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Arquivo : companhias aéreas

Passageira recebe US$ 4.000 para trocar de voo nos EUA após overbooking
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Tracy Jarvis Smith comemorou a indenização recebida (foto: Reprodução/Twitter)

A companhia norte-americana Delta Airlines pagou US$ 4.000 (R$ 12.547 na cotação desta quinta-feira – 14) para uma passageira ceder seu lugar em voo que estava com overbooking (quando a empresa vende mais assentos do que os disponíveis no avião) na última sexta-feira (8). O voo de uma hora e 50 minutos de duração faria a rota entre Atlanta e South Bend, ambas nos Estados Unidos.

Com o excesso de passageiros para embarcar no avião, a companhia ofereceu inicialmente US$ 2.220 (R$ 6.900) para quem concordasse em pegar um voo mais tarde. A proposta foi feita a todos os passageiros, inclusive os que ainda não estavam garantidos no voo. Como o avião estava lotado com torcedores do time de futebol americano da Universidade da Geórgia, ninguém inicialmente aceitou a proposta. O time jogaria em South Bend.

A companhia começou, então, a aumentar o valor a ser pago. A passageira Tracy Jarvis Smith esperou que a indenização chegasse a US$ 4.000 para aceitar trocar seu voo. “Esse era o meu número mágico”, escreveu em sua conta no Twitter. Tracy estava viajando para encontrar o marido em South Bend.

A negociação foi comemorada até mesmo pelos outros passageiros que estavam no avião. “Nenhum torcedor queria se atrasar”, escreveu Zach Klein em um post com uma foto ao lado de Tracy.

Quando finalmente chegou ao seu destino, Tracy comemorou o dinheiro recebido. “Pousei oito horas mais tarde. Valeu a pena os US$ 4.000”, disse.

As polêmicas com o overbooking

Os casos de overbooking têm gerado polêmica nos últimos meses nos Estados Unidos. Em abril, um passageiro da United Airlines chegou a ser retirado à força do avião. A imagem de David Dao sendo agredido e sangrando foi divulgada em todo o mundo. O presidente da United, Oscar Munhoz, teve de pedir desculpas públicas para tentar salvar a imagem da companhia.

Em entrevista publicada nesta quinta-feira (14) pelo UOL, o diretor de vendas da American Airlines, Dilson Verçosa Jr., afirma que o overbooking é uma prática necessária para as companhias aéreas evitarem prejuízos com os passageiros que não comparecem para o embarque.

No Brasil, os passageiros que não conseguem embarcar por overbooking têm direito a receber uma indenização imediata. De acordo com as regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a multa para voos nacionais é de 250 DES (Direito Especial de Saque), o equivalente a R$ 1.105,92. Nas viagens internacionais, o valor é de 500 DES, ou R$ 2.211,85.

O DES é um ativo de reserva internacional emitido pelo Fundo Monetário Internacional e composto por uma cesta de moedas que inclui o dólar, o euro, a libra e o iene. O valor do DES muda diariamente. Nesta quinta-feira, um DES equivalia a R$ 4,4237.

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Cobrança de mala em voos à Europa começa hoje, com TAP; taxa chega a R$ 300
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Cobrança será feita na tarifa Discount para quem comprou a partir de 1º de agosto (foto: Divulgação)

A portuguesa TAP é a primeira companhia aérea com operações no Brasil a cobrar pelo transporte de bagagem em voos para a Europa. A nova taxa será cobrada dos passageiros que compraram passagens da TAP a partir de 1º de agosto na classe tarifária mais barata da companhia, chamada de Discount, para voar a partir desta sexta-feira (1º de setembro).

Quem comprou passagens até 31 de julho, independentemente da data da viagem e do tipo de tarifa, continua com o direito de transportar gratuitamente duas malas de até 32 kg cada uma.

Para transportar uma mala de até 23 kg, o valor cobrado pela companhia aérea é de 45 euros (R$ 170) caso o pagamento seja feito com antecedência. Se o passageiro deixar para adquirir o serviço no momento do check-in, a taxa sobe para 80 euros (R$ 299).

O peso máximo das malas que podem ser despachadas também foi reduzido de 32 kg para 23 kg (em caso de excesso de peso, há multa). A classe econômica da TAP passa a ter quatro tipos de tarifa. Em relação ao transporte de bagagem, elas se diferenciam da seguinte maneira:

Tarifa Discount: sem direito a bagagem despachada

Tarifa Basic: uma mala de até 23 kg

Tarifa Classic: duas malas de até 23 kg

Tarifa Plus: três malas de até 23 kg

Para a bagagem de mão, o limite é o mesmo para todos os passageiros. A TAP permite o transporte, sem cobrança extra, de uma mala de até 8 kg mais um item pessoal de até 2 kg.

Além do limite para o transporte de bagagem, as tarifas também se diferenciam por outros serviços que estão inclusos no valor da passagem, como quantidade de milhas recebidas no programa de fidelidade da companhia, reserva antecipada de assento no avião e embarque prioritário.

Outras companhias também já reduziram limite em voos internacionais

As três companhias aéreas brasileiras que fazem voos para Europa ou Estados Unidos – Latam, Azul e Avianca – e algumas empresas estrangeiras, como a United Airlines, também já reduziram o limite de bagagem para as viagens internacionais. Nessas empresas, o novo limite é de duas malas de até 23 kg, mas não há cobrança pelo transporte das malas.

Antes de a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) acabar com a obrigatoriedade do transporte de bagagem despachada, os passageiros tinham o direito de levar duas malas de até 32 kg cada uma. Com a mudança da lei, cada companhia aérea pode definir livremente suas próprias regras para o transporte de bagagem nos voos.

Nos voos para a América do Sul, o limite adotado pelas companhias aéreas é de apenas uma mala de até 23 kg. Na Latam, Azul e Avianca, não há cobrança pelo despacho da bagagem. Na Gol, é cobrada uma taxa de US$ 10 (R$ 31,50) para compra antecipada ou US$ 20 (R$ 63) para pagamento no momento do check-in

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Avianca vai começar a cobrar pela bagagem em voo nacional ainda neste ano
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Valores e data exata ainda não foram definidos (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A companhia aérea Avianca é a única que ainda não cobra o despacho de bagagem em voos nacionais, mas isso vai mudar até o final do ano. O vice-presidente da companhia, Tarcísio Gargioni, afirmou que a equipe técnica está fazendo os últimos testes no sistema para dar começar a cobrança. A data exata e os valores que serão cobrados ainda não foram divulgados.

“O conceito de cobrar bagagem é universal e usado em todo o mundo. É um conceito lógico. Quem usa paga, e quem não usa não paga. Temos 40% dos clientes no Brasil que não têm bagagem. Então, por que eles têm de pagar para os outros 60%? Com o tempo, as pessoas vão perceber que quando têm bagagem vão pagar mais, e quando não têm bagagem vão pagar menos”, afirma Gargioni.

O vice-presidente da Avianca afirmou que a empresa aposta na qualidade do serviço para crescer. A companhia tem 14% de participação no mercado brasileiro, atrás de Gol, Latam e Azul. No entanto, quando analisadas somente as rotas em que opera, esse índice sobe para 27%.

Segundo Gargioni, os principais diferenciais da companhia estão exatamente no serviço de bordo, com sanduíches quentes sem cobrança adicional, sistema individual de entretenimento, internet a bordo e mais espaço entre as poltronas. A Avianca descarta totalmente cobrar pela alimentação nos voos.

“No mercado recessivo, o cliente fica mais seletivo. Havia uma lacuna de um serviço diferenciado e mais qualificado. A gente apostou nisso e deu certo. Apostamos em uma qualidade de serviço, com o mesmo preço, e acabamos avançando na nossa participação. Isso nos animou a fazer os investimentos”, diz. A empresa tem criado rotas e adquirido aviões novos, como o Airbus A320neo e o Airbus A330-200.

O vice-presidente da companhia afirma que a aposta na qualidade do serviço gera um aumento dos custos operacionais. Para ter mais espaço entre as poltronas, por exemplo, a Avianca teve de retirar 12 assentos em cada avião. Os Airbus A320 utilizados pela companhia têm capacidade para 174 assentos, mas a empresa utiliza a configuração com 162 poltronas.

“O brasileiro ainda não está acostumado a pagar mais pelo serviço. Temos o equilíbrio dessa fórmula com o fator de ocupação mais alto. É um círculo virtuoso. Eu cobro a mesma coisa, tenho um serviço melhor e, portanto, tenho uma ocupação mais alta, que me cobre o custo. No fim, o cliente viaja pagando a mesma coisa e eu tenho o equilíbrio econômico”, afirma.

Novas rotas

A Avianca também tem apostado em novas rotas nacionais e internacionais para continuar crescendo. Somente neste ano, já abriu novos voos para Navegantes (SC), Foz do Iguaçu (PR), Miami (EUA) e Santiago (Chile). Na última segunda-feira (21), foi a vez de iniciar as operações no aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, ligando o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com quatro voos diários em cada sentido.

Até o final do ano, a empresa ainda deve ter um voo diário, sem escala, entre São Paulo e Nova York (EUA) e dois voos semanais entre Salvador (BA) e Bogotá (Colômbia) e entre Recife (PE) e Bogotá.

Cerimônia de batismo do voo da Avianca na chegada a Belo Horizonte (foto: Divulgação)

Por que aposta em Salvador e Recife?

Os voos de Salvador e Recife, além do atual de Fortaleza (CE), para a Colômbia foram criados para aproveitar incentivos estaduais com a redução da alíquota do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o combustível.

Atualmente, cada Estado pode definir sua alíquota de ICMS e alguns, como São Paulo, por exemplo, cobram até 25% de imposto sobre o combustível de aviação. Um projeto de lei que tramita no Senado tenta unificar esse valor em todo o país em 12%.

“Se você imaginar que o combustível tem um impacto de 37% nos custos das companhias aéreas, baixando a alíquota de 25% para 12%, essa diferença dá uma redução razoável”, diz o vice-presidente da Avianca.

Para Gargioni, a medida permitirá uma queda nos preços das passagens aéreas. “Baixou o custo, a gente tem condição de baixar um pouco a tarifa para estimular o mercado. Interessa para nós estimular o mercado. Não temos intenção de subir tarifa e tirar do mercado as pessoas que são sensíveis a preço.”

Além disso, a redução do ICMS também pode trazer benefícios ambientais, segundo Gargioni. Para aproveitar preços melhores praticados em determinados Estados, as companhias aéreas abastecem os aviões com mais combustível do que seria o necessário para cumprir determinada rota. O maior peso dos aviões, no entanto, acaba gerando também um consumo maior de combustível.

“Com essa homogenização da alíquota, só vou abastecer aquilo que realmente precisa. Vou decolar com o peso necessário para fazer a segurança do voo, mas não vou gastar combustível para transportar combustível”, afirma.

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Juíza dos EUA diz que aperto em avião afeta segurança e pede novas regras
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Decisão pretende criar um padrão mínimo para as poltronas de avião (Imagem: Joel Silva/Folhapress)

Para acabar com o que chamou de “encolhimento das poltronas de avião”, uma juíza dos Estados Unidos determinou que o órgão de controle da aviação no país, a FAA (Federal Aviation Administration), analise o pedido da associação de clientes de companhias aéreas Flyers Right para criar regras sobre o tamanho e a distância mínima entre as poltronas dos aviões.

A associação alega que as poltronas estão ficando cada vez mais apertadas e que isso poderia comprometer a segurança dos passageiros em casos de evacuação de emergência.  A decisão não deixa claro se o tamanho das poltronas aumentaria, mas a FAA terá de provar que os tamanhos atuais são seguros e qual o mínimo necessário para garantir a segurança.

A questão nunca chegou a ser regulada por nenhum órgão internacional de aviação. As normas internacionais exigem apenas que, nos casos de emergência, todos os passageiros e tripulantes possam sair do avião em, no máximo, 90 segundos.

A FAA já havia alegado à Justiça que o tamanho das poltronas não causa nenhum risco à segurança nem reduz o tempo de evacuação do avião em caso de emergência. A juíza Patricia Millett, no entanto, considerou que a FAA não apresentou nenhum estudo concreto que comprovasse as alegações e determinou que seja feita uma análise mais rigorosa da situação.

Segundo estudo da Flyers Right, a largura média das poltronas da classe econômica nos Estados Unidos caiu de 47 cm em 2000 para os 43,1 cm atuais. No mesmo período, a distância para a poltrona da frente também foi reduzida, em média, de 88,9 cm para 78,74 cm.

Aperto pode causar problemas de saúde

Além da agilidade na evacuação do avião, a Flyers Right alega que o espaço reduzido das poltronas também pode causar danos à saúde dos passageiros, como coágulos sanguíneos, trombose venosa profunda e problemas musculares e nas articulações.

Para essa questão, no entanto, a juíza avaliou que os dados apresentados pela FAA mostram que o tamanho atual das poltronas não traz risco à saúde dos passageiros.

Brasil tem selo de classificação

No Brasil, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) também não regula o tamanho e distância mínima das poltronas dos aviões. No entanto, a agência criou um selo para classificar quais são os aviões mais confortáveis.

A classificação da Anac é feita em cinco categorias: A (acima de 73 cm), B (de 73 cm a 71 cm), C (71 cm a 69 cm), D (69 cm a 67 cm) e E (abaixo de 69 cm). Nessa escala, a distância média utilizada nos aviões nos Estados Unidos estaria classificada na categoria A da Anac.

As companhias aéreas têm de informar ao passageiro a classificação dos assentos do avião já no momento da reserva da passagem.

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Lei dá mais folga a piloto, mas passagem aérea pode subir, dizem empresas
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Tripulantes passam a ter dez dias de folga por mês (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A nova lei do aeronauta, aprovada no Congresso, só espera a sanção do presidente Michel Temer para entrar em vigor.

A intenção é reduzir o cansaço de pilotos e comissários de bordo para melhorar a segurança de voos. Existirá um programa para dar folgas aos pilotos antes que fiquem cansados e comprometam a segurança. O nome desse programa é Sistema de Gerenciamento de Risco de Fadiga.

Se a empresa não adotar esse sistema, que é opcional, ela terá de reduzir horas e dias totais de trabalho. Os números variam conforme a quantidade de tripulantes. Por exemplo, em voos com menos tripulantes, a duração da jornada diária caiu de 9h30 para 8 horas.

As empresas aéreas criticam a mudança e dizem que os custos aumentarão. Segundo elas, as passagens podem ficar mais caras, mas não dizem quanto. O Sindicato Nacional dos Aeronautas afirma que a nova regra é fundamental para garantir a saúde dos profissionais e a segurança dos voos.

O projeto foi discutido por seis anos no Congresso Nacional até receber a aprovação final no Senado no mês passado.

Depois da sanção presidencial, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) deve criar um novo regulamento, definindo os principais parâmetros para fazer o sistema de folgas. As empresas terão um prazo de 30 meses para implementar o novo Sistema de Gerenciamento de Risco de Fadiga.

Escala para evitar cansaço de pilotos

Para criar a escala mensal de trabalho, o sistema utilizará parâmetros que identifiquem o momento no qual o piloto estaria mais propenso a apresentar cansaço que poderia comprometer seus reflexos. O sistema deverá levar em conta o que foi feito nos dias anteriores da escala de trabalho, a quantidade de voos realizados, o horário dos voos anteriores e o período de descanso (manhã, tarde ou noite), entre outros, para determinar a escala dos próximos dias.

A criação de um sistema que consiga medir com mais precisão o cansaço dos pilotos não é obrigatória. A empresa que não adotar esse sistema terá de reduzir horário de trabalho de seus funcionários a bordo. Essa redução varia conforme o tamanho da tripulação:

– Tripulação mínima (por exemplo: dois pilotos e quatro comissários): o limite cai de 9h30 para 8h por dia

– Tripulação composta (por exemplo: três pilotos e cinco comissários): o limite cai de 13h para 11h por dia

– Tripulação de revezamento (por exemplo: quatro pilotos e seis comissários): o limite cai de 16h para 14h por dia

Ao final do mês, a tripulação não pode ter voado mais de 80 horas – o limite anterior era de 85 horas. Para o descanso, a lei determina que deve haver um período de pelo menos 12 horas entre as jornadas de trabalho para garantir o repouso da tripulação. Além disso, a nova legislação também prevê que as folgas obrigatórias de todos os tripulantes subam de oito para dez dias por mês.

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, comandante Adriano Castanho, afirma que as mudanças na lei são essenciais para que os pilotos possam voar em boas condições de saúde. “Temos uma segurança do nível dos melhores países do mundo, o que não quer dizer que temos as melhores práticas. A gente faz com todo zelo e segurança pensando também na nossa vida pessoal”, afirma.

Empresas alegam aumento de custos

O SNEA (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) criticou alguns pontos da nova legislação, alegando um impacto anual de cerca de R$ 200 milhões nos custos das empresas. Para o sindicato das empresas, o pior ponto está relacionado ao aumento dos dias de folga, pois “compromete a produtividade do setor, já que será necessário ampliar o quadro de tripulantes, mesmo sem a ampliação da oferta de voos”.

O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, no entanto, discorda dessa alegação e critica a escala atual dos pilotos. “O problema é a ineficiência das próprias empresas. Às vezes, por exemplo, a gente faz um voo de São Paulo a Brasília, de menos de duas horas, e depois fica mais de três horas em solo esperando para o próximo voo. As empresas têm duas opções: manter o esquema atual ou ser mais produtiva. Quem for eficiente, não vai precisar aumentar o quadro de tripulantes”, diz.

As empresas afirmam que “a maioria dos artigos que constam da atual lei foi acordada entre agência reguladora, empresas e trabalhadores da aviação”. No entanto, diz que “para as regras ligadas à qualidade de vida do tripulante e outras questões trabalhistas, o ambiente mais adequado seriam as Convenções Coletivas de Trabalho”.

“Toda vez que há um alerta sobre algum ponto, a briga é muito pesada para poder evoluir. Até pouco tempo, podíamos voar até seis madrugadas seguidas, o que era muito ruim. Hoje, já conseguimos mudar. Mesmo que algo vá contra o custo, a empresa tem de garantir, porque isso é pela segurança de voo. E a segurança tem de estar acima de tudo”, afirma o presidente do sindicato.

Os principais pontos criticados pelas empresas aéreas

Folgas – Segundo o sindicato das empresas, esse é o ponto de maior impacto. A legislação anterior previa, no mínimo, oito dias de folgas mensais, que poderiam ser todas folgas de um dia só. A nova lei prevê o descanso de pelo menos dez dias, sendo que duas dessas folgas compreendam um sábado e domingo consecutivos (ou seja, pelo menos um final de semana de folga).

Descanso semanal remunerado (DSR) – As empresas alegam que, com a ampliação para dez folgas na lei, o custo com o DSR também será maior, já que passa a incidir sobre as dez folgas. O Sindicato Nacional dos Aeronautas afirma que o pagamento continue sendo feito somente sobre oito folgas para garantir os dez dias de descanso.

Horas de solo – Com a nova lei, o tempo em solo entre etapas de voo de uma mesma jornada será remunerado. Antes, o tripulante recebia um salário-base e um adicional proporcional correspondente às horas voadas apenas. Agora, passa a receber adicional também quando está parado no aeroporto, à disposição da empresa, esperando o próximo voo.

Treinamentos – Os períodos de treinamento passam a ser remunerados.

Horas de voo – O limite de horas voadas pelos pilotos da aviação comercial foi reduzido de 85 para 80 horas por mês.

Pagamento pela escala de voo – As companhias aéreas devem pagar a parte variável (que depende das horas de voo do tripulante) de acordo com a escala planejada por elas. Caso haja alterações de escala realizada e que reduzam as horas voadas pelo tripulante, ele não será prejudicado em termos salariais (expectativa de ganho). O presidente do sindicato dos aeronautas afirma que a legislação atual já prevê essa forma de pagamento, mas que, segundo ele, nem todas as empresas cumprem essa regra.

Base contratual – Antes o local de trabalho do tripulante era a cidade onde o piloto mora e agora passa a ser o aeroporto do qual ele decola. No caso de São Paulo e Rio de Janeiro, há diferença entre Guarulhos e Congonhas e entre Galeão e Santos Dumont, respectivamente. Isso traz mudanças na quantidade de horas de repouso e transporte entre os aeroportos.

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Empresa fará eventos em São Paulo e no Rio de Janeiro (foto: Divulgação)

A Ryanair, maior companhia aérea de baixo custo da Europa, abriu uma seleção para contratar pilotos brasileiros. As vagas disponíveis são para comandante do Boeing 737. A empresa fará a primeira etapa do processo seletivo em São Paulo e no Rio de Janeiro nos dias 15 e 16 de agosto.

Para se candidatar, os pilotos deverão fazer a inscrição pela internet diretamente no site da companhia (aqui para São Paulo e aqui para o Rio de Janeiro). O salário e as próximas fases do processo seletivo só devem ser informados no momento da entrevista.

Segundo a companhia, os pilotos contratados poderão escolher onde pretendem morar. A empresa opera em 86 aeroportos na Europa. A Ryanair também cita como diferencial a escala de trabalho. São cinco dias de voo, seguidos por quatro dias de folga.

Atualmente, a Ryanair tem cerca de 400 aviões Boeing 737-800, que transportam 130 milhões de passageiros por ano. O plano da companhia é chegar a 2024 com 600 aviões e 200 milhões de passageiros transportados.

Requisitos mínimos exigidos para os pilotos

As vagas disponíveis aos brasileiros são somente para pilotos com experiência na função de comandantes de aviões comerciais. Além disso, é necessário que o todos os candidatos cumpram os requisitos necessários para permissão de trabalho na União Europeia, como ter a cidadania de um país europeu.

Para pilotos que já tenham a licença para voar o Boeing 737, é exigido um mínimo de 3.500 horas de voo, sendo 2.000 horas em aviões acima de 30 toneladas. Ainda é necessário pelo menos 800 horas como comandante e que o último voo tenha sido realizado nos últimos 36 meses.

Para comandantes que estejam voando em outros modelos de aviões de grande porte, como os da Airbus, a companhia exige uma experiência prévia no Boeing 737 há, no máximo, cinco anos.

A companhia afirma que, no momento, não tem interesse em contratar comandantes sem experiência no Boeing 737. No entanto, a Ryanair abre a possibilidade para que esses pilotos também participem do evento de seleção para conhecer melhor a companhia para possíveis vagas futuras.

São Paulo:

Dia 15 de agosto, às 10h, 14h e 17h

Prodigy Grand Hotel Berrini – Rua Quintana, 1.012, Brooklin Novo

Rio de Janeiro:

Dia 16 de agosto, às 10h e 15h

Sheraton Grand Rio – Avenida Niemeyer, 121, Leblon

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Aviões conseguem andar de ré ou precisam ser empurrados?
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Por Vinícius Casagrande

Nos aeroportos, quando um avião precisa ser deslocado para trás para deixar o portão de embarque antes da decolagem, um pequeno trator, chamado de push back, é acoplado no trem de pouso dianteiro do avião para empurrá-lo. Isso não significa, no entanto, que os aviões não têm condições de andar de ré por conta própria.

Embora as aeronaves não tenham uma marcha à ré, os aviões conseguem andar para trás por conta própria com o uso dos reversos dos motores. Criado para funcionar como freio durante o pouso, o reverso forma uma concha na parte traseira do motor e inverte a direção do fluxo de ar.

Com a aeronave parada em solo, o piloto aciona o reverso e aplica potência no motor. Dessa forma, o ar que dá impulso ao deslocamento do avião é direcionado para frente, e a aeronave se movimenta para trás.

O reverso forma uma concha na saída de ar do motor (foto: Divulgação)

Nos aviões turbo-hélice, o sistema de reverso é um pouco diferente. A mudança da direção do fluxo de ar é feita ao alterar o ângulo das pás. A hélice continua girando na mesma direção, mas o ar passa a ser direcionado para frente. Assim como nos jatos, o sistema foi criado para auxiliar na frenagem durante o pouso.

Os dois sistemas, no entanto, só estão presentes em aviões comerciais e executivos de grande porte. Nas aeronaves mais leves, quando não há tratores push back, elas podem ser empurradas manualmente sem grandes dificuldades.

Utilização da manobra é algo raro

O uso dessa técnica, conhecida como power back, para dar ré nos aviões só deve ser utilizada em último caso, quando não há nenhum trator de push back disponível e a aeronave precisa se movimentar. O principal problema está relacionado ao alto consumo de combustível exigido para a manobra, já que o motor precisa estar com potência elevada.

A força dos motores ainda polui e faz muito barulho, o que pode causar um incômodo ainda maior caso o avião esteja perto do terminal de passageiros.

O método mais comum é o uso dos tratores de push back (foto: Divulgação)

A manobra ainda pode causar outros problemas, como o aumento das chances de algum detrito que estava no chão ser jogado para dentro do motor. E como nos aviões não há espelho retrovisor, sem o auxílio de um mecânico em terra, seria impossível o piloto saber para onde estaria indo.

Por tudo isso, a manobra é feita em raríssimas ocasiões. A grande maioria dos aeroportos em todo o mundo conta com tratores de push back suficientes para movimentar adequadamente todos os aviões que estão em terra.

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Air France lança aérea Joon, nega ser de baixo custo e diz focar nos jovens


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Nova empresa terá aviões Airbus A320, A340 e A350 (foto: Divulgação)

A companhia aérea Air France anunciou nesta quinta-feira (20) a criação de uma nova empresa de aviação, a Joon. Segundo a Air France, a nova empresa é “destinada especialmente a jovens profissionais e aos millennials (com idade entre 18 e 35 anos), cujos estilos de vida giram em torno das tecnologias digitais”.

A intenção de criar uma nova companhia aérea havia sido anunciada pela Air France em novembro do ano passado. Na época, o projeto foi visto como uma opção de baixo custo para concorrer com as companhias árabes.

No entanto, nesta quinta-feira a Air France negou que esse seja o propósito da nova empresa. “A Joon não será uma companhia aérea de baixo custo, pois oferecerá produtos e serviços que refletem os conceitos já tão conhecidos da Air France”, afirma a empresa em comunicado.

Segundo a Air France, a Joon deverá iniciar voos de média distância a partir de Paris, na França, em outubro deste ano. Em meados de 2018, a intenção é passar a fazer voos de longa distância. Os voos serão realizados com aviões Airbus dos modelos A320, A340 e A350. Os detalhes sobre destinos, tarifas, produtos e serviços só devem ser divulgados pela companhia a partir de setembro.

Segundo a empresa, uniformes dos comissários seguiram as últimas tendência de moda (foto: Divulgação)

Com a nova companhia aérea, os executivos da empresa esperam aumentar a participação da própria Air France entre o público jovem. “A Joon é a irmã mais nova e complementar da Air France, que também inspirará seus clientes a viajar com sua irmã mais velha”, diz o comunicado da empresa.

O CEO da Joon, Jean-Michel Mathieu, avalia que a criação de uma nova marca aumentará a rentabilidade de todo o grupo Air France-KLM. “Ela vai elevar a rentabilidade do Grupo Air France, permitindo reduzir custos e assegurar a sustentabilidade de seu modelo de negócios”, afirma.

O nome Joon foi escolhido, segundo a Air France, por ser “curto, impactante e internacional”.

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Latam inicia venda de comida nos voos nacionais a partir desta quinta-feira
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Aérea inicia a venda do serviço de bordo de forma gradual (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A companhia aérea Latam vai dar início nesta quinta-feira (20) à venda de comidas e bebidas a bordo dos voos nacionais. Com a implementação do novo serviço, chamado de Mercado Latam, somente um copo de água será oferecido gratuitamente aos passageiros. O cardápio de comidas e bebidas conta com 52 produtos, com preços que variam entre R$ 4 e R$ 30.

A implementação do serviço será feita de forma gradual em todos os voos da companhia aérea no Brasil. No início, o novo modelo de serviço estará disponível em cerca de 80 voos diários ligando dez aeroportos operados pela companhia dentro do país – Bauru (SP), Brasília (DF), São Paulo/Congonhas, Rio de Janeiro/Galeão, Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP) e Santarém (PA).

Serão 52 produtos com valores entre R$ 4 e R$ 30 (foto: Divulgação)

As mudanças fazem parte da nova política tarifária da empresa que já começou a ser implementada nos demais países que a companhia atua, como Colômbia, Peru, Chile e Argentina.

Atualmente, nos voos com mais de 1h15 de duração, a empresa oferece bebidas frias e quentes e um snack de cortesia. Os produtos são sempre os mesmos, independentemente do horário do voo. Segundo a empresa, a partir de agora os passageiros terão opções mais adaptadas ao período do dia em que estão voando.

“O Mercado Latam é uma mudança bastante grande em relação ao que o passageiro degusta nos voos domésticos. Ele tem uma mistura de produtos bastante significativa para o mercado brasileiro” afirma Jerome Cadier, presidente da Latam Brasil.

O pagamento a bordo dos aviões da companhia poderá ser feito com dinheiro ou cartões de crédito das bandeiras Visa e Mastercard.

Veja alguns preços:

– Café: R$ 4,00

— Chá mate: R$ 4,00

— Cappuccino: R$ 6,00

— Chocolate Snickers: R$ 6,00

— Refrigerante: R$ 7,00

— Dois brigadeiros de chocolate: R$ 7,00

— Cerveja Skol: R$ 8,00

— Cerveja Heineken: R$ 10,00

— Cerveja Colorado: R$ 12,00

— Salada fresca: R$ 20,00

— Combo de sanduíche de rosbife e bebida: R$ 25,00

— Espumante Brut Rèserve Chandon: R$ 30

Empresa já cobra pela bagagem despachada em voo

No último dia 24, a Latam também deu início à cobrança de bagagem a bordo nos voos nacionais. Para a compra do serviço no momento da aquisição da passagem, a taxa será de R$ 30. Se adquirir o serviço após efetivar a compra, o valor sobe para R$ 50 e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in.

Nos voos internacionais, a Latam não cobra pela bagagem despachada. No entanto, a empresa reduziu o limite de duas malas de 32 kg para duas malas de 23 kg nos viagens para os Estados Unidos, Europa e África do Sul.

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Todos a Bordo

Voos entre São Paulo e Nova York serão diários e no período noturno (Foto: Divulgação)

A companhia aérea brasileira Avianca vai começar a operar voos diretos de São Paulo para Nova York a partir de dezembro. Esse será o segundo destino para os Estados Unidos operado pela companhia. A Avianca Brasil iniciou os voos para Miami no último dia 23 de junho.

Segundo o presidente da Avianca, Frederico Pedreira, a nova rota será operada com os aviões Airbus A330-200. Os voos serão diários. Embora os horários ainda não estejam definidos, Pedreira já adiantou que os voos serão noturnos. “É o melhor horário para atender os passageiros de negócio e lazer”, afirma.

A venda de passagens para o novo voo para Nova York deve começar a partir de agosto. No entanto, ainda não há informações sobre as tarifas que serão praticadas pela companhia aérea para a nova rota.

Expansão internacional

O anúncio do lançamento do voo da Avianca faz parte dos planos de expansão internacional da companhia aérea brasileira, que começou com a chegada dos novos aviões Airbus A330-200. A aeronave conta com duas classes na cabine de passageiros. São 32 assentos na classe executiva e mais 206 na econômica.

O voo entre São Paulo e Nova York será a quinta rota internacional da empresa. A Avianca já opera um voo semanal entre Fortaleza (CE) e Bogotá, na Colômbia. Em junho, inaugurou a rota entre São Paulo e Miami. Em agosto, passa a operar dois voos diários entre São Paulo e Santiago, no Chile. Em setembro será a vez de inaugurar os voos semanais entre Salvador (BA) e Bogotá.

Mudanças no programa de fidelidade

A Avianca deve concluir até o final do mês uma grande mudança no seu programa de fidelidade, o Amigo. O presidente da companhia, Frederico Pedreira, afirmou que a intenção é que 100% dos assentos estejam disponíveis para venda com a troca de pontos.

Outra mudança é em relação à política de preço praticada nessa modalidade. Hoje, as rotas têm pontuação fixa e a proposta é que os valores variem de acordo com o preço em real das passagens.

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