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Quer voar no gigante A380, que terá voos diários de SP? Veja rotas e preços
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(Foto: Divulgação/Emirates)

(Foto: Divulgação/Emirates)

A Emirates anunciou nesta semana que vai substituir sua frota de Boeings 777-300ER pelo maior avião de passageiros do mundo, o A380, da Airbus, na rota entre o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e Dubai, nos Emirados Árabes.

O avião tem dois andares e capacidade para 491 passageiros.

O novo avião passará a fazer o trecho diariamente a partir de 26 de março. O voo EK261 chega a São Paulo vindo de Dubai às 16h30. O EK262 parte de São Paulo a 1h25 com destino aos Emirados Árabes. Será o primeiro voo comercial regular do A380 para a América do Sul.

A Emirates foi eleita a melhor companhia aérea do mundo em 2016 pelo “Oscar” da aviação (Skytrax World Airlines Awards).

Não é só Dubai

As reservas feitas pelo site da companhia aérea em português para datas posteriores a 26 de março já indicam o A380 como modelo usado na rota entre os aeroportos de Guarulhos e Dubai.

Mas Dubai não é o único destino para o qual o passageiro poderá ir com o A380. O avião é usado em mais de 40 rotas, muitas delas na Ásia – incluindo o aeroporto de Narita, perto de Tóquio, que voltará a ser atendido pelo A380 no final de março.

É possível viajar para lugares tão diversos quanto Bancoc, na Tailândia, Pequim, na China, ou Sydney, na Austrália, a bordo do gigante da Airbus – sempre com parada em Dubai.

Saindo de outras cidades brasileiras

Para quem está longe de Guarulhos, é possível comprar passagens da Emirates saindo de outras cidades brasileiras, mas com conexão no aeroporto paulista e, assim, voar no A380.

O trecho doméstico até a chegada no aeroporto paulista será operado em outros aviões, de companhias aéreas parceiras.

Na hora da compra, é preciso ficar atento se a parada é mesmo em Guarulhos, pois há muitos voos da Emirates para o aeroporto do Galeão, no Rio. Nesses casos, o avião usado até Dubai não será o A380, mas sim o 777 da Boeing.

Primeira classe, executiva e econômica

A configuração do A380 que voará entre São Paulo e Dubai tem um total de 491 assentos, sendo 14 suítes da primeira classe, 76 lugares na classe executiva e 401 poltronas na econômica.

O avião chama a atenção pelo tamanho e também pelas comodidades oferecidas para quem viaja na primeira classe, como o spa com chuveiro, ou o lounge com bar localizado no segundo andar do Airbus, que pode ser aproveitado por passageiros da primeira classe e da executiva.

Os bilhetes da primeira classe e da executiva também dão acesso ao serviço de transfer com motorista e aos lounges da companhia nos aeroportos (em Guarulhos, o acesso é ao espaço VIP do aeroporto).

Vídeo: A380 voou para São Paulo em 2015


Quanto custa?

Até o próximo domingo (22), passagens nas classes econômica e executiva para vários destinos, com saída de São Paulo e do Rio de Janeiro, estão em oferta.

Veja abaixo alguns exemplos de preços de passagens (com taxas inclusas) para voar no A380*:

Voo direto entre Guarulhos e Dubai, com ida em 27 de março e volta em 31 de março:
Econômica – menor tarifa encontrada R$ 4.441
Executiva – preço mais baixo R$ 16.992
Primeira classe – tarifa mais baixa R$ 57.261

Voo entre Guarulhos e Pequim, na China, com ida em 27 de março e volta em 10 de abril, com parada em Dubai:
Classe econômica – preço mais baixo encontrado R$ 3.338
Executiva: preço mais baixo encontrado R$ 15.100
Primeira classe – menor tarifa R$ 54.091

Voo entre Guarulhos e Bancoc, na Tailândia, com ida em 27 de abril e volta em 5 de maio, com parada em Dubai:
Classe econômica – o preço mais baixo encontrado foi de R$ 3.144
Executiva – menor entre as tarifas disponíveis R$ 12.078
Primeira classe – tarifa mais baixa R$ 51.378

Voo entre Brasília (DF)** e Sydney***, na Austrália, com ida em 1 de abril e volta em 17 de abril, com paradas em Guarulhos e Dubai:
Classe econômica – menor tarifa encontrada R$ 5.772
Executiva – menor preço encontrado R$ 23.507
Primeira classe – preço mais baixo R$ 41.002

* A pesquisa aleatória foi feita pelo blog no site da Emirates nestas terça (17) e quarta-feira (18). Os preços e a disponibilidade estão sujeitos a alterações.

** O trecho entre Brasília e Guarulhos não é feito no A380, mas sim num avião de uma companhia aérea parceira da Emirates, como Gol, Latam, Avianca.

*** O trecho entre Dubai e Sydney tem voos operados pela Qantas Airways, também em um A380.

Atenção para o visto

Brasileiros precisam de visto para viajar pelos Emirados Árabes Unidos. Quem visitar Dubai ou fizer uma parada por lá voando com a Emirates pode solicitar o visto pelo site da companhia aérea, depois de reservar a passagem.

A página da embaixada dos Emirados Árabes Unidos traz informações sobre vistos de trânsito. O site afirma que “passageiros em trânsito no Aeroporto Internacional de Dubai por no mínimo 8 horas e dentro de certas condições são elegíveis ao visto de trânsito válido por 96 horas dentro do país”.

Entre as condições informadas estão passaporte válido por no mínimo 6 meses, estar em trânsito para um terceiro destino com passagens aéreas já confirmadas, comprovante de estada em hotel confirmada no país. O site indica a possibilidade de quem viaja pela Emirates solicitar o visto à companhia aérea.

Há também outras formas de solicitar a autorização, como diretamente no aeroporto. Mais informações podem ser obtidas com a representação dos Emirados Árabes no Brasil ou com a companhia aérea.

Correção: foi acrescentada a informação sobre a parada de 8 horas no aeroporto de Dubai para solicitação de visto de trânsito. A palavra escala foi retirada, devido à necessidade de mudar de avião.

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Os melhores museus de aviação do mundo
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Foto: Divulgação

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Com pouco mais de 100 anos desde o primeiro voo do brasileiro Santos Dumont, em Paris, a aviação mundial tem muita história para contar. Dos mais simples aviões de passageiros até caças supersônicos, os principais museus de aviação do mundo contam em detalhes toda essa história.

Veja 10 sugestões escolhidas pelo Todos a Bordo:

Museu de Aviação e Espaço do Canadá

Ottawa, Canadá

Foto: Divulgação

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O principal museu de aviação do Canadá conta bem a história da indústria aeronáutica canadense. Há mais de 150 modelos de todo o mundo, desde aviões pioneiros da década de 1920 até jatos mais modernos.

Entre os muitos aviões canadenses, destacam-se as linhas Avro e De Havillando, como CF-100, Argus, Tutor, Beaver. O grande orgulho do museu é o primeiro hidroavião feito inteiramente de metal, o HS2L, de 1917. O modelo foi completamente restaurado e tem aspecto de que acabou de sair da fábrica.

