Todos A Bordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br Todos a Bordo é o blog de aviação do UOL. Aqui você encontra as últimas informações, análises e notícias sobre o movimentado mundo das companhias aéreas, das fabricantes de aviões e de empresas aeroportuárias. Sat, 09 Dec 2017 13:16:24 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Brasil terá 14 mil voos extras no verão, alta de 47% em relação a 2016 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/09/voos-extras-companhias-aereas-alta-temporada-de-verao/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/09/voos-extras-companhias-aereas-alta-temporada-de-verao/#comments Sat, 09 Dec 2017 06:00:11 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6610

Voos extras devem aumentar a capacidade em 1,8 milhão de assentos (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Com a chegada da alta temporada de verão, as companhias aéreas vão oferecer mais de 14 mil voos extras entre dezembro e fevereiro para atender a demanda de passageiros. O aumento do número de voos deve gerar cerca de 1,8 milhão de assentos adicionais.

As viagens adicionais representam um crescimento de 47% em relação ao verão deste, quando foram criados 9.500 voos extras no mesmo período.

A companhia aérea Azul é a principal responsável pelo aumento em relação ao último verão. A empresa planeja colocar em operação 6.000 voos extras, o dobro do último verão. No entanto, o maior número de viagens adicionais para a alta temporada será da Gol. A companhia planeja 7.000 voos extras, contra 5.000 da temporada anterior.

A Latam deve ter os mesmos mil voos adicionais realizados na última temporada de verão. A Avianca terá 200 operações adicionais. No último verão, a empresa teve 517 voos extras.

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As viagens adicionais serão feitas entre dezembro e fevereiro, tendo como foco principal a ligação para cidades do Nordeste do país. “Nossa operação está focada, principalmente, nos destinos de lazer que registram aumento na demanda por parte dos passageiros, como é o caso das cidades no Nordeste, que são as mais procuradas”, afirma Celso Ferrer, vice-presidente de Planejamento da Gol.

No mercado internacional, o principal foco tem sido destinos da América do Sul, especialmente cidades da Argentina e Chile, mas há também voos extras para os Estados Unidos e Europa.

Gol será a companhia com o maior número de voos extras no verão (Divulgação)

Gol

Os 7.000 voos extras da Gol devem gerar uma capacidade adicional de um milhão de assentos entre dezembro e fevereiro. Nos voos domésticos, a companhia reforçou as operações em 37 aeroportos, principalmente no Nordeste. Na alta temporada, a empresa terá 32 trechos inéditos, além do aumento de frequência das rotas já existentes.

Do total de voos extras, cerca de 800 serão para destinos internacionais operados pela Gol na Argentina, Chile e Caribe. Somente para a Argentina, serão 630 voos a mais na alta temporada.

A empresa também criou três rotas que irão operar somente no verão. Elas ligam Salvador (BA) a Santiago (Chile), Navegantes (SC) a Buenos Aires (Argentina) e Rio de Janeiro a Mendoza (Argentina).

No Caribe, a Gol terá 28 voos a mais durante a alta temporada entre São Paulo e Punta Cana (República Dominicana).

Os voos adicionais da Gol começaram no dia 1º de dezembro e vão até 28 de fevereiro. Nesse período, a empresa fará um total de 67.593 operações, entre extras e regulares.

Azul dobrou o número de voos extras em relação ao último verão (Divulgação)

Azul

A Azul investiu em novas rotas para atender a demanda de passageiros na alta temporada brasileira de verão. Os 6.000 voos extras irão atender 78 cidades diferentes. Segundo a empresa, os novos mercados serão atendidos por sete rotas inéditas da Azul.

As novas rotas criadas para o verão são Recife (PE) a Paulo Afonso (BA), Recife a Cuiabá (MT), Belém (PA) a Cuiabá, Cabo Frio (RJ) a Buenos Aires (Argentina), Florianópolis (SC) a Uruguaiana (RS), Florianópolis a Caxias do Sul (RS) e Navegantes (SC) a Buenos Aires.

Com os voos extras, a Azul afirma que haverá um acréscimo de mais de 700 mil assentos em todos os seus voos entre dezembro e fevereiro de 2018, além das rotas regulares da companhia.

Os aeroportos de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) e de Viracopos, em Campinas (SP), terão o maior número de voos adicionais durante a alta temporada. Segundo a empresa, na sequência vem os Estados da Bahia, Santa Catarina, Pernambuco e Rio de Janeiro.

Os voos extras da Azul começam em 15 de dezembro e vão até o dia 4 de fevereiro. Neste período, serão feitos 36.268 voos, sendo 30,1 mil regulares e 6.100 voos extras.

Latam espera transportar 6 milhões de passageiros na alta temporada (Divulgação)

Latam

Na alta temporada de verão, a Latam afirmou que terá 1.050 voos extras, sendo 650 para atender ao mercado nacional e 400 em rotas internacionais da companhia com origem ou destino no Brasil. Os voos adicionais estão programados para acontecer entre 15 de dezembro de 2017 e 31 de janeiro de 2018. Nas operações regulares, a empresa tem uma média de 700 voos por dia.

No mercado nacional, a empresa afirmou que os voos adicionais irão atender todas as regiões, especialmente as rotas com destino ao Nordeste. Nos voos internacionais, os principais destinos que receberão voos adicionais são Madri (Espanha), Milão (Itália), Miami (EUA), Orlando (EUA) e capitais da América do Sul.

Somando os voos regulares e as operações adicionais, a Latam tem a expectativa de transportar cerca de 5 milhões de passageiros nos voos nacionais e mais de um milhão nos voos internacionais durante a alta temporada.

Voos extras da Avianca começam no dia 22 de dezembro (Divulgação)

Avianca

A Avianca terá 200 operações adicionais, realizadas entre os dias 22 de dezembro e 15 de fevereiro, entre São Paulo, Florianópolis (SC), Maceió (AL), Rio de Janeiro, Recife (PE) e Salvador (BA).

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Voo direto para Rússia na Copa? Só se o mundial fosse em 1994 ou 1998 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/07/voo-direto-russia-copa-do-mundo-rotas-extintas/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/07/voo-direto-russia-copa-do-mundo-rotas-extintas/#comments Thu, 07 Dec 2017 06:00:58 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6599

Companhia aérea russa vou para o Brasil entre 1993 e 2000 (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Os torcedores brasileiros que forem acompanhar a Copa do Mundo no ano que vem terão de fazer pelo menos uma conexão (troca de avião) em alguma cidade europeia antes de chegar à Rússia. Atualmente, nenhuma companhia aérea tem voos diretos entre os dois países. Mas no passado essa história já foi diferente.

Em 1993, a companhia aérea russa Aeroflot começou a operar voos regulares entre Moscou e São Paulo. Inicialmente, o voo era operado com um avião do modelo Ilyushin IL-62 e precisava de uma escala de reabastecimento em Salvador (BA).

No ano seguinte, o avião utilizado passou a ser o Ilyushin IL-96-300, que permitia fazer voos diretos entre Moscou e São Paulo. Assim, a escala em Salvador foi cancelada.

A presença da Aeroflot no Brasil, no entanto, não durou muito tempo. Os primeiros rumores do fim das operações da companhia aérea russa no Brasil começaram a surgir em 1998. No ano seguinte, a empresa paralisou suas operações no Brasil por alguns meses. Quando os voos foram retomados, passaram a ter escala em Tunis, na Tunísia. No ano 2000, a Aeroflot abandonou o Brasil em definitivo.

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Nos últimos anos, a companhia aérea russa chegou a fazer alguns voos fretados entre Moscou e São Paulo e Moscou e Rio de Janeiro. Em 2014, a empresa foi a responsável por trazer toda a delegação da seleção russa que disputou a Copa do Mundo no Brasil. Em 2016, a empresa transportou atletas, dirigentes e torcedores para as Olimpíadas do Rio de Janeiro.

