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Latam e Azul são companhias aéreas com mais reclamações em 2017, diz Anac
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Latam foi a companhia com maior número de reclamações em 2017, segundo a Anac (Divulgação)

As companhias aéreas Latam e Azul foram as que receberam a maior quantidade de reclamações de passageiros no último ano, segundo um ranking elaborado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O índice das duas empresas é de 18 reclamações para cada 100 mil passageiros transportados.

Na soma de todas as companhias aéreas, foram 12.314 reclamações em 2017, com média geral de 14 casos para cada 100 mil passageiros.

Latam: 18 reclamações para cada 100 mil passageiros (5.479 casos e 30,5 milhões de passageiros transportados)

Azul: 18 reclamações para cada 100 mil passageiros (3.478 casos e 19,5 milhões de passageiros transportados)

Avianca: 12 reclamações para cada 100 mil passageiros (1.179 casos e 9,8 milhões de passageiros transportados)

Gol: 7 reclamações para cada 100 mil passageiros (2.178 casos e 29,1 milhões de passageiros transportados)

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A Anac avaliou também o tempo que cada companhia aérea demorou para responder às reclamações dos passageiros. A Azul foi a mais rápida e a Avianca, a mais lenta. No entanto, quando são analisados os casos efetivamente resolvidos, o ranking se inverte. A Avianca foi a mais eficaz e a Azul, a mais ineficiente.

No resultado final da pesquisa, a Avianca foi a companhia aérea brasileira com maior índice de satisfação entre os passageiros que apresentaram reclamações para a Anac. Já a Azul teve a pior avaliação.

Em resposta, a Azul afirmou que “tem o compromisso de atender seus Clientes com excelência, por meio de um serviço de qualidade, eficiência, presteza e, principalmente, segurança.”

A Latama afirmou que “está empenhada em prestar o melhor serviço aos seus clientes, cumprindo todas as exigências de atendimento, conforme a legislação vigente. ​A companhia reforça, ainda, que mantém um canal aberto para diálogo com todos os seus clientes”.

Azul teve a pior avaliação em pesquisa da Anac (Divulgação)

Tempo de resposta média:

Avianca: 8,55 dias

Gol: 8,19 dias

Latam: 7,85 dias

Azul: 5,09 dias

Índice de solução das reclamações, conforme a avaliação dos consumidores:

Avianca: 77,11%

Latam: 68,79%

Gol: 66,45%

Azul: 53,44%

Índice de satisfação dos consumidores com o atendimento prestado pelas empresas na plataforma Consumidor.gov.br (notas de 1 a 5)

Avianca: 2,96

Gol: 2,65

Latam: 2,54

Azul: 2,08

Segundo a Anac, os dados foram coletados a partir de janeiro de 2017 por meio da plataforma consumidor.gov.br. A Anac afirmou que deve divulgar, ainda no primeiro trimestre deste ano, um relatório detalhado com os assuntos que mais geraram reclamações dos passageiros.

“A divulgação desses dados resultará em maior transparência sobre a qualidade dos serviços prestados pelas companhias aéreas brasileiras, permitindo que o acesso à informação potencialize o poder de escolha dos consumidores e estimule a concorrência”, afirma a agência.

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Mala de mão grande pode ter cobrança adicional (Divulgação/ Crystal Cabin Awards)

Por Vinícius Casagrande

Como forma de evitar o pagamento para despachar uma mala durante as viagens de avião, os passageiros têm optado por levar apenas a bagagem de mão. Alguns viajantes, no entanto, acabam exagerando no tamanho da mala, excedem os padrões estabelecidos pelas companhias aéreas e são pegos de surpresa com a cobrança de uma taxa adicional no momento de entrar no avião.

Quando permitiu a cobrança para o transporte de malas no porão do avião, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aumentou também o peso da bagagem de mão que os passageiros têm direito a levar dentro da cabine. Com as novas regras, o limite da mala de mão passou de 5 kg para 10 kg.

Apesar do aumento do peso permitido, as companhias aéreas também ficaram liberadas para determinar as dimensões máximas das malas a serem transportadas na cabine de passageiros. Para conferir se o tamanho da bagagem está dentro das regras estabelecidas, algumas companhias aéreas criaram um compartimento para medir as malas antes do embarque.

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O modelo é semelhante ao adotado por diversas companhias de baixo custo europeias. Antes de embarcar no avião, o passageiro tem de colocar sua mala dentro de uma caixa. Se ela couber perfeitamente, pode entrar no avião.

Se a mala não entrar nessa caixa, significa que ela é maior do que o tamanho permitido e deverá ser encaminhada para o porão do avião, ficando sujeita às regras de bagagem despachada, o que pode gerar um custo adicional ao passageiro.

As companhias aéreas afirmam que o limites levam em contam as dimensões dos bagageiros internos dos aviões. Se a mala estiver dentro das regras da companhia aérea, mas não houver mais espaço na cabine de passageiros, ela poderá ser despachada no porão do avião, mas sem nenhum custo extra para o passageiro.

Os tamanhos variam para cada empresa. Mas, considerando os menores requisitos para que você possa voar em qualquer companhia nacional, em voos domésticos, estas são as dimensões ideais:

Altura: 55 cm

Largura: 35 cm

Profundidade: 25 cm

Para evitar surpresas na hora do embarque, veja as regras detalhadas de cada companhia aérea nacional para voos domésticos.

