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Arquivo : Avianca

Número de passageiros em voos nacionais volta a subir após 2 anos de queda
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Aéreas brasileiras transportaram 89,9 milhões de passageiros em voos nacionais (Getty Images)

Por Vinícius Casagrande

O mercado aéreo brasileiro voltou a crescer no último ano após ter registrado dois anos seguidos de queda. O total de passageiros transportados pelas companhias aéreas em voos nacionais teve alta de 2,7% no acumulado entre janeiro e dezembro de 2017 na comparação com 2016, segundo dados divulgados nesta terça-feira (23) pela Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas).

No último ano, as quatro principais companhias aéreas brasileiras (Gol, Latam, Azul e Avianca) transportaram 89,9 milhões de passageiros em voos domésticos. São 2,4 milhões a mais do que o registrado em 2016. No entanto, o número ainda é de 4,8 milhões a menos do registrado em 2014, quando foram transportados 94,7 milhões de passageiros.

Entre agosto de 2015 e fevereiro de 2017, o mercado nacional acumulou 19 meses consecutivos de queda no volume de passageiros. Com a recuperação a partir de março, o número total de passageiros teve o terceiro melhor resultado anual em 2017 (abaixo de 2014 e 2015, respectivamente), segundo os dados da Abear.

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A recuperação do transporte aéreo no Brasil registrou em dezembro dez meses de crescimento contínuo. Com isso, as companhias aéreas voltaram a investir em novos voos e aumento da capacidade. A oferta de assentos disponíveis registra seis meses seguidos de crescimento.

No mês de dezembro, foram transportados 8,4 milhões de passageiros, um aumento de 5,76% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Foi o segundo melhor dezembro da série história, atrás apenas de 2014, e o segundo melhor mês do ano, perdendo apenas para janeiro.

Com a recuperação, as companhias aéreas aumentaram a capacidade de assentos em 3,38%. Ainda assim, os aviões decolaram com mais passageiros a bordo. O fator de aproveitamento em cada voo teve alta de 1,91 ponto percentual, atingindo o índice médio de 83,29% de ocupação por voo no mês.

Número total de passageiros em voos nacionais:

2013: 88,9 milhões de passageiros

2014: 94,7 milhões de passageiros

2015: 94,6 milhões de passageiros

2016: 87,5 milhões de passageiros

2017: 89,9 milhões de passageiros

Participação das companhias aéreas:

Gol: 36,35%

Latam: 32,74%

Azul: 17,92%

Avianca: 12,99%

Mercado internacional

No mercado internacional, as companhias aéreas brasileiras registram o melhor ano histórico no número total de passageiros transportados no último ano, com o recorde de 8,4 milhões de passageiros e crescimento de 11,7% em relação a 2016.

A oferta registrou expansão de 10,61%, enquanto as empresas tiveram um aproveitamento médio de 84,81% no ano.

Número total de passageiros em voos internacionais transportados por companhias brasileiras:

2013: 6 milhões de passageiros

2014: 6,3 milhões de passageiros

2015: 7,2 milhões de passageiros

2016: 7,4 milhões de passageiros

2017: 8,4 milhões de passageiros

Participação entre as companhias aéreas brasileiras no mercado internacional:

Latam: 74,89%

Gol: 10,75%

Azul: 11,80%

Avianca: 2,56%

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Latam e Azul são companhias aéreas com mais reclamações em 2017, diz Anac
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Latam foi a companhia com maior número de reclamações em 2017, segundo a Anac (Divulgação)

As companhias aéreas Latam e Azul foram as que receberam a maior quantidade de reclamações de passageiros no último ano, segundo um ranking elaborado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O índice das duas empresas é de 18 reclamações para cada 100 mil passageiros transportados.

Na soma de todas as companhias aéreas, foram 12.314 reclamações em 2017, com média geral de 14 casos para cada 100 mil passageiros.

Latam: 18 reclamações para cada 100 mil passageiros (5.479 casos e 30,5 milhões de passageiros transportados)

Azul: 18 reclamações para cada 100 mil passageiros (3.478 casos e 19,5 milhões de passageiros transportados)

Avianca: 12 reclamações para cada 100 mil passageiros (1.179 casos e 9,8 milhões de passageiros transportados)

Gol: 7 reclamações para cada 100 mil passageiros (2.178 casos e 29,1 milhões de passageiros transportados)

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A Anac avaliou também o tempo que cada companhia aérea demorou para responder às reclamações dos passageiros. A Azul foi a mais rápida e a Avianca, a mais lenta. No entanto, quando são analisados os casos efetivamente resolvidos, o ranking se inverte. A Avianca foi a mais eficaz e a Azul, a mais ineficiente.

No resultado final da pesquisa, a Avianca foi a companhia aérea brasileira com maior índice de satisfação entre os passageiros que apresentaram reclamações para a Anac. Já a Azul teve a pior avaliação.

Em resposta, a Azul afirmou que “tem o compromisso de atender seus Clientes com excelência, por meio de um serviço de qualidade, eficiência, presteza e, principalmente, segurança.”

A Latama afirmou que “está empenhada em prestar o melhor serviço aos seus clientes, cumprindo todas as exigências de atendimento, conforme a legislação vigente. ​A companhia reforça, ainda, que mantém um canal aberto para diálogo com todos os seus clientes”.

Azul teve a pior avaliação em pesquisa da Anac (Divulgação)

Tempo de resposta média:

Avianca: 8,55 dias

Gol: 8,19 dias

Latam: 7,85 dias

Azul: 5,09 dias

Índice de solução das reclamações, conforme a avaliação dos consumidores:

Avianca: 77,11%

Latam: 68,79%

Gol: 66,45%

Azul: 53,44%

Índice de satisfação dos consumidores com o atendimento prestado pelas empresas na plataforma Consumidor.gov.br (notas de 1 a 5)

Avianca: 2,96

Gol: 2,65

Latam: 2,54

Azul: 2,08

Segundo a Anac, os dados foram coletados a partir de janeiro de 2017 por meio da plataforma consumidor.gov.br. A Anac afirmou que deve divulgar, ainda no primeiro trimestre deste ano, um relatório detalhado com os assuntos que mais geraram reclamações dos passageiros.

“A divulgação desses dados resultará em maior transparência sobre a qualidade dos serviços prestados pelas companhias aéreas brasileiras, permitindo que o acesso à informação potencialize o poder de escolha dos consumidores e estimule a concorrência”, afirma a agência.

