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SP: Feira de aviação reúne jatos de mais de R$ 190 mi; entrada custa R$ 430
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Feira de aviação executiva acontece no aeroporto de Congonhas (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O aeroporto de Congonhas recebe nesta semana a maior feira de aviação executiva da América Latina. Em sua 15ª edição, a Labace (Latin America Business Aviation Conference & Exhibition) vai reunir 45 aeronaves, entre jatos executivos e helicópteros. O evento acontece entre terça (15) e quinta-feira (17).

Um dos grandes destaques da Labace deste ano deve ser o Bombardier Global 6000, avaliado em US$ 62,3 milhões (R$ 196,8 milhões). Segundo a fabricante, o jato pode ligar São Paulo a Lisboa, Madrid, Nice ou Londres sem escalas, com oito passageiros e quatro tripulantes a bordo. O Global 6000 detém recordes de velocidade de viagem entre Aspen, nos EUA, e Londres, na Inglaterra, e de Londres a Nova York, nos EUA.

O Dassault Falcon 8X estará na Labace pelo segundo ano consecutivo. Com capacidade para até 19 passageiros, o jato de três motores tem autonomia para voar de São Paulo a Moscou sem parar para reabastecer. O avião é avaliado em US$ 57,5 milhões (R$ 181,6 milhões). O jato já teve 25 unidades vendidas em todo o mundo, sendo que quatro foram para clientes brasileiros.

A brasileira Embraer levará para a Labace cinco modelos de jatos executivos: Phenom 100, Phenom 300, Legacy 450, Legacy 500 e Legacy 650E. Segundo a Embraer, atualmente há 180 jatos executivos produzidos pela empresa registrados no Brasil. O Phenom 100 é o modelo de jato executivo de maior frota no Brasil, com 93 aeronaves registradas.

Modelo de entrada, o Phenom 100 tem capacidade para quatro passageiros, atinge velocidade máxima de 750 km/h, alcance de 2.182 km (São Paulo-Recife) e requer uma única parada para manutenção ao ano ou a cada 600 horas de voo. O jatinho é avaliado em US$ 4,5 milhões (R$ 14,2 milhões).

Na outra ponta de jatos executivos da Embraer, o Legacy 650E tem capacidade para 14 passageiros e autonomia de 7.222 km. A cabine de passageiros é dividida em três áreas e conta com uma cozinha a bordo. Com preço de US$ 26 milhões (R$ 82,1 milhões), o Legacy 650E tem 10 anos de garantia ou 10 mil horas de voo.

A TAM Aviação Executiva, representante de marcas como Cessna e Bell, terá nove aeronaves em exposição. Os principais destaques são o helicóptero Bell 505 Jet Ranger X, que será apresentado pelo primeira vez no Brasil, e o novo jato executivo Cessna Citation Latitude.

Expectativa de negócios

A Labace pode ser visitada pelo público em geral, mas tem como foco principal atrair quem pretende comprar um novo avião ou serviços para a aviação executiva. “Estamos muito otimistas com o evento este ano, que marca 15 anos da Labace. Teremos as principais marcas da indústria mundial aqui em São Paulo e, tanto os primeiros sinais da retomada econômica brasileira, quanto o atual cenário global da aviação, nos levam a acreditar em um evento muito positivo do ponto de vista dos negócios”, afirma Flavio Pires, diretor-geral da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral).

Entre as marcas que devem participar da Labace neste ano estão Bell Helicopter, Bombardier, Cessna, Dallas Airmotive, Dassault, Embraer, Gulfstream, Helibras, Jetex, Leonardo, Líder Aviação, Honda Aircraft, Pilatus, Synerjet, Tam Aviação Executiva, Textron, World Fuel Services, entre outras.

Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition)

Dias 15, 16 e 17 de agosto de 2017

Aeroporto de Congonhas – acesso pela Avenida Washingon Luis, altura do número 6.000

Horário: das 12h às 21h (dias 15 e 16) – das 12h às 19h (dia 17)

Ingressos: R$ 430,00

www.labace.com.br

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Réplica de Boeing 737 em SP treinará situações como fogo e despressurização
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Mockup utiliza a fuselagem de um Boeing 737-300 (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Por Vinícius Casagrande

A companhia aérea Gol inaugurou nesta quinta-feira (10) seu novo centro de treinamento para pilotos e comissários de bordo. A nova estrutura de 900 m² tem como principal destaque um mockup (réplica) de um Boeing 737-700 configurado com 66 assentos.

