Todos A Bordo

Arquivo : segurança no voo

Aeroporto na Escócia elimina raio X antes do embarque em voo regional
Comentários Comente

Todos a Bordo

Área de raio X em aeroporto. Na escocesa Campbeltown, o procedimento foi simplificado. Foto: Getty Images

Área de raio X em aeroporto. Na escocesa Campbeltown, o procedimento foi simplificado. Foto: iStock

Quinze passageiros embarcaram nesta semana em um voo entre Campbeltown e Glasgow, na Escócia sem passar por nenhum detector de metais. Nada de colocar a bagagem no raio X ou ter de tirar cintos, relógio e celular do bolso para passar pela segurança.

A proibição a levar armas, objetos pontiagudos e líquidos em embalagens com mais de 100ml na bagagem de mão não foi descartada, mas, para serem liberados, os passageiros tiveram apenas de dizer que não estavam levando nenhum item proibido.

Além da cidade de Campbeltown, os aeroportos das ilhas escocesas Barra e Tiree também adotam o procedimento. Os três são operados pela Hial – Highlands and Islands Airports Ltd.

A companhia aérea regional escocesa Loganair, ao informar seus clientes sobre as mudanças, afirmou que elas tornarão a viagem “mais conveniente para a grande maioria dos passageiros que voam para Glasgow”.

Ao jornal “The Independent”, do Reino Unido, ele afirmou que nos voos curtos regionais realizados na Escócia, “todo mundo se conhece muito bem”. Segundo ele, a maioria das pessoas usa esses voos como se fosse um serviço de ônibus local.

Segurança

Quem for fazer uma conexão no aeroporto de Glasgow terá de passar pelos procedimentos de segurança normalmente adotados pelos aeroportos do mundo todo, desde o momento do check-in, antes de seguir viagem.

A eliminação das barreiras de segurança não agradou a todos. Para o sindicato dos trabalhadores do aeroporto regional, o processo facilita a ocorrência de ataques terroristas. O representante da associação, David Avery, afirmou ainda que os aviões, mesmo sendo de pequeno porte, sobrevoam áreas urbanas e depósitos de petróleo.

Avery disse à rede britânica BBC que o atual sistema de segurança foi adotado há mais de dez anos e tem sido bem-sucedido. Mesmo assim, os profissionais de segurança encontram regularmente passageiros levando itens proibidos.

A empresa Hial afirma que a implantação do procedimento simplificado foi aprovada pelas autoridades e que a segurança continua sendo uma prioridade.

Ao “Independent”, o especialista em segurança da aviação Philip Baum disse que o procedimento de segurança “rotineiro e previsível é inimigo da segurança eficaz”. “A segurança não precisa ser feita através de sistemas de raio X. Que lugar melhor para realizar análise comportamental do que em uma comunidade onde os viajantes são conhecidos e onde o comportamento é fácil de ser identificado?”.

O especialista diz que nada impede que medidas adicionais sejam implementadas quando for necessário.

Leia também:
Pistas de Guarulhos são alargadas para voos diários do maior avião do mundo
Sala vip em aeroporto de Londres vence pesquisa com quarto, chuveiro e spa
Aeroportos na China têm fila cor de rosa só para mulheres na área do raio-X


Aéreas fazem testes surpresa com bafômetro para barrar pilotos bêbados
Comentários Comente

Todos a Bordo

Foto: AlexSava/Getty Images

Foto: AlexSava/Getty Images

No filme “Sully – O Herói do Rio Hudson” (em cartaz no Brasil), mesmo sendo aclamado depois de conseguir pousar um Airbus A320 na água em Nova York e salvar todos os passageiros e tripulantes a bordo, o piloto da US Airways teve de responder a um interrogatório que incluiu perguntas sobre uso de bebida alcoólica e drogas. O funcionário do controle de tráfego envolvido na ocorrência também teve de ser submetido a teste de urina e bafômetro.

O procedimento não é coisa de cinema. Tanto nos Estados Unidos como no Brasil, profissionais da aviação passam por testes para evitar o consumo de álcool e outras substâncias que podem afetar o desempenho e colocar em risco a segurança do voo.

Por aqui, regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) de 2011 proíbem o “uso de substâncias psicoativas durante o exercício das atividades” ou o exercer as atividades “enquanto estiver sob o efeito” dessas substâncias – álcool, drogas, remédios, etc.

Exames surpresa

Antes de serem contratados, os profissionais precisam passar por exames. E não são somente pilotos e copilotos, mas todos os que podem colocar a atividade em risco, como comissários de bordo, mecânicos e equipes de combate a incêndios, entre outros.

Além dos exames admissionais, também são previstos exames aleatórios, que podem ser feitos, por exemplo, com o uso de bafômetro.

No caso de uma empresa que tenha mais de 2000 empregados em atividades que envolvam risco à segurança do voo, pelo menos 7% ou 560 (o que for maior) devem ser submetidos aos testes surpresa a cada ano.