O museu tem ainda simuladores de voo, um grande teatro e diversas atrações para crianças. Entre junho e agosto, é possível ainda voar a bordo de um biplano Waco UPF-7, de 1939.

Site: https://aviation.technomuses.ca/
Endereço: 11 Aviation Parkway, Ottawa (Canadá)
Horário: todos os dias, das 10h às 17h

Museu Nacional do Ar e Espaço

Washington DC, EUA

Foto: Divulgação

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Próximo ao aeroporto de Washington Dulles, na capital dos Estados Unidos, o Museu Nacional do Ar e Espaço é um dos mais importantes do mundo, com mais de 60 mil peças. O enorme acervo atrai a atenção de cerca de 8 milhões de visitantes todos os anos.

O avião mais antigo do museu é justamento o que foi construído pelos irmãos Wright, que os norte-americanos consideram os pioneiros da aviação. Portanto, para eles esse é o primeiro avião da história.

Além dos muitos aviões, como Concorde, o bombardeiro B-29 e o Boeing 307, entre outras relíquias da aviação, o museu se destaca pelo enorme acervo das missões espaciais norte-americanas. Uma das peças mais valiosas é a cápsula Columbia, da Apollo 11, que pousou na lua em 1969. Outra joia do museu é a nave espacial Discovery, que foi ao espaço 39 vezes em 27 anos de serviço.

Site: https://airandspace.si.edu/
Endereço: Independence Ave at 6th St. SW, Washington, D.C. (EUA)
Horário: todos os dias, das 10h às 17h30

Museu do Voo

Seattle, EUA

Próximo à principal fábrica da Boeing, em Seattle, o Museu do Voo tem em exposição cerca de 150 aviões e veículos espaciais. Não é um museu exclusivo dos aviões produzidos pela Boeing, mas eles ganham destaque especial.

Os visitantes podem conhecer, por exemplo, o primeiro Air Force One (o avião presidencial norte-americano) a ser produzido. O avião é um Boeing 707-120 de 1958 (atualmente é utilizado o Boeing 747-8). É possível entrar no avião e conhecer detalhes como a sala de reuniões e o quarto presidencial.

Outro ícone da aviação que pode ser visto por dentro é o supersônico Concorde, que chegou a ter voos regulares para o Brasil na rota Paris-Rio de Janeiro.

Site: https://www.museumofflight.org/
Endereço: 9404 East Marginal Way S, Seattle (EUA)
Horário: todos os dias, das 10h às 17h

Museu do Ar e do Espaço da França

Le Bourget, França

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Localizado no principal aeroporto europeu de aviação executiva, Paris-Le Bourget, o Museu do Ar e do Espaço é um dos melhores museus de aviação do mundo, tanto pela riqueza de suas coleções quanto pela sua longa história. O museu foi criado em 1919.

O museu possui uma coleção de mais de 400 aeronaves, sendo que 150 estão em exibição. Os principais destaques são o Breguet 19 “Point d’Interrogation”, o Spitfire e o Concorde. O acervo conta ainda com uma área com naves e foguetes espaciais.

A cada dois anos, o aeroporto de Le Bourget ganha ainda mais importância quando sedia uma das mais importantes feiras de aviação do mundo, o Paris Air Show. Em 2017, o evento ocorre entre os dias 19 e 25 de junho.

Site: https://www.museeairespace.fr/
Endereço: Aéroport de Paris – Le Bourget. 3, esplanade de l’Air et de l’Espace (França)
Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h

Museu Imperial de Guerra

Duxford, Inglaterra

Foto: Divulgação

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O museu da Força Aérea do Reino Unido conta com a maior coleção de aviões da Segunda Guerra Mundial. Aviões como Spitfire, Me 109, B-17 e P-51 podem ser vistos na área de exposição, mas também durante shows aéreos realizados no aeroporto que abriga o museu.

Mais do que os aviões em exposição, o museu é histórico por si só. O aeroporto de Duxford, a cerca de 80 km de Londres, foi base da Força Aérea e local de treinamento de pilotos. Durante a visita, é possível conversar com ex-pilotos da aviação militar britânica.

Os visitantes podem realizar voos e acompanhar o processo de restauração de aviões clássicos, como o próprio Spitfire, o bombardeiro Lancaster ou mesmo o supersônico Concorde.

Site: https://www.iwm.org.uk/visits/iwm-duxford
Endereço: Cambridgeshire CB22 4QR (Inglaterra)
Horário: todos os dias, das 10h às 16h

Museu de Aviação da Ucrânia

Kiev, Ucrânia

Foto: Divulgação

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Administrado pela Universidade Nacional de Aviação da Ucrânia, que usa o local para treinamento e educação, a maioria dos aviões do museu foi construída pela antiga União Soviética. A exposição ao ar livre conta com aviões supersônicos, bombardeiros, aviões de transporte e até porta-mísseis nucleares.

Um dos aviões mais importante é o Tupolev-104. Ele foi o primeiro avião comercial a jato do mundo a realizar o transporte de passageiros. O primeiro voo ocorreu em 15 de setembro de 1956 entre Moscou e Irkutsk, na Rússia.

Inaugurado em 2003 com apenas 30 aviões, o museu conta atualmente com mais de 90 modelos em exposição, entre aviões, helicópteros e drones operados pela Força Aérea Soviética. Há, ainda, amostras de armas aéreas e uma exposição de motores de aeronaves.

Site: https://aviamuseum.com.ua/en
Endereço: Kyiv Str. Medovaya 1, Kiev (Ucrânia)
Horário: todos os dias, das 10h às 17h

Museu Nacional da Força Aérea dos Estados Unidos

Dayton, Ohio, EUA

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

É o maior e mais antigo museu de aviação militar do mundo, fundado em 1917, com mais de 360 veículos aeroespaciais e mísseis em exibição. São milhares de artefatos pessoais, fotografias e documentos que mostram a história da Força Aérea dos Estados Unidos.

Entre os aviões históricos, estão SPAD XIII, Caproni Ca. 36 e um bombardeiro MB-2. A coleção da Segunda Guerra inclui o B-29 Bockscar, que deixou cair a bomba atômica em Nagasaki, no Japão, além de um P-51. O F-86 e o MiG-15 representam a Guerra da Coreia, assim como o F-4 está entre os destaques da guerra do Vietnã.

Site: https://www.nationalmuseum.af.mil/
Endereço: 1100 Spaatz St., Wright-Patterson AFB, Ohio (EUA)
Horário: todos os dias, das 9h às 17h

Museu da Aviação Polonesa

Cracóvia, Polônia

Foto: Divulgação

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Com um grande acervo de aviões históricos, o museu polonês conta com diversas aeronaves da Primeira Guerra Mundial que nunca passaram por restauração. E o interessante é ver justamente os aviões em seu estado original.

O museu está localizado em Rakowice-Czyżny, uma das mais antigas bases aéreas militares na Europa e que foi essencial na defesa polonesa durante a guerra.

A coleção é composta de mais de 200 aeronaves. Os aviões poloneses mais importantes são os PZl, wSK e TS-11 Iskra.

