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Arquivo : Azul

Azul passa a cobrar R$ 10 para marcar lugar com antecedência em voo
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Cobrança é válida para passagens compradas na tarifa “Azul” (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Azul começou a cobrar R$ 10 para os passageiros poderem escolher o lugar no avião com antecedência em voos nacionais. Somente quatro dias antes da viagem, a marcação do assento passa a ser gratuita. A cobrança é válida para passagens compradas na tarifa “Azul”, a mais barata da companhia, que também não inclui o despacho de bagagem. A Gol já faz essa cobrança desde fevereiro.

Até a semana passada, todos os passageiros podiam escolher o lugar dentro do avião no momento da compra da passagem, sem custo adicional. A mudança entrou em vigor na última quinta-feira (17), sem nenhum aviso por parte da companhia.

Continuam isentos do pagamento da nova taxa apenas os passageiros que fazem parte do programa de fidelidade da empresa nas categorias TudoAzul Diamante e TudoAzul Safira. Os bilhetes da tarifa “Mais Azul” também permitem a marcação de lugar e o despacho de uma mala de até 23 kg. As passagens, no entanto, são R$ 50 mais caras que na tarifa “Azul”.

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“A companhia destaca que a cobrança pela marcação antecipada de assentos é uma prática comum no mercado internacional e já adotada no Brasil. A Azul ressalta ainda que está orientando seus clientes sobre o serviço”, afirma a empresa em comunicado enviado ao blog após questionamento sobre a nova cobrança.

Empresa cobra pelo despacho de bagagem, antecipação do voo e marcação de lugar (Reprodução)

Além da cobrança pela marcação de lugar e pelo despacho de bagagem, a Azul também começou recentemente a cobrar um adicional caso os passageiros queiram antecipar a viagem para um voo mais cedo no mesmo dia. A taxa de R$ 75 também só é cobrada das passagens compradas na tarifa “Azul”.

Para o despacho de bagagem, a empresa cobra o valor de R$ 50 se o pagamento for feito com antecedência. Se o passageiro adquirir o serviço somente no momento do check-in, o valor sobe para R$ 60.

Gol foi a primeira a cobrar pela marcação de lugar

Entre as companhias aéreas brasileiras, a Gol também já cobra pela marcação antecipada de lugar em voo. A taxa começou a ser cobrada em fevereiro deste ano. O valor varia de R$ 10 (tarifa “Light”) a R$ 20 (tarifa “Promo”). A marcação passa a ser gratuita com sete dias de antecedência do voo.

Os bilhetes das tarifas “Light” e “Promo” também não dão direito ao despacho de bagagem. Para transportar uma mala de até 23 kg, o passageiro tem de pagar R$ 30 caso faça a compra antecipadamente. Se o pagamento for feito somente no check-in do aeroporto, o valor sobe para R$ 60.

Nas tarifas mais baixas da Gol, os passageiros também não podem antecipar o voo gratuitamente. Na tarifa “Light”, a taxa é de R$ 50. Na “Promo”, a mudança não é permitida, nem mesmo com pagamento de taxa.

Reino Unido investiga companhias aéreas por separar família

Em fevereiro deste ano, a Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido (CAA, na sigla em inglês) abriu uma investigação para verificar se as companhias aéreas que operam no país estão separando de forma proposital os passageiros que viajam acompanhados, para forçá-los a pagar a taxa extra de marcação de assentos, e só assim terem a garantia de viajar lado a lado. A investigação ainda não foi concluída.

Um relatório da CAA aponta que 18% dos passageiros que não pagaram a taxa extra tiveram de viajar separados de seus acompanhantes no avião.

“As práticas de marcação de assento das companhias aéreas estão claramente causando confusões nos clientes. As companhias aéreas estão no direito de cobrar a marcação de lugares, mas, se elas o fazem, isso deve ser de maneira justa e transparente. Nossa pesquisa mostra que alguns passageiros estão pagando para sentar juntos quando, de fato, não precisariam”, afirmou, na época, Andrew Haines, chefe-executivo da CAA.

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Ana Maria Braga assina novo cardápio de voos internacionais da Azul
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Cardápio preparado por Ana Maria Braga será servido nos voos para EUA e Europa (Divulgação)

A apresentadora Ana Maria Braga vai assinar o novo cardápio dos voos internacionais da Azul. As receitas serão servidas aos passageiros das classes econômica e executiva nos voos para Estados Unidos e Europa.

O novo cardápio será servido somente no mês de maio e terá duas versões, uma para a classe executiva e outra para a econômica.

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O cardápio na classe executiva inclui salada de rúcula com azeite e mel, saltimboca alla romana (filé mignon com um tipo de purê) e torta de paçoca.

Cardápio da classe executiva preparado por Ana Maria Braga (Divulgação)

Na classe econômica, a apresentadora Ana Maria Braga preparou a receita do prato principal, um guisado de carne com cenoura.

“É um desafio alinhar sabores que possam agradar paladares tão distintos em um momento, na maioria das vezes, especial. Tenho a responsabilidade de tornar essas viagens gastronomicamente inesquecíveis”, afirma Ana Maria Braga em comunicado divulgado pela Azul. A apresentadora fará o lançamento do novo serviço de bordo no início de maio em um voo para Lisboa.