Latam mede o tamanho das malas na entrada do avião (Divulgação)

Latam

Na companhia aérea Latam, as dimensões máximas da bagagem de mão são de 55 cm altura x 35 cm de largura x 25 cm de profundidade. A empresa faz a verificação dos parâmetros por meio de um gabarito (caixa) presente no portão de embarque do aeroporto. As malas que não cabem nesse gabarito são enviadas para o porão do avião.

Todas as malas de mão também devem ter peso máximo de 10 kg. A exceção é para os passageiros que compraram bilhetes nas categorias Premium Business e Premium Economy. Nesse caso, o limite máximo é de 16 kg.

Caso a mala de mão tenha de ser encaminhada para o porão do avião por exceder os limites estabelecidos pela Latam, ela passa a entrar nas regras de bagagem despachada. Se o bilhete comprado pelo passageiro não der o direito ao despacho de bagagem, o valor cobrado pela Latam para a primeira mala é de R$ 80, que deverá ser pago ainda no portão de embarque.

Se o passageiro já despachou uma mala no momento do check-in e a bagagem de mão também precisar ser transportada no porão do avião, ela é considerada como segunda mala despachada. Nesse caso, o valor cobrado sobe para R$ 110.

No site da Latam, há uma página com todos os itens que podem ser transportados na cabine de passageiros.

Na Azul, é permitido levar apenas um volume dentro da cabine do avião (Divulgação)

Azul

A Azul permite o embarque de apenas um volume com peso máximo de 10 kg e limite de tamanho de 115 cm, somando-se altura, largura e profundidade da mala. Segundo a empresa, itens pessoais como bolsas, pastas, laptops e até compras nas lojas do aeroporto devem ser colocadas dentro da bagagem de mão. A verificação dos limites é feita pelos funcionários da companhia diretamente no portão de embarque dos aeroportos.

“É comum clientes aparecerem com bagagens que ultrapassam 10 kg, um volume ou os 115 cm permitidos. Por isso, a companhia realiza hoje uma campanha educativa, mas não descarta a possibilidade de, no futuro, cobrar pelo despacho de bagagens que excedem o limite e que, portanto, não cabem nos bins [bagageiros]”, afirma a Azul, em nota.

A Azul possui dois perfis de tarifas, com ou sem o direito ao despacho de bagagem. Segundo a empresa, a franquia só trata de peso e não de quantidade de volumes. Assim, se o passageiro comprou uma tarifa com franquia, tem 23 kg de bagagem em voos domésticos, independentemente do número de volumes.

Qualquer peso acima, é cobrado como excesso de bagagem. Se a tarifa não dá direito ao transporte de bagagem, qualquer peso despachado é cobrado como uma “franquia” de 23 kg. Caso o peso somado das malas seja superior, é cobrado como excesso de bagagem.

O valor do transporte de bagagem depende do meio da compra (site, canais de atendimento telefônico ou diretamente no aeroporto) e varia entre R$ 50 e R$ 60. O excesso de peso é cobrado por quilo excedente e depende da rota do voo. Os valores podem ser consultados diretamente no site da Azul.

A Gol é a companhia aérea que permite as maiores medidas para a mala de mão (Divulgação)

Gol

As bagagens de mão na Gol devem ter tamanho máximo de 55 cm de altura, 40 cm de largura e 25 cm de profundidade e peso de até 10 kg. Além disso, os passageiros também podem levar a bordo artigos pessoais como bolsa, mochilas ou laptops.

O tamanho das malas de mão pode ser conferido pelos funcionários da Gol no momento do check-in, nos balcões de atendimento e no portão de embarque. Nesse último caso, há uma caixa, chamada pela companhia de gabarito, na qual as malas devem ser colocadas para ver se elas estão dentro das dimensões estabelecidas pela companhia aérea.

Caso a bagagem de mão exceda o tamanho determinado pela empresa, terá de ser despachada no porão do avião. O passageiro terá de comprar uma franquia de bagagem. O valor cobrado pela Gol para compras feitas no momento do check-in é de R$ 60.

Se a franquia de bagagem for adquirida com antecedência no site da empresa, canais de autoatendimento ou agências de viagens, o valor é de R$ 30.

Caso a bagagem ultrapasse 23 kg, será cobrado R$ 12,00 para voos nacionais e R$ 15,00 para voos internacionais por quilo excedente. Nenhuma peça pode ultrapassar 45 kg em voos nacionais e 32 kg em voos internacionais.

Além da mala de mão, Avianca permite levar mais um item pessoal (foto: Divulgação)

Avianca

Na Avianca, a bagagem de mão não pode exceder 115 cm no total, com, no máximo, 55 cm de altura, 35 cm de largura e 25 cm de profundidade. Além disso, é permitido embarcar com um item pessoal de 100 cm, com até 45 cm de largura, 35 cm de altura e 20 cm de profundidade.

Os passageiros que embarcam com um bebê de até 23 meses, podem levar até três peças (mala e dois itens pessoais). Em todos os casos, a bagagem de mão deve pesar até 10 kg, somando todas as peças.

As dimensões e peso da bagagem de mão podem ser verificadas pela companhia aérea no momento do check-in ou no portão de embarque do aeroporto. Caso as dimensões e peso sejam excedidos, o passageiro terá de despachar a bagagem. Nesse caso, o valor cobrado pela Avianca é de R$ 60 por peça nos voos nacionais.