A réplica do avião, instalada dentro de um dos prédios da sede administrativa da empresa no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, servirá para treinamentos de procedimentos de emergência como retirada de passageiros, despressurização de cabine, simulação de fogo a bordo, atendimento a passageiros com algum tipo de distúrbio e primeiros socorros.

A fuselagem foi montada na mesma altura dos aviões utilizados pela companhia aérea. Esse detalhe é importante para realizar com precisão o treinamento de evacuação dos passageiros. Em casos de pouso de emergência, quando os comissários abrem a porta do avião uma grande escorregadeira se infla automaticamente para permitir a saída rápida dos passageiros. Toda essa simulação poderá ser feita dentro do novo centro de treinamento da Gol em Congonhas.

Para criar o mockup, a Gol utilizou partes da fuselagem de um antigo Boeing 737-300 que estava parado no aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Na parte interna, a réplica segue o mesmo padrão utilizado nos atuais aviões da companhia, como os bagageiros e a iluminação interna.

Cabine de pilotos foi recriada para auxiliar treinamento de comissários (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Embora a réplica do avião tenha como foco o treinamento dos comissários, até mesmo a cabine de pilotagem foi recriada. “Em casos de emergência com os pilotos, os comissários precisam entrar na cabine e saber como cortar (desligar) os motores. Por isso, é importante que estejam familiarizados com todo o ambiente”, afirma Carlos Junqueira, diretor de operações da Gol.

Além das situações de emergência, os comissários também recebem treinamento em relação ao serviço de bordo aos passageiros, demonstração dos procedimentos de segurança e até mesmo sobre os anúncios que devem ser feitos no sistema de som do avião.

O centro de treinamento da companhia ainda conta com um auditório com 114 lugares. Na área do palco, um outro mockup de avião com apenas três fileiras de assentos foi instalado. Nesse caso, no entanto, o foco é o treinamento conjunto entre pilotos e comissários de bordo.

Auditório será utilizado para treinamento integrado entre pilotos e comissários (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Segundo o diretor de operações da companhia, a intenção é que os pilotos possam entender melhor o trabalho dos comissários nas situações de emergência e que os comissários também saibam os procedimentos adotados pelos pilotos.

Além dos treinamentos obrigatórios exigidos dos tripulantes, o local também terá cursos adicionais como segurança operacional, tráfego aéreo internacional, identificação de problemas a bordo, cargas perigosas e gerenciamento de cabine. “A aviação é uma das atividades mais seguras do mundo por conta desses vários treinamentos”, afirma Junqueira.

Avião foi instalado em um dos prédios da sede administrativa da Gol em Congonhas (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

A Gol conta atualmente com 2.900 comissários de bordo que devem fazer o treinamento uma vez por ano. Além disso, são 1.600 pilotos que fazem a reciclagem duas vezes por ano. A parte teórica do treinamento dos pilotos será feita no centro de treinamento de Congonhas enquanto as atividades nos simuladores de voo serão feitas em Guarulhos na sede da CAE, empresa que presta esse tipo de serviço.

A nova estrutura criada no aeroporto de Congonhas deve receber cerca de 400 tripulantes por dia e 70% dos comissários e pilotos da companhia. Além de São Paulo, a Gol realiza treinamento no Rio de Janeiro, Porto Alegre (RS) e Brasília (DF).

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Senado aprova mudança de nome do aeroporto de Congonhas, em São Paulo
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O Aeroporto de São Paulo/Congonhas – Deputado Freitas Nobre (Foto: Agência Brasil)

O aeroporto de Congonhas, em São Paulo, pode ganhar um novo nome nos próximos dias. O plenário do Senado aprovou na última quinta-feira (25) um projeto de lei que altera o nome do terminal da capital paulista para Aeroporto de São Paulo/Congonhas – Deputado Freitas Nobre. Atualmente, o nome oficial é apenas Aeroporto Internacional de São Paulo/Congonhas. Para que a mudança seja concretizada, ainda é necessária a sanção do presidente da República, Michel Temer.

