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Arquivo : United Airlines

Maior companhia aérea do mundo tem quase 1.000 aviões; veja ranking
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Boeing 777 da American Airlines. Foto: Santiago Rodrigues Fonto/Getty Images

Por Vinícius Casagrande

As companhias aéreas norte-americanas dominam a lista de maiores empresas de aviação do mundo. Elas ocupam as quatro primeiras colocações do ranking de empresas com o maior número de aviões. Entre as 20 maiores, oito são dos Estados Unidos. Na sequência, aparecem as companhias aéreas chinesas, com três empresas.

A Latam, resultado da fusão da TAM com a LAN, ocupa a 11ª colocação entre as maiores companhias aéreas do mundo. Somando a frota das nove empresas do grupo, que atualmente operam com o mesmo nome, são 308 aviões em operação. A Latam Brasil é a líder dentro do grupo, com 142 aeronaves.

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O ranking das maiores companhias aéreas do mundo reúne algumas empresas que são pouco conhecidas no Brasil. É o caso, por exemplo, da SkyWest USA. A empresa tem na frota apenas aviões de menor porte e presta serviço para subsidiárias regionais das grandes companhias aéreas dos Estados Unidos. O ranking ainda conta com duas gigantes do transporte de cargas, como a Federal Express e a UPS.

Veja o ranking das cinco maiores companhias aéreas do mundo em número de aviões: 

Empresa tem quase 1.000 aviões na frota (foto: Divulgação)

1º lugar: American Airlines (952 aviões)

São 952 aeronaves em operação atualmente. Fundada em 15 de abril de 1926 para o transporte de correspondência para os correios dos Estados Unidos, a empresa passou a focar no transporte de passageiros em 1934 com a chegada do avião DC-3. Atualmente, a empresa voa com 11 modelos diferentes de aviões. Entre eles, há 20 Embraer 190.

O modelo mais usado pela American Airlines, no entanto, é o Boeing 737. São 304 aviões da versão 737-800 e mais nove da recente versão 737 MAX8. A companhia também tem modelos da europeia Airbus e da McDonnell Douglas.

A Delta surgiu como empresa de pulverização agrícola e hoje é uma das maiores do mundo (Foto: Divulgação)

2º lugar: Delta Airlines (877 aviões)

A segunda maior companhia aérea do mundo foi criada em 1924 para prestar serviços de pulverização aérea em regiões agrícolas. Atualmente com 877 aviões na frota, a Delta transporta cerca de 160 milhões de passageiros por ano.

A empresa voa com 12 modelos diferentes de aviões. O mais utilizado é o Boeing 737, com 184 aviões. São dez da versão 737-700, 77 da versão 737-800 e 97 da versão 737-900. O segundo modelo mais popular é o McDonnell Douglas MD-80/90. Os aviões do modelo começaram a ser entregues em 1987. São 105 da versão MD-88 e 53 MD-90.

Boeing 787 da United Airlines (Divulgação)

3º lugar: United Airlines (753 aviões)

Em 1927, o fundador da fabricante de aviões Boeing, William Boeing, criou uma companhia aérea própria, chamada Boeing Air Transport, para prestar serviços aos correios dos Estados Unidos. Anos mais tarde, a empresa se tornaria a United Airlines, atualmente a terceira maior companhia aérea do mundo com 753 aviões.

Seguindo suas raízes históricas, os aviões da Boeing são maioria na frota da companhia aérea. São 589 aviões da Boeing e 164 da Airbus. O modelo mais popular é o Boeing 737, sendo 40 737-700, 141 737-800, 148 737-900 e quatro 737 MAX9.

Frota da Southwest é composta 100% de aviões modelo Boeing 737 (Divulgação)

4º lugar: Southwest Airlines (716 aviões)

A Southwest Airlines é a maior companhia aérea low-cost do mundo. Criada em 1967, até abril deste ano, a empresa nunca havia registrado um incidente com morte. A história mudou quando uma janela foi quebrada, e uma passageira morreu sugada parcialmente para fora do avião durante o voo. Pouco mais de 15 dias depois, outro avião da Southwest enfrentou problemas com a quebra de uma janela. Dessa vez, não houve vítimas.

