Todos A Bordo

Arquivo : Boeing

Mais um avião tem problemas com janela em pleno voo; veja vídeo
Comentários Comente

Todos a Bordo

Após sofrer uma forte turbulência durante o voo entre Amritsar e Nova Déli, ambas na Índia, um Boeing 787-8 da Air India com 240 pessoas a bordo perdeu a parte interna de uma das janelas da cabine de passageiros. As janelas dos aviões são feitas em duas camadas, com um espaço entre elas. A parte externa permaneceu intacta, sem causar a despressurização do avião.

O incidente causou pânico entre alguns passageiros, especialmente na mulher que estava sentada ao lado da janela danificada. O problema aconteceu na última quinta-feira (19), apenas dois dias após um Boeing 737-700 da companhia norte-americana Southwest ter uma janela destruída por peças que se soltaram do motor. O novo caso, no entanto, só foi divulgado neste final de semana, após um dos passageiros publicar um vídeo no YouTube.

Leia também:

Como uma janela de avião se quebra e o que acontece depois disso?
Por que as janelas dos aviões sempre têm formato ovalado?
Por que aviões sofrem turbulência de repente e mesmo com céu claro?

Depois de recolocar a parte interna da janela na posição original, uma comissária de bordo tentou acalmar a passageira sentada ao lado da janela danificada. O vídeo mostra também outros passageiros aflitos com a situação.

A Diretoria Geral de Aviação Civil da Índia afirmou que já abriu uma investigação para apurar as causas do problema.

Turbulência durou de 10 a 15 minutos

O Boeing 787-8 da Air India enfrentou uma forte turbulência durante 10 a 15 minutos – o voo teve duração total de 55 minutos. Alguns painéis se soltaram do teto e três passageiros ficaram levemente feridos durante a turbulência.

“A turbulência no voo AI 462 foi tanta que um passageiro, que provavelmente estava sem o cinto de segurança, bateu a cabeça no teto do avião. Ele e outros dois passageiros ficaram feridos. O painel interno de uma janela (no assento 18A) se soltou. O lado de fora da janela não quebrou e não houve despressurização. Os passageiros estavam naturalmente aterrorizados”, disse um dos passageiros ao jornal “The Times of India”.

Após o pouso, os três passageiros feridos foram encaminhados ao hospital para receber curativos e liberados para prosseguir viagem aos seus destinos finais.

Leia também:

Aérea sugere criar nova classe dentro do avião: no compartimento de carga
Por que alguns aviões têm as pontas das asas dobradas?
Lembre pilotos de avião heróis que enfrentaram panes e evitaram tragédias

Piloto avisa torre que avião perdeu peça durante voo


Azul compra aviões da Boeing que podem ajudar Correios com compras online
Comentários Comente

Todos a Bordo

Boeing 737-400F será usado pela Azul para o transporte de cargas (Adrian Pingstone/Wikimedia)

A Azul vai expandir sua frota de aviões com a aquisição das primeiras aeronaves da Boeing. Atualmente, a Azul tem aviões das fabricantes Embraer, Airbus e ATR. O novo modelo escolhido foi o Boeing 737-400F. Serão dois aviões do modelo para serem utilizados como cargueiros dentro da Azul Cargo Express.

A informação da incorporação dos primeiros aviões da Boeing na frota da Azul foi passada aos funcionários em uma comunicação interna da empresa. A assessoria de imprensa da companhia confirmou a compra ao Todos a Bordo, mas afirmou que outros detalhes só devem ser divulgados na próxima semana.

Leia também:

– O dia em que o piloto deixou o filho brincar na cabine e derrubou um avião
– Boeing 737 atinge marca de 10 mil unidades e é o jato mais popular do mundo
– Caça da Boeing que faria Brasil-Japão em 3h só será viável em 10 a 20 anos
– Clube de milhas de empresa aérea vale a pena ou é cilada? Fizemos as contas

“Neste ano, vamos fazer um grande investimento em nossa frota, focando em sua máxima eficiência com aeronaves de última geração: terminaremos o ano com 20 A320neo e 1 A330-900neo [todos da Airbus]. Eles se somarão aos 33 ATRs [da ATR], 63 E-jets [da Embraer] e 7 A330 [da Airbus], totalizando 124 aviões. Além disso, vamos certificar [obter licença de operação] dois novos modelos: o Embraer E2 195 – que começa a chegar em 2019 – e, para deixar nossa frota ainda mais completa, o Boeing 737-400F, que será utilizado como cargueiro pela Azul Cargo Express a partir do segundo semestre”, diz o comunicado interno da empresa.

Parceria com os Correios

Além de atender a demanda da Azul Cargo Express, os dois Boeing 737-400F também poderão ser usados para prestar serviços aos Correios. A empresa afirma, no entanto, que esse não foi o objetivo principal para a compra dos novos cargueiros.