Outras parcerias para o serviço de bordo

Essa não é primeira vez que a Azul recorre a uma personalidade para a assinar o cardápio do serviço de bordo em seus voos internacionais. No ano passado, a empresa fez uma parceria com o programa MasterChef, reality show de culinária da Band. Os participantes tinham de criar um cardápio para ser servido nos voos da empresa.

A Azul também já teve o serviço de bordo internacional assinado pelo restaurante Cacimba, de Fernando de Noronha (PE), e pelo Buzina Food Truck. Nas viagens nacionais, a Azul começou em fevereiro a oferecer cerveja grátis em voos para dez cidades.

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Azul compra aviões da Boeing que podem ajudar Correios com compras online
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Boeing 737-400F será usado pela Azul para o transporte de cargas (Adrian Pingstone/Wikimedia)

A Azul vai expandir sua frota de aviões com a aquisição das primeiras aeronaves da Boeing. Atualmente, a Azul tem aviões das fabricantes Embraer, Airbus e ATR. O novo modelo escolhido foi o Boeing 737-400F. Serão dois aviões do modelo para serem utilizados como cargueiros dentro da Azul Cargo Express.

A informação da incorporação dos primeiros aviões da Boeing na frota da Azul foi passada aos funcionários em uma comunicação interna da empresa. A assessoria de imprensa da companhia confirmou a compra ao Todos a Bordo, mas afirmou que outros detalhes só devem ser divulgados na próxima semana.

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“Neste ano, vamos fazer um grande investimento em nossa frota, focando em sua máxima eficiência com aeronaves de última geração: terminaremos o ano com 20 A320neo e 1 A330-900neo [todos da Airbus]. Eles se somarão aos 33 ATRs [da ATR], 63 E-jets [da Embraer] e 7 A330 [da Airbus], totalizando 124 aviões. Além disso, vamos certificar [obter licença de operação] dois novos modelos: o Embraer E2 195 – que começa a chegar em 2019 – e, para deixar nossa frota ainda mais completa, o Boeing 737-400F, que será utilizado como cargueiro pela Azul Cargo Express a partir do segundo semestre”, diz o comunicado interno da empresa.

Parceria com os Correios

Além de atender a demanda da Azul Cargo Express, os dois Boeing 737-400F também poderão ser usados para prestar serviços aos Correios. A empresa afirma, no entanto, que esse não foi o objetivo principal para a compra dos novos cargueiros.

Em dezembro, as duas empresas assinaram um memorando de entendimento para criar uma empresa privada voltada para o transporte de produtos vendidos pela internet. A nova empresa terá participação de 50,01% da Azul e 49,99% dos Correios. A parceria ainda precisa ser aprovada por órgãos e instâncias competentes. Somente após esse aval, a nova empresa será criada.

A Azul tem voos de passageiros para mais de cem cidades do Brasil. No anúncio do acordo com os Correiros, a empresa afirmou que usaria o espaço do compartimento de cargas de seus aviões para o transporte dos produtos dos Correios. Na época, o fundador da Azul já cogitava também a aquisição de novos aviões cargueiros.

Nesta semana, a Azul divulgou que pretende ampliar sua malha aérea para atender mais 33 cidades nos próximos anos, como Guarujá (SP), Macaé (RJ), Caruaru (PE), Barretos (SP) e Guarapuava (PR). Para 2018, o plano é ter entre oito e dez novos destinos. Para incluir todas as cidades, no entanto, ainda é necessária a adequação da infraestrutura aeroportuária.

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Clube de milhas de empresa aérea vale a pena ou é cilada? Fizemos as contas
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Reportagem: Vinícius Casagrande / Edição: Maria Carolina Abe

Usar milhas e pontos de programas de fidelidade é uma forma de economizar na compra da passagem aérea, mas nem sempre o passageiro consegue juntar a pontuação necessária, especialmente em voos para o exterior. De olho nesse público, as empresas criaram os clubes de milhagem.

Funciona assim: o cliente paga uma assinatura mensal e, em troca, ganha uma quantidade de pontos ou milhas. Quanto mais cara for a assinatura, mais pontos ou milhas ele ganha. O assinante também tem direito a alguns outros benefícios, como pontuação extra em voos ou ao fazer transferências de cartões de crédito ou programas parceiros, validade maior dos pontos/milhas e promoções exclusivas.


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Como escolher o melhor plano para você?

Para facilitar a comparação entre os planos, o blog Todos a Bordo calculou quanto custa para o assinante cada ponto ou milha. Nas tabelas abaixo, esse valor aparece na coluna da direita.

Usando esse critério, o Clube 1.000 da Multiplus tem os pontos mais caros: R$ 0,0429 cada.

A Multiplus, aliás, tem uma característica curiosa: é mais barato comprar um ponto no plano intermediário do que no plano top de linha.

A Smiles e o Tudo Azul têm os preços mais baixos no plano que permite acumular até 10.000 milhas ou pontos por mês: R$ 0,0299 cada.

Vale a pena entrar em um clube de milhas?

Para saber isso, é preciso comparar o preço cobrado pela companhia aérea em uma rota e a quantidade de milhas ou pontos necessários para emitir a passagem.

Por exemplo: nos planos que têm as milhas e pontos mais baratos, o lote de 10.000 custa R$ 299. Assim, se uma passagem custar R$ 299, só vale a pena comprar pelo programa de fidelidade se forem necessários menos de 10.000 pontos ou milhas para a emissão do bilhete. Além disso, é preciso calcular o valor das taxas e embarque, que devem ser pagos em dinheiro.

