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Acompanhamos a entrega de um avião 0 km da Embraer até a Holanda
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Novo Embraer E175 da KLM chega ao aeroporto de Shciphol, em Amsterdã (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A companhia aérea holandesa KLM recebeu na semana passada o 49º e último avião da encomenda que havia feito à fabricante brasileira Embraer. O avião modelo E175 será usado pela subsidiária KLM Cityhopper em rotas regionais dentro da Europa.

Antes de chegar à nova casa, no entanto, o novo avião da KLM teve de fazer uma jornada de dois dias de viagem entre São José dos Campos (97 km a nordeste de São Paulo), sede da fábrica da Embraer, até o aeroporto de Schiphol, em Amsterdã (Holanda), sede da KLM. O blog Todos a Bordo acompanhou o voo do avião até a Europa.

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Com autonomia de 4.074 quilômetros, o Embraer E175 precisa fazer três paradas para reabastecimento antes de completar a viagem de cerca de 9.700 quilômetros. Depois de decolar da fábrica da Embraer, o avião para em Recife (PE), Ilha do Sal (Cabo Verde) e Faro (Portugal).

Um voo sem passageiros

Depois de pronto, o avião sai da fábrica para os primeiros testes em voo. Aprovado pela equipe técnica da companhia aérea e com toda a documentação liberada, os pilotos da empresa têm a missão de levar o avião novinho para casa.

Tripulação e avião com detalhes em laranja em homenagem ao Dia do Rei (Vinícius Casagrande/UOL)

A entrega do último avião da encomenda da KLM junto à Embraer aconteceu exatamente no dia em que a Holanda comemorava o Dia do Rei (28 de abril). Para celebrar a data, o E175 recebeu uma pintura especial, com corações laranja (uma das cores que representam a Holanda) e a inscrição “Regards to the king” (Saudações ao rei).

A tripulação, composta por oito funcionários holandeses da KLM, embarcou no avião pouco antes das 8h, usando camisetas laranja também em homenagem ao rei. No total, eram apenas 12 pessoas (havia também quatro convidados) dentro do avião com capacidade para 88 passageiros.

Por se tratar de um voo especial, a bagagem não é despachada no porão do avião. Mesmo as malas maiores vão dentro da cabine de passageiros. O único detalhe é que elas devem ficar nos últimos assentos do avião. Isso é importante para balancear o peso. Tripulantes e convidados ficam acomodados na parte da frente do avião.

Porta da cabine fica aberta durante o voo

Sem passageiros pagantes a bordo, o clima dentro do avião fica bastante informal. Apesar de ser um avião comercial, o voo de traslado funciona bem mais ao estilo de um jato executivo. Um dos pontos mais curiosos é que a porta da cabine dos pilotos fica o tempo inteiro aberta.

Sem a presença de passageiros, porta da cabine fica sempre aberta (Vinícius Casagrande/UOL)

Após o avião atingir a velocidade e altitude de cruzeiro (cerca de 900 km/h e 10 km de altitude), os quatro convidados do voo (os únicos que não estavam acostumados com essa situação) não resistem em se aproximar para ver bem de perto como é o trabalho dos pilotos durante o voo.

Com o piloto automático ligado, resta aos pilotos apenas monitorarem todos os sistemas do avião, como consumo de combustível, sistemas hidráulico e elétrico e rota percorrida, além de ficarem atentos às comunicações do controle de tráfego aéreo. No lado de fora do avião, o ar calmo deixava o voo ainda mais tranquilo.

Paradas para reabastecimento e descanso da tripulação

Ao pousar em Recife, enquanto o avião é reabastecido, tripulantes e convidados precisam ir até o terminal do aeroporto para fazer o procedimento de saída do país. Apesar de não haver mais nenhum passageiro na área de imigração, o processo demora um pouco mais do que o normal. É que, além de verificar os passaportes, há também os últimos detalhes burocráticos da exportação do avião.

De Recife, o E175 inicia a travessia do oceano Atlântico. O próximo destino é a ilha do Sal, uma das que formam o arquipélago de Cabo Verde. São quase quatro horas de viagem. Para fazer esse trajeto sobre o mar, o avião recebe uma antena de alta frequência HF para comunicação de longa distância. Essa antena é usada somente no voo de entrega e retirada após a chegada a Amsterdã, já que o avião fará apenas voos curtos sobre o continente europeu.

O avião chega à Ilha do Sal já no final da tarde. Logo após o pouso, o Embraer E175 é reabastecido e levado a uma área de estacionamento, onde passará a noite. O avião não segue viagem imediatamente para permitir o descanso dos pilotos. Nos voos regulares de longo alcance, são utilizados três pilotos, que se revezam na cabine de comando. No voo de traslado do novo jato, havia dois pilotos a bordo.

