Todos A Bordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br Todos a Bordo é o blog de aviação do UOL. Aqui você encontra as últimas informações, análises e notícias sobre o movimentado mundo das companhias aéreas, das fabricantes de aviões e de empresas aeroportuárias. Mon, 23 Apr 2018 19:31:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Mais um avião tem problemas com janela em pleno voo; veja vídeo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/23/dois-dias-depois-outro-aviao-tem-problemas-em-uma-janela-veja-video/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/23/dois-dias-depois-outro-aviao-tem-problemas-em-uma-janela-veja-video/#comments Mon, 23 Apr 2018 16:31:09 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7306

Após sofrer uma forte turbulência durante o voo entre Amritsar e Nova Déli, ambas na Índia, um Boeing 787-8 da Air India com 240 pessoas a bordo perdeu a parte interna de uma das janelas da cabine de passageiros. As janelas dos aviões são feitas em duas camadas, com um espaço entre elas. A parte externa permaneceu intacta, sem causar a despressurização do avião.

O incidente causou pânico entre alguns passageiros, especialmente na mulher que estava sentada ao lado da janela danificada. O problema aconteceu na última quinta-feira (19), apenas dois dias após um Boeing 737-700 da companhia norte-americana Southwest ter uma janela destruída por peças que se soltaram do motor. O novo caso, no entanto, só foi divulgado neste final de semana, após um dos passageiros publicar um vídeo no YouTube.

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Depois de recolocar a parte interna da janela na posição original, uma comissária de bordo tentou acalmar a passageira sentada ao lado da janela danificada. O vídeo mostra também outros passageiros aflitos com a situação.

A Diretoria Geral de Aviação Civil da Índia afirmou que já abriu uma investigação para apurar as causas do problema.

Turbulência durou de 10 a 15 minutos

O Boeing 787-8 da Air India enfrentou uma forte turbulência durante 10 a 15 minutos – o voo teve duração total de 55 minutos. Alguns painéis se soltaram do teto e três passageiros ficaram levemente feridos durante a turbulência.

“A turbulência no voo AI 462 foi tanta que um passageiro, que provavelmente estava sem o cinto de segurança, bateu a cabeça no teto do avião. Ele e outros dois passageiros ficaram feridos. O painel interno de uma janela (no assento 18A) se soltou. O lado de fora da janela não quebrou e não houve despressurização. Os passageiros estavam naturalmente aterrorizados”, disse um dos passageiros ao jornal “The Times of India”.

Após o pouso, os três passageiros feridos foram encaminhados ao hospital para receber curativos e liberados para prosseguir viagem aos seus destinos finais.

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Janela do Boeing 737-700 destruída após falha no motor do avião (Facebook Marty Martinez)

Por Vinícius Casagrande

As janelas dos aviões são feitas para resistir a fortes impactos sem serem destruídas. A resistência é essencial para suportar a diferença entre a pressão do ar dentro e fora do avião. Mas não foi o que aconteceu na última terça-feira (17) durante um voo da companhia aérea norte-americana Southwest.

Após peças do motor se soltarem e atingirem a fuselagem do Boeing 737-700, uma das janelas se rompeu. A abertura fez com que a passageira Jennifer Riordan fosse parcialmente sugada para fora do avião. Ela foi a única vítima fatal do acidente.

Nem martelada, nem trombada com pássaro

O engenheiro aeroespacial e ex-tenente da Força Aérea Brasileira Shailon Ian afirma que somente uma peça muito grande e lançada com extrema força poderia quebrar uma janela de avião. “Tem de ser um objeto duro, muito rápido e com muita energia para quebrar, como aconteceu nesse caso”, afirma.

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As investigações preliminares apontam que uma das paletas frontais do motor se soltou, sendo lançada em direção à fuselagem. “Um motor de avião gira a 18 mil rotações por minuto. Quando uma peça se solta, atinge a fuselagem com força extrema”, diz o engenheiro aeronáutico e professor de transporte aéreo e aeroportos da Escola Politécnica da USP Jorge Eduardo Leal Medeiros.

O engenheiro mecânico Rob DeCosta afirma, em artigo no site Quora, que seria necessária uma força de mais de 2.200 quilos para quebrar uma janela de um Boeing 777, por exemplo. Como comparação, ele cita que um lutador de boxe profissional consegue aplicar golpes com 600 quilos de força. “Mesmo se der uma martelada, um passageiro não consegue quebrar a janela”, diz Shailon.

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Mesmo uma colisão com pássaros não seria suficiente para quebrar a janela da cabine de passageiros. “Nesse caso, o risco maior seria nas janelas dos pilotos. No caso dos passageiros, o pássaro não teria como atingir diretamente as janelas”, diz o engenheiro aeroespacial. Por conta da velocidade do avião, o pássaro não teria como atingir o avião lateralmente.

Mais fácil ganhar na Mega-Sena

Shailon diz que esse é um evento raríssimo e com poucas chances de se repetir. “Foi uma senhora pancada. É mais fácil ganhar na Mega-Sena do que acontecer novamente”, afirma, acrescentando uma ressalva. “A menos que a investigação detecte uma falha de projeto do motor. Mas isso é pouco provável, já que esse é o modelo de motor mais utilizado no mundo”, diz.

O engenheiro afirma que se uma falha de projeto for constatada, é possível que as autoridades aeronáuticas impeçam os voos de todos os aviões que utilizam motores do mesmo modelo. Nesse caso, os aviões só poderiam voar novamente após o defeito se corrigido em todos os motores em uso atualmente.

