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Arquivo : aeroportos

Após privatização, aeroportos pioraram ou melhoraram? Especialistas avaliam
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Capacidade do aeroporto de Brasília subiu para 25 milhões de passageiros (foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O governo federal anunciou na semana passada a intenção de privatizar mais 14 aeroportos brasileiros. O destaque nessa rodada de privatização deve ser o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, atualmente o maior terminal operado pela Infraero. Além disso, o governo pretende vender a participação de 49% que tem, por meio da Infraero, em quatro aeroportos parcialmente privatizados.

Ao todo, dez aeroportos já estão sob controle de empresas privadas. Desses dez, seis – Guarulhos (SP), Galeão (RJ), Confins (MG), Brasília (DF), Natal (RN) e Viracopos (SP) – foram concedidos entre 2011 e 2013. Desde então, receberam mais de R$ 12,1 bilhões de investimentos para a construção de novos terminais de passageiros e estacionamentos, ampliação do pátio de aviões e melhorias nas pistas de pouso e decolagem, entre outros.

Eles também tiveram aumento significativo na capacidade de passageiros. Antes das concessões, os seis terminais podiam transportar 93,9 milhões de passageiros ao ano. Hoje, essa capacidade pulou para 161 milhões, um aumento de 71,5%.

Investimentos já realizados pelos aeroportos privatizados

Guarulhos – R$ 4 bilhões (capacidade aumentou de 36,6 milhões para 50,5 milhões de passageiros)

Viracopos – R$ 3 bilhões (capacidade aumentou de 9,3 milhões para 25 milhões de passageiros)

Galeão – R$ 2 bilhões (capacidade aumentou de 17 milhões para 37 milhões de passageiros)

Brasília – R$ 1,7 bilhão (capacidade aumentou de 14 milhões para 25 milhões de passageiros)

Confins – R$ 900 milhões (capacidade aumentou de 11 milhões para 22 milhões de passageiros)

Natal – R$ 500 milhões (capacidade para 6 milhões de passageiros – o aeroporto atual foi construído do zero e o antigo, desativado)

Novas pontes de embarque do terminal 3 de Guarulhos (Foto: Lucas Lima/UOL)

Especialistas dizem que houve melhorias

Para especialistas ouvidos pelo Todos a Bordo, os investimentos feitos nos aeroportos já privatizados melhoraram a infraestrutura aeroportuária do país, algo que, segundo eles, não seria possível casos permanecessem sob controle da Infraero.

“Os aeroportos tendem a funcionar melhor e o capital privado é muito mais ágil para fazer os investimentos. Em Guarulhos, por exemplo, tinha um aeroporto que era uma lástima e hoje funciona bem”, afirma o engenheiro aeronáutico e professor de transporte aéreo e aeroportos da Escola Politécnica da USP, Jorge Eduardo Leal Medeiros.

Mais do que a parte estética e o conforto dos passageiros, o especialista em direito aeronáutico Guilherme Amaral, sócio do escritório ASBZ Advogados, destaca a eficiência operacional dos novos aeroportos. “As pessoas não perdem mais voo porque ficaram presas em filas burocráticas de segurança, de imigração e Polícia Federal como acontecia no passado. O aeroporto novo é mais adaptado e eficiente”, afirma.

Outro ponto importante está na capacidade de operação dos aviões. Em Guarulhos, por exemplo, o número de vagas para estacionamento dos aviões subiu de 79 para 123, enquanto as pontes de embarque que dão acesso aos aviões pularam de 25 para 45. Em Confins, as pontes de embarque subiram de nove para 26.

O vice-presidente da Avianca, Tarcísio Gargioni, afirma que sem os investimentos feitos nos aeroportos concedidos à iniciativa privada, o crescimento da companhia teria sido limitado. “Para a companhia aérea, o que é bom é o cliente ser bem atendido e a companhia ter capacidade para voar para onde for necessário. Antes, a gente estava estrangulado”, afirma.

Na semana passada, a Avianca inaugurou uma nova rota entre Guarulhos e o aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). “Os investimentos geram aumento de capacidade, o que permite voar mais. Se não tivesse o aeroporto de Guarulhos e aqui (Confins) privatizados, não estaríamos com quatro voos diários. A quantidade de voos que existe em Brasília não seria possível sem ter acontecido a privatização” afirma Gargioni.