Localizada no meio do oceano Atlântico, a ilha do Sal recebe poucos voos diários. Do Brasil, há um voo semanal saindo de Fortaleza (CE) e Recife (PE) para Cabo Verde. O destino, no entanto, é a cidade de Praia, na ilha de Santiago, e distante a cerca de 250 quilômetros da ilha do Sal.

Último dia da viagem

Depois de uma noite de descanso, o último dia da viagem para a entrega do avião Embraer E175 à KLM começa bem cedo. Às 7h, a tripulação já está pronta para seguir ao aeroporto. Ao chegar à porta do avião, o engenheiro de solo Berny Koomen fica responsável para fazer a inspeção visual em toda a área externa do avião. Ele verifica todas as estruturas do avião, como trem de pouso, motores, asas e fuselagem.

Engenheiro Berny Koomen verifica condições do avião antes da decolagem (Vinícius Casagrande/UOL)

Dentro da cabine de comando, os pilotos holandeses Ronald Vermerris e Thijs v.d. Zanden fazem as programações para o voo. Todo o plano de voo, com a rota a ser seguida, é repassado para o computador de bordo. É ele que vai orientar o piloto automático durante a viagem. Com tudo pronto, o avião decola poucos minutos depois das 8h.

Após cerca de três horas de voo, o E175 faz seu primeiro pouso no continente europeu. A chegada a Faro ocorre por volta das 13h30 no horário local (há duas horas de fuso entre Cabo Verde e Portugal). É a parada mais rápida do trajeto inteiro.

Em Faro, apenas os pilotos descem do avião para acompanhar o reabastecimento do Embraer E175. Enquanto isso, dentro do avião, os demais tripulantes e convidados recebem o almoço (os pilotos também almoçam depois do reabastecimento). Outra raridade que só acontece nesse tipo de voo é você receber o serviço de bordo somente quando o avião está parado no solo.

Depois de uma hora do pouso em Faro, o avião decola para Amsterdã, seu destino final. São mais duas horas e meia de voo. A tripulação já está ansiosa para chegar em casa. No meio do caminho, os pilotos trocam de roupa e, pela primeira vez durante a viagem, vestem o tradicional uniforme. Até então, estavam normalmente vestidos com calça jeans e camiseta.

Os pilotos Ronald Vermerris e Thijs v.d. Zanden na chegada a Amsterdã (Vinícius Casagrande/UOL)

O pouso em Amsterdã acontece às 18h no horário local. Em vez de se dirigir ao terminal de passageiros, o último Embraer a ser incorporado à frota da KLM segue para o pátio de estacionamento dos jatos executivos. Os pilotos se aproximam acenando a bandeira brasileira para os familiares que esperam no terminal VIP. Não há nenhum tripulante brasileiro e a bandeira é uma referência ao país onde o avião foi fabricado.

Primeiro voo comercial ocorre 36 horas depois da chegada

O novo Embraer E175 ficou parado no aeroporto de Amsterdã apenas 36 horas antes de fazer seu primeiro voo comercial com passageiros. Foi o tempo necessário para acertar a documentação e realizar a última inspeção pelos técnicos da KLM.

O primeiro voo do E175 decolou de Amsterdã às 6h50 do dia 30 de abril com destino a Bruxelas (Bélgica), um trajeto de apenas meia hora. Naquele dia, o novo avião fez um total de nove voos, com viagens para Frankfurt (Alemanha), Bremen (Alemanha) e Gdansk (Polônia), além de outro voo para Bruxelas.

Familiares aguardam os tripulantes no pátio do aeroporto (Vinícius Casagrande/UOL)

Preços dos novos Embraer não estão atrativos, diz KLM

A Embraer criou novos modelos de avião que prometem gastar 17,3% menos combustível, mas custam mais caro. Como o preço do petróleo no mercado mundial está baixo, esses novos aparelhos podem ter dificuldade de venda.

A avaliação é do gerente de frota da KLM, Gertjan Lichtenveldt. “Com os valores atuais do petróleo, a economia de combustível não faz tanta diferença e, por enquanto, talvez não compense o investimento a mais para os aviões da nova geração”, diz. A KLM é atualmente a maior operadora de aviões da Embraer na Europa.

Um Embraer E175 custa em torno de US$ 42 milhões (R$ 148 milhões), enquanto o E175-E2 da nova geração sai por volta de US$ 50 milhões (R$ 176 milhões). Outro modelo utilizado pela KLM, o E190 custa cerca de US$ 50 milhões (R$ 176 milhões). O valor do novo E190-E2 sai por volta de US$ 58 milhões (R$ 204 milhões).

