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Aéreas não reduzem bagagem em voo para fora e ainda levam 2 malas de 32 kg
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Limite nos voos internacionais permanece em duas malas de 32 kg  (Foto: Lucas Lima/UOL).

(Esta notícia foi corrigida em relação à versão original)

As companhias aéreas Air France, British Airways, Iberia, KLM, Lufthansa e Swiss não reduziram o limite de bagagem que os passageiros têm direito a transportar nos voos internacionais, diferentemente do que foi noticiado pelo blog na última terça-feira (02). Segundo as empresas, o limite permanece sendo de duas malas de até 32 kg por passageiro.

Durante o processo de reserva, os passageiros encontram a informação de que o peso máximo da bagagem é de 23 kg. No entanto, as companhias afirmaram que as páginas iniciais das áreas de reserva utilizam as regras globais para os demais mercados onde operam. O Brasil ainda permanece como uma exceção à regra, permitindo 32 kg por mala.

Para encontrar a informação correta, os passageiros precisam acessar uma outra área dentro do site das companhias, que mostra as exceções às regras para o transporte de bagagem. Clique no nome de cada empresa a seguir e veja as regras delas válidas para o Brasil:  Air France, British Airways, Iberia, KLM, Lufthansa e Swiss.

A redução do peso ou até cobrança pela bagagem despachada foi permitida após uma resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). A medida chegou a ser barrada pela Justiça, mas liberada na semana passada. As empresas afirmam que ainda avaliam a medida internamente e que não há um prazo definido para definir suas novas regras de bagagem.

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Projetos preveem aviões com bancos aquecidos e filmes com realidade virtual
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Óculos de realidade virtual. Foto: Divulgação/SkyLights

Óculos de realidade virtual. Foto: Divulgação/SkyLights

Bancos com regulagem de temperatura, casulos para dormir, filmes com tecnologia de realidade virtual e raio X três vezes mais rápido. Estas são algumas inovações previstas para aviões e aeroportos que estão sendo desenvolvidas, segundo levantamento da revista Wired e da rede de TV CNN, ambas dos Estados Unidos. Veja a seguir uma seleção dessas propostas:

Assentos

Bancos com regulagem de temperatura são comuns em carros. E agora estão mais perto de se tornar uma realidade nos aviões. Jatinhos particulares são a primeira vitrine desse tipo de produto, que pode chegar também aos aviões comerciais – empresas de tecnologia para interiores de avião trabalham com a expectativa de que sejam adotados dentro de 3 a 5 anos.

Também há quem aposte em uma poltrona semelhante às que são usadas em cinemas para a classe econômica dos aviões. Isso significa que os assentos desocupados poderiam ser levantados, facilitando a movimentação dos passageiros.

Um assento flexível, que se adapta às várias posições em que o passageiro fica durante o voo, também está em estudo. A poltrona, poderá ajustar-se à forma do corpo da pessoa quando ela busca uma posição mais confortável, para assistir a um filme, por exemplo.

Espaços individuais

Poltronas desenhadas para a classe premium (aquela intermediária entre a econômica e a executiva) por uma empresa britânica permitem configurações específicas para cada tipo de cliente, transformando-se em cabines individuais, duplas ou até mesmo com banheiro, feitas em cores, materiais e com acabamentos diferentes.

E que tal dormir a bordo em casulos individuais, com luz, som e temperatura ajustáveis? Essa ideia está em desenvolvimento, para atender especialmente aquele passageiro que não gosta muito de interagir com vizinhos de assento durante o voo.

Poltronas em forma de casulo, chamada Air Lair. Foto: Divulgação/Factory Design

Poltronas em forma de casulo, chamada Air Lair. Foto: Divulgação/Factory Design

Realidade virtual

Se a conexão wi-fi está cada vez mais perto de se tornar um item generalizado nos voos, o desafio das empresas agora é buscar ferramentas para um público que terá mais opções de entretenimento.

Equipamentos de realidade virtual podem ser uma resposta para esta busca. Uma empresa desenvolveu um sistema para a companhia aérea XL Airways, da França. Por US$ 16 (cerca de R$ 52), os passageiros podem alugar um aparelho com filmes em 3D.

Outras companhias aéreas fizeram testes com óculos de realidade virtual como uma alternativa de entretenimento para seus clientes, como a Transavia, uma subsidiária da Air France/KLM, e a australiana Qantas.

