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Sabe o tamanho que sua mala de mão deve ter para viajar em qualquer aérea?
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Mala de mão grande pode ter cobrança adicional (Divulgação/ Crystal Cabin Awards)

Por Vinícius Casagrande

Como forma de evitar o pagamento para despachar uma mala durante as viagens de avião, os passageiros têm optado por levar apenas a bagagem de mão. Alguns viajantes, no entanto, acabam exagerando no tamanho da mala, excedem os padrões estabelecidos pelas companhias aéreas e são pegos de surpresa com a cobrança de uma taxa adicional no momento de entrar no avião.

Quando permitiu a cobrança para o transporte de malas no porão do avião, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aumentou também o peso da bagagem de mão que os passageiros têm direito a levar dentro da cabine. Com as novas regras, o limite da mala de mão passou de 5 kg para 10 kg.

Apesar do aumento do peso permitido, as companhias aéreas também ficaram liberadas para determinar as dimensões máximas das malas a serem transportadas na cabine de passageiros. Para conferir se o tamanho da bagagem está dentro das regras estabelecidas, algumas companhias aéreas criaram um compartimento para medir as malas antes do embarque.

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O modelo é semelhante ao adotado por diversas companhias de baixo custo europeias. Antes de embarcar no avião, o passageiro tem de colocar sua mala dentro de uma caixa. Se ela couber perfeitamente, pode entrar no avião.

Se a mala não entrar nessa caixa, significa que ela é maior do que o tamanho permitido e deverá ser encaminhada para o porão do avião, ficando sujeita às regras de bagagem despachada, o que pode gerar um custo adicional ao passageiro.

As companhias aéreas afirmam que o limites levam em contam as dimensões dos bagageiros internos dos aviões. Se a mala estiver dentro das regras da companhia aérea, mas não houver mais espaço na cabine de passageiros, ela poderá ser despachada no porão do avião, mas sem nenhum custo extra para o passageiro.

Os tamanhos variam para cada empresa. Mas, considerando os menores requisitos para que você possa voar em qualquer companhia nacional, em voos domésticos, estas são as dimensões ideais:

Altura: 55 cm

Largura: 35 cm

Profundidade: 25 cm

Para evitar surpresas na hora do embarque, veja as regras detalhadas de cada companhia aérea nacional para voos domésticos.

Latam mede o tamanho das malas na entrada do avião (Divulgação)

Latam

Na companhia aérea Latam, as dimensões máximas da bagagem de mão são de 55 cm altura x 35 cm de largura x 25 cm de profundidade. A empresa faz a verificação dos parâmetros por meio de um gabarito (caixa) presente no portão de embarque do aeroporto. As malas que não cabem nesse gabarito são enviadas para o porão do avião.

Todas as malas de mão também devem ter peso máximo de 10 kg. A exceção é para os passageiros que compraram bilhetes nas categorias Premium Business e Premium Economy. Nesse caso, o limite máximo é de 16 kg.

Caso a mala de mão tenha de ser encaminhada para o porão do avião por exceder os limites estabelecidos pela Latam, ela passa a entrar nas regras de bagagem despachada. Se o bilhete comprado pelo passageiro não der o direito ao despacho de bagagem, o valor cobrado pela Latam para a primeira mala é de R$ 80, que deverá ser pago ainda no portão de embarque.

Se o passageiro já despachou uma mala no momento do check-in e a bagagem de mão também precisar ser transportada no porão do avião, ela é considerada como segunda mala despachada. Nesse caso, o valor cobrado sobe para R$ 110.

No site da Latam, há uma página com todos os itens que podem ser transportados na cabine de passageiros.

Na Azul, é permitido levar apenas um volume dentro da cabine do avião (Divulgação)

Azul

A Azul permite o embarque de apenas um volume com peso máximo de 10 kg e limite de tamanho de 115 cm, somando-se altura, largura e profundidade da mala. Segundo a empresa, itens pessoais como bolsas, pastas, laptops e até compras nas lojas do aeroporto devem ser colocadas dentro da bagagem de mão. A verificação dos limites é feita pelos funcionários da companhia diretamente no portão de embarque dos aeroportos.

“É comum clientes aparecerem com bagagens que ultrapassam 10 kg, um volume ou os 115 cm permitidos. Por isso, a companhia realiza hoje uma campanha educativa, mas não descarta a possibilidade de, no futuro, cobrar pelo despacho de bagagens que excedem o limite e que, portanto, não cabem nos bins [bagageiros]”, afirma a Azul, em nota.

A Azul possui dois perfis de tarifas, com ou sem o direito ao despacho de bagagem. Segundo a empresa, a franquia só trata de peso e não de quantidade de volumes. Assim, se o passageiro comprou uma tarifa com franquia, tem 23 kg de bagagem em voos domésticos, independentemente do número de volumes.

Qualquer peso acima, é cobrado como excesso de bagagem. Se a tarifa não dá direito ao transporte de bagagem, qualquer peso despachado é cobrado como uma “franquia” de 23 kg. Caso o peso somado das malas seja superior, é cobrado como excesso de bagagem.

O valor do transporte de bagagem depende do meio da compra (site, canais de atendimento telefônico ou diretamente no aeroporto) e varia entre R$ 50 e R$ 60. O excesso de peso é cobrado por quilo excedente e depende da rota do voo. Os valores podem ser consultados diretamente no site da Azul.