O regulamento da Anac determina que a seleção dos funcionários que serão submetidos ao exame seja “isenta e imparcial” e que cada empregado tenha “a mesma chance de ser selecionado” a cada vez em que o sorteio for feito.

Testes devem ser feitos também após a ocorrência de um acidente ou incidente aéreo – exceto se estiver claro que a atuação do profissional não contribuiu para o fato.

Não é só o bafômetro

Se o bafômetro pode indicar de imediato a presença de álcool no organismo, a presidente do conselho da Sociedade Brasileira de Medicina Aeroespacial, Vânia Melhado, destaca a importância da realização de exames como o de queratina (feito a partir de uma amostra de cabelo, por exemplo) que apontam o histórico de uso de álcool e outras substâncias.

Esses testes detectam o consumo da substância ao longo de meses e podem indicar, inclusive, as quantidades ingeridas. São mais caros, “mas com resultado mais efetivo”, na opinião da especialista.

Suspeita justificada

Outra situação prevista pela Anac para a realização de exames é quando há uma “suspeita justificada”. O documento indica que um “supervisor treinado” será responsável por encaminhar o profissional para avaliação.

Se o resultado for positivo ou se o funcionário se recusar a fazer o teste, deverá ser avaliado por um especialista. Após análise, o especialista poderá recomendar desde uma simples orientação sobre as normas de segurança operacional até internação para tratamento.

Durante o afastamento, o empregado pode ser transferido para uma atividade mais burocrática, até que esteja apto a retomar sua função.

Além do programa de recuperação, o regulamento também prevê a adoção pelas empresas de atividades de prevenção, com informações sobre o uso indevido de álcool e drogas.

Vânia Melhado afirma que o uso de substâncias que alteram o desempenho deve ser entendido como uma doença e tratado como tal para que o profissional possa voltar ao serviço.

“O programa é não punitivo. Mas também não é para proteger. Ele tem um critério de exclusão, por exemplo, se houver uma recaída depois de passar pelo programa”, diz.

Punições

Na última semana de dezembro, imagens de câmeras de segurança mostraram um homem que mal conseguia ficar em pé passando pelo raio X de um aeroporto na Indonésia. Ele era o piloto de uma companhia aérea local. Acabou demitido por tentar pilotar o avião bêbado. No último dia de 2016, um comandante de uma companhia aérea canadense foi detido depois de ser encontrado embriagado na cabine do avião que deveria pilotar.

No Brasil, mesmo com a resolução da Anac tendo ênfase na prevenção e recuperação, um piloto que se envolver em uma situação mais grave terá de responder por sua ação. As punições podem vir da empresa contratante, com eventual demissão, da própria agência reguladora, por meio de multa ou cassação de certificados, ou da lei penal.

O advogado Georges Ferreira, especialista em direito aeronáutico, cita o artigo 261 do Código Penal, que estabelece punições para quem atentar contra a segurança de transporte aéreo. Cada situação vai determinar a sanção a ser aplicada. Como exemplo, se ficar provado que um piloto voou alcoolizado, a punição será mais severa do que se ele foi impedido de comandar o avião, porque o risco, neste caso, não se concretizou.

Ferreira presidiu a comissão de especialistas para a reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica, que está sendo discutida no Senado. O Código atualmente em vigor prevê multa para a infração de “operar a aeronave em estado de embriaguez”. A lei sobre drogas, de 2006, também tem um artigo com penas específicas para quem conduzir aeronave após o consumo de drogas.

(Claudia Andrade)

Leia também:
Aérea pede desculpas depois de suspender piloto que reclamou de cansaço

Asmático ou míope podem pilotar avião? Veja problemas que ameaçam carreira

Como piloto é treinado para conduzir avião novo que ele ainda não conheça?


Banheiros a bordo quebram, e avião faz pouso para passageiros se aliviarem
Comentários Comente

Todos a Bordo

banheiro-aviao-1432236265375_615x300

O piloto de um voo que ia de Nova York a Paris decidiu fazer um pouso não programado depois que os banheiros do avião deixaram de funcionar.

A parada forçada foi feita em Shannon, na Irlanda, para que os passageiros pudessem usar os banheiros do aeroporto.

Havia 172 passageiros a bordo do Boeing 767 operado pela OpenSkies, uma subsidiária da British Airways.  O pouso aconteceu quando faltava cerca de 1h30 para chegar ao destino.

Engenheiros consertaram os banheiros do avião durante a escala não prevista, que durou cerca de duas horas, segundo a imprensa britânica. O incidente ocorreu na semana passada.

Outros casos

No início do ano passado, um avião da British Airways que ia de Londres para Dubai teve de voltar para o aeroporto de origem porque o mau cheiro a bordo era insuportável.

O piloto informou que retornaria a Heathrow por questões de saúde e segurança e os passageiros só puderam embarcar novamente no dia seguinte.

Em 2014, um avião da Virgin Australia que ia de Los Angeles a Sydney foi obrigado a retornar ao aeroporto de origem por causa do forte cheiro a bordo.

