Todos A Bordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br Todos a Bordo é o blog de aviação do UOL. Aqui você encontra as últimas informações, análises e notícias sobre o movimentado mundo das companhias aéreas, das fabricantes de aviões e de empresas aeroportuárias. Thu, 21 Mar 2019 18:41:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Câmara aprova liberação de 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/20/camara-aprova-capital-estrangeiro-companhias-aereas/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/20/camara-aprova-capital-estrangeiro-companhias-aereas/#respond Wed, 20 Mar 2019 22:25:16 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=9399

Aviões de companhias aéreas brasileiras no aeroporto de Guarulhos (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

A Câmara dos Deputados aprovou hoje o projeto de lei que libera a participação de 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras. O tema faz parte do projeto que trata da Política Nacional do Turismo. O projeto foi aprovado por 329 votos a favor e 44 contra.

A liberação do capital estrangeiro já havia sido permitida por uma Medida Provisória do ex-presidente Michel Temer, em dezembro do ano passado, mas que ainda não foi votada pela Câmara dos Deputados.

Até então, as empresas estrangeiras poderiam ter participação de apenas 20% nas companhias aéreas nacionais. O projeto para liberação do capital estrangeiro é discutido há pelo menos quatro anos no Congresso Nacional. A Medida Provisória do ex-presidente Michel Temer foi apresentada um dia após a Avianca Brasil entrar com pedido de recuperação judicial.

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O assunto divide opiniões até mesmo entre as companhias aéreas. Ao longo de todo o processo, a Latam se posicionou favorável à aprovação da liberação, enquanto a Azul se mostrou diversas vezes contrária à medida. A Gol e Avianca mantiveram uma posição neutra sobre o tema.

Deputados federais favoráveis ao projeto alegam que a medida aumenta a concorrência entre as companhias aéreas no Brasil. Com a entrada de empresas estrangeiras no país, o preço das passagens aéreas seria reduzido.

“Virão investimentos estrangeiros para as companhias aéreas; virão novas companhias aéreas para competir, o que vai aumentar a concorrência e, consequentemente, vai melhorar o serviço”, afirmou o deputado Herculano Passos (MDB-SP).

“Qualquer setor precisa investimento estrangeiro para se desenvolver. Gostaria de ter 20 companhias aéreas no Brasil e capital não tem país. A gente quer dinheiro no Brasil”, afirmou o deputado federal Daniel Coelho, líder do PPS.

No entanto, especialistas do setor avaliam que a entrada de capital estrangeiro não deve ter o efeito de  reduzir os preços das passagens no curto prazo. Por outro lado, a medida é vista como importante para capitalizar as companhias aéreas nacionais.

Oposição tentou barrar votação

O projeto entrou na pauta de votação na sessão de ontem da Câmara dos Deputados. Uma obstrução dos partidos de oposição ao governo Jair Bolsonaro impediu a votação. Hoje, novamente deputados oposicionistas tentaram barrar a votação.

Logo no início da sessão, o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) chegou a apresentar um pedido de retirada do projeto da pauta, mas foi derrotado. “O problema é o controle. Quando passa de 49%, elas controlam toda a política aérea nacional”, afirmou.

Os deputados alegavam também a falta de uma contrapartida com outros países para a liberação total de capital estrangeiro. “Vamos permitir que as empresas estrangeiras comprem as empresas nacionais, mas uma empresa nacional não pode ir aos Estados Unidos e outros países europeus e comprar uma empresa estrangeira porque isso é proibido”, afirmou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

Nos Estados Unidos, o limite máximo é de 25% de capital estrangeiro, enquanto a Europa estipula um teto de até 49%. Por outro lado, alguns países vizinhos do Brasil não adotam restrições à entrada de capital externo no setor aéreo há algum tempo: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai.

Por que a Boeing pediu que aéreas não usem seu avião

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Aérea de baixo custo Norwegian Air inaugura voos Rio-Londres no dia 31 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/18/norwegian-estreia-voos-rio-de-janeiro-londres/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/18/norwegian-estreia-voos-rio-de-janeiro-londres/#respond Mon, 18 Mar 2019 15:34:01 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=9379

Voos da Norwegian Air entre Rio de Janeiro e Londres começam dia 31 de março (Divulgação)

A companhia aérea de baixo custo Norwegian Air começa a operar no Brasil no próximo dia 31. A rota entre Rio de Janeiro e Londres (Reino Unido) será a primeiro de uma empresa de baixo custo entre o Brasil e a Europa.

