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Secretário de aviação diz que cobrança de mala atrai aérea de baixo custo
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Norwegian terá voos entre o Brasil e o Reino Unido (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O secretário nacional de Aviação Civil, Dario Lopes, afirmou que iniciativas para a proibição da cobrança de bagagem em voo e para a marcação antecipada de assentos podem dificultar a entrada de companhias de baixo custo no Brasil. “Se houver um retrocesso na agenda, principalmente das Condições Gerais de Transporte, você espanta as low cost”, afirmou. Ele deu a declaração em entrevista para o blog Todos a Bordo.

Na semana passada, no mesmo dia em que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) autorizou as operações da companhia europeia de baixo custo Norwegian no Brasil, o Senado aprovou um projeto de lei que proíbe a cobrança pela marcação antecipada de assento. Para virar lei, o projeto ainda precisa de aprovação da Câmara dos Deputados e da sanção da Presidência da República.

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O Senado também havia aprovado, em dezembro de 2016, projeto para proibir a cobrança de bagagem despachada em voo. O projeto, no entanto, continua parado na Câmara dos Deputados.

Depois de um ano do início da cobrança de despacho de bagagens em voos, em vez de as passagens caírem como prometido, elas tiveram um aumento real médio de 6% (já descontada a inflação).

Secretário diz que cobranças devem continuar

O secretário afirmou que o governo trabalha para evitar essas proibições de cobrança. Ele disse acreditar que as cobranças continuem. “Já temos uma agenda com as empresas aéreas para ver como trabalhar isso não só com esse Congresso, mas com o Congresso que vem pela frente”, disse.

Lopes afirmou que nos últimos dois anos o governo tinha quatro pilares para a aviação no Brasil: mudanças na Condição Geral do Transporte, que permitiu a cobrança de bagagem, acordos de céus abertos com outros países, abertura de capital estrangeiro nas companhias aéreas e fixação de um teto para o ICMS  (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de combustível de aviação.

Os dois primeiros já estão em vigor. A abertura de capital estrangeiro ainda está em discussão no Congresso Nacional, e o teto para o ICMS foi rejeitado pelos parlamentares. “Avançamos muito em um período curto de tempo, e isso acaba tendo um custo. É o custo de não convencer e explicar a todos os atores envolvidos os aspectos positivos. Isso acaba tendo esses suspiros, mas penso que a gente vai conseguir reverter essa situação. Não é uma coisa perdida”, declarou.

Low-costs em voos domésticos

O secretário afirmou que, se aprovada, a abertura de capital estrangeiro para as companhias aéreas pode trazer novas empresas de baixo custo para operar no mercado doméstico brasileiro. A Norwegian já criou uma subsidiária para operar no mercado argentino. “Com certeza, faria o mesmo no Brasil”, disse Lopes.

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Norwegian terá voos entre o Brasil e o Reino Unido (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Norwegian Air recebeu nesta quarta-feira (8) autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para voar para o Brasil. A primeira companhia aérea internacional de baixo custo a operar no país fará voos entre o Brasil e o Reino Unido. Os voos devem começar somente no próximo ano, mas a empresa não divulgou ainda quais as rotas exatas nem os valores das passagens.

A Norwegian, de origem norueguesa e com sede na Inglaterra, é a terceira maior empresa de baixo custo da Europa (atrás da irlandesa Ryanair e da britânica Easyjet), com uma frota de 136 aviões e 153 destinos. A empresa começou a voar no início do ano entre Londres (Reino Unido) e Buenos Aires (Argentina).

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Se praticar no Brasil a mesma política de preços que tem na Argentina, as tarifas dos voos para a Europa podem sofrer uma forte queda quando a companhia der início às suas operações no país.

O blog Todos a Bordo fez uma pesquisa de preços em três datas diferentes para voos de ida e volta com saída de Buenos Aires para Londres. Em todas elas, os preços praticados pela Norwegian foram bem inferiores ao da concorrência. A diferença de preço chega a 40%.

Ida 11/9 e volta 24/9

Norwegian: R$ 3.752 (voos diretos)
British Airways: R$ 6.321 (voos diretos)
American Airlines e British Airways: R$ 4.795 (voos com conexão em Miami e Orlando, nos EUA)
Nas mesmas datas, o voo direto entre São Paulo e Londres (ida e volta) custa R$ 6.644 na Latam e R$ 6.863 na British Airways

Ida 9/10 e volta 22/10

Norwegian: R$ 3.589 (voos diretos)
British Airways: R$ 4.892 (voos diretos)
Air Europa: R$ 4.771 (voo com conexão em Madri)
Nas mesmas datas, o voo direto entre São Paulo e Londres (ida e volta) custa R$ 5.531 na Latam e R$ 4.358 na British Airways

Ida 22/12 e volta 1º/1

Norwegian: R$ 5.232 (voos diretos)
British Airways: R$ 8.277 (voos diretos)
Turkish Airlines: R$ 4.816 (voos com conexão em São Paulo e Istambul)
Nas mesmas datas, o voo direto entre São Paulo e Londres (ida e volta) custa R$ 4.956 na Latam e R$ 6.362 na British Airways

Interior do Boeing 787 da Norwegian que deve ser usado nos voos para o Brasil (Divulgação)

Empresa afirma que tarifas atuais no Brasil estão altas

Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, após receber a autorização da Anac, a Norwegian afirma que os voos entre Brasil e Reino Unido têm competição limitada e altas tarifas.

“Estamos felizes de receber a permissão das autoridades brasileiras para voar entre o Brasil e o Reino Unido. O Brasil tem um grande potencial, e acreditamos que novas tarifas de baixo custo permitirão que mais pessoas viajem, aumentando o turismo e as economias locais. As conexões atuais entre o Reino Unido e Brasil são caracterizadas por altas tarifas e competição limitada”, afirma a empresa em comunicado.

O professor de finanças do Ibmec Giacomo Diniz afirma que a entrada da Norwegian no Brasil tem potencial para mexer com todo o mercado de aviação no país. “Quando a Gol entrou, ela ficou conhecida como a empresa da barrinha de cereal. Mas a verdade é que, até então, viajar era um artigo de luxo. Ela chegou para mexer com o mercado, e agora a entrada da primeira companhia low-cost internacional tem o mesmo potencial”, afirma.

Diniz diz acreditar que o fato de a empresa ter citado em seu comunicado as altas tarifas praticadas nos voos entre Brasil e Reino Unido é uma demonstração de que deve chegar ao país com preços mais agressivos para conquistar o mercado brasileiro.

“Eles devem ter feito a lição de casa, calculando seus custos operacionais, acrescentando os custos do Brasil e sua margem de lucro para chegar ao valor que acreditam que podem praticar. Ao olhar a concorrência, chegaram à conclusão de que conseguem um preço melhor”, afirma.

Ministro do turismo comemora autorização

Em nota divulgada nesta quarta-feira, o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, comemorou o decreto da Anac que autoriza a Norwegian a operar no Brasil. “A operação da Norwegian Air representa um importante passo na internacionalização do turismo brasileiro. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, o transporte aéreo ganha ainda mais relevância. Por isso, é fundamental que o Congresso Nacional ajude na modernização das regras do setor”, afirmou, em nota.

O ministro cita como principal medida necessária para o desenvolvimento da aviação no Brasil a aprovação do projeto de lei que tramita no Congresso Nacional para a liberação de 100% de capital estrangeiro nas companhias aéreas que operam no país. A medida permitiria, por exemplo, que a Norwegian e outras companhias aéreas de baixo custo criassem até mesmo uma subsidiária no país para voos domésticos.

“Na avaliação do Ministério do Turismo, a medida aumenta a competitividade do turismo nacional na medida em que permite a ampliação da oferta e a consequente redução do custo de passagens”, afirma a nota. O projeto chegou a ser discutido na última terça-feira (7), mas foi retirado da pauta antes de ser votado.

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Companhias aéreas cobram de R$ 10 a R$ 25 para passageiros escolher lugar no avião (Joel Silveira/Folhapress)

Por Vinícius Casagrande

O Procon de Porto Alegre (RS) autuou nesta sexta-feira (27) as companhias aéreas Latam, Gol e Azul por cobrarem para escolher antecipadamente o assento no avião. Embora a medida seja permitida pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o Procon afirma que a cobrança é indevida.

A Gol e a Azul já cobram caso o passageiro queira escolher com antecedência onde irá sentar no avião. A Latam anunciou que passará a cobrar a partir de 16 de agosto. Os valores variam entre R$ 10 e R$ 25, dependendo do tipo de tarifa e da companhia aérea. Na Gol, a escolha do assento passa a ser gratuita com sete dias de antecedência do voo. Na Azul, a marcação é grátis com três dias de antecedência da viagem.

Segundo a diretora do Procon de Porto Alegre e vice-presidente da Associação Brasileira de Procons, Sophia Martini Vial, a cobrança fere o Código de Defesa do Consumidor e o Código Civil. “O passageiro tem de ir sentado, e nunca vi ninguém andar de pé no avião. Então, não faz sentido cobrar pela marcação do assento. A gente acha que essa cobrança é indevida e, por isso, as empresas foram autuadas”, afirma.

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Após receber a notificação, as empresas têm até dez dias para se manifestar. Caso não aceite a justificativa das companhias aéreas, o Procon de Porto Alegre pode aplicar multas que variam de R$ 800 a R$ 12 milhões.

A Latam confirmou a notificação e disse que prestará os esclarecimentos necessários. “A empresa reitera que segue a legislação vigente para o setor”, afirma, em nota. Também em nota, a Gol diz que “segue a legislação vigente e está à disposição dos clientes para quaisquer esclarecimentos quanto às regras praticadas”. A Azul afirmou que desconhece qualquer notificação do Procon de Porto Alegre. “A companhia esclarece que, se notificada, prestará os devidos esclarecimentos ao órgão fiscalizador”, afirma, em nota.

A Anac afirma que a marcação antecipada de assento é “um serviço acessório do transporte aéreo e nunca foi regulado pela Anac ou por qualquer outra autoridade de aviação brasileira”. “Trata-se de um serviço gerenciado pelas empresas aéreas conforme suas estratégias comerciais. Aliás, em todo o mundo as companhias aéreas têm liberdade para implementar esse serviço de acordo com a política comercial de cada empresa. Não existe regulamentação que defina ou obrigue as companhias aéreas a seguirem um padrão”, afirma a agência, em nota.

Blitz contra a cobrança de bagagem

A autuação do Procon de Porto Alegre ocorreu durante uma ação realizada em conjunto com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e outras entidades de defesa do consumidor em aeroportos dos 27 estados brasileiros. O objetivo era fiscalizar as companhias aéreas e orientar os passageiros em relação à cobrança pelo despacho de bagagem, prática que a OAB considera ilegal e tenta derrubar na Justiça.

“A OAB chama atenção para a ilegalidade que representa a permissão dada pela Anac para as empresas aéreas cobrarem a mais pelo despacho de bagagens”, afirma Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB. A entidade ingressou com uma ação na Justiça em dezembro de 2016 para impedir a medida, mas a ação ainda não foi julgada.

Empresas dizem que voar ficou mais acessível

O presidente da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas), Eduardo Sanovicz, afirma que a medida permitiu que as companhias aéreas criassem uma nova classe tarifária com preços reduzidos, o que permitiu que mais pessoas pudessem viajar de avião.

Segundo dados da Abear divulgados nesta semana, em junho a aviação nacional voltou à marca de 100 milhões de passageiros transportados em 12 meses, o que havia sido perdido em 2016.

“São 2 milhões de passageiros a mais no primeiro semestre deste ano, enquanto a economia continua andando de lado. A razão para esse aumento de passageiros é o preço mais acessível, que só foi possível porque o Brasil se igualou às práticas internacionais”, afirma.

Preço da passagem não caiu

Dados da Anac, no entanto, apontam que o preço médio das tarifas não teve queda no primeiro ano após o início da cobrança de bagagem.

O presidente da Abear afirma que outros fatores têm pressionado os custos das companhias aéreas, como o aumento de mais de 50% no preço do querosene de aviação (combustível usado pelos aviões) e de mais de 15% no câmbio. “A existência desse novo tipo de bilhete foi vital nesse momento para manter os custos”, afirma.

O presidente da Abear afirma ainda que, apesar das críticas de muitos passageiros, 65% das passagens vendidas atualmente são das classes tarifárias mais baratas, que não permitem o transporte de bagagem. “Esse bilhete é um sucesso entre os passageiros”, diz.

Outras fiscalizações

Durante as blitze nos aeroportos, os Procons também verificaram a atuação das companhias aéreas em relação a outras questões, como atendimento preferencial nas lojas, check-in e embarque, transporte preferencial nos ônibus que levam até a porta do avião e precisão das informações passadas aos passageiros.

O Procon de São Paulo notificou a Azul por irregularidade no transporte preferencial de um passageiro no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Segundo o órgão, não foi dada prioridade a um passageiro com necessidades especiais na hora de descer do ônibus para embarcar no avião.

O Procon do Rio de Janeiro autuou quatro companhias aéreas no aeroporto do Galeão: Gol, Air France, KLM e Copa Airlines. Segundo o órgão, a Gol não dispunha de livro de reclamações, e a Air France e a KLM não apresentaram alvará de funcionamento nem a tabela de preços de bagagens despachadas. A Copa Airlines não informava os valores a pagar correspondentes ao excesso de bagagem e não fornecia formulário de declaração especial de valor, que responsabiliza a empresa em caso de extravio de bagagens especificadas nessa categoria.

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OAB prepara blitz em aeroportos contra a cobrança de bagagem em voo
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OAB afirma que cobrança pelo despacho de bagagem é ilegal (Foto: Lucas Lima/UOL)

Por Vinícius Casagrande

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e entidades de defesa do consumidor, como Procon e Idec, preparam para esta sexta-feira (27) uma ação conjunta em diversos aeroportos do Brasil contra a cobrança de bagagem em voo. A OAB considera a cobrança ilegal e ingressou com uma ação na Justiça em dezembro de 2016 para impedir a medida, mas a ação ainda não foi julgada.

A OAB alega que a medida fere o Código de Defesa do Consumidor e o Código Civil. Para a entidade, o passageiro passa a pagar mais para ter o mesmo serviço e o transporte de bagagem é “inerente” ao serviço de transporte de passageiro.

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A ação desta sexta-feira será a segunda mobilização nacional contra a cobrança de bagagem. A primeira foi realizada no final de julho do ano passado. O objetivo das entidades que participam do ato é fiscalizar o cumprimento das normas atuais e orientar os passageiros em relação aos seus direitos.

De acordo com a OAB, a fiscalização deve ser feita por órgãos como o Procon, que poderão multar as empresas caso encontrem irregularidades. A OAB deve fazer o trabalho de orientação dos passageiros, explicando os direitos e como agir caso se sinta prejudicado com alguma medida.

“Todas as 27 seccionais da OAB nos estados vão organizar os atos nos principais aeroportos do país para esclarecer os passageiros sobre os direitos que estão sendo violados pelas empresas aéreas e com aval da Anac”, afirma Claudio Lamachia, presidente nacional da OAB.

Lamachia também critica a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) por ter permitido que as companhias aéreas pudessem praticar a cobrança pelo despacho de bagagem. “A agência reguladora da aviação civil deveria defender os interesses da sociedade e fiscalizar o setor aéreo. Mas, o que vemos, é a agência atuando em favor das empresas e contra os consumidores.”

Entenda o caso

As companhias aéreas estão liberadas para cobrar pela bagagem despachada desde maio do ano passado. Até então, os passageiros tinham o direito de transportar uma mala de até 23 kg em voos nacionais e duas malas de até 32 kg nos voos internacionais sem ter de pagar taxas extras.

A cobrança começou a ser praticada efetivamente em junho. No início, as companhias aéreas adotaram o mesmo valor de R$ 30 para o pagamento antecipado do serviço. Um ano após o início da cobrança, porém, o preço já dobrou dependendo da companhia aérea. Na Azul, por exemplo, o valor para pagamento antecipado do serviço é de R$ 60 para a primeira mala atualmente.

Preço da passagem subiu

O valor das passagens no primeiro ano de cobrança teve um aumento de 6% (já descontada a inflação), segundo dados da Anac. A promessa da agência e das companhias aéreas era de que a medida reduziria o valor dos bilhetes.

“Em 2018, a própria Anac divulgou números que mostram o lucro recorde das maiores empresas aéreas e também que o preço da passagem não caiu. A OAB foi à Justiça, novamente, desta vez para contestar o aumento na taxa de despacho de bagagem”, afirma a OAB em comunicado.

Anac e Abear dizem que avaliação é prematura

A Anac e a Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) afirmam constantemente que uma avaliação dos efeitos da cobrança de bagagem ainda é algo prematuro. Na própria resolução que alterou as regras, a agência estipulou um prazo de cinco anos para uma análise completa dos efeitos das mudanças. A Anac afirma, no entanto, que está acompanhando e construindo mecanismos para aferir os impactos da resolução.

“É prematuro medir, neste pouco tempo, o impacto da nova política das companhias nos preços praticados, assim como é um equívoco metodológico relacionar somente à franquia os preços mensurados pela ANAC”, afirma a Abear.

Segundo a associação, os preços das passagens são impactados pela alta do combustível e do dólar. “O querosene de aviação (QAV), que no período de um ano (dezembro de 2016 a dezembro de 2017) teve aumento de 18%, soma um terço do preço do bilhete aéreo. O dólar acumula alta de 8,5% só nos últimos seis meses, o que impacta diretamente os custos dolarizados do setor aéreo, como o leasing”, afirma.

Veja as regras das companhias aéreas para despacho de bagagem em voos nacionais

Azul

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 60 para compra antecipada pelo site, aplicativo ou atendimento telefônico
– R$ 80 para pagamento no balcão do aeroporto
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 100 para compra antecipada pelo site, aplicativo ou atendimento telefônico
– R$ 120 para pagamento no balcão do aeroporto
3ª mala de até 23 kg:
– R$ 130 para compra antecipada pelo site, aplicativo ou atendimento telefônico
– R$ 150 para pagamento no balcão do aeroporto

Latam

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 49 para compra até três horas antes do voo
– R$ 110 para pagamento com menos de três horas para o voo
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 99 para compra até três horas antes do voo
– R$ 140 para pagamento com menos de três horas para o voo
3ª mala de até 23 kg:
– R$ 139 para compra até três horas antes do voo
– R$ 220 para pagamento com menos de três horas para o voo

Avianca

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 40 para compra até seis horas antes do voo
– R$ 80 para pagamento com menos de seis horas para o voo
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 60 para compra até seis horas antes do voo
– R$ 120 para pagamento com menos de seis horas para o voo
3ª mala de até 23 kg:
– R$ 80 para compra até seis horas antes do voo
– R$ 160 para pagamento com menos de seis horas para o voo

Gol

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 50 para compra nos canais digitais da companhia
– R$ 100 para pagamento no balcão de check-in do aeroporto
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 70 para compra nos canais digitais da companhia
– R$ 140 para pagamento no balcão de check-in do aeroporto
Da 3ª à 10ª mala de até 23 kg:
– R$ 80 cada para compra nos canais digitais da companhia
– R$ 160 cada para pagamento no balcão de check-in do aeroporto

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O que Maiara e Maraisa e a noiva morta têm em comum? Táxi-aéreo pirata
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Fiscalização da Anac interditou avião utilizado por Marília Mendonça (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O uso de táxis-aéreos piratas é algo recorrente no Brasil. Recentemente, os aviões utilizados pela cantora Marília Mendonça e pela dupla Maiara e Maraisa foram interditados por prestação irregular de serviço de táxi-aéreo. Um helicóptero que transportava uma noiva que morreu a caminho do casamento também era um táxi-aéreo pirata.

Para aumentar a rentabilidade no tempo ocioso das aeronaves, empresários e proprietários passam a alugar seus aviões e helicópteros para voos particulares. Com menos custos fixos, chegam a cobrar até 40% mais barato que as empresas autorizadas a fazer esse tipo de serviço. Atraídos pelo preço mais baixo, muitos passageiros embarcam na aeronave sem saber que se trata de um serviço ilegal. Mas há também aqueles que sabem da prática irregular e fazem a escolha apenas por questões financeiras.

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Concorrência desleal

As empresas legais reclamam de concorrência desleal, porque elas têm vários gastos com equipe de manutenção e segurança. Segundo Jorge Bittar, presidente da Abtaer (Associação Brasileira de Táxi Aéreo), essas exigências fazem com que os custos das empresas certificadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) sejam mais altos, mas garantem maior segurança aos passageiros.

Bittar estima que sete em cada dez voos de táxi-aéreo no Brasil sejam piratas. A situação piorou após os últimos anos de crise econômica no país. “Uma forma de as pessoas [usuários do serviço] continuarem voando foi migrar para o táxi-aéreo pirata. Outro motivo é o proprietário [da aeronave] que viu a necessidade de colocar a aeronave para voar para fazer dinheiro”, afirmou o presidente da Abtaer.

A Anac afirma que não há como quantificar o uso de táxis-aéreos piratas no Brasil. “Nós temos informação das empresas e voos autorizados, mas não temos números precisos dos piratas, já que estão à margem da lei”, afirmou Marcelo Lima, gerente de operações da Superintendência de Ação Fiscal da Anac.

Acidentes com táxis-aéreos piratas

Casos recentes de acidentes mostram que, além da questão econômica, o principal problema está relacionado à segurança dos passageiros. Em dezembro de 2016, uma noiva morreu a caminho do casamento em uma queda de helicóptero em São Lourenço da Serra (SP). No início do mês passado, outro helicóptero caiu em Vinhedo (SP) enquanto levava uma noiva ao casamento, dessa vez sem mortes.

Em ambos os acidentes, as aeronaves realizavam o serviço pirata de táxi-aéreo. O presidente da Abtaer disse acreditar que os acidentes poderiam ter sido evitados, se tivesse sido utilizado um serviço autorizado de táxi-aéreo. “Nossos pilotos são mais treinados para enfrentar esse tipo de situação. É melhor a frustração da noiva que um acidente”, afirmou.

“Nesses dois casos, fica evidente a necessidade de se contratar um táxi-aéreo seguro, responsável e que faça a operação correta”, afirmou o gerente de operações Anac.

Anac promete aumentar a fiscalização

Em resposta a esses dois casos, a agência diz que intensificou a fiscalização prometeu lançar uma grande ação a partir do segundo semestre deste ano. Os primeiros alvos foram a dupla Maiara e Maraisa e a cantora Marília Mendonça. Em uma operação de fiscalização realizada no mês passado, a Anac interditou os aviões usados pelas cantoras.

O gerente de operações da Anac afirmou que a investigação começou a partir de uma denúncia feita à agência. “Começamos a monitorar a produtora das cantoras e montamos uma operação para flagrar a ação irregular”, afirmou Lima.

Quando isso acontece, os pilotos envolvidos na operação têm a habilitação de voo suspensa. A aeronave perde o seu Certificado de Aeronavegabilidade, documento exigido para realizar voos. “Dependendo da investigação, o piloto pode perder definitivamente sua habilitação”, afirmou Lima.

Além disso, pilotos, proprietários da aeronave e quem comercializou o serviço irregular podem responder criminalmente de acordo com os artigos 261 (colocar em risco as operações aéreas) e 171 (estelionato) do Código Penal. “Em caso de acidente, ainda podem responder por homicídio doloso”, disse Lima.

Denúncia é fundamental para investigação

Tanto a Anac como a Abtaer admitem que ainda enfrentam problemas para a investigação. “A grande dificuldade é a colaboração do usuário. Ele não é a parte acusada”, disse o gerente de operações da Anac.

O presidente da Abtaer afirmou que nos casos em que o usuário contrata conscientemente um táxi-aéreo pirata, ele alega para a fiscalização que a aeronave foi emprestada pelo proprietário. Se não houve a contratação do serviço, a atividade é legal.

No entanto, há muitos casos em que o passageiro contrata um serviço de táxi-aéreo pirata achando que está contratando uma empresa autorizada. Foi o que aconteceu com a noiva que morreu a caminho do casamento.

“No caso em que houve o falecimento da noiva, ela contratou por um valor elevado uma empresa intermediária de serviços para fazer esse trabalho. Vê-se que houve boa-fé do usuário tentando fazer com todo o cuidado a contratação de uma empresa para que ela tivesse toda a garantia que a operação fosse segura”, afirmou o gerente de operações da Anac.

Como identificar um táxi-aéreo regular

Diversas empresas são apenas intermediárias na contratação de um táxi-aéreo. Elas não possuem aeronaves próprias e apenas negociam com outras empresas. Podem ser tanto aviões e helicópteros autorizados a prestar esse tipo de serviço como aeronaves de proprietários particulares.

Esse é um dos pontos que dificultam a fiscalização tanto das autoridades como dos usuários, já que dificilmente uma empresa que comercializa voos opera de forma 100% irregular.

Nesse caso, o ideal é que o usuário solicite à empresa a matrícula da aeronave que será utilizada. A matrícula é como se fosse a placa do avião. Ela é composta de cinco letras, começando com PR ou PT (o que identifica que são registradas no Brasil).

Com esses dados, o usuário pode pesquisar diretamente no site da Anac a situação daquela aeronave. No campo Categoria de Registro, deve constar TPX ou Serviço de Transporte Remunerado. No caso de aeronaves particulares que fazem o serviço de táxi-aéreo pirata, a categoria consta como Serviço Aéreo Privado.

O gerente de operações da Anac afirmou que é fundamental que os usuários denunciem quando identificarem os casos irregulares. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 163 ou pelo site, na seção Fale com a Anac.

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1 ano após cobrança de mala, passagem sobe 6% em vez de cair como prometido
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Cobrança começou a valer no dia 1º de junho (Foto: Lucas Lima/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Depois de um ano do início da cobrança de despacho de bagagens em voos, em vez de as passagens caírem como prometido, elas tiveram um aumento real médio de 6% (já descontada a inflação).

Além disso, a taxa para o transporte de uma mala de até 23 kg já subiu 67%. A data de um ano conta a partir da cobrança feita pela Azul, a primeira empresa aérea a adotar o procedimento em 1° de junho de 2017.

Quando começaram a cobrar pelo transporte de bagagem em voos, todas as companhias aéreas cobravam R$ 30 para o despacho de uma mala de até 23 kg caso o pagamento pelo serviço fosse feito com antecedência.

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Depois de um ano, o valor da taxa já chega a R$ 50 na Azul, um aumento de 67%. No caso da Latam e da Avianca, a taxa subiu para R$ 40, um aumento de 33%. A Gol é a única que ainda continua cobrando o valor original de R$ 30.

A inflação no mesmo período (de junho a abril, último dado disponível) foi de 2,45%. Se fosse reajustado pelo IPCA, o valor atual para o despacho de bagagem deveria ser de R$ 30,73.

Preço médio de passagem subiu de R$ 333,35 para R$ 354,02

Dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) apontam que, em junho do ano passado, o preço médio das tarifas aéreas em voos domésticos no Brasil equivalia a R$ 333,35 (o valor já está reajustado com a inflação do período). Em fevereiro deste ano (último dado disponível), o preço médio das passagens subiu para R$ 354,02, um aumento real de 6%.

Para utilizar o mesmo mês na comparação, em fevereiro do ano passado o preço médio equivalia a R$ 330,81. Isso dá um aumento real médio de 7% (já descontada a inflação).

Anac e Abear dizem que avaliação é prematura

A Anac afirmou que ainda não há um relatório específico sobre o tema e que qualquer avaliação até o momento ainda é prematura. Na própria resolução que alterou as regras, a agência estipulou um prazo de cinco anos para uma análise completa dos efeitos das mudanças. “Entretanto, a agência vem acompanhando e construindo mecanismos para aferir os impactos da resolução como um todo, no dia a dia do passageiro e do setor”, afirma, em nota.

A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) afirma que as novas regras permitiram criar uma nova classe tarifária, “com valores menores do que as demais existentes até então”, que é responsável por dois terços dos bilhetes vendidos.

“É prematuro medir, neste pouco tempo, o impacto da nova política das companhias nos preços praticados, assim como é um equívoco metodológico relacionar somente à franquia os preços mensurados pela ANAC”, afirma a Abear, em nota.

Segundo a associação, os preços das passagens são impactados pela alta do combustível e do dólar. “O querosene de aviação (QAV), que no período de um ano (dezembro de 2016 a dezembro de 2017) teve aumento de 18%, soma um terço do preço do bilhete aéreo. O dólar acumula alta de 8,5% só nos últimos seis meses, o que impacta diretamente os custos dolarizados do setor aéreo, como o leasing”, afirma.

Resolução da Anac liberou a cobrança

A cobrança de bagagem foi permitida após a Anac alterar a resolução que trata dos direitos e deveres dos passageiros de avião. Até então, as companhias aéreas eram obrigadas a transportar uma mala de até 23 kg sem cobranças adicionais. A medida foi contestada judicialmente e a cobrança chegou a ser proibida por uma liminar. A Anac recorreu e a cobrança foi liberada.

Na mesma resolução que permitiu a cobrança pelo despacho de bagagem, a Anac aumentou o limite de peso para bagagem de mão de 5 kg para 10 kg.

Veja as regras das companhias aéreas para despacho de bagagem em voos nacionais

Azul

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 50 para compra antecipada pelo site, aplicativo ou atendimento telefônico
– R$ 60 para pagamento no balcão do aeroporto
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 80 para compra antecipada pelo site, aplicativo ou atendimento telefônico
– R$ 100 para pagamento no balcão do aeroporto
3ª mala de até 23 kg:
– R$ 110 para compra antecipada pelo site, aplicativo ou atendimento telefônico
– R$ 130 para pagamento no balcão do aeroporto
Excesso de bagagem
– Caso ultrapasse a cota de 23 kg, serão cobrados R$ 130 por peça no aeroporto.

Latam

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 40 para compra até três horas antes do voo
– R$ 80 para pagamento com menos de três horas para o voo
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 60 para compra até três horas antes do voo
– R$ 110 para pagamento com menos de três horas para o voo
3ª mala de até 23 kg:
– R$ 80 para compra até três horas antes do voo
– R$ 200 para pagamento com menos de três horas para o voo
Excesso de bagagem:
– Entre 23 kg e 32 kg: R$ 80
– Entre 32 kg e 45 kg: R$ 160

Avianca

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 40 para compra até seis horas antes do voo
– R$ 80 para pagamento com menos de seis horas para o voo
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 60 para compra até seis horas antes do voo
– R$ 120 para pagamento com menos de seis horas para o voo
3ª mala de até 23 kg:
– R$ 80 para compra até seis horas antes do voo
– R$ 120 para pagamento com menos de seis horas para o voo
Excesso de bagagem:
– Entre 23 kg e 32 kg: R$ 80
– Entre 32 kg e 45 kg: R$ 160

Gol

1ª mala de até 23 kg:
– R$ 30 para compra nos canais digitais da companhia
– R$ 60 para pagamento no balcão de check-in do aeroporto
2ª mala de até 23 kg:
– R$ 50 para compra nos canais digitais da companhia
– R$ 100 para pagamento no balcão de check-in do aeroporto
Da 3ª a 10ª mala de até 23 kg:
– R$ 60 cada para compra nos canais digitais da companhia
– R$ 120 cada para pagamento no balcão de check-in do aeroporto
Excesso de bagagem:
– Caso a bagagem ultrapasse 23 kg, serão cobrados R$ 12 para voos nacionais e R$ 15 para voos internacionais por quilo excedente. Nenhuma peça pode ultrapassar 45 kg em voos nacionais e 32 kg em voos internacionais.

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Passagem aérea não poderia variar mais que 50% num mesmo voo, prevê projeto
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Aviões de companhias aéreas brasileiras no aeroporto de Guarulhos (Vinícius Casagrande/UOL)

Um projeto de lei em tramitação no Senado Federal quer limitar a diferença dos preços dos bilhetes vendidos pelas companhias aéreas em um mesmo voo para uma mesma classe a, no máximo, 50%. Hoje, não há limite para essa variação. A proposta foi apresentada pelo senador Airton Sandoval (MDB-SP) na semana passada e encaminhada para análise das comissões de Constituição e Justiça e de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor.

A limitação valeria só para passagens da mesma classe (econômica, executiva ou primeira). As diferenças entre as classes continuariam livres. O projeto não tem data para ser votado.

A proposta tenta modificar a legislação atual que dá total liberdade tarifária para as companhias aéreas. Segundo a lei que criou a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as empresas podem determinar suas próprias tarifas, inclusive as variações de preços em um mesmo voo. Os valores devem apenas ser comunicados à Anac.

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A Anac afirmou que não comenta projetos em tramitação no Congresso Nacional. No entanto, é comum a agência se manifestar publicamente afirmando que foi a liberdade tarifária que permitiu a redução dos preços das passagens aéreas a partir de 2001, quando a medida começou a ser implementada, e o aumento no número de passageiros transportados.

O próprio autor do projeto afirma isso em sua justificativa. “Segundo técnicos da área, a implementação desse regime possibilitou a diminuição no valor das passagens aéreas, levando a uma maior democratização na utilização deste transporte”, diz o senador.

Com a regra atual, passagens compradas com antecedência e em dias de baixa procura costumam ter preços inferiores. Por outro lado, se a compra for feita nas vésperas do voo ou para dias de alta demanda, como feriados prolongados, a tendência é que os preços sejam bem mais altos.

Senador diz que variação é injustificável

O parlamentar alega que essa grande variação de preços dentro de um mesmo voo é algo injustificável e que não permite que os passageiros acompanhem a evolução dos preços.

“Ocorre que as empresas utilizam, hoje em dia, uma avançada tecnologia, aplicando a chamada metodologia de precificação dinâmica. Com isso, reprecificam a tarifa, minuto a minuto, causando desconforto e insegurança aos usuários, pois os valores aumentam sem justificativas razoáveis, impedindo que o usuário acompanhe e avalie a evolução dos preços”, diz na justificativa do projeto.

O autor do projeto alega, ainda, que as empresas utilizam inteligência artificial para determinar o preço das passagens. “São incontáveis as reclamações e acusações, por parte de consumidores e das respectivas associações defensivas, no sentido de que as companhias aéreas possam estar manipulando a oferta de preços com base em algoritmos e inteligência artificial”, afirma.

empresa de tecnologia Pros já desenvolveu um programa para criar preços dinâmicos de passagens aéreas. Assim, dois passageiros pesquisando simultaneamente preços para um mesmo voo poderiam encontrar tarifas diferentes. O sistema já começou a ser testado por 11 companhias aéreas em todo o mundo.

No Brasil, a Anac afirma que nenhuma companhia aérea brasileira adota esse sistema de preços até o momento. No entanto, não haveria nenhum impedimento legal para que isso fosse feito aqui, de acordo com a legislação atual.

Associação de empresas aéreas defende a liberdade tarifária

A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) afirma que a liberdade tarifária é “um dos sustentáculos da aviação moderna no Brasil e no mundo” e defende que não haja um controle no preço das passagens aéreas. Segundo a associação, desde que os preços foram liberados no país, os valores das passagens aéreas caíram quase pela metade.

“No início dos anos 2000, em valores atuais, uma passagem custava mais de R$ 700 em média. Menos de 30 milhões de brasileiros viajam de avião a cada ano. Desde a desregulamentação tarifária, em cerca de uma década e meia o número de passageiros triplicou. Um bilhete doméstico custa hoje aproximadamente R$ 360 em média”, afirma a Abear em nota. “É raro encontrar comportamento semelhante em relação aos preços de quaisquer outros produtos e serviços no Brasil neste mesmo período”, completa.

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Empresas começaram a cobrar pelo despacho de bagagem em junho de 2017 (Foto: Lucas Lima/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Após sete meses de investigação, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, ainda nãoconcluiu o processo que apura se as companhias aéreas mentiram quando afirmaram que o preço das passagens aéreas caiu após começarem a cobrar pela bagagem despachada. O Ministério não divulgou quando pretende concluir as investigações.

A cobrança começou em junho do ano passado. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e as companhias aéreas afirmaram que, ao liberar a cobrança por mala despachada, as companhias aéreas poderiam oferecer passagens mais baratas para quem só levasse bagagem de mão. Três meses depois, a Abear (Associação Brasileira de Empresa Aéreas) divulgou um levantamento que apontava que o preço médio das passagens aéreas havia caído entre 7% e 30% por causa das novas regras.

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Cinco dias depois, a Secretaria Nacional do Consumidor afirmou que havia aberto uma “averiguação preliminar” para checar se a queda de preços das passagens aéreas tinha realmente relação com a cobrança de bagagem despachada.

No dia 20 de outubro, o processo administrativo foi oficialmente aberto, com despacho publicado no Diário Oficial da União. A decisão se baseou em investigação preliminar, feita no início daquele mês pelo departamento e que concluiu haver indícios de infração.

Passados quase sete meses do início da apuração, o Ministério da Justiça afirmou ao Todos a Bordo que “os fatos estão sob análise e acompanhamento do DPDC” e que já recebeu o posicionamento da Abear (Associação Brasileira de Empresa Aéreas) e de suas associadas.

Segundo o Ministério da Justiça, na defesa, a Abear reafirmou que “todos os dados divulgados são verdadeiros e representam de fato queda de preços em determinadas rotas e empresas, que não possui qualquer relacionamento com os consumidores e que quando divulgou as reduções de preço que havia encontrado, não o fez para os consumidores, e sim para a mídia especializada”.

O Ministério também ouviu a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), órgão responsável por regular os serviços das companhias aéreas. “A Anac se manifestou no sentido de que desconhece os parâmetros empregados pela Abear para a divulgação de dados do setor e que não se responsabiliza pelas informações divulgadas ou qualquer analogia feita com os dados publicados pela Agência”, diz a nota do Ministério da Justiça.

Outras pesquisas apontam resultado diferente do apresentado pela Abear.

Segundo dados da Anac, a tarifa média em voos nacionais ficou praticamente estável no segundo semestre do ano passado na comparação com o mesmo período de 2016: passou de R$ 383,9 para R$ 384,21.

Levando em consideração todo o ano de 2017, o preço médio das passagens nacionais foi de R$ 357,16, representando redução de 0,6% em relação a 2016. Foi o menor valor registrado para um ano desde o início da pesquisa, em 2011, segundo dados da Anac.

Por outro lado, os dados de inflação divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no início deste mês apontam que em um ano, os preços das passagens aéreas saltaram 13,33%.

A Abear afirma que a diferença de resultados ocorre em virtude da metodologia adotada pelo IBGE e pela Anac. Enquanto a Anac leva em consideração o valor real de todas as passagens efetivamente vendidas no país, o IBGE avalia apenas uma pequena amostragem, com base nos valores divulgados nos sites das companhias aéreas.

“A apuração do IBGE é imprecisa para o acompanhamento específico de preços de passagens aéreas (esse não é o propósito do IPCA). A cada mês, unicamente por meio de tarifas anunciadas em sites, o Instituto observa no máximo 0,2% do universo de passagens efetivamente comercializadas acompanhado pela Anac (3 a 5 mil bilhetes x mais de 3 milhões de bilhetes)”, afirma a Abear em nota.

A associação diz ainda que a pesquisa de preços do IBGE não tem como avaliar o impacto da cobrança de bagagem, pois os valores pesquisados acrescentam os custos para o transporte de um volume de bagagem despachada, mesmo nas passagens mais econômicas sem uma mala incluída.

Ainda é cedo para conclusões, dizem aéreas

A Abear diz ainda que a nova cobrança “aproxima as regras da aviação brasileira daquelas praticadas há muito tempo nos mercados mais desenvolvidos ao redor do mundo” e que a medida “possibilitou a criação de uma nova família de tarifas, com preços mínimos mais baixos em relação às demais existentes até então”.

No entanto, a Abear diz também que custos para o transporte de bagagens despachadas são apenas um dos fatores de influência. “O nível da atividade econômica nacional, a taxa de câmbio e os preços do petróleo no mercado internacional são, em linhas gerais, os elementos que mais influenciam estes valores, especialmente em curto prazo. Apenas no final do mês de setembro do ano passado todas as quatro grandes empresas brasileiras haviam implementado políticas tarifárias domésticas dentro dessa nova realidade. Ainda é cedo para conclusões sobre a influência da medida na evolução dos preços médios”, afirma a associação.

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Programa usa dados pessoais e fará passagem aérea variar segundo seu perfil
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Sistema quer cobrar passagem de acordo com o perfil do passageiro (Merelize/FreeRange)

A forma como você pesquisa preços de passagens aéreas pode ter de mudar radicalmente no futuro. Um novo software oferecido às companhias aéreas pretende criar preços dinâmicos de passagens aéreas. Assim, dois passageiros pesquisando simultaneamente preços para um mesmo voo poderiam encontrar tarifas diferentes.

A proposta do sistema desenvolvido pela empresa de tecnologia Pros é que o valor da tarifa seja atrelado ao perfil do passageiro, e não apenas a questões como procura, data e antecedência do voo, como acontece atualmente.

A ideia é que o sistema capture dados de navegação dos passageiros, avalie os voos anteriores e identifique se ele está inscrito nos programas de fidelidade da companhia aérea para, então, determinar o preço da passagem. Outros pontos como frequência de viagens e tempo de permanência no destino também podem influenciar no valor final do bilhete.

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Um passageiro que faz muitos voos na mesma companhia aérea, por exemplo, poderá receber um desconto. Já um passageiro que vai fazer um voo de ida e volta no mesmo dia poderá encontrar uma tarifa mais alta. Nesse caso, o sistema entenderá que aquela é uma viagem de negócios, o que permite que a companhia aérea cobre um preço mais alto. O valor será baseado na necessidade e capacidade de pagamento do cliente.

A Pros tem 80 companhias aéreas como clientes no mundo. Dessas, apenas 11 já começaram a implementar o sistema de preços dinâmicos baseado no perfil do passageiro. A empresa, no entanto, diz que por questões contratuais não pode revelar quais são essas companhias.

“Com base em nosso portfólio de projetos, haverá um grande número de companhias aéreas que devem migrar para o sistema de precificação dinâmica”, afirma John McBride, diretor de gerenciamento de produtos da Pros em entrevista ao site Travel Weekly.

Seus dados usados contra você

Se as companhias aéreas realmente começarem a adotar as tarifas dinâmicas para as passagens, os usuários precisarão ter atenção redobrada na hora de pesquisar os preços. Para coletar os dados do usuário, o sistema utiliza os cookies de navegação na internet. É basicamente a mesma tecnologia que os sites já usam para mostrar uma propaganda que se encaixe melhor no perfil do usuário.

Atualmente, já existe um mito de que, se você limpar os cookies do navegador ou fizer a pesquisa em uma janela anônima, os preços ficam mais baixos. A reportagem do Todos a Bordo fez várias pesquisas de preço utilizando essa técnica e nunca encontrou valores diferentes.

Com o sistema de preços dinâmicos, é possível que esse método finalmente gere algum efeito sobre o valor da passagem. Será preciso ter cuidado e fazer alguns testes antes de comprar a passagem.

“Se você achava que comprar passagens aéreas já era um desafio, só vai ficar ainda pior”, escreveu o jornalista especializado George Hobica em artigo para o jornal norte-americano “USA Today”.

Além de críticas de passageiros, Hobica afirma que o novo sistema também pode encontrar resistência dos órgãos reguladores e de entidades de defesa dos consumidores se realmente for implementado pelas companhias aéreas.

Cobrança seria legal no Brasil?

Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), nenhuma companhia aérea brasileira adota o sistema de preços dinâmicos até o momento. No entanto, não haveria nenhum impedimento legal para que isso fosse feito aqui, de acordo com a Anac e o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).

“Destacamos que se trata de tipo de conduta que ainda não é realizada pelas empresas aéreas aqui no Brasil. É importante observar também que a precificação [definição dos preços] dos bilhetes aéreos é feita pelas companhias aéreas, tendo em vista o regime de liberdade tarifária no setor, instituído pelo governo federal em 2001 e ratificado por meio da Lei n° 11.182/2005”, afirma a Anac.

O advogado e pesquisador em telecomunicações do Idec, Rafael Zanatta, afirma que, apesar de não haver impedimento legal para preços dinâmicos, o problema estaria na forma de coleta de dados pessoais dos usuários.

“O modelo de precificação somente funciona se houver ampla coleta de dados pessoais. Em se tratando de aplicação de internet, o Marco Civil da Internet obriga que processos de coleta de dados tenham informações claras sobre as finalidades específicas do tratamento de dados pessoais. Empresas que coletam e processam dados pessoais para elaboração de preços dinâmicos devem informar explicitamente que realizam preços dinâmicos com base na coleta de dados pessoais”, afirma.

O advogado do Idec também defende uma mudança na legislação brasileira para proteger os dados dos usuários. “Usuários de aplicativos e navegadores não sabem que existem cookies em suas máquinas coletando metadados e informações pessoais para formar um preço variável. O Idec defende a aprovação de uma Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e normas claras para que empresas informem, obrigatoriamente, quando utilizarem metadados e dados pessoais para discriminação de preço”, diz.

A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) afirmou que a decisão de adotar o sistema de preços dinâmicos no futuro dependerá da estratégia de negócios e política de comercialização de cada empresa.

“Conceitualmente, sobre o tema geral, a Abear é defensora do livre mercado, realidade que começou a ser implantada no setor aéreo brasileiro a partir de meados da década de 1990 – e que ainda vem gradualmente sendo aprimorada até hoje. Dentro dos elementos de livre mercado na aviação nacional, a liberalização tarifária, em vigor plenamente desde 2002, é o pilar central da democratização do uso do avião no país. Ela criou o ambiente de real concorrência entre as companhias aéreas, levou à modernização do setor, à redução dos preços pela metade e à triplicação da quantidade de consumidores atendidos anualmente ao longo de pouco mais de uma década”, afirma a entidade.

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Novo avião comercial da Embraer é aprovado em testes e liberado para voar
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Avião da Embraer já está liberado para voar por uma companhia aérea (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O novo avião comercial da Embraer, o E190-E2, recebeu nesta quarta-feira (28) a certificação operacional da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), da FAA (Federal Aviation Administration) e da Easa (Europeans Aviation Safety Agency). Isso significa que o novo jato foi aprovado em todos os testes e está liberado para voar levando passageiros. O primeiro avião será entregue em abril para a Widerøe, maior companhia aérea regional da Escandinávia.

Sucessor do E190, o E190-E2 pode ser configurado para 97 assentos (três classes), 106 assentos (duas classes) ou 114 assentos (uma só classe).

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O projeto de desenvolvimento da nova geração de aviões comerciais da Embraer foi anunciado em junho de 2013. Em fevereiro de 2016, a fabricante apresentou o primeiro protótipo do modelo. Três meses depois, em maio de 2016, o avião realizou o seu primeiro voo de teste. Desde então, outros três aviões também participaram dos testes.

O presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, afirmou que o novo E190-E2 cumpriu os requisitos de desenvolvimento dentro do prazo, com o orçamento previsto e atendendo os padrões de performance. Souza e Silva também celebrou o fato de a certificação de três autoridades aeronáuticas serem entregues no mesmo dia.

Cerimônia de entrega da certificação do E190-E2 pela Anac, FAA e Easa (Vinícius Casagrande/UOL)

Nova geração de jatos comerciais

O E190-E2 é o primeiro de três modelos em desenvolvimento. O maior avião da família, o E195-E2, já iniciou os testes em voos e a expectativa é que seja aprovado no próximo ano. O terceiro membro será o E175-E2, que só deve ficar pronto em 2021.

A nova geração de aviões comerciais foi criada com novas tecnologias de motores, asas e instrumentos de bordo. Segundo a Embraer, o novo E190-E2 gasta 17,3% menos combustível em relação à versão anterior do modelo.

Durante os testes, o avião apresentou desempenho 1,3% melhor do que o originalmente esperado. “Operando com o menor nível de ruído e emissões externas, o E190-E2 torna-se, assim, o avião mais ecológico do segmento”, afirma a Embraer. A Embraer aposta que “a aeronave proporciona lucros até 50% maiores se comparada a jatos de maior porte”.

Além de consumir menos combustível, a nova geração também reduz custos de manutenção. “O E190-E2 será também a aeronave com os intervalos de manutenção mais longos no mercado de aviões de corredor único”, diz a Embraer. Os aviões poderão voar 10 mil horas antes de realizarem a checagem completa de rotina, diz a fabricante. “Isso representa 15 dias adicionais de utilização da aeronave em um período de dez anos em comparação com os E-Jets da geração atual”, afirma a fabricante.

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