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Arquivo : serviço de bordo

Aérea poupa R$ 10 mi em combustível com menos vinho a bordo e revista leve
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Boeing 787 da United Airlines é mais econômico que modelos anteriores (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O combustível é o principal custo de uma companhia aérea, variando entre 30% e 40% das despesas totais das empresas. Para reduzir o gastos, as empresas adotam as mais diversas estratégias. Uma das alternativas mais viáveis é reduzir o peso do avião. É que quanto mais leve, menos combustível o avião consome. Uma redução aparentemente insignificante pode gerar uma economia considerável.

A companhia aérea norte-americana United Airlines, por exemplo, afirmou que vai economizar cerca de US$ 3,2 milhões (R$ 10,3 milhões) em combustível por ano apenas com a redução do peso de alguns produtos que costumava levar a bordo de seus aviões. Entre as medidas, está o uso de folhas mais finas nas revistas de bordo, redução de refrigerantes e vinhos oferecidos e fim das vendas de perfumes e joias.

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Juntas, as mudanças vão resultar em aproximadamente 30 mil toneladas a menos de dióxido de carbono lançados no ar a cada ano. Esse montante é equivalente a 6.400 carros a menos em circulação”, afirma a empresa.

Revista de bordo mais leve

A United espera economizar 463 mil litros de combustível por ano, o equivalente a US$ 290 mil (R$ 931 mil) anuais, somente com a redução de 28,5 gramas no peso total da sua revista de bordo “Hemispheres”. A revista vai manter o mesmo número de páginas, mas a United passou a adotar um tipo de papel mais leve. A publicação está presente nas poltronas dos aviões da empresa.

A United Airlines tem mais de 740 aviões em sua frota. As aeronaves podem levar a partir de 37 passageiros, como o Embraer 145 e o Bombardier Q300, até 366 passageiros, caso do Boeing 777-300ER. Por dia, a empresa realiza mais de 4.500 voos. São 1,6 milhão de voos por ano.

No caso do maior avião da companhia, a redução do peso da revista de bordo representa 10 kg a menos dentro do avião. O principal modelo usado pela empresa é o Boeing 737. São cerca de 330 aviões do modelo, com capacidade para até 179 passageiros. Com a mudança no tipo de papel usado na revista de bordo, os aviões ficaram 5 kg mais leve.

“Além disso, a United também realizou um projeto de redução de peso similar em seu guia de serviços disponível no encosto das poltronas”, afirma a empresa.

Redução do estoque de produtos do serviço de bordo gerou economia de R$ 2,2 milhões (Divulgação)

O fim da venda de produtos e redução no serviço de bordo

O maior impacto na redução do peso dos aviões, no entanto, veio com o fim da venda de produtos duty-free durante os voos, como perfumes, relógios e bebidas.

A companhia não informou o peso total desses produtos, mas estima que tirá-los de dentro do avião reduziu o consumo anual de combustível em 5,3 milhões de litros, o equivalente a US$ 2,3 milhões (R$ 7,3 milhões) em economia.

A United afirmou que também realizou algumas mudanças em seu estoque de produtos usado no serviço de bordo dos voos. Entre as iniciativas, está a redução de refrigerantes e sucos em voos para China e Japão e a redução da quantidade de vinhos no serviço de degustação. “Esses e outros ajustes resultaram em uma economia de mais de US$ 673 mil (R$ 2,1 milhões)”, diz a empresa.

Instalação de winglets na ponta das asas ajuda a economizar combustível (Divulgação)

Mudanças nos aviões

A companhia aérea também tem feito mudança na sua frota de aviões como forma de reduzir os gastos com combustível. Em outubro do ano passado, a empresa fez seu último voo regular com o avião Boeing 747, conhecido como jumbo. O modelo é considerado grande, com capacidade para mais de 400 passageiros, e tem alto consumo de combustível.

