Todos A Bordo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br Todos a Bordo é o blog de aviação do UOL. Aqui você encontra as últimas informações, análises e notícias sobre o movimentado mundo das companhias aéreas, das fabricantes de aviões e de empresas aeroportuárias. Tue, 21 Aug 2018 17:18:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Avião chinês quer entrar no mercado brasileiro para fazer voos regionais http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/21/aviao-chines-harbin-y-12e-mercado-brasileiro-voos-regionais/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/21/aviao-chines-harbin-y-12e-mercado-brasileiro-voos-regionais/#comments Tue, 21 Aug 2018 07:00:50 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7824

Bimotor chinês seria utilizado em voos regionais (Wikimedia)

Por Vinícius Casagrande

A fabricante do avião chinês Harbin Y-12E, a Avic Harbin General Aircraft Industry Company Limited, pretende entrar no mercado brasileiro para promover o aumento de voos regionais de curto alcance entre cidades de pequeno e médio portes. O bimotor turboélice tem capacidade para até 18 passageiros, velocidade de cruzeiro de 270 km/h e alcance máximo de 1.340 quilômetros sem paradas de reabastecimento.

O avião não deverá ser um concorrente direto da brasileira Embraer, que atualmente produz apenas jatos comerciais com capacidade entre 76 e 146 passageiros, além de jatos executivos.

Jorge Santos, sócio-diretor da importadora JCranes e representante exclusivo do Harbin Y-12E no Brasil, afirma que há uma expectativa de venda de até 220 aviões do modelo no Brasil nos próximos anos. Desde que foi criado em 1986, foram produzidas até o momento 226 unidades do mesmo modelo, que voam em 30 países.

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O avião ainda está em processo de homologação pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), processo de autorização para realizar voos no Brasil. A expectativa de Santos é de que o processo seja finalizado entre o final deste ano e início de 2019.

Dificuldades de mercado

Segundo Santos, o avião deve chegar ao Brasil ao preço de US$ 5 milhões (R$ 19,7 milhões) e ser utilizado por companhias aéreas regionais. O problema é que o avião é destinado a um mercado ainda pouco expressivo no Brasil. Aviões semelhantes são mais usados para o transporte de cargas no país, como o Cessna Caravan.

Santos diz acreditar, no entanto, que há espaço no mercado brasileiro para o crescimento desse tipo de aviação. “Já fizemos algumas pesquisas, e há a necessidade de novas ligações entre cidades que ainda não têm voos regulares. O Brasil vai mudar nesse sentido, e estaremos aqui”, afirmou.

Enquanto não há mercado para a venda de aviões para o transporte de passageiros, Santos afirma que já manteve contatos com grandes empresas de transporte de cargas, como DHL e Fedex. “Tivemos algumas conversas, e eles se mostraram bastante interessados”, disse.

Nova fábrica no Brasil

O representante do Harbin Y-12E no Brasil afirma também que os planos chineses são ousados para esse mercado, que pode incluir até mesmo a instalação de uma fábrica no país. “A ideia é trazer o avião, criar um centro de excelência com peças de reposição e até mesmo montar o avião no Brasil. Esse centro pode suprir toda a demanda da América do Sul”, afirmou.

Entre 2003 e 2016, a fabricante chinesa foi parceira da Embraer na produção de jatos executivos na China. As duas empresas criaram uma joint-venture chamada Harbin Embraer Aircraft Industry (HEAI). Além do jato executivo Legacy 650, a fábrica chinesa também chegou a produzir o avião comercial ERJ-145.

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Jato mais barato do mundo pode ser financiado em 60x; veja valor da parcela http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/20/leasing-jato-executivo-mais-barato-do-mundo-cirrus-vision-jet/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/20/leasing-jato-executivo-mais-barato-do-mundo-cirrus-vision-jet/#comments Mon, 20 Aug 2018 07:00:49 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7819

Jatinho da Cirrus tem só um motor em cima da cabine de passageios (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O jato executivo Cirrus SF50 Vision Jet foi uma das novidades da Labace, feira de aviação executiva que aconteceu na última semana em São Paulo. Foi a primeira vez que o jatinho mais barato do mundo esteve em exposição no Brasil. O avião tem preço básico nos Estados Unidos de US$ 2 milhões (R$ 7,8 milhões). No Brasil, o jato chega pelo valor de US$ 2,5 milhões (R$ 9,7 milhões).

Segundo o diretor de marketing e eventos da Cirrus no Brasil, André Touloubre, 62 aviões do modelo já foram vendidos no país desde o jato foi apresentado pela primeira vez em 2008. O primeiro Cirrus SF50 Vision Jet deve ser entregue a um cliente brasileiro em janeiro do próximo ano. “Cerca de 10% das vendas mundiais estão no Brasil. O que ajuda são as condições de leasing para esse tipo de avião”, afirma.

