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Quer ir de helicóptero para o GP Brasil de F1? Esse luxo custa R$ 2.500
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Helicóptero Agusta Grand New fará o transporte de torcedores para Interlagos (foto: Divulgação)

Os torcedores que forem aos treinos e à corrida do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, nos dias 10 a 12 de novembro, terão a opção de chegar ao autódromo de Interlagos pelo ar. A empresa de taxi aéreo Icon Aviation lançou um serviço de transfer para levar os torcedores até dentro do autódromo.

Para fugir do trânsito e chegar voando a Interlagos, as passagens de ida e volta custam R$ 2.500 por pessoa por dia. Os voos de cerca de 10 minutos terão saídas dos aeroportos de Congonhas e Campo de Marte, do heliporto Helicenter, em Alphaville (grande São Paulo, e dos hotéis Blue Tree Faria Lima e Tivoli, na região dos Jardins.

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A Icon Aviation faz somente o serviço de transporte aéreo dos torcedores para Interlagos. Os ingressos devem ser adquiridos de forma separada para qualquer setor do autódromo. Após o pouso em Interlagos, cada torcedor será levado de van para área correspondente ao seu ingresso (clique aqui para ver ingressos disponíveis).

A empresa irá utilizar quatro helicópteros dos modelos Agusta Grand New e Agusta Power para fazer o traslado dos torcedores durante os dias do GP Brasil de Fórmula 1.

Voos sairão de diversos pontos da cidade de São Paulo (foto: Divulgação)

Na ida, os torcedores poderão agendar o horário da decolagem, enquanto o embarque no retorno será feito por ordem de chegada ao heliporto do autódromo após a corrida. Enquanto esperam o seu voo, os torcedores terão à disposição uma sala VIP com alimentos e bebidas.

Quem quiser ir para Interlagos com seu próprio helicóptero também pode contratar a empresa. A Icon Aviation também oferece serviços de pouso, decolagem e estadia de helicópteros particulares no autódromo durante o GP.

As reservas podem ser feitas pelo e-mail fretamento@iconaviation.com.br ou pelo telefone (11) 5070-6000. O serviço pode ser reservado até a véspera da corrida.

Independentemente da forma como irá ao autódromo, veja no site oficial da competição os ingressos disponíveis para a corrida: https://www.gpbrasil.com.br/.

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Avião presidencial é o sexto na lista de prioridades (foto: Agência Força Aérea)

Nas manobras de pouso e decolagem, alguns aviões e helicópteros têm prioridade nas chegadas e saídas dos aeroportos. A ordem das aeronaves que vão decolar ou pousar em primeiro lugar segue regulamentos internacionais de tráfego aéreo.

A prioridade é dada aos aviões em emergência, que estejam transportando alguém doente em estado grave ou órgãos para transplante, aeronaves militares ou até mesmo com a presença do presidente da República.

A lista de prioridades é praticamente a mesma em todos os países e tem como intenção garantir as missões de segurança nacional e dos aviões e helicópteros que estão em operação, assegurar os cuidados com pacientes graves e agilizar as missões de resgate.

Há uma ordem de prioridade para a decolagem e outra para o pouso. Nos dois casos, no entanto, a aeronave presidencial é a sexta na lista de prioridades, sempre à frente dos aviões comerciais.

Quando não há esses casos de prioridade, os aviões comerciais ou mesmo aeronaves particulares ou militares que não estejam em nenhum tipo de missão entram em uma fila de acordo com a ordem de chegada. Eventualmente, a torre de controle até pode alterar essa ordem para dar mais agilidade ao tráfego aéreo.

Nos aeroportos mais congestionados, como o de Congonhas, em São Paulo, as aeronaves particulares precisam solicitar uma autorização prévia para decolar ou pousar, o chamado slot. Assim, é designado um horário específico para o pouso ou a decolagem daquele avião.

Isso não quer dizer, no entanto, que ele terá prioridade sobre outros aviões. Quando solicitar autorização para decolagem ou para o pouso, ele entrará na fila existente naquele momento.

A ordem completa de prioridades na decolagem é para as seguintes aeronaves:

1 – Em missão de defesa aérea para interceptação e ataque

2 – Em missão de defesa aérea para interceptação e escolta

3 – Em operação militar, em missão real de guerra ou segurança interna

4 – Transportando pacientes graves ou órgão vital para transplante

5 – Em missão de busca e salvamento

6 – Conduzindo o presidente da República

7 – Em operações militares, realizando manobras de treinamento

8 – Demais situações, na sequência em que a torre de controle julgar melhor operacionalmente

Prioridades para o pouso

Na hora do pouso, a prioridade máxima é para garantir a segurança dos aviões em voo e de seus passageiros. Assim, as aeronaves com algum tipo de emergência, como falha no motor, ganham prioridade para tentar garantir um pouso seguro o mais rápido possível.