(O jornalista viajou a convite da KLM)

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Avião Embraer 175 na fábrica de São José dos Campos (Vinícius Casagrande/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Quem compra um carro novo precisa esperar pouco mais de uma semana para sair dirigindo da concessionária. É o tempo necessário para uma última revisão do veículo e o emplacamento no Detran. No dia da retirada, basta assinar alguns documentos, receber instruções sobre o veículo e pronto.

Já as companhias aéreas enfrentam um processo bem mais complexo para comprar um avião novo. Somente o processo de escolha do modelo pode demorar mais de um ano. Quando vai introduzir um novo tipo de aeronave à sua frota, a companhia aérea avalia as opções de diversos fabricantes.

São levados em conta aspectos como adequação às rotas da empresa, custos operacionais, manutenção, treinamento da tripulação, capacidade de carga e conforto do passageiro. “Fazemos vários voos de demonstração e os executivos preenchem um questionário sobre vários pontos e características do avião”, afirma Hans Werner, vice-presidente de serviços técnicos e desenvolvimento de frota da KLM.

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Com a decisão tomada, ainda pode levar alguns anos para a empresa receber todos os aviões que comprou. A companhia aérea holandesa KLM, por exemplo, optou pelos jatos E175 e E190, da Embraer, há mais de dez anos.

De um pedido total de 49 aviões, a empresa já recebeu 45 deles – os dois mais novos foram entregues na semana passada na fábrica de São José dos Campos, no interior de São Paulo, sendo um E190 e um E175. A empresa deve receber os quatro últimos aviões do pedido até abril.

Pilotos e mecânicos fazem testes em voo e no solo antes de receber um avião novo (Divulgação)

Vistoria do avião dura três dias

Quando o avião fica pronto na fábrica, a companhia aérea envia pelo menos seis pessoas para fazer a liberação da aeronave e levá-la para a sede da empresa. No caso da KLM, foram dois pilotos, dois mecânicos, uma pessoa responsável por analisar toda a documentação no Brasil e outra para fazer o registro do avião junto às autoridades holandesas.

Além da parte burocrática, os pilotos e mecânicos também fazem diversas avaliações para garantir a qualidade do avião. No primeiro dia de testes, a nova aeronave faz um voo de cerca de duas horas para os pilotos verificarem os comandos de voo. Depois do pouso, os mecânicos fazem uma avaliação dos motores do avião.

No segundo dia, o avião passar por mais testes. No solo, a aeronave é erguida por macacos hidráulicos. Com o avião suspenso, os mecânicos fazem diversos testes nos trens de pouso, comandos das asas e estabilizadores.

O último dia é destinado a avaliar a condição de toda a fuselagem do avião, incluindo detalhes da pintura. Se algum problema for encontrado, a aeronave é enviada de volta ao hangar para reparo do problema.

Somente depois que o novo avião é aprovado pelos pilotos e mecânicos, a companhia aérea faz o pagamento final. Um Embraer 190, por exemplo, custa cerca de US$ 50 milhões (R$ 162 milhões). Com o pagamento confirmado, o avião passa a exibir a matrícula (letras de registro, como a placa do carro) do país de origem da companhia aérea.

Cerimônia oficial de entrega de um novo avião na fábrica da Embraer (Vinícius Casagrande/UOL)

De São José dos Campos para Amsterdã

Os novos aviões da KLM decolaram na manhã da última sexta-feira (23) da fábrica da Embraer em São José dos Campos (SP) com destino a Amsterdã, na Holanda. Com não têm autonomia para fazer um voo direto, as aeronaves precisam fazer de duas a três paradas para reabastecimento.

O Embraer 190 faz o primeiro pouso em Recife (PE). Além de reabastecer o avião, pilotos, mecânicos e eventuais convidados também fazem todo o processo alfandegário de saída do país. De Recife, o avião viaja até Tenerife, nas Ilhas Canárias, já em território espanhol. Tripulação e convidados passam a noite em Tenerife e somente no dia seguinte fazem a última perna da viagem, até Amsterdã.

Como o Embraer 175 tem autonomia menor, é necessário fazer uma parada a mais. Assim, o avião sai de São José dos Campos, passa por Recife e depois segue para a Ilha do Sal, em Cabo Verde. No dia seguinte, o avião voa até Faro, em Portugal, para o último reabastecimento, antes de seguir até Amsterdã.

Quando chega à sede da companhia aérea, o avião passa por mais uma inspeção técnica antes de começar a realizar os voos regulares pela empresa.

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Serão mais 35 voos internacionais por semana a partir do Nordeste em 2018 (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A região Nordeste do Brasil tem atraído a atenção das companhias aéreas como uma nova ligação para voos internacionais. Em 2018, os voos para o exterior com saídas a partir de cidades do Nordeste devem ter um aumento de 50%.

Segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), atualmente há 70 voos regulares internacionais por semana a partir de aeroportos da região. Para 2018, está prevista a criação de pelo menos mais 35 novos voos regulares, o que elevaria para 105 decolagens semanais rumo ao exterior. Os dados não consideram voos temporários ou de fretamento.

O crescimento será feito por companhias aéreas que já operam voos internacionais na região. Atualmente, 11 empresas têm voos para o exterior a partir do Nordeste. Em 2018, o número passará para 13. A região também ganhará dois novos destinos internacionais: Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, e Rosário, na Argentina.

Todos os novos voos sairão de Fortaleza (CE), Recife (PE) ou Salvador (BA), cidades que já contam com voos internacionais. Além delas, outras cinco cidades do Nordeste também têm voos para exterior, mas que devem permanecer com as mesmas operações atuais. São elas: Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN) e Porto Seguro (BA).

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KLM terá três voos semanais entre Fortaleza e Amsterdã (Divulgação)

Fortaleza é campeã de novos voos

Fortaleza é a principal responsável pelo aumento dos voos internacionais no Nordeste. Somente a capital cearense tem prevista a estreia de 24 voos por semana. O crescimento internacional de Fortaleza começou quando o grupo Air France-KLM anunciou o início de novos voos para Paris, na França, e Amsterdã, na Holanda.

A ideia inicial era que fossem três voos semanais entre Fortaleza e Amsterdã e dois entre Fortaleza e Paris. Após o início das vendas dos bilhetes, o grupo decidiu incluir um terceiro voo para Paris. Nos voos para a capital francesa, o grupo Air France-KLM irá utilizar aviões de sua nova companhia aérea, a Joon, criada no ano passado.

Uma passagem entre Fortaleza e Paris em voos diretos, com ida dia 13 de maio e volta dia 20 de maio, custa R$ 3.027. Se a mesma viagem fosse feita com conexão em São Paulo ou Rio de Janeiro, o valor subiria para R$ 3.988.

Na rota entre Fortaleza e Amsterdã em voos diretos, com ida de 10 de maio e volta dia 19 de maio, a passagem custa R$ 2.489. Em voos com conexão em São Paulo ou no Rio de Janeiro, a viagem subiria para R$ 3.932.

Novo Boeing 737 MAX terá autonomia para voar de Fortaleza a Miami sem escala (Foto: Divulgação/Gol)

Parceira do grupo franco-holandês, a brasileira Gol reforçou suas operações em Fortaleza para facilitar a conexão de passageiros. “A Gol vai aumentar sua oferta na região e oferecer mais de 60 mil novos assentos por mês de e para a cidade, com um incremento de 35% da oferta de assentos”, afirma Celso Ferrer, vice-presidente de planejamento da Gol.

Aproveitando a presença maior na capital cearense, a Gol escolheu a cidade para retomar os voos para os Estados Unidos. A companhia terá um voo diário entre Fortaleza e Orlando e outro voo diário entre Fortaleza e Miami. No total, serão 14 voos semanais a partir de novembro. A empresa também terá voos para Miami e Orlando a partir de Brasília (DF).

O voo direto da Gol entre Fortaleza e Miami, com ida dia 4 de novembro (voo inaugural) e volta dia 11 de novembro, custa R$ 2.122,98. Na rota entre Fortaleza e Orlando, nas mesmas datas, a passagem custa R$ 2.219,62.

“Fortaleza possui localização privilegiada, facilitando as possibilidades de conexões rápidas e eficientes com os demais destinos. O potencial de desenvolvimento do seu aeroporto, economia e turismo também contribuem para o aumento das operações no Estado. Todos estes benefícios foram decisivos para a escolha de Fortaleza como sede do hub em parceria com a Air France KLM”, afirma o vice-presidente da Gol.

Latam terá novos voos a partir de Fortaleza, Recife e Salvador (Foto: Divulgação)

Latam entra na disputa em Fortaleza

Em resposta às inciativas da parceria da Gol com o grupo Air France-KLM em Fortaleza, a Latam anunciou a criação de dois novos voos semanais entre Fortaleza e Orlando e o aumento de um para dois voos semanais na rota entre Fortaleza e Miami.

Durante o anúncio, o CEO da Latam, Jerome Cadier, aproveitou para cutucar a rival. Na ocasião, a Gol ainda não havia anunciado seus voos próprios para os Estados Unidos. “O Nordeste precisa ser mais do que um simples ponto de conexão com empresas parceiras de outros continentes. Com voos diretos próprios, vamos aproximar ainda mais a região de outros destinos no mundo”, disse na época.

Além de Fortaleza, a Latam criou um voo semanal entre Salvador e Miami, aumentou a frequência na rota entre Recife e Miami e transformou de temporário para definitivo o voo semanal entre Salvador e Buenos Aires, na Argentina.

