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Três empresas aéreas cobram mesmo valor (R$ 30) por mala, mas negam acordo
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Empresas cobram R$ 30 para o despacho de uma mala de 23 kg (Foto: Lucas Lima/UOL)

As três principais companhias aéreas brasileiras (Azul, Gol e Latam) anunciaram nos últimos dias exatamente o mesmo valor para o despacho de malas. Todas vão cobrar R$ 30 por uma mala de até 23 kg em voos nacionais. A coincidência pode causar suspeitas de uma espécie de cartel, com combinação de preços.

As empresas e a associação do setor negam acordo e dizem que a competição é livre. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirma que acompanha o mercado, mas que qualquer conclusão agora é “prematura”.

A advogada do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) Claudia de Moraes Pontes Almeida diz que a cobrança dos mesmos preços não é ilegal e resolução da Anac dá total autonomia para as empresas definirem o valor do serviço. “Não dá para dizer que as empresas têm de cobrar preços diferentes. Não existe uma ilegalidade nesse fato, mas existe sim a necessidade de o consumidor ter atenção porque é só uma aparência de que os preços são iguais em todas as empresas, mas não são”, afirma.”

Preços são diferentes em várias situações

A coincidência de preços também pode dar a impressão de que o valor é sempre o mesmo, independentemente da empresa. A advogada do Idec afirma que é preciso prestar atenção nas diferenças de preços de acordo com o momento da compra do serviço e em caso de excesso de peso.

Ela diz que cobrar preços iguais para a primeira mala dentro do limite de peso, pode ser uma tática para não perderem mercado para as concorrentes. “O consumidor precisa ficar atento. Existe a aparência de que é tudo igual, mas na verdade não é. Os R$ 30 são só na compra da primeira bagagem, via online e com antecedência. Depois desse primeiro momento, existem muitas mudanças e o consumidor precisa ir além ao analisar o que ele vai precisar”, orienta a advogada do Idec.

A nova regra vale para as passagens vendidas com as tarifas mais baratas e só para quem comprou bilhetes após a entrada em vigor da medida (dia 1º/6 na Azul, dia 20/6 na Gol e dia 24/6 na Latam). Quem adquiriu passagens antes dessas datas, independentemente do dia da viagem, continua com o direito de transportar gratuitamente uma mala de 23 kg nos voos nacionais.

Anac diz que está acompanhando o mercado

A Anac afirmou que “está acompanhando o comportamento do mercado desde o início da vigência da medida em 29 de abril”. No entanto, devido ao curto período em vigor das novas medidas adotadas pelas companhias aérea, a agência afirmou que ainda é “prematura qualquer avaliação neste período inicial de transição, em que tanto empresas quanto passageiros ainda estão se adaptando”.

A Anac ressalta o fato de que “as principais empresas aéreas adotaram posicionamentos diferentes na oferta dos serviços e que algumas delas sequer iniciaram a oferta de passagens aéreas sem franquia de bagagem despachada”.

A agência afirma, ainda, que a resolução que liberou a cobrança pela bagagem despachada prevê o acompanhamento constante das novas regras e que, caso haja problemas, há uma cláusula de revisão das medidas e a elaboração de relatórios sobre a aplicação, eficácia e resultados do regulamento.

Associação diz que concorrência aumentou

A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) afirma que, entre todas as mudanças promovidas pela resolução da Anac, “a desregulamentação do transporte de bagagem despachada é o elemento que traz o maior potencial de diferenciação entre as empresas e de novo aumento da concorrência”.

Para a associação das empresas aéreas, a Latam ter reduzido o preço cobrado pelo despacho de bagagem [eram R$ 50, mas passaram a R$ 30] mostra os benefícios da concorrência. “O fato dessa revisão ter resultado em preços semelhantes, mas no patamar mais baixo suscitado, só comprova que a maior concorrência atua em benefício dos consumidores”, afirma.

Empresas negam combinação de tarifa

A Latam negou que haja preços combinados. “Não há qualquer tipo de acordo com as demais companhias aéreas para a formação de preços para a cobrança de bagagem. A empresa segue rigorosamente todas as normas do setor e a legislação concorrencial em vigor”, diz nota da empresa.

Também diz “acreditar que a concorrência é saudável e sempre vai beneficiar o cliente”. A empresa afirmou que reduziu o valor inicialmente anunciado “com o objetivo beneficiar o consumidor e contribuir com sua meta de possibilitar que cada vez mais pessoas possam adotar o avião como meio de transporte”.

Para a Gol, “a concorrência entre as companhias aéreas no Brasil se dá pelo melhor valor da tarifa, não pelo valor da cobrança de despacho de mala (ou qualquer outra bagagem) não programada no momento da compra do bilhete”. A empresa afirma que a criação de novas tarifas fará com que “os clientes terão opções ainda mais em conta para emissão de passagens.”

A Azul afirmou que “segue sua própria política tarifária para estabelecer os valores de seus produtos” e que “o cálculo para chegar aos descontos para quem não despacha bagagem é um dado estratégico”.

Despacho da primeira mala pode custar até R$ 80

A coincidência dos valores na cobrança de bagagem só vale para o despacho de uma única mala e para pagamentos feitos no momento da compra da passagem aérea.

O preço de R$ 30 na Latam só vale para o pagamento do serviço no momento da compra da passagem. O valor sobe para R$ 50 após a emissão do bilhete e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in. Inicialmente, a Latam havia divulgado o custo básico de R$ 50 para o transporte de bagagem. Após o anúncio dos preços da Gol e da Azul, a empresa reduziu o valor para R$ 30.

A Gol também tem tarifas diferenciadas de acordo com o momento da compra do serviço. Nos voos nacionais, o valor da primeira mala de até 23 kg é de R$ 30 para quem comprar antecipadamente o serviço de despacho nos canais de autoatendimento da empresa ou em agência de viagens e R$ 60 para quem efetuar o pagamento somente no momento do check-in.

A Azul é a única que não faz distinção de valores de acordo com o momento do pagamento pelo serviço de despacho de bagagem. Os passageiros da companhia poderão incluir os 23 kg de bagagem, a qualquer momento, pelo valor de R$ 30.

A Avianca ainda não definiu as regras e disse que avalia internamente quais medidas serão adotadas no futuro.