A Gol é a companhia aérea que permite as maiores medidas para a mala de mão (Divulgação)

Gol

As bagagens de mão na Gol devem ter tamanho máximo de 55 cm de altura, 40 cm de largura e 25 cm de profundidade e peso de até 10 kg. Além disso, os passageiros também podem levar a bordo artigos pessoais como bolsa, mochilas ou laptops.

O tamanho das malas de mão pode ser conferido pelos funcionários da Gol no momento do check-in, nos balcões de atendimento e no portão de embarque. Nesse último caso, há uma caixa, chamada pela companhia de gabarito, na qual as malas devem ser colocadas para ver se elas estão dentro das dimensões estabelecidas pela companhia aérea.

Caso a bagagem de mão exceda o tamanho determinado pela empresa, terá de ser despachada no porão do avião. O passageiro terá de comprar uma franquia de bagagem. O valor cobrado pela Gol para compras feitas no momento do check-in é de R$ 60.

Se a franquia de bagagem for adquirida com antecedência no site da empresa, canais de autoatendimento ou agências de viagens, o valor é de R$ 30.

Caso a bagagem ultrapasse 23 kg, será cobrado R$ 12,00 para voos nacionais e R$ 15,00 para voos internacionais por quilo excedente. Nenhuma peça pode ultrapassar 45 kg em voos nacionais e 32 kg em voos internacionais.

Além da mala de mão, Avianca permite levar mais um item pessoal (foto: Divulgação)

Avianca

Na Avianca, a bagagem de mão não pode exceder 115 cm no total, com, no máximo, 55 cm de altura, 35 cm de largura e 25 cm de profundidade. Além disso, é permitido embarcar com um item pessoal de 100 cm, com até 45 cm de largura, 35 cm de altura e 20 cm de profundidade.

Os passageiros que embarcam com um bebê de até 23 meses, podem levar até três peças (mala e dois itens pessoais). Em todos os casos, a bagagem de mão deve pesar até 10 kg, somando todas as peças.

As dimensões e peso da bagagem de mão podem ser verificadas pela companhia aérea no momento do check-in ou no portão de embarque do aeroporto. Caso as dimensões e peso sejam excedidos, o passageiro terá de despachar a bagagem. Nesse caso, o valor cobrado pela Avianca é de R$ 60 por peça nos voos nacionais.

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Passagem aérea cai 0,7%; Anac diz que é cedo para avaliar efeito da bagagem
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Cobrança de bagagem em voo começou em junho (Foto: Lucas Lima/UOL)

Por Vinícius Casagrande

Após o início da cobrança de bagagem, o preço médio das passagens aéreas teve queda de 0,7% no acumulado dos meses de julho a setembro, quando as companhias aéreas já haviam implementado a medida, comparado com o mesmo período do ano passado. No entanto, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirmou nesta segunda-feira (11) que ainda não é possível afirmar que a redução dos preços é consequência da resolução que permitiu a cobrança de bagagem despachada.

O diretor da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Juliano Alcântara Noman, afirmou que é necessário um histórico mais longo para poder avaliar com precisão os efeitos da cobrança de bagagem no preço das passagens. “Está muito cedo para dizer se afetou o preço ou se não afetou. Sabendo que a análise demanda tempo, a agência deu um prazo de cinco anos para verificar se ocorreram os efeitos desejados e fazer uma revisão das normas se for necessário”, afirma.

O Gerente de Acompanhamento de Mercado da Anac, Cristian dos Reis, disse que o estudo de preços da agência avalia todas as passagens vendidas pelas companhias aéreas brasileiras para todas as rotas. Apesar de historicamente o mês de setembro ser de alta das passagens, neste ano as tarifas tiveram queda de 5,8% em relação a setembro do ano passado.

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A resolução que liberou a cobrança foi aprovada no dia 13 de dezembro do ano passado e deveria entrar em vigor em 14 de março. No entanto, uma briga judicial atrasou a implementação da medida pelas companhias aéreas. Azul, Gol e Latam passaram a cobrar pela bagagem em junho, enquanto a Avianca adotou a medida somente em setembro.

O subsecretário de Análise Econômica e Advocacia da Concorrência do Ministério da Fazenda, Ãngelo José Mont’Alverne Duarte, concorda que ainda não há dados suficientes para uma avaliação mais precisa sobre o impacto da permissão da cobrança de bagagem no valor das tarifas aéreas.

“Acredito que ainda é precipitado dizer que houve um impacto X ou Y porque ainda faz pouco tempo e as empresas adotaram a medida em dias diferentes. Avaliar isso ainda vai precisar de tempo e uma riqueza de dados muito grande”, afirma.

Além da bagagem, diversos outros fatores influenciam o preço final da passagem, como a cotação do dólar, preço do petróleo, antecedência da compra, data da viagem, horário do voo e eventos realizados nas cidades de origem e destino.

Por conta de todas essas variáveis, o professor da Universidade Federal de Itajubá e pesquisador do Núcleo de Economia do Transporte Aéreo, Moisés Diniz Vassalo, afirma que avaliar apenas a questão da bagagem vai exigir novos métodos de estudos econômicos. “Isolar a questão da bagagem vai exigir um modelo estatístico novo. Dá para fazer, mas ainda não é momento”, afirma.

Abear chegou a anunciar queda de 7% a 30%

No final de setembro, a Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) chegou a anunciar uma queda entre 7% e 30% após o início da cobrança de bagagem, dependendo da rota e da companhia aérea. Os dados se referiam às passagens vendidas entre junho e o começo de setembro pelas companhias Azul, Gol e Latam.