De 9 simulações, em uma o clube de milhas foi vantajoso 

O Todos a Bordo fez nove simulações usando os valores mais baixos cobrados para cada ponto ou milha em cada programa.

Em apenas um caso fazer parte do clube de milhas foi mais vantajoso do que comprar a passagem no site da companhia aérea.

Foi em uma viagem de ida e volta entre São Paulo e Orlando (EUA). Com o clube Smiles, a passagem para voar com a Delta custaria R$ 2.573,33 (80 mil milhas mais R$ 181,33 de taxa de embarque). O mesmo bilhete na companhia aérea norte-americana é oferecido por R$ 2.828,98, uma diferença de 9%.

Veja alguns exemplos:

São Paulo – Miami (Latam e Multiplus)
Ida em 9 de junho e volta em 23 de junho
Pontos necessários: 60.000 + R$ 181,33 (taxa de embarque)
Custos no Clube 5.000: R$ 2.158,80 (60.000 x R$ 0,03598 por ponto) + R$ 181,33 (taxa de embarque)
Total investido: R$ 2.340,13
Preço no site da Latam: R$ 2.187,35
Diferença: R$ 152,77 a menos para compras diretamente no site da Latam (7% mais caro no Clube Multiplus)

São Paulo – Buenos Aires (Gol e Smiles)
Ida em 9 de junho e volta em 23 de junho
Pontos necessários: 30.000 + R$ 332,25 (taxa de embarque)
Custos no Plano 10.000: R$ 897 (30.000 x R$ 0,0299 por milha) + R$ 332,25 (taxa de embarque)
Total investido: R$ 1.229,25
Preço no site da Gol: R$ 1.138,41
Diferença: R$ 90,84 a menos para compras diretamente no site da Gol (8% mais caro no Clube Smiles)

São Paulo – Fort Lauderdale, Miami (Tudo Azul e Azul)
Ida em 9 de junho e volta em 23 de junho
Pontos necessários: 67.000 + R$ 429,08 (taxa de embarque)
Custos no Clube 10.000: R$ 2.003,30 (67.000 x R$ 0,0299 por ponto) + R$ 429,08 (taxa de embarque)
Total investido: R$ 2.432,38
Preço no site da Azul: R$ 2.348,38
Diferença: R$ 84 a menos para compras diretamente no site da Azul (3,5% mais caro no Clube Tudo Azul)

Outros benefícios: bônus, sala VIP e bagagem grátis

Também é possível incluir na conta outros benefícios oferecidos pelos clubes de milhagem. Nesse caso, o valor varia de uma pessoa para outra e é preciso avaliar qual o seu perfil para, então, definir o plano mais vantajoso.

Na Multiplus, por exemplo, o Clube 10.000 dá 30% de pontos extras nas transferências de cartões de crédito ou programas parceiros. Segundo o diretor comercial da Multiplus, Carlos Formigari, cada cliente transfere, em média, 100 mil pontos dos cartões de crédito e 50 mil pontos de outros programas parceiros por ano, o que daria 45 mil pontos extras com a bonificação de 30%. “Nesse caso, o valor de cada ponto passa a ser de R$ 0,0269”, afirma.

Além disso, os associados ainda podem economizar de outras formas, dependendo do programa e do plano escolhido. Alguns oferecem despacho de bagagem gratuito, acesso a sala VIP e pontos qualificáveis para subir de categoria dentro do programa de fidelidade, o que daria mais pontos a cada voo realizado.

O que as empresas dizem

“A ideia do clube é ser um acelerador para acumular mais milhas e ajudar a chegar mais rápido ao objetivo”, afirma André Fehlauer, diretor de produtos da Smiles.

Ele cita como principais benefícios para os associados a validade de dez anos das milhas, bônus nas transferências de cartões de crédito (5% após seis meses e 10% após um ano), desconto de 10% na compra de produtos com milhas no Shopping Smiles, promoções exclusivas de milhas reduzidas, além de pontos qualificáveis para subir de categoria Smiles.

“Toda semana temos algum tipo de promoção exclusiva. Os clientes já sabem como funcionam e esperam até que tenha um valor atrativo para a emissão da passagem para determinado destino”, diz.

O diretor comercial da Multiplus afirma que a última reformulação dos planos, em janeiro, foi feita após uma análise e consulta com os clientes. “É um produto para aumentar os participantes já engajados e pensado para a nossa base de clientes”, diz Carlos Formigari. Segundo ele, o público-alvo são os clientes que já fazem transferência de outros programas e que procuram outros benefícios, como o acesso a salas VIP.

A Tudo Azul foi procurada, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. Entre os principais benefícios adicionais estão a possibilidade de assinatura anual com desconto de até 14% em relação ao preço normal da mensalidade, bônus ao transferir os pontos do seu cartão de crédito (de 5% após 6 meses e 10% após 12 meses) e pontos extras de acordo com o tempo de permanência.


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Brasil terá oferta recorde de passagem direta para Orlando (EUA) em 2018
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Serão 468 mil assentos em voos diretor do Brasil a Orlando em 2018 (Getty Images)

O Brasil terá uma oferta recorde de assentos em voos para Orlando (EUA) neste ano. Uma projeção do aeroporto de Orlando aponta que serão 486 mil assentos disponíveis ligando sete cidades brasileiras a Orlando durante todo o ano. É o maior número desde 2013, quando foram registrados 361 mil lugares em voos diretos entre cidades do Brasil e Orlando.