A mudança do nome do aeroporto de Congonhas foi proposta pelo ex-deputado federal João Bittar em 2012. José de Freitas Nobre (1921-1990) era cearense de nascimento e se mudou com a família para São Paulo aos 12 anos de idade. Iniciou a carreira política como vereador de São Paulo e depois foi vice-prefeito entre 1961 e 1965 na gestão do ex-prefeito Prestes Maia

Com o golpe militar, se exilou em Paris, na França. Retornou ao Brasil em 1967, quando foi eleito novamente vereador em São Paulo. Em 1970, tornou-se deputado federal, função que exerceu por seis mandatos consecutivos. Além de político, era também advogado, escritor, professor e jornalista. Freitas Nobre morreu em 19 de novembro de 1990.

A justificativa do ex-deputado João Bittar para a escolha do aeroporto de Congonhas como local de homenagem a Freitas Nobre é que “de lá decolava semanalmente rumo a vários destinos do país com o objetivo de unir o povo brasileiro e, juntos, redemocratizarem a nossa nação”, afirma na justificativa do projeto.

Sarney também queria mudar o nome do aeroporto

Diversos outros projetos para alterar o nome do aeroporto de Congonhas já tramitaram no Congresso Nacional. Em 2001, o ex-senador Romeu Tuma, tentou mudar o nome do terminal paulista para Aeroporto de São Paulo/Congonhas – Comandante Omar Fontana. Além de piloto de avião, Fontana foi fundador da Sadia S/A Transportes Aéreos, que mais tarde se transformaria na Transbrasil.

Outro projeto, de 2011, é de autoria do ex-senador José Sarney. A intenção de Sarney era homenagear justamente o ex-senador Romeu Tuma. O projeto da mudança do nome de Congonhas foi elaborado poucos meses após a morte de Tuma. O projeto chegou a ser aprovado pelas comissões do Senado, mas nunca foi votado em plenário.

Na Câmara dos Deputados, pelo menos outros dois projetos também pretendiam mudar o nome do aeroporto de Congonhas. Em 2001, o deputado João Hermann Neto apresentou projeto para homenagear o fundador da TAM Linhas Aéreas, Comandante Rolim Amaro. No mesmo ano, o deputado Carlos Sampaio tentava homenagear o Papa João Paulo 2º.

Regras para nomes dos aeroportos

As homenagens a personalidades de diversas áreas podem ser feitas livremente pelos deputados ou senadores. A única exigência é que não sejam feitas homenagens a pessoas ainda vivas.

No caso de aeroportos, há uma lei específica, de 1953, que trata do assunto. A exigência é que os aeroportos “terão em geral a denominação das próprias cidades, vilas ou povoados em que se encontrem”. No entanto, poderão receber também a designação de “um nome de brasileiro que tenha prestado relevante serviço à causa da aviação, ou um fato histórico”.

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Congonhas é o aeroporto com mais conexões de voos da A. Latina, diz ranking
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Foto: Fernando Podolski/Getty Images

Foto: Fernando Podolski/Getty Images

Um ranking que indica os 50 aeroportos do mundo com a maior oferta de conexões colocou Congonhas, em São Paulo, na 23ª posição na ordem geral, a primeira no mercado latino-americano.

A lista da empresa de análise de aviação OAG, do Reino Unido, avalia a eficiência dos aeroportos em funcionar como uma base global e regional de voos. A análise calcula o número total de conexões possíveis entre decolagens e aterrissagens em um período de seis horas no dia de maior movimento. Em Congonhas, foram registradas 9.977 conexões possíveis, ligando 35 destinos.

Como resultado, Congonhas ficou à frente dos aeroportos Benito Juárez, no México (25º lugar), El Dorado, em Bogotá, na Colômbia (39º lugar), e Guarulhos, em São Paulo (41º).

O analista da empresa John Grant explica que a alta frequência de conexões em Congonhas gera um “efeito multiplicador” que coloca o aeroporto em uma posição de destaque, embora o número de destinos seja relativamente menor em comparação com outros aeroportos.