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Mala de mão grande pode ter cobrança adicional (Divulgação/ Crystal Cabin Awards)

Por Vinícius Casagrande

Como forma de evitar o pagamento para despachar uma mala durante as viagens de avião, os passageiros têm optado por levar apenas a bagagem de mão. Alguns viajantes, no entanto, acabam exagerando no tamanho da mala, excedem os padrões estabelecidos pelas companhias aéreas e são pegos de surpresa com a cobrança de uma taxa adicional no momento de entrar no avião.

Quando permitiu a cobrança para o transporte de malas no porão do avião, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aumentou também o peso da bagagem de mão que os passageiros têm direito a levar dentro da cabine. Com as novas regras, o limite da mala de mão passou de 5 kg para 10 kg.

Apesar do aumento do peso permitido, as companhias aéreas também ficaram liberadas para determinar as dimensões máximas das malas a serem transportadas na cabine de passageiros. Para conferir se o tamanho da bagagem está dentro das regras estabelecidas, algumas companhias aéreas criaram um compartimento para medir as malas antes do embarque.

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O modelo é semelhante ao adotado por diversas companhias de baixo custo europeias. Antes de embarcar no avião, o passageiro tem de colocar sua mala dentro de uma caixa. Se ela couber perfeitamente, pode entrar no avião.

Se a mala não entrar nessa caixa, significa que ela é maior do que o tamanho permitido e deverá ser encaminhada para o porão do avião, ficando sujeita às regras de bagagem despachada, o que pode gerar um custo adicional ao passageiro.

As companhias aéreas afirmam que o limites levam em contam as dimensões dos bagageiros internos dos aviões. Se a mala estiver dentro das regras da companhia aérea, mas não houver mais espaço na cabine de passageiros, ela poderá ser despachada no porão do avião, mas sem nenhum custo extra para o passageiro.

Os tamanhos variam para cada empresa. Mas, considerando os menores requisitos para que você possa voar em qualquer companhia nacional, em voos domésticos, estas são as dimensões ideais:

Altura: 55 cm

Largura: 35 cm

Profundidade: 25 cm

Para evitar surpresas na hora do embarque, veja as regras detalhadas de cada companhia aérea nacional para voos domésticos.

Latam mede o tamanho das malas na entrada do avião (Divulgação)

Latam

Na companhia aérea Latam, as dimensões máximas da bagagem de mão são de 55 cm altura x 35 cm de largura x 25 cm de profundidade. A empresa faz a verificação dos parâmetros por meio de um gabarito (caixa) presente no portão de embarque do aeroporto. As malas que não cabem nesse gabarito são enviadas para o porão do avião.

Todas as malas de mão também devem ter peso máximo de 10 kg. A exceção é para os passageiros que compraram bilhetes nas categorias Premium Business e Premium Economy. Nesse caso, o limite máximo é de 16 kg.

Caso a mala de mão tenha de ser encaminhada para o porão do avião por exceder os limites estabelecidos pela Latam, ela passa a entrar nas regras de bagagem despachada. Se o bilhete comprado pelo passageiro não der o direito ao despacho de bagagem, o valor cobrado pela Latam para a primeira mala é de R$ 80, que deverá ser pago ainda no portão de embarque.

Se o passageiro já despachou uma mala no momento do check-in e a bagagem de mão também precisar ser transportada no porão do avião, ela é considerada como segunda mala despachada. Nesse caso, o valor cobrado sobe para R$ 110.

No site da Latam, há uma página com todos os itens que podem ser transportados na cabine de passageiros.

Na Azul, é permitido levar apenas um volume dentro da cabine do avião (Divulgação)

Azul

A Azul permite o embarque de apenas um volume com peso máximo de 10 kg e limite de tamanho de 115 cm, somando-se altura, largura e profundidade da mala. Segundo a empresa, itens pessoais como bolsas, pastas, laptops e até compras nas lojas do aeroporto devem ser colocadas dentro da bagagem de mão. A verificação dos limites é feita pelos funcionários da companhia diretamente no portão de embarque dos aeroportos.

“É comum clientes aparecerem com bagagens que ultrapassam 10 kg, um volume ou os 115 cm permitidos. Por isso, a companhia realiza hoje uma campanha educativa, mas não descarta a possibilidade de, no futuro, cobrar pelo despacho de bagagens que excedem o limite e que, portanto, não cabem nos bins [bagageiros]”, afirma a Azul, em nota.

A Azul possui dois perfis de tarifas, com ou sem o direito ao despacho de bagagem. Segundo a empresa, a franquia só trata de peso e não de quantidade de volumes. Assim, se o passageiro comprou uma tarifa com franquia, tem 23 kg de bagagem em voos domésticos, independentemente do número de volumes.

Qualquer peso acima, é cobrado como excesso de bagagem. Se a tarifa não dá direito ao transporte de bagagem, qualquer peso despachado é cobrado como uma “franquia” de 23 kg. Caso o peso somado das malas seja superior, é cobrado como excesso de bagagem.

O valor do transporte de bagagem depende do meio da compra (site, canais de atendimento telefônico ou diretamente no aeroporto) e varia entre R$ 50 e R$ 60. O excesso de peso é cobrado por quilo excedente e depende da rota do voo. Os valores podem ser consultados diretamente no site da Azul.

A Gol é a companhia aérea que permite as maiores medidas para a mala de mão (Divulgação)

Gol

As bagagens de mão na Gol devem ter tamanho máximo de 55 cm de altura, 40 cm de largura e 25 cm de profundidade e peso de até 10 kg. Além disso, os passageiros também podem levar a bordo artigos pessoais como bolsa, mochilas ou laptops.

O tamanho das malas de mão pode ser conferido pelos funcionários da Gol no momento do check-in, nos balcões de atendimento e no portão de embarque. Nesse último caso, há uma caixa, chamada pela companhia de gabarito, na qual as malas devem ser colocadas para ver se elas estão dentro das dimensões estabelecidas pela companhia aérea.

Caso a bagagem de mão exceda o tamanho determinado pela empresa, terá de ser despachada no porão do avião. O passageiro terá de comprar uma franquia de bagagem. O valor cobrado pela Gol para compras feitas no momento do check-in é de R$ 60.

Se a franquia de bagagem for adquirida com antecedência no site da empresa, canais de autoatendimento ou agências de viagens, o valor é de R$ 30.

Caso a bagagem ultrapasse 23 kg, será cobrado R$ 12,00 para voos nacionais e R$ 15,00 para voos internacionais por quilo excedente. Nenhuma peça pode ultrapassar 45 kg em voos nacionais e 32 kg em voos internacionais.