Recentemente, já houve pelo menos dois casos em que motores de aviões sofreram danos em voo. Em agosto de 2016, um Boeing da própria Southwest perdeu parte do motor. Em fevereiro deste ano, aconteceu o mesmo com um Boeing 777 da United Airlines. Nos dois casos, no entanto, não houve danos à fuselagem dos aviões.

Peças do motor foram arremessadas contra a fuselagem do avião (Amanda Bourman via AP)

Até o furinho na janela tem uma função

Produzidas com material acrílico resistente, as janelas dos aviões têm de ser capazes de suportar até 33% a mais do que a força exercida pela diferença de pressão dentro e fora do avião. Elas são feitas em duas camadas, com um espaço entre elas, exatamente por causa dessa diferença de pressão.

Até mesmo o formato influencia na resistência. Elas têm os cantos arrendondas para distribuir melhor a força. No início da aviação, alguns aviões foram projetados com janelas quadradas. Os cantos pontiagudos formavam pontos de tensão, criando rachaduras na fuselagem.

O pequeno furo presente nas janelas também tem como função permitir um melhor equilíbrio das pressões internas e externas.

Efeito aspirador de pó e ventania a bordo

Durante o voo, a cabine do avião está totalmente pressurizada. Mesmo voando a uma altitude de 36 mil pés (11 quilômetros), a pressão do ar dentro do avião é equivalente a uma altitude de 8.000 pés (2,5 quilômetros). Isso significa que o ar interno é muito mais denso do que o externo.

Quando a janela quebra, ocorre a despressurização. Para que a pressão interna fique igual à externa, o ar mais denso sai do avião pelo buraco que se abriu. “A janela do avião vira um aspirador de pó, sugando tudo o que está dentro do avião”, diz Shailon Ian.

Avião da Southwest conseguiu pousar em segurança (David Maialetti /The Philadelphia Inquirer via AP)

Esse fenômeno ocorre até que as pressões interna e externa fiquem equivalentes (todo o ar pressurizado saia do avião). As máscaras de oxigênio caem porque, em altitude elevada, o oxigênio disponível na atmosfera não é suficiente para manter a respiração humana. Assim que a despressurização acontece, o piloto precisa diminuir a altitude do avião até um nível aceitável para o corpo humano.

Após o incidente com o voo da Southwest, os passageiros relataram uma forte ventania dentro do avião até o momento do pouso. Shailon afirma, no entanto, que isso não tem relação com a despressurização. “É como andar de carro com a janela aberta, só que a mais de 300 km/h”, diz.

Sugestão: apertem os cintos

Apesar do pânico generalizado a bordo, o engenheiro aeroespacial diz que os riscos de haver uma vítima fatal podem ser minimizados.

“É possível que a passageira que foi sugada estivesse sem o cinto de segurança ou com o cinto afrouxado. Por isso, é essencial seguir as orientações dos comissários de bordo de manter sempre o cinto bem afivelado”, afirma.

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Passagem aérea não poderia variar mais que 50% num mesmo voo, prevê projeto http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/19/passagem-aerea-limite-variacao-de-preco-mesmo-voo/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/19/passagem-aerea-limite-variacao-de-preco-mesmo-voo/#comments Thu, 19 Apr 2018 07:00:54 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7285

Aviões de companhias aéreas brasileiras no aeroporto de Guarulhos (Vinícius Casagrande/UOL)

Um projeto de lei em tramitação no Senado Federal quer limitar a diferença dos preços dos bilhetes vendidos pelas companhias aéreas em um mesmo voo para uma mesma classe a, no máximo, 50%. Hoje, não há limite para essa variação. A proposta foi apresentada pelo senador Airton Sandoval (MDB-SP) na semana passada e encaminhada para análise das comissões de Constituição e Justiça e de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor.

A limitação valeria só para passagens da mesma classe (econômica, executiva ou primeira). As diferenças entre as classes continuariam livres. O projeto não tem data para ser votado.

A proposta tenta modificar a legislação atual que dá total liberdade tarifária para as companhias aéreas. Segundo a lei que criou a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as empresas podem determinar suas próprias tarifas, inclusive as variações de preços em um mesmo voo. Os valores devem apenas ser comunicados à Anac.

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A Anac afirmou que não comenta projetos em tramitação no Congresso Nacional. No entanto, é comum a agência se manifestar publicamente afirmando que foi a liberdade tarifária que permitiu a redução dos preços das passagens aéreas a partir de 2001, quando a medida começou a ser implementada, e o aumento no número de passageiros transportados.

O próprio autor do projeto afirma isso em sua justificativa. “Segundo técnicos da área, a implementação desse regime possibilitou a diminuição no valor das passagens aéreas, levando a uma maior democratização na utilização deste transporte”, diz o senador.

Com a regra atual, passagens compradas com antecedência e em dias de baixa procura costumam ter preços inferiores. Por outro lado, se a compra for feita nas vésperas do voo ou para dias de alta demanda, como feriados prolongados, a tendência é que os preços sejam bem mais altos.

Senador diz que variação é injustificável

O parlamentar alega que essa grande variação de preços dentro de um mesmo voo é algo injustificável e que não permite que os passageiros acompanhem a evolução dos preços.

“Ocorre que as empresas utilizam, hoje em dia, uma avançada tecnologia, aplicando a chamada metodologia de precificação dinâmica. Com isso, reprecificam a tarifa, minuto a minuto, causando desconforto e insegurança aos usuários, pois os valores aumentam sem justificativas razoáveis, impedindo que o usuário acompanhe e avalie a evolução dos preços”, diz na justificativa do projeto.

