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Arquivo : jato particular

O que Maiara e Maraisa e a noiva morta têm em comum? Táxi-aéreo pirata
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Fiscalização da Anac interditou avião utilizado por Marília Mendonça (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O uso de táxis-aéreos piratas é algo recorrente no Brasil. Recentemente, os aviões utilizados pela cantora Marília Mendonça e pela dupla Maiara e Maraisa foram interditados por prestação irregular de serviço de táxi-aéreo. Um helicóptero que transportava uma noiva que morreu a caminho do casamento também era um táxi-aéreo pirata.

Para aumentar a rentabilidade no tempo ocioso das aeronaves, empresários e proprietários passam a alugar seus aviões e helicópteros para voos particulares. Com menos custos fixos, chegam a cobrar até 40% mais barato que as empresas autorizadas a fazer esse tipo de serviço. Atraídos pelo preço mais baixo, muitos passageiros embarcam na aeronave sem saber que se trata de um serviço ilegal. Mas há também aqueles que sabem da prática irregular e fazem a escolha apenas por questões financeiras.

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Concorrência desleal

As empresas legais reclamam de concorrência desleal, porque elas têm vários gastos com equipe de manutenção e segurança. Segundo Jorge Bittar, presidente da Abtaer (Associação Brasileira de Táxi Aéreo), essas exigências fazem com que os custos das empresas certificadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) sejam mais altos, mas garantem maior segurança aos passageiros.

Bittar estima que sete em cada dez voos de táxi-aéreo no Brasil sejam piratas. A situação piorou após os últimos anos de crise econômica no país. “Uma forma de as pessoas [usuários do serviço] continuarem voando foi migrar para o táxi-aéreo pirata. Outro motivo é o proprietário [da aeronave] que viu a necessidade de colocar a aeronave para voar para fazer dinheiro”, afirmou o presidente da Abtaer.

A Anac afirma que não há como quantificar o uso de táxis-aéreos piratas no Brasil. “Nós temos informação das empresas e voos autorizados, mas não temos números precisos dos piratas, já que estão à margem da lei”, afirmou Marcelo Lima, gerente de operações da Superintendência de Ação Fiscal da Anac.

Acidentes com táxis-aéreos piratas

Casos recentes de acidentes mostram que, além da questão econômica, o principal problema está relacionado à segurança dos passageiros. Em dezembro de 2016, uma noiva morreu a caminho do casamento em uma queda de helicóptero em São Lourenço da Serra (SP). No início do mês passado, outro helicóptero caiu em Vinhedo (SP) enquanto levava uma noiva ao casamento, dessa vez sem mortes.

Em ambos os acidentes, as aeronaves realizavam o serviço pirata de táxi-aéreo. O presidente da Abtaer disse acreditar que os acidentes poderiam ter sido evitados, se tivesse sido utilizado um serviço autorizado de táxi-aéreo. “Nossos pilotos são mais treinados para enfrentar esse tipo de situação. É melhor a frustração da noiva que um acidente”, afirmou.

“Nesses dois casos, fica evidente a necessidade de se contratar um táxi-aéreo seguro, responsável e que faça a operação correta”, afirmou o gerente de operações Anac.

Anac promete aumentar a fiscalização

Em resposta a esses dois casos, a agência diz que intensificou a fiscalização prometeu lançar uma grande ação a partir do segundo semestre deste ano. Os primeiros alvos foram a dupla Maiara e Maraisa e a cantora Marília Mendonça. Em uma operação de fiscalização realizada no mês passado, a Anac interditou os aviões usados pelas cantoras.

O gerente de operações da Anac afirmou que a investigação começou a partir de uma denúncia feita à agência. “Começamos a monitorar a produtora das cantoras e montamos uma operação para flagrar a ação irregular”, afirmou Lima.

Quando isso acontece, os pilotos envolvidos na operação têm a habilitação de voo suspensa. A aeronave perde o seu Certificado de Aeronavegabilidade, documento exigido para realizar voos. “Dependendo da investigação, o piloto pode perder definitivamente sua habilitação”, afirmou Lima.

Além disso, pilotos, proprietários da aeronave e quem comercializou o serviço irregular podem responder criminalmente de acordo com os artigos 261 (colocar em risco as operações aéreas) e 171 (estelionato) do Código Penal. “Em caso de acidente, ainda podem responder por homicídio doloso”, disse Lima.

Denúncia é fundamental para investigação

Tanto a Anac como a Abtaer admitem que ainda enfrentam problemas para a investigação. “A grande dificuldade é a colaboração do usuário. Ele não é a parte acusada”, disse o gerente de operações da Anac.

O presidente da Abtaer afirmou que nos casos em que o usuário contrata conscientemente um táxi-aéreo pirata, ele alega para a fiscalização que a aeronave foi emprestada pelo proprietário. Se não houve a contratação do serviço, a atividade é legal.

No entanto, há muitos casos em que o passageiro contrata um serviço de táxi-aéreo pirata achando que está contratando uma empresa autorizada. Foi o que aconteceu com a noiva que morreu a caminho do casamento.