Para as rotas de longo curso, a empresa tem utilizado os modelos Boeing 777 e o novo Boeing 787, mais moderno, eficiente e com menos consumo de combustível. Em junho do ano passado, a empresa também encomendou 100 aviões do modelo Boeing 737 MAX 10, que deverão ser entregues a partir de 2020.

“Em outra iniciativa, a companhia aérea iniciou a instalação de winglets Split Scimitar em 41 dos Boeings 757-200. Esse equipamento, além de melhorar a aerodinâmica das asas – local onde é instalado – ajuda na economia de combustível; em média 113 litros por voo”, afirma a empresa.

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Por que as pessoas ficam bêbadas mais rapidamente quando estão num avião?
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Com menos oxigênio no ar, efeitos do álcool são potencializados (foto: Divulgação/KLM)

Por Vinícius Casagrande

Durante as viagens de avião, o corpo humano sente um cansaço maior por conta da pressão atmosférica na altitude e os efeitos do ar seco. Quando o passageiro ingere bebidas alcoólicas, esses danos são ainda maiores.

Ao beber álcool a bordo de um avião, o passageiro pode ficar fora de controle muito mais rápido do que se ele estivesse em terra. É que o efeito do álcool no corpo humano pode ser potencializado em virtude da altitude do avião. Isso acontece por conta da menor pressão atmosférica, que resulta em menos oxigênio no ar.

Mesmo voando a mais de 10 km de altitude, a maioria dos aviões comerciais é pressurizada a uma altitude equivalente a cerca de 2.500 metros em relação ao nível do mar. Ainda assim, a pressão atmosférica a bordo dos aviões é bem menor do que na maioria das cidades do mundo. São Paulo, por exemplo, está a 760 metros de altitude, enquanto Campos do Jordão (SP), a cidade mais alta do Brasil, está a 1.628 metros acima do nível do mar.

Somente o fato de haver menos oxigênio no ar pode fazer com que algumas pessoas sintam moleza no corpo ou apresentem sintomas como tontura, por exemplo. Essa reação é chamada de hipóxia.

Quando um passageiro ingere bebidas alcoólicas a bordo dos aviões, a consequência é que os efeitos do álcool no corpo humano são potencializados. A taxa de álcool no sangue de quem bebe a bordo de um avião é a mesma de uma pessoa que tivesse ingerido a mesma quantidade de bebida alcoólica em terra, mas a sensação de embriaguez se manifesta mais rapidamente.

“Por causa do menor nível de oxigênio em seu sangue, você pode parecer mais bêbado no ar do que no chão depois de consumir a mesma quantidade de álcool”, afirma a médica Didi Aaftink, responsável pela gestão da rede internacional de atendimento médico da companhia aérea KLM.

Além da diminuição de oxigênio, o ar a bordo dos aviões também é bem mais seco. Com isso, a pessoa fica com mais sede e mais vontade de beber. O problema é que a bebida alcoólica tem efeito diurético. Todo esse conjunto pode causar a desidratação do corpo. Para evitar esse problema, a médica da KLM sugere que o passageiro beba sempre água entre as doses de bebida alcoólica para evitar a desidratação.

Álcool deve ser consumido com ainda mais moderação durante o voo (foto: Divulgação/KLM)

Embriaguez a bordo pode causar até prisão

Os efeitos do álcool a bordo dos aviões não proíbem que os passageiros bebam durante as viagens, tanto que as próprias companhias aéreas servem álcool a bordo. A questão é beber com moderação e ficar atento à reação do seu corpo.

Quando um passageiro abusa do álcool, além de incomodar as demais pessoas a bordo do avião, ele pode colocar em risco até mesmo a segurança do voo. A médica da KLM explica que esse comportamento abusivo do álcool e a embriaguez a bordo de um avião podem ser considerados violações do direito internacional.

Nesse caso, o piloto do avião pode exigir o desembarque do passageiro no primeiro aeroporto no qual o avião pousar e até mesmo acionar a polícia por conta dos distúrbios causados a bordo.

