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Quer economizar na passagem aérea? Aprenda a usar programas de fidelidade
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Foto: Getty Images

Por Vinícius Casagrande

Os programas de fidelidade das companhias aéreas podem ajudar a viajar sem gastar muito, e não é preciso ser um viajante frequente para acumular pontos e milhas. As aéreas têm parcerias com diversas lojas e cartões de crédito. Quando você faz alguma compra, ganha pontos nos programas parceiros, que podem ser usados para comprar passagem.

Esses programas ainda são pouco usados no Brasil: apenas 10% dos brasileiros usam algum programa de fidelização, seja de empresas aéreas ou de outros setores, segundo a Abemf (Associação Brasileira de Empresas do Mercado de Fidelização).

Entenda como esses programas programas funcionam e como usá-los para economizar com passagens.

Latam faz parte da aliança global One World (Foto: Divulgação)

1. Os principais programas de fidelidade

As quatro principais companhias do país têm seus próprios programas de fidelidade:

Em todos, os passageiros precisam fazer um cadastro com seus dados pessoais e ganham um número. Basta informar esse número no momento da compra ou do check-in para acumular pontos.

Se o cadastro no programa for feito depois do voo, o passageiro não receberá os pontos e milhas referentes às viagens anteriores. Se já é cadastrado e esqueceu de informar seu número do programa de fidelidade na hora da compra ou do check-in, pode pedir o crédito dos pontos pelos canais de atendimento das empresas.

As companhias também têm parcerias com cartões de créditos e programas de fidelidade de outras empresas brasileiras, como lojas, postos de gasolina, sites de reservas de hotéis e companhias aéreas internacionais, como Walmart, Lojas Renner, Fast Shop, postos Ipiranga e Petrobrás, entre outros.

Algumas aéreas têm cartões de créditos específicos, que levam a marca da companhia, para o acúmulo de pontos e milhas.

Para conseguir acumular milhas mais rapidamente, o ideal é concentrar-se em uma mesma companhia aérea e fazer compras sempre com o cartão de crédito que gera novos pontos.

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2. As alianças de companhias aéreas

Existem três grandes alianças mundiais de companhias aéreas: Star Alliance, One World e Sky Team. A Latam é integrante da One World, com um total de 13 companhias aéreas. A Avianca faz parte da Star Alliance, que tem, no total, 28 empresas.

Quando um passageiro voa em uma das empresas membro da aliança, pode acumular os pontos em qualquer outra companhia que faz parte do grupo. Assim, mesmo que faça um voo pela Japan Airlines, da One World, acumula pontos no Latam Fidelidade. Ao voar pela Air New Zealand, da Star Alliance, os pontos podem ser acumulados no programa Amigo, da Avianca.

Mesmo Gol e Azul, que não fazem parte de uma aliança global, também contam com parcerias individuais. A Gol, por exemplo, tem parceria com 12 companhias aéreas, como Delta, Air France, KLM, Etihad e AirCanada. O Tudo Azul tem como principais parceiros a portuguesa TAP e a norte-americana United Airlines. Essas parcerias funcionam da mesma forma que as alianças. Ao voar da Delta, o passageiro acumula pontos no Smiles, enquanto ao voar pela United Airlines pode somar pontos no Tudo Azul.

Avianca é integrante da maior aliança do mundo, a Star Alliance (foto: Divulgação)

3. Quantas milhas são acumuladas por voo?

Antigamente, as companhias aéreas adotavam uma tabela fixa para o acúmulo de milhas e pontos, de acordo com os locais de origem e destino da viagem. Nos últimos anos, as empresas passaram a adotar um novo sistema que varia de acordo com o valor pago na passagem.

Outra variável é a categoria do cliente dentro do programa de fidelidade. Conforme viaja, o passageiro sobe de categoria e passa a ter direito a mais benefícios. Com isso, também acumula mais pontos a cada viagem. Cada companhia tem uma tabela própria:

Latam: um passageiro da categoria de entrada recebe 2,5 pontos para cada real gasto (excluindo a taxa de embarque) em voos nacionais. Assim, uma passagem que custou R$ 200 dá o direito a 500 pontos. Na categoria Black Signature, o valor da passagem é multiplicado por oito. Consulte aqui a tabela completa.