“No caso em que houve o falecimento da noiva, ela contratou por um valor elevado uma empresa intermediária de serviços para fazer esse trabalho. Vê-se que houve boa-fé do usuário tentando fazer com todo o cuidado a contratação de uma empresa para que ela tivesse toda a garantia que a operação fosse segura”, afirmou o gerente de operações da Anac.

Como identificar um táxi-aéreo regular

Diversas empresas são apenas intermediárias na contratação de um táxi-aéreo. Elas não possuem aeronaves próprias e apenas negociam com outras empresas. Podem ser tanto aviões e helicópteros autorizados a prestar esse tipo de serviço como aeronaves de proprietários particulares.

Esse é um dos pontos que dificultam a fiscalização tanto das autoridades como dos usuários, já que dificilmente uma empresa que comercializa voos opera de forma 100% irregular.

Nesse caso, o ideal é que o usuário solicite à empresa a matrícula da aeronave que será utilizada. A matrícula é como se fosse a placa do avião. Ela é composta de cinco letras, começando com PR ou PT (o que identifica que são registradas no Brasil).

Com esses dados, o usuário pode pesquisar diretamente no site da Anac a situação daquela aeronave. No campo Categoria de Registro, deve constar TPX ou Serviço de Transporte Remunerado. No caso de aeronaves particulares que fazem o serviço de táxi-aéreo pirata, a categoria consta como Serviço Aéreo Privado.

O gerente de operações da Anac afirmou que é fundamental que os usuários denunciem quando identificarem os casos irregulares. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 163 ou pelo site, na seção Fale com a Anac.

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Ser dono de um jato executivo próprio é algo exclusivo para os mais ricos entre os super-ricos. Um relatório conjunto das empresas Wealth-X e VistaJet apontou que o patrimônio médio de quem tem um jato executivo é de US$ 1,5 bilhão (R$ 5 bilhões).

A empresa Wealth-X, com sede em Cingapura, é especializada na análise de dados da população super-rica (patrimônio de mais de US$ 30 milhões, ou R$ 100 milhões), enquanto a VistaJet é uma empresa de aviação executiva. As empresas cruzaram seus dados para traçar o perfil dos usuários de jatos executivos em todo o mundo, além de consultar especialistas do setor.

O estudo mostra que o perfil típico dos proprietários de jatos executivos é formado por homens mais velhos e casados. A maioria tem mais de 60 anos e 75% deles criaram totalmente a sua própria riqueza. Entre os proprietários de jatos executivos, 19% deles fizeram sua fortuna no mercado financeiro, bancário ou de investimentos, seguido pelo mercado imobiliário (7%).

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Segundo o relatório, os usuários dos programas de assinaturas ou compra compartilhada são mais ricos do que a média dos super-ricos, sendo que 28% tem patrimônio de mais de US$ 500 milhões. O estudo aponta a forte participação de empresários dos setores financeiro, bancário e de investimento. No total, 21% fazem parte desses três mercados.

Maioria dos super-ricos não tem jato próprio

O estudo aponta que a maioria dos super-ricos prefere outras alternativas para usar jatos particulares  (veja as opções mais abaixo). É que os custos para aquisição e manutenção de um jato executivo podem ser altos até mesmo para os super-ricos. Os cinco jatos mais vendidos do mundo custam entre US$ 4,9 milhões (R$ 16,4 milhões) e US$ 62,5 milhões (R$ 209 milhões).

Bombardier Global 6000 é o jato executivo mais caro entre os mais vendidos do mundo (Divulgação)

Isso tem feito com que muitos milionários prefiram outras alternativas para evitar comprar seu próprio avião. Nos Estados Unidos, maior mercado de aviação executiva do mundo, enquanto a população de super-ricos cresceu 46% nos últimos dez anos, a quantidade de proprietários de aviões particulares teve aumento de 34%.

Na China, o número de donos de jatos executivos cresceu 347% nos últimos dez anos. Ainda assim, é bem menor do que a alta de 840% na população de super-ricos no mesmo período.

“Muito do crescimento da aviação executiva é resultado da explosão dos voos fretados sob demanda, programas de assinatura e compra compartilhada em todo o mundo. Essas opções atendem às necessidades das pessoas mais ricas do mundo e executivos empresariais”, afirma o relatório.

Entenda como funcionam as opções para voar em um jato executivo

Voos fretados sob demanda: é quando o passageiro aluga um jato executivo em algum táxi-aéreo para uma determinada viagem. É mais utilizado por quem não viaja com tanta frequência.

Programas de assinaturas: é uma opção para quem precisa viajar constantemente em aviões privados. O usuário paga uma mensalidade que dá direito a uma determinada quantidade de horas de voo.

Compra compartilhada: É um misto entre programas de assinatura e ter o avião próprio. Nesse caso, o usuário compra apenas uma fração do avião, paga uma taxa mensal para manutenção e tem direito a uma determinada quantidade de horas de voo, pagando os custos de combustível.

