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Brasileiro fará rali aéreo de 42 dias, da Argentina aos EUA, em avião de 38
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O piloto brasileiro Eddy Edgard Eipper com o avião Stearman de 1938 (Reprodução/Facebook)

O piloto brasileiro Eddy Edgard Eipper se prepara para participar de uma aventura pelos céus da América que acontecerá em novembro. Ele será o único representante do Brasil a participar do Vintage Air Rally, um rali aéreo com aviões antigos que partirá de Ushuaia (Argentina) com destino ao Estado da Flórida (EUA). A expectativa é que a viagem dure 42 dias.

Eddy participará do rali acompanhado do piloto uruguaio Rodrigo Damboriarena. Para participar da competição, a dupla disputou a preferência do público com outros 675 candidatos inscritos. A escolha foi feita de acordo com a popularidade dos candidatos dentro da página oficial do rali em uma rede social. No total, serão 15 equipes durante o rali.

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“Esse sempre foi um rali no qual se pagava para participar. A inscrição era de cerca de US$ 100 mil (R$ 350 mil). Neste ano, pela primeira vez, a organização ofereceu gratuitamente as 15 vagas. Os candidatos tinham de fazer uma campanha pelo Facebook e comecei a produzir vídeos. Nem acreditei quando avisaram que havia sido selecionado”, diz

Inicialmente, Eddy pretendia participar do rali com um avião Stinson Voyager 108-3 de 1948. “Durante o processo de seleção, a organização vendeu os direitos de imagem do rali para uma emissora de televisão dos Estados Unidos. Agora, vai se transformar também em um reality show. E a emissora colocou a exigência de que todos os aviões sejam biplanos [com asas duplas]. Assim, tivemos de procurar um novo avião”, conta.

A solução encontrada pela dupla foi um avião do modelo Stearman de 1938. Para aguentar as mais de 100 horas de voo previstas para o rali, foi necessária fazer uma restauração completa do avião. “Já estamos na fase final do trabalho. O avião já fez alguns voos de teste, mas ainda temos de esperar toda a documentação ficar pronta”, afirma.

Avião Stearman, de 1938, que será usado pelo piloto brasileiro durante o rali aéreo (Reprodução)

O avião foi fabricado pela Stearman Aircraft, uma divisão da Boeing, e fez grande sucesso durante a Segunda Guerra Mundial. O modelo foi criado para servir como treinador de pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos. É um avião de apenas dois lugares.

Rali passará pelo Brasil

Enquanto termina os últimos ajustes no avião que será usado, Eddy se prepara estudando as possíveis rotas que serão seguidas durante o rali aéreo. O percurso completo ainda não foi divulgado pela organização, mas deve passar por pelo menos três cidades brasileiras.

O rali começa no dia 1º de novembro em Ushuaia e, segundo a organização, deve chegar ao Brasil no dia 14 de novembro, quando está previsto o pouso dos aviões na cidade de Bento Gonçalves (RS). No dia seguinte, o rali segue para Caçador (SC). A participação brasileira deve ser finalizada no dia 15 de novembro com a passagem por Foz do Iguaçu (PR).

O piloto brasileiro prevê algumas dificuldades pelo caminho, mas afirma estar preparado para a aventura. Eddy obteve sua licença de piloto de avião em 1974. Logo no início, chegou a voar profissionalmente por dois anos na região Norte do Brasil.

O piloto brasileiro Eddy Edgard Eipper no comando do avião (Reprodução/Facebook)

“Era uma época bem complicada para voar. Não tinha GPS e nenhum outro apoio. Tive quatro amigos pilotos que morreram, três em acidentes e um assassinado. Depois de dois anos, resolvi voltar para Santa Catarina”, diz.

Apesar de não seguir uma carreira profissional na aviação, Eddy conta que nunca deixou de voar. Uma de suas maiores aventuras na aviação foi fazer um traslado de um helicóptero de Miami (EUA) até Belo Horizonte (MG), em uma viagem de 15 dias.