Em dezembro, as duas empresas assinaram um memorando de entendimento para criar uma empresa privada voltada para o transporte de produtos vendidos pela internet. A nova empresa terá participação de 50,01% da Azul e 49,99% dos Correios. A parceria ainda precisa ser aprovada por órgãos e instâncias competentes. Somente após esse aval, a nova empresa será criada.

A Azul tem voos de passageiros para mais de cem cidades do Brasil. No anúncio do acordo com os Correiros, a empresa afirmou que usaria o espaço do compartimento de cargas de seus aviões para o transporte dos produtos dos Correios. Na época, o fundador da Azul já cogitava também a aquisição de novos aviões cargueiros.

Nesta semana, a Azul divulgou que pretende ampliar sua malha aérea para atender mais 33 cidades nos próximos anos, como Guarujá (SP), Macaé (RJ), Caruaru (PE), Barretos (SP) e Guarapuava (PR). Para 2018, o plano é ter entre oito e dez novos destinos. Para incluir todas as cidades, no entanto, ainda é necessária a adequação da infraestrutura aeroportuária.

Leia também:

– Brasil terá oferta recorde de passagem direta para Orlando (EUA) em 2018
– Conheça os 5 jatos mais vendidos do mundo; custam de R$ 16 mi a R$ 203 mi
– Velocímetro do avião marca velocidade diferente da real. Entenda


Boeing entrega primeiro 737 da nova versão MAX9
Comentários Comente

Todos a Bordo

Primeiro Boeing 737 MAX9 foi entregue para a companhia aérea Thai Lion Air (Divulgação)

A Boeing entregou nesta quarta-feira (21) o primeiro 737 MAX9 do mundo para a companhia aérea tailandesa Thai Lion Air. A versão MAX9 tem 42, 16 metros de comprimento, capacidade para 220 passageiros e alcance de 6.500 quilômetros. É o maior 737 já produzido pela Boeing até o momento.

O novo Boeing 737 recebeu novos motores, mudanças nas asas e melhoras aerodinâmicas para reduzir o consumo de combustível em até 20% em relação à versão anterior do modelo. O 737 MAX9 foi liberado para operações comerciais menos de um ano após começar os voos de teste.

Segundo a Boeing, a geração 737 MAX – que inclui as versões 7, 8, 9, 10 e 200 – já acumula mais de 4.300 pedidos de 95 companhias aéreas de todo o mundo.

Leia também:

Conheça os 5 jatos mais vendidos do mundo; custam de R$ 16 mi a R$ 203 mi
Jato da Embraer é o único a pousar na ilha de Napoleão com vento de 90 km/h
Airbus faz reajuste e A380 fica R$ 30 milhões mais caro; veja outros preços

Na última semana, o Boeing 737 atingiu a marca de 10 mil unidades produzidas de todas as suas versões. O modelo foi lançado pela fabricante norte-americana em 1967.

Ao receber o primeiro avião da versão 737 MAX9, o CEO da companhia aérea Thai Lion Air afirmou que o jato será usado para aumentar as rotas internacionais da empresa. “O 737 tem sido a espinha dorsal do nosso negócio desde o começo e vamos usar a capacidade adicional do avião para expandir nossa rede e iniciar novas rotas para Bangladesh, China e Índia”, diz em comunicado divulgado pela Boeing.

Nova geração do Boeing 737

A Boeing anunciou em agosto de 2011 o início do desenvolvimento de uma nova versão do 737. Em 2016, o modelo intermediário 737 MAX8 fez o primeiro voo de testes após receber diversas mudanças aerodinâmicas e novos motores.

Um ano depois, o modelo recebeu a certificação da agência norte-americana de aviação civil e foi entregue à companhia Lion Air, do mesmo grupo que recebeu também o primeiro 737 MAX9 nesta quarta-feira.

Com as duas primeiras versões em linha de produção, a Boeing iniciou nesta semana os voos do MAX7, o menor modelo da nova família. A empresa ainda prepara o lançamento das versões MAX10 e MAX200.

No Brasil, a Gol é a maior operadora de aviões Boeing 737 e tem uma encomenda de 120 aeronaves da versão 737 MAX8. Os novos aviões devem começar a chegar ao Brasil em julho deste ano. As primeiras unidades devem ser usadas para fazer os novos voos da companhia para Orlando e Miami (EUA).

Leia também:

Clube de milhas de empresa aérea vale a pena ou é cilada? Fizemos as contas
Como os pilotos sabem se o avião está baixo ou alto na hora de pousar?
Por que a parte traseira da asa do avião se move nos pousos e decolagens?


Aviões usam óleo de cozinha e mostarda para poluir menos, mas ainda é caro
Comentários Comente

Todos a Bordo

Avião da companhia japonesa ANA sendo abastecido com bioquerosene (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A aviação tenta ser menos poluente e experimenta biocombustíveis, incluindo até óleo de cozinha usado e sementes de mostarda. Mas a troca ainda é cara e pode custar três vezes o valor do combustível tradicional.