Aeroporto de Confins (MG) teve queda no fluxo de passageiros (foto: Divulgação)

Lava Jato, Infraero e queda de passageiros trouxeram problemas

Apesar das melhorias apontadas na infraestrutura dos aeroportos, alguns terminais enfrentam graves dificuldades financeiras. O caso mais emblemático é do aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Depois de investir R$ 3 bilhões e acumular dívidas, os acionistas decidiram devolver a concessão ao governo.

Os grupos que venceram as licitações dos primeiros aeroportos privatizados tinham como participantes grandes empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato. Para o professor da USP, a presença de empresas que não tinham como foco a administração de aeroportos foi um problema.

“Essas primeiras concessões tiveram uma participação forte das empreiteiras, que queriam resultado a curto prazo e isso não foi possível porque houve uma queda de demanda. Isso resultou em um problema grave com saída de algumas delas e a devolução de Viracopos”, afirma.

Após investir R$ 3 bilhões, controladora de Viracopos decidiu devolver o aeroporto (foto: Divulgação)

Além disso, uma cláusula que obrigava a participação acionária de 49% para a Infraero também é vista pelos especialistas consultados como algo negativo para as concessionárias.

“Você carrega um sócio pesado e ineficiente com quase metade do seu negócio. Sem ele, tem mais liberdade de investimento e de gerenciamento e mais possibilidade de retorno. Você vai abrir um restaurante que pode te dar R$ 15 mil de lucro, mas se você tiver que dar metade disso para alguém que não te ajuda, o negócio fica menos interessante”, afirma Guilherme Amaral.

Essa questão, no entanto, foi alterada na última licitação para os aeroportos de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre. O controle desses terminais não terá mais a participação da Infraero. “Acho que essas novas concessões serão muito bem-sucedidas. O modelo que foi feito é muito mais profissional”, avalia o professor Jorge Eduardo Leal Medeiros.

As concessionárias também sofreram com a queda no movimento nos aeroportos por causa da crise econômica. As companhias aéreas registraram 18 meses de baixa no número de passageiros transportados entre agosto de 2015 e janeiro de 2017. Nos últimos meses, o mercado tem apresentado uma recuperação.

“Tivemos uma retração de quase 15% no movimento de passageiros, mas somos investidores de longo prazo. Nossos acionistas acreditam no crescimento da demanda e continuamos com a melhoria na infraestrutura e planejando os próximos passos”, afirma Adriano Pinho, diretor-presidente da BH Airport, controladora do aeroporto de Confins.

Aeroporto de Congonhas deve ser a estrela do próximo lote de privatização (Foto: Agência Brasil)

Próximos passos

Na próxima rodada de privatização, os 14 aeroportos devem ser divididos em quatro blocos:

— Um bloco inclui somente o aeroporto de Congonhas, o segundo maior do país, com movimento de 21 milhões de passageiros por ano;

— O bloco do Nordeste incluirá os aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB);

— O bloco do Mato Grosso incluirá os terminais de Várzea Grande (MT), Rondonópolis (MT), Sinop (MT), Barra do Garças (MT) e Alta Floresta (MT);

— Um quarto bloco terá os aeroportos de Vitória (ES) e de Macaé (RJ)

“Acho complicado fazer a concessão de um bloco de aeroportos do Nordeste todos juntos. Não sei até que ponto isso vai ficar de pé e quem vai estar interessado. Por outro lado, acho que tem vários aeroportos regionais que tem atraído interesse”, afirma o professor Jorge Eduardo Leal Medeiros.

Para o aeroporto de Congonhas, Guilherme Amaral avalia que, em virtude da localização do aeroporto, não há muitas possibilidades de investimento para ampliação de voos. “Serão investimentos mais voltados para o conforto dos passageiros, com mais áreas e lojas”, diz.

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Aviões conseguem andar de ré ou precisam ser empurrados?
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Por Vinícius Casagrande

Nos aeroportos, quando um avião precisa ser deslocado para trás para deixar o portão de embarque antes da decolagem, um pequeno trator, chamado de push back, é acoplado no trem de pouso dianteiro do avião para empurrá-lo. Isso não significa, no entanto, que os aviões não têm condições de andar de ré por conta própria.