“Gosto do lado aventureiro da vida. Participar de um rali aéreo de 42 dias é um sonho que poucos podem realizar. Cada etapa tem metas a serem cumpridas. No final, quem tiver mais pontos vence a competição. Mas o mais importante é chegar até a última etapa. Esse é o maior prêmio”, diz.

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Aviões antigos fazem rali de 35 dias por lugares como pirâmides e rio Nilo
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Aviões antigos vão percorrer dez países de norte a sul da África (Foto: Divulgação)

Aviões antigos vão percorrer dez países de norte a sul da África (Foto: Divulgação)

Começa neste sábado (12) um rali aéreo pelo continente africano com 12 aviões antigos, construídos antes de 1949. A aventura deve passar por dez países durante 35 dias de viagem e sobrevoar alguns dos principais cartões-postais africanos, como as pirâmides do Egito, o rio Nilo, o Monte Kilimanjaro, as Cataratas de Vitória e reservas naturais como o Serengueti. Serão 13 mil km de viagem.

O Vintage Air Rally terá início na ilha de Creta, na Grécia. Depois de cruzar o mar Mediterrâneo, os aviões farão o primeiro pouso na cidade de Mersa Matruh, no Egito, ainda neste sábado.

No domingo, os aviões partem para a capital Cairo e devem pousar nas areias do deserto. Em mais de 50 anos, este foi o primeiro rali a receber autorização para pousar os aviões bem ao lado das antigas pirâmides do Egito.

Nos dias seguintes, o rali segue em direção ao sul do continente, passando por Sudão, Etiópia, Quênia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbábue, Botsuana até chegar à África do Sul. A aventura termina no dia 16 de dezembro na Cidade do Cabo.

Aventura deve terminar na Cidade do Cabo, na África do Sul, em 16 de dezembro (Foto: Divulgação)

Aventura deve terminar na Cidade do Cabo, na África do Sul, em 16 de dezembro (Foto: Divulgação)

Rali inédito

É a oitava vez que a empresa Prepare2Go organiza um rali aéreo pela África. A participação exclusiva de aviões antigos, no entanto, é um fato inédito.

Além dos 12 aviões, o rali conta também com uma equipe de apoio para prestar suporte em eventuais problemas mecânicos que possam ocorrer. O risco de falhas nos motores é o que mais preocupa os organizadores.

“São todos aviões monomotores e não há reserva de segurança. O lado positivo é que os aviões voam relativamente devagar e tocam o chão bem lentamente. Então, só precisam de um pequeno pedaço de terra, um trecho de estrada ou um campo de futebol para pousar”, afirmou Sam Rutherford, organizador do Vintage Air Rally.

Todos os aviões são monomotores e biplanos (com duas asas) (Foto: Divulgação)

Todos os aviões são monomotores e biplanos (com duas asas) (Foto: Divulgação)

Modelos utilizados

Todos os aviões que participam do Vintage Air Rally são modelos biplanos (com duas asas). As equipes são formadas por pilotos e navegadores da Inglaterra, Irlanda, Canadá, França, Alemanha, África do Sul e Estados Unidos.

Alguns dos modelos que voarão durante o rali são o Travel Air 4000, produzido nos Estados Unidos e que chegou a ser utilizado como avião militar; o DH82A Tiger Moth, de origem britânica e utilizado nos anos de 1930 como avião instrução de pilotagem militar; e o Stampe SV.4, de produção belga e também criado para o treinamento de pilotos.

Voos serão feitos somente durante o dia e boas condições de tempo (Foto: Divulgação)

Voos serão feitos somente durante o dia e com boas condições de tempo (Foto: Divulgação)

Causa humanitária

O rali é muito mais uma aventura do que uma corrida de aviões. Segundo os organizadores, parte do dinheiro arrecadado durante a jornada, entre taxas dos participantes e patrocínios, será revertido para instituições de caridade.

Entre os projetos beneficiados estão a Unicef e a Birdlife International, que trabalha para evitar a extinção de aves abutres na África. Durante o rali, os aviões também deverão jogar do céu sementes em áreas de reflorestamento sob responsabilidade da Seed Bombing.

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