O autor do projeto alega, ainda, que as empresas utilizam inteligência artificial para determinar o preço das passagens. “São incontáveis as reclamações e acusações, por parte de consumidores e das respectivas associações defensivas, no sentido de que as companhias aéreas possam estar manipulando a oferta de preços com base em algoritmos e inteligência artificial”, afirma.

empresa de tecnologia Pros já desenvolveu um programa para criar preços dinâmicos de passagens aéreas. Assim, dois passageiros pesquisando simultaneamente preços para um mesmo voo poderiam encontrar tarifas diferentes. O sistema já começou a ser testado por 11 companhias aéreas em todo o mundo.

No Brasil, a Anac afirma que nenhuma companhia aérea brasileira adota esse sistema de preços até o momento. No entanto, não haveria nenhum impedimento legal para que isso fosse feito aqui, de acordo com a legislação atual.

Associação de empresas aéreas defende a liberdade tarifária

A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) afirma que a liberdade tarifária é “um dos sustentáculos da aviação moderna no Brasil e no mundo” e defende que não haja um controle no preço das passagens aéreas. Segundo a associação, desde que os preços foram liberados no país, os valores das passagens aéreas caíram quase pela metade.

“No início dos anos 2000, em valores atuais, uma passagem custava mais de R$ 700 em média. Menos de 30 milhões de brasileiros viajam de avião a cada ano. Desde a desregulamentação tarifária, em cerca de uma década e meia o número de passageiros triplicou. Um bilhete doméstico custa hoje aproximadamente R$ 360 em média”, afirma a Abear em nota. “É raro encontrar comportamento semelhante em relação aos preços de quaisquer outros produtos e serviços no Brasil neste mesmo período”, completa.

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7 meses de análise, e ministério não conclui se aéreas mentiram sobre malas http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/18/cobranca-de-bagagem-voo-investigacao-ministerio-da-justica-abear/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/18/cobranca-de-bagagem-voo-investigacao-ministerio-da-justica-abear/#comments Wed, 18 Apr 2018 07:00:16 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7281

Empresas começaram a cobrar pelo despacho de bagagem em junho de 2017 (Foto: Lucas Lima/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Após sete meses de investigação, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, ainda nãoconcluiu o processo que apura se as companhias aéreas mentiram quando afirmaram que o preço das passagens aéreas caiu após começarem a cobrar pela bagagem despachada. O Ministério não divulgou quando pretende concluir as investigações.

A cobrança começou em junho do ano passado. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e as companhias aéreas afirmaram que, ao liberar a cobrança por mala despachada, as companhias aéreas poderiam oferecer passagens mais baratas para quem só levasse bagagem de mão. Três meses depois, a Abear (Associação Brasileira de Empresa Aéreas) divulgou um levantamento que apontava que o preço médio das passagens aéreas havia caído entre 7% e 30% por causa das novas regras.

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Cinco dias depois, a Secretaria Nacional do Consumidor afirmou que havia aberto uma “averiguação preliminar” para checar se a queda de preços das passagens aéreas tinha realmente relação com a cobrança de bagagem despachada.

No dia 20 de outubro, o processo administrativo foi oficialmente aberto, com despacho publicado no Diário Oficial da União. A decisão se baseou em investigação preliminar, feita no início daquele mês pelo departamento e que concluiu haver indícios de infração.

Passados quase sete meses do início da apuração, o Ministério da Justiça afirmou ao Todos a Bordo que “os fatos estão sob análise e acompanhamento do DPDC” e que já recebeu o posicionamento da Abear (Associação Brasileira de Empresa Aéreas) e de suas associadas.

Segundo o Ministério da Justiça, na defesa, a Abear reafirmou que “todos os dados divulgados são verdadeiros e representam de fato queda de preços em determinadas rotas e empresas, que não possui qualquer relacionamento com os consumidores e que quando divulgou as reduções de preço que havia encontrado, não o fez para os consumidores, e sim para a mídia especializada”.

O Ministério também ouviu a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), órgão responsável por regular os serviços das companhias aéreas. “A Anac se manifestou no sentido de que desconhece os parâmetros empregados pela Abear para a divulgação de dados do setor e que não se responsabiliza pelas informações divulgadas ou qualquer analogia feita com os dados publicados pela Agência”, diz a nota do Ministério da Justiça.

Outras pesquisas apontam resultado diferente do apresentado pela Abear.

Segundo dados da Anac, a tarifa média em voos nacionais ficou praticamente estável no segundo semestre do ano passado na comparação com o mesmo período de 2016: passou de R$ 383,9 para R$ 384,21.

Levando em consideração todo o ano de 2017, o preço médio das passagens nacionais foi de R$ 357,16, representando redução de 0,6% em relação a 2016. Foi o menor valor registrado para um ano desde o início da pesquisa, em 2011, segundo dados da Anac.

Por outro lado, os dados de inflação divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no início deste mês apontam que em um ano, os preços das passagens aéreas saltaram 13,33%.

A Abear afirma que a diferença de resultados ocorre em virtude da metodologia adotada pelo IBGE e pela Anac. Enquanto a Anac leva em consideração o valor real de todas as passagens efetivamente vendidas no país, o IBGE avalia apenas uma pequena amostragem, com base nos valores divulgados nos sites das companhias aéreas.

