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Preço de comida e estacionamento são principais críticas aos aeroportos
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Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba (PR) recebeu nota 4,3 (Divulgação)

Uma pesquisa feita pelo Ministério dos Transportes aponta que as principais críticas dos passageiros em relação aos aeroportos brasileiros são custo-benefício dos produtos de lanchonete e restaurante (nota 2,85), preço do estacionamento (nota 3,06) e custo dos produtos comerciais (vendidos em lojas em geral) (nota 3,17). As notas vão de 1 a 5.

A pesquisa foi feita com usuários de 20 aeroportos brasileiros, que concentram 87% do fluxo de passageiros no país. Foram feitas 19.473 entrevistas entre os meses de janeiro e março, sendo 14.157 com passageiros de voos domésticos e 5.316 com passageiros de voos internacionais.

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No topo do índice de satisfação dos passageiros estão a cordialidade dos funcionários da inspeção de segurança (nota 4,54), qualidade da informação nos painéis das esteiras de restituição de bagagem (nota 4,52) e tempo de fila na inspeção de segurança (nota 4,48).

Aeroportos têm pior avaliação em um ano

A média geral de satisfação dos passageiros em relação aos 20 aeroportos pesquisados recebeu nota 4,3. Foi a pior registrada desde o primeiro trimestre de 2017.

1º trimestre de 2017: 4,34

2º trimestre de 2017: 4,39

3º trimestre de 2017: 4,38

4º trimestre de 2017: 4,35

1º trimestre de 2018: 4,30

Os aeroportos de Curitiba (PR) e Viracopos, em Campinas (SP), foram os mais bem avaliados no primeiro trimestre do ano. Os dois terminais receberam nota de 4,63. No último trimestre do ano passado, os terminais de Curitiba e Campinas tinham notas 4,77 e 4,76, respectivamente.

Os aeroportos com pior avaliação na pesquisa do Ministério dos Transporte são: Belém (nota 4,12), Vitória (nota 3,80) e Florianópolis (nota 3,58).

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Pesquisa mostra perfil de dono de jatinho: patrimônio médio é de US$ 1,5 bi
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Ser dono de um jato executivo próprio é algo exclusivo para os mais ricos entre os super-ricos. Um relatório conjunto das empresas Wealth-X e VistaJet apontou que o patrimônio médio de quem tem um jato executivo é de US$ 1,5 bilhão (R$ 5 bilhões).

A empresa Wealth-X, com sede em Cingapura, é especializada na análise de dados da população super-rica (patrimônio de mais de US$ 30 milhões, ou R$ 100 milhões), enquanto a VistaJet é uma empresa de aviação executiva. As empresas cruzaram seus dados para traçar o perfil dos usuários de jatos executivos em todo o mundo, além de consultar especialistas do setor.

O estudo mostra que o perfil típico dos proprietários de jatos executivos é formado por homens mais velhos e casados. A maioria tem mais de 60 anos e 75% deles criaram totalmente a sua própria riqueza. Entre os proprietários de jatos executivos, 19% deles fizeram sua fortuna no mercado financeiro, bancário ou de investimentos, seguido pelo mercado imobiliário (7%).

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Segundo o relatório, os usuários dos programas de assinaturas ou compra compartilhada são mais ricos do que a média dos super-ricos, sendo que 28% tem patrimônio de mais de US$ 500 milhões. O estudo aponta a forte participação de empresários dos setores financeiro, bancário e de investimento. No total, 21% fazem parte desses três mercados.

Maioria dos super-ricos não tem jato próprio

O estudo aponta que a maioria dos super-ricos prefere outras alternativas para usar jatos particulares  (veja as opções mais abaixo). É que os custos para aquisição e manutenção de um jato executivo podem ser altos até mesmo para os super-ricos. Os cinco jatos mais vendidos do mundo custam entre US$ 4,9 milhões (R$ 16,4 milhões) e US$ 62,5 milhões (R$ 209 milhões).