Como foi a mudança nas regras

A cobrança foi liberada em uma resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovada em dezembro do ano passado. A medida deveria entrar em vigor no dia 14 de março. Na véspera, no entanto, uma liminar da Justiça Federal barrou a cobrança. A Anac recorreu da decisão e, no dia 29 de abril, conseguiu que a Justiça liberasse a entrada em vigor da medida. Desde então, as empresas têm divulgado valores iguais para a cobrança da primeira mala despachada em voos nacionais.

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Passageiros duvidam que cobrança de mala em avião baixe preço de voos
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Cobrança de bagagem despachada já está em vigor no Brasil (Foto: Lucas Lima/UOL)

A cobrança de bagagens em voo começou a ser implementada no início do mês pelas companhias aéreas. As novas regras, no entanto, ainda têm gerado muitas dúvidas, desconfiança e dividido opiniões dos passageiros de viagens aéreas.

A Azul foi primeira a praticar as novas normas no dia 1º de junho e a Gol iniciou a cobrança na última terça-feira (20). A nova medida é válida somente para quem comprou passagens a partir dessas datas. Bilhetes comprados antes da medida entrar em vigor, independentemente da data da viagem, continuam com o direito de transporte gratuito de uma mala de 23 kg nos voos nacionais.

O Todos a Bordo ouviu passageiros na área de check-in do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A principal crítica está relacionada à desconfiança de que essa será apenas uma taxa a mais que deverá ser custeada pelos passageiros, sem a garantia de redução dos preços das passagens. Por outro lado, há também esperança em relação à redução do custo por excesso de bagagem e até um controle mais rígido do tamanho das bagagens de mão.

A empresária Neiva Fuzinato acha a cobrança indevida (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

“Cobrança indevida”

A empresária Neiva Fuzinato considera que “essa é uma cobrança indevida que jamais deveria acontecer”. Residente no Mato Grosso, estava em São Paulo para uma convenção. Segundo ela, não teria como viajar somente com a bagagem de mão. “Uso muita bagagem quando venho para cá. Isso (a cobrança) é algo que vai acabar prejudicando”, afirma.

Além do custo para despachar mala, a empresária diz que a nova medida ainda vai gerar mais transtorno aos passageiros. “Para nós (passageiros), é uma garantia. Quando a gente compra uma passagem, quer comodidade e não ficar se preocupando com tanta cobrança. Acho que isso aí é uma cobrança injusta”, declara.

A empresária também não acredita em uma possível redução dos preços. “Você vai ter de pagar de alguma forma. Se não for na passagem, vai ter de pagar a bagagem. Então, automaticamente isso não vai mudar nada”, diz.

Os bancários Daniel Gubert (esq.) e Alisson Martins (dir.) são contra a cobrança (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Prejudica quem está em férias

Mesmo quem viajava somente com a bagagem de mão criticou as novas normas de cobrança pela bagagem despachada. É o caso dos bancários Alisson Martins e Daniel Gubert, que esperavam um voo para Maringá (PR).

Para eles, essa é uma medida que vai prejudicar, especialmente, os passageiros que viajam de férias no Brasil e não podem levar somente uma mala de mão. “Normalmente, levo mala pequena, mas isso vai afetar o pessoal que faz turismo. Mais uma vez o brasileiro é onerado”, afirma Martins.

Ele diz que deveriam ser cobrados somente os casos em que há excesso de bagagem. “Quando se compra uma passagem aérea, acho que já está incluso no valor e não tem cabimento cobrar a bagagem despachada. Se for um excedente muito grande, tudo bem. Mas a gente leva somente o realmente necessário”, declara.

Gubert avalia que, em virtude dos preços atuais das passagens, não deveria haver mais uma taxa para o despacho de bagagem. “Quando viajo a trabalho, levo uma bagagem menor que não precisa ser despachada, mas acredito que não deveria ser cobrado”, diz

O bancário afirma se preocupar com futuras viagens mais longas que terá de fazer a trabalho ou mesmo de férias. “Sou contra porque, no momento em que for viajar em um período de férias ou um período maior de trabalho, entendo que vai ser um custo que não deveria desembolsar.”

Excesso de bagagem foi descomplicado

Quando a medida foi anunciada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a alegação era de que os passageiros que viajam somente com a bagagem de mão seriam os mais beneficiados com a nova medida. No entanto, foi um passageiro com bastante excesso de bagagem quem mais comemorou as mudanças.

É que, ao liberar a cobrança das bagagens despachadas, a Anac também determinou que as empresas cobrem valores fixos para o excesso de peso ou malas extras. No caso da Gol, por exemplo, as bagagens que passarem dos 23 kg terão de pagar R$ 12 por quilo mais. Antes, esse cálculo era feito de acordo com um percentual da tarifa-base para o trecho voado, o que dificultava o cálculo por parte do passageiro.

O comerciante Antonio Mesquita espera pagar menos excesso de bagagem (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

O comerciante Antônio Mesquita, de Brasília, costuma viajar a São Paulo para fazer compras na região do Brás, área central de São Paulo especializada em roupas. No entanto, costuma enfrentar problemas para levar a mercadoria para sua cidade. “Já cheguei a pagar até R$ 500 de excesso de bagagem”, diz.

Na noite da última terça-feira, Mesquita embarcava no aeroporto de Congonhas com uma mala grande e duas mochilas. Para não pagar excesso de bagagem, Mesquita levava as duas mochilas como bagagem de mão. As duas somavam mais de 20 kg (o limite total a bordo é 10kg).

O comerciante confiava na fiscalização falha no momento do embarque, já que o limite máximo é de 10 kg. “Hoje, o grande problema é o valor muito alto cobrado pelo excesso de bagagem. Às vezes, a taxa come todo o lucro das mercadorias que comprei”, declara.

Mesquita afirma que se os preços fossem menores, preferiria despachar mais uma mochila. Com as novas regras, a Gol, companhia na qual viajava, passa a cobrar R$ 50 para despachar uma segunda mala. Ao ser informado sobre os novos valores, o comerciante comemorou as mudanças. “Com esse valor, fica ótimo para mim. Vai melhorar agora.”