Além da mala de mão, Avianca permite levar mais um item pessoal (foto: Divulgação)

Avianca

Na Avianca, a bagagem de mão não pode exceder 115 cm no total, com, no máximo, 55 cm de altura, 35 cm de largura e 25 cm de profundidade. Além disso, é permitido embarcar com um item pessoal de 100 cm, com até 45 cm de largura, 35 cm de altura e 20 cm de profundidade.

Os passageiros que embarcam com um bebê de até 23 meses, podem levar até três peças (mala e dois itens pessoais). Em todos os casos, a bagagem de mão deve pesar até 10 kg, somando todas as peças.

As dimensões e peso da bagagem de mão podem ser verificadas pela companhia aérea no momento do check-in ou no portão de embarque do aeroporto. Caso as dimensões e peso sejam excedidos, o passageiro terá de despachar a bagagem. Nesse caso, o valor cobrado pela Avianca é de R$ 60 por peça nos voos nacionais.

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Foto: Getty Images

Por Vinícius Casagrande

Os programas de fidelidade das companhias aéreas podem ajudar a viajar sem gastar muito, e não é preciso ser um viajante frequente para acumular pontos e milhas. As aéreas têm parcerias com diversas lojas e cartões de crédito. Quando você faz alguma compra, ganha pontos nos programas parceiros, que podem ser usados para comprar passagem.

Esses programas ainda são pouco usados no Brasil: apenas 10% dos brasileiros usam algum programa de fidelização, seja de empresas aéreas ou de outros setores, segundo a Abemf (Associação Brasileira de Empresas do Mercado de Fidelização).

Entenda como esses programas programas funcionam e como usá-los para economizar com passagens.

Latam faz parte da aliança global One World (Foto: Divulgação)

1. Os principais programas de fidelidade

As quatro principais companhias do país têm seus próprios programas de fidelidade:

Em todos, os passageiros precisam fazer um cadastro com seus dados pessoais e ganham um número. Basta informar esse número no momento da compra ou do check-in para acumular pontos.

Se o cadastro no programa for feito depois do voo, o passageiro não receberá os pontos e milhas referentes às viagens anteriores. Se já é cadastrado e esqueceu de informar seu número do programa de fidelidade na hora da compra ou do check-in, pode pedir o crédito dos pontos pelos canais de atendimento das empresas.

As companhias também têm parcerias com cartões de créditos e programas de fidelidade de outras empresas brasileiras, como lojas, postos de gasolina, sites de reservas de hotéis e companhias aéreas internacionais, como Walmart, Lojas Renner, Fast Shop, postos Ipiranga e Petrobrás, entre outros.

Algumas aéreas têm cartões de créditos específicos, que levam a marca da companhia, para o acúmulo de pontos e milhas.

Para conseguir acumular milhas mais rapidamente, o ideal é concentrar-se em uma mesma companhia aérea e fazer compras sempre com o cartão de crédito que gera novos pontos.

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2. As alianças de companhias aéreas

Existem três grandes alianças mundiais de companhias aéreas: Star Alliance, One World e Sky Team. A Latam é integrante da One World, com um total de 13 companhias aéreas. A Avianca faz parte da Star Alliance, que tem, no total, 28 empresas.

Quando um passageiro voa em uma das empresas membro da aliança, pode acumular os pontos em qualquer outra companhia que faz parte do grupo. Assim, mesmo que faça um voo pela Japan Airlines, da One World, acumula pontos no Latam Fidelidade. Ao voar pela Air New Zealand, da Star Alliance, os pontos podem ser acumulados no programa Amigo, da Avianca.

Mesmo Gol e Azul, que não fazem parte de uma aliança global, também contam com parcerias individuais. A Gol, por exemplo, tem parceria com 12 companhias aéreas, como Delta, Air France, KLM, Etihad e AirCanada. O Tudo Azul tem como principais parceiros a portuguesa TAP e a norte-americana United Airlines. Essas parcerias funcionam da mesma forma que as alianças. Ao voar da Delta, o passageiro acumula pontos no Smiles, enquanto ao voar pela United Airlines pode somar pontos no Tudo Azul.

Avianca é integrante da maior aliança do mundo, a Star Alliance (foto: Divulgação)

3. Quantas milhas são acumuladas por voo?

Antigamente, as companhias aéreas adotavam uma tabela fixa para o acúmulo de milhas e pontos, de acordo com os locais de origem e destino da viagem. Nos últimos anos, as empresas passaram a adotar um novo sistema que varia de acordo com o valor pago na passagem.

Outra variável é a categoria do cliente dentro do programa de fidelidade. Conforme viaja, o passageiro sobe de categoria e passa a ter direito a mais benefícios. Com isso, também acumula mais pontos a cada viagem. Cada companhia tem uma tabela própria:

Latam: um passageiro da categoria de entrada recebe 2,5 pontos para cada real gasto (excluindo a taxa de embarque) em voos nacionais. Assim, uma passagem que custou R$ 200 dá o direito a 500 pontos. Na categoria Black Signature, o valor da passagem é multiplicado por oito. Consulte aqui a tabela completa.

Azul: O programa Tudo Azul adota formula semelhante, variando entre dois pontos por cada real gasto na passagem na categoria de entrada a até 3,5 pontos por real na categoria principal(principal ou na mais alta?). Veja a tabela completa do Tudo Azul.

Gol: No Smiles, o cálculo de milhas acumuladas também é de acordo com o valor pago no bilhete. As tarifas promocionais e dos feirões têm a proporção de uma milha para cada real gasto. Na tarifa programada, a relação é de dois para um e, na flexível, de três para um.

Avianca: é a única que segue com uma tabela fixa para o acúmulo de pontos em seu programa de fidelidade. Os pontos variam de acordo com a categoria do passageiro dentro do programa e o tipo de tarifa comprada. Nos voos nacionais, a premiação pode variar entre 500 e 3.000 pontos. Veja a tabela completa de pontuação.

4. Transferência de cartão de crédito e outros programas

As companhias aéreas são parceiras de outros programas de fidelidade. Os mais comuns são os de cartões de crédito. Os bancos calculam os pontos dos clientes de acordo com os valores gastos. Cartões com mais benefícios, e geralmente com anuidade mais altas, permitem acumular pontos mais rapidamente.

Nas lojas parceiras, quando o cliente faz uma compra, pode acumular pontos no programa de fidelidade da companhia aérea. Antes do pagamento da compra, o cliente precisa informar o número do programa de fidelidade para que os pontos sejam transferidos para a empresa aérea. As lojas parceiras podem ser consultadas no site de cada programa.

