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Arquivo : Legacy 500

Embraer, quase cinquentona, já fez 46 modelos de avião; conheça
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Criada em 19 de agosto de 1969, a Embraer é a principal fabricante brasileira de aviões e uma das maiores do mundo. A empresa já produziu ao longo de sua história de quase 50 anos 46 modelos de avião. Hoje, fabrica 12. No total, já fez mais de 8.000 unidade desde 1969.

A empresa nasceu como uma estatal para a produção do turboélice Bandeirante, que já vinha sendo desenvolvido pelo Centro Técnico Aeroespacial, e do EMB-326 Xavante, produzido sob licença da italiana Aermacchi.

Na década de 1970, a Embraer colocou no mercado mais dois aviões desenvolvidos na empresa. O turboélice pressurizado EMB-120 Brasília, para transporte de passageiros, e o avião militar EMB-312 Tucano, para treinamento e missões de ataque. Ambos foram amplamente utilizados no Brasil e no exterior.

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Além dos aviões próprios, a Embraer também produzia, sob licença, aeronaves de outros fabricantes. Os principais foram os modelos da Piper Aircraft chamados no Brasil de Carioca, Corisco, Tupi e Seneca. A produção desses modelos depois seria transferida para a Neiva, uma subsidiária da Embraer.

A privatização

O pior momento da companhia veio no início da década de 1990. Em meio às turbulências econômicas do país, a empresa teve de reduzir a produção e demitir funcionários. Em 1994, o governo do presidente Itamar Franco decidiu pela privatização da Embraer.

Sob controle da iniciativa privada, a empresa teve novos investimentos, o que permitiu o desenvolvimento de aviões mais modernos. Em 1995, voava pela primeira vez o jato regional ERJ-135. Foi o início do crescimento da Embraer no mercado mundial de aviação comercial. A família ERJ incluía mais dois aviões, o ERJ-140 e o ERJ-145, com capacidade para mais passageiros.

A partir de 1999, o portfólio de aviões comerciais ganhou novo impulso com a família dos E-Jets, que inclui os modelos E170, E175, E190 e E195. Com os novos aviões, a Embraer se transformou na terceira maior fabricante aeronáutica do mundo, atrás apenas das gigantes Boeing e Airbus.

Nos últimos anos, a Embraer tem se dedicado ao desenvolvimento da segunda geração dos E-Jets, batizada de E2, com os modelos E175-E2, E190-E2 e E195-E2. Na área de defesa, o principal projeto é o cargueiro militar KC-390, o maior avião já desenvolvido pela Embraer. O primeiro protótipo do avião quase sofreu um acidente em outubro do ano passado, sofreu alguns danos na estrutura, mas já voltou a voar. Agora, está na fase final de testes em voo.

Corrupção e venda para a Boeing

Um dos maiores escândalos da Embraer veio à tona em 2016. A empresa se viu obrigada a pagar uma multa de US$ 206 milhões para encerrar um suposto caso de corrupção que vinha sendo investigado pelas Justiças dos EUA e do Brasil.

As autoridades concluíram que a empresa pagou propina em negociações feitas na Índia, Arábia Saudita, República Dominicana e Moçambique. No ano passado, o ex-diretor Colin Steven se declarou culpado em um tribunal norte-americano.

Desde o final de 2017, a Embraer negocia com a Boeing uma possível venda da empresa brasileira para a fabricante norte-americana. O negócio, no entanto, sofre restrições do governo brasileiro, que tem direito a veto na transferência do controle da Embraer. A principal preocupação está relacionada com a área de defesa.

As duas empresas procuram alternativas para as negociações. Uma das possibilidades é a criação de uma terceira empresa, que ficaria com a área de aviões comerciais.

Veja no álbum de fotos no começo deste texto todos os modelos já fabricados pela Embraer. O álbum tem 35 fotos, mas no total são 46 modelos. É que, em alguns casos, os modelos são muito parecidos, e as legendas se referem às demais versões na mesma foto.

