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Arquivo : American Airlines

Que tal passar no raio-X do aeroporto sem ter que tirar o laptop da mala?
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Sistema usa tomografia computadorizada para inspecionar malas de mão (Divulgação)

Passar pelo raio-x do aeroporto é uma das partes mais chatas para quem viaja de avião. É preciso tirar o laptop da mala, colocar todos os líquidos – de até 100 ml – em um plástico transparente e, muitas vezes, esperar em uma longa fila. Mas essa “rotina” pode mudar em breve. Os Estados Unidos começaram a testar na última semana no aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, um novo sistema de escâner de bagagem de mão para ser utilizado nos aeroportos do país.

O novo equipamento funciona como uma tomografia computadorizada, que permite aos agentes de segurança terem uma visão mais precisa dos itens dentro das malas dos passageiros. Com o aparelho, as autoridades de aviação afirmam que os processos de inspeção de segurança poderão ser mais ágeis.

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Com o sistema atual, os passageiros são obrigados a retirar líquidos e laptops da mala de mão, e a fila do raio-x fica mais lenta. A substituição das máquinas de raio-x por equipamentos de tomografia computadorizada permitirá que esses itens permaneçam dentro da bagagem de mão durante todo o tempo. É que os agentes de segurança podem ter uma visão 3D dos itens dentro da mala e girar a imagem em todas as direções. O atual sistema de raio-x permite apenas uma visão 2D estática.

Novo equipamento gera imagens 3D para os agentes de segurança (Divulgação)

O novo equipamento de tomografia computadoriza faz centenas de imagens semelhante ao raio-x em todas as direções, criando uma imagem em 3D. Segundo a American Airlines, o sistema aplica algoritmos sofisticados para a detecção de explosivos, armas de fogo e outros itens proibidos em bagagem de mão. O equipamento já é utilizado para inspecionar as malas que são transportadas no porão do avião.

A empresa afirma que o uso da tecnologia de tomografia computadorizada melhora significativamente a capacidade de detecção de ameaças nos postos de controle. “Essa parceria nos permite implementar rapidamente uma nova tecnologia e ver uma melhora imediata na eficácia da segurança”, afirma David Pekoske, administrador da TSA (Administração da Segurança do Transporte, na sigla em inglês).

Itens proibidos na mala de mão

Apesar da melhora na inspeção das bagagens de mão, não há informações se recipientes com mais de 100 ml poderão ser liberados no futuro nos Estados Unidos. Atualmente, frascos que levem líquidos, géis ou pastas e tenham capacidade superior a 100 ml só podem ser transportados nas malas que são despachadas no check-in e viajam no porão do avião.

Em voos nacionais dentro do Brasil, não há essa restrição em relação à quantidade de líquidos. “Em voos internacionais, existe restrição para o transporte de quaisquer líquidos e géis que estiverem em embalagens com mais de 100 ml, e o limite máximo de líquidos a ser transportado deve caber em uma embalagem plástica transparente de no máximo um litro com fechamento hermético (tipo ziplock)”, afirma a Anac.

Além disso, é proibido levar na bagagem de mão armas, objetos cortantes como facas, lixas, cortadores de unhas, barbeadores, ferramentas ou pinças, substâncias explosivas, venenos, ácidos, gás comprimido, tacos de beisebol ou de bilhar, entre outros.

Desde o dia 30 de junho, os Estados Unidos também restringiram o transporte dentro da bagagem de mão de produtos em pó em recipientes maiores que 350 ml. Esses produtos só podem ser transportados na mala despachada.

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Boeing 777 da American Airlines. Foto: Santiago Rodrigues Fonto/Getty Images

Por Vinícius Casagrande

As companhias aéreas norte-americanas dominam a lista de maiores empresas de aviação do mundo. Elas ocupam as quatro primeiras colocações do ranking de empresas com o maior número de aviões. Entre as 20 maiores, oito são dos Estados Unidos. Na sequência, aparecem as companhias aéreas chinesas, com três empresas.

A Latam, resultado da fusão da TAM com a LAN, ocupa a 11ª colocação entre as maiores companhias aéreas do mundo. Somando a frota das nove empresas do grupo, que atualmente operam com o mesmo nome, são 308 aviões em operação. A Latam Brasil é a líder dentro do grupo, com 142 aeronaves.

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O ranking das maiores companhias aéreas do mundo reúne algumas empresas que são pouco conhecidas no Brasil. É o caso, por exemplo, da SkyWest USA. A empresa tem na frota apenas aviões de menor porte e presta serviço para subsidiárias regionais das grandes companhias aéreas dos Estados Unidos. O ranking ainda conta com duas gigantes do transporte de cargas, como a Federal Express e a UPS.

