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Brasil deve bater recorde de voo da Argentina com Boeing 737 por só 250 km
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Gol recebeu primeiro Boeing 737 MAX 8 no final de junho (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Aerolineas Argentina possui atualmente o voo mais longo operado por um avião do modelo Boeing 737, de curto e médio alcance. O reinado argentino, no entanto, está com os dias contados. A partir de novembro deste ano, o título será brasileiro.

O voo da Aerolineas Argentinas entre Buenos Aires e Punta Cana (República Dominicana), operado com um Boeing 737 MAX 8, tem tempo estimado de oito horas para percorrer 6.000 quilômetros de distância. A rota era feita anteriormente com o Airbus A330-200, avião projetado para viagens de longo alcance. A mudança para o Boeing 737 MAX 8 aconteceu no início de maio.

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A partir de novembro, no entanto, a Gol deve assumir o título de voo mais longo com um Boeing 737 quando inaugurar a nova rota entre Brasília e Orlando (EUA). O novo voo também será operado com o modelo 737 MAX 8.

A duração do voo da Gol também é prevista em oito horas de duração. A rota, no entanto, é cerca de 250 quilômetros mais longa. O trajeto entre Brasília e Orlando tem 6.254 quilômetros de distância.

Avião tem novos motores e nova aerodinâmica para gastar menos combustível (Divulgação)

Novo 737 gasta menos e vai mais longe

A nova versão do Boeing 737 trouxe como principal benefício às companhias aéreas o fato de gerar uma economia de combustível de até 15%. Com isso, o novo modelo aumentou também o alcance possível durante o voo.

Segundo a Boeing, a versão 737 MAX tem alcance de até 6.500 quilômetros. A versão anterior (737-800 NG) pode voar a distâncias de até 5.500 quilômetros. Atualmente, a rota mais longa operada pela Gol é entre o aeroporto de Guarulhos (SP) e Punta Cana, com 5.373 km de distância e cerca de sete horas de voo.

O novo modelo da Boeing tem um motor mais eficiente, além de um novo design da asa e novos winglets para reduzir o arrasto, melhorar a performance e diminuir o consumo de combustível.

Gol fez encomenda de 135 novos aviões

A Gol havia encomendado inicialmente 120 aviões do novo modelo. Nesta semana, a companhia assinou um novo contrato para a compra de mais de 15 Boeing 737 MAX 8 e a conversão de 30 pedidos atuais do modelo MAX 8 para 737 MAX 10, com capacidade adicional de 30 assentos em cada aeronave. Com isso, serão 105 Boeing 737 MAX 8 e 30 MAX 10 na frota da companhia.

A empresa recebeu no final do mês passado a primeira unidade do novo modelo. O avião já está voando nas rotas nacionais da Gol. Até o final do ano, a empresa deve ter um total de seis aviões do modelo. A última unidade da encomenda da Gol deve ser entregue em 2028.

Além do voo entre Brasília e Orlando, a Gol vai inaugurar outras três rotas para os Estados Unidos em novembro: de Brasília para Miami, de Fortaleza (CE) para Miami e de Fortaleza para Orlando.

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Mais um avião tem problemas com janela em pleno voo; veja vídeo
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Após sofrer uma forte turbulência durante o voo entre Amritsar e Nova Déli, ambas na Índia, um Boeing 787-8 da Air India com 240 pessoas a bordo perdeu a parte interna de uma das janelas da cabine de passageiros. As janelas dos aviões são feitas em duas camadas, com um espaço entre elas. A parte externa permaneceu intacta, sem causar a despressurização do avião.

O incidente causou pânico entre alguns passageiros, especialmente na mulher que estava sentada ao lado da janela danificada. O problema aconteceu na última quinta-feira (19), apenas dois dias após um Boeing 737-700 da companhia norte-americana Southwest ter uma janela destruída por peças que se soltaram do motor. O novo caso, no entanto, só foi divulgado neste final de semana, após um dos passageiros publicar um vídeo no YouTube.

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Depois de recolocar a parte interna da janela na posição original, uma comissária de bordo tentou acalmar a passageira sentada ao lado da janela danificada. O vídeo mostra também outros passageiros aflitos com a situação.

