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Vai para Europa, EUA ou América do Sul? Veja os novos voos de 10 empresas
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Companhias aéreas terão novos voos internacionais para o Brasil (Foto: Divulgação)

Depois de registrar queda de 7,9% nos voos internacionais no último ano, as companhias aéreas dão sinais de recuperação. Dados da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) apontam que houve crescimento no número de passageiros transportados para o exterior pelas empresas brasileiras. No acumulado do ano, a alta já chega a 10%.

O crescimento do mercado internacional também tem animado as companhias aéreas estrangeiras. Nas últimas semanas, diversas empresas têm anunciado a criação de novos voos, aumento das frequências semanais ou mesmo a utilização de aviões maiores para as rotas já existentes.

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É um movimento semelhante ao adotado pela Emirates em março, quando a companhia substituiu o Boeing 777 pelo Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo, na rota entre São Paulo e Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Além do aumento de voos nos mercados mais tradicionais, como São Paulo e Rio de Janeiro, as companhias aéreas também planejam novos voos internacionais a partir de cidades do Norte e Nordeste do Brasil, como Fortaleza (CE), Recife (PE) e Belém (PA).

Alguns desses novos voos estão programados para iniciar as operações já no final deste ano, enquanto outros devem começar somente no primeiro semestre do próximo. Veja as novidades já anunciadas nos voos internacionais pelas principais companhias aéreas.

Air France vai ter novas rotas e aumentar capacidade dos voos (foto: Divulgação)

Air France – KLM

O grupo Air France/KLM anunciou na última segunda-feira o início de suas operações em Fortaleza a partir de maio do próximo ano. Serão três voos semanais (segundas, quintas e sábados) da KLM entre Amsterdã, na Holanda, e Fortaleza. A Air France terá mais dois voos semanais (sextas e domingos) entre Paris, na França, e a capital cearense.

Apesar de os voos para Paris serem vendidos pela Air France, a companhia já anunciou que o avião utilizado na rota será da nova empresa do grupo, a Joon. “Será um avião da Joon, mas com o mesmo espaço, o mesmo sistema de entretenimento e o mesmo serviço de bordo da Air France”, afirma o diretor-geral do grupo Air France/KLM para a América do Sul, Jean-Marc Pouchol.

Na rota entre Paris e Fortaleza, será utilizado um Airbus A340 com capacidade para 278 passageiros, enquanto a KLM deve usar o Airbus A330 para 268 passageiros.

Além dos novos voos para Fortaleza, o grupo Air France/KLM também já anunciou aumento na oferta de assentos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A Air France prevê um aumento de 14% na oferta de assentos com novas frequências e aeronaves mais espaçosas. A empresa tem dois voos diários entre São Paulo e Paris e trocou o Boeing 777-200 pelo Boeing 777-300, o que aumento a capacidade do voo de 280 para 322 passageiros. A partir de fevereiro do próximo ano, o Boeing 787 deverá ser utilizado em um dos dois voos diários da empresa.

Na KLM, a previsão de aumento da oferta de assentos é de 13%. A companhia passará a ter mais um voo semanal entre o Rio de Janeiro e Amsterdã, o que fará com que a companhia tenha voos diários entre as duas cidades. O Boeing 777-200 também será substituído pelo Boeing 777-300. Em alguns dias, a rota será feita com o Boeing 787.

Air Europa

A Air Europa também pretende lançar novos voos entre o Nordeste do Brasil e a Europa. A partir de 7 de dezembro, a rota entre Madri, na Espanha, e Salvador (BA) ganhará mais um voo semanal, passando a três frequências por semana.

Além disso, em 20 dezembro, a companhia inaugura uma nova rota para o Nordeste com dois voos semanais (quartas e sextas) entre a capital espanhola e Recife (PE). A companhia também tem voos diários entre São Paulo e Madri, que não devem sofrer alterações.

Alitalia

A italiana Alitalia terá um aumento de 55% no número de voos diretos entre o Brasil e a Itália. A companhia opera voos diários entre São Paulo e Roma e passará a ter dez voos semanais. Na rota entre o Rio de Janeiro e Roma, os voos serão diários – atualmente são três voos semanais.

O aumento no número de voos está previsto para começar a partir de 29 de outubro. Com o crescimento das frequências semanais, a companhia passará de 2.930 assentos oferecidos por semana para 4.673.

Com o Boeing 777-300ER, Swiss vai aumentar a capacidade do voo em 55% (foto: Divulgação)

Swiss

A Swiss prevê uma oferta de 55% a mais no número de assentos disponíveis na rota entre São Paulo e Zurique, na Suíça, apenas com a substituição do modelo de avião utilizado. A partir de 9 março do próximo ano, o Airbus A340-300, com capacidade para 219 passageiros, será substituído pelo Boeing 777-300ER, que pode levar 340 passageiros. A mudança vai acrescentar 121 assentos em cada voo.

A Swiss faz parte do grupo Lufthansa. A companhia alemã tem 14 voos semanais entre o Brasil e a Alemanha, ligando São Paulo e Rio de Janeiro a Frankfurt. A empresa, no entanto, não tem previsão de aumento da oferta para os próximos meses.

Outra empresa do grupo, a Edelweiss tem dois voos semanais entre Rio de Janeiro e Zurique. A companhia também não tem previsão de mudanças.

Iberia

No Brasil, a Iberia opera voos diários de Madri, na Espanha, para São Paulo e quatro voos semanais entre a capital espanhola e o Rio de Janeiro. Até o final deste ano, os Airbus A330-300 da empresa que voam para a capital paulista terão uma configuração diferente, com a introdução da classe Premium Economy. Com isso, a oferta de assentos em cada voo aumenta de 278 lugares para 292.

British Airways

Com voos diários entre São Paulo e Londres, na Inglaterra, e cinco voos semanais entre Rio de Janeiro e Londres, a British Airways deve fazer mudanças nas duas rotas a partir de 29 de outubro.

Os voos para São Paulo terão a mesma frequência, mas o Boeing 777-200 será substituído pelo Boeing 777-300, o que deve gerar aumento de 35% na oferta de assentos disponíveis no avião, segundo a empresa. O novo modelo terá capacidade para 297 passageiros.

Na rota para o Rio de Janeiro, a companhia terá mais um voo semanal, passando a seis frequências por semana. A rota é operada pelo Boeing 787 com capacidade para 214 passageiros.

Boeing 777 da American Airlines fará mais voos para o Brasil (foto: Getty Images)

American Airlines

A American Airlines opera atualmente com 72 frequências semanais nas rotas entre os Estados Unidos e o Brasil. A partir de dezembro, a companhia irá criar novas rotas, adotar aviões com capacidade maior e aumentar a frequência de alguns voos. As mudanças têm como foco a alta temporada do final de ano e não devem ser permanentes ao longo do próximo ano.

A principal novidade é criação da rota entre Dallas, nos Estados Unidos, e Rio de Janeiro, com voos três vezes por semana a partir de 16 de dezembro com o avião Boeing 767-300. No dia seguinte, a rota entre o Rio de Janeiro e Miami ganha mais um voo diário com o avião Boeing 777-200.

A partir do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, a companhia também terá mais dois voos semanais para Miami com o Boeing 777-300. O mesmo avião também será utilizado na rota para Dallas, em substituição ao Boeing 787, de menor capacidade de passageiros.

Nos voos entre São Paulo e Los Angeles, vai acontecer o movimento contrário, com a saída do Boeing 777-300 da rota para a utilização do Boeing 787-900. No entanto, entre 14 de dezembro e 7 de janeiro, o voo será diário – atualmente são cinco frequências semanais.

Delta

A Delta afirmou que avalia as demandas do mercado e faz os ajustes de acordo com as necessidades. Recentemente, a companhia aérea anunciou um novo voo sazonal sem escalas entre o Rio de Janeiro e Nova York, que terá início em dezembro e vai até março.

United Airlines

A United Airlines, que completa 25 anos de operação no Brasil em outubro, vai substituir os aviões Boeing 767-400ER na rota entre São Paulo e Washington pelos novos Boeing 787-8 para 219 passageiros. Apesar da utilização de um avião mais moderno, a capacidade de passageiros deve ser reduzida em 23 lugares.

Avianca Brasil terá voos para Nova York a partir de dezembro (Foto: Divulgação)

Avianca Brasil

A brasileira Avianca fez a sua estreia internacional neste ano. A primeira rota foi entre Fortaleza (CE) e Bogotá, na Colômbia, com um voo semanal. Logo depois, em junho, veio o primeiro voo de longa duração da companhia na rota entre São Paulo e Miami. Em agosto, a companhia passou a voar também para Santiago, no Chile.

Até o final do ano, a empresa ainda deve ter um voo diário, sem escala, entre São Paulo e Nova York e dois voos semanais entre Salvador (BA) e Bogotá e entre Recife (PE) e Bogotá.

Latam

A brasileira Latam tem diversas novidades nas suas rotas internacionais, como a retomada de voos na rota entre Brasília e Punta Cana, na República Dominicana, o aumento gradual de frequências na rota entre São Paulo e Nova York e as novas rotas sazonais entre Salvador e Buenos Aires, na Argentina, e entre Florianópolis e Montevidéu, no Uruguai.

No Rio de Janeiro, a companhia inaugurou a rota entre Rio de Janeiro e Orlando, nos Estados Unidos, anunciou a rota entre o Rio de Janeiro e Lima, no Peru, e ampliou o número de voos para Miami.

Na alta temporada do fim de ano, a companhia também vai ampliar de três para cinco frequências semanais os voos entre São Paulo e Johannesburgo, na África do Sul. A mudança vale a partir de 13 de novembro.

Gol tem voos de 12 cidades brasileiras para Buenos Aires (Foto: Divulgação)

Gol

A Gol tem como foco principal nas rotas internacionais os voos para a América do Sul. Somente para Buenos Aires, a companhia opera a partir de 12 cidades brasileiras. Nos últimos meses, a Gol iniciou os voos a partir de João Pessoa (PB), Manaus (AM) e Belo Horizonte (MG) para a capital argentina.

Em junho, a companhia também iniciou uma nova operação direta entre o Rio de Janeiro e Santiago, no Chile.

A companhia afirma também que faz constantes aumentos de frequência de seus voos para atender a demanda em períodos de maior procura, como na alta temporada. “A Gol faz avaliações frequentes do mercado para atender a sazonalidade do setor aéreo”, diz a empresa em nota.

A Gol também deve se beneficiar do aumento dos voos de suas companhias parceiras. Com a criação dos voos da Air France e da KLM em Fortaleza, a companhia deve aumentar em 35% seus voos na capital cearense.

Azul

A Azul irá aumentar sua participação no mercado dos Estados Unidos com a criação de duas novas rotas entre Belém (PA) e Fort Lauderdale e entre Belo Horizonte (MG) e Orlando. Nos voos entre Belo Horizonte e Buenos Aires, a companhia irá substituir os jatos Embraer 195, com 118 assentos, pelos Airbus A320, com capacidade para 174 passageiros. Todas as mudanças acontecerão a partir de dezembro.

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Primeiro combate aéreo dos EUA foi para caçar revolucionário estrangeiro
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Oito aviões Curtiss JN-3 foram utilizados na “expedição punitiva” (Foto: Biblioteca do Congresso)

Por Vinícius Casagrande

A primeira missão de combate aéreo da história dos Estados Unidos aconteceu no dia 19 de março de 1916 e foi uma caçada a um revolucionário estrangeiro. Era um domingo à tarde quando oito aviões biplanos Curtiss JN-3 decolaram da base militar de Columbus, no Estado do Novo México, para uma caçada ao líder revolucionário mexicano Francisco Pancho Villa.

O Primeiro Esquadrão Aéreo, também conhecido como Primeiro Esquadrão de Reconhecimento, havia sido criado três anos antes por ordens do então presidente William Taft. Até então, os aviões eram utilizados somente para treinamento e missões de reconhecimento e entrega de mensagens.

A primeira missão militar foi determinada depois de Pancho Villa entrar no território norte-americano e atacar a cidade de Columbus. A ação deixou 18 americanos mortos. No confronto, os militares dos Estados Unidos mataram cerca de 70 homens do bando de Pancho Villa. O líder revolucionário, no entanto, conseguiu escapar e fugir de volta para o México.

Foi, então, que o presidente norte-americano Woodrow Wilson resolveu colocar o esquadrão aéreo em ação. Chamada de “expedição punitiva”, a primeira missão de combate aéreo dos Estados Unidos tinha como objetivo capturar Pancho Villa vivo ou morto.

Pane após a decolagem

A missão aérea teve início em 19 de março de 1916 e enfrentou problemas logo nos primeiros minutos. Instantes após a decolagem dos oito aviões Curtiss JN-3, uma das aeronaves apresentou problemas no motor e teve de retornar à base em Columbus.

Os problemas mecânicos, aliás, eram uma constante. Após um mês da “expedição punitiva”, apenas dois aviões permaneciam em atividade. E, ainda assim, não conseguiam cumprir com êxito a missão para a qual haviam sido designados.

Aviões sofriam panes constantes durante a missão militar (Foto: Biblioteca do Congresso)

Baixa altitude de voo

Pioneiros, os aviões Curtiss JN-3 tinham diversas limitações operacionais. O principal problema para a caçada a Pancho Villa, no entanto, estava na altitude máxima de voo, que não era suficiente para que os aviões pudessem sobrevoar as diversas montanhas da região. Era exatamente no alto de um desses picos montanhosos, a Sierra Madre, que Pancho Villa se escondia.

As más condições do clima e os ventos fortes dificultavam ainda mais a missão para os Curtiss JN-3. A situação era tão crítica que o capitão do Primeiro Esquadrão Aéreo norte-americano, E.B. Foulois, chegou a afirmar que “nossos aviadores estão encontrando diariamente condições que nenhum piloto jamais enfrentou”.

Apesar das dificuldades, a “expedição punitiva” prosseguiu com apoio aéreo durante quase um ano, mas os pilotos norte-americanos nunca encontraram o paradeiro de Pancho Villa. O revolucionário foi morto em uma emboscada em 23 de julho de 1923.

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Aeroporto de Los Angeles planeja ‘blindar’ celebridades em novo terminal
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Tom Cruise (dir.) atende fãs ao desembarcar no aeroporto de Haneda, em Tóquio / Crédito: Issei Kato/Reuters

Tom Cruise (dir.) atende fãs ao desembarcar em aeroporto de Tóquio / Crédito: Issei Kato/Reuters

O aeroporto internacional de Los Angeles, nos Estados Unidos, terá um novo terminal. Mas apenas um grupo bem específico de passageiros poderá utilizá-lo: o dos ricos e famosos.

A proposta foi aprovada na última semana e o novo espaço, que vai reaproveitar uma antiga instalação de cargas, deve ficar pronto em seis meses. Celebridades, estrelas do mundo do esporte, diplomatas, magnatas estarão então livres de qualquer contato com passageiros comuns, evitando pedidos de autógrafos, protestos, paparazzi.

Os VIPs poderão usar uma entrada exclusiva e irão aguardar em um espaço privativo para realizar os procedimentos de segurança. Dali, serão levados diretamente para o avião.

Os planos preveem que os clientes do novo terminal em Los Angeles terão de dar cerca de 60 passos, em comparação com os 2.200 passos necessários atualmente para percorrer o trajeto da rua até a aeronave, indicou o jornal britânico “Guardian”.

O público-alvo do serviço terá de pagar uma taxa de aproximadamente US$ 1.800 por voo (aproximadamente R$ 6.700). A administração do aeroporto afirma que a novidade também vai beneficiar os passageiros comuns, que não serão prejudicados pela confusão provocada por fotógrafos e fãs quando celebridades estão no local.

O novo terminal em Los Angeles deve seguir o modelo adotado no aeroporto de Heathow, em Londres, onde a área foi originalmente pensada para atender membros da família real, chefes de estado e diplomatas em visita à capital britânica, mas depois foi aberto a clientes dispostos a pagar 2.000 libras (cerca de R$ 11.200).

Outros aeroportos pelo mundo também criaram terminais para VIPs, incluindo Dubai (Emirados Árabes Unidos), Amsterdã (Holanda) e Paris (França).

Nos Estados Unidos, se a experiência em Los Angeles for bem sucedida, a empresa de segurança privada Gavin de Becker & Associates, responsável pelo novo terminal, diz ter interesse em oferecer o mesmo modelo para aeroportos como o JFK, em Nova York, Miami, São Francisco, Chicago.

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Aérea cria aplicativo para aeromoças saberem mais sobre os passageiros
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Imagem: Divulgação

Imagem: Delta/Divulgação

A companhia aérea Delta quer que os comissários de bordo tenham à mão as informações sobre os passageiros. A empresa anunciou que os funcionários passarão a contar com um aplicativo com dados como o nome do cliente e seu status no programa de fidelidade. A ideia, ressaltou a aérea, é permitir que os atendentes reconheçam passageiros frequentes e possam atender quem precise de ajuda extra.

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Com a nova ferramenta, a Delta planeja ainda oferecer informações aos clientes sobre a situação de voos de conexão e sobre portões de embarque. A vice-presidente de serviços de bordo da companhia, Allison Ausband, afirmou que o aplicativo será aprimorado, aproveitando os dados fornecidos pelo cliente para personalizar a experiência durante o voo.

“Logo, os comissários de bordo serão capazes de oferecer opções de comida e bebida que atendam às preferências dos clientes e identificarão de uma forma melhor os clientes que possam ter passado por um problema anterior em sua viagem, tudo em um esforço para aprofundar o envolvimento com os que voam conosco”, disse Allison, em comunicado.

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Outra utilidade do aplicativo será digitalizar o manual de bordo de quinhentas páginas e mais de dois quilos, que agora estão disponíveis nos aparelhos distribuídos a mais de 22.000 comissários. Segundo a Delta, a mudança vai economizar 55 toneladas de papel por ano, ou o equivalente a manter em pé aproximadamente 1375 árvores.


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Telas indicam tempo de espera em filas no aeroporto JFK, em NY (Imagem: JFKIAT/Divulgação)

Telas indicam tempo de espera em filas no aeroporto JFK, em NY (Imagem: JFKIAT/Divulgação)

O aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York, adotou este mês um sistema para indicar aos passageiros quanto tempo ele vai ficar em filas. A partir de uma tecnologia que rastreia sinais de celulares, é possível estimar o tempo que os viajantes estão aguardando para passar por procedimentos de segurança, na alfândega, e também para pegar um táxi dentro do aeroporto.

O monitoramento dos passageiros é feito por meio do sinal de wi-fi ou bluetooth emitido pelos celulares. Os responsáveis pela tecnologia afirmam que nenhum dado de identificação do dono do aparelho é armazenado.

A expectativa de espera nas filas é exibida em 13 telas distribuídas pelo terminal 4, o maior do aeroporto, onde o sistema foi implantado. A JFKIAT, companhia que administra o terminal, afirma que a informação também é usada na hora de colocar em prática medidas para acelerar o atendimento quando áreas congestionadas são identificadas.

Antes de o sistema de rastreamento ser implantado, as estimativas de espera em filas eram baseadas em imagens de câmeras internas e com o uso de cronômetro. A nova tecnologia promete oferecer dados mais consistentes.

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O JFK é o primeiro aeroporto de NY a adotar o sistema, mas outros aeroportos já utilizam o aparato desenvolvido pela empresa dinamarquesa BlipSystems, entre eles o de Cincinnati, primeiro nos Estados Unidos a utilizar a tecnologia, Toronto, Dublin, Amsterdã, Barcelona, Manchester e Dubai, entre outros.