“A apuração do IBGE é imprecisa para o acompanhamento específico de preços de passagens aéreas (esse não é o propósito do IPCA). A cada mês, unicamente por meio de tarifas anunciadas em sites, o Instituto observa no máximo 0,2% do universo de passagens efetivamente comercializadas acompanhado pela Anac (3 a 5 mil bilhetes x mais de 3 milhões de bilhetes)”, afirma a Abear em nota.

A associação diz ainda que a pesquisa de preços do IBGE não tem como avaliar o impacto da cobrança de bagagem, pois os valores pesquisados acrescentam os custos para o transporte de um volume de bagagem despachada, mesmo nas passagens mais econômicas sem uma mala incluída.

Ainda é cedo para conclusões, dizem aéreas

A Abear diz ainda que a nova cobrança “aproxima as regras da aviação brasileira daquelas praticadas há muito tempo nos mercados mais desenvolvidos ao redor do mundo” e que a medida “possibilitou a criação de uma nova família de tarifas, com preços mínimos mais baixos em relação às demais existentes até então”.

No entanto, a Abear diz também que custos para o transporte de bagagens despachadas são apenas um dos fatores de influência. “O nível da atividade econômica nacional, a taxa de câmbio e os preços do petróleo no mercado internacional são, em linhas gerais, os elementos que mais influenciam estes valores, especialmente em curto prazo. Apenas no final do mês de setembro do ano passado todas as quatro grandes empresas brasileiras haviam implementado políticas tarifárias domésticas dentro dessa nova realidade. Ainda é cedo para conclusões sobre a influência da medida na evolução dos preços médios”, afirma a associação.

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Ana Maria Braga assina novo cardápio de voos internacionais da Azul http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/16/ana-maria-braga-assina-novo-cardapio-de-voos-internacionais-da-azul/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/16/ana-maria-braga-assina-novo-cardapio-de-voos-internacionais-da-azul/#respond Mon, 16 Apr 2018 20:32:30 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7272

Cardápio preparado por Ana Maria Braga será servido nos voos para EUA e Europa (Divulgação)

A apresentadora Ana Maria Braga vai assinar o novo cardápio dos voos internacionais da Azul. As receitas serão servidas aos passageiros das classes econômica e executiva nos voos para Estados Unidos e Europa.

O novo cardápio será servido somente no mês de maio e terá duas versões, uma para a classe executiva e outra para a econômica.

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O cardápio na classe executiva inclui salada de rúcula com azeite e mel, saltimboca alla romana (filé mignon com um tipo de purê) e torta de paçoca.

Cardápio da classe executiva preparado por Ana Maria Braga (Divulgação)

Na classe econômica, a apresentadora Ana Maria Braga preparou a receita do prato principal, um guisado de carne com cenoura.

“É um desafio alinhar sabores que possam agradar paladares tão distintos em um momento, na maioria das vezes, especial. Tenho a responsabilidade de tornar essas viagens gastronomicamente inesquecíveis”, afirma Ana Maria Braga em comunicado divulgado pela Azul. A apresentadora fará o lançamento do novo serviço de bordo no início de maio em um voo para Lisboa.

Outras parcerias para o serviço de bordo

Essa não é primeira vez que a Azul recorre a uma personalidade para a assinar o cardápio do serviço de bordo em seus voos internacionais. No ano passado, a empresa fez uma parceria com o programa MasterChef, reality show de culinária da Band. Os participantes tinham de criar um cardápio para ser servido nos voos da empresa.

A Azul também já teve o serviço de bordo internacional assinado pelo restaurante Cacimba, de Fernando de Noronha (PE), e pelo Buzina Food Truck. Nas viagens nacionais, a Azul começou em fevereiro a oferecer cerveja grátis em voos para dez cidades.

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Por que aviões sofrem turbulência de repente e mesmo com céu claro? http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/15/turbulencia-aviao-ceu-claro-principais-causas/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/15/turbulencia-aviao-ceu-claro-principais-causas/#comments Sun, 15 Apr 2018 07:00:26 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7268

Avião também sofre turbulência em dia de céu claro (Divulgação)

As turbulências em voo são, na maioria das vezes, associadas a dias com tempo ruim, com nuvens carregadas e chuva. Mas até mesmo em dias de céu claro é possível que o avião enfrente turbulência pelo caminho. Durante o voo, o avião balança por conta do movimento irregular do fluxo de ar na atmosfera, algo que pode ocorrer por diversos fatores.

Quando o piloto acende o aviso de apertar o cinto de segurança e alerta que o avião está prestes a passar por uma área de turbulência, muitos passageiros ainda se assustam temendo algum risco para a segurança do voo.

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Na maioria dos casos, os radares meteorológicos do avião conseguem prever com certa antecedência que a aeronave entrará em uma zona de turbulência. Dependendo da intensidade, o piloto pode até mesmo desviar o caminho. Em outras situações, no entanto, a turbulência surge de maneira inesperada.

Apesar do incômodo, os aviões são projetados para suportar fortes turbulências. Nos casos mais fortes, no entanto, o passageiro pode ser arremessado do seu assento. Por isso, a importância de estar sempre com o cinto de segurança afivelado.

Veja abaixo as principais causas para as turbulências em voo.

Turbulência de céu claro: é a mais imprevisível de todas e não pode ser vista nem mesmo pelos radares meteorológicos dos aviões. Em altitudes elevadas, existem as chamadas correntes de jato. São grandes corredores de vento que atingem velocidades acima dos 100 km/h. Quando o avião é atingido por uma dessas correntes, sofre forte turbulência. Elas são mais intensas no inverno e sobre os continentes. Por isso, mesmo com o céu limpo, é recomendado estar sempre com o cinto de segurança.