Bombardier Global 6000 é o jato executivo mais caro entre os mais vendidos do mundo (Divulgação)

Isso tem feito com que muitos milionários prefiram outras alternativas para evitar comprar seu próprio avião. Nos Estados Unidos, maior mercado de aviação executiva do mundo, enquanto a população de super-ricos cresceu 46% nos últimos dez anos, a quantidade de proprietários de aviões particulares teve aumento de 34%.

Na China, o número de donos de jatos executivos cresceu 347% nos últimos dez anos. Ainda assim, é bem menor do que a alta de 840% na população de super-ricos no mesmo período.

“Muito do crescimento da aviação executiva é resultado da explosão dos voos fretados sob demanda, programas de assinatura e compra compartilhada em todo o mundo. Essas opções atendem às necessidades das pessoas mais ricas do mundo e executivos empresariais”, afirma o relatório.

Entenda como funcionam as opções para voar em um jato executivo

Voos fretados sob demanda: é quando o passageiro aluga um jato executivo em algum táxi-aéreo para uma determinada viagem. É mais utilizado por quem não viaja com tanta frequência.

Programas de assinaturas: é uma opção para quem precisa viajar constantemente em aviões privados. O usuário paga uma mensalidade que dá direito a uma determinada quantidade de horas de voo.

Compra compartilhada: É um misto entre programas de assinatura e ter o avião próprio. Nesse caso, o usuário compra apenas uma fração do avião, paga uma taxa mensal para manutenção e tem direito a uma determinada quantidade de horas de voo, pagando os custos de combustível.

Challenger 350 pode voar de São Paulo ou Rio para qualquer ponto da América do Sul (Divulgação)

Mesmo quem tem o seu próprio avião também utiliza os programas de assinatura. “Mais da metade dos proprietários também usam os programas de assinatura porque, em muitas ocasiões, isso pode ser mais eficiente que usar o avião próprio para alguns tipos de voo”, afirma o relatório.

Entre os passageiros de jatos executivos que apenas alugam um avião quando há necessidade, o patrimônio médio é de US$ 67 milhões. “Isso sugere que ter um avião próprio ou fazer parte de um programa de assinatura de voos está fora do alcance até mesmo da grande maioria dos super-ricos do mundo”, afirma o relatório.

O estudo aponta que esse grupo é formado por pessoas mais jovens, que ainda não tiveram tempo suficiente para criar sua própria fortuna, sendo que 12% herdaram a riqueza que possuem. Os setores financeiro, bancário e de investimento continuam no topo da lista de atividades econômicas, mas com participação menor, de 14%, em relação a quem freta um jato executivo. Na sequência, aparecem as áreas industrial (8%) e de tecnologia (7%).

Interior do Bombardier Challenger 350 (Divulgação)

Razões para usar jatos executivos

O relatório do perfil de passageiros de jatos executivos aponta também as cinco razões para a utilização de aviões particulares. São elas:

Economia de tempo: os empresários precisam de agilidade para se deslocar de um ponto a outro.

Controle: eles não querem o risco de terem voos cancelados ou enfrentar outros problemas comuns de passageiros de companhias aéreas.

Segurança: os super-ricos estão sempre preocupados com a segurança pessoal e acreditam que ao voarem em aviões privadas estão mais protegidos.

Privacidade: além da segurança pessoal, há a preocupação com a privacidade, reputação e segurança de informações críticas. É que durante os voos privados, empresários podem fazer reuniões durante a viagem, algo que não seria possível em aviões comerciais.

Custo-benefício: apesar de ser mais caro que voar em companhias aéreas, os empresários avaliam que a soma de todos os fatores faz com que o custo-benefício seja vantajoso, já que economizam tempo, têm mais segurança e podem continuar a fazer negócios enquanto se deslocam.

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Aeroporto de Curitiba é o mais bem avaliado do Brasil; veja ranking
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Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba (PR), recebeu nota 4,77 (Divulgação)

O aeroporto de Curitiba recebeu a melhor avaliação dos passageiros que utilizaram o transporte aéreo no Brasil no último trimestre do ano passado. Em uma avaliação de 0 a 5, o aeroporto de Curitiba recebeu nota 4,77. A pesquisa divulgada nesta terça-feira (30) foi realizada nos 15 principais aeroportos do país e ouviu 13.908 pessoas entre outubro e dezembro. O levantamento é feito pela Secretaria Nacional de Aviação Civil, órgão ligado ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

Na segunda posição do ranking aparece o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Com nota de 4,76, o terminal é também o que apresenta a maior evolução entre os 15 aeroportos pesquisados, com alta de 13% na nota em relação à registrada no mesmo período de 2016.