Após a divulgação dos dados pela Abear, a Secretaria Nacional do Consumidor, órgão do Ministério da Justiça, abriu uma “averiguação preliminar” para checar se a queda de preços das passagens aéreas tem relação com a cobrança de bagagem despachada.

Nesta segunda, o diretor da Anac afirmou desconhecer quais os dados utilizados pela Abear para afirmar que a queda foi resultado da cobrança de bagagem, mas evitou falar em precipitação por parte das companhias aéreas.

“Como regulador, a gente não pode, a partir desses dados, chegar a uma conclusão definitiva. A ideia é ir acompanhando o valor das passagens e esperar um ciclo de cinco anos. Vamos continuar fazendo a divulgação dos preços, mas o juízo de valor em relação à norma de bagagem precisa ser feito com muito cuidado”, afirma Noman.

Redução do preço das passagens promocionais

No entanto, o subsecretário de Análise Econômica e Advocacia da Concorrência do Ministério da Fazenda diz que nas análises iniciais verificou-se que as tarifas mais caras, que dão mais benefícios ao passageiros, subiram de valor, enquanto as mais baratas, com menos benefícios e mais restrições, tiveram o valor reduzido. Para ele, esse é um indício dos efeitos da cobrança de bagagem.

Segundo Dutra, esse novo perfil tem como benefício permitir que as classes mais pobres da população tenham mais acesso ao sistema de transporte aéreo. “Cobrar preços diferentes significa que o sistema está funcionando. Quem quer comodidade paga mais e quem tem mais restrição financeira também tem condição de pagar”, diz.

O diretor da Anac defendeu que a redução das tarifas mais baratas é o principal retorno esperado com a medida. “A Anac não regula apenas para as pessoas que já estão inseridas no sistema de transporte aéreo, mas também para aquelas que ainda não têm condição de pagar. Para algumas pessoas, R$ 30 ou R$ 40 é decisivo para ela optar ou não pelo transporte aéreo. O que a Anac quer é trazer mais pessoas para o modal aéreo”, diz.

O diretor do Departamento de Políticas Regulatórias da Secretaria Nacional de Aviação Civil, Rogério Teixeira Coimbra, afirmou que o aumento no número de passageiros nos últimos só foi possível quando o mercado aéreo passou a ser desregulamentado pelo governo federal, um processo que começou em 2001 com a liberdade tarifária.

“O brasileiro é uma eterna viúva dos talheres de prata da Varig, mas aquela era uma época em que quase ninguém conseguia viajar de avião por conta do valor da passagem”, afirma.

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Despacho de bagagem poderá ser pago com milhas na Gol
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Companhia não informou os valores cobrados (foto: Divulgação)

Os passageiros que emitirem passagens da Gol pelo programa de fidelidade da companhia, o Smiles, poderão usar as milhas para pagar também pelo serviço de despacho de bagagem. Até então, a única opção era o pagamento desse serviço em dinheiro ou cartão de crédito. A opção valerá apenas para compras antecipadas do serviço.

A companhia não informou a quantidade de milhas necessárias, nem se terá um valor fixo ou se o preço irá variar conforme o voo escolhido.

Em uma simulação feita pela reportagem no site da Smiles, o sistema mostrou apenas a quantidade de milhas para a emissão da passagem e para o pagamento da taxa de embarque. Segundo a empresa, o pagamento para o despacho de bagagem é feito após a emissão do bilhete.

A nova opção, no entanto, não é válida para os clientes que compram passagem diretamente no site da Gol. Nesse caso, o valor para despachar bagagem nos voos nacionais é de R$ 30 para compras antecipadas e R$ 60 no momento do check-in. Nas viagens internacionais, os valores são de US$ 10 para compras com antecedência e US$ 20 no aeroporto.

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Para fazer a compra do serviço de despacho de bagagem com milhas Smiles, o pagamento deve ser feito de forma antecipada apenas pelo site do programa e, em breve, pelo aplicativo da Smiles. No momento do check-in no aeroporto, a única opção será pagamento em dinheiro ou cartão de crédito.

Segundo a empresa, os passageiros que já emitiram um bilhete pela Smiles e ainda não adquiriram o serviço de despacho de bagagem também terão a opção de fazer o pagamento do serviço com milhas do programa de fidelidade.

Os bilhetes emitidos com milhas Smiles para a classe econômica não tem o serviço de bagagem despachada incluído. A única exceção são as passagens para a classe Gol Premium (disponível somente nos voos internacionais da companhia), que incluem duas malas de até 23 kg por passageiro.

Os clientes das categorias Prata, Ouro e Diamante que emitirem bilhetes nacionais e internacionais com milhas da Smiles também têm direito a franquias de bagagem gratuitas, desde que coloquem o número de fidelização no ato da compra. Os clientes Prata podem levar uma mala de 23 kg, os da categoria Ouro até duas malas de 23 kg e os da categoria Diamante até três malas de 23 kg.

Cobrança começou em 20 de junho

A Gol começou a cobrar pela bagagem despachada em voos nacionais e internacionais no dia 20 de junho. A nova taxa é cobrada dos clientes que compram passagens com a tarifa mais baixa praticada pela companhia aérea, chamada de “Light”. Passagens mais caras, nas tarifas “Programada” e “Flexível”, dão direito ao transporte de uma mala de até 23 kg.

A cobrança da bagagem foi permitida em dezembro do ano passado em uma nova resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e deveria entrar em vigor em 14 de março. Uma liminar da Justiça Federal chegou a barrar a entrada em vigor das novas regras. A decisão, no entanto, foi suspensa no final de abril e as companhias aéreas passaram a ter o direito de cobrar pela bagagem despachada.

