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Arquivo : jato executivo

Jatinho mais barato do mundo tem só um motor e paraquedas de emergência
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Jatinho da Cirrus tem só um motor em cima da cabine de passageios (foto: Divulgação)

O jatinho executivo mais barato do mundo, o Cirrus SF50 Vision Jet, virá ao Brasil pela primeira vez na próxima semana. Com preço de venda a partir de US$ 1,9 milhão (R$ 6 milhões), o modelo custa menos da metade do jato mais barato da Embraer, o Phenon 100, avaliado em US$ 4,5 milhões (R$ 14,2 milhões).

Além do preço mais baixo, o modelo também chama atenção pelas diversas inovações. O Cirrus SF50 Vision Jet é o único jato executivo monomotor do mundo e o único a contar com um sistema que aciona um paraquedas de emergência para o avião em caso de alguma falha do motor.

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O jatinho estará no país entre os dias 6 e 8 de outubro para fazer demonstrações a clientes do avião no Hotel Portobello Resort, em Mangaratiba (RJ). Antes mesmo de voar no país, o modelo já tem feito sucesso entre o público brasileiro.

Segundo a Plane Aviation, representante da Cirrus no Brasil, o Vision Jet já tem 600 encomendas em todo o mundo, sendo que o Brasil representa 10% das vendas. A expectativa da empresa é de que os primeiros aviões sejam entregues no país a partir do próximo ano.

A Cirrus, no entanto, ainda aguarda a certificação do modelo no Brasil pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Nos Estados Unidos, onde o modelo é fabricado, o Cirrus SF50 Vision Jet recebeu a certificação da FAA, autoridade norte-americana de aviação, no final do ano passado.

Monomotor e com paraquedas de emergência

O primeiro jato monomotor tem como foco principal os donos de avião que também são pilotos. “É um jato projetado para ser pilotado pelo proprietário, sem a necessidade de um piloto profissional em tempo integral”, afirma a empresa. Nos Estados Unidos, o avião já foi certificado para ter apenas um piloto a bordo.

Paraquedas permite o pouso seguro em caso de falha no motor (foto: Divulgação)

O único motor do avião está instalado em cima da cabine de passageiros. Por conta disso, o jato ganhou uma cauda em V, o que deixa seu design mais curioso. Em caso de falha do motor e sem um local adequado para o pouso, o piloto pode acionar o sistema de emergência que abre um paraquedas para o avião.

É um esquema para o avião, e não para os passageiros. Ou seja, o paraquedas segura a aeronave, fazendo com que ela pouse mais lentamente numa situação de emergência.

Esse sistema está presente em todos os aviões fabricados pela Cirrus. Os modelos SR 20 e SR 22 também são monomotores, mas utilizam um motor a pistão com hélice na frente do avião. Segundo a Cirrus, o sistema de paraquedas de emergência já salvou mais de 100 vidas.

O SF50 Vision Jet voa a 550 km/h, com autonomia para alcançar até 1.800 km de distância, a uma altitude máxima de 8.500 metros em relação ao nível do mar. O avião tem 9,4 metros de comprimento, 11,7 metros de envergadura (distância entre as pontas das asas) e 3,2 metros de altura.

Na área interna, o jatinho pode ser configurado para transportar até sete pessoas, sendo cinco adultos e duas crianças. São dois assentos na cabine de comando e os demais na área de passageiros. Todas as poltronas são revestidas em couro e contam com entradas USB e para fones de ouvido.

Na cabine de piloto, todos os equipamentos são digitais. O piloto pode acessar todas as informações do voo e os parâmetros de funcionamento do avião em telas sensíveis ao toque. No lugar do manche tradicional, a Cirrus optou pelo sidestick (semelhante ao joysitick de videogame). É o mesmo padrão utilizado nos mais modernos jatos executivos da Embraer ou nos grandes aviões da Airbus.

Depois da primeira passagem pelo Brasil, a Plane Aviation pretende manter um exemplar do Cirrus SF50 Vision Jet de forma permanente no país a partir de dezembro deste ano para servir de demonstração a potenciais clientes.

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O jato executivo Legacy 500, da Embraer (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Os grandes jatos executivos, capazes de fazer viagens intercontinentais sem escala, estão perdendo espaço em todo o mundo. Um levantamento da consultoria Gama Aero aponta que nos últimos dois anos houve uma queda de 29,3% no número de entregas mundiais de jatos grandes. Por outro lado, os jatos executivos médios tiveram um crescimento de 22,3%.

Nos últimos anos, a venda dos jatos grandes costumava ser maior do que a dos aviões executivos médios. Em 2016, no entanto, esse cenário se inverteu.

Jatos grandes:

2014 – 317 unidades

2015 – 290 unidades

2016 – 224 unidades

Jatos médios:

2014: 188 unidades

2015: 224 unidades

2016: 230 unidades

Um avião médio custa menos de um terço de um jato grande. Um jato executivo de grande porte como o Bombardier Global 6000, por exemplo, custa US$ 62,5 milhões (R$ 197 milhões), enquanto um Embraer Legacy 500 tem o preço de US$ 20 milhões (R$ 63 milhões) e um Cessna Citation Latitude custa US$ 16,3 milhões (R$ 51,2 milhões).

Outro ponto avaliado por empresários na hora da aquisição ou troca de um jato executivo está relacionado aos custos operacionais de um determinado modelo. Dados da consultoria Conklin & de Decker mostram que o custo da hora de voo no Legacy 500 é de US$ 2.400 (R$ 7.500), valor que sobe para US$ 3.900 (R$ 12.300) no Global 6000.

Aviões menores para destinos mais curtos

Na hora de comprar um jato executivo, o tamanho da viagem também deve ser considerado. Para o diretor de vendas da Embraer, Gustavo Teixeira, é nessa questão que os jatos médios têm ganho espaço no mercado.

Para o executivo da fabricante brasileira, na época de forte crescimento econômico, muitos empresários precisavam de aviões maiores. Com a crise e a diminuição de viagens longas, essas aeronaves ficaram acima das necessidades. Na hora de substituir os aviões utilizados, está sendo feita essa readequação.

“Para os empresários que tinham necessidade de deslocamento contínuo até o Oriente Médio e a China, com o cenário econômico e a mudança no perfil de voo, não adianta ficar carregando uma aeronave grande e com custo operacional elevado para fazer voos nacionais. E aí se faz o movimento adequado com o avião que atende melhor às suas necessidades”, afirma.

Turboélice Beechcraft King Air (foto: Divulgação)

Brasil tem preferência por jatos pequenos e turboélices

O mercado brasileiro de jatos executivos conta com cerca de 750 aviões, o segundo maior do segmento, atrás apenas dos Estados Unidos. Entre os jatos, o modelo de maior sucesso no Brasil é um avião da categoria leve, o Embraer Phenom 100. São 93 unidades do modelo no país.

Dentro da aviação executiva brasileira, no entanto, o que se destaca mesmo são aviões turboélices, com cerca de 1.700 aviões voando no país. Entre os turboélices, o líder é o Beechcraft King Air, com cerca de 700 unidades.

Essa preferência por jatos menores e turboélices é consequência do perfil da economia e infraestrutura brasileira e da forte presença do agronegócio. Para pousar em aeroportos pequenos ou mesmo em pistas de terra de fazendas, os turboélices são mais indicados.

Depois da forte retração dos últimos anos, o diretor comercial da TAM Aviação Executiva, Rafael Mugnaini, avalia que o mercado está se aquecendo novamente. “A percepção é que hoje os aviões estão voando menos, até por uma questão de economia. Mas vejo uma retomada das vendas, não como há dez anos, mas com crescimento. Este ano já está melhor e deve melhorar mais em 2018”, afirma.

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Por Vinícius Casagrande

Maior feira de aviação executiva da América Latina, a Labace reúne no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, alguns dos mais luxuosos jatos e helicópteros executivos do mundo. São cerca de 45 aeronaves em exposição. Entre os mais sofisticados, o Bombardier Global 6000 custa US$ 62,5 milhões (R$ 190 milhões), enquanto o Dassault Falcon 8X pode voar de São Paulo a Moscou sem escalas, em uma viagem de 14 horas de duração.

Os jatos são criados para proporcionar todo o conforto aos passageiros. As regalias a bordo incluem desde sofás que viram camas até uma cozinha completa para preparar os mais variados tipos de refeições, além de wi-fi, telefone via satélite e filmes da Netflix.

Os cuidados com a sofisticação estão em todos os detalhes, como cinto de segurança acolchoado, madeira nobre no acabamento interno, poltronas de couro e sistema individual de entretenimento. A regra nesse mercado é que o proprietário pode configurar a cabine de passageiros de acordo com suas necessidades e gostos pessoais.

Os jatos executivos são feitos para agilizar a vida de seus passageiros. Enquanto voam, os empresários podem fazer reuniões com quem está a bordo ou mesmo em terra. É que os aviões contam com wi-fi e telefone via satélite como itens obrigatórios.

Serviço de bordo inspirado em restaurantes franceses

O serviço de bordo também recebe atenção especial. A brasileira Pamela Lakata é comissária de bordo da fabricante canadense Bombardier. Para atender aos passageiros VIPs que voam no luxuoso Global 6000, um jato de US$ 62,5 milhões (R$ 190 milhões), a preparação do voo é rigorosa.

Pamela conta que para servir a alimentação a bordo recebeu treinamento em restaurantes franceses premiados com a estrela Michelin. “Fazemos um serviço bem sofisticado”, afirma.

Toda a alimentação é preparada a bordo do avião. Os jatos maiores contam com uma verdadeira cozinha na área da frente do avião. O espaço, chamado de galley, tem refrigerador e forno elétrico para o preparo dos alimentos. “Tudo é feito na hora. Servimos entrada, prato principal e sobremesa. São todos produtos sofisticados, como caviar”, diz.

Os comissários de bordo também são verdadeiros sommeliers. Além de preparar as refeições, Pamela conta que também é responsável por escolher os vinhos e champanhes que serão servidos a bordo. “A gente tem de estudar qual é a melhor harmonização para cada voo”, afirma. “É um serviço bem melhor do que em qualquer primeira classe”, diz.

Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition)

Até quinta-feira (17)

Aeroporto de Congonhas – acesso pela Avenida Washingon Luis, altura do número 6.000

Horário: das 12h às 19h

Ingressos: R$ 430,00


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Feira de aviação executiva acontece no aeroporto de Congonhas (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O aeroporto de Congonhas recebe nesta semana a maior feira de aviação executiva da América Latina. Em sua 15ª edição, a Labace (Latin America Business Aviation Conference & Exhibition) vai reunir 45 aeronaves, entre jatos executivos e helicópteros. O evento acontece entre terça (15) e quinta-feira (17).

Um dos grandes destaques da Labace deste ano deve ser o Bombardier Global 6000, avaliado em US$ 62,3 milhões (R$ 196,8 milhões). Segundo a fabricante, o jato pode ligar São Paulo a Lisboa, Madrid, Nice ou Londres sem escalas, com oito passageiros e quatro tripulantes a bordo. O Global 6000 detém recordes de velocidade de viagem entre Aspen, nos EUA, e Londres, na Inglaterra, e de Londres a Nova York, nos EUA.

O Dassault Falcon 8X estará na Labace pelo segundo ano consecutivo. Com capacidade para até 19 passageiros, o jato de três motores tem autonomia para voar de São Paulo a Moscou sem parar para reabastecer. O avião é avaliado em US$ 57,5 milhões (R$ 181,6 milhões). O jato já teve 25 unidades vendidas em todo o mundo, sendo que quatro foram para clientes brasileiros.

A brasileira Embraer levará para a Labace cinco modelos de jatos executivos: Phenom 100, Phenom 300, Legacy 450, Legacy 500 e Legacy 650E. Segundo a Embraer, atualmente há 180 jatos executivos produzidos pela empresa registrados no Brasil. O Phenom 100 é o modelo de jato executivo de maior frota no Brasil, com 93 aeronaves registradas.

Modelo de entrada, o Phenom 100 tem capacidade para quatro passageiros, atinge velocidade máxima de 750 km/h, alcance de 2.182 km (São Paulo-Recife) e requer uma única parada para manutenção ao ano ou a cada 600 horas de voo. O jatinho é avaliado em US$ 4,5 milhões (R$ 14,2 milhões).

Na outra ponta de jatos executivos da Embraer, o Legacy 650E tem capacidade para 14 passageiros e autonomia de 7.222 km. A cabine de passageiros é dividida em três áreas e conta com uma cozinha a bordo. Com preço de US$ 26 milhões (R$ 82,1 milhões), o Legacy 650E tem 10 anos de garantia ou 10 mil horas de voo.

A TAM Aviação Executiva, representante de marcas como Cessna e Bell, terá nove aeronaves em exposição. Os principais destaques são o helicóptero Bell 505 Jet Ranger X, que será apresentado pelo primeira vez no Brasil, e o novo jato executivo Cessna Citation Latitude.

Expectativa de negócios

A Labace pode ser visitada pelo público em geral, mas tem como foco principal atrair quem pretende comprar um novo avião ou serviços para a aviação executiva. “Estamos muito otimistas com o evento este ano, que marca 15 anos da Labace. Teremos as principais marcas da indústria mundial aqui em São Paulo e, tanto os primeiros sinais da retomada econômica brasileira, quanto o atual cenário global da aviação, nos levam a acreditar em um evento muito positivo do ponto de vista dos negócios”, afirma Flavio Pires, diretor-geral da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral).

Entre as marcas que devem participar da Labace neste ano estão Bell Helicopter, Bombardier, Cessna, Dallas Airmotive, Dassault, Embraer, Gulfstream, Helibras, Jetex, Leonardo, Líder Aviação, Honda Aircraft, Pilatus, Synerjet, Tam Aviação Executiva, Textron, World Fuel Services, entre outras.

Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition)

Dias 15, 16 e 17 de agosto de 2017

Aeroporto de Congonhas – acesso pela Avenida Washingon Luis, altura do número 6.000

Horário: das 12h às 21h (dias 15 e 16) – das 12h às 19h (dia 17)

Ingressos: R$ 430,00

www.labace.com.br

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Passageiro de jato executivo tem tratamento VIP até no embarque (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Não importa se você viaja de econômica ou na primeira classe, a rotina de embarque no aeroporto é sempre muito parecida. O passageiro tem de chegar com bastante antecedência, fazer o check-in, despachar as malas, passar pelo raio-x, ir até a sala de embarque e aguardar na fila para só então poder embarcar no avião. Isso, claro, se você for um passageiro de alguma companhia aérea.

Na rotina de quem tem o seu próprio jatinho executivo, até nisso a vida é bem mais simples e agradável. Basta chegar ao aeroporto, caminhar alguns passos e o avião já está pronto para te receber. Aí, é só afivelar o cinto de segurança e decolar.

Como na aviação executiva quem manda é o passageiro, se ele se atrasar ou ainda tiver algum assunto pendente para resolver em terra, é só pedir para o piloto esperar mais um pouco. E nada de correr o risco de perder o voo.

Claro que isso tem um custo. Deixar um avião do modelo Phenon 100 parado num hangar custa em torno de R$ 11 mil por mês, enquanto o modelo Legacy 650 pode ter um custo mensal de R$ 37 mil.

Hangar de estacionamento de jatos executivos da Embraer em Sorocaba (foto: Divulgação)

O Brasil tem a segunda maior frota da aviação geral (excluindo os aviões de companhias aéreas) no mundo com cerca de 15 mil aviões e helicópteros particulares. Com a superlotação dos aeroportos da capital paulista, cidades próximas a São Paulo tem investido fortemente para receber os aviões executivos.

Um exemplo é o aeroporto de Sorocaba, a 100 km de São Paulo. De carro, a viagem leva cerca de uma hora, mas boa parte dos passageiros prefere mesmo é ir de helicóptero em um deslocamento de cerca de 20 minutos. O aeroporto conta atualmente com 50 empresas instaladas e tem pretensão de se tornar um terminal internacional.

Foi lá que a Embraer criou um centro de serviços para a aviação executiva, chamado de FBO (operador de base fixa, na sigla em inglês). O local tem desde uma estrutura completa para receber os passageiros até um hangar para manutenção geral de todos os jatos executivos fabricados pela empresa. Inaugurada no início de 2014, a área de 20 mil m² teve um investimento de US$ 25 milhões.

Sala de embarque do terminal da Embraer em Sorocaba (foto: Divulgação)

Atendimento personalizado ao passageiro

O centro de serviços da Embraer em Sorocaba atende desde os aviões que ficam estacionados no local até aqueles que estão simplesmente de passagem pelo aeroporto. Em todos os casos, a equipe de atendimento tem como principal função satisfazer todos os desejos dos passageiros que passam por ali.

É que, além da estrutura criada para o embarque, o centro de serviços também é responsável pela limpeza dos aviões, hangaragem (estacionamento), abastecimento e até pelas comidas e bebidas que vão a bordo do avião. “Nossa missão é prestar atenção aos mínimos detalhes. A gente sabe até o tipo de café preferido por cada passageiro”, diz Sérgio Tomasella Junior, gerente de relações com o cliente da Embraer em Sorocaba.

A equipe também está pronta para agir caso algum imprevisto aconteça. O gerente da Embraer lembra de um caso no qual o avião apresentou um problema na hora de ligar os motores. Enquanto a equipe de manutenção era chamada para verificar a falha, a equipe de cozinha do centro de serviços já foi acionada para preparar o almoço dos passageiros.

“Conseguimos otimizar o tempo dos passageiros. Enquanto os mecânicos consertavam o problema, eles almoçaram por aqui. Quando chegaram ao seu destino, já foram direto para a reunião que tinham, sem precisar mudar a agenda do dia”, conta.

Centro de serviços oferece manutenção completa dos aviões (foto: Divulgação)

Avião e pilotos também recebem tratamento VIP

O foco do centro de serviços da Embraer, no entanto, não é agradar somente aos passageiros. É que na maior parte do tempo quem utiliza o espaço são os pilotos dos jatos executivos.

Os tripulantes frequentam o espaço até mesmo quando não há nenhum voo programado para aquele dia. Ao assinar um contrato para deixar o avião no hangar, a Embraer coloca também à disposição uma sala exclusiva para eles. É ali que os pilotos trabalham quando estão em solo, revisando a documentação do avião e preparando o plano de voo da próxima viagem.

Há também os aviões que vão até Sorocaba somente para fazer algum tipo de manutenção. A oficina pode atender qualquer modelo de avião executivo fabricado pela Embraer. Atualmente, são 180 jatinhos feitos pela empresa em operação no Brasil.

Aviões são limpos diariamente (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Quando estão estacionados, os aviões também recebem tratamento diário. Além dos cuidados internos, uma equipe de limpeza passa todos os dias no hangar simplesmente para tirar o pó acumulado na fuselagem do avião. “Mesmo que o proprietário resolva fazer um voo de última hora, ele vai sempre encontrar o avião limpo e em total condição de voar”, afirma Tomasella Junior.

Mas esse luxo não é para qualquer um. Jato executivo mais barato da Embraer, o Phenon 100, por exemplo, custa a partir de US$ 4,5 milhões (R$ 14,2 milhões). O valor mensal do estacionamento, com todos os serviços incluídos, fica em torno de R$ 11 mil. Com capacidade para 14 passageiros, o Legacy 650 custa a partir de US$ 26 milhões (R$ 82,1 milhões). Por mês, são mais R$ 37 mil para ter todos os serviços.

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Sala de estar de um Boeing 787 na versão executiva (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Aviões comerciais como o Boeing 787, o Airbus A320 e o Embraer E190 foram criados para atender as companhias aéreas no transporte de centenas de passageiros. No mercado de superluxo, no entanto, eles são transformados e viram exclusivos para alguns poucos afortunados.

A Boeing e a Airbus possuem uma divisão específica para transformar seus aviões de linha em versões executivas, chamadas de BBJ (Boeing Business Jet) e ACJ (Airbus Corporate Jets). A Embraer, por outro lado, tem uma gama bem maior de aviões executivos, que vai desde o Phenom 100, com capacidade para quatro passageiros, até o Linneage 1000E, uma adaptação do modelo da aviação comercial E190.

Eles viram verdadeiras casas voadoras, com chuveiros, quartos e teto panorâmico virtual. Os preços básicos dos aviões vão de US$ 55 milhões (R$ 180 milhões) a US$ 313 milhões (R$ 1 bilhão). Isso não inclui as personalizações que os donos vão fazer.

Além do maior conforto e luxo a bordo, as versões executivas dos aviões normalmente utilizados pela aviação comercial também ganham mais autonomia e podem fazer voos mais longos. Com menos passageiros a bordo, eles precisam de uma área menor de bagagem. Assim, são instalados tanques extras de combustível.

Quem compra um grande jato executivo pode fazer praticamente qualquer mudança no interior do avião, desde que sua viabilidade seja comprovada e que isso não afete a segurança do voo. Assim, os maiores aviões particulares do mundo se tornam sempre uma peça única, com itens muitas vezes curiosos e bastante incomuns.

Sala de TV do jato executivo Linneage 1000E, da Embraer (Foto: Divulgação)

Jato da Embraer tem chuveiro para duas pessoas

Durante a principal feira de aviação executiva do mundo, a Ebace, realizada no mês passado em Genebra, na Suíça, foi um avião brasileiro que mais chamou a atenção. Tudo por conta de um detalhe um tanto picante.

O Linneage 1000E apresentado na feira internacional conta com um amplo banheiro, que inclui um chuveiro que pode ser utilizado simultaneamente por duas pessoas. E nem precisa ser um banho rapidinho. Um tanque dedicado de 30 galões fornece água suficiente para um banho de chuveiro de 40 minutos. Além disso, há uma apoio dentro do box para auxiliar no equilíbrio dos ocupantes.

Chuveiro instalado no Linneage 1000E (Foto: Divulgação)

O avião, que tem preço básico de US$ 55 milhões (R$ 180 milhões), é de um cliente norte-americano que teve a identidade preservada pela fabricante. Segundo a Embraer, “mesmo admitindo que um chuveiro para dois possa projetar uma imagem equivocada, a intenção única da Embraer era mostrar que o novo espaço para o luxuoso adendo é maior do que os encontrados nos poucos modelos comerciais e de negócios existentes”.

Na versão comercial, o E190 pode levar até 114 passageiros, enquanto o modelo destinado à aviação executiva leva apenas entre 14 e 19 pessoas a bordo. O Linneage 1000E tem autonomia de voo para viagens de até 8.500 km.

Versão executivo do Embraer E190 transporta de 14 a 19 passageiros (Foto: Divulgação)

Os proprietários do Linneage 1000E têm à disposição cinco luxuosos conceitos de design para o interior do avião. Os detalhes do acabamento contam com itens como bar a bordo inspirado na Hollywood dos anos 1930, inspiração na arquitetura art déco de Manhattan, em Nova York, e componentes utilizados nos mais luxuosos iates do mundo.

Mesa de jantar instalada em um Boeing 787 executivo (Foto: Divulgação)

Boeing 787 exclusivo para 40 passageiros

Criado para voos com até 17 horas de duração e capacidade original para mais de 300 passageiros, a versão executiva do Boeing 787 leva apenas 40 pessoas a bordo. A área interna do avião equivale a um apartamento de 223 metros quadrados.

E pode chamar mesmo de apartamento voador. O avião conta com cinco banheiros completos, uma suíte master com cama de casal king size, sala dividida em quatro ambientes e uma área para convidados com 18 poltronas iguais às da primeira classe das companhias aéreas tradicionais.

Os detalhes também estão presentes no acabamento dos móveis a bordo, com as mesas de madeira e poltronas de couro. Na parte tecnológica, os passageiros podem controlar a iluminação, monitores de vídeo, áudio ambiente e transparência das janelas com o uso de tablets.

Cama de casa na suíte master do Boeing 787 executivo (Foto: Divulgação)

Todo esse luxo, no entanto, tem um preço. Com valor estimado de US$ 224 milhões (R$ 733 milhões), o avião ainda teve de sofrer adaptações que custaram mais US$ 100 milhões (R$ 327 milhões). O trabalho de adaptação do novo interior do Boeing 787 foi feito pela empresa norte-americana Kestrel. O projeto foi criado pela empresa especializada em interiores de iates luxuosos Pierrejean Design.

A empresa não revela o nome do proprietário que poderá viajar todo o mundo com luxo e conforto. A única informação confirmada é que o avião foi comprado por um cliente asiático.

Desenho de como deve ficar a área de jantar do Boeing 777 (Foto: Divulgação)

Boeing 777 fará roteiros de luxo

Outro avião criado pela Boeing para voos de longa duração e capacidade para mais de 300 passageiros também foi adaptado para atender a um público bastante seleto. Um Boeing 777-200 LR da empresa de viagens Crystal AirCruises foi transformado em um modelo de luxo destinado a transportar apenas 84 pessoas.

A aeronave deve ser colocada em operação no segundo semestre deste ano para realizar roteiros de viagens com duração de 14, 21 e 28 dias, “para os lugares mais exóticos e remotos do mundo”.

O Boeing terá uma área com bar e quatro mesas de jantar para até 6 pessoas cada uma e poltronas totalmente reclináveis, que viram camas com pouco mais de 1,86 m de comprimento.

Um Boeing 777-200 LR utilizado para a avião comercial custa US$ 313 milhões (R$ 1 bilhão). A empresa não informou, no entanto, o valor investido na personalização da aeronave.

Tela de projeção cria um teto panorâmico no Airbus ACJ320neo (Foto: Divulgação)

Jatos executivos da Airbus têm teto panorâmico

Depois de lançar a nova família de aviões comerciais, que receberam novos motores e melhorias aerodinâmicas, o departamento de aviação executiva da Airbus também já anunciou novos padrões de design para o interior dos aviões.

O mais novo conceito interno é a instalação de um “teto panorâmico” para os passageiros. Segundo a Airbus, a intenção é criar um ambiente mais livre que proporcione relaxamento aos passageiros.

O “teto panorâmico”, no entanto, é criado artificialmente com a instalação de uma grande tela de projeção. A ideia é transmitir imagens do céu que está sendo sobrevoado, mas existe a possibilidade de exibir qualquer outra imagem no teto do avião.

Áreas internas são separadas e equipadas com poltronas de couro (Foto: Divulgação)

Os passageiros contam, ainda, com amplas poltronas de couro, sala de cinema e refeições e uma suíte master com banheiro com chuveiro e cama de casal. Na parte da frente do avião, ficam a área de descanso dos tripulantes e a cozinha.

Com capacidade original para até 195 passageiros, os novos ACJ319neo e ACJ320neo levam somente entre oito e 12 pessoas a bordo. O preço básico de cada avião é de US$ 98 milhões (R$ 320 milhões) e US$ 107 milhões (R$ 350 milhões), respectivamente, sem contar a personalização exigida por cada cliente.

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Executivos poderão customizar totalmente o interior do helicóptero (Foto: Divulgação)

A Airbus criou uma nova marca dedicada à produção de helicópteros executivos de luxo. Segundo a empresa, a Airbus Corporate Helicopters (ACH) vai permitir que os clientes possam customizar completamente o interior do helicóptero, escolhendo diversos itens de acordo com suas necessidades, gostos e estilos.

Os proprietários de novos helicópteros da empresa poderão fazer toda a modulação da cabine, definindo o número de assentos, armários de bagagem, tomadas, mesas para computador e até a quantidade de luzes internas. Na decoração, há a possibilidade de definir o revestimento interno entre as opções de madeira, acrílico ou couro, além do tecido e até os bordados dos bancos da aeronave.

Para os helicópteros mais sofisticados, a Airbus já firmou parcerias para a personalização do interior das aeronaves com marcas de luxo como a francesa Hermès e a alemã Mercedes-Benz, além do designer inglês de iates Peder Eidsgaard. Essas marcas já trabalham nos modelos atuais da empresa.

Atualmente, a Airbus oferece pacotes predefinidos de customização. Com a criação da nova marca, os clientes poderão alterar completamente todo o interior da cabine. As opções estarão disponíveis em todos os helicópteros civis da Airbus. Atualmente, a Airbus produz oito modelos.

A empresa não divulgou os valores dos helicópteros. A customização interna será dividida em três categorias:

Linha ACH – Linha básica com design leve e eficiente.

Linha ACH Exclusive – Interior personalizado com requinte de luxo e conforto.

Linha ACH Editions – A mais sofisticada, com a participação de marcas mundiais do mercado de luxo para a composição do interior do helicóptero.

Consultoria técnica e serviço de concierge

Além da personalização interna dos helicópteros, os clientes da Airbus poderão contar, ainda, com uma consultoria especializada para auxiliar os empresários na escolha do melhor modelo para atender suas necessidades.

Outra novidade é um serviço no estilo concierge, prestado pela própria Airbus Corporate Helicopters. A intenção é dar apoio às operações do helicóptero em qualquer lugar do mundo. O serviço também terá como objetivo manter o valor de mercado do helicóptero, com suporte à manutenção e cuidados essenciais.

Segundo o site Helicopter Investor, estima-se que a frota mundial de helicópteros executivos seja de 4.000 unidades. No último ano, foram entregues apenas 103 novos helicópteros, contra 200 de 2012. A expectativa é que o mercado volte a 200 unidades por ano em 2019. Atualmente, os helicópteros da Airbus representam 33% desse mercado.

Nova empresa é inspirada em aviões executivos

A criação da Airbus Corporate Helicopters foi inspirada na marca de jatos executivos da própria empresa, a Airbus Corporate Jets. Na linha de aviões, a empresa trabalha com os modelos utilizados normalmente na aviação comercial de transporte de passageiros.

O mais recente anúncio foi o lançamento da versão executiva do novo A330neo. O avião, utilizado em rotas internacionais de longo alcance e capacidade para mais de 400 passageiros, ganhará uma versão para apenas 25 passageiros e autonomia ainda maior.

O novo ACJ330neo poderá fazer voos diretos entre o Brasil e a China. É que a versão executiva terá tanques extras de combustível, podendo voar por mais de 20 horas sem a necessidade de reabastecimento.

O novo modelo ainda está em testes e deverá realizar o primeiro somente no final do ano. A versão comercial deverá ser entregue em 2018.

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AVIÃO EXECUTIVO É EXTENSÃO DO ESCRITÓRIO


Com telefone, wi-fi e projetores, avião executivo é extensão do escritório
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Por Vinícius Casagrande

Jatos executivos foram feitos para dar mais agilidade e permitir que os passageiros possam trabalhar como se estivessem no próprio escritório. Para isso, há telefone via satélite, wi-fi, mesa de trabalho e até uma cozinha para preparar as refeições.

O Legacy 500, por exemplo, pode transportar de oito a 12 passageiros. Na configuração mais confortável, o avião conta com seis poltronas e um sofá, que podem ser transformados em quatro camas. A cabine do avião mede 2,08 metros de largura e 1,82 metro de altura, a maior entre os modelos da categoria.

Legacy 500 tem seis poltronas e um sofá em sua versão mais confortável (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Quando precisam trabalhar, os passageiros podem abrir uma mesa localizada entre as poltronas, acessar a internet e até mesmo fazer ligações. Os dispositivos eletrônicos podem se conectar às duas telas instaladas no avião e transformar o ambiente em uma sala de reunião.

Para chegarem descansados ao destino final, os passageiros podem transformar as poltronas em camas. Na configuração mais confortável do Legacy 500, há seis poltronas e um sofá, que podem viram quatro camas.

A configuração interna pode ser definida pelo próprio proprietário do avião. Ele pode escolher desde a quantidade de assentos até a cor do estofamento e o desenho do carpete do avião.

As poltronas do jato pode reclinar totalmente e virar cama (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Com velocidade de cerca de 900 km/h e autonomia de 5.800 km, o Legacy 500 já bateu quatro recordes mundiais de velocidade na sua categoria. O jato tem capacidade para chegar a até 15 km de altitude, acima dos aviões comerciais que voam a cerca de 11 km de altitude.

“A vantagem é que a atmosfera é mais calma, tem menos turbulência e não há tráfego. Assim, podemos cortar caminho mais fácil”, afirma Sydney Rodrigues, piloto da Embraer.

Conforto e acabamento estão presentes até no banheiro do jato executivo (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Apesar da altitude elevada, o ar interno do jato é pressurizado a uma altitude de 6.000 pés (cerca de 2.000 metros), mais baixo que nos voos comerciais que tem pressurização normalmente a 8.000 pés (2.700 metros). Isso proporciona mais oxigênio e deixa o voo menos cansativo.

Para as refeições, na parte da frente do avião há uma cozinha (galley) que pode ser equipada com forno de micro-ondas, forno convencional, geladeira, máquina de café e máquina de gelo.

O jato executivo já vem equipado com telefone via satélite e wi-fi (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Controles digitais de voo

O Legacy 500 foi o primeiro jato executivo produzido com o conceito completo de tecnologia fly-by-wire. A tecnologia já é utilizada há bastante tempo nos grandes aviões comerciais, mas foi a primeira vez que a Embraer decidiu adotar o mesmo recurso nos jatos de menor porte.

O fly-by-wire é um sistema totalmente computadorizado dos controles do avião. Com ele, não há a necessidade de cabos na hora de acionar as superfícies móveis de comando. O sistema é controlado por um software que foi desenvolvido por engenheiros da própria Embraer.

Avião tem controles digitais, que dão mais segurança e conforto (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

O fly-by-wire controla alguns limites de operação que facilitam o trabalho dos pilotos e dão mais segurança ao voo. O software impede, por exemplo, que os pilotos façam manobras que fujam dos parâmetros para o qual o avião foi projetado, evitando riscos estruturais ou a perda de sustentação do avião.

Além de dar mais segurança, o sistema também deixa o voo mais confortável para os passageiros. Quando encontra algum imprevisto durante o voo, o próprio fly-by-wire é programado para fazer as correções necessárias, como em caso de turbulências.

Controles do Legacy 500 impedem manobras bruscas durante o voo (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Sem o manche tradicional

Os Legacy 500 e 450 também foram os primeiros aviões da Embraer a substituírem os manches tradicionais pelo sidestick (uma espécie de joystick posicionado ao lado do assento de cada piloto). Com isso, os pilotos ganharam mais espaço à frente.

Na área livre, foi instalada uma mesa retrátil que pode ser utilizada para fazer anotações do voo. “Os pilotos gostam mesmo é de utilizar para fazer as refeições”, afirma Sydney Rodrigues, piloto da Embraer.

Com o fly-by-wire, jato substituiu o manche pelo sidestyck (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

A cabine dos pilotos

A tecnologia não se resume somente ao sistema fly-by-wire. Em frente aos pilotos, foram instaladas quatro telas de 15 polegadas que mostram as mais diversas informações necessárias para o voo. São dados de altitude, velocidade, direção, meteorologia, funcionamento dos motores e até os mapas das rotas e dos aeroportos.

“São quatro telas que podem ser configuradas das mais diversas formas possíveis. Nós orientamos a melhor e mais eficiente forma de você configurar essas telas, mas o grande lance é a flexibilidade dele”, afirma o piloto da Embraer.

Para comandar o jato executivo, o piloto precisa de um treinamento de 21 dias em Saint Louis, nos Estados Unidos. A primeira semana é de aulas teóricas e nos demais dias o piloto faz aula no simulador. “É um avião dócil e muito fácil de ser pilotado”, garante Sydney Rodrigues.

Cabine tem quatro telas de 15 polegadas para informações dos pilotos (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

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Por R$ 600 mil, avião leva passageiro para viver Ano-Novo duas vezes
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Foto: Divulgação/Gulfstream

Foto: Divulgação/Gulfstream

Uma empresa de voos privativos está oferecendo um itinerário para quem não se contenta em celebrar o Ano-Novo uma única vez. A ideia é permitir que o cliente possa comemorar a chegada de 2017 duas vezes: uma em Sydney, na Austrália, e outra em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Obviamente a extravagância tem um preço: 151 mil libras (ou R$ 606 mil) – só de ida.

A diferença de fuso horário entre as localidades australiana e norte-americana é de 19 horas.

Para percorrer a distância entre os dois réveillons, a empresa britânica PrivateFly usa um jato executivo G650ER, da Gulfstream, que tem autonomia de cerca de 14.000 km. O avião está configurado para levar até 18 passageiros.

A decolagem de Sydney foi prevista para as 2 horas da manhã, pelo horário local. Durante aproximadamente 12 horas de voo, a festa pode continuar a bordo, regada a vinho e espumante.

Se a opção for pelo descanso antes da segunda comemoração, o avião tem cama de casal, chuveiro e guarda-roupa, além de poltronas que reclinam totalmente.

A chegada a Los Angeles é prometida para as 19 horas locais do dia 31 de dezembro.

Em um site de buscas de passagens aéreas, as opções de voos diretos entre Sydney e Los Angeles mostram voos com cerca de 14 horas de duração, mas não em horário que permita comemorar o réveillon duas vezes.

Voo mais curto também com festa dupla

Uma viagem bem mais simples e curta também é uma opção para comemorar a chegada de 2017 duas vezes. Basta um voo de pouco menos de 4 horas de duração entre Auckland, na Nova Zelândia, e Rarotonga, nas Ilhas Cook.

Esse voo comercial pode sair por menos de R$ 2.000, na classe econômica.

Mesmo funcionando na prática como um território neozelandês – o status é de país “em livre associação” – o território na Oceania está atualmente 23 horas atrás em relação ao fuso horário da Nova Zelândia. Tempo de sobra para festejar nos dois países.

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Jato para 19 pessoas tem interior inspirado em vagões de trens de luxo
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A Airbus Corporate Jet Center, uma divisão especializada em jatos particulares da Airbus, divulgou fotos do interior customizado de um jato ACJ319 VVIP cujo design foi inspirado em vagões de trens de luxo. O pedido foi feito por um cliente da Ásia.

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Crédito: Divulgação/Airbus Corporate Jet Centre

Com uma decoração clássica, o avião particular traz cinco pequenas suítes semelhantes a cabines vintages de trem e separadas por portas deslizantes. De acordo com a diretora do estúdio de design que projetou o interior do jato, Sylvain Mariat, a ideia é que os passageiros sintam como se estivessem mesmo viajando a bordo de um trem de luxo. “Projetamos para que ele tenha a sensação de estar em um comboio histórico viajando para a Ásia”.

Crédito: Divulgação/Airbus Corporate Jet Centre

Crédito: Divulgação/Airbus Corporate Jet Centre

O avião também possui uma área de descanso para a tripulação e um quarto principal com banheiro e ducha. No quarto, há um sofá que pode ser transformado em dois assentos e também há dois bares escondidos atrás de espelhos.

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Crédito: Divulgação/Airbus Corporate Jet Centre

Além disso, o jato traz um cinema para dois passageiros e 15 poltronas totalmente reclináveis que podem ser controladas por celular ou tablet. Todo o sistema de entretenimento a bordo também é controlado por dispositivos sem fio.

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Crédito: Divulgação/Airbus Corporate Jet Centre

O valor do jato customizado não foi divulgado pela fabricante, mas um modelo semelhante pode chegar a custar US$ 80 milhões.

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