Site: https://muzeumlotnictwa.pl/
Endereço: 31-864 Kraków, al. Jana Pawła II 39 (Polônia)
Horário: De terça a domingo, das 9h às 17h

Museu de Aviação da China

Pequim, China

São mais de 200 aviões, incluindo caças chineses, uma réplica do modelo dos irmãos Wright e o avião que já foi o transporte pessoal do ex-líder chinês Mao Tsé-Tung. Parte do museu está instalado dentro de um porão que era originalmente parte do sistema de bunker subterrâneo da base aérea da China.

Os grandes destaques da coleção de aviões do museu, no entanto, são mesmo as aeronaves de origem russa e chinesa, como os Nanchang, Chengdu e Shenyang e Ilyushin.

Site: https://www.chn-am.com/
Endereço: Xiaotangshanzhen, Changping, Pequim (China)
Horário: todos os dias, das 8h30 às 17h30

Museu Central da Força Aérea Russa

Monino, Rússia

O maior museu de aviação da Rússia está localizado a cerca de 40 km da capital Moscou. São mais de 170 aviões utilizados pelas forças militares da antiga União Soviética, além de armas, instrumentos e uniformes, inclusive um utilizado pelo piloto norte-americano Francis Gary Powers, que foi abatido e capturado pelos soviéticos.

Inaugurado em 1958, o museu só foi aberto ao público no início dos anos 2000. É que os russo mantinham ali protótipos de aeronaves militares que precisavam ficar longe dos olhos de turistas (e espiões) estrangeiros.

O museu tem em exposição aviões de passageiros, caças militares, bombardeiros e helicópteros de guerra. Entre alguns dos modelos, estão o caça Sukhoi Su-25, os bombadeiros Tupolev Tu-22M e Myasuschev M-50, além do helicóptero Mil Mi-12. Um dos aviões mais antigos é o U-2, de 1927.

Site: https://monino.ru
Endereço: 141170, pos. Monino, distrito de Shchelkovo, Moscou (Rússia)
Horário: de quarta a sábado, das 9h30 às 17h, e sábados e domingos, das 9h às 14h

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Cessna Skylane é o modelo mais popular no Brasil (Foto: Divulgação)

Cessna Skylane é o modelo mais popular no Brasil (Foto: Divulgação)

A grande maioria das pessoas que viaja de avião no Brasil embarca em aeronaves da Boeing, Airbus ou Embraer. Das três grandes fabricantes, somente a brasileira Embraer conta com aviões na lista dos modelos mais populares nos céus do Brasil. Mas esqueça os grandes jatos comerciais. O domínio absoluto é dos aviões de pequeno porte.

O avião mais popular no Brasil é o Cessna Skylane na versão 182P, fabricado pela norte-americana Cessna. O monomotor de apenas quatro lugares tem 452 unidades no país, segundo registros da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Uma outra versão do Skylane, o 182N, tem mais 80 aviões voando no Brasil e ocupa o 54º lugar.

O levantamento da Anac mostra os modelos de aviões e helicópteros divididos de acordo com suas diversas versões. Quando sofrem modificações, como troca do modelo do motor, novos tipos de hélices ou mudanças aerodinâmicas, os aviões e helicópteros têm alterados alguns parâmetros de voo, como velocidade de pouso e decolagem, peso máximo e até altitude de voo. Por essa razão, precisam passar por novo processo de certificação das autoridades aeronáuticas e cada versão é avaliada como um modelo diferente.

Sêneca

Sêneca III soma 407 aviões voando no Brasil (Foto: Divulgação)

Sêneca III soma 407 aviões voando no Brasil (Foto: Divulgação)

Na segunda posição do ranking, aparece o EMB-810D, um Sêneca III de fabricação da brasileira Neiva, uma subsidiária da Embraer. O bimotor para até seis passageiros tem 407 aviões no país.

Logo em seguida, está o Sêneca II (EMB-810C), também fabricado pela Neiva, com 397 unidades registradas no Brasil. A diferença entre os dois está, principalmente, nos motores e hélices utilizados.

Somando os dois modelos, foram produzidos no Brasil 876 aviões até o ano 2000, quando a produção foi encerrada, sendo que 804 continuam voando.

Embraer Ipanema

Avião agrícola Ipanema, produzido pela Embraer (Foto: Divulgação)

Avião agrícola Ipanema, produzido pela Embraer (Foto: Divulgação)

O topo do ranking segue com mais aviões produzidos no Brasil. Nas quarta e quinta colocações, estão duas versões do avião agrícola Ipanema (EMB-202 e EMB-201A), com 387 e 379 unidades respectivamente.

Helicópteros

Robinson R44 II é o helicóptero mais popular no Brasil (Foto: Divulgação)

Robinson R44 II é o helicóptero mais popular no Brasil (Foto: Divulgação)

O helicóptero mais popular do país é o Robinson R44 II, com 327 unidades. Ele aparece na sétima posição entre todas as aeronaves registradas no Brasil. A versão anterior, o R44, aparece em 28º lugar com 130 unidades. No total, são 457 helicópteros do modelo.

A aeronave mais popular da Airbus não é um avião, mas sim um helicóptero. O AS 350B2, conhecido como Esquilo, é um helicóptero da categoria leve com capacidade entre quatro e seis passageiros. São 217 unidades, que o coloca na 16ª posição entre todas as aeronaves registradas no Brasil.

Aviões comerciais

Brasil tem 93 aviões do modelo Boeing 737-800 (Foto: Divulgação)

Brasil tem 93 aviões do modelo Boeing 737-800 (Foto: Divulgação)

Na lista dos 100 aviões mais populares, o primeiro modelo da Boeing a aparecer no ranking é o 737-800 Next Generation (737-8EH), no 46º lugar, com 93 unidades.

O avião comercial mais popular da Airbus no Brasil é o A320-214, na posição número 61, com 68 unidades.

Entre os jatos da Embaer, o que tem a maior presença nos céus do Brasil é o Phenon 100. O jatinho executivo com capacidade para até sete passageiros ocupa 47º lugar com 92 aviões registrados.

O avião comercial mais popular da Embraer é o 190-200 IGW, que aparece em 66º no ranking com 64 unidades.

Confira a lista dos aviões e helicópteros mais populares no Brasil.

1. Cessna Skylane 182P – 452 unidades

2. Neiva Sêneca III EMB-810D – 407 unidades

3. Neiva Sêneca II EMB-810C – 397 unidades

4. Embraer Ipanema EMB-202 – 387 unidades

5. Embraer Ipanema EMB-201A – 379 unidades

6. Vans RV-10 – 375 unidades

7. Robinson R44 II – 327 unidades

8. Cirrus SR22 – 308 unidades

9. Trike Ícaros Adventure – 291 unidades

10. Embraer Ipanema EMB-202A – 283 unidades

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Motores do tipo turbofan são os mais utilizados pelos aviões comerciais (Foto: Divulgação/Rolls-Royce)

Motores do tipo turbofan são os mais utilizados pelos aviões comerciais (Foto: Divulgação/Rolls-Royce)

Por Vinícius Casagrande

O motor de avião é um equipamento extremamente complexo. Produzido com peças de materiais nobres, como o titânio, somente um motor de um Airbus A320, por exemplo, pode custar cerca de US$ 10 milhões (R$ 32 milhões).