Passageiros disseram que era possível ver os dejetos saindo do lavabo. A companhia aérea negou as alegações e disse que o problema foi um vazamento na pia dos banheiros.

Leia também:
Abelhas, ratos, cheiros, surtos: motivos bizarros para atrasos em voos

Já pensou em avião com mictório? Fabricantes estudam como mudar o banheiro

Boeing desenvolve toalete autolimpante para aviões


Aérea pede desculpas depois de suspender piloto que reclamou de cansaço
Comentários Comente

Todos a Bordo

Foto: southerlycourse/Getty Images

Foto: southerlycourse/Getty Images

Uma companhia aérea britânica foi obrigada a pedir desculpas a um comandante suspenso por seis meses depois que ele se recusou a voar alegando cansaço. O comandante disse que também foi ameaçado de demissão.

Segundo o sindicato dos pilotos, o comandante decidiu não decolar “depois de três jornadas seguidas iniciadas extremamente cedo, incluindo uma jornada de 18 horas”.

O sindicato afirmou ainda que próprio software usado pela empresa Thomas Cook para monitoramento de fadiga mostrou que, se o funcionário tivesse feito o voo previsto, ele teria chegado ao destino com uma redução de desempenho semelhante a uma situação em que estaria se tivesse ingerido álcool em excesso.

A empresa afirmou que considera a segurança uma prioridade e que em nenhum momento quis que o piloto voasse cansado. Segundo a companhia, a disputa judicial ocorreu por causa de uma divergência entre o funcionário e seu supervisor sobre o ocorrido.

Na Europa, tema preocupa

A decisão a respeito do processo movido pelo comandante foi divulgada dias depois de uma pesquisa apontar que metade dos pilotos e copilotos que trabalham para companhias aéreas europeias considera que a questão da fadiga não é levada a sério pelas empresas. E menos de 20% acredita que a companhia aérea para a qual trabalha se importa com seu bem-estar.

O levantamento, feito com mais de 7.000 pilotos de países europeus, mostrou ainda que 28% dos entrevistados creem que o número de funcionários é insuficiente para realizar o trabalho de forma segura.

A percepção de segurança, no entanto, é positiva. Os entrevistados não sentem que estão assumindo riscos e têm um alto grau de confiança em seus colegas (quase todos os entrevistados afirmaram que seus colegas de trabalho são comprometidos com a segurança).

As preocupações com a questão da fadiga, no entanto, podem ser um indicativo de que as jornadas estão exigindo mais do que deveriam. “O estudo não mostra nenhuma relação de causa e efeito entre fadiga e acidentes, no entanto, o potencial de a fadiga em pilotos ter impacto na segurança é definitivamente uma preocupação e uma questão que deve ser analisada”, disse em comunicado Anam Parand, um dos autores da pesquisa.

E no Brasil?

Foto: AlexSava/Getty Images

Foto: AlexSava/Getty Images

Um projeto de lei que inclui diretrizes para a gestão de risco de fadiga está sendo discutido no Congresso Nacional. O texto que foi aprovado no Senado sofreu alterações na Câmara e ainda poderá ser mudado novamente pelos senadores.

Até aqui, a proposta estabelece como limites 8 horas de voo e 4 pousos para tripulação simples (piloto e copiloto), 11 horas de voo e 5 pousos, para tripulação composta (mais 1 comandante), 14 horas de voo e 4 pousos para tripulação de revezamento (mais 1 piloto e 1 copiloto, em esquema de revezamento).

O número de folgas por mês passou de 12, pelo texto original, para 10, em comparação com o mínimo de 8 dias de repouso remunerado atualmente em vigor. Pela proposta, ainda há a possibilidade de reduzir o número de folgas para 9, com base em acordo coletivo de trabalho.

O que está em vigor atualmente no Brasil é uma lei de 1984. Entre outras coisas, o documento prevê jornada de trabalho de 11 horas para tripulação simples, 14 horas para tripulação composta e 20 horas no caso de tripulação de revezamento. O texto estabelece algumas situações em que os limites poderão ser ampliados. Também são estabelecidos limites de voo e de pouso e período de repouso obrigatório.

Condições de trabalho

Paulo Roberto Alonso, consultor técnico da diretoria de segurança e operações de voo da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), considera que, como o conhecimento sobre a fadiga evoluiu desde a década de 1980, as companhias nacionais já se anteciparam e colocaram em prática esquemas para assegurar que suas equipes trabalhem em condições adequadas.

“Por exemplo, não voar duas madrugadas seguidas. As empresas já programam as escalas de voo de forma que isso não ocorra”, diz.

Outro ponto importante para evitar o desgaste da tripulação está relacionado à hospedagem oferecida quando o funcionário não está em sua base. “Eu mesmo já cheguei a fazer com que a empresa mudasse de hotel. A localização às vezes é superconfortável, mas fica em uma região de muito barulho. O local de repouso tem que ter silêncio e proteção da luz”, afirma Alonso.

