Todos A Bordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br Todos a Bordo é o blog de aviação do UOL. Aqui você encontra as últimas informações, análises e notícias sobre o movimentado mundo das companhias aéreas, das fabricantes de aviões e de empresas aeroportuárias. Thu, 21 Jun 2018 15:58:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Quanto combustível um jato comercial consome por voo? http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/20/quanto-combustivel-um-jato-comercial-consome-por-voo/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/20/quanto-combustivel-um-jato-comercial-consome-por-voo/#comments Wed, 20 Jun 2018 07:00:34 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7549

Avião da companhia japonesa ANA durante abastecimento (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O combustível de aviação é um dos principais custos das companhias aéreas, além de causar problemas ambientais. Para cada viagem, são necessários milhares de litros de querosene de aviação. O Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo configurado, em média, para até 500 passageiros, por exemplo, pode levar até 320 mil litros de combustível, o que garante uma autonomia de 15 mil quilômetros.

No entanto, um avião não pode consumir todo o combustível durante um voo. As regras internacionais da aviação exigem que os aviões sejam abastecidos com combustível suficiente para chegar até o seu destino, ser desviado para um aeroporto de alternativa, voar por mais 45 minutos, pelo menos, em caso de necessidade e ainda pousar com um estoque de reserva de segurança dentro dos tanques.

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Os cálculos de consumo de combustível dos jatos comerciais são bastante complexos. Há diversas variáveis que influenciam, como o peso do avião (passageiros e carga a bordo), altitude de voo, temperatura do ar e velocidade. Um voo lotado de passageiros e cheio de bagagem precisa de mais combustível do que se o mesmo avião estivesse com menos carga a bordo.

Cálculo é feito em quilos

No planejamento e durante os voos, todos os cálculos são feitos com base no peso do combustível. Conforme o avião sobe ou desce, a temperatura do ar se altera, o que muda também a densidade do combustível. Assim, o querosene de aviação também pode ganhar ou perder volume, mas o peso permanece o mesmo.

Como o fluxo de combustível que alimenta os motores do avião permanece sempre o mesmo, desde que mantida a mesma aceleração, os cálculos de acordo com o peso do combustível são mais precisos.

Na hora de calcular a quantidade de combustível necessária para um voo, os técnicos das companhias aéreas, chamados despachantes operacionais de voo (DOV), levam todas essas questões em consideração.

Caminhão faz a ligação entre os dutos dos aeroportos até o tanque dos aviões (Divulgação)

Mas quanto combustível um avião gasta?

O blog utilizou programas e sites de planejamento de voo para fazer cálculos aproximados do consumo de combustível de diversos modelos de avião. O peso do combustível foi convertido de quilos para litros usando a taxa de densidade padrão de 0,8. A conta não pode ser considerada 100% precisa por causa dessas diversas variáveis, mas se aproxima da realidade.

Em uma viagem entre os aeroportos de Guarulhos (SP) e Brasília (DF), por exemplo, um Airbus A320 pode consumir aproximadamente 3.000 litros de querosene de aviação. Considerando que o A320 pode levar até 180 passageiros, o consumo é de 16,6 litros por pessoa.

Se a mesma viagem fosse feita de carro, um veículo econômico, com consumo de 15 km/l, gastaria cerca 67 litros para percorrer os 1.000 quilômetros que separam as duas cidades. Levando quatro passageiros a bordo, o consumo por pessoa na mesma viagem seria de 16,75 litros por pessoa, praticamente o mesmo gasto por passageiro do avião.

Para ter uma ideia de como o peso influencia no consumo de combustível do avião, um Airbus A380 vazio gastaria aproximadamente 113 mil litros de combustível na rota entre São Paulo e Paris (França). Com 470 passageiros a bordo e sem nenhuma bagagem, o consumo subiria para cerca de 130 mil litros de combustível, ou 15% a mais. Seriam 276 litros por passageiro.

Na mesma rota entre São Paulo e Paris, um Boeing 777-200 com 370 passageiros a bordo gastaria cerca de 60 mil litros de combustível, ou 162 litros para cada passageiro.

Aviões diferentes apresentam consumo diferente. Mesmo um avião menor pode, eventualmente, gastar mais combustível que um maior. Para isso, é preciso levar em conta fatores aerodinâmicos do projeto, motor utilizado e até os materiais usados na fabricação do modelo.

Veja outros exemplos de consumo aproximado de combustível dos aviões:

São Paulo – Nova York (EUA)
Boeing 787-8 (242 passageiros): 40 mil litros
Boeing 767-300 (290 passageiros): 43 mil litros
Airbus A350-900 (325 passageiros): 45 mil litros
Airbus A330-200 (290 passageiros): 47 mil litros

Rio de Janeiro – Paris (França)
Boeing 777-200 (320 passageiros): 60 mil litros
Boeing 747-8 (460 passageiros): 93 mil litros
Airbus A380-800 (470 passageiros): 117 mil litros

São Paulo – Salvador (BA)
Embraer E195 (120 passageiros): 3.500 litros
Airbus A320-200 (180 passageiros): 4.200 litros
Boeing 737-800 (184 passageiros): 4.500 litros

São Paulo (Congonhas) – Rio de Janeiro (Santos Dumont)
Embraer E195 (120 passageiros): 1.000 litros
Airbus A320-200 (180 passageiros): 1.400 litros
Boeing 737-800 (184 passageiros): 1.550 litros

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Há 90 anos, Amelia Earhart era a 1ª mulher a cruzar o Atlântico de avião http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/17/amelia-earhart-primeira-mulher-voo-aviao-atlantico/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/17/amelia-earhart-primeira-mulher-voo-aviao-atlantico/#comments Sun, 17 Jun 2018 07:00:18 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7512

A história de Amelia Earhart já foi contada até em filme (foto: Smithsonian Institution)

A norte-americana Amelia Earhart foi uma das pioneiras da aviação. Sua fama mundial começou há exatos 90 anos, quando se tornou a primeira mulher a fazer uma travessia aérea pelo oceano Atlântico. No dia 17 de junho de 1928, aos 30 anos de idade, Amelia decolava de Terra Nova (Canadá) a bordo do Fokker F.VIIb/3m para uma viagem de 3.600 quilômetros e 20 horas e 40 minutos de duração até Burry Port (País de Gales).