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Passagem aérea cai 0,7%; Anac diz que é cedo para avaliar efeito da bagagem
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Cobrança de bagagem em voo começou em junho (Foto: Lucas Lima/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Após o início da cobrança de bagagem, o preço médio das passagens aéreas teve queda de 0,7% no acumulado dos meses de julho a setembro, quando as companhias aéreas já haviam implementado a medida, comparado com o mesmo período do ano passado. No entanto, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirmou nesta segunda-feira (11) que ainda não é possível afirmar que a redução dos preços é consequência da resolução que permitiu a cobrança de bagagem despachada.

O diretor da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Juliano Alcântara Noman, afirmou que é necessário um histórico mais longo para poder avaliar com precisão os efeitos da cobrança de bagagem no preço das passagens. “Está muito cedo para dizer se afetou o preço ou se não afetou. Sabendo que a análise demanda tempo, a agência deu um prazo de cinco anos para verificar se ocorreram os efeitos desejados e fazer uma revisão das normas se for necessário”, afirma.

O Gerente de Acompanhamento de Mercado da Anac, Cristian dos Reis, disse que o estudo de preços da agência avalia todas as passagens vendidas pelas companhias aéreas brasileiras para todas as rotas. Apesar de historicamente o mês de setembro ser de alta das passagens, neste ano as tarifas tiveram queda de 5,8% em relação a setembro do ano passado.

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A resolução que liberou a cobrança foi aprovada no dia 13 de dezembro do ano passado e deveria entrar em vigor em 14 de março. No entanto, uma briga judicial atrasou a implementação da medida pelas companhias aéreas. Azul, Gol e Latam passaram a cobrar pela bagagem em junho, enquanto a Avianca adotou a medida somente em setembro.

O subsecretário de Análise Econômica e Advocacia da Concorrência do Ministério da Fazenda, Ãngelo José Mont’Alverne Duarte, concorda que ainda não há dados suficientes para uma avaliação mais precisa sobre o impacto da permissão da cobrança de bagagem no valor das tarifas aéreas.

“Acredito que ainda é precipitado dizer que houve um impacto X ou Y porque ainda faz pouco tempo e as empresas adotaram a medida em dias diferentes. Avaliar isso ainda vai precisar de tempo e uma riqueza de dados muito grande”, afirma.

Além da bagagem, diversos outros fatores influenciam o preço final da passagem, como a cotação do dólar, preço do petróleo, antecedência da compra, data da viagem, horário do voo e eventos realizados nas cidades de origem e destino.

Por conta de todas essas variáveis, o professor da Universidade Federal de Itajubá e pesquisador do Núcleo de Economia do Transporte Aéreo, Moisés Diniz Vassalo, afirma que avaliar apenas a questão da bagagem vai exigir novos métodos de estudos econômicos. “Isolar a questão da bagagem vai exigir um modelo estatístico novo. Dá para fazer, mas ainda não é momento”, afirma.

Abear chegou a anunciar queda de 7% a 30%

No final de setembro, a Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) chegou a anunciar uma queda entre 7% e 30% após o início da cobrança de bagagem, dependendo da rota e da companhia aérea. Os dados se referiam às passagens vendidas entre junho e o começo de setembro pelas companhias Azul, Gol e Latam.

Após a divulgação dos dados pela Abear, a Secretaria Nacional do Consumidor, órgão do Ministério da Justiça, abriu uma “averiguação preliminar” para checar se a queda de preços das passagens aéreas tem relação com a cobrança de bagagem despachada.

Nesta segunda, o diretor da Anac afirmou desconhecer quais os dados utilizados pela Abear para afirmar que a queda foi resultado da cobrança de bagagem, mas evitou falar em precipitação por parte das companhias aéreas.

“Como regulador, a gente não pode, a partir desses dados, chegar a uma conclusão definitiva. A ideia é ir acompanhando o valor das passagens e esperar um ciclo de cinco anos. Vamos continuar fazendo a divulgação dos preços, mas o juízo de valor em relação à norma de bagagem precisa ser feito com muito cuidado”, afirma Noman.

Redução do preço das passagens promocionais

No entanto, o subsecretário de Análise Econômica e Advocacia da Concorrência do Ministério da Fazenda diz que nas análises iniciais verificou-se que as tarifas mais caras, que dão mais benefícios ao passageiros, subiram de valor, enquanto as mais baratas, com menos benefícios e mais restrições, tiveram o valor reduzido. Para ele, esse é um indício dos efeitos da cobrança de bagagem.

Segundo Dutra, esse novo perfil tem como benefício permitir que as classes mais pobres da população tenham mais acesso ao sistema de transporte aéreo. “Cobrar preços diferentes significa que o sistema está funcionando. Quem quer comodidade paga mais e quem tem mais restrição financeira também tem condição de pagar”, diz.

O diretor da Anac defendeu que a redução das tarifas mais baratas é o principal retorno esperado com a medida. “A Anac não regula apenas para as pessoas que já estão inseridas no sistema de transporte aéreo, mas também para aquelas que ainda não têm condição de pagar. Para algumas pessoas, R$ 30 ou R$ 40 é decisivo para ela optar ou não pelo transporte aéreo. O que a Anac quer é trazer mais pessoas para o modal aéreo”, diz.

O diretor do Departamento de Políticas Regulatórias da Secretaria Nacional de Aviação Civil, Rogério Teixeira Coimbra, afirmou que o aumento no número de passageiros nos últimos só foi possível quando o mercado aéreo passou a ser desregulamentado pelo governo federal, um processo que começou em 2001 com a liberdade tarifária.

“O brasileiro é uma eterna viúva dos talheres de prata da Varig, mas aquela era uma época em que quase ninguém conseguia viajar de avião por conta do valor da passagem”, afirma.