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Latam inicia venda de comida nos voos nacionais a partir desta quinta-feira
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Aérea inicia a venda do serviço de bordo de forma gradual (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A companhia aérea Latam vai dar início nesta quinta-feira (20) à venda de comidas e bebidas a bordo dos voos nacionais. Com a implementação do novo serviço, chamado de Mercado Latam, somente um copo de água será oferecido gratuitamente aos passageiros. O cardápio de comidas e bebidas conta com 52 produtos, com preços que variam entre R$ 4 e R$ 30.

A implementação do serviço será feita de forma gradual em todos os voos da companhia aérea no Brasil. No início, o novo modelo de serviço estará disponível em cerca de 80 voos diários ligando dez aeroportos operados pela companhia dentro do país – Bauru (SP), Brasília (DF), São Paulo/Congonhas, Rio de Janeiro/Galeão, Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP) e Santarém (PA).

Serão 52 produtos com valores entre R$ 4 e R$ 30 (foto: Divulgação)

As mudanças fazem parte da nova política tarifária da empresa que já começou a ser implementada nos demais países que a companhia atua, como Colômbia, Peru, Chile e Argentina.

Atualmente, nos voos com mais de 1h15 de duração, a empresa oferece bebidas frias e quentes e um snack de cortesia. Os produtos são sempre os mesmos, independentemente do horário do voo. Segundo a empresa, a partir de agora os passageiros terão opções mais adaptadas ao período do dia em que estão voando.

“O Mercado Latam é uma mudança bastante grande em relação ao que o passageiro degusta nos voos domésticos. Ele tem uma mistura de produtos bastante significativa para o mercado brasileiro” afirma Jerome Cadier, presidente da Latam Brasil.

O pagamento a bordo dos aviões da companhia poderá ser feito com dinheiro ou cartões de crédito das bandeiras Visa e Mastercard.

Veja alguns preços:

– Café: R$ 4,00

— Chá mate: R$ 4,00

— Cappuccino: R$ 6,00

— Chocolate Snickers: R$ 6,00

— Refrigerante: R$ 7,00

— Dois brigadeiros de chocolate: R$ 7,00

— Cerveja Skol: R$ 8,00

— Cerveja Heineken: R$ 10,00

— Cerveja Colorado: R$ 12,00

— Salada fresca: R$ 20,00

— Combo de sanduíche de rosbife e bebida: R$ 25,00

— Espumante Brut Rèserve Chandon: R$ 30

Empresa já cobra pela bagagem despachada em voo

No último dia 24, a Latam também deu início à cobrança de bagagem a bordo nos voos nacionais. Para a compra do serviço no momento da aquisição da passagem, a taxa será de R$ 30. Se adquirir o serviço após efetivar a compra, o valor sobe para R$ 50 e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in.

Nos voos internacionais, a Latam não cobra pela bagagem despachada. No entanto, a empresa reduziu o limite de duas malas de 32 kg para duas malas de 23 kg nos viagens para os Estados Unidos, Europa e África do Sul.

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Nova cerveja com 10% a mais de gás promete sabor melhor em voo de avião
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Cerveja criada por companhia aérea promete realçar o sabor em altitude (Foto: Divulgação)

A companhia aérea Cathay Pacific, de Hong Kong, acaba de lançar uma cerveja que se anuncia como a primeira do mundo feita especialmente para ser saboreada em um voo de avião. A Betsy Beer tenta realçar o sabor, já que a altitude diminui em até 30% o paladar dos passageiros. Criada em parceria com a cervejaria Hong Kong Beer Co., a bebida conta com adição de 10% de gás carbônico e promete aumentar a sensibilidade do paladar.

