Todos A Bordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br Todos a Bordo é o blog de aviação do UOL. Aqui você encontra as últimas informações, análises e notícias sobre o movimentado mundo das companhias aéreas, das fabricantes de aviões e de empresas aeroportuárias. Tue, 27 Jun 2017 13:18:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Número de milhas para voar na Avianca vai variar conforme preço em real http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/27/numero-de-milhas-para-voar-na-avianca-vai-variar-conforme-preco-em-real/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/27/numero-de-milhas-para-voar-na-avianca-vai-variar-conforme-preco-em-real/#respond Tue, 27 Jun 2017 13:00:22 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5815

Quantidade de pontos vai flutuar de acordo com o preço da passagem (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Em Miami (EUA)

A Avianca deve concluir até o final de julho uma grande mudança no seu programa de fidelidade, o Amigo. O presidente da companhia, Frederico Pedreira, afirmou que a intenção é que 100% dos assentos estejam disponíveis para venda com a troca de pontos. Atualmente, são apenas entre 20% e 25% dos lugares do avião.

Outra mudança é em relação à política de preço praticada nessa modalidade. Hoje, as rotas têm pontuação fixa e a proposta é que os valores variem de acordo com o preço em real das passagens. “Se baixar o valor em reais, os pontos automaticamente vão descer para ficarem mais atrativos e deixar o sistema mais fácil”, afirma Pedreira. “Vamos dar mais opções aos nossos clientes para usarem as milhas deles de uma forma mais eficiente”, avalia.

A Avianca tem testado o novo sistema desde o início de maio em dez rotas da companhia. “Até o final do próximo mês, deve estar em toda a nossa malha, incluindo o internacional”, afirma.

Segundo o presidente da companhia, para o voo entre São Paulo e Miami, nos Estados Unidos, que iniciou as operações na última sexta-feira (23), entre 8% e 10% das passagens já são emitidas com pontos do programa Amigo. O índice é bem acima do 3% nos voos nacionais da companhia.

Melhorar o programa Amigo tem sido um dos objetivos atuais da Avianca. Em recente pesquisa feita pela própria companhia com seus passageiros, esse foi o item que recebeu a pior avaliação.

A Avianca também tem priorizado as melhorias do programa após o ingresso da companhia na rede Star Alliance. Os passageiros que acumulam pontos no programa Amigo podem utilizá-lo para compra de passagem nas 25 empresas que fazem parte da aliança.

Cobrança de bagagem ainda não foi definida

Em meio à polêmica liberação para a cobrança de bagagem despachada – medida já implementada pelas concorrentes Azul, Gol e Latam –, o presidente da Avianca afirma que ainda estão sendo feitos estudos internos para definir quais procedimentos serão adotados.

Pedreira adiantou que a medida deve entrar em vigor na companhia no final do ano. “Queremos criar uma nova classe tarifária que não inclui o despacho de bagagem, com preços realmente atraentes para conquistar novos clientes, mas ainda estamos estudando como fazer isso”, diz.

Avianca fez primeiro voo para Miami na última sexta-feira (23) (Foto: Divulgação)

Expansão internacional

Depois de realizar seu primeiro voo internacional de longo curso, entre São Paulo e Miami, a Avianca se prepara agora para expandir suas atividades para outros destinos internacionais.

A empresa deve iniciar nesta quarta-feira (28) as vendas de passagens para os dois voos diários que terá, a partir de 7 de agosto, entre São Paulo e Santiago, no Chile. O voo da manhã será operado com os novos Airbus A330-200, os mesmos utilizados nos voos para Miami, enquanto o voo da noite será operado com os Airbus A320 que a companhia utiliza nos voos domésticos.

Até o final do ano, a empresa deve inaugurar mais uma rota internacional. O novo destino ainda não foi escolhido e deve ser anunciado até agosto. Segundo o presidente da Aviancal, o que já foi definido é que novo voo terá como destino um país do continente americano. Buenos Aires, na Argentina, é um desejo da companhia, mas um acordo bilateral entre os dois países não permite a criação de novos voos.

Atualmente, a Avianca já opera um voo semanal entre Fortaleza (CE) e Bogotá, na Colômbia, e ainda neste ano deve ter outro voo semanal entre Salvador (BA) e Bogotá.

A expansão internacional da Avianca começou com a chegada dos novos aviões Airbus A330-200. A aeronave conta com duas classes na cabine de passageiros. São 32 assentos na classe executiva e mais 206 na econômica.

Miami recebe 71 voos semanais do Brasil

A estreia da Avianca nos voos de longo curso ocorreu no destino que tem mais voos a partir do Brasil. São 71 ligações semanais saindo de diversas cidades brasileiras para Miami. Apesar da forte concorrência, o presidente da companhia acredita no crescimento do mercado e no suporte da Avianca Colômbia, que opera voos para a cidade norte-americana desde os anos 1940.

“Miami é o maior mercado ponto a ponto. A maioria dos passageiros faz o voo de São Paulo a Miami, sem conexão. Seja do ponto de vista operacional ou comercial, a marca Avianca é muito forte aqui em Miami. Isso vai ajudar nossa presença aqui”, afirma Pedreira.

Crescimento no mercado doméstico

A Avianca também tem expandido suas operações no mercado brasileiro. Além dos três novos Airbus A330-200 (um ainda está para chegar), a empresa já recebeu neste ano seis novos aviões Airbus A320.

Com isso, a empresa abriu duas novas bases de operação no país, em Foz do Iguaçu (PR) e Navegantes (SC). Na última semana, a Avianca também iniciou as vendas para os quatro voos diários entre São Paulo e Belo Horizonte (MG). As operações devem começar no dia 21 de agosto.

Apesar da expansão, o presidente da Avianca afirma que a empresa não tem “a menor intenção de se tornar a maior companhia aérea brasileira”. Pedreira afirma que a meta é manter entre 15% e 17% do mercado nacional. “O importante é ter rotas rentáveis e poder oferecer o melhor produto para os passageiros”, afirma.

Segundo dados apresentados pelo presidente da companhia, enquanto outras empresas tiveram retração, a Avianca teve crescimento de 14% no número de passageiros transportados no último ano.

O jornalista viajou a Miami a convite da Avianca

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Oficina de avião inclui costureiras e conserta até Airbus oficial do Temer http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/27/oficina-de-aviao-inclui-costureiras-e-conserta-ate-airbus-oficial-do-temer/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/27/oficina-de-aviao-inclui-costureiras-e-conserta-ate-airbus-oficial-do-temer/#comments Tue, 27 Jun 2017 07:00:10 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5808

Revisão geral do avião pode durar até um mês (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Uma oficina de aviões não é lugar só para mecânicos. No centro de manutenção da Latam, em São Carlos, interior de São Paulo, por exemplo, o trabalho de revisão dos jatos comerciais é feito pelos mais diferentes perfis de profissionais, que inclui desde costureiras e artesãos até engenheiros químicos e de eletrônica.

O local é utilizado pela Latam para fazer a manutenção completa de seus aviões, o que inclui desde reparos no estofamento dos assentos e produção própria de peças plásticas até consertos na fuselagem do avião, revisão do trem de pouso e análise de todos os computadores de bordo.

Inaugurado em 2011, o centro de manutenção da Latam, chamado de MRO (Maintenance, Repair and Overhaul), tem um orçamento de R$ 350 milhões por ano e capacidade para fazer a revisão de aviões dos modelos da família Airbus A320, Airbus A330, Boeing 767, Embraer 170, Embraer 190, ATR 42 e ATR 72.

Alguns desses aviões nem fazem parte da frota da Latam, mas o centro de manutenção tem autorização para fazer revisões em aeronaves de outras companhias aéreas. O avião mais ilustre que passa por manutenção em São Carlos é o Airbus A319 utilizado pela Presidência da República. E quando o avião presidencial está em revisão, a segurança do local fica ainda mais reforçada.

Assentos são retirados e enviados para o oficina de costura (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Revisão pode demorar até um mês

Quando um avião atinge uma certa idade ou determinada quantidade de horas voadas, valores que são definidos pelos fabricantes e variam de acordo com cada modelo, ele precisa passar por uma grande revisão geral, chamada de Check C.