Além de assistir a filmes, também é possível fazer uma visita virtual à cabine de comando do avião ou às cidades atendidas pelas rotas da companhia. A tecnologia também pode ajudar a acalmar pessoas que têm medo de voar, além de ser vista como mais uma fonte de recursos para a empresa.

Aeroportos

Uma equipe da Universidade Northeastern, dos Estados Unidos, trabalha em um sistema de raio X que usa tecnologia semelhante à do scanner utilizado atualmente em aeroportos americanos, só que muito mais rápida.

O sistema permite verificar até 300 pessoas por hora – a média atual é de 100 passageiros por hora. O objetivo é que não seja necessário retirar nenhum objeto da bagagem de mão, apenas passar pelo detector de metais para ser escaneado em tempo real.

Pesquisadores também querem usar informações biométricas dos passageiros no lugar de documentos e cartões de embarque, com o objetivo de acelerar os procedimentos nos aeroportos.

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Piloto se aposenta após 40 anos e leva o filho em seu último voo; veja
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GolDepois de mais de quatro décadas de profissão, o comandante Cleber Vezone, 67 anos, fez seu último voo no comando de uma aeronave no mês passado, tendo o filho Cássio, 38 anos, também aviador, ao seu lado na cabine. Os dois comandaram um voo de São Paulo a Uberlândia, em Minas Gerais.

“O último voo, ainda mais com o filho, vai ficar para a posteridade”, diz Cleber.

“Desde pequeno ele me levava nos voos, e eu sempre tive fascinação por avião. Pedia para ir ao aeroporto, para ver os aviões pousando e decolando”, lembra o filho Cássio, de 38 anos. Ele conta que, até então, só havia voado ao lado do pai pilotando uma única vez pela Gol. “Sempre procurei me espelhar no meu pai”.

Durante o voo, Cássio contou aos passageiros que o piloto estava se aposentando. Os passageiros aplaudiram e uma senhora pediu para tirar fotos com Cleber no final da viagem.

O vídeo foi produzido pela companhia aérea para celebrar o Dia do Aviador, comemorado em 23 de outubro. Cleber trabalhou na empresa nos últimos 12 anos. Ele também foi piloto da Vasp.

A gravação traz algumas imagens interessantes de áreas às quais o passageiro comum geralmente não tem acesso, como o setor de despacho operacional, onde eles receberam documentos e informações sobre as condições de voo, e a cabine de comando do avião, onde os dois descrevem alguns dos procedimentos necessários antes da decolagem.

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Aeroportos na China têm fila cor de rosa só para mulheres na área do raio-X
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Foto: Getty Images

Foto: ViktorCap/Getty Images

Na China, os aeroportos estão criando filas exclusivas para mulheres passarem no raio-X, na área de controle de segurança.

Em setembro, o aeroporto internacional de Guangzhou Baiyun, na província de Guangdong, sudeste do país, criou três filas separadas, sinalizadas pela cor rosa, e atendidas somente por seguranças mulheres.

O aeroporto internacional de Pequim também adotou filas exclusivas para mulheres em março, antes da temporada de viagens da primavera. Aeroportos das cidades de Shenzhen, Kumming e Wuhan também decidiram separar o atendimento para as passageiras.

O objetivo, segundo as autoridades, é evitar que as passageiras sintam-se desconfortáveis se precisarem ser revistadas por seguranças –já que, nesse caso, isso será feito por profissionais do sexo feminino.

Outro objetivo, afirmam, é reduzir o tempo de espera (especialmente para os homens), já que as mulheres costumam carregar mais objetos que precisam ser inspecionados.

“As mulheres normalmente trazem mais coisas para embarcar, e nós pedimos normalmente que elas se preparem antecipadamente para passar pela checagem itens como cosméticos, celulares, iPads e outros pertences, para ajudar a economizar tempo”, disse uma das seguranças mulheres, Liang Yanfei, ao jornal “China Daily“.

Discriminação ou serviço VIP?

A representante da Federação de Mulheres local, He Ying, diz que não vê discriminação contra o público feminino na decisão. “Abrir uma fila de segurança para as mulheres, assim como aumentar o número de banheiros para mulheres, mostra cuidado com este público, não discriminação”, disse ao jornal “China Daily“.

