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787, A380: como a Boeing e a Airbus escolhem os nomes de seus aviões?
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Boeing 787 foi o último modelo lançado pela fabricante norte-americana (Imagem: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

As duas principais fabricantes de aviões comerciais do mundo adotam um curioso padrão para escolher o nome de seus aviões comerciais. Os nomes dos jatos da Boeing sempre começam e terminam com o número 7, como os modelos 737, 747 e 787. No caso da Airbus, o primeiro número é 3 e o último é 0, com os aviões A320, A330 e A380.

Segundo a própria Boeing, a história sobre o surgimento do padrão estabelecido para o nome dos seus jatos comerciais é uma das questões mais frequentes feitas aos historiadores da empresa. Embora haja muitas teorias sobre sua origem, o padrão foi criado de uma maneira bastante simples.

Durante anos, uma das teorias mais difundidas no meio da aviação era de que o primeiro avião da série, o 707, teria recebido esse nome por ser o valor correspondente ao seno do ângulo de enflechamento das asas do avião (ângulo formado entre as asas e a fuselagem do avião). Para isso ser verdade, o ângulo da asa teria de ser de 45º, enquanto o Boeing 707 tem um enflechamento de 35º, cujo seno é 0,573.

A teoria de que o número 7 foi escolhido baseado na superstição de que traria sorte também não corresponde à realidade. A definição desse padrão surgiu pela necessidade de uma melhor organização dentro da empresa após a 2ª Guerra Mundial.

Com diversos modelos militares, a Boeing queria ampliar seu portfólio de aviões e aumentar sua participação na aviação comercial e em outros setores. O departamento de engenharia decidiu, então, nomear os novos modelos de aviões em blocos de 100, de acordo com cada área. Assim, os 300 e 400 ficaram reservados para aviões militares, os 500 para motores, os 600 para mísseis e foguetes e, finalmente, os 700 para os jatos de transporte.

Depois de vários estudos para desenvolver um jato comercial de transporte de passageiros, assim que o primeiro modelo ficou pronto o departamento de marketing da Boeing considerou que o nome 700 não tinha impacto e optou pelo nome 707. Adotando a mesma estratégia, o segundo avião recebeu o nome de 717.

Desde então, o padrão estabelecido nunca mais foi abandonado. A Boeing já desenvolveu também os modelos 727, 737, 747, 757, 767, 777 e o mais recente 787. Já há algumas especulações de que a empresa possa estar com a intenção de criar um novo avião, o 797. Depois disso, ainda não se sabe como a Boeing daria o nome aos seus novos aviões.

A única exceção a esse padrão foi o Boeing 720, um avião de curto alcance derivado do 707, tanto que a Boeing chegou a chamá-lo de 707-020. No entanto, para agradar a United Airlines, a Boeing decidiu mudar o nome do avião. “A United estava muito interessada no 707-020, mas tinha decidido usar o Douglas DC-8. Para ajudar a United a evitar qualquer problema de relações públicas ao voltar para o 707, a Boeing mudou o nome do 707-020 para 720”, conta Mike Lombardi, historiador da Boeing em um blog da empresa.

Airbus A380 interrompeu a sequência numérica da Airbus (Foto: Divulgação)

Airbus

Criada em 1970 para concorrer com a Boeing no mercado de aviões comerciais, a Airbus adotou estratégia semelhante à sua rival na hora de batizar seus jatos de transporte de passageiro, substituindo apenas o dígito do meio.

O primeiro avião da fabricante europeia foi também o primeiro jato comercial bimotor de fuselagem larga (avião de dois corredores e três fileiras de assentos) da história. Para evidenciar seu tamanho, a Airbus usou a capacidade máxima de passageiros no nome do avião. Assim, o jato da Airbus recebeu o nome de A300.

Dez anos depois do lançamento do A300, a Airbus apresentava seu segundo avião comercial, batizado, então, de A310. O padrão se repetiria nos lançamentos futuros, com os A320, A330 e A340.

A sequência numérica foi quebrada com o lançamento do A380, o maior avião de passageiros do mundo. A Airbus queria evidenciar uma característica única do avião, seus dois andares completos de ponta a ponta do avião. O número 8 foi o escolhido por representar esses dois andares.

Quando o mais novo avião da Airbus foi apresentado, a fabricante retomou a sequência de onde havia interrompido. Assim, o mais moderno jato da Airbus recebeu o nome de A350. Quando lançar seu próximo jato, provavelmente será chamado de A360, mas ainda não há previsão para que isso aconteça.

A Airbus também tem algumas exceções, como o A319 e o A321, mas eles são considerados parte da famílias de avião A320. A diferença está basicamente na capacidade de passageiros de cada um deles.

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Avião russo Irkut MC-21 já iniciou testes em solo (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Mais um jato comercial concorrente dos Boeing 737 e Airbus A320 se prepara para decolar pela primeira vez. O avião russo Irkut MC-21 já iniciou a fase de testes em solo, mas ainda não tem data definida para seu primeiro voo, que deve ocorrer ainda neste ano.