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Drone bateu em avião na Argentina; EUA registram 100 casos de risco por mês
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Os voos de drones próximos aos aeroportos têm colocado em risco diversos jatos comerciais de passageiros ao redor de mundo. No último sábado (11), um Boeing 737 da companhia aérea Aerolineas Argentinas foi atingido por um drone (espécie de aeronave não tripulada e pilotada à distância) quando se aproximava do pouso em Buenos Aires.

O avião viajava de Trelew, também na Argentina, para o aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires. O Boeing 737 estava a apenas 67 metros do solo quando os pilotos avistaram um drone, que bateu na parte da frente do avião. O incidente não gerou danos à aeronave, que pousou logo em seguida.

Segundo o site especializado The Aviation Herald, o piloto, que não foi identificado, comunicou a colisão com o drone à torre de controle de Buenos Aires. “Esse drone não vai voar nunca mais. Nós o atingimos com o nariz do avião. Se tivesse acertado o motor, teria causado uma pane”, afirmou. O caso está sob investigação das autoridades de aviação civil da Argentina.

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No dia seguinte, domingo, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, teve de ficar fechado por mais de duas horas por causa da presença de um drone na rota de pouso dos aviões. Pilotos de companhias aéreas avistaram visualmente o drone próximo à pista de Congonhas e avisaram a torre de controle. Nenhum avião foi atingido pelo drone, mas pelo menos 45 voos foram afetados.

O Brasil tem atualmente 24 mil drones cadastrados na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Segundo a legislação brasileira, ao colocar em risco as operações aéreas, o piloto de drone pode ser condenada a pena de prisão de 2 a 5 anos.

Mais de 100 casos por mês nos Estados Unidos

A aproximação de drones com aviões tem causado sérias preocupações à autoridade de aviação civil dos Estados Unidos (FAA). O órgão afirma que os casos “cresceram dramaticamente nos últimos dois anos”.

Atualmente, a FAA recebe mais de 100 relatórios por mês sobre a presença de drones nas rotas de aviões, tanto comerciais como particulares. No último balanço divulgado, que abrange os meses de janeiro a março deste ano, foram registrados 404 casos de pilotos que avistaram drones próximos das aeronaves.

“A agência quer enviar uma mensagem clara de que operar drones em torno de aviões, helicópteros e aeroportos é perigoso e ilegal. Os operadores não autorizados podem estar sujeitos a multas rígidas e encargos criminais, incluindo a possibilidade de prisão”, afirma a FAA.

O relatório da agência norte-americana afirma que trabalha em uma campanha de educação dos usuários de drones para que operem os equipamentos sempre dentro das regras. Segundo a agência, há também o desafio de identificar e punir quem opera drones de forma irregular.

“A agência também está trabalhando em estreita colaboração com forças policiais para identificar e investigar as operações não autorizadas de aeronaves não tripuladas. A FAA emitiu penalidades civis por uma série de voos não autorizados em várias partes do país e tem muitos casos de execução aberta. A FAA encoraja o público a denunciar operações não autorizadas de drone e a ajudar a desencorajar essa atividade ilegal e perigosa”, diz a agência norte-americana.

Outros casos pelo mundo

Em agosto, a presença de um drone próximo ao aeroporto de Lisboa, em Portugal, também fez com que dois aviões tivessem de abortar o pouso, sendo que um deles acabou sendo desviado para a cidade do Porto.

Como no caso de Congonhas, a presença do drone foi notificada pelos próprios pilotos. A polícia portuguesa foi acionada, mas também não conseguiu localizar o dono do drone. Portugal tem registrado casos recorrentes de aproximação entre drones e aviões comercial. O mês mais perigoso no país foi junho, quando foram registrados oito casos semelhantes.

Diversos outros países também já registraram casos de quase colisão entre drones e aviões comerciais. Na Suíça, um Airbus A330 se aproximava do pouso quando, a cerca de 20 km da pista, passou a apenas 10 metros de distância de um drone com cerca de um metro de diâmetro.

Em Londres, no Reino Unido, o aeroporto de Gatwick teve de ser fechado em julho por causa da presença de um drone. Na ocasião, cinco voos tiveram de ser desviados para evitar a colisão com o objeto.

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Comandante de companhias aéreas é o ponto alto da carreira (Foto: Divulgaçao/Air France)

Por Vinícius Casagrande

Os custos em todas as áreas da aviação são sempre muito altos. A formação de um piloto de avião não é diferente. Da matrícula no curso teórico de piloto privado de avião até receber a licença de piloto comercial, o futuro profissional vai ter desembolsar a partir de R$ 90 mil. Isso se optar por aprender a voar nos aviões mais simples, como o Paulistinha, utilizado para instrução de voo desde a década de 1950.

Caso o futuro piloto prefira aprender a voar em uma aeronave mais moderna, que já seja equipada com painel digital, como é o caso do Cessna 172 de algumas escolas privadas, o custo total da formação pode pular para cerca de R$ 140 mil.

O valor investido é somente para obter a experiência mínima exigida pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

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Cessna 172 é um dos mais modernos para a instrução inicial de pilotos (foto: Divulgação)

Todos devem fazer dois cursos teóricos, que custam entre R$ 2.500 e R$ 3.000 cada. Depois, é preciso fazer aulas práticas:

– somente para tirar a licença de piloto privado (que não permite exercer atividade remunerada), são necessárias 40 horas de voo;

– para ser piloto comercial (para exercer atividade remunerada), são exigidas as 40 horas citadas acima, mais 110 horas adicionais;

– para trabalhar em empresas aéreas, além das horas de voo exigidas de um piloto comercial, é preciso pelo menos 12 horas em aviões bimotores (como Seneca ou Tecnam P2006T).