A Diretoria Geral de Aviação Civil da Índia afirmou que já abriu uma investigação para apurar as causas do problema.

Turbulência durou de 10 a 15 minutos

O Boeing 787-8 da Air India enfrentou uma forte turbulência durante 10 a 15 minutos – o voo teve duração total de 55 minutos. Alguns painéis se soltaram do teto e três passageiros ficaram levemente feridos durante a turbulência.

“A turbulência no voo AI 462 foi tanta que um passageiro, que provavelmente estava sem o cinto de segurança, bateu a cabeça no teto do avião. Ele e outros dois passageiros ficaram feridos. O painel interno de uma janela (no assento 18A) se soltou. O lado de fora da janela não quebrou e não houve despressurização. Os passageiros estavam naturalmente aterrorizados”, disse um dos passageiros ao jornal “The Times of India”.

Após o pouso, os três passageiros feridos foram encaminhados ao hospital para receber curativos e liberados para prosseguir viagem aos seus destinos finais.

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Azul compra aviões da Boeing que podem ajudar Correios com compras online
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Boeing 737-400F será usado pela Azul para o transporte de cargas (Adrian Pingstone/Wikimedia)

A Azul vai expandir sua frota de aviões com a aquisição das primeiras aeronaves da Boeing. Atualmente, a Azul tem aviões das fabricantes Embraer, Airbus e ATR. O novo modelo escolhido foi o Boeing 737-400F. Serão dois aviões do modelo para serem utilizados como cargueiros dentro da Azul Cargo Express.

A informação da incorporação dos primeiros aviões da Boeing na frota da Azul foi passada aos funcionários em uma comunicação interna da empresa. A assessoria de imprensa da companhia confirmou a compra ao Todos a Bordo, mas afirmou que outros detalhes só devem ser divulgados na próxima semana.

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“Neste ano, vamos fazer um grande investimento em nossa frota, focando em sua máxima eficiência com aeronaves de última geração: terminaremos o ano com 20 A320neo e 1 A330-900neo [todos da Airbus]. Eles se somarão aos 33 ATRs [da ATR], 63 E-jets [da Embraer] e 7 A330 [da Airbus], totalizando 124 aviões. Além disso, vamos certificar [obter licença de operação] dois novos modelos: o Embraer E2 195 – que começa a chegar em 2019 – e, para deixar nossa frota ainda mais completa, o Boeing 737-400F, que será utilizado como cargueiro pela Azul Cargo Express a partir do segundo semestre”, diz o comunicado interno da empresa.

Parceria com os Correios

Além de atender a demanda da Azul Cargo Express, os dois Boeing 737-400F também poderão ser usados para prestar serviços aos Correios. A empresa afirma, no entanto, que esse não foi o objetivo principal para a compra dos novos cargueiros.

Em dezembro, as duas empresas assinaram um memorando de entendimento para criar uma empresa privada voltada para o transporte de produtos vendidos pela internet. A nova empresa terá participação de 50,01% da Azul e 49,99% dos Correios. A parceria ainda precisa ser aprovada por órgãos e instâncias competentes. Somente após esse aval, a nova empresa será criada.

A Azul tem voos de passageiros para mais de cem cidades do Brasil. No anúncio do acordo com os Correiros, a empresa afirmou que usaria o espaço do compartimento de cargas de seus aviões para o transporte dos produtos dos Correios. Na época, o fundador da Azul já cogitava também a aquisição de novos aviões cargueiros.

Nesta semana, a Azul divulgou que pretende ampliar sua malha aérea para atender mais 33 cidades nos próximos anos, como Guarujá (SP), Macaé (RJ), Caruaru (PE), Barretos (SP) e Guarapuava (PR). Para 2018, o plano é ter entre oito e dez novos destinos. Para incluir todas as cidades, no entanto, ainda é necessária a adequação da infraestrutura aeroportuária.

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Boeing entrega primeiro 737 da nova versão MAX9
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Primeiro Boeing 737 MAX9 foi entregue para a companhia aérea Thai Lion Air (Divulgação)

A Boeing entregou nesta quarta-feira (21) o primeiro 737 MAX9 do mundo para a companhia aérea tailandesa Thai Lion Air. A versão MAX9 tem 42, 16 metros de comprimento, capacidade para 220 passageiros e alcance de 6.500 quilômetros. É o maior 737 já produzido pela Boeing até o momento.