Challenger 350 pode voar de São Paulo ou Rio para qualquer ponto da América do Sul (Divulgação)

Mesmo quem tem o seu próprio avião também utiliza os programas de assinatura. “Mais da metade dos proprietários também usam os programas de assinatura porque, em muitas ocasiões, isso pode ser mais eficiente que usar o avião próprio para alguns tipos de voo”, afirma o relatório.

Entre os passageiros de jatos executivos que apenas alugam um avião quando há necessidade, o patrimônio médio é de US$ 67 milhões. “Isso sugere que ter um avião próprio ou fazer parte de um programa de assinatura de voos está fora do alcance até mesmo da grande maioria dos super-ricos do mundo”, afirma o relatório.

O estudo aponta que esse grupo é formado por pessoas mais jovens, que ainda não tiveram tempo suficiente para criar sua própria fortuna, sendo que 12% herdaram a riqueza que possuem. Os setores financeiro, bancário e de investimento continuam no topo da lista de atividades econômicas, mas com participação menor, de 14%, em relação a quem freta um jato executivo. Na sequência, aparecem as áreas industrial (8%) e de tecnologia (7%).

Interior do Bombardier Challenger 350 (Divulgação)

Razões para usar jatos executivos

O relatório do perfil de passageiros de jatos executivos aponta também as cinco razões para a utilização de aviões particulares. São elas:

Economia de tempo: os empresários precisam de agilidade para se deslocar de um ponto a outro.

Controle: eles não querem o risco de terem voos cancelados ou enfrentar outros problemas comuns de passageiros de companhias aéreas.

Segurança: os super-ricos estão sempre preocupados com a segurança pessoal e acreditam que ao voarem em aviões privadas estão mais protegidos.

Privacidade: além da segurança pessoal, há a preocupação com a privacidade, reputação e segurança de informações críticas. É que durante os voos privados, empresários podem fazer reuniões durante a viagem, algo que não seria possível em aviões comerciais.

Custo-benefício: apesar de ser mais caro que voar em companhias aéreas, os empresários avaliam que a soma de todos os fatores faz com que o custo-benefício seja vantajoso, já que economizam tempo, têm mais segurança e podem continuar a fazer negócios enquanto se deslocam.

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O jato executivo Legacy 500, da Embraer (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Os grandes jatos executivos, capazes de fazer viagens intercontinentais sem escala, estão perdendo espaço em todo o mundo. Um levantamento da consultoria Gama Aero aponta que nos últimos dois anos houve uma queda de 29,3% no número de entregas mundiais de jatos grandes. Por outro lado, os jatos executivos médios tiveram um crescimento de 22,3%.

Nos últimos anos, a venda dos jatos grandes costumava ser maior do que a dos aviões executivos médios. Em 2016, no entanto, esse cenário se inverteu.

Jatos grandes:

2014 – 317 unidades

2015 – 290 unidades

2016 – 224 unidades

Jatos médios:

2014: 188 unidades

2015: 224 unidades

2016: 230 unidades

Um avião médio custa menos de um terço de um jato grande. Um jato executivo de grande porte como o Bombardier Global 6000, por exemplo, custa US$ 62,5 milhões (R$ 197 milhões), enquanto um Embraer Legacy 500 tem o preço de US$ 20 milhões (R$ 63 milhões) e um Cessna Citation Latitude custa US$ 16,3 milhões (R$ 51,2 milhões).

Outro ponto avaliado por empresários na hora da aquisição ou troca de um jato executivo está relacionado aos custos operacionais de um determinado modelo. Dados da consultoria Conklin & de Decker mostram que o custo da hora de voo no Legacy 500 é de US$ 2.400 (R$ 7.500), valor que sobe para US$ 3.900 (R$ 12.300) no Global 6000.

Aviões menores para destinos mais curtos

Na hora de comprar um jato executivo, o tamanho da viagem também deve ser considerado. Para o diretor de vendas da Embraer, Gustavo Teixeira, é nessa questão que os jatos médios têm ganho espaço no mercado.

Para o executivo da fabricante brasileira, na época de forte crescimento econômico, muitos empresários precisavam de aviões maiores. Com a crise e a diminuição de viagens longas, essas aeronaves ficaram acima das necessidades. Na hora de substituir os aviões utilizados, está sendo feita essa readequação.

“Para os empresários que tinham necessidade de deslocamento contínuo até o Oriente Médio e a China, com o cenário econômico e a mudança no perfil de voo, não adianta ficar carregando uma aeronave grande e com custo operacional elevado para fazer voos nacionais. E aí se faz o movimento adequado com o avião que atende melhor às suas necessidades”, afirma.

Turboélice Beechcraft King Air (foto: Divulgação)

Brasil tem preferência por jatos pequenos e turboélices

O mercado brasileiro de jatos executivos conta com cerca de 750 aviões, o segundo maior do segmento, atrás apenas dos Estados Unidos. Entre os jatos, o modelo de maior sucesso no Brasil é um avião da categoria leve, o Embraer Phenom 100. São 93 unidades do modelo no país.