A grande maioria dos voos da Southwest é para destinos dentro dos Estados Unidos, com alguns voos também para ilhas do Caribe e México. A frota da empresa é composta 100% de aviões Boeing 737, sendo 506 da versão 737-700, 195 da versão 737-800 e 15 novos 737 MAX8.

China Southern é a maior companhia aérea chinesa (Divulgação)

5º lugar: China Southern (552 aviões)

Maior companhia aérea chinesa, a China Southern ocupa o quinto lugar no ranking das empresas com maior quantidade de aviões do mundo. Foi criada em 1988 a partir da fusão de diversas companhias aéreas chinesas. A empresa tem voos para mais de 200 destinos no mundo.

A frota da China Southern é formada por dez modelos de aviões. Ela é uma das 13 companhias aéreas do mundo a voar com o maior avião de passageiros do mundo, o Airbus A380, configurado, em média, para 500 passageiros. Assim como nas demais companhias que lideram o ranking, o modelo mais popular é o Boeing 737, com 192 aviões. No entanto, há uma forte concorrência com a rival Airbus. A companhia chinesa também tem 127 aviões Airbus A320.

Veja o ranking completo das 20 maiores companhias aéreas do mundo:

1º – American Airlines (EUA): 952 aviões
2º – Delta Airlines (EUA): 877 aviões
3º – United Airlines (EUA): 753 aviões
4º – Southwest Airlines (EUA): 716 aviões
5º – China Southern (China): 552 aviões
6º – China Eastern (China): 466 aviões
7º – Skywest (EUA): 456 aviões
8º – Ryanair (Irlanda): 442 aviões
9º – Air China (China): 407 aviões
10º – Federal Express (EUA): 405 aviões
11º – Latam (América do Sul): 308 aviões
12º – EasyJet (Reino Unido): 298 aviões
13º – Lufthansa (Alemanha): 293 aviões
14º – Turkish Airlines (Turquia): 276 aviões
15º – British Airlines (Reino Unido): 270 aviões
16º – Ana (Japão): 257 aviões
17º – Emirates Airlines (Emirados Árabes Unidos): 257 aviões
18º – JetBlue (EUA): 246 aviões
19º – UPS (EUA): 241 aviões
20º – Aeroflot (Rússia): 232 aviões

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Avião perde parte do motor em pleno voo nos EUA e consegue pousar; assista
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Um Boeing 777 da companhia aérea United Airlines perdeu parte da carenagem do motor direito quando sobrevoava o Oceano Pacífico rumo a Honolulu, no Havaí (EUA), na terça-feira (13), mas conseguiu pousar em segurança. O avião havia decolado de San Francisco, no Estado da Califórnia. O incidente aconteceu cerca de meia hora antes do pouso.

Segundo a rede de TV CNN, o voo 1175 da United Airlines levava 363 passageiros e dez tripulantes. Ninguém ficou ferido com o incidente.

Diversos passageiros que estavam a bordo do avião compartilharam fotos e vídeos do motor do avião sem a carenagem. “O voo mais assustador da minha vida”, escreveu no Twitter a consultora de marketing Maria Falaschi.

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Segundo relatos dos passageiros, foi possível ouvir um forte barulho e sentir o avião balançar no ar quando a carenagem se soltou do motor. “Parecia que estávamos em uma montanha-russa saindo dos trilhos”, afirmou Haley Ebert ao jornal “The New York Times”.

Após o incidente, os pilotos solicitaram um pouso de emergência no aeroporto de Honolulu. “Nossos pilotos seguiram todos os protocolos necessários para pousar o avião em segurança. A aeronave taxiou até o portão de embarque e os passageiros desembarcaram normalmente”, afirmou a United Airlines em um comunicado.