O primeiro avião comercial abastecido com biocombustível decolou há pouco mais de 10 anos. Uma década depois, os altos custos ainda são uma barreira para a adoção massiva de combustíveis sustentáveis na aviação. Mas a indústria aeronáutica avalia que essa é a única alternativa viável até o momento para atingir a meta da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês) de reduzir em 50% as emissões de carbono na atmosfera até 2050 em relação aos índices de 2005.

Segundo a Iata , os biocombustíveis emitem até 80% menos gases na atmosfera do que o querosene de aviação tradicional.

O primeiro voo de testes com biocombustível foi feito no dia 24 de fevereiro de 2008, com um Boeing 747 da companhia aérea britânica Virgin Atlantic entre Londres (Inglaterra) e Amsterdã (Holanda). Na ocasião, apenas um dos quatro motores do avião recebeu a mistura do querosene tradicional com o biocombustível feito à base de coco e semente de babaçu (uma palmeira brasileira).

Leia também:

– O caminho de um avião 0 km do interior de SP até Amsterdã
– Jato da Embraer é o único a pousar na ilha de Napoleão com vento de 90 km/h
– Novo avião comercial da Embraer é aprovado em testes e liberado para voar

Três anos mais tarde, a holandesa KLM fez o primeiro voo com passageiros a bordo de um Boeing 737 abastecido com biocombustível. O avião recebeu 50% de querosene tradicional e 50% de biocombustível feito à base de óleo de cozinha reutilizado.

No Brasil, as companhias aéreas Gol e Azul também já fizeram diversos voos com o uso de bioquerosene. A Azul optou por utilizar o biocombustível feito a partir da cana-de-açúcar, enquanto a Gol utilizou o bioquerosene produzido a partir de uma mistura de ICO (óleo de milho não comestível proveniente da produção de etanol de milho) e OGR (óleos e gorduras residuais).

Entre 2011 e 2015, 22 companhias aéreas realizaram um total de 2.500 voos comerciais com passageiros em aviões abastecidos parcialmente com biocombustível, segundo dados da Iata. Desde então, esse número tem crescido exponencialmente, chegando a 100 mil voos comerciais no último ano. A meta para 2020 é atingir a marca de um milhão de voos.

No entanto, nenhum avião ainda pode ser abastecido 100% somente com o bioquerosene. Embora tenham as mesmas características do querosene tradicional, as certificações internacionais permitem que cada avião utilize no máximo uma mistura de 50% de biocombustível e 50% de querosene fóssil. “Mas é possível que um dia chegue a 100%”, afirma Onofre Andrade, coordenador do centro de pesquisas da Boeing no Brasil, que realiza pesquisas na área de biocombustíveis sustentáveis para aviação, gestão avançada de tráfego aéreo, metais avançados e biomateriais, entre outras.

Boeing 747 da Virgin Atlantic decola para o primeiro voo com biocombustível, em 2008 (Divulgação)

Redução de custos

O biocombustível já chegou a ser até seis vezes mais caro que o querosene fóssil. Atualmente, custa de duas a três vezes mais que o combustível tradicional.

“O maior desafio talvez seja a definição de uma política pública que crie incentivos iniciais sem ter que necessariamente significar renúncia fiscal para conseguir alavancar essa nova indústria”, afirma Onofre Andrade.

Andrade cita o exemplo da Califórnia (EUA), onde incentivos de crédito permitiram que o preço do biocombustível ficasse praticamente igual ao do querosene tradicional. Com isso, mais companhias aéreas passaram a usar essa alternativa.

Desde 2016, a United Airlines opera voos diários a partir do aeroporto de Los Angeles parcialmente abastecidos com biocombustível. O mesmo acontece com os voos da KLM que decolam da cidade.

O aeroporto de Oslo (Noruega) foi o pioneiro a comercializar o biocombustível de aviação. No entanto, o combustível utilizado é produzido na Califórnia e transportado para a Noruega. O querosene feito a partir do óleo de cozinha é misturado ao combustível tradicional.

Na mistura final, apenas 0,2% é de bioquerosene. “É uma pequena gota, mas é a primeira gota”, disse Olav Mosvold Larsen, da estatal Avinor, que administra 45 aeroportos na Noruega, em entrevista à agência de notícia Reuters.

Boeing e Embraer fazem testes em conjunto para aviões mais ecológicos (Divulgação)

Novas tecnologias

O bioquerosene de aviação pode utilizar diferentes biomassas como matéria-prima para sua produção. As mais comuns atualmente são o óleo de cozinha reutilizado e plantas camelina, algae, jatropha e cana-de-açúcar. Em janeiro, a australiana Qantas fez um voo com biocombustível produzido a partir das sementes de mostarda.

