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Jato executivo da Embraer bate recorde de velocidade em voo transatlântico
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Jato executivo Legacy 450 Embraer (Foto: Divulgação)

O Legacy 450, da fabricante brasileira Embraer, estabeleceu um novo recorde de velocidade para voos transatlânticos de jatos executivos da categoria mid-light jets (jatos médios). O Legacy 450 realizou o voo entre Portland, no Estado do Maine (EUA), e Farnborough (Reino Unido) em 6 horas e 5 minutos. Com a distância total de 5.105 quilômetros, o jato teve uma velocidade média de 840 km/h.

O voo foi feito no dia 7 de março deste ano. O reconhecimento do novo recorde foi feito pela NAA (Associação Aeronáutica Nacional dos Estados Unidos, na sigla em inglês) e pela FAI (Federação Aeronáutica Internacional), com sede em Lausanne (Suíça).

A nova marca foi estabelecida durante um voo de demonstração para potenciais clientes da Embraer. Estavam a bordo do jatinho dois pilotos e dois passageiros. Segundo a Embraer, o Legacy 450 pousou no Reino Unido com reserva de combustível acima do mínimo exigido pelos regulamentos internacionais de aviação civil para esse tipo de operação.

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Entrega do certificado do recorde à Embraer (Divulgação)

Depois de Farnborough, o avião seguiu para Genebra (Suíça) para participar da 18ª Ebace, a maior feira de aviação executiva da Europa. Durante a exposição na Suíça, a Embraer apresentou mudanças no jato executivo, como configuração interna com novos assentos.

O Legacy 450 tem alcance de 5.371 quilômetros e com quatro passageiros a bordo, podendo voar com altitude máxima de 45 mil pés (13,7 quilômetros). O avião tem autonomia para voar, sem escalas, de São Francisco (EUA) a Honolulu (EUA), de São Paulo a Bogotá (Colômbia) ou de Moscou (Rússia) para Mumbai (Índia), por exemplo.

A cabine de passageiros do jato executivo tem 1,83 metro de altura e piso plano. Há quatro poltronas totalmente reclináveis que podem ser convertidas em duas camas. Dependendo da configuração interna, o Legacy 450 pode levar até nove passageiros. O entretenimento a bordo inclui um sistema de vídeo de alta definição, som surround e várias opções de entrada de áudio e vídeo.

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Com telefone, wi-fi e projetores, avião executivo é extensão do escritório


Velocímetro do avião marca velocidade diferente da real. Entenda
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Avião Beechcraft Baron G58 (Divulgação)

O velocímetro é fundamental para orientar um piloto de avião, mas não basta ele olhar o número exibido pelo velocímetro. Essa velocidade nem sempre corresponde à velocidade real da aeronave, que está sujeita a influências da pressão atmosférica, da temperatura e dos ventos. É preciso fazer algumas contas.

Como a velocidade do avião é medida

Diferentemente dos carros, que marcam a velocidade em km/h (quilômetros por hora), os velocímetros dos aviões registram a velocidade em nós (milhas náuticas por hora). Uma milha náutica equivale a 1.852 metros. Um avião voando a 100 KT (sigla para nós) tem velocidade de 185,2 km/h.

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A velocidade do ar é captada pelo tubo de Pitot, uma espécie de cano com um furo na ponta que fica pendurado no lado de fora do avião. A força de impacto com que o ar entra pelo tubo de Pitot faz o velocímetro registrar a velocidade do avião. Esse número mostrado no velocímetro é chamado de velocidade indicada (VI).

A velocidade indicada precisa sofrer ajustes, que podem ser calculados pelo piloto ou pelo computador de bordo, dependendo do modelo do avião.

Influência do ar rarefeito

Quanto maior a altitude, mais rarefeito fica o ar. Com menos resistência, o avião voa mais rápido. Mas como o velocímetro depende do ar que entra no tubo de Pitot, ele não consegue registrar essa diferença.

A velocidade aerodinâmica (VA) aumenta cerca de 2% em relação à indicada nos instrumentos do avião a cada 1.000 pés (305 metros) de altitude.

Então, por exemplo, quando o velocímetro do avião a 1.000 pés de altitude indicar a velocidade de 100 KT, ele estará, na verdade, a 102 KT em relação ao ar. Quando chegar a 10.000 pés, a velocidade passa a ser de 116 KT.

A velocidade é mostrada na barra vertical da esquerda no painel do avião (Divulgação)

Efeito dos ventos

Além disso, o avião ainda sofre influência dos ventos durante a rota. Quando voa na mesma direção do vento, o avião é “empurrado”. Isso faz com que aumente a velocidade em relação ao solo (VS). Quando o vento está na direção contrária, ele segura o avião, e diminui sua velocidade em relação ao solo.

Nos dois casos, no entanto, o velocímetro vai marcar a mesma velocidade, já que ele considera apenas a força do impacto do ar com o tubo de Pitot.

Diferentes velocidades

Velocidade Indicada (VI): aquela registrada no velocímetro do avião

Velocidade Aerodinâmica (VA): a VI corrigida de acordo com a densidade do ar

Velocidade no Solo (VS): a VA corrigida com a influência dos ventos. É a velocidade com que o avião efetivamente se desloca em relação a dois pontos da superfície terrestre

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