Na hora do pouso, os passageiros foram orientados pelos comissários de bordo a seguir alguns procedimentos de segurança, como ficar na posição de impacto – sentados com o corpo curvado para frente e com a cabeça próxima ao joelho. A posição diminui a área de impacto do corpo e protege os órgãos vitais de perfurações que possam ocorrer.

Apesar do susto de todos os passageiros, Haley Ebert afirmou que o avião tocou o solo do aeroporto de Honolulu suavemente.

A NTSB, órgão de investigação de acidentes aeronáuticos dos Estados Unidos, afirmou que já está investigando as causas do incidente com o Boeing 777 da United Airlines.

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Aérea poupa R$ 10 mi em combustível com menos vinho a bordo e revista leve
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Boeing 787 da United Airlines é mais econômico que modelos anteriores (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O combustível é o principal custo de uma companhia aérea, variando entre 30% e 40% das despesas totais das empresas. Para reduzir o gastos, as empresas adotam as mais diversas estratégias. Uma das alternativas mais viáveis é reduzir o peso do avião. É que quanto mais leve, menos combustível o avião consome. Uma redução aparentemente insignificante pode gerar uma economia considerável.

A companhia aérea norte-americana United Airlines, por exemplo, afirmou que vai economizar cerca de US$ 3,2 milhões (R$ 10,3 milhões) em combustível por ano apenas com a redução do peso de alguns produtos que costumava levar a bordo de seus aviões. Entre as medidas, está o uso de folhas mais finas nas revistas de bordo, redução de refrigerantes e vinhos oferecidos e fim das vendas de perfumes e joias.

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Juntas, as mudanças vão resultar em aproximadamente 30 mil toneladas a menos de dióxido de carbono lançados no ar a cada ano. Esse montante é equivalente a 6.400 carros a menos em circulação”, afirma a empresa.

Revista de bordo mais leve

A United espera economizar 463 mil litros de combustível por ano, o equivalente a US$ 290 mil (R$ 931 mil) anuais, somente com a redução de 28,5 gramas no peso total da sua revista de bordo “Hemispheres”. A revista vai manter o mesmo número de páginas, mas a United passou a adotar um tipo de papel mais leve. A publicação está presente nas poltronas dos aviões da empresa.

A United Airlines tem mais de 740 aviões em sua frota. As aeronaves podem levar a partir de 37 passageiros, como o Embraer 145 e o Bombardier Q300, até 366 passageiros, caso do Boeing 777-300ER. Por dia, a empresa realiza mais de 4.500 voos. São 1,6 milhão de voos por ano.

No caso do maior avião da companhia, a redução do peso da revista de bordo representa 10 kg a menos dentro do avião. O principal modelo usado pela empresa é o Boeing 737. São cerca de 330 aviões do modelo, com capacidade para até 179 passageiros. Com a mudança no tipo de papel usado na revista de bordo, os aviões ficaram 5 kg mais leve.

“Além disso, a United também realizou um projeto de redução de peso similar em seu guia de serviços disponível no encosto das poltronas”, afirma a empresa.

Redução do estoque de produtos do serviço de bordo gerou economia de R$ 2,2 milhões (Divulgação)

O fim da venda de produtos e redução no serviço de bordo

O maior impacto na redução do peso dos aviões, no entanto, veio com o fim da venda de produtos duty-free durante os voos, como perfumes, relógios e bebidas.

A companhia não informou o peso total desses produtos, mas estima que tirá-los de dentro do avião reduziu o consumo anual de combustível em 5,3 milhões de litros, o equivalente a US$ 2,3 milhões (R$ 7,3 milhões) em economia.

A United afirmou que também realizou algumas mudanças em seu estoque de produtos usado no serviço de bordo dos voos. Entre as iniciativas, está a redução de refrigerantes e sucos em voos para China e Japão e a redução da quantidade de vinhos no serviço de degustação. “Esses e outros ajustes resultaram em uma economia de mais de US$ 673 mil (R$ 2,1 milhões)”, diz a empresa.