Os motores do tipo turbofan são os mais utilizados pelos grandes aviões comerciais e jatos executivos. Eles são formados por um turbojato com um enorme ventilador na parte frontral, que funciona como hélice, e são cobertos por uma grande carenagem. Muita gente costuma chamá-los de turbina, mas, na realidade, a turbina é apenas uma parte interna do motor.

As fases de funcionamento dos motores de avião são, basicamente:

  • Admissão do ar
  • Compressão
  • Queima
  • Escapamento

Pode até lembrar o mesmo princípio dos motores de carros, mas a grande diferença é como tudo isso ocorre dentro do motor.

Admissão do ar

A eficiência de um motor de avião está diretamente ligada ao tamanho de sua parte frontal. Quanto maior o ventilador, visível na parte dianteira do motor, mais ar ele será capaz de captar para gerar potência ao motor.

Motor na fábrica da Rolls-Royce; ventilador pode chegar a 3 metros (Foto: Divulgação)

Motor na fábrica da Rolls-Royce; ventilador pode chegar a 3 metros (Foto: Divulgação)

Segundo a fabricante Rolls-Royce, os maiores motores produzidos pela empresa contam com ventilador de até 3 metros de diâmetro, capaz de sugar até 1,2 tonelada de ar por segundo. É força suficiente para sugar com tranquilidade uma pessoa que esteja perto da entrada de ar do motor.

Apenas uma pequena quantidade desse ar, no entanto, será direcionada ao chamado núcleo do motor, formado pelos compressores, câmara de combustão, turbina e bocal propulsor.

A maior parte do ar, em torno de 80%, é direcionada por um fluxo bypass (desvio) ao redor do núcleo diretamente para a saída traseira do motor. Esse fluxo de ar pode ser responsável por até 85% da potência de um motor a jato do tipo turbofan.

Saída de ar de um motor de avião do tipo turbofan (Foto: Divulgação/Rolls-Royce)

Saída de ar de um motor de avião do tipo turbofan (Foto: Divulgação)

O ar que passa dentro do núcleo do motor é o que faz funcionar a turbina, que, por sua vez, gira os compressores e o grande ventilador frontal. Na hora de dar a partida, é utilizado um motor de arranque pneumático que aproveita o ar da APU (Unidade de Potência Auxiliar, na sigla em inglês) ou de uma fonte externa.

Compressão

O ar direcionado ao núcleo do motor passa primeiro pelos compressores de baixa pressão e, na sequência, pelos compressores de alta pressão. Eles são formados por diversas palhetas giratórias, que aumentam a pressão do ar conforme ele se desloca por elas.

A função principal dos compressores é deixar o ar mais condensado antes de ser direcionado para a câmara da combustão do motor. Depois de passar por esse processo, o ar que entrou no motor é reduzido a 20% do seu volume original. A compressão também aquece o ar e melhora a eficiência da queima.

Ilustração mostra como é um motor de avião por dentro (Imagem: Divulgação/Rolls-Royce)

Depois do ventilador, o primeiro estágio são os compressores internos do motor (Imagem: Divulgação)

Combustão

Ao chegar à câmara de combustão, o ar é misturado com o combustível (querosene de aviação) e queimado. Os gases de combustão gerados durante este processo expandem-se explosivamente na direção da turbina. A temperatura nesta parte do motor pode chegar a cerca de 2.000º C

Apenas cerca de 25% do ar que passou pelos compressores, no entanto, é utilizado efetivamente na queima dentro da câmara de combustão. O restante é usado para o seu resfriamento. Os materiais utilizados, como revestimentos cerâmicos isolantes, também ajudam o equipamento a suportar as altas temperaturas.

Ilustração mostra como é um motor de avião por dentro (Imagem: Divulgação/Rolls-Royce)

Os últimos discos do motor são as turbinas de alta e baixa pressão (Imagem: Divulgação)

Explosão

Os gases que saem da câmara de combustão são direcionados às turbinas de alta pressão e de baixa pressão, respectivamente. “As turbinas têm a finalidade de extrair energia cinética dos gases em expansão (energia gerada pelo movimento dos gases), que escoam da câmara de combustão, e transformá-la em energia mecânica (força gerada pelo movimento das peças do motor), conseguindo potência para acionar o compressor, os acessórios ou o fan (ventilador)”, afirma o professor Marcos Jesus Aparecido Palharini em seu livro Motores a Reação, da editora Bianchi Pilot Training.

Depois que passa pela turbina, o ar se expande novamente, esfria e sai pelo bocal propulsor, gerando o impulso adicional para o deslocamento do avião.

Nesse momento, esse ar é misturado com a grande massa de ar frio que passou em torno do núcleo do motor. É essa combinação que torna os motores do tipo turbofan mais silenciosos e econômicos do que os motores chamados de jato puro, normalmente utilizados por caças militares.

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Comac 919 já foi apresentado ao público, mas programa está atrasado (Foto: Divulgação)

Comac C919 pretende concorrer com Boeing 737 e Airbus A320 (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O ano de 2017 deve ter algumas interessantes novidades nos céus de todo o mundo. As principais fabricantes de aviões comerciais preparam o voo de estreia de diversos modelos que estão em desenvolvimento há alguns anos.

Para a brasileira Embraer, a expectativa é em torno do modelo E195-E2. O avião é o maior da nova família de jatos comerciais e deve realizar o primeiro voo ainda no primeiro semestre do ano.

Do outro lado do mundo, a expectativa é que, depois de muitos atrasos, voe pela primeira vez o Comac C919. O avião chinês é a grande aposta para que o país entre na disputa de mercado com os grandes fabricantes mundiais.

Os russos também prometem acirrar a briga neste ano. O Irkut MC-21 é outro avião que tem sofrido diversos atrasos no seu processo de desenvolvimento. Em 2017, a expectativa é o que o novo avião russo finalmente decole para a fase de testes em voo.

As duas maiores fabricantes não devem ficar para trás. Boeing e Airbus seguem no desenvolvimento de suas novas famílias de aviões. A fabricante norte-americana deve realizar o primeiro voo do 737 MAX9 e do 787-10, enquanto a Airbus prepara a decolagem dos modelos A330neo e A319neo.

Desenho mostra como deve ser o Embraer E195-E2 (Imagem: Divulgação)

Desenho mostra como deve ser o Embraer E195-E2 (Imagem: Divulgação)

Embraer E195-E2

O novo modelo será o maior avião de passageiros já produzido pela fabricante brasileira, com capacidade entre 120 e 132 passageiros. A versão atual do E195 pode transportar entre 100 e 124 passageiros, dependendo da configuração interna.

Além da maior capacidade, o avião conta com um novo desenho das asas e motores atualizados. Os sistemas de controle de voo também mudaram. Com isso, a Embraer acredita em uma economia de combustível de mais de 20%.

A companhia aérea brasileira Azul tem encomenda para 30 aviões do novo modelo. As entregas, no entanto, estão previstas para começar somente em 2019.

O primeiro A330neo foi apresentado ainda sem os motores (Foto: Divulgação)

O primeiro A330neo foi apresentado ainda sem os motores (Foto: Divulgação)

Airbus A330neo

O novo avião deve ser um dos primeiros a decolar para a fase de testes em voo. A Airbus apresentou em dezembro o avião já montado, faltando apenas a instalação dos novos motores. Esse será o maior avião da família neo, desenvolvida para receber novos motores.