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A pedido do blog Todos a Bordo, Ana Portela, gerente de produção do Banco Alfa para segmento VIP, fez uma simulação de leasing para a compra de um jatinho Cirrus SF50 Vision Jet. Os cálculos consideraram uma taxa de câmbio de R$ 3,89, com entrada de 20%, taxa de juros de 0,4% ao mês mais DI e parcelamento em 36 meses (prazo mínimo) e 60 meses (prazo máximo).

Valor total: R$ 9,725 milhões
Entrada de 20%: R$ 1,945 milhão
Leasing em 36 meses: R$ 245 mil ao mês
Leasing em 60 meses: R$ 155 mil ao mês

Crise política e instabilidade do dólar prejudicam vendas

Apesar de considerar um sucesso as vendas do jato no Brasil, o diretor da Cirrus avalia que a crise do país atrapalha a conquista de novos clientes. “O problema do Brasil é político. Desde 2014, quando começou essa situação, o empresário se retraiu. Não fosse isso, as vendas poderiam ser muito melhores”, afirma.

Para Ana Portela, as oscilações econômicas geram incerteza para a tomada de decisão dos empresários. “Para esse tipo de produto, o dólar comanda a decisão. Por isso, a estabilização da moeda é importante. Pode até ficar alto, mas o importante é que esteja estável para uma maior garantia do empresário”, diz.

Jato tem só um motor e paraquedas de emergência

O Vision Jet é considerado um avião da categoria de jatos pessoais. Nos Estados Unidos, é comum os empresários comprarem esse tipo de avião para eles mesmos pilotarem, sem a necessidade de contratação de pilotos. No Brasil, o diretor da Cirrus afirma que não é possível determinar um perfil semelhante. “São empresários que precisam de um jato para se deslocar. Podem ou não ser pilotos”, diz.

O Cirrus SF50 Vision Jet é o único jato executivo monomotor do mundo e o único a contar com um sistema que aciona um paraquedas de emergência para o avião em caso de alguma falha do motor.

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Delta contrata mil comissários; aérea teve 159 candidatos por vaga em 2017 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/16/delta-contrata-mil-comissarios-aerea-teve-159-candidatos-por-vaga-em-2017/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/16/delta-contrata-mil-comissarios-aerea-teve-159-candidatos-por-vaga-em-2017/#comments Thu, 16 Aug 2018 18:27:17 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7812

A Delta Air Lines anunciou nesta quinta-feira (16) que está selecionando mil comissários de bordo para começarem a trabalhar na empresa, nos Estados Unidos, em 2019. A empresa não divulgou o salário nem os benefícios oferecidos.

Os candidatos devem ter o diploma de ensino médio ou equivalente, permissão para trabalhar nos Estados Unidos, fluência em inglês e pelo menos 21 anos de idade até 1º de janeiro do ano que vem. Também é necessário ter horários flexíveis.

As inscrições não tem prazo determinado para término e devem ser feitas pelo site. A lista completa das responsabilidades está disponível na descrição da função de comissário de bordo.

159 candidatos por vaga

No ano passado, segundo a empresa, mais de 270 mil candidatos se inscreveram para cerca de 1.700 vagas de comissário de bordo. Isso dá uma média de 158,8 candidatos por vaga.

Para quem for participar da seleção e quiser conhecer melhor a empresa e o cargo, a Delta divulga em seu canal no YouTube e em sua página Delta News Hub uma série de 12 vídeos. A série conta a jornada de cinco comissários de bordo contratados em 2017.

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Secretário de aviação diz que cobrança de mala atrai aérea de baixo custo http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/16/cobranca-bagagem-marcacao-assento-low-cost-secretario-aviacao-civil/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/16/cobranca-bagagem-marcacao-assento-low-cost-secretario-aviacao-civil/#comments Thu, 16 Aug 2018 07:00:00 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7802

Norwegian terá voos entre o Brasil e o Reino Unido (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O secretário nacional de Aviação Civil, Dario Lopes, afirmou que iniciativas para a proibição da cobrança de bagagem em voo e para a marcação antecipada de assentos podem dificultar a entrada de companhias de baixo custo no Brasil. “Se houver um retrocesso na agenda, principalmente das Condições Gerais de Transporte, você espanta as low cost”, afirmou. Ele deu a declaração em entrevista para o blog Todos a Bordo.

Na semana passada, no mesmo dia em que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) autorizou as operações da companhia europeia de baixo custo Norwegian no Brasil, o Senado aprovou um projeto de lei que proíbe a cobrança pela marcação antecipada de assento. Para virar lei, o projeto ainda precisa de aprovação da Câmara dos Deputados e da sanção da Presidência da República.

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O Senado também havia aprovado, em dezembro de 2016, projeto para proibir a cobrança de bagagem despachada em voo. O projeto, no entanto, continua parado na Câmara dos Deputados.

Depois de um ano do início da cobrança de despacho de bagagens em voos, em vez de as passagens caírem como prometido, elas tiveram um aumento real médio de 6% (já descontada a inflação).