Dentro da aviação executiva brasileira, no entanto, o que se destaca mesmo são aviões turboélices, com cerca de 1.700 aviões voando no país. Entre os turboélices, o líder é o Beechcraft King Air, com cerca de 700 unidades.

Essa preferência por jatos menores e turboélices é consequência do perfil da economia e infraestrutura brasileira e da forte presença do agronegócio. Para pousar em aeroportos pequenos ou mesmo em pistas de terra de fazendas, os turboélices são mais indicados.

Depois da forte retração dos últimos anos, o diretor comercial da TAM Aviação Executiva, Rafael Mugnaini, avalia que o mercado está se aquecendo novamente. “A percepção é que hoje os aviões estão voando menos, até por uma questão de economia. Mas vejo uma retomada das vendas, não como há dez anos, mas com crescimento. Este ano já está melhor e deve melhorar mais em 2018”, afirma.

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Jatos executivos em exposição em SP têm caviar, cama e Netflix a bordo
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Por Vinícius Casagrande

Maior feira de aviação executiva da América Latina, a Labace reúne no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, alguns dos mais luxuosos jatos e helicópteros executivos do mundo. São cerca de 45 aeronaves em exposição. Entre os mais sofisticados, o Bombardier Global 6000 custa US$ 62,5 milhões (R$ 190 milhões), enquanto o Dassault Falcon 8X pode voar de São Paulo a Moscou sem escalas, em uma viagem de 14 horas de duração.

Os jatos são criados para proporcionar todo o conforto aos passageiros. As regalias a bordo incluem desde sofás que viram camas até uma cozinha completa para preparar os mais variados tipos de refeições, além de wi-fi, telefone via satélite e filmes da Netflix.

Os cuidados com a sofisticação estão em todos os detalhes, como cinto de segurança acolchoado, madeira nobre no acabamento interno, poltronas de couro e sistema individual de entretenimento. A regra nesse mercado é que o proprietário pode configurar a cabine de passageiros de acordo com suas necessidades e gostos pessoais.

Os jatos executivos são feitos para agilizar a vida de seus passageiros. Enquanto voam, os empresários podem fazer reuniões com quem está a bordo ou mesmo em terra. É que os aviões contam com wi-fi e telefone via satélite como itens obrigatórios.

Serviço de bordo inspirado em restaurantes franceses

O serviço de bordo também recebe atenção especial. A brasileira Pamela Lakata é comissária de bordo da fabricante canadense Bombardier. Para atender aos passageiros VIPs que voam no luxuoso Global 6000, um jato de US$ 62,5 milhões (R$ 190 milhões), a preparação do voo é rigorosa.

Pamela conta que para servir a alimentação a bordo recebeu treinamento em restaurantes franceses premiados com a estrela Michelin. “Fazemos um serviço bem sofisticado”, afirma.

Toda a alimentação é preparada a bordo do avião. Os jatos maiores contam com uma verdadeira cozinha na área da frente do avião. O espaço, chamado de galley, tem refrigerador e forno elétrico para o preparo dos alimentos. “Tudo é feito na hora. Servimos entrada, prato principal e sobremesa. São todos produtos sofisticados, como caviar”, diz.

Os comissários de bordo também são verdadeiros sommeliers. Além de preparar as refeições, Pamela conta que também é responsável por escolher os vinhos e champanhes que serão servidos a bordo. “A gente tem de estudar qual é a melhor harmonização para cada voo”, afirma. “É um serviço bem melhor do que em qualquer primeira classe”, diz.

Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition)

Até quinta-feira (17)

Aeroporto de Congonhas – acesso pela Avenida Washingon Luis, altura do número 6.000

Horário: das 12h às 19h

Ingressos: R$ 430,00


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Feira de aviação executiva acontece no aeroporto de Congonhas (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O aeroporto de Congonhas recebe nesta semana a maior feira de aviação executiva da América Latina. Em sua 15ª edição, a Labace (Latin America Business Aviation Conference & Exhibition) vai reunir 45 aeronaves, entre jatos executivos e helicópteros. O evento acontece entre terça (15) e quinta-feira (17).

Um dos grandes destaques da Labace deste ano deve ser o Bombardier Global 6000, avaliado em US$ 62,3 milhões (R$ 196,8 milhões). Segundo a fabricante, o jato pode ligar São Paulo a Lisboa, Madrid, Nice ou Londres sem escalas, com oito passageiros e quatro tripulantes a bordo. O Global 6000 detém recordes de velocidade de viagem entre Aspen, nos EUA, e Londres, na Inglaterra, e de Londres a Nova York, nos EUA.

O Dassault Falcon 8X estará na Labace pelo segundo ano consecutivo. Com capacidade para até 19 passageiros, o jato de três motores tem autonomia para voar de São Paulo a Moscou sem parar para reabastecer. O avião é avaliado em US$ 57,5 milhões (R$ 181,6 milhões). O jato já teve 25 unidades vendidas em todo o mundo, sendo que quatro foram para clientes brasileiros.