O novo Boeing 737 recebeu novos motores, mudanças nas asas e melhoras aerodinâmicas para reduzir o consumo de combustível em até 20% em relação à versão anterior do modelo. O 737 MAX9 foi liberado para operações comerciais menos de um ano após começar os voos de teste.

Segundo a Boeing, a geração 737 MAX – que inclui as versões 7, 8, 9, 10 e 200 – já acumula mais de 4.300 pedidos de 95 companhias aéreas de todo o mundo.

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Na última semana, o Boeing 737 atingiu a marca de 10 mil unidades produzidas de todas as suas versões. O modelo foi lançado pela fabricante norte-americana em 1967.

Ao receber o primeiro avião da versão 737 MAX9, o CEO da companhia aérea Thai Lion Air afirmou que o jato será usado para aumentar as rotas internacionais da empresa. “O 737 tem sido a espinha dorsal do nosso negócio desde o começo e vamos usar a capacidade adicional do avião para expandir nossa rede e iniciar novas rotas para Bangladesh, China e Índia”, diz em comunicado divulgado pela Boeing.

Nova geração do Boeing 737

A Boeing anunciou em agosto de 2011 o início do desenvolvimento de uma nova versão do 737. Em 2016, o modelo intermediário 737 MAX8 fez o primeiro voo de testes após receber diversas mudanças aerodinâmicas e novos motores.

Um ano depois, o modelo recebeu a certificação da agência norte-americana de aviação civil e foi entregue à companhia Lion Air, do mesmo grupo que recebeu também o primeiro 737 MAX9 nesta quarta-feira.

Com as duas primeiras versões em linha de produção, a Boeing iniciou nesta semana os voos do MAX7, o menor modelo da nova família. A empresa ainda prepara o lançamento das versões MAX10 e MAX200.

No Brasil, a Gol é a maior operadora de aviões Boeing 737 e tem uma encomenda de 120 aeronaves da versão 737 MAX8. Os novos aviões devem começar a chegar ao Brasil em julho deste ano. As primeiras unidades devem ser usadas para fazer os novos voos da companhia para Orlando e Miami (EUA).

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Aviões usam óleo de cozinha e mostarda para poluir menos, mas ainda é caro
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Avião da companhia japonesa ANA sendo abastecido com bioquerosene (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A aviação tenta ser menos poluente e experimenta biocombustíveis, incluindo até óleo de cozinha usado e sementes de mostarda. Mas a troca ainda é cara e pode custar três vezes o valor do combustível tradicional.

O primeiro avião comercial abastecido com biocombustível decolou há pouco mais de 10 anos. Uma década depois, os altos custos ainda são uma barreira para a adoção massiva de combustíveis sustentáveis na aviação. Mas a indústria aeronáutica avalia que essa é a única alternativa viável até o momento para atingir a meta da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês) de reduzir em 50% as emissões de carbono na atmosfera até 2050 em relação aos índices de 2005.

Segundo a Iata , os biocombustíveis emitem até 80% menos gases na atmosfera do que o querosene de aviação tradicional.

O primeiro voo de testes com biocombustível foi feito no dia 24 de fevereiro de 2008, com um Boeing 747 da companhia aérea britânica Virgin Atlantic entre Londres (Inglaterra) e Amsterdã (Holanda). Na ocasião, apenas um dos quatro motores do avião recebeu a mistura do querosene tradicional com o biocombustível feito à base de coco e semente de babaçu (uma palmeira brasileira).

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Três anos mais tarde, a holandesa KLM fez o primeiro voo com passageiros a bordo de um Boeing 737 abastecido com biocombustível. O avião recebeu 50% de querosene tradicional e 50% de biocombustível feito à base de óleo de cozinha reutilizado.

No Brasil, as companhias aéreas Gol e Azul também já fizeram diversos voos com o uso de bioquerosene. A Azul optou por utilizar o biocombustível feito a partir da cana-de-açúcar, enquanto a Gol utilizou o bioquerosene produzido a partir de uma mistura de ICO (óleo de milho não comestível proveniente da produção de etanol de milho) e OGR (óleos e gorduras residuais).