Apesar de matéria-prima de baixo custo, o bioquerosene ainda tem custo elevado em virtude da complexidade do processo para sua transformação e baixa procura do mercado.

O coordenador do centro de pesquisas da Boeing no Brasil afirma que atualmente existem cinco processos certificados internacionalmente para a produção do bioquerosene de aviação, que podem utilizar diferentes matérias-primas. No Brasil, a única fábrica é da empresa Amirys, que utiliza a cana-de-açúcar. Apesar da mesma matéria-prima do etanol, o produto final tem características completamente diferentes do combustível utilizado nos carros.

Independentemente da matéria-prima ou do tipo de processo utilizado, o bioquerosene de aviação deve ter exatamente as mesmas características técnicas do combustível fóssil, como poder calorífico (eficiência de queima) e resistência ao frio. A exigência é que ele possa ser utilizado sem a necessidade de nenhum tipo de adaptação tanto no avião como em toda a rede de abastecimento.

“Nossa expectativa é que com a aprovação de novos processos, investimentos em produção e matérias-primas mais baratas, esses custos caiam. No Brasil, temos a oportunidade de criar uma política muito parecida com essa que citei nos Estados Unidos. O mecanismo todo pode ajudar no custo final e alavancar a indústria”, diz.

Leia também:

– Conheça os 5 jatos mais vendidos do mundo; custam de R$ 16 mi a R$ 203 mi
– Aérea poupa R$ 10 mi em combustível com menos vinho a bordo e revista leve
– Avião perde parte do motor em pleno voo nos EUA e consegue pousar; assista


Boeing 737 atinge marca de 10 mil unidades e é o jato mais popular do mundo
Comentários Comente

Todos a Bordo

Boeing 737 de número 10.000 ficou pronto nesta terça-feira (Divulgação)

O Boeing 737 atingiu nesta terça-feira (13) a marca de 10 mil unidades produzidas. Com isso, o avião entra mais uma vez para o Guinness World Record, o Livro dos Recodes, como o modelo do jato comercial mais produzido da história. A versão escolhida para atingir essa marca foi o 737 MAX 8, que será entregue à companhia aérea norte-americana Southwest.

O Boeing 737 já havia entrado para o Guinness World Record em 2006 ao atingir a marca de 5.000 unidades. O primeiro avião do modelo foi produzido em 1967. No dia 9 de abril daquele ano, o Boeing 737 fazia seu primeiro voo de testes.

Leia também:

Conheça os 5 jatos mais vendidos do mundo; custam de R$ 16 mi a R$ 203 mi
Jato da Embraer é o único a pousar na ilha de Napoleão com vento de 90 km/h
Airbus faz reajuste e A380 fica R$ 30 milhões mais caro; veja outros preços

Enquanto as primeiras 5.000 unidades demoraram quase 40 anos para serem produzidas, as 5.000 unidades seguintes precisaram de apenas 12 anos.

Essa velocidade deve aumentar nos próximos anos. A Boeing anunciou que até o final do ano pretende aumentar a produção de 47 para 52 aviões por mês. Segundo a empresa, há mais 4.600 pedidos do Boeing 737 para serem entregues nos próximos anos.

No Brasil, a Gol é a maior operadora de aviões do modelo e tem uma encomenda de 120 aeronaves da versão 737 Max 8. Os novos aviões devem começar a chegar ao Brasil em julho deste ano. As primeiras unidades devem ser usadas para fazer os novos voos da companhia para Orlando e Miami (EUA).

Curiosidade do Boeing 737

– Um avião do modelo pousa ou decola a cada 1,5 segundo

– Em média, mais de 2.800 aviões do modelo estão no ar ao mesmo tempo

– Mais de 22 bilhões de pessoas já viajaram a bordo de um Boeing 737

– O Boeing 737 já percorreu mais de 196 bilhões de quilômetros, o equivalente a 5 milhões de voltas na Terra

Leia também:

Clube de milhas de empresa aérea vale a pena ou é cilada? Fizemos as contas
Como os pilotos sabem se o avião está baixo ou alto na hora de pousar?
Por que a parte traseira da asa do avião se move nos pousos e decolagens?


Avião perde parte do motor em pleno voo nos EUA e consegue pousar; assista
Comentários Comente

Todos a Bordo

Um Boeing 777 da companhia aérea United Airlines perdeu parte da carenagem do motor direito quando sobrevoava o Oceano Pacífico rumo a Honolulu, no Havaí (EUA), na terça-feira (13), mas conseguiu pousar em segurança. O avião havia decolado de San Francisco, no Estado da Califórnia. O incidente aconteceu cerca de meia hora antes do pouso.

Segundo a rede de TV CNN, o voo 1175 da United Airlines levava 363 passageiros e dez tripulantes. Ninguém ficou ferido com o incidente.