Nas últimas semanas, o russo Irkut MC-21 é o segundo avião concorrente que deve entrar no segmento mais popular de aviões comerciais do mundo, de corredor único e utilizados para voos de curta e média distância. No início do mês, o avião chinês Comac C919 levantou voo pela primeira vez.

O primeiro protótipo do avião russo está em fase de testes de solo, estágio preparatório para o voo inaugural. Outros dois aviões do mesmo modelo já estão em produção na fábrica da empresa em Irkutsk, na região russa da Sibéria.

Os testes iniciais servem para checar os sistemas do avião e o comportamento do avião em solo. Segundo a empresa, os testes estão sendo realizados na sede da empresa e estão dentro do cronograma previsto.

O modelo utilizado nos primeiros testes é o MC-21-300, o maior da nova família de jatos comerciais russo, com capacidade entre 163 e 211 passageiros. A empresa planeja também a produção do MC-21-200, versão menor com capacidade entre 132 e 165 passageiros, mas ainda sem data para entrar em produção. O novo avião russo terá autonomia de voo entre 6.000 km e 6.400 km.

Irkut MC-21-300 terá capacidade entre 163 e 211 passageiros (Foto: Divulgação)

Custos menores

Para conquistar o mercado, a aposta dos russos está na economia operacional. Segundo a Irkut, a aeronave será até 15% mais eficiente que os rivais e terá custos operacionais 20% menores. Os novos aviões poderão sair de fábrica com duas opções de motores, os norte-americanos Pratt&Whitney 1400G ou os russos UEC PD-14.

Oficialmente, os preços dos aviões russos Irkut MC-21 ainda não foram divulgados, mas executivos da empresa já afirmaram que ele deve custar entre 15% e 20% a menos que os principais concorrentes. O Boeing 737-800 tem valor de US$ 98,1 (R$ 321 milhões) e o Airbus A320 custa US$ 99 milhões (R$ 324 milhões).

O jato comercial chinês tem uma estratégia ainda mais agressiva e pode custar até metade de seus principais concorrentes. O Comac C919 tem um preço estimado de US$ 50 milhões (R$ 163 milhões).

Fábrica da Irkut fica na cidade de Irkutsk, na região russa da Sibéria (Foto: Divulgação)

Mercado interno

Embora apresentado como um potencial concorrente ao Boeing 737 e ao Airbus A320, o jato russo tem atraído clientes somente dentro da própria Rússia. Até o momento, são 175 encomendas do novo avião, grande parte para companhias aéreas russas. Somente a Aeroflot é responsável por 50 pedidos do novo avião.

Além de concorrer com os jatos da Boeing e Airbus, o Irkut MC-21 também deve ser utilizado como substituto dos antigos aviões Tupolev Tu-204  e TU-154. Há mais de 20 anos que a Rússia não produz aviões para uso comercial de transporte de passageiros.

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Jato comercial chinês fez primeiro voo no início de maio (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O mercado chinês conquistou o mundo com o baixo preço de seus produtos. É com essa mesma estratégia que a China pretende desafiar as maiores fabricantes de avião do mundo, como a Boeing e a Airbus. O novo jato chinês Comac C919, que fez o primeiro voo de testes no início do mês, pretende conquistar novos mercados apostando no seu baixo custo.

A expectativa é que o avião chinês custe cerca de metade de seus dois principais concorrentes. O C919 tem um preço estimado de US$ 50 milhões (R$ 155 milhões), enquanto o Airbus A320 tem preço de US$ 99 milhões (R$ 306 milhões). O Boeing 737-700 custa US$ 82,4 milhões (R$ 255 milhões).

O C919 é o primeiro avião comercial desenvolvido inteiramente na China. Ainda com muita desconfiança no resto do mundo, o primeiro protótipo do C919 realizou no início de maio o seu voo inaugural de testes. A expectativa é de, pelo menos, mais três anos de voos de testes até que o avião comece a fazer voos comerciais por alguma companhia aérea.

O projeto do C919 teve início em 2008 com a criação da própria Comac (Commercial Aircraft Corporation of China). A construção do primeiro protótipo do avião, no entanto, só começou no final de 2011 e o avião foi apresentado ao mundo, com atraso, somente em novembro de 2015 – a expectativa inicial era de que estivesse pronto em 2014. Os primeiros testes em solo apresentaram outras dificuldades para o jato chinês, adiando constantemente o primeiro voo de testes, até que o avião finalmente decolou no início de maio.

Mesmo com o longo período de desenvolvimento, o C919 já recebeu pedidos de 570 unidades do modelo. A grande maioria das 23 companhias aéreas interessadas em voar com o novo avião são empresas estatais chinesas. Fora da China, apenas a empresa de leasing (aluguel) norte-americana GE Capital Aviation e a companhia aérea tailandesa City Airways também já assinaram contrato de compra do novo avião.

A China já investiu cerca de US$ 6,5 bilhões (R$ 20 bilhões) no desenvolvimento de seu primeiro avião comercial. Um estudo da Boeing aponta que somente o mercado chinês irá precisar de 6.800 novos jatos comerciais nos próximos 20 anos, com investimentos de cerca de US$ 1 trilhão (R$ 3,09 trilhões). Cerca de 75% dos novos aviões seriam de corredor único, como o C919.

Nos próximos 20 anos, a China deve praticamente dobrar o número atual de passageiros transportados em viagens aéreas, passando dos atuais 3,8 bilhões para 7,2 bilhões em 2035. O rápido crescimento do mercado chinês deve fazer com que o país se torne o maior mercado mundial de aviação já nos próximos dez anos, superando os Estados Unidos.

Detalhes do Comac C919

Passageiros: 156 a 174

Alcance: 4.075 km a 5.555 km

Comprimento: 38,9 metros

Altura: 11,95 metros

Envergadura: 35,8 metros

Velocidade: Mach .785 (cerca de 965 km/h)

Altitude máxima de voo: 12,1 mil metros

Largura da cabine de passageiros: 3,9 metros

Altura da cabine de passageiros: 2,25 metros

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Imagem de como será o novo cargueiro da Airbus (Divulgação)

O projeto do novo cargueiro Beluga, o avião com forma de baleia da Airbus, deu mais um passo esta semana. As primeiras grandes partes do avião gigante foram levadas de Berantevilla, no nordeste da Espanha, até a linha de montagem da fabricante em Toulouse, na França. A viagem durou cinco noites.

Painéis viajaram quase uma semana até instalações da Airbus. Foto: Divulgação

São dois painéis laterais e um central que serão usados para completar a parte traseira do avião de carga. Outras partes estão sendo construídas por diferentes parceiros da Airbus na Europa.

O cargueiro é usado pela fabricante para carregar partes de aviões, como asas e fuselagem.

Dimensões

Lançado no final de 2014, o BelugaXL tem seu primeiro voo programado para meados do ano que vem, e deve começar a ser operado em 2019. O novo cargueiro tem capacidade para transportar 2 asas do A350 XWB, enquanto o modelo atualmente em uso transporta somente uma asa.

O avião tem comprimento total de 63 metros, quase 19 metros de altura, mais de 60 metros de envergadura e fuselagem com 8,8 metros de diâmetro. A área da asa ultrapassa os 360 m2.

Novo cargueiro está sendo montado na França. Foto: Divulgação/Airbus (C. Sadonnet/ master films)

O peso máximo de decolagem é de 227 toneladas e de 187 toneladas no pouso. O novo modelo é baseado na estrutura do A330-200.

Pequenos passos

Foto: Divulgação/Airbus (A. Doumenjou/master films)

O processo de montagem da fuselagem, que deve durar 18 meses no total, teve início em janeiro deste ano. No primeiro ano, os sistemas mecânico e elétrico devem ser concluídos. Os seis meses finais devem ser usados para testes e instalação de motores.

O chefe do projeto, Bertrand George, definiu o processo final de integração como “uma série de pequenos passos”. “O número de furos a serem perfurados e fixadores a serem instalados é muito maior do que em qualquer outro avião da Airbus”, disse, ressaltando a necessidade de cumprir os prazos.

Foto: Divulgação/Airbus (P. Masclet/master films)

No total, cinco novos aviões devem ser construídos. Eles devem substituir gradualmente a atual frota de 5 Belugas ST-Super Transponder, versão que tem como base a estrutura do A300. O novo modelo aumentará em 30% a capacidade de transporte da Airbus, informou a fabricante.

Foto: Divulgação/Airbus (P. Pigeyre/master films)

Foto: Divulgação/Airbus (H. Goussé/master films)

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‘Uber’ dos ares permite voar de helicóptero em SP por até R$ 800
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Voom quer tornar mais comuns os voos de helicóptero. Foto: Divulgação

Livrar-se do trânsito pesado em São Paulo usando um helicóptero para se deslocar é uma alternativa restrita a poucas pessoas. Um novo serviço realizado em parceria com empresas de táxi aéreo pretende tornar essa opção mais “acessível”, mas ainda assim cara.

A Voom começou a operar em seis helipontos de São Paulo na última semana, oferecendo voos com preços entre R$ 400 e R$ 800. No ano passado, foi feito um teste de 30 dias, por meio do UberCOPTER. Segundo a empresa, milhares de reservas foram feitas, o que seria uma prova da demanda pelo serviço.

Três empresas de táxi aéreo são parceiras da plataforma atualmente. O pagamento é feito com cartão de crédito e não é possível parcelar. Os voos são operados de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

Seis regiões atendidas

Os locais atendidos hoje são os aeroportos de Guarulhos e Congonhas, o Campo de Marte, e as regiões do centro de São Paulo, do bairro do Morumbi e da avenida Brigadeiro Faria Lima.

No site, o cliente deve informar o endereço de onde iniciará a viagem e de onde vai finalizá-la. O serviço localiza os helipontos mais próximos dos endereços informados. A responsabilidade pelo deslocamento até o heliponto é de quem reserva o serviço. Pelo site, é possível reservar também o transporte terrestre com Cabify, 99 ou Uber.