Embora as aeronaves não tenham uma marcha à ré, os aviões conseguem andar para trás por conta própria com o uso dos reversos dos motores. Criado para funcionar como freio durante o pouso, o reverso forma uma concha na parte traseira do motor e inverte a direção do fluxo de ar.

Com a aeronave parada em solo, o piloto aciona o reverso e aplica potência no motor. Dessa forma, o ar que dá impulso ao deslocamento do avião é direcionado para frente, e a aeronave se movimenta para trás.

O reverso forma uma concha na saída de ar do motor (foto: Divulgação)

Nos aviões turbo-hélice, o sistema de reverso é um pouco diferente. A mudança da direção do fluxo de ar é feita ao alterar o ângulo das pás. A hélice continua girando na mesma direção, mas o ar passa a ser direcionado para frente. Assim como nos jatos, o sistema foi criado para auxiliar na frenagem durante o pouso.

Os dois sistemas, no entanto, só estão presentes em aviões comerciais e executivos de grande porte. Nas aeronaves mais leves, quando não há tratores push back, elas podem ser empurradas manualmente sem grandes dificuldades.

Utilização da manobra é algo raro

O uso dessa técnica, conhecida como power back, para dar ré nos aviões só deve ser utilizada em último caso, quando não há nenhum trator de push back disponível e a aeronave precisa se movimentar. O principal problema está relacionado ao alto consumo de combustível exigido para a manobra, já que o motor precisa estar com potência elevada.

A força dos motores ainda polui e faz muito barulho, o que pode causar um incômodo ainda maior caso o avião esteja perto do terminal de passageiros.

O método mais comum é o uso dos tratores de push back (foto: Divulgação)

A manobra ainda pode causar outros problemas, como o aumento das chances de algum detrito que estava no chão ser jogado para dentro do motor. E como nos aviões não há espelho retrovisor, sem o auxílio de um mecânico em terra, seria impossível o piloto saber para onde estaria indo.

Por tudo isso, a manobra é feita em raríssimas ocasiões. A grande maioria dos aeroportos em todo o mundo conta com tratores de push back suficientes para movimentar adequadamente todos os aviões que estão em terra.

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Econômica do A380 dá champanhe e salmão à vontade em aeroporto por US$ 100
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Espaço Moët & Chandon em espaço VIP da Emirates no aeroporto de Dubai. Foto: Divulgação

Quem vai viajar com o A380 da Emirates, que passou a fazer a rota São Paulo – Dubai no final de março, pode ter a chance de aproveitar as comodidades dos lounges exclusivos da aérea no aeroporto de Dubai. E este não é um luxo reservado somente para quem compra passagens para a primeira classe ou para a executiva.

A companhia aérea permite que passageiros que tenham comprado bilhetes para qualquer um de seus voos na classe econômica também tenham acesso aos seus lounges em Dubai. Assim, tanto quem voa no gigante da Airbus como quem voa nos Boeings 777 operados pela Emirates pode pagar para ter mais conforto.

Para permanecer um período de 4 horas no espaço da classe executiva, é preciso desembolsar US$ 100 (aproximadamente R$ 311). Quem quiser aproveitar o lounge da primeira classe terá de pagar US$ 200 (cerca de R$ 620) pelo mesmo período. Menores de 12 anos de idade pagam metade da tarifa. A entrada é gratuita para crianças até 2 anos de idade. O pagamento só pode ser feito com cartão de crédito ou débito (dinheiro ou resgate de milhas não são aceitos).

Champanhe e smoothies

As áreas VIP da primeira classe e da executiva ocupam andares inteiros do aeroporto de Dubai. Grande parte dos serviços são encontrados tanto no lounge da executiva como nos espaços da primeira classe. Mas há algumas diferenças.

Área de refeições em um dos espaços exclusivos da aérea em Dubai. Foto: Claudia Andrade/UOL

O espaço da classe executiva que fica na asa B recebeu recentemente uma reforma de US$ 11 milhões (R$ 34 milhões). Os trabalhos foram finalizados no ano passado, aumentando em 40% a capacidade do local, que pode receber mais de 1.500 pessoas.

Os destaques do novo lounge são as áreas de marcas específicas. Em uma delas, da Moët & Chandon, o viajante pode aguardar o voo tomando uma taça de champanhe e comendo canapés com salmão ou maionese wasabi, queijos ou doces como macarons e suspiros à vontade.