Azul: O programa Tudo Azul adota formula semelhante, variando entre dois pontos por cada real gasto na passagem na categoria de entrada a até 3,5 pontos por real na categoria principal(principal ou na mais alta?). Veja a tabela completa do Tudo Azul.

Gol: No Smiles, o cálculo de milhas acumuladas também é de acordo com o valor pago no bilhete. As tarifas promocionais e dos feirões têm a proporção de uma milha para cada real gasto. Na tarifa programada, a relação é de dois para um e, na flexível, de três para um.

Avianca: é a única que segue com uma tabela fixa para o acúmulo de pontos em seu programa de fidelidade. Os pontos variam de acordo com a categoria do passageiro dentro do programa e o tipo de tarifa comprada. Nos voos nacionais, a premiação pode variar entre 500 e 3.000 pontos. Veja a tabela completa de pontuação.

4. Transferência de cartão de crédito e outros programas

As companhias aéreas são parceiras de outros programas de fidelidade. Os mais comuns são os de cartões de crédito. Os bancos calculam os pontos dos clientes de acordo com os valores gastos. Cartões com mais benefícios, e geralmente com anuidade mais altas, permitem acumular pontos mais rapidamente.

Nas lojas parceiras, quando o cliente faz uma compra, pode acumular pontos no programa de fidelidade da companhia aérea. Antes do pagamento da compra, o cliente precisa informar o número do programa de fidelidade para que os pontos sejam transferidos para a empresa aérea. As lojas parceiras podem ser consultadas no site de cada programa.

Depois de transferir os pontos das lojas parceiras ou dos cartões de crédito, o cliente pode usar esses pontos para emitir uma passagem aérea.

Cuidado com ‘pegadinhas’!

É comum que tanto os cartões de crédito como as lojas parceiras ofereçam promoções de bônus de pontos e milhas para a transferência para as aéreas. No entanto, antes de sair correndo para aproveitar a promoção é sempre importante ler com atenção as regras.

Na maioria dos casos, o cliente só recebe os pontos bônus caso se cadastre naquela promoção específica. No comércio eletrônico, as empresas também costumam criar um site específico para ativar as promoções de milhas. Quem não segue essas regras recebe apenas os pontos normais. Essa burocracia extra é uma forma de todas as empresas envolvidas avaliarem o retorno da campanha que foi realizada.

Além disso, também pode haver outros tipos de restrições. Alguns cartões de crédito exigem uma quantidade mínima de pontos para a transferência aos programas de fidelidade das companhias. Os valores dependem de cada banco e do tipo de cartão de crédito. Outros programas parceiros também podem cobrar taxas para a transferência. O KM de Vantagens, dos pontos Ipiranga, por exemplo, cobra R$ 31 para transferir 500 km, que viram 1.000 pontos no programa de fidelidade da Latam.

Milhas do programa Smiles podem ser usadas em diversas companhias internacionais (foto: Divulgação)

5. Quantas milhas são necessárias para emitir uma passagem?

As regras para o resgate de passagens aéreas também não seguem uma tabela fixa de acordo com a origem e o destino da viagem. As companhias passaram a permitir que todas os assentos do avião possam ser comprados com o uso de pontos e milhas, mas os valores mudam de acordo com a procura, data do voo e antecedência da compra. Quanto mais cara a passagem estiver, mais pontos ou milhas serão necessários.

“A precificação das passagens aéreas em pontos acompanha o sistema de precificação dinâmica das compras com dinheiro. A quantidade de pontos necessários para resgatar as passagens varia de acordo com a antecedência da sua reserva, o período da viagem, do destino, da rota, os horários dos voos e a disponibilidade de assentos”, afirma a Latam.

Nesse caso, a regra é a mesma utilizada para quem compra com dinheiro: quanto antes o passageiro se programar, menos pontos ou milhas serão necessários para a emissão do bilhete.