Assim como a ligação direta com a Rússia, o Brasil já teve diversas outras rotas que foram extintas. Relembre algumas delas:

Companhia aérea israelense voou para o Brasil entre 2009 e 2011 (Divulgação)

São Paulo – Tel Aviv (Israel)

A rota entre o Brasil e Israel durou apenas dois anos. Em maio de 2009, a companhia aérea israelense El Al iniciou seus voos diretos entre Tel Aviv e São Paulo. As operações, no entanto, ficaram abaixo da expectativa da empresa e, em 2011, os voos foram suspensos.

Essa rota, no entanto, deve ser retomada no ano que vem. No mês passado, a Latam anunciou a intenção de fazer um voo direto para Tel Aviv. O voo sairá de Santiago (Chile), fará uma parada em São Paulo e seguirá direto para Israel. O trecho entre São Paulo e Tel Aviv deve ter duração de 14 horas e 30 minutos de voo. O voo da Latam deve começar a operar no final de 2018 com três frequências semanais.

Companhia aérea japonesa JAL encerrou suas atividades no Brasil em 2010 (Divulgação)

São Paulo e Rio de Janeiro – Tóquio (Japão)

Uma das rotas mais longas a partir do Brasil ligava São Paulo a Tóquio. Com mais de 18,5 mil quilômetros de distância entre as duas cidades, os aviões nunca tiveram capacidade para fazer o voo direto. A rota entre Brasil e Japão começou a ser operada em 1960 pela companhia aérea brasileira Real Aerovias e foi encerrada em 2010, quando a Japan Airlines deixou de voar para o país.

Os voos da Real Aerovias duraram pouco tempo. Em 1961, a empresa foi comprada pela Varig, que passou a fazer a ligação entre o Brasil e o Japão. No início, o voo decolava de São Paulo e fazia escalas em Lima (Peru), Los Angeles (EUA) e Honolulu (EUA) antes de chegar a Tóquio. A Varig também operava voos saindo do Rio de Janeiro.

Com o tempo e a aquisição de aviões mais modernos, as escalas foram sendo reduzidas. Nos últimos anos, a viagem fazia apenas uma escala em Los Angeles.

O último voo entre São Paulo e Tóquio foi realizado no dia 27 de setembro de 2010 pela Japan Airlines (JAL). A empresa operava no país desde 1978.

Nos anos 1980, Brasil teve ligação com o Iraque (Reprodução/Facebook)

Rio de Janeiro – Bagdá (Iraque)

Na década de 1980, o Brasil tinha uma ligação com o Iraque na rota entre Rio de Janeiro e Bagdá. O voo era operado pela companhia aérea iraquiana Iraqi Airways. O voo, no entanto, não era direto e precisava fazer algumas escalas no caminho.

As cidades de escala dependiam da época de operação dos voos e do modelo do avião utilizado na rota, além de outras estratégias da própria companhia aérea. Em determinada época, o voo fazia paradas em Amã (Jordânia) e Lisboa (Portugal). Quando encerrou definitivamente suas operações no Brasil, o voo da Iraqi Airways partia de Bagdá e fazia escalas em Larnaca (Chipre) e Lisboa antes de chegar ao Rio de Janeiro.

Etihad deixou de voar para o Brasil em março de 2017 (Divulgação)

São Paulo – Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos)

Atual sede da Copa do Mundo de Clubes da Fifa, Abu Dhabi deixou de ter uma ligação direta com o Brasil em março deste ano, quando a companhia aérea Etihad parou de operar no país. A empresa fazia voos diretos entre São Paulo e Abu Dhabi desde 2013.

Segundo a empresa, no período em que voou para o Brasil foram transportados mais de 460 mil passageiros. O voo direto entre as duas cidades tinha duração de 14 horas e 30 minutos.

O time do Grêmio, de Porto Alegre (RS), embarcou nesta quarta-feira (6) com destino a Abu Dhabi, onde disputará o mundial de clubes da Fifa. Sem um voo direto a partir do Brasil, os jogadores foram divididos em dois grupos. Parte da delegação fará escala em Londres (Inglaterra) e outra parte em Frankfurt (Alemanha).

O Brasil ainda tem uma ligação direta com os Emirados Árabes Unidos, mas ligando São Paulo e Rio de Janeiro a Dubai. O voo é operado pela companhia aérea Emirates. Na ligação com São Paulo, a viagem é feita com o Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo com capacidade para cerca de 500 passageiros. Já na rota com destino ao Rio de Janeiro, o avião utilizado é o Boeing 777, que pode levar cerca de 360 passageiros.

São Paulo – Bruxelas (Bélgica)

A cidade que abriga a sede da União Europeia não tem uma ligação direta com o Brasil desde abril de 2000, quando a Vasp encerrou todos os seus voos internacionais para a Europa e Estados Unidos.

O voo da companhia aérea brasileira era operado com o avião MD-11. A viagem saía de São Paulo, fazia uma parada em Recife (PE) ou Salvador e seguia para a capital da Bélgica. Além da Vasp, a companhia aérea belga Sabena também fez a ligação entre Bruxelas e São Paulo. O voo, no entanto, durou apenas entre 1998 e 1999.

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Companhia aérea TAP cobra taxa extra para quem pagar com cartão de crédito http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/05/tap-taxa-extra-cartao-de-credito/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/05/tap-taxa-extra-cartao-de-credito/#comments Tue, 05 Dec 2017 06:00:53 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6588

Pagamentos com cartão de crédito ficam 1,95% mais caros (foto: Divulgação)

A companhia aérea portuguesa TAP começou na semana passada a cobrar uma taxa extra dos passageiros brasileiros que fizerem o pagamento da passagem utilizando cartões de crédito. A taxa de 1,95% sobre o valor total da tarifa, incluindo as taxas de embarque, é cobrada em pagamentos via cartão de crédito, à vista ou parcelado, em todos os canais de vendas da empresa.

Os pagamentos parcelados só podem ser feitos com cartão de crédito.

Em uma simulação feita no site da TAP com uma passagem de ida e volta de São Paulo a Lisboa com valor total de R$ 3.014,68, a taxa para pagamento com cartão de crédito é de R$ 59. Assim, o valor total a ser pago pelo passageiro sobe para R$ 3.073,68.

Para fugir da taxa nas compras feitas pelo site, o passageiro tem de fazer o pagamento usando cartão de débito. Nessa opção, no entanto, não é possível parcelar a viagem em até dez vezes sem juros.

Em Portugal, a TAP cobra uma taxa fixa de 4 euros nas compras feitas com cartão de crédito ou pelo sistema PayPal, independentemente do valor da passagem.

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Taxa será cobrada em todos os pagamentos com cartão de crédito (Reprodução)

Companhia fala em “transparência” para o cliente

Em um comunicado, a companhia afirma que “essa medida pretende dar maior transparência à relação com seus clientes, que poderão decidir a melhor forma de efetuar o seu pagamento de acordo com sua comodidade e conveniência, sabendo exatamente quais os custos envolvidos”.

Segundo a TAP, a nova taxa é uma forma de repassar aos passageiros a taxa que já é cobrada pelas administradoras de cartões de crédito. “O que se pretende agora é que esse custo só seja suportado pelos clientes que entenderem ser mais cômodo utilizar a forma de pagamento por este meio”, afirma a empresa.

Associação de agências de viagem critica a nova taxa

A Abracorp (Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas) criticou a cobrança. “É de estranhar essa decisão da TAP, pois em outros segmentos a discussão está exatamente na migração para o cartão de crédito como meio de pagamento preferencial, exatamente em função dos ganhos com produtividade, segurança e transparência”, afirma Gervasio Tanabe, diretor executivo da Abracorp.

A associação afirma que, atualmente, cerca de 70% dos pagamentos nas agências de viagens são feitos com cartões de crédito. Para a Abracorp, esse método de pagamento “minimiza riscos de fraudes e possibilita total transparência no processo de compra. Além disso, otimiza o processo operacional, reduzindo custos”.