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No espaço da água Voss é possível encontrar opções de lanches saudáveis, como sanduíches, wraps, saladas, frutas. Para beber, sucos e smoothies (mistura de frutas, iogurte, sorvete, entre outros ingredientes). A área da Costa Coffee tem opções de cafés gelados, cappuccinos e lattes, chás, doces e cookies.

Espaço com opções de lanches saudáveis em área VIP no aeroporto de Dubai. Foto: Divulgação

A companhia aérea tem planos de reformar outros espaços VIP, que também terão as áreas destinadas a marcas parceiras.

Embarque VIP e duty free exclusivo

Uma das grandes vantagens do acesso aos lounges é poder aguardar o embarque sem se preocupar com filas. Um portão de embarque exclusivo oferece acesso direto para os passageiros da área VIP para o avião. Basta dirigir-se ao portão e, em seguida, pegar um elevador privativo (um para passageiros da classe econômica e outro para viajantes da primeira classe e da executiva) que leva até as pontes de acesso.

Duty free no lounge da primeira classe da Emirates em Dubai. Foto: Claudia Andrade/UOL

Quem pagar mais para ter acesso ao lounge da primeira classe poderá também fazer compras em um duty free exclusivo, escolher vinhos com a ajuda de sommeliers em uma adega Le Clos, ou fumar charuto em uma área reservada. Também é possível utilizar um espaço de negócios equipado e fazer uma refeição em um restaurante com menu à la carte.

As opções de alimentos e bebidas são variadas e estão disponíveis para os clientes servirem-se em vários pontos dos lounges. Incluem pratos quentes, sanduíches, frutas, cereais, sorvete, sucos, cafés, chás e diversos drinques.

Área de refeições no lounge da primeira classe da Emirates. Foto: Claudia Andrade/UOL

Espaço de descanso e spa

Quem quer descansar antes do voo pode usar uma área mais reservada com poltronas e chaises.

Outra possibilidade é fazer uma massagem no spa. No lounge da executiva, os serviços de massagistas são cobrados à parte – uma massagem antiestresse, com 25 minutos de duração, por exemplo, sai por US$ 39 (R$ 121). No lounge da primeira classe, os viajantes podem aproveitar um primeiro tratamento com massagem, com duração de 15 minutos, sem pagamento extra.

Espaço para crianças no lounge da primeira classe. Foto: Claudia Andrade/UOL

A Emirates não tem lounge exclusivo no aeroporto de Guarulhos.

(A repórter Claudia Andrade viajou a convite da Emirates)

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Aeroportos do país devem adotar fila rápida para passageiro pré-selecionado
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Foto: Getty Images

Alguns passageiros deverão gastar menos tempo para passar pelas barreiras de segurança antes de embarcar em voos domésticos no Brasil. A Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) está trabalhando junto com autoridades brasileiras para implantar um sistema de filas separadas em aeroportos destinadas a passageiros pré-avaliados que poderão passar pelo raio X de forma mais rápida.

A ideia é inspirada no sistema utilizado nos Estados Unidos, onde passageiros são dispensados, por exemplo, de tirar o cinto, os sapatos ou o casaco, ou tirar o computador da mala. No Brasil, a medida deverá ter como principal alvo, inicialmente, viajantes a negócios. Algumas rotas, como São Paulo-Rio de Janeiro ou São Paulo-Brasília devem ter maior demanda pelo modelo.

As exigências para que um passageiro seja selecionado para passar mais rápido pela segurança serão definidas pela Polícia Federal. A Iata diz que ainda não há prazo para implantação da mudança, uma vez que o processo ainda está em estágio inicial e o tempo para que seja experimentado pelos passageiros vai depender do que for estabelecido pelas autoridades nacionais.

“O processo vai levar algum tempo, porque as autoridades terão de definir em quais aeroportos isso é aplicável, quais podem colocar a infraestrutura em funcionamento rapidamente, e depois será preciso começar a convidar os clientes a se inscrever. Certamente não é uma coisa de curto prazo, vai levar algum tempo para o programa estar em funcionamento, mas o governo está realmente interessado em melhorar o sistema para o passageiro e, ao mesmo tempo, aumentar a segurança nos aeroportos”, diz Peter Cerda, vice-presidente da Iata para as Américas.

Para a Iata, o procedimento de fila rápida também beneficia a segurança nos aeroportos porque descongestiona a área de segurança. Ao criar uma fila exclusiva para viajantes pré-selecionados, o objetivo é que também a fila comum diminua.