Nesse voo histórico, Amelia ainda não estava no comando do avião. Ela viajava apenas como passageira. O Fokker F.VIIb/3m era comandado pelo piloto Wilmer Lower Stultz com o auxílio do copiloto e mecânico Louis Edward Gordon. Nem por isso o feito de Amelia foi menos valorizado na época.

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No dia seguinte ao voo, a aventura de Amelia ganhava as manchetes de jornais em todo o mundo. O sucesso do voo se tornava ainda mais histórico porque no mesmo ano outras três mulheres que voavam como passageiras já haviam morrido tentando serem as primeiras a realizar uma travessia aérea pelo Atlântico.

 Com o patrocínio de outra mulher

A ideia de fazer o primeiro voo transatlântico com uma mulher a bordo surgiu da socialite americana Amy Phipps. Foi ela quem arrendou o avião para essa missão. O plano original é que ela mesmo estivesse a bordo do Fokker F.VIIb/3m naquele 17 de junho. No entanto, por conta dos riscos da viagem, Amy foi convencida pela família a desistir da ideia.

Foi então que Amelia Earhart, que já era piloto de avião há cinco anos, foi convidada a participar do voo. Ela só não poderia estar no comando da aeronave porque ainda não tinha a licença para fazer voos por instrumentos. Sua licença permitia apenas voos visuais, com a navegação baseada em referências no solo.

Entre as pioneiras, Amelia Earhart é a mais famosa (foto: Smithsonian Institution)

Uma ponta de frustração e um novo desafio

O fato de ter sido apenas uma passageira durante o voo não deixou Amelia completamente satisfeita. Em suas primeiras entrevistas após o pouso, ela teria dito: “Stultz fez todo o voo. Eu fui apenas bagagem, como um saco de batatas. Talvez um dia eu tente sozinha”.

Amelia não só tentou como, quatro anos mais tarde, se tornou a segunda pessoa e a primeira mulher da história a fazer sozinha a travessia aérea do Atlântico. Com isso, Amelia se igualava ao aviador Charles Lindbergh.

Após esse feito, Amelia recebeu a condecoração Distinguished Flying Cross, um reconhecimento das Forças Armadas dos Estados Unidos por atos de heroísmo e conquista extraordinária em missões aéreas.

Amelia desapareceu em 1937 quando tentava entrar para a história mais uma vez. Durante uma das etapas de sua viagem de volta ao mundo, o avião Lockheed L-10 Electra desapareceu no oceano Pacífico. Os corpos de Amelia Earhart e do navegador Fred Noonan nunca foram encontrados.

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Maior companhia aérea do mundo tem quase 1.000 aviões; veja ranking http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/14/ranking-maiores-companhias-aereas-numero-de-avioes/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/14/ranking-maiores-companhias-aereas-numero-de-avioes/#comments Thu, 14 Jun 2018 07:00:39 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7535

Boeing 777 da American Airlines. Foto: Santiago Rodrigues Fonto/Getty Images

Por Vinícius Casagrande

As companhias aéreas norte-americanas dominam a lista de maiores empresas de aviação do mundo. Elas ocupam as quatro primeiras colocações do ranking de empresas com o maior número de aviões. Entre as 20 maiores, oito são dos Estados Unidos. Na sequência, aparecem as companhias aéreas chinesas, com três empresas.

A Latam, resultado da fusão da TAM com a LAN, ocupa a 11ª colocação entre as maiores companhias aéreas do mundo. Somando a frota das nove empresas do grupo, que atualmente operam com o mesmo nome, são 308 aviões em operação. A Latam Brasil é a líder dentro do grupo, com 142 aeronaves.

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O ranking das maiores companhias aéreas do mundo reúne algumas empresas que são pouco conhecidas no Brasil. É o caso, por exemplo, da SkyWest USA. A empresa tem na frota apenas aviões de menor porte e presta serviço para subsidiárias regionais das grandes companhias aéreas dos Estados Unidos. O ranking ainda conta com duas gigantes do transporte de cargas, como a Federal Express e a UPS.

Veja o ranking das cinco maiores companhias aéreas do mundo em número de aviões: 

Empresa tem quase 1.000 aviões na frota (foto: Divulgação)

1º lugar: American Airlines (952 aviões)

São 952 aeronaves em operação atualmente. Fundada em 15 de abril de 1926 para o transporte de correspondência para os correios dos Estados Unidos, a empresa passou a focar no transporte de passageiros em 1934 com a chegada do avião DC-3. Atualmente, a empresa voa com 11 modelos diferentes de aviões. Entre eles, há 20 Embraer 190.

O modelo mais usado pela American Airlines, no entanto, é o Boeing 737. São 304 aviões da versão 737-800 e mais nove da recente versão 737 MAX8. A companhia também tem modelos da europeia Airbus e da McDonnell Douglas.

A Delta surgiu como empresa de pulverização agrícola e hoje é uma das maiores do mundo (Foto: Divulgação)

2º lugar: Delta Airlines (877 aviões)

A segunda maior companhia aérea do mundo foi criada em 1924 para prestar serviços de pulverização aérea em regiões agrícolas. Atualmente com 877 aviões na frota, a Delta transporta cerca de 160 milhões de passageiros por ano.

A empresa voa com 12 modelos diferentes de aviões. O mais utilizado é o Boeing 737, com 184 aviões. São dez da versão 737-700, 77 da versão 737-800 e 97 da versão 737-900. O segundo modelo mais popular é o McDonnell Douglas MD-80/90. Os aviões do modelo começaram a ser entregues em 1987. São 105 da versão MD-88 e 53 MD-90.