A empresa aposta nos preços mais baixos das passagens como diferencial para conquistar mercado. Em pesquisa feita hoje no site da companhia, as tarifas mais baixas de ida e volta custam US$ 479,80 (R$ 1.827,37). A British Airways é a única que também faz voos diretos entre Rio e Londres. O preço mais baixo encontrado foi de US$ 730,40 (R$ 2.781,80).

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A Norwegian cobra por diversos serviços considerados adicionais. As tarifas mais baixas não incluem bagagem despachada (apenas uma mala de mão de até 10 kg) nem marcação de assento antecipada. O passageiro precisa pagar até mesmo pelas refeições a bordo durante as mais de 11 horas de voo. A alimentação e a reserva de assento tem uma taxa extra de US$ 45 (R$ 171,39) e a bagagem custa US$ 50 (R$ 190,40) para cada trecho da viagem.

Apesar de não ser considerada uma empresa de baixo custo, a British Airways também cobra pela marcação de assento (a partir de US$ 32) e despacho de bagagem (US$ 90), mas a alimentação já está incluída na tarifa.

Para o passageiro que faz questão de todos esses itens, a opção é fazer a reserva em tarifas superiores. No caso da Norwegian, a passagem de ida e volta na tarifa LowFare+ sobe para US$ 659,80 (R$ 2.512,91). Na British Airways, a tarifa Economy Standard sobe para US$ 820,40 (R$ 3124,57). A tarifa da British inclui uma mala de até 32 kg, mas ainda é preciso pagar pela marcação de assento.

“Nossa nova rota no Rio de Janeiro quebra o monopólio dos voos diretos entre o Reino Unido e o Brasil, já que estamos comprometidos em reduzir as tarifas e tornar as viagens mais acessíveis para turistas e viajantes de negócios”, afirmou Bjorn Kjos, CEO do Grupo Norwegian.

Voos quatro vezes por semana

Os voos da Norwegian serão feitos quatro vezes por semana (segunda, quarta, sexta-feira e domingo). Os voos de ida partem do Rio de Janeiro às 22h25, chegando às 13h35 do dia seguinte ao aeroporto de Gatwick, em Londres. Já a volta sai de Londres às 12h, chegando ao Rio de Janeiro às 19h25.

Segundo a Norwegian, o Boeing 787-9 Dreamliner utilizado na rota tem capacidade para até 344 passageiros. No entanto, o mapa de assentos apresentado pelo sistema de reservas mostra 338 lugares, sendo 56 na econômica premium e 282 na econômica.

A inauguração da rota entre o Rio de Janeiro e Londres é vista pela empresa como um passo importante para a ampliação da presença da companhia na América do Sul. A Norwegian criou uma subsidiária para operar voos domésticos na Argentina e já tem um voo entre Londres e Buenos Aires (Argentina).

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O que se sabe até agora sobre o avião da Boeing suspenso após 2 acidentes http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/16/o-que-se-sabe-ate-agora-sobre-o-aviao-da-boeing-suspenso-apos-2-acidentes/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/16/o-que-se-sabe-ate-agora-sobre-o-aviao-da-boeing-suspenso-apos-2-acidentes/#respond Sat, 16 Mar 2019 07:00:17 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=9355


Os aviões Boeing da linha 737 Max tiveram seus voos suspensos no mundo todo após dois acidentes matarem quase 350 pessoas e colocarem sob suspeita a segurança do modelo.

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Quais foram os acidentes?

Por que há suspeitas sobre o avião?

  • Há semelhanças entre as circunstâncias em que os acidentes ocorreram. Nos dois casos, as aeronaves eram novas e caíram pouco após decolarem.
  • Investigações preliminares sobre a primeira queda apontam que ela pode ter ligação com problemas em um sistema de voo do avião da Boeing, considerado polêmico.

O que é esse sistema?

