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Réplica de Boeing 737 em SP treinará situações como fogo e despressurização
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Mockup utiliza a fuselagem de um Boeing 737-300 (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Por Vinícius Casagrande

A companhia aérea Gol inaugurou nesta quinta-feira (10) seu novo centro de treinamento para pilotos e comissários de bordo. A nova estrutura de 900 m² tem como principal destaque um mockup (réplica) de um Boeing 737-700 configurado com 66 assentos.

A réplica do avião, instalada dentro de um dos prédios da sede administrativa da empresa no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, servirá para treinamentos de procedimentos de emergência como retirada de passageiros, despressurização de cabine, simulação de fogo a bordo, atendimento a passageiros com algum tipo de distúrbio e primeiros socorros.

A fuselagem foi montada na mesma altura dos aviões utilizados pela companhia aérea. Esse detalhe é importante para realizar com precisão o treinamento de evacuação dos passageiros. Em casos de pouso de emergência, quando os comissários abrem a porta do avião uma grande escorregadeira se infla automaticamente para permitir a saída rápida dos passageiros. Toda essa simulação poderá ser feita dentro do novo centro de treinamento da Gol em Congonhas.

Para criar o mockup, a Gol utilizou partes da fuselagem de um antigo Boeing 737-300 que estava parado no aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Na parte interna, a réplica segue o mesmo padrão utilizado nos atuais aviões da companhia, como os bagageiros e a iluminação interna.

Cabine de pilotos foi recriada para auxiliar treinamento de comissários (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Embora a réplica do avião tenha como foco o treinamento dos comissários, até mesmo a cabine de pilotagem foi recriada. “Em casos de emergência com os pilotos, os comissários precisam entrar na cabine e saber como cortar (desligar) os motores. Por isso, é importante que estejam familiarizados com todo o ambiente”, afirma Carlos Junqueira, diretor de operações da Gol.

Além das situações de emergência, os comissários também recebem treinamento em relação ao serviço de bordo aos passageiros, demonstração dos procedimentos de segurança e até mesmo sobre os anúncios que devem ser feitos no sistema de som do avião.

O centro de treinamento da companhia ainda conta com um auditório com 114 lugares. Na área do palco, um outro mockup de avião com apenas três fileiras de assentos foi instalado. Nesse caso, no entanto, o foco é o treinamento conjunto entre pilotos e comissários de bordo.

Auditório será utilizado para treinamento integrado entre pilotos e comissários (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Segundo o diretor de operações da companhia, a intenção é que os pilotos possam entender melhor o trabalho dos comissários nas situações de emergência e que os comissários também saibam os procedimentos adotados pelos pilotos.

Além dos treinamentos obrigatórios exigidos dos tripulantes, o local também terá cursos adicionais como segurança operacional, tráfego aéreo internacional, identificação de problemas a bordo, cargas perigosas e gerenciamento de cabine. “A aviação é uma das atividades mais seguras do mundo por conta desses vários treinamentos”, afirma Junqueira.

Avião foi instalado em um dos prédios da sede administrativa da Gol em Congonhas (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

A Gol conta atualmente com 2.900 comissários de bordo que devem fazer o treinamento uma vez por ano. Além disso, são 1.600 pilotos que fazem a reciclagem duas vezes por ano. A parte teórica do treinamento dos pilotos será feita no centro de treinamento de Congonhas enquanto as atividades nos simuladores de voo serão feitas em Guarulhos na sede da CAE, empresa que presta esse tipo de serviço.

A nova estrutura criada no aeroporto de Congonhas deve receber cerca de 400 tripulantes por dia e 70% dos comissários e pilotos da companhia. Além de São Paulo, a Gol realiza treinamento no Rio de Janeiro, Porto Alegre (RS) e Brasília (DF).

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Jato mais vendido da história, Boeing 737 completa 50 anos
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Por Vinícius Casagrande

O jato comercial de maior sucesso de vendas da indústria aeronáutica completa 50 anos. No dia 9 de abril de 1967, o Boeing 737-100 realizava seu primeiro voo de testes. O avião decolou do campo da Boeing em Seattle, nos Estados Unidos, para uma viagem de 2h30, até pousar em Paine Field e m Everett, Washington.

No comando do primeiro voo com o 737-100, estavam os pilotos Brian Wygle e Lew Wallick. Neste domingo, eles se reúnem novamente para as comemorações que acontecem no Museu do Voo, em Seattle. É lá que está exposto o primeiro avião do modelo produzido pela Boeing e que fez o voo inaugural em 1967.

O 737 foi desenvolvido como uma versão de curto alcance, com autonomia de cerca de 2.000 km, para complementar a família de jatos da Boeing, composta naquele momento pelo 707 e 727. Após o primeiro voo, mais cinco aviões de teste foram produzidos pela Boeing. Até receber a liberação das autoridades de aviação dos Estados Unidos, os aviões realizaram um total de 1.300 horas.

Em dezembro de 1967, a companhia aérea alemã Lufthansa recebia oficialmente a primeira unidade do modelo. O primeiro voo com passageiros, no entanto, ocorreria somente alguns meses depois.

No dia 10 de abril de 1968, exatamente um ano e um dia após o primeiro voo de teste, o 737-100 iniciava sua carreira na aviação comercial.