Veja o ranking das cinco maiores companhias aéreas do mundo em número de aviões: 

Empresa tem quase 1.000 aviões na frota (foto: Divulgação)

1º lugar: American Airlines (952 aviões)

São 952 aeronaves em operação atualmente. Fundada em 15 de abril de 1926 para o transporte de correspondência para os correios dos Estados Unidos, a empresa passou a focar no transporte de passageiros em 1934 com a chegada do avião DC-3. Atualmente, a empresa voa com 11 modelos diferentes de aviões. Entre eles, há 20 Embraer 190.

O modelo mais usado pela American Airlines, no entanto, é o Boeing 737. São 304 aviões da versão 737-800 e mais nove da recente versão 737 MAX8. A companhia também tem modelos da europeia Airbus e da McDonnell Douglas.

A Delta surgiu como empresa de pulverização agrícola e hoje é uma das maiores do mundo (Foto: Divulgação)

2º lugar: Delta Airlines (877 aviões)

A segunda maior companhia aérea do mundo foi criada em 1924 para prestar serviços de pulverização aérea em regiões agrícolas. Atualmente com 877 aviões na frota, a Delta transporta cerca de 160 milhões de passageiros por ano.

A empresa voa com 12 modelos diferentes de aviões. O mais utilizado é o Boeing 737, com 184 aviões. São dez da versão 737-700, 77 da versão 737-800 e 97 da versão 737-900. O segundo modelo mais popular é o McDonnell Douglas MD-80/90. Os aviões do modelo começaram a ser entregues em 1987. São 105 da versão MD-88 e 53 MD-90.

Boeing 787 da United Airlines (Divulgação)

3º lugar: United Airlines (753 aviões)

Em 1927, o fundador da fabricante de aviões Boeing, William Boeing, criou uma companhia aérea própria, chamada Boeing Air Transport, para prestar serviços aos correios dos Estados Unidos. Anos mais tarde, a empresa se tornaria a United Airlines, atualmente a terceira maior companhia aérea do mundo com 753 aviões.

Seguindo suas raízes históricas, os aviões da Boeing são maioria na frota da companhia aérea. São 589 aviões da Boeing e 164 da Airbus. O modelo mais popular é o Boeing 737, sendo 40 737-700, 141 737-800, 148 737-900 e quatro 737 MAX9.

Frota da Southwest é composta 100% de aviões modelo Boeing 737 (Divulgação)

4º lugar: Southwest Airlines (716 aviões)

A Southwest Airlines é a maior companhia aérea low-cost do mundo. Criada em 1967, até abril deste ano, a empresa nunca havia registrado um incidente com morte. A história mudou quando uma janela foi quebrada, e uma passageira morreu sugada parcialmente para fora do avião durante o voo. Pouco mais de 15 dias depois, outro avião da Southwest enfrentou problemas com a quebra de uma janela. Dessa vez, não houve vítimas.

A grande maioria dos voos da Southwest é para destinos dentro dos Estados Unidos, com alguns voos também para ilhas do Caribe e México. A frota da empresa é composta 100% de aviões Boeing 737, sendo 506 da versão 737-700, 195 da versão 737-800 e 15 novos 737 MAX8.

China Southern é a maior companhia aérea chinesa (Divulgação)

5º lugar: China Southern (552 aviões)

Maior companhia aérea chinesa, a China Southern ocupa o quinto lugar no ranking das empresas com maior quantidade de aviões do mundo. Foi criada em 1988 a partir da fusão de diversas companhias aéreas chinesas. A empresa tem voos para mais de 200 destinos no mundo.

A frota da China Southern é formada por dez modelos de aviões. Ela é uma das 13 companhias aéreas do mundo a voar com o maior avião de passageiros do mundo, o Airbus A380, configurado, em média, para 500 passageiros. Assim como nas demais companhias que lideram o ranking, o modelo mais popular é o Boeing 737, com 192 aviões. No entanto, há uma forte concorrência com a rival Airbus. A companhia chinesa também tem 127 aviões Airbus A320.

Veja o ranking completo das 20 maiores companhias aéreas do mundo:

1º – American Airlines (EUA): 952 aviões
2º – Delta Airlines (EUA): 877 aviões
3º – United Airlines (EUA): 753 aviões
4º – Southwest Airlines (EUA): 716 aviões
5º – China Southern (China): 552 aviões
6º – China Eastern (China): 466 aviões
7º – Skywest (EUA): 456 aviões
8º – Ryanair (Irlanda): 442 aviões
9º – Air China (China): 407 aviões
10º – Federal Express (EUA): 405 aviões
11º – Latam (América do Sul): 308 aviões
12º – EasyJet (Reino Unido): 298 aviões
13º – Lufthansa (Alemanha): 293 aviões
14º – Turkish Airlines (Turquia): 276 aviões
15º – British Airlines (Reino Unido): 270 aviões
16º – Ana (Japão): 257 aviões
17º – Emirates Airlines (Emirados Árabes Unidos): 257 aviões
18º – JetBlue (EUA): 246 aviões
19º – UPS (EUA): 241 aviões
20º – Aeroflot (Rússia): 232 aviões

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American Airlines cancela voos no Brasil e amplia rotas na Argentina
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Empresa reduzirá frequências e cancelará rotas no Brasil (Santiago Rodrigues Fonto/Getty Images)

A American Airlines anunciou o cancelamento de diversos voos da companhia ligando o Brasil aos Estados Unidos. As mudanças começam a valer a partir de 21 de agosto. Alguns voos serão completamente extintos, enquanto outros terão diminuição da frequência semanal.