Depois de transferir os pontos das lojas parceiras ou dos cartões de crédito, o cliente pode usar esses pontos para emitir uma passagem aérea.

Cuidado com ‘pegadinhas’!

É comum que tanto os cartões de crédito como as lojas parceiras ofereçam promoções de bônus de pontos e milhas para a transferência para as aéreas. No entanto, antes de sair correndo para aproveitar a promoção é sempre importante ler com atenção as regras.

Na maioria dos casos, o cliente só recebe os pontos bônus caso se cadastre naquela promoção específica. No comércio eletrônico, as empresas também costumam criar um site específico para ativar as promoções de milhas. Quem não segue essas regras recebe apenas os pontos normais. Essa burocracia extra é uma forma de todas as empresas envolvidas avaliarem o retorno da campanha que foi realizada.

Além disso, também pode haver outros tipos de restrições. Alguns cartões de crédito exigem uma quantidade mínima de pontos para a transferência aos programas de fidelidade das companhias. Os valores dependem de cada banco e do tipo de cartão de crédito. Outros programas parceiros também podem cobrar taxas para a transferência. O KM de Vantagens, dos pontos Ipiranga, por exemplo, cobra R$ 31 para transferir 500 km, que viram 1.000 pontos no programa de fidelidade da Latam.

Milhas do programa Smiles podem ser usadas em diversas companhias internacionais (foto: Divulgação)

5. Quantas milhas são necessárias para emitir uma passagem?

As regras para o resgate de passagens aéreas também não seguem uma tabela fixa de acordo com a origem e o destino da viagem. As companhias passaram a permitir que todas os assentos do avião possam ser comprados com o uso de pontos e milhas, mas os valores mudam de acordo com a procura, data do voo e antecedência da compra. Quanto mais cara a passagem estiver, mais pontos ou milhas serão necessários.

“A precificação das passagens aéreas em pontos acompanha o sistema de precificação dinâmica das compras com dinheiro. A quantidade de pontos necessários para resgatar as passagens varia de acordo com a antecedência da sua reserva, o período da viagem, do destino, da rota, os horários dos voos e a disponibilidade de assentos”, afirma a Latam.

Nesse caso, a regra é a mesma utilizada para quem compra com dinheiro: quanto antes o passageiro se programar, menos pontos ou milhas serão necessários para a emissão do bilhete.

No sistema anterior com a tabela fixa de pontos, era mais fácil adquirir passagens dos programas de fidelidade para épocas concorridas do ano, como ano novo e carnaval. Agora, essas passagens estão mais caras nesse sistema. Por outro lado, quem viaja fora da alta temporada e consegue se programar com antecedência pode aproveitar diversas promoções.

Mesmo quando o passageiro ainda não acumulou pontos suficientes para trocar para uma passagem, é possível emitir uma passagem de forma mista. Dessa forma, parte do pagamento é feita com pontos e milhas e o restante em dinheiro.

Exemplo: Um voo da Gol de São Paulo a Salvador (BA) no dia 13 de março, com saída às 6h25, por exemplo, custa R$ 374. O mesmo voo pode ser reservado com 11.700 milhas do programa Smiles. Se o passageiro tiver apenas 5.900 milhas disponíveis, pode completar o pagamento em dinheiro. Nesse caso, utilizaria as 5.900 milhas e pagaria mais de R$ 174.

6. Onde posso comprar uma passagem aérea com pontos ou milhas?

A emissão das passagens com milhas para voos nacionais e internacionais pode ser feita diretamente no site dos programas de fidelidade das companhias aéreas, utilizando os dados de login e senha criados durante o cadastro.

O sistema on-line permite que alguns voos de empresas parceiras ou que façam parte da mesma aliança de companhias aéreas também possam ser reservados diretamente pela internet.

No entanto, caso algum voo não esteja disponível para reserva pela internet, será necessário consultar em alguma loja da empresa aérea ou pelo atendimento telefônico se aquele voo específico pode ser reservado com pontos ou milhas. Nas companhias aéreas parceiras, a quantidade de pontos ou milhas necessários para emitir uma passagem também pode variar, já que a precificação é determinada pela empresa que efetivamente realiza o voo.

O programa Tudo Azul tem como principais parceiras aéreas a TAP e a United (foto: Divulgação)

7. Quando é melhor comprar a passagem com dinheiro ou utilizar as milhas?

Apesar de as companhias aéreas afirmarem que o preço das passagens em pontos ou milhas varia de acordo com a disponibilidade dos assentos no voo, exatamente como acontece com os preços em dinheiro, não existe uma relação direta entre os valores do bilhete. Assim, uma passagem de R$ 200 e outra de R$ 300, por exemplo, podem ter o mesmo valor em pontos ou milhas. Esse cálculo é o grande segredo das companhias aéreas.

O ideal é sempre comparar os preços em real e em pontos e milhas para analisar qual é a mais vantajoso para aquele momento. Além do valor, é preciso ficar atento também ao prazo de validade dos pontos e milhas. Geralmente, eles devem ser utilizado no período máximo de dois a três anos, dependendo da companhia aérea. Quando esse prazo expira, eles perdem a validade.

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Avianca vai cobrar entre R$ 30 e R$ 60 pela bagagem em voo nacional
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Avianca lança nova classe tarifária a partir de segunda-feira (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Avianca Brasil vai ter uma nova faixa de tarifas em seus voos nacionais para as passagens compradas a partir de segunda-feira (25). A tarifa Promo deve ter o preço mais baixo, segundo a empresa, mas sem direito a levar gratuitamente uma mala de até 23 kg.

Se mudar de ideia, o passageiro poderá incluir depois o despacho da bagagem. Se fizer o pedido pela internet até seis horas antes do voo, o valor será de R$ 30. Se deixar para fazer o pagamento no balcão do check-in, o preço subirá para R$ 60.

Em entrevista exclusiva ao Todos a Bordo, o presidente da Avianca, Frederico Pedreira, afirmou que “a tarifa Promo foi desenhada para quem quer viajar sem bagagem”.

Concorrentes começaram a cobrar em junho

As companhias aéreas estão liberadas para cobrar pelo despacho de bagagem desde o final de abril. As concorrentes Azul, Gol e Latam começaram a cobrança em junho. Segundo Pedreira, a demora para a Avianca seguir pelo mesmo caminho ocorreu porque a companhia queria criar um sistema diferente.

“Queríamos mais tempo para pensar em algo que fizesse sentido para a Avianca. O nosso raciocínio era manter o nosso nível de serviço e, por outro lado, também ter a possibilidade de, ao não incluir o despacho de bagagem, ter uma classe tarifária que fosse mais competitiva para trazer para as nossas aeronaves passageiros que viajariam com menos frequência ou não viajariam”, afirma Pedreira.

Na Azul, Gol e Latam, a diferença de preço da passagem com ou sem direito ao transporte de bagagem é de R$ 30. Na Avianca, o presidente da companhia afirmou que a nova tarifa Promo terá uma diferença maior em relação às demais tarifas para o mesmo voo. Segundo ele, no entanto, não é possível precisar um percentual porque essa diferença pode variar de acordo com a época do ano e a antecedência da compra da passagem. “Será uma diferença considerável entre a Promo e a Economy”, afirma.

Outra diferença é que nas épocas de maior procura ou nas passagens vendidas de última hora, quando os preços costumam ser bem mais altos, só serão vendidas passagens das classes tarifárias superiores, que já incluem o transporte de bagagem. “Não faz sentido o passageiro pagar mais de R$ 1.000 e não ter o direito de despachar uma mala”, afirma.

Lanchinho continua igual

A partir de segunda-feira, serão três tipos de tarifas oferecidos pela Avianca: Promo, Economy e Flex. Além do transporte de bagagem, haverá outras diferenças entre elas, como valor das taxas para reembolso ou remarcação do voo e quantidade de pontos acumulados no programa de fidelidade da companhia.

Segundo o presidente da Avianca, a nova classe tarifária da companhia não vai mudar o serviço de bordo atual, com lanches quentes e sistema de entretenimento sem custo adicional. “Os passageiros vão continuar com todos esses benefícios. Essa é a filosofia da Avianca”, afirma.

Crescimento no mercado doméstico e internacional

Mesmo com a retração do mercado de aviação, a Avianca tem crescido cerca de 15%. Neste ano, a empresa já lançou novas rotas e recebeu aviões maiores, do modelo Airbus A330-200.

A empresa também iniciou neste ano suas operações internacionais de longo curso, com voos entre São Paulo e Miami, nos Estados Unidos, e entre São Paulo e Santiago, no Chile.

A partir de 15 de dezembro, a Avianca inaugura sua segunda rota nos Estados Unidos, com o voo diário entre São Paulo e Nova York. “Serão voos noturnos para atender tanto o púbico a lazer como o de negócios”, afirma Pedreira. A Avianca começou na semana passada a venda de passagens para o voo de Nova York.

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Avianca vai começar a cobrar pela bagagem em voo nacional ainda neste ano
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Valores e data exata ainda não foram definidos (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A companhia aérea Avianca é a única que ainda não cobra o despacho de bagagem em voos nacionais, mas isso vai mudar até o final do ano. O vice-presidente da companhia, Tarcísio Gargioni, afirmou que a equipe técnica está fazendo os últimos testes no sistema para dar começar a cobrança. A data exata e os valores que serão cobrados ainda não foram divulgados.

“O conceito de cobrar bagagem é universal e usado em todo o mundo. É um conceito lógico. Quem usa paga, e quem não usa não paga. Temos 40% dos clientes no Brasil que não têm bagagem. Então, por que eles têm de pagar para os outros 60%? Com o tempo, as pessoas vão perceber que quando têm bagagem vão pagar mais, e quando não têm bagagem vão pagar menos”, afirma Gargioni.

O vice-presidente da Avianca afirmou que a empresa aposta na qualidade do serviço para crescer. A companhia tem 14% de participação no mercado brasileiro, atrás de Gol, Latam e Azul. No entanto, quando analisadas somente as rotas em que opera, esse índice sobe para 27%.

Segundo Gargioni, os principais diferenciais da companhia estão exatamente no serviço de bordo, com sanduíches quentes sem cobrança adicional, sistema individual de entretenimento, internet a bordo e mais espaço entre as poltronas. A Avianca descarta totalmente cobrar pela alimentação nos voos.

“No mercado recessivo, o cliente fica mais seletivo. Havia uma lacuna de um serviço diferenciado e mais qualificado. A gente apostou nisso e deu certo. Apostamos em uma qualidade de serviço, com o mesmo preço, e acabamos avançando na nossa participação. Isso nos animou a fazer os investimentos”, diz. A empresa tem criado rotas e adquirido aviões novos, como o Airbus A320neo e o Airbus A330-200.

O vice-presidente da companhia afirma que a aposta na qualidade do serviço gera um aumento dos custos operacionais. Para ter mais espaço entre as poltronas, por exemplo, a Avianca teve de retirar 12 assentos em cada avião. Os Airbus A320 utilizados pela companhia têm capacidade para 174 assentos, mas a empresa utiliza a configuração com 162 poltronas.

“O brasileiro ainda não está acostumado a pagar mais pelo serviço. Temos o equilíbrio dessa fórmula com o fator de ocupação mais alto. É um círculo virtuoso. Eu cobro a mesma coisa, tenho um serviço melhor e, portanto, tenho uma ocupação mais alta, que me cobre o custo. No fim, o cliente viaja pagando a mesma coisa e eu tenho o equilíbrio econômico”, afirma.

Novas rotas

A Avianca também tem apostado em novas rotas nacionais e internacionais para continuar crescendo. Somente neste ano, já abriu novos voos para Navegantes (SC), Foz do Iguaçu (PR), Miami (EUA) e Santiago (Chile). Na última segunda-feira (21), foi a vez de iniciar as operações no aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, ligando o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, com quatro voos diários em cada sentido.

Até o final do ano, a empresa ainda deve ter um voo diário, sem escala, entre São Paulo e Nova York (EUA) e dois voos semanais entre Salvador (BA) e Bogotá (Colômbia) e entre Recife (PE) e Bogotá.

Cerimônia de batismo do voo da Avianca na chegada a Belo Horizonte (foto: Divulgação)

Por que aposta em Salvador e Recife?

Os voos de Salvador e Recife, além do atual de Fortaleza (CE), para a Colômbia foram criados para aproveitar incentivos estaduais com a redução da alíquota do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o combustível.

Atualmente, cada Estado pode definir sua alíquota de ICMS e alguns, como São Paulo, por exemplo, cobram até 25% de imposto sobre o combustível de aviação. Um projeto de lei que tramita no Senado tenta unificar esse valor em todo o país em 12%.