Boeing 787 da United Airlines (Divulgação)

3º lugar: United Airlines (753 aviões)

Em 1927, o fundador da fabricante de aviões Boeing, William Boeing, criou uma companhia aérea própria, chamada Boeing Air Transport, para prestar serviços aos correios dos Estados Unidos. Anos mais tarde, a empresa se tornaria a United Airlines, atualmente a terceira maior companhia aérea do mundo com 753 aviões.

Seguindo suas raízes históricas, os aviões da Boeing são maioria na frota da companhia aérea. São 589 aviões da Boeing e 164 da Airbus. O modelo mais popular é o Boeing 737, sendo 40 737-700, 141 737-800, 148 737-900 e quatro 737 MAX9.

Frota da Southwest é composta 100% de aviões modelo Boeing 737 (Divulgação)

4º lugar: Southwest Airlines (716 aviões)

A Southwest Airlines é a maior companhia aérea low-cost do mundo. Criada em 1967, até abril deste ano, a empresa nunca havia registrado um incidente com morte. A história mudou quando uma janela foi quebrada, e uma passageira morreu sugada parcialmente para fora do avião durante o voo. Pouco mais de 15 dias depois, outro avião da Southwest enfrentou problemas com a quebra de uma janela. Dessa vez, não houve vítimas.

A grande maioria dos voos da Southwest é para destinos dentro dos Estados Unidos, com alguns voos também para ilhas do Caribe e México. A frota da empresa é composta 100% de aviões Boeing 737, sendo 506 da versão 737-700, 195 da versão 737-800 e 15 novos 737 MAX8.

China Southern é a maior companhia aérea chinesa (Divulgação)

5º lugar: China Southern (552 aviões)

Maior companhia aérea chinesa, a China Southern ocupa o quinto lugar no ranking das empresas com maior quantidade de aviões do mundo. Foi criada em 1988 a partir da fusão de diversas companhias aéreas chinesas. A empresa tem voos para mais de 200 destinos no mundo.

A frota da China Southern é formada por dez modelos de aviões. Ela é uma das 13 companhias aéreas do mundo a voar com o maior avião de passageiros do mundo, o Airbus A380, configurado, em média, para 500 passageiros. Assim como nas demais companhias que lideram o ranking, o modelo mais popular é o Boeing 737, com 192 aviões. No entanto, há uma forte concorrência com a rival Airbus. A companhia chinesa também tem 127 aviões Airbus A320.

Veja o ranking completo das 20 maiores companhias aéreas do mundo:

1º – American Airlines (EUA): 952 aviões
2º – Delta Airlines (EUA): 877 aviões
3º – United Airlines (EUA): 753 aviões
4º – Southwest Airlines (EUA): 716 aviões
5º – China Southern (China): 552 aviões
6º – China Eastern (China): 466 aviões
7º – Skywest (EUA): 456 aviões
8º – Ryanair (Irlanda): 442 aviões
9º – Air China (China): 407 aviões
10º – Federal Express (EUA): 405 aviões
11º – Latam (América do Sul): 308 aviões
12º – EasyJet (Reino Unido): 298 aviões
13º – Lufthansa (Alemanha): 293 aviões
14º – Turkish Airlines (Turquia): 276 aviões
15º – British Airlines (Reino Unido): 270 aviões
16º – Ana (Japão): 257 aviões
17º – Emirates Airlines (Emirados Árabes Unidos): 257 aviões
18º – JetBlue (EUA): 246 aviões
19º – UPS (EUA): 241 aviões
20º – Aeroflot (Rússia): 232 aviões

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Airbus A380 tem 22 rodas, e troca do trem de pouso demora 14 dias http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/12/troca-trem-de-pouso-airbus-a380-video/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/12/troca-trem-de-pouso-airbus-a380-video/#comments Tue, 12 Jun 2018 07:00:02 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7561

O trem de pouso do Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo com capacidade, em média, para 500 passageiros, tem cinco partes e 22 rodas. Para trocá-lo, o trabalho pode levar até duas semanas.

Foi o que aconteceu com a Emirates Airlines, que realizou pela primeira vez a troca completa do sistema de trem de pouso de um avião do modelo.

O trabalho para a troca completa do trem de pouso de um A380 demorou 14 dias para ser concluído dentro de um hangar da Emirates, em Dubai (Emirados Árabes Unidos). A companhia aérea recebeu seu primeiro A380 em 2008, mas o avião que teve o trem de pouso substituído só foi produzido no final de 2009.

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As cinco partes do trem de pouso do A380 são divididas em duas partes abaixo das asas, duas sob a fuselagem e uma no nariz do avião, na frente. Além das 22 rodas, o mecanismo do trem de pouso inclui um sistema de extensão e recolhimento do trem, freios, controles direcionais e outros recursos de monitoramento do sistema.

Durante a decolagem, o trem de pouso tem capacidade para sustentar até 571 toneladas com o A380 totalmente carregado. Na hora do pouso, o sistema suporta o impacto de até 390 toneladas, o peso máximo permitido para a aterrissagem do A380.

Toda a troca foi feita nos hangares da Emirates, em Dubai (Divulgação)

O peso no pouso deve ser menor do que na decolagem por conta do impacto na hora de o avião tocar o solo, que exerce uma força extra aos sistemas do avião.

Para realizar toda a troca do trem de pouso do A380, o avião foi erguido por macacos hidráulicos. Segundo a Emirates, o trabalho de todos os mecânicos envolvidos soma milhares de horas.