Para viagens entre Recife e Miami em maio, a passagem custa R$ 1.767. Na rota entre Fortaleza e Orlando, no voo inaugural direto de 5 de julho, a passagem de ida e volta sai por R$ 3.722. No trecho entre Salvador e Miami, a passagem de ida no dia 29 de abril (voo inaugural) e volta em 6 de maio, a passagem custa R$ 1.763.

A Latam já teve planos de criar um hub (centro de distribuição de voos no Nordeste). No entanto, a crise econômica brasileira fez a companhia congelar esse projeto, que segue sem data para ser implementado. “A companhia entende que um verdadeiro hub demandaria um mercado aquecido e sustentável no longo prazo que justifique a criação de uma base de voos e alocação de frota na região”, afirma a empresa em nota.

Azul reforça operação internacional em Recife (Divulgação)

Azul terá mais um destino nos Estados Unidos

A Azul passará a voar a partir de Recife para Fort Lauderdale, na região de Miami. Serão dois voos semanais a partir de maio, ganhando uma terceira frequência por semana em junho. Atualmente, a companhia já conta com quatro voos semanais entre Recife e Orlando.

Segundo a empresa, os voos de Recife para os Estados Unidos permitirão uma rápida conexão para os passageiros que saem de Salvador, João Pessoa, Maceió, Natal, Fortaleza, Aracaju e Rio de Janeiro. Os voos diretos com ida dia 13 de maio e volta dia 19 de maio custa R$ 2.070.

A companhia aérea também terá voos para dois novos destinos na Argentina a partir da capital pernambucana. Os voos saindo de Recife para as cidades de Rosário e Córdoba serão uma vez por semana.

“Nossa malha no Recife vem crescendo a cada dia, permitindo que a companhia ofereça conexões rápidas e convenientes para vários destinos no país e no mundo”, afirma John Rodgerson, presidente da Azul.

Copa Airlines terá novos voos entre Panamá e Fortaleza e Recife (Divulgação)

Copa terá voos do Panamá para Fortaleza e Salvador

A companhia aérea panamenha Copa Airlines, que já voa para sete cidades brasileiras, também deve reforçar sua presença no Nordeste. A empresa já tem dois voos semanais entre Recife e Cidade do Panamá. A partir de julho, serão mais dois voos por semana entre o Panamá e Fortaleza e outros dois voos do Panamá para Salvador.

A Copa Airlines utiliza seu hub na Cidade do Panamá para conectar os passageiros a 78 cidades em 32 países da América do Norte, Central e do Sul e no Caribe.

Veja os novos voos a partir da região Nordeste do Brasil para 2018:

Gol: Fortaleza – Miami (sete voos semanais)

Gol: Fortaleza – Orlando (sete voos semanais)

Latam: Fortaleza – Orlando (dois voos semanais)

Latam: Fortaleza – Miami (aumento de mais um voo semanal)

Latam: Salvador – Miami (um voo semanal)

Latam: Salvador – Buenos Aires (um voo semanal – era temporário e vira definitivo)

Latam: Recife – Miami (aumento de mais um voo semanal)

Azul: Recife – Fort Lauderdale (três voos semanais)

Azul: Recife – Rosário (um voo semanal)

Azul: Recife – Córdoba (um voo semanal)

KLM: Fortaleza – Amsterdã (três voos semanais)

Air France: Fortaleza – Paris (três voos semanais)

Copa Airlines: Fortaleza – Cidade do Panamá (dois voos semanais)

Copa Airlines: Salvador – Cidade do Panamá (dois voos semanais)

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Pior acidente da aviação mundial, com 583 mortos, completa 40 anos
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Colisão de dois Boeings 747 foi o acidente com o maior número de mortos (Foto: Domínio Público)

Por Vinícius Casagrande

No dia 27 de março de 1977, há exatos 40 anos, a aviação mundial presenciava o pior acidente de sua história, jamais superado até hoje. No aeroporto de Tenerife, na Espanha, dois aviões Boeing 747 se chocaram na pista de decolagem, deixando 583 mortos. Apenas 65 pessoas, entre passageiros e tripulantes, sobreviveram.

Os dois aviões que se envolveram no acidente pertenciam à companhia aérea holandesa KLM e à já extinta norte-americana Pan Am. Todos os sobreviventes estavam a bordo do Boeing da Pan Am.

Ameaça de bomba em Las Palmas

Os dois aviões não estavam previstos para pousar no aeroporto de Tenerife. Ambos tinham como destino final o aeroporto de Las Palmas, também na Espanha. Naquele dia, porém, uma ameaça de bomba em um dos terminais forçou as autoridades a suspender todas as operações no aeroporto local. Assim, os aviões tiveram de ser desviados para Tenerife.