A Betsy Beer é uma cerveja de trigo não filtrada. Uma das primeiras características é a utilização da fruta chinesa longan e mel, que ressaltam as propriedades aromáticas e acrescentam notas florais à cerveja. A produção da bebida utiliza o lúpulo inglês fuggle, bastante comum em cervejas artesanais britânicas do tipo ale.

Os ingredientes foram pensados de acordo com os voos nos quais a cerveja será servida. Até o final de abril, a Betsy Beer estará disponível para os passageiros da primeira classe e executiva dos voos de Hong Kong para Londres e Manchester, na Inglaterra. Os lounges da Cathay Pacific nos aeroporto de Hong Kong e Heathrow, em Londres, também terão a bebida para passageiros de outros voos.

Betsy Beer será servida nos voos entre Hong Kong e a Inglaterra (Foto: Divulgação)

O desenvolvimento da cerveja

“Uma cerveja para ser bebida a 10 mil metros de altitude deveria ser uma que aumentasse os sentidos. Então, procuramos uma cerveja com mais sabor e aroma e que não fosse amarga, como são muitas cervejas”, diz Devin Kimble, diretor da Hong Kong Beer Co.

“Sabemos que quando você voa, o paladar muda. As companhias aéreas trabalham essa questão na produção dos alimentos de diversas maneiras. Mas ninguém nunca tentou melhorar o sabor da cerveja em altitude. Isso foi uma grande oportunidade para ajudarmos nossos passageiros que são amantes de cerveja a viajarem melhor”, afirma Julian Lyden, gerente-geral de marketing da Cathay Pacific.

Para testar a cerveja, os produtores convidaram diversos especialistas de Hong Kong e da Inglaterra e alguns passageiros frequentes da companhia aérea. Além dos testes em solo, foram feitas também provas de degustação em voo para comprovar o sabor da cerveja em altitude.

A cerveja foi batizada em homenagem ao primeiro avião da companhia aérea Cathay Pacific. O Betsy era um Douglas DC-3 que voou pela Ásia nas décadas de 1940 e 1950.

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Por Vinícius Casagrande

Na rota mais movimentada da aviação brasileira, a ponte aérea Rio-São Paulo, os aviões têm apenas 30 minutos de intervalo, em média, entre um voo e outro. Somente a Gol, por exemplo, tem 52 voos que levam cerca de 3.800 passageiros diariamente. Para evitar atrasos, toda a preparação do voo deve ser feita com extrema agilidade, especialmente o embarque do serviço de bordo.

Dentro do aeroporto de Congonhas, uma grande cozinha industrial prepara todo o serviço de bordo que será servido aos passageiros que embarcam em São Paulo. Por dia, são cerca de 10 mil lanches – número que inclui todas as companhias e outros destinos além da ponte aérea.

Uma curiosidade: a comida para os tripulantes e pilotos seguem regras diferentes. Como forma de garantir a segurança, os tripulantes recebem uma alimentação diferente dos passageiros. E há sempre mais de uma opção a bordo. É que metade tem de comer um tipo de comida e metade, outro prato. Piloto e copiloto nunca podem ter a mesma refeição.

A medida é uma forma de evitar que, caso alguma falha aconteça e seja servido algum alimento estragado, ainda assim metade dos tripulantes estará em boas condições físicas para continuar o voo em segurança.

A alimentação dos tripulantes, no entanto, não acontece em todos os voos, especialmente no caso da ponte aérea. As refeições são feitas de acordo com o horário da escala de trabalho, podendo ser café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar ou ceia.

Tripulantes recebem alimentação especial durante o voo (Foto: Lucas Lima/UOL)

Atenção especial para a ponte aérea Rio-São Paulo

O serviço para voos entre São Paulo e o Rio de Janeiro, no entanto, recebe atenção especial por ser a rota mais movimentada do aeroporto.