A brasileira Embraer levará para a Labace cinco modelos de jatos executivos: Phenom 100, Phenom 300, Legacy 450, Legacy 500 e Legacy 650E. Segundo a Embraer, atualmente há 180 jatos executivos produzidos pela empresa registrados no Brasil. O Phenom 100 é o modelo de jato executivo de maior frota no Brasil, com 93 aeronaves registradas.

Modelo de entrada, o Phenom 100 tem capacidade para quatro passageiros, atinge velocidade máxima de 750 km/h, alcance de 2.182 km (São Paulo-Recife) e requer uma única parada para manutenção ao ano ou a cada 600 horas de voo. O jatinho é avaliado em US$ 4,5 milhões (R$ 14,2 milhões).

Na outra ponta de jatos executivos da Embraer, o Legacy 650E tem capacidade para 14 passageiros e autonomia de 7.222 km. A cabine de passageiros é dividida em três áreas e conta com uma cozinha a bordo. Com preço de US$ 26 milhões (R$ 82,1 milhões), o Legacy 650E tem 10 anos de garantia ou 10 mil horas de voo.

A TAM Aviação Executiva, representante de marcas como Cessna e Bell, terá nove aeronaves em exposição. Os principais destaques são o helicóptero Bell 505 Jet Ranger X, que será apresentado pelo primeira vez no Brasil, e o novo jato executivo Cessna Citation Latitude.

Expectativa de negócios

A Labace pode ser visitada pelo público em geral, mas tem como foco principal atrair quem pretende comprar um novo avião ou serviços para a aviação executiva. “Estamos muito otimistas com o evento este ano, que marca 15 anos da Labace. Teremos as principais marcas da indústria mundial aqui em São Paulo e, tanto os primeiros sinais da retomada econômica brasileira, quanto o atual cenário global da aviação, nos levam a acreditar em um evento muito positivo do ponto de vista dos negócios”, afirma Flavio Pires, diretor-geral da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral).

Entre as marcas que devem participar da Labace neste ano estão Bell Helicopter, Bombardier, Cessna, Dallas Airmotive, Dassault, Embraer, Gulfstream, Helibras, Jetex, Leonardo, Líder Aviação, Honda Aircraft, Pilatus, Synerjet, Tam Aviação Executiva, Textron, World Fuel Services, entre outras.

Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition)

Dias 15, 16 e 17 de agosto de 2017

Aeroporto de Congonhas – acesso pela Avenida Washingon Luis, altura do número 6.000

Horário: das 12h às 21h (dias 15 e 16) – das 12h às 19h (dia 17)

Ingressos: R$ 430,00

www.labace.com.br

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Dono de jatinho paga R$ 37 mil para estacionar e embarca sem fila e raio-x
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Passageiro de jato executivo tem tratamento VIP até no embarque (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Não importa se você viaja de econômica ou na primeira classe, a rotina de embarque no aeroporto é sempre muito parecida. O passageiro tem de chegar com bastante antecedência, fazer o check-in, despachar as malas, passar pelo raio-x, ir até a sala de embarque e aguardar na fila para só então poder embarcar no avião. Isso, claro, se você for um passageiro de alguma companhia aérea.

Na rotina de quem tem o seu próprio jatinho executivo, até nisso a vida é bem mais simples e agradável. Basta chegar ao aeroporto, caminhar alguns passos e o avião já está pronto para te receber. Aí, é só afivelar o cinto de segurança e decolar.

Como na aviação executiva quem manda é o passageiro, se ele se atrasar ou ainda tiver algum assunto pendente para resolver em terra, é só pedir para o piloto esperar mais um pouco. E nada de correr o risco de perder o voo.

Claro que isso tem um custo. Deixar um avião do modelo Phenon 100 parado num hangar custa em torno de R$ 11 mil por mês, enquanto o modelo Legacy 650 pode ter um custo mensal de R$ 37 mil.

Hangar de estacionamento de jatos executivos da Embraer em Sorocaba (foto: Divulgação)

O Brasil tem a segunda maior frota da aviação geral (excluindo os aviões de companhias aéreas) no mundo com cerca de 15 mil aviões e helicópteros particulares. Com a superlotação dos aeroportos da capital paulista, cidades próximas a São Paulo tem investido fortemente para receber os aviões executivos.

Um exemplo é o aeroporto de Sorocaba, a 100 km de São Paulo. De carro, a viagem leva cerca de uma hora, mas boa parte dos passageiros prefere mesmo é ir de helicóptero em um deslocamento de cerca de 20 minutos. O aeroporto conta atualmente com 50 empresas instaladas e tem pretensão de se tornar um terminal internacional.

Foi lá que a Embraer criou um centro de serviços para a aviação executiva, chamado de FBO (operador de base fixa, na sigla em inglês). O local tem desde uma estrutura completa para receber os passageiros até um hangar para manutenção geral de todos os jatos executivos fabricados pela empresa. Inaugurada no início de 2014, a área de 20 mil m² teve um investimento de US$ 25 milhões.