No sistema anterior com a tabela fixa de pontos, era mais fácil adquirir passagens dos programas de fidelidade para épocas concorridas do ano, como ano novo e carnaval. Agora, essas passagens estão mais caras nesse sistema. Por outro lado, quem viaja fora da alta temporada e consegue se programar com antecedência pode aproveitar diversas promoções.

Mesmo quando o passageiro ainda não acumulou pontos suficientes para trocar para uma passagem, é possível emitir uma passagem de forma mista. Dessa forma, parte do pagamento é feita com pontos e milhas e o restante em dinheiro.

Exemplo: Um voo da Gol de São Paulo a Salvador (BA) no dia 13 de março, com saída às 6h25, por exemplo, custa R$ 374. O mesmo voo pode ser reservado com 11.700 milhas do programa Smiles. Se o passageiro tiver apenas 5.900 milhas disponíveis, pode completar o pagamento em dinheiro. Nesse caso, utilizaria as 5.900 milhas e pagaria mais de R$ 174.

6. Onde posso comprar uma passagem aérea com pontos ou milhas?

A emissão das passagens com milhas para voos nacionais e internacionais pode ser feita diretamente no site dos programas de fidelidade das companhias aéreas, utilizando os dados de login e senha criados durante o cadastro.

O sistema on-line permite que alguns voos de empresas parceiras ou que façam parte da mesma aliança de companhias aéreas também possam ser reservados diretamente pela internet.

No entanto, caso algum voo não esteja disponível para reserva pela internet, será necessário consultar em alguma loja da empresa aérea ou pelo atendimento telefônico se aquele voo específico pode ser reservado com pontos ou milhas. Nas companhias aéreas parceiras, a quantidade de pontos ou milhas necessários para emitir uma passagem também pode variar, já que a precificação é determinada pela empresa que efetivamente realiza o voo.

O programa Tudo Azul tem como principais parceiras aéreas a TAP e a United (foto: Divulgação)

7. Quando é melhor comprar a passagem com dinheiro ou utilizar as milhas?

Apesar de as companhias aéreas afirmarem que o preço das passagens em pontos ou milhas varia de acordo com a disponibilidade dos assentos no voo, exatamente como acontece com os preços em dinheiro, não existe uma relação direta entre os valores do bilhete. Assim, uma passagem de R$ 200 e outra de R$ 300, por exemplo, podem ter o mesmo valor em pontos ou milhas. Esse cálculo é o grande segredo das companhias aéreas.

O ideal é sempre comparar os preços em real e em pontos e milhas para analisar qual é a mais vantajoso para aquele momento. Além do valor, é preciso ficar atento também ao prazo de validade dos pontos e milhas. Geralmente, eles devem ser utilizado no período máximo de dois a três anos, dependendo da companhia aérea. Quando esse prazo expira, eles perdem a validade.

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Despacho de bagagem poderá ser pago com milhas na Gol
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Companhia não informou os valores cobrados (foto: Divulgação)

Os passageiros que emitirem passagens da Gol pelo programa de fidelidade da companhia, o Smiles, poderão usar as milhas para pagar também pelo serviço de despacho de bagagem. Até então, a única opção era o pagamento desse serviço em dinheiro ou cartão de crédito. A opção valerá apenas para compras antecipadas do serviço.

A companhia não informou a quantidade de milhas necessárias, nem se terá um valor fixo ou se o preço irá variar conforme o voo escolhido.

Em uma simulação feita pela reportagem no site da Smiles, o sistema mostrou apenas a quantidade de milhas para a emissão da passagem e para o pagamento da taxa de embarque. Segundo a empresa, o pagamento para o despacho de bagagem é feito após a emissão do bilhete.

A nova opção, no entanto, não é válida para os clientes que compram passagem diretamente no site da Gol. Nesse caso, o valor para despachar bagagem nos voos nacionais é de R$ 30 para compras antecipadas e R$ 60 no momento do check-in. Nas viagens internacionais, os valores são de US$ 10 para compras com antecedência e US$ 20 no aeroporto.