Em uma simulação feita pelo Todos a Bordo para um voo entre a região da Faria Lima e o aeroporto de Guarulhos, nesta segunda-feira (10), o valor ficou em R$ 608 e o tempo estimado para deslocamento foi de 15 minutos.

Ao fazer a reserva, o passageiro precisa informar seu peso (o máximo é de 150kg). Também precisa informar quantas bagagens de mão (menos de 10kg) e despachadas (até 25kg) vai levar no voo. Para viajar com crianças ou agendar voos com antecedência, é preciso entrar em contato com a empresa.

Compartilhamento de helicóptero

O serviço aposta também no compartilhamento de helicópteros. As aeronaves podem ter até cinco assentos e a Voom quer que todos estejam ocupados sempre que possível. A empresa ainda está estudando como será feita a cobrança nos voos compartilhados.

Hoje, já é possível viajar na companhia de outros passageiros, mas o preço é determinado individualmente, no momento da reserva. Ao dividir o helicóptero com outra pessoa, o cliente terá de considerar também o tempo de eventuais paradas até seu destino final.

Rio de Janeiro e Belo Horizonte podem ser futuros mercados

A Voom é uma iniciativa do A3, empresa de tecnologia da fabricante de aviões Airbus. “A Voom é uma plataforma tecnológica que conecta operadores de táxi aéreo a passageiros que buscam este serviço”, diz Uma Subramanian, diretora da empresa.

A expectativa é ampliar o número de locais atendidos em São Paulo e, futuramente, atender outras capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Também há planos de chegar a outros países da América Latina, a Jacarta, na Indonésia, e a Los Angeles, nos Estados Unidos.

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Maior avião do mundo, A380 estreia no Brasil com 1ª classe a R$ 57 mil
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Por Vinícius Casagrande

O maior avião de passageiros do mundo, o Airbus A380 inicia neste domingo (26) os voos diários para o Brasil. A chegada ao aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, está prevista para ocorrer às 16h30.

Logo após o pouso do gigante, é esperado o tradicional batismo do avião com jatos de água. O ritual é tradicional em todo o mundo quando uma nova companhia, rota ou avião inicia suas operações em um determinado aeroporto.

O A380 deve permanecer em solo por cerca de nove horas. O gigante deve decolar com destino a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, à 1h25.

Uma passagem para o voo inagural do A380 custa R$ 2.840 na classe econômica, R$ 14.238 na executiva e R$ 28.468 na primeira classe. Os valores são somente para o trecho de ida. Para outras datas, os valores podem sofrer alterações.

Para viagens no mês de junho, com ida no dia 6 e retorno ao Brasil no dia 20, as passagens custam R$ 4.223 na classe econômica, R$ R$ 17.572 na executiva e R$ 56.920 na primeira classe.

Voos diários da Emirates com o Airbus A380 começam neste domingo (Foto: Divulgação)

Aumento de capacidade

O Airbus A380-800 da companhia aérea Emirates passa a operar a rota entre São Paulo e Dubai em substituição ao Boeing 777-300ER, utilizado na mesma rota por quase dez anos.

Com a mudança de avião, a Emirates aumentou a capacidade do voo em 137 assentos. O A380 poderá transportar 491 passageiros, divididos em três classes, sendo 14 nas suítes da primeira classe, 76 na executiva e 401 na econômica.

A entrada em serviço do maior avião de passageiros coincide com o encerramento das operações de outra companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos. Também neste domingo, a Etihad deixa de realizar os voos diários entre São Paulo e Abu Dhabi.

Embarque e desembarque será feito pelo portão 605 (Foto: Lucas Lima/UOL)

Reforma das pistas em Guarulhos

A operação do A380 só foi possível após uma série de reformas nas pistas do aeroporto de Guarulhos. Para que a operação do avião fosse viabilizada, as pistas de pouso e decolagem e de manobras em terra tiveram de ser alargadas em 15 metros, passando de 45 metros para 60 metros de largura.

Com as pistas mais estreitas, havia o risco de que os motores mais próximos às pontas das asas passassem sobre a área gramada, com o perigo de que detritos pudessem ser sugados para dentro dos motores. Com a nova largura, os motores ficam dentro da área pavimentada.

Durante o embarque e desembarque dos passageiros, serão utilizados dois fingers (túneis para passageiros) simultaneamente. O acesso de todos os passageiros deverá ser feito somente pelo piso inferior do avião. Um finger deve ser acoplado na porta dianteira, próxima ao nariz do avião, e o segundo na porta do meio, perto da asa.

Em 2015, a Emirates já havia feito um voo de testes com o A380 para o Brasil. Além de Guarulhos, o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, também já recebeu o avião. Durante os Jogos Olímpicos do ano passado, a Air France realizou um voo para buscar os atletas franceses. Apenas 13 companhias aéreas de todo o mundo voam com o A380, que tem preço de tabela de US$ 432,6 milhões (R$ 1,3 bilhão).

Emirates fará mudanças no bar a bordo do A380 (Foto: Divulgação)

Luxo a bordo

A Emirates foi eleita pelo ranking Skytrax World Airline Awards a melhor companhia aérea do mundo. Os passageiros que embarcarem no A380 da empresa em São Paulo poderão conferir alguns dos itens que levaram a companhia a ostentar esse título.