Com a adoção da nova taxa, a Abracorpo avalia que pode diminuir a emissão de passagens da companhia aérea portuguesa. “Em todas as passagens da TAP agora teremos que avaliar o seu custo”, diz.

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Quer economizar na passagem aérea? Aprenda a usar programas de fidelidade http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/03/economia-passagem-aerea-programas-de-fidelidade/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/12/03/economia-passagem-aerea-programas-de-fidelidade/#comments Sun, 03 Dec 2017 06:00:20 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6578

Foto: Getty Images

Por Vinícius Casagrande

Os programas de fidelidade das companhias aéreas podem ajudar a viajar sem gastar muito, e não é preciso ser um viajante frequente para acumular pontos e milhas. As aéreas têm parcerias com diversas lojas e cartões de crédito. Quando você faz alguma compra, ganha pontos nos programas parceiros, que podem ser usados para comprar passagem.

Esses programas ainda são pouco usados no Brasil: apenas 10% dos brasileiros usam algum programa de fidelização, seja de empresas aéreas ou de outros setores, segundo a Abemf (Associação Brasileira de Empresas do Mercado de Fidelização).

Entenda como esses programas programas funcionam e como usá-los para economizar com passagens.

Latam faz parte da aliança global One World (Foto: Divulgação)

1. Os principais programas de fidelidade

As quatro principais companhias do país têm seus próprios programas de fidelidade:

Em todos, os passageiros precisam fazer um cadastro com seus dados pessoais e ganham um número. Basta informar esse número no momento da compra ou do check-in para acumular pontos.

Se o cadastro no programa for feito depois do voo, o passageiro não receberá os pontos e milhas referentes às viagens anteriores. Se já é cadastrado e esqueceu de informar seu número do programa de fidelidade na hora da compra ou do check-in, pode pedir o crédito dos pontos pelos canais de atendimento das empresas.

As companhias também têm parcerias com cartões de créditos e programas de fidelidade de outras empresas brasileiras, como lojas, postos de gasolina, sites de reservas de hotéis e companhias aéreas internacionais, como Walmart, Lojas Renner, Fast Shop, postos Ipiranga e Petrobrás, entre outros.

Algumas aéreas têm cartões de créditos específicos, que levam a marca da companhia, para o acúmulo de pontos e milhas.

Para conseguir acumular milhas mais rapidamente, o ideal é concentrar-se em uma mesma companhia aérea e fazer compras sempre com o cartão de crédito que gera novos pontos.

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2. As alianças de companhias aéreas

Existem três grandes alianças mundiais de companhias aéreas: Star Alliance, One World e Sky Team. A Latam é integrante da One World, com um total de 13 companhias aéreas. A Avianca faz parte da Star Alliance, que tem, no total, 28 empresas.

Quando um passageiro voa em uma das empresas membro da aliança, pode acumular os pontos em qualquer outra companhia que faz parte do grupo. Assim, mesmo que faça um voo pela Japan Airlines, da One World, acumula pontos no Latam Fidelidade. Ao voar pela Air New Zealand, da Star Alliance, os pontos podem ser acumulados no programa Amigo, da Avianca.

Mesmo Gol e Azul, que não fazem parte de uma aliança global, também contam com parcerias individuais. A Gol, por exemplo, tem parceria com 12 companhias aéreas, como Delta, Air France, KLM, Etihad e AirCanada. O Tudo Azul tem como principais parceiros a portuguesa TAP e a norte-americana United Airlines. Essas parcerias funcionam da mesma forma que as alianças. Ao voar da Delta, o passageiro acumula pontos no Smiles, enquanto ao voar pela United Airlines pode somar pontos no Tudo Azul.

Avianca é integrante da maior aliança do mundo, a Star Alliance (foto: Divulgação)

3. Quantas milhas são acumuladas por voo?

Antigamente, as companhias aéreas adotavam uma tabela fixa para o acúmulo de milhas e pontos, de acordo com os locais de origem e destino da viagem. Nos últimos anos, as empresas passaram a adotar um novo sistema que varia de acordo com o valor pago na passagem.

Outra variável é a categoria do cliente dentro do programa de fidelidade. Conforme viaja, o passageiro sobe de categoria e passa a ter direito a mais benefícios. Com isso, também acumula mais pontos a cada viagem. Cada companhia tem uma tabela própria:

Latam: um passageiro da categoria de entrada recebe 2,5 pontos para cada real gasto (excluindo a taxa de embarque) em voos nacionais. Assim, uma passagem que custou R$ 200 dá o direito a 500 pontos. Na categoria Black Signature, o valor da passagem é multiplicado por oito. Consulte aqui a tabela completa.

Azul: O programa Tudo Azul adota formula semelhante, variando entre dois pontos por cada real gasto na passagem na categoria de entrada a até 3,5 pontos por real na categoria principal(principal ou na mais alta?). Veja a tabela completa do Tudo Azul.

Gol: No Smiles, o cálculo de milhas acumuladas também é de acordo com o valor pago no bilhete. As tarifas promocionais e dos feirões têm a proporção de uma milha para cada real gasto. Na tarifa programada, a relação é de dois para um e, na flexível, de três para um.

Avianca: é a única que segue com uma tabela fixa para o acúmulo de pontos em seu programa de fidelidade. Os pontos variam de acordo com a categoria do passageiro dentro do programa e o tipo de tarifa comprada. Nos voos nacionais, a premiação pode variar entre 500 e 3.000 pontos. Veja a tabela completa de pontuação.

4. Transferência de cartão de crédito e outros programas

As companhias aéreas são parceiras de outros programas de fidelidade. Os mais comuns são os de cartões de crédito. Os bancos calculam os pontos dos clientes de acordo com os valores gastos. Cartões com mais benefícios, e geralmente com anuidade mais altas, permitem acumular pontos mais rapidamente.

Nas lojas parceiras, quando o cliente faz uma compra, pode acumular pontos no programa de fidelidade da companhia aérea. Antes do pagamento da compra, o cliente precisa informar o número do programa de fidelidade para que os pontos sejam transferidos para a empresa aérea. As lojas parceiras podem ser consultadas no site de cada programa.

Depois de transferir os pontos das lojas parceiras ou dos cartões de crédito, o cliente pode usar esses pontos para emitir uma passagem aérea.

Cuidado com ‘pegadinhas’!

É comum que tanto os cartões de crédito como as lojas parceiras ofereçam promoções de bônus de pontos e milhas para a transferência para as aéreas. No entanto, antes de sair correndo para aproveitar a promoção é sempre importante ler com atenção as regras.

Na maioria dos casos, o cliente só recebe os pontos bônus caso se cadastre naquela promoção específica. No comércio eletrônico, as empresas também costumam criar um site específico para ativar as promoções de milhas. Quem não segue essas regras recebe apenas os pontos normais. Essa burocracia extra é uma forma de todas as empresas envolvidas avaliarem o retorno da campanha que foi realizada.

Além disso, também pode haver outros tipos de restrições. Alguns cartões de crédito exigem uma quantidade mínima de pontos para a transferência aos programas de fidelidade das companhias. Os valores dependem de cada banco e do tipo de cartão de crédito. Outros programas parceiros também podem cobrar taxas para a transferência. O KM de Vantagens, dos pontos Ipiranga, por exemplo, cobra R$ 31 para transferir 500 km, que viram 1.000 pontos no programa de fidelidade da Latam.

Milhas do programa Smiles podem ser usadas em diversas companhias internacionais (foto: Divulgação)

5. Quantas milhas são necessárias para emitir uma passagem?

As regras para o resgate de passagens aéreas também não seguem uma tabela fixa de acordo com a origem e o destino da viagem. As companhias passaram a permitir que todas os assentos do avião possam ser comprados com o uso de pontos e milhas, mas os valores mudam de acordo com a procura, data do voo e antecedência da compra. Quanto mais cara a passagem estiver, mais pontos ou milhas serão necessários.