O vice-presidente de engenharia e manutenção da Emirates, Mohammad Jaffar Nasser, afirma que a primeira troca completa de um Airbus A380 dentro de suas oficinas é um marco importante para a companhia ampliar sua oferta de serviços a outras empresas. “Ao estender nossos serviços para outras companhias aéreas, compartilhamos nossa experiência e aprimoramos os procedimentos de engenharia globalmente”, afirma, em nota.

Até o final do ano, mais dois Airbus A380 devem ter o trem de pouso totalmente substituído dentro das oficinas da Emirates em Dubai. A empresa tem seis hangares capazes de fazer a revisão completa de aviões dos modelos A380 e Boeing 777. O trem de pouso, por exemplo, tem uma vida útil de, no máximo, dez anos.

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Aéreas oferecem salário de até R$ 100 mil, mas faltam pilotos de avião http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/08/aereas-oferecem-salario-de-ate-r-100-mil-mas-faltam-pilotos-de-aviao/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/08/aereas-oferecem-salario-de-ate-r-100-mil-mas-faltam-pilotos-de-aviao/#comments Fri, 08 Jun 2018 07:00:39 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7505

Falta de pilotos afeta diversas companhias aéreas do mundo (Vinícius Casagrande/UOL)

Companhias aéreas de diversas regiões do mundo estão enfrentando um mesmo problema para continuar crescendo: a falta de pilotos comerciais de avião. Nos últimos meses, algumas das principais empresas tiveram que cancelar voos pela falta de tripulação. A crise afeta desde a australiana Qantas, a árabe Emirates Airlines, a low-cost europeia Ryanair até a pequena Great Lakes Airlines, que encerrou suas operações nos Estados Unidos por falta de tripulantes.

A Emirates, por exemplo, tem feito processos seletivos constantemente no país para contratar novos pilotos. Para atrair os profissionais brasileiros, a empresa oferece uma gama de benefício que inclui salário de mais de R$ 60 mil livre de impostos.

Na China, segundo a agência Reuters, as companhias aéreas oferecem salários de até US$ 314 mil por ano, o equivalente a cerca de R$ 100 mil por mês. E com rendimentos também livres de impostos.

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Os altos salários atraem profissionais do mundo inteiro. Para não perderem profissionais, muitas empresas são obrigadas a aumentar os salários de seus pilotos, algo que o diretor-geral de companhias aéreas da Ásia e Pacífico, Andrew Herdman, definiu como uma “guerra de salários”.

Crescimento do setor causa falta de funcionários

A falta de pilotos acontece por diversos fatores, mas um dos principais responsáveis é o forte crescimento da aviação nos mercados asiáticos. A região da Ásia e Pacífico respondeu por 33,7% do tráfego mundial no último ano, segundo dados da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo). Somente em 2017, a região teve um crescimento de 9,4% em comparação ao ano anterior. O crescimento médio no mundo foi de 7,6%.

Nos Estados Unidos, por exemplo, até 2026, deve haver um déficit de cerca de 15 mil pilotos nas principais companhias aéreas do país, segundo um estudo de 2016 do Departamento de Aviação da Universidade de Dakota do Norte. No país, o problema deve se agravar com a grande quantidade de pilotos com idade próxima à da aposentadoria e poucos jovens procurando formação profissional.

No Brasil, com a retração do mercado de aviação comercial nos últimos anos, as companhias aéreas chegaram a reduzir seu quadro de funcionários. Nos últimos meses, porém, o mercado começou a se recuperar novamente, e as contratações podem voltar a acontecer.

Segundo um relatório recente da Boeing, serão necessários 637 mil novos pilotos em todo o mundo para suprir o crescimento da aviação. Somente a região da Ásia e Pacífico vai precisar de 253 mil novos pilotos nesse período, ou 40% do total de novos profissionais. A América Latina vai demandar apenas um quinto dessa quantidade, ou 52 mil novos pilotos.

Jato da Embraer é utilizado na formação de novos pilotos da Emirates (Divulgação)

Empresas criam programas de treinamento

Um dos problemas enfrentados para a formação de novos pilotos são os altos custos de treinamento. No Brasil, por exemplo, da matrícula no curso teórico de piloto privado de avião até receber a licença de piloto comercial, o futuro profissional vai ter de desembolsar entre R$ 90 mil e R$ 140 mil.

Para facilitar o acesso de jovens na carreira, diversas companhias aéreas têm investido em centros próprios de treinamento de pilotos. A Emirates, por exemplo, inaugurou no final do ano passado sua escola de formação de novos pilotos, chamada de Emirates Flight Training Academy. A escola utiliza até o jato executivo Phenom 100EV, da Embraer, no treinamento dos pilotos.

Também localizada nos Emirados Árabes Unidos, a Etihad tem um centro semelhante ao da rival Emirates. Outra empresa que deve criar uma escola de formação é a australiana Qantas.

Em abril, a American Airlines anunciou um programa de treinamento e financiamento para candidatos a pilotos. Os alunos selecionados para a nova Academia de Cadetes da American Airlines treinariam por até 18 meses em uma das três escolas de aviação vinculadas à empresa aérea. Os estudantes teriam a opção de obter financiamento para o custo total, incluindo hospedagem e alimentação, por meio da Discover Financial Services.

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O que Maiara e Maraisa e a noiva morta têm em comum? Táxi-aéreo pirata http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/07/taxi-aereo-pirata-noive-maiara-maraisa-anac-abtaer/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/07/taxi-aereo-pirata-noive-maiara-maraisa-anac-abtaer/#comments Thu, 07 Jun 2018 07:00:45 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7495

Fiscalização da Anac interditou avião utilizado por Marília Mendonça (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O uso de táxis-aéreos piratas é algo recorrente no Brasil. Recentemente, os aviões utilizados pela cantora Marília Mendonça e pela dupla Maiara e Maraisa foram interditados por prestação irregular de serviço de táxi-aéreo. Um helicóptero que transportava uma noiva que morreu a caminho do casamento também era um táxi-aéreo pirata.