Segundo a American Airlines, os passageiros que já compraram bilhetes para os voos que serão cancelados poderão solicitar a mudança para viajar por outros voos operados pela companhia, que poderão ser feitos em conjunto com empresas parceiras. Outra opção é solicitar o reembolso integral da passagem. O contato pode ser feito pelo telefone (11) 3004-5000.

O anúncio acontece poucos dias após a empresa comemorar a aprovação, pelo Congresso Nacional, do acordo de céus abertos entre Brasil e Estados Unidos.

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O acordo acaba com a limitação de voos entre os dois países e era defendido como uma forma de aumentar a oferta de voos, o que reduziria o preço das passagens. A decisão da companhia aérea norte-americana, no entanto, vai pelo caminho oposto com a redução de oferta em diversas cidades.

As mudanças da American Airlines no Brasil são:

São Paulo – Miami: atualmente, há três voos diários, sendo dois noturnos e um diurno; a partir de 21 de agosto de 2018, o voo diurno deixa de existir.

Belo Horizonte – Miami: cancelamento da rota a partir de 21 de agosto de 2018.

Rio de Janeiro – Nova York: atualmente, há voos diários; a partir de 21 de agosto, a frequência passa a ser de cinco voos por semana. Haverá voos sazonais diários durante o verão, operando até 16 de março de 2019. Depois disso, este voo só operará sazonalmente a partir de dezembro de 2019.

São Paulo – Los Angeles: redução de cinco para quatro vezes por semana a partir de 19 de dezembro de 2018.

Rio de Janeiro – Dallas: cancelamento do voo a partir de 19 de dezembro de 2018.

Lenta recuperação da economia

Segundo a American Airlines, o cancelamento ocorre por causa da lenta recuperação da economia brasileira.

“Estamos apenas gerenciando nossa capacidade no Brasil em resposta às condições de mercado que não se recuperaram tão rapidamente quanto esperávamos. A American Airlines avalia sua rede com base na oferta e demanda em cada rota, garantindo nosso sucesso a longo prazo frente a concorrência global”, afirma a companhia em comunicado.

Crescimento na Argentina e Colômbia

Enquanto a American Airlines reduz seus voos no Brasil, a empresa aumenta sua presença em outros mercados da América do Sul, como Argentina, Colômbia e Guiana. Os novos voos devem começar a partir de dezembro deste ano.

Na Argentina, as novas rotas serão entre Buenos Aires e Los Angeles e entre Córdoba e Miami. Na Colômbia, o novo voo ligará a cidade de Pereira a Miami. Na Guaiana, os voos a partir da capital Georgetown também terão como destino Miami. A companhia anunciou ainda um voo entre Oaxaca (México) e Dallas (EUA).

Efeitos do acordo de céus abertos ainda vão demorar

A American Airlines afirmou que, apesar da recente aprovação do acordo de céus abertos entre Brasil e Estados Unidos, os efeitos práticos da medida ainda vão demorar para aparecer. Veja abaixo a íntegra do comunicado da empresa.

“Embora o acordo de Céus Abertos entre o Brasil e os Estados Unidos tenha sido ratificado pelo Senado brasileiro em março e pela Câmara dos Deputados em dezembro, ainda existem algumas medidas para que o acordo entre em vigor. Até lá, o impacto total da política de Céus Abertos não será sentida.

Há muito tempo defendemos a aprovação de uma política de Céus Abertos entre os dois países uma vez que esse tipo de acordo já provou proporcionar um grande número de benefícios aos consumidores, como mais voos e frequências, novas rotas, preços mais baixos e aumento de oferta de serviços. Além disso, os acordos ajudam a desenvolver o setor e fomentar o crescimento econômico por meio do aumento no tráfego de passageiros, no turismo e na geração de empregos.

Apesar da adaptação de nossa capacidade em resposta às condições de mercado no Brasil, estamos ansiosos para a implementação total do acordo de Céus Abertos e os muitos benefícios para clientes, o setor de companhias aéreas e o país como um todo.”

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Iam de 1ª classe “gravar clipe”, mas aérea desconfiou de tráfico de menina
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A funcionária Denice Miracle e o policial Tood Sanderson suspeitaram do caso (Divulgação)

Uma funcionária de check-in da companhia aérea American Airlines impediu o embarque de duas adolescentes, de 15 e 17 anos, em um voo de Sacramento, na Califórnia, para Nova York, nos Estados Unidos, após desconfiar que elas poderiam ser vítimas de tráfico de pessoas para exploração sexual. O caso aconteceu no último verão dos Estados Unidos (meio do ano passado), mas só foi divulgado agora pela companhia aérea.

As adolescentes viajavam sozinhas, sem qualquer documento (o que não é permitido para embarcar), com passagem só de ida na primeira classe e pouca bagagem. O bilhete havia sido comprado por um homem, utilizando um cartão de crédito fraudulento. “Um alerta vermelho foi acionado imediatamente”, afirmou a American Airlines em comunicado.

“Elas tinham várias sacolas pequenas. Pareceu para mim que elas estavam fugindo de casa. Elas se olhavam como se estivessem com medo e ansiosas. Tive a sensação de que alguma coisa simplesmente não estava certa”, afirmou no comunicado a funcionária Denice Miracle, que atendeu as adolescentes no balcão de check-in.

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Com a suspeita de que havia algo de errado, Denice acionou a polícia de Sacramento. Aos policiais, as meninas disseram que haviam conhecido um homem pela rede social Instagram identificado apenas como Drey.

O homem as convidou para um final de semana em Nova York e ofereceu US$ 2.000 (R$ 6.460) para um trabalho de modelo e participação em um videoclipe de música.

As meninas confirmaram que foram ao aeroporto sem o conhecimento dos pais e teriam ficado chocadas quando os policiais disseram que elas tinham apenas passagem de ida para Nova York, o que aumentou as suspeitas de que elas estavam sendo vítimas de um golpe.

Após terem sido impedidas de fazer o check-in, as meninas ligaram para Drey para avisar que não poderiam embarcar no voo. Depois desse contato, o homem não atendeu mais as ligações das adolescentes e apagou seu perfil na rede social.

“Na minha opinião, o que iria acontecer é que elas iriam para Nova York e se tornariam vítimas de tráfico sexual. Elas disseram que não deixariam isso acontecer, e eu disse que provavelmente elas não teriam escolha”, afirmou o xerife Todd Sanderson, que atendeu a ocorrência, à rede de TV Fox News.

Os policiais levaram as adolescentes de volta para casa e informaram os pais sobre a suspeita de que as meninas seriam vítimas de uma tentativa de tráfico humano. A polícia não divulgou novas informações sobre as investigações do caso.

“Estamos orgulhosos da Denice e como ela colocou em prática seu treinamento para salvar essas duas meninas. Ela é a prova do papel crítico que os membros da nossa equipe de frente enfrentam todos os dias na operação e como isso afeta a vidas das pessoas com quem eles entram em contato”, afirmou em comunicado a gerente-geral da American Airlines no aeroporto de Sacramento, Aleka Turner.

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American vai pôr mais passageiros no avião, mas diz que não vai apertá-los
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Empresa afirma que o limite entre os assentos é de 76 cm (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Em Dallas (EUA)

O CEO da American Airlines, Doug Parker, afirmou que a companhia vai aumentar o número de passageiros por avião, mas que isso não vai reduzir ainda mais o espaço entre as poltronas dentro de seus aviões. Segundo o executivo, o limite estabelecido pela empresa é de uma distância de, no mínimo, 76 cm entre as poltronas. “Não vamos reduzir o espaço além disso”, diz.

A companhia área tem feito a reconfiguração interna de seus aviões para ter o mesmo padrão tanto nas aeronaves provenientes da US Airways como da própria American Airlines – as duas empresas realizaram a fusão no final de 2013.

No caso do Airbus A321, por exemplo, os aviões originários da American Airlines tinha capacidade para 181 passageiros, enquanto os que eram da US Airways contavam com 187 assentos. Com a reconfiguração interna, todos os aviões do modelo passam a ter capacidade para 190 passageiros.

O aumento do número de lugares dentro dos aviões, segundo a companhia, é possível com o uso de assentos mais finos.

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Mesma quantidade de aviões, mais capacidade de passageiros

Com 1.544 aviões em operação nas rotas domésticas e internacionais, a companhia aérea norte-americana American Airlines tem planos de aumentar sua oferta de assentos sem alterar a quantidade de aviões. Para isso, a empresa tem realizado desde 2014 uma forte renovação de sua frota.

A principal mudança está na aquisição de aeronaves maiores tanto para as rotas domésticas como internacionais. No mercado dentro dos Estados Unidos, a estratégia da empresa é ter mais aviões com capacidade entre 161 e 200 passageiros, reduzindo a quantidade de aviões entre 99 e 160 assentos.

Em 2014, a empresa tinha 587 aviões com capacidade entre 99 e 160 lugares. Esse número deve cair para cerca de 200 aeronaves em 2021. Por outro lado, o número de aviões entre 161 e 200 assentos deve subir de 245 unidades para cerca de 600 aviões.

Outra novidade é chegada dos novos aviões Boeing 737 MAX. A companhia recebeu nesta quinta-feira (28) a primeira aeronave da nova família de jatos comerciais da fabricante norte-americana. A American Airlines tem encomenda para 100 aeronaves desse modelo, que devem ser entregues ao longo dos próximos cinco anos.

A tendência de utilizar aviões maiores também deve ocorrer nas rotas de longa duração. As aeronaves com capacidade entre 201 e 250 passageiros vão ser reduzidas de 111 unidades para cerca de 50 até 2021, enquanto os aviões com mais de 250 assentos devem mais do que dobrar, passando de 40 unidades em 2014 para aproximadamente 100 aviões em 2021.

Desde que começou a sua renovação da frota, a American Airlines já recebeu 496 novos aviões. No mesmo período, a companhia aposentou 469 aeronaves antigas. Atualmente, a frota da companhia tem uma idade média de dez anos.

Plano de frota da American Airlines para 2021:

150 a 200 jatos regionais de até 98 passageiros (eram 328 em 2014)

400 a 450 jatos regionais configurados com duas classes de cabine (eram 238 em 2014)

200 aviões entre 99 e 160 passageiros (eram 587 em 2014)

600 aviões entre 161 e 200 passageiros (eram 245 em 2014)

50 aviões entre 201 e 250 passageiros (eram 111 em 2014)

100 aviões acima de 250 passageiros (eram 40 em 2014)

Mais eficiência e novas receitas

Com a renovação da maior frota de aviões entre todas as companhias aéreas do mundo, a American Airlines busca operar com mais eficiência para reduzir seus custos e aumentar a capacidade de passageiros.

O CEO da companhia apresentou dados que apontam que, entre 1978 e 2013, o lucro total da American Airlines naquele período foi de US$ 1 bilhão. Desde 2014, no entanto, a rentabilidade da companhia tem apresentado resultados bem melhores. Nos últimos quatro anos, o lucro acumulado da companhia saltou para US$ 19,2 bilhões.

Além de aumentar o número de passageiros, a companhia também busca novas receitas com a venda de serviços adicionais, como a reserva antecipada de assento, o despacho de bagagem nos voos domésticos ou o acesso à conexão wi-fi dentro dos aviões.

Para o presidente da American Airlines, Robert Isom, a cobrança por esses serviços extras permite que a companhia reduza o preço das passagens aéreas para competir em melhores condições com as companhias norte-americanas de baixo custo.

“O que estamos fazendo agora não é um corte de custos, mas combinar um preço do produto com a expectativa do cliente. Isso nos permite competir melhor. O cliente pode voar pela American com o preço de low cost e ter alguns benefícios adicionais”, afirma.

Além da venda de serviços extras, a companhia aérea também tem adotado a estratégia de criar novas classes de cabine a bordo de seus aviões, especialmente nas aeronaves maiores. A classe Premium Economy, categoria intermediária entre a econômica e a executiva, por exemplo, atualmente está presente em 26% dos aviões de dois corredores da empresa. A previsão é que todos os aviões dessa categoria tenham a classe Premium Economy até o final do próximo ano.

União com a Latam

Com uma forte presença no Brasil – atualmente são 72 voos semanais no país – e na América do Sul, a American Airlines tem a expectativa de concluir o processo de joint-venture com a Latam até o ano que vem.

O acordo já foi aprovado em diversos mercados operados pelas duas companhias aéreas, como Colômbia, Peru e Uruguai. No Brasil, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) já emitiu parecer positivo.

Para que o negócio seja concretizado, no entanto, ainda falta a aprovação das autoridades chilenas e do acordo de céus abertos entre o Brasil e os Estados Unidos. “O resultado será de crescimento do mercado, aumento da oferta e redução dos preços”, afirma Joe Mohan, vice-presidente de Alianças e Parcerias da American Airlines.

O jornalista viajou a convite da American Airlines.

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Aéreas voltam atrás e terão refeição grátis na classe econômica –nos EUA
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American Airlines oferecerá lanches de graça em duas rotas nos EUA a partir de maio. Foto: divulgação

As companhias aéreas nos Estados Unidos estão querendo atrair passageiros pelo estômago. Para tentar superar a concorrência – ou pelo menos brigar em condições semelhantes –, algumas empresas estão retomando a prática de oferecer lanches de graça a bordo.

A American Airlines anunciou esta semana que o serviço de comida grátis para a classe econômica será retomado a partir de maio. A decisão ocorre depois de a Delta Air Lines ter voltado a servir lanches de graça a bordo este mês.

A United Airlines é a única grande aérea norte-americana que continua cobrando pela comida.

“Oferecer refeições de cortesia na classe econômica é outro passo que estamos tomando para melhorar nosso serviço neste mercado competitivo”, disse o vice-presidente de marketing global da American Airlines, Fernand Fernandez.

A cortesia, no entanto, será oferecida somente nos voos entre Los Angeles e Nova York, e entre San Francisco e Nova York.