Secretário diz que cobranças devem continuar

O secretário afirmou que o governo trabalha para evitar essas proibições de cobrança. Ele disse acreditar que as cobranças continuem. “Já temos uma agenda com as empresas aéreas para ver como trabalhar isso não só com esse Congresso, mas com o Congresso que vem pela frente”, disse.

Lopes afirmou que nos últimos dois anos o governo tinha quatro pilares para a aviação no Brasil: mudanças na Condição Geral do Transporte, que permitiu a cobrança de bagagem, acordos de céus abertos com outros países, abertura de capital estrangeiro nas companhias aéreas e fixação de um teto para o ICMS  (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de combustível de aviação.

Os dois primeiros já estão em vigor. A abertura de capital estrangeiro ainda está em discussão no Congresso Nacional, e o teto para o ICMS foi rejeitado pelos parlamentares. “Avançamos muito em um período curto de tempo, e isso acaba tendo um custo. É o custo de não convencer e explicar a todos os atores envolvidos os aspectos positivos. Isso acaba tendo esses suspiros, mas penso que a gente vai conseguir reverter essa situação. Não é uma coisa perdida”, declarou.

Low-costs em voos domésticos

O secretário afirmou que, se aprovada, a abertura de capital estrangeiro para as companhias aéreas pode trazer novas empresas de baixo custo para operar no mercado doméstico brasileiro. A Norwegian já criou uma subsidiária para operar no mercado argentino. “Com certeza, faria o mesmo no Brasil”, disse Lopes.

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Avião leva até 7.000 itens por voo só para serviço de bordo de passageiros http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/14/servico-de-bordo-companhia-aerea-voos-longos-curiosidade/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/14/servico-de-bordo-companhia-aerea-voos-longos-curiosidade/#comments Tue, 14 Aug 2018 07:00:06 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7793

Voos de longo alcance levam quase 800 copos e 500 garrafas de vinho (Divulgação)

O serviço de bordo das companhias aéreas está cada vez mais restrito. Há menos opções de comidas e bebidas atualmente. Em muitos casos, é necessário pagar para comer ou beber algo durante o voo. Nos voos mais longos, no entanto, as companhias aéreas ainda não conseguiram cortar o serviço de bordo. E para atender a todos os passageiros, é preciso muito material.

Segundo a companhia aérea British Airways, em uma viagem entre Londres (Reino Unido) e Nova York (EUA), por exemplo, um Boeing 747, com capacidade entre 275 e 345 passageiros, carrega até 7.000 itens para serem utilizados pelos passageiros.

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Em uma viagem entre Londres e São Paulo, os números dos itens transportados pela British Airways são bastante semelhantes. A companhia utiliza na rota aviões do modelo Boeing 777, com capacidade para até 336 passageiros. Na rota para o Rio de Janeiro, a empresa utiliza o modelo Boeing 787, que pode levar até 214 passageiros.

Boa parte desse material do serviço de bordo precisa ser descarregada e reabastecida no avião sempre antes de cada voo. A British Airways tem cerca de 850 voos todos os dias. São itens alimentícios, bebidas, material de higiene pessoal, de saúde e até para melhorar o sono dos passageiros.

Veja apenas alguns exemplos (não são todos) em um voo da British Airways:

800 itens de roupa de cama, como travesseiros e cobertores
798 copos
500 porta-copos
493 bandejas de refeição
473 latas de Coca-Cola
388 garrafas de vinho de 250 ml
350 pacotes de salgadinho
319 saquinhos de emergência, caso o passageiro passe mal
293 capas de encosto de cabeça
101 garrafas de vinho de 750 ml
78 rolos de papel higiênico
5 kits de primeiros socorros

No porão do avião, além das bagagens, há espaço para o transporte de outras cargas. A maior parte é de itens de valor. Roupas de grife, smartphones e tablets representam 26% da carga da companhia. Cargas especiais como animais vivos ou obras de arte são 5%. Outros 4% são produtos alimentícios perecíveis e 3% são de produtos farmacêuticos e vacinas com temperatura controlada.

A British Airways também divulgou o perfil dos passageiros que voam com a companhia. Segundo a empresa, 47% viajam sozinhos e 27% com apenas mais uma pessoa. Além disso, 70% dos passageiros viajam a lazer. A maioria dos passageiros da British é composta de estrangeiros. Os britânicos representam 42%, enquanto os norte-americanos aparecem em segundo lugar com 13%.

Os dados se referem a uma média de todas as rotas da companhia entre 1º de janeiro e 31 de julho deste ano.