Muitos aviões chegaram a ficar horas parados esperando a reabertura do aeroporto de Las Palmas. O aeroporto de Tenerife passou a viver um certo caos. Com um tráfego de aviões muito superior ao registrado normalmente, não havia espaço para estacionamento de todas as aeronaves. Assim, alguns aviões tiveram de ficar parados nas pistas de táxi, dificultando a circulação de outras aeronaves.

Baixa visibilidade e falha de comunicação

Já era o final da tarde quando os aviões começaram a receber autorização para decolar rumo a Las Palmas. Um novo imprevisto, no entanto, dificultava novamente as operações. Naquele momento, uma forte neblina cobria o aeroporto de Tenerife, reduzindo a visibilidade do pilotos e dos controladores de tráfego aéreo.

Apesar da dificuldade, o Boeing 747 da KLM foi autorizado a prosseguir até a cabeceira da pista e aguardar novas ordens. Instantes depois, o avião da Pan Am recebeu instruções para cruzar a pista e seguir a um ponto perto da cabeceira, já que seria um dos próximos a decolar.

Os pilotos da KLM, porém, não compreenderam a mensagem corretamente (provavelmente por conta da pronúncia ruim do inglês dos controladores espanhóis) e assim que chegaram à cabeceira da pista iniciaram o procedimento de decolagem. Com a baixa visibilidade, os pilotos não viram que havia outro Boeing 747 fazendo uma manobra.

Desespero no Boeing da Pan Am

Enquanto cruzavam a pista, os pilotos da Pan Am conseguiram perceber que as luzes do Boeing da KLM estavam se aproximando e tentaram acelerar para sair da pista antes da chegada do outro avião.

“Comecei a gritar para sairmos da pista e o capitão começou a virar o avião. Olhei para a minha janela, do lado direito, e vi ele decolando da pista. Então, fechei os olhos, me abaixei e, basicamente, fiz uma oração curta na esperança de que ele não nos atingisse”, afirmou o copiloto do Boeing da Pan Am, Robert Bragg, em uma entrevista à BBC no ano passado.

Nesse momento, o avião da KLM já atingia uma velocidade de 250 km/h. O choque foi inevitável.

“Quando ele nos atingiu foi uma batida muito curta. Nenhum barulho muito alto, nenhum chacoalhão forte. Eu pensei, ‘graças a Deus, ele não nos acertou’. Então olhei para cima, para os controles de combate a incêndio, e foi quando eu notei que o teto do avião não estava mais lá”, disse.

Fuga do avião em chamas

O copiloto conseguiu saltar da cabine a uma altura de cerca de 12 metros do chão. A maioria dos passageiros sobreviventes saiu pela asa esquerda do avião e também teve de saltar. Somente os primeiros a sair do avião conseguiram se salvar, antes que o tanque central de combustível explodisse.

Após o impacto, o Boeing da KLM se despedaçou no chão e a fuselagem só parou totalmente cerca de 800 metros após o ponto de impacto.

Causas e consequências do acidente

As investigações apontaram diversas causas para o pior acidente da aviação mundial, e todas estão relacionadas a fatores humanos. As principais são falhas de comunicação entre os pilotos e o controle de tráfego aéreo, erros na pronúncia do inglês por parte dos controladores, cansaço dos pilotos e problemas de relacionamento entre os pilotos da KLM.

Depois do acidente, a aviação estabeleceu diversas mudanças nos procedimentos padrões. Os termos utilizados pelos controladores passaram a contar com uma fraseologia padrão em todo o mundo, há testes de inglês mais rigorosos e o treinamento para evitar conflitos dentro da cabine foi aprimorado.

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Na hora do pouso do avião, nem sempre o mais suave é o melhor
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Foto: Divulgação

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Não é incomum ver passageiros animados (ou aliviados) aplaudirem o comandante depois de um pouso. Ou por ter conseguido aterrissar em segurança, ou porque a manobra foi feita de forma bastante confortável, quase sem atritos na pista.

A surpresa é que nem sempre um pouso suave é um bom pouso, como escreve o piloto Jonathan Franklin no blog da companhia aérea KLM. “Uma das grandes falácias da aviação é que um pouso suave é um bom pouso. Isso nem sempre é verdade. Mesmo sendo mais confortável para os passageiros, a menos que as condições estejam perfeitas e a pista seja longa, um pouso suave pode ser algo ruim”.

Ele afirma que, em um pouso muito suave, o avião continua meio que voando, então precisa ser controlado com ainda mais atenção. Além disso, se a pista estiver molhada, o piloto também deverá fazer uma aterrissagem firme. “Por conta da velocidade do pouso, a água da pista não consegue se dispersar por baixo dos pneus em um pouso suave, e o trem de pouso vai patinar na superfície da água”.