Sala de embarque do terminal da Embraer em Sorocaba (foto: Divulgação)

Atendimento personalizado ao passageiro

O centro de serviços da Embraer em Sorocaba atende desde os aviões que ficam estacionados no local até aqueles que estão simplesmente de passagem pelo aeroporto. Em todos os casos, a equipe de atendimento tem como principal função satisfazer todos os desejos dos passageiros que passam por ali.

É que, além da estrutura criada para o embarque, o centro de serviços também é responsável pela limpeza dos aviões, hangaragem (estacionamento), abastecimento e até pelas comidas e bebidas que vão a bordo do avião. “Nossa missão é prestar atenção aos mínimos detalhes. A gente sabe até o tipo de café preferido por cada passageiro”, diz Sérgio Tomasella Junior, gerente de relações com o cliente da Embraer em Sorocaba.

A equipe também está pronta para agir caso algum imprevisto aconteça. O gerente da Embraer lembra de um caso no qual o avião apresentou um problema na hora de ligar os motores. Enquanto a equipe de manutenção era chamada para verificar a falha, a equipe de cozinha do centro de serviços já foi acionada para preparar o almoço dos passageiros.

“Conseguimos otimizar o tempo dos passageiros. Enquanto os mecânicos consertavam o problema, eles almoçaram por aqui. Quando chegaram ao seu destino, já foram direto para a reunião que tinham, sem precisar mudar a agenda do dia”, conta.

Centro de serviços oferece manutenção completa dos aviões (foto: Divulgação)

Avião e pilotos também recebem tratamento VIP

O foco do centro de serviços da Embraer, no entanto, não é agradar somente aos passageiros. É que na maior parte do tempo quem utiliza o espaço são os pilotos dos jatos executivos.

Os tripulantes frequentam o espaço até mesmo quando não há nenhum voo programado para aquele dia. Ao assinar um contrato para deixar o avião no hangar, a Embraer coloca também à disposição uma sala exclusiva para eles. É ali que os pilotos trabalham quando estão em solo, revisando a documentação do avião e preparando o plano de voo da próxima viagem.

Há também os aviões que vão até Sorocaba somente para fazer algum tipo de manutenção. A oficina pode atender qualquer modelo de avião executivo fabricado pela Embraer. Atualmente, são 180 jatinhos feitos pela empresa em operação no Brasil.

Aviões são limpos diariamente (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Quando estão estacionados, os aviões também recebem tratamento diário. Além dos cuidados internos, uma equipe de limpeza passa todos os dias no hangar simplesmente para tirar o pó acumulado na fuselagem do avião. “Mesmo que o proprietário resolva fazer um voo de última hora, ele vai sempre encontrar o avião limpo e em total condição de voar”, afirma Tomasella Junior.

Mas esse luxo não é para qualquer um. Jato executivo mais barato da Embraer, o Phenon 100, por exemplo, custa a partir de US$ 4,5 milhões (R$ 14,2 milhões). O valor mensal do estacionamento, com todos os serviços incluídos, fica em torno de R$ 11 mil. Com capacidade para 14 passageiros, o Legacy 650 custa a partir de US$ 26 milhões (R$ 82,1 milhões). Por mês, são mais R$ 37 mil para ter todos os serviços.

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Por Vinícius Casagrande

Jatos executivos foram feitos para dar mais agilidade e permitir que os passageiros possam trabalhar como se estivessem no próprio escritório. Para isso, há telefone via satélite, wi-fi, mesa de trabalho e até uma cozinha para preparar as refeições.

O Legacy 500, por exemplo, pode transportar de oito a 12 passageiros. Na configuração mais confortável, o avião conta com seis poltronas e um sofá, que podem ser transformados em quatro camas. A cabine do avião mede 2,08 metros de largura e 1,82 metro de altura, a maior entre os modelos da categoria.

Legacy 500 tem seis poltronas e um sofá em sua versão mais confortável (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Quando precisam trabalhar, os passageiros podem abrir uma mesa localizada entre as poltronas, acessar a internet e até mesmo fazer ligações. Os dispositivos eletrônicos podem se conectar às duas telas instaladas no avião e transformar o ambiente em uma sala de reunião.

Para chegarem descansados ao destino final, os passageiros podem transformar as poltronas em camas. Na configuração mais confortável do Legacy 500, há seis poltronas e um sofá, que podem viram quatro camas.

A configuração interna pode ser definida pelo próprio proprietário do avião. Ele pode escolher desde a quantidade de assentos até a cor do estofamento e o desenho do carpete do avião.

As poltronas do jato pode reclinar totalmente e virar cama (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Com velocidade de cerca de 900 km/h e autonomia de 5.800 km, o Legacy 500 já bateu quatro recordes mundiais de velocidade na sua categoria. O jato tem capacidade para chegar a até 15 km de altitude, acima dos aviões comerciais que voam a cerca de 11 km de altitude.

“A vantagem é que a atmosfera é mais calma, tem menos turbulência e não há tráfego. Assim, podemos cortar caminho mais fácil”, afirma Sydney Rodrigues, piloto da Embraer.