Para aumentar a rentabilidade no tempo ocioso das aeronaves, empresários e proprietários passam a alugar seus aviões e helicópteros para voos particulares. Com menos custos fixos, chegam a cobrar até 40% mais barato que as empresas autorizadas a fazer esse tipo de serviço. Atraídos pelo preço mais baixo, muitos passageiros embarcam na aeronave sem saber que se trata de um serviço ilegal. Mas há também aqueles que sabem da prática irregular e fazem a escolha apenas por questões financeiras.

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Concorrência desleal

As empresas legais reclamam de concorrência desleal, porque elas têm vários gastos com equipe de manutenção e segurança. Segundo Jorge Bittar, presidente da Abtaer (Associação Brasileira de Táxi Aéreo), essas exigências fazem com que os custos das empresas certificadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) sejam mais altos, mas garantem maior segurança aos passageiros.

Bittar estima que sete em cada dez voos de táxi-aéreo no Brasil sejam piratas. A situação piorou após os últimos anos de crise econômica no país. “Uma forma de as pessoas [usuários do serviço] continuarem voando foi migrar para o táxi-aéreo pirata. Outro motivo é o proprietário [da aeronave] que viu a necessidade de colocar a aeronave para voar para fazer dinheiro”, afirmou o presidente da Abtaer.

A Anac afirma que não há como quantificar o uso de táxis-aéreos piratas no Brasil. “Nós temos informação das empresas e voos autorizados, mas não temos números precisos dos piratas, já que estão à margem da lei”, afirmou Marcelo Lima, gerente de operações da Superintendência de Ação Fiscal da Anac.

Acidentes com táxis-aéreos piratas

Casos recentes de acidentes mostram que, além da questão econômica, o principal problema está relacionado à segurança dos passageiros. Em dezembro de 2016, uma noiva morreu a caminho do casamento em uma queda de helicóptero em São Lourenço da Serra (SP). No início do mês passado, outro helicóptero caiu em Vinhedo (SP) enquanto levava uma noiva ao casamento, dessa vez sem mortes.

Em ambos os acidentes, as aeronaves realizavam o serviço pirata de táxi-aéreo. O presidente da Abtaer disse acreditar que os acidentes poderiam ter sido evitados, se tivesse sido utilizado um serviço autorizado de táxi-aéreo. “Nossos pilotos são mais treinados para enfrentar esse tipo de situação. É melhor a frustração da noiva que um acidente”, afirmou.

“Nesses dois casos, fica evidente a necessidade de se contratar um táxi-aéreo seguro, responsável e que faça a operação correta”, afirmou o gerente de operações Anac.

Anac promete aumentar a fiscalização

Em resposta a esses dois casos, a agência diz que intensificou a fiscalização prometeu lançar uma grande ação a partir do segundo semestre deste ano. Os primeiros alvos foram a dupla Maiara e Maraisa e a cantora Marília Mendonça. Em uma operação de fiscalização realizada no mês passado, a Anac interditou os aviões usados pelas cantoras.

O gerente de operações da Anac afirmou que a investigação começou a partir de uma denúncia feita à agência. “Começamos a monitorar a produtora das cantoras e montamos uma operação para flagrar a ação irregular”, afirmou Lima.

Quando isso acontece, os pilotos envolvidos na operação têm a habilitação de voo suspensa. A aeronave perde o seu Certificado de Aeronavegabilidade, documento exigido para realizar voos. “Dependendo da investigação, o piloto pode perder definitivamente sua habilitação”, afirmou Lima.

Além disso, pilotos, proprietários da aeronave e quem comercializou o serviço irregular podem responder criminalmente de acordo com os artigos 261 (colocar em risco as operações aéreas) e 171 (estelionato) do Código Penal. “Em caso de acidente, ainda podem responder por homicídio doloso”, disse Lima.

Denúncia é fundamental para investigação

Tanto a Anac como a Abtaer admitem que ainda enfrentam problemas para a investigação. “A grande dificuldade é a colaboração do usuário. Ele não é a parte acusada”, disse o gerente de operações da Anac.

O presidente da Abtaer afirmou que nos casos em que o usuário contrata conscientemente um táxi-aéreo pirata, ele alega para a fiscalização que a aeronave foi emprestada pelo proprietário. Se não houve a contratação do serviço, a atividade é legal.

No entanto, há muitos casos em que o passageiro contrata um serviço de táxi-aéreo pirata achando que está contratando uma empresa autorizada. Foi o que aconteceu com a noiva que morreu a caminho do casamento.

“No caso em que houve o falecimento da noiva, ela contratou por um valor elevado uma empresa intermediária de serviços para fazer esse trabalho. Vê-se que houve boa-fé do usuário tentando fazer com todo o cuidado a contratação de uma empresa para que ela tivesse toda a garantia que a operação fosse segura”, afirmou o gerente de operações da Anac.

Como identificar um táxi-aéreo regular

Diversas empresas são apenas intermediárias na contratação de um táxi-aéreo. Elas não possuem aeronaves próprias e apenas negociam com outras empresas. Podem ser tanto aviões e helicópteros autorizados a prestar esse tipo de serviço como aeronaves de proprietários particulares.

Esse é um dos pontos que dificultam a fiscalização tanto das autoridades como dos usuários, já que dificilmente uma empresa que comercializa voos opera de forma 100% irregular.

Nesse caso, o ideal é que o usuário solicite à empresa a matrícula da aeronave que será utilizada. A matrícula é como se fosse a placa do avião. Ela é composta de cinco letras, começando com PR ou PT (o que identifica que são registradas no Brasil).

Com esses dados, o usuário pode pesquisar diretamente no site da Anac a situação daquela aeronave. No campo Categoria de Registro, deve constar TPX ou Serviço de Transporte Remunerado. No caso de aeronaves particulares que fazem o serviço de táxi-aéreo pirata, a categoria consta como Serviço Aéreo Privado.