Entre 2011 e 2015, 22 companhias aéreas realizaram um total de 2.500 voos comerciais com passageiros em aviões abastecidos parcialmente com biocombustível, segundo dados da Iata. Desde então, esse número tem crescido exponencialmente, chegando a 100 mil voos comerciais no último ano. A meta para 2020 é atingir a marca de um milhão de voos.

No entanto, nenhum avião ainda pode ser abastecido 100% somente com o bioquerosene. Embora tenham as mesmas características do querosene tradicional, as certificações internacionais permitem que cada avião utilize no máximo uma mistura de 50% de biocombustível e 50% de querosene fóssil. “Mas é possível que um dia chegue a 100%”, afirma Onofre Andrade, coordenador do centro de pesquisas da Boeing no Brasil, que realiza pesquisas na área de biocombustíveis sustentáveis para aviação, gestão avançada de tráfego aéreo, metais avançados e biomateriais, entre outras.

Boeing 747 da Virgin Atlantic decola para o primeiro voo com biocombustível, em 2008 (Divulgação)

Redução de custos

O biocombustível já chegou a ser até seis vezes mais caro que o querosene fóssil. Atualmente, custa de duas a três vezes mais que o combustível tradicional.

“O maior desafio talvez seja a definição de uma política pública que crie incentivos iniciais sem ter que necessariamente significar renúncia fiscal para conseguir alavancar essa nova indústria”, afirma Onofre Andrade.

Andrade cita o exemplo da Califórnia (EUA), onde incentivos de crédito permitiram que o preço do biocombustível ficasse praticamente igual ao do querosene tradicional. Com isso, mais companhias aéreas passaram a usar essa alternativa.

Desde 2016, a United Airlines opera voos diários a partir do aeroporto de Los Angeles parcialmente abastecidos com biocombustível. O mesmo acontece com os voos da KLM que decolam da cidade.

O aeroporto de Oslo (Noruega) foi o pioneiro a comercializar o biocombustível de aviação. No entanto, o combustível utilizado é produzido na Califórnia e transportado para a Noruega. O querosene feito a partir do óleo de cozinha é misturado ao combustível tradicional.

Na mistura final, apenas 0,2% é de bioquerosene. “É uma pequena gota, mas é a primeira gota”, disse Olav Mosvold Larsen, da estatal Avinor, que administra 45 aeroportos na Noruega, em entrevista à agência de notícia Reuters.

Boeing e Embraer fazem testes em conjunto para aviões mais ecológicos (Divulgação)

Novas tecnologias

O bioquerosene de aviação pode utilizar diferentes biomassas como matéria-prima para sua produção. As mais comuns atualmente são o óleo de cozinha reutilizado e plantas camelina, algae, jatropha e cana-de-açúcar. Em janeiro, a australiana Qantas fez um voo com biocombustível produzido a partir das sementes de mostarda.

Apesar de matéria-prima de baixo custo, o bioquerosene ainda tem custo elevado em virtude da complexidade do processo para sua transformação e baixa procura do mercado.

O coordenador do centro de pesquisas da Boeing no Brasil afirma que atualmente existem cinco processos certificados internacionalmente para a produção do bioquerosene de aviação, que podem utilizar diferentes matérias-primas. No Brasil, a única fábrica é da empresa Amirys, que utiliza a cana-de-açúcar. Apesar da mesma matéria-prima do etanol, o produto final tem características completamente diferentes do combustível utilizado nos carros.

Independentemente da matéria-prima ou do tipo de processo utilizado, o bioquerosene de aviação deve ter exatamente as mesmas características técnicas do combustível fóssil, como poder calorífico (eficiência de queima) e resistência ao frio. A exigência é que ele possa ser utilizado sem a necessidade de nenhum tipo de adaptação tanto no avião como em toda a rede de abastecimento.

“Nossa expectativa é que com a aprovação de novos processos, investimentos em produção e matérias-primas mais baratas, esses custos caiam. No Brasil, temos a oportunidade de criar uma política muito parecida com essa que citei nos Estados Unidos. O mecanismo todo pode ajudar no custo final e alavancar a indústria”, diz.

