App quer lançar assinatura de voo em aviões executivos por R$ 8.000 ao mês
Por Vinícius Casagrande
O aplicativo de voos compartilhados em aviões e helicópteros executivos Flapper pretende lançar no início do ano que vem um novo pacote de assinatura para voos ilimitados. Segundo o CEO e cofundador da Flapper, Paul Malicki, a assinatura terá uma taxa mensal de R$ 8.000 com acesso a todos os voos disponíveis no aplicativo da empresa.
A Flapper oferece até o momento apenas três rotas, com voos às sextas e segundas-feiras.
– São Paulo (Congonhas) – Rio de Janeiro (aeroporto de Jacarepaguá): R$ 750 por pessoa
– São Paulo (aeroporto Campo de Marte) – Angra dos Reis (RJ): R$ 680 por pessoa
– Rio de Janeiro (aeroporto de Jacarepaguá) a Búzios (RJ): R$ 700 por pessoa
Leia também:
Jato mais barato do mundo pode ser financiado em 60x; veja valor da parcela
Dono de jatinho paga R$ 37 mil para estacionar e embarca sem fila e raio-x
Jato executivo da Embraer bate recorde de velocidade em voo transatlântico
Nos voos com saída de São Paulo ou chegada a cidade, a empresa utiliza o avião Cessna Grand Caravan, um turboélice monomotor com capacidade para nove passageiros. Na ligação entre Rio de Janeiro e Búzios, o voo é feito com um helicóptero S-76 com capacidade para 12 passageiros.
Até o ano que vem, a Flapper pretende lançar novas rotas em Minas Gerais e em Mato Grosso. Além das rotas fixas, a empresa trabalha também com a venda de assentos nas chamadas "pernas vazias". Isso acontece quando uma empresa de táxi aéreo é contratada somente para realizar um voo de ida. "Para o avião não voltar vazio, a gente vende os assentos no voo de retorno", afirmou Malicki.
Fretamento de aviões e helicópteros
A Flapper trabalha em parceria com 27 empresas de táxi aéreo no Brasil. Além dos voos fixos, os clientes podem fretar mais de 120 modelos de aviões e helicópteros diretamente pelo aplicativo. Um voo de São Paulo a Brasília em um Grand Caravan para nove passageiros sai pelo valor total de R$ 22.145. Se a opção for viajar em um jato executivo Embraer Phenom 300 para sete passageiros, o valor sobe para R$ 41.715.
Segundo Malicki, os clientes que tiverem a assinatura mensal de voos ilimitados para as rotas fixas oferecidas pelo aplicativo da Flapper terão desconto para o fretamento de aviões quando quiserem voar para outros destinos.
Empresários e celebridades
Nascido na Polônia, o CEO da Flapper disse que decidiu criar o aplicativo de voos compartilhados em aviões executivos em virtude da falta de opções de luxo no mercado aéreo brasileiro. "A Flapper é uma resposta para a falta de primeira classe nos aviões comerciais brasileiros."
Malicki afirma que os principais clientes da Flapper são empresários e celebridades que querem exclusividade ou evitar o assédio de fãs durante os voos. "São pessoas que não podem ficar esperando no aeroporto. Eles chegam alguns minutos antes e já embarcam direto, sem todos os controles", disse. Na aviação executiva, não é necessário fazer check-in nem passar pelo raio-x.
A escolha de operar no aeroporto de Jacarepaguá surgiu para evitar as rotas já operadas pelas companhias aéreas, o que poderia trazer problemas em virtude da regulação do setor. "Mas o principal é que nossos passageiros fazem negócio ou moram na região da Barra da Tijuca, e o aeroporto de Jacarepaguá fica mais próximo", afirmou Malicki.
Segundo o CEO da Flapper, a empresa tem atualmente cerca de 80 mil usuários cadastrados, mas não revela quantos efetivamente utilizam o sistema da empresa. A Flapper tem uma previsão de receita para este ano de R$ 6 milhões a R$ 8 milhões.
Leia também:
Avião chinês quer entrar no mercado brasileiro para fazer voos regionais
SP pode ser uma das primeiras cidades a ter táxi voador elétrico da Airbus
Qual avião é mais seguro de voar: um grande ou um pequeno?
Com telefone, wi-fi e projetores, avião executivo é extensão do escritório
ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}
Ocorreu um erro ao carregar os comentários.
Por favor, tente novamente mais tarde.
{{comments.total}} Comentário
{{comments.total}} Comentários
Seja o primeiro a comentar
Essa discussão está encerrada
Não é possivel enviar novos comentários.
Essa área é exclusiva para você, assinante, ler e comentar.
Só assinantes do UOL podem comentar
Ainda não é assinante? Assine já.
Se você já é assinante do UOL, faça seu login.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Reserve um tempo para ler as Regras de Uso para comentários.