Os valores de R$ 90 mil a R$ 140 mil já incluem os cursos teóricos e todas as horas de voo. A diferença do custo total é referente ao modelo do avião utilizado na instrução.

Após a conclusão do curso de piloto comercial de avião, o profissional já está habilitado para ingressar na carreira. As primeiras oportunidades geralmente são para funções mais desgastantes e até mesmo mais arriscadas.

As funções mais procuradas são para pilotar aviões que carregam faixas publicitárias no litoral ou serviços de táxi-aéreo em locais remotos do país. No entanto, o mais comum é encontrar jovens pilotos recém-formados nos aeroclubes e escolas de aviação atuando como instrutores de voo.

Seja qual for a opção escolhida, essas três áreas são vistas pelos jovens pilotos como uma forma de acumular mais horas de voo para buscar uma oportunidade para pilotar um jato executivo ou ingressar em alguma companhia aérea.

Na Azul, por exemplo, são exigidas, no mínimo, 500 horas de voo para se candidatar a uma vaga de copiloto na companhia. Além de todas as licenças de voo, o candidato ainda precisa ter outros cursos, como treinamento em simulador de avião a jato e certificado de inglês com nível mínimo exigido pela Organização de Aviação Civil Internacional.

Painel digital do avião modelo Cessna 172 (foto: Divulgação)

Custo é semelhante ao de uma faculdade

A formação de um piloto de avião, no entanto, pode sair até mais barata do que muitas faculdades particulares. Considerando o valor mais baixo, de R$ 90 mil para a conclusão de todos os cursos, seria o equivalente a pagar uma mensalidade de R$ 1.875 em um curso de quatro anos de duração (48 meses). No cenário mais caro, a mensalidade seria de R$ 2.916.

A diferença é que o recomendado é que os voos sejam feitos em intervalos curtos de tempo. O ideal é que a formação não demore mais do que dois anos.

Como forma de comparação, uma faculdade de Administração na Universidade Mackenzie, por exemplo tem mensalidade de R$ 2.130. Durante os quatro anos do curso, o valor investido chega a R$ 102 mil. Já para se formar em medicina na Universidade Anhembi Morumbi, o valor fica bem mais alto. O curso tem mensalidade de R$ 8.200 durante seis anos, o que dá um valor total de R$ 590 mil.

Para que serve a graduação em Aviação Civil

A Universidade Anhembi Morumbi também oferece o curso de graduação em Aviação Civil. A faculdade não é obrigatória para a formação de um piloto de avião, mas é vista como um diferencial na hora da contratação pelas companhias aéreas. Segundo a Azul, “Faculdade de Ciências Aeronáuticas é uma vantagem (não é mínimo)”. Os cursos de Aviação Civil e Ciências Aeronáuticas têm currículo bastante semelhante.

Os alunos do curso de Aviação Civil recebem as licenças teóricas de piloto privado e piloto comercial (não inclui as horas de voo), mas a graduação também pode ser feita por quem pretende seguir outro caminho dentro da aviação.

O curso aborda outros temas gerais que envolvem o setor aéreo, como prevenção de acidentes aeronáuticos, planejamento de tráfego aéreo, direito e manutenção aeronáutica. O curso tem duração de três anos e mensalidade de R$ 1.650.

Aviões Cessna 152 utilizados na instrução inicial de pilotos (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Confira abaixo os requisitos mínimos exigidos pela Anac para se obter uma licença de piloto de avião:

Piloto privado

Mínimo de 40 horas de voo, como pelo menos:

20 horas em duplo comando

10 horas de voo solo

3 horas de voo noturno

Piloto comercial

Mínimo de 150 horas de voo se realizadas, de forma contínua, em um curso homologado pela Anac. Caso contrário, são necessárias 200 horas de voo. Esse total já inclui as horas realizadas no curso de piloto privado. Outros requisitos são:

100 horas como piloto em comando (70 se for em curso homologado pela Anac)

10 horas de instrução de voo por instrumento (sendo que cinco horas podem ser feitas em simuladores de voo)

5 horas de voo noturno

Habilitação para aviões com mais de um motor:

Mínimo de 12 horas de voo

Aviões utilizados para instrução:

Paulistinha P56C: R$ 389 por hora de voo (Aeroclube de Campinas)

Cessna 152: R$ 429 por hora de voo (Aeroclube de Campinas)

Cherokee PA28A-140: R$ 521 por hora de voo (Aeroclube de São Paulo)

Diamond DA20-C1 Eclipse: R$ 554 (Aeroclube de São Paulo)

Corisco PA28-R: R$ 569 (Aeroclube de Campinas)

Tupi PA28A-180: R$ 733 (Aeroclube de São Paulo)

Cessna 172: R$ 750 por hora de voo (EJ Escola de Aeronáutica Civil)

Seneca I PA-34-200 (bimotor): R$ 1.616 (Aeroclube de São Paulo)

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Despacho de bagagem poderá ser pago com milhas na Gol
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Companhia não informou os valores cobrados (foto: Divulgação)

Os passageiros que emitirem passagens da Gol pelo programa de fidelidade da companhia, o Smiles, poderão usar as milhas para pagar também pelo serviço de despacho de bagagem. Até então, a única opção era o pagamento desse serviço em dinheiro ou cartão de crédito. A opção valerá apenas para compras antecipadas do serviço.

A companhia não informou a quantidade de milhas necessárias, nem se terá um valor fixo ou se o preço irá variar conforme o voo escolhido.

Em uma simulação feita pela reportagem no site da Smiles, o sistema mostrou apenas a quantidade de milhas para a emissão da passagem e para o pagamento da taxa de embarque. Segundo a empresa, o pagamento para o despacho de bagagem é feito após a emissão do bilhete.

A nova opção, no entanto, não é válida para os clientes que compram passagem diretamente no site da Gol. Nesse caso, o valor para despachar bagagem nos voos nacionais é de R$ 30 para compras antecipadas e R$ 60 no momento do check-in. Nas viagens internacionais, os valores são de US$ 10 para compras com antecedência e US$ 20 no aeroporto.

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Para fazer a compra do serviço de despacho de bagagem com milhas Smiles, o pagamento deve ser feito de forma antecipada apenas pelo site do programa e, em breve, pelo aplicativo da Smiles. No momento do check-in no aeroporto, a única opção será pagamento em dinheiro ou cartão de crédito.

Segundo a empresa, os passageiros que já emitiram um bilhete pela Smiles e ainda não adquiriram o serviço de despacho de bagagem também terão a opção de fazer o pagamento do serviço com milhas do programa de fidelidade.

Os bilhetes emitidos com milhas Smiles para a classe econômica não tem o serviço de bagagem despachada incluído. A única exceção são as passagens para a classe Gol Premium (disponível somente nos voos internacionais da companhia), que incluem duas malas de até 23 kg por passageiro.

Os clientes das categorias Prata, Ouro e Diamante que emitirem bilhetes nacionais e internacionais com milhas da Smiles também têm direito a franquias de bagagem gratuitas, desde que coloquem o número de fidelização no ato da compra. Os clientes Prata podem levar uma mala de 23 kg, os da categoria Ouro até duas malas de 23 kg e os da categoria Diamante até três malas de 23 kg.

Cobrança começou em 20 de junho

A Gol começou a cobrar pela bagagem despachada em voos nacionais e internacionais no dia 20 de junho. A nova taxa é cobrada dos clientes que compram passagens com a tarifa mais baixa praticada pela companhia aérea, chamada de “Light”. Passagens mais caras, nas tarifas “Programada” e “Flexível”, dão direito ao transporte de uma mala de até 23 kg.

A cobrança da bagagem foi permitida em dezembro do ano passado em uma nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e deveria entrar em vigor em 14 de março. Uma liminar da Justiça Federal chegou a barrar a entrada em vigor das novas regras. A decisão, no entanto, foi suspensa no final de abril e as companhias aéreas passaram a ter o direito de cobrar pela bagagem despachada.

A Azul iniciou a cobrança de bagagem em voos nacionais no dia 1º de junho. A empresa criou uma nova classe tarifária, chamada de Azul, na qual os passageiros não terão direito ao transporte de bagagem, somente à mala de mão de até 10 kg. Caso decidam levar uma mala de até 23 kg no porão do avião, o valor adicional cobrado também será de R$ 30.

A Latam começou a cobrar pelo despacho de bagagem no dia 24 de junho. A cobrança de bagagem é feita nas tarifas Promo e Light, as mais baratas da empresa. Ao adquirir o despacho no momento da compra da passagem, o valor cobrado é de R$ 30. Se adquirir o serviço após efetivar a compra, o valor sobe para R$ 50 e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in.

A Avianca foi a última companhia aérea brasileira a iniciar a cobrança de bagagem. A nova taxa começou a vigorar no dia 25 de setembro para passagens compradas na tarifa Promo. Para o pagamento pela internet até seis horas antes do voo, o valor é de R$ 30. Se deixar para fazer o pagamento no balcão do check-in, o preço sobe para R$ 60.

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Preço de passagens cai de 7% a 30% após cobrança de bagagem, dizem empresas
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Empresas cobram R$ 30 para o despacho de uma mala de 23 kg (Foto: Lucas Lima/UOL)

Um levantamento da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) aponta que as tarifas médias de passagens aéreas tiveram queda entre 7% e 30% desde que teve início a cobrança de bagagem em voos nacionais, dependendo da rota e da companhia aérea. Os dados se referem às passagens vendidas entre junho e o começo de setembro pelas companhias Azul, Gol e Latam.

A rota que apresentou o menor percentual de queda foi entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, pela companhia Gol. Os dados apontam uma redução de 6,5% nas tarifas em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na Gol, a maior queda ocorreu na rota entre o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e Salvador. Nesse caso, a redução foi de 30,4%. Na Latam, a maior redução ocorreu na rota entre Brasília e Recife, com queda de 33% comparando agosto deste ano com o mesmo mês do ano passado. Na Azul, as passagens entre Viracopos, em Campinas (SP), e Porto Seguro (BA) tiveram queda ainda maior, chegando a 40,5% de redução em julho deste ano.

Nas três companhias que passaram a cobrar pela bagagem em junho, mais de 60% dos passageiros optaram por comprar passagens que não dão o direito de despachar uma mala de até 23 kg. Segundo os dados apresentados pela Abear, esse índice é de 60% na Azul, 63% na Latam e 65% na Gol. A Avianca começa a cobrança pela bagagem despachada somente na próxima segunda-feira.