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Boeing 737 atinge marca de 10 mil unidades e é o jato mais popular do mundo
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Boeing 737 de número 10.000 ficou pronto nesta terça-feira (Divulgação)

O Boeing 737 atingiu nesta terça-feira (13) a marca de 10 mil unidades produzidas. Com isso, o avião entra mais uma vez para o Guinness World Record, o Livro dos Recodes, como o modelo do jato comercial mais produzido da história. A versão escolhida para atingir essa marca foi o 737 MAX 8, que será entregue à companhia aérea norte-americana Southwest.

O Boeing 737 já havia entrado para o Guinness World Record em 2006 ao atingir a marca de 5.000 unidades. O primeiro avião do modelo foi produzido em 1967. No dia 9 de abril daquele ano, o Boeing 737 fazia seu primeiro voo de testes.

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Enquanto as primeiras 5.000 unidades demoraram quase 40 anos para serem produzidas, as 5.000 unidades seguintes precisaram de apenas 12 anos.

Essa velocidade deve aumentar nos próximos anos. A Boeing anunciou que até o final do ano pretende aumentar a produção de 47 para 52 aviões por mês. Segundo a empresa, há mais 4.600 pedidos do Boeing 737 para serem entregues nos próximos anos.

No Brasil, a Gol é a maior operadora de aviões do modelo e tem uma encomenda de 120 aeronaves da versão 737 Max 8. Os novos aviões devem começar a chegar ao Brasil em julho deste ano. As primeiras unidades devem ser usadas para fazer os novos voos da companhia para Orlando e Miami (EUA).

Curiosidade do Boeing 737

– Um avião do modelo pousa ou decola a cada 1,5 segundo

– Em média, mais de 2.800 aviões do modelo estão no ar ao mesmo tempo

– Mais de 22 bilhões de pessoas já viajaram a bordo de um Boeing 737

– O Boeing 737 já percorreu mais de 196 bilhões de quilômetros, o equivalente a 5 milhões de voltas na Terra

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Avião perde parte do motor em pleno voo nos EUA e consegue pousar; assista
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Um Boeing 777 da companhia aérea United Airlines perdeu parte da carenagem do motor direito quando sobrevoava o Oceano Pacífico rumo a Honolulu, no Havaí (EUA), na terça-feira (13), mas conseguiu pousar em segurança. O avião havia decolado de San Francisco, no Estado da Califórnia. O incidente aconteceu cerca de meia hora antes do pouso.

Segundo a rede de TV CNN, o voo 1175 da United Airlines levava 363 passageiros e dez tripulantes. Ninguém ficou ferido com o incidente.

Diversos passageiros que estavam a bordo do avião compartilharam fotos e vídeos do motor do avião sem a carenagem. “O voo mais assustador da minha vida”, escreveu no Twitter a consultora de marketing Maria Falaschi.

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Segundo relatos dos passageiros, foi possível ouvir um forte barulho e sentir o avião balançar no ar quando a carenagem se soltou do motor. “Parecia que estávamos em uma montanha-russa saindo dos trilhos”, afirmou Haley Ebert ao jornal “The New York Times”.

Após o incidente, os pilotos solicitaram um pouso de emergência no aeroporto de Honolulu. “Nossos pilotos seguiram todos os protocolos necessários para pousar o avião em segurança. A aeronave taxiou até o portão de embarque e os passageiros desembarcaram normalmente”, afirmou a United Airlines em um comunicado.

Na hora do pouso, os passageiros foram orientados pelos comissários de bordo a seguir alguns procedimentos de segurança, como ficar na posição de impacto – sentados com o corpo curvado para frente e com a cabeça próxima ao joelho. A posição diminui a área de impacto do corpo e protege os órgãos vitais de perfurações que possam ocorrer.

Apesar do susto de todos os passageiros, Haley Ebert afirmou que o avião tocou o solo do aeroporto de Honolulu suavemente.

A NTSB, órgão de investigação de acidentes aeronáuticos dos Estados Unidos, afirmou que já está investigando as causas do incidente com o Boeing 777 da United Airlines.