Conforto e acabamento estão presentes até no banheiro do jato executivo (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Apesar da altitude elevada, o ar interno do jato é pressurizado a uma altitude de 6.000 pés (cerca de 2.000 metros), mais baixo que nos voos comerciais que tem pressurização normalmente a 8.000 pés (2.700 metros). Isso proporciona mais oxigênio e deixa o voo menos cansativo.

Para as refeições, na parte da frente do avião há uma cozinha (galley) que pode ser equipada com forno de micro-ondas, forno convencional, geladeira, máquina de café e máquina de gelo.

O jato executivo já vem equipado com telefone via satélite e wi-fi (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Controles digitais de voo

O Legacy 500 foi o primeiro jato executivo produzido com o conceito completo de tecnologia fly-by-wire. A tecnologia já é utilizada há bastante tempo nos grandes aviões comerciais, mas foi a primeira vez que a Embraer decidiu adotar o mesmo recurso nos jatos de menor porte.

O fly-by-wire é um sistema totalmente computadorizado dos controles do avião. Com ele, não há a necessidade de cabos na hora de acionar as superfícies móveis de comando. O sistema é controlado por um software que foi desenvolvido por engenheiros da própria Embraer.

Avião tem controles digitais, que dão mais segurança e conforto (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

O fly-by-wire controla alguns limites de operação que facilitam o trabalho dos pilotos e dão mais segurança ao voo. O software impede, por exemplo, que os pilotos façam manobras que fujam dos parâmetros para o qual o avião foi projetado, evitando riscos estruturais ou a perda de sustentação do avião.

Além de dar mais segurança, o sistema também deixa o voo mais confortável para os passageiros. Quando encontra algum imprevisto durante o voo, o próprio fly-by-wire é programado para fazer as correções necessárias, como em caso de turbulências.

Controles do Legacy 500 impedem manobras bruscas durante o voo (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Sem o manche tradicional

Os Legacy 500 e 450 também foram os primeiros aviões da Embraer a substituírem os manches tradicionais pelo sidestick (uma espécie de joystick posicionado ao lado do assento de cada piloto). Com isso, os pilotos ganharam mais espaço à frente.

Na área livre, foi instalada uma mesa retrátil que pode ser utilizada para fazer anotações do voo. “Os pilotos gostam mesmo é de utilizar para fazer as refeições”, afirma Sydney Rodrigues, piloto da Embraer.

Com o fly-by-wire, jato substituiu o manche pelo sidestyck (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

A cabine dos pilotos

A tecnologia não se resume somente ao sistema fly-by-wire. Em frente aos pilotos, foram instaladas quatro telas de 15 polegadas que mostram as mais diversas informações necessárias para o voo. São dados de altitude, velocidade, direção, meteorologia, funcionamento dos motores e até os mapas das rotas e dos aeroportos.

“São quatro telas que podem ser configuradas das mais diversas formas possíveis. Nós orientamos a melhor e mais eficiente forma de você configurar essas telas, mas o grande lance é a flexibilidade dele”, afirma o piloto da Embraer.

Para comandar o jato executivo, o piloto precisa de um treinamento de 21 dias em Saint Louis, nos Estados Unidos. A primeira semana é de aulas teóricas e nos demais dias o piloto faz aula no simulador. “É um avião dócil e muito fácil de ser pilotado”, garante Sydney Rodrigues.

Cabine tem quatro telas de 15 polegadas para informações dos pilotos (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

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Por R$ 600 mil, avião leva passageiro para viver Ano-Novo duas vezes
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Todos a Bordo

Foto: Divulgação/Gulfstream

Foto: Divulgação/Gulfstream

Uma empresa de voos privativos está oferecendo um itinerário para quem não se contenta em celebrar o Ano-Novo uma única vez. A ideia é permitir que o cliente possa comemorar a chegada de 2017 duas vezes: uma em Sydney, na Austrália, e outra em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Obviamente a extravagância tem um preço: 151 mil libras (ou R$ 606 mil) – só de ida.

A diferença de fuso horário entre as localidades australiana e norte-americana é de 19 horas.

Para percorrer a distância entre os dois réveillons, a empresa britânica PrivateFly usa um jato executivo G650ER, da Gulfstream, que tem autonomia de cerca de 14.000 km. O avião está configurado para levar até 18 passageiros.

A decolagem de Sydney foi prevista para as 2 horas da manhã, pelo horário local. Durante aproximadamente 12 horas de voo, a festa pode continuar a bordo, regada a vinho e espumante.

Se a opção for pelo descanso antes da segunda comemoração, o avião tem cama de casal, chuveiro e guarda-roupa, além de poltronas que reclinam totalmente.

A chegada a Los Angeles é prometida para as 19 horas locais do dia 31 de dezembro.

Em um site de buscas de passagens aéreas, as opções de voos diretos entre Sydney e Los Angeles mostram voos com cerca de 14 horas de duração, mas não em horário que permita comemorar o réveillon duas vezes.

Voo mais curto também com festa dupla

Uma viagem bem mais simples e curta também é uma opção para comemorar a chegada de 2017 duas vezes. Basta um voo de pouco menos de 4 horas de duração entre Auckland, na Nova Zelândia, e Rarotonga, nas Ilhas Cook.