A sigla neo acrescentada ao final do nome dos modelos dos aviões significa new engine option (nova opção de motores).

Com as atualizações promovidas pela Airbus, a empresa espera que o A330neo possa competir com mais vantagens com o Boeing 787. A expectativa é que os testes em voo durem cerca de um ano. A portuguesa TAP deve receber o primeiro avião do modelo em 2018.

Perspectiva de como será o novo A319neo (Imagem: Divulgação)

Perspectiva de como será o novo A319neo (Imagem: Divulgação)

Airbus A319neo

O A319neo deve encerrar a fase de atualização de motores nos aviões da Airbus. A fabricante europeia deixou por último exatamente o menor modelo produzido pela empresa, com capacidade para até 160 passageiros.

O novo avião, no entanto, não tem feito muito sucesso entre as companhias aéreas. Até o momento, a Airbus recebeu apenas 58 encomendas para o modelo. O cronograma de desenvolvimento do A319neo está atrasado. Dependendo da data do primeiro voo, as entregas podem começar no ano que vem.

Primeiro 787-10 está na fase final de montagem nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

Primeiro 787-10 está na fase final de montagem nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

Boeing 787-10

A maior versão do modelo mais moderno da Boeing, o 787-10 deve decolar pela primeira vez no segundo trimestre do ano. Com 68 metros de comprimento, o novo avião é apenas cinco metros maior do que o modelo 787-9. No entanto, isso representa capacidade para 50 passageiros a mais. O 787-10 poderá transportar 330 passageiros, contra 280 da versão 787-9.

O novo modelo, porém, teve seu alcance reduzido por conta do maior peso. Segundo a Boeing, o modelo poderá voar por 11.910 km, o que seria suficiente para operar em 90% das rotas atuais de longo alcance.

O primeiro avião do modelo está em fase final de montagem na fábrica da Boeing em North Charleston, no Estado da Carolina do Sul, nos EUA. O primeiro voo deve ser realizado em 2017 e as entregas devem começar em 2018.

Fuselagem do 737 MAX 9 ficou pronta em dezembro (Foto: Divulgação)

Fuselagem do 737 MAX 9 ficou pronta em dezembro (Foto: Divulgação)

Boeing 737 MAX 9

A Boeing pretende finalizar neste ano os voos de teste do novo 737 MAX 8 e já prepara também o primeiro voo da sua versão alongada, o 737 MAX 9. A montagem do novo modelo começou no final de dezembro na fábrica de Renton, no Estado de Washington, nos EUA.

A Boeing também está desenvolvendo as versões MAX 7 e MAX 200, que só devem voar nos próximos anos.

Desenvolvimento do Comac C919 já sofreu diversos atrasos (Foto: Divulgação)

Desenvolvimento do Comac C919 já sofreu diversos atrasos (Foto: Divulgação)

Comac C919

O chinês Comac C919 pretende ser um concorrente direto do Boeing 737 e do Airbus A320. A fase de desenvolvimento sofreu diversos atrasos, mas a empresa espera finalmente realizar o primeiro voo de teste em 2017, mas ainda não há data para o início das entregas.

Com capacidade entre 158 e 174 passageiros, o C919 é o maior avião comercial produzido na China até o momento. Apesar da ambição de ser um concorrente dos aviões mais populares da Boeing e Airbus, o avião da Comac não tem empolgado as companhias aéreas do ocidente. Grande parte dos pedidos feitos até o momento são de empresas da própria China.

Apresentação oficial do Irkut MC-21 aconteceu em julho (Foto: Divulgação)

Apresentação oficial do Irkut MC-21 aconteceu em julho (Foto: Divulgação)

Irkut MC-21

Apresentado em junho de 2016, o avião russo Irkut MC-21 é outro que pretende ser um concorrente do Boeing 737 e do Airbus A320. Produzido na região da Sibéria, na cidade de Irkutsk, o avião terá capacidade para transportar entre 165 e 211 passageiros.

A aposta dos russos está na economia operacional. Segundo a Irkut, a aeronave será até 15% mais eficiente que os rivais e terá custos operacionais 20% menores.

A Irkut diz já ter recebido 175 encomendas para o novo avião, 50 delas da companhia aérea estatal russa Aeroflot, que espera receber as primeiras unidades a partir do final de 2018. Os atrasos, no entanto, também têm marcado o desenvolvimento do projeto.

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Banheiros a bordo quebram, e avião faz pouso para passageiros se aliviarem
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O piloto de um voo que ia de Nova York a Paris decidiu fazer um pouso não programado depois que os banheiros do avião deixaram de funcionar.

A parada forçada foi feita em Shannon, na Irlanda, para que os passageiros pudessem usar os banheiros do aeroporto.

Havia 172 passageiros a bordo do Boeing 767 operado pela OpenSkies, uma subsidiária da British Airways.  O pouso aconteceu quando faltava cerca de 1h30 para chegar ao destino.

Engenheiros consertaram os banheiros do avião durante a escala não prevista, que durou cerca de duas horas, segundo a imprensa britânica. O incidente ocorreu na semana passada.

Outros casos

No início do ano passado, um avião da British Airways que ia de Londres para Dubai teve de voltar para o aeroporto de origem porque o mau cheiro a bordo era insuportável.

O piloto informou que retornaria a Heathrow por questões de saúde e segurança e os passageiros só puderam embarcar novamente no dia seguinte.

Em 2014, um avião da Virgin Australia que ia de Los Angeles a Sydney foi obrigado a retornar ao aeroporto de origem por causa do forte cheiro a bordo.

Passageiros disseram que era possível ver os dejetos saindo do lavabo. A companhia aérea negou as alegações e disse que o problema foi um vazamento na pia dos banheiros.

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O Airbus A380 é o avião comercial mais caro do mundo (Foto: Divulgação)

O Airbus A380 é o avião comercial mais caro do mundo (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A aviação é um mercado caro, muito caro. Para adquirir uma frota dos principais modelos de aviões comerciais, são necessários alguns bilhões de reais. A grande maioria dos aviões comerciais supera facilmente a casa dos US$ 100 milhões, o equivalente R$ 327 milhões.

Para comprar um avião, uma empresa tem de investir ao menos R$ 73,6 milhões para o modelo mais barato, um ATR 42-600 de apenas 48 lugares. Se a intenção for ter o gigante Airbus A380, com capacidade para até 853 passageiros, o investimento chega a R$ 1,4 bilhão.

Poucas companhias aéreas no mundo, no entanto, têm capital financeiro para adquirir uma frota própria de aviões. A grande maioria utiliza o sistema de leasing, um tipo de aluguel de aviões.

O leasing de um Airbus A320, igual aos utilizados pela Latam nas rotas nacionais, por exemplo, chega a US$ 300 mil (R$ 982 mil) por mês. Se fosse necessário comprar o avião, a empresa teria de desembolsar US$ 98 milhões (R$ 320,9 milhões).

Maior avião utilizado por uma companhia aérea brasileira, um Boeing 777-300ER igual ao utilizado pela Latam custa US$ 339,6 milhões (R$ 1,1 bilhão).