Para ela, as mulheres “geralmente precisam de mais tempo para passar pela segurança nos aeroportos; sendo assim, criar essas filas exclusivas certamente vai ajudar o aeroporto a operar sem dificuldades”.

“Nós nos sentimos mais confortáveis quando nossos casacos e malas são verificados por seguranças mulheres. Eu acho que isso é como um serviço VIP para as mulheres”, disse uma passageira sobre o aeroporto de Pequim, segundo o jornal “People’s Daily“.

Filas só para homens

Segundo o jornal “The New York Times“, as iniciativas seguem uma tendência de proteção das mulheres contra experiências degradantes ou hostis. A ideia, no entanto, é visto por alguns como um “retorno aos costumes paternalistas”.

Também há informações sobre aeroportos chineses –como os de Xangai, Chengdu e Tianjin, entre outros– que adotaram filas exclusivas para homens.

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Passageiros ‘causando’ durante o voo: total de casos sobe e preocupa aéreas
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Foto: Getty Images

Foto: g-stockstudio/Getty Images

Tem um tipo de passageiro preocupando as companhias aéreas: os mal comportados. De cada 10 empresas, 6 tiveram que desviar de rota nos últimos 12 meses por causa de algum passageiro causando problemas em pleno voo.

No ano passado, o número desses “inconvenientes” no mundo chegou a quase 11 mil. Poderia ser engraçado, mas não é: esse tipo de situação está entre as três principais preocupações das tripulações relacionadas à segurança durante o voo.

Os dados são da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) e foram divulgados nesta quarta-feira (28).

“Comportamento indisciplinado é algo simplesmente inaceitável”, afirma o diretor-geral da associação, Alexandre de Juniac. “O comportamento antissocial de uma pequena minoria de passageiros pode ter consequências desagradáveis para a segurança e o conforto de todos a bordo. O aumento do número de incidentes mostra que ações de dissuasão mais eficientes são necessárias.”

Principal causa: álcool e drogas

Abuso verbal, mau comportamento e recusa em seguir as instruções legais da tripulação são as situações mais comuns, segundo a pesquisa. Dos casos relatados, 11% envolvem agressões físicas contra outros passageiros ou tripulantes ou, ainda, danos à aeronave.

O uso de álcool ou drogas foi identificado em 23% dos casos. Na maioria das vezes, porém, o uso de álcool ou de drogas é feito antes do embarque ou, então, os passageiros burlaram as regras e levaram esses produtos a bordo, diz a associação.

Como lidar?

As companhias áreas já têm regras sobre a oferta responsável de bebida alcoólica durante os voos, e os funcionários são treinados para colocá-las em prática.

Uma iniciativa adotada no Reino Unido poderia ser usada em outros países. Por lá, funcionários de bares e lojas de aeroportos passaram a receber treinamento sobre a oferta responsável de álcool. Também devem evitar ofertas de preços que estimulem a bebedeira.

Regras mais rígidas foram colocadas em prática no aeroporto de Gatwick, em Londres, em 2013. Policiais passaram a patrulhar bares e funcionários do aeroporto passaram a monitorar passageiros que aparentavam embriaguez ou apresentavam comportamento agressivo. No ano seguinte, os episódios de mau comportamento a bordo haviam sido reduzidos pela metade.

Segundo a polícia, pessoas que iam viajar de férias e começavam a comemorar muito cedo (com muito álcool) eram as maiores causadoras de problemas.

“As equipes nos aeroportos estão sendo orientadas a verificar a conduta de passageiros e pedir ajuda se houver preocupação com pessoas embriagadas. Policiais também patrulham alguns voos e dão apoio a funcionários e passageiros quando solicitado”, disse à época Jean Irving, diretor de segurança pública da polícia, em declaração reproduzida pelo jornal britânico Daily Telegraph.

Abusos

A companhia aérea Monarch participou da iniciativa e passou a advertir os passageiros por e-mail sobre a possibilidade de serem impedidos de embarcar caso representassem algum risco para a segurança.

No entanto, problemas ainda ocorrem. Em junho do ano passado, a empresa baniu de seus voos, de forma permanente, seis passageiros indisciplinados. Em uma viagem da Inglaterra para a Turquia, os seis teriam ingerido bebida alcoólica que eles mesmos levaram para o avião, fumado nos banheiros e agarrado comissárias.

A situação ficou tão incontrolável que o voo teve de ser desviado para a Bulgária para que os seis fossem retirados do avião. O comportamento inadequado provocou um atraso de duas horas na viagem para as 137 pessoas e os 5 tripulantes a bordo.

Incidentes em alta

No ano passado, foram relatados 10.854 incidentes, ou seja, um a cada 1.205 voos. Em 2014, foram 9.316 casos, ou um a cada 1.282 voos. No período de 2007 a 2014, mais de 38 mil situações desse tipo foram relatadas pelas companhias aéreas.

Esse crescimento preocupa a indústria aérea, que está em busca de ações mais eficazes para combater o problema. Em 2014, a legislação internacional que trata do tema foi atualizada para, entre outras coisas, ampliar a jurisdição em que passageiros podem ser processados por danos e estabelecer que as aéreas têm direito a compensação pelos custos relacionados a problemas de mau comportamento.

Algumas condutas impróprias também foram indicadas como possíveis alvos de processo, entre elas agressões físicas ou ameaças de agressão contra tripulantes e recusa em seguir instruções legais ligadas a questões de segurança.

Para que essas atualizações sejam válidas, no entanto, é necessário que pelo menos 22 países ratifiquem o documento. Até agora, 30 países assinaram, mas apenas 6 ratificaram o texto (Bahrain, Congo, República Dominicana, Gabão, Guiana e Jordânia).

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Aérea cria voo internacional ‘mais curto do mundo’ operado por jato Embraer
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Uma viagem de carro de aproximadamente 1 hora parece razoável, não? Mas, se você estiver com muita pressa, pode tentar chegar mais rápido, bem mais rápido. A companhia aérea regional People’s Viennaline, da Áustria, quer operar o que chamou de “o voo internacional mais curto do mundo”.

A rota liga St Gallen, na Suíça, e Friedrichshafen, no extremo sul da Alemanha. De avião, o percurso tem cerca de 20 quilômetros. De carro, percorre-se aproximadamente 80 quilômetros, porque é preciso contornar o lago de Constança, que separa as duas localidades.

Uma aeronave Embraer 145 deverá ser usada na nova rota, prevista para ter dez voos por semana.

Uma busca no site da empresa mostra disponibilidade para esses voos a partir de 2 de novembro, com preço de 40 euros (cerca de R$ 145) o trecho, já incluindo as taxas.

O tempo total indicado entre a partida e a chegada é de 20 minutos. Mas, na prática, o tempo do voo deverá ser menor: na imprensa internacional, fala-se em cerca de 8 minutos.

A ideia da People’s Viennaline com o novo voo é abastecer a rota entre Friedrichshafen e Colonia, na Alemanha, disse o presidente da companhia, Daniel Steffen, ao jornal britânico “Daily Mail“.

Outra companhia aérea sediada na Áustria, a FlyNiki, já teve um voo de menos de 50 quilômetros entre Viena e Bratislava, capital da Eslováquia. No entanto, a rota, que era feita em cerca de 10 minutos, foi descontinuada.

Achou longo? Voo doméstico dura menos de 1 minuto

Se forem considerados voos domésticos, dentro de um único país, a rota mais curta é da empresa Loganair, entre Westray e a ilha de Papa Westray, no norte da Escócia.

A distância pode ser feita de avião em menos de 1 minuto.

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Aérea mostra como passageiro ideal se comporta no voo; internautas criticam
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‘Eles gostam de bebês, mas trazem fones de ouvido antiruído’, diz trecho do anúncio (Reprodução)

Você sabe como tornar sua viagem de avião mais agradável, tanto para você quanto para os outros passageiros? Ande mais rápido nos aeroportos. Leve um fone de ouvido que bloqueie ruídos, para o caso de um bebê chorar durante o voo. Sempre pergunte a quem está sentado ao lado se tudo bem abrir ou fechar a persiana da janela. Agindo assim, você entrará para o seleto grupo dos “melhores viajantes”, afirma a American Airlines em sua nova campanha publicitária.

Clique abaixo para assistir à propaganda, de 30 segundos.

Parte do público não gostou nada. Alguns internautas afirmaram nas redes sociais que essa seria uma forma de a companhia aérea jogar para o consumidor a culpa pelos problemas que acontecem durante a viagem.

“A melhor forma de melhorar a atitude das pessoas que voam em sua companhia aérea é dar a elas um pouco de dignidade (…) acelerando o processo de embarque, não reduzindo continuamente o espaço para as pernas (…) não deixando os assentos cada vez mais estreitos e não tornando o voo tão terrível que a única forma de ter uma experiência decente é pagar por serviços extras que deixam seu voo até 40% mais caro do que o preço original”, escreveu uma pessoa na página da empresa no YouTube.

Outro comentário afirma que “literalmente, eles estão dizendo que ‘não é nossa função oferecer a você um bom momento no ar, isso é trabalho seu’. Ótima forma de perder clientes”.

“Sabe o há de errado com o voo? Os passageiros. Não os voos cancelados, seguidos de 6 horas de espera no aeroporto –não, não deve ser isso”, escreveu outra pessoa em um comentário no Facebook.

Não era bem assim…

“Os passageiros têm um grande impacto sobre a experiência de voo”, disse o vice-presidente global de Marketing da empresa, Fernand Fernandez, em entrevista ao jornal “The New York Times”.

Em entrevista a TVs dos Estados Unidos, Sunny Rodriguez, outro representante da companhia, disse que “todo mundo consegue se identificar com alguma parte dessa campanha, seja estar na poltrona do meio e achar que tem direito ao descanso de braço”. Segundo ele, o objetivo não era fazer um “manual de instruções” e dizer às pessoas para mudar de comportamento, mas, sim, “começar uma conversa sobre voar”.

O chefe da área de aviação de uma consultoria de negócios avaliou a campanha publicitária da AA e viu o lado bom da iniciativa. “Parece que eles estão tentando abordar a civilidade nas viagens. Acho que a indústria como um todo está tentando sutilmente fazer isso”, disse John Thomas ao “NYT”. “Esta é uma forma de começar a educar as pessoas”, completou, destacando que quem não viaja de avião com frequência pode não conhecer as regras de bom comportamento.


Airbus usa drone para inspecionar avião, e tempo é cortado de 2h para 15min
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Imagem: Divulgação/Airbus

A Airbus e a empresa americana de tecnologia Intel estão testando o uso de drones adaptados para inspecionar possíveis falhas de componentes ou detectar danos em aviões antes de serem entregues aos clientes.

Atualmente, uma vistoria do tipo é feita por funcionários da empresa e leva, em média, 2 horas. Com o drone, o tempo é reduzido para 15 minutos.

As duas empresas adaptaram um AscTec Falcon 8, usado principalmente em levantamentos topográficos. O drone recebeu câmeras capazes de fazer uma série de imagens com uma resolução de 42 megapixels.

Para a tarefa de inspeção, o drone é programado para percorrer uma “rota” predeterminada em torno do avião e tirar uma sequência de fotos da aeronave. A primeira demonstração aconteceu na semana passada, em uma feira de aviação na Inglaterra.

Imagem: Reprodução/Airbus

Imagem: Reprodução/Airbus

Em média, 150 imagens são capturadas e enviadas a um programa de computador que as “encaixa” em um protótipo virtual do avião. Nele, é possível aumentar determinadas áreas para olhar mais de perto possíveis falhas.

Imagem: Reprodução/Airbus

Imagem: Reprodução/Airbus

Segundo a Airbus, o objetivo da nova tecnologia é otimizar o tempo usado para inspecionar os aviões antes de serem entregues aos clientes.

 

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O que são aqueles rastros brancos que alguns aviões deixam no céu?
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Imagem: Getty Images

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Parece fumaça, mas não é. Os rastros brancos deixados no céu por alguns aviões são como pequenas nuvens, na verdade, formadas pela condensação do vapor de água. 

O fenômeno é conhecido como “trilha ou esteira de condensação” ou, em inglês, “contrails”. Geralmente, essas nuvens aparecem quando o avião está em uma altitude acima de 8.000 metros e com uma temperatura externa abaixo de -40ºC.

Como funciona

Normalmente, a temperatura externa dos aviões quando atingem grandes altitudes (acima de 8.000 metros) é bastante baixa, chegando a -50ºC.

Ao mesmo tempo, as turbinas das aeronaves produzem uma descarga de gases quentes, com mais de 300ºC. Quando esses gases entram em contato com o ar extremamente frio, o vapor de água se resfria rapidamente e se condensa, formando pequenas gotas de água.

Com o movimento do avião, o resultado é uma fina nuvem, que pode ser longa e duradoura ou curta e rápida, dependendo da umidade e da temperatura da atmosfera. Quanto mais frio e úmido, maior e mais duradouro será o rastro. 