Ainda sobre o tempo que deverá levar até que a fila rápida esteja presente nos principais aeroportos do país, Cerda aponta uma questão que pode ser levantada durante o processo. “Nos Estados Unidos, é feita uma checagem de antecedentes dos passageiros. Para que isso seja feito no Brasil, pode ser necessário ou não mudar alguma lei”.

Outras adaptações necessárias envolvem a tecnologia para verificação de documentos, além da questão logística de separar os grupos de passageiros e destinar equipes de funcionários para o atendimento separado.

Como funciona nos EUA

Nos Estados Unidos, quem quer entrar para o sistema conhecido como TSA PreCheck precisa preencher uma solicitação pela internet, pagar uma taxa de US$ 85 (cerca de R$ 260) e agendar uma entrevista. Na entrevista, é feita a verificação de antecedentes, e as digitais do passageiro são recolhidas.

Se for considerado de risco baixo e, portanto, qualificado para a fila rápida, o viajante passa a ter um indicador desta condição acrescentado ao código de barras do cartão de embarque.

Condutas como interferir nas operações de segurança, apresentar documentação falsa ou carregar objetos proibidos podem levar o passageiro a ser desclassificado do programa.

Na prática, os passageiros nos EUA demoram menos de 5 minutos para passar pelos procedimentos de segurança quando fazem parte do sistema rápido, segundo o órgão responsável pela segurança no transporte. Em um período de grande movimento nos aeroportos norte-americanos, no início de julho de 2014, o órgão afirmou que os passageiros que estavam na fila normal demoravam o dobro desse tempo para passar pelo raio X. A Iata considera que a tempo de espera na fila rápida também deverá ficar abaixo de 5 minutos depois que o sistema for implantado no Brasil.

E o programa deve crescer com o passar dos anos. Nos Estados Unidos, inicialmente apenas as companhias aéreas norte-americanas podiam participar do programa. Hoje são 30 empresas, incluindo estrangeiras. O benefício, que antes era destinado somente a viajantes ‘vip’, atualmente tem mais de 4 milhões de pessoas selecionadas — a meta das autoridades é atingir 25 milhões. Mais de 180 aeroportos nos EUA operam com o sistema de fila rápida.

(Claudia Andrade)

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Este aeroporto é pentacampeão no ranking de melhores do mundo; conheça
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Terminal 3 do aeroporto de Changi, em Cingapura. Foto: TommL/Getty Images

Pelo quinto ano consecutivo, o aeroporto de Changi, em Cingapura, foi eleito o melhor do mundo pelo “Oscar” da aviação, o Skytrax World Airports Awards.

Entre os dez melhores do ranking, cinco ficam na Ásia e quatro, na Europa. O Brasil não tem nenhum representante entre os 100 primeiros colocados.

Aeroportos brasileiros só aparecem em uma lista separada dos melhores da América do Sul. O aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, está em quinto lugar nesta lista. O aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, aparece na sétima posição e o de Congonhas, também em São Paulo, na nona colocação.

O melhor aeroporto da América do Sul, pela pesquisa, é o El Dorado, de Bogotá, na Colômbia, que ocupa o 42º lugar no ranking geral.

Cinema e jardim

‘Jardim Encantado’, uma das atrações para os passageiros no aeroporto Changi. Foto: maislam/Getty Images

O agora pentacampeão aeroporto de Cingapura é famoso pelas várias opções de lazer oferecidas aos viajantes, que incluem cinema, spa, jardins e espaço para dormir.

Mais de 100 companhias aéreas oferecem voos para 380 cidades do mundo a partir de Changi. Em 2016, o aeroporto atendeu 58,7 milhões de passageiros.

Ao receber o prêmio, o CEO do grupo que administra o aeroporto, Lee Seow Hiang, afirmou que as instalações estão sendo ampliadas para atender mais passageiros nos próximos anos, mas disse que o objetivo é trabalhar com os parceiros para melhorar a experiência do viajante.

Aeroporto de Changi, em Cingapura. Foto: ronniechua/Getty Images

Pesquisa

A lista dos melhores aeroportos de 2017 foi feita com base em 13,82 milhões de questionários preenchidos por passageiros de 105 nacionalidades. A pesquisa foi feita entre julho de 2016 e fevereiro de 2017, em 550 aeroportos do mundo todo. Foram avaliados itens como serviço de check-in, serviço de imigração, lojas, segurança, transporte.