Enquanto nos voos nacionais o cardápio é alterado uma vez por semana, os voos da Gol na ponte área mudam o cardápio a cada dois dias. “Especificamente na ponte aérea, por ser um trecho principalmente voltado ao cliente corporativo, pensamos de modo que um cliente que voe toda semana, no mesmo dia ou horário, só encontre o mesmo produto depois de aproximadamente um mês”, afirma Paulo Miranda, diretor de produtos e experiência do cliente da Gol.

Além disso, são três opções de refeições diárias na Gol, de acordo com o horário do voo:

  • 6h às 9h40: minissanduíches ou bolos caseiros, servidos com café, água, suco ou refrigerante
  • 9h40 às 15h40: Snack integral Tribos ou Mini Cookies Integrais (ambos com ingredientes orgânicos), servidos com café, água, suco ou refrigerante
  • 15h40 até as 23h: wraps, croissant, enroladinhos e mini sanduíches, servidos com café, água, suco ou refrigerante

Para o período da manhã, são quatro variações que se revezam a cada dois dias. Na parte da tarde, o cardápio demora mais para ser repetido, já que a Gol trabalha com seis opções diferentes.

Cozinha de Congonhas prepara 10 mil lanches por dias (Foto: Lucas Lima/UOL)

Preparação dos alimentos

A cozinha do aeroporto de Congonhas é administrada pela empresa IMC (International Meal Company), que atua com a marca RA Catering na prestação do serviço para as companhias aéreas. Além de Congonhas, a empresa também trabalha nos aeroportos de Brasília, Viracopos, Goiânia, Porto Alegre e Confins, em Belo Horizonte. A empresa também é dona de marcas como Frango Assado, Viena, Brunella, Olive Garden, Red Lobster, entre outras.

Os alimentos que serão utilizados no serviço de bordo são abastecidos diariamente na cozinha de Congonhas. Os lanches começam a ser preparados com uma antecedência máxima de seis a oito horas antes do voo. Toda a preparação é feita manualmente por 17 funcionários. As bancadas da cozinha são separadas pelo tipo de lanche e por companhia aérea.

Depois de prontos, os lanches são embalados e colocados nos trolleys, os carrinhos utilizados pelos comissários de bordo. Enquanto aguardam o embarque no voo, os trolleys ficam armazenados em uma câmara refrigerada a uma temperatura controlada de 5º C. Os funcionários que circulam por essa área utilizam até mesmo um grande casaco de neve para não sofrer com o frio.

Alimentos saem da cozinha cerca de 40 minutos antes dos voos (Foto: Lucas Lima/UOL)

Hora do embarque

A preparação efetiva para o embarque do serviço de bordo no voo começa cerca de uma hora antes da decolagem. A equipe da empresa de catering recebe da companhia aérea a quantidade de passageiros confirmados no voo.

Em cada voo, a quantidade de lanches deve ser exatamente a mesma do número de passageiros. Caso alguém não queira o serviço de bordo, o alimento é descartado no aeroporto de destino, de acordo com as regras de segurança alimentar.

Com os trolleys com a quantidade exata de refeições necessárias, eles são colocados nos caminhões que farão o abastecimento no avião. Entre retirar o que sobrou do voo anterior e abastecer com os produtos novos, todo o processo dura entre 10 e 15 minutos.

Segurança operacional

Para realizar esse tipo de trabalho, os funcionários precisam ser aprovados em pelo menos quatro cursos regulamentados pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Todos são relacionados a segurança, direção defensiva e regras de locomoção na área de manobras dos aviões.

Os funcionários e a própria empresa também são inspecionados regularmente para evitar o risco de embarque de algum produto não permitido nos aviões. Para entrar na cozinha, por exemplo, é preciso passar antes por um detector de metais. Pulseira, brincos e até aliança precisam ser retirados.

A empresa, por sua vez, precisa ter um controle rigoroso dos objetos perfurantes, como garfos, facas, ferramentas e outros itens que possam ser utilizados a bordo como ameaça. A empresa mantém a relação de todos esses objetos, que são conferidos periodicamente por agentes de segurança.

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