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Para fazer a compra do serviço de despacho de bagagem com milhas Smiles, o pagamento deve ser feito de forma antecipada apenas pelo site do programa e, em breve, pelo aplicativo da Smiles. No momento do check-in no aeroporto, a única opção será pagamento em dinheiro ou cartão de crédito.

Segundo a empresa, os passageiros que já emitiram um bilhete pela Smiles e ainda não adquiriram o serviço de despacho de bagagem também terão a opção de fazer o pagamento do serviço com milhas do programa de fidelidade.

Os bilhetes emitidos com milhas Smiles para a classe econômica não tem o serviço de bagagem despachada incluído. A única exceção são as passagens para a classe Gol Premium (disponível somente nos voos internacionais da companhia), que incluem duas malas de até 23 kg por passageiro.

Os clientes das categorias Prata, Ouro e Diamante que emitirem bilhetes nacionais e internacionais com milhas da Smiles também têm direito a franquias de bagagem gratuitas, desde que coloquem o número de fidelização no ato da compra. Os clientes Prata podem levar uma mala de 23 kg, os da categoria Ouro até duas malas de 23 kg e os da categoria Diamante até três malas de 23 kg.

Cobrança começou em 20 de junho

A Gol começou a cobrar pela bagagem despachada em voos nacionais e internacionais no dia 20 de junho. A nova taxa é cobrada dos clientes que compram passagens com a tarifa mais baixa praticada pela companhia aérea, chamada de “Light”. Passagens mais caras, nas tarifas “Programada” e “Flexível”, dão direito ao transporte de uma mala de até 23 kg.

A cobrança da bagagem foi permitida em dezembro do ano passado em uma nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e deveria entrar em vigor em 14 de março. Uma liminar da Justiça Federal chegou a barrar a entrada em vigor das novas regras. A decisão, no entanto, foi suspensa no final de abril e as companhias aéreas passaram a ter o direito de cobrar pela bagagem despachada.

A Azul iniciou a cobrança de bagagem em voos nacionais no dia 1º de junho. A empresa criou uma nova classe tarifária, chamada de Azul, na qual os passageiros não terão direito ao transporte de bagagem, somente à mala de mão de até 10 kg. Caso decidam levar uma mala de até 23 kg no porão do avião, o valor adicional cobrado também será de R$ 30.

A Latam começou a cobrar pelo despacho de bagagem no dia 24 de junho. A cobrança de bagagem é feita nas tarifas Promo e Light, as mais baratas da empresa. Ao adquirir o despacho no momento da compra da passagem, o valor cobrado é de R$ 30. Se adquirir o serviço após efetivar a compra, o valor sobe para R$ 50 e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in.

A Avianca foi a última companhia aérea brasileira a iniciar a cobrança de bagagem. A nova taxa começou a vigorar no dia 25 de setembro para passagens compradas na tarifa Promo. Para o pagamento pela internet até seis horas antes do voo, o valor é de R$ 30. Se deixar para fazer o pagamento no balcão do check-in, o preço sobe para R$ 60.

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Começam a valer as novas regras para acumular milhas Smiles e Multiplus
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TAM A320

A virada do ano marca também o início de novas regras nos programas Smiles, da Gol, e Multiplus, da Latam. Todas as mudanças da Gol entram em vigor no dia 3 de janeiro. As da Latam serão divididas em duas etapas: primeiro, entram algumas em 1º de janeiro e depois outras ao longo do primeiro semestre.

As duas empresas afirmam que as novas regras têm como objetivo deixar mais claro o total de milhas acumuladas em cada viagem, além dos pontos necessários para mudança de categoria do usuário.

Na prática, no entanto, os passageiros terão de fazer várias contas para saber exatamente quantos pontos serão acumulados em determinada viagem. A vantagem é que todos os tipos de tarifa passam a somar pontos, inclusive as promocionais que normalmente não tinham esse benefício.