Atualmente, o Brasil tem 31 voos semanais diretos para Orlando. Até o final do ano, serão criados mais 16 voos semanais, totalizando 47. São os seguintes os voos a serem criados:

Latam: A partir de julho, a empresa começa dois voos semanais entre Fortaleza (CE) e Orlando. A empresa já tem voos para Orlando a partir de São Paulo (todos os dias) e do Rio de Janeiro (quarta, sexta e domingo).

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Gol: Em novembro, a empresa terá sete voos semanais saindo de Brasília (DF) e mais sete de Fortaleza (CE), ambos direto para Orlando. Será um voo diário de cada cidade.

Azul: iniciou em dezembro do ano passado um voo direto entre o aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) e Orlando três vezes por semana (quarta, sexta e domingo). A companhia aérea também tem voos todos os dias a partir do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e quatro vezes por semana (segunda, terça, quinta e sábado) a partir de Recife (PE).

Delta: já opera sete voos semanais (um por dia) diretos para Orlando a partir do aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

Brasil está de volta ao mapa

“O Brasil está de volta. O ressurgimento do nosso terceiro maior mercado internacional traz um bem-vindo impulso à economia local”, afirma Phill Brown, CEO do aeroporto de Orlando em comunicado. A quantidade de brasileiros em Orlando só perde para britânicos e canadenses.

O executivo afirma que o crescimento de voos deve gerar um impacto em 2018 de cerca de US$ 1 bilhão (R$ 3,25 bilhões). O valor representa um crescimento de 111% em relação a 2013, quando houve o recorde anterior de voos diretos entre Brasil e Orlando.

O CEO do aeroporto de Orlando avalia que a retomada da economia brasileira é o que vai impulsionar a presença maior de brasileiros na cidade. Ele cita um levantamento da agência Reuters que projeta um crescimento da economia de 2,3% para 2018.

O aeroporto mais movimentado da Flórida

No ano passado, o aeroporto de Orlando se tornou o mais movimentado da Flórida ao superar levemente o aeroporto de Miami em número de passageiros. Segundo dados oficiais, Orlando recebeu 44,61 milhões de passageiros em 2017, um crescimento de 6,41% em relação ao ano anterior (2,7 milhões de passageiros).

Por outro lado, o aeroporto de Miami registrou uma queda de 1,15%. Em 2017, passaram pelo local 44,58 milhões de passageiros. A diferença entre os dois terminais no último ano foi de exatamente 26.662 passageiros.

Cidades com voos diretos do Brasil a Orlando:

Belo Horizonte (MG): Azul

Brasília (DF): Gol (a partir de 4 de novembro)

Campinas (SP): Azul

Fortaleza (CE): Latam (a partir de 5 de julho) e Gol (a partir de 4 de novembro)

Guarulhos (SP): Delta e Latam

Recife (PE): Azul

Rio de Janeiro (RJ): Latam

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Azul passa a oferecer cerveja grátis em voos para dez cidades
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Cerveja Skol de 269 ml será servida de quarta a sexta-feira (Divulgação)

A Azul anunciou nesta segunda-feira (26) que começou a oferecer gratuitamente aos passageiros cerveja em seu serviço de bordo. Até então, a companhia aérea oferecia a bebida alcóolica somente em ações esporádicas durante o verão, chamadas de Happy Hour Azul. O serviço agora passa a ser definitivo durante todo o ano.

A bebida, no entanto, estará disponível somente de quarta a sexta-feira em voos com mais de uma hora de duração e com horário de decolagem entre as 17h e 21h.

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O novo serviço de bordo também será válido somente para voos ligando dez cidades brasileiras: São Paulo (aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (aeroporto Santos Dumont), Salvador (BA) e Vitória (ES).

Os passageiros terão à disposição cerveja Skol na embalagem de latinha de 269 ml. Além de cerveja, os passageiros também podem beber água, suco ou refrigerante. Para comer, são servidos salgadinhos integrais de queijo, batata chips e amendoim japonês. A cerveja será servida a bordo dos aviões Embraer 190 e 195 e Airbus A320.

“Tivemos um enorme sucesso neste verão ao oferecermos um Happy Hour completo a bordo, e decidimos adotar essa prática em nosso serviço regular”, afirma Claudia Fernandes, diretora de marketing e comunicação da Azul, em comunicado.

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Nordeste terá 50% mais de voos internacionais, para Argentina, EUA e Europa
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Serão mais 35 voos internacionais por semana a partir do Nordeste em 2018 (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A região Nordeste do Brasil tem atraído a atenção das companhias aéreas como uma nova ligação para voos internacionais. Em 2018, os voos para o exterior com saídas a partir de cidades do Nordeste devem ter um aumento de 50%.

Segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), atualmente há 70 voos regulares internacionais por semana a partir de aeroportos da região. Para 2018, está prevista a criação de pelo menos mais 35 novos voos regulares, o que elevaria para 105 decolagens semanais rumo ao exterior. Os dados não consideram voos temporários ou de fretamento.

O crescimento será feito por companhias aéreas que já operam voos internacionais na região. Atualmente, 11 empresas têm voos para o exterior a partir do Nordeste. Em 2018, o número passará para 13. A região também ganhará dois novos destinos internacionais: Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, e Rosário, na Argentina.

