Todos A Bordo

Seis coisas que você precisa saber
antes de contratar um táxi aéreo

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Crédito: Aaron Ahlquist/FreeRange

Táxis aéreos também transportam enfermos e órgãos para transplante. (Foto: Aaron Ahlquist/FreeRange)

Os serviços de táxi aéreo surgiram para atender a um nicho de mercado de empresários e altos executivos, que precisavam de mais segurança, privacidade e flexibilidade em seus deslocamentos. Mas hoje as as aeronaves fazem muito mais que isso, de acordo com a Associação Brasileira de Táxi Aéreo e Oficinas de Manutenção (Abtaer) – também transportam malotes de bancos, correios, garimpos e até de órgãos governamentais. E ainda levam enfermos e órgãos para transplantes a hospitais; proporcionam atendimento médico e social de comunidades ribeirinhas e indígenas; realizam voos de inspeção em redes de alta-tensão; conectