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Número de passageiros em voos nacionais volta a subir após 2 anos de queda
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Aéreas brasileiras transportaram 89,9 milhões de passageiros em voos nacionais (Getty Images)

Por Vinícius Casagrande

O mercado aéreo brasileiro voltou a crescer no último ano após ter registrado dois anos seguidos de queda. O total de passageiros transportados pelas companhias aéreas em voos nacionais teve alta de 2,7% no acumulado entre janeiro e dezembro de 2017 na comparação com 2016, segundo dados divulgados nesta terça-feira (23) pela Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas).

No último ano, as quatro principais companhias aéreas brasileiras (Gol, Latam, Azul e Avianca) transportaram 89,9 milhões de passageiros em voos domésticos. São 2,4 milhões a mais do que o registrado em 2016. No entanto, o número ainda é de 4,8 milhões a menos do registrado em 2014, quando foram transportados 94,7 milhões de passageiros.

Entre agosto de 2015 e fevereiro de 2017, o mercado nacional acumulou 19 meses consecutivos de queda no volume de passageiros. Com a recuperação a partir de março, o número total de passageiros teve o terceiro melhor resultado anual em 2017 (abaixo de 2014 e 2015, respectivamente), segundo os dados da Abear.

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A recuperação do transporte aéreo no Brasil registrou em dezembro dez meses de crescimento contínuo. Com isso, as companhias aéreas voltaram a investir em novos voos e aumento da capacidade. A oferta de assentos disponíveis registra seis meses seguidos de crescimento.

No mês de dezembro, foram transportados 8,4 milhões de passageiros, um aumento de 5,76% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Foi o segundo melhor dezembro da série história, atrás apenas de 2014, e o segundo melhor mês do ano, perdendo apenas para janeiro.

Com a recuperação, as companhias aéreas aumentaram a capacidade de assentos em 3,38%. Ainda assim, os aviões decolaram com mais passageiros a bordo. O fator de aproveitamento em cada voo teve alta de 1,91 ponto percentual, atingindo o índice médio de 83,29% de ocupação por voo no mês.

Número total de passageiros em voos nacionais:

2013: 88,9 milhões de passageiros

2014: 94,7 milhões de passageiros

2015: 94,6 milhões de passageiros

2016: 87,5 milhões de passageiros

2017: 89,9 milhões de passageiros

Participação das companhias aéreas:

Gol: 36,35%

Latam: 32,74%

Azul: 17,92%

Avianca: 12,99%

Mercado internacional

No mercado internacional, as companhias aéreas brasileiras registram o melhor ano histórico no número total de passageiros transportados no último ano, com o recorde de 8,4 milhões de passageiros e crescimento de 11,7% em relação a 2016.

A oferta registrou expansão de 10,61%, enquanto as empresas tiveram um aproveitamento médio de 84,81% no ano.

Número total de passageiros em voos internacionais transportados por companhias brasileiras:

2013: 6 milhões de passageiros

2014: 6,3 milhões de passageiros

2015: 7,2 milhões de passageiros

2016: 7,4 milhões de passageiros

2017: 8,4 milhões de passageiros

Participação entre as companhias aéreas brasileiras no mercado internacional:

Latam: 74,89%

Gol: 10,75%

Azul: 11,80%

Avianca: 2,56%

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As TVs individuais dos aviões podem estar com os dias contados?
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Monitores individuais podem ser substituídos por sistemas wi-fi (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Diversas companhias aéreas estão abandonando os monitores individuais de TV a bordo de seus aviões para investir em opções mais baratas de entretenimento. Com mais empresas oferecendo wi-fi nas aeronaves, cresce a tendência de substituição das telas instaladas nos assentos por sistemas para os passageiros assistirem a filmes e seriados em seus próprios dispositivos, como smartphones, tablets e laptops.

A mudança de padrão no entretenimento a bordo deve acontecer, em um primeiro momento, somente nos aviões domésticos. Em rotas longas, as companhias aéreas internacionais continuam apostando nas telas individuais para distrair os passageiros durante as várias horas de voo.

As companhias norte-americanas são as primeiras a colocarem esse novo conceito em prática. É o que já tem acontecido, por exemplo, na American Airlines, United Airlines e Hawaiian Airlines, além da canadense WestJet.

A American começou a receber no ano passado os novos aviões Boeing 737 MAX, nova geração do jato mais vendido da história. As aeronaves já saem de fábrica com o wi-fi instalado, mas não contam mais com os monitores individuais. No site da empresa, o sistema de entretenimento nesses aviões é descrito como “dispositivo pessoal”.

A alegação das aéreas é que, cada vez mais, os passageiros têm optado para usar seus próprios aparelhos durante os voos em vez das telas individuais. “Faz mais sentido para a American focar em proporcionar aos clientes o melhor entretenimento e opções rápidas de conexão do que em instalar monitores nos assentos que irão se tornar obsoletos em poucos anos”, disse a companhia em um comunicado do ano passado.

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Instalação de cada monitor pode custar até US$ 10 mil (Divulgação)

US$ 10 mil por assento

Segundo um consultor ouvido pelo jornal “The New York Times”,cada tela individual pode custar até US$ 10 mil (R$ 32 mil) para as companhias aéreas. Em aviões com 200 lugares, isso daria um custo total de US$ 2 milhões (R$ 6,4 milhões) por aeronave.

Os monitores também exigem a instalação de muitos cabos para o seu funcionamento. Isso aumenta o peso do avião, que passa a gastar mais combustível.

Outras companhias aéreas não pensam, por enquanto, em abandonar as telas individuais. No Brasil, Avianca e Azul contam com os monitores instalados nos assentos, e não há planos para retirá-los, segundo as empresas. Já a norte-americana Delta Airlines adotou uma alternativa mais econômica.

Nos novos aviões do modelo Bombardier C Series, a companhia irá instalar tablets nas poltronas dos aviões. Todo o conteúdo será acessado via wi-fi.

Companhias alegam que passageiros preferem usar seus próprios dispositivos (Divulgação)

Menor custo de manutenção

Além de reduzir os custos com a instalação e manutenção dos monitores individuais, os novos sistemas aumentam a receita das empresas com a cobrança pelo acesso à internet.

A mudança pode ser uma perda para os passageiros que preferiam assistir a filmes e seriados nos monitores instalados nos assentos. No entanto, companhias aéreas que não contavam com as telas individuais passaram a ter ao menos alguma opção gratuita de entretenimento a bordo.

É o caso da brasileira Gol, que começou a oferecer em dezembro um sistema de transmissão de TV ao vivo em 81 aviões da companhia. O conteúdo pode ser acessado pelos dispositivos móveis dos passageiros.

No ano passado, a Latam também anunciou um projeto para equipar todos os seus aviões com internet wi-fi. A instalação começa neste ano e deve ser concluída até 2019. A empresa também tem o app Latam Entertainment, que permite aos passageiros assistirem a filmes pelos dispositivos móveis.

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Boeing cria nova empresa para desenvolver poltronas de aviões
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Novas poltronas serão fabricadas em fábrica da Alemanha (foto: Divulgação)

A Boeing se juntou à alemã Adient para criar uma companhia que fará apenas assentos para aviões. As poltronas deverão ser utilizadas em futuras aeronaves ou para reconfiguração de aviões tanto da Boeing como de outras fabricantes, como Airbus e Embraer.

A Adient é líder mundial na produção de bancos para carros e dona da marca Recaro, de bancos de luxo.

O mercado mundial de poltronas de aviões movimentou no último ano cerca de US$ 4,5 bilhões (R$ 14,5 bilhões). Segundo as duas companhias, a expectativa é que essa cifra chegue a US$ 6 bilhões (R$ 19,4 bilhões) até 2026.

Desafio: poltronas mais finas, leves e confortáveis

O desenvolvimento de poltronas mais modernas para os aviões é um desafio constante na indústria aeronáutica. As companhias querem colocar mais passageiros em cada voo. Para não ter de apertá-los ainda mais, o recurso é usar poltronas mais finas. Com isso, conseguem aumentar o número de fileiras sem diminuir o espaço entre os assentos.

Na primeira classe e na executiva, o desafio é criar bancos mais confortáveis e que, ao mesmo tempo, ocupem menos espaço.

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Além disso, há também a questão de peso. Quanto mais leve, menor o consumo de combustível dos aviões, um dos principais custos para as companhias aéreas. As poltronas precisam atender a esses requisitos e ainda seguir padrões determinados pelas autoridades aeronáuticas internacionais para garantir a segurança dos passageiros.

Ação contra o atraso de fornecedores atuais

As duas empresas já mantinham um acordo de colaboração desde o ano passado. A nova companhia terá 50,01% de participação da Adient e 49,99% da Boeing.

Além de desenvolver novos modelos de poltronas, o objetivo é evitar os constantes atrasos por parte dos atuais fornecedores.

“Os assentos têm sido um desafio permanente para os nossos clientes, para a indústria e para a Boeing. Estamos tomando medidas para ajudar a resolver os constrangimentos do mercado”, afirma Kevin Schemm, vice-presidente sênior de supply chain e operações financeiras e de negócios da Boeing.

A fábrica e a sede administrativa da nova companhia serão instaladas na cidade de Kaiserslautern, na Alemanha, com o serviço de apoio ao cliente baseado em Seattle, nos Estados Unidos, mesmo local da fábrica principal da Boeing.

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Latam e Azul são companhias aéreas com mais reclamações em 2017, diz Anac
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Latam foi a companhia com maior número de reclamações em 2017, segundo a Anac (Divulgação)

As companhias aéreas Latam e Azul foram as que receberam a maior quantidade de reclamações de passageiros no último ano, segundo um ranking elaborado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O índice das duas empresas é de 18 reclamações para cada 100 mil passageiros transportados.

Na soma de todas as companhias aéreas, foram 12.314 reclamações em 2017, com média geral de 14 casos para cada 100 mil passageiros.

Latam: 18 reclamações para cada 100 mil passageiros (5.479 casos e 30,5 milhões de passageiros transportados)

Azul: 18 reclamações para cada 100 mil passageiros (3.478 casos e 19,5 milhões de passageiros transportados)

Avianca: 12 reclamações para cada 100 mil passageiros (1.179 casos e 9,8 milhões de passageiros transportados)

Gol: 7 reclamações para cada 100 mil passageiros (2.178 casos e 29,1 milhões de passageiros transportados)

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A Anac avaliou também o tempo que cada companhia aérea demorou para responder às reclamações dos passageiros. A Azul foi a mais rápida e a Avianca, a mais lenta. No entanto, quando são analisados os casos efetivamente resolvidos, o ranking se inverte. A Avianca foi a mais eficaz e a Azul, a mais ineficiente.

No resultado final da pesquisa, a Avianca foi a companhia aérea brasileira com maior índice de satisfação entre os passageiros que apresentaram reclamações para a Anac. Já a Azul teve a pior avaliação.

Em resposta, a Azul afirmou que “tem o compromisso de atender seus Clientes com excelência, por meio de um serviço de qualidade, eficiência, presteza e, principalmente, segurança.”

A Latama afirmou que “está empenhada em prestar o melhor serviço aos seus clientes, cumprindo todas as exigências de atendimento, conforme a legislação vigente. ​A companhia reforça, ainda, que mantém um canal aberto para diálogo com todos os seus clientes”.

Azul teve a pior avaliação em pesquisa da Anac (Divulgação)

Tempo de resposta média:

Avianca: 8,55 dias

Gol: 8,19 dias

Latam: 7,85 dias

Azul: 5,09 dias

Índice de solução das reclamações, conforme a avaliação dos consumidores:

Avianca: 77,11%

Latam: 68,79%

Gol: 66,45%

Azul: 53,44%

Índice de satisfação dos consumidores com o atendimento prestado pelas empresas na plataforma Consumidor.gov.br (notas de 1 a 5)

Avianca: 2,96

Gol: 2,65

Latam: 2,54

Azul: 2,08

Segundo a Anac, os dados foram coletados a partir de janeiro de 2017 por meio da plataforma consumidor.gov.br. A Anac afirmou que deve divulgar, ainda no primeiro trimestre deste ano, um relatório detalhado com os assuntos que mais geraram reclamações dos passageiros.

“A divulgação desses dados resultará em maior transparência sobre a qualidade dos serviços prestados pelas companhias aéreas brasileiras, permitindo que o acesso à informação potencialize o poder de escolha dos consumidores e estimule a concorrência”, afirma a agência.

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Descarga do vaso sanitário utiliza a diferença de pressão para sugar a sujeira (Divulgação/KLM)

Banheiros de aviões não chegam nem perto de serem os mais confortáveis do mundo. Muitas vezes, no entanto, é inevitável ter que utilizá-los, especialmente nas viagens mais longas. Depois de usar o vaso sanitário, o passageiro aperta o botão da descarga, ouve o barulho da sucção e tudo desaparece. Mas onde vai parar toda a sujeira gerada por dezenas ou centenas de passageiros durante o voo?

Nos primórdios da aviação, a descarga era conectada a um buraco na fuselagem dos aviões e todos os dejetos eram lançados no ar. Felizmente, as regras evoluíram e há um bom tempo isso já não é mais permitido.

Os jatos comerciais atuais carregam na parte traseira do avião grandes tanques para armazenar todo esgoto gerado a bordo do avião. Quando o passageiro aperta o botão da descarga, surge um barulho semelhante ao de um aspirador de pó ligado. É que o funcionamento é realmente semelhante.

Ao pressionar a descarga, uma válvula de sucção é aberta. Com a diferença entre a pressão da área da cabine de passageiros e a dos tanques, todos os dejetos são sugados.

Esse método de funcionamento é o mais indicado para os aviões por necessitar de uma quantidade irrisória de água. A cada vez que a descarga é acionada, o sistema utiliza o equivalente a apenas uma xícara de água. Isso faz com que o avião precise levar menos água a bordo, o que diminui seu peso total e ajuda a economizar combustível.

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Tanques armazenam todo o esgoto na parte traseira do avião (Divulgação/KLM)

Tanques de armazenamento de esgoto

Depois que a sujeira é sugada do vaso sanitário, ela vai parar em grandes tanques de esgoto localizados na parte traseira do avião. Um Boeing 777, utilizado para voos de longa distância e com capacidade para mais de 350 passageiros, leva três tanques de esgoto a bordo, com capacidade para 400 litros cada.

Cada um desses tanques é ligado a um conjunto de banheiros do avião. Dessa forma, mesmo que um dos tanques fique lotado, apenas alguns banheiros ficariam inutilizados.

Quando o avião pousa no destino final, os serviços de apoio dos aeroportos retiram o esgoto com o auxílio de um caminhão-tanque. O veículo é estacionado embaixo do avião e um operador conecta um cano na saída dos tanques.

Após o avião pousar, esgoto é retirado por caminhões-tanque do aeroporto (Divulgação/KLM)

Depois de verificar que a ligação foi feita corretamente, e que o operador não levará um banho desagradável, a válvula de sucção é aberta. Com os tanques vazios, eles são enxaguados com água e desinfetante para serem utilizados novamente no próximo voo.

Os caminhões-tanque se dirigem, então, para a central de tratamento de esgoto do aeroporto, onde todo o material é depositado.

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Aérea promete curar medo de voar e devolver dinheiro se não funcionar
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Virgin Atlantic oferece curso para quem tem medo de voar (Divulgação)

A companhia aérea britânica Virgin Atlantic lançou uma campanha voltada especialmente para quem tem medo de voar. Os passageiros que comprarem um bilhete nesta terça-feira (9) para voos entre 4 de março e 31 de dezembro poderão se inscrever, gratuitamente, em um curso da própria empresa para perder a fobia de voar. Se o curso não der o resultado esperado, a companhia aérea promete fazer o reembolso integral do valor da passagem.

Segundo a Virgin Atlantic, somente no Reino Unido cerca de quatro milhões de pessoas todos os anos evitam viagens transoceânicas durante as férias por medo de voar. A empresa afirmou que a ideia da campanha é acabar com o que chama de “January blues”, uma onda de depressão após o fim das festas de final de ano.

“Nós queremos que todos digam ‘dane-se, vamos fazer isso’, e tentem algo diferente, voando para algum lugar diferente. Ao garantir a cura de algo que impede as pessoas de fazer algo, podemos inspirar os britânicos a escolher algo mais positivo que o clichê sem sentido do January Blues”, afirma Shai Weiss, diretor comercial da Virgin Atlantic, em comunicado da empresa.

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Qual avião é mais seguro de voar: um grande ou um pequeno?

O curso promovido pela companhia aérea foi criado em 1997, atende até 3.000 pessoas por ano e tem uma taxa de sucesso de 98%, segundo a empresa. “O medo pode ser muito debilitante quando o impede de fazer algo que você quer. Não conseguir voar, ou voar confortavelmente, limita seriamente nossas escolhas na vida”, afirma a empresa.

Após comprar a passagem para qualquer um dos 28 destinos operados pela companhia, o passageiro deve solicitar a inscrição no curso Flying Without Fear (voando sem medo). Há dez vagas para o curso que será realizado no aeroporto de Leeds e 40 para o aeroporto de Londres Gatwick.

Caso o curso não resolva o problema do medo de voar, o passageiro poderá solicitar o reembolso integral da passagem aérea. O pagamento, no entanto, só será feito após uma avaliação dos profissionais que administram o curso da Virgin Atlantic.

Como funciona o curso

Para quem não comprar a passagem nesta terça-feira, a companhia aérea oferece cerca de 20 cursos por ano. O valor da inscrição é de 267 libras esterlinas (R$ 1.170). O curso é realizado em um dia inteiro, com duração de 9 horas.

Na primeira parte, os passageiros com medo de voar aprendem como o avião funciona, os efeitos da turbulência, como os pilotos são treinados, o que são os barulhos do avião, os estágios do voo e até as ações das companhias aérea no combate ao terrorismo.

Depois, comissários de voo também explicam como funcionam os procedimentos de segurança dentro da cabine. A última parte em sala de aula é com psicólogos, que falam as razões de as pessoas sentirem medo e como combatê-lo.

O curso é finalizado com um voo curto, no qual os passageiros são acompanhados por técnicos e psicólogos da companhia aérea. Durante o voo, os pilotos passam informações detalhadas sobre tudo o que está acontecendo, desde as manobras até os barulhos emitidos pelo avião.

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Aeroportos e aéreas brasileiras caem em ranking de pontualidade
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Aviões de companhias aéreas brasileiras no aeroporto de Guarulhos (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Os principais aeroportos brasileiros perderam posições no ranking internacional de pontualidade realizado pela consultoria inglesa OAG. Dos dez aeroportos que aparecem no ranking, sete tiveram queda no índice de voos que decolaram dentro do horário previsto e apenas dois melhoraram a pontualidade (Galeão e Santos Dumont, ambos no Rio de Janeiro). O aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), aparece pela primeira vez na lista.

Com a piora dos aeroportos no ranking, as companhias aéreas brasileiras também tiveram queda nos índices de pontualidade. Apenas Gol e Avianca constavam do relatório anual de 2016 da OAG. A Azul não aparecia no ranking anterior e agora é a brasileira mais pontual. O índice da Latam engloba as subsidiárias de todos os países no qual a empresa atua, como Chile, Argentina e Peru.

Azul: segundo lugar na América Latina com 84,14% (não constava no ranking de 2016)

Gol: quinto lugar na América Latina com 81,73% (era terceira colocada em 2016 com 84,63%)

Avianca: sexto lugar na América Latina com 81,44% (era quarta colocada em 2016 com 82,3%)

Latam: sétimo lugar na América Latina com 79,39% (não constava no ranking de 2016)

A OAG tem tolerância de até 15 minutos de atraso na decolagem para considerar o voo dentro do horário previsto. A consultoria avalia somente as companhias aéreas com mais de 30 mil voos por ano, e aeroportos com embarque de mais de 2,5 milhões de passageiros no ano de 2017.

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Guarulhos é o 18º entre os aeroportos com mais de 20 milhões de passageiros

Guarulhos perde 16 posições

O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, caiu da segunda posição em 2016 para a 18ª colocação em 2017 entre os aeroportos com embarque de mais de 20 milhões de passageiros por ano*. O índice de pontualidade do terminal paulista caiu de 85,28% para 79,7%.

Entre os terminais acima de 30 milhões de passageiros, o aeroporto japonês de Haneda, em Tóquio, segue na primeira posição do ranking com índice de pontualidade de 86,75% (em 2016 era 87,49%). Na categoria entre 20 milhões e 30 milhões, o aeroporto de Minneapolis (EUA) lidera com pontualidade de 85,72%.

Terminal de Brasília se manteve em quarto lugar entre aeroportos grandes (foto: Divulgação)

Aeroportos grandes

Na categoria de aeroportos grandes, que têm entre 10 milhões e 20 milhões de embarques por ano, o brasileiro mais bem classificado é o terminal de Brasília, apesar da queda no índice de pontualidade. Nessa categoria, o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, melhorou sua posição. Congonhas também caiu no ranking.

O líder da categoria é o terminal de Osaka, no Japão, com 88,45% dos voos decolando dentro do horário previsto.

Brasília: quarto lugar com 84,58% (era o quarto colocado em 2016 com 87,07%)

Galeão: quinto lugar com 84,25% (era o 12º colocado em 2016 com 82,96%)

Congonhas: oitavo lugar com 82,32% (era o sexto colocado em 2016 com 85,4%)

Aeroporto de Confins (MG) teve queda na pontualidade para 84,96% (foto: Divulgação)

Aeroportos médios

Na categoria de aeroportos médios, com embarque entre 5 milhões e 10 milhões de passageiros, Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), teve piora no índice de pontualidade, mas se manteve na quarta posição mundial. O aeroporto de Santos Dumont subiu oito posições, enquanto o terminal de Viracopos, em Campinas (SP), apareceu no ranking pela primeira vez.

O líder entre os aeroportos médios é o de Birmingham, no Reino Unido, com pontualidade de 89,52%.

Confins: quarto lugar com 84,96% (era o quarto colocado em 2016 com 88,49%)

Santos Dumont: sexto lugar com 84,33% (era o 14º colocado em 2016 com 83,72%)

Viracopos: 12º lugar com 83,14% (não constava no ranking de 2016)

Aeroportos pequenos

Na categoria de aeroportos com embarque entre 2,5 milhões e 5 milhões de passageiros, os três terminais brasileiros presentes no ranking – Curitiba (PR), Recife (PE) e Porto Alegre (RS) – tiveram piora no índice de pontualidade. Os aeroportos de Fortaleza (CE) e Salvador apareciam na 17ª e 19ª posições, respectivamente, e em 2017 deixaram a lista dos 20 terminais mais pontuais.

O aeroporto de Tenerife Norte, na Espanha, lidera na categoria dos aeroportos pequenos com 90,05% de pontualidade. O terminal foi o mais pontual do mundo em 2017 e o único a atingir mais de 90% de pontualidade.

Curitiba: 14º lugar com 84,65% (era o nono colocado em 2016 com 86,77%)

Recife: 17º lugar com 83,61% (era o 15º colocado em 2016 com 85,26%)

Porto Alegre: 20º lugar com 83,45% (era o 11º colocado em 2016 com 85,91%)

* Nesse ano, a consultoria OAG dividiu a categoria dos grandes aeroportos entre os terminais com embarque entre 20 milhões e 30 milhões de passageiros (aeroportos principais) e acima de 30 milhões (mega-aeroportos). No último ano, havia apenas a categoria acima dos 20 milhões de passageiros. Entre os aeroportos principais, Guarulhos está na 11ª colocação, mas para melhor comparação com o ranking anterior, há sete aeroportos na categoria de mega-aeroportos com índice melhor que o de Guarulhos.

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Incidentes causados por passageiro de avião diminuem, mas ficam mais graves
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Houve queda de 9,37% no número de incidentes causados por passageiros (Foto: Getty Images)

O número de incidentes causados por passageiros de avião caiu 9,37% no ano passado, segundo um relatório da Iata, a associação internacional de companhias aéreas, divulgado neste mês. Em 2016, passageiros causaram problemas em 9.837 voos em todo o mundo, contra 10.854 casos registrados no ano anterior.

Isso representa um incidente a cada 1.424 voos. Em 2015, esse índice era de um caso para cada 1.205 voos. Desde que os dados começaram a ser analisados, em 2007, foram registrados 58.921 incidentes causados por passageiros durante as viagens aéreas.

Incidentes são situações que fogem dos padrões durante o voo, mas que não necessariamente chegam a causar um acidente de fato.

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Casos mais graves aumentam

Apesar da queda no número total de casos reportados para a Iata, a associação das companhias aéreas se mostra preocupada com o aumento de casos mais graves.

A grande maioria das ocorrências ainda é de situações mais leves, como agressões verbais, desrespeito às instruções da tripulação ou recusa de seguir alguns procedimentos de segurança. Esses casos representam 87% das ocorrências.