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Embraer na vantagem com a concorrente

Reduzir custos para oferecer preços mais atraentes é fundamental também para as fabricantes de aviões. Nesse ponto, a Embraer tem larga vantagem em relação à sua principal concorrente, a canadense Bombardier.

Depois de sofrer diversos atrasos, a Bombardier entregou em 2016 os primeiros jatos da nova geração, os CS100 e CS300. Os novos aviões custam entre US$ 76,5 milhões (R$ 250,5 milhões) e US$ 85,7 milhões (R$ 280,6 milhões).

O concorrente mais direto da Embraer é o modelo CS100, que tem capacidade de 108 a 133 passageiros. O novo Embraer 195-E2, ainda em desenvolvimento, terá capacidade semelhante, entre 120 e 130 passageiros. No entanto, o avião brasileiro é US$ 11 milhões mais barato. Um 195-E2 custa US$ 65,6 milhões (R$ 214,8 milhões).

Todos os valores são os chamados “preço de lista”, uma referência para todo o mercado. Cada avião que sai da fábrica, no entanto, pode ter um valor maior ou menor. O preço final depende da configuração exigida e das negociações feitas.

A Bombardier, por exemplo, teve de dar descontos generosos para vender seus novos aviões às companhias Delta e Air Canada e recuperar o dinheiro investido no processo de desenvolvimento.

Confira a seguir o preço dos aviões comerciais das cinco maiores fabricantes do mundo.

Gol mudou os elementos gráficos, mas o predomínio do branco segue intocável (Foto: Divulgação)

Gol tem encomenda de 60 Boeing 737 MAX8. Cada um vale US$ 110 milhões (Foto: Divulgação)

Boeing

737-700 – US$ 80,6 milhões (R$ 263,9 milhões)

737 MAX7 – US$ 90,2 milhões (R$ 295,4 milhões)

737-800 – US$ 96 milhões (R$ 314,4 milhões)

737-900ER – US$ 101,9 milhões (R$ 333,7 milhões)

737 MAX8 – US$ 110 milhões (R$ 360,2 milhões)

737 MAX200 – US$ 112,9 milhões (R$ 369,7 milhões)

737 MAX 9 – US$ 116,6 milhões (R$ 381,8 milhões)

767-300ER – US$ 197,1 milhões (R$ 645,5 milhões)

787-8 – US$ 224,6 milhões (R$ 735,5 milhões)

787-9 – US$ 262,6 milhões (R$ 860 milhões)

777-200ER – US$ 277,3 milhões (R$ 908,1 milhões)

787-10 – US$ 306,1 milhões (R$ 1 bilhão)

777-200LR – US$ 313,8 milhões (R$ 1 bilhão)

777-300ER – US$ 339,6 milhões (R$ 1,1 bilhão)

777-8 – US$ 371 milhões (R$ 1,2 bilhão)

747-8 – US$ 378,5 milhões (R$ 1,2 bilhão)

777-9 – US$ 400 milhões (R$ 1,3 bilhão)

(Foto: Divulgação)

Novo Airbus A320neo tem preço de US$ 107,3 milhões (Foto: Divulgação)

Airbus

A318 – US$ 75,1 milhões (R$ 245,9 milhões)

A319 – US$ 89,6 milhões (R$ 293,4 milhões)

A320 – US$ 98 milhões (R$ 320,9 milhões)

A319neo – US$ 98,5 milhões (R$ 322,5 milhões)

A320neo – US$ 107,3 milhões (R$ 351,4 milhões)

A321 – US$ 114,9 milhões (R$ 376,3 milhões)

A321neo – US$ 125,7 milhões (R$ 411,6 milhões)

A330-200 – US$ 231,5 milhões (R$ 758,1 milhões)

A330-800neo – US$ 252,3 milhões (R$ 826,2 milhões)

A330-300 – US$ 256,4 milhões (R$ 839,7 milhões)

A330-900neo – US$ 287,7 milhões (R$ 942,2 milhões)

A350-800 – US$ 272,4 milhões (R$ 892,1 milhões)

A350-900 – US$ 308,1 milhões (R$ 1 bilhão)

A350-1000 – US$ 355,7 milhões (R$ 1,1 bilhão)

A380-800 – US$ 432,6 milhões (R$ 1,4 bilhão)

Foto: Divulgação

Novos jatos da Embraer são mais baratos que os concorrentes da Bombardier (Foto: Divulgação)

Embraer

E175 – US$ 42 milhões (R$ 137,5 milhões)

E190 – US$ 49,8 milhões (R$ 163 milhões)

E175-E2 – US$ 50,8 milhões (R$ 166,3 milhões)

E195 – US$ 52,5 milhões (R$ 171,9 milhões)

E190-E2 – US$ 58,2 milhões (R$ 190,6 milhões)

E195-E2 – US$ 65,6 milhões (R$ 214,8 milhões)

ATR 72-600 é o avião mais barato utilizado pelas companhias brasileiras (Foto: Divulgação)

ATR 72-600 é o avião mais barato utilizado pelas companhias brasileiras (Foto: Divulgação)

ATR

42-600 – US$ 22,5 milhões (R$ 73,6 milhões)

72-600 – US$ 26 milhões (R$ 85,1 milhões)

Bombardier CS100 custa US$ 76,5 milhões e é US$ 11 milhões mais caro que o Embraer 195-E2 (Foto: Divulgação)

Bombardier CS100 custa US$ 76,5 milhões e é US$ 11 milhões mais caro que o Embraer 195-E2 (Foto: Divulgação)

Bombardier

Q400 – US$ 31,9 milhões (R$ 104,4 milhões)

CRJ700 – US$ 41,4 milhões (R$ 135,5 milhões)

CRJ900 – US$ 46,5 milhões (R$ 152,2 milhões)

CRJ1000 – US$ 49,5 milhões (R$ 162,1 milhões)

CS100 – US$ 76,5 milhões (R$ 250,5 milhões)

CS300 – US$ 85,7 milhões (R$ 280,6 milhões)

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Os novos aviões e helicópteros que voaram pela primeira vez em 2016
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Embraer E190-E2 durante seu primeiro voo de testes (Foto: Divulgação)

O ano de 2016 foi marcado pela estreia no céu de mais de uma dezena de aeronaves. São grandes aviões comerciais, jatos executivos, caças militares, pequenos aviões de treinamento e helicópteros produzidos em diversas regiões do planeta.

O primeiro voo de um avião ou helicóptero é o marco mais importante do desenvolvimento de qualquer aeronave. Depois de anos de projeto, o voo inaugural dá início à fase de testes mais relevante, quando todos os comandos poderão ser testados na prática.

Depois de horas e horas de testes, cabe às autoridades aeronáuticas conceder todas as certificações necessárias que permitem que o avião ou o helicóptero possa ser entregue aos seus clientes.

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Boeing 737 MAX

A nova versão do Boeing 737 voou pela primeira vez no dia 29 de janeiro entre Renton e Seattle, nos Estados Unidos, durante 2h47. O 737 MAX promete até 14% de economia de combustível em virtude dos novos motores e desenho da asa e winglets (aletas aerodinâmicas instaladas na ponta das asas que ajudam a economizar combustível).

Depois do primeiro protótipo levantar voo, outros três aviões também já foram produzidos para dar continuidade ao processo de teste. A primeira entrega a uma companhia aérea está prevista para meados de 2017.

No Brasil, a Gol tem encomenda de 60 aviões desse modelo. Além da economia, o avião vai permitir que a empresa opere novas rotas. Um dos projetos é voar de São Paulo a Miami sem a necessidade de escala de reabastecimento.

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Airbus A321neo

O primeiro A321neo completou seu primeiro voo de testes em 9 de fevereiro. O voo inaugural decolou de Hamburgo, na Alemanha, e durou 5h29. O avião é o maior da família A320.

As principais novidades são o motor mais moderno e mudanças na asa. A Airbus acredita em uma economia de até 20% de combustível.

A empresa recebeu até o momento 1.376 pedidos para a nova versão do A321. O grupo Latam deverá receber 19 aviões para operar nos diversos países em que atua.

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AgustaWestland AW109 Trekker

A italiana Leonardo Finmeccanica (antiga AgustaWestland) iniciou os voos de teste do modelo AW109 Trekker no dia 2 de março. O helicóptero é o último da família AW109, em operação desde 1971.

A nova versão, no entanto, é bastante similar aos modelos mais antigos, com diferenças no painel de controle de voo e trem de pouso, principalmente.

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Skyleader UL-39 Albi

Um dos aviões mais inusitados do ano voou na República Tcheca no dia 4 de abril. O Skyleader UL-39 Albi foi inicialmente desenvolvido como um projeto da Universidade de Praga, mas tem intenção de ser produzido para aviação executiva e militar.

De dimensões bem reduzidas, o avião tem capacidade para apenas duas pessoas, velocidade máxima de 300 km/h e alcance de 550 km, com peso máximo de decolagem de 320 kg. O avião tem um preço estimado em R$ 600 mil.

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Mitsubishi X-2 Shinshin

O Japão entrou no mercado de aviões militares invisíveis aos radares. No dia 22 de abril, foi realizado o primeiro voo de teste do protótipo do caça Mitsubishi X-2 Shinshin. O avião decolou do aeroporto de Nagoya para um voo de apenas 25 minutos, até pousar na base da Força Aérea de Auto-Defesa do Japão, em Gifu, a cerca de 40 km..

O novo caça deve passar, ainda, por um longo período de testes e novos desenvolvimentos. A previsão do Ministério de Defesa do Japão é que o avião integre a Força Aérea japonesa somente em 2028.

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Kamov KA-62

Desde que o helicóptero militar russo Kamov KA-60 foi lançado em 1998, havia a intenção de se desenvolver uma versão civil. No último dia 28 de abril, o projeto finalmente decolou com o primeiro voo de teste do modelo KA-62.

A versão civil teve um redesenho da fuselagem, cabine mais larga e novos motores. A expectativa da fabricante Russian Helicopters é que o helicóptero tenha velocidade máxima de 308 km/h e alcance de 770 km. A brasileira Atlas Táxi Aéreo deve receber os primeiros helicópteros do modelo, mas ainda sem data definida.

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Diamond DART-450

A austríaca Diamond iniciou no dia 17 de maio os voos de teste com o primeiro avião de treinamento acrobático civil e militar do mundo feito inteiramente com fibra de carbono.

O avião tem capacidade para resistir a manobras que exercem uma força na estrutura e comandos do avião que chegam a sete vezes a força da gravidade. Em caso de alguma falha, o DART-450 conta com assentos ejetáveis. A Diamond ainda não divulgou uma previsão para o término dos testes em voo.


Embraer E190-E2

A Embraer iniciou os voos de teste da nova geração de seu avião comercial, o E190-E2, no dia 23 de maio. A aeronave traz em sua segunda geração um redesenho das asas, novos motores e a implementação da quarta geração do sistema de controles fly-by-wire (os comandos dos pilotos são transmitidos ao avião por sinais digitais, sem o uso de cabos). Com as mudanças, a Embraer espera uma redução de 15% no consumo de combustível por viagem.

Com apenas 46 horas de testes, o jato cruzou o oceano Atlântico pela primeira vez para ser apresentado ao mundo na feira de aviação de Farnborough, na Inglaterra. O quarto protótipo deve voar no início de 2017. Os testes devem ser concluídos em 2018.

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Tecnam P2012

A italiana Tecnam estreou seu novo avião em 21 de julho. O modelo P2012 está sendo desenvolvido em conjunto com a companhia aérea norte-americana Cape Air, que opera com aviões de pequeno porte. A empresa já encomendou 100 aviões.

O P2012 é uma aeronave com capacidade para nove passageiros, além de dois pilotos. O avião é bimotor de asa alta, com velocidade de 330 km/h e alcance de 2.000 km. A Tecnam afirma que a grande vantagem do avião está na versatilidade para operar em locais de clima externo e em pistas de asfalto ou de terra. Os testes devem durar até 2018.

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Bombardier Global 7000

Um dos jatos mais luxuosos do mundo, o Global 7000 voou pela primeira vez no dia 4 de novembro. O voo inaugural teve duração de 2h27 a partir da pista da Bombardier Business Aircraft, em Toronto, e devem continuar até 2018.

Com 18 metros de comprimento, o Global 7000 tem capacidade de acomodar até 19 passageiros. O avião terá autonomia para ir, sem paradas, do Rio de Janeiro a Dubai, nos Emirados Árabes, ou de São Paulo a Londres, na Inglaterra, com uma velocidade máxima superior a 960 km/h.

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Stratos 714

Com capacidade para quatro passageiros, o Stratos 714 é um jato executivo da categoria ultra-leve. O primeiro voo do avião aconteceu no dia 21 de novembro e ainda não há prazo para o término do período de testes.

O avião foi desenvolvido para pilotos que necessitam de uma aeronave rápida e de grande alcance. A expectativa é que o Stratos 714 voe a uma velocidade máxima de 720 km/h e tenha alcance de 2700 km.

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Airbus A350-1000

O Airbus A350-1000, versão alongada e com maior capacidade da família A350, realizou no dia 24 de novembro seu primeiro voo de testes em Toulouse, na França.

O A350-1000 tem 73,78 metros de comprimento, sete metros a mais que a versão A350-900, em serviço desde janeiro de 2015 em 45 companhias aéreas de todo o mundo. A nova versão poderá transportar 40 passageiros mais.

A Airbus já recebeu pedidos de 11 clientes diferentes para 195 unidades. O primeiro A350-1000 deverá ser entregue à companhia Catar Airways em aproximadamente um ano.

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Gulfstream G600

No último dia 17 de dezembro, a Gulfstream deu início aos voos de teste do novo jato executivo G600. O avião foi desenvolvido para substituir o modelo G500, com a promessa de ser 20% mais rápido, mas mantendo o mesmo consumo de combustível.

O novo jato poderá realizar viagens de até 11.482 km, o suficiente para voar sem escalas, por exemplo, de São Paulo até a Ucrânia em velocidade de cruzeiro de 1.049 km/h.

A Gulfstream afirma que a cabine do G600, é a mais longa da sua classe, pode incluir quatro áreas separadas para até 19 passageiros (ou até 9 pessoas na configuração com camas) e 14 grandes janelas proporcionando muita luz natural e vistas panorâmicas.