Veja os 10 melhores aeroportos:

1º Changi, Cingapura

2º Tóquio (Haneda), Japão

Aeroporto de Tóquio (Haneda). Foto: Bennewitz/Getty Images

3º Incheon, Coreia do Sul

Aeroporto de Incheon, em Seul, Coreia do Sul. Foto: Getty Images

4º Munique, Alemanha

Aeroporto de Munique, na Alemanha. Foto: mthaler/Getty Images

5º Hong Kong

Aeroporto de Hong Kong. Foto: LeeYiuTung/Getty Images

6º Hamad, Doha, Catar

7º Nagoya, Japão

Aeroporto de Nagoya (Chubu Centrair). Foto: Getty Images

8º Zurique, Suíça

9º Heathrow, Londres, Reino Unido

10º Frankfurt, Alemanha

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Aeroporto na Escócia elimina raio X antes do embarque em voo regional
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Área de raio X em aeroporto. Na escocesa Campbeltown, o procedimento foi simplificado. Foto: Getty Images

Área de raio X em aeroporto. Na escocesa Campbeltown, o procedimento foi simplificado. Foto: iStock

Quinze passageiros embarcaram nesta semana em um voo entre Campbeltown e Glasgow, na Escócia sem passar por nenhum detector de metais. Nada de colocar a bagagem no raio X ou ter de tirar cintos, relógio e celular do bolso para passar pela segurança.

A proibição a levar armas, objetos pontiagudos e líquidos em embalagens com mais de 100ml na bagagem de mão não foi descartada, mas, para serem liberados, os passageiros tiveram apenas de dizer que não estavam levando nenhum item proibido.

Além da cidade de Campbeltown, os aeroportos das ilhas escocesas Barra e Tiree também adotam o procedimento. Os três são operados pela Hial – Highlands and Islands Airports Ltd.

A companhia aérea regional escocesa Loganair, ao informar seus clientes sobre as mudanças, afirmou que elas tornarão a viagem “mais conveniente para a grande maioria dos passageiros que voam para Glasgow”.

Ao jornal “The Independent”, do Reino Unido, ele afirmou que nos voos curtos regionais realizados na Escócia, “todo mundo se conhece muito bem”. Segundo ele, a maioria das pessoas usa esses voos como se fosse um serviço de ônibus local.

Segurança

Quem for fazer uma conexão no aeroporto de Glasgow terá de passar pelos procedimentos de segurança normalmente adotados pelos aeroportos do mundo todo, desde o momento do check-in, antes de seguir viagem.

A eliminação das barreiras de segurança não agradou a todos. Para o sindicato dos trabalhadores do aeroporto regional, o processo facilita a ocorrência de ataques terroristas. O representante da associação, David Avery, afirmou ainda que os aviões, mesmo sendo de pequeno porte, sobrevoam áreas urbanas e depósitos de petróleo.

Avery disse à rede britânica BBC que o atual sistema de segurança foi adotado há mais de dez anos e tem sido bem-sucedido. Mesmo assim, os profissionais de segurança encontram regularmente passageiros levando itens proibidos.

A empresa Hial afirma que a implantação do procedimento simplificado foi aprovada pelas autoridades e que a segurança continua sendo uma prioridade.

Ao “Independent”, o especialista em segurança da aviação Philip Baum disse que o procedimento de segurança “rotineiro e previsível é inimigo da segurança eficaz”. “A segurança não precisa ser feita através de sistemas de raio X. Que lugar melhor para realizar análise comportamental do que em uma comunidade onde os viajantes são conhecidos e onde o comportamento é fácil de ser identificado?”.

O especialista diz que nada impede que medidas adicionais sejam implementadas quando for necessário.

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Sala VIP de aeroporto em Londres vence pesquisa com quarto, chuveiro e spa
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Espaço VIP no aeroporto de Heathrow tem quartos privativos (plaza-network.com)

Espaço VIP no aeroporto de Heathrow tem quartos com chuveiro. Foto: plaza-network.com

Uma sala de 8.100 m2, com quartos privativos, banheiros com chuveiros e um spa para os viajantes. O Plaza Premium Lounge, localizado no terminal 2 do aeroporto de Heathrow, em Londres, na Inglaterra, foi o vencedor de uma pesquisa sobre as melhores salas VIPs em aeroportos do mundo todo.