Turbulência convectiva ou térmica: são as mais comuns e associadas a grande variação de temperatura de acordo com a altitude. É mais intensa em dias quentes, especialmente no verão e no período da tarde. Nessa situação, é comum a formação de nuvens de tempestades, chamadas de nuvens cúmulos, que deixam o ar mais instável e com correntes verticais de vento.

Turbulência mecânica: o que está em solo também pode causar turbulência nos aviões. Em áreas montanhosas, o relevo pode desviar o fluxo do ar. Dependendo da altitude do avião, ele pode sofrer turbulência por causa desse fenômeno. A turbulência fica mais intensa de acordo com a velocidade do vento e altura do relevo. Em baixas altitudes, até mesmo os prédios de uma cidade podem causar esse tipo de turbulência.

Turbulência frontal: a presença de uma frente fria gera forte instabilidade do ar. Antes da chegada da frente fria, a temperatura sobe. Quanto mais quente o ar, mais severa será a turbulência. A frente ainda traz chuva e mudança brusca de temperatura.

Tesoura de vento: existe quando há variação da velocidade ou direção do vento em uma pequena distância. O maior perigo é quando um avião passa por uma tesoura de vento na aproximação final para pouso, já que está com baixa velocidade e próximo ao solo. Pode ocorrer associada a trovoadas, presença de frentes frias ou quentes, brisa marítima, turbulência mecânica ou inversão de temperatura.

Esteira de turbulência: por mais calmo que esteja o ar, quando o avião passa em determinado ponto, ele revira todo o ar atrás dele. É o mesmo o que acontece quando um barco se desloca no mar. Ao olhar para trás, é possível ver o mar todo mexido. Se dois aviões voarem muito próximos, o de trás sofrerá com a esteira de turbulência do primeiro. Quanto maior o avião, mais turbulento fica o ar. Depois de alguns minutos, a atmosfera se acalma novamente. Esse é um dos motivos pelos quais os aviões devem manter uma determinada distância entre eles.

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Selo de qualidade mostrará se avião segue regra segura para levar animais http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/11/selo-de-qualidade-aviao-companhias-aereas-transporte-animais/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/11/selo-de-qualidade-aviao-companhias-aereas-transporte-animais/#comments Wed, 11 Apr 2018 07:00:19 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7257

Iata quer melhorar segurança no transporte de animais (iStock)

Depois de a companhia aérea norte-americana United Airlines registrar três graves problemas com o transporte de animais no mês passado, a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês) anunciou a criação de um programa de certificação global para melhorar a segurança e o bem-estar dos animais. As regras incluem como manusear os bichos e até o melhor tipo de engradado para levá-los.

No dia 12 de março, um cachorro da raça buldogue francês morreu após ficar trancado no compartimento de bagagem de mão. Dois dias depois, um pastor alemão que deveria ir do Oregon para o Kansas foi enviado ao Japão. Por fim, no dia 15 de março, após funcionários perceberem que haviam embarcado um cachorro no voo errado, um avião que seguia de Nova Jersey para Saint Louis teve de fazer um pouso em Akron, em Ohio. Com os erros sucessivos, a United suspendeu temporariamente o transporte de animais.

Para evitar essas falhas, a associação que reúne 280 companhias aéreas em todo o mundo criou um programa chamado de Ceiv Live Animals (Centro de Excelência Independente para Validadores de Logística de Animais Vivos) para analisar as práticas adotados pelas empresas. Aquelas que operarem dentro dos mais altos padrões estabelecidos pelas regras da Iata receberão um certificado de transporte de animais vivos.

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Com isso, antes de transportar um animal por avião, o proprietário poderá verificar as companhias aéreas certificadas por adotar boas práticas no transporte de animais. A Iata, no entanto, ainda não informou quando as primeiras certificações devem começar a ser emitidas.

“Como indústria, temos o dever de assegurar que os padrões e as melhores práticas estejam em vigor em todo o mundo”, diz Nick Careen, vice-presidente sênior de aeroporto, passageiros, carga e segurança da Iata em comunicado.

O Ceiv Live Animals vai utilizar parâmetros semelhantes ao do Ceiv Pharma, programa que controla os padrões para o transporte de produtos farmacêuticos. “O novo programa estende essa experiência para o importante campo da saúde, transporte e manuseio de animais” afirma Careen.

A Iata já possui um documento de mais de 460 páginas com todas as regras e padrões que devem ser seguidos pelas companhias aéreas no transporte de animais. O material trata desde a documentação necessária, como manusear os animais e os tipos de caixa de transporte ideais para mais de mil espécies.

O novo programa de certificação da Iata tem como intenção servir de auditoria para garantir que as companhias aéreas sigam todos os padrões exigidos para o transporte de animais. “O Ceiv Live Animals aumenta o nível de competência, operação, gerenciamento de qualidade e profissionalismo no manuseio e transporte de animais vivos no setor aéreo, ao mesmo tempo em que reforça o treinamento e a conformidade em toda a cadeia de fornecimento”, afirma a Iata em comunicado.

A Iata teve como principal parceiro para a criação da nova certificação o centro de recepção de animais do aeroporto de Heathrow, em Londres (Reino Unido). No ano passado, o aeroporto recebeu 16 mil cachorros e gatos, 400 cavalos, 200 mil répteis, 2.000 pássaros e 28 milhões de peixes.