Se a pista for bastante longa, a necessidade de aterrissar de forma mais firme será amenizada. De qualquer forma, seja o pouso suave ou mais duro, o passageiro deve saber que foi realizado de forma segura, como destaca o comandante da Gol, Leonardo Constant. “O bom pouso é o pouso seguro, feito com a manobra correta, com o toque na pista no ponto certo. A partir daí, podem ser mais macios ou mais duros, mas está dentro dos parâmetros de segurança”.

Ventos

Outro fator que interfere nas condições de pouso é a direção do vento. “Às vezes o passageiro questiona: ‘o dia está sem nuvem e o piloto teve de arremeter?’ Isso acontece por causa do vento”, diz o comandante da Gol Leonardo Constant.

O vento de proa, aquele que atinge o avião de frente, auxilia o processo de frenagem, facilitando o pouso. Neste caso, mais uma vez, o comprimento da pista também deve ser considerado porque, em uma pista curta, a frenagem do avião terá de ser mais forte.

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A internet está cheia de vídeos impressionantes de pousos em condições difíceis relacionadas ao vento, mas muitas vezes a imagem assusta mais quem está vendo do lado de fora do que o passageiro que está dentro do avião. “A imagem dos vídeos é impressionante, mas do lado de dentro a sensação é mais de uma turbulência, uma percepção de balanço”, diz Constant.

Só acaba quando termina

Outro aspecto para o qual o piloto da KLM chama a atenção é o fato de que o pouso não termina quando o avião toca o solo. “Apesar de ser raro qualquer coisa dar errado neste ponto, o avião ainda está em alta velocidade e, portanto, um pouco instável”.

“O pouso só acaba quando nós livramos a pista e iniciamos o taxiamento”, confirma Constant. Por isso, é muito importante seguir o aviso de manter os cintos afivelados até que o sinal luminoso seja desligado.

Piloto automático

O comandante Franklin diz ser mito que os pilotos utilizam o piloto automático o tempo todo. “Embora os aviões sejam capazes de pousar automaticamente, o piloto automático deve ser usado em condições de má visibilidade”.

“Mesmo quando o pouso é feito com o piloto automático, um dos pilotos ainda estará de olho nos controles, para o caso de alguma coisa indesejada acontecer. Isso garante que o pouso será finalizado com segurança”, diz.

O comandante da Gol explica que há aviões preparados para o uso do piloto automático no momento da aterrissagem, e pistas também preparadas para o uso do sistema, já que o processo também depende de instrumentos localizados no chão.

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A tendência de fazer vídeos de segurança que captem a atenção dos passageiros está testando a criatividade das companhias aéreas. As novas criações contam com celebridades, música, danças, situações cômicas. E também animação, como no vídeo que a KLM passará a exibir a partir de novembro.

As instruções sobre os procedimentos de segurança foram retratadas em desenhos inspirados na técnica utilizada nas porcelanas de Delft, na Holanda. Mais de 1.000 azulejos foram utilizados no vídeo.

Todo o roteiro obrigatório de segurança foi transformado em uma série de ilustrações feitas manualmente. A técnica de animação stop-motion foi usada para filmar azulejo por azulejo para o vídeo.

A aeromoça que serviu de modelo para os artesãos é funcionária da KLM e é a voz dela que se ouve durante a animação.

O novo vídeo de segurança será exibido a partir do dia 1º em todos os voos internacionais da KLM partindo de Amsterdã.

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Aérea pagará R$ 100 mil a homem impedido de embarcar com cadeira de rodas
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A Justiça de São Paulo condenou a companhia aérea KLM a pagar R$ 100.000,00 de indenização a um passageiro que foi impedido de embarcar para a França por causa de sua cadeira de rodas. Na sentença, o juiz Wander Benassi Junior afirma que a atitude configurou uma “violação à dignidade e a igualdade de oportunidades”. A empresa informou que vai recorrer da decisão.

Em setembro de 2013 o professor universitário Wilton Azevedo iria à Paris, para dar uma palestra. Mas não pôde embarcar porque, segundo a KLM, teria de ter avisado sobre a deficiência com uma antecedência de no mínimo 48 horas. A companhia aérea alegou que teria de ter um acompanhante para ficar à disposição do passageiro e que a cadeira de rodas elétrica que utiliza é considerada material perigoso, e precisa de transporte especial.

No processo, Azevedo afirmou que os funcionários da companhia fizeram “chacota”, ao dizerem, diante de sua família e de outros passageiros, que “o problema não era a paraplegia, mas a cadeira”. A empresa alegou que as informações foram passadas ao cliente de forma cordial e negou que seus empregados tenham sido grosseiros.