No ranking de 2015, Congonhas já ocupava o primeiro lugar entre os aeroportos da América Latina, só que na 7ª posição no geral. A queda no ranking atual, segundo a OAG, foi resultado de uma mudança na metodologia adotada para este ano, que reduziu o tempo considerado para análise de 8 para 6 horas.

Domínio dos Estados Unidos

Aeroportos dos Estados Unidos ocupam 22 das 50 posições na lista do maior número de conexões, com o aeroporto internacional O’Hare, em Chicago, ocupando o primeiro lugar, à frente de Hartsfield-Jackson, em Atlanta, e Dallas/Fort Worth.

No caso do aeroporto de Chicago, em um único dia do mês de agosto, havia mais de 270 mil possíveis conexões, considerando partidas e chegadas.

Fora dos Estados Unidos, os aeroportos que tiveram o melhor desempenho foram os de Jacarta Soekarno-Hatta, na Indonésia (7º colocado), e o de Tóquio Haneda, no Japão (11º lugar).

Assim como no exemplo de Congonhas, estes dois aeroportos, embora tenham um número menor de destinos, compensam isso com a alta frequência de voos para as localidades, o que resulta em muitas possibilidades de conexões para os passageiros.

Na Europa, o melhor resultado foi verificado no aeroporto de Heathrow, em Londres, 15º colocado no geral.

Para o consultor Grant há vantagens na existência de ‘megahubs’, como a movimentação econômica gerada pelos passageiros em conexão, que consomem alimentos e outros itens nos aeroportos, e a geração de emprego local pelas companhias aéreas e fornecedores.

A empresa divulgou também um ranking que considera apenas as conexões e os destinos atendidos por uma única companhia aérea – avaliada pela OAG como ‘de baixo custo’. Nesta lista, as cinco primeiras posições são ocupadas por aeroportos dos Estados Unidos e a sexta, por Congonhas, com base em voos da Gol.

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Oficina de aviões em Congonhas faz serviço de borracharia e troca de motor
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Entrada de ar do motor aguarda reparos na oficina da Latam. Foto: Vinícius Casagrande/UOL

Entrada de ar do motor aguarda reparos na oficina da Latam. Foto: Vinícius Casagrande/UOL

Por Vinícius Casagrande

Quando o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, encerra suas operações à noite, é hora dos mecânicos tomarem conta dos aviões que ficaram no solo. Os hangares da Latam, Gol e Avianca trabalham a todo vapor. Somente na Latam, por exemplo, cerca de 100 profissionais passam a madrugada inteira checando as condições de diversos componentes dos aviões da empresa. Das 166 aeronaves da Latam, 135 podem sofrer reparos na oficina de São Paulo.

Mas não é só à noite que os consertos são feitos. Durante o dia, outros 100 mecânicos da companhia estão sempre de prontidão para corrigir imediatamente qualquer falha que possa surgir nos aviões e, assim, tentar impedir que algum dos 100 voos diários da Latam em Congonhas sofra atrasos ou cancelamentos.

O centro de manutenção da Latam tem capacidade para corrigir problemas em até 15 aviões ao mesmo tempo. São serviços que podem variar de um simples conserto de poltrona rasgada, a substituição do trem de pouso e até a troca completa do motor do avião.

Os principais serviços realizados em Congonhas são os chamados preventivos. A cada 750 horas de voo, um avião deve passar pelo check-A, quando são verificados os sistemas hidráulico, pneumático, equipamentos eletrônicos, trem de pouso e são feitos testes na cabine do piloto.

O trabalho mais complicado é quando um motor precisa ser trocado para uma análise mais detalhada das suas condições de funcionamento. A retirada do motor com problema e a colocação de outro leva cerca de seis horas.

Caixa-preta, que é pintada de laranja, custa cerca de R$ 60 mil. Foto: Vinícius Casagrande/UOL

Caixa-preta, que é pintada de laranja, custa cerca de R$ 60 mil. Foto: Vinícius Casagrande/UOL

Armazém de suprimentos

Para que qualquer peça do avião possa ser trocada imediatamente, a Latam conta com um armazém ao lado do hangar que funciona como oficina da empresa. Ali, há cafeteiras, radares meteorológicos, equipamentos eletrônicos e até mesmo a caixa-preta dos aviões, que na verdade é pintada de laranja.