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Esboço mostra como deve ficar o aeroporto LaGuardia depois da reforma (Divulgação/Governo de NY)

Esboço mostra como deve ficar o aeroporto LaGuardia depois da reforma (Divulgação/Governo de NY)

No ano passado, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, comentou que o aeroporto LaGuardia, em Nova York, parecia de “terceiro mundo”. Comentário deselegante, mas, na última semana, ele participou do evento em que foi anunciado um plano de reforma de US$ 4 bilhões. A proposta prevê um aeroporto totalmente novo até 2021.

Hoje, o desenho do aeroporto inclui vários terminais separados, que devem dar lugar a um único terminal, mais amplo e mais próximo da via Grand Central Parkway – o estacionamento que atualmente separa a avenida da entrada dos terminais mudará de lugar. O novo terminal terá um espaço central para chegadas e partidas, ligado aos terminais C e D, que são operados pela Delta Air Lines.

Os passageiros poderão chegar aos portões de embarque por meio de um sistema de pontes, liberando espaço para a circulação de aviões — que passarão por baixo das passarelas. Os envolvidos na remodelação do LaGuardia apostam que esta mudança ajudará a melhorar um dos aspectos mais criticados do local: os atrasos nos voos. Apenas 65% chegam no horário, segundo levantamento divulgado este ano pela Global Gateway Alliance, grupo que cobra melhorias nos aeroportos nova-iorquinos.

Este problema, no entanto, não deve ser resolvido com a reforma, apesar da expectativa dos idealizadores. O Wall Street Journal consultou especialistas que apontaram obstáculos para a pontualidade. Uma delas é o fato de que o aeroporto continuará a ter somente duas pistas. O outro ponto é o congestionamento aéreo na região de Nova York, que também provoca atrasos nos aeroportos JFK e Newark. O órgão responsável pela aviação nos EUA trabalha em mudanças para melhorar o tráfego aéreo.

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As reclamações também ressaltam a dificuldade de acesso. Atualmente, só é possível chegar ao LaGuardia, no Queens, de carro ou ônibus, mas a reforma deve incluir uma linha de trem ligada ao sistema de metrô, além do restabelecimento do serviço de balsas até o aeroporto.

Previsão é que serviço de balsas atenda o aeroporto LaGuardia depois da reforma (Divulgação/Governo de NY)

Previsão é que serviço de balsas atenda o aeroporto LaGuardia depois da reforma (Divulgação/Governo de NY)

O projeto de renovação deve criar 8.000 empregos diretos, e será responsabilidade de uma parceria público-privada. Um vídeo promocional divulgado pelo governo local começa exatamente com as insatisfações dos usuários com a lotação, o calor, a sujeira, o tamanho do aeroporto, que não suporta o atendimento a um público tão grande. Aberto ao público em 1939, o local atende atualmente cerca de 30 milhões de passageiros – seu desenho inicial previa a circulação de 8 milhões de pessoas.

Mas a situação ficará bem melhor depois da reforma, prometeu o governador Andrew Cuomo na apresentação da proposta. Segundo ele, o LaGuardia passará a ser “reconhecido mundialmente como um aeroporto do século 21, digno da cidade e do estado de Nova York”. É esperar para ver. Enquanto isso, confira mais esboços de como deve ficar o aeroporto depois da renovação:

Terminal central do LaGuardia deve ficar mais perto da via de acesso (Divulgação/Governo de NY)

Terminal central do LaGuardia deve ficar mais perto da via de acesso (Divulgação/Governo de NY)

Passarelas devem ser construídas para facilitar acesso a portões de embarque e liberar espaço para circulação de aviões no LaGuardia (Divulgação/Governo de NY)

Passarelas para pedestres devem liberar espaço para circulação de aviões (Divulgação/Governo de NY)

Desenho da área interna do aeroporto LaGuardia depois da reforma (Divulgação/Governo de NY)

Desenho da área interna do aeroporto LaGuardia depois da reforma (Divulgação/Governo de NY)


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