Todos os novos voos sairão de Fortaleza (CE), Recife (PE) ou Salvador (BA), cidades que já contam com voos internacionais. Além delas, outras cinco cidades do Nordeste também têm voos para exterior, mas que devem permanecer com as mesmas operações atuais. São elas: Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN) e Porto Seguro (BA).

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KLM terá três voos semanais entre Fortaleza e Amsterdã (Divulgação)

Fortaleza é campeã de novos voos

Fortaleza é a principal responsável pelo aumento dos voos internacionais no Nordeste. Somente a capital cearense tem prevista a estreia de 24 voos por semana. O crescimento internacional de Fortaleza começou quando o grupo Air France-KLM anunciou o início de novos voos para Paris, na França, e Amsterdã, na Holanda.

A ideia inicial era que fossem três voos semanais entre Fortaleza e Amsterdã e dois entre Fortaleza e Paris. Após o início das vendas dos bilhetes, o grupo decidiu incluir um terceiro voo para Paris. Nos voos para a capital francesa, o grupo Air France-KLM irá utilizar aviões de sua nova companhia aérea, a Joon, criada no ano passado.

Uma passagem entre Fortaleza e Paris em voos diretos, com ida dia 13 de maio e volta dia 20 de maio, custa R$ 3.027. Se a mesma viagem fosse feita com conexão em São Paulo ou Rio de Janeiro, o valor subiria para R$ 3.988.

Na rota entre Fortaleza e Amsterdã em voos diretos, com ida de 10 de maio e volta dia 19 de maio, a passagem custa R$ 2.489. Em voos com conexão em São Paulo ou no Rio de Janeiro, a viagem subiria para R$ 3.932.

Novo Boeing 737 MAX terá autonomia para voar de Fortaleza a Miami sem escala (Foto: Divulgação/Gol)

Parceira do grupo franco-holandês, a brasileira Gol reforçou suas operações em Fortaleza para facilitar a conexão de passageiros. “A Gol vai aumentar sua oferta na região e oferecer mais de 60 mil novos assentos por mês de e para a cidade, com um incremento de 35% da oferta de assentos”, afirma Celso Ferrer, vice-presidente de planejamento da Gol.

Aproveitando a presença maior na capital cearense, a Gol escolheu a cidade para retomar os voos para os Estados Unidos. A companhia terá um voo diário entre Fortaleza e Orlando e outro voo diário entre Fortaleza e Miami. No total, serão 14 voos semanais a partir de novembro. A empresa também terá voos para Miami e Orlando a partir de Brasília (DF).

O voo direto da Gol entre Fortaleza e Miami, com ida dia 4 de novembro (voo inaugural) e volta dia 11 de novembro, custa R$ 2.122,98. Na rota entre Fortaleza e Orlando, nas mesmas datas, a passagem custa R$ 2.219,62.

“Fortaleza possui localização privilegiada, facilitando as possibilidades de conexões rápidas e eficientes com os demais destinos. O potencial de desenvolvimento do seu aeroporto, economia e turismo também contribuem para o aumento das operações no Estado. Todos estes benefícios foram decisivos para a escolha de Fortaleza como sede do hub em parceria com a Air France KLM”, afirma o vice-presidente da Gol.

Latam terá novos voos a partir de Fortaleza, Recife e Salvador (Foto: Divulgação)

Latam entra na disputa em Fortaleza

Em resposta às inciativas da parceria da Gol com o grupo Air France-KLM em Fortaleza, a Latam anunciou a criação de dois novos voos semanais entre Fortaleza e Orlando e o aumento de um para dois voos semanais na rota entre Fortaleza e Miami.

Durante o anúncio, o CEO da Latam, Jerome Cadier, aproveitou para cutucar a rival. Na ocasião, a Gol ainda não havia anunciado seus voos próprios para os Estados Unidos. “O Nordeste precisa ser mais do que um simples ponto de conexão com empresas parceiras de outros continentes. Com voos diretos próprios, vamos aproximar ainda mais a região de outros destinos no mundo”, disse na época.

Além de Fortaleza, a Latam criou um voo semanal entre Salvador e Miami, aumentou a frequência na rota entre Recife e Miami e transformou de temporário para definitivo o voo semanal entre Salvador e Buenos Aires, na Argentina.

Para viagens entre Recife e Miami em maio, a passagem custa R$ 1.767. Na rota entre Fortaleza e Orlando, no voo inaugural direto de 5 de julho, a passagem de ida e volta sai por R$ 3.722. No trecho entre Salvador e Miami, a passagem de ida no dia 29 de abril (voo inaugural) e volta em 6 de maio, a passagem custa R$ 1.763.

A Latam já teve planos de criar um hub (centro de distribuição de voos no Nordeste). No entanto, a crise econômica brasileira fez a companhia congelar esse projeto, que segue sem data para ser implementado. “A companhia entende que um verdadeiro hub demandaria um mercado aquecido e sustentável no longo prazo que justifique a criação de uma base de voos e alocação de frota na região”, afirma a empresa em nota.

Azul reforça operação internacional em Recife (Divulgação)

Azul terá mais um destino nos Estados Unidos

A Azul passará a voar a partir de Recife para Fort Lauderdale, na região de Miami. Serão dois voos semanais a partir de maio, ganhando uma terceira frequência por semana em junho. Atualmente, a companhia já conta com quatro voos semanais entre Recife e Orlando.