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Com telefone, wi-fi e projetores, avião executivo é extensão do escritório
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Por Vinícius Casagrande

Jatos executivos foram feitos para dar mais agilidade e permitir que os passageiros possam trabalhar como se estivessem no próprio escritório. Para isso, há telefone via satélite, wi-fi, mesa de trabalho e até uma cozinha para preparar as refeições.

O Legacy 500, por exemplo, pode transportar de oito a 12 passageiros. Na configuração mais confortável, o avião conta com seis poltronas e um sofá, que podem ser transformados em quatro camas. A cabine do avião mede 2,08 metros de largura e 1,82 metro de altura, a maior entre os modelos da categoria.

Legacy 500 tem seis poltronas e um sofá em sua versão mais confortável (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Quando precisam trabalhar, os passageiros podem abrir uma mesa localizada entre as poltronas, acessar a internet e até mesmo fazer ligações. Os dispositivos eletrônicos podem se conectar às duas telas instaladas no avião e transformar o ambiente em uma sala de reunião.

Para chegarem descansados ao destino final, os passageiros podem transformar as poltronas em camas. Na configuração mais confortável do Legacy 500, há seis poltronas e um sofá, que podem viram quatro camas.

A configuração interna pode ser definida pelo próprio proprietário do avião. Ele pode escolher desde a quantidade de assentos até a cor do estofamento e o desenho do carpete do avião.

As poltronas do jato pode reclinar totalmente e virar cama (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Com velocidade de cerca de 900 km/h e autonomia de 5.800 km, o Legacy 500 já bateu quatro recordes mundiais de velocidade na sua categoria. O jato tem capacidade para chegar a até 15 km de altitude, acima dos aviões comerciais que voam a cerca de 11 km de altitude.

“A vantagem é que a atmosfera é mais calma, tem menos turbulência e não há tráfego. Assim, podemos cortar caminho mais fácil”, afirma Sydney Rodrigues, piloto da Embraer.

Conforto e acabamento estão presentes até no banheiro do jato executivo (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Apesar da altitude elevada, o ar interno do jato é pressurizado a uma altitude de 6.000 pés (cerca de 2.000 metros), mais baixo que nos voos comerciais que tem pressurização normalmente a 8.000 pés (2.700 metros). Isso proporciona mais oxigênio e deixa o voo menos cansativo.

Para as refeições, na parte da frente do avião há uma cozinha (galley) que pode ser equipada com forno de micro-ondas, forno convencional, geladeira, máquina de café e máquina de gelo.

O jato executivo já vem equipado com telefone via satélite e wi-fi (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Controles digitais de voo

O Legacy 500 foi o primeiro jato executivo produzido com o conceito completo de tecnologia fly-by-wire. A tecnologia já é utilizada há bastante tempo nos grandes aviões comerciais, mas foi a primeira vez que a Embraer decidiu adotar o mesmo recurso nos jatos de menor porte.

O fly-by-wire é um sistema totalmente computadorizado dos controles do avião. Com ele, não há a necessidade de cabos na hora de acionar as superfícies móveis de comando. O sistema é controlado por um software que foi desenvolvido por engenheiros da própria Embraer.

Avião tem controles digitais, que dão mais segurança e conforto (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

O fly-by-wire controla alguns limites de operação que facilitam o trabalho dos pilotos e dão mais segurança ao voo. O software impede, por exemplo, que os pilotos façam manobras que fujam dos parâmetros para o qual o avião foi projetado, evitando riscos estruturais ou a perda de sustentação do avião.

Além de dar mais segurança, o sistema também deixa o voo mais confortável para os passageiros. Quando encontra algum imprevisto durante o voo, o próprio fly-by-wire é programado para fazer as correções necessárias, como em caso de turbulências.