O levantamento foi feito a partir das notas dadas por aproximadamente 60 mil associados do Priority Pass, programa que dá acesso a mais de 1.000 salas exclusivas em aeroportos de mais de 500 cidades. Esta é a 12ª edição do prêmio.

O espaço no aeroporto londrino venceu na categoria geral, Europa e também foi o primeiro colocado no quesito que avalia a qualidade dos alimentos e bebidas servidos no local.

Entre as salas privativas da região da América Latina e Caribe, o primeiro lugar ficou com o Vip Lounge da parte leste do aeroporto de Guadalajara, no México. O espaço chamado Aeroportos Vip Club, no aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, foi apontado como “bastante elogiado”.

Na América do Norte, o campeão foi a sala The Club, no aeroporto internacional Mineta San Jose, na região do Vale do Silício, na Califórnia.  Na Ásia, o espaço vip da Asiana Airlines, no aeroporto internacional de Incheon, em Seul, na Coreia do Sul.

Entre as salas vip da África e Oriente Médio, o primeiro lugar ficou com o Petra Lounge, no aeroporto internacional Rainha Alia, em Amã, na Jordânia.

A pesquisa também indicou o espaço com as melhores instalações para negócios, o Preludium, no aeroporto de Varsóvia, na Polônia, e o que tem a equipe mais atenciosa, o Alaska Lounge, no aeroporto de Seattle Tacoma, no estado americano de Washington.

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Vestido de Papai Noel, robô canta e dança com passageiros em aeroporto
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Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Um robô com pouco mais de 1,20m de altura, vestido com roupa de Papai Noel, está ajudando os passageiros a passarem o tempo no aeroporto de Glasgow, na Escócia, neste período de Natal.

O robô, que ganhou o nome de GLAdys, seguindo as letras do código internacional do aeroporto, está programado para dançar ao som de canções natalinas e também narrar contos de Natal.

GLAdys também tem uma câmara para que os passageiros possam tirar selfies e enviá-las por e-mail ou compartilhá-las em redes sociais.

O equipamento faz parte de um projeto do aeroporto para melhorar a interação com os clientes por meio da tecnologia. Os planos são de, no futuro, usar o robô não apenas para entreter os passageiros, mas também para oferecer serviços e informações, por exemplo sobre localização de lojas e detalhes sobre voos.

A menina Chloe Fortune, de 8 anos, tirou uma selfie antes de viajar (Foto: Divulgação)

A menina Chloe Fortune, de 8 anos, tirou uma selfie antes de viajar (Foto: Divulgação)

Outros aeroportos estão seguindo esta tendência. Robôs já foram ou estão sendo usados em aeroportos no Japão, no Canadá, nos Estados Unidos, na Holanda, na Suíça (veja vídeo abaixo). Na China, os equipamentos são usados para fazer a segurança.

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Congonhas é o aeroporto com mais conexões de voos da A. Latina, diz ranking
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Foto: Fernando Podolski/Getty Images

Foto: Fernando Podolski/Getty Images

Um ranking que indica os 50 aeroportos do mundo com a maior oferta de conexões colocou Congonhas, em São Paulo, na 23ª posição na ordem geral, a primeira no mercado latino-americano.

A lista da empresa de análise de aviação OAG, do Reino Unido, avalia a eficiência dos aeroportos em funcionar como uma base global e regional de voos. A análise calcula o número total de conexões possíveis entre decolagens e aterrissagens em um período de seis horas no dia de maior movimento. Em Congonhas, foram registradas 9.977 conexões possíveis, ligando 35 destinos.

Como resultado, Congonhas ficou à frente dos aeroportos Benito Juárez, no México (25º lugar), El Dorado, em Bogotá, na Colômbia (39º lugar), e Guarulhos, em São Paulo (41º).

O analista da empresa John Grant explica que a alta frequência de conexões em Congonhas gera um “efeito multiplicador” que coloca o aeroporto em uma posição de destaque, embora o número de destinos seja relativamente menor em comparação com outros aeroportos.

No ranking de 2015, Congonhas já ocupava o primeiro lugar entre os aeroportos da América Latina, só que na 7ª posição no geral. A queda no ranking atual, segundo a OAG, foi resultado de uma mudança na metodologia adotada para este ano, que reduziu o tempo considerado para análise de 8 para 6 horas.