O consultor Marino Roberto Rodilha reclama do excesso de bagagem de mão (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Mais espaço dentro do avião

Com todas as mudanças de regras, as companhias aéreas devem ser mais rígidas no controle da bagagem de mão. Algumas empresas criaram caixas para medir o tamanho das malas. Se elas não couberem ali dentro, deverão ser despachadas no porão do avião.

Para o consultor de recursos humanos, Marino Roberto Rodilha, o excesso de bagagem de mão gera transtornos a todos os passageiros. “O que noto na prática dos passageiros é algo muito triste. Você vê entrar no avião uma pessoa com três malas e enfia tudo em cima. Aí, você não tem espaço para colocar sua mala”, afirmou.

Rodilha acredita que com a cobrança pelo despacho de bagagem, as companhias aéreas devem ser mais rígidas com os limites da bagagem de mão, o que vai diminuir os excessos de alguns passageiros. “Pressuponho que a cobrança possa facilitar esse embarque e desembarque. As pessoas terão de ser mais controladas. Se você tem mais malas, que elas sejam despachadas”, disse.

Essa prática também é uma preocupação da enfermeira Andreia Barbosa. “O pessoal acha que vai pagar tudo, e o bagageiro dentro do avião está uma coisa infernal. Estão levando malas e ninguém está fazendo essa conferência. No último voo, estava sentada na fila oito, mas tive de colocar a bagagem na fila 20 porque não tinha espaço”, afirmou.

Apesar do problema, a enfermeira afirma ser a favor das novas regras por cobrar apenas de quem transporta mais bagagem. “Só espero que haja uma fiscalização maior na bagagem de mão”, disse.

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Airbus inaugura centro de treinamento de pilotos em Campinas (SP)
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Simulador do Airbus A320 na sede da Azul, em Campinas (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

A Airbus inaugurou nesta quinta-feira (8) o seu primeiro centro de treinamento de pilotos na América do Sul. O local é resultado de uma parceria com a companhia aérea brasileira Azul e fica localizado na sede da empresa, em Campinas (SP).

Apesar de estar localizado na sede da Azul, outras empresas aéreas poderão usar o espaço para o treinamento de seus pilotos. O espaço já está sendo utilizado por tripulantes da Avianca e pela Smile Aviation, uma empresa de recrutamento chinesa que utiliza o simulador para testes com pilotos brasileiros que serão contratados por companhias aéreas da China.

Atualmente, está disponível somente o treinamento para o modelo Airbus A320. A Azul também utiliza o modelo A330, da Airbus. No entanto, não há planos no médio prazo para instalar um simulador desse modelo de avião. “Não temos demanda que justifique esse investimento. Para o futuro, faria mais sentido ter um segundo simulador do A320”, afirmou Antonoaldo Neves, presidente da Azul.

Os treinamentos no novo centro da Airbus em Campinas devem seguir o mesmo padrão internacional da fabricante. “Temos um padrão comum no mundo inteiro. Vamos dar todo o treinamento que temos em outros lugares do mundo”, afirmou o Fabrice Hamel, vice-presidente de treinamento da Airbus. O centro de treinamento em Campinas é o 12º do mundo.

Os investimentos para a instalação do simulador foram custeados pela Airbus, enquanto a Azul cedeu o espaço físico na UniAzul, que treina pilotos de outros modelos de avião e comissários de bordo.

Pilotos recebem treinamento no simulador do Airbus A320 (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

A instalação de um centro de treinamento próprio reduz o custo na formação de pilotos, mas para o presidente da Azul o ponto principal está na qualidade do treinamento. “Tenho certeza de que todos os pilotos preferem ficar no Brasil. É muito mais conveniente e prático para todos. Isso, com certeza, melhora a qualidade”, afirmou.

O local tem capacidade para treinamento de 600 pilotos por ano. A Azul tem cerca de 50 pilotos voando com o modelo A320neo. Para atender a capacidade disponível, a Airbus pretende fechar contratos com outras companhias aéreas do continente.

“Nossa perspectiva é de crescimento, tanto no número de clientes como de companhias aéreas da América do Sul”, afirmou o vice-presidente de treinamento da Airbus.

“Construímos esse centro para a Azul, mas isso é um negócio e, enquanto houver capacidade, vamos negociar com outras empresas”, disse Arturo Barreira, vice-presidente da Airbus para América Latina e Caribe.

Em tom de descontraído, o presidente da Azul brincou com a presença de pilotos de outras companhias aérea na sede da empresa. “Tenho de ser sincero. Não gosto muito quando vejo pilotos de outras companhias aqui”, disse. “Mas não há brigas entre as empresas quando se trata de treinamento. Essa é uma questão de segurança na qual estão todas juntas”, completou.

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Por R$ 30, Azul é primeira companhia aérea a cobrar bagagem em voo nacional
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Valor de bagagem será de R$ 30 nos voos nacionais (Foto: Divulgação)

A cobrança de bagagem em voo nacional será colocada em prática nesta quinta-feira (1º) pela primeira vez no Brasil. Liberada pela Justiça há mais de um mês, a companhia aérea Azul será a primeira a iniciar a cobrança pela bagagem despachada em voos nacionais. A medida vale para passageiros que comprarem o bilhete a partir desta quinta-feira. A Latam já reduziu os limites de malas em voos internacionais.

Nos voos nacionais, a empresa criou uma nova classe tarifária, chamada de Azul. Os passageiros que comprarem o bilhete na nova tarifa não terão direito ao transporte de bagagem, somente a mala de mão de até 10 kg. Caso decidam levar uma mala de até 23 kg no porão do avião, o valor adicional cobrado será de R$ 30. 

A cobrança acontece, inicialmente, em 14 rotas da companhia. A intenção é implementar as novas regras para todos os voos da Azul de forma gradativa ao longo dos próximos meses.

Além da cobrança, a empresa também anunciou a redução do limite máximo de peso das malas nos voos para Estados Unidos e Europa. Os passageiros que adquirirem passagem a partir de agora poderão transportar duas malas de até 23 kg. Pelas regras antigas da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), as empresas eram obrigadas a aceitar duas malas de até 32 kg por passageiro.

Nos voos internacionais da Azul para destinos da América do Sul, o limite de bagagem despachada permanece em apenas uma mala de 23 kg. Nesse caso, no entanto, não haverá cobrança adicional.