Controles do Legacy 500 impedem manobras bruscas durante o voo (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Sem o manche tradicional

Os Legacy 500 e 450 também foram os primeiros aviões da Embraer a substituírem os manches tradicionais pelo sidestick (uma espécie de joystick posicionado ao lado do assento de cada piloto). Com isso, os pilotos ganharam mais espaço à frente.

Na área livre, foi instalada uma mesa retrátil que pode ser utilizada para fazer anotações do voo. “Os pilotos gostam mesmo é de utilizar para fazer as refeições”, afirma Sydney Rodrigues, piloto da Embraer.

Com o fly-by-wire, jato substituiu o manche pelo sidestyck (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

A cabine dos pilotos

A tecnologia não se resume somente ao sistema fly-by-wire. Em frente aos pilotos, foram instaladas quatro telas de 15 polegadas que mostram as mais diversas informações necessárias para o voo. São dados de altitude, velocidade, direção, meteorologia, funcionamento dos motores e até os mapas das rotas e dos aeroportos.

“São quatro telas que podem ser configuradas das mais diversas formas possíveis. Nós orientamos a melhor e mais eficiente forma de você configurar essas telas, mas o grande lance é a flexibilidade dele”, afirma o piloto da Embraer.

Para comandar o jato executivo, o piloto precisa de um treinamento de 21 dias em Saint Louis, nos Estados Unidos. A primeira semana é de aulas teóricas e nos demais dias o piloto faz aula no simulador. “É um avião dócil e muito fácil de ser pilotado”, garante Sydney Rodrigues.

Cabine tem quatro telas de 15 polegadas para informações dos pilotos (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

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Jato executivo da Embraer bate dois novos recordes de velocidade
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O jato executivo Legacy 500, da Embraer (Divulgação)

O jato executivo Legacy 500, da Embraer (Divulgação)

O Legacy 500, jato executivo da Embraer, estabeleceu dois novos recordes mundiais de velocidade em sua categoria, a “midsize”, de médio porte. Com isso, o avião totaliza seis recordes este ano. As marcas foram registradas em “Velocidade sobre Rota Reconhecida” durante uma viagem da costa oeste dos Estados Unidos ao Havaí.

O voo de Burbank, na Califórnia, até Kahului (Maui), transpôs 4.010 km (2.165 milhas náuticas) em 6 horas, a uma velocidade média de 680 km/h (422.25 milhas por hora). O voo de retorno até Phoenix, no Arizona, atingiu 846 km/h (525.97 milhas por hora), cruzando 4.575 km (2.470 milhas náuticas) em 5 horas e 30 minutos. O avião estava com cinco pessoas a bordo.

Marcas anteriores

Outros quatro recordes também foram reconhecidos para o Legacy 500 em 2015. Os dois primeiros foram registrados em março, durante o trajeto de ida e volta, com seis passageiros a bordo, entre as cidades de Oakland, na Califórnia, e Lihue, no Havaí, distantes 3.954 km (2.135 milhas náuticas). O voo para Lihue foi completado em 5 horas e 49 minutos, a uma velocidade média de 676 km/h (420 mph). O retorno ocorreu em 4 horas e 11 minutos, a uma velocidade média de 943 km/h (586 mph).

A terceira marca foi registrada em voo para Friedrichshafen, na Alemanha, partindo do aeroporto de Bangor, no Maine, Estados Unidos. A viagem de 5.945 km (3.210 milhas náuticas) foi completada em 6 horas e 50 minutos, com três ocupantes. Outro recorde foi quebrado durante um voo entre Düsseldorf, na Alemanha, e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em uma distância de 6.052 km (3.268 milhas náuticas), a maior já percorrida pelo Legacy 500. A duração do voo foi de 7 horas e 3 minutos e o jato chegou ao destino com uma reserva de combustível de 861 kg. A média final de consumo foi de 721 kg por hora.