A altitude da cabine é ajustada em 4.850 pés (1.480 m), o que significa que a pressão do ar no interior do avião é maior, deixando o voo mais confortável.

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Boeing T-X

O novo avião de treinamento avançado projetado pela Boeing, o T-X, realizou o primeiro voo de teste no último dia 20 de dezembro. O avião deverá substituir os Lockheed T-38 Talon, que já completaram mais de 50 anos de vida. O Boeing T-X deve entrar em operação somente em 2024.

Projetado seguindo os requisitos definidos pela Força Área dos Estados Unidos, ainda não há garantia de compra pelo governo norte-americano. O Boeing T-X enfrenta concorrência do Lockheed T-50, do Raytheon T-100 e do Northrop Grumman Trainer-X, além do Fredom Trainer.

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Quando o avião precisa ‘tomar banho’ quente com líquido laranja e verde?
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Processo de descongelamento de um avião em Nova York, nos Estados Unidos (Foto: AP Photo/Seth Wenig)

Processo de descongelamento de um avião em Nova York, nos EUA (Foto: AP Photo/Seth Wenig)

Por Vinícius Casagrande

Em dias de nevasca, comuns nesta época do ano nos Estados Unidos, os aviões precisam passar por um processo de descongelamento instantes antes da decolagem para retirar a neve e o gelo acumulados sobre a fuselagem.

Quando todos os passageiros já estão devidamente acomodados em seus assentos, pelo menos dois caminhões se aproximam para dar um banho quente no avião. Para isso, é utilizado um líquido verde ou laranja.

O processo dura somente alguns minutos, mas é essencial para garantir a segurança do voo.

Os danos causados pelo gelo

Para voar, um avião depende do desenho aerodinâmico das asas e dos estabilizadores presentes na cauda da aeronave. Quando há neve ou gelo acumulado, esse desenho é alterado e pode influenciar na sustentação do avião.

O gelo também pode se acumular nas partes móveis do avião, como ailerons e profundor, e impedir seu correto funcionamento. Outro problema é a obstrução da entrada de ar em sensores como o tubo de Pitot, responsável por medir a velocidade do avião. Sem as orientações corretas, o piloto pode perder totalmente o controle do avião.

O acúmulo de neve altera o desenho aerodinâmico do avião e coloca o voo em risco (Foto: Lee Seok-hyung/Reuters)

A neve altera a aerodinâmica do avião e coloca o voo em risco (Foto: Lee Seok-hyung/Reuters)

Degelo e anticongelante

O material aplicado é um fluido aquecido a uma temperatura de cerca de 80º C. O líquido é composto de uma grande concentração de Propilenoglicol – além de agir como um anticongelante, esse composto também é usado como hidratante em cosméticos, por exemplo.

Para fazer o descongelamento do avião, primeiro é aplicado o fluido laranja. Dependendo da temperatura ambiente, ele pode ser misturado com água. Quanto mais frio, menos água é utilizada. São aplicados cerca de 200 litros do fluido para descongelar um avião.

Se após o descongelamento estiver nevando ou com chuva de gelo, é aplicado o fluido verde, também composto de Propilenoglicol mas sem água na sua composição. Ele cria uma película anticongelante para proteger o avião até a decolagem. O efeito dura cerca de uma hora.

Durante o banho, o sistema de ventilação do avião é desligado. Embora o fluido não seja tóxico, a intenção é evitar que o odor entre na cabine de passageiros.

Fluido é aplicado para tirar neve de avião na Alemanha (Foto: Fredrik von Erichsen/EFE)

Fluido é aplicado para tirar neve de avião na Alemanha (Foto: Fredrik von Erichsen/EFE)

Em voo, é sempre frio

Depois que o avião decola, o ar externo fica cada vez mais frio. A relação é de queda na temperatura de 1º C a cada 150 metros que o avião sobe.

Um avião comercial costuma voar a uma altitude média de 10 mil metros. Com isso, a temperatura na altitude de voo pode ser mais de 60º C mais fria do que em relação ao nível do mar. Por isso, a prevenção à formação de gelo em voo é importante independentemente da época do ano.

Aeroportos dos EUA costumam ter muita neve neste época (Foto: Shannon Stapleton/Reuters)

Aeroportos dos EUA costumam ter muita neve neste época (Foto: Shannon Stapleton/Reuters)

Sistema de prevenção de gelo em voo

Para prevenir a formação de gelo em altitudes elevadas, os aviões contam com sistemas instalados nas asas, na cauda, na entrada do motor e em diversos sensores instalados na fuselagem.

Nos aviões maiores, são utilizados sistemas de aquecimento da superfície do avião, que incluem jatos de ar quente provenientes do motor. Nos aviões menores, é mais comum encontrar colchões de ar nas asas e na cauda. Eles são constantemente inflados para quebrar o gelo assim que ele é formado.

Avião deve estar sem nenhum vestígio de neve ou gelo antes da decolagem (Foto: Jing Lei/Xinhua)

Avião deve estar sem nenhum vestígio de neve ou gelo antes da decolagem (Foto: Jing Lei/Xinhua)

E no calor?

As altas temperaturas também influenciam diretamente na performance de decolagem. Um avião precisa de ar para a potência dos motores e ter sustentação em voo.

No entanto, em dias quentes a densidade do ar diminui, deixando as partículas mais dispersas e o ar mais rarefeito. É o mesmo que acontece em locais de altitude mais elevada, como La Paz, na Bolívia, por exemplo. Com isso, os motores perdem potência.

O resultado é que os aviões precisam percorrer um pedaço de pista maior para decolar. Em pistas curtas, a solução é diminuir o peso do avião, retirando passageiros ou carga.

Outro problema do calor é que nos dias quentes a turbulência costuma ser um pouco mais forte. Como o ar quente sobe, isso cria mais instabilidade no ar e provoca o desagradável balanço do avião.

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Livro de colorir tem imagens históricas de empresa de aviação
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Imagem: Divulgação/British Airways

Imagem: Divulgação

A companhia aérea British Airways, do Reino Unido, pegou carona da moda dos livros para colorir – e nas vendas de fim de ano. O público-alvo, é claro, são os amantes da aviação.

A empresa lança amanhã um livro de 96 páginas com recriações de fotografias históricas, cartazes de viagem e campanhas publicitárias, acompanhadas de explicações encontradas no arquivo da companhia.

“Nós pensamos que seria uma ótima ideia escolher a partir de nosso vasto leque de imagens históricas, desde os primeiros dias dos aviadores pioneiros, quase 100 anos atrás, passando pela era de ouro da aviação com a Imperial Airways e a BOAC (British Overseas Airways Corporation) até chegar ao Concorde e aos dias atuais”, disse o autor, Paul Jarvis.

Imagem: Divulgação/British Airways

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Ele também é autor de um livro que conta a história da companhia aérea e curador do Museu da aérea britânica, localizado na sede da empresa, perto do terminal 5 do aeroporto de Heathrow, em Londres. O local reúne uniformes, réplicas e imagens.

O livro “British Airways: A Coloring Book”, estará à venda em algumas livrarias do Reino Unido e poderá ser encontrado em sites de vendas de livro na internet. O preço é 12,99 libras (cerca de R$ 54). Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Imagem: Divulgação

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