  • O MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System, ou, Sistema de Aumento das Características de Manobra) é uma novidade da linha 737 Max em relação à anterior, 737 NG (Next Generation).
  • De maneira simplificada, ele atua para evitar que o avião entre em situação de estol, ou seja, perca velocidade e sustentação e comece a cair. Para isso, o sistema baixa o nariz da aeronave lentamente para um ângulo seguro.
  • Ele é ativado automaticamente quando o piloto automático está desligado, quando a aeronave está com o nariz muito elevado, quando está sendo realizada uma curva muito inclinada etc.
  • O relatório preliminar sobre a queda da Lion Air indicou que houve uma série de problemas com a leitura da velocidade do ar e da altitude pelos instrumentos dias antes do acidente.
  • O papel do MCAS nos acidentes ainda não foi confirmado.

Como o mundo reagiu?

O que diz a Boeing?

O avião é usado no Brasil?

Ainda há algum 737 Max voando no mundo?

  • Não. Todas as aeronaves deixaram de ser usadas comercialmente após a recomendação da Boeing.

Problema com a Boeing pode afetar negócio com Embraer?

Avião da Gol arremete para evitar colisão com jato da Azul

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Aeroportos concedidos ao setor privado são melhores para os passageiros? http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/15/aeroportos-concedidos-ao-setor-privado-sao-melhores-para-os-passageiros/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/15/aeroportos-concedidos-ao-setor-privado-sao-melhores-para-os-passageiros/#respond Fri, 15 Mar 2019 21:36:45 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=9354

Aeroporto no Recife é destaque no bloco do Nordeste de terminais leiloados – Foto: Flickr/Infraero

O governo fez hoje seu primeiro leilão de infraestrutura, concedendo à iniciativa privada a operação de 12 aeroportos do país. Afinal, o que deve mudar para os consumidores? Pode haver um impacto no bolso dos passageiros?

De modo geral, deve haver melhorias na infraestrutura, mas há risco de aumento de preços, afirmou Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Infraestrutura, Suplly Chain e Logística da Fundação Dom Cabral.

“Os atuais aeroportos (privatizados) têm se mostrado com infraestrutura muito melhor do que o que tínhamos há uma, duas décadas. Isso se percebe pelo chamado pacote de qualidade, que melhora com a gestão privada”, afirmou.

Entre as melhorias, ele citou como exemplos:

  • aumento de capacidade de embarque
  • uso mais frequente de fingers (pontes de embarque e desembarque direto, sem precisar de ônibus)
  • melhorias nas áreas de conveniência
  • maior variedade de lojas e serviços complementares
  • mais vagas de estacionamento

Segundo ele, é preciso ficar alerta para que não haja elevação das tarifas e taxas praticadas em todo o país no médio prazo. 

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Preços de restaurantes e lojas

Ano após ano, os itens que têm pior avaliação na pesquisa de satisfação dos passageiros são os preços de lanchonetes e restaurantes, lojas e estacionamentos. Particularmente, os aeroportos privatizados têm se saído pior nessa avaliação, quando comparados aos demais.

No caso de lanchonetes e restaurantes, é mais fácil repassar ao consumidor um aumento de custos –por exemplo, um aluguel mais caro–, disse o economista da Fecomercio/PE Rafael Ramos. No caso do preço do estacionamento é um pouco mais difícil. “Tudo vai depender da estratégia de gestão da companhia, que vai conseguir avaliar o quanto um preço competitivo vai ou não impactar em seu faturamento.”

Para Paulo Resende, os preços praticados nessas áreas já são, hoje, abusivos e não houve melhoria com a iniciativa privada. Ele aponta que as justificativas normalmente são atribuídas a aluguel de espaços, dificuldades logísticas e ao volume limitado de clientes e consequentes vendas, o que seria um grande alerta.

“O único caminho para reduzir esses preços seria o de facilitar a concorrência, inclusive de mesmos tipos de produtos, no espaço do aeroporto, conforme um ajuste do próprio mercado. Em curto prazo, isso não vai mudar”, disse Resende.

Aeroportos menores com qualidade menor

Segundo Resende, é possível que as melhorias –e também impacto nos preços– seja diferente em aeroportos de pequeno porte.

“Não podemos esperar grande qualidade de serviço em pequenos aeroportos. O tipo de serviço será condizente com o fluxo de pessoas e o preço praticado –e isso acontece no mundo inteiro”, afirmou. “Em aeroportos maiores, haverá mais sofisticação, mais variedade de lojas e serviços, e também preços mais altos.”