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Feira em SP tem jato executivo de R$ 220 mi que voa até Moscou sem escala http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/12/labace-feira-aviacao-executiva-jatos-de-luxo/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/12/labace-feira-aviacao-executiva-jatos-de-luxo/#comments Sun, 12 Aug 2018 07:00:41 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7786

Dassault Falcon 8X voa de São Paulo a Moscou sem escala (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O aeroporto de Congonhas, em São Paulo, recebe nesta semana a maior feira de aviação executiva da América Latina. Em sua 15ª edição, a Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition) será aberta na terça-feira (14) com a expectativa de retomada no mercado da aviação de negócios no Brasil e de movimentar mais de R$ 1 bilhão em negócios.

No total, a feira deve reunir 47 aviões e helicópteros. Das mais de 90 empresas participantes da feira, 20 estarão na Labace pela primeira vez.

Um dos grandes destaques será o Dassault Falcon 8X, avaliado em US$ 57,5 milhões (R$ 222,2 milhões). Com capacidade para até 19 passageiros, o jato de três motores tem autonomia para voar de São Paulo a Moscou (Rússia) sem parar para reabastecer.

O jato tem cabine interna dividida em três áreas, além de uma cozinha completa e banheiro. Os dois sofás podem ser abertos e transformados em uma cama de casal. Os passageiros contam ainda com sistema individual de entretenimento a bordo, que permite acessar a Netflix.

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A Embraer expõe pela primeira vez na Labace os jatos executivos Phenom 100EV, Phenom 300E e Legacy 650E com interior completo. Os aviões receberam recentemente inovações tecnológicas para melhorar o desempenho e uma nova configuração interna para aumentar o conforto dos passageiros.

Cabine interna do Citation Longitude, uma das novidades da Labace (Divulgação)

Outra novidade da feira é o Cessna Citation Longitude. Será a primeira vez que o jato vem ao Brasil. Com capacidade para até 12 passageiros, o jato tem velocidade de cruzeiro de 880 km/h e pode percorrer mais de 6.000 quilômetros. É o maior jato executivo fabricado pela Cessna.

O helicóptero Bell 505 Jet Ranger X também vem ao Brasil pela primeira vez. Com capacidade para quatro passageiros, além do piloto, e velocidade máxima de 230 km/h, o helicóptero recebeu a certificação operacional no ano passado e tem mais de 30 encomendas no mercado brasileiro. O modelo é avaliado em US$ 1,1 milhão (R$ 4,2 milhões).

Avaliado em US$ 62,3 milhões (R$ 240 milhões), o Bombardier Global 6000 é o jato mais caro da Labace neste ano. Segundo a fabricante, o jato pode ligar São Paulo a Lisboa, Madrid, Nice ou Londres sem escalas, com oito passageiros e quatro tripulantes a bordo.

Primeiros sinais de recuperação do setor

O Brasil é dono da segunda maior frota do mundo da aviação geral, que inclui jatos executivos, helicópteros e aviões de pequeno porte. Dados de maio deste ano mostram que são 15.419 aeronaves em operação no país, sendo 769 jatos, 1.325 turboélices, 2.084 helicópteros, 11.201 aeronaves convencionais de pequeno porte e 40 aviões anfíbios.

Apesar de o tamanho da frota brasileira se manter estável nos últimos anos, o número de operações de pouso e decolagem vinha apresentando queda desde 2012. No ano passado, no entanto, o setor deu os primeiros sinais de recuperação, com crescimento de 13%. Em 2017, foram 583 mil pousos e decolagens, contra 514 mil do ano anterior.

O volume total de voos, no entanto, ainda está bem abaixo do pico de 2012. Naquele ano, houve 772 mil operações de pousos e decolagens na aviação geral. Os dados foram compilados pelo Instituto Brasileiro de Aviação nos 33 principais aeroportos do país, que abrangem 80% dos voos no Brasil.

Setor agrícola puxa crescimento

“Nosso negócio é totalmente ligado à economia do país. Com a perspectiva de crescimento, já vemos alguns sinais de melhora”, afirma Leonardo Fiuza, presidente do conselho da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral), organizadora da Labace.

O diretor-geral da Abag, Flavio Pires, afirma que o setor agrícola tem sido o responsável por garantir o crescimento da aviação geral no país. “A tendência é de melhora para os próximos meses graças ao setor agrícola”, afirma.

O presidente do conselho da Abag afirma que, apesar dos sinais de recuperação, ainda há incertezas do que pode acontecer no país nos próximos meses por conta das eleições. “Nosso crescimento depende de como a economia vai ser impactada com as eleições. Dependendo do impacto, a aviação geral também será afetada”, diz.

Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition)

Dias 14, 15 e 16 de agosto de 2018
Aeroporto de Congonhas – acesso pela Rua Tamoios, 361, Jardim Aeroporto, São Paulo
Horário: das 12h às 20h (dia 14) – das 12h às 19h (dias 15 e 16)
Ingressos: R$ 450 (compras somente pela internet)
www.labace.com.br

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Nova aérea no Brasil dá desconto de 40% na Argentina; teremos o mesmo aqui? http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/09/companhia-aerea-norwegian-voos-baixo-custo-brasil-reino-unido/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/09/companhia-aerea-norwegian-voos-baixo-custo-brasil-reino-unido/#comments Thu, 09 Aug 2018 07:00:27 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7776

Norwegian terá voos entre o Brasil e o Reino Unido (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Norwegian Air recebeu nesta quarta-feira (8) autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para voar para o Brasil. A primeira companhia aérea internacional de baixo custo a operar no país fará voos entre o Brasil e o Reino Unido. Os voos devem começar somente no próximo ano, mas a empresa não divulgou ainda quais as rotas exatas nem os valores das passagens.

A Norwegian, de origem norueguesa e com sede na Inglaterra, é a terceira maior empresa de baixo custo da Europa (atrás da irlandesa Ryanair e da britânica Easyjet), com uma frota de 136 aviões e 153 destinos. A empresa começou a voar no início do ano entre Londres (Reino Unido) e Buenos Aires (Argentina).

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Se praticar no Brasil a mesma política de preços que tem na Argentina, as tarifas dos voos para a Europa podem sofrer uma forte queda quando a companhia der início às suas operações no país.

O blog Todos a Bordo fez uma pesquisa de preços em três datas diferentes para voos de ida e volta com saída de Buenos Aires para Londres. Em todas elas, os preços praticados pela Norwegian foram bem inferiores ao da concorrência. A diferença de preço chega a 40%.

Ida 11/9 e volta 24/9

Norwegian: R$ 3.752 (voos diretos)
British Airways: R$ 6.321 (voos diretos)
American Airlines e British Airways: R$ 4.795 (voos com conexão em Miami e Orlando, nos EUA)
Nas mesmas datas, o voo direto entre São Paulo e Londres (ida e volta) custa R$ 6.644 na Latam e R$ 6.863 na British Airways

Ida 9/10 e volta 22/10

Norwegian: R$ 3.589 (voos diretos)
British Airways: R$ 4.892 (voos diretos)
Air Europa: R$ 4.771 (voo com conexão em Madri)
Nas mesmas datas, o voo direto entre São Paulo e Londres (ida e volta) custa R$ 5.531 na Latam e R$ 4.358 na British Airways

Ida 22/12 e volta 1º/1

Norwegian: R$ 5.232 (voos diretos)
British Airways: R$ 8.277 (voos diretos)
Turkish Airlines: R$ 4.816 (voos com conexão em São Paulo e Istambul)
Nas mesmas datas, o voo direto entre São Paulo e Londres (ida e volta) custa R$ 4.956 na Latam e R$ 6.362 na British Airways

Interior do Boeing 787 da Norwegian que deve ser usado nos voos para o Brasil (Divulgação)

Empresa afirma que tarifas atuais no Brasil estão altas

Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, após receber a autorização da Anac, a Norwegian afirma que os voos entre Brasil e Reino Unido têm competição limitada e altas tarifas.

“Estamos felizes de receber a permissão das autoridades brasileiras para voar entre o Brasil e o Reino Unido. O Brasil tem um grande potencial, e acreditamos que novas tarifas de baixo custo permitirão que mais pessoas viajem, aumentando o turismo e as economias locais. As conexões atuais entre o Reino Unido e Brasil são caracterizadas por altas tarifas e competição limitada”, afirma a empresa em comunicado.

O professor de finanças do Ibmec Giacomo Diniz afirma que a entrada da Norwegian no Brasil tem potencial para mexer com todo o mercado de aviação no país. “Quando a Gol entrou, ela ficou conhecida como a empresa da barrinha de cereal. Mas a verdade é que, até então, viajar era um artigo de luxo. Ela chegou para mexer com o mercado, e agora a entrada da primeira companhia low-cost internacional tem o mesmo potencial”, afirma.

Diniz diz acreditar que o fato de a empresa ter citado em seu comunicado as altas tarifas praticadas nos voos entre Brasil e Reino Unido é uma demonstração de que deve chegar ao país com preços mais agressivos para conquistar o mercado brasileiro.

“Eles devem ter feito a lição de casa, calculando seus custos operacionais, acrescentando os custos do Brasil e sua margem de lucro para chegar ao valor que acreditam que podem praticar. Ao olhar a concorrência, chegaram à conclusão de que conseguem um preço melhor”, afirma.

Ministro do turismo comemora autorização

Em nota divulgada nesta quarta-feira, o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, comemorou o decreto da Anac que autoriza a Norwegian a operar no Brasil. “A operação da Norwegian Air representa um importante passo na internacionalização do turismo brasileiro. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, o transporte aéreo ganha ainda mais relevância. Por isso, é fundamental que o Congresso Nacional ajude na modernização das regras do setor”, afirmou, em nota.

O ministro cita como principal medida necessária para o desenvolvimento da aviação no Brasil a aprovação do projeto de lei que tramita no Congresso Nacional para a liberação de 100% de capital estrangeiro nas companhias aéreas que operam no país. A medida permitiria, por exemplo, que a Norwegian e outras companhias aéreas de baixo custo criassem até mesmo uma subsidiária no país para voos domésticos.