O diretor de Relações Sindicais do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Tiago Rosa, diz que também é importante pensar no descanso em escalas longas. “Às vezes é uma escala de 4 horas, 5 horas em que os tripulantes ficam sentados nos bancos do aeroporto, depois de voar durante a madrugada. Eles poderiam passar esse período em um hotel perto do aeroporto”.

Responsabilidade compartilhada

Foto: bCracker/Getty Images

Foto: bCracker/Getty Images

Os dois representantes afirmam que o gerenciamento de risco de fadiga exige uma responsabilidade compartilhada entre o profissional e a empresa. “O tripulante tem a responsabilidade de voar somente se se considerar apto para isso, e a empresa tem a responsabilidade de, quando o tripulante negar um voo, não puni-lo”, diz o diretor do sindicato.

O porta-voz da Abear afirma que o funcionário é corresponsável por sua capacidade para exercer a função, já que a empresa não tem como fiscalizar o que ele faz fora do trabalho. “Os próprios tripulantes devem incentivar o colega a falar ou dizer diretamente ao setor que cuida disso que ele não tem condições”.

Ele diz que uma situação como esta não prejudica o profissional. “O foco não é a punição, é entender o que o tripulante está passando”. Segundo Alonso, no ambiente da aviação, a autoavaliação e o monitoramento são constantes. “O tripulante já está acostumado a isso”.

Para o representante do sindicato, no entanto, a posição de quem está muito cansado para o trabalho não é fácil, principalmente em um cenário de crise econômica. “Todas as empresas reduziram as malhas [aéreas] e, consequentemente, as tripulações ou horas trabalhadas. Todos têm medo de falar alguma coisa”.

Ele afirma que, quando um funcionário apresenta uma queixa de fadiga, acaba sendo retirado dos voos por vários dias, o que traz prejuízos financeiros e à sua imagem como profissional. “Ele fica com um X nas costas perante a empresa e ninguém quer isso em um momento de crise”.

Alonso diz que as empresas reduziram o número de voos e fizeram acordos internos para diminuir o número de horas de voo – que compõe parte do salário pago aos tripulantes. Voando menos, acrescenta, o tripulante “passa a ter muito menos risco de fadiga”.

O representante dos profissionais diz que o interesse não é trabalhar menos. “A gente não quer voar menos ou escalas menores, a gente quer mais qualidade, quer que as empresas gerenciem melhor as escalas”.

(Claudia Andrade)

Leia também:
Asmático ou míope podem pilotar avião? Veja problemas que ameaçam carreira

Como piloto é treinado para conduzir avião novo que ele ainda não conheça?

Piloto mais jovem do Reino Unido tem 19 anos; isso é possível no Brasil?


Projetos de malas-robôs avançam, mas bateria tem restrição em aeroportos
Comentários Comente

Todos a Bordo

Foto: Divulgação/Travelmate Robotics

Foto: Divulgação/Travelmate Robotics

Carregar as malas definitivamente não é a parte mais fácil de uma viagem. Empresas de tecnologia estão criando uma espécie de mala-robô. São modelos que seguem o dono, como se fossem cachorrinhos de estimação.

Várias empresas pelo mundo estão pesquisando a criação dessas malas. Ainda estão em fase de financiamento com vaquinhas virtuais. Mas, se um dia vierem a existir mesmo, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) diz que, para poderem ser usadas, as baterias têm de seguir certas regras de segurança.

No início deste ano, a Anac proibiu o transporte de baterias de íon lítio como carga em aviões de passageiros, seguindo uma determinação da Organização de Aviação Civil Internacional. A proibição teve como base os riscos de pegarem fogo.

Baterias desse tipo são encontradas em câmeras, celulares, computadores portáteis, brinquedos de controle remoto, bicicletas elétricas, etc. Mas a restrição não vale para baterias de íon lítio instaladas no equipamento.

Para quem viaja a regra é que, se for necessário levar uma bateria extra para a câmera fotográfica, por exemplo, essa bateria só poderá ser levada se não exceder 160 Wh.

Aquele skate elétrico conhecido como hoverboard, que virou moda no ano passado, deixou de ser transportado por companhias aéreas – incluindo brasileiras – por causa do risco de explosão da bateria de lítio.

Bagagem autônoma

Há projetos de malas-robô ainda em fase de financiamento por meio de vaquinhas virtuais. Alguns dos produtos que estão sendo desenvolvidos têm sensores para desviar de obstáculos, bateria para recarregar eletrônicos, indicador do peso da mala e sistema de localização.

Foto: Divulgação/Cowarobot

Foto: Divulgação/Cowarobot

A Cowarobot, que tem sede em Xangai, na China, e escritórios também nos Estados Unidos, lançou em julho um sistema de pré-compra no site Indiegogo. A campanha teve sucesso significativo: de cinco modelos disponíveis, somente 1 ainda está disponível, pelo preço de US$ 699 (quase R$ 2.400). A página indica que um valor superior a US$ 544 mil (mais de R$ 1,8 milhão) foi arrecadado, ou 465% do esperado inicialmente.