Em caso de excesso de peso nos voos nacionais, a Azul manterá a política atual de cobrar por quilo a mais. O valor muda de acordo com a rota. Em um voo entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o valor é de R$ 23 por quilo.

Nos voos para os Estados Unidos, o valor cobrado pelo excesso de peso ou volume extra será reduzido de US$ 150 (R$ 484) para US$ 100 (R$ 322). No caso de viagens para Europa, a taxa cai de € 150 (R$ 544) para € 100 (R$ 362). Para a América do Sul, o excesso de bagagem custa US$ 50 (€ 50 no caso dos voos para Caiena, na Guiana Francesa).

A Latam também reduziu o limite de peso das bagagens nos voos internacionais, permitindo também apenas duas malas de até 23 kg cada. Nos voos para os Estados Unidos e Europa, a multa por excesso varia de acordo com o peso da mala. Entre 24 kg e 33 kg, o valor é de US$ 100 (R$ 322). Entre 34 kg e 45 kg, a taxa cobrada é de US$ 200 (R$ 644).

Disputa judicial

Com a implementação da medida, a Azul será a primeira companhia aérea nacional a cobrar pela bagagem despachada em voo. A cobrança foi permitida pela Anac em dezembro do ano passado e deveria entrar em vigor no dia 14 de março.

Na véspera do início das novas regras, no entanto, uma liminar da Justiça Federal proibiu a cobrança. A Anac recorreu da decisão judicial e conseguiu liberar novamente a cobrança no final de abril. Depois da Azul, a Gol deverá ser a próxima a iniciar a cobrança nos voos nacionais, a partir de 20 de junho.

Cobrança polêmica

Durante o comunicado das novas medidas, a Azul trata o assunto não como uma cobrança adicional, mas sim como um desconto para os passageiros que aceitem viajar sem o despacho de bagagem.

O problema é que os preços das passagens variam constantemente, de acordo com a demanda e data dos voos. Com isso, não é possível para o consumidor ter certeza se houve o desconto ou não. Uma passagem que tivesse o custo atual de R$ 500, por exemplo, deveria sair por R$ 470 para quem não despachasse bagagem (desconto de R$ 30).

No entanto, nada impediria que as empresas cobrassem R$ 530 com bagagem e R$ 500 sem bagagem. Para o usuário, pareceria um desconto, mas, na verdade, não haveria desconto nenhum, apenas acréscimo.

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Azul cobrará por bagagem despachada em voo a partir de 1º de junho
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A Azul anunciou nesta quarta-feira (03) que passará a cobrar pela bagagem nos voos nacionais em passagens compradas a partir do dia 1º de junho. As regras são as mesmas que a companhia já havia divulgado no início de março, antes de a cobrança ter sido suspensa por uma liminar da Justiça. Na última sexta-feira (28), no entanto, o juiz Alcides Saldanha Lima, da 10ª Vara Federal do Ceará, derrubou a liminar e liberou a cobrança.

A companhia criou uma nova classe tarifária mais barata para os voos nacionais, chamada de Azul, mas que não dá o direito ao despacho de bagagem. O passageiro poderá viajara somente com uma mala de mão de até 10 kg. Para levar uma mala de até 23 kg, será cobrado o valor de R$ 30.

Na tarifa superior, chamada de Mais Azul, o valor da passagem será exatamente R$ 30 mais cara que a tarifa Azul, mas os passageiros já terão incluído o direito de despachar uma mala de até 23 kg na viagem nas viagens dentro do Brasil.

Durante o comunicado das novas medidas, a empresa trata o assunto não como uma cobrança adicional, mas sim como um desconto para os passageiros que aceitem viajar sem o despacho de bagagem.

O problema é que os preços das passagens variam constantemente, de acordo com a demanda e data do voos. Com isso, não é possível para o consumidor ter certeza se houve o desconto ou não. Por exemplo, uma passagem que tivesse o custo atual de R$ 500 deveria sair por R$ 470 para quem não despachasse bagagem (desconto de R$ 30). No entanto, nada impediria que as empresas cobrassem R$ 530 com bagagem e R$ 500 sem bagagem. Para o usuário, pareceria um desconto, mas, na verdade, não haveria desconto nenhum, apenas acréscimo.

Em caso de excesso de peso, a Azul manterá a política atual de cobrar por quilo a mais. O valor muda de acordo com a rota. Em um voo entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o valor é de R$ 23 por quilo.

Voos internacionais

Nos voos internacionais, a Azul afirmou que pretende manter as regras atuais que permitem o despacho de duas malas de até 32 kg por passageiros. O posicionamento atual é diferente do que a empresa havia divulgado no início de março, quando pretendia reduzir o limite para duas malas de até 23 kg.

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Prova do MasterChef o deixou curioso? Veja comidas “proibidas” em aviões
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Foto: Divulgação

O cardápio vencedor da prova desta semana do programa MasterChef (Band), reality show de culinária, será servido durante o mês de maio na classe executiva dos voos internacionais da companhia aérea Azul para os Estados Unidos e Lisboa (Portugal). A sobremesa foi adaptada para ser servida também na classe econômica.

O menu vencedor teve creme de camarão (entrada), salmão com crosta de amêndoas e purê de aspargos (prato principal) e creme inglês acompanhado de maçã com especiarias (sobremesa). As outras opções para os passageiros incluem peito de frango em cubos, nhoque de aipim ou ainda sorvete de creme com calda de chocolate para a sobremesa.

No entanto, o cardápio do programa precisou ser adaptado para ser servido nos voos. O creme de camarão, que foi elaborado com coco fresco no programa, será preparado com leite de coco para os passageiros da Azul.

“Nenhum alimento que pode deteriorar pode ser usado”, explica Renata Lorenzini, gerente de marca e produto da Azul, ressaltando que essa é uma exigência das normas de vigilância sanitária.

Veja menu do Masterchef que será servido aos passageiros da executiva da Azul

Outra mudança no cardápio escolhido como o melhor foi necessária por uma questão logística. O grupo campeão serviu a sobremesa com um biscoito amanteigado espetado verticalmente sobre a maçã. Os jurados elogiaram a ideia, por considerar que era fácil finalizar o prato com o biscoito antes de servir.

Mas a aérea teve de mudar a montagem do prato, porque do jeito como havia sido feito, a altura do biscoito atrapalhava a colocação das bandejas nos trolleys, os carrinhos usados pelos comissários para distribuir as refeições.

Em média, a Azul serve 170 refeições por dia na classe business. Na econômica, são 1.370 refeições servidas diariamente.

Restrições de alimentos chamam a atenção

Mas o que chamou mais a atenção durante a prova do MasterChef foram as restrições às quais os candidatos a chef de cozinha tiveram de ficar atentos. Um prato foi criticado porque tinha ovos cozidos.

Um dos jurados lembrou que esse é um tipo de alimento que provoca gases. “E a gente lá ia lembrar que existe essa questão da flatulência? Tem que se controlar dentro do avião, gente, pelo amor de Deus”, disse uma das integrantes do grupo que elaborou a refeição.

De fato, o ovo é um dos alimentos que devem mesmo ser evitados em refeições servidas a bordo. “A gente brinca que são alimentos polêmicos”, diz Lorenzini.

A lista inclui ainda feijão e repolho, também conhecidos por causar flatulência, além de pimentão, por ter um sabor muito forte, e temperos como coentro, entre outros produtos que raramente aparecem nos cardápios das companhias aéreas.

Comida que provoca gases deve ser evitada a bordo de aviões, dizem jurados

Alguns sabores são vetados em voos

Durante a prova no programa de TV, os jurados também disseram que sabores extremamente apimentados ou agridoces não eram recomendados e alertaram para o uso de álcool no preparo da comida, porque o efeito do álcool na altitude é potencializado.

Os jurados do MasterChef lembraram ainda que fritura não funciona bem como opção de refeição a bordo, já que os pratos são reaquecidos dentro do avião, acabando com o efeito crocante. Outra dica dada é servir o alimento em pedaços, para afastar o risco de o passageiro se sujar ao cortar.

O menu MasterChef como será servido nos voos da Azul. Foto: Divulgação

A representante da aérea diz que existe uma preocupação com o manuseio da refeição, por ela ser servida em pratos menores, em mesas pequenas, mesmo na classe executiva. É por isso que, de forma geral, o frango é servido sem osso, e as carnes são acompanhadas de bastante molho e não podem estar duras – até porque as facas não são serrilhadas.

Ao criticar uma sobremesa de carolinas de chocolate cobertas com chantili, os jurados do programa reclamaram que a massa estava “muito dura”. “Imagina, você está cortando e sai voando para a cadeira 2C, do executivo ao lado”, disse Paola Carosella, uma das juradas.

Lorenzini afirma que os alimentos servidos nos voos da Azul não são congelados, mas frescos – passando, obviamente, por um processo de resfriamento para serem transportados até o avião e conservados até o momento do reaquecimento, antes de servidos.

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Azul anuncia que vai cobrar R$ 30 por bagagem despachada nos voos nacionais
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A Azul anunciou nesta quinta-feira (9) que passará a oferecer dois tipos de tarifas para quem viajar com ou sem bagagem despachada nos voos nacionais. Segundo a empresa, quem adquirir uma passagem sem direito ao despacho de bagagem terá desconto. A empresa não fala em percentuais, mas promete que a passagem será, no mínimo, R$ 30 mais barata. 

Os preços das passagens variam constantemente, de acordo com a demanda e data do voos. Com isso, não é possível para o consumidor ter certeza se houve o desconto ou não. Por exemplo, uma passagem que tivesse o custo atual de R$ 500 deveria sair por R$ 470 para quem não despachasse bagagem (desconto de R$ 30). No entanto, nada impediria que as empresas cobrassem R$ 530 com bagagem e R$ 500 sem bagagem. Para o usuário, pareceria um desconto, mas, na verdade, não haveria desconto nenhum, apenas acréscimo.

Após a compra da passagem, se o passageiro quiser adquirir o direito de levar uma mala no porão do avião, a Azul anunciou que o valor cobrado por cada mala de até 23 kg será de R$ 30. A compra adicional do serviço poderá ser feita a qualquer momento após a aquisição da passagem. Em caso de excesso de peso, a Azul manterá a política atual de cobrar por quilo a mais. O valor muda de acordo com a rota. Em um voo entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o valor é de R$ 23 por quilo.

Redução de peso nos voos internacionais

Nos voos da companhia aérea para os Estados Unidos e Europa, a Azul manteve a permissão de despachar duas malas por passageiro, mas reduziu o peso limite de cada volume para 23 kg (atualmente são permitidas duas malas de 32 kg). Os clientes da classe executiva poderão despachar três volumes de 23 kg cada.

Para quem quiser levar mais de duas malas, a companhia anunciou uma redução dos valores cobrados de US$ 150 para US$ 100 por volume adicional.

Para os voos na América do Sul, o limite será de uma mala de até 23 kg por passageiros. As malas adicionais terão o valor de US$ 50, o que, segundo a empresa, representa uma redução no valor pago atualmente que é calculado na forma de quilogramas.

Nova resolução da Anac

As novas regras são possíveis em virtude de uma resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que acabou com a franquia obrigatória de bagagem. Com isso, cada companhia aérea pode definir suas próprias regras para as bagagens.  O ministro dos Transportes, Portos e Aviação, Maurício Quintella, disse em entrevista ao UOL que se os preços das passagens não caírem, a liberação da cobrança de bagagem poderia ser revista.

“Continuaremos com os mesmos serviços, a mesma franquia de 23kg de bagagem e as mesmas facilidades que temos hoje. Nosso diferencial é que, em alguns voos, nossos clientes poderão optar por uma tarifa mais barata ao não despachar suas bagagens”, afirma Antonoaldo Neves, presidente da Azul.

As novas classes tarifárias da companhia serão chamadas de Azul e MaisAzul. A primeira será a que terá o desconto e não terá a franquia de bagagem incluída, enquanto a segunda segue as regras atuais para o despacho de bagagem.

Segundo a Azul, algumas cidades com voos saindo de Campinas já contarão com tarifas reduzidas a partir de amanhã (10). As passagens estarão disponíveis para compra com antecedência mínima de 28 dias. As principais cidades serão:Rio de Janeiro (aeroporto Santos Dumont), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Jaguaruna (SC), Lages (SC), Londrina (PR), Maringá (PR), Navegantes (SC), Passo Fundo (RS), Chapecó (SC), Cascavel (PR), Divinópolis (MG) e Ponta Grossa (PR).

Novas regras da Anac valem a partir do dia 14 de março (Foto: Lucas Lima/UOL)

Latam

A Latam anunciou que ”nos próximos meses” o despacho de uma mala de até 23 kg continuará gratuito, mas que no futuro pretende cobrar R$ 50 pela primeira mala despachada nos voos nacionais.

A regra será válida para todas os bilhetes dos voos domésticos. Com isso, só poderá viajar com bagagem que pagar o valor adicional. O prazo exato para a entrada em vigor da regra não definido, mas deve ocorrer ainda neste ano.

Nos voos para a América do Sul, os passageiros terão direito a uma mala de 23 kg. Para os demais destinos internacionais serão duas malas de até 23 kg.

Gol

A Gol confirmou que irá criar classes de tarifas diferentes para quem viajar com ou sem bagagem despachada. Segundo a companhia, o passageiro poderá adquirir uma passagem que já inclua a bagagem ou comprar o direito de despachar a mala separadamente. O valor da bagagem ainda não foi definido, mas deverá ser calculado por unidade, seguindo as dimensões e peso estipulados.

O valor cobrado para despachar a bagagem também pode variar de acordo com o momento da compra do serviço. Será definido um preço para quem fizer o pagamento antes da data do voo e outro, mais caro, para quem adquirir o serviço no momento do check-in.

Avianca

A Avianca Brasil não começará a cobrança por bagagem despachada já em 14 de março, quando passará a valer a nova regulamentação da Anac. O presidente da companhia, Frederico Pedreira, afirmou que pretende estudar melhor o assunto antes de adotar qualquer tipo de medida. No entanto, Pedreira deixou claro que uma das possibilidade é que a Avianca adotar duas classes de tarifa nos voos domésticos, para quem viaja com ou sem bagagem despachada.

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Aos 9, ela desmontava brinquedos; hoje, procura rachaduras em aviões
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A técnica de ensaios não destrutíveis Núbia Fernandes em ação. Foto: Divulgação/Azul

O nome do cargo é complicado: técnica de ensaios não destrutíveis. Na prática, o que Núbia Moreira Fernandes faz é analisar a estrutura dos aviões para detectar falhas que possam comprometer o funcionamento. Seu trabalho determina se um avião pode ou não decolar.

“São testes para detectar uma trinca na fuselagem, numa pá de hélice”, diz. Quando um avião é encaminhado para revisão (check), os testes verificam ainda se o lixamento feito para tirar a corrosão não afinou a estrutura além dos limites permitidos. Ou para ver se, depois de uma colisão com um pássaro (bird strike), alguma peça ficou danificada. O trabalho ocorre durante a noite, no hangar.

O interesse de Núbia por saber como as coisas funcionam vem desde criança. “Quando eu tinha 9 anos, queria saber por que aparecia aquele bonequinho na tela do Tamagotchi”, diz, sobre o animal de estimação virtual que fez sucesso nos anos 1990. A experiência não deu muito certo, lembra. “Foi frustrante, porque eu queria ver como a imagem aparecia, mas não consegui.”

Núbia Fernandes. Foto: Divulgação/Azul

A curiosidade por tecnologia permaneceu. “Sempre gostei de saber como funciona um software, um motor. Isso é uma coisa que me atrai. Sou uma pessoa da área de exatas”.

A mãe de Núbia, no entanto, queria que ela seguisse carreira na área de medicina. Na tentativa de agradar à mãe sem se afastar de sua própria área de interesse, ela fez um curso de radiologia. As técnicas aprendidas podem ser aplicadas tanto em exames de saúde, como os de ressonância magnética, ou no setor industrial, quando se faz uma radiografia dos aviões para detectar falhas, fissuras e desgastes.

E foi por este caminho que ela seguiu, depois de fazer também curso técnico de ensaios não destrutivos no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. Há cinco anos, ela trabalha na companhia aérea Azul.

Núbia reconhece que não é muito comum ver mulheres na área de manutenção de aviões – ela diz que, em uma equipe de mais de 100 pessoas, aproximadamente dez são mulheres. “Todas são apaixonadas pelo que fazem”, afirma.

A profissional diz não ter sentido nenhuma dificuldade maior em desempenhar sua função por ser mulher. O único desafio enfrentado, em sua opinião, foi o de ganhar a confiança da equipe no início da carreira. “Eu tinha 21 anos quando comecei na área, e tinha que falar com pessoas que trabalhavam com aquilo há 15, 20 anos, que não tinha ficado muito bom, que tinha de refazer. Era complicado, só que mais pela idade do que por ser mulher. Foi só o tempo necessário de adaptação, o tempo para eu mostrar minha capacidade. Tirei de letra.”

Núbia chegou a trabalhar em escritórios e num pet shop antes de seguir carreira na aviação.

Professora virou mecânica

A mecânica Ana Paula Ostroschi. Foto: Divulgação/Azul

Outra funcionária do setor de manutenção também passou por uma área bem diferente antes de chegar ao setor aéreo. Ana Paula Ostroschi foi professora estagiária do ensino fundamental, mas percebeu que não queria dar aulas. Uma prima, que era comissária de bordo, falou para ela fazer o curso.

“Fui na escola de avião e o curso de mecânica me chamou mais a atenção”, diz. “Éramos duas mulheres na classe, eu e uma amiga, a quem eu convenci fazer o curso comigo. No fim ela desistiu e eu permaneci até a conclusão.”

O trabalho de Ana Paula é feito nos intervalos de chegadas e saídas dos aviões no aeroporto. Quando os aviões pousam, é feita uma inspeção externa para verificar se há vazamentos hidráulicos, de combustível, se há algum dano no motor ou na fuselagem. São manutenções rápidas, como uma troca de rodas, abastecimento de óleo e combustível.

“No trânsito, trabalhamos com uma pochete com algumas ferramentas básicas, como chave de fenda, alicate, chave colar, somente para ajustes rápidos em poltronas, motor, equipamentos diversos”.

Ao contrário de Núbia, Ana Paula diz sentir que precisa reafirmar sua competência no dia a dia mais do que outros colegas. Um comentário comum é o de que ela tem mais perfil para ser comissária do que para trabalhar como mecânica de aviões, uma função que muitos consideram ser só para homens.