“A precificação das passagens aéreas em pontos acompanha o sistema de precificação dinâmica das compras com dinheiro. A quantidade de pontos necessários para resgatar as passagens varia de acordo com a antecedência da sua reserva, o período da viagem, do destino, da rota, os horários dos voos e a disponibilidade de assentos”, afirma a Latam.

Nesse caso, a regra é a mesma utilizada para quem compra com dinheiro: quanto antes o passageiro se programar, menos pontos ou milhas serão necessários para a emissão do bilhete.

No sistema anterior com a tabela fixa de pontos, era mais fácil adquirir passagens dos programas de fidelidade para épocas concorridas do ano, como ano novo e carnaval. Agora, essas passagens estão mais caras nesse sistema. Por outro lado, quem viaja fora da alta temporada e consegue se programar com antecedência pode aproveitar diversas promoções.

Mesmo quando o passageiro ainda não acumulou pontos suficientes para trocar para uma passagem, é possível emitir uma passagem de forma mista. Dessa forma, parte do pagamento é feita com pontos e milhas e o restante em dinheiro.

Exemplo: Um voo da Gol de São Paulo a Salvador (BA) no dia 13 de março, com saída às 6h25, por exemplo, custa R$ 374. O mesmo voo pode ser reservado com 11.700 milhas do programa Smiles. Se o passageiro tiver apenas 5.900 milhas disponíveis, pode completar o pagamento em dinheiro. Nesse caso, utilizaria as 5.900 milhas e pagaria mais de R$ 174.

6. Onde posso comprar uma passagem aérea com pontos ou milhas?

A emissão das passagens com milhas para voos nacionais e internacionais pode ser feita diretamente no site dos programas de fidelidade das companhias aéreas, utilizando os dados de login e senha criados durante o cadastro.

O sistema on-line permite que alguns voos de empresas parceiras ou que façam parte da mesma aliança de companhias aéreas também possam ser reservados diretamente pela internet.

No entanto, caso algum voo não esteja disponível para reserva pela internet, será necessário consultar em alguma loja da empresa aérea ou pelo atendimento telefônico se aquele voo específico pode ser reservado com pontos ou milhas. Nas companhias aéreas parceiras, a quantidade de pontos ou milhas necessários para emitir uma passagem também pode variar, já que a precificação é determinada pela empresa que efetivamente realiza o voo.

O programa Tudo Azul tem como principais parceiras aéreas a TAP e a United (foto: Divulgação)

7. Quando é melhor comprar a passagem com dinheiro ou utilizar as milhas?

Apesar de as companhias aéreas afirmarem que o preço das passagens em pontos ou milhas varia de acordo com a disponibilidade dos assentos no voo, exatamente como acontece com os preços em dinheiro, não existe uma relação direta entre os valores do bilhete. Assim, uma passagem de R$ 200 e outra de R$ 300, por exemplo, podem ter o mesmo valor em pontos ou milhas. Esse cálculo é o grande segredo das companhias aéreas.

O ideal é sempre comparar os preços em real e em pontos e milhas para analisar qual é a mais vantajoso para aquele momento. Além do valor, é preciso ficar atento também ao prazo de validade dos pontos e milhas. Geralmente, eles devem ser utilizado no período máximo de dois a três anos, dependendo da companhia aérea. Quando esse prazo expira, eles perdem a validade.

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Aviões de companhias aéreas brasileiras no aeroporto de Guarulhos (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Por Vinícius Casagrande

O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, movimenta todos os dias mais de 100 mil passageiros em até 900 voos diários nos períodos de alta temporada. O fluxo de pessoas e de aviões é monitorado 24 horas por dia pelo Centro de Controle Operacional (CCO), em uma sala do quinto andar de um prédio localizado no Terminal 2, logo atrás dos balcões do check-in de passageiros.

Dentro do CCO, funcionários do aeroporto e das principais companhias aéreas trabalham em conjunto para coordenar o fluxo de operações do maior aeroporto do Brasil. Todos os voos previstos, independentemente da companhia aérea, são acompanhados por toda a equipe.

“A gente atua aqui para garantir que o fluxo aconteça. Trocamos ideias e informações o tempo inteiro. Quando qualquer mudança acontece, todos ficam sabendo”, afirma Wilson Souza, coordenador do Centro de Controle Operacional de Guarulhos.

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Centro de Controle Operacional do aeroporto de Guarulhos (Foto: Lucas Lima/UOL)

Entre as funções do CCO, está o acompanhamento dos horários dos voos de chegada e saída. Tudo deve ser monitorado para que os técnicos do aeroporto possam determinar onde cada avião irá estacionar para o embarque e desembarque dos passageiros. Normalmente, os aviões já têm lugares predeterminados, mas qualquer imprevisto pode mudar os planos.

“Quando um voo chega com antecedência, o passageiro fica sempre feliz. Para nós, isso é um grande problema, porque é provável que o local que estava destinado a ele ainda esteja ocupado e temos de correr para fazer todas as mudanças de posição”, afirma Souza.

O aeroporto de Guarulhos conta com uma capacidade máxima de 52 operações de pouso e decolagem por hora. O horário de pico dura cerca de oito horas por dia, em dois períodos, à noite e no início da manhã. Esses são os momentos de maior tensão, já que qualquer deslize pode afetar voos em um efeito cascata.

Aeroporto de Guarulhos tem 45 pontes de embarque de passageiros (Foto: Lucas Lima/UOL)

Além de manter os voos no horário programado, outro desafio do CCO é fazer o maior número de movimento de passageiros pelas 45 pontes de embarque que ligam os terminais à porta dos aviões. O contrato de concessão assinado pela GRUAirport com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) prevê que 95% dos passageiros em voos internacionais sejam embarcados pelas pontes dos terminais. Atualmente, esse índice está em 88%. Já nos voos nacionais, o contrato prevê que o fluxo de 65% dos passageiros seja pelas pontes de embarque. Nesse caso, o índice atual é de 71%. Os demais passageiros são levados de ônibus até a porta do avião.

Mais de 2.000 câmeras de vigilância nos terminais

Não são apenas os aviões que são monitorados o tempo inteiro dentro do Centro de Controle Operacional do aeroporto de Guarulhos. Nos três terminais de passageiros, há mais de 2.000 câmeras monitorando todo o movimento do aeroporto.

As imagens são transmitidas ao vivo para um grande telão instalado dentro do CCO. Os técnicos acompanham os passos de todos os passageiros, podem aproximar a imagem para ver mais detalhes e, em caso de alguma atitude suspeita, acionam a área de segurança do aeroporto.

Mais de 2.000 câmeras monitoram todos os pontos do aeroporto (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

As câmeras também estão presentes na área externa do aeroporto, desde a Rodovia Hélio Smidt, que dá acesso aos terminais, até as alças de embarque e desembarque. Segundo o coordenador do CCO, esse monitoramento é importante para saber como está o fluxo de chegada dos passageiros. Em dias com trânsito excessivo, as companhias podem tentar adotar medidas para evitar que muitos passageiros percam o voo.

Além de acompanhar o que acontece no trânsito, as câmeras também contribuem para diminuir as infrações, especialmente em casos de estacionamento irregular nas áreas de embarque e desembarque de passageiros. As imagens capturadas pelo aeroporto podem ser acessadas também pela prefeitura de Guarulhos, que pode aplicar multas de trânsito pelas infrações cometidas pelos motoristas.

Sala de crise inspirada na Casa Branca

Quando acontece um evento extraordinário que pode afetar completamente as operações do aeroporto, é na sala de crise, chamada oficialmente de Complexo de Gerenciamento de Crises (CGC), que se reúnem os administradores do aeroporto, membros das companhias aéreas e, dependendo do caso, membros da Polícia Federal, Receita Federal e Vigilância Sanitária.

O local pode ser utilizado para reuniões de prevenção, acompanhamento e reação a episódios de qualquer natureza, como acidentes, ataques terroristas, organização de grandes eventos, manifestações públicas e catástrofes naturais.