Embora sejam constituídos, em sua grande maioria, por cristais de gelo, as trilhas também podem conter outros elementos provenientes da exaustão das aeronaves, como fuligem e dióxido de enxofre.

Primeiras observações

Os primeiros trilhos de condensação foram observados durante e logo após o término da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), quando os aviões finalmente alcançaram altitudes necessárias para o fenômeno.

Uma das primeiras observações aconteceu em 1919, durante um voo em Munique, na Alemanha. Na ocasião, a aeronave alcançou uma altitude de pouco mais de 9.200 metros.

Fontes: Nasa e Departamento de Controle do Espaço Aéreo

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Piloto mais jovem do Reino Unido tem 19 anos; isso é possível no Brasil?
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Imagem: Reprodução/EasyJet

Imagem: Reprodução/EasyJet

Na semana passada, um jovem de 19 anos tornou-se o piloto profissional mais jovem a trabalhar no Reino Unido, de acordo com a Autoridade Civil do Reino Unido (CAA, sigla em inglês). Luke Elsworth foi contratado pela EasyJet, companhia aérea de baixo custo da Europa, e pilotará aviões Airbus A319 e A320.

Elsworth entrou no curso de formação de pilotos apenas nove dias após completar 18 anos. Em um ano e meio ele cumpriu o treinamento, que incluía seis meses em simuladores e um voo em uma aeronave leve.

O primeiro voo do jovem piloto foi do aeroporto de Gatwick (Londres) para Toulouse (sul da França). Segundo Elsworth, o voo foi “incrível” e ele sentiu-se “confortável e tranquilo”.

Como é a formação?

Tornar-se piloto de uma companhia aérea com apenas 19 anos é algo possível, mas não é comum no Brasil (e no resto do mundo), de acordo com especialistas ouvidos pelo UOL.

“No Brasil, é possível ser piloto comercial com essa idade [19 anos], dependendo de como o aluno se programou entre os 18 e os 19 anos para completar o curso”, explica Priscila Dower, membro da Associação Brasileira de Pilotos da Aviação Civil (Abrapac).

Até chegar à posição, como Elsworth, é preciso passar por uma série de cursos teóricos e práticos, incluindo um longo pacote de horas de voo (que ultrapassa 200 horas), além de provas e certificações.

De maneira geral, o primeiro passo é tornar-se piloto privado. Embora não exija curso teórico, quem optar por fazê-lo levará em torno de seis semanas. Depois, é preciso cumprir o mínimo de 35 horas de voos. O “check”, como é chamado uma espécie de prova final, só pode ser feito aos 18 anos.

O segundo passo é ter a “carteira” de piloto comercial. Para isso, é preciso fazer um curso teórico que dura até quatro meses. Depois, mais 150 horas de voos. Só depois de algumas certificações e outras avaliações, é possível se candidatar a uma vaga em uma companhia aérea. Algumas exigem comprovação de 250 horas de voo. 

Assim que aceito, o piloto deve fazer novos cursos, passar por testes em simuladores e voos regulares com supervisão.

Custa em torno de R$ 140 mil

“Para cumprir todos os passos em um tempo tão curto, como foi o caso desse piloto do Reino Unido, também é preciso ter disponibilidade financeira”, diz Fadi Sami Younes, diretor do Aeroclube de São Paulo.

Segundo Younes, a preparação custa em torno de R$ 140 mil no Brasil. Uma hora de voo em um avião multimotor, por exemplo, custa R$ 1.500, de acordo com o diretor.

Co-piloto e comandante

Embora tanto o comandante quanto o co-piloto tenham a mesma formação, na hierarquia das empresas quem responde pelo voo é o comandante, que tem mais experiência profissional. Ele é a autoridade máxima dentro do avião.

“Quando um piloto entra em uma companhia aérea, sua primeira função, na maioria das vezes, é a de co-piloto. Ele tem os mesmos conhecimentos que o comandante e pode pousar e decolar na maioria dos aeroportos. Para ser comandante, precisa ter acumulado, no mínimo, 1.500 horas de voo”, explica Carlos Junqueira, diretor de Operações da Gol. 

É o caso do jovem britânico. Por enquanto, ele é co-piloto. Para chegar a comandante ele terá que esperar um pouco mais –na EasyJet, o tempo de espera pode chegar a oito anos.

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