Na sequência, vêm os planadores. Como são aviões sem motor, eles não conseguem esperar por muito tempo para pousar e, por isso, também precisam de prioridade. Aviões e helicópteros transportando pacientes graves vêm logo em seguida e só depois as aeronaves militares. Veja a ordem completa das aeronaves:

1 – Em emergência

2 – Planadores

3 – Transportando pacientes graves ou órgão vital para transplante

4 – Em missão de busca e salvamento

5 – Em operação militar, em missão real de guerra ou segurança interna

6 – Conduzindo o presidente da República

7 – Em operações militares, realizando manobras de treinamento

8 – Demais situações, na sequência em que a torre de controle julgar melhor operacionalmente

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Jatos executivos em exposição em SP têm caviar, cama e Netflix a bordo
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Por Vinícius Casagrande

Maior feira de aviação executiva da América Latina, a Labace reúne no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, alguns dos mais luxuosos jatos e helicópteros executivos do mundo. São cerca de 45 aeronaves em exposição. Entre os mais sofisticados, o Bombardier Global 6000 custa US$ 62,5 milhões (R$ 190 milhões), enquanto o Dassault Falcon 8X pode voar de São Paulo a Moscou sem escalas, em uma viagem de 14 horas de duração.

Os jatos são criados para proporcionar todo o conforto aos passageiros. As regalias a bordo incluem desde sofás que viram camas até uma cozinha completa para preparar os mais variados tipos de refeições, além de wi-fi, telefone via satélite e filmes da Netflix.

Os cuidados com a sofisticação estão em todos os detalhes, como cinto de segurança acolchoado, madeira nobre no acabamento interno, poltronas de couro e sistema individual de entretenimento. A regra nesse mercado é que o proprietário pode configurar a cabine de passageiros de acordo com suas necessidades e gostos pessoais.

Os jatos executivos são feitos para agilizar a vida de seus passageiros. Enquanto voam, os empresários podem fazer reuniões com quem está a bordo ou mesmo em terra. É que os aviões contam com wi-fi e telefone via satélite como itens obrigatórios.

Serviço de bordo inspirado em restaurantes franceses

O serviço de bordo também recebe atenção especial. A brasileira Pamela Lakata é comissária de bordo da fabricante canadense Bombardier. Para atender aos passageiros VIPs que voam no luxuoso Global 6000, um jato de US$ 62,5 milhões (R$ 190 milhões), a preparação do voo é rigorosa.

Pamela conta que para servir a alimentação a bordo recebeu treinamento em restaurantes franceses premiados com a estrela Michelin. “Fazemos um serviço bem sofisticado”, afirma.

Toda a alimentação é preparada a bordo do avião. Os jatos maiores contam com uma verdadeira cozinha na área da frente do avião. O espaço, chamado de galley, tem refrigerador e forno elétrico para o preparo dos alimentos. “Tudo é feito na hora. Servimos entrada, prato principal e sobremesa. São todos produtos sofisticados, como caviar”, diz.

Os comissários de bordo também são verdadeiros sommeliers. Além de preparar as refeições, Pamela conta que também é responsável por escolher os vinhos e champanhes que serão servidos a bordo. “A gente tem de estudar qual é a melhor harmonização para cada voo”, afirma. “É um serviço bem melhor do que em qualquer primeira classe”, diz.

Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition)

Até quinta-feira (17)

Aeroporto de Congonhas – acesso pela Avenida Washingon Luis, altura do número 6.000

Horário: das 12h às 19h

Ingressos: R$ 430,00


Que acontece se motor do helicóptero para? Piloto tem 2 segundos para agir
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Manobra de autorrotação garante pouso seguro do helicóptero (foto: Divulgação)

Se o motor de um helicóptero para de funcionar, o que acontece? Ele cai totalmente na vertical, como uma pedra? Na verdade, não é bem assim. A manobra de emergência precisa ser iniciada em apenas dois segundos, mas o problema pode ser contornado pelo piloto, que poderá fazer um pouso em total segurança.