Segundo a empresa, os voos de Recife para os Estados Unidos permitirão uma rápida conexão para os passageiros que saem de Salvador, João Pessoa, Maceió, Natal, Fortaleza, Aracaju e Rio de Janeiro. Os voos diretos com ida dia 13 de maio e volta dia 19 de maio custa R$ 2.070.

A companhia aérea também terá voos para dois novos destinos na Argentina a partir da capital pernambucana. Os voos saindo de Recife para as cidades de Rosário e Córdoba serão uma vez por semana.

“Nossa malha no Recife vem crescendo a cada dia, permitindo que a companhia ofereça conexões rápidas e convenientes para vários destinos no país e no mundo”, afirma John Rodgerson, presidente da Azul.

Copa Airlines terá novos voos entre Panamá e Fortaleza e Recife (Divulgação)

Copa terá voos do Panamá para Fortaleza e Salvador

A companhia aérea panamenha Copa Airlines, que já voa para sete cidades brasileiras, também deve reforçar sua presença no Nordeste. A empresa já tem dois voos semanais entre Recife e Cidade do Panamá. A partir de julho, serão mais dois voos por semana entre o Panamá e Fortaleza e outros dois voos do Panamá para Salvador.

A Copa Airlines utiliza seu hub na Cidade do Panamá para conectar os passageiros a 78 cidades em 32 países da América do Norte, Central e do Sul e no Caribe.

Veja os novos voos a partir da região Nordeste do Brasil para 2018:

Gol: Fortaleza – Miami (sete voos semanais)

Gol: Fortaleza – Orlando (sete voos semanais)

Latam: Fortaleza – Orlando (dois voos semanais)

Latam: Fortaleza – Miami (aumento de mais um voo semanal)

Latam: Salvador – Miami (um voo semanal)

Latam: Salvador – Buenos Aires (um voo semanal – era temporário e vira definitivo)

Latam: Recife – Miami (aumento de mais um voo semanal)

Azul: Recife – Fort Lauderdale (três voos semanais)

Azul: Recife – Rosário (um voo semanal)

Azul: Recife – Córdoba (um voo semanal)

KLM: Fortaleza – Amsterdã (três voos semanais)

Air France: Fortaleza – Paris (três voos semanais)

Copa Airlines: Fortaleza – Cidade do Panamá (dois voos semanais)

Copa Airlines: Salvador – Cidade do Panamá (dois voos semanais)

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Aéreas brasileiras transportaram 89,9 milhões de passageiros em voos nacionais (Getty Images)

Por Vinícius Casagrande

O mercado aéreo brasileiro voltou a crescer no último ano após ter registrado dois anos seguidos de queda. O total de passageiros transportados pelas companhias aéreas em voos nacionais teve alta de 2,7% no acumulado entre janeiro e dezembro de 2017 na comparação com 2016, segundo dados divulgados nesta terça-feira (23) pela Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas).

No último ano, as quatro principais companhias aéreas brasileiras (Gol, Latam, Azul e Avianca) transportaram 89,9 milhões de passageiros em voos domésticos. São 2,4 milhões a mais do que o registrado em 2016. No entanto, o número ainda é de 4,8 milhões a menos do registrado em 2014, quando foram transportados 94,7 milhões de passageiros.

Entre agosto de 2015 e fevereiro de 2017, o mercado nacional acumulou 19 meses consecutivos de queda no volume de passageiros. Com a recuperação a partir de março, o número total de passageiros teve o terceiro melhor resultado anual em 2017 (abaixo de 2014 e 2015, respectivamente), segundo os dados da Abear.

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A recuperação do transporte aéreo no Brasil registrou em dezembro dez meses de crescimento contínuo. Com isso, as companhias aéreas voltaram a investir em novos voos e aumento da capacidade. A oferta de assentos disponíveis registra seis meses seguidos de crescimento.

No mês de dezembro, foram transportados 8,4 milhões de passageiros, um aumento de 5,76% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Foi o segundo melhor dezembro da série história, atrás apenas de 2014, e o segundo melhor mês do ano, perdendo apenas para janeiro.

Com a recuperação, as companhias aéreas aumentaram a capacidade de assentos em 3,38%. Ainda assim, os aviões decolaram com mais passageiros a bordo. O fator de aproveitamento em cada voo teve alta de 1,91 ponto percentual, atingindo o índice médio de 83,29% de ocupação por voo no mês.

Número total de passageiros em voos nacionais:

2013: 88,9 milhões de passageiros

2014: 94,7 milhões de passageiros

2015: 94,6 milhões de passageiros

2016: 87,5 milhões de passageiros

2017: 89,9 milhões de passageiros

Participação das companhias aéreas:

Gol: 36,35%

Latam: 32,74%

Azul: 17,92%

Avianca: 12,99%

Mercado internacional

No mercado internacional, as companhias aéreas brasileiras registram o melhor ano histórico no número total de passageiros transportados no último ano, com o recorde de 8,4 milhões de passageiros e crescimento de 11,7% em relação a 2016.

A oferta registrou expansão de 10,61%, enquanto as empresas tiveram um aproveitamento médio de 84,81% no ano.