Domínio dos Estados Unidos

Aeroportos dos Estados Unidos ocupam 22 das 50 posições na lista do maior número de conexões, com o aeroporto internacional O’Hare, em Chicago, ocupando o primeiro lugar, à frente de Hartsfield-Jackson, em Atlanta, e Dallas/Fort Worth.

No caso do aeroporto de Chicago, em um único dia do mês de agosto, havia mais de 270 mil possíveis conexões, considerando partidas e chegadas.

Fora dos Estados Unidos, os aeroportos que tiveram o melhor desempenho foram os de Jacarta Soekarno-Hatta, na Indonésia (7º colocado), e o de Tóquio Haneda, no Japão (11º lugar).

Assim como no exemplo de Congonhas, estes dois aeroportos, embora tenham um número menor de destinos, compensam isso com a alta frequência de voos para as localidades, o que resulta em muitas possibilidades de conexões para os passageiros.

Na Europa, o melhor resultado foi verificado no aeroporto de Heathrow, em Londres, 15º colocado no geral.

Para o consultor Grant há vantagens na existência de ‘megahubs’, como a movimentação econômica gerada pelos passageiros em conexão, que consomem alimentos e outros itens nos aeroportos, e a geração de emprego local pelas companhias aéreas e fornecedores.

A empresa divulgou também um ranking que considera apenas as conexões e os destinos atendidos por uma única companhia aérea – avaliada pela OAG como ‘de baixo custo’. Nesta lista, as cinco primeiras posições são ocupadas por aeroportos dos Estados Unidos e a sexta, por Congonhas, com base em voos da Gol.

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Por que algumas pessoas fazem fila com tanta antecedência para embarcar?
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Todos a Bordo

Foto: InkkStudios/Getty Images

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Você já deve ter se perguntado por que as pessoas formam filas tanto tempo antes do início do embarque – às vezes, antes mesmo de algum funcionário da companhia aérea aparecer. Ou talvez você seja uma dessas pessoas que fica perto do portão de embarque e inicia a fila assim que possível.

Mas de onde vem essa vontade de entrar logo no avião? Isso tem uma explicação psicológica, como a especialista em comportamento Judi James explicou ao jornal britânico “Daily Mail”. Alguns pontos destacados servem para explicar por que muitos gostam de esperar em filas, em geral – não apenas para embarcar. Mas também há explicações ligadas diretamente ao ato de voar.

Medo de perder alguma coisa

Judi afirma que, no momento em que o ser humano vê uma fila, mesmo que o cérebro diga que não fará diferença esperar na fila ou não, o medo de perder alguma coisa se sobrepõe.

Querer ser o primeiro

Muitos sentem-se diminuídos quando veem outras pessoas na frente. O que é uma sensação totalmente irracional, como indica a especialista.

Ansiedade

Viajar, por si só, é algo sério para todos. Mesmo que não tenhamos problemas para voar, entramos em um estado de ansiedade, diz Judi James.

Ter um propósito

O tempo passa mais rápido quando se tem um propósito. A especialista dá exemplos: 1 hora pode parecer 3 horas quando se está entediado, da mesma forma como 1 hora parece só 5 minutos quando é preciso levantar para trabalhar.

“Fazer fila para embarcar pode dar a sensação de que o tempo está passando mais rápido do que se você está à toa”

Reservar espaço

Humanos são muito territoriais, destaca a entrevistada ao jornal britânico. Por isso, mesmo sabendo que provavelmente terá espaço suficiente para guardar a bagagem, muita gente quer entrar logo no avião para garantir que seus pertences terão lugar assegurado no compartimento localizado sobre seu assento.

Além disso, há quem queira entrar logo para garantir até mesmo que terá espaço no descanso de braço da poltrona.

Mentalidade de 1ª classe

Essa análise serve não apenas para quem faz questão de ser o primeiro da fila, como para quem espera até o último momento para embarcar. Existe nesses casos um sentimento de “merecimento” envolvido – é o que a especialista chama de mentalidade de 1ª classe.

Ela faz uma comparação com o que classifica de instinto de manada: “Os animais confiantes são aqueles que estão na frente ou os que não podem ser incomodados e andam por aí, mesmo com o risco de serem atacados”.

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