Esse voo comercial pode sair por menos de R$ 2.000, na classe econômica.

Mesmo funcionando na prática como um território neozelandês – o status é de país “em livre associação” – o território na Oceania está atualmente 23 horas atrás em relação ao fuso horário da Nova Zelândia. Tempo de sobra para festejar nos dois países.

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Jato para 19 pessoas tem interior inspirado em vagões de trens de luxo
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Todos a Bordo

A Airbus Corporate Jet Center, uma divisão especializada em jatos particulares da Airbus, divulgou fotos do interior customizado de um jato ACJ319 VVIP cujo design foi inspirado em vagões de trens de luxo. O pedido foi feito por um cliente da Ásia.

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Crédito: Divulgação/Airbus Corporate Jet Centre

Com uma decoração clássica, o avião particular traz cinco pequenas suítes semelhantes a cabines vintages de trem e separadas por portas deslizantes. De acordo com a diretora do estúdio de design que projetou o interior do jato, Sylvain Mariat, a ideia é que os passageiros sintam como se estivessem mesmo viajando a bordo de um trem de luxo. “Projetamos para que ele tenha a sensação de estar em um comboio histórico viajando para a Ásia”.

Crédito: Divulgação/Airbus Corporate Jet Centre

Crédito: Divulgação/Airbus Corporate Jet Centre

O avião também possui uma área de descanso para a tripulação e um quarto principal com banheiro e ducha. No quarto, há um sofá que pode ser transformado em dois assentos e também há dois bares escondidos atrás de espelhos.

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Crédito: Divulgação/Airbus Corporate Jet Centre

Além disso, o jato traz um cinema para dois passageiros e 15 poltronas totalmente reclináveis que podem ser controladas por celular ou tablet. Todo o sistema de entretenimento a bordo também é controlado por dispositivos sem fio.

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Crédito: Divulgação/Airbus Corporate Jet Centre

O valor do jato customizado não foi divulgado pela fabricante, mas um modelo semelhante pode chegar a custar US$ 80 milhões.

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Todos a Bordo

O jato particular supersônico AS2, parceria entre a Aerion e a Airbus (Divulgação)

O jato particular supersônico AS2, parceria entre a Aerion e a Airbus (Divulgação)

Um jato executivo supersônico com capacidade para voar a até 1.5 vez a velocidade do som deve fazer seu primeiro voo em 2021. O plano foi revelado nesta semana pelas empresas Aerion e Airbus, que firmaram uma parceria no ano passado em torno do projeto do AS2.

A velocidade máxima esperada do avião seria suficiente para, por exemplo, ir de Nova York a Londres em três horas. E, para quem considera esses projetos utópicos, é bom saber que já há encomendas para o novo jato, que deve custar US$ 120 milhões.

O local para construção do novo avião deverá ser escolhido até a primeira metade do ano que vem. A europeia Airbus deverá fornecer os principais componentes e a americana Aerion ficará responsável pela montagem final nos Estados Unidos.

Pelo cronograma divulgado, dois anos depois do primeiro voo, o jato deverá entrar no mercado, já com a certificação da agência americana. A certificação europeia é esperada para logo depois, ainda em 2023.

Para conseguir as autorizações, o avião supersônico terá de operar de forma eficiente dentro dos limites atuais para voar sobre a terra, e alcançar o mach 1.5 sobre oceanos. Os Estados Unidos proíbem o voo devido aos estrondos sônicos.

A Aerion afirma ter identificado motores existentes que podem ser adaptados para um voo supersônico. “Vamos usar um motor que nos permita alcançar nossas metas de desempenho com as mínimas alterações necessárias”, destacou o diretor-geral Doug Nichols, em comunicado.

Se o local para a construção do jato ainda será definido, a empresa responsável pela configuração do interior do avião já foi escolhida. A Inairvation, com sede na Áustria, vai desenvolver o projeto e coordenar sua certificação e produção.

Perspectiva do interior do AS2 (Inairvation/Divulgação)

Perspectiva do interior do AS2 (Inairvation/Divulgação)

Cliente

Junto com a divulgação das novas etapas do projeto do AS2, a americana Flexjet anunciou uma encomenda de vinte unidades do jato. A empresa salientou a demanda existente por um avião desse tipo desde que o Concorde saiu do mercado, em 2003.

“O Aerion AS2 é um verdadeiro divisor de águas nas viagens internacionais, como o único meio de transporte supersônico comercialmente disponível, permitindo aos viajantes tomarem café da manhã com sua família em Nova York, participar de um almoço de negócios em Londres, e voltarem para casa para ajudar os filhos com o dever de casa”, exemplificou o diretor-executivo Michael Silvestro.

Características

– capacidade para 8 a 12 passageiros
– 51,8 m de comprimento
– 18,6 m de envergadura (distância máxima entre as extremidades das asas)
– 6,7 metros de altura
– alcance de 4.750 milhas náuticas (quase 9.000 km) com uma velocidade de mach 1.4

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