“Na avaliação do Ministério do Turismo, a medida aumenta a competitividade do turismo nacional na medida em que permite a ampliação da oferta e a consequente redução do custo de passagens”, afirma a nota. O projeto chegou a ser discutido na última terça-feira (7), mas foi retirado da pauta antes de ser votado.

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Clima influencia segurança do avião. É melhor voar no frio ou no calor? http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/08/calor-frio-seguranca-desempenho-aviao/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/08/calor-frio-seguranca-desempenho-aviao/#comments Wed, 08 Aug 2018 07:00:08 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7771

Clima influencia principalmente nos pousos e decolagens (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Para voar, os aviões precisam que o ar passe em velocidade pelas asas. Os motores precisam do ar para poder funcionar e gerar a máxima potência. É natural, então, que a condição do ar influencie diretamente no desempenho do avião. Mas qual a condição ideal do ar para o avião voar melhor? Frio ou calor?

A qualidade do ar para o voo sofre diversas influências, como temperatura local, altitude da pista de decolagem, umidade e pressão atmosférica. A condição ideal é que o conjunto de todas essas variáveis proporcione um ar com densidade elevada. Com um ar mais denso, há mais partículas em contato com as asas e alimentando os motores do avião, gerando mais sustentação e potência.

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O maior problema para os aviões ocorre nas fases críticas de decolagem e pouso. Na decolagem, o avião precisa de potência para ganhar velocidade e sustentação o mais rápido possível. No pouso, é necessário ter sustentação com a menor velocidade possível para facilitar a frenagem.

As condições ideais do ar para pousos e decolagens são:

– Ar seco
– Baixa temperatura
– Baixa altitude
– Alta pressão

Quando encontra todas essas situações, o avião consegue decolar e pousar percorrendo uma menor extensão da pista. Isso garante mais segurança às operações aéreas.

No momento da decolagem, os pilotos têm de estar atentos a diversas velocidades do avião. A principal é chamada de V1. É a velocidade limite para que o avião consiga abortar a decolagem em caso de alguma pane e frear com segurança ainda dentro da pista. Esse cálculo é feito levando em consideração o peso do avião, o tamanho da pista, a altitude do aeroporto e as condições do ar, como temperatura, pressão e umidade.

Durante o verão, é comum casos de voos cancelados ou nos quais o avião precisa decolar com menos peso por conta da baixa densidade do ar. Como não é possível alterar as condições do ar, é necessário diminuir o peso do avião para que a velocidade de segurança seja atingida no ponto ideal da pista.

No inverno com baixas temperaturas e geralmente com o ar mais seco, a densidade do ar aumenta. Assim, os aviões conseguem decolar e pousar com mais facilidade.

Além de mais seguro, o voo também costuma ser mais confortável para os passageiros nos dias frios. Com a temperatura mais baixa, a atmosfera tende a ser mais calma, gerando menos turbulência no avião especialmente nas fases de pouso e decolagem.

Voo de cruzeiro

Em altitude de voo de cruzeiro (geralmente a cerca de 10 quilômetros de altitude), os aviões encontram uma condição de ar rarefeito. Quanto maior a altitude, menor a temperatura e a densidade do ar. Essa é uma condição da própria atmosfera terrestre, e os aviões são projetados para voar nessas condições.

Quando atingem a altitude de cruzeiro, os aviões precisam de menos potência nos motores para manter a velocidade, já que a resistência do ar (arrasto) também é menor. Além disso, com o ar rarefeito há uma maior economia de combustível. Como existem menos moléculas de ar na altitude, também são necessárias menos moléculas de combustível.

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Aeroporto de Congonhas tem desembarque expresso para passageiro sem bagagem http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/07/aeroporto-congonhas-desembarque-expresso-bagagem/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/07/aeroporto-congonhas-desembarque-expresso-bagagem/#comments Tue, 07 Aug 2018 13:43:43 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7763

Desembarque expresso de Congonhas fica antes das esteiras de bagagem (Divulgação)

Para facilitar o desembarque dos passageiros que viajam apenas com a mala de mão, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, inaugurou na semana passada uma nova área de desembarque expresso. A nova saída do terminal está localizada antes da área de esteira de bagagem. “O objetivo é agilizar o fluxo de passageiros sem bagagem despachada, que, portanto, não precisam aguardar por malas nas esteiras do terminal”, afirma a Infraero, em nota.

Segundo a empresa, a nova área de desembarque deve ser usada pela maioria dos passageiros que passam diariamente pelo aeroporto de Congonhas, o mais movimentado sob administração da Infraero.

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Desde que as companhias aéreas passaram a cobrar pelo despacho de bagagem, aumentou o número de passageiros que viajam apenas com a mala de mão. Segundo dados da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas), 65% das passagens são vendidas sem o direito de despachar a bagagem.