(Reportagem de Ed Wanderley, colaboração para o UOL, em São Paulo)

Veja caminho que sua mala faz no aeroporto depois de despachada

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Após polêmica com a Boeing, site que busca passagens permite escolher avião http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/15/busca-passagem-aerea-escolha-modelo-aviao-kayak-boeing/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/15/busca-passagem-aerea-escolha-modelo-aviao-kayak-boeing/#respond Fri, 15 Mar 2019 19:57:57 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=9350

Novo modelo da Boeing já conta com cerca de 5.000 pedidos realizados (Divulgação)

O site de comparação de preços de passagens aéreas Kayak lançou hoje um recurso que permite aos passageiros escolher o modelo de avião no qual querem viajar.

O filtro de pesquisa foi criado após a polêmica com o Boeing 737 Max. O modelo foi impedido de voar na maioria dos países após sofrer dois acidentes com características semelhantes nos últimos cinco meses. A própria Boeing recomendou suspensão do avião.

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Como funciona

Após iniciar a busca pela passagem, o usuário encontra o filtro na barra à esquerda da página. No campo “aeronave”, o site mostra todos os modelos de aviões utilizados pelas companhias aéreas naquela rota.

A busca começa com todos os modelos já selecionados. Caso o passageiro não queira viajar em determinado avião, basta desmarcar a opção. Assim, todos os voos, diretos ou com conexão, que utilizem esse modelo deixarão de aparecer na página de pesquisa de preços.

Em um voo de São Paulo a Belo Horizonte, por exemplo, as companhias aéreas utilizam diversos modelos, como os Airbus A318, A319, A320 e A321, os Boeing 737-700 e 737-800 e os Embraer 190 e 195. Se o passageiro desmarcar os aviões da Airbus, irão aparecer somente os voos da Gol com os aviões da Boeing e os da Azul com os modelos da Embraer.

Também é possível escolher o modelo específico do avião. Uma viagem de São Paulo ao Rio de Janeiro normalmente utiliza aviões de Boeing, Airbus e Embraer. Mas seo passageiro quiser voar em um turboélice da ATR, por exemplo, basta deixar apenas esse modelo marcado.

Nesse caso, a única opção disponível é um voo da Passaredo saindo de Guarulhos, em São Paulo, como uma conexão em Ribeirão Preto (SP), antes de prosseguir para o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Viagens internacionais

Para viagens internacionais, o processo de busca de passagem é o mesmo.

Muitos destinos têm apenas uma opção de voo direto. Na maioria dos casos, é necessário fazer uma conexão, o que geralmente exige o uso de dois modelos diferentes de aviões.

Em uma viagem de São Paulo a Berlim (Alemanha) entre 7 e 14 de maio, por exemplo, a opção mais barata sai por R$ 2.467. Como não há voos diretos entre as duas cidades, a viagem precisa obrigatoriamente de uma conexão na Europa. Nesse caso, o voo sai de São Paulo em um Boeing 777-300 da Latam até Londres (Reino Unido). Depois, o passageiro embarca em um Airbus A321 para Berlim.

Por que os voos com o 737 Max foram suspensos no mundo

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Aeroportos da Infraero têm, na média, avaliação melhor que os privatizados http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/15/aeroporto-avaliacao-passageiros/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/15/aeroporto-avaliacao-passageiros/#respond Fri, 15 Mar 2019 15:19:13 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=9342

Pista do aeroporto de Congonhas, em São Paulo (Vinícius Casagrande/UOL)

Entre 20 aeroportos brasileiros, o melhor avaliado pelos passageiros é o de Viracopos, em Campinas (SP), privatizado em 2011. Porém, os aeroportos administrados pela Infraero têm, em média, uma avaliação melhor do que os terminais que foram privatizados, segundo pesquisa feita pela Secretaria Nacional de Aviação Civil, ligada ao Ministério da Infraestrutura.

O aeroporto de Viracopos teve nota 4,8. Porém, se considerada a nota média de todos os terminais administrados pela Infraero versus a nota média dos privados, os que são geridos pela estatal se saem melhor: 4,45 contra 4,36. Veja mais abaixo as notas dadas aos 20 aeroportos pesquisados.

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O governo federal realizou hoje uma nova rodada de privatização, que inclui 12 aeroportos divididos em três blocos. Além de diminuir a participação estatal, o governo avalia que a iniciativa privada pode melhorar a qualidade dos serviços prestados e reduzir custos.