Sala de crise do aeroporto foi inspirada na da Casa Branca (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Alguns dos casos que exigiram o uso da sala de crise foram as grandes manifestações de junho de 2013, que atrasaram a chegada de passageiros ao aeroporto; a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio em 2016, em virtude do aumento do movimento do aeroporto; a erupção do vulcão Calbuco, no Chile, no final de abril de 2015, que afetou diversos voos dentro da América do Sul; além do dia do primeiro pouso do Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo, que atraiu mais de 1.400 fãs de aviação para acompanhar a chegada da aeronave.

A sala foi pensada para funcionar mesmo nas situações mais dramáticas. Segundo a administração do aeroporto, todo o projeto foi estruturado tendo como base sala de crise que serve a Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos.

A grande mesa de reuniões é voltada para um telão no qual os coordenadores das operações podem selecionar as diversas câmeras do aeroporto, fazer videoconferências, acessar a internet e acompanhar as notícias pelos telejornais da TV aberta ou a cabo. Em caso de pane nos sistemas de comunicação, como telefones celulares ou internet, a sala de crise conta com aparelhos de fax e rádios de comunicação.

Nas laterais da sala principal, há ainda outros ambientes menores para o trabalho das equipes de apoio. No total, são 12 estações de trabalho.

Corpo de Bombeiros tem caminhão utilizado no filme Transformers

A situação mais crítica que o aeroporto pode enfrentar é o acidente de algum avião durante os pousos e decolagens. Para atender a essas ocorrências, o Corpo de Bombeiros do aeroporto conta com 108 soldados da Força Aérea Brasileira especialmente treinados para essa função, que se revezam em turnos.

Quando são acionados, eles precisam chegar ao local da ocorrência em, no máximo, três minutos. Para agilizar ainda mais o atendimento, o Corpo de Bombeiros de Guarulhos recebeu recentemente dois caminhões Panther Rosembauer 6×6 – o terceiro deve ser entregue em janeiro do próximo ano. O modelo, produzido na Áustria ao custo de 1 milhão de euros (R$ 3,3 milhões), fez parte das gravações do filme Transformers e é utilizado em mais de 80 aeroportos de grande porte do mundo.

Novo caminhão do Corpo de Bombeiros do aeroporto de Guarulhos (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Para agilizar o atendimento das ocorrências, o caminhão conta com um botão de acionamento de emergência. Quando ele é apertado, as portas se abrem automaticamente e o motor é ligado. Os bombeiros só precisam entrar no caminhão e acelerar. “Isso economiza cerca de 10 segundos, que pode parecer pouco, mas é fundamental dependendo do caso”, afirma João Carlos Bottairi, coordenador de combate a incêndio e salvamento.

O caminhão pode transportar até 12,5 mil litros de água e 1.500 litros de LGE (Líquido Gerador de Espuma), que ao serem misturados podem produzir até 60 mil litros de espuma. O Panther Rosembauer conta ainda com câmeras térmicas para que os bombeiros possam encontrar com mais precisão o foco do incêndio.

Os braços mecânicos instalados na parte superior do caminhão têm um perfurador de fuselagem de avião para injetar o material de combate ao fogo diretamente dentro da aeronave. Os jatos de água podem atingir distâncias de até 90 metros.

O Corpo de Bombeiros do aeroporto conta, ainda, com outros quatro caminhões dos modelos antigos que auxiliam no combate ao incêndio e também fazem serviços de rescaldo.

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Senado rejeita redução do teto para o ICMS sobre combustível de aviação http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/29/senado-rejeita-reducao-do-teto-para-o-icms-sobre-combustivel-de-aviacao/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/29/senado-rejeita-reducao-do-teto-para-o-icms-sobre-combustivel-de-aviacao/#comments Wed, 29 Nov 2017 21:50:19 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6557

Teto do ICMS sobre combustível de aviação segue em 25%  (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O Senado rejeitou nesta quarta-feira (29) a redução do teto de 25% para 12% para a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o combustível de aviação. O projeto precisava de 54 votos favoráveis, mas só obteve o apoio de 43 senadores.

Com a rejeição da proposta, os Estados continuam livres para cobrar o ICMS até o teto máximo de 25% sobre o preço do querosene de aviação. A maior parte dos Estados brasileiros já cobra alíquota abaixo do teto atual. Apenas sete Estados cobram acima da alíquota de 12%, que era a proposta para o novo teto, para o ICMS sobre o combustível de aviação. O problema é que esses Estados são justamente aqueles com o maior número de voos no país.

A redução para limitar o teto para a cobrança do ICMS do combustível de aviação era defendida pelas companhias aéreas como forma de redução de custos operacionais, o que permitiria baixar o preço das passagens aéreas. Segundo o presidente da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas), Eduardo Sanovicz, o combustível representa cerca de um terço dos custos das passagens aéreas.

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Apesar da defesa da redução do imposto, o presidente da Abear não soube informar o quanto a medida poderia baixar o preço das passagens no país. “O projeto sozinho não gera queda. O cenário que nós estamos vivendo aponta nesse sentido (de queda de preços). Da mesma forma que as bagagens novas geraram tarifas novas e mais acessíveis das que haviam anteriormente”, afirma.

São Paulo seria o maior afetado

Os senadores paulistas José Serra (PSDB) e Marta Suplicy (PMDB) foram os principais críticos quanto a redução da alíquota máxima para a cobrança do ICMS. Segundo a senadora Marta Suplicy, que votou contra o projeto, o Estado perderia cerca de R$ 300 milhões ao ano na arrecadação do imposto.

O senador José Serra também alegou perdas para a arrecadação do Estado. “Nunca vi uma aberração desse tamanho. A medida só beneficia o lobby das companhias aéreas e tira dinheiro de outras áreas, como saúde e educação”, afirma.

O presidente da Abear concorda que o Estado seria o maior afetado com a medida. No entanto, ele ressalta que haveria compensações com o aumento do número de voos.

“São Paulo cobra o imposto mais caro sobre o querosene de aviação, cujo impacto é de um terço do preço do bilhete. Então, o ICMS de São Paulo chega a impactar em 6% a 7% no preço final do bilhete aéreo e esse custo vai cair”, afirmou, antes da rejeição do projeto.

Projeto previa aumento de voos no país

Em contrapartida para a redução do imposto, os senadores incluíram uma emenda que obrigaria as companhias aéreas a criarem 198 novos voos, divididos em todos os Estados do país. Esse foi o argumento para que muitos senadores votassem a favor do projeto.

O senador Jorge Viana (PT-AC) argumentou que a medida que iria beneficiar especialmente os Estados menores. O Acre, por exemplo, ganharia mais dois voos. “Temos de abrir o mercado e aumentar a concorrência”, afirma. Segundo Viana, o pouco número de voos que atende o Acre faz com que as passagens fiquem mais caras.

O projeto para a redução do ICMS foi apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que afirmou que a medida tinha como principal intenção reduzir o preço das passagens, permitindo o aumento do número de passageiros e a maior integração nacional.

Abear lamenta rejeição da proposta

Após a rejeição do projeto pelo Senado, a Abear divulgou uma nota na qual diz lamentar a manutenção do teto de 25% para a alíquota sobre o combustível de aviação. Segundo a associação das empresas, a decisão “impedirá a retomada e a criação de voos no país, já que 198 novas frequências seriam viabilizadas”.

“A Abear entende que a decisão afasta a aviação comercial das boas práticas internacionais e coloca obstáculos para o aumento da competitividade do setor e à sua vocação de promover a integração nacional pela democratização do transporte aéreo. O projeto também iria possibilitar a ampliação do mercado de táxi aéreo para a Amazônia e Nordeste, além do fortalecimento do agronegócio”, afirma.