A Azul iniciou a cobrança de bagagem em voos nacionais no dia 1º de junho. A empresa criou uma nova classe tarifária, chamada de Azul, na qual os passageiros não terão direito ao transporte de bagagem, somente à mala de mão de até 10 kg. Caso decidam levar uma mala de até 23 kg no porão do avião, o valor adicional cobrado também será de R$ 30.

A Latam começou a cobrar pelo despacho de bagagem no dia 24 de junho. A cobrança de bagagem é feita nas tarifas Promo e Light, as mais baratas da empresa. Ao adquirir o despacho no momento da compra da passagem, o valor cobrado é de R$ 30. Se adquirir o serviço após efetivar a compra, o valor sobe para R$ 50 e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in.

A Avianca foi a última companhia aérea brasileira a iniciar a cobrança de bagagem. A nova taxa começou a vigorar no dia 25 de setembro para passagens compradas na tarifa Promo. Para o pagamento pela internet até seis horas antes do voo, o valor é de R$ 30. Se deixar para fazer o pagamento no balcão do check-in, o preço sobe para R$ 60.

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Empregado é acusado de trocar destino de malas no melhor aeroporto do mundo
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Funcionário trocou o destino das malas durante quatro meses (Foto: Lucas Lima/UOL).

Um funcionário do aeroporto internacional de Changi, em Cingapura, foi acusado de trocar 286 etiquetas de bagagem e enviar as malas dos passageiros para destinos errados. O aeroporto de Changi foi eleito o melhor do mundo nos últimos cinco anos pelo ranking Skytrax, uma espécie de “Oscar” da aviação.

Tay Boon Keh, 63 anos, compareceu à Justiça nesta semana, mas não esclareceu o que o motivou. Os casos investigados aconteceram quase todos os dias entre novembro do ano passado e fevereiro deste ano. Tray trabalhava para uma empresa terceirizada que presta serviços ao aeroporto, mas já foi demitido.

O aeroporto de Changi transporta todos os dias cerca de 70 mil malas. No ano passado, foram 59 milhões de passageiros, que voaram para 380 destinos.

Segundo o jornal “Straits Times”, de Cingapura, foram afetados passageiros das companhias aéreas Singapore Airlines, Silkair e Lufthansa. As bagagens trocadas tinham como destino os aeroportos de Hong Kong, na China; Manila, nas Filipinas; Londres, na Inglaterra; e Perth, na Austrália, entre outros.

O julgamento do caso deve ser retomado em meados de outubro. Caso seja considerado culpado, o funcionário acusado de ter feito a troca das etiquetas de bagagem pode ser condenado a até um ano de prisão e ao pagamento de multa nos 286 processos pelos quais responde.

Em entrevista ao jornal “Straits Times”, um porta-voz do aeroporto de Changi afirmou que esse foi um caso isolado, que não representou nenhum risco à segurança da aviação.

“No entanto, aprimoramos o controle de acesso e o monitoramento por câmeras de segurança da área de bagagem”, afirma.

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Preço de passagens cai de 7% a 30% após cobrança de bagagem, dizem empresas
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Empresas cobram R$ 30 para o despacho de uma mala de 23 kg (Foto: Lucas Lima/UOL)

Um levantamento da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) aponta que as tarifas médias de passagens aéreas tiveram queda entre 7% e 30% desde que teve início a cobrança de bagagem em voos nacionais, dependendo da rota e da companhia aérea. Os dados se referem às passagens vendidas entre junho e o começo de setembro pelas companhias Azul, Gol e Latam.

A rota que apresentou o menor percentual de queda foi entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, pela companhia Gol. Os dados apontam uma redução de 6,5% nas tarifas em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na Gol, a maior queda ocorreu na rota entre o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e Salvador. Nesse caso, a redução foi de 30,4%. Na Latam, a maior redução ocorreu na rota entre Brasília e Recife, com queda de 33% comparando agosto deste ano com o mesmo mês do ano passado. Na Azul, as passagens entre Viracopos, em Campinas (SP), e Porto Seguro (BA) tiveram queda ainda maior, chegando a 40,5% de redução em julho deste ano.

Nas três companhias que passaram a cobrar pela bagagem em junho, mais de 60% dos passageiros optaram por comprar passagens que não dão o direito de despachar uma mala de até 23 kg. Segundo os dados apresentados pela Abear, esse índice é de 60% na Azul, 63% na Latam e 65% na Gol. A Avianca começa a cobrança pela bagagem despachada somente na próxima segunda-feira.

Os passageiros que optam pelas passagens sem direito a bagagem podem comprar depois esse serviço. A Abear, no entanto, não divulgou a quantidade de passageiros que tiveram de pagar para incluir o serviço posteriormente. “Ainda não temos esses dados, mas posso garantir que a maioria dos passageiros que comprou passagem sem bagagem de fato viajou sem bagagem”, disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

Segundo dados da entidade, somente na Gol houve aumento de 50% no número de passageiros que viajaram sem despachar bagagem, enquanto na Latam, mais de 900 mil passageiros viajaram nesse período com as tarifas sem direito a mala.

Aumento no número de passageiros

Os dados da Abear também apontam crescimento no número de passageiros dos voos domésticos. Em agosto, a alta foi de 5,51%. Esse foi o sexto mês consecutivo de crescimento. No acumulado do ano, a procura de passageiros teve alta de 1,98%.