Instalação de winglets na ponta das asas ajuda a economizar combustível (Divulgação)

Mudanças nos aviões

A companhia aérea também tem feito mudança na sua frota de aviões como forma de reduzir os gastos com combustível. Em outubro do ano passado, a empresa fez seu último voo regular com o avião Boeing 747, conhecido como jumbo. O modelo é considerado grande, com capacidade para mais de 400 passageiros, e tem alto consumo de combustível.

Para as rotas de longo curso, a empresa tem utilizado os modelos Boeing 777 e o novo Boeing 787, mais moderno, eficiente e com menos consumo de combustível. Em junho do ano passado, a empresa também encomendou 100 aviões do modelo Boeing 737 MAX 10, que deverão ser entregues a partir de 2020.

“Em outra iniciativa, a companhia aérea iniciou a instalação de winglets Split Scimitar em 41 dos Boeings 757-200. Esse equipamento, além de melhorar a aerodinâmica das asas – local onde é instalado – ajuda na economia de combustível; em média 113 litros por voo”, afirma a empresa.

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Grande e gastão, avião conhecido como jumbo entra em fase de aposentadoria
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Último voo regular do Boeing 747 da United será neste domingo (foto: Divulgação)

A companhia aérea norte-americana United Airlines faz neste domingo (29) seu último voo regular com o avião Boeing 747, conhecido como jumbo. O modelo é considerado grande, com capacidade para mais de 400 passageiros, e tem alto consumo de combustível.

A partir de segunda-feira (30), a rota entre Seul, na Coreia do Sul, e San Francisco, nos Estados Unidos, será operada pelo Boeing 787-9 Dreamliner. Em 47 anos de operação com o Boeing 747, a United já teve 68 aviões do modelo.

Apesar do último voo regular, o 747 da United terá sua aposentadoria definitiva apenas no dia 7 de novembro, quando está programado um voo comemorativo entre San Francisco e Honolulu, no Havaí. A rota é a mesma do primeiro voo feito pelo Boeing 747 com as marcas da United Airlines em julho de 1970.

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A aposentadoria do Boeing 747 tem sido uma tendência em diversas companhias aéreas ao redor do mundo. A norte-americana Delta já encerrou as atividades com o modelo em seus voos internacionais e planeja a aposentadoria definitiva do jumbo até o final deste ano.

Com isso, nenhuma outra companhia aérea norte-americana de transporte regular de passageiros terá o Boeing 747 em sua frota.

O avião, no entanto, continuará sendo usado por empresas de fretamento, de transporte de carga e pelo presidente Donald Trump. O Air Force One, o avião presidencial dos Estados Unidos, é um Boeing 747.

Produção do Boeing 747 está em declínio

Além das companhias aéreas norte-americanas, o jumbo também tem sido aposentado por diversas outras empresas em todo o mundo.

No início do mês, a Garuda Indonesia fez o último voo com o avião. A Eva Air, de Taiwan, já havia aposentado o Boeing 747 em agosto. As empresas Air France e Cathay Pacific deixaram de voar o modelo no ano passado.

Nos próximos anos, essa lista deve só aumentar. Com baixa procura por novos aviões do modelo, a Boeing tem uma lista de pedidos de apenas 17 aviões para serem produzidos, sendo 14 na versão cargueira (747-8F) e apenas três de passageiros (747-8).

A produção, no entanto, segue em ritmo mais lento. Em 2016, foram apenas nove aviões –metade em relação ao ano anterior. Nesse ano, a Boeing produziu oito 747. Caso não receba novas encomendas, o 747 pode deixar de ser fabricado em definitivo em dois ou três anos.

Desde que o projeto do Boeing 747 foi anunciado em 1966, a fabricante norte-americana recebeu 1.553 pedidos de aviões do modelo. Nesse período, foram produzidos 1.536 Boeings 747.