A sentença destaca que a falta de informação sobre a necessidade de assistência especial não inviabiliza o embarque, como prevê resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). “Sendo assim, havendo o assento disponível na aeronave e declarando-se o autor totalmente capaz de viajar sozinho, não há qualquer razão válida que justifique a recusa apresentada pelas rés”.

O juiz considerou “evidente que o autor sofreu dano a direitos da personalidade”, uma vez que foi impedido de embarcar com base “exclusivamente no fato de ser pessoa com deficiência, o que configura violação a sua dignidade e à igualdade de oportunidades”.

Na época em que foi barrado no voo, o professor publicou um vídeo no YouTube com sua versão sobre o caso.

(Claudia Andrade)

Tags : KLM


Conheça uma cabine de avião com quarto individual, entre outras mordomias
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O Grupo Air France-KLM divulgou as novas áreas de classe executiva e primeira classe de seus Boeings 777-200 e 777-300, na Air France, e 747-400, na KLM, durante WTM Latin America, um dos mais importantes eventos do setor de turismo do mundo. A exposição ocorreu, entre os dias 22 e 24 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo. Se você perdeu o evento, confira aqui os novos interiores:

Crédito: Divulgação

A TV em HD tem 24 polegadas e foi inspirada no iPad. São mil horas de programação. (Foto: Divulgação)

 La Première, da Air France

São quatro quartos individuais por cabine, com 3 metros quadrados cada. Eles podem ser fechados por uma cortina, para garantir privacidade nos voos de longa distância. A poltrona se reclina em 180 graus e vira uma cama com dois metros de extensão. Os braços do assento são de couro (assim como o encosto para a cabeça) e retráteis.

Para regular a iluminação, basta acionar o botão que fecha as persianas. O passageiro pode optar por luz ambiente, de leitura ou de abajur (na cabeceira). Há também uma TV HD de 24 polegadas, com tela sensível ao toque – “inspirada no iPad”, de acordo com a companhia. O acervo soma mil horas de filmes, séries, jogos e músicas.

Quando o passageiro decide dormir, os comissários colocam um colchão em seu assento, com travesseiro e edredom da marca Sofitel My Bed. Também há uma mesa e uma banqueta, para o caso de o passageiro receber uma visita durante o voo. Como brinde, os passageiros da primeira classe ainda ganham uma necessaire com cosméticos Givenchy, que inclui um creme “anticansaço” para os olhos.

No Brasil, os quartos estarão disponíveis para voos entre São Paulo e Paris a partir de outubro.

Crédito: Divulgação

As estações contam com uma mesa extra, lateral, e um compartimento para objetos. Foto: Divulgação

Business Class, da Air France

Na classe executiva, não há quartos, mas estações – o espaço é aberto, ainda que individualizado. A poltrona também se reclina em 180 graus, para virar uma cama com 1,96 metro de comprimento. Em qualquer lugar na aeronave, todos os assentos da categoria dão acesso direto ao corredor

Uma mesa ajustável, de 48 por 42 centímetros, garante 25% de espaço a mais que as mesinhas de poltronas convencionais. Além dela, há uma segunda mesa, lateral. Pertences como livros, revistas e tablets podem ser guardados em um bolso, que permanece acessível mesmo com a poltrona reclinada. Há ainda um compartimento para acomodar os fones de ouvido, um espelho e outros objetos pessoais.
A TV HD tem 16 polegadas e também funciona como um tablet. A cada mês, a companhia atualiza cerca de 100 horas de programação, em 12 idiomas.

A nova classe executiva já está disponível em voos da Air France entre São Paulo e Paris. Os trechos Brasília-Paris e Rio de Janeiro-Paris terão a classe remodelada no primeiro semestre de 2016.

Crédito: Divulgação

Por enquanto, a nova executiva só está disponível no Brasil entre o Rio e Amsterdã. (Foto: Divulgação)

World Business Class, da KLM

O número de assentos foi reduzido de 42 para 35 na classe executiva. Assinado pela designer holandesa Hella Jongerius, o projeto teve como objetivo transformar a ambientação anterior, inspirada no mundo dos negócios, em uma versão mais acolhedora, com tons mais quentes e escuros nos tecidos e revestimentos. Foram incluídas cinco novas cores: berinjela, castanho-escuro, azul-escuro, azul-cobalto e cinza escuro.

As poltronas também são completamente reclináveis, com compartimentos de armazenamento de objetos pessoais abaixo das telas de televisão. No Brasil, a classe executiva remodelada estará disponível em voos entre o Rio de Janeiro e Amsterdã a partir de agosto. Entre São Paulo e Amsterdã, só em 2016.

Leandro Quintanilha – leandroq@gmail.com


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