Como todos os equipamentos são extremamente caros – uma única caixa-preta custa cerca de R$ 60 mil – e delicados, o local tem acesso restrito.

Funcionários da Latam desmontam a roda de um avião. Foto: Vinícius Casagrande/UOL

Funcionários da Latam desmontam a roda de um avião. Foto: Vinícius Casagrande/UOL

Troca de pneus

Dentro do centro de manutenção da Latam em Congonhas, há uma oficina de rodas e pneus dos aviões da frota da companhia. O tempo de duração de um pneu pode chegar a até 300 pousos. Se o piloto fizer um pouso mais forte ou frear o avião muito bruscamente, a vida útil do pneu diminui.

Os pneus usados podem passar por até quatro recauchutagens antes de serem totalmente descartados. O procedimento é feito pela própria fabricante, a Goodyear, fornecedora dos pneus da Latam.

As rodas dos aviões são analisadas por mecânicos. Foto: Vinícius Casagrande/UOL

As rodas dos aviões são analisadas por mecânicos. Foto: Vinícius Casagrande/UOL

Toda vez que um pneu é substituído, as peças – o que inclui até mesmo as porcas e parafusos – passam por uma lavagem e inspeção para verificar se não há nenhum dano.

A remontagem das rodas com o pneu instalado é feita por um equipamento computadorizado e pode levar apenas 10 minutos. Somente depois o pneu é calibrado com nitrogênio a uma pressão de até 200 libras – como comparação, a pressão de um pneu de carro é, em geral, de 30 libras.

Na oficina de motores, mecânico analisa as diversas partes do equipamento. Foto: Vinícius Casagrande/UOL

Na oficina de motores, mecânico analisa as diversas partes do equipamento. Foto: Vinícius Casagrande/UOL

Oficina de motores

Um dos hangares do centro de manutenção da Latam é destinado somente para os motores. Depois de retirados dos aviões, eles passam por uma verificação interna em um procedimento chamado boroscopia. Funciona, basicamente, como se fosse uma endoscopia, com uma câmera de vídeo introduzida no motor para verificar possíveis danos.

O problema mais comum no motor é causado pela colisão com pássaros durante o pouso e a decolagem. Somente uma hélice interna, feita de titânio, pode custar US$ 50 mil. Se o pássaro for sugado para dentro da turbina, o prejuízo pode ser ainda maior. Por isso, todos os motores têm seguro, que cobre danos a partir de cerca de R$ 790 mil.

Os motores são constantemente avaliados e a cada 20 mil voos, aproximadamente a cada seis anos, precisam passar por uma revisão geral. A oficina da Latam não faz esse serviço e, por isso, é necessário enviar o motor para o fabricante.

A revisão geral tem um custo de cerca de R$ 16 milhões, quase metade do valor total do motor (cerca de R$ 35 milhões nos Airbus A320). Em média, a Latam realiza quatro revisões gerais de motores por mês.

Para evitar que algum avião fique fora de operação, a companhia conta com um estoque de motores reserva. Em geral, há um motor adicional para cada cinco aviões da frota da companhia.

Apesar dos custos elevados, a Latam afirma que esse é um setor no qual não há economia, já que trata-se de um fator essencial para a segurança de voo.

Motor do Airbus A320 custa cerca de R$ 35 milhões. Foto: Vinícius Casagrande/UOL

Motor do Airbus A320 custa cerca de R$ 35 milhões. Foto: Vinícius Casagrande/UOL

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Aeroporto do Recife é eleito o melhor
do Brasil; confira os vencedores
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Crédito: Divulvação

O terminal de Recife recebeu cerca de 7 milhões de passageiros em 2014. (Foto: Divulgação)

Uma pesquisa realizada pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) revela que o Aeroporto Internacional de Guararapes Gilberto Freire, de Recife, é o melhor do Brasil na opinião dos passageiros. Foram ouvidas 64.539 pessoas ao longo de 2014, em 15 aeroportos de grande movimentação no País. O Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, também se saiu bem na votação (confira abaixo a lista completa), vencendo quatro categorias: check in, raio X, conforto e cordialidade.