Diversos passageiros que estavam a bordo do avião compartilharam fotos e vídeos do motor do avião sem a carenagem. “O voo mais assustador da minha vida”, escreveu no Twitter a consultora de marketing Maria Falaschi.

Leia também:

Jato da Embraer é o único a pousar na ilha de Napoleão com vento de 90 km/h

Jatinho mais barato do mundo tem só um motor e paraquedas de emergência

Jatos comerciais têm motor escondido na traseira. Sabe para que ele serve?

Segundo relatos dos passageiros, foi possível ouvir um forte barulho e sentir o avião balançar no ar quando a carenagem se soltou do motor. “Parecia que estávamos em uma montanha-russa saindo dos trilhos”, afirmou Haley Ebert ao jornal “The New York Times”.

Após o incidente, os pilotos solicitaram um pouso de emergência no aeroporto de Honolulu. “Nossos pilotos seguiram todos os protocolos necessários para pousar o avião em segurança. A aeronave taxiou até o portão de embarque e os passageiros desembarcaram normalmente”, afirmou a United Airlines em um comunicado.

Na hora do pouso, os passageiros foram orientados pelos comissários de bordo a seguir alguns procedimentos de segurança, como ficar na posição de impacto – sentados com o corpo curvado para frente e com a cabeça próxima ao joelho. A posição diminui a área de impacto do corpo e protege os órgãos vitais de perfurações que possam ocorrer.

Apesar do susto de todos os passageiros, Haley Ebert afirmou que o avião tocou o solo do aeroporto de Honolulu suavemente.

A NTSB, órgão de investigação de acidentes aeronáuticos dos Estados Unidos, afirmou que já está investigando as causas do incidente com o Boeing 777 da United Airlines.

Leia também:

Você sabe como funciona um motor de avião a jato?

Qual avião é mais seguro de voar: um grande ou um pequeno?

O que significam as placas, faixas e luzes nas pistas dos aeroportos?


Caça da Boeing que faria Brasil-Japão em 3h só será viável em 10 a 20 anos
Comentários Comente

Todos a Bordo

Conceito do novo caça hipersônico, que poderá atingir 6.120 km/h (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Boeing iniciou os estudos para o desenvolvimento de um novo caça hipersônico, capaz de voar a cinco vezes a velocidade do som, o equivalente a 6.120 km/h. O novo avião, no entanto, ainda deve demorar de 10 a 20 anos para se tornar viável, afirmou a Boeing em comunicado enviado ao blog Todos a Bordo. Caso realmente seja desenvolvido, o novo caça deverá ser o avião mais rápido já produzido na história da aviação.

Teoricamente conseguiria viajar entre São Paulo e Tóquio (Japão) em três horas. A fabricante norte-americana, no entanto, ainda não divulgou qual seria a autonomia de voo do avião em velocidade hipersônica nem se ele seria capaz de voar por três horas a essa velocidade.

O projeto do caça hipersônico foi apresentado no início do mês durante o fórum do Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica, realizado em Orlando, nos Estados Unidos. “Recentemente, desenvolvemos o design conceitual de uma aeronave de demonstração hipersônica. Uma versão operacional do conceito de aeronave poderia ser usada para inteligência, vigilância, reconhecimento e missões de ataque”, afirma a empresa.

Leia também:

Qual o avião comercial mais rápido do mundo? Dica: não é o Concorde

Tempo de voo pode ter diferença de 2h na ida e na volta. Sabe por quê?

As TVs individuais dos aviões podem estar com os dias contados?

A Boeing tem investido em novas tecnologias para desenvolver o caça hipersônico, especialmente em questões aerodinâmicas e no funcionamento dos motores para conseguir atingir velocidades cinco vezes maior que a do som. Na parte aerodinâmica, por exemplo, as principais mudança estão no desenho da fuselagem, das asas e da cauda do avião.

“Vemos a forma da fuselagem sendo projetada com ângulos de baixo impacto. As asas e as caudas terão bordas de ataque que avançarão em direção ao trecho traseiro do veículo em ângulos relativamente grandes. Ambas as características reduzem o arrasto aerodinâmico [resistência do ar]”, diz a empresa.

Motores inovadores

A Boeing também trabalha em um sistema de funcionamento dos motores chamado de ciclo combinado baseado em turbina (TBCC). O novo conceito abandona a propulsão baseada em foguete para utilizar motores scramjet, que permite funcionar em velocidades hipersônicas.

Com isso, no estágio inicial do voo, os motores usariam o sistema tradicional de turbinas. Após atingir a velocidade do som, o avião adotaria um sistema que trabalha com o ar a velocidades supersônicas dentro do motor do avião. Na desaceleração para o pouso, o caça voltaria a usar o sistema tradicional de turbinas.

A Boeing já fez testes com esses novos motores. “Embora o voo hipersônico inicial fosse alimentado por propulsão de foguete (por exemplo, X-15 e Space Shuttle), as tecnologias hipersônicas modernas, como motores scramjet e materiais avançados de alta temperatura, amadureceram ao ponto de terem voado no X-43 (veículo espacial) e o X-51 (aeronave experimental de teste)”, afirma.