O A380 da Emirates é famoso pelo spa a bordo, com chuveiro para os clientes da primeira classe. Para aproveitar o espaço, os passageiros recebem um kit com uma linha exclusiva criada pela marca irlandesa Voya. São itens como xampu, condicionador, sabonete líquido, hidratante corporal e creme para as mãos, entre outros.

Recentemente, a companhia passou a oferecer novos mimos para os passageiros da primeira classe, como pijamas hidratantes. O tecido usado na fabricação da roupa libera um composto de algas marinhas que, de acordo com a aérea, minimiza a desidratação e estimula a circulação.

A empresa também planeja remodelar o lounge bar destinado a passageiros da primeira classe e da executiva. O espaço terá cortinas à prova de som separando o lounge das outras áreas do avião, além de cores mais claras e nova iluminação.

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Superfície na ponta da asa ajuda a melhorar a eficiência do voo (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Melhorar a eficiência e reduzir os custos operacionais dos aviões é um desafio constante dos engenheiros aeronáuticos no desenvolvimento de novos modelos. Um dos recursos utilizados para isso são as winglets, uma pequena superfície vertical que dá a impressão de que a ponta da asa está dobrada.

Embora deixe os aviões mais bonitos, sua utilização não tem nada a ver com estética. A winglet é um recurso totalmente aerodinâmico. Sua principal função é reduzir o que a engenharia aeronáutica chama de arrasto induzido.

O que faz os aviões voarem é a diferença de pressão exercida pelo ar nas partes superior e inferior da asa. Em virtude do formato aerodinâmico da asa, a pressão na parte inferior (chamada tecnicamente de intradorso) é maior do que na parte superior (extradorso). Para tentar compensar essa diferença de pressão, o ar que está embaixo tenta passar para o lado superior exatamente na ponta da asa.

Quando isso ocorre, o ar fica turbulento na ponta da asa e a sustentação diminui. Para compensar esse efeito, o avião precisa voar mais inclinado, aumentando o arrasto (resistência ao deslocamento) de todo o avião. Esse efeito é chamado de arrasto induzido. Para manter a performance ideal, o motor precisa ter mais potência, o que aumenta o consumo de combustível.

As winglets servem exatamente para reduzir esse efeito. Com a superfície instalada na ponta da asa, o ar é deslocado para acompanhar o novo desenho aerodinâmico da asa. Dessa forma, a sustentação passa a ser maior e o avião tem menos resistência do ar para se deslocar. Isso faz com que ele precise de menos potência e, consequentemente, consuma menos combustível.

Nova winglet do Boeing 737 MAX vai ajudar na economia de combustível (Foto: Divulgação/Gol)

Boeing aposta em novas winglets

A maioria das winglets conta com a estrutura voltada somente para cima. O projeto do novo Boeing 737 MAX, que deve finalizar os testes de voo ainda neste ano, tem uma winglet voltada para cima e para baixo.

Segundo a Boeing, o novo formato permite que o ar flua de forma mais natural pela superfície. A promessa é que a eficiência aumente ainda mais. Aliado a um motor mais moderno, o novo Boeing 737 MAX promete uma redução de combustível de 14% em relação à versão atual.

Além de gerar economia, o novo avião vai permitir que as companhias aéreas façam voos mais longos. Essa é uma das apostas da brasileira Gol, que pretende usar os novos aviões  abrir uma rota ligando São Paulo a Miami, nos Estados Unidos, em um voo sem escalas.

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Créditos: Reprodução/Airbus

Emirates tem 92 aviões do modelo Airbus A380 (Foto: Divulgação/Airbus)

A Emirates Airlines é a maior operadora mundial do maior avião de passageiros do mundo, o Airbus A380. A companhia aérea dos Emirados Árabes Unidos tem 92 aviões do modelo, voando atualmente para 40 destinos. A frota da Emirates representa 45% de todos os A380 em operação no mundo, segundo dados da Airbus.

Desde que realizou a primeira entrega do A380, em outubro de 2007, a Airbus já produziu um total de 207 unidades do modelo. A fabricante europeia tem pedidos para mais 110 unidades do A380, sendo que 50 deles também são para a Emirates. Com isso, a companhia árabe terá um total de 142 aviões do modelo A380.

Primeira companhia aérea a receber um A380, a Singapore Airlines é a segunda maior operadora do modelo, com 19 unidades voando e mais cinco para serem entregues. A empresa realizou o primeiro voo comercial do modelo em 24 de outubro de 2007 entre Cingapura e Sydney, na Austrália.