O gerente de operações da Anac afirmou que é fundamental que os usuários denunciem quando identificarem os casos irregulares. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 163 ou pelo site, na seção Fale com a Anac.

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Jato executivo da Embraer bate recorde de velocidade em voo transatlântico http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/05/jato-executivo-embraer-recorde-velocidade/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/05/jato-executivo-embraer-recorde-velocidade/#comments Tue, 05 Jun 2018 07:00:38 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7484

Jato executivo Legacy 450 Embraer (Foto: Divulgação)

O Legacy 450, da fabricante brasileira Embraer, estabeleceu um novo recorde de velocidade para voos transatlânticos de jatos executivos da categoria mid-light jets (jatos médios). O Legacy 450 realizou o voo entre Portland, no Estado do Maine (EUA), e Farnborough (Reino Unido) em 6 horas e 5 minutos. Com a distância total de 5.105 quilômetros, o jato teve uma velocidade média de 840 km/h.

O voo foi feito no dia 7 de março deste ano. O reconhecimento do novo recorde foi feito pela NAA (Associação Aeronáutica Nacional dos Estados Unidos, na sigla em inglês) e pela FAI (Federação Aeronáutica Internacional), com sede em Lausanne (Suíça).

A nova marca foi estabelecida durante um voo de demonstração para potenciais clientes da Embraer. Estavam a bordo do jatinho dois pilotos e dois passageiros. Segundo a Embraer, o Legacy 450 pousou no Reino Unido com reserva de combustível acima do mínimo exigido pelos regulamentos internacionais de aviação civil para esse tipo de operação.

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Entrega do certificado do recorde à Embraer (Divulgação)

Depois de Farnborough, o avião seguiu para Genebra (Suíça) para participar da 18ª Ebace, a maior feira de aviação executiva da Europa. Durante a exposição na Suíça, a Embraer apresentou mudanças no jato executivo, como configuração interna com novos assentos.

O Legacy 450 tem alcance de 5.371 quilômetros e com quatro passageiros a bordo, podendo voar com altitude máxima de 45 mil pés (13,7 quilômetros). O avião tem autonomia para voar, sem escalas, de São Francisco (EUA) a Honolulu (EUA), de São Paulo a Bogotá (Colômbia) ou de Moscou (Rússia) para Mumbai (Índia), por exemplo.

A cabine de passageiros do jato executivo tem 1,83 metro de altura e piso plano. Há quatro poltronas totalmente reclináveis que podem ser convertidas em duas camas. Dependendo da configuração interna, o Legacy 450 pode levar até nove passageiros. O entretenimento a bordo inclui um sistema de vídeo de alta definição, som surround e várias opções de entrada de áudio e vídeo.

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Com telefone, wi-fi e projetores, avião executivo é extensão do escritório

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1 ano após cobrança de mala, passagem sobe 6% em vez de cair como prometido http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/01/1-ano-da-cobranca-de-bagagem-preco-passagem/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/06/01/1-ano-da-cobranca-de-bagagem-preco-passagem/#comments Fri, 01 Jun 2018 07:00:33 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7478

Cobrança começou a valer no dia 1º de junho (Foto: Lucas Lima/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Depois de um ano do início da cobrança de despacho de bagagens em voos, em vez de as passagens caírem como prometido, elas tiveram um aumento real médio de 6% (já descontada a inflação).

Além disso, a taxa para o transporte de uma mala de até 23 kg já subiu 67%. A data de um ano conta a partir da cobrança feita pela Azul, a primeira empresa aérea a adotar o procedimento em 1° de junho de 2017.

Quando começaram a cobrar pelo transporte de bagagem em voos, todas as companhias aéreas cobravam R$ 30 para o despacho de uma mala de até 23 kg caso o pagamento pelo serviço fosse feito com antecedência.

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Depois de um ano, o valor da taxa já chega a R$ 50 na Azul, um aumento de 67%. No caso da Latam e da Avianca, a taxa subiu para R$ 40, um aumento de 33%. A Gol é a única que ainda continua cobrando o valor original de R$ 30.

A inflação no mesmo período (de junho a abril, último dado disponível) foi de 2,45%. Se fosse reajustado pelo IPCA, o valor atual para o despacho de bagagem deveria ser de R$ 30,73.

Preço médio de passagem subiu de R$ 333,35 para R$ 354,02

Dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) apontam que, em junho do ano passado, o preço médio das tarifas aéreas em voos domésticos no Brasil equivalia a R$ 333,35 (o valor já está reajustado com a inflação do período). Em fevereiro deste ano (último dado disponível), o preço médio das passagens subiu para R$ 354,02, um aumento real de 6%.

Para utilizar o mesmo mês na comparação, em fevereiro do ano passado o preço médio equivalia a R$ 330,81. Isso dá um aumento real médio de 7% (já descontada a inflação).

Anac e Abear dizem que avaliação é prematura

A Anac afirmou que ainda não há um relatório específico sobre o tema e que qualquer avaliação até o momento ainda é prematura. Na própria resolução que alterou as regras, a agência estipulou um prazo de cinco anos para uma análise completa dos efeitos das mudanças. “Entretanto, a agência vem acompanhando e construindo mecanismos para aferir os impactos da resolução como um todo, no dia a dia do passageiro e do setor”, afirma, em nota.

A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) afirma que as novas regras permitiram criar uma nova classe tarifária, “com valores menores do que as demais existentes até então”, que é responsável por dois terços dos bilhetes vendidos.

“É prematuro medir, neste pouco tempo, o impacto da nova política das companhias nos preços praticados, assim como é um equívoco metodológico relacionar somente à franquia os preços mensurados pela ANAC”, afirma a Abear, em nota.