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Indústria aposta em aviões elétricos; veja modelos em desenvolvimento http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/29/avioes-eletricos-modelos-em-desenvolvimento/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/29/avioes-eletricos-modelos-em-desenvolvimento/#comments Wed, 29 Nov 2017 06:00:45 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6544

Projeto de avião elétrico da Zunum Aero está sendo feito em parceria com a Boeing (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O combustível é o principal custo de operação de um avião, seja de uso privado ou de linhas aéreas comerciais. As novas versões de modelos como o Boeing 737Max, o Airbus A320neo ou o Embraer E-190E2 se destacam pela maior eficiência econômica e redução de consumo de combustível. Mas a indústria quer ir muito além disso e vê nos motores elétricos a solução para a redução de custos.

Os projetos para se criar um avião elétrico para transporte de passageiros ainda são bastante embrionários. No entanto, a indústria já apresenta diversos modelos que podem revolucionar a aviação nos próximos anos.

Assim como nos carros, o grande desafio dos aviões elétricos está na autonomia da bateria. Os modelos atualmente em teste podem realizar apenas voos curtos, de pouco mais de uma hora. Como solução, algumas empresas têm adotado o modelo de motores híbridos, com energia elétrica e combustíveis tradicionais.

A meta da indústria é reduzir o consumo tradicional de combustível, baratear as passagens aéreas e reduzir a emissão de gases tóxicos ao meio ambiente. A Airbus, por exemplo, estima que seu avião híbrido emita 75% menos gás carbônico (CO2), 90% menos óxidos de nitrogênio (Nox) e gere 65% menos ruídos.

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Avião elétrico Airbus e-Fan realizou seu primeiro voo de teste em abril de 2014 (foto: Divulgação)

Airbus e-Fan

O avião elétrico da Airbus, o e-Fan, foi criado para utilizar motores elétricos. O modelo realizou seu primeiro voo de testes em abril de 2014, na França. Em julho do ano seguinte, o modelo fez sua primeira travessia sobre o Canal da Mancha, entre Inglaterra e França. A viagem de 74 quilômetros foi feita em 37 minutos a uma altitude de 1.000 metros.

O e-Fan pode atingir a velocidade máxima de 220 km/h e autonomia entre 45 minutos e uma hora de voo. O avião utiliza dois motores instalados sobre as asas com potência total de 60 kiloWatts (o Nissan Leaf tem potência de 30 kiloWatts).

Com capacidade para duas pessoas, o e-Fan mede 6,67 metros de comprimento, 2 metros de altura, 9,5 metros de envergadura de asa (distância entre as pontas das asas) e pesa 500 kg quando está vazio.

Avião comercial da Airbus deve ser híbrido, com dois motores convencionais e dois elétricos (foto: Divulgação)

Airbus e-Fan X

A grande aposta da Airbus para a aviação comercial foi apresentada nesta terça-feira (28). A expectativa é que o novo e-Fan X realize seu primeiro voo em 2020. Os testes serão feitos apenas substituindo o motor de um avião comercial do modelo Bae 146, um avião de asa alta com quatro motores a jato. É o mesmo modelo que se acidentou com o time da Chapecoense há exatamente um ano.

Em um primeiro momento, a ideia é substituir um dos motores tradicionais por um motor elétrico de 2 MegaWatts. Com a evolução dos testes, um segundo motor também seria substituído. Assim, o avião voaria com dois motores a jato e dois motores elétricos.

O novo protótipo de avião híbrido será desenvolvido em parceria com as empresas Rolls-Royce e Siemens. Cada uma delas será responsável por uma parte do desenvolvimento do novo modelo.

Primeiro modelo da Zunum Aero deve ter capacidade para 12 passageiros (foto: Divulgação)

Zunum Aero

A norte-americana Boeing desenvolve um projeto de avião elétrico em parceria com a startup Zunum Aero, com sede em Seattle, nos Estados Unidos. O primeiro avião em desenvolvimento deve levar até 12 passageiros com autonomia de voo de cerca de 1.200 quilômetros, capaz de fazer a rota entre Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro. A empresa espera que o primeiro voo comercial seja realizado em 2022.

A grande aposta da Zunum Aero é que seu avião ganhe mercado operando em rotas regionais com custos bastante reduzidos. A empresa tem planos de desenvolver outros jatos regionais híbridos, cada vez maiores e com mais autonomia.

Criada em 2014, a empresa apresentou os primeiros detalhes do seu projeto somente em meados deste ano. No entanto, ainda não revelou dados específicos sobre o novo avião, como dimensões e motores que serão utilizados. A expectativa é que, no primeiro momento, o avião seja híbrido, com um motor a jato e outro elétrico. Com o avanço da tecnologia, ele poderia se tornar totalmente elétrico.

Projeto da Nasa conta com 14 motores elétricos (foto: Nasa)

Nasa X-57 Maxwell

A Nasa, agência especial norte-americana, desenvolve um avião equipado com 14 motores elétricos, sendo 12 menores ao longo das asas e dois maiores nas pontas. Segundo a Nasa, a intenção do projeto é que o X-57 tenha um aumento de 500% na eficiência do voo de cruzeiro em altas velocidades, emissão zero de carbono e um voo totalmente silencioso.

O projeto está sendo desenvolvido tendo como base o avião italiano Tecnam P2006T, originalmente equipado com dois motores convencionais nas asas. A intenção da agência norte-americana é apenas substituir os motores atuais pelos elétricos, sem outras grandes alterações no projeto do avião.

Segundo a Nasa, a vantagem de usar um projeto de aeronave existente é que os dados do modelo alimentado por motores a combustão tradicionais podem ser comparados aos dados produzidos pelo mesmo modelo alimentado por propulsão elétrica. “Isso permite que os engenheiros e pesquisadores da Nasa possam medir com precisão o aumento de eficiência com o uso do sistema elétrico”, diz a agência.

Ainda não há previsão para o primeiro voo de teste do avião com seus motores elétricos.

Wright Electric e EasyJet querem um avião elétrico para até 186 passageiros (foto: Divulgação)

Wright Electric

O maior projeto de um avião comercial elétrico está sendo desenvolvido pela norte-americana Wright Electric. A empresa anunciou em setembro uma parceria com a companhia áerea de baixo custo EasyJet, do Reino Unido, para desenvolver um avião elétrico com capacidade para entre 120 e 186 passageiros. A capacidade é semelhante à do Boeing 737 ou da família Airbus A320.

Segundo a empresa, a expectativa é que nos próximos 20 anos todos os voos de curta distância sejam realizados com emissão zero de carbono. O modelo teria autonomia para distância de apenas cerca de 600 quilômetros, mas seria o suficiente para atender algumas das rotas mais movimentadas do mundo, como Nova York a Boston, nos Estados Unidos, entre Londres, na Inglaterra, e Paris, na França, ou mesmo entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Com o desenvolvimento do novo avião elétrico, a EasyJet espera reduzir significativamente seus custos operacionais e baixar o preço das passagens. Apesar da autonomia reduzida, a executiva-chefe da companhia aérea, Carolyn McCall, afirma que o avião elétrico poderia atender 20% das rotas operadas pela EasyJet. A expectativa é que o avião possa operar comercialmente dentro de dez anos.

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Companhias aéreas oferecem desconto de até 21% em passagens na Black Friday http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/24/black-friday-desconto-passagens-aereas/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/24/black-friday-desconto-passagens-aereas/#comments Fri, 24 Nov 2017 11:51:34 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6522

Companhias lançam promoções para a Black Friday (foto: iStock)

A Black Friday também pode ser uma boa oportunidade para planejar uma viagem gastando menos. As promoções das companhias aéreas devem durar até o próximo domingo (26), com descontos que chegam a 21%.

Para aproveitar as promoções, no entanto, é preciso ficar atento às regras de cada companhia aérea. O percentual de desconto pode variar de acordo com o trecho a ser voado e a data da viagem. Em muitos casos, o desconto só é válido se o passageiro adquirir o bilhete de ida e volta.