A Delta também liberou a alimentação gratuita apenas em algumas rotas de longa distância nos Estados Unidos.

Entre as opções que estarão disponíveis a partir de maio para quem viajar pela American Airlines, dependendo da duração do voo, estão sanduíches ou wraps, batata frita, fruta e queijo. Atualmente, a aérea serve sem cobrar, em alguns voos, petiscos como mini pretzels e bebidas não alcoólicas. Lanches maiores, refeições e bebidas alcoólicas podem ser comprados.

No Brasil

No final de 2016, a Latam anunciou que implantaria este ano um novo sistema de venda de passagens em voos domésticos prevendo a cobrança da alimentação a bordo. Até mesmo a água poderia ser cobrada, afirmou a empresa à época.

Nos voos nacionais, as aéreas geralmente servem salgadinhos e pequenos lanches, além de bebidas, sem custo adicional para os passageiros. Em alguns casos, como o da Gol, é possível encontrar opções mais variadas no menu – pagando por isso.

A grande discussão no Brasil neste momento gira em torno da cobrança por malas despachadas. As aéreas até já definiram quanto e como vão cobrar pelo serviço, mas uma liminar da justiça suspendeu a cobrança que estaria liberada a partir desta terça (14). O governo federal tenta derrubar a decisão.

Cobrança de extras

Nos Estados Unidos, apesar de usar a comida grátis como um atrativo para fidelizar o cliente, as aéreas cobram por vários outros itens, como bagagem despachada e até a bagagem de mão.

A mesma American Airlines adotou recentemente a chamada tarifa econômica “básica”, que não permite ao passageiro nem mesmo colocar uma mochila no compartimento acima das poltronas.

A United também disse que vai adotar a nova classe tarifária, e já aponta em sua página na internet as dimensões máximas permitidas para a bagagem de mão – a ser colocada embaixo do assento da frente.

A Delta já tem uma classe econômica “básica” desde 2015, que não tem tantas restrições em relação a malas, mas que limita a escolha de assentos.

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Quanto custa viajar do Rio a Nova York na classe executiva, como Eike?
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Boeing 777 da American Airlines. Foto: Santiago Rodrigues Fonto/Getty Images

Boeing 777 da American Airlines. Foto: Santiago Rodrigues Fonto/Getty Images

O empresário Eike Batista foi preso nesta segunda-feira (30) ao desembarcar no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Ele voltou de Nova York (EUA) no voo 973 da American Airlines, na classe executiva.

Uma passagem de ida e volta entre os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e JFK, em Nova York, na classe executiva pode custar mais de R$ 30 mil.

As tarifas variam de acordo com as datas escolhidas e com quanta antecedência a passagem é comprada. O blog fez algumas buscas aleatórias de voos diretos para dar uma ideia dos valores.

Uma passagem comprada de última hora, para uma viagem rápida, com ida em 30 de janeiro e volta no dia seguinte (31) sai por R$ 33.376, já com as taxas.

Uma viagem com duração de uma semana, saindo também nesta segunda-feira (30) e retornando no dia 6 de fevereiro, sai por R$ 34.178.

Se for possível programar com alguma antecedência uma viagem entre os dias 18 de fevereiro e 3 de março, a tarifa cai para R$ 18.981.

Quem puder programar agora a viagem das férias de julho, paga menos na executiva, mesmo viajando na alta temporada. O voo direto de ida e volta, com saída em 1º de julho e retorno no dia 23 do mesmo mês fica em R$ 11.650.

Tela mostra valor de passagem ida e volta do Rio de Janeiro a Nova York pela American Airlines. Foto: reprodução

Tela mostra valor de passagem ida e volta do RJ a Nova York pela American Airlines. Foto: reprodução

Comodidades

O avião usado pela American Airlines na rota direta entre os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e John F. Kennedy, em Nova York, segundo a assessoria de imprensa da companhia aérea, é um Boeing 777-200, que não tem primeira classe. É possível fazer um tour pelo interior do avião.

Na classe executiva, entre as comodidades oferecidas estão assentos totalmente reclináveis, fones de ouvido antirruídos e acesso direto ao corredor em todas as poltronas – você não precisa incomodar quem está ao lado para poder se levantar, ir ao banheiro, etc.

Os passageiros têm ainda acesso a um snack bar com lanches e bebidas. As refeições são personalizadas de acordo com o destino, e têm como base receitas preparadas por chefs estrelados. E pode esquecer os utensílios de plásticos: tudo é servido em pratos de porcelana.

As facilidades começam antes mesmo de entrar no avião, com acesso ao lounge da aérea, prioridade no check-in, na área de segurança e no embarque. Mesmo se o cliente chegar atrasado ao portão de embarque, pode furar a fila para entrar antes dos demais.

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Nova tendência? Econômica “básica” não dá direito a usar bagageiro do avião
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Foto: Getty Images

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A companhia aérea American Airlines anunciou esta semana como funcionará sua nova classe tarifária, a econômica “básica”, que estará disponível a partir do mês que vem. A nova tarifa não permite nem mesmo colocar uma bagagem no compartimento acima dos assentos. Será possível embarcar somente com uma bolsa ou mochila pequena que caiba no espaço embaixo da poltrona.

Quem levar mala maiores, terá de despachar o objeto e pagar por isso. Se o passageiro chegar ao portão de embarque com bagagem que não caiba sob o assento, terá de pagar o preço por mala despachada (US$ 25) e mais uma taxa de US$ 25 por item (um total de aproximadamente R$ 160).

A empresa não informou qual deve ser a faixa de preço dos bilhetes comprados pelo novo sistema. Inicialmente, a tarifa econômica básica será disponibilizada para 10 aeroportos dos Estados Unidos. Os planos são de ampliar a venda futuramente para todo o país e também para destinos internacionais próximos dos EUA, como a região do Caribe, segundo informação da agência Associated Press.

A American Airlines disse que a expansão da classe tarifária para outros mercados terá como base o interesse dos passageiros. “Estamos sempre avaliando a combinação certa de produtos, que pode ser alterada dependendo da demanda dos clientes”.

Não há previsão de que os voos para o Brasil ofereçam a tarifa básica. Lembrando que as novas regras sobre cobrança de bagagem ainda não entraram em vigor por aqui.

Dimensões da bagagem

Nos Estados Unidos, a Delta Air Lines já oferece uma passagem básica desde 2015, que não é tão restrita em relação à bagagem de mão, mas limita a escolha de assento. A United Airlines também anunciou recentemente que vai implantar a nova classe tarifária e passará a cobrar a taxa extra do passageiro que tiver comprado a passagem mais barata e chegar para o embarque com mala.

O site da United aponta as diferenças entre a bagagem de mão e o item pessoal que vai embaixo da poltrona. A bagagem de mão deve ter no máximo 22 cm (lateral) x 35 cm (largura) x 56 cm (altura), incluindo puxador e rodinhas. O item pessoal (bolsa, mochila, bolsa para notebook, etc) pode ter dimensões de até 22 cm x 25 cm x 43 cm.

As empresas esperam que a triagem de malas ocorra antes do embarque, já que as aeromoças não serão obrigadas a monitorar os itens que os passageiros colocaram no compartimento de bagagens.

Classe econômica da American Airlines. Foto: Divulgação

Classe econômica da American Airlines. Foto: Divulgação

Tendência

Ao seguir a tendência da tarifa básica, a American Airlines quer fazer frente a aéreas de baixo custo, como afirmou o presidente da companhia, Robert Isom.

“A American Airlines agora tem algo a oferecer para cada cliente, daquele que quer uma viagem simples, com preço baixo, ao que busca uma experiência premium na primeira classe”, disse Isom, em comunicado. “E o mais importante, esta nova tarifa também dá à American condições para competir de forma mais eficaz com o número cada vez maior de aéreas de ultra baixo custo”.

O presidente da United Airlines, Scott Kirby, por sua vez, disse que a segmentação de assentos no avião (com a criação de novas classes tarifárias, como a econômica básica) pode render US$ 250 milhões (cerca de R$ 800 milhões) à empresa este ano e US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 1,6 bilhão) no ano que vem.

Famílias podem ficar separadas 

As restrições da nova tarifa da American Airlines, assim como as que serão adotadas pela United, também atingem a seleção de assentos. O local onde o passageiro vai ficar durante o voo será definido de forma aleatória, no momento do check-in.

A American Airlines afirma que o sistema de reservas tentará manter crianças menores de 13 anos junto com um adulto da família. Quem preferir, poderá pagar para escolher a poltrona 48 horas antes do voo.

Os clientes que compraram a passagem econômica básica também serão os últimos a embarcar e não poderão conseguir upgrade. Alterações de voo e reembolso não são permitidos.

Quem comprar uma passagem econômica básica terá direito às mesmas bebidas não alcoólicas e snacks servidos a todos os clientes da classe econômica. A aérea afirmou que não tem planos de alterar as poltronas ou o interior de seus aviões por causa da nova classe tarifária.

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Associação pede recall de uniformes de aeromoças por reação alérgica
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Imagem do vídeo de divulgação do novo uniforme da AA

Imagem do vídeo de divulgação do novo uniforme da AA

A companhia aérea American Airlines mudou os uniformes de mais de 70 mil funcionários em setembro deste ano. A mudança de visual, no entanto, está sendo problemática.