Os passageiros que optam pelas passagens sem direito a bagagem podem comprar depois esse serviço. A Abear, no entanto, não divulgou a quantidade de passageiros que tiveram de pagar para incluir o serviço posteriormente. “Ainda não temos esses dados, mas posso garantir que a maioria dos passageiros que comprou passagem sem bagagem de fato viajou sem bagagem”, disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

Segundo dados da entidade, somente na Gol houve aumento de 50% no número de passageiros que viajaram sem despachar bagagem, enquanto na Latam, mais de 900 mil passageiros viajaram nesse período com as tarifas sem direito a mala.

Aumento no número de passageiros

Os dados da Abear também apontam crescimento no número de passageiros dos voos domésticos. Em agosto, a alta foi de 5,51%. Esse foi o sexto mês consecutivo de crescimento. No acumulado do ano, a procura de passageiros teve alta de 1,98%.

As companhias aéreas também registram melhora no aproveitamento de seus voos. O índice de ocupação teve alta de 1,42%, chegando a 80,31%, com 7,6 milhões de passageiros transportados.

A Gol foi a líder do mercado doméstico no mês de agosto, com 35,03% de participação, seguida pela Latam, com 34,13%, Azul, com 17,54%, e Avianca, com 13,30%.

No mercado internacional, as companhias aéreas brasileiras apresentaram alta maior, com crescimento de 16,78% no mês de agosto. No acumulado do ano, a procura internacional cresceu 10%.

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Avianca vai cobrar entre R$ 30 e R$ 60 pela bagagem em voo nacional
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Avianca lança nova classe tarifária a partir de segunda-feira (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Avianca Brasil vai ter uma nova faixa de tarifas em seus voos nacionais para as passagens compradas a partir de segunda-feira (25). A tarifa Promo deve ter o preço mais baixo, segundo a empresa, mas sem direito a levar gratuitamente uma mala de até 23 kg.

Se mudar de ideia, o passageiro poderá incluir depois o despacho da bagagem. Se fizer o pedido pela internet até seis horas antes do voo, o valor será de R$ 30. Se deixar para fazer o pagamento no balcão do check-in, o preço subirá para R$ 60.

Em entrevista exclusiva ao Todos a Bordo, o presidente da Avianca, Frederico Pedreira, afirmou que “a tarifa Promo foi desenhada para quem quer viajar sem bagagem”.

Concorrentes começaram a cobrar em junho

As companhias aéreas estão liberadas para cobrar pelo despacho de bagagem desde o final de abril. As concorrentes Azul, Gol e Latam começaram a cobrança em junho. Segundo Pedreira, a demora para a Avianca seguir pelo mesmo caminho ocorreu porque a companhia queria criar um sistema diferente.

“Queríamos mais tempo para pensar em algo que fizesse sentido para a Avianca. O nosso raciocínio era manter o nosso nível de serviço e, por outro lado, também ter a possibilidade de, ao não incluir o despacho de bagagem, ter uma classe tarifária que fosse mais competitiva para trazer para as nossas aeronaves passageiros que viajariam com menos frequência ou não viajariam”, afirma Pedreira.

Na Azul, Gol e Latam, a diferença de preço da passagem com ou sem direito ao transporte de bagagem é de R$ 30. Na Avianca, o presidente da companhia afirmou que a nova tarifa Promo terá uma diferença maior em relação às demais tarifas para o mesmo voo. Segundo ele, no entanto, não é possível precisar um percentual porque essa diferença pode variar de acordo com a época do ano e a antecedência da compra da passagem. “Será uma diferença considerável entre a Promo e a Economy”, afirma.

Outra diferença é que nas épocas de maior procura ou nas passagens vendidas de última hora, quando os preços costumam ser bem mais altos, só serão vendidas passagens das classes tarifárias superiores, que já incluem o transporte de bagagem. “Não faz sentido o passageiro pagar mais de R$ 1.000 e não ter o direito de despachar uma mala”, afirma.

Lanchinho continua igual

A partir de segunda-feira, serão três tipos de tarifas oferecidos pela Avianca: Promo, Economy e Flex. Além do transporte de bagagem, haverá outras diferenças entre elas, como valor das taxas para reembolso ou remarcação do voo e quantidade de pontos acumulados no programa de fidelidade da companhia.

Segundo o presidente da Avianca, a nova classe tarifária da companhia não vai mudar o serviço de bordo atual, com lanches quentes e sistema de entretenimento sem custo adicional. “Os passageiros vão continuar com todos esses benefícios. Essa é a filosofia da Avianca”, afirma.

Crescimento no mercado doméstico e internacional

Mesmo com a retração do mercado de aviação, a Avianca tem crescido cerca de 15%. Neste ano, a empresa já lançou novas rotas e recebeu aviões maiores, do modelo Airbus A330-200.

A empresa também iniciou neste ano suas operações internacionais de longo curso, com voos entre São Paulo e Miami, nos Estados Unidos, e entre São Paulo e Santiago, no Chile.

A partir de 15 de dezembro, a Avianca inaugura sua segunda rota nos Estados Unidos, com o voo diário entre São Paulo e Nova York. “Serão voos noturnos para atender tanto o púbico a lazer como o de negócios”, afirma Pedreira. A Avianca começou na semana passada a venda de passagens para o voo de Nova York.

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Passageira recebe US$ 4.000 para trocar de voo nos EUA após overbooking
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Tracy Jarvis Smith comemorou a indenização recebida (foto: Reprodução/Twitter)

A companhia norte-americana Delta Airlines pagou US$ 4.000 (R$ 12.547 na cotação desta quinta-feira – 14) para uma passageira ceder seu lugar em voo que estava com overbooking (quando a empresa vende mais assentos do que os disponíveis no avião) na última sexta-feira (8). O voo de uma hora e 50 minutos de duração faria a rota entre Atlanta e South Bend, ambas nos Estados Unidos.