Além de melhorar a segurança e bem-estar dos animais, a Iata afirma que a nova certificação também deve ajudar a combater o comércio ilegal de animais selvagens. O novo programa deve incluir as diretrizes para o transporte aéreo estabelecidas na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres. A convenção regula o comércio internacional de mais de 36.000 espécies de animais e plantas.

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Ser dono de um jato executivo próprio é algo exclusivo para os mais ricos entre os super-ricos. Um relatório conjunto das empresas Wealth-X e VistaJet apontou que o patrimônio médio de quem tem um jato executivo é de US$ 1,5 bilhão (R$ 5 bilhões).

A empresa Wealth-X, com sede em Cingapura, é especializada na análise de dados da população super-rica (patrimônio de mais de US$ 30 milhões, ou R$ 100 milhões), enquanto a VistaJet é uma empresa de aviação executiva. As empresas cruzaram seus dados para traçar o perfil dos usuários de jatos executivos em todo o mundo, além de consultar especialistas do setor.

O estudo mostra que o perfil típico dos proprietários de jatos executivos é formado por homens mais velhos e casados. A maioria tem mais de 60 anos e 75% deles criaram totalmente a sua própria riqueza. Entre os proprietários de jatos executivos, 19% deles fizeram sua fortuna no mercado financeiro, bancário ou de investimentos, seguido pelo mercado imobiliário (7%).

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Segundo o relatório, os usuários dos programas de assinaturas ou compra compartilhada são mais ricos do que a média dos super-ricos, sendo que 28% tem patrimônio de mais de US$ 500 milhões. O estudo aponta a forte participação de empresários dos setores financeiro, bancário e de investimento. No total, 21% fazem parte desses três mercados.

Maioria dos super-ricos não tem jato próprio

O estudo aponta que a maioria dos super-ricos prefere outras alternativas para usar jatos particulares  (veja as opções mais abaixo). É que os custos para aquisição e manutenção de um jato executivo podem ser altos até mesmo para os super-ricos. Os cinco jatos mais vendidos do mundo custam entre US$ 4,9 milhões (R$ 16,4 milhões) e US$ 62,5 milhões (R$ 209 milhões).

Bombardier Global 6000 é o jato executivo mais caro entre os mais vendidos do mundo (Divulgação)

Isso tem feito com que muitos milionários prefiram outras alternativas para evitar comprar seu próprio avião. Nos Estados Unidos, maior mercado de aviação executiva do mundo, enquanto a população de super-ricos cresceu 46% nos últimos dez anos, a quantidade de proprietários de aviões particulares teve aumento de 34%.

Na China, o número de donos de jatos executivos cresceu 347% nos últimos dez anos. Ainda assim, é bem menor do que a alta de 840% na população de super-ricos no mesmo período.

“Muito do crescimento da aviação executiva é resultado da explosão dos voos fretados sob demanda, programas de assinatura e compra compartilhada em todo o mundo. Essas opções atendem às necessidades das pessoas mais ricas do mundo e executivos empresariais”, afirma o relatório.

Entenda como funcionam as opções para voar em um jato executivo

Voos fretados sob demanda: é quando o passageiro aluga um jato executivo em algum táxi-aéreo para uma determinada viagem. É mais utilizado por quem não viaja com tanta frequência.

Programas de assinaturas: é uma opção para quem precisa viajar constantemente em aviões privados. O usuário paga uma mensalidade que dá direito a uma determinada quantidade de horas de voo.

Compra compartilhada: É um misto entre programas de assinatura e ter o avião próprio. Nesse caso, o usuário compra apenas uma fração do avião, paga uma taxa mensal para manutenção e tem direito a uma determinada quantidade de horas de voo, pagando os custos de combustível.

Challenger 350 pode voar de São Paulo ou Rio para qualquer ponto da América do Sul (Divulgação)

Mesmo quem tem o seu próprio avião também utiliza os programas de assinatura. “Mais da metade dos proprietários também usam os programas de assinatura porque, em muitas ocasiões, isso pode ser mais eficiente que usar o avião próprio para alguns tipos de voo”, afirma o relatório.

Entre os passageiros de jatos executivos que apenas alugam um avião quando há necessidade, o patrimônio médio é de US$ 67 milhões. “Isso sugere que ter um avião próprio ou fazer parte de um programa de assinatura de voos está fora do alcance até mesmo da grande maioria dos super-ricos do mundo”, afirma o relatório.

O estudo aponta que esse grupo é formado por pessoas mais jovens, que ainda não tiveram tempo suficiente para criar sua própria fortuna, sendo que 12% herdaram a riqueza que possuem. Os setores financeiro, bancário e de investimento continuam no topo da lista de atividades econômicas, mas com participação menor, de 14%, em relação a quem freta um jato executivo. Na sequência, aparecem as áreas industrial (8%) e de tecnologia (7%).

Interior do Bombardier Challenger 350 (Divulgação)

Razões para usar jatos executivos

O relatório do perfil de passageiros de jatos executivos aponta também as cinco razões para a utilização de aviões particulares. São elas:

Economia de tempo: os empresários precisam de agilidade para se deslocar de um ponto a outro.

Controle: eles não querem o risco de terem voos cancelados ou enfrentar outros problemas comuns de passageiros de companhias aéreas.

Segurança: os super-ricos estão sempre preocupados com a segurança pessoal e acreditam que ao voarem em aviões privadas estão mais protegidos.

Privacidade: além da segurança pessoal, há a preocupação com a privacidade, reputação e segurança de informações críticas. É que durante os voos privados, empresários podem fazer reuniões durante a viagem, algo que não seria possível em aviões comerciais.