No total, apenas 13 companhias aéreas de todo o mundo contam com o modelo em suas frotas. A grande maioria é de empresas da Ásia. Entre as europeias, somente Lufthansa, British Airways e Air France voam com o modelo. Nenhuma companhia aérea americana voa com o A380. Veja a lista completa:

  • Emirates: 92
  • Singapore: 19
  • Lufthansa: 14
  • British Airways: 12
  • Qantas: 12
  • Air France: 10
  • Korean Air: 10
  • Etihad: 8
  • Qatar: 7
  • Asiana: 6
  • Malaysia: 6
  • Thai: 6
  • China Southern: 5

Veja como é voar no A380 da companhia aérea Emirates

Vendas em baixa

A Airbus recebeu até o momento 317 pedidos para o A380. Isso significa que a fabricante ainda tem mais 110 aviões para produzir. No entanto, os números são bem abaixo das expectativas iniciais do projeto.

Em meados do ano passado, a Airbus anunciou uma readequação do cronograma de entrega dos aviões. A meta atual da fabricante é produzir 12 unidades do A380 por ano – em 2015 foram 27 aviões produzidos. Na semana passada, a Air France anunciou o cancelamento de dois pedidos do A380 para substitui-lo pelo modelo A350.

O baixo interesse das companhias aéreas já provocou diversas especulações de que a Airbus poderia até mesmo abandonar a produção do modelo. A empresa nega qualquer movimento nesse sentido. A queda no ritmo de produção seria uma forma de garantir, ou pelo menos dar uma sobrevida, na continuidade do A380.

Voos para o Brasil

Depois de uma década em operação, o gigante vai começar a realizar voos diários para o Brasil exatamente pela companhia aérea com a maior frota do A380. Os voos entre Dubai e São Paulo da Emirates começam no dia 26 de março. O avião deve chegar no aeroporto de Guarulhos às 16h30 e decolar à 1h25. O modelo tem capacidade para 491 passageiros.

Para receber o maior avião do mundo, o aeroporto de Guarulhos teve de alargar as pistas de pouso e taxiamento em 15 metros, passando de 45 metros para 60 metros de largura. Os deslocamentos internos são o principal desafio da operação do avião, mas diretor de operações do aeroporto de Guarulhos, comandante Miguel Dau, garante que o aeroporto está preparado para receber diariamente o maior avião de passageiros do mundo.

Atualmente, o A380 voa para 55 cidades diferentes em todo o mundo. São Paulo será o primeiro destino do avião na América do Sul. Para incentivar os passageiros a procurarem voos com o A380, a Airbus lançou o site iFlyA380.

O sistema conta com um buscador de passagens nas quais pelo menos um dos voos será realizado a bordo do A380. Os voos de São Paulo a Dubai já constam no sistema.

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A Emirates anunciou nesta semana que vai substituir sua frota de Boeings 777-300ER pelo maior avião de passageiros do mundo, o A380, da Airbus, na rota entre o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e Dubai, nos Emirados Árabes.

O avião tem dois andares e capacidade para 491 passageiros.

O novo avião passará a fazer o trecho diariamente a partir de 26 de março. O voo EK261 chega a São Paulo vindo de Dubai às 16h30. O EK262 parte de São Paulo a 1h25 com destino aos Emirados Árabes. Será o primeiro voo comercial regular do A380 para a América do Sul.

A Emirates foi eleita a melhor companhia aérea do mundo em 2016 pelo “Oscar” da aviação (Skytrax World Airlines Awards).

Não é só Dubai

As reservas feitas pelo site da companhia aérea em português para datas posteriores a 26 de março já indicam o A380 como modelo usado na rota entre os aeroportos de Guarulhos e Dubai.

Mas Dubai não é o único destino para o qual o passageiro poderá ir com o A380. O avião é usado em mais de 40 rotas, muitas delas na Ásia – incluindo o aeroporto de Narita, perto de Tóquio, que voltará a ser atendido pelo A380 no final de março.

É possível viajar para lugares tão diversos quanto Bancoc, na Tailândia, Pequim, na China, ou Sydney, na Austrália, a bordo do gigante da Airbus – sempre com parada em Dubai.

Saindo de outras cidades brasileiras

Para quem está longe de Guarulhos, é possível comprar passagens da Emirates saindo de outras cidades brasileiras, mas com conexão no aeroporto paulista e, assim, voar no A380.

O trecho doméstico até a chegada no aeroporto paulista será operado em outros aviões, de companhias aéreas parceiras.

Na hora da compra, é preciso ficar atento se a parada é mesmo em Guarulhos, pois há muitos voos da Emirates para o aeroporto do Galeão, no Rio. Nesses casos, o avião usado até Dubai não será o A380, mas sim o 777 da Boeing.

Primeira classe, executiva e econômica

A configuração do A380 que voará entre São Paulo e Dubai tem um total de 491 assentos, sendo 14 suítes da primeira classe, 76 lugares na classe executiva e 401 poltronas na econômica.

O avião chama a atenção pelo tamanho e também pelas comodidades oferecidas para quem viaja na primeira classe, como o spa com chuveiro, ou o lounge com bar localizado no segundo andar do Airbus, que pode ser aproveitado por passageiros da primeira classe e da executiva.

Os bilhetes da primeira classe e da executiva também dão acesso ao serviço de transfer com motorista e aos lounges da companhia nos aeroportos (em Guarulhos, o acesso é ao espaço VIP do aeroporto).

Quanto custa?