Ainda não há dinheiro disponível

Uma imagem divulgada pela própria Boeing mostra como deverá ser o novo avião. No entanto, apesar dos avanços nas pesquisas, ainda não há recursos disponíveis dentro da empresa para a criação do caça hipersônico. A empresa ainda estuda novas tecnologias que poderão ser agregadas ao projeto.

“Um demonstrador de avião hipersônico reutilizável não está sendo construído atualmente e não há planos concretos ou recursos alocados para fazê-lo, mas continuamos buscando mais oportunidades de pesquisa junto a agências parceiras a fim de avançar no design e nas tecnologias que darão origem a um eventual demonstrador de aeronave hipersônica reutilizável. Seria prematuro especular quando um veículo de voo hipersônico operacional poderá se uma tornar realidade, mas é justo dizer que poderia ser viável dentro de 10 a 20 anos”, diz a Boeing.

A Boeing já teve um avião experimental não-tripulado que superou em 5,1 vezes a velocidade do som (6.242 km/h). O X-51 Waverider foi lançado de um caça bombardeiro B-52 Stratofortress e voou a essa velocidade por 3,5 minutos antes de cair no mar já sem combustível.

Leia também:

Boeing já teve empresa aérea, que demorava 24h para cruzar EUA nos anos 20

Qual avião é mais seguro de voar: um grande ou um pequeno?

Avião inflável ou sem asas: conheça os modelos mais estranhos já feitos


Boeing já teve empresa aérea, que demorava 24h para cruzar EUA nos anos 20
Comentários Comente

Todos a Bordo

Boeing Air Transport foi criada para o transporte dos correios (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Maior fabricante mundial de aviões, a Boeing também já teve a sua própria companhia aérea. Em janeiro de 1927, de olho em contratos do governo dos Estados Unidos para o transporte de carga dos correios, o fundador da empresa, William Boeing, criou a Boeing Air Transport, com sede em Chicago.

Em maio do mesmo ano, a nova empresa ganhou a concorrência para operar a rota entre San Francisco e Chicago. Na época, o valor pago pelos correios era de US$ 6,36 por quilo de carga transportada. A contratação de uma empresa particular custava metade do que os correios gastavam para fazer o transporte por conta própria.

O primeiro voo oficial da Boeing Air Transport aconteceu em 1º de julho de 1927. Na cerimônia inaugural, a mulher de William Boeing, Bertha, foi a responsável por batizar o avião antes de decolagem.

O ato aparentemente simples causou forte polêmica na época. É que vigorava a Lei Seca nos Estados Unidos, que proibia fabricação, transporte e venda de bebidas alcoólicas. No entanto, a imprensa da época nunca chegou a uma conclusão definitiva se foi usada champanhe ou um tipo de suco de laranja efervescente. Segundo o historiador da Boeing Mike Lombardi, Bertha tinha a convicção de que tinha champanhe em suas mãos.

Leia também:

Jato da Embraer é o único a pousar na ilha de Napoleão com vento de 90 km/h

1ª piloto brasileira de avião casou com instrutor, e ele a proibiu de voar

No começo da aviação, cocô e xixi eram jogados no ar; e agora como é?

Antes de o primeiro voo da Boeing Air Transport decolar, o fundador da empresa ainda fez questão de ele mesmo receber a primeira mala das mãos do carteiro James E. Power e embarcá-la no avião.

O avião escolhido

William Boeing escolheu o avião Model 40A para cumprir as rotas da nova companhia aérea. O modelo foi o primeiro avião comercial da Boeing a fazer sucesso, já que era mais econômico e podia transportar mais carga e passageiros que seus concorrentes da época.

Para equipar a nova companhia aérea, a Boeing produziu 25 aviões do modelo, que foram entregues em apenas 40 dias. O Model 40A era um biplano, com capacidade para o piloto, dois passageiros e o compartimento de cargas.

O Model 40A não tinha condições de fazer um voo direto entre San Francisco e Chicago. Durante a viagem, o avião teve de fazer diversas paradas para reabastecimento e até troca dos pilotos. O primeiro voo aterrissou em Chicago somente na manhã do dia seguinte, mas dentro do horário previsto.

A primeira passageira

O voo de retorno teve um marco histórico tanto para a Boeing Air Transport como para toda a aviação. Ao decolar de Maywood, próximo a Chicago, o Model 40A levava a bordo a repórter do jornal “Chicago Herald and Examiner” Jane Eads, de 21 anos. Ela foi a primeira passageira da empresa e esse foi o primeiro voo transcontinental de uma companhia aérea de transporte de passageiros.

A viagem até San Fracisco durou cerca de 24 horas.