A mala alcança a velocidade de 7km/h, sobe e desce terrenos com inclinação de até 15 graus e percorre até 20 km com a bateria totalmente carregada. A bateria é removível, para que possa passar nos controles de segurança dos aeroportos. A empresa afirma que o produto atende a regulamentações de órgãos como a Organização da Aviação Civil Internacional, Associação Internacional de Transporte Aéreo e autoridades dos EUA.

O projeto inclui um bracelete que faz com que a mala siga ao lado do dono e também pode ser usada para travar ou destravar a bagagem e também para trazê-la para perto de onde a pessoa está. O acessório também tem um alarme vibratório que avisa quando a mala se distancia do dono.

“Robô de companhia”

Mala-robô segue o dono pelo aeroporto

A Travelmate Robotics, da Califórnia (EUA), classifica seu produto como um “robô de companhia”, ao destacar funções que vão além do que seria esperado de uma mala. Uma delas é a possibilidade de conectar uma câmera e transformar o objeto em uma filmadora autônoma. A empresa promete ainda integrar sistemas de realidade virtual ao objeto para que o viajante possa compartilhar suas experiências com os amigos.

A empresa oferece modelos a partir de US$ 399 (cerca de R$ 1.350) em sua página de financiamento coletivo. Em uma das campanhas, já encerrada, foram arrecadados apenas 9% (33 investidores) dos US$ 100.000 esperados.

Uma outra campanha, lançada com o selo da Arrow Electronics, companhia de tecnologia parceira do site Indiegogo que avalia a viabilidade dos projetos, fez uma aposta diferente: a expectativa inicial era arrecadar US$ 4.000 (R$ 13.500); até agora, conseguiu mais de US$ 35 mil (aproximadamente R4 118 mil), ou 887% do valor inicial.

Uma empresa israelense também lançou um projeto de mala autônoma no início deste ano.

Ficou interessado em adquirir um desses produtos por meio das páginas de crowdfunding? Então é bom lembrar que, na verdade, o interessado está apostando em uma ideia, que não se sabe como irá funcionar em situações práticas. E ficar atento às especificações da bateria.

Leia mais:
Anac deve aprovar na semana que vem fim da bagagem grátis em voos

Tarifa mais barata não permite bagagem de mão nem marcar assento no avião

Aéreas faturam U$ 26 bi com serviços como venda de lanche e bagagem extra

Veja também: Fotos de carrinhos de bagagem em formato de aviões antigos oferecidos pela TAM em 2014


Como uma aeromoça pode ajudar a salvar elefantes, pássaros e tartarugas?
Comentários Comente

Todos a Bordo

Video Iata combate ao tráfico de animaisUm elefante morto por causa de suas presas de marfim. Um filhote de tigre escondido entre peças de roupa em uma mala. Penas de pássaro escapando da bagagem que viaja ilegalmente pelo mundo. O que uma aeromoça ou um atendente no balcão de check-in têm a ver com isso? Eles podem ajudar a combater o tráfico de animais, segundo uma animação lançada pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

A tarefa de capturar e processar os criminosos é das autoridades de cada país. No entanto, profissionais de aviação podem ser uma fonte de informação para a polícia, como o vídeo mostra.

Estima-se que esse tipo de crime movimente pelo menos US$ 19 bilhões (quase R$ 67 bilhões) por ano. E as atividades ilícitas envolvendo animais e partes de animais têm crescido. Na África, por exemplo, Moçambique e Tanzânia perderam aproximadamente metade de sua população de elefantes nos últimos seis anos. Muitos animais são levados do continente africano por avião ou navio, tendo como principal destino o sudeste da Ásia.

Os Estados Unidos também são um grande destino do comércio ilegal de animais silvestres vindos de vários continentes. A partir da América Latina, o mais comum é o tráfico de pássaros e répteis para serem usados como animais de estimação. Geralmente, eles são transportados junto com drogas ilegais e outros produtos contrabandeados.

Imagem vídeo IATA combate ao tráfico de animaisSuspeitas

No vídeo, uma pena de pássaro indica a possível presença de um animal sendo transportado ilegalmente em um aeroporto. A pena chama a atenção de funcionários, como uma atendente do balcão de check-in e uma comissária.

Em outro trecho, um suspeito é flagrado no raio X levando ovos de um animal silvestre sob a roupa; a seguir, um passageiro viaja de forma ilegal com animais na cabine, escondidos sob as mangas do paletó. Cargas são inspecionadas e revelam o transporte dissimulado de tartarugas. Em todas as situações, o pessoal que trabalha nas várias áreas do aeroporto entra em contato com as autoridades para que a situação seja resolvida.

“O tráfico de produtos silvestres, incluindo muitas espécies icônicas e em risco, é um tema que a indústria da aviação leva muito a sério. Será necessário um esforço em equipe para combater esse comércio deplorável”, diz o diretor-geral da IATA, Alexandre de Juniac.