“Já aconteceu de eu estar abastecendo o motor com óleo e um passageiro ir até um colega e perguntar se era eu a mecânica responsável pelo avião que ele iria voar, com certo ar de espanto no rosto. Então, preconceito ainda vou ter que enfrentar, mas estou preparada”.

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Após extravio de criança, entenda regras para voos de menor desacompanhado
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Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

A história de uma criança que viajou sozinha e, em vez de desembarcar em Vitória (ES), acabou em Curitiba (PR), chamou a atenção no último fim de semana para como é o procedimento de viagem de menores de idade.

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As companhias aéreas trazem informações sobre o assunto em suas páginas na internet – há algumas diferenças entre os serviços oferecidos, inclusive em relação à taxa cobrada, por trecho, pelo acompanhamento da criança ou adolescente. Nas empresas nacionais, a assistência ao menor que viaja sozinho é obrigatória para crianças entre 5 e 11 anos completos.

Latam

Na Latam os valores cobrados são de R$ 129 em voos nacionais, US$ 15 (pouco mais de R$ 51) para rotas dentro do Chile, Argentina e Equador, US$ 25 (cerca de R$ 86) para rotas dentro do Peru, 50.000 pesos colombianos (R$ 55) para rotas dentro da Colômbia e US$ 100 (aproximadamente R$ 344) para rotas nos demais países.

A empresa orienta o passageiro a solicitar o serviço até 48 horas antes do voo, pelos telefones 4002-5700 (capitais), 0300-570-5700 (demais cidades do Brasil) ou 0800-555-500 (atendimento a deficientes auditivos). Um formulário deve ser preenchido com informações sobre os responsáveis na origem e no destino, permissão para hospedar o menor em hotel no caso de atrasos no voo, alergias da criança. O responsável deve permanecer no aeroporto até a confirmação de partida do voo.

Em voos domésticos, a criança recebe uma pulseira com um código que permite o acompanhamento do status da viagem. Cada funcionário envolvido no acompanhamento faz a leitura do código, atualizando as informações, que podem ser acessadas por pais ou responsáveis, pelo celular, computador ou tablet.

Gol

A Gol, aérea envolvida no caso citado acima sobre a criança que viajou para o destino errado, cobra uma taxa de R$ 149 para voos domésticos e US$ 110 (quase R$ 380) para voos internacionais. O serviço só pode ser solicitado pela central de relacionamento (por meio de um formulário disponível no site), ou em uma das lojas da empresa.

Também há um formulário a ser preenchido, que inclui autorização para que a companhia aérea providencie alimentação e pernoite do menor em hotel, se necessário. Se o voo for operado por uma companhia parceira da Gol, o embarque de menores desacompanhados não será permitido.

No caso da criança que foi para o destino errado, a empresa divulgou um pedido de desculpas em que classifica o erro como pontual, informa que “em nenhum momento a criança correu qualquer risco”, e que esteve todo tempo assistida pela tripulação e colaboradores. Afirmou ainda que está adotando medidas para que erros desse tipo não voltem a ocorrer.

A Gol também tem uma pulseira com GPS que pode ser colocada na criança no momento do check-in e permite monitorar cada etapa da viagem.

Azul

A Azul só permite a viagem de crianças entre 5 e 11 anos desacompanhadas em voos domésticos, cobrando uma taxa extra de R$ 130 ou US$ 50 (R$ 172), caso a passagem tenha sido emitida fora do Brasil. Para ter acesso ao serviço, é preciso fazer a solicitação com antecedência mínima de 48 horas, pelo atendimento telefônico: 4003-1118 (capitais) e 0800-887-1118 (demais localidades).

Avianca

A Avianca informa em seu site a cobrança de uma taxa de R$ 100 para a supervisão de menores e pede que o serviço seja solicitado à central de atendimento com, no mínimo, 2 horas de antecedência ao voo.

Aéreas estrangeiras

Companhias aéreas internacionais também oferecem serviço de acompanhamento de menores que viajam sozinhos. Veja algumas opções, com base na informação disponibilizada na página das empresas na internet.

American Airlines

A American Airlines cobra uma taxa de US$ 150 (pouco mais de R$ 500) por trecho. No caso de 2 ou mais menores da mesma família viajando sozinhos nos mesmos voos, a taxa é cobrada uma única vez. Se o voo incluir conexões para outra empresa, conexões em solo ou conexão noturna, a criança não poderá embarcar sozinha.

A aérea dos Estados Unidos também diferencia as situações de acordo com a idade do menor. Crianças de 5 a 7 anos só podem viajar desacompanhadas em voos diretos. De 8 a 14 anos podem pegar rotas com conexão em alguns aeroportos americanos. Adolescentes com idade entre 15 e 17 anos também podem receber auxílio dos funcionários, mas o serviço não é obrigatório.

Air France

Foto: Divulgação/Air France

Foto: Divulgação/Air France

A Air France considera que o menor viaja desacompanhado mesmo se os responsáveis estiverem a bordo, só que em classe diferente. O serviço de assistência tem preços que variam conforme a distância do voo, no caso de viagens internacionais. Em um voo direto, o preço vai de 50 a 80 euros (R$ 180 a R$ 295, aproximadamente). Em uma viagem com conexão, o valor pode chegar a 100 euros (cerca de R$ 370). O responsável só pode deixar o aeroporto depois de receber um SMS com a confirmação da decolagem do avião – isso porque, se o voo for cancelado, a criança pode ser deixada com o responsável durante a espera por um outro voo.

O formulário de autorização para a viagem do menor desacompanhado inclui autorização para a aérea “tomar qualquer ação que considerar necessária para garantir a segurança” da criança, incluindo até mesmo o retorno ao aeroporto de partida. O responsável deve reembolsar a empresa pelos custos envolvidos. Da mesma forma, deve pagar por qualquer dano causado pelo menor durante o voo.

Se o voo tiver conexão de mais de 2 horas, a criança aguarda a nova decolagem em salas específicas para elas nos aeroportos Charles de Gaulle e Orly, em Paris. Nesses espaços, elas podem descansar, ler, assistir a desenhos animados, brincar com jogos, jogar videogame, etc.