As companhias aéreas também registram melhora no aproveitamento de seus voos. O índice de ocupação teve alta de 1,42%, chegando a 80,31%, com 7,6 milhões de passageiros transportados.

A Gol foi a líder do mercado doméstico no mês de agosto, com 35,03% de participação, seguida pela Latam, com 34,13%, Azul, com 17,54%, e Avianca, com 13,30%.

No mercado internacional, as companhias aéreas brasileiras apresentaram alta maior, com crescimento de 16,78% no mês de agosto. No acumulado do ano, a procura internacional cresceu 10%.

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Avianca vai cobrar entre R$ 30 e R$ 60 pela bagagem em voo nacional
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Avianca lança nova classe tarifária a partir de segunda-feira (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Avianca Brasil vai ter uma nova faixa de tarifas em seus voos nacionais para as passagens compradas a partir de segunda-feira (25). A tarifa Promo deve ter o preço mais baixo, segundo a empresa, mas sem direito a levar gratuitamente uma mala de até 23 kg.

Se mudar de ideia, o passageiro poderá incluir depois o despacho da bagagem. Se fizer o pedido pela internet até seis horas antes do voo, o valor será de R$ 30. Se deixar para fazer o pagamento no balcão do check-in, o preço subirá para R$ 60.

Em entrevista exclusiva ao Todos a Bordo, o presidente da Avianca, Frederico Pedreira, afirmou que “a tarifa Promo foi desenhada para quem quer viajar sem bagagem”.

Concorrentes começaram a cobrar em junho

As companhias aéreas estão liberadas para cobrar pelo despacho de bagagem desde o final de abril. As concorrentes Azul, Gol e Latam começaram a cobrança em junho. Segundo Pedreira, a demora para a Avianca seguir pelo mesmo caminho ocorreu porque a companhia queria criar um sistema diferente.

“Queríamos mais tempo para pensar em algo que fizesse sentido para a Avianca. O nosso raciocínio era manter o nosso nível de serviço e, por outro lado, também ter a possibilidade de, ao não incluir o despacho de bagagem, ter uma classe tarifária que fosse mais competitiva para trazer para as nossas aeronaves passageiros que viajariam com menos frequência ou não viajariam”, afirma Pedreira.

Na Azul, Gol e Latam, a diferença de preço da passagem com ou sem direito ao transporte de bagagem é de R$ 30. Na Avianca, o presidente da companhia afirmou que a nova tarifa Promo terá uma diferença maior em relação às demais tarifas para o mesmo voo. Segundo ele, no entanto, não é possível precisar um percentual porque essa diferença pode variar de acordo com a época do ano e a antecedência da compra da passagem. “Será uma diferença considerável entre a Promo e a Economy”, afirma.

Outra diferença é que nas épocas de maior procura ou nas passagens vendidas de última hora, quando os preços costumam ser bem mais altos, só serão vendidas passagens das classes tarifárias superiores, que já incluem o transporte de bagagem. “Não faz sentido o passageiro pagar mais de R$ 1.000 e não ter o direito de despachar uma mala”, afirma.

Lanchinho continua igual

A partir de segunda-feira, serão três tipos de tarifas oferecidos pela Avianca: Promo, Economy e Flex. Além do transporte de bagagem, haverá outras diferenças entre elas, como valor das taxas para reembolso ou remarcação do voo e quantidade de pontos acumulados no programa de fidelidade da companhia.

Segundo o presidente da Avianca, a nova classe tarifária da companhia não vai mudar o serviço de bordo atual, com lanches quentes e sistema de entretenimento sem custo adicional. “Os passageiros vão continuar com todos esses benefícios. Essa é a filosofia da Avianca”, afirma.

Crescimento no mercado doméstico e internacional

Mesmo com a retração do mercado de aviação, a Avianca tem crescido cerca de 15%. Neste ano, a empresa já lançou novas rotas e recebeu aviões maiores, do modelo Airbus A330-200.

A empresa também iniciou neste ano suas operações internacionais de longo curso, com voos entre São Paulo e Miami, nos Estados Unidos, e entre São Paulo e Santiago, no Chile.

A partir de 15 de dezembro, a Avianca inaugura sua segunda rota nos Estados Unidos, com o voo diário entre São Paulo e Nova York. “Serão voos noturnos para atender tanto o púbico a lazer como o de negócios”, afirma Pedreira. A Avianca começou na semana passada a venda de passagens para o voo de Nova York.

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Cobrança de mala em voos à Europa começa hoje, com TAP; taxa chega a R$ 300
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Cobrança será feita na tarifa Discount para quem comprou a partir de 1º de agosto (foto: Divulgação)

A portuguesa TAP é a primeira companhia aérea com operações no Brasil a cobrar pelo transporte de bagagem em voos para a Europa. A nova taxa será cobrada dos passageiros que compraram passagens da TAP a partir de 1º de agosto na classe tarifária mais barata da companhia, chamada de Discount, para voar a partir desta sexta-feira (1º de setembro).

Quem comprou passagens até 31 de julho, independentemente da data da viagem e do tipo de tarifa, continua com o direito de transportar gratuitamente duas malas de até 32 kg cada uma.

Para transportar uma mala de até 23 kg, o valor cobrado pela companhia aérea é de 45 euros (R$ 170) caso o pagamento seja feito com antecedência. Se o passageiro deixar para adquirir o serviço no momento do check-in, a taxa sobe para 80 euros (R$ 299).