Para ter a sustentação necessária ao voo, o helicóptero precisa do movimento da hélice (tecnicamente chamada de rotor principal). Esse movimento é gerado graças à força do motor. Mesmo com uma falha do motor, a hélice precisa continuar girando. Para isso, o piloto adota uma manobra chamada de autorrotação.

A hélice do helicóptero tem o formato semelhante ao das asas dos aviões. Por isso, são chamados de aeronaves de asas rotativas. Nos dois casos, a sustentação que mantém o equipamento no ar é gerada pelo fluxo do ar pelas as asas, fixa ou rotativa. No caso do helicóptero, quando a hélice começa a girar, ele começa a ganhar sustentação imediatamente. Já os aviões precisam ganhar velocidade horizontal na pista para gerar a sustentação necessária para a decolagem.

Quando já estão voando, os aviões não sofrem uma queda brusca de sustentação quando há uma falha no motor. Como as asas são fixas, o avião consegue planar até mesmo por longas distâncias em uma descida relativamente lenta.

Por outro lado, os helicópteros precisam da força do motor para manter a hélice girando. Quando há uma falha, a perda de sustentação é quase imediata. No entanto, a hélice não para de girar automaticamente e o piloto ainda consegue manter o voo controlado até o pouso. A diferença para os aviões é que a velocidade de descida é mais rápida. Além disso, os helicópteros voam mais baixo, o que também diminui o tempo até o pouso.

Hélice passa a funcionar como um catavento

Em situações de emergência, o piloto adota um procedimento chamado de autorrotação. Quando o helicóptero perde potência e inicia a descida, o deslocamento vertical do ar (de baixo para cima) gera força suficiente para manter o movimento da hélice.

“É uma manobra que o piloto faz quando o helicóptero tem uma perda súbita de potência e gera um efeito aerodinâmico similar ao catavento, que faz com que o rotor (hélice) continue girando. Isso vai manter a inércia do rotor para que possa chegar próximo ao solo com condições de desacelerar e amortecer o pouso”, afirma o comandante Arthur Fioratti, presidente da Abraphe (Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero).

Assim que o motor do helicóptero apresenta algum problema, o comandante Fioratti afirma que os pilotos têm, em média, dois segundos para tomar as primeiras atitudes. E o passo inicial é exatamente começar uma descida rápida do helicóptero, já que é esse deslocamento que vai permitir que a hélice continue girando.

Embora a descida possa ser um pouco brusca, é ela que permite que o piloto mantenha o controle do helicóptero para fazer o pouso em segurança, desacelerando a descida e tocando o solo suavemente. Normalmente, o tempo entre a falha do motor e o pouso do helicóptero é de menos de um minuto.

Basicamente, a manobra é composta de três etapas:

1. Quando o motor apresenta a falha, o piloto inicia a descida para manter o rotor (hélice) girando. A decisão deve ser feita imediatamente após o problema ser detectado.

2. Durante a descida, o piloto tem de manter a rotação da hélice nos padrões determinados para aquele modelo de helicóptero. Para isso, ele ajusta também a velocidade de deslocamento horizontal do helicóptero. A descida dura, normalmente, menos de um minuto. É esse o tempo que o piloto tem para escolher um local de pouso.

3. Manter a velocidade das hélices é fundamental para que o piloto possa ter o controle total do helicóptero durante o pouso. Ao se aproximar do solo, o piloto reduz a velocidade de descida do helicóptero para pousar mais suavemente.

Mesmo sendo um procedimento de emergência que exige uma decisão rápida do piloto, o comandante Fioratti afirma que a manobra pode ser feita com total segurança. “É uma ação que não tem muita chance de errar e tem de ser muito rápida, mas é uma manobra muito exigida em todos os treinamentos dos pilotos, nos simuladores e nos voos de avaliação”, afirma.

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Executivos poderão customizar totalmente o interior do helicóptero (Foto: Divulgação)

A Airbus criou uma nova marca dedicada à produção de helicópteros executivos de luxo. Segundo a empresa, a Airbus Corporate Helicopters (ACH) vai permitir que os clientes possam customizar completamente o interior do helicóptero, escolhendo diversos itens de acordo com suas necessidades, gostos e estilos.

Os proprietários de novos helicópteros da empresa poderão fazer toda a modulação da cabine, definindo o número de assentos, armários de bagagem, tomadas, mesas para computador e até a quantidade de luzes internas. Na decoração, há a possibilidade de definir o revestimento interno entre as opções de madeira, acrílico ou couro, além do tecido e até os bordados dos bancos da aeronave.