Foto: Divulgação

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Smiles

A partir de agora, todos os tipos de tarifa da Gol passam a ter direito ao acúmulo de milhas no programa Smiles, inclusive as adquiridas em feirões de passagens.

O cálculo de milhas para a troca de passagens permanece de acordo com o valor pago no bilhete. As tarifas promocionais e dos feirões terão a proporção de uma milha para cada real gasto. Na tarifa programada, permanece a relação de dois para um e, na flexível, de três para um.

A principal mudança promovida pelo Smiles, no entanto, está no cálculo para a promoção de categoria. Ao voar com mais frequência, o passageiro é promovido a uma categoria superior, que conta com mais benefícios. As vantagens incluem bônus no acúmulo de milhas, descontos na compra de serviços e acesso às salas VIP.

Para ser promovido, o Smiles calcula um segundo tipo de pontuação. Para isso, o programa considerava somente a distância dos voos. Quem fazia diversas viagens curtas tinha até mais dificuldade de subir de categoria do que o passageiro que fazia apenas uma viagem internacional no ano, por exemplo.

Agora, o programa acrescentou a possibilidade de promoção de categoria também pela quantidade de trechos voados. Caso o voo tenha conexão que exija a troca de avião, são contados dois trechos.

Para subir à categoria Prata (a segunda da escala), agora são necessários 10 mil milhas ou dez trechos voados. A categoria Diamante (a mais alta) exige 30 mil milhas ou 30 trechos voados – antes eram necessárias 35 mil milhas. Vale o que o passageiro atingir primeiro.

(Foto: Divulgação)

Foto: Divulgação

Multiplus

As mudanças no programa de fidelidade da Latam são mais complicadas. A empresa conta com dois tipos de pontuação: pontos Multiplus, que podem ser utilizados para troca de passagens e devem entrar em vigor durante o primeiro semestre de 2017 (ainda sem data definida), e pontos Elite, que servem para subir de categoria dentro do programa e com regras válidas a partir de 1º de janeiro.

Para saber quantos pontos Multiplus um passageiro irá acumular durante a viagem, será preciso saber primeiro de qual categoria ele faz parte. A empresa criou um “índice multiplicador” para cada categoria.

Nos voos domésticos, o multiplicador é de:

  • Categoria Black Signtue: 8
  • Categoria Black: 7
  • Categoria Platinum: 6
  • Categoria Gold: 4
  • Categoria Latam: 2,5

Para os voos internacionais, o multiplicador é de:

  • Categoria Black Signtue: 12
  • Categoria Black: 11
  • Categoria Platinum: 10
  • Categoria Gold: 8
  • Categoria Latam: 5

O valor pago na passagem – sem as taxas de embarque ou serviços adicionais – deverá ser multiplicado por esse índice. No entanto, há ainda mais uma complicação. Se o voo for nacional, deverá ser utilizado o valor em reais. Já se for um voo internacional, o valor utilizado para o cálculo deverá ser em dólar.

Um passageiro da categoria Latam, a mais baixa, que pagar R$ 500 em um voo nacional irá acumular 1.250 pontos Multiplus (R$ 500 x 2,5). Já um passageiro da categoria Black Signature, a mais alta, que pagar o mesmo valor na passagem terá direito a 4.000 pontos Multiplus (R$ 500 x 8).

No caso de voos internacionais, um bilhete comprado pelos mesmos R$ 500 terá de ser convertido para dólar de acordo com a cotação do dia da compra, atualmente o equivalente a US$ 153. Assim um passageiro da categoria Latam irá acumular 765 pontos Multiplus (US$ 153 x 5), enquanto o passageiro da categoria Black Signature terá direito a 1.836 pontos Multiplus (US$ 153 x 12).

Para os passageiros das categorias Black Signature, Black e Platinum, há um valor mínimo de acúmulo de 500 pontos Multiplus. O acúmulo máximo por trecho é de 60.000 pontos Multiplus.