Os incidentes de nível 2 tiveram um aumento de 11% em 2015 para 12% no último ano. São problemas causados por agressões físicas, atos obscenos, ameaças de violência ou danos aos equipamentos de emergência e segurança. “São situações difíceis de gerenciar dentro de um avião”, afirma o relatório da Iata.

Apesar de representar apenas 1% dos casos, os incidentes mais graves foram os que tiveram o maior aumento proporcional, com crescimento de 49,5%. Enquanto 2015 registrou 113 situações de perigo real, no ano passado foram 169 incidentes graves causados pelos passageiros. São casos que podem colocar a vida de outros passageiros em risco ou tentativas de abrir a porta da cabine dos pilotos.

Álcool é a principal causa de problemas

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e outras drogas é o principal responsável pelos incidentes causados por passageiros de avião, com 33,4% das ocorrências.

“O problema está relacionado ao consumo antes do embarque na aeronave ou álcool comprado nos aeroportos para ser consumido a bordo sem a conhecimento da tripulação. O nível de intoxicação pode não ser aparente no tempo de embarque”, afirma o relatório da Iata.

Entre os problemas de passageiros que se recusaram a seguir os procedimentos de segurança, mais da metade está relacionada a pessoas que tentaram fumar a bordo. Outros casos são de passageiros que se recusaram a desligar os aparelhos eletrônicos ou a afivelar o cinto de segurança.

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Embarque de passageiros é sempre pelo lado esquerdo do avião (Vinícius Casagrande/UOL)

Os passageiros sempre embarcam e desembarcam pelas portas do lado esquerdo do avião. Embora não haja uma regulamentação internacional específica sobre isso, esse padrão é utilizado em todo o mundo pelos aviões de linhas aéreas comerciais.

A adoção do padrão remete, principalmente, aos primórdios da aviação comercial. A primeira explicação amplamente adotada é uma herança do mercado naval, assim com em muitas outras tradições da aviação, como as luzes de navegação dos aviões.

Nos navios, o embarque também é feito pelo esquerdo, que em português é chamado de bombordo. O termo em inglês é “port-side”, que também pode ser traduzido como “lado do porto”.

Os primeiros voos comerciais de longo alcance eram feitos com aviões anfíbios. Como pousavam na água, era natural que também adotassem algumas convenções navais. Além disso, como o comandante sempre sentou na poltrona da esquerda, era mais fácil ancorar pelo lado esquerdo do avião.

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Mesmo dentro dos aeroportos, era mais fácil e seguro estacionar pelo lado esquerdo. Nem sempre os aviões paravam de frente para os terminais. No início da aviação, muitas vezes os aviões ficavam lado a lado com o prédio dos terminais de embarque. Assim, era mais seguro para o comandante fazer a manobra pelo lado esquerdo, já que ele poderia ver com mais precisão a distância para a asa esquerda do avião e evitar uma colisão.

Outra vantagem é que, dessa forma, os passageiros desciam do avião e entravam diretamente no terminal do aeroporto, sem necessidade de dar a volta em torno do avião, algo que seria necessário caso entrassem ou saíssem pela direita.

Nos aeroportos mais modernos, a grande maioria dos passageiros entra e sai do avião pelas pontes de embarque. Elas são construídas em todo o mundo exatamente para se conectar com a porta esquerda do avião.

Enquanto passageiros embarcam pela esquerda, equipe técnica trabalho do lado direito (Divulgação)

Por que, então, os aviões têm portas do lado direito?

A principal razão para os aviões terem portas dos dois lados é a segurança dos passageiros. Em caso de emergência, a aeronave precisa ser esvaziada em até 90 segundos. Com portas dos dois lados do avião, a saída de todos os passageiros em caso de emergências fica mais rápida.

Mesmo em situações normais, as portas do lado direito também podem ser utilizadas para funções de serviço, como abastecimento das refeições e bebidas do serviço de bordo, além de outros materiais.

Com essa padronização, toda a parte técnica é realizada no lado direito do avião, como carregamento das bagagens no porão do avião e abastecimento da aeronave. Assim, os passageiros ficam mais distantes desses serviços, o que também diminui o risco de acidentes.

Em alguns aviões privados de pequeno porte, o embarque de passageiros também pode ser feito pela porta da direita.