Custo-benefício: apesar de ser mais caro que voar em companhias aéreas, os empresários avaliam que a soma de todos os fatores faz com que o custo-benefício seja vantajoso, já que economizam tempo, têm mais segurança e podem continuar a fazer negócios enquanto se deslocam.

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Só agora fidelidade da Avianca aceita compra de voo parceiro direto no site http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/05/programa-de-fidelidade-avianca-compra-passagem-empresas-parceiras/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/05/programa-de-fidelidade-avianca-compra-passagem-empresas-parceiras/#comments Thu, 05 Apr 2018 12:00:44 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7245

Avianca é integrante da maior aliança do mundo, a Star Alliance (foto: Divulgação)

O Amigo, programa de fidelidade da companhia da companhia aérea Avianca Brasil, mudou nesta quinta-feira (5) a forma de emissão de passagens aéreas pelas 28 companhias membros da rede global Star Alliance. A partir de agora, os bilhetes para qualquer um dos 1.300 destinos das empresas parceiras podem ser comprados diretamente pelo site do programa.

As demais companhias brasileiras já aceitavam isso. Membro da aliança OneWorld, a Latam permite o resgate de alguns voos de companhias da rede pelo site do programa Multiplus. A Gol não faz parte de nenhuma aliança, mas o programa de fidelidade Smiles permite a emissão pelo site de passagens de empresas parceiras. O programa TudoAzul tem parceria com a agência ViajaNet para emissão de passagem em qualquer companhia com pontos do programa diretamente pelo site.

No caso da Avianca, no site do programa Amigo só estavam disponíveis passagens para trechos nacionais e internacionais operados pela própria Avianca Brasil. Para as demais companhias da Star Alliance, a única alternativa para a emissão de bilhetes era o atendimento telefônico.

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“Em vez de ter de falar com o call center, informar o destino e a data e depois aguardar para saber a resposta, o passageiro do programa Amigo vai ter facilidade de acesso e visualização de todo portfólio de voos dos parceiros da Star Alliance. Com isso, terá total autonomia para escolher a rota e a companhia aérea para chegar até o destino”, afirma Fabrício Angelim, diretor do programa Amigo.

A Avianca Brasil faz parte da rede Star Alliance desde 2015. Com a mudança promovida nesta quinta-feira, Angelim afirmou que a expectativa é de crescimento de 25% na base de clientes do programa de fidelidade da companhia. “Fechamos o ano de 2017 com 4 milhões de clientes e devemos fechar esse ano com 5 milhões”, diz.

Passagens terão preço fixo

A emissão das passagens nas companhias aéreas parceiras da Star Alliance terá preço fixo. A quantidade de pontos necessária dependerá da região de origem e destino do voo. A tabela completa de preços pode ser consultada diretamente no site do programa.

Veja alguns dos preços:

– Brasil para América do Sul: 20 mil pontos por trecho

– Brasil para América do Norte: 35 mil pontos por trecho

– Brasil para Europa Ocidental: 50 mil pontos por trecho

– Brasil para Ásia Central: 100 mil pontos por trecho

– Brasil para Oceania: 140 mil pontos por trecho

– Voos entre dois destinos dentro da América do Norte: 12,5 mil pontos por trecho

– Voos entre dois destinos dentro da Europa Ocidental: 25 mil pontos por trecho

Além dos pontos exigidos, há ainda a necessidade de pagamento, em dinheiro, das taxas de embarque.

O diretor do programa Amigo afirmou que a disponibilidade total de bilhetes em cada voo ficará sob responsabilidade de cada companhia aérea. Com isso, em época de alta temporada, o passageiro que quiser comprar um bilhete de última hora pode não encontrar voos disponíveis.

O sistema é diferente do adotado pela Avianca nos voos nacionais e internacionais operados pela empresa. O diretor do programa Amigo afirma que todos os lugares do avião são vendidos também com pontos do programa. No entanto, o valor da passagem varia na mesma proporção dos preços em reais.

O diretor do programa Amigo afirmou que a companhia deve implementar ainda neste ano um sistema de compra de pontos. Essa seria uma alternativa para quem não conseguiu acumular os pontos necessários para um determinado trecho. “Isso deve estar disponível no segundo semestre do ano”, afirma Angelim.

Todas as outras companhias aéreas brasileiras já permitem a compra de milhas ou pontos para complementar o valor da passagem.

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Embraer entrega primeiro avião do modelo E190-E2 a uma companhia aérea http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/04/embraer-entrega-primeiro-aviao-do-modelo-e190-e2-a-uma-companhia-aerea/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/04/04/embraer-entrega-primeiro-aviao-do-modelo-e190-e2-a-uma-companhia-aerea/#comments Wed, 04 Apr 2018 13:43:33 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7229

Embraer E190-E2 durante cerimônia de entrega à companhia Wideroe (Vinícius Casagrande/UOL)

Por Vinícius Casagrande

A Embraer entregou nesta quarta-feira (4) o primeiro avião do modelo E190-E2 para uma companhia aérea. O avião é o primeiro da nova geração de jatos comerciais da fabricante brasileira.

A companhia aérea norueguesa Widerøe foi a escolhida para ser a lançadora do novo modelo. Além do avião recebido nesta quarta-feira, as próximas duas aeronaves a saírem da linha da produção também serão entregues à Widerøe. A companhia fará o primeiro voo comercial com o novo avião no dia 24, na rota entre Bergen e Thonson, ambas na Noruega.