Leia mais: 
Com fone de ouvido e óculos, cachorro vira espantalho de aves em aeroporto
Avião tem de fazer espécie de endoscopia quando uma ave entra na turbina
Cães treinados para encontrar droga só conseguem achar comida em aeroporto


Clientes da executiva saem no tapa e podem ser banidos de aérea australiana
Comentários Comente

Todos a Bordo

Foto: Barbara Walton/Efe

Um dos aviões da companhia Jetstar (Foto: Barbara Walton/Efe)

Um homem de 27 anos e uma mulher de 42 (não identificados) que viajavam na classe executiva saíram do avião escoltados pela polícia depois de uma briga a bordo. O motivo da contenda, segundo testemunhas, foi uma poltrona reclinada.

O incidente aconteceu na última semana em um voo da companhia aérea australiana Jetstar que ia da ilha de Phuket, na Tailândia, para Sydney, na Austrália.

Scott Haywood, que estava a bordo, contou a rádios australianas que um passageiro ficou aborrecido porque a mulher reclinou totalmente o assento que estava à frente de onde sua mãe estava sentada. Um outro homem então bateu algumas vezes na poltrona da frente, para mostrar que queria que ela levantasse o encosto.

A mulher foi até onde o homem que havia batido na sua poltrona estava e ”deu um soco nele”, segundo o relato. Haywood disse que o homem revidou. E a confusão aumentou.

Os dois tiveram de ser contidos por outros passageiros e pela tripulação, que separou os brigões. Tudo aconteceu durante a madrugada, por volta das 3 horas da manhã.

“Nossa tripulação a bordo agiu rapidamente e os clientes foram separados pelo restante do voo”, informou um porta-voz da Jetstar, confirmando que a polícia foi acionada.

“Não toleramos mau comportamento dos passageiros em nossos voos. Estamos conduzindo uma análise com o objetivo de proibir esses passageiros de voar conosco no futuro”, completou o representante , em declarações reproduzidas pelo jornal australiano The Sydney Morning Herald.

Leia também:
Passageiros ‘causando’ durante o voo: total de casos sobe e preocupa aéreas
Escreveram com canetinha na fuselagem do avião e foram retiradas do voo


Passageiros ‘causando’ durante o voo: total de casos sobe e preocupa aéreas
Comentários Comente

Todos a Bordo

Foto: Getty Images

Foto: g-stockstudio/Getty Images

Tem um tipo de passageiro preocupando as companhias aéreas: os mal comportados. De cada 10 empresas, 6 tiveram que desviar de rota nos últimos 12 meses por causa de algum passageiro causando problemas em pleno voo.

No ano passado, o número desses “inconvenientes” no mundo chegou a quase 11 mil. Poderia ser engraçado, mas não é: esse tipo de situação está entre as três principais preocupações das tripulações relacionadas à segurança durante o voo.

Os dados são da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) e foram divulgados nesta quarta-feira (28).

“Comportamento indisciplinado é algo simplesmente inaceitável”, afirma o diretor-geral da associação, Alexandre de Juniac. “O comportamento antissocial de uma pequena minoria de passageiros pode ter consequências desagradáveis para a segurança e o conforto de todos a bordo. O aumento do número de incidentes mostra que ações de dissuasão mais eficientes são necessárias.”

Principal causa: álcool e drogas

Abuso verbal, mau comportamento e recusa em seguir as instruções legais da tripulação são as situações mais comuns, segundo a pesquisa. Dos casos relatados, 11% envolvem agressões físicas contra outros passageiros ou tripulantes ou, ainda, danos à aeronave.

O uso de álcool ou drogas foi identificado em 23% dos casos. Na maioria das vezes, porém, o uso de álcool ou de drogas é feito antes do embarque ou, então, os passageiros burlaram as regras e levaram esses produtos a bordo, diz a associação.

Como lidar?

As companhias áreas já têm regras sobre a oferta responsável de bebida alcoólica durante os voos, e os funcionários são treinados para colocá-las em prática.

Uma iniciativa adotada no Reino Unido poderia ser usada em outros países. Por lá, funcionários de bares e lojas de aeroportos passaram a receber treinamento sobre a oferta responsável de álcool. Também devem evitar ofertas de preços que estimulem a bebedeira.

Regras mais rígidas foram colocadas em prática no aeroporto de Gatwick, em Londres, em 2013. Policiais passaram a patrulhar bares e funcionários do aeroporto passaram a monitorar passageiros que aparentavam embriaguez ou apresentavam comportamento agressivo. No ano seguinte, os episódios de mau comportamento a bordo haviam sido reduzidos pela metade.

Segundo a polícia, pessoas que iam viajar de férias e começavam a comemorar muito cedo (com muito álcool) eram as maiores causadoras de problemas.

“As equipes nos aeroportos estão sendo orientadas a verificar a conduta de passageiros e pedir ajuda se houver preocupação com pessoas embriagadas. Policiais também patrulham alguns voos e dão apoio a funcionários e passageiros quando solicitado”, disse à época Jean Irving, diretor de segurança pública da polícia, em declaração reproduzida pelo jornal britânico Daily Telegraph.