Para os helicópteros mais sofisticados, a Airbus já firmou parcerias para a personalização do interior das aeronaves com marcas de luxo como a francesa Hermès e a alemã Mercedes-Benz, além do designer inglês de iates Peder Eidsgaard. Essas marcas já trabalham nos modelos atuais da empresa.

Atualmente, a Airbus oferece pacotes predefinidos de customização. Com a criação da nova marca, os clientes poderão alterar completamente todo o interior da cabine. As opções estarão disponíveis em todos os helicópteros civis da Airbus. Atualmente, a Airbus produz oito modelos.

A empresa não divulgou os valores dos helicópteros. A customização interna será dividida em três categorias:

Linha ACH – Linha básica com design leve e eficiente.

Linha ACH Exclusive – Interior personalizado com requinte de luxo e conforto.

Linha ACH Editions – A mais sofisticada, com a participação de marcas mundiais do mercado de luxo para a composição do interior do helicóptero.

Consultoria técnica e serviço de concierge

Além da personalização interna dos helicópteros, os clientes da Airbus poderão contar, ainda, com uma consultoria especializada para auxiliar os empresários na escolha do melhor modelo para atender suas necessidades.

Outra novidade é um serviço no estilo concierge, prestado pela própria Airbus Corporate Helicopters. A intenção é dar apoio às operações do helicóptero em qualquer lugar do mundo. O serviço também terá como objetivo manter o valor de mercado do helicóptero, com suporte à manutenção e cuidados essenciais.

Segundo o site Helicopter Investor, estima-se que a frota mundial de helicópteros executivos seja de 4.000 unidades. No último ano, foram entregues apenas 103 novos helicópteros, contra 200 de 2012. A expectativa é que o mercado volte a 200 unidades por ano em 2019. Atualmente, os helicópteros da Airbus representam 33% desse mercado.

Nova empresa é inspirada em aviões executivos

A criação da Airbus Corporate Helicopters foi inspirada na marca de jatos executivos da própria empresa, a Airbus Corporate Jets. Na linha de aviões, a empresa trabalha com os modelos utilizados normalmente na aviação comercial de transporte de passageiros.

O mais recente anúncio foi o lançamento da versão executiva do novo A330neo. O avião, utilizado em rotas internacionais de longo alcance e capacidade para mais de 400 passageiros, ganhará uma versão para apenas 25 passageiros e autonomia ainda maior.

O novo ACJ330neo poderá fazer voos diretos entre o Brasil e a China. É que a versão executiva terá tanques extras de combustível, podendo voar por mais de 20 horas sem a necessidade de reabastecimento.

O novo modelo ainda está em testes e deverá realizar o primeiro somente no final do ano. A versão comercial deverá ser entregue em 2018.

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Voom quer tornar mais comuns os voos de helicóptero. Foto: Divulgação

Livrar-se do trânsito pesado em São Paulo usando um helicóptero para se deslocar é uma alternativa restrita a poucas pessoas. Um novo serviço realizado em parceria com empresas de táxi aéreo pretende tornar essa opção mais “acessível”, mas ainda assim cara.

A Voom começou a operar em seis helipontos de São Paulo na última semana, oferecendo voos com preços entre R$ 400 e R$ 800. No ano passado, foi feito um teste de 30 dias, por meio do UberCOPTER. Segundo a empresa, milhares de reservas foram feitas, o que seria uma prova da demanda pelo serviço.

Três empresas de táxi aéreo são parceiras da plataforma atualmente. O pagamento é feito com cartão de crédito e não é possível parcelar. Os voos são operados de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

Seis regiões atendidas

Os locais atendidos hoje são os aeroportos de Guarulhos e Congonhas, o Campo de Marte, e as regiões do centro de São Paulo, do bairro do Morumbi e da avenida Brigadeiro Faria Lima.

No site, o cliente deve informar o endereço de onde iniciará a viagem e de onde vai finalizá-la. O serviço localiza os helipontos mais próximos dos endereços informados. A responsabilidade pelo deslocamento até o heliponto é de quem reserva o serviço. Pelo site, é possível reservar também o transporte terrestre com Cabify, 99 ou Uber.

Em uma simulação feita pelo Todos a Bordo para um voo entre a região da Faria Lima e o aeroporto de Guarulhos, nesta segunda-feira (10), o valor ficou em R$ 608 e o tempo estimado para deslocamento foi de 15 minutos.