Privatizado, aeroporto de Florianópolis decepciona

A Secretaria Nacional de Aviação Civil adota a nota quatro como a meta mínima para um aeroporto ser considerado satisfatório. No último levantamento com 20 aeroportos, apenas o terminal de Florianópolis (SC), privatizado em março de 2017, não atingiu essa meta: teve nota 3,9.

A pesquisa ouviu 19.890 passageiros nos 20 maiores aeroportos brasileiros, que avaliaram 38 indicadores de satisfação.

Essa pesquisa é feita desde 2013. No primeiro levantamento, feito em 15 aeroportos, 69% dos usuários consideravam os terminais bons ou muito bons, com uma nota média de 3,86 (em uma escala de zero a cinco). Na pesquisa do último trimestre de 2018, o índice de satisfação de 20 aeroportos chegou a 90%, com nota média de 4,39.

Preços altos de comida e estacionamento são principal crítica

Entre os itens avaliados na pesquisa, os três com pior avaliação foram os preços de lanchonetes e restaurante, lojas e estacionamentos. Nesses quesitos, os privatizados se saem pior que os administrados pelo governo.

No quesito custo-benefício do estacionamento, dos cinco piores avaliados, quatro são privatizados. No item custo-benefício de lanchonetes e restaurantes, os aeroportos privados ocupam três das cinco últimas posições. Todos receberam nota abaixo de três em uma escala de zero a cinco.

Por outro lado, os itens melhor avaliados estão relacionados a atendimento, tempo de fila e nível das informações. No quesito cordialidade e prestatividade dos funcionários do check-in, os aeroportos privatizados lideram o índice de satisfação. O mesmo acontece com o tempo de fila para o check-in e emigração.

Melhoria começou após a privatização, diz especialista

Especialista ouvido pela reportagem aponta que a melhoria dos aeroportos brasileiros começou após as primeiras privatizações. O processo teve início em 2011, com a concessão para construção do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, em Natal (RN). No ano seguinte, foi a vez dos aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos, em Campinas (SP), e Brasília (DF) serem transferidos para a iniciativa privada.

Os aeroportos investiram na construção de novos terminais, aumento das pontes de embarque, ampliação dos estacionamentos de carros e aviões, além do conforto para os passageiros. “Os serviços melhoraram imensamente e isso só foi possível quando começaram as concessões”, afirmou o engenheiro aeronáutico e professor de transporte aéreo e aeroportos da Escola Politécnica da USP, Jorge Eduardo Leal Medeiros.

Crise econômica e Lava Jato

As primeiras privatizações aconteceram em um momento de euforia para o setor aéreo brasileiro. Em uma década, entre 2002 e 2012, o país praticamente triplicou o número de passageiros transportados. Saltou de 31 milhões, em 2002, para 88,7 milhões, em 2012. Somente em 2010, o setor registrou crescimento de 22,8%.

Após as concessões, no entanto, veio a crise econômica, e algumas das empresas que venceram os leilões se viram envolvidas nas investigações da Lava Jato. O ritmo de crescimento do número de passageiros caiu bruscamente, inclusive com uma retração de 7,8% em 2016, afetando as perspectivas de receitas das empresas.

O caso mais emblemático é do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Depois de investir R$ 3 bilhões e acumular dívidas, os acionistas decidiram devolver a concessão ao governo em 2017. O processo ainda está em andamento.

Os primeiros contratos de concessão previam investimentos independentemente do número de passageiros. “Foi uma falha exigir das concessionárias os investimentos sem estar atrelados a um gatilho ligado ao crescimento da demanda de passageiros. Em Viracopos, há um terminal novo que trabalha com grande ociosidade”, afirmou o professor da USP.

Outro problema nas primeiras rodadas de concessões, segundo o especialista, foi a participação de 49% da Infraero, algo que já foi retirado desde a quarta rodada de privatização, em março de 2017.

A rodada de leilões ocorrida nesta sexta-feira (15) é o quinto lote de privatizações dos aeroportos. O Brasil conta com dez terminais administrados pela iniciativa privada e a intenção do governo federal é que todos sejam privatizados até 2021, quando deve ocorrer a extinção da Infraero.