Empregados têm reclamado de dores de cabeça, irritação nos olhos, coceira e problemas respiratórios atribuídos ao novo modelo. Depois de receber mais de 1.600 reclamações, a associação dos comissários de bordo da empresa americana resolveu pedir um recall dos uniformes.“O crescente número de relatos de reações suspeitas, provocadas por contato direto e indireto com o uniforme, levou a APFA [Associação de comissários de bordo profissionais, na sigla em inglês] a pedir que todos os uniformes sejam recolhidos até a conclusão de testes adicionais em conjunto com a companhia”, diz um comunicado divulgado a funcionários na última semana.

“A American Airlines tem trabalhado com especialistas e testado extensivamente as peças do novo uniforme para garantir que atendam todos os padrões químicos e toxicológicos. A companhia está totalmente empenhada e trabalha continuamente com seus colaboradores para solucionar qualquer questão relacionada ao assunto”, afirma a empresa, em comunicado.

O jornal americano “Dallas Morning News” informou que três testes já foram realizados, todos com resultado normal. Uma nova avaliação deverá ser feita em conjunto com a associação de funcionários. A companhia aérea também está oferecendo testes dermatológico aos que tiverem sido afetados – o objetivo é identificar pontos em comum entre os que relataram problemas. Uma visita ao depósito do fabricante Twin Hill também está prevista, segundo o jornal.

Para a associação de funcionários, as medidas não descartam a necessidade de recall. “A companhia reafirmou seu comprometimento em continuar a realizar testes em conjunto com a APFA para determinar o que está causando essa situação, mas isso deixa de fora um recall completo. Achamos que uma solução que exclui um recall dos uniformes falha em proteger adequadamente nossos membros”.

Modelo antigo

Até agora 600 funcionários solicitaram versões do uniforme confeccionadas com outro tecido que não a lã e outros 200 foram autorizados a voltar a usar os modelos antigos. No final de novembro, a associação divulgou resultados iniciais de um teste independente detectando a presença de produtos químicos comumente encontrados em pesticidas, fungicidas e fertilizantes. As substâncias estavam dentro dos limites regularmente aceitáveis.

Em comunicado enviado ao Todos a Bordo, a diretoria de Relações Públicas da empresa controladora da Twin Hill afirmou que “a segurança e o conforto de nossos uniformes foi e sempre será nossa maior prioridade”. O comunicado cita os resultados das análises realizadas. “Testes extensivos conduzidos por laboratórios independentes nos uniformes da American Airlines não levantaram preocupações em relação à segurança”.

Segundo a rede de TV americana CNN, o fornecedor já esteve envolvido em problemas com uniformes da Alaska Airlines, que acabou recolhendo as peças em 2014. Um grupo de funcionários da empresa entrou com um processo alegando que as reações alérgicas eram resultado de um produto químico. A justiça rejeitou as alegações.

Veja vídeo divulgado pela American Airlines com os bastidores da sessão de fotos para o lançamento do uniforme:

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Passageiro pega o voo errado nos EUA e vai parar a 2.000 km de distância
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Imagem: Getty Images

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Um passageiro desatento embarcou em um avião errado no aeroporto de Sacramento, no Estado da Califórnia, nos EUA, e foi parar a mais de 2.000 km de distância de seu destino original.

Fernando Giron pretendia fazer uma viagem de pouco mais de uma hora até a cidade californiana de Los Angeles, mas acabou voando por mais de três horas até chegar a Dallas, no Estado do Texas.

O problema ocorreu quando os dois voos faziam o embarque no mesmo horário, em portões vizinhos. “Olhei no monitor de informações, vi o portão e pensei que estava no lugar certo”, afirmou Giron à rede de televisão CBS.

Ao apresentar o cartão de embarque aos funcionários da American Airlines, o documento foi escaneado e o embarque foi autorizado, sem que ninguém percebesse o engano. O assento marcado também estava livre e o passageiro sentou-se tranquilamente.

Espanto geral

Giron só notou que havia embarcado no avião errado quando, já em voo, o piloto começou a passar informações sobre a viagem que deveria ser para Los Angeles. “Foi quando o piloto anunciou que o tempo estava limpo e que seria um voo suave até Dallas”, disse.

O passageiro conta que ao comunicar a tripulação sobre o engano o espanto foi geral. “Todos estavam chocados e eles não tinham explicação para o que havia acontecido”, relatou.

Em um comunicado à rede CBS, a American Airlines afirmou que está investigando o caso. “Estamos ciente do incidente e investigando com a nossa equipe de Sacramento como isso aconteceu. O setor de relações com os consumidores entrará em contato diretamente com o passageiro”, disse o comunicado.

Questão de segurança

Com o embarque no voo errado, Giron perdeu a reunião de negócios que faria em Los Angeles. Mais do que isso, no entanto, a grande preocupação dele é em relação à segurança. “Isso é uma questão de segurança nacional porque eles não sabem exatamente quem está a bordo do avião”, afirmou.

O passageiro espera conseguir remarcar a reunião e não perder o negócio que pretendia fechar em Los Angeles. Da próxima vez, no entanto, não pretende ir de avião. “Agora, vou dirigindo”, disse.

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