Com o excesso de passageiros para embarcar no avião, a companhia ofereceu inicialmente US$ 2.220 (R$ 6.900) para quem concordasse em pegar um voo mais tarde. A proposta foi feita a todos os passageiros, inclusive os que ainda não estavam garantidos no voo. Como o avião estava lotado com torcedores do time de futebol americano da Universidade da Geórgia, ninguém inicialmente aceitou a proposta. O time jogaria em South Bend.

A companhia começou, então, a aumentar o valor a ser pago. A passageira Tracy Jarvis Smith esperou que a indenização chegasse a US$ 4.000 para aceitar trocar seu voo. “Esse era o meu número mágico”, escreveu em sua conta no Twitter. Tracy estava viajando para encontrar o marido em South Bend.

A negociação foi comemorada até mesmo pelos outros passageiros que estavam no avião. “Nenhum torcedor queria se atrasar”, escreveu Zach Klein em um post com uma foto ao lado de Tracy.

Quando finalmente chegou ao seu destino, Tracy comemorou o dinheiro recebido. “Pousei oito horas mais tarde. Valeu a pena os US$ 4.000”, disse.

As polêmicas com o overbooking

Os casos de overbooking têm gerado polêmica nos últimos meses nos Estados Unidos. Em abril, um passageiro da United Airlines chegou a ser retirado à força do avião. A imagem de David Dao sendo agredido e sangrando foi divulgada em todo o mundo. O presidente da United, Oscar Munhoz, teve de pedir desculpas públicas para tentar salvar a imagem da companhia.

Em entrevista publicada nesta quinta-feira (14) pelo UOL, o diretor de vendas da American Airlines, Dilson Verçosa Jr., afirma que o overbooking é uma prática necessária para as companhias aéreas evitarem prejuízos com os passageiros que não comparecem para o embarque.

No Brasil, os passageiros que não conseguem embarcar por overbooking têm direito a receber uma indenização imediata. De acordo com as regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a multa para voos nacionais é de 250 DES (Direito Especial de Saque), o equivalente a R$ 1.105,92. Nas viagens internacionais, o valor é de 500 DES, ou R$ 2.211,85.

O DES é um ativo de reserva internacional emitido pelo Fundo Monetário Internacional e composto por uma cesta de moedas que inclui o dólar, o euro, a libra e o iene. O valor do DES muda diariamente. Nesta quinta-feira, um DES equivalia a R$ 4,4237.

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Cobrança de mala em voos à Europa começa hoje, com TAP; taxa chega a R$ 300
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Cobrança será feita na tarifa Discount para quem comprou a partir de 1º de agosto (foto: Divulgação)

A portuguesa TAP é a primeira companhia aérea com operações no Brasil a cobrar pelo transporte de bagagem em voos para a Europa. A nova taxa será cobrada dos passageiros que compraram passagens da TAP a partir de 1º de agosto na classe tarifária mais barata da companhia, chamada de Discount, para voar a partir desta sexta-feira (1º de setembro).

Quem comprou passagens até 31 de julho, independentemente da data da viagem e do tipo de tarifa, continua com o direito de transportar gratuitamente duas malas de até 32 kg cada uma.

Para transportar uma mala de até 23 kg, o valor cobrado pela companhia aérea é de 45 euros (R$ 170) caso o pagamento seja feito com antecedência. Se o passageiro deixar para adquirir o serviço no momento do check-in, a taxa sobe para 80 euros (R$ 299).

O peso máximo das malas que podem ser despachadas também foi reduzido de 32 kg para 23 kg (em caso de excesso de peso, há multa). A classe econômica da TAP passa a ter quatro tipos de tarifa. Em relação ao transporte de bagagem, elas se diferenciam da seguinte maneira:

Tarifa Discount: sem direito a bagagem despachada

Tarifa Basic: uma mala de até 23 kg

Tarifa Classic: duas malas de até 23 kg

Tarifa Plus: três malas de até 23 kg

Para a bagagem de mão, o limite é o mesmo para todos os passageiros. A TAP permite o transporte, sem cobrança extra, de uma mala de até 8 kg mais um item pessoal de até 2 kg.

Além do limite para o transporte de bagagem, as tarifas também se diferenciam por outros serviços que estão inclusos no valor da passagem, como quantidade de milhas recebidas no programa de fidelidade da companhia, reserva antecipada de assento no avião e embarque prioritário.

Outras companhias também já reduziram limite em voos internacionais

As três companhias aéreas brasileiras que fazem voos para Europa ou Estados Unidos – Latam, Azul e Avianca – e algumas empresas estrangeiras, como a United Airlines, também já reduziram o limite de bagagem para as viagens internacionais. Nessas empresas, o novo limite é de duas malas de até 23 kg, mas não há cobrança pelo transporte das malas.

Antes de a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) acabar com a obrigatoriedade do transporte de bagagem despachada, os passageiros tinham o direito de levar duas malas de até 32 kg cada uma. Com a mudança da lei, cada companhia aérea pode definir livremente suas próprias regras para o transporte de bagagem nos voos.

Nos voos para a América do Sul, o limite adotado pelas companhias aéreas é de apenas uma mala de até 23 kg. Na Latam, Azul e Avianca, não há cobrança pelo despacho da bagagem. Na Gol, é cobrada uma taxa de US$ 10 (R$ 31,50) para compra antecipada ou US$ 20 (R$ 63) para pagamento no momento do check-in

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