As mudanças de categoria no Latam Fidelidade será feita de acordo com os pontos Elite. Para calcular os pontos de cada viagem, o passageiro deverá multiplicar a distância percorrida em milhas pelo percentual da tarifa escolhida.

Nos voos domésticos, o percentual é de:

  • Tarifa relax: 150%
  • Tarifa top: 150%
  • Tarifa flex: 125%
  • Tarifa básica: 75%
  • Tarifa megapromo: 25%

No caso de voos internacionais, o percentual é de:

  • Tarifa premium business flex: 300%
  • Tarifa premium business access: 200%
  • Tarifa economy: 150%
  • Tarifa control: 150%
  • Tarifa access: 125%
  • Tarifa base: 75%

Em um voo de São Paulo a Miami (4.093 milhas de distância), quem pagar a tarifa base terá direito a 3.070 pontos Elite. Para subir para a categoria Gold, são necessários 10 mil pontos Elite ou dez trechos voados na Latam. Para chegar ao topo da escala, a exigência é de 150 mil pontos Elite ou 125 voos na Latam. Tudo isso é válido para o período de um ano.

Correção: A versão original deste post informava incorretamente que todas as mudanças no programa de fidelidade da Latam passariam a valer em 1º de janeiro. Apenas as regras para os pontos Elite, utilizados para mudança de categoria no programa, começaram nessa data. As mudanças para acúmulo dos pontos Multiplus, utilizados para troca de passagens, ocorrerão ao longo do primeiro semestre (a empresa não informou as datas exatas).

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Como aproveitar melhor as milhas voando em companhias aéreas parceiras
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Foto: Getty Images

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Comecemos com um alerta: não é possível transferir milhas entre programas de fidelidade nem, é claro, pontuar em dois programas diferentes com a mesma passagem. Sendo assim, a opção pelo programa de sua preferência é passo importante na hora de decidir onde acumular milhas para trocar por passagens aéreas.

Vamos a um exemplo: você compra um bilhete da American Airlines, no site da companhia americana, mas quer que os pontos sejam creditados no Multiplus Fidelidade TAM, que integra a mesma aliança Oneworld. Mas se você não deixar isso claro, os pontos não vão parar automaticamente no Fidelidade. É preciso indicar o programa de sua preferência no momento da compra das passagens ou no check-in – seja pela internet, totem ou direto com o funcionário no aeroporto.

Também é possível fazer uma solicitação retroativa de pontos depois da viagem, caso não tenham sido creditados em nenhum programa. Ainda no exemplo acima, se você estiver cadastrado no AAdvantage, da companhia americana, os pontos podem ir parar lá. Em geral, o campo para indicar o programa de fidelidade de sua preferência aparece na mesma página dos dados do passageiro. Mais do que uma informação para fins de identificação, o programa escolhido vai determinar o destino final das milhas correspondentes à categoria do bilhete adquirido.

Obviamente esse processo vale para todas as companhias aéreas que trabalham com empresas parceiras, como é o caso do Smiles. Ao comprar passagem no site de alguma parceira da Gol, é só selecionar o Smiles na hora de incluir os dados do passageiro. Se, ao contrário, você quiser creditar pontos de passagens da Gol em outro programa de milhagem, também é só fazer essa opção no momento da compra ou do check-in.

A Avianca anunciará no final deste mês sua entrada oficial na rede Star Alliance, que também prevê o acúmulo de pontos na empresa de preferência do cliente.

Em resumo: se for informar o programa de fidelidade (nome ou número) já na hora da compra ou do check-in, atenção para não escolher automaticamente o programa da companhia aérea que fará o voo. Se não optar por nenhum programa antes de viajar, atente para os prazos definidos pelas empresas para fazer a solicitação retroativa de milhas. Vale lembrar que algumas categorias de passagens aéreas não são válidas para acúmulo de pontos.

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Os pontos têm validade de 60 meses e garantem upgrade para o Smiles Diamante. (Foto: Divulgação)

A Gol acaba de lançar uma promoção em que vai sortear 100 milhões de milhas do programa Smiles (1 milhão por ganhador) entre passageiros que comprarem passagens para voos que ocorram até o dia 31 de julho. A iniciativa pode levar à ilusão de que os ganhadores poderão voar de graça pelo resto da vida, mas os pontos expiram em cinco anos.