“A medida também visa proporcionar mais conforto e uma melhor experiência a quem chega a São Paulo pelo aeroporto de Congonhas, principalmente nos horários de maior movimento, já que grande parte dos usuários de Congonhas é constituída de empresários e executivos em viagens de negócios, que costumam trazer apenas a bagagem de mão e precisam economizar tempo”, diz a nota da Infraero.

Aeroporto tem nota 4,36

O aeroporto de Congonhas ficou na 15ª colocação entre os 20 terminais avaliados na pesquisa trimestral do Ministério dos Transportes. Na escala de 1 a 5, Congonhas obteve a nota 4,36 na avaliação dos próprios usuários do terminal.

Entre os quatro aeroportos avaliados que transportam mais de 15 milhões de viajantes anuais, Congonhas ficou na última posição. O aeroporto de Brasília (DF) é o líder da categoria com nota 4,40, seguido de Galeão (RJ), que obteve nota 4,38, e Guarulhos (SP), com 4,37.

No ano passado, o aeroporto de Congonhas recebeu 21,8 milhões de passageiros, o que representa 20,15% de toda a rede da Infraero. Foram quase 218 mil pousos e decolagens.

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Angelina Jolie, Tom Cruise, Gisele Bündchen: famosos que pilotam aeronaves http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/07/famosos-celebridades-pilotos-aeronaves-aviao-helicoptero/ http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/2018/08/07/famosos-celebridades-pilotos-aeronaves-aviao-helicoptero/#comments Tue, 07 Aug 2018 07:00:08 +0000 http://todosabordo.blogosfera.uol.com.br/?p=7746

Angelina Jolie no comando de avião de pequeno porte durante viagem à África (Reprodução/Youtube)

Por Vinícius Casagrande

Muitos milionários em todo o mundo só viajam em seus próprios aviões particulares. Algumas celebridades resolveram ir além e decidiram elas mesmas pilotar suas aeronaves. O ator Harrison Ford, por exemplo, é um apaixonado pela aviação e, mesmo após sofrer pelo menos cinco acidentes não abre mão do prazer de voar.

Tom Cruise ficou famoso no filme Top Gun – Ases Indomáveis, no qual interpretava um piloto de avião. Anos depois, decidiu levar a aventura para a vida real. História parecida com a da atriz Hilary Swank. Para interpretar Amelia, uma das pioneiras da aviação, a atriz também aprendeu a pilotar avião, mas uma cláusula de seu contrato de seguro a impediu de terminar o treinamento para obter a licença.

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A top model brasileira Gisele Bündchen aprendeu a pilotar helicóptero quando estava grávida de seu primeiro filho. O vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, já chegou a trabalhar até em uma companhia aérea. John Travolta costumava guardar seu Boeing 707 na garagem de casa antes de doá-lo a um museu da Austrália.

A paixão pela aviação atinge até mesmo membros da realeza. O príncipe William era piloto de helicóptero da Força Aérea Real do Reino Unido. Já o rei da Holanda, Willem-Alexander, costumava pilotar aviões comerciais da companhia aérea KLM.

Conheça algumas celebridades que também são pilotos de aviões e helicópteros:

Angelina Jolie

A atriz Angelina Jolie aprendeu a pilotar aviões em 2004 após prometer ao seu primeiro filho, Maddox, que aprenderia a voar. Em uma entrevista da época, ela explicou o que sente ao pilotar um avião. “É a melhor sensação. Dizem que é melhor do que sexo, mas é muito melhor”, disse ao canal de televisão Bravo. A atriz tem dois aviões, um Cirrus SR22 e um Cessna 208 Caravan.

Gisele Bündchen

A top model brasileira Gisele Bündchen aprendeu a pilotar helicóptero em 2009, quando estava grávida de seu primeiro filho, Benjamin. Gisele teve aulas em uma escola de aviação na cidade de Boston (EUA). Ela aprendeu a voar em um helicóptero do modelo Robinson R44. A modelo decidiu tirar sua licença de piloto para aprender mais sobre aviação e para auxiliar em seu trabalho voluntário nas Nações Unidas sobre combustíveis alternativos.

Tom Cruise

Tom Cruise em cena do filme Top Gun, de 1986 (Reprodução)

Depois de ficar famoso com o filme Top Gun – Ases Indomáveis, Tom Cruise decidiu se tornar piloto de avião também na vida real. O processo, no entanto, demorou um pouco. O filme foi lançado em 1986, e o ator obteve sua licença de piloto de avião somente em 1994. Desde então, sua paixão pela aviação só aumentou. Tom Cruise tem licença para pilotar 12 modelos diferentes de aviões. No seu hangar particular, os destaques são um Mustang P-51 e um jato executivo Gulfstream IV.