Número total de passageiros em voos internacionais transportados por companhias brasileiras:

2013: 6 milhões de passageiros

2014: 6,3 milhões de passageiros

2015: 7,2 milhões de passageiros

2016: 7,4 milhões de passageiros

2017: 8,4 milhões de passageiros

Participação entre as companhias aéreas brasileiras no mercado internacional:

Latam: 74,89%

Gol: 10,75%

Azul: 11,80%

Avianca: 2,56%

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Latam e Azul são companhias aéreas com mais reclamações em 2017, diz Anac
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Latam foi a companhia com maior número de reclamações em 2017, segundo a Anac (Divulgação)

As companhias aéreas Latam e Azul foram as que receberam a maior quantidade de reclamações de passageiros no último ano, segundo um ranking elaborado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O índice das duas empresas é de 18 reclamações para cada 100 mil passageiros transportados.

Na soma de todas as companhias aéreas, foram 12.314 reclamações em 2017, com média geral de 14 casos para cada 100 mil passageiros.

Latam: 18 reclamações para cada 100 mil passageiros (5.479 casos e 30,5 milhões de passageiros transportados)

Azul: 18 reclamações para cada 100 mil passageiros (3.478 casos e 19,5 milhões de passageiros transportados)

Avianca: 12 reclamações para cada 100 mil passageiros (1.179 casos e 9,8 milhões de passageiros transportados)

Gol: 7 reclamações para cada 100 mil passageiros (2.178 casos e 29,1 milhões de passageiros transportados)

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A Anac avaliou também o tempo que cada companhia aérea demorou para responder às reclamações dos passageiros. A Azul foi a mais rápida e a Avianca, a mais lenta. No entanto, quando são analisados os casos efetivamente resolvidos, o ranking se inverte. A Avianca foi a mais eficaz e a Azul, a mais ineficiente.

No resultado final da pesquisa, a Avianca foi a companhia aérea brasileira com maior índice de satisfação entre os passageiros que apresentaram reclamações para a Anac. Já a Azul teve a pior avaliação.

Em resposta, a Azul afirmou que “tem o compromisso de atender seus Clientes com excelência, por meio de um serviço de qualidade, eficiência, presteza e, principalmente, segurança.”

A Latama afirmou que “está empenhada em prestar o melhor serviço aos seus clientes, cumprindo todas as exigências de atendimento, conforme a legislação vigente. ​A companhia reforça, ainda, que mantém um canal aberto para diálogo com todos os seus clientes”.

Azul teve a pior avaliação em pesquisa da Anac (Divulgação)

Tempo de resposta média:

Avianca: 8,55 dias

Gol: 8,19 dias

Latam: 7,85 dias

Azul: 5,09 dias

Índice de solução das reclamações, conforme a avaliação dos consumidores:

Avianca: 77,11%

Latam: 68,79%

Gol: 66,45%

Azul: 53,44%

Índice de satisfação dos consumidores com o atendimento prestado pelas empresas na plataforma Consumidor.gov.br (notas de 1 a 5)

Avianca: 2,96

Gol: 2,65

Latam: 2,54

Azul: 2,08

Segundo a Anac, os dados foram coletados a partir de janeiro de 2017 por meio da plataforma consumidor.gov.br. A Anac afirmou que deve divulgar, ainda no primeiro trimestre deste ano, um relatório detalhado com os assuntos que mais geraram reclamações dos passageiros.

“A divulgação desses dados resultará em maior transparência sobre a qualidade dos serviços prestados pelas companhias aéreas brasileiras, permitindo que o acesso à informação potencialize o poder de escolha dos consumidores e estimule a concorrência”, afirma a agência.

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Mala de mão grande pode ter cobrança adicional (Divulgação/ Crystal Cabin Awards)

Por Vinícius Casagrande

Como forma de evitar o pagamento para despachar uma mala durante as viagens de avião, os passageiros têm optado por levar apenas a bagagem de mão. Alguns viajantes, no entanto, acabam exagerando no tamanho da mala, excedem os padrões estabelecidos pelas companhias aéreas e são pegos de surpresa com a cobrança de uma taxa adicional no momento de entrar no avião.

Quando permitiu a cobrança para o transporte de malas no porão do avião, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aumentou também o peso da bagagem de mão que os passageiros têm direito a levar dentro da cabine. Com as novas regras, o limite da mala de mão passou de 5 kg para 10 kg.

Apesar do aumento do peso permitido, as companhias aéreas também ficaram liberadas para determinar as dimensões máximas das malas a serem transportadas na cabine de passageiros. Para conferir se o tamanho da bagagem está dentro das regras estabelecidas, algumas companhias aéreas criaram um compartimento para medir as malas antes do embarque.

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O modelo é semelhante ao adotado por diversas companhias de baixo custo europeias. Antes de embarcar no avião, o passageiro tem de colocar sua mala dentro de uma caixa. Se ela couber perfeitamente, pode entrar no avião.

Se a mala não entrar nessa caixa, significa que ela é maior do que o tamanho permitido e deverá ser encaminhada para o porão do avião, ficando sujeita às regras de bagagem despachada, o que pode gerar um custo adicional ao passageiro.

As companhias aéreas afirmam que o limites levam em contam as dimensões dos bagageiros internos dos aviões. Se a mala estiver dentro das regras da companhia aérea, mas não houver mais espaço na cabine de passageiros, ela poderá ser despachada no porão do avião, mas sem nenhum custo extra para o passageiro.

Os tamanhos variam para cada empresa. Mas, considerando os menores requisitos para que você possa voar em qualquer companhia nacional, em voos domésticos, estas são as dimensões ideais:

Altura: 55 cm

Largura: 35 cm

Profundidade: 25 cm

Para evitar surpresas na hora do embarque, veja as regras detalhadas de cada companhia aérea nacional para voos domésticos.