Em seu artigo, segundo o historiador da Boeing, Jane Eads teria relatado o desconforto de voar em aviões pequenos, com diversas paradas e com troca de aeronaves. Por outro lado, a repórter teria se encantando com o visual da viagem a 3 quilômetros de altitude e viajando a 160 km/h.

Aquisições e divisão da empresa

Em apenas seis meses de operação, a Boeing Air Transport já havia recuperado todo o investimento inicial feito por William Boeing. Nesse período, a companhia aérea transportou 525 passageiros e voou mais de 575 mil quilômetros, sem registrar nenhum incidente.

O fundador William Boeing continuava seus planos ambiciosos de expansão e se juntou a Fred Renschler, da Pratt & Whitney, para a aquisição de outras fabricantes de aviões e companhias aéreas. Surgia, assim, a United Aircraft and Transport Corporation, com a sigla UATC.

Os negócios iam bem, mas em 1934 a empresa foi obrigada a ser dividida em três partes e vendidas para grupos diferentes por conta do escândalo do correio aéreo de 1930. Após várias investigações, o governo cancelou todos os contratos e proibiu que fabricantes de aviões também fossem donos de companhias aéreas. As três empresas sobrevivem até hoje com os nomes de The Boeing Company (fabricante de aviões), United Technology (dona da marca Pratt & Whitney, fabricante de motores de aviões) e United Airlines (terceira maior companhia aérea do mundo).

Leia também:

Por que o embarque de passageiros é sempre pelo lado esquerdo do avião?

Por que as pessoas ficam bêbadas mais rapidamente quando estão num avião?

Por que alguns aviões têm as pontas das asas dobradas?


Boeing cria nova empresa para desenvolver poltronas de aviões
Comentários Comente

Todos a Bordo

Novas poltronas serão fabricadas em fábrica da Alemanha (foto: Divulgação)

A Boeing se juntou à alemã Adient para criar uma companhia que fará apenas assentos para aviões. As poltronas deverão ser utilizadas em futuras aeronaves ou para reconfiguração de aviões tanto da Boeing como de outras fabricantes, como Airbus e Embraer.

A Adient é líder mundial na produção de bancos para carros e dona da marca Recaro, de bancos de luxo.

O mercado mundial de poltronas de aviões movimentou no último ano cerca de US$ 4,5 bilhões (R$ 14,5 bilhões). Segundo as duas companhias, a expectativa é que essa cifra chegue a US$ 6 bilhões (R$ 19,4 bilhões) até 2026.

Desafio: poltronas mais finas, leves e confortáveis

O desenvolvimento de poltronas mais modernas para os aviões é um desafio constante na indústria aeronáutica. As companhias querem colocar mais passageiros em cada voo. Para não ter de apertá-los ainda mais, o recurso é usar poltronas mais finas. Com isso, conseguem aumentar o número de fileiras sem diminuir o espaço entre os assentos.

Na primeira classe e na executiva, o desafio é criar bancos mais confortáveis e que, ao mesmo tempo, ocupem menos espaço.

Leia também:
Jatinho mais barato do mundo tem só um motor e paraquedas de emergência
Por que os aviões têm luzes de cores diferentes nas pontas das asas?
Quer economizar na passagem aérea? Aprenda a usar programas de fidelidade

Além disso, há também a questão de peso. Quanto mais leve, menor o consumo de combustível dos aviões, um dos principais custos para as companhias aéreas. As poltronas precisam atender a esses requisitos e ainda seguir padrões determinados pelas autoridades aeronáuticas internacionais para garantir a segurança dos passageiros.

Ação contra o atraso de fornecedores atuais

As duas empresas já mantinham um acordo de colaboração desde o ano passado. A nova companhia terá 50,01% de participação da Adient e 49,99% da Boeing.

Além de desenvolver novos modelos de poltronas, o objetivo é evitar os constantes atrasos por parte dos atuais fornecedores.

“Os assentos têm sido um desafio permanente para os nossos clientes, para a indústria e para a Boeing. Estamos tomando medidas para ajudar a resolver os constrangimentos do mercado”, afirma Kevin Schemm, vice-presidente sênior de supply chain e operações financeiras e de negócios da Boeing.

A fábrica e a sede administrativa da nova companhia serão instaladas na cidade de Kaiserslautern, na Alemanha, com o serviço de apoio ao cliente baseado em Seattle, nos Estados Unidos, mesmo local da fábrica principal da Boeing.

Leia também:

Airbus faz reajuste e A380 fica R$ 30 milhões mais caro; veja outros preços

Aéreas cobram mais de R$ 100 só para marcar assento comum em voos longos

Veja 5 dicas para deixar seu voo mais confortável, até na classe econômica


União Embraer-Boeing só é boa se Brasil mantiver controle, diz especialista
Comentários Comente

Todos a Bordo

Especialistas defendem acordos comerciais, mas são contra a venda (Ricardo Matsukawa/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Uma possível venda da Embraer para a Boeing é vista por especialistas do setor como algo prejudicial para a empresa brasileira e para o próprio país. O problema estaria relacionado aos projetos de aviões na área de defesa e ao impacto que uma possível venda da empresa poderia causar na economia nacional.