Veja as notas dos 20 maiores aeroportos brasileiros:

  • Campinas: 4,80
  • Curitiba: 4,75
  • Confins: 4,61
  • Vitória: 4,58
  • Goiânia: 4,53
  • Manaus: 4,53
  • Maceió: 4,51
  • Galeão: 4,45
  • Recife: 4,44
  • Brasília: 4,43
  • Santos Dumont: 4,41
  • Natal: 4,39
  • Guarulhos: 4,35
  • Congonhas: 4,34
  • Cuiabá: 4,33
  • Porto Alegre: 4,32
  • Salvador: 4,19
  • Fortaleza: 4,14
  • Belém: 4,09
  • Florianópolis: 3,90

Por que a Boeing pediu que aéreas não usem seu avião

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Crise do Boeing 737 Max não afeta negócio com a Embraer, diz executivo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/14/crise-737-max-acordo-boeing-embraer/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/14/crise-737-max-acordo-boeing-embraer/#respond Thu, 14 Mar 2019 13:34:42 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=9334

(Divulgação)

A crise enfrentada pela Boeing com a suspensão dos voos do modelo 737 Max não deve afetar as negociações da empresa norte-americana com a Embraer. “Não há conexão nenhuma e isso não afeta em nada a nossa parceria estratégica com a Boeing”, afirmou vice-presidente financeiro da fabricante brasileira, Nelson Salgado, durante apresentação dos resultados financeiros da Embraer. A empresa teve prejuízo líquido ajustado no quarto trimestre de R$ 29,4 milhões.

Os acionistas da Embraer aprovaram no último dia 26 a venda de 80% da divisão de aviação comercial para a Boeing. Para que o negócio seja oficializado, falta ainda a aprovação das autoridades reguladoras do Brasil e dos Estados Unidos. As empresas afirmam que a conclusão do processo deve ocorrer até o fim deste ano. Até lá, ambas continuam operando de forma independente.

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Crise com o Boeing 737 Max

Enquanto isso, a Boeing vive uma de suas maiores crises com a suspensão dos voos em todo o mundo de seu mais novo avião, o Boeing 737 Max. A nova versão do jato comercial mais vendido do mundo teve dois acidentes em apenas cinco meses.

Ontem, a agência de aviação civil dos Estados Unidos proibiu todos os voos com aviões do modelo feitos por companhias norte-americanas e dentro do território dos Estados Unidos. O jato também está impedido de voar em todo o continente europeu, na China, no Brasil e em diversos outros países.

A decisão foi tomada porque as primeiras investigações apontam fortes semelhanças entre os dois acidentes ocorridos com o Boeing 737 Max. O problema teria ocorrido em uma falha dos sistemas de prevenção ao estol (perda de sustentação). A Boeing afirmou nesta semana que já prepara uma atualização do software que controla o sistema.

Questionado se os engenheiros da Embraer poderiam colaborar na solução do problema, o vice-presidente financeiro da empresa brasileira disse que ainda é cedo para uma conclusão do caso. “Não posso comentar isso porque ainda precisamos aguardar a investigação [do acidente] e saber o que está por trás disso”, afirmou Salgado.

Executivo diz que Embraer terá participação relevante

O vice-presidente financeiro da Embraer voltou a defender o negócio com a Boeing. Embora tenha a venda de 80% da divisão com as maiores receitas da companhia, o acordo é chamado de “parceria estratégica”.

“A parceria estratégica é uma caracterização precisa do que está sendo negociado com a Boeing. Na aviação comercial, vamos manter uma participação muito relevante de 20% no resultado do negócio. Vamos ter um relacionamento de fornecedor muito importante e a Embraer vai fornecer todas as fuselagens do E2 a partir da planta de Botucatu”, afirmou.

Acordo na área de defesa pode ser ampliado

A Embraer e Boeing também irão criar uma segunda empresa na área de defesa. O acordo inicial previa somente a produção e comercialização do novo cargueiro militar KC-390, mas pode ser ampliada para outros produtos como o Super Tucano.

“A parceria estratégica na área de defesa não está limitada ao KC-390. O KC-390 é o foco inicial dessa parceria”, disse Salgado. “Em relação ao Super Tucano, temos uma parceria com a empresa estratégica norte-americana Sierra Nevada, mas não existe restrições no futuro se oportunidades aparecerem que possam envolver a Boeing para que isso não seja trocado”, completou.