Abusos

A companhia aérea Monarch participou da iniciativa e passou a advertir os passageiros por e-mail sobre a possibilidade de serem impedidos de embarcar caso representassem algum risco para a segurança.

No entanto, problemas ainda ocorrem. Em junho do ano passado, a empresa baniu de seus voos, de forma permanente, seis passageiros indisciplinados. Em uma viagem da Inglaterra para a Turquia, os seis teriam ingerido bebida alcoólica que eles mesmos levaram para o avião, fumado nos banheiros e agarrado comissárias.

A situação ficou tão incontrolável que o voo teve de ser desviado para a Bulgária para que os seis fossem retirados do avião. O comportamento inadequado provocou um atraso de duas horas na viagem para as 137 pessoas e os 5 tripulantes a bordo.

Incidentes em alta

No ano passado, foram relatados 10.854 incidentes, ou seja, um a cada 1.205 voos. Em 2014, foram 9.316 casos, ou um a cada 1.282 voos. No período de 2007 a 2014, mais de 38 mil situações desse tipo foram relatadas pelas companhias aéreas.

Esse crescimento preocupa a indústria aérea, que está em busca de ações mais eficazes para combater o problema. Em 2014, a legislação internacional que trata do tema foi atualizada para, entre outras coisas, ampliar a jurisdição em que passageiros podem ser processados por danos e estabelecer que as aéreas têm direito a compensação pelos custos relacionados a problemas de mau comportamento.

Algumas condutas impróprias também foram indicadas como possíveis alvos de processo, entre elas agressões físicas ou ameaças de agressão contra tripulantes e recusa em seguir instruções legais ligadas a questões de segurança.

Para que essas atualizações sejam válidas, no entanto, é necessário que pelo menos 22 países ratifiquem o documento. Até agora, 30 países assinaram, mas apenas 6 ratificaram o texto (Bahrain, Congo, República Dominicana, Gabão, Guiana e Jordânia).

Leia também:
Escreveram com canetinha na fuselagem do avião e foram retiradas do voo
Cueca de fora, porco agitado e homem fedido: razões para barrar passageiros
Aérea mostra como passageiro ideal se comporta no voo; internautas criticam

Passageiros inconvenientes são expostos em redes sociais


Cães treinados para encontrar droga só conseguem achar comida em aeroporto
Comentários Comente

Todos a Bordo

O aeroporto de Manchester, no norte da Inglaterra, decidiu investir US$ 1,7 milhão no treinamento de seis cães farejadores. O objetivo era que os animais encontrassem drogas, tabaco, dinheiro e carne trazidos ilegalmente pelos 22 milhões de passageiros que passam pelo aeroporto todo ano. Mas o resultado não foi bem o que os funcionários esperavam.

Um relatório mostrou que durante um período de sete meses (entre novembro de 2014 e junho de 2015), os cães farejadores não conseguiram encontrar nenhuma droga ilegal classificada como perigosa, como heroína ou cocaína. 

Em vez disso, os animais eram bons em farejar queijos e embutidos, como salsichas e salames, e em pequenas quantidades. Tais alimentos eram, na maioria das vezes, de turistas que visitavam a região de Manchester e que não traziam riscos para a saúde pública do Reino Unido.

Os cães detectado com sucesso drogas ilegais em três ocasiões, encontrar pequenas quantidades de substâncias de classe B. Eles também encontraram comprimidos de hormônio do crescimento humano, Viagra e Bromazepam.

De acordo com o relatório, eles também ajudaram a apreender 46 mil quilos de cigarros, 60 quilos de tabaco e 181 quilos de carne ilegal. Além disso, encontraram comprimidos para crescimento e Viagra (usado para disfunção eréctil).

O problema é que o resultado não foi suficiente para os administradores do aeroporto, que dedicaram boa parte dos investimentos para que os animais fossem adestrados justamente para encontrar drogas ilegais. 

“Analisamos que houve um baixo retorno sobre o investimento, dado os US$ 1,7 milhão que foram gastos em novos canis e custos de funcionamento da unidade”, diz o documento. Agora, os administradores do aeroporto estão estudando uma melhor forma de treinar os cães. 

De acordo com o governo do Reino Unido, cães farejadores são usados nas fronteiras desde 1978.

Leia também: 

Com fone de ouvido e óculos, cachorro vira espantalho de aves em aeroporto

Aeroporto em Londres cria sala de ioga para passageiros relaxarem

Vídeo de segurança no voo tem estrelas do rúgbi e cãozinho pug do filme MIB

Fabricante de bancos de Ferrari propõe airbags na primeira classe de aviões

Aeromoças não podiam casar ou ter filhos e deviam deixar as pernas de fora

As melhores aéreas para quem viaja na classe executiva

 


Para espantar aves, aeroportos usam falcão-robô, cão e sabre de ‘Star Wars’
Comentários Comente

Todos a Bordo

A presença de pássaros em rotas e locais próximos a pistas de pouso e decolagem de aviões é uma das grandes preocupações dos aeroportos. Embora tão pequenas, as aves podem causar sérios danos ao se chocar com as aeronaves ou serem sugadas pelo seus motores. O tamanho do estrago depende do tamanho do pássaro e, principalmente, da velocidade do avião.