Harrison Ford

O ator Harrison Ford pilotando o avião PT22, com o qual sofreu um grave acidente (Grosby Group)

A vida de piloto do ator Harrison Ford ficou famosa por conta dos diversos acidentes que já sofreu quando pilotava seus aviões e helicópteros. Desde que obteve sua licença de piloto nos anos 1990, o ator já teve pelo menos cinco acidentes aéreos. O ator fez suas primeiras aulas de voo ainda na década de 1960, mas teve de interromper o treinamento por falta de dinheiro. Nos anos 1990, comprou um jato executivo e aos 52 anos de idade finalmente realizou o sonho de se tornar piloto.

O primeiro acidente de Harrison Ford foi em 1999 após uma pane no motor do helicóptero que pilotava. O mais grave aconteceu em 2015, com a queda do avião Ryan PT-22 Recruit da Segunda Guerra Mundial. Em fevereiro do ano passado, quase causou uma grande tragédia ao pousar na pista errada do aeroporto John Wayne, no condado de Orange, na California (EUA). O avião que pilotava passou por cima de um Boeing 737 com 110 passageiros e seis tripulantes.

Príncipe William

Segundo na sucessão ao trono britânico, o príncipe William aprendeu a pilotar helicóptero no colégio Cranwell da Força Aérea Real do Reino Unido. No ano seguinte, tornou-se piloto em tempo integral para serviços de busca e salvamento. A primeira missão real ocorreu somente em 2010, quando ainda atuava como copiloto.

O príncipe ficou na Força Aérea até 2013. Em 2014, começou o treinamento para missões civis de ambulância aérea na região de Norwich. Ele ocupou o cargo de piloto até 2017, quando deixou a carreira de piloto.

Rei Willem-Alexander

O rei da Holanda, Willen Alexander (à dir.), pilotou por mais 21 anos aviões comerciais na KLM (Divulgação)

O rei da Holanda, Willem-Alexander, trabalhou por mais de 21 anos de forma camuflada como piloto de avião da companhia aérea holandesa KLM. Willem-Alexander, que assumiu o trono em 2013, revelou no ano passado ao jornal holandês “De Telegraaf” que seu trabalho no cockpit também foi mantido em paralelo às atividades reais. “Eu acho voar algo simplesmente fantástico”, disse ao jornal.

O rei da Holanda trabalhava duas vezes por mês como copiloto em voos comerciais sem que seus passageiros soubessem. Williem-Alexander era piloto de aviões do modelo Fokker, que foram substituídos por aviões da fabricante brasileira Embraer. Com os Fokker fora da frota da KLM, o rei preferiu obter licença para pilotar aviões maiores, do modelo Boeing 737.

John Travolta

John Travolta com comissárias da companhia aérea Qantas (Divulgação)

O ator John Travolta guarda seus aviões na garagem de casa, localizada dentro de um condomínio aeronáutico em Ocala, no estado da Flórida (EUA). John Travolta obteve sua licença de piloto de avião aos 22 anos de idade, ainda antes de se tornar uma celebridade mundial. O ator tem licença para pilotar diversos modelos de avião. Travolta tinha um Boeing 707 com a antiga pintura da companhia aérea australiana Qantas, mas no ano passado doou a um museu da Austrália.

Bruce Dickinson

Bruce Dickinson (à esq.) testa jato executivo da Embraer em recente visita ao Brasil (Divulgação)

Bruce Dickinson divide sua vida entre as carreiras de vocalista da banda Iron Maiden e de piloto de avião. Dickinson tem licença para comandante de linhas aéreas comerciais. Quando o Iron Maiden está em turnê mundial, é ele quem costuma estar no comando do avião que transporta toda a equipe e os equipamentos para os shows. Foi assim nas turnês de 2008, 2009, 2011 e 2016. Nesta última, foi usado um Boeing 747-400. Dickinson já foi piloto na companhia aérea britânica Astraeus Airlines e tem uma empresa de manutenção de aviões.

Morgan Freeman

Mecânico da Força Aérea nos anos 1950, o ator Morgan Freeman sonhou a vida inteira em aprender a voar. Aos 65 anos, finalmente colocou o plano em prática e obteve sua licença de piloto de avião. O ator já chegou a ter pelo menos três aviões: um jato executivo Cessna Citation 501 SP jet, um bimotor Cessna 414 e o jato executivo Emivest SJ30.

Hilary Swank

A atriz Hilay Swank em cena do filme Amelia (Reprodução)

Quando foi convidada a fazer o filme Amelia, sobre a história de uma das mulheres pioneiras da aviação, a atriz Hilary Swank decidiu que também aprenderia a pilotar aviões. Ela chegou a fazer cerca de 20 horas de voo. Quando iria realizar seu primeiro voo solo, sem a presença de um instrutor dentro do avião, foi impedida de continuar o treinamento por uma cláusula do seu contrato de seguros. Assim, a atriz aprendeu a voar, mas não chegou a obter sua licença de piloto.

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