Segundo a associação, os preços das passagens são impactados pela alta do combustível e do dólar. “O querosene de aviação (QAV), que no período de um ano (dezembro de 2016 a dezembro de 2017) teve aumento de 18%, soma um terço do preço do bilhete aéreo. O dólar acumula alta de 8,5% só nos últimos seis meses, o que impacta diretamente os custos dolarizados do setor aéreo, como o leasing”, afirma.

Resolução da Anac liberou a cobrança

A cobrança de bagagem foi permitida após a Anac alterar a resolução que trata dos direitos e deveres dos passageiros de avião. Até então, as companhias aéreas eram obrigadas a transportar uma mala de até 23 kg sem cobranças adicionais. A medida foi contestada judicialmente e a cobrança chegou a ser proibida por uma liminar. A Anac recorreu e a cobrança foi liberada.

Na mesma resolução que permitiu a cobrança pelo despacho de bagagem, a Anac aumentou o limite de peso para bagagem de mão de 5 kg para 10 kg.

Veja as regras das companhias aéreas para despacho de bagagem em voos nacionais

Azul

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 50 para compra antecipada pelo site, aplicativo ou atendimento telefônico
– R$ 60 para pagamento no balcão do aeroporto
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 80 para compra antecipada pelo site, aplicativo ou atendimento telefônico
– R$ 100 para pagamento no balcão do aeroporto
3ª mala de até 23 kg:
– R$ 110 para compra antecipada pelo site, aplicativo ou atendimento telefônico
– R$ 130 para pagamento no balcão do aeroporto
Excesso de bagagem
– Caso ultrapasse a cota de 23 kg, serão cobrados R$ 130 por peça no aeroporto.

Latam

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 40 para compra até três horas antes do voo
– R$ 80 para pagamento com menos de três horas para o voo
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 60 para compra até três horas antes do voo
– R$ 110 para pagamento com menos de três horas para o voo
3ª mala de até 23 kg:
– R$ 80 para compra até três horas antes do voo
– R$ 200 para pagamento com menos de três horas para o voo
Excesso de bagagem:
– Entre 23 kg e 32 kg: R$ 80
– Entre 32 kg e 45 kg: R$ 160

Avianca

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 40 para compra até seis horas antes do voo
– R$ 80 para pagamento com menos de seis horas para o voo
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 60 para compra até seis horas antes do voo
– R$ 120 para pagamento com menos de seis horas para o voo
3ª mala de até 23 kg:
– R$ 80 para compra até seis horas antes do voo
– R$ 120 para pagamento com menos de seis horas para o voo
Excesso de bagagem:
– Entre 23 kg e 32 kg: R$ 80
– Entre 32 kg e 45 kg: R$ 160

Gol

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 30 para compra nos canais digitais da companhia
– R$ 60 para pagamento no balcão de check-in do aeroporto
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 50 para compra nos canais digitais da companhia
– R$ 100 para pagamento no balcão de check-in do aeroporto
Da 3ª a 10ª mala de até 23 kg:
– R$ 60 cada para compra nos canais digitais da companhia
– R$ 120 cada para pagamento no balcão de check-in do aeroporto
Excesso de bagagem:
– Caso a bagagem ultrapasse 23 kg, serão cobrados R$ 12 para voos nacionais e R$ 15 para voos internacionais por quilo excedente. Nenhuma peça pode ultrapassar 45 kg em voos nacionais e 32 kg em voos internacionais.

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Por que os aeroportos de Guarulhos e Galeão não foram afetados com a greve? http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/05/28/por-que-os-aeroportos-de-guarulhos-e-galeao-nao-foram-afetados-com-a-greve/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/05/28/por-que-os-aeroportos-de-guarulhos-e-galeao-nao-foram-afetados-com-a-greve/#comments Mon, 28 May 2018 22:07:21 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7471

Aviões de companhias aéreas brasileiras no aeroporto de Guarulhos (Vinícius Casagrande/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Os aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e do Galeão, no Rio de Janeiro, são os dois únicos do Brasil que não foram afetados diretamente com a greve dos caminhoneiros. Enquanto muitos aeroportos do país ficaram com as reservas em estado crítico ou até mesmo sem nenhum combustível, os dois terminais continuaram operando normalmente.

Isso só foi possível porque os dois aeroportos recebem o combustível que abastece os aviões diretamente por dutos subterrâneos da Petrobras. Em todos os outros aeroportos brasileiros, o fornecimento de combustível é feito com o transporte de caminhões-tanque.

Segundo a Plural, associação que reúne as distribuidoras de combustíveis e lubrificantes, o sistema de distribuição por dutos subterrâneos funciona desde que os aeroportos de Guarulhos e Galeão foram inaugurados. Guarulhos começou suas operações em 1985, e o Galeão foi inaugurado oficialmente em 1977.

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No caso do aeroporto de Guarulhos, o combustível é enviado diretamente da refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (97 km a nordeste de São Paulo). A refinaria abastece 80% da demanda de querosene de aviação no mercado paulista e 100% do aeroporto de Guarulhos, segundo a Petrobras.

O combustível segue por dutos até o terminal Guarulhos da Petrobras e, então, é direcionado ao aeroporto. São 9,5 quilômetros de dutos dedicados ao aeroporto. No total, os dutos têm cerca de 120 quilômetros de extensão.

Dentro do terminal, o querosene de aviação é armazenado. Diariamente, o aeroporto de Guarulhos consome cerca de 8 milhões de litros de querosene de aviação. Em caso de interrupção do serviço, o aeroporto tem um estoque de reserva para três dias de operação, o que representa 24 milhões de litros. No entanto, a GRU Airport, administradora do aeroporto, afirma que a capacidade total é de 50 milhões de litros.

O combustível fornecido permite um total de 90 mil decolagens por ano no aeroporto de Guarulhos. No ano passado, 37,7 milhões de passageiros circularam pelo maior aeroporto do país.