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Aviões da Singapore Airlines terão cama de casal e guarda-roupa de couro
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Suítes do A380 terão até cama de casal (foto: Divulgação)

A companhia aérea Singapore Airlines vai dar início no próximo mês a uma renovação completa do interior de seus 19 aviões Airbus A380, um processo que deve durar quatro anos. O grande destaque das mudanças são as novas suítes privativas para os passageiros da primeira classe.

Serão seis suítes instaladas no andar superior do avião, equipadas com cama, poltrona giratória, mesa, uma televisão de 32 polegadas e até guarda-roupa. Quando duas pessoas viajam juntas, uma das paredes poderá ser abaixada para criar um grande quarto. Além disso, as duas camas podem ser unidas, formando uma cama de casal.

Para quem não quiser ficar deitado durante toda a viagem, as poltronas de couro das suítes privativas reclinam até 45º e giram 270º. Assim, os passageiros poderão fazer as refeições durante a viagem ou trabalhar com mais conforto. Durante pousos e decolagens, os passageiros devem estar sentados nas poltronas.

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Suítes individuais do Airbus A380 da Singapore (foto: Divulgação)

As televisões das suítes também podem ser viradas em diversos ângulos para que o passageiro possa assistir à programação do sistema de entretenimento a bordo tanto sentado na poltrona como deitado na cama.

Para manter a suíte organizada durante a viagem, a Singapore instalou um guarda-roupa e compartimentos para armazenar objetos pessoais. Em ambos, o revestimento será de couro para “dar um toque de luxo e intimidade”, segundo a empresa.

Os seis passageiros das suítes do A380 terão dois banheiros exclusivos. O local conta até com uma mesinha equipada com dois espelhos para auxiliar na maquiagem. Mas faltou a instalação de um chuveiro, algo que já está disponível em outras companhias aéreas.

Banheiro destinado aos passageiros das suítes privativas (foto: Divulgação)

Executiva também terá cama de casal

Apesar de não ter a mesma privacidade das suítes, as poltronas da classe executiva também poderão ser transformadas em uma cama de casal. A opção estará disponível somente para os passageiros viajando nas fileiras do meio, já que as poltronas das janelas são individuais.

Se os dois passageiros que viajam lado a lado nessas poltronas não se conhecerem, eles também podem ficar totalmente isolados por uma parede. As poltronas têm 63,5 cm de largura e chegam a 1,98 metro de comprimento quando estão totalmente reclinadas para virar uma cama.

Poltronas da classe executiva também poderão ser transformadas em cama de casal (foto: Divulgação)

Mudanças na classe econômica

As mudanças na cabine de passageiros dos Airbus A380 da Singapore incluem também melhorias nas classes econômica e econômica premium. Segundo a empresa, os passageiros terão mais espaço para as pernas e poltronas mais confortáveis.

Na econômica premium, os assentos de couro terão 49,5 cm de largura e espaço entre as poltronas de 96,5 cm. Os passageiros ainda receberão fones de ouvido contra ruídos externos para assistir ao entretenimento de bordo em monitores de 13,3 polegadas.

A empresa afirma que os passageiros da classe econômica terão mais espaço para as pernas, mas não informou a distância. Segundo a companhia, as novas poltronas serão mais finas.

Na econômica premium, distância entre as poltronas será de 96,5 cm (foto: Divulgação)

Investimento de US$ 850 milhões

Para fazer a renovação interna de todos os Airbus A380 da frota, a Singapore Airlines prevê um investimento total de US$ 850 milhões (R$ 2,8 bilhões). Os próximos cinco aviões A380 que serão entregues à companhia (o primeiro no próximo mês) já sairão de fábrica com a nova configuração. Os atuais 14 Airbus A380 da Singapore serão reconfigurados durante os próximos quatro anos.

Com as mudanças, os aviões terão capacidade total para 471 passageiros. As seis suítes privativas e os 78 assentos da classe executiva ficarão no andar superior do avião. O andar inferior acomodará os 44 passageiros da econômica premium e os 343 da econômica.

Atualmente, os A380 da empresa ligam Cingapura a Auckland (Nova Zelândia), Pequim, Xangai e Hong Kong (China), Frankfurt (Alemanha), Londres (Inglaterra), Melbourne e Sydney (Austrália), Mumbai e Nova Déli (Índia), Nova York (EUA), Paris (França) e Zurique (Suíça).

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