Até o próximo domingo (22), passagens nas classes econômica e executiva para vários destinos, com saída de São Paulo e do Rio de Janeiro, estão em oferta.

Veja abaixo alguns exemplos de preços de passagens (com taxas inclusas) para voar no A380*:

Voo direto entre Guarulhos e Dubai, com ida em 27 de março e volta em 31 de março:
Econômica – menor tarifa encontrada R$ 4.441
Executiva – preço mais baixo R$ 16.992
Primeira classe – tarifa mais baixa R$ 57.261

Voo entre Guarulhos e Pequim, na China, com ida em 27 de março e volta em 10 de abril, com parada em Dubai:
Classe econômica – preço mais baixo encontrado R$ 3.338
Executiva: preço mais baixo encontrado R$ 15.100
Primeira classe – menor tarifa R$ 54.091

Voo entre Guarulhos e Bancoc, na Tailândia, com ida em 27 de abril e volta em 5 de maio, com parada em Dubai:
Classe econômica – o preço mais baixo encontrado foi de R$ 3.144
Executiva – menor entre as tarifas disponíveis R$ 12.078
Primeira classe – tarifa mais baixa R$ 51.378

Voo entre Brasília (DF)** e Sydney***, na Austrália, com ida em 1 de abril e volta em 17 de abril, com paradas em Guarulhos e Dubai:
Classe econômica – menor tarifa encontrada R$ 5.772
Executiva – menor preço encontrado R$ 23.507
Primeira classe – preço mais baixo R$ 41.002

* A pesquisa aleatória foi feita pelo blog no site da Emirates nestas terça (17) e quarta-feira (18). Os preços e a disponibilidade estão sujeitos a alterações.

** O trecho entre Brasília e Guarulhos não é feito no A380, mas sim num avião de uma companhia aérea parceira da Emirates, como Gol, Latam, Avianca.

*** O trecho entre Dubai e Sydney tem voos operados pela Qantas Airways, também em um A380.

Atenção para o visto

Brasileiros precisam de visto para viajar pelos Emirados Árabes Unidos. Quem visitar Dubai ou fizer uma parada por lá voando com a Emirates pode solicitar o visto pelo site da companhia aérea, depois de reservar a passagem.

A página da embaixada dos Emirados Árabes Unidos traz informações sobre vistos de trânsito. O site afirma que “passageiros em trânsito no Aeroporto Internacional de Dubai por no mínimo 8 horas e dentro de certas condições são elegíveis ao visto de trânsito válido por 96 horas dentro do país”.

Entre as condições informadas estão passaporte válido por no mínimo 6 meses, estar em trânsito para um terceiro destino com passagens aéreas já confirmadas, comprovante de estada em hotel confirmada no país. O site indica a possibilidade de quem viaja pela Emirates solicitar o visto à companhia aérea.

Há também outras formas de solicitar a autorização, como diretamente no aeroporto. Mais informações podem ser obtidas com a representação dos Emirados Árabes no Brasil ou com a companhia aérea.

Correção: foi acrescentada a informação sobre a parada de 8 horas no aeroporto de Dubai para solicitação de visto de trânsito. A palavra escala foi retirada, devido à necessidade de mudar de avião.

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Todos a Bordo

Comac 919 já foi apresentado ao público, mas programa está atrasado (Foto: Divulgação)

Comac C919 pretende concorrer com Boeing 737 e Airbus A320 (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O ano de 2017 deve ter algumas interessantes novidades nos céus de todo o mundo. As principais fabricantes de aviões comerciais preparam o voo de estreia de diversos modelos que estão em desenvolvimento há alguns anos.

Para a brasileira Embraer, a expectativa é em torno do modelo E195-E2. O avião é o maior da nova família de jatos comerciais e deve realizar o primeiro voo ainda no primeiro semestre do ano.

Do outro lado do mundo, a expectativa é que, depois de muitos atrasos, voe pela primeira vez o Comac C919. O avião chinês é a grande aposta para que o país entre na disputa de mercado com os grandes fabricantes mundiais.

Os russos também prometem acirrar a briga neste ano. O Irkut MC-21 é outro avião que tem sofrido diversos atrasos no seu processo de desenvolvimento. Em 2017, a expectativa é o que o novo avião russo finalmente decole para a fase de testes em voo.

As duas maiores fabricantes não devem ficar para trás. Boeing e Airbus seguem no desenvolvimento de suas novas famílias de aviões. A fabricante norte-americana deve realizar o primeiro voo do 737 MAX9 e do 787-10, enquanto a Airbus prepara a decolagem dos modelos A330neo e A319neo.

Desenho mostra como deve ser o Embraer E195-E2 (Imagem: Divulgação)

Desenho mostra como deve ser o Embraer E195-E2 (Imagem: Divulgação)

Embraer E195-E2

O novo modelo será o maior avião de passageiros já produzido pela fabricante brasileira, com capacidade entre 120 e 132 passageiros. A versão atual do E195 pode transportar entre 100 e 124 passageiros, dependendo da configuração interna.