Segundo a Embraer, tanto a Associação Aeronáutica Nacional (NAA), dos Estados Unidos, quanto a Federação Aeronáutica Internacional, na Suíça, confirmaram cada um dos voos como recordes americanos e mundiais, respectivamente.

O jato

O Legacy 500 é capaz de voar a 45.000 pés (13.716 m) de altitude e tem alcance de 3.125 milhas náuticas (5.788 quilômetros), com quatro passageiros a bordo. Isso permite voos sem escalas de São Paulo a Caracas, na Venezuela, Los Angeles a Honolulu, Teterboro, também nos Estados Unidos, a Londres, na Inglaterra.


Jato executivo da Embraer bate quatro
recordes mundiais de velocidade
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Crédito: Divulgação

O jato voou da Alemanha aos Emirados Árabes em sete horas e três minutos. (Foto: Divulgação)

O Legacy 500, jato da Embraer Aviação Executiva, estabeleceu quatro recordes mundiais em sua categoria, a “midsize”, de médio porte. “A aeronave demonstra agora toda sua capacidade operacional, incluindo travessias oceânicas”, comemora Marco Túlio Pellegrini, presidente da fabricante.

O jato – com 20,74 metros de comprimento, por 20,23 metros de envergadura (asa a asa) e 6,44 metros de altura – está sendo comercializado por US$ 20 milhões, a unidade. A cabine do Legacy 500 é a maior da categoria, com 1,82 metro de altura por 2,08 metros de largura. Com quatro passageiros, o jato tem autonomia de voo de 5,78 mil quilômetros. Em trechos mais curtos, pode levar até oito passageiros, em poltronas que viram camas.

Os dois primeiros recordes foram registrados no formato “speed over a recognized course” (velocidade sobre rota reconhecida), durante os trajetos de ida e volta, com seis passageiros, entre Oakland, na Califórnia, e Lihue, no Havaí, que ficam a uma distância de 3.954 quilômetros. O voo para Lihue foi realizado em cinco horas e 49 minutos, com velocidade média de 676 km/h, no dia 7 de março. A volta ocorreu em quatro horas e 11 minutos, com velocidade média de 943 km/h.

O terceiro recorde de velocidade ocorreu entre Bangor, no estado americano do Maine, e Friedrichshafen, na Alemanha. Foram 5.945 quilômetros percorridos em seis horas e 50 minutos, com três pessoas a bordo. A última marca, por sua vez, foi quebrada em um voo entre Düsseldorf, na Alemanha, e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a maior distância já percorrida pelo Legacy 500: 6.052 quilômetros, percorridos em sete horas e três minutos, com velocidade média de 864 km/h.

O braço executivo da Embraer informou que as informações sobre os recordes serão enviadas para a Federation Aeronautique Internationale, na Suíça, logo após a confirmação final da National Aeronautic Association, órgão responsável por homologar recordes estabelecidos nos Estados Unidos.

Irmão pequeno

Crédito: Divulgação

O Legacy 450 tem alcance de 4,63 mil quilômetros, mas será exibido em solo. (Foto: Divulgação)

Esta é uma fase movimentada para a Embraer. O Legacy 450, irmão menor do Legacy 500, está sendo apresentado pela primeira vez na Europa, durante a 15ª edição da feira de aviação executiva Ebace (European Business Aviation Convention and Exibition). A aeronave fica em exposição estática no Centro de Exibições Palexpro de Genebra, na Suiça, entre os dias 19 e 21 de maio. Seu preço de venda é de U$S 17 milhões.

O Legacy 45 estará em companhia da família. Durante o evento, a Embraer vai exibir, também de modo estático, todo o seu portfólio de produtos: Phenom 100E (da categoria entry-level), Phenom 300 (light), o Legacy 450 (mid-light), Legacy 500 (midsize), Legacy 650, (large) e o Lineage 1000E (ultra-large).

Leandro Quintanilha – leandroq@gmail.com

 


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