Latam mede o tamanho das malas na entrada do avião (Divulgação)

Latam

Na companhia aérea Latam, as dimensões máximas da bagagem de mão são de 55 cm altura x 35 cm de largura x 25 cm de profundidade. A empresa faz a verificação dos parâmetros por meio de um gabarito (caixa) presente no portão de embarque do aeroporto. As malas que não cabem nesse gabarito são enviadas para o porão do avião.

Todas as malas de mão também devem ter peso máximo de 10 kg. A exceção é para os passageiros que compraram bilhetes nas categorias Premium Business e Premium Economy. Nesse caso, o limite máximo é de 16 kg.

Caso a mala de mão tenha de ser encaminhada para o porão do avião por exceder os limites estabelecidos pela Latam, ela passa a entrar nas regras de bagagem despachada. Se o bilhete comprado pelo passageiro não der o direito ao despacho de bagagem, o valor cobrado pela Latam para a primeira mala é de R$ 80, que deverá ser pago ainda no portão de embarque.

Se o passageiro já despachou uma mala no momento do check-in e a bagagem de mão também precisar ser transportada no porão do avião, ela é considerada como segunda mala despachada. Nesse caso, o valor cobrado sobe para R$ 110.

No site da Latam, há uma página com todos os itens que podem ser transportados na cabine de passageiros.

Na Azul, é permitido levar apenas um volume dentro da cabine do avião (Divulgação)

Azul

A Azul permite o embarque de apenas um volume com peso máximo de 10 kg e limite de tamanho de 115 cm, somando-se altura, largura e profundidade da mala. Segundo a empresa, itens pessoais como bolsas, pastas, laptops e até compras nas lojas do aeroporto devem ser colocadas dentro da bagagem de mão. A verificação dos limites é feita pelos funcionários da companhia diretamente no portão de embarque dos aeroportos.

“É comum clientes aparecerem com bagagens que ultrapassam 10 kg, um volume ou os 115 cm permitidos. Por isso, a companhia realiza hoje uma campanha educativa, mas não descarta a possibilidade de, no futuro, cobrar pelo despacho de bagagens que excedem o limite e que, portanto, não cabem nos bins [bagageiros]”, afirma a Azul, em nota.

A Azul possui dois perfis de tarifas, com ou sem o direito ao despacho de bagagem. Segundo a empresa, a franquia só trata de peso e não de quantidade de volumes. Assim, se o passageiro comprou uma tarifa com franquia, tem 23 kg de bagagem em voos domésticos, independentemente do número de volumes.

Qualquer peso acima, é cobrado como excesso de bagagem. Se a tarifa não dá direito ao transporte de bagagem, qualquer peso despachado é cobrado como uma “franquia” de 23 kg. Caso o peso somado das malas seja superior, é cobrado como excesso de bagagem.

O valor do transporte de bagagem depende do meio da compra (site, canais de atendimento telefônico ou diretamente no aeroporto) e varia entre R$ 50 e R$ 60. O excesso de peso é cobrado por quilo excedente e depende da rota do voo. Os valores podem ser consultados diretamente no site da Azul.

A Gol é a companhia aérea que permite as maiores medidas para a mala de mão (Divulgação)

Gol

As bagagens de mão na Gol devem ter tamanho máximo de 55 cm de altura, 40 cm de largura e 25 cm de profundidade e peso de até 10 kg. Além disso, os passageiros também podem levar a bordo artigos pessoais como bolsa, mochilas ou laptops.

O tamanho das malas de mão pode ser conferido pelos funcionários da Gol no momento do check-in, nos balcões de atendimento e no portão de embarque. Nesse último caso, há uma caixa, chamada pela companhia de gabarito, na qual as malas devem ser colocadas para ver se elas estão dentro das dimensões estabelecidas pela companhia aérea.

Caso a bagagem de mão exceda o tamanho determinado pela empresa, terá de ser despachada no porão do avião. O passageiro terá de comprar uma franquia de bagagem. O valor cobrado pela Gol para compras feitas no momento do check-in é de R$ 60.

Se a franquia de bagagem for adquirida com antecedência no site da empresa, canais de autoatendimento ou agências de viagens, o valor é de R$ 30.

Caso a bagagem ultrapasse 23 kg, será cobrado R$ 12,00 para voos nacionais e R$ 15,00 para voos internacionais por quilo excedente. Nenhuma peça pode ultrapassar 45 kg em voos nacionais e 32 kg em voos internacionais.

Além da mala de mão, Avianca permite levar mais um item pessoal (foto: Divulgação)

Avianca

Na Avianca, a bagagem de mão não pode exceder 115 cm no total, com, no máximo, 55 cm de altura, 35 cm de largura e 25 cm de profundidade. Além disso, é permitido embarcar com um item pessoal de 100 cm, com até 45 cm de largura, 35 cm de altura e 20 cm de profundidade.

Os passageiros que embarcam com um bebê de até 23 meses, podem levar até três peças (mala e dois itens pessoais). Em todos os casos, a bagagem de mão deve pesar até 10 kg, somando todas as peças.

As dimensões e peso da bagagem de mão podem ser verificadas pela companhia aérea no momento do check-in ou no portão de embarque do aeroporto. Caso as dimensões e peso sejam excedidos, o passageiro terá de despachar a bagagem. Nesse caso, o valor cobrado pela Avianca é de R$ 60 por peça nos voos nacionais.

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