Delta vai substituir o Boeing 747 pelo Airbus A350 (foto: Divulgação)

Troca por aviões mais econômicos

O declínio de popularidade do Boeing 747 entre as companhias aéreas é um reflexo do lançamento de aviões mais eficientes nos últimos anos. Quando foi lançado em 1970, o jumbo tinha a maior capacidade de transporte de passageiros, com mais de 400 assentos, marca que só foi superada com o lançamento do Airbus A380 há dez anos, com capacidade média de 497 passageiros.

No entanto, são aviões menores que têm roubado espaço do 747 no mercado, como os Boeings 777 e 787 e o Airbus A350.

Com seus quatro motores, o jumbo apresenta um consumo de combustível bem mais elevado que os novos aviões equipados com apenas dois motores. Estima-se que o 747 gaste 20% a mais de combustível por passageiro que o 777, por exemplo.

Além disso, a diferença na capacidade total de passageiros também foi reduzida. Configurado para três classes de cabine (primeira, executiva e econômica), o 747 pode transportar até 410 passageiros. O 777-300ER com duas classes (executiva e econômica) leva até 396 passageiros.

O Boeing 787 e o Airbus A350 são um pouco menores, mas utilizam tecnologias mais modernas, o que permite economizar ainda mais combustível. O modelo da fabricante europeia foi a opção da norte-americana Delta para substituir o 747 em suas rotas internacionais.

Alemã Lufthansa voa com o Boeing 747 entre Frankfurt e São Paulo (foto: Divulgação)

Boeing 747 tem voos diários para o Brasil

O jumbo já teve presença marcante no Brasil. A extinta Varig, que completaria 90 anos em 2017, chegou a ter cinco aviões do modelo em sua frota para os voos internacionais.

Há quatro anos, o 747 ainda podia ser visto no país com as cores de companhias áreas estrangeiras como Air France, Aerolineas Argentinas, British Airways e Lufthansa. Hoje, no entanto, apenas a alemã Lufthansa ainda voa com o jumbo para o Brasil, nas rotas entre Frankfurt e São Paulo e Frankfurt e Rio de Janeiro.

Voo comemorativo de despedida

O voo de despedida do 747 da United no dia 7 de novembro será uma volta ao passado. Segundo a empresa, a ideia é exatamente recriar o primeiro voo do 747. Do uniforme dos comissários aos filmes do sistema de entretenimento a bordo, tudo será inspirado no início da década de 1970.

As passagens para o voo comemorativo foram vendidas em poucas horas quando a viagem especial foi anunciada no dia 18 de setembro. A United programa diversos eventos desde o check-in dos passageiros em San Francisco até o desembarque em Honolulu.

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Homem é expulso à força de avião por excesso de passageiros a bordo
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Incidente aconteceu após overbooking em voo da United Airlines (Foto: Mel Evans/AP)

Um homem foi retirado à força de um avião da United Airlines no último domingo após a companhia aérea permitir o embarque de um número maior de passageiros do que a capacidade do avião. O incidente foi divulgado nas redes sociais de diversos passageiros que estavam a bordo e confirmado pela própria companhia aérea. O caso aconteceu no aeroporto de Chicago O’Hare, em um voo com destino a Louisville, no Estado do Kentucky, ambos nos Estados Unidos.

O homem, que não foi identificado, já estava sentado em seu assento quando o excesso de passageiros foi constatado. Os comissários de bordo solicitaram alguns voluntários para deixar o avião e embarcar em um próximo voo, relatou um dos passageiros.

No entanto, ninguém se candidatou e os funcionários da empresa decidiram escolher aleatoriamente quem teria de sair do avião e viajar em um próximo voo. O homem escolhido se recusou a deixar o avião. Ele teria dito ser médico e ter consultas agendadas no dia seguinte, segundo o site BuzzFeed dos Estados Unidos.

