de 140 km/h. Isso fez com que a viagem ficasse duas horas mais rápida, totalizando 14,5 horas. O voo é feito com o Boeing 777-200ER.

A influência do vento pode ser vista também nas demais rotas mais longas do mundo. Enquanto o voo entre Auckland e Doha tem duração prevista de 17h40, a viagem no sentido contrário dura 16 horas. A maior diferença ocorre na rota entre São Francisco e Cingapura. São 17h10 em um sentido e apenas 15h05 no trecho contrário, uma diferença de mais de duas horas.

As rotas mais longas do mundo

1. De Auckland a Doha (Qatar Airways) – 17h40 – 14.522 km – Boeing 777-200LR

2. De São Francisco a Singapura (United e Singapore) – 17h10 – 13.571 km – Boeing 787-9 e Airbus A350-900

3. De Auckland a Dubai (Emirates) – 17h05 – 14.189 km – Airbus A380-800

4. De Dallas a Sydney (Qantas) – 17h05 – 13.798 km – Airbus A380-800

5. De Johannesburgo a Atlanta (Delta) – 16h50 – 13.571 km – Boeing 777-200LR

6. De Abu Dhabi a Los Angeles (Etihad) – 16h45 – 13.475 km – Boeing 777-200LR

7. De Jeddah a Los Angeles (Saudi Arabian) – 16h40 – 13.382 km – Boeing 777-300

8. De Dubai a Houston (Emirates) – 16h35 – 13.114 km – Boeing 777-300ER

9. De Dubai a Los Angeles (Emirates) – 16h15 – 13.391 km – Boeing 777-200LR e Airbus A380-800

10. De Doha a Los Angeles (Qatar Airways) – 16h15 – 13.338 km – Boeing 777-200LR

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Jeju, na Coreia do Sul. Ligação com Seoul é a mais movimentada do mundo (Foto: Maristela do Valle/UOL)

Jeju, na Coreia do Sul, atrai turista por conta de suas belezas (Foto: Maristela do Valle/UOL)

Os Estados Unidos e a Europa concentram os maiores mercados da aviação comercial no mundo. Com isso, seria natural imaginar que as rotas mais congestionadas seriam as que ligassem cidades norte-americanas ou europeias. A realidade, no entanto, é bem diferente disso.

Um estudo da empresa de análise de aviação OAG, do Reino Unido, coloca no topo da lista uma cidade que a maioria das pessoas nunca sequer ouviu falar. A rota entre Jeju e Seoul, ambas na Coreia do Sul, conta com o maior fluxo de passageiros no mundo.

Por ano, as viagens de avião de Jeju a Seoul levam mais de 6,5 milhões de passageiros. A rota chega a ter mais de cem voos em um único dia, apenas em um sentido. Embora desconhecida no ocidente, a ilha de Jeju é um dos principais destinos para casais em lua-de-mel e amantes da natureza na Ásia.

Os voos ligando cidades europeias e norte-americanas não entram nem mesmo entre as dez maiores em relação ao número de passageiros por ano. Das dez rotas mais movimentadas do mundo, nove estão presentes na Ásia. Completa a lista um voo entre as cidades de Melbourne e Sydney, na Austrália.

Tóquio é a cidade que concentra as rotas mais congestionadas do mundo. Três rotas ligando a capital japonesa estão entre as dez mais movimentadas. Os maiores fluxos são de Tóquio a Sapporo, Fukuoka e Okinawa.

A lista guarda ainda outras surpresas. Na sétima colocação, está a ligação entre duas cidades vietnamitas: Ho Chi Minh e Hanói. Já em nono lugar, aparece a rota entre Surabaia e Jacarta, ambas na Indonésia.

A ponte aérea Rio-São Paulo ocupava no ano passado a décima colocação. Com a crise e a redução de voos de todas as companhias brasileiras, no entanto, a rota saiu da lista. A OAG divulga apenas o ranking das dez maiores.

As dez rotas mais movimentadas

1) De Jeju a Seoul, na Coreia do Sul (6.561.314 passageiros)

2) Sapporo a Tóquio, no Japão (6.209.366 passageiros)

3) Fukuoka a Tóquio, no Japão (5.961.277 passageiros)

4) Melbourne a Sydney, na Austrália (5.067.167 passageiros)

5) Taipei a Hong Kong, na China (4.146.547 passageiros)

6) Nova Déli a Mumbai, na Índia (4.143.639 passageiros)

7) Ho Chi Minh a Hanói, no Vietnã (4.141.322 passageiros)

8) Pequim a Xangai, na China (3.962.081 passageiros)

9) Surabaia a Jacarta, na Indonésia (3.849.866 passageiros)

10) Tóquio a Okinawa, no Japão (3.784.546 passageiros)

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Boeing 777 da Air Índia percorre 15,3 mil km entre Nova Déli e São Francisco (Imagem: Divulgação)

Boeing 777 da Air India percorre 15,3 mil km entre Nova Déli e São Francisco (Imagem: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Air India conquistou o título de voo mais longo do mundo ao mudar o trajeto de seu voo entre Nova Déli, na Índia, e São Francisco, nos EUA.

A companhia fazia a rota sobrevoando o Oceano Atlântico, mas desde a semana passada o voo começou a fazer o trajeto pelo lado oposto, passando pelo Oceano Pacífico.

A mudança fez a distância percorrida pelo voo aumentar em 1.400 km, chegando a um total de 15,3 mil km.

Apesar do aumento na distância, o voo ficou cerca de duas horas mais rápido. A partir de agora, o tempo total da viagem passa a ser de 14,5 horas.

Segundo a empresa, isso foi possível por conta dos ventos em altitudes elevadas. Quando sobrevoava o Atlântico, o avião enfrentava ventos de frente que diminuíam a velocidade em relação ao solo, em média, em 25 km/h.

Na rota pelo Pacífico, os ventos são mais fortes e seguem na mesma direção do voo. Com isso, o avião é empurrado pelos ventos e a velocidade em relação ao solo aumenta, em média, em 140 km/h.

Por conta da variação da velocidade do vento, a expectativa é que o tempo total do voo na nova rota diminua entre uma e três horas em cada viagem.

A Air India utiliza na rota o Boeing 777-200ER. Estima-se que, a cada hora de voo, o avião consuma cerca de 9.600 litros de combustível. O voo mais rápido vai permitir uma economia significativa à empresa.

Também para aproveitar os ventos de cauda, o voo de retorno, entre São Francisco e Nova Déli, continua sendo feito pela rota original, sobre o Atlântico.

Disputa pelo voo mais longo

Com a mudança de caminho, em termos de distância, a Air India tirou o título da Emirates. Até então, o voo mais longo do mundo era o da rota entre Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e Auckland, na Nova Zelândia. O voo percorre 14,3 mil km em 16,5 horas.

O título da Air India, no entanto, não deve durar muito tempo. A Singapore Airlines já anunciou que, a partir de 2018, pretende realizar a rota entre Cingapura e Nova York. O percurso total de 16,5 mil km deverá ser percorrido em 19 horas com o Airbus A350.

Hoje, a rota mais longa em termos de tempo de voo pertence à Emirates no trecho entre Dubai e a Cidade do Panamá. São 17,5 horas e 13,8 mil km.

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