Ao fazer a reserva, o passageiro precisa informar seu peso (o máximo é de 150kg). Também precisa informar quantas bagagens de mão (menos de 10kg) e despachadas (até 25kg) vai levar no voo. Para viajar com crianças ou agendar voos com antecedência, é preciso entrar em contato com a empresa.

Compartilhamento de helicóptero

O serviço aposta também no compartilhamento de helicópteros. As aeronaves podem ter até cinco assentos e a Voom quer que todos estejam ocupados sempre que possível. A empresa ainda está estudando como será feita a cobrança nos voos compartilhados.

Hoje, já é possível viajar na companhia de outros passageiros, mas o preço é determinado individualmente, no momento da reserva. Ao dividir o helicóptero com outra pessoa, o cliente terá de considerar também o tempo de eventuais paradas até seu destino final.

Rio de Janeiro e Belo Horizonte podem ser futuros mercados

A Voom é uma iniciativa do A3, empresa de tecnologia da fabricante de aviões Airbus. “A Voom é uma plataforma tecnológica que conecta operadores de táxi aéreo a passageiros que buscam este serviço”, diz Uma Subramanian, diretora da empresa.

A expectativa é ampliar o número de locais atendidos em São Paulo e, futuramente, atender outras capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Também há planos de chegar a outros países da América Latina, a Jacarta, na Indonésia, e a Los Angeles, nos Estados Unidos.

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Cargueiro gigante leva quatro helicópteros para combater incêndio no Chile
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Antonov-124 levou quatro helicópteros ao Chile (Foto: Twitter/Conaf)

Antonov-124 levou quatro helicópteros ao Chile (Foto: Twitter/Conaf)

O Chile tem recebido o que há de mais moderno na tecnologia aeronáutica para o combate a grandes incêndios. O país sofre com queimadas em diversas regiões, que já destruíram 374 mil hectares de florestas, equivalente a cerca de 37 mil campos de futebol

Nesta terça-feira (31), chegou ao Chile um avião Antonov-124, o segundo maior cargueiro do mundo atrás apenas do Antonov An-225, com quatro helicópteros a bordo desenvolvidos para esse tipo de missão. O Antonov partiu do aeroporto de Atlanta, nos Estados Unidos, em um voo direto com destino a Santiago.

Os quatro helicópteros somados terão capacidade de até 7.500 litros de água. O maior deles é um K-MAX 1200, capaz de despejar com precisão em um foco de incêndio cerca de 2.700 litros de água. Os outros três helicópteros são do modelo Bell 205A1, com capacidade para 1.600 litros cada.

Entre os helicópteros, o maior reforço foi o Sikorsky S-64 SkyCrane, um dos maiores do mundo. O modelo terá capacidade para até 10 mil litros de água. Conhecido como helicóptero guindaste, ele será equipado com diversos tanques e uma mangueira capaz de coletar água de diversas fontes.

O Chile conta com uma colaboração internacional para auxiliar no combate aos incêndios florestais. No último final de semana, o Brasil enviou dois aviões Hércules C-130 e 28 militares. Eles se somam ao avião russo Ilyushi Il-76 e ao americano Boeing 747-400 Supertanker.

Já são cerca de 40 aeronaves trabalhando no combate aos incêndios florestais no país. O diretor-executivo da Conaf (Corporação Nacional Florestal), Aarón Cavieres, afirmou que o órgão deve receber outros reforços nos próximos dias. Segundo ele, no total deverão ser cerca de 50 aeronaves trabalhando para acabar com as queimadas.

Os aviões têm tanques enormes instalados dentro do compartimento de cargas. Eles são abastecidos em solo. Ao sobrevoar a área do incêndio, a água é descarregada sob pressão em poucos segundos, criando um rastro de chuva (veja o vídeo abaixo). Os helicópteros, por outro lado, podem pegar água de rios e lagos e despejam a água sobre uma área mais concentrada.

Os aviões-tanque

O maior avião-tanque em operação é o Boeing 747-400 Supertank. Com capacidade para 75 mil litros, tem dois sistemas independentes de tanques, que levam água, gel e espuma. O tempo de reabastecimento em solo leva aproximadamente 30 a 35 minutos.

O avião chegou no Chile na semana passada e nos primeiros dias já conseguiu acabar com mais de 50% dos focos de incêndio nas áreas para onde foi destinado. No entanto, como a situação continua crítica em diversas regiões, ainda não há previsão para o encerramento de suas operações no país.