Com a recusa, os funcionários da United Airlines solicitaram a presença de policiais a bordo para retirar o homem à força do avião. Em diversos vídeos publicados nas redes sociais, é possível ver o momento no qual o homem é arrancado do seu assento com bastante violência e arrastado pelo corredor central do avião. Durante a ação, o homem ficou machucado e saiu com a boca sangrando.

Ainda segundo o BuzzFeed, alguns passageiros chegaram a relatar que quatro passageiros deveriam sair do avião para que a United Airlines pudesse embarcar quatro funcionários da própria companhia aérea. Nesta segunda-feira, o CEO da United Airlines, Oscar Munoz, se pronunciou sobre o assunto em uma curta nota oficial.

“Esse é um evento triste para todos nós da United. Me desculpo por ter de reacomodar esses passageiros. Nossa equipe está mexendo com senso de urgência para trabalhar com as autoridades e fazer uma revisão detalhada do que aconteceu. Também estamos procurando esse passageiro para conversar diretamente com ele para resolver essa situação”, afirmou Munoz.

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Aéreas voltam atrás e terão refeição grátis na classe econômica –nos EUA
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American Airlines oferecerá lanches de graça em duas rotas nos EUA a partir de maio. Foto: divulgação

As companhias aéreas nos Estados Unidos estão querendo atrair passageiros pelo estômago. Para tentar superar a concorrência – ou pelo menos brigar em condições semelhantes –, algumas empresas estão retomando a prática de oferecer lanches de graça a bordo.

A American Airlines anunciou esta semana que o serviço de comida grátis para a classe econômica será retomado a partir de maio. A decisão ocorre depois de a Delta Air Lines ter voltado a servir lanches de graça a bordo este mês.

A United Airlines é a única grande aérea norte-americana que continua cobrando pela comida.

“Oferecer refeições de cortesia na classe econômica é outro passo que estamos tomando para melhorar nosso serviço neste mercado competitivo”, disse o vice-presidente de marketing global da American Airlines, Fernand Fernandez.

A cortesia, no entanto, será oferecida somente nos voos entre Los Angeles e Nova York, e entre San Francisco e Nova York.

A Delta também liberou a alimentação gratuita apenas em algumas rotas de longa distância nos Estados Unidos.

Entre as opções que estarão disponíveis a partir de maio para quem viajar pela American Airlines, dependendo da duração do voo, estão sanduíches ou wraps, batata frita, fruta e queijo. Atualmente, a aérea serve sem cobrar, em alguns voos, petiscos como mini pretzels e bebidas não alcoólicas. Lanches maiores, refeições e bebidas alcoólicas podem ser comprados.

No Brasil

No final de 2016, a Latam anunciou que implantaria este ano um novo sistema de venda de passagens em voos domésticos prevendo a cobrança da alimentação a bordo. Até mesmo a água poderia ser cobrada, afirmou a empresa à época.

Nos voos nacionais, as aéreas geralmente servem salgadinhos e pequenos lanches, além de bebidas, sem custo adicional para os passageiros. Em alguns casos, como o da Gol, é possível encontrar opções mais variadas no menu – pagando por isso.

A grande discussão no Brasil neste momento gira em torno da cobrança por malas despachadas. As aéreas até já definiram quanto e como vão cobrar pelo serviço, mas uma liminar da justiça suspendeu a cobrança que estaria liberada a partir desta terça (14). O governo federal tenta derrubar a decisão.

Cobrança de extras

Nos Estados Unidos, apesar de usar a comida grátis como um atrativo para fidelizar o cliente, as aéreas cobram por vários outros itens, como bagagem despachada e até a bagagem de mão.

A mesma American Airlines adotou recentemente a chamada tarifa econômica “básica”, que não permite ao passageiro nem mesmo colocar uma mochila no compartimento acima das poltronas.

A United também disse que vai adotar a nova classe tarifária, e já aponta em sua página na internet as dimensões máximas permitidas para a bagagem de mão – a ser colocada embaixo do assento da frente.