Durante a cerimônia de entrega do novo avião, o presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, afirmou que a nova geração de jatos comerciais é um novo marco na história da empresa. “Hoje entramos em uma nova era na aviação comercial. O E190-E2 é um lindo avião, mas o mais impressionante está onde não se vê, com sua máxima eficiência”, afirma.

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Com capacidade entre 97 e 114 passageiros, o novo E190-E2 recebeu um novo motor e melhorias aerodinâmicas e nos sistemas de controle de voo. As mudanças fizeram com que a nova geração fosse 17,3% mais econômica no consumo de combustível. No início do projeto, a meta da Embraer era gerar uma economia de 16%. “Estamos felizes em superar as nossas próprias expectativas”, afirma Fernando Antonio Oliveira, diretor do programa E2.

Segundo a Embraer, o E190-E2 tem custo por viagem 7% menor do que seu principal concorrente, o Bombardier CS100. No entanto, o custo por assento é 1% maior.

Jato recebe os últimos ajustes antes de ser entregue à companhia norueguesa (Vinícius Casagrande/UOL)

Melhorias aerodinâmicas

A redução do consumo de combustível foi um dos principais objetivos da Embraer na hora de desenvolver uma nova geração de jatos comerciais. Boa parte da economia foi conseguida ao utilizar um novo motor. O modelo utiliza motores da Pratt & Whitney. Somente a troca do motor é responsável por uma economia de 11% de combustível.

Um dos pontos mais comemorados pela Embraer, no entanto, foi o desenvolvimento das novas asas do modelo. Elas receberam um novo desenho e ficaram maiores. Segundo a fabricante, as novas asas permitem uma maior eficiência operacional, que ajuda a economizar combustível.

Na nova geração de jatos comerciais da Embraer, cada avião tem modelos diferentes de asas. Em outras fabricantes, é comum que aviões semelhantes tenham exatamente as mesmas asas. “Projetamos as asas para serem as mais eficientes de acordo com cada modelo”, afirma o diretor do programa E2.

Configuração da cabine de pilotos é bastante semelhante à da geração anterior (Vinícius Casagrande/UOL)

Adaptação dos pilotos e manutenção

A Embraer afirma que a nova geração de jatos comerciais também gera mais eficiência às companhias aéreas por exigir um intervalo maior entre as manutenções obrigatórias. Os aviões da geração E2 podem voar até 1.000 horas antes de fazer as manutenções intermediárias, enquanto o modelo Airbus A320 permite voar até 750 horas.

No caso das companhias aéreas que já têm jatos da Embraer na frota, a adaptação ao novo modelo também poderá ser feita sem a exigência de grandes treinamentos dos pilotos. Segundo a Embraer, os pilotos que já voam aviões da Embraer vão precisar fazer um treinamento de apenas 2,5 dias para se adaptarem à nova geração E2.

“Os pilotos não sentem que é um avião diferente. Podem operar sem um treinamento específico que exija sessões em simuladores de voo. Além disso, podem voar tanto no E1 como no E2”, afirma Oliveira.

Configuração interna segue o padrão 2-2 (Vinícius Casagrande/UOL)

Conforto para os passageiros

O diretor do programa E2 afirmou que uma das preocupações da fabricante no desenvolvimento da nova geração foi com o conforto interno para os passageiros. Uma das exigências das companhias aéreas, segundo Oliveira, era que os aviões mantivessem a configuração 2-2 (sem o assento do meio comum nos aviões da Airbus e da Boeing).

A Embraer apresenta dados de pesquisas feitas pelas companhias aéreas Lufthansa e KLM que apontam que essa é a configuração preferida de seus passageiros. O CEO da companhia norueguesa Widerøe, Stein Nilsen, afirma que isso também pesou na decisão da empresa ao adquirir os aviões brasileiros. “Nossos aviões já têm a configuração de 2-2, e nossos passageiros gostam disso”, diz.

Produção híbrida

Apesar do lançamento da nova geração de jatos comerciais, a Embraer continuará produzindo aviões da antiga geração, pelo menos até atender a todos os pedidos já feitos. Para isso, a fabricante reorganizou toda a sua linha de produção. A Embraer chegou até mesmo a receber uma consultoria da Porsche para decidir o planejamento de fabricação de seus aviões.

As duas gerações de jatos comerciais estarão presentes na mesma linha de produção. No entanto, o processo deles é bem distinto. “Quando a gente olha como o E1 é feito e como é produzido o E2, eles são bastante diferentes”, afirma Daniel Carlos da Silva, gerente sênior de engenheira de produção da aviação comercial da Embraer.

Segundo o diretor do programa E2, a principal diferença está na automação da produção. “O E1 tem 35% de automação, enquanto o E2 chega a 80%”, afirma Fernando Antonio Oliveira.

Novos modelos

Além do E190-E2, a Embraer já está fazendo os testes em voo do E195-E2, o maior avião da nova geração de jatos comerciais, com capacidade entre 120 e 146 passageiros. O primeiro avião do modelo deve ser entregue no próximo ano para a companhia aérea brasileira Azul.

Terceiro membro da família, o primeiro protótipo do E175-E2 deve ficar pronto no próximo ano para iniciar os testes em voo, com a primeira entrega prevista em 2021 para a norte-americana SkyWest. O avião é o menor da família, com capas entre 80 e 90 passageiros.

A Embraer tem a liderança mundial no mercado de jatos comerciais para até 150 passageiros, com participação de 29%. “Precismos defender nossa liderança no mercado. Por isso, decidimos desenvolver o E2”, afirma Oliveira.

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