Além da maior capacidade, o avião conta com um novo desenho das asas e motores atualizados. Os sistemas de controle de voo também mudaram. Com isso, a Embraer acredita em uma economia de combustível de mais de 20%.

A companhia aérea brasileira Azul tem encomenda para 30 aviões do novo modelo. As entregas, no entanto, estão previstas para começar somente em 2019.

O primeiro A330neo foi apresentado ainda sem os motores (Foto: Divulgação)

O primeiro A330neo foi apresentado ainda sem os motores (Foto: Divulgação)

Airbus A330neo

O novo avião deve ser um dos primeiros a decolar para a fase de testes em voo. A Airbus apresentou em dezembro o avião já montado, faltando apenas a instalação dos novos motores. Esse será o maior avião da família neo, desenvolvida para receber novos motores.

A sigla neo acrescentada ao final do nome dos modelos dos aviões significa new engine option (nova opção de motores).

Com as atualizações promovidas pela Airbus, a empresa espera que o A330neo possa competir com mais vantagens com o Boeing 787. A expectativa é que os testes em voo durem cerca de um ano. A portuguesa TAP deve receber o primeiro avião do modelo em 2018.

Perspectiva de como será o novo A319neo (Imagem: Divulgação)

Perspectiva de como será o novo A319neo (Imagem: Divulgação)

Airbus A319neo

O A319neo deve encerrar a fase de atualização de motores nos aviões da Airbus. A fabricante europeia deixou por último exatamente o menor modelo produzido pela empresa, com capacidade para até 160 passageiros.

O novo avião, no entanto, não tem feito muito sucesso entre as companhias aéreas. Até o momento, a Airbus recebeu apenas 58 encomendas para o modelo. O cronograma de desenvolvimento do A319neo está atrasado. Dependendo da data do primeiro voo, as entregas podem começar no ano que vem.

Primeiro 787-10 está na fase final de montagem nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

Primeiro 787-10 está na fase final de montagem nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

Boeing 787-10

A maior versão do modelo mais moderno da Boeing, o 787-10 deve decolar pela primeira vez no segundo trimestre do ano. Com 68 metros de comprimento, o novo avião é apenas cinco metros maior do que o modelo 787-9. No entanto, isso representa capacidade para 50 passageiros a mais. O 787-10 poderá transportar 330 passageiros, contra 280 da versão 787-9.

O novo modelo, porém, teve seu alcance reduzido por conta do maior peso. Segundo a Boeing, o modelo poderá voar por 11.910 km, o que seria suficiente para operar em 90% das rotas atuais de longo alcance.

O primeiro avião do modelo está em fase final de montagem na fábrica da Boeing em North Charleston, no Estado da Carolina do Sul, nos EUA. O primeiro voo deve ser realizado em 2017 e as entregas devem começar em 2018.

Fuselagem do 737 MAX 9 ficou pronta em dezembro (Foto: Divulgação)

Fuselagem do 737 MAX 9 ficou pronta em dezembro (Foto: Divulgação)

Boeing 737 MAX 9

A Boeing pretende finalizar neste ano os voos de teste do novo 737 MAX 8 e já prepara também o primeiro voo da sua versão alongada, o 737 MAX 9. A montagem do novo modelo começou no final de dezembro na fábrica de Renton, no Estado de Washington, nos EUA.

A Boeing também está desenvolvendo as versões MAX 7 e MAX 200, que só devem voar nos próximos anos.

Desenvolvimento do Comac C919 já sofreu diversos atrasos (Foto: Divulgação)

Desenvolvimento do Comac C919 já sofreu diversos atrasos (Foto: Divulgação)

Comac C919

O chinês Comac C919 pretende ser um concorrente direto do Boeing 737 e do Airbus A320. A fase de desenvolvimento sofreu diversos atrasos, mas a empresa espera finalmente realizar o primeiro voo de teste em 2017, mas ainda não há data para o início das entregas.

Com capacidade entre 158 e 174 passageiros, o C919 é o maior avião comercial produzido na China até o momento. Apesar da ambição de ser um concorrente dos aviões mais populares da Boeing e Airbus, o avião da Comac não tem empolgado as companhias aéreas do ocidente. Grande parte dos pedidos feitos até o momento são de empresas da própria China.

Apresentação oficial do Irkut MC-21 aconteceu em julho (Foto: Divulgação)

Apresentação oficial do Irkut MC-21 aconteceu em julho (Foto: Divulgação)

Irkut MC-21

Apresentado em junho de 2016, o avião russo Irkut MC-21 é outro que pretende ser um concorrente do Boeing 737 e do Airbus A320. Produzido na região da Sibéria, na cidade de Irkutsk, o avião terá capacidade para transportar entre 165 e 211 passageiros.

A aposta dos russos está na economia operacional. Segundo a Irkut, a aeronave será até 15% mais eficiente que os rivais e terá custos operacionais 20% menores.

A Irkut diz já ter recebido 175 encomendas para o novo avião, 50 delas da companhia aérea estatal russa Aeroflot, que espera receber as primeiras unidades a partir do final de 2018. Os atrasos, no entanto, também têm marcado o desenvolvimento do projeto.

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