O peso máximo das malas que podem ser despachadas também foi reduzido de 32 kg para 23 kg (em caso de excesso de peso, há multa). A classe econômica da TAP passa a ter quatro tipos de tarifa. Em relação ao transporte de bagagem, elas se diferenciam da seguinte maneira:

Tarifa Discount: sem direito a bagagem despachada

Tarifa Basic: uma mala de até 23 kg

Tarifa Classic: duas malas de até 23 kg

Tarifa Plus: três malas de até 23 kg

Para a bagagem de mão, o limite é o mesmo para todos os passageiros. A TAP permite o transporte, sem cobrança extra, de uma mala de até 8 kg mais um item pessoal de até 2 kg.

Além do limite para o transporte de bagagem, as tarifas também se diferenciam por outros serviços que estão inclusos no valor da passagem, como quantidade de milhas recebidas no programa de fidelidade da companhia, reserva antecipada de assento no avião e embarque prioritário.

Outras companhias também já reduziram limite em voos internacionais

As três companhias aéreas brasileiras que fazem voos para Europa ou Estados Unidos – Latam, Azul e Avianca – e algumas empresas estrangeiras, como a United Airlines, também já reduziram o limite de bagagem para as viagens internacionais. Nessas empresas, o novo limite é de duas malas de até 23 kg, mas não há cobrança pelo transporte das malas.

Antes de a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) acabar com a obrigatoriedade do transporte de bagagem despachada, os passageiros tinham o direito de levar duas malas de até 32 kg cada uma. Com a mudança da lei, cada companhia aérea pode definir livremente suas próprias regras para o transporte de bagagem nos voos.

Nos voos para a América do Sul, o limite adotado pelas companhias aéreas é de apenas uma mala de até 23 kg. Na Latam, Azul e Avianca, não há cobrança pelo despacho da bagagem. Na Gol, é cobrada uma taxa de US$ 10 (R$ 31,50) para compra antecipada ou US$ 20 (R$ 63) para pagamento no momento do check-in

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Avianca vai começar a cobrar pela bagagem em voo nacional ainda neste ano
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Valores e data exata ainda não foram definidos (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A companhia aérea Avianca é a única que ainda não cobra o despacho de bagagem em voos nacionais, mas isso vai mudar até o final do ano. O vice-presidente da companhia, Tarcísio Gargioni, afirmou que a equipe técnica está fazendo os últimos testes no sistema para dar começar a cobrança. A data exata e os valores que serão cobrados ainda não foram divulgados.

“O conceito de cobrar bagagem é universal e usado em todo o mundo. É um conceito lógico. Quem usa paga, e quem não usa não paga. Temos 40% dos clientes no Brasil que não têm bagagem. Então, por que eles têm de pagar para os outros 60%? Com o tempo, as pessoas vão perceber que quando têm bagagem vão pagar mais, e quando não têm bagagem vão pagar menos”, afirma Gargioni.

O vice-presidente da Avianca afirmou que a empresa aposta na qualidade do serviço para crescer. A companhia tem 14% de participação no mercado brasileiro, atrás de Gol, Latam e Azul. No entanto, quando analisadas somente as rotas em que opera, esse índice sobe para 27%.

Segundo Gargioni, os principais diferenciais da companhia estão exatamente no serviço de bordo, com sanduíches quentes sem cobrança adicional, sistema individual de entretenimento, internet a bordo e mais espaço entre as poltronas. A Avianca descarta totalmente cobrar pela alimentação nos voos.

“No mercado recessivo, o cliente fica mais seletivo. Havia uma lacuna de um serviço diferenciado e mais qualificado. A gente apostou nisso e deu certo. Apostamos em uma qualidade de serviço, com o mesmo preço, e acabamos avançando na nossa participação. Isso nos animou a fazer os investimentos”, diz. A empresa tem criado rotas e adquirido aviões novos, como o Airbus A320neo e o Airbus A330-200.

O vice-presidente da companhia afirma que a aposta na qualidade do serviço gera um aumento dos custos operacionais. Para ter mais espaço entre as poltronas, por exemplo, a Avianca teve de retirar 12 assentos em cada avião. Os Airbus A320 utilizados pela companhia têm capacidade para 174 assentos, mas a empresa utiliza a configuração com 162 poltronas.

“O brasileiro ainda não está acostumado a pagar mais pelo serviço. Temos o equilíbrio dessa fórmula com o fator de ocupação mais alto. É um círculo virtuoso. Eu cobro a mesma coisa, tenho um serviço melhor e, portanto, tenho uma ocupação mais alta, que me cobre o custo. No fim, o cliente viaja pagando a mesma coisa e eu tenho o equilíbrio econômico”, afirma.

Novas rotas

A Avianca também tem apostado em novas rotas nacionais e internacionais para continuar crescendo. Somente neste ano, já abriu novos voos para Navegantes (SC), Foz do Iguaçu (PR), Miami (EUA) e Santiago (Chile). Na última segunda-feira (21), foi a vez de iniciar as operações no aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, ligando o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com quatro voos diários em cada sentido.

Até o final do ano, a empresa ainda deve ter um voo diário, sem escala, entre São Paulo e Nova York (EUA) e dois voos semanais entre Salvador (BA) e Bogotá (Colômbia) e entre Recife (PE) e Bogotá.

Cerimônia de batismo do voo da Avianca na chegada a Belo Horizonte (foto: Divulgação)

Por que aposta em Salvador e Recife?

Os voos de Salvador e Recife, além do atual de Fortaleza (CE), para a Colômbia foram criados para aproveitar incentivos estaduais com a redução da alíquota do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o combustível.