Qatar Airways

A página em inglês da Qatar Airways informa sobre a possibilidade de escalar um representante exclusivo da aérea para acompanhar o menor entre 5 e 15 anos durante toda a viagem. A empresa cobra o trecho de volta para o funcionário que prestará o serviço.

Documentação necessária

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), adolescentes com idade entre 12 e 17 anos completos podem viajar desacompanhados independente de autorização dos responsáveis. Essa regra só vale para voos domésticos. Crianças com até 12 anos incompletos precisam de autorização para viajar desacompanhadas.

Nos voos internacionais, o embarque de menor desacompanhado dos responsáveis exige a apresentação de autorização de ambos os pais, com firma reconhecida, conforme estabelecido em resolução do Conselho Nacional de Justiça. O site da Polícia Federal indica a possibilidade de incluir algumas autorizações no passaporte do menor. Por exemplo, para que o menor viaje desacompanhado ou com apenas um dos responsáveis. Essa autorização será válida pelo mesmo período de validade do passaporte.

Correção: foi acrescentada a informação sobre a resolução do CNJ a respeito da autorização para viagem de menor desacompanhado


Férias terão mais de 9.000 voos extras deste fim de semana até o Carnaval
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Todos a Bordo

Saber claramente o que está incluído no preço das passagens facilita a vida do viajante (Foto: Marcelo Justo/FolhaPress)

Companhias recomendam o check-in pela internet (Foto: Marcelo Justo/FolhaPress)

Com a chegada do verão, as festas de final de ano e as férias escolares, as companhias aéreas brasileiras se preparam para colocar em operação mais de 9.000 voos extras.

Os voos adicionais começam já neste final de semana e devem prosseguir até o Carnaval, no final de fevereiro. Serão cerca de 5.000 voos adicionais da Gol, 3.000 da Azul e 1.000 voos da Latam, com um total de mais de 1 milhão de assentos disponíveis. A Avianca deve divulgar a relação de seus voos extras somente na próxima semana.

As rotas devem atender todas as regiões do Brasil, com ênfase maior no Nordeste e Sudeste. No caso dos voos internacionais, os principais destinos serão países da América do Sul e os Estados Unidos.

Gol mudou os elementos gráficos, mas o predomínio do branco segue intocável (Foto: Divulgação)

Gol terá 5.000 voos extras até o final do Carnaval  (Foto: Divulgação)

Gol

A companhia reforçou as operações nos aeroportos das regiões Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que costumam receber grande concentração de passageiros neste período.

Além dos voos extras, em mercados já existentes, a Gol criou 58 rotas para facilitar o deslocamento dos clientes em voos diretos. Entre os destaques, estão as operações inéditas, sem escalas, com decolagens dos aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro (RJ), de Campinas (SP), Curitiba (PR), Londrina (PR), Maringá (PR), Foz do Iguaçu (PR), Porto Alegre (RS), Belém (PA), Cuiabá (MT), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO) e Vitória (ES) com destino às capitais da região Nordeste.

Nas rotas internacionais, a empresa coloca em operação novas opções de rotas para Santiago, no Chile, com saídas do Rio de Janeiro e de Florianópolis (SC). Montevidéu, no Uruguai, terá voos diretos partindo de Salvador (BA).

Aos clientes que viajam para a Argentina, a companhia ampliou o número de frequências com destino a Buenos Aires, com partidas de Florianópolis e Rio de Janeiro.

(Foto: Divulgação)

Novas rotas devem ser concentradas nos aeroportos de Campinas (SP) e Belo Horizonte (MG) (Foto: Divulgação)

Azul

A maior parte da operação da Azul estará concentrada nos aeroportos de Viracopos, em Campinas, e de Belo Horizonte, onde a companhia tem seus dois principais centros de distribuição de voos.

Entre as rotas em destaque, estão os novos mercados temporários que ligarão Viracopos a Belém e São Luís (MA), assim como a inclusão das rotas que conectam Belo Horizonte a Aracaju (SE), Fortaleza (CE) e Natal (RN).

A companhia também ofertará mais voos diários para Florianópolis, Recife (PE), Maceió (AL), Fortaleza, Natal, Cabo Frio (RJ), Porto Seguro (BA) e Ilhéus (BA), além de ligações semanais para diversos outros destinos.

No mercado internacional, a Azul terá voos extras para Fort Lauderdale/Miami, nos Estados Unidos, e Montevidéu e Punta del Este, no Uruguai.

(Foto: Divulgação)

Latam espera transportar um total de 5 milhões de passageiros na alta temporada (Foto: Divulgação)

Latam

Somando os voos regulares e os mais de 1.000 voos extras, a Latam espera transportar cerca de 5 milhões de passageiros durante a alta temporada de verão.

A companhia contará com 800 voos adicionais no mercado nacional, com destaque para o Nordeste, e outros 200 voos extras para o exterior, especialmente para Miami, Orlando e destinos da América do Sul.

A empresa anunciou na última sexta-feira (2) um conjunto de ações para garantir a eficiência das operações. “Antecipamos todas as manutenções programadas para termos uma frota reserva de aviões em caso de necessidade”, afirmou o diretor do Centro de Controle de Operações Aéreas, Samuel di Pietro.

Com isso, a companhia terá seis aeronaves de reserva, sendo três Airbus A320, um Airbus A321, um Boeing 767 e um Boeing 777. Os aviões de reserva devem ficar nos aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília (DF), onde a Latam tem a maior parte dos voos.

Recomendação aos passageiros

Para evitar atrasos de voos com o aumento do fluxo de passageiros nos aeroportos brasileiros, Latam, Gol e Avianca alteraram o tempo limite de check-in de 30 minutos para 40 minutos nos aeroportos de São Paulo (Congonhas e Guarulhos), Rio de Janeiro (Santos Dumont e Galeão) e Brasília.

“Nessa época, há muitos passageiros que não têm o hábito de viajar ou que estão voando pela primeira vez. Alguns podem se atrasar ou se perder dentro do aeroporto e complicar as operações”, afirmou o diretor da Latam.

Para agilizar ainda mais os procedimentos de embarque, as companhias recomendam aos passageiros o check-in antecipado pela internet, celular ou totens de autoatendimento dos aeroportos.

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