“Só poderia ser benéfico se mantivesse o controle acionário no Brasil. A venda do controle é algo prejudicial, a começar para a própria empresa e depois para o Brasil como um todo. A Embraer é a única grande empresa que temos de alta tecnologia com inserção ativa no mercado internacional e gera um superavit de mais de US$ 1 bilhão por ano”, afirma Marcos José Barbieri Ferreira, professor de economia de ciências aplicadas e do laboratório de estudos das indústrias aeroespaciais e de defesa da Unicamp.

O professor de transporte aéreo e aeroporto da Escola Politécnica da USP, Jorge Eduardo Leal Medeiros, disse não acreditar na venda da Embraer para a Boeing por questões estratégicas do país. “A Embraer tem um lado muito estratégico para o governo e o governo, tendo a golden share (ação especial que dá ao governo poder de veto em decisões estratégicas), vai fazer algum tipo de meio termo”, afirma.

Os especialistas defendem que em vez de uma venda total da Embraer sejam feitos acordos estratégicos de negócios nas diversas áreas de atuação das empresas. “Acho que é importante fazer uma negociação que melhore as vendas da Embraer e que, eventualmente, vai ajudar a Boeing também, mas não vejo como bons olhos vender a Embraer. Acho que não vai acontecer de fato e não gostaria de ver isso, porque acho que a Embraer tem uma posição importante”, diz o professor da USP.

Leia também:
Jato da Embraer é o único a pousar na ilha de Napoleão com vento de 90 km/h
Não é só Embraer. Conheça outras fabricantes brasileiras de aviões
Qual o avião comercial mais rápido do mundo? Dica: não é o Concorde

O presidente Michel Temer já afirmou nesta sexta-feira que o governo brasileiro não deve aprovar a transferência do controle acionário da Embraer. “A dificuldade é transferir o controle da Embraer para outra empresa. […] Em princípio, a Embraer é brasileira, representa muito bem o Brasil lá fora e, volto a dizer, muito bem-vindo a injeção de capital estrangeiro. Não se examina a questão da transferência”, declarou.

Boeing estaria de olho no mercado de jatos regionais, dominado pela Embraer (foto: Divulgação)

Acordos comerciais

O interesse da Boeing pela Embraer surgiu depois que a Airbus se juntou à divisão de jatos comerciais da canadense Bombardier, que concorre no mesmo mercado da Embraer. “Eles vão fazer um acordo mais amplo. Eventualmente, algo semelhante possa acontecer entre a Embraer e a Boeing”, diz Medeiros.

O professor de economia da Unicamp também avalia que o melhor caminho a seguir pela Embraer seriam parcerias entre as duas empresas, que poderiam envolver acordos comerciais ou até mesmo a transferência de tecnologia para a aprimoramento do desenvolvimento de novos aviões. “Podem ser diversas formas de aliança, mas nada que envolva o controle da empresa”, diz.

Nesse sentido, o professor da USP avalia que a Embraer poderia até mesmo ingressar em novos mercados de aviões. “Talvez se entrasse mais dinheiro ela poderia entrar em um mercado que está mais ou menos disponível e que infelizmente ela abandonou que são o de aviões turbo-hélice”, afirma.

Aviões turbo-hélice geralmente têm capacidade para até 70 passageiros e são utilizados para rotas de curta distância. Atualmente, a maior fabricante desse segmento é a franco-italiana ATR. No Brasil, a companhia aérea Azul utiliza esses aviões para rotas que ligam cidades do interior.

A Embraer nasceu com a produção de aviões do tipo turbo-hélice. O primeiro modelo foi o Bandeirantes. Depois do avião Brasília, a empresa migrou para o segmento de jatos regionais.

Alta das ações

Depois do anúncio das negociações para uma possível venda da Embraer para a Boeing, as ações da empresa brasileira tiveram uma valorização de 22,5% na quinta-feira (21). Já as ações da fabricante norte-americana tiveram queda de 1% no mesmo dia.

O professor de economia da Unicamp afirma, no entanto, que isso não significa que a empresa brasileira sairia beneficiada nas negociações. “Uma coisa é o mercado acionário e outra é o impacto para a empresa. Quando um acionista vê a possibilidade de a empresa ser vendida por um valor maior que o atual, é natural que as ações subam. É um movimento especulativo e não significa que será algo benéfico para o país”, diz Marcos Barbieri.

Leia também:

787, A380: como a Boeing e a Airbus escolhem os nomes de seus aviões?

Escola de pilotos da Emirates tem jato brasileiro e aeroporto exclusivo

Por que quase todos os aviões são brancos?