“Se você imaginar que o combustível tem um impacto de 37% nos custos das companhias aéreas, baixando a alíquota de 25% para 12%, essa diferença dá uma redução razoável”, diz o vice-presidente da Avianca.

Para Gargioni, a medida permitirá uma queda nos preços das passagens aéreas. “Baixou o custo, a gente tem condição de baixar um pouco a tarifa para estimular o mercado. Interessa para nós estimular o mercado. Não temos intenção de subir tarifa e tirar do mercado as pessoas que são sensíveis a preço.”

Além disso, a redução do ICMS também pode trazer benefícios ambientais, segundo Gargioni. Para aproveitar preços melhores praticados em determinados Estados, as companhias aéreas abastecem os aviões com mais combustível do que seria o necessário para cumprir determinada rota. O maior peso dos aviões, no entanto, acaba gerando também um consumo maior de combustível.

“Com essa homogenização da alíquota, só vou abastecer aquilo que realmente precisa. Vou decolar com o peso necessário para fazer a segurança do voo, mas não vou gastar combustível para transportar combustível”, afirma.

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Avianca terá voos diretos entre São Paulo e Nova York a partir de dezembro
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Voos entre São Paulo e Nova York serão diários e no período noturno (Foto: Divulgação)

A companhia aérea brasileira Avianca vai começar a operar voos diretos de São Paulo para Nova York a partir de dezembro. Esse será o segundo destino para os Estados Unidos operado pela companhia. A Avianca Brasil iniciou os voos para Miami no último dia 23 de junho.

Segundo o presidente da Avianca, Frederico Pedreira, a nova rota será operada com os aviões Airbus A330-200. Os voos serão diários. Embora os horários ainda não estejam definidos, Pedreira já adiantou que os voos serão noturnos. “É o melhor horário para atender os passageiros de negócio e lazer”, afirma.

A venda de passagens para o novo voo para Nova York deve começar a partir de agosto. No entanto, ainda não há informações sobre as tarifas que serão praticadas pela companhia aérea para a nova rota.

Expansão internacional

O anúncio do lançamento do voo da Avianca faz parte dos planos de expansão internacional da companhia aérea brasileira, que começou com a chegada dos novos aviões Airbus A330-200. A aeronave conta com duas classes na cabine de passageiros. São 32 assentos na classe executiva e mais 206 na econômica.

O voo entre São Paulo e Nova York será a quinta rota internacional da empresa. A Avianca já opera um voo semanal entre Fortaleza (CE) e Bogotá, na Colômbia. Em junho, inaugurou a rota entre São Paulo e Miami. Em agosto, passa a operar dois voos diários entre São Paulo e Santiago, no Chile. Em setembro será a vez de inaugurar os voos semanais entre Salvador (BA) e Bogotá.

Mudanças no programa de fidelidade

A Avianca deve concluir até o final do mês uma grande mudança no seu programa de fidelidade, o Amigo. O presidente da companhia, Frederico Pedreira, afirmou que a intenção é que 100% dos assentos estejam disponíveis para venda com a troca de pontos.

Outra mudança é em relação à política de preço praticada nessa modalidade. Hoje, as rotas têm pontuação fixa e a proposta é que os valores variem de acordo com o preço em real das passagens.

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Quantidade de pontos vai flutuar de acordo com o preço da passagem (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Em Miami (EUA)

A Avianca deve concluir até o final de julho uma grande mudança no seu programa de fidelidade, o Amigo. O presidente da companhia, Frederico Pedreira, afirmou que a intenção é que 100% dos assentos estejam disponíveis para venda com a troca de pontos. Atualmente, são apenas entre 20% e 25% dos lugares do avião.

Outra mudança é em relação à política de preço praticada nessa modalidade. Hoje, as rotas têm pontuação fixa e a proposta é que os valores variem de acordo com o preço em real das passagens. “Se baixar o valor em reais, os pontos automaticamente vão descer para ficarem mais atrativos e deixar o sistema mais fácil”, afirma Pedreira. “Vamos dar mais opções aos nossos clientes para usarem as milhas deles de uma forma mais eficiente”, avalia.

A Avianca tem testado o novo sistema desde o início de maio em dez rotas da companhia. “Até o final do próximo mês, deve estar em toda a nossa malha, incluindo o internacional”, afirma.

Segundo o presidente da companhia, para o voo entre São Paulo e Miami, nos Estados Unidos, que iniciou as operações na última sexta-feira (23), entre 8% e 10% das passagens já são emitidas com pontos do programa Amigo. O índice é bem acima do 3% nos voos nacionais da companhia.

Melhorar o programa Amigo tem sido um dos objetivos atuais da Avianca. Em recente pesquisa feita pela própria companhia com seus passageiros, esse foi o item que recebeu a pior avaliação.

A Avianca também tem priorizado as melhorias do programa após o ingresso da companhia na rede Star Alliance. Os passageiros que acumulam pontos no programa Amigo podem utilizá-lo para compra de passagem nas 25 empresas que fazem parte da aliança.

Cobrança de bagagem ainda não foi definida

Em meio à polêmica liberação para a cobrança de bagagem despachada – medida já implementada pelas concorrentes Azul, Gol e Latam –, o presidente da Avianca afirma que ainda estão sendo feitos estudos internos para definir quais procedimentos serão adotados.

Pedreira adiantou que a medida deve entrar em vigor na companhia no final do ano. “Queremos criar uma nova classe tarifária que não inclui o despacho de bagagem, com preços realmente atraentes para conquistar novos clientes, mas ainda estamos estudando como fazer isso”, diz.

Avianca fez primeiro voo para Miami na última sexta-feira (23) (Foto: Divulgação)

Expansão internacional

Depois de realizar seu primeiro voo internacional de longo curso, entre São Paulo e Miami, a Avianca se prepara agora para expandir suas atividades para outros destinos internacionais.

A empresa deve iniciar nesta quarta-feira (28) as vendas de passagens para os dois voos diários que terá, a partir de 7 de agosto, entre São Paulo e Santiago, no Chile. O voo da manhã será operado com os novos Airbus A330-200, os mesmos utilizados nos voos para Miami, enquanto o voo da noite será operado com os Airbus A320 que a companhia utiliza nos voos domésticos.

Até o final do ano, a empresa deve inaugurar mais uma rota internacional. O novo destino ainda não foi escolhido e deve ser anunciado até agosto. Segundo o presidente da Aviancal, o que já foi definido é que novo voo terá como destino um país do continente americano. Buenos Aires, na Argentina, é um desejo da companhia, mas um acordo bilateral entre os dois países não permite a criação de novos voos.