A Delta já tem uma classe econômica “básica” desde 2015, que não tem tantas restrições em relação a malas, mas que limita a escolha de assentos.

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Carregador de mala fica preso no porão de avião Embraer e voa por 1 hora
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United Airlines anunciou a compra de 24 aviões do modelo Embraer 175 (Foto: Divulgação)

Foto: Divulgação

Um carregador de bagagens ficou preso no porão de cargas de um avião durante mais de uma hora, período de duração de um voo entre Charlotte, na Carolina do Norte, e a capital americana Washington.

O homem foi encontrado sem ferimentos dentro do modelo Embraer 175. A companhia aérea United Airlines afirmou estar investigando o que aconteceu. O voo foi operado por uma parceira regional da United Express, a Mesa Airlines.

De acordo com a United Airlines, o local onde o homem foi encontrado estava pressurizado e com a temperatura controlada.

O jornal The Washington Post identificou o funcionário como Reginald Gaskin, de 45 anos. Segundo o jornal, ele não quis explicar o que aconteceu. Disse que foi orientado por um advogado a não falar sobre o assunto.

O homem trabalha para uma firma que presta serviços para a United.

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Tarifa mais barata não permite bagagem de mão nem marcar assento no avião
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Nova tarifa terá diversas restrições aos passageiros (Foto: Divulgação)

Nova tarifa da United Airlines terá diversas restrições aos passageiros (Foto: Divulgação)

A companhia aérea norte-americana United Airlines anunciou nesta semana a criação de uma nova classe de tarifas: a econômica básica. A promessa é praticar preços mais competitivos, mas com diversas restrições para os passageiros. A empresa não informou, no entanto, o percentual esperado para a redução do preço das passagens com a nova estratégia. 

Entre as principais características da nova tarifa, o passageiro só terá direito a levar uma pequena bolsa ou mochila que caiba embaixo da poltrona. Para utilizar o bagageiro acima dos assentos, só comprando a passagem econômica tradicional.

Os passageiros da econômica básica serão os últimos a embarcar no avião, não receberão milhas no programa de fidelidade da companhia e os assentos serão marcados, aleatoriamente, no momento do check-in. Além disso, passageiros que viajarem acompanhados não terão garantia de que sentarão juntos.

Segundo a United Airlines, a nova classe tarifária estará disponível somente em alguns mercados selecionados pela empresa. A lista ainda não foi divulgada. Em virtude das leis brasileiras, os voos para o país provavelmente não deverão contar com a opção da tarifa mais barata.

Apesar das restrições, a companhia afirmou que durante o voo mesmo os passageiros da econômica básica terão direito ao serviço de bordo, acesso ao sistema de entretenimento e ao wi-fi.

“Os clientes nos disseram que gostariam de ter mais opções de escolha e é exatamente isso o que a econômica básica entrega”, afirmou, em comunicado, a vice-presidente-executiva, Julia Haywood.

Além da econômica básica, a United continuará a oferecer as tarifas econômica, econômica plus e primeira classe nos voos dentro dos Estados Unidos.

United Airlines anunciou a compra de 24 aviões do modelo Embraer 175 (Foto: Divulgação)

United Airlines anunciou a compra de 24 aviões do modelo Embraer 175 (Foto: Divulgação)

Aumento na rentabilidade

A criação da nova classe tarifária é uma das estratégias da companhia para aumentar a sua rentabilidade. As iniciativas incluem melhorias na conectividade da rede, gestão de receitas e ampliação da segmentação dos produtos. “Juntamente com a manutenção de controle de custos, esta estratégia prevê ganhos de US$ 4,8 bilhões (cerca de R$ 16,3 bilhões) até 2020”, diz a empresa em comunicado ao mercado financeiro.

A companhia também anunciou nesta semana uma readequação do seu pedido de novos aviões. A compra de 65 Boeing 737-700 foi alterada para quatro Boeing 737-800 que deverão ser entregues em 2017 e outros 61 aviões foram convertidos para o modelo 737 MAX, ainda sem data prevista de entrega.