VEJA COMO É FEITA A MONTAGEM DE UM BOEING 737

As diferentes versões do 737

No início, a Boeing desenvolveu simultaneamente outra versão do jato, o 737-200, com maior capacidade de passageiros. Um dia após a Lufthansa receber o primeiro 737-100, a companhia aérea norte-americana United Airlines recebia o primeiro 737-200. A versão foi produzida até 8 de agosto de 1988, quando o avião já era o mais vendido da indústria aeronáutica.

Nessa época, a Boeing produzia outras três versões do 737. O 737-300 foi lançado em 1981. Quatro anos depois, em 1985, era a vez de ser lançado o 737-400. Em 1987, chegava ao mercado o 737-500.

O Boeing 737 reinava absoluto até 1987, quando a Airbus lançou o modelo A320. Para enfrentar a concorrência, nos anos 1990 a Boeing fez uma atualização do 737. A nova família levava a designação 737NG (Next Generation, ou Próxima Geração), com as versões 600, 700, 800 e 900. O primeiro avião a ser entregue foi o 737-700, em dezembro de 1997.A diferença entre eles está no tamanho e capacidade de passageiros.

Nova versão, Boeing 737 MAX está em fase de testes (Foto: Divulgação)

História de sucesso

Nesses 50 anos de história, a Boeing já produziu mais de 9.500 unidades das diferentes versões do modelo e tem encomendas para mais 4.500 aviões. No Brasil, a Gol é a única companhia aérea que voa com o modelo, com 124 aviões das versões 700 e 800.

A Boeing já prepara uma nova geração para manter longevidade do modelo e tentar segurar a forte concorrência que tem enfrentado nos últimos anos com a nova família de aviões da Airbus, o A320neo.

O novo modelo 737 MAX já tem diversas versões em fase final de testes. As primeiras entregas devem começar já neste ano. O avião tem novos motores e melhorias aerodinâmicas, que prometem um consumo menor de combustível e aumento no alcance.

A Gol, por exemplo, já anunciou ao mercado que após receber as primeiras unidades, no segundo semestre do ano que vem, pretende utilizá-lo em rotas sem escala de São Paulo para Miami e Orlando, nos Estados Unidos, e Cancun, no México. Os modelos atuais precisam fazer uma escala de reabastecimento para chegar a essas cidades.

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Novo Boeing 737 MAX terá autonomia para voar de SP a Miami sem escala (Foto: Divulgação/Gol)

Novo Boeing 737 MAX terá autonomia para voar de SP a Miami sem escala (Foto: Divulgação/Gol)

Por Vinícius Casagrande

A Gol poderá retomar os voos de São Paulo para Miami em 2018. A novidade é que desta vez os voos devem ser sem escala. Isso será possível com a chegada dos novos aviões Boeing 737 MAX, que contam com novos motores, novas asas e novos winglets (aletas aerodinâmicas colocadas nas extremidades das asas).

O Boeing 737 MAX é a nova geração de aviões da fabricante norte-americana, que promete uma economia de até 14% no consumo de combustível. Com isso, além de gastar menos nos trechos já existentes, o avião vai permitir a criação de novas rotas nas quais os aviões atuais não têm autonomia suficiente para realizar voos diretos.

Segundo a Boeing, o 737 MAX terá capacidade para voar mais de 6.500 km, o que seria suficiente para ligar São Paulo a Miami sem a necessidade de uma parada para reabastecimento. A Gol já fez a rota entre São Paulo e Miami, mas com uma escala em Santo Domingo, na República Dominicana. O novo avião poderá voar entre 750 km e 1.075 km a mais do que os modelos atuais.

A Gol já encomendou 60 novos aviões 737 MAX, que devem começar a ser entregues em meados de 2018. Para dar início aos voos diretos entre São Paulo e Miami, a Gol precisa receber pelo menos três aviões do novo modelo. Isso é necessário para garantir o revezamento de aeronaves na rota e a operação contínua.

Outras rotas

O novo avião também poderá permitir que a Gol voe para aeroportos considerados críticos para o modelo atual utilizado pela companhia. Um exemplo é a cidade de La Paz, na Bolívia. A 3.660 metros de altitude, a capital boliviana não tem nenhuma ligação direta com o Brasil.

Como o Boeing 737 MAX consome menos combustível e conta com um motor mais potente, o avião poderá decolar de La Paz mais leve, garantindo a segurança da operação.

A renovação da frota da Gol também poderá abrir novas rotas para outros destinos na América do Sul e no Caribe.

Asa tem novo design e novo winglet, que ajuda a economizar combustível (Foto: Divulgação/Boeing)

Asa tem novo design e novo winglet, que ajuda a economizar combustível (Foto: Divulgação/Boeing)

O 737 MAX

O novo avião da Boeing realizou seu primeiro voo de testes no início do ano, mas deve começar a ser entregue às companhias aéreas de todo o mundo somente no ano que vem. A norte-americana Southwest Airlines deve ser a primeira companhia a receber o avião no terceiro trimestre de 2017.

Além de um novo motor desenvolvido pela CFM International, modelo LEAP-1B, o Boeing 737 MAX conta também com um novo design da asa e novos winglets para reduzir o arrasto, melhorar a performance e diminuir o consumo de combustível.

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