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Selo de qualidade mostrará se avião segue regra segura para levar animais
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Iata quer melhorar segurança no transporte de animais (iStock)

Depois de a companhia aérea norte-americana United Airlines registrar três graves problemas com o transporte de animais no mês passado, a Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês) anunciou a criação de um programa de certificação global para melhorar a segurança e o bem-estar dos animais. As regras incluem como manusear os bichos e até o melhor tipo de engradado para levá-los.

No dia 12 de março, um cachorro da raça buldogue francês morreu após ficar trancado no compartimento de bagagem de mão. Dois dias depois, um pastor alemão que deveria ir do Oregon para o Kansas foi enviado ao Japão. Por fim, no dia 15 de março, após funcionários perceberem que haviam embarcado um cachorro no voo errado, um avião que seguia de Nova Jersey para Saint Louis teve de fazer um pouso em Akron, em Ohio. Com os erros sucessivos, a United suspendeu temporariamente o transporte de animais.

Para evitar essas falhas, a associação que reúne 280 companhias aéreas em todo o mundo criou um programa chamado de Ceiv Live Animals (Centro de Excelência Independente para Validadores de Logística de Animais Vivos) para analisar as práticas adotados pelas empresas. Aquelas que operarem dentro dos mais altos padrões estabelecidos pelas regras da Iata receberão um certificado de transporte de animais vivos.

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Com isso, antes de transportar um animal por avião, o proprietário poderá verificar as companhias aéreas certificadas por adotar boas práticas no transporte de animais. A Iata, no entanto, ainda não informou quando as primeiras certificações devem começar a ser emitidas.

“Como indústria, temos o dever de assegurar que os padrões e as melhores práticas estejam em vigor em todo o mundo”, diz Nick Careen, vice-presidente sênior de aeroporto, passageiros, carga e segurança da Iata em comunicado.

O Ceiv Live Animals vai utilizar parâmetros semelhantes ao do Ceiv Pharma, programa que controla os padrões para o transporte de produtos farmacêuticos. “O novo programa estende essa experiência para o importante campo da saúde, transporte e manuseio de animais” afirma Careen.

A Iata já possui um documento de mais de 460 páginas com todas as regras e padrões que devem ser seguidos pelas companhias aéreas no transporte de animais. O material trata desde a documentação necessária, como manusear os animais e os tipos de caixa de transporte ideais para mais de mil espécies.

O novo programa de certificação da Iata tem como intenção servir de auditoria para garantir que as companhias aéreas sigam todos os padrões exigidos para o transporte de animais. “O Ceiv Live Animals aumenta o nível de competência, operação, gerenciamento de qualidade e profissionalismo no manuseio e transporte de animais vivos no setor aéreo, ao mesmo tempo em que reforça o treinamento e a conformidade em toda a cadeia de fornecimento”, afirma a Iata em comunicado.

A Iata teve como principal parceiro para a criação da nova certificação o centro de recepção de animais do aeroporto de Heathrow, em Londres (Reino Unido). No ano passado, o aeroporto recebeu 16 mil cachorros e gatos, 400 cavalos, 200 mil répteis, 2.000 pássaros e 28 milhões de peixes.

Além de melhorar a segurança e bem-estar dos animais, a Iata afirma que a nova certificação também deve ajudar a combater o comércio ilegal de animais selvagens. O novo programa deve incluir as diretrizes para o transporte aéreo estabelecidas na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres. A convenção regula o comércio internacional de mais de 36.000 espécies de animais e plantas.

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Incidentes causados por passageiro de avião diminuem, mas ficam mais graves
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Houve queda de 9,37% no número de incidentes causados por passageiros (Foto: Getty Images)

O número de incidentes causados por passageiros de avião caiu 9,37% no ano passado, segundo um relatório da Iata, a associação internacional de companhias aéreas, divulgado neste mês. Em 2016, passageiros causaram problemas em 9.837 voos em todo o mundo, contra 10.854 casos registrados no ano anterior.

Isso representa um incidente a cada 1.424 voos. Em 2015, esse índice era de um caso para cada 1.205 voos. Desde que os dados começaram a ser analisados, em 2007, foram registrados 58.921 incidentes causados por passageiros durante as viagens aéreas.

Incidentes são situações que fogem dos padrões durante o voo, mas que não necessariamente chegam a causar um acidente de fato.

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Casos mais graves aumentam

Apesar da queda no número total de casos reportados para a Iata, a associação das companhias aéreas se mostra preocupada com o aumento de casos mais graves.

A grande maioria das ocorrências ainda é de situações mais leves, como agressões verbais, desrespeito às instruções da tripulação ou recusa de seguir alguns procedimentos de segurança. Esses casos representam 87% das ocorrências.

Os incidentes de nível 2 tiveram um aumento de 11% em 2015 para 12% no último ano. São problemas causados por agressões físicas, atos obscenos, ameaças de violência ou danos aos equipamentos de emergência e segurança. “São situações difíceis de gerenciar dentro de um avião”, afirma o relatório da Iata.

Apesar de representar apenas 1% dos casos, os incidentes mais graves foram os que tiveram o maior aumento proporcional, com crescimento de 49,5%. Enquanto 2015 registrou 113 situações de perigo real, no ano passado foram 169 incidentes graves causados pelos passageiros. São casos que podem colocar a vida de outros passageiros em risco ou tentativas de abrir a porta da cabine dos pilotos.

Álcool é a principal causa de problemas

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas e outras drogas é o principal responsável pelos incidentes causados por passageiros de avião, com 33,4% das ocorrências.

“O problema está relacionado ao consumo antes do embarque na aeronave ou álcool comprado nos aeroportos para ser consumido a bordo sem a conhecimento da tripulação. O nível de intoxicação pode não ser aparente no tempo de embarque”, afirma o relatório da Iata.

Entre os problemas de passageiros que se recusaram a seguir os procedimentos de segurança, mais da metade está relacionada a pessoas que tentaram fumar a bordo. Outros casos são de passageiros que se recusaram a desligar os aparelhos eletrônicos ou a afivelar o cinto de segurança.

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