Na outra ponta do ranking, o aeroporto de Salvador (BA) foi o que recebeu a pior avaliação dos passageiros, com nota de 3,91, sendo o único a ficar abaixo da meta estipulada pelo governo federal (nota 4). Segundo a Secretaria Nacional de Aviação Civil, apesar de última colocação, o aeroporto tem apresentado melhoria na avaliação dos usuários. Na última pesquisa, a nota é 3,8% maior na comparação com o mesmo período de 2016.

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Os terminais de Brasília (DF), Galeão (RJ), Porto Alegre (RS) e Recife (PE) registraram quedas na avaliação. As notas desses aeroportos caíram 2,2%, 5,6%, 1,4% e 5,4%, respectivamente.

Na média dos 15 principais aeroportos pesquisados, o índice geral de satisfação foi de 4,35. Segundo a pesquisa da Secretaria Nacional de Aviação, 91% dos passageiros consideraram que os aeroportos brasileiros são bons ou muito bons, acréscimo de um ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado.

Pontos mais críticos

O secretário nacional de Aviação Civil, Dario Lopes, revelou que os três pontos mais críticos apontados pelos passageiros são custo-benefício dos serviços de alimentação, custo-benefício do comércio em geral e transporte público para chegar e sair dos terminais.

Apesar das críticas dos usuários, o secretário afirmou que o índices têm apresentado melhoria desde que a pesquisa começou a ser realizada em 2013. “O custo-benefício da alimentação é um ponto de atenção, mas desde que a pesquisa começou os indicadores aumentaram em 30%. Nesse período, o wi-fi aumentou 12% e a disponibilidade de tomadas subiu 24%. Estamos no caminho certo e se pressionarmos mais, vamos ter melhorias”, afirma.

Cinco novos aeroportos entram na pesquisa

No final do ano, cinco novos aeroportos também começaram a receber as avaliações dos usuários: Maceió (AL), Goiânia (GO), Vitória (ES), Belém (PA) e Florianópolis (SC). Nesses terminais, no entanto, a pesquisa foi feita somente a partir de novembro.

O aeroporto Zumbi dos Palmares, em Maceió, obteve o melhor resultado para o período entre esses cinco, com nota 4,28. Dos cinco novos aeroportos avaliados, dois ficaram abaixo da meta do governo: Vitória, com 3,88; e Florianópolis, com 3,51.

Considerando apenas os dois últimos meses de 2017, a média de satisfação geral para os cinco aeroportos foi de 3,99, de acordo com a avaliação dos 4.836 entrevistados.

A partir de agora, os 20 aeroportos farão parte da pesquisa mensal da Secretaria Nacional de Aviação Civil. Eles são responsáveis por 87% da movimentação de passageiros no país.

Veja o ranking dos aeroportos no último trimestre de 2017.

Curitiba (PR): 4,77

Viracopos (Campinas – SP): 4,76

Confins (região metropolitana de Belo Horizonte – MG): 4,48

Natal (RN): 4,48

Santos Dumont (Rio de Janeiro): 4,43

Guarulhos (SP): 4,43

Manaus (AM): 4,39

Brasília (DF): 4,34

Fortaleza (CE): 4,31

Recife (PE): 4,29

Porto Alegre (RS): 4,28

Congonhas (São Paulo): 4,22

Cuiabá (MT): 4,14

Galeão (Rio de Janeiro): 4,11

Salvador (BA): 3,91

Avaliação dos novos aeroportos pesquisados em novembro e dezembro de 2017

Maceió (AL): 4,28

Goiânia (GO): 4,21

Belém (PA): 4,01

Vitória (ES): 3,85

Florianópolis (SC): 3,51

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