Atualmente, a Avianca já opera um voo semanal entre Fortaleza (CE) e Bogotá, na Colômbia, e ainda neste ano deve ter outro voo semanal entre Salvador (BA) e Bogotá.

A expansão internacional da Avianca começou com a chegada dos novos aviões Airbus A330-200. A aeronave conta com duas classes na cabine de passageiros. São 32 assentos na classe executiva e mais 206 na econômica.

Miami recebe 71 voos semanais do Brasil

A estreia da Avianca nos voos de longo curso ocorreu no destino que tem mais voos a partir do Brasil. São 71 ligações semanais saindo de diversas cidades brasileiras para Miami. Apesar da forte concorrência, o presidente da companhia acredita no crescimento do mercado e no suporte da Avianca Colômbia, que opera voos para a cidade norte-americana desde os anos 1940.

“Miami é o maior mercado ponto a ponto. A maioria dos passageiros faz o voo de São Paulo a Miami, sem conexão. Seja do ponto de vista operacional ou comercial, a marca Avianca é muito forte aqui em Miami. Isso vai ajudar nossa presença aqui”, afirma Pedreira.

Crescimento no mercado doméstico

A Avianca também tem expandido suas operações no mercado brasileiro. Além dos três novos Airbus A330-200 (um ainda está para chegar), a empresa já recebeu neste ano seis novos aviões Airbus A320.

Com isso, a empresa abriu duas novas bases de operação no país, em Foz do Iguaçu (PR) e Navegantes (SC). Na última semana, a Avianca também iniciou as vendas para os quatro voos diários entre São Paulo e Belo Horizonte (MG). As operações devem começar no dia 21 de agosto.

Apesar da expansão, o presidente da Avianca afirma que a empresa não tem “a menor intenção de se tornar a maior companhia aérea brasileira”. Pedreira afirma que a meta é manter entre 15% e 17% do mercado nacional. “O importante é ter rotas rentáveis e poder oferecer o melhor produto para os passageiros”, afirma.

Segundo dados apresentados pelo presidente da companhia, enquanto outras empresas tiveram retração, a Avianca teve crescimento de 14% no número de passageiros transportados no último ano.

O jornalista viajou a Miami a convite da Avianca

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EUA discutem liberação de telefonemas em voos. Você é contra ou a favor?
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Foto: Getty Images

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E se você e todos os outros passageiros pudessem ligar para quem quisessem, a qualquer hora, durante o voo? Isso seria bom ou ruim?

Pois essa discussão está em andamento nos Estados Unidos, onde o Departamento de Transportes quer que as companhias aéreas informem o passageiro com antecedência se chamadas de voz são permitidas a bordo. O órgão afirma que o objetivo é proteger os clientes de serem “expostos involuntariamente” a telefonemas dentro de aviões.

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O departamento também abriu um período de consulta popular para saber se deve simplesmente proibir as chamadas de voz nos voos feitos dentro dos Estados Unidos, ou internacionais que saiam do país, ou que tenham os EUA como destino. As opiniões podem ser enviadas até fevereiro.

Quem é contra

Até agora, muitos comentários negativos foram registrados. “Pior. Ideia. De todos os tempos”, diz um deles. “Vai ser o caos”, resume outro. “Aviões lotados não são lugar para ser forçado a ouvir conversas pessoais”, afirma um terceiro. “Por favor, NÃO permita ligações por wi-fi no avião. Voar já é uma experiência estressante”, acrescenta outro comentário.

Quem é a favor

Houve também quem se manifestasse a favor. “Sou piloto e apoio totalmente o uso da tecnologia no avião. As pessoas devem ter discernimento ao falar quando estiverem sentadas perto de alguém no avião. É uma questão de bom senso”.

Novas situações –como lidar?

Mais do que bom senso, um cenário em que as pessoas sejam liberadas para falar ao celular durante o voo poderá exigir outras medidas, como treinamento dos comissários para lidar com situações hoje inexistentes –por exemplo, um passageiro que se sinta incomodado pela conversa do outro.

Pesquisa: maioria foi contra ligações em voos

Não é a primeira vez que a discussão vem à tona entre os norte-americanos. Há três anos, quando as autoridades também estavam considerando acabar com as restrições a chamadas durante os voos, uma pesquisa da agência de notícias Associated Press indicou que 48% dos entrevistados eram contrários à iniciativa e 19% eram a favor.

Entre os que viajam de avião com frequência, a oposição foi ainda maior: 78%.

Avianca permite ligações via app

Com as companhias aéreas brasileiras investindo em tecnologia, a discussão também deve chegar por aqui. Recentemente, Gol e Avianca anunciaram a instalação de internet a bordo de seus aviões e a Latam também estuda a opção.

Em dois aviões da frota da Avianca é possível fazer chamadas de voz utilizando aplicativos pela internet. A companhia lançou o sistema em caráter de testes em setembro deste ano, de forma gratuita. Os planos são de ampliar a disponibilidade do serviço em 2017. Pesquisas estão sendo feitas com os clientes para avaliar a aceitação do sistema.

A Gol anunciou seu serviço de wi-fi a bordo pouco depois da Avianca. Até agora, sete aviões estão equipados com a tecnologia e a previsão é que toda a frota esteja equipada até outubro de 2018. Por enquanto, o serviço também está sendo oferecido sem cobrança. A empresa informa que sua rede de wi-fi é estruturada somente para uso de dados, excluindo a possibilidade de chamadas de voz.

A Latam, quando ainda não havia adotado o novo nome, chegou a operar um sistema de telefonia via satélite. O serviço foi descontinuado em 2014 porque o custo de roaming era muito alto, minando o interesse dos passageiros pelo serviço.

Atualmente, o uso do telefone celular para ligações normais só é permitido após a abertura das portas dos aviões –o que é informado a bordo, mas frequentemente ignorado pelos passageiros. A Gol autorizada a liberar o uso de celular a partir do momento em que o avião toca o solo.

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Após extravio de criança, entenda regras para voos de menor desacompanhado
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Foto: Getty Images

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A história de uma criança que viajou sozinha e, em vez de desembarcar em Vitória (ES), acabou em Curitiba (PR), chamou a atenção no último fim de semana para como é o procedimento de viagem de menores de idade.

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As companhias aéreas trazem informações sobre o assunto em suas páginas na internet – há algumas diferenças entre os serviços oferecidos, inclusive em relação à taxa cobrada, por trecho, pelo acompanhamento da criança ou adolescente. Nas empresas nacionais, a assistência ao menor que viaja sozinho é obrigatória para crianças entre 5 e 11 anos completos.

Latam

Na Latam os valores cobrados são de R$ 129 em voos nacionais, US$ 15 (pouco mais de R$ 51) para rotas dentro do Chile, Argentina e Equador, US$ 25 (cerca de R$ 86) para rotas dentro do Peru, 50.000 pesos colombianos (R$ 55) para rotas dentro da Colômbia e US$ 100 (aproximadamente R$ 344) para rotas nos demais países.

A empresa orienta o passageiro a solicitar o serviço até 48 horas antes do voo, pelos telefones 4002-5700 (capitais), 0300-570-5700 (demais cidades do Brasil) ou 0800-555-500 (atendimento a deficientes auditivos). Um formulário deve ser preenchido com informações sobre os responsáveis na origem e no destino, permissão para hospedar o menor em hotel no caso de atrasos no voo, alergias da criança. O responsável deve permanecer no aeroporto até a confirmação de partida do voo.

Em voos domésticos, a criança recebe uma pulseira com um código que permite o acompanhamento do status da viagem. Cada funcionário envolvido no acompanhamento faz a leitura do código, atualizando as informações, que podem ser acessadas por pais ou responsáveis, pelo celular, computador ou tablet.

Gol

A Gol, aérea envolvida no caso citado acima sobre a criança que viajou para o destino errado, cobra uma taxa de R$ 149 para voos domésticos e US$ 110 (quase R$ 380) para voos internacionais. O serviço só pode ser solicitado pela central de relacionamento (por meio de um formulário disponível no site), ou em uma das lojas da empresa.

Também há um formulário a ser preenchido, que inclui autorização para que a companhia aérea providencie alimentação e pernoite do menor em hotel, se necessário. Se o voo for operado por uma companhia parceira da Gol, o embarque de menores desacompanhados não será permitido.

No caso da criança que foi para o destino errado, a empresa divulgou um pedido de desculpas em que classifica o erro como pontual, informa que “em nenhum momento a criança correu qualquer risco”, e que esteve todo tempo assistida pela tripulação e colaboradores. Afirmou ainda que está adotando medidas para que erros desse tipo não voltem a ocorrer.

A Gol também tem uma pulseira com GPS que pode ser colocada na criança no momento do check-in e permite monitorar cada etapa da viagem.

Azul

A Azul só permite a viagem de crianças entre 5 e 11 anos desacompanhadas em voos domésticos, cobrando uma taxa extra de R$ 130 ou US$ 50 (R$ 172), caso a passagem tenha sido emitida fora do Brasil. Para ter acesso ao serviço, é preciso fazer a solicitação com antecedência mínima de 48 horas, pelo atendimento telefônico: 4003-1118 (capitais) e 0800-887-1118 (demais localidades).

Avianca

A Avianca informa em seu site a cobrança de uma taxa de R$ 100 para a supervisão de menores e pede que o serviço seja solicitado à central de atendimento com, no mínimo, 2 horas de antecedência ao voo.

Aéreas estrangeiras

Companhias aéreas internacionais também oferecem serviço de acompanhamento de menores que viajam sozinhos. Veja algumas opções, com base na informação disponibilizada na página das empresas na internet.

American Airlines

A American Airlines cobra uma taxa de US$ 150 (pouco mais de R$ 500) por trecho. No caso de 2 ou mais menores da mesma família viajando sozinhos nos mesmos voos, a taxa é cobrada uma única vez. Se o voo incluir conexões para outra empresa, conexões em solo ou conexão noturna, a criança não poderá embarcar sozinha.

A aérea dos Estados Unidos também diferencia as situações de acordo com a idade do menor. Crianças de 5 a 7 anos só podem viajar desacompanhadas em voos diretos. De 8 a 14 anos podem pegar rotas com conexão em alguns aeroportos americanos. Adolescentes com idade entre 15 e 17 anos também podem receber auxílio dos funcionários, mas o serviço não é obrigatório.

Air France

Foto: Divulgação/Air France

Foto: Divulgação/Air France

A Air France considera que o menor viaja desacompanhado mesmo se os responsáveis estiverem a bordo, só que em classe diferente. O serviço de assistência tem preços que variam conforme a distância do voo, no caso de viagens internacionais. Em um voo direto, o preço vai de 50 a 80 euros (R$ 180 a R$ 295, aproximadamente). Em uma viagem com conexão, o valor pode chegar a 100 euros (cerca de R$ 370). O responsável só pode deixar o aeroporto depois de receber um SMS com a confirmação da decolagem do avião – isso porque, se o voo for cancelado, a criança pode ser deixada com o responsável durante a espera por um outro voo.

O formulário de autorização para a viagem do menor desacompanhado inclui autorização para a aérea “tomar qualquer ação que considerar necessária para garantir a segurança” da criança, incluindo até mesmo o retorno ao aeroporto de partida. O responsável deve reembolsar a empresa pelos custos envolvidos. Da mesma forma, deve pagar por qualquer dano causado pelo menor durante o voo.

Se o voo tiver conexão de mais de 2 horas, a criança aguarda a nova decolagem em salas específicas para elas nos aeroportos Charles de Gaulle e Orly, em Paris. Nesses espaços, elas podem descansar, ler, assistir a desenhos animados, brincar com jogos, jogar videogame, etc.

Qatar Airways

A página em inglês da Qatar Airways informa sobre a possibilidade de escalar um representante exclusivo da aérea para acompanhar o menor entre 5 e 15 anos durante toda a viagem. A empresa cobra o trecho de volta para o funcionário que prestará o serviço.

Documentação necessária

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), adolescentes com idade entre 12 e 17 anos completos podem viajar desacompanhados independente de autorização dos responsáveis. Essa regra só vale para voos domésticos. Crianças com até 12 anos incompletos precisam de autorização para viajar desacompanhadas.

Nos voos internacionais, o embarque de menor desacompanhado dos responsáveis exige a apresentação de autorização de ambos os pais, com firma reconhecida, conforme estabelecido em resolução do Conselho Nacional de Justiça. O site da Polícia Federal indica a possibilidade de incluir algumas autorizações no passaporte do menor. Por exemplo, para que o menor viaje desacompanhado ou com apenas um dos responsáveis. Essa autorização será válida pelo mesmo período de validade do passaporte.

Correção: foi acrescentada a informação sobre a resolução do CNJ a respeito da autorização para viagem de menor desacompanhado