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Arquivo : programas de milhagem

Número de milhas para voar na Avianca vai variar conforme preço em real
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Quantidade de pontos vai flutuar de acordo com o preço da passagem (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Em Miami (EUA)

A Avianca deve concluir até o final de julho uma grande mudança no seu programa de fidelidade, o Amigo. O presidente da companhia, Frederico Pedreira, afirmou que a intenção é que 100% dos assentos estejam disponíveis para venda com a troca de pontos. Atualmente, são apenas entre 20% e 25% dos lugares do avião.

Outra mudança é em relação à política de preço praticada nessa modalidade. Hoje, as rotas têm pontuação fixa e a proposta é que os valores variem de acordo com o preço em real das passagens. “Se baixar o valor em reais, os pontos automaticamente vão descer para ficarem mais atrativos e deixar o sistema mais fácil”, afirma Pedreira. “Vamos dar mais opções aos nossos clientes para usarem as milhas deles de uma forma mais eficiente”, avalia.

A Avianca tem testado o novo sistema desde o início de maio em dez rotas da companhia. “Até o final do próximo mês, deve estar em toda a nossa malha, incluindo o internacional”, afirma.

Segundo o presidente da companhia, para o voo entre São Paulo e Miami, nos Estados Unidos, que iniciou as operações na última sexta-feira (23), entre 8% e 10% das passagens já são emitidas com pontos do programa Amigo. O índice é bem acima do 3% nos voos nacionais da companhia.

Melhorar o programa Amigo tem sido um dos objetivos atuais da Avianca. Em recente pesquisa feita pela própria companhia com seus passageiros, esse foi o item que recebeu a pior avaliação.

A Avianca também tem priorizado as melhorias do programa após o ingresso da companhia na rede Star Alliance. Os passageiros que acumulam pontos no programa Amigo podem utilizá-lo para compra de passagem nas 25 empresas que fazem parte da aliança.

Cobrança de bagagem ainda não foi definida

Em meio à polêmica liberação para a cobrança de bagagem despachada – medida já implementada pelas concorrentes Azul, Gol e Latam –, o presidente da Avianca afirma que ainda estão sendo feitos estudos internos para definir quais procedimentos serão adotados.

Pedreira adiantou que a medida deve entrar em vigor na companhia no final do ano. “Queremos criar uma nova classe tarifária que não inclui o despacho de bagagem, com preços realmente atraentes para conquistar novos clientes, mas ainda estamos estudando como fazer isso”, diz.

Avianca fez primeiro voo para Miami na última sexta-feira (23) (Foto: Divulgação)

Expansão internacional

Depois de realizar seu primeiro voo internacional de longo curso, entre São Paulo e Miami, a Avianca se prepara agora para expandir suas atividades para outros destinos internacionais.

A empresa deve iniciar nesta quarta-feira (28) as vendas de passagens para os dois voos diários que terá, a partir de 7 de agosto, entre São Paulo e Santiago, no Chile. O voo da manhã será operado com os novos Airbus A330-200, os mesmos utilizados nos voos para Miami, enquanto o voo da noite será operado com os Airbus A320 que a companhia utiliza nos voos domésticos.

Até o final do ano, a empresa deve inaugurar mais uma rota internacional. O novo destino ainda não foi escolhido e deve ser anunciado até agosto. Segundo o presidente da Aviancal, o que já foi definido é que novo voo terá como destino um país do continente americano. Buenos Aires, na Argentina, é um desejo da companhia, mas um acordo bilateral entre os dois países não permite a criação de novos voos.

Atualmente, a Avianca já opera um voo semanal entre Fortaleza (CE) e Bogotá, na Colômbia, e ainda neste ano deve ter outro voo semanal entre Salvador (BA) e Bogotá.

A expansão internacional da Avianca começou com a chegada dos novos aviões Airbus A330-200. A aeronave conta com duas classes na cabine de passageiros. São 32 assentos na classe executiva e mais 206 na econômica.

Miami recebe 71 voos semanais do Brasil

A estreia da Avianca nos voos de longo curso ocorreu no destino que tem mais voos a partir do Brasil. São 71 ligações semanais saindo de diversas cidades brasileiras para Miami. Apesar da forte concorrência, o presidente da companhia acredita no crescimento do mercado e no suporte da Avianca Colômbia, que opera voos para a cidade norte-americana desde os anos 1940.

“Miami é o maior mercado ponto a ponto. A maioria dos passageiros faz o voo de São Paulo a Miami, sem conexão. Seja do ponto de vista operacional ou comercial, a marca Avianca é muito forte aqui em Miami. Isso vai ajudar nossa presença aqui”, afirma Pedreira.

Crescimento no mercado doméstico

A Avianca também tem expandido suas operações no mercado brasileiro. Além dos três novos Airbus A330-200 (um ainda está para chegar), a empresa já recebeu neste ano seis novos aviões Airbus A320.

Com isso, a empresa abriu duas novas bases de operação no país, em Foz do Iguaçu (PR) e Navegantes (SC). Na última semana, a Avianca também iniciou as vendas para os quatro voos diários entre São Paulo e Belo Horizonte (MG). As operações devem começar no dia 21 de agosto.

Apesar da expansão, o presidente da Avianca afirma que a empresa não tem “a menor intenção de se tornar a maior companhia aérea brasileira”. Pedreira afirma que a meta é manter entre 15% e 17% do mercado nacional. “O importante é ter rotas rentáveis e poder oferecer o melhor produto para os passageiros”, afirma.

Segundo dados apresentados pelo presidente da companhia, enquanto outras empresas tiveram retração, a Avianca teve crescimento de 14% no número de passageiros transportados no último ano.

O jornalista viajou a Miami a convite da Avianca

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Começam a valer as novas regras para acumular milhas Smiles e Multiplus
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TAM A320

A virada do ano marca também o início de novas regras nos programas Smiles, da Gol, e Multiplus, da Latam. Todas as mudanças da Gol entram em vigor no dia 3 de janeiro. As da Latam serão divididas em duas etapas: primeiro, entram algumas em 1º de janeiro e depois outras ao longo do primeiro semestre.

As duas empresas afirmam que as novas regras têm como objetivo deixar mais claro o total de milhas acumuladas em cada viagem, além dos pontos necessários para mudança de categoria do usuário.

Na prática, no entanto, os passageiros terão de fazer várias contas para saber exatamente quantos pontos serão acumulados em determinada viagem. A vantagem é que todos os tipos de tarifa passam a somar pontos, inclusive as promocionais que normalmente não tinham esse benefício.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Smiles

A partir de agora, todos os tipos de tarifa da Gol passam a ter direito ao acúmulo de milhas no programa Smiles, inclusive as adquiridas em feirões de passagens.

O cálculo de milhas para a troca de passagens permanece de acordo com o valor pago no bilhete. As tarifas promocionais e dos feirões terão a proporção de uma milha para cada real gasto. Na tarifa programada, permanece a relação de dois para um e, na flexível, de três para um.

A principal mudança promovida pelo Smiles, no entanto, está no cálculo para a promoção de categoria. Ao voar com mais frequência, o passageiro é promovido a uma categoria superior, que conta com mais benefícios. As vantagens incluem bônus no acúmulo de milhas, descontos na compra de serviços e acesso às salas VIP.

Para ser promovido, o Smiles calcula um segundo tipo de pontuação. Para isso, o programa considerava somente a distância dos voos. Quem fazia diversas viagens curtas tinha até mais dificuldade de subir de categoria do que o passageiro que fazia apenas uma viagem internacional no ano, por exemplo.

Agora, o programa acrescentou a possibilidade de promoção de categoria também pela quantidade de trechos voados. Caso o voo tenha conexão que exija a troca de avião, são contados dois trechos.

Para subir à categoria Prata (a segunda da escala), agora são necessários 10 mil milhas ou dez trechos voados. A categoria Diamante (a mais alta) exige 30 mil milhas ou 30 trechos voados – antes eram necessárias 35 mil milhas. Vale o que o passageiro atingir primeiro.

(Foto: Divulgação)

Foto: Divulgação

Multiplus

As mudanças no programa de fidelidade da Latam são mais complicadas. A empresa conta com dois tipos de pontuação: pontos Multiplus, que podem ser utilizados para troca de passagens e devem entrar em vigor durante o primeiro semestre de 2017 (ainda sem data definida), e pontos Elite, que servem para subir de categoria dentro do programa e com regras válidas a partir de 1º de janeiro.

Para saber quantos pontos Multiplus um passageiro irá acumular durante a viagem, será preciso saber primeiro de qual categoria ele faz parte. A empresa criou um “índice multiplicador” para cada categoria.

Nos voos domésticos, o multiplicador é de:

  • Categoria Black Signtue: 8
  • Categoria Black: 7
  • Categoria Platinum: 6
  • Categoria Gold: 4
  • Categoria Latam: 2,5

Para os voos internacionais, o multiplicador é de:

  • Categoria Black Signtue: 12
  • Categoria Black: 11
  • Categoria Platinum: 10
  • Categoria Gold: 8
  • Categoria Latam: 5

O valor pago na passagem – sem as taxas de embarque ou serviços adicionais – deverá ser multiplicado por esse índice. No entanto, há ainda mais uma complicação. Se o voo for nacional, deverá ser utilizado o valor em reais. Já se for um voo internacional, o valor utilizado para o cálculo deverá ser em dólar.

Um passageiro da categoria Latam, a mais baixa, que pagar R$ 500 em um voo nacional irá acumular 1.250 pontos Multiplus (R$ 500 x 2,5). Já um passageiro da categoria Black Signature, a mais alta, que pagar o mesmo valor na passagem terá direito a 4.000 pontos Multiplus (R$ 500 x 8).

No caso de voos internacionais, um bilhete comprado pelos mesmos R$ 500 terá de ser convertido para dólar de acordo com a cotação do dia da compra, atualmente o equivalente a US$ 153. Assim um passageiro da categoria Latam irá acumular 765 pontos Multiplus (US$ 153 x 5), enquanto o passageiro da categoria Black Signature terá direito a 1.836 pontos Multiplus (US$ 153 x 12).

Para os passageiros das categorias Black Signature, Black e Platinum, há um valor mínimo de acúmulo de 500 pontos Multiplus. O acúmulo máximo por trecho é de 60.000 pontos Multiplus.

As mudanças de categoria no Latam Fidelidade será feita de acordo com os pontos Elite. Para calcular os pontos de cada viagem, o passageiro deverá multiplicar a distância percorrida em milhas pelo percentual da tarifa escolhida.

Nos voos domésticos, o percentual é de:

  • Tarifa relax: 150%
  • Tarifa top: 150%
  • Tarifa flex: 125%
  • Tarifa básica: 75%
  • Tarifa megapromo: 25%

No caso de voos internacionais, o percentual é de:

  • Tarifa premium business flex: 300%
  • Tarifa premium business access: 200%
  • Tarifa economy: 150%
  • Tarifa control: 150%
  • Tarifa access: 125%
  • Tarifa base: 75%

Em um voo de São Paulo a Miami (4.093 milhas de distância), quem pagar a tarifa base terá direito a 3.070 pontos Elite. Para subir para a categoria Gold, são necessários 10 mil pontos Elite ou dez trechos voados na Latam. Para chegar ao topo da escala, a exigência é de 150 mil pontos Elite ou 125 voos na Latam. Tudo isso é válido para o período de um ano.

Correção: A versão original deste post informava incorretamente que todas as mudanças no programa de fidelidade da Latam passariam a valer em 1º de janeiro. Apenas as regras para os pontos Elite, utilizados para mudança de categoria no programa, começaram nessa data. As mudanças para acúmulo dos pontos Multiplus, utilizados para troca de passagens, ocorrerão ao longo do primeiro semestre (a empresa não informou as datas exatas).

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Como aproveitar melhor as milhas voando em companhias aéreas parceiras
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Foto: Getty Images

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Comecemos com um alerta: não é possível transferir milhas entre programas de fidelidade nem, é claro, pontuar em dois programas diferentes com a mesma passagem. Sendo assim, a opção pelo programa de sua preferência é passo importante na hora de decidir onde acumular milhas para trocar por passagens aéreas.

Vamos a um exemplo: você compra um bilhete da American Airlines, no site da companhia americana, mas quer que os pontos sejam creditados no Multiplus Fidelidade TAM, que integra a mesma aliança Oneworld. Mas se você não deixar isso claro, os pontos não vão parar automaticamente no Fidelidade. É preciso indicar o programa de sua preferência no momento da compra das passagens ou no check-in – seja pela internet, totem ou direto com o funcionário no aeroporto.

Também é possível fazer uma solicitação retroativa de pontos depois da viagem, caso não tenham sido creditados em nenhum programa. Ainda no exemplo acima, se você estiver cadastrado no AAdvantage, da companhia americana, os pontos podem ir parar lá. Em geral, o campo para indicar o programa de fidelidade de sua preferência aparece na mesma página dos dados do passageiro. Mais do que uma informação para fins de identificação, o programa escolhido vai determinar o destino final das milhas correspondentes à categoria do bilhete adquirido.

Obviamente esse processo vale para todas as companhias aéreas que trabalham com empresas parceiras, como é o caso do Smiles. Ao comprar passagem no site de alguma parceira da Gol, é só selecionar o Smiles na hora de incluir os dados do passageiro. Se, ao contrário, você quiser creditar pontos de passagens da Gol em outro programa de milhagem, também é só fazer essa opção no momento da compra ou do check-in.

A Avianca anunciará no final deste mês sua entrada oficial na rede Star Alliance, que também prevê o acúmulo de pontos na empresa de preferência do cliente.

Em resumo: se for informar o programa de fidelidade (nome ou número) já na hora da compra ou do check-in, atenção para não escolher automaticamente o programa da companhia aérea que fará o voo. Se não optar por nenhum programa antes de viajar, atente para os prazos definidos pelas empresas para fazer a solicitação retroativa de milhas. Vale lembrar que algumas categorias de passagens aéreas não são válidas para acúmulo de pontos.

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Consumidor que vende milhas aéreas expõe dados pessoais e pode não receber
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Crédito: Abdelkrim Amrani/FreeRange

Basta fazer uma busca rápida na internet com as palavras “vender milhas” para encontrar empresas especializadas que se dispõem a pagar por milhagens aéreas acumuladas por pessoas físicas. Segundo Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste Associação de Consumidores, essa transação é irregular. A entidade vem recebendo denúncias de usuários que não receberam por suas milhas e que agora se sentem expostos a golpes, porque passaram dados pessoais e bancários aos compradores, além da senha do programa de fidelidade.

“Infelizmente, essa é uma prática ilegal que existe há anos”, afirma Dolci. Há até empresas que se especializaram na compra de milhas de companhias específicas.  A venda de milhagem soa como um recurso oportuno para quem tem pontos prestes a expirar ou simplesmente precisa levantar dinheiro rápido. Mas mesmo pessoas que já venderam milhas outras vezes reclamam que lotes comercializados em março não foram honrados pelos compradores. Como forma de deixar o consumidor mais tranquilo, há empresas que oferecem o pagamento antes do envio da senha para o resgate das milhas, mas esse tipo de operação também é condenado pela Proteste.

É que os contratos de adesão a programas de milhagem preveem a exclusão de usuários por revenda de milhas. Normalmente, a transferência de pontos do titular para outras pessoas só é permitida em caráter de doação. “Milhas revendidas acabam sendo convertidas em passagens por agências de turismo que integram o esquema”, explica Dolci. Desse modo, pode ser que muitos dos viajantes nem saibam que suas passagens foram obtidas por meio da compra de milhas de terceiros.

A Proteste recomenda ao consumidor que vendeu milhas a troca da senha no programa de fidelidade e o rápido registro de um boletim de ocorrência. É uma precaução contra o risco de que seus dados pessoais venham a ser usados em golpes no futuro.

Leandro Quintanilha – leandroq@gmail.com


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