Nesse momento, o avião é praticamente todo desmontado para que os mecânicos possam avaliar, em detalhes, cada uma das peças. O avião é erguido por macacos hidráulicos para verificar a condição do trem de pouso, os bancos são retirados para serem limpos e substituídos em caso de necessidade, os computadores de bordo passam por uma análise feita em outros supercomputadores e até as escorregadeiras utilizadas para evacuação em caso de emergência são infladas por seis horas para verificar se estão intactas. Todo esse procedimento pode durar até um mês.

Além dos 550 mecânicos que trabalham diretamente nos aviões parados dentro dos hangares, outros 400 funcionários atuam nas 24 oficinas do centro de manutenção da Latam em São Carlos. Alguns equipamentos chegam a ser completamente desmontados para analisar peça por peça. Na oficina de hidráulica, por exemplo, são testados 240 componentes diferentes. Para isso, os técnicos utilizam 2.400 ferramentas especiais.

Aplicação de graxa nas rodas do avião é feita manualmente (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Em muitos casos, a manutenção dos equipamentos do avião inclui procedimentos artesanais. Depois de revisadas, as rodas dos aviões, por exemplo, precisam receber uma grande quantidade de graxa nas áreas de atrito. Toda a aplicação do material é feita manualmente, “pintando” toda a área com um dedo. Os técnicos explicam que essa é a melhor maneira de obter um resultado preciso e uniforme em todo o equipamento.

Produção própria gera economia de tempo e dinheiro

Uma das maiores oficinas do centro de manutenção da Latam é a que faz a revisão do trem de pouso dos aviões do modelo A320. O trabalho, que dura 45 dias, chega a custar até US$ 300 mil (R$ 1 milhão). A revisão deve ser feita a cada 10 anos ou 20 mil pousos. A oficina tem capacidade para fazer a revisão de até três trens de pouso simultaneamente, mas quando o Todos a Bordo visitou o local apenas dois estavam em manutenção. A Latam espera utilizar o espaço para vender o serviço a outras companhias aéreas.

Com a criação da nova marca Latam, os aviões da TAM e da LAN recebem a nova pintura da empresa na oficina localizada no centro de manutenção da empresa em São Carlos.

Aviões também são pintados no centro de manutenção em São Carlos (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

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Três empresas aéreas cobram mesmo valor (R$ 30) por mala, mas negam acordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/24/tres-empresas-aereas-cobram-mesmo-valor-r-30-por-mala-mas-negam-acordo/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/24/tres-empresas-aereas-cobram-mesmo-valor-r-30-por-mala-mas-negam-acordo/#comments Sat, 24 Jun 2017 07:00:27 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5803

Empresas cobram R$ 30 para o despacho de uma mala de 23 kg (Foto: Lucas Lima/UOL)

As três principais companhias aéreas brasileiras (Azul, Gol e Latam) anunciaram nos últimos dias exatamente o mesmo valor para o despacho de malas. Todas vão cobrar R$ 30 por uma mala de até 23 kg em voos nacionais. A coincidência pode causar suspeitas de uma espécie de cartel, com combinação de preços.

As empresas e a associação do setor negam acordo e dizem que a competição é livre. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirma que acompanha o mercado, mas que qualquer conclusão agora é “prematura”.

A advogada do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) Claudia de Moraes Pontes Almeida diz que a cobrança dos mesmos preços não é ilegal e resolução da Anac dá total autonomia para as empresas definirem o valor do serviço. “Não dá para dizer que as empresas têm de cobrar preços diferentes. Não existe uma ilegalidade nesse fato, mas existe sim a necessidade de o consumidor ter atenção porque é só uma aparência de que os preços são iguais em todas as empresas, mas não são”, afirma.”

Preços são diferentes em várias situações

A coincidência de preços também pode dar a impressão de que o valor é sempre o mesmo, independentemente da empresa. A advogada do Idec afirma que é preciso prestar atenção nas diferenças de preços de acordo com o momento da compra do serviço e em caso de excesso de peso.

Ela diz que cobrar preços iguais para a primeira mala dentro do limite de peso, pode ser uma tática para não perderem mercado para as concorrentes. “O consumidor precisa ficar atento. Existe a aparência de que é tudo igual, mas na verdade não é. Os R$ 30 são só na compra da primeira bagagem, via online e com antecedência. Depois desse primeiro momento, existem muitas mudanças e o consumidor precisa ir além ao analisar o que ele vai precisar”, orienta a advogada do Idec.

A nova regra vale para as passagens vendidas com as tarifas mais baratas e só para quem comprou bilhetes após a entrada em vigor da medida (dia 1º/6 na Azul, dia 20/6 na Gol e dia 24/6 na Latam). Quem adquiriu passagens antes dessas datas, independentemente do dia da viagem, continua com o direito de transportar gratuitamente uma mala de 23 kg nos voos nacionais.

Anac diz que está acompanhando o mercado

A Anac afirmou que “está acompanhando o comportamento do mercado desde o início da vigência da medida em 29 de abril”. No entanto, devido ao curto período em vigor das novas medidas adotadas pelas companhias aérea, a agência afirmou que ainda é “prematura qualquer avaliação neste período inicial de transição, em que tanto empresas quanto passageiros ainda estão se adaptando”.

A Anac ressalta o fato de que “as principais empresas aéreas adotaram posicionamentos diferentes na oferta dos serviços e que algumas delas sequer iniciaram a oferta de passagens aéreas sem franquia de bagagem despachada”.

A agência afirma, ainda, que a resolução que liberou a cobrança pela bagagem despachada prevê o acompanhamento constante das novas regras e que, caso haja problemas, há uma cláusula de revisão das medidas e a elaboração de relatórios sobre a aplicação, eficácia e resultados do regulamento.

Associação diz que concorrência aumentou

A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) afirma que, entre todas as mudanças promovidas pela resolução da Anac, “a desregulamentação do transporte de bagagem despachada é o elemento que traz o maior potencial de diferenciação entre as empresas e de novo aumento da concorrência”.

Para a associação das empresas aéreas, a Latam ter reduzido o preço cobrado pelo despacho de bagagem [eram R$ 50, mas passaram a R$ 30] mostra os benefícios da concorrência. “O fato dessa revisão ter resultado em preços semelhantes, mas no patamar mais baixo suscitado, só comprova que a maior concorrência atua em benefício dos consumidores”, afirma.

Empresas negam combinação de tarifa

A Latam negou que haja preços combinados. “Não há qualquer tipo de acordo com as demais companhias aéreas para a formação de preços para a cobrança de bagagem. A empresa segue rigorosamente todas as normas do setor e a legislação concorrencial em vigor”, diz nota da empresa.

Também diz “acreditar que a concorrência é saudável e sempre vai beneficiar o cliente”. A empresa afirmou que reduziu o valor inicialmente anunciado “com o objetivo beneficiar o consumidor e contribuir com sua meta de possibilitar que cada vez mais pessoas possam adotar o avião como meio de transporte”.

Para a Gol, “a concorrência entre as companhias aéreas no Brasil se dá pelo melhor valor da tarifa, não pelo valor da cobrança de despacho de mala (ou qualquer outra bagagem) não programada no momento da compra do bilhete”. A empresa afirma que a criação de novas tarifas fará com que “os clientes terão opções ainda mais em conta para emissão de passagens.”

A Azul afirmou que “segue sua própria política tarifária para estabelecer os valores de seus produtos” e que “o cálculo para chegar aos descontos para quem não despacha bagagem é um dado estratégico”.

Despacho da primeira mala pode custar até R$ 80

A coincidência dos valores na cobrança de bagagem só vale para o despacho de uma única mala e para pagamentos feitos no momento da compra da passagem aérea.

O preço de R$ 30 na Latam só vale para o pagamento do serviço no momento da compra da passagem. O valor sobe para R$ 50 após a emissão do bilhete e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in. Inicialmente, a Latam havia divulgado o custo básico de R$ 50 para o transporte de bagagem. Após o anúncio dos preços da Gol e da Azul, a empresa reduziu o valor para R$ 30.