Em 2009, por exemplo, um piloto da US Airways teve que fazer um pouso de emergência nas águas do rio Hudson após seu avião bater em aves durante uma decolagem do aeroporto de La Guardia, em Nova York.

No Brasil, em 2015, foram registrados mais de 1600 incidentes envolvendo aviões e pássaros em áreas de segurança aeroportuária. Há 10 anos, a estatística era de 500 incidentes por ano.

Um avião da companhia egípcia EgyptAir ficou danificado ao se chocar com um pássaro durante uma aterrissagem no aeroporto de Heathrow, na Inglaterra. Créditos: Amir Hashim/Facebook

Um avião da companhia egípcia EgyptAir ficou danificado ao se chocar com um pássaro durante uma aterrissagem no aeroporto de Heathrow, na Inglaterra. Créditos: Amir Hashim/Facebook

Para tentar reduzir o número de colisões, que geram gastos na casa de US$ 2 bilhões por ano, aeroportos de todo o mundo buscam alternativas para espantar tais aves. Conheça algumas:

Falcões robóticos

Créditos: Reprodução/ Universidade de Twente

Créditos: Reprodução/ Universidade de Twente

Pesquisadores da Universidade de Twente, na Holanda, criaram um robô com aparência e comportamento idêntico ao de um falcão peregrino, uma ave de rapina de médio porte que se alimenta exclusivamente de outras aves. O objetivo é usar o robô, batizado de Robird, para espantar outros pássaros que costumam voar próximo de aeroportos e que podem causar sérios acidentes ao se chocarem com aviões.

De acordo com os pesquisadores, o grande trunfo do Robird é que sua alta tecnologia imita perfeitamente o vôo do falcão peregrino. Seu comportamento é tão verdadeiro que as aves (que seriam suas presas) acreditam imediatamente que seu inimigo natural está presente na área.

Modelos parecidos com o Robird também são usados em outros países, inclusive no Brasil. Em 2010, o aeroporto de Joinville (SC) usou um pássaro feito de carbono e plástico. O falcão-robô também já havia sido testado nos aeroportos Tom Jobim, no Rio de Janeiro, Juscelino Kubitschek, em Brasília, e Navegantes, em Santa Catarina.

falcao

Crédito: Ricardo Duarte/Agência RBS

Aves de rapina verdadeiras

Outra ação bastante comum nos aeroportos é treinar aves de rapina para que elas capturem outros pássaros que estão por perto. No Brasil, há experiências nesse sentido desde 2008. Os aeroportos de Porto Alegre (RS) e Belo Horizonte (MG), por exemplo, são alguns dos que já fizeram os testes. Entre as aves mais utilizadas para a caça, estão o gavião-de-penacho e o peregrino. Em 2013, uma turma de 16 aves, entre falcões e gaviões, começou a trabalhar no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Creditos: Rayder Bragon/UOL

Creditos: Rayder Bragon/UOL

Cães

O aeroporto de Traverse (no Estado americano de Michigan) encontrou um jeito diferente para espantar as aves. A equipe do aeroporto contratou um simpático cachorro de sete anos da raça border collie para a missão.

Desde o final de 2014, K-9 Piper trabalha quatro dias por semana e passa a maior parte do tempo perseguindo pássaros e os mantendo bem longe das pistas do aeroporto. Durante o expediente, usa óculos de esquiar para proteger os olhos do vento e botas nas patas por causa do calor do asfalto. Isso sem contar os extras, como boné, jalecos e casacos para dias frios.

Outros lugares do mundo também usam cães para espantar aves. Mas, definitivamente, nenhum deles tem a elegância do K9-Piper.

cao1

Sabre de luz no estilo Star Wars

O aeroporto de Dundee, na Escócia, está usando uma espécie de “sabre de luz”, inspirado no do filme Star Wars, para espantar os animais. O dispositivo, que custa £ 8.000 (cerca de R$ 41 mil) emite uma luz verde brilhante que tem um alcance de mais de um quilômetro.

Ao ver o feixe de luz verde, as aves entendem como uma ameaça e tendem a voar para longe dele, na direção oposta. Um dos pontos positivos do aerolaser, como é chamado, é que ele é totalmente silencioso.

aves2

Leia também: 

Travesseiros inusitados prometem ajudar a dormir melhor em voos

Mecânico de aeronaves pode se formar a distância e ganhar até R$ 12 mil

Por que os aviões ainda têm cinzeiros, mesmo sendo proibido fumar a bordo?

“Oscar” de avião tem projetos de assento que sobe e banheiro autolimpante

Manual para enfrentar voos de looonga distância

Veja as aéreas com os melhores serviços a bordo, da 1ª classe à econômica