Como é o teste de um avião novo, que inclui até queda de barriga

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Sistema polêmico do Boeing 737 Max exige treino extra de pilotos no Brasil http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/14/sistema-polemico-do-boeing-737-max-exige-treino-extra-de-pilotos-no-brasil/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/14/sistema-polemico-do-boeing-737-max-exige-treino-extra-de-pilotos-no-brasil/#respond Thu, 14 Mar 2019 07:00:16 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=9297

As empresas brasileiras que compram aviões Boeing modelo 737 Max são obrigadas a treinar os pilotos devido a uma série de diferenças em relação ao modelo anterior, o 737 NG (Next Generation) –especialmente um sistema de manobras considerado polêmico. O modelo de avião se envolveu em dois acidentes fatais nos últimos cinco meses.

O treinamento é obrigatório desde janeiro de 2018, segundo informações da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), órgão que regula o setor no Brasil. Sempre que um novo avião comercial é certificado em seu país de origem, a Anac também precisa fazer o processo de certificação por aqui e definir, por exemplo, se os pilotos precisam passar por algum treinamento específico. 

No Brasil, a única empresa nacional a operar o avião é a Gol. A companhia informou que “todos os pilotos receberam o treinamento de diferenças entre os equipamentos 737 Next Generation e 737 Max, que é recomendado pela Boeing e homologado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)”.

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Hoje, a Boeing decidiu recomendar a suspensão do uso do modelo no mundo todo. No Brasil, o uso já havia sido suspenso pelas companhias que o operam.

Certificação no mercado brasileiro

Quando uma nova aeronave da aviação comercial é certificada em seu país de origem, a Anac também precisa realizar o processo de certificação. É esse processo que concede o Certificado de Aeronavegabilidade, permitindo que o avião voe no Brasil.

Em seguida, a agência elabora um Relatório de Avaliação Operacional, com o objetivo de checar as condições técnicas e operacionais da aeronave, assim como as variações entre os modelos. Com essas informações, a agência apura a necessidade de desenvolvimento e aprovação de treinamentos específicos para que os pilotos possam operar as novas aeronaves.

A Anac ainda define se há necessidade de atualização sobre as diferenças entre um modelo e outro, como o que ocorreu entre o 737 NG e o 737 Max 8, pertencentes ao mesmo grupo.

Polêmico sistema de manobras

O resultado da avaliação da agência apontou a necessidade de um treinamento específico sobre diversos itens, entre eles, o MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System, ou Sistema de Aumento das Características de Manobra).

Com isso, as empresas aéreas que quiserem voar o 737 Max 8 no Brasil devem qualificar os pilotos e checar seu treinamento, como mostra a imagem abaixo.

Esse sistema tem sido alvo de críticas e há suspeita de que ele teria tido algum papel no acidente da Lion Air em outubro, na Indonésia.  A influência do MCAS na queda das aeronaves não é certa, e é necessário aguardar os relatórios finais das investigações para determinar as causas dos acidentes.

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Boeing recomenda suspender no mundo todo avião igual ao que caiu na Etiópia http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/13/boeing-recomenda-suspender-no-mundo-todo-aviao-igual-ao-que-caiu-na-etiopia/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/13/boeing-recomenda-suspender-no-mundo-todo-aviao-igual-ao-que-caiu-na-etiopia/#respond Wed, 13 Mar 2019 19:05:20 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=9308

Novo modelo da Boeing já conta com cerca de 5.000 pedidos realizados, e 350 aeronaves entregues (Divulgação)

A Boeing afirmou hoje que decidiu recomendar a suspensão temporária das operações com todas as aeronaves da família 737 Max no mundo todo. Um 737 Max 8 caiu no domingo na Etiópia, matando 157 pessoas, no segundo avião envolvendo o modelo em cerca de cinco meses.

A recomendação da Boeing foi feita à FAA (Federal Aviation Administration), órgão regulador do setor aéreo nos Estados Unidos, semelhante à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Segundo a fabricante norte-americana, a decisão foi tomada após consulta à própria FAA, ao NTSB, o comitê de segurança nos transportes dos EUA, a autoridades do setor de aviação e a clientes da empresa no mundo todo.