Atualmente, cada Estado pode definir sua alíquota de ICMS e alguns, como São Paulo, por exemplo, cobram até 25% de imposto sobre o combustível de aviação. Um projeto de lei que tramita no Senado tenta unificar esse valor em todo o país em 12%.

“Se você imaginar que o combustível tem um impacto de 37% nos custos das companhias aéreas, baixando a alíquota de 25% para 12%, essa diferença dá uma redução razoável”, diz o vice-presidente da Avianca.

Para Gargioni, a medida permitirá uma queda nos preços das passagens aéreas. “Baixou o custo, a gente tem condição de baixar um pouco a tarifa para estimular o mercado. Interessa para nós estimular o mercado. Não temos intenção de subir tarifa e tirar do mercado as pessoas que são sensíveis a preço.”

Além disso, a redução do ICMS também pode trazer benefícios ambientais, segundo Gargioni. Para aproveitar preços melhores praticados em determinados Estados, as companhias aéreas abastecem os aviões com mais combustível do que seria o necessário para cumprir determinada rota. O maior peso dos aviões, no entanto, acaba gerando também um consumo maior de combustível.

“Com essa homogenização da alíquota, só vou abastecer aquilo que realmente precisa. Vou decolar com o peso necessário para fazer a segurança do voo, mas não vou gastar combustível para transportar combustível”, afirma.

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Latam inicia venda de comida nos voos nacionais a partir desta quinta-feira
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Todos a Bordo

Aérea inicia a venda do serviço de bordo de forma gradual (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A companhia aérea Latam vai dar início nesta quinta-feira (20) à venda de comidas e bebidas a bordo dos voos nacionais. Com a implementação do novo serviço, chamado de Mercado Latam, somente um copo de água será oferecido gratuitamente aos passageiros. O cardápio de comidas e bebidas conta com 52 produtos, com preços que variam entre R$ 4 e R$ 30.

A implementação do serviço será feita de forma gradual em todos os voos da companhia aérea no Brasil. No início, o novo modelo de serviço estará disponível em cerca de 80 voos diários ligando dez aeroportos operados pela companhia dentro do país – Bauru (SP), Brasília (DF), São Paulo/Congonhas, Rio de Janeiro/Galeão, Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP) e Santarém (PA).

Serão 52 produtos com valores entre R$ 4 e R$ 30 (foto: Divulgação)

As mudanças fazem parte da nova política tarifária da empresa que já começou a ser implementada nos demais países que a companhia atua, como Colômbia, Peru, Chile e Argentina.

Atualmente, nos voos com mais de 1h15 de duração, a empresa oferece bebidas frias e quentes e um snack de cortesia. Os produtos são sempre os mesmos, independentemente do horário do voo. Segundo a empresa, a partir de agora os passageiros terão opções mais adaptadas ao período do dia em que estão voando.

“O Mercado Latam é uma mudança bastante grande em relação ao que o passageiro degusta nos voos domésticos. Ele tem uma mistura de produtos bastante significativa para o mercado brasileiro” afirma Jerome Cadier, presidente da Latam Brasil.

O pagamento a bordo dos aviões da companhia poderá ser feito com dinheiro ou cartões de crédito das bandeiras Visa e Mastercard.

Veja alguns preços:

– Café: R$ 4,00

— Chá mate: R$ 4,00

— Cappuccino: R$ 6,00

— Chocolate Snickers: R$ 6,00

— Refrigerante: R$ 7,00

— Dois brigadeiros de chocolate: R$ 7,00

— Cerveja Skol: R$ 8,00

— Cerveja Heineken: R$ 10,00

— Cerveja Colorado: R$ 12,00

— Salada fresca: R$ 20,00

— Combo de sanduíche de rosbife e bebida: R$ 25,00

— Espumante Brut Rèserve Chandon: R$ 30

Empresa já cobra pela bagagem despachada em voo

No último dia 24, a Latam também deu início à cobrança de bagagem a bordo nos voos nacionais. Para a compra do serviço no momento da aquisição da passagem, a taxa será de R$ 30. Se adquirir o serviço após efetivar a compra, o valor sobe para R$ 50 e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in.

Nos voos internacionais, a Latam não cobra pela bagagem despachada. No entanto, a empresa reduziu o limite de duas malas de 32 kg para duas malas de 23 kg nos viagens para os Estados Unidos, Europa e África do Sul.

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Três empresas aéreas cobram mesmo valor (R$ 30) por mala, mas negam acordo
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Todos a Bordo

Empresas cobram R$ 30 para o despacho de uma mala de 23 kg (Foto: Lucas Lima/UOL)

As três principais companhias aéreas brasileiras (Azul, Gol e Latam) anunciaram nos últimos dias exatamente o mesmo valor para o despacho de malas. Todas vão cobrar R$ 30 por uma mala de até 23 kg em voos nacionais. A coincidência pode causar suspeitas de uma espécie de cartel, com combinação de preços.

As empresas e a associação do setor negam acordo e dizem que a competição é livre. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirma que acompanha o mercado, mas que qualquer conclusão agora é “prematura”.

A advogada do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) Claudia de Moraes Pontes Almeida diz que a cobrança dos mesmos preços não é ilegal e resolução da Anac dá total autonomia para as empresas definirem o valor do serviço. “Não dá para dizer que as empresas têm de cobrar preços diferentes. Não existe uma ilegalidade nesse fato, mas existe sim a necessidade de o consumidor ter atenção porque é só uma aparência de que os preços são iguais em todas as empresas, mas não são”, afirma.”