As passagens promocionais para voos nacionais também não dão direito ao despacho de bagagem. O passageiro pode transportar somente uma mala de mão de até 10 kg.

As ofertas da Black Friday também incluem os programas de fidelidade das companhias aéreas. Entre as opções estão acúmulo extra de pontos por trecho voado, desconto para o resgate de passagens e bônus para novos clientes se cadastrarem.

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Avianca oferece desconto de até 21% em todos os voos nacionais e internacionais (Foto: Divulgação)

Avianca

A Avianca afirmou que está com descontos de 21% em todos os seus voos nacionais e internacionais. A promoção estará disponível até a meia-noite de domingo (26). As passagens com desconto são válidas somente para voos a serem realizados entre 19 de fevereiro e 30 de junho, exceto feriados.

As compras feitas por meio do site ou aplicativo da companhia receberão um bônus de 2.000 pontos no programa Amigo, o programa de fidelidade da empresa. O limite da bonificação será de, no máximo, 4.000 pontos por CPF cadastrado.

Para a emissão de passagens com pontos do programa Amigo, há passagens nacionais a partir de 3.500 pontos, como nos trechos entre o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e Florianópolis (SC), ou entre o aeroporto de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Brasília (DF).

Nos voos internacionais, as passagens podem ser emitidas com a partir de 7 mil pontos na rota entre São Paulo e Santiago, no Chile, e a partir de 30 mil pontos para o novo voo da empresa entre São Paulo e Nova York, nos Estados Unidos, que estreia no próximo dia 15 de dezembro.

Desconto de 20% só é válido com uso de código promocional AZUL20 (Foto: Divulgação)

Azul

A companhia aérea Azul está com uma promoção de 20% de desconto para voos nacionais. A promoção, no entanto, só vale para alguns períodos específicos. Os voos devem ser realizados entre os dias 21 de fevereiro a 28 de março, de 3 de abril a 25 de abril, de 3 de maio a 29 de maio ou 5 de junho a 28 junho. Além disso, a promoção de Black Friday só é válida para a compra de passagens de ida e volta.

A campanha da Azul dura até a meia-noite de domingo (26). Os preços apresentados no site da companhia não apresentam automaticamente a redução do preço da passagem. Na hora de finalizar a compra, o passageiro deverá inserir o código promocional AZUL20 para obter o desconto de 20%.

A agência Azul Viagens terá descontos de 10% de desconto para pacotes com passagem aérea e hotel com valores acima de R$ 1.500. A promoção é válida para viagens realizadas até o dia 30 de junho. Na hora de finalizar a compra do pacote, o cliente deve inserir o código promocional BLACK10 em compras realizadas até a próxima terça-feira (28).

A cada R$ 1 gasto com pacotes do Azul Viagens, o cliente recebe dois pontos no programa de fidelidade Tudo Azul. O programa também terá bônus de 50% nas transferências de pontos de empresas parceiras para o Tudo Azul. No entanto, antes de fazer a transferência é necessário se cadastrar no site da promoção.

Latam tem voos a partir de R$ 80 no trecho entre Bauru e Congonhas (Foto: Divulgação)

Latam

A promoção de Black Friday da Latam também dura até a meia-noite de domingo. Para viagens nacionais, as passagens têm preços a partir de R$ 80, como no trecho entre Bauru (SP) e o aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Para os voos entre o aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), e Congonhas, as passagens custam a partir de R$ 98 (ou 3.500 pontos Multiplus). Já os voos entre Congonhas e Curitiba (PR) estão disponíveis a partir de R$ 99 (ou 3.500 pontos Multiplus). A empresa, no entanto, não informou qual o percentual de desconto em relação a outras épocas do ano.

Nos voos internacionais, a passagem mais barata liga São Paulo a Santiago, no Chile, a partir de R$ 834 (16 mil pontos Multiplus), ida e volta. O trecho entre São Paulo e Johanesburgo, na África do Sul, custa R$ 1.848, ida e volta.

O novo voo da empresa entre São Paulo e Roma, na Itália, que começa a ser operado em março, também entrou na promoção com a tarifa mais barata de voos para a Europa. A passagem de ida e volta custa a partir de R$ 3.045 (65 mil pontos Multiplus).

Segundo a empresa, há passagens promocionais com saídas de diversas cidades brasileiras. Para voos nacionais, as viagens devem ser feitas entre fevereiro e maio de 2018. Nos voos internacionais, a promoção é válida para viagens a serem realizadas entre fevereiro e junho de 2018.

O Smiles terá bônus de até 80% na transferência de pontos do cartão de crédito (Foto: Divulgação)

Gol

Na Gol, os descontos valem somente para o trecho de volta. O passageiros tem de comprar a passagem de ida e volta, mas a promoção vale somente para o segundo voo. A promoção só vale para comprar feitas até a meia-noite desta sexta-feira (24). Além disso, as viagens devem ser realizadas entre os dias 20 de fevereiro e 31 de maio de 2018. A promoção não é válida nos voos para Jericoacoara (CE) e Fernando de Noronha (PE).

A principal promoção da empresa está relacionada ao Smiles, o programa de fidelidade da Gol. A companhia afirma que há desconto de até 80% para a compra de passagens aéreas com o uso de milhas. Os trechos entre São Paulo e Rio de Janeiro custam a partir de 2.100 milhas para clientes do Clube Smiles e da categoria Diamante.

A promoção inclui também os voos de companhias aéreas parceiras do programa Smiles. As viagens entre São Paulo e Nova York ou Rio de Janeiro e Orlando, nos Estados Unidos, custam a partir de 29.900 milhas por trecho, voando com a companhia norte-americana Delta.

O Smiles também está com promoção de bônus para os clientes que transferirem os pontos do cartão de crédito de qualquer banco para a conta do programa. A partir de 5.000 milhas, haverá um bônus de 60% sobre o montante transferido. Para clientes do Clube Smiles e da categoria Diamante, o bônus é de 80%. As milhas são creditadas em até 10 dias úteis e é preciso fazer um cadastro no site da Smiles.

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Maior aeronave do mundo, dirigível sofre mais um acidente no Reino Unido http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/21/maior-aeronave-do-mundo-dirigivel-sofre-mais-um-acidente-no-reino-unido/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/21/maior-aeronave-do-mundo-dirigivel-sofre-mais-um-acidente-no-reino-unido/#comments Tue, 21 Nov 2017 16:10:21 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6510

Dirigível se soltou do mastro de segurança e foi esvaziado (foto: Polícia de Bedfordshire)

O dirigível Airlander 10, atualmente a maior aeronave do mundo, sofreu um novo acidente após um voo de teste no último final de semana. É o segundo acidente do Airlander 10 em apenas seis voos de teste desde que a aeronave decolou pela primeira vez em agosto do ano passado. O dirigível tem 92 metros de comprimento (16 metros a mais que o Boeing 747-8), 43 metros de largura e 26 metros de altura (2 metros a mais que o Airbus A380).

Depois de pousar na última sexta-feira, o dirigível foi amarrado aos mastros de fixação no solo. No dia seguinte, uma falha fez com que a aeronave se soltasse. Isso fez com que fosse acionadao um sistema de emergência, que abre uma fenda na estrutura da aeronave, permitindo a liberação dos gases e fazendo com que o dirigível fosse esvaziado.

O acidente aconteceu no aeroporto de Cardington, cerca de 80 quilômetros ao norte de Londres, no Reino Unido. Segundo um comunicado da empresa Hybrid Air Vehicle, fabricante do Airlander 10, o sistema de emergência foi acionado para minimizar os danos.

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Dirigível Airlander 10 está em teste desde agosto do ano passado (foto: Divulgação)

“É uma característica de segurança para garantir que nossas aeronaves minimizem qualquer dano potencial ao seu entorno nessas circunstâncias. A aeronave está agora desinflada e segura no campo de pouso. O combustível e o gás hélio foram removidos com segurança”, diz a empresa.