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Caça da Boeing que faria Brasil-Japão em 3h só será viável em 10 a 20 anos
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Conceito do novo caça hipersônico, que poderá atingir 6.120 km/h (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Boeing iniciou os estudos para o desenvolvimento de um novo caça hipersônico, capaz de voar a cinco vezes a velocidade do som, o equivalente a 6.120 km/h. O novo avião, no entanto, ainda deve demorar de 10 a 20 anos para se tornar viável, afirmou a Boeing em comunicado enviado ao blog Todos a Bordo. Caso realmente seja desenvolvido, o novo caça deverá ser o avião mais rápido já produzido na história da aviação.

Teoricamente conseguiria viajar entre São Paulo e Tóquio (Japão) em três horas. A fabricante norte-americana, no entanto, ainda não divulgou qual seria a autonomia de voo do avião em velocidade hipersônica nem se ele seria capaz de voar por três horas a essa velocidade.

O projeto do caça hipersônico foi apresentado no início do mês durante o fórum do Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica, realizado em Orlando, nos Estados Unidos. “Recentemente, desenvolvemos o design conceitual de uma aeronave de demonstração hipersônica. Uma versão operacional do conceito de aeronave poderia ser usada para inteligência, vigilância, reconhecimento e missões de ataque”, afirma a empresa.

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A Boeing tem investido em novas tecnologias para desenvolver o caça hipersônico, especialmente em questões aerodinâmicas e no funcionamento dos motores para conseguir atingir velocidades cinco vezes maior que a do som. Na parte aerodinâmica, por exemplo, as principais mudança estão no desenho da fuselagem, das asas e da cauda do avião.

“Vemos a forma da fuselagem sendo projetada com ângulos de baixo impacto. As asas e as caudas terão bordas de ataque que avançarão em direção ao trecho traseiro do veículo em ângulos relativamente grandes. Ambas as características reduzem o arrasto aerodinâmico [resistência do ar]”, diz a empresa.

Motores inovadores

A Boeing também trabalha em um sistema de funcionamento dos motores chamado de ciclo combinado baseado em turbina (TBCC). O novo conceito abandona a propulsão baseada em foguete para utilizar motores scramjet, que permite funcionar em velocidades hipersônicas.

Com isso, no estágio inicial do voo, os motores usariam o sistema tradicional de turbinas. Após atingir a velocidade do som, o avião adotaria um sistema que trabalha com o ar a velocidades supersônicas dentro do motor do avião. Na desaceleração para o pouso, o caça voltaria a usar o sistema tradicional de turbinas.

A Boeing já fez testes com esses novos motores. “Embora o voo hipersônico inicial fosse alimentado por propulsão de foguete (por exemplo, X-15 e Space Shuttle), as tecnologias hipersônicas modernas, como motores scramjet e materiais avançados de alta temperatura, amadureceram ao ponto de terem voado no X-43 (veículo espacial) e o X-51 (aeronave experimental de teste)”, afirma.

Ainda não há dinheiro disponível

Uma imagem divulgada pela própria Boeing mostra como deverá ser o novo avião. No entanto, apesar dos avanços nas pesquisas, ainda não há recursos disponíveis dentro da empresa para a criação do caça hipersônico. A empresa ainda estuda novas tecnologias que poderão ser agregadas ao projeto.

“Um demonstrador de avião hipersônico reutilizável não está sendo construído atualmente e não há planos concretos ou recursos alocados para fazê-lo, mas continuamos buscando mais oportunidades de pesquisa junto a agências parceiras a fim de avançar no design e nas tecnologias que darão origem a um eventual demonstrador de aeronave hipersônica reutilizável. Seria prematuro especular quando um veículo de voo hipersônico operacional poderá se uma tornar realidade, mas é justo dizer que poderia ser viável dentro de 10 a 20 anos”, diz a Boeing.

A Boeing já teve um avião experimental não-tripulado que superou em 5,1 vezes a velocidade do som (6.242 km/h). O X-51 Waverider foi lançado de um caça bombardeiro B-52 Stratofortress e voou a essa velocidade por 3,5 minutos antes de cair no mar já sem combustível.

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