Preços são diferentes em várias situações

A coincidência de preços também pode dar a impressão de que o valor é sempre o mesmo, independentemente da empresa. A advogada do Idec afirma que é preciso prestar atenção nas diferenças de preços de acordo com o momento da compra do serviço e em caso de excesso de peso.

Ela diz que cobrar preços iguais para a primeira mala dentro do limite de peso, pode ser uma tática para não perderem mercado para as concorrentes. “O consumidor precisa ficar atento. Existe a aparência de que é tudo igual, mas na verdade não é. Os R$ 30 são só na compra da primeira bagagem, via online e com antecedência. Depois desse primeiro momento, existem muitas mudanças e o consumidor precisa ir além ao analisar o que ele vai precisar”, orienta a advogada do Idec.

A nova regra vale para as passagens vendidas com as tarifas mais baratas e só para quem comprou bilhetes após a entrada em vigor da medida (dia 1º/6 na Azul, dia 20/6 na Gol e dia 24/6 na Latam). Quem adquiriu passagens antes dessas datas, independentemente do dia da viagem, continua com o direito de transportar gratuitamente uma mala de 23 kg nos voos nacionais.

Anac diz que está acompanhando o mercado

A Anac afirmou que “está acompanhando o comportamento do mercado desde o início da vigência da medida em 29 de abril”. No entanto, devido ao curto período em vigor das novas medidas adotadas pelas companhias aérea, a agência afirmou que ainda é “prematura qualquer avaliação neste período inicial de transição, em que tanto empresas quanto passageiros ainda estão se adaptando”.

A Anac ressalta o fato de que “as principais empresas aéreas adotaram posicionamentos diferentes na oferta dos serviços e que algumas delas sequer iniciaram a oferta de passagens aéreas sem franquia de bagagem despachada”.

A agência afirma, ainda, que a resolução que liberou a cobrança pela bagagem despachada prevê o acompanhamento constante das novas regras e que, caso haja problemas, há uma cláusula de revisão das medidas e a elaboração de relatórios sobre a aplicação, eficácia e resultados do regulamento.

Associação diz que concorrência aumentou

A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) afirma que, entre todas as mudanças promovidas pela resolução da Anac, “a desregulamentação do transporte de bagagem despachada é o elemento que traz o maior potencial de diferenciação entre as empresas e de novo aumento da concorrência”.

Para a associação das empresas aéreas, a Latam ter reduzido o preço cobrado pelo despacho de bagagem [eram R$ 50, mas passaram a R$ 30] mostra os benefícios da concorrência. “O fato dessa revisão ter resultado em preços semelhantes, mas no patamar mais baixo suscitado, só comprova que a maior concorrência atua em benefício dos consumidores”, afirma.

Empresas negam combinação de tarifa

A Latam negou que haja preços combinados. “Não há qualquer tipo de acordo com as demais companhias aéreas para a formação de preços para a cobrança de bagagem. A empresa segue rigorosamente todas as normas do setor e a legislação concorrencial em vigor”, diz nota da empresa.

Também diz “acreditar que a concorrência é saudável e sempre vai beneficiar o cliente”. A empresa afirmou que reduziu o valor inicialmente anunciado “com o objetivo beneficiar o consumidor e contribuir com sua meta de possibilitar que cada vez mais pessoas possam adotar o avião como meio de transporte”.

Para a Gol, “a concorrência entre as companhias aéreas no Brasil se dá pelo melhor valor da tarifa, não pelo valor da cobrança de despacho de mala (ou qualquer outra bagagem) não programada no momento da compra do bilhete”. A empresa afirma que a criação de novas tarifas fará com que “os clientes terão opções ainda mais em conta para emissão de passagens.”

A Azul afirmou que “segue sua própria política tarifária para estabelecer os valores de seus produtos” e que “o cálculo para chegar aos descontos para quem não despacha bagagem é um dado estratégico”.

Despacho da primeira mala pode custar até R$ 80

A coincidência dos valores na cobrança de bagagem só vale para o despacho de uma única mala e para pagamentos feitos no momento da compra da passagem aérea.

O preço de R$ 30 na Latam só vale para o pagamento do serviço no momento da compra da passagem. O valor sobe para R$ 50 após a emissão do bilhete e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in. Inicialmente, a Latam havia divulgado o custo básico de R$ 50 para o transporte de bagagem. Após o anúncio dos preços da Gol e da Azul, a empresa reduziu o valor para R$ 30.

A Gol também tem tarifas diferenciadas de acordo com o momento da compra do serviço. Nos voos nacionais, o valor da primeira mala de até 23 kg é de R$ 30 para quem comprar antecipadamente o serviço de despacho nos canais de autoatendimento da empresa ou em agência de viagens e R$ 60 para quem efetuar o pagamento somente no momento do check-in.

A Azul é a única que não faz distinção de valores de acordo com o momento do pagamento pelo serviço de despacho de bagagem. Os passageiros da companhia poderão incluir os 23 kg de bagagem, a qualquer momento, pelo valor de R$ 30.

A Avianca ainda não definiu as regras e disse que avalia internamente quais medidas serão adotadas no futuro.

Como foi a mudança nas regras

A cobrança foi liberada em uma resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovada em dezembro do ano passado. A medida deveria entrar em vigor no dia 14 de março. Na véspera, no entanto, uma liminar da Justiça Federal barrou a cobrança. A Anac recorreu da decisão e, no dia 29 de abril, conseguiu que a Justiça liberasse a entrada em vigor da medida. Desde então, as empresas têm divulgado valores iguais para a cobrança da primeira mala despachada em voos nacionais.

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