Para ser inflado, são necessários 38 mil metros cúbicos de gás hélio. O dirigível conta com quatro motores V8 abastecidos com diesel, que geram 325 hp de potência cada um.

Mesmo sem ter ninguém a bordo do dirigível no momento do acidente, dois funcionários da Hybrid Air Vehicle que estavam próximos à aeronave ficaram levemente feridos. Uma mulher chegou a ser encaminhada para um hospital local, mas já foi liberada. Outro funcionário sofreu alguns ferimentos ao tentar solucionar o problema.

A fabricante afirma que as causas do acidente ainda serão investigadas. “Estamos testando um novo tipo de aeronave, e incidentes dessa natureza podem acontecer durante a fase de desenvolvimento. Nas próximas semanas, vamos avaliar as causas do incidente e a extensão dos reparos necessários”, afirma a Hybrid Air Vehicle, em nota.

Um dia antes do acidente, a empresa havia afirmado que a aeronave entraria em uma nova fase de testes. A intenção era realizar voos mais altos (até 2.100 metros), mais rápidos (até 92 km/h) e com distâncias maiores (até 139 quilômetros). Agora, não há previsão para a retomada dos testes com o Airlander 10.

Aeronave já havia sofrido um acidente durante o segundo voo de teste (foto: reprodução)

Aeronave já tinha sofrido outro acidente

O dirigível voou pela primeira vez em agosto do ano passado. No segundo voo, a aeronave teve um acidente durante o pouso. Ao se aproximar do campo de Cardington, o dirigível bateu com o nariz no chão, causando danos na cabine de comando.

A aeronave só voltou a voar novamente em maio deste ano, depois que a empresa desenvolveu um novo sistema com duas bolsas infláveis na parte inferior do dirigível para auxiliar nos pousos. O dirigível realizou somente seis voos até o momento.

O dirigível pode decolar com peso máximo de até 20 toneladas. Segundo a empresa, o Airlander 10 pode atingir a velocidade máxima de 150 km/h e distâncias de até 6.000 quilômetros.

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Escola de pilotos da Emirates tem jato brasileiro e aeroporto exclusivo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/18/escola-piloto-emirates-jato-embraer-phenom-100/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/11/18/escola-piloto-emirates-jato-embraer-phenom-100/#comments Sat, 18 Nov 2017 06:00:54 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=6495

Jato da Embraer será utilizado na formação de novos pilotos (Divulgação)

A companhia aérea Emirates, dos Emirados Árabes Unidos, inaugurou nesta semana sua escola de formação de novos pilotos, chamada de Emirates Flight Training Academy, que pretende ser a mais avançada do mundo. Para preparar os futuros pilotos, a empresa utilizará aviões monomotores Cirrus SR22 e a nova versão do jato executivo Phenom 100EV, da brasileira Embraer, uma evolução do Phenom 100E.

O jato executivo da Embraer é o primeiro da categoria a contar com painéis com telas sensíveis ao toque. Segundo a fabricante brasileira, o novo sistema “oferece aos pilotos mais recursos e substitui uma variedade de interruptores e botões tradicionais por telas de toque maiores e centralizadas”. O avião também recebeu um motor atualizado, que melhora o desempenho na decolagem em altas temperaturas.

Além dos aviões de última geração, a escola de aviação da Emirates terá modernos simuladores de voo e equipamentos digitais nas salas de aula. A companhia recebeu um suporte da Boeing para criação do currículo acadêmico.

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Avião é da nova versão do jato executivo da Embraer (Divulgação)

A estrutura foi construída em uma área de 164 mil metros quadrados (equivalente a 23 campos de futebol), que fica em um aeroporto privado da companhia, em Dubai. O espaço irá abrigar 36 salas de aula, simuladores de voo, hangares para os 27 aviões da frota (22 Cirrus SR22 e cinco Embraer Phenom 100EV), refeitórios e alojamento individual para os estudantes.

O aeroporto tem pista de 1.800 metros, maior que a do Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com torre de controle própria e equipamentos de auxílio à navegação aérea.

Os cursos poderão ser concluídos entre 21 meses e 42 meses, com 1.100 horas de aulas teóricas e 315 horas de treinamento de voo, incluindo os voos em simuladores.

Após as primeiras aulas teóricas, os alunos iniciam os voos no monomotor Cirrus SR22. Depois de aprender os conceitos básicos de pilotagem, pulam direto para o jato da Embraer. Normalmente, os alunos começam com um avião monomotor e depois fazem mais algumas horas em bimotores com motor a pistão e hélice, que são mais lentos, menos complexos para voar e tem custo operacional mais baixo.

Avião Cirrus SR22 utilizado nas primeiras horas de voo de treinamento (Divulgação)

O vice-presidente da escola da Emirates, comandante Abdulla al Hammadi, afirma que o avião brasileiro foi escolhido para facilitar a transição para os padrões de pilotagem de jatos comerciais. “Decidimos pelo jato porque a transição para um avião maior será mais fácil e mais suave. O Phenom 100EV é muito similar aos jatos comerciais, especialmente os comandos de voo”, afirma.

A Emirates Flight Training Academy atende cidadãos dos Emirados Árabes Unidos e alunos estrangeiros. Para se inscrever, é necessário ter pelo menos 17 anos, ter completado o ensino médio e obter, no mínimo, a nota 510 no exame de inglês TOEFL.

Após a conclusão do curso, os cidadãos dos Emirados Árabes Unidos são contratados pela companhia aérea como copilotos. Para os estudantes internacionais, não há essa garantia e eles precisam passar pelo processo seletivo para a contratação.

Escola de aviação da Emirates foi inaugurada nesta semana em Dubai (Divulgação)

Em julho, a Emirates fez um evento para seleção de pilotos brasileiros para a sua frota de aviões Airbus A380 e Boeing 777. Os salários de pilotos na companhia aérea variam entre R$ 22 mil e R$ 51 mil.

A Emirates não revelou o custo para a formação de pilotos dentro da sua nova escola. A primeira turma internacional deve começar as aulas somente a partir do ano que vem. No Brasil, a formação básica de um piloto de avião pode variar entre R$ 90 mil e R$ 140 mil.

Avião foi montado na fábrica da Embraer nos Estados Unidos

O primeiro Phenom 100EV da Emirates Flight Training Academy foi entregue à companhia em 8 de novembro. O jatinho foi produzido na fábrica da Embraer na cidade de Melbourne, no Estado da Flórida (EUA). O avião da nova versão do Phenom 100EV é o oitavo a ser produzido no mundo.

A viagem de Melbourne até Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, durou oito dias, em um trajeto de 16 mil quilômetros que passou por 11 países. Sob o comando de dois pilotos da Embraer, o avião saiu dos Estados Unidos e passou por Canadá, Groenlândia, Islândia, Escócia, Alemanha, Hungria, Grécia, Egito, Arábia Saudita, até chegar aos Emirados Árabes Unidos.

A Emirates Flight Training Academy tem mais quatro Phenom 100EV a receber. O avião é um dos jatos leves mais populares do mundo em função da facilidade operacional e baixos custos. Atualmente, são mais de 350 aviões do modelo em operação em mais de 40 países.

Etihad também utiliza o Phenom 100, da Embraer, em sua escola de aviação (Divulgação)

Jatinho é usado por outras escolas

A escola de aviação da Emirates não é a única que utiliza o jatinho para a formação de pilotos. Em junho do ano passado, a Etihad Flight College, também nos Emirados Árabes Unidos, recebeu o seu primeiro avião do modelo para o treinamento dos alunos. A escola opera com quatro aviões Phenom 100E, a versão anterior do modelo.

O jato também foi selecionado para realizar o treinamento dos pilotos das forças armadas do Reino Unido em aeronaves multimotoras. O governo britânico fechou contrato para a compra de cinco aviões. Além disso, a Embraer afirma que o jatinho é utilizado em escolas de voo e instruções nos Estados Unidos, Finlândia e Austrália.

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