A United também anunciou a compra de 24 aviões Embraer 175, que inicialmente seriam adquiridos por meio de leasing. Os aviões da fabricante brasileira deverão voar com as cores da United Express, a subsidiária regional da companhia.

Latam também anunciou mudanças

A Latam também anunciou recentemente que a partir do próximo ano vai implementar um novo sistema de venda de passagens para voos domésticos. A ideia é que o passageiros tenha uma tarifa básica e adicione serviços conforme a sua necessidade.

No modelo da Latam, a alimentação a bordo passará a ser cobrada separadamente, mas a legislação brasileira impede a cobrança para o despacho de bagagem. A empresa afirmou que espera uma redução de até 20% no valor das tarifas.

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EUA: Passageiro com deficiência é obrigado a se arrastar para fora de avião
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Avião da United Airlines (Foto: Mel Evans/AP)

Avião da United Airlines (Foto: Mel Evans/AP)

Um passageiro deficiente físico foi obrigado a se arrastar para fora de um avião sem ajuda dos tripulantes a bordo. A United Airlines pediu desculpas a D’arcee Neal pelo incidente.

Ao final de um voo de cinco horas de São Francisco a Washington, na última semana, Neal teve de esperar quase meia hora por uma cadeira de rodas. Em vão.

Ele informou à tripulação que precisava ir ao banheiro, e que sua condição o impossibilitava de usar o lavatório do avião. A única resposta que ouviu foram mais orientações para que esperasse.

Quando não pôde mais esperar, ele decidiu deixar o assento e se arrastar pelo corredor até sair do avião, sem que nenhum atendente o ajudasse. “Eu esperava que eles iam me auxiliar, mas eles só ficaram olhando”, disse Neal à rede CNN.

O passageiro – que trabalha com políticas de acessibilidade – não fez nenhuma reclamação formal. No entanto, uma comissária relatou à companhia aérea o ocorrido, e a United entrou em contato com Neal para pedir desculpas, dizer que o gerente de plantão havia sido suspenso e oferecer uma compensação no valor de US$ 300.

O homem disse ter ficado surpreso com a iniciativa da aérea, uma vez que situações parecidas já aconteceram outras vezes, com diferentes empresas, sem que ninguém tivesse entrado em contato para pedir desculpas.

Citada pela rede NBC, a organização americana Rede Nacional de Direitos dos Deficientes informou que, no ano passado, mais de 27.500 reclamações foram registradas contra várias companhias aéreas.

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Aérea dos EUA coloca assentos mais espaçosos na primeira classe
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Todos a Bordo

Novos assentos na primeira classe da United (Divulgação)

Novos assentos na primeira classe da United (Divulgação)

A United Airlines está trocando os assentos de mais de 200 aviões por um novo modelo desenvolvido levando-se em consideração opiniões de clientes que foram convidados para testar os protótipos.

As novas poltronas da primeira classe são mais largas – com 53 centímetros de largura, enquanto os assentos das classes econômica e econômica plus têm, em média, 45 centímetros. São revestidas com capas de couro, têm mesa de granito para apoiar bebidas, mesinhas de apoio com suporte para tablets e tomadas de energia para recarga de bateria. O apoio para a cabeça é ajustável.

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Os assentos mais espaçosos estarão disponíveis a partir da próxima semana em um dos Airbus A319 da companhia. Ao longo de 2016, a aérea promete reformar as poltronas de mais aviões A319, dos A320 e de alguns Boeings 737 e 757.

Os aviões reformados não operam no Brasil. As rotas que passam por São Paulo e Rio de Janeiro são operadas por modelos 767s, 777s e 787s.

Mesinha de granito na primeira classe da United (Divulgação)

Mesinha de granito na primeira classe da United (Divulgação)

Apoio para tablet na primeira classe da United (Divulgação)

Apoio para tablet na primeira classe da United (Divulgação)