Para participar, é necessário ser cliente Smiles, cadastrar-se no site da promoção e comprar passagens de ida e volta dentro da vigência da promoção, seja para destinos nacionais ou internacionais. Cada compra representa uma nova chance de concorrer em todos os sorteios subsequentes – mas só se pode ganhar uma vez (o sistema exclui o CPF dos vencedores a cada resultado).

Se o localizador englobar mais de um passageiro, todos podem concorrer aos prêmios de 1 milhão em milhas. Os vencedores poderão converter seus pontos em passagens da Gol e de companhias parceiras ou em produtos e serviços disponíveis no Shopping Smiles.

Upgrade de categoria

Os 100 clientes sorteados passam automaticamente a integrar a categoria Smiles Diamante, em que podem contar com benefícios como acesso a salas vip de aeroportos e ao assento Gol + Conforto, sem acréscimo na tarifa.

Nessa categoria, os passageiros também têm direito às vantagens do Programa Elite, que incluem prioridade no check in e no embarque, assentos preferenciais e bagagem adicional. Os ganhadores serão conhecidos em sete sorteios, realizados entre os dias 20 de junho e 1º de agosto. Inscrições e mais informações no site da promoção: www.100milhoesdemilhas.com.br.

Leandro Quintanilha


E-book de Rubens Paiva muda a história
de acordo com o destino do voo
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Crédito: Divulgação

A cidade para onde viajam os protagonistas muda com a geolocalização do leitor. (Foto: Divulgação)

O programa de milhagens Smiles, da Gol, acaba de lançar um livro digital cuja história viaja com o leitor. Por meio de uma tecnologia de geolocalização, o TripBook Smiles, escrito por Marcelo Rubens Paiva, muda parte do enredo de acordo com o lugar em que o leitor está a cada momento, dentre seis cidades retratadas: Rio de Janeiro, Buenos Aires, Nova York, Lisboa, Roma e Paris.

A obra é o motivo de número 239 da campanha 365 Motivos para Sorrir, criada pela agência de publicidade FCB Brasil para celebrar os 20 anos do programa de milhagens. “O TripBook foi desenvolvido como parte da estratégia de divulgação de alcance internacional do Smiles”, explica Bruna Milet, Gerente Executiva de Marketing do programa, que hoje alcança 700 destinos, em 160 países.

A obra itinerante de Paiva é apresentada como a primeira do gênero no País e pode ser baixada gratuitamente por meio do aplicativo TripBook Smiles, disponível no momento apenas para dispositivos com o sistema operacional Android, do Google. De acordo com a agência, o livro também será acessível, em breve, a usuários do sistema iOS, da Apple.

Lua de mel

Na história, o leitor acompanha as aventuras de viagem de Maria Manoela e Theo, um casal de São Paulo na faixa dos 40 anos, que decide esquentar o relacionamento com um retorno à cidade em que passaram a lua de mel, duas décadas atrás.

A história e os protagonistas são os mesmos em qualquer localidade – o que muda é o cenário e as experiências turísticas vividas em lojas, parques, ruas, museus, restaurantes, pontos turísticos e hotéis, além, é claro, dos momentos de interação com cultura local.

O paulistano Marcelo Rubens Paiva, de 56 anos, é jornalista, escritor e dramaturgo. Sua obra mais conhecida é a autobiografia literária Feliz Ano Velho, de 1981, em que conta sobre o acidente que o deixou paraplégico. Em 2009, ganhou o Prêmio Shell pela peça E Aí, Comeu?, rebatizada posteriormente como Da Boca pra Fora.

Os tais “motivos para sorrir” do Smiles começaram a ser veiculados diariamente no dia 1º de setembro de 2014. Os demais motivos podem ser acompanhados pelo site oficial da campanha.

Leandro Quintanilha – leandroq@gmail.com

 


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