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A Boeing disse que “continua tendo total confiança na segurança do 737 Max”, mas que tomou a medida por “um excesso de cautela, com o objetivo de reafirmar ao público a segurança das aeronaves”.

EUA suspendeu aeronaves

A FAA anunciou que determinou a suspensão dos voos com o 737 Max operados por empresas nacionais e por empresas estrangeiras em território norte-americano. O presidente Donald Trump também divulgou a informação.

A decisão, diz a agência, foi tomada após a análise de novas evidências e de dados coletados por satélite na manhã de hoje.

A suspensão vai durar enquanto prosseguirem as investigações sobre o acidente na Etiópia, disse a FAA.

Após o acidente no domingo, diversos países e companhias aéreas já haviam paralisado as operações com o avião por motivos de segurança.

Os Estados Unidos estavam resistindo a tomar medida semelhante, mas hoje cedeu às pressões.

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EUA suspendem operações com os aviões Boeing 737 Max http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/13/eua-boeing-737-max/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2019/03/13/eua-boeing-737-max/#respond Wed, 13 Mar 2019 18:58:37 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=9304

Boeing 737 Max 8 (Divulgação)

A agência de aviação civil dos Estados Unidos suspendeu todas as operações com aviões da família Boeing 737 Max feitas por companhias aéreas norte-americanas ou dentro do território dos Estados Unidos. O modelo é o mesmo que sofreu um acidente na Etiópia no último domingo.

A agência afirmou que a decisão foi tomada após novas evidências coletadas e analisadas hoje no local do acidente. “Essas evidências, juntamente com os novos dados de satélite disponíveis nesta manhã, levou a esta decisão”, afirmou a FAA.

A agência norte-americana não informou, no entanto, quais são essas novas evidências que levaram à decisão de suspender todos os voos com o modelo.

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A suspensão dos voos com os aviões da família 737 Max não tem prazo estipulado. Segundo a FAA, ela estará em vigor aguardando o resultado das investigações, o que inclui as informações das caixas pretas de gravação de dados do voo e também das conversas dentro da cabine de pilotos.

A decisão da FAA havia sido anunciada mais cedo pelo presidente Donald Trump em conversa com jornalistas. “A FAA está preparada para fazer um anúncio em breve sobre as novas informações e evidências que recebemos”, afirmou Trump, segundo a agência Reuters.

Após o acidente de domingo com um Boeing 737 Max 8, diversos países e companhias aéreas já haviam paralisado as operações com o avião por motivos de segurança. A brasileira Gol paralisou as operações dos sete aviões do modelo na segunda-feira. Na terça-feira, a agência de aviação civil da União Europeia suspendeu todos os voos com aviões do modelo nos 32 países do bloco. A China, que tem mais de cem aviões do modelo, foi a primeira a impedir as operações do modelo.

Apesar da reação mundial, os Estados Unidos estavam resistindo a tomar medida semelhante. Passageiros e sindicatos de comissários de bordo já estavam pressionando para que o governo impedisse os voos com o avião.

As companhias aéreas dos Estados Unidos têm 76 aviões da família 737 Max:

Southwest: 34 aviões da versão Max 8

American Airlines: 26 aviões da versão Max 8

United Airlines: 16 aviões da versão Max 9

Além dos Estados Unidos, o Canadá também decidiu suspender os voos com o modelo nesta quarta-feira. A Air Canada tem 25 aviões e a WestJet mais 12 aviões do modelo. Com isso, já são pelo menos 342 dos 371 aviões do modelo que estão impedidos de voar, o que representa mais de 90% da frota mundial.

Boeing recomenda suspensão no mundo todo

Após a decisão dos Estados Unidos, a própria Boeing afirmou que recomendou que fosse suspensa temporariamente em todo o mundo a operação de todos os 371 aviões da família 737 Max que já foram entregues a companhias aéreas. A empresa afirma, no entanto, que tem total confiança na segurança do 737 Max.

“Estamos apoiando este passo proativo de enorme cautela. A segurança é um valor central na Boeing na produção de aviões, e será sempre assim. Não há prioridade maior para nossa empresa e nossa indústria. Estamos fazendo tudo o que podemos para entender a causa dos acidentes em parceria com os investigadores, implantar melhorias de segurança e ajudar a garantir que isso não aconteça novamente”, afirmou a Boeing em comunicado.

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