O avião russo Ilyushin IL-76 percorreu mais de 15 mil km para ajudar no combate aos incêndios florestais do Chile. O avião tem capacidade para cerca de 42 mil litros de água de uma vez. Quando despejada em voo, a água cobre uma área total de 48 mil metros quadrados, com 800 metros de comprimento e 60 de largura.

A ajuda brasileira

Os dois Hércules C-130 da FAB chegaram ao Chile no último domingo e realizaram as primeiras missões na segunda-feira (30). As equipes brasileiras operam a partir do aeroporto de Carriel Sur, na cidade de Talcahuano, região metropolitana de Concepción, segunda maior cidade chilena e capital da região, no centro-sul do país.

Dos dois aviões enviados ao Chile, somente um atua diretamente no combate aos incêndios. Segundo a FAB, o segundo avião transporta materiais de suporte, piscinas para abastecer de água a aeronave e equipamentos de manutenção.

No primeiro dia da missão, o avião da FAB realizou quatro voos para combater os incêndios em uma área de colina a 24 km do aeroporto de Carriel Sur, o que equivale a cerca de 5 minutos de voo. A cada decolagem, 12 mil litros de água são lançados sobre a floresta.

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Cierva C.8 foi um dos primeiros autogiros criados (Foto: National Air and Space Museum)

Cierva C.8 foi um dos primeiros autogiros criados (Foto: National Air and Space Museum)

Os primeiros estudos para a criação dos helicópteros foram feitos na China, ainda no século 4. Foi o italiano Leonardo da Vinci, no entanto, quem criou o projeto teoricamente mais viável para a construção do helicóptero no final do século 15. A pouca tecnologia da época, porém, não permitiu que o projeto saísse do papel.

Ao longo dos anos, muitos outros estudos foram feitos para a criação de um helicóptero. Enquanto o primeiro avião decolou em 1906, os helicópteros não conseguiam sair do chão. A história começou a mudar no dia 9 de janeiro de 1923, quando o engenheiro espanhol Juan de la Cierva decolava pela primeira vez com o autogiro C.4.

Cierva tinha como intenção projetar uma máquina que fosse capaz de se manter no ar mesmo se o motor deixasse de funcionar. A ideia foi utilizar os conceitos do avião, mas com asas rotativas que girassem de forma independente do motor. O C.4 não era ainda um helicóptero, mas colocava em prática conceitos fundamentais adotados anos mais tarde.

Os autogiros, de fato, parecem a mistura de avião com helicóptero. Eles precisam de velocidade horizontal para voar, como nos aviões, mas a sustentação no ar é gerada por asas rotativas (hélices) iguais às dos helicópteros.

Inovação de engenharia

Até o primeiro voo com sucesso do autogiro C.4, as aeronaves de asa rotativa não conseguiam se manter estáveis no ar. O problema era que, durante uma volta completa das hélices, a sustentação era gerada somente em metade do percurso.

A grande sacada de Cierva foi criar um rotor articulado, que mudava o ângulo das hélices conforme elas giravam. Assim, elas passaram a criar sustentação durante o tempo todo, permitindo a estabilidade do voo. O conceito do rotor articulado foi fundamental para a criação, anos mais tarde, dos helicópteros.

Como as hélices horizontais giram pela ação do vento e não pela força do motor, os autogiros não podem decolar ou pousar na vertical e tampouco ficar parados no ar. A vantagem das asas rotativas, no entanto, é permitir voar a velocidades mais baixas.

Apenas três dias após o primeiro voo, o motor do C.4 teve uma pane em voo, mas o piloto de teste conseguiu manter o voo controlado até o pouso. Mais uma vez, os conceitos adotados por Cierva se mostravam seguros.

Atualmente, os autogiros são utilizados somente para atividades recreativas (Foto: iStock)

Atualmente, os autogiros são utilizados somente para atividades recreativas (Foto: iStock)

Sem força para a guerra

A criação dos autogiros chamou a atenção da Força Aérea Real do Reino Unido, e Cierva deixou a Espanha para instalar sua fábrica na Inglaterra. Diversos outros modelos foram desenvolvidos, inclusive utilizando a fuselagem de aviões mais sofisticados. É o caso, por exemplo, do modelo C.8, construído com base na fuselagem de um Avro 552A.

Depois de diversos modelos produzidos, os autogiros não mostravam força suficiente para serem utilizados no campo de batalha.

O surgimento dos helicópteros, no final da década de 1940, acabou de sepultar definitivamente a ambição de desenvolvimento de autogiros mais robustos. Hoje, ainda há diversas fábricas de autogiros, mas eles são utilizados prioritariamente para voos recreativos.

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