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Passageiro bate recorde de volta ao mundo em voos comerciais: 52h34min
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Andrew Fisher comemora recorde ao chegar ao aeroporto de Xangai (reprodução/Twitter)

O vice-presidente sênior de planejamento de frota da companhia aérea Etihad, o neozelandês Andrew Fisher, estabeleceu nesta terça-feira (23) o novo recorde de volta ao mundo mais rápida usando apenas voos comerciais regulares.

Fisher saiu no domingo (21) de Xangai (China), passou por Auckland (Nova Zelândia), Buenos Aires (Argentina) e Amsterdã (Holanda), até retornar a Xangai. A volta ao mundo durou 52 horas e 34 minutos.

O novo recorde mundial foi estabelecido com três horas de vantagem em relação à marca anterior, do português Gil Azevedo, estabelecida em fevereiro do ano passado. Na época, o português fez rota parecida, mas com uma parada a mais. O percurso foi Xangai, Auckland, Buenos Aires, Paris (França), Moscou (Rússia) e Xangai.

Fisher registrou os detalhes durante os voos para comprovar que cumpriu as regras necessárias. Para validar o recorde, os voos deveriam cruzar a linha do Equador e pousar em pelo menos um aeroporto localizado na mesma latitude, mas de hemisférios opostos, com tolerância de 5º.

Além dos cartões de embarque, Fisher comprou jornais em todos os locais por onde passou, tirou fotos com a tripulação dos voos e pegou a assinatura de todos os comandantes dos voos. Os documentos agora serão analisados por comissão avaliadora para o reconhecimento oficial do novo recorde mundial.

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A rota percorrida durante a volta ao mundo em voos comerciais (reprodução/Twitter)

O principal desafio de Fisher para completar a volta ao mundo em tempo recorde foi o período de conexão nos aeroportos. O ponto crucial era a troca de aviões em Buenos Aires. O neozelandês tinha apenas 55 minutos para sair do avião que chegava de Auckland e embarcar no próximo voo para Amsterdã. Para piorar a situação, o voo saiu com 25 minutos de atraso da Nova Zelândia, mas recuperou o tempo perdido durante a viagem.

O tempo total do recorde leva em conta o momento em que o primeiro avião decolou até que o último voo pousasse em Xangai. Considerando apenas o tempo efetivamente de voo, Fisher voou por 45 horas e 37 minutos. O voo mais longo foi entre Buenos Aires e Amsterdã, com 12 horas e 42 minutos. Já o mais curto foi entre Amsterdã e Xangai, com 10 horas e 17 minutos.

Os jornais de onde Fisher passou durante a volta ao mundo (reprodução/Twitter)

Fisher se declara um apaixonado por aviação, que adora estudar a malha aérea e os horários de voos das companhias aéreas. O neozelandês afirmou que tinha o sonho de realizar a volta ao mundo em tempo recorde há mais de 20 anos.

“Foi um longo planejamento, essencialmente para garantir que os tempos de voo, rotas e conexões fossem os mais curtos possíveis. Há apenas uma pequena janela de oportunidade para isso acontecer”, afirma, em comunicado emitido pela Etihad.

Apesar de ser vice-presidente de planejamento de rotas da Etihad, Fisher não realizou nenhum voo pela companhia aérea para a qual trabalha. Veja os voos utilizados na volta ao mundo:

Xangai – Auckland: Air New Zealand (NZ 284)

Auckland – Buenos Aires: Air New Zealand (NZ 30)

Buenos Aires – Amsterdã: KLM (KL 702)

Amsterdã – Xangai: China Eastern Airlines (MU 772)

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Alianças globais de companhias aéreas oferecem bilhetes de volta ao mundo (Foto: divulgação)

Alianças globais de companhias aéreas oferecem bilhetes de volta ao mundo (Foto: divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A forma mais prática para comprar passagens de volta ao mundo são os bilhetes oferecidos pelas três alianças globais de companhias aéreas, OneWorld, Star Alliance e SkyTeam. Apesar da praticidade de planejamento oferecida pelas alianças, a compra individual pode sair bem mais econômica, chegando a custar até 50% a menos.

Para que uma viagem de volta ao mundo dê certo, é preciso, antes de mais nada, muito planejamento. O primeiro passo é definir qual o roteiro que se pretende seguir, a época do ano na qual vai visitar cada continente e a duração da viagem.

Com o roteiro na cabeça, o próximo passo é a compra efetiva das passagens aéreas. Boa parte dos turistas que decide dar uma volta no planeta opta pelo bilhete de volta ao mundo das alianças globais de companhias aéreas, chamado RTW (Round The World).

Com ele, é possível dar a volta ao mundo utilizando as companhias aéreas que fazem parte da mesma aliança. Entre as brasileiras, a Latam faz parte da OneWorld enquanto a Avianca é membro da Star Alliance.

No entanto, o passageiro não tem total liberdade na definição do roteiro. Algumas regras básicas das três alianças são as seguintes:

  • A volta ao mundo deve durar entre dez e 365 dias.
  • A viagem deve contemplar, pelo menos, três continentes.
  • Podem ser utilizados, no máximo, 16 trechos.
  • Caso não haja voo direto e seja necessária uma conexão, são considerados dois trechos.
  • O passageiro pode optar por pegar um voo de uma cidade diferente da qual desembarcou. O deslocamento terrestre, no entanto, conta como um trecho a ser descontado dos 16 possíveis. Apesar disso, o trecho terrestre deve ser pago pelo próprio passageiro.
  • Os voos devem ser realizados em um único sentido ao redor do mundo: leste-oeste ou oeste-leste.
  • A regra acima é válida somente nas viagens intercontinentais. Dentro do mesmo continente, é possível fazer um zigue-zague.
  • O passageiro só pode cruzar os oceanos Atlântico e Pacífico uma única vez.
  • A viagem deve começar e terminar no mesmo país.

Quanto custa?

O preço da passagem de volta ao mundo pode ser definido pelo número de trechos voados, continentes visitados ou pela distância percorrida. O passageiro pode definir o seu roteiro, escolher os voos e verificar o preço nos sites das três alianças de companhias aéreas. Os bilhetes de volta ao mundo podem variar de R$ 11,5 mil a R$ 20,5 mil.

O Todos a Bordo simulou três opções de roteiro para uma viagem de volta ao mundo, alterando a quantidade de paradas e cidades diferentes em cada opção. Apesar da facilidade oferecida pelas alianças globais no planejamento da viagem, nos três casos pesquisados pelo blog a compra individual das passagens ficou, em média, 50% mais barata. O blog utilizou o sistema Google Flights para fazer a pesquisa.

Apesar de mais econômica, a compra individual pode ter também algumas desvantagens. Ao voar por somente companhias aéreas de uma única aliança, o passageiro ganha muitas milhas, que podem resultar em outros benefícios, como a troca por bilhetes grátis para outras viagens. Além disso, em caso de problemas, o sistema de suporte é facilitado.

Nas passagens individuais, as restrições para troca de itinerário ou de datas podem ser mais rígidas. Alguns dos voos pesquisados seriam realizados em companhias low-cost (baixo-custo), que oferecem menos conforto, normalmente não permitem remarcações e podem cobrar taxas extras por diversos serviços.

Cada roteiro terá preços diferentes. Além disso, as datas das viagens em cada trecho também podem influenciar no valor. O único jeito de garantir o melhor preço é pesquisar em todos os meios possíveis antes de efetivar a compra.

Veja algumas simulações feitas pelo Todos a Bordo:

São Paulo – Madrid – Hong Kong – Dallas – São Paulo

Datas pesquisadas para cada trecho da viagem: 11/4 – 16/5 – 21/6 – 15/8

  • OneWorld: R$ 13.578
  • Star Alliance: R$11.596
  • SkyTeam: R$ 12.972
  • Google Flights (passagens individuais): R$ 6.840

São Paulo – Paris – Moscou – Tóquio – Sydney – Los Angeles – São Paulo

Datas pesquisadas para cada trecho da viagem: 11/4 – 13/6 – 29/6 – 8/8 – 27/9 – 17/10

  • OneWorld: R$ 16.210
  • Star Alliance: R$ 16.547
  • SkyTeam: R$ 17.651
  • Google Flights (passagens individuais): R$ 8.469

São Paulo – Miami – Nova York – Los Angeles – Tóquio – Pequim – Sydney – Moscou – Paris – São Paulo

Datas pesquisadas para cada trecho da viagem: 11/4 – 2/5 – 30/5 – 13/6 – 1/8 – 22/8 – 6/9 – 26/9 – 24/10

  • OneWorld: R$ 16.465
  • Star Alliance: R$ 19.369
  • SkyTeam: R$ 20.5190
  • Google Flights (passagens individuais): R$ 9.249

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