Caminhão faz a ligação entre os dutos dos aeroportos até o tanque dos aviões (Divulgação)

Galeão

Para abastecer o aeroporto do Galeão, o querosene de aviação é enviado diretamente da refinaria Duque de Caxias (Reduc). São 11 quilômetros de dutos subterrâneos com capacidade para até 9 milhões de litros de combustível todos os dias.

O aeroporto do Galeão consome atualmente cerca de 4 milhões de litros de querosene de aviação, segundo a Plural. Assim como no caso do aeroporto paulista, o Galeão também conta com taques de armazenamento com estoque de reserva para até três dias em caso de interrupção do fornecimento, o que representa 12 milhões de litros de combustível.

Essas reservas foram úteis para reduzir os problemas causados pelo desabastecimento de outros aeroportos brasileiros. Segundo a RIOgaleão, administradora do aeroporto, desde a terça-feira (22), 35 aviões fizeram uma escala não programada no Galeão para reabastecimento.

O combustível fornecido ao aeroporto internacional do Rio de Janeiro permite a realização de 45 mil decolagens por ano. No ano passado, foram 16,2 milhões de passageiros transportados.

Dutos vão até o ponto de abastecimento

Mesmo dentro dos aeroportos, o querosene de aviação continua sendo transportado por dutos subterrâneos até chegar aos tanques dos aviões. No portão de embarque ou pátio de estacionamento, um caminhão servidor liga o duto de combustível à asa do avião.

Esse caminhão não armazena o combustível. Ele funciona apenas como uma bomba para transportar o querosene dos dutos até os tanques do avião. Além disso, o caminhão tem filtros, medidor volumétrico e equipamento para amostragem do produto para garantir a sua qualidade.

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Azul passa a cobrar R$ 10 para marcar lugar com antecedência em voo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/05/23/azul-passa-a-cobrar-r-10-para-marcar-lugar-com-antecedencia-em-voo/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/05/23/azul-passa-a-cobrar-r-10-para-marcar-lugar-com-antecedencia-em-voo/#comments Wed, 23 May 2018 19:07:04 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7467

Cobrança é válida para passagens compradas na tarifa “Azul” (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Azul começou a cobrar R$ 10 para os passageiros poderem escolher o lugar no avião com antecedência em voos nacionais. Somente quatro dias antes da viagem, a marcação do assento passa a ser gratuita. A cobrança é válida para passagens compradas na tarifa “Azul”, a mais barata da companhia, que também não inclui o despacho de bagagem. A Gol já faz essa cobrança desde fevereiro.

Até a semana passada, todos os passageiros podiam escolher o lugar dentro do avião no momento da compra da passagem, sem custo adicional. A mudança entrou em vigor na última quinta-feira (17), sem nenhum aviso por parte da companhia.

Continuam isentos do pagamento da nova taxa apenas os passageiros que fazem parte do programa de fidelidade da empresa nas categorias TudoAzul Diamante e TudoAzul Safira. Os bilhetes da tarifa “Mais Azul” também permitem a marcação de lugar e o despacho de uma mala de até 23 kg. As passagens, no entanto, são R$ 50 mais caras que na tarifa “Azul”.

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“A companhia destaca que a cobrança pela marcação antecipada de assentos é uma prática comum no mercado internacional e já adotada no Brasil. A Azul ressalta ainda que está orientando seus clientes sobre o serviço”, afirma a empresa em comunicado enviado ao blog após questionamento sobre a nova cobrança.

Empresa cobra pelo despacho de bagagem, antecipação do voo e marcação de lugar (Reprodução)

Além da cobrança pela marcação de lugar e pelo despacho de bagagem, a Azul também começou recentemente a cobrar um adicional caso os passageiros queiram antecipar a viagem para um voo mais cedo no mesmo dia. A taxa de R$ 75 também só é cobrada das passagens compradas na tarifa “Azul”.

Para o despacho de bagagem, a empresa cobra o valor de R$ 50 se o pagamento for feito com antecedência. Se o passageiro adquirir o serviço somente no momento do check-in, o valor sobe para R$ 60.

Gol foi a primeira a cobrar pela marcação de lugar

Entre as companhias aéreas brasileiras, a Gol também já cobra pela marcação antecipada de lugar em voo. A taxa começou a ser cobrada em fevereiro deste ano. O valor varia de R$ 10 (tarifa “Light”) a R$ 20 (tarifa “Promo”). A marcação passa a ser gratuita com sete dias de antecedência do voo.

Os bilhetes das tarifas “Light” e “Promo” também não dão direito ao despacho de bagagem. Para transportar uma mala de até 23 kg, o passageiro tem de pagar R$ 30 caso faça a compra antecipadamente. Se o pagamento for feito somente no check-in do aeroporto, o valor sobe para R$ 60.

Nas tarifas mais baixas da Gol, os passageiros também não podem antecipar o voo gratuitamente. Na tarifa “Light”, a taxa é de R$ 50. Na “Promo”, a mudança não é permitida, nem mesmo com pagamento de taxa.

Reino Unido investiga companhias aéreas por separar família

Em fevereiro deste ano, a Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido (CAA, na sigla em inglês) abriu uma investigação para verificar se as companhias aéreas que operam no país estão separando de forma proposital os passageiros que viajam acompanhados, para forçá-los a pagar a taxa extra de marcação de assentos, e só assim terem a garantia de viajar lado a lado. A investigação ainda não foi concluída.

Um relatório da CAA aponta que 18% dos passageiros que não pagaram a taxa extra tiveram de viajar separados de seus acompanhantes no avião.

“As práticas de marcação de assento das companhias aéreas estão claramente causando confusões nos clientes. As companhias aéreas estão no direito de cobrar a marcação de lugares, mas, se elas o fazem, isso deve ser de maneira justa e transparente. Nossa pesquisa mostra que alguns passageiros estão pagando para sentar juntos quando, de fato, não precisariam”, afirmou, na época, Andrew Haines, chefe-executivo da CAA.

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