A partir deste ano, os resultados dessa pesquisa, que é periódica, são convertidos no prêmio Aeroportos + Brasil. O evento inaugural, realizado na quarta-feira em Brasília, contou com a presença do ministro da Aviação, Eliseu Padilha. Ele ressaltou o fato de oito dos 15 terminais avaliados terem obtido nota igual ou superior a 4, em uma escala que vai até 5. Além de Padilha, compareceram representantes de órgãos do governo relacionados ao setor e das concessionárias dos aeroportos.

Alexandre Oliveira da Silva, superintendente do Aeroporto do Recife, afirma que ficou “bastante surpreso” com o resultado. “Sempre fomos bem avaliados, mas eu realmente não esperava o primeiro lugar.” Ele atribui a vitória à ênfase no bom relacionamento interpessoal com os clientes em todos os treinamentos realizados com as equipes do terminal.

Mas também houve reforço de infraestrutura. Para a Copa do Mundo de 2014, o Aeroporto do Recife passou por obras de melhoria na pista de pouso e ganhou dois novos elevadores. Ao longo do ano passado, o terminal recebeu aproximadamente 7 milhões de passageiros, com uma equipe total de cerca de 5 mil funcionários. “Com a vitória, vem a grande responsabilidade de manter essa qualidade”, pondera o superintendente.

Para chegar às nove categorias da premiação, a SAC agrupou os indicadores de maior afinidade entre os 48 itens que fazem já faziam parte da Pesquisa de Satisfação Geral do Passageiro, realizada a cada trimestre. Os terminais melhor colocados receberam um troféu e um certificado. O maior ganho, no entanto, é de imagem. Cada administração poderá exibir seu(s) troféu(s) em suas dependências, além de divulgar cartazes e outros tipos de propaganda com a honraria.

Crédito: Divulgação

Congonhas venceu quatro categorias: check in, raio X, conforto e cordialidade. (Foto: Divulgação)

Prêmio Aeroporto + Brasil

Melhor terminal
Recife (PE)

Check in
Congonhas (SP)

Restituição de bagagem
Santos Dumont (RJ)

Serviço público
Confins (MG)

Raio X
Congonhas (SP)

Facilidades ao passageiro
Curitiba (PR)

Conforto
Congonhas (SP)

Limpeza
Natal (RN)

Cordialidade
Congonhas (SP)

Leandro Quintanilha – leandroq@gmail.com


Usuário pode avaliar estabelecimentos do Aeroporto de Congonhas via celular
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Divulgação

Lojas, bancos, quiosques, restaurantes, cafés, lanchonetes e até máquinas podem ser avaliados

Reclama-se mais dos preços praticados por estabelecimentos comerciais de aeroporto que da qualidade dos produtos e serviços em si. No Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, isso pode mudar. Desde o final de fevereiro, os usuários podem opinar, de forma objetiva, sobre lojas, bancos, quiosques, cafeterias, lanchonetes, restaurantes e mesmo equipamentos, por meio de adesivos com a tecnologia QR Code, colados pela Infraero.

Trata-se de um código de barras bidimensional, que pode ser lido por telefones celulares munidos de câmera e de um aplicativo de leitura do código. Para enviar críticas, elogios e sugestões, basta que o usuário posicione a imagem no visor do smartphone. Feito isso, o sistema abre uma janela com o formulário. O objetivo da medida é “aperfeiçoar os serviços e conhecer melhor o grau de satisfação dos consumidores com o atendimento recebido no aeroporto”, informa a assessoria de imprensa da Infraero.

A experiência de Congonhas é apenas o piloto da iniciativa, que será replicada em outros aeroportos do País. As avaliações do público são encaminhadas, de acordo com o caso, para a própria administração aeroportuária e para o lojista. Ainda de acordo com a Infraero, toda avaliação será respondida, com informações sobre o andamento da demanda.

Em última instância, um estabelecimento mal avaliado pode ser banido do aeroporto. “Há cláusulas que penalizam o concessionário, inclusive com a rescisão do contrato.”

O objetivo primordial da iniciativa, contudo, seria garantir uma ação mais rápida dos responsáveis, para a melhoria dos serviços prestados no terminal. A Infraero está preparando uma campanha para incentivar a adesão do público de Congonhas às avaliações via QR Code.

(Leandro Quintanilha – leandroq@gmail.com)


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