A Gol também tem tarifas diferenciadas de acordo com o momento da compra do serviço. Nos voos nacionais, o valor da primeira mala de até 23 kg é de R$ 30 para quem comprar antecipadamente o serviço de despacho nos canais de autoatendimento da empresa ou em agência de viagens e R$ 60 para quem efetuar o pagamento somente no momento do check-in.

A Azul é a única que não faz distinção de valores de acordo com o momento do pagamento pelo serviço de despacho de bagagem. Os passageiros da companhia poderão incluir os 23 kg de bagagem, a qualquer momento, pelo valor de R$ 30.

A Avianca ainda não definiu as regras e disse que avalia internamente quais medidas serão adotadas no futuro.

Como foi a mudança nas regras

A cobrança foi liberada em uma resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovada em dezembro do ano passado. A medida deveria entrar em vigor no dia 14 de março. Na véspera, no entanto, uma liminar da Justiça Federal barrou a cobrança. A Anac recorreu da decisão e, no dia 29 de abril, conseguiu que a Justiça liberasse a entrada em vigor da medida. Desde então, as empresas têm divulgado valores iguais para a cobrança da primeira mala despachada em voos nacionais.

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Passageiros duvidam que cobrança de mala em avião baixe preço de voos http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/22/passageiros-duvidam-que-cobranca-de-mala-em-aviao-baixe-preco-de-voos/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/22/passageiros-duvidam-que-cobranca-de-mala-em-aviao-baixe-preco-de-voos/#comments Thu, 22 Jun 2017 07:00:54 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5797

Cobrança de bagagem despachada já está em vigor no Brasil (Foto: Lucas Lima/UOL)

A cobrança de bagagens em voo começou a ser implementada no início do mês pelas companhias aéreas. As novas regras, no entanto, ainda têm gerado muitas dúvidas, desconfiança e dividido opiniões dos passageiros de viagens aéreas.

A Azul foi primeira a praticar as novas normas no dia 1º de junho e a Gol iniciou a cobrança na última terça-feira (20). A nova medida é válida somente para quem comprou passagens a partir dessas datas. Bilhetes comprados antes da medida entrar em vigor, independentemente da data da viagem, continuam com o direito de transporte gratuito de uma mala de 23 kg nos voos nacionais.

O Todos a Bordo ouviu passageiros na área de check-in do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A principal crítica está relacionada à desconfiança de que essa será apenas uma taxa a mais que deverá ser custeada pelos passageiros, sem a garantia de redução dos preços das passagens. Por outro lado, há também esperança em relação à redução do custo por excesso de bagagem e até um controle mais rígido do tamanho das bagagens de mão.

A empresária Neiva Fuzinato acha a cobrança indevida (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

“Cobrança indevida”

A empresária Neiva Fuzinato considera que “essa é uma cobrança indevida que jamais deveria acontecer”. Residente no Mato Grosso, estava em São Paulo para uma convenção. Segundo ela, não teria como viajar somente com a bagagem de mão. “Uso muita bagagem quando venho para cá. Isso (a cobrança) é algo que vai acabar prejudicando”, afirma.

Além do custo para despachar mala, a empresária diz que a nova medida ainda vai gerar mais transtorno aos passageiros. “Para nós (passageiros), é uma garantia. Quando a gente compra uma passagem, quer comodidade e não ficar se preocupando com tanta cobrança. Acho que isso aí é uma cobrança injusta”, declara.

A empresária também não acredita em uma possível redução dos preços. “Você vai ter de pagar de alguma forma. Se não for na passagem, vai ter de pagar a bagagem. Então, automaticamente isso não vai mudar nada”, diz.

Os bancários Daniel Gubert (esq.) e Alisson Martins (dir.) são contra a cobrança (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Prejudica quem está em férias

Mesmo quem viajava somente com a bagagem de mão criticou as novas normas de cobrança pela bagagem despachada. É o caso dos bancários Alisson Martins e Daniel Gubert, que esperavam um voo para Maringá (PR).

Para eles, essa é uma medida que vai prejudicar, especialmente, os passageiros que viajam de férias no Brasil e não podem levar somente uma mala de mão. “Normalmente, levo mala pequena, mas isso vai afetar o pessoal que faz turismo. Mais uma vez o brasileiro é onerado”, afirma Martins.

Ele diz que deveriam ser cobrados somente os casos em que há excesso de bagagem. “Quando se compra uma passagem aérea, acho que já está incluso no valor e não tem cabimento cobrar a bagagem despachada. Se for um excedente muito grande, tudo bem. Mas a gente leva somente o realmente necessário”, declara.

Gubert avalia que, em virtude dos preços atuais das passagens, não deveria haver mais uma taxa para o despacho de bagagem. “Quando viajo a trabalho, levo uma bagagem menor que não precisa ser despachada, mas acredito que não deveria ser cobrado”, diz

O bancário afirma se preocupar com futuras viagens mais longas que terá de fazer a trabalho ou mesmo de férias. “Sou contra porque, no momento em que for viajar em um período de férias ou um período maior de trabalho, entendo que vai ser um custo que não deveria desembolsar.”

Excesso de bagagem foi descomplicado

Quando a medida foi anunciada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a alegação era de que os passageiros que viajam somente com a bagagem de mão seriam os mais beneficiados com a nova medida. No entanto, foi um passageiro com bastante excesso de bagagem quem mais comemorou as mudanças.

É que, ao liberar a cobrança das bagagens despachadas, a Anac também determinou que as empresas cobrem valores fixos para o excesso de peso ou malas extras. No caso da Gol, por exemplo, as bagagens que passarem dos 23 kg terão de pagar R$ 12 por quilo mais. Antes, esse cálculo era feito de acordo com um percentual da tarifa-base para o trecho voado, o que dificultava o cálculo por parte do passageiro.

O comerciante Antonio Mesquita espera pagar menos excesso de bagagem (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

O comerciante Antônio Mesquita, de Brasília, costuma viajar a São Paulo para fazer compras na região do Brás, área central de São Paulo especializada em roupas. No entanto, costuma enfrentar problemas para levar a mercadoria para sua cidade. “Já cheguei a pagar até R$ 500 de excesso de bagagem”, diz.

Na noite da última terça-feira, Mesquita embarcava no aeroporto de Congonhas com uma mala grande e duas mochilas. Para não pagar excesso de bagagem, Mesquita levava as duas mochilas como bagagem de mão. As duas somavam mais de 20 kg (o limite total a bordo é 10kg).

O comerciante confiava na fiscalização falha no momento do embarque, já que o limite máximo é de 10 kg. “Hoje, o grande problema é o valor muito alto cobrado pelo excesso de bagagem. Às vezes, a taxa come todo o lucro das mercadorias que comprei”, declara.

Mesquita afirma que se os preços fossem menores, preferiria despachar mais uma mochila. Com as novas regras, a Gol, companhia na qual viajava, passa a cobrar R$ 50 para despachar uma segunda mala. Ao ser informado sobre os novos valores, o comerciante comemorou as mudanças. “Com esse valor, fica ótimo para mim. Vai melhorar agora.”

O consultor Marino Roberto Rodilha reclama do excesso de bagagem de mão (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Mais espaço dentro do avião

Com todas as mudanças de regras, as companhias aéreas devem ser mais rígidas no controle da bagagem de mão. Algumas empresas criaram caixas para medir o tamanho das malas. Se elas não couberem ali dentro, deverão ser despachadas no porão do avião.

Para o consultor de recursos humanos, Marino Roberto Rodilha, o excesso de bagagem de mão gera transtornos a todos os passageiros. “O que noto na prática dos passageiros é algo muito triste. Você vê entrar no avião uma pessoa com três malas e enfia tudo em cima. Aí, você não tem espaço para colocar sua mala”, afirmou.

Rodilha acredita que com a cobrança pelo despacho de bagagem, as companhias aéreas devem ser mais rígidas com os limites da bagagem de mão, o que vai diminuir os excessos de alguns passageiros. “Pressuponho que a cobrança possa facilitar esse embarque e desembarque. As pessoas terão de ser mais controladas. Se você tem mais malas, que elas sejam despachadas”, disse.

Essa prática também é uma preocupação da enfermeira Andreia Barbosa. “O pessoal acha que vai pagar tudo, e o bagageiro dentro do avião está uma coisa infernal. Estão levando malas e ninguém está fazendo essa conferência. No último voo, estava sentada na fila oito, mas tive de colocar a bagagem na fila 20 porque não tinha espaço”, afirmou.

Apesar do problema, a enfermeira afirma ser a favor das novas regras por cobrar apenas de quem transporta mais bagagem. “Só espero que haja uma fiscalização maior na bagagem de mão”, disse.

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Gol começa a cobrar de R$ 30 a R$ 60 por mala despachada em voo nesta terça http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/20/gol-comeca-a-cobrar-de-r-30-a-r-60-por-mala-despachada-em-voo-nesta-terca/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/20/gol-comeca-a-cobrar-de-r-30-a-r-60-por-mala-despachada-em-voo-nesta-terca/#comments Tue, 20 Jun 2017 07:00:55 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5792

Gol mudou os elementos gráficos, mas o predomínio do branco segue intocável (Foto: Divulgação)

A companhia aérea Gol inicia nesta terça-feira (20) a cobrança pela bagagem despachada em voos nacionais e internacionais. A Gol será a segunda empresa a cobrar pelo serviço – a Azul iniciou a cobrança no dia 1º de junho. Para transportar uma mala de até 23 kg nos voos nacionais, os passageiros terão de pagar entre R$ 30 (pagamento antecipado) ou R$ 60 (compra do serviço no momento do check-in).

A cobrança vale para bilhetes comprados a partir desta terça. Quem comprou passagens até segunda-feira (19) para embarcar em qualquer data no futuro, independentemente do dia da viagem, não pagará pelo despacho.

Nas viagens internacionais, os valores serão de US$ 10 para compras com antecedência nos canais de autoatendimento da empresa ou em agências de viagens e US$ 20 no momento do check-in.

A nova taxa será cobrada somente dos clientes que adquirem passagens com a tarifa mais baixa praticada pela companhia aérea, chamada de “Light”. Passagens mais caras, nas tarifas “Programada” e “Flexível”, darão direito ao transporte de uma mala de até 23 kg. 

Caso necessite transportar mais de uma mala na viagem, a taxa a ser cobrada será a mesma para todos os passageiros. De acordo com o momento da compra, os valores serão de R$ 50 (com antecedência) e R$ 100 (no check-in) nos voos nacionais e de US$ 30 (com antecedência) e US$ 60 (no check-in) nas viagens internacionais. Somente a tarifa “Gol Premium”, exclusiva nos voos internacionais, dará direito a uma segunda mala.

O excesso de peso, até então calculado de acordo com a tarifa cheia do voo, passa a ser mais barato e de fácil entendimento. O passageiro pagará apenas por quilo adicional, além dos 23 kg, que custará R$ 12 nos voos domésticos e US$ 4 nos internacionais.

A cobrança da bagagem foi permitida em dezembro do ano passado em uma nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e deveria entrar em vigor em 14 de março. Uma liminar da Justiça Federal, no entanto, chegou a barrar a entrada em vigor das novas regras. A decisão, no entanto, foi suspensa no final de abril e as companhias aéreas passaram a ter o direito de cobrar pela bagagem despachada.

Na mesma resolução, a Anac aumentou o limite de peso que os passageiros têm o direito de transportar como bagagem de mão, passando de 5 kg para 10 kg. No entanto, as malas não podem ter tamanho superior a 40 cm de comprimento, 25 cm de largura e 55 cm de altura. A Gol já está medindo algumas bagagens de mão no momento do embarque. As malas maiores que o tamanho permitido têm de ser despachadas no porão no avião.

Outras empresas anunciaram a cobrança

A Azul iniciou a cobrança de bagagem em voos nacionais no dia 1º de junho. A empresa criou uma nova classe tarifária, chamada de Azul, na qual os passageiros não terão direito ao transporte de bagagem, somente à mala de mão de até 10 kg. Caso decidam levar uma mala de até 23 kg no porão do avião, o valor adicional cobrado também será de R$ 30.

A cobrança acontece, inicialmente, em 14 rotas da companhia. A intenção é implementar as novas regras para todos os voos da Azul de forma gradativa ao longo dos próximos meses.

Além da cobrança, a empresa também anunciou a redução do limite máximo de peso das malas nos voos para Estados Unidos e Europa. Os passageiros poderão transportar duas malas de até 23 kg. Pelas regras antigas da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as empresas eram obrigadas a aceitar duas malas de até 32 kg por passageiro.

Nos voos internacionais da Azul para destinos da América do Sul, o limite de bagagem despachada permanece em apenas uma mala de 23 kg. Nesse caso, no entanto, não haverá cobrança adicional.

A Latam deve começar a cobrar pelo despacho de bagagem na próxima semana,  mas ainda não há uma data específica para isso. A Latam terá quatro perfis de tarifas nos voos nacionais: Promo, Light, Plus e Top.

As faixas de preço de cada perfil de tarifa irão variar de acordo com os pacotes de benefícios que oferecem, como despacho de bagagem, acúmulo de pontos no programa Latam Fidelidade, reserva antecipada de assento, Espaço+ e remarcação ou reembolso do bilhete.

A cobrança de bagagem será feita nas tarifas Promo e Light, as mais baratas da empresa. Ao adquirir o despacho no momento da compra da passagem, o valor cobrado será de R$ 30. Se adquirir o serviço após efetivar a compra, o valor sobe para R$ 50 e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in. Nas duas tarifas, futuramente a reserva antecipada de assento também será cobrada.

Na mesma data, a Latam também vai passar a vender comidas e bebidas a bordo dos aviões nos voos nacionais. Os produtos terão preços entre R$ 4 e R$ 30. Com a implementação do serviço, somente a água passará a ser oferecida gratuitamente aos passageiros.

A Avianca ainda não definiu as regras e disse que avalia internamente quais medidas serão adotadas no futuro.

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Aviões comerciais viram casa voadora, com chuveiro, quartos e teto virtual

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Aviões comerciais viram casa voadora, com chuveiro, quartos e teto virtual http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/17/avioes-comerciais-viram-casa-voadora-com-chuveiro-quartos-e-teto-virtual/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/17/avioes-comerciais-viram-casa-voadora-com-chuveiro-quartos-e-teto-virtual/#comments Sat, 17 Jun 2017 07:00:58 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5776

Sala de estar de um Boeing 787 na versão executiva (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Aviões comerciais como o Boeing 787, o Airbus A320 e o Embraer E190 foram criados para atender as companhias aéreas no transporte de centenas de passageiros. No mercado de superluxo, no entanto, eles são transformados e viram exclusivos para alguns poucos afortunados.

A Boeing e a Airbus possuem uma divisão específica para transformar seus aviões de linha em versões executivas, chamadas de BBJ (Boeing Business Jet) e ACJ (Airbus Corporate Jets). A Embraer, por outro lado, tem uma gama bem maior de aviões executivos, que vai desde o Phenom 100, com capacidade para quatro passageiros, até o Linneage 1000E, uma adaptação do modelo da aviação comercial E190.

Eles viram verdadeiras casas voadoras, com chuveiros, quartos e teto panorâmico virtual. Os preços básicos dos aviões vão de US$ 55 milhões (R$ 180 milhões) a US$ 313 milhões (R$ 1 bilhão). Isso não inclui as personalizações que os donos vão fazer.

Além do maior conforto e luxo a bordo, as versões executivas dos aviões normalmente utilizados pela aviação comercial também ganham mais autonomia e podem fazer voos mais longos. Com menos passageiros a bordo, eles precisam de uma área menor de bagagem. Assim, são instalados tanques extras de combustível.

Quem compra um grande jato executivo pode fazer praticamente qualquer mudança no interior do avião, desde que sua viabilidade seja comprovada e que isso não afete a segurança do voo. Assim, os maiores aviões particulares do mundo se tornam sempre uma peça única, com itens muitas vezes curiosos e bastante incomuns.

Sala de TV do jato executivo Linneage 1000E, da Embraer (Foto: Divulgação)

Jato da Embraer tem chuveiro para duas pessoas

Durante a principal feira de aviação executiva do mundo, a Ebace, realizada no mês passado em Genebra, na Suíça, foi um avião brasileiro que mais chamou a atenção. Tudo por conta de um detalhe um tanto picante.

O Linneage 1000E apresentado na feira internacional conta com um amplo banheiro, que inclui um chuveiro que pode ser utilizado simultaneamente por duas pessoas. E nem precisa ser um banho rapidinho. Um tanque dedicado de 30 galões fornece água suficiente para um banho de chuveiro de 40 minutos. Além disso, há uma apoio dentro do box para auxiliar no equilíbrio dos ocupantes.

Chuveiro instalado no Linneage 1000E (Foto: Divulgação)

O avião, que tem preço básico de US$ 55 milhões (R$ 180 milhões), é de um cliente norte-americano que teve a identidade preservada pela fabricante. Segundo a Embraer, “mesmo admitindo que um chuveiro para dois possa projetar uma imagem equivocada, a intenção única da Embraer era mostrar que o novo espaço para o luxuoso adendo é maior do que os encontrados nos poucos modelos comerciais e de negócios existentes”.

Na versão comercial, o E190 pode levar até 114 passageiros, enquanto o modelo destinado à aviação executiva leva apenas entre 14 e 19 pessoas a bordo. O Linneage 1000E tem autonomia de voo para viagens de até 8.500 km.

Versão executivo do Embraer E190 transporta de 14 a 19 passageiros (Foto: Divulgação)

Os proprietários do Linneage 1000E têm à disposição cinco luxuosos conceitos de design para o interior do avião. Os detalhes do acabamento contam com itens como bar a bordo inspirado na Hollywood dos anos 1930, inspiração na arquitetura art déco de Manhattan, em Nova York, e componentes utilizados nos mais luxuosos iates do mundo.

Mesa de jantar instalada em um Boeing 787 executivo (Foto: Divulgação)

Boeing 787 exclusivo para 40 passageiros

Criado para voos com até 17 horas de duração e capacidade original para mais de 300 passageiros, a versão executiva do Boeing 787 leva apenas 40 pessoas a bordo. A área interna do avião equivale a um apartamento de 223 metros quadrados.

E pode chamar mesmo de apartamento voador. O avião conta com cinco banheiros completos, uma suíte master com cama de casal king size, sala dividida em quatro ambientes e uma área para convidados com 18 poltronas iguais às da primeira classe das companhias aéreas tradicionais.

Os detalhes também estão presentes no acabamento dos móveis a bordo, com as mesas de madeira e poltronas de couro. Na parte tecnológica, os passageiros podem controlar a iluminação, monitores de vídeo, áudio ambiente e transparência das janelas com o uso de tablets.

Cama de casa na suíte master do Boeing 787 executivo (Foto: Divulgação)

Todo esse luxo, no entanto, tem um preço. Com valor estimado de US$ 224 milhões (R$ 733 milhões), o avião ainda teve de sofrer adaptações que custaram mais US$ 100 milhões (R$ 327 milhões). O trabalho de adaptação do novo interior do Boeing 787 foi feito pela empresa norte-americana Kestrel. O projeto foi criado pela empresa especializada em interiores de iates luxuosos Pierrejean Design.

A empresa não revela o nome do proprietário que poderá viajar todo o mundo com luxo e conforto. A única informação confirmada é que o avião foi comprado por um cliente asiático.

Desenho de como deve ficar a área de jantar do Boeing 777 (Foto: Divulgação)

Boeing 777 fará roteiros de luxo

Outro avião criado pela Boeing para voos de longa duração e capacidade para mais de 300 passageiros também foi adaptado para atender a um público bastante seleto. Um Boeing 777-200 LR da empresa de viagens Crystal AirCruises foi transformado em um modelo de luxo destinado a transportar apenas 84 pessoas.

A aeronave deve ser colocada em operação no segundo semestre deste ano para realizar roteiros de viagens com duração de 14, 21 e 28 dias, “para os lugares mais exóticos e remotos do mundo”.

O Boeing terá uma área com bar e quatro mesas de jantar para até 6 pessoas cada uma e poltronas totalmente reclináveis, que viram camas com pouco mais de 1,86 m de comprimento.

Um Boeing 777-200 LR utilizado para a avião comercial custa US$ 313 milhões (R$ 1 bilhão). A empresa não informou, no entanto, o valor investido na personalização da aeronave.

Tela de projeção cria um teto panorâmico no Airbus ACJ320neo (Foto: Divulgação)

Jatos executivos da Airbus têm teto panorâmico

Depois de lançar a nova família de aviões comerciais, que receberam novos motores e melhorias aerodinâmicas, o departamento de aviação executiva da Airbus também já anunciou novos padrões de design para o interior dos aviões.

O mais novo conceito interno é a instalação de um “teto panorâmico” para os passageiros. Segundo a Airbus, a intenção é criar um ambiente mais livre que proporcione relaxamento aos passageiros.

O “teto panorâmico”, no entanto, é criado artificialmente com a instalação de uma grande tela de projeção. A ideia é transmitir imagens do céu que está sendo sobrevoado, mas existe a possibilidade de exibir qualquer outra imagem no teto do avião.

Áreas internas são separadas e equipadas com poltronas de couro (Foto: Divulgação)

Os passageiros contam, ainda, com amplas poltronas de couro, sala de cinema e refeições e uma suíte master com banheiro com chuveiro e cama de casal. Na parte da frente do avião, ficam a área de descanso dos tripulantes e a cozinha.

Com capacidade original para até 195 passageiros, os novos ACJ319neo e ACJ320neo levam somente entre oito e 12 pessoas a bordo. O preço básico de cada avião é de US$ 98 milhões (R$ 320 milhões) e US$ 107 milhões (R$ 350 milhões), respectivamente, sem contar a personalização exigida por cada cliente.

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Feita há 95 anos, primeira viagem de avião de Lisboa ao Rio durou 79 dias http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/15/feita-ha-95-anos-primeira-viagem-de-aviao-de-lisboa-ao-rio-durou-79-dias/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/15/feita-ha-95-anos-primeira-viagem-de-aviao-de-lisboa-ao-rio-durou-79-dias/#comments Thu, 15 Jun 2017 07:00:23 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5767

Hidroavião Fairey III-D decolou do Rio Tejo, em Lisboa (Foto: Air and Space Museum)

Por Vinícius Casagrande

Hoje, um voo entre Lisboa, em Portugal, e o Rio de Janeiro dura cerca de dez horas. Quando essa mesma rota foi feita pela primeira vez, os portugueses Artur de Sacadura Freire Cabral e Carlos Viegas Gago Coutinho levaram 79 dias e mais de 62 horas de voo para completar a viagem. Eles aterrissaram no Rio de Janeiro no dia 17 de junho de 1922, feito que completa 95 anos no próximo sábado.

A viagem só foi possível depois de os portugueses trocarem, por problemas técnicos, duas vezes a aeronave utilizada na época, um hidroavião modelo Fairey III-D.

Primeiro voo de Santos Dumont inspirou os portugueses

O comandante Sacadura Cabral e o almirante Gago Coutinho se conheceram quando serviram juntos, em 1907, em Moçambique e outras colônias portuguesas na África. Fazia apenas um ano que o brasileiro Alberto Santos Dumont havia realizado, com sucesso, o primeiro voo de avião da história.

Os dois portugueses só foram conhecer o feito de Santos Dumont quando retornaram à Europa em novembro de 1915. A nova máquina de voar despertou interesse imediato em Sacadura Cabral, que, em apenas dois meses, aprendeu a pilotar. A nova paixão lhe rendeu a missão de organizar a Aviação Marítima de Portugal em 1918.

Por outro lado, Gago Coutinho era um notável cartógrafo. No entanto, foi por influência de Sacadura Cabral que realizou seu principal trabalho: a criação da sextante de bolha artificial, instrumento para ser utilizado na navegação aérea ao medir a distância angular entre um astro e a linha do horizonte e permitir calcular com precisão a sua posição.

Juntos, ainda criaram mais um instrumento essencial para a navegação aérea: o corretor de rumos. O equipamento fazia cálculo para compensar os desvios causados pelo vento durante o voo.

Para testar a eficácia dos dois novos instrumentos, Sacadura Cabral e Gago Coutinho realizaram um voo experimental entre Lisboa e a Ilha da Madeira, também em Portugal. O sucesso da viagem fez com que acreditassem que seria possível realizar, pela primeira vez, uma travessia aérea do Atlântico Sul.

Os portugueses Sacadura Cabral (esq.) e Gago Coutinho (dir.) (Foto: Air and Space Museum)

A travessia do Atlântico Sul

Assim, no dia 30 de março de 1922 a bordo do hidroavião Fairey III-D, batizado de Lusitânia, Sacadura Cabral e Gago Coutinho decolaram das águas do Rio Tejo, em Lisboa, com destino à ilha de Las Palmas, já em território espanhol, para a primeira etapa da jornada. O trecho de 1.300 km foi percorrido em 8h37 de voo.

Preocupados com o consumo excessivo de combustível, os portugueses ficaram alguns dias na ilha para reparos no avião. Somente no dia 2 de abril, realizaram um curto voo de teste de menos de 30 km pelo litoral da ilha. Três dias depois, decolaram para a mais uma longa etapa da viagem. Foram 1.500 km e 10h43 até São Vicente, em Cabo Verde.

Os problemas no hidroavião, no entanto, não davam trégua aos portugueses. Na costa africana, o Fairey III-D passou a apresentar problemas de infiltração de água nos flutuadores, o que exigiu novos reparos no hidroavião. Foram 12 dias parados na ilha de São Vicente antes de realizar mais um voo curto até Praia, ainda em Cabo Verde.

No dia seguinte, em 18 de abril, Sacadura Cabral e Gago Coutinho partiram para o trecho mais longo da viagem para, efetivamente, cruzar o oceano Atlântico. Depois de percorrer 1.700 km em 11h21, os portugueses pousavam pela primeira vez em território brasileiro. O ponto de chegada foi o arquipélago de São Pedro e São Paulo.

Com problemas nos flutuadores, um dos aviões afundou no mar (Foto: Air and Space Museum)

Problemas e trocas do hidroavião

No limite do combustível ao chegar ao arquipélago, os portugueses foram obrigados a fazer um pouso mais brusco no mar agitado, que causou a perda de um dos flutuadores do hidroavião. Sacadura Cabral e Gago Coutinho foram resgatados por um navio da marinha portuguesa e levados até o arquipélago de Fernando de Noronha.

Para manter a travessia, o governo de Portugal enviou, a bordo de um dos navios da marinha portuguesa, um novo hidroavião Fairey III-D, batizado de Pátria. A nova decolagem foi feita somente em 11 de maio. Em vez de seguir diretamente à costa brasileira, os portugueses decidiram que deveriam retornar ao ponto no qual a travessia havia sido interrompida.

Ao sobrevoar novamente o arquipélago de São Pedro e São Paulo, o novo hidroavião enfrentou problemas mais uma vez. Desta vez, a pane foi no motor, o que exigiu novamente um pouso forçado. Depois de horas à deriva, os portugueses foram resgatados por um navio britânico e levados novamente para Fernando de Noronha.

O governo português enviou, então, o terceiro hidroavião Fairey III-D, batizado de Santa Cruz. A travessia só foi retomada novamente no dia 5 de junho, desta vez com destino direto a Recife (PE) em uma viagem de pouco mais de 500 km e 4h32 de duração.

Voo entre Lisboa e Rio de Janeiro durou 79 dias (Foto: Air and Space Museum)

Encontro com Santos Dumont e viagem pela costa brasileira

Ao completar a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, Sacadura Cabral e Gago Coutinho tiveram, ainda, um encontro histórico ao desembarcar na capital pernambucana. Eles eram esperados pelo pai da aviação, o brasileiro Santos Dumont.

Após três dias em Recife, os portugueses seguiram viagem pela costa brasileira, passando por Salvador (BA), Porto Seguro (BA) e Vitória (ES). Sacadura Cabral e Gago Coutinho chegaram, finalmente, ao Rio de Janeiro no dia 17 de junho de 1922, após 79 dias de viagem e 62h26 de voo.

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Latam começa venda de comida a bordo e cobrança de bagagem no final do mês http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/13/latam-comeca-venda-de-comida-a-bordo-e-cobranca-de-bagagem-no-final-do-mes/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/13/latam-comeca-venda-de-comida-a-bordo-e-cobranca-de-bagagem-no-final-do-mes/#comments Tue, 13 Jun 2017 14:27:09 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5746

Cobrança já foi implementada nos outros países em que a companhia atua (Foto: Divulgação)

A companhia aérea Latam vai começar a venda de alimentação a bordo nos voos nacionais a partir do final de junho, com preços entre R$ 4 e R$ 30. Com a implementação do serviço, somente a água passará a ser oferecida gratuitamente aos passageiros. No mesmo período, a empresa também vai começar a cobrar pela bagagem despachada, com valores a partir de R$ 30. Segundo a empresa, a implementação do serviço será feita de forma gradual em todos os voos.

Para a venda de alimentação a bordo, no chamado Mercado Latam, a companhia criou um cardápio de 14 páginas com 52 produtos, como sanduíches, saladas, bolos, brigadeiro e outros doces, sucos, refrigerantes, cervejas e outras bebidas alcoólicas. A venda será feita para todos os passageiros, independentemente do tipo de tarifa adquirido.

Veja alguns preços:

— Cappuccino: R$ 6,00

— Chá mate: R$ 4,00

— Dois brigadeiros de chocolate: R$ 7,00

— Combo de sanduíche de rosbife e bebida: R$ 25,00

— Salada fresca: R$ 20,00

— Refrigerante: R$ 7,00

— Cerveja Skol: R$ 8,00

— Cerveja Heineken: R$ 10,00

— Cerveja Colorado: R$ 12,00

— Chocolate Snickers: R$ 6,00

— Espumante Brut Rèserve Chandon: R$ 30

Novo cardápio da Latam terá 52 itens para venda a bordo (Foto: Divulgação)

Atualmente, nos voos com mais de 1h15 de duração a empresa oferece bebidas frias e quentes e um snack de cortesia. Os produtos são sempre os mesmos, independentemente do horário do voo. Segundo a empresa, a partir de agora os passageiros terão opções mais adaptadas ao período do dia em que estão voando.

As mudanças fazem parte da nova política tarifária da empresa que já começou a ser implementada nos demais países que a companhia atua, como Colômbia, Peru, Chile e Argentina.

“O Mercado Latam é uma mudança bastante grande em relação ao que o passageiro degusta nos voos domésticos. Ele tem uma mistura de produtos bastante significativa para o mercado brasileiro” afirma Jerome Cadier, presidente da Latam Brasil.

Voos nacionais terão quatro perfis de tarifas

A Latam terá quatro perfis de tarifas nos voos nacionais: Promo, Light, Plus e Top. As faixas de preço de cada perfil de tarifa irão variar de acordo com os pacotes de benefícios que oferecem, como despacho de bagagem, acúmulo de pontos no programa Latam Fidelidade, reserva antecipada de assento, Espaço+ e remarcação ou reembolso do bilhete.

A cobrança de bagagem será feita nas tarifas Promo e Light, as mais baratas da empresa. Ao adquirir o despacho no momento da compra da passagem, o valor cobrado será de R$ 30. Se adquirir o serviço após efetivar a compra, o valor sobe para R$ 50 e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in.

Nas duas tarifas, futuramente a reserva antecipada de assento também será cobrada. A empresa decidiu adiar a implementação dessa cobrança para não gerar ainda mais confusão entre os passageiros.

“A gente sabe que nossos clientes buscam alternativas e comodidade. O primeiro passo é que o cliente encontre o que ele busca. Isso também faz com que a companhia seja mais eficiente, com investimento no que o passageiro quer, e consiga tarifas mais baixas”, afirma o presidente da Latam.

Para os voos internacionais da Latam para os Estados Unidos e Europa, a companhia reduziu o limite de transporte de bagagem de duas malas de 32 kg para duas malas de 23. As novas regras já estão em vigor desde o dia 18 de maio.

Com todas as mudanças, a empresa afirma ter uma expectativa de redução de 20% do preço das passagens até 2020 e um aumento de 50% no número total de passageiros transportados.

Outras empresas

A Azul foi a primeira companhia aérea brasileira a iniciar a cobrança pelo despacho de bagagem em voos nacionais. A medida entrou em vigor no dia 1º de junho. A medida vale, inicialmente, para 14 destinos a partir do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). A intenção da empresa é ampliar, gradativamente, a cobrança para todos os voos.

A companhia criou nova classe tarifária para os voos nacionais, chamada de Azul, mas que não dá o direito ao despacho de bagagem. O passageiro poderá viajara somente com uma mala de mão de até 10 kg. Para levar uma mala de até 23 kg, será cobrado o valor de R$ 30.

Na Gol, a cobrança deve começar para as passagens vendidas a partir do dia 20 de junho. A cobrança será para os passageiros que adquirirem as passagens mais baratas da companhia, chamadas de “light”. Passagens mais caras darão direito a bagagem grátis.

Nos voos nacionais da Gol, o valor da primeira mala de até 23 kg será de R$ 30 para quem comprar o serviço de despacho nos canais de autoatendimento da empresa ou em agência de viagens e R$ 60 para quem efetuar o pagamento somente no momento do check-in.

Nas viagens internacionais, os valores serão de US$ 10 para os canais de autoatendimento da empresa ou em agência de viagens e US$ 20 no momento do check-in.

A Avianca ainda não definiu as regras e disse que avalia internamente quais medidas serão adotadas no futuro.

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Airbus inaugura centro de treinamento de pilotos em Campinas (SP) http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/08/airbus-inaugura-centro-de-treinamento-de-pilotos-em-campinas-sp/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/08/airbus-inaugura-centro-de-treinamento-de-pilotos-em-campinas-sp/#comments Thu, 08 Jun 2017 17:11:48 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5738

Simulador do Airbus A320 na sede da Azul, em Campinas (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

A Airbus inaugurou nesta quinta-feira (8) o seu primeiro centro de treinamento de pilotos na América do Sul. O local é resultado de uma parceria com a companhia aérea brasileira Azul e fica localizado na sede da empresa, em Campinas (SP).

Apesar de estar localizado na sede da Azul, outras empresas aéreas poderão usar o espaço para o treinamento de seus pilotos. O espaço já está sendo utilizado por tripulantes da Avianca e pela Smile Aviation, uma empresa de recrutamento chinesa que utiliza o simulador para testes com pilotos brasileiros que serão contratados por companhias aéreas da China.

Atualmente, está disponível somente o treinamento para o modelo Airbus A320. A Azul também utiliza o modelo A330, da Airbus. No entanto, não há planos no médio prazo para instalar um simulador desse modelo de avião. “Não temos demanda que justifique esse investimento. Para o futuro, faria mais sentido ter um segundo simulador do A320”, afirmou Antonoaldo Neves, presidente da Azul.

Os treinamentos no novo centro da Airbus em Campinas devem seguir o mesmo padrão internacional da fabricante. “Temos um padrão comum no mundo inteiro. Vamos dar todo o treinamento que temos em outros lugares do mundo”, afirmou o Fabrice Hamel, vice-presidente de treinamento da Airbus. O centro de treinamento em Campinas é o 12º do mundo.

Os investimentos para a instalação do simulador foram custeados pela Airbus, enquanto a Azul cedeu o espaço físico na UniAzul, que treina pilotos de outros modelos de avião e comissários de bordo.

Pilotos recebem treinamento no simulador do Airbus A320 (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

A instalação de um centro de treinamento próprio reduz o custo na formação de pilotos, mas para o presidente da Azul o ponto principal está na qualidade do treinamento. “Tenho certeza de que todos os pilotos preferem ficar no Brasil. É muito mais conveniente e prático para todos. Isso, com certeza, melhora a qualidade”, afirmou.

O local tem capacidade para treinamento de 600 pilotos por ano. A Azul tem cerca de 50 pilotos voando com o modelo A320neo. Para atender a capacidade disponível, a Airbus pretende fechar contratos com outras companhias aéreas do continente.

“Nossa perspectiva é de crescimento, tanto no número de clientes como de companhias aéreas da América do Sul”, afirmou o vice-presidente de treinamento da Airbus.

“Construímos esse centro para a Azul, mas isso é um negócio e, enquanto houver capacidade, vamos negociar com outras empresas”, disse Arturo Barreira, vice-presidente da Airbus para América Latina e Caribe.

Em tom de descontraído, o presidente da Azul brincou com a presença de pilotos de outras companhias aérea na sede da empresa. “Tenho de ser sincero. Não gosto muito quando vejo pilotos de outras companhias aqui”, disse. “Mas não há brigas entre as empresas quando se trata de treinamento. Essa é uma questão de segurança na qual estão todas juntas”, completou.

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Veja as 10 aéreas mais antigas do mundo que sobreviveram e ainda voam http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/08/veja-as-10-aereas-mais-antigas-do-mundo-que-sobreviveram-e-ainda-voam/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2017/06/08/veja-as-10-aereas-mais-antigas-do-mundo-que-sobreviveram-e-ainda-voam/#comments Thu, 08 Jun 2017 07:00:00 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=5702

Companhia aérea holandesa foi fundada em 1919 (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A crise no mercado de aviação é uma constante em um negócio com pouco mais de um século de existência. Ao longo da história, diversas companhias aéreas simplesmente não resistiram aos contratempos do mercado e deixaram de existir, como as icônicas Pan Am e as brasileiras Varig, Vasp e Transbrasil.

Primeira companhia aérea do mundo, a alemã Delag, por exemplo, durou pouco mais de 25 anos, entre novembro de 1909 e março de 1935. Quando deixou de voar, mais de uma centena de outras empresas de aviação já havia sido criada em todo o mundo.

A maioria das companhias aéreas pioneiras já deixou de voar, mas diversas outras resistem bravamente ao tempo e continuam ganhando os céus de todo o mundo. Conheça as dez companhias aéreas em atividade mais antigas do mundo.

Empresa é a mais antiga ainda em operação no mundo (Foto: Divulgação)

KLM (Holanda) – 7 de outubro de 1919

A KLM (Koninklijke Luchtvaart Maatschappij ou Companhia Aérea Real Holandesa) é a mais antiga empresa de aviação ainda em operação no mundo, com quase 98 anos. Criada em outubro de 1919, o primeiro voo da companhia foi realizado somente no ano seguinte.

No dia 17 de maio de 1920, o piloto inglês decolou com um avião alugado De Havilland DH-16 de Londres, na Inglaterra, com destino a Amsterdã, na Holanda. Em 1921, a KLM adquiriu seus primeiros aviões próprios, modelos Fokker F-II e F-III, e contratou seus primeiros pilotos.

Ao longo de sua história, a KLM viveu anos de glória, mas também enfrentou sérias crises. A empresa deixou de voar durante a Segunda Guerra Mundial. Em 2004, a companhia se juntou com a Air France, para formar um dos maiores grupos europeus. Atualmente, a empresa tem 32 mil funcionários, cerca de 115 aviões e faz 145 destinos em todo o mundo.

Avianca Colômbia está em segundo lugar entre as mais antigas (Foto: Divulgação)

Avianca (Colômbia) – 5 de dezembro de 1919

Criada com o nome de SCADTA (Sociedad Colombo Alemana de Transporte Aéreo), somente em 1940 passou a se chamar Avianca (Aerovías Nacionales de Colombia S.A), após a fusão da SCADTA com o Servicio Aéreo Colombiano.

Os primeiros voos da companhia começaram em 1920 com os aviões anfíbios Junker, entre Barranquilla e Puerto Berrío, ambas na Colômbia. A empresa só chegou até a capital Bogotá em 1929. A expansão internacional começou em 1946, com voos para outros países da América do Sul e para os Estados Unidos.

No início dos anos 2000, a Avianca passou por uma séria crise financeira e chegou a estar em estados de recuperação judicial, até que o grupo Synergy adquiriu o controle da empresa. A presença da Avianca ficou mais forte no Brasil a partir de 2010, quando a antiga Onceanair se transformou em Avianca Brasil.

Companhia australiana nunca interrompeu voos ou mudou de nome (Foto: Divulgação)

Qantas (Austrália) – 16 de novembro de 1920

O primeiro voo da Qantas, criado em 1920, decolou somente em 1922 com um avião Armstrong Whitworth FK8 na rota entre Longreach e Cloncurry. O nome Qantas significa Queensland and Northern Territory Aerial Services (Serviços Aéreos do Território do Norte e Queensland).

A Qantas ostenta o título de companhia aérea mais antiga a operar voos regulares sem interrupções ao longo de sua história e mantendo o mesmo nome desde a sua fundação.

Maior companhia aérea da Oceania, a Qantas tem atualmente 35 mil funcionários e conta com o quarto voo mais longo do mundo, ligando Dallas, nos Estados Unidos, a Sydney, na Austrália. O voo percorre 13.798 km em 17h05.

Companhia russa foi criada originalmente com o nome Dobrolet (Foto: Divulgação)

Aeroflot (Rússia) – 9 de fevereiro de 1923

A companhia aérea russa surgiu em 1923 com o nome de Dobrolet para desenvolver a aviação civil no maior país em extensão territorial do mundo. A empresa passou a utilizar o nome Aeroflot somente em 1932

Mais do que transportar passageiros, a empresa também tinha a missão de mostrar ao mundo o poder da antiga União Soviética. Em 1956, a Aeroflot começou a voar com o primeiro avião comercial a jato desenvolvido no país, o modelo Tupolev TU-104. Ainda no final da década de 1950, começou a voar com o modelo Tupolec TU-114, o maior avião comercial da época.

Em 1992, após o fim da União Soviética, a Aeroflot se tornou uma empresa de capital aberto e trocou o nome oficial de Aeroflot Companhia Aérea Soviética para Aeroflot Companhia Aérea Russa Internacional.

Somente a partir de então que a empresa passou a utilizar aviões fabricados fora da Rússia. O primeiro modelo foi um Airbus A310-300, e dois anos depois, adquiriu um Boeing 767-300ER. Hoje, a Aeroflot tem cerca de 160 aviões de diversos modelos da Boeing e Airbus. Dos aviões russos, há apenas o Sukhoi Superjet 100-95.

Empresa surgiu com o nome da antiga Checoslováquia (Foto: Divulgação)

Czech Airlines (República Checa) – 6 de outubro de 1923

Quando a Czech Airlines foi criada em 1923, a República Checa ainda era chamada de Checoslováquia. Por conta disso, o nome original da empresa era Czechoslovak State Airlines (Companhia Aérea de Estado da Checoslováquia).

O primeiro voo da empresa aconteceu poucos dias após a sua fundação oficial. Em 29 de outubro de 1923, a empresa estreava a rota entre Praga, hoje na República Checa, e Bratislava, atual capital da Eslováquia. Na época, esse era um voo doméstico, já que as duas cidades faziam parte da antiga Checoslováquia. O voo de 321 km foi feito em um avião biplano Aero A-14 (Brandenburg).

Atualmente, a empresa conta com uma frota de apenas 18 aviões, sendo um Airbus A330-300, nove Airbus A319-100, cinco ATR-72 e três ATR-42.

Nome atual da empresa foi adotado em 1953 (Foto: Divulgação)

Finnair (Finlândia) – 1 de novembro de 1923

A companhia aérea finlandesa é outra que mudou de nome ao longo de sua história. A empresa foi criada originalmente com o nome de Aero. No início, a empresa operava com aviões anfíbios, já que não havia nenhuma pista de pouso na Finlândia naquela época. Os aviões usavam boias no verão e esquis no inverno.

As pistas de pouso passaram a ser utilizadas aos poucos, até que em 1936 os aviões anfíbios foram abandonados. A empresa crescia, mas a Segunda Guerra Mundial fez com que o governo tomasse o seu controle para uso militar.

Após o conflito, em 1947 a empresa passou a utilizar o nome de Finnish Airlines. Mas, em 1953, sofreu uma nova mudança de nome, passando a adotar o atual Finnair na pintura dos aviões. Oficialmente, o nome só foi alterado em 1968.

Desde a década de 1980, a companhia se autodenomina como a companhia aérea oficial do Papai Noel.

A Delta surgiu como empresa de pulverização agrícola (Foto: Divulgação)

Delta Airlines (Estados Unidos) – 30 de maio de 1924

Com o nome de Huff Daland Duster, a mais antiga companhia aérea dos Estados Unidos começou como uma empresa agrícola para pulverização de lavouras. A empresa passou a adotar o nome Delta em 1928, iniciando o transporte de passageiros no ano seguinte.

Em 1941, mudou sua sede para a cidade de Atlanta. O crescimento da empresa fez com que atualmente o aeroporto da cidade se tornasse o mais movimentado do mundo, com mais de 104 milhões de passageiros por ano.

Em 2007, a Delta viveu seu momento mais delicado ao passar por um processo de concordata para sanar suas dívidas. No ano seguinte, teve uma fusão com a Northwest Airlines, criando a maior companhia aérea do mundo. Atualmente, a empresa tem mais de 850 aviões e voa para mais de 300 destinos.

No Tajiquistão, os aviões surgiram antes dos carros e dos trens (Foto: Divulgação)

Tajik Air (Tajiquistão)– 3 de setembro de 1924

A companhia aérea estatal do Tajiquistão era chamada originalmente de Tajikistan Airlines na época de sua fundação. A aviação foi pioneira no transporte de massa no país. Os aviões surgiram no Tajiquistão dois anos antes dos carros e cinco anos antes dos trens.

A empresa já teve grande presença internacional. Atualmente, conta apenas 18 destinos para cidades do Tajiquistão, Rússia, Irã, Índia e China.

Air Serbia teve problemas duas vezes por conta de guerras (Foto: Divulgação)

Air Serbia (Sérvia) – 17 de junho de 1927

Air Serbia foi fundada como a Sociedade de Transporte Aéreo AEROPUT em junho de 1927, sendo a companhia aérea oficial dos reinos da Sérvia, Croácia e Eslovênia. A empresa teve seus serviços interrompidos durante a Segunda Guerra Mundial. Em abril de 1947, retomou os voos com o nome de Jugoslovenski Aeritransport, conhecida no mundo como Yugoslav Airlines.

Na década de 1990, a guerra civil iugoslava trouxe mais problemas para a companhia aérea. Em 1992, a empresa adotou o nome de JAT. Depois de enfrentar problemas financeiros e ter parte de suas ações adquiridas pela Etihad, a empresa ganhou o nome atual de Air Serbia.

Atualmente, a companhia aérea sérvia possui uma frota de 20 aeronaves, incluindo Airbus A 319, A 320, Boeing 737-300, ATR 72-200 e ATR 72-500.

Primeiro voo da espanhola Iberia aconteceu em 1927 (Foto: Divulgação)

Iberia (Espanha) – 28 de junho de 1927

A companhia aérea espanhola lançou seu primeiro voo comercial na rota entre Madrid e Barcelona em dezembro de 1927. No início, a empresa contava com apenas três aviões Rohrbach Ro VIII Roland.

A expansão internacional da empresa começou no início da década de 1940, com voos para Londres, Lisboa, Paris e Roma, na Europa, e Buenos Aires e Montevidéu na América do Sul.

Com a crise que afetou grande parte das companhias aéreas no início dos anos 2000, a empresa se uniu, em janeiro de 2011, à inglesa British Airways para formar uma nova empresa chamada International Airlines Group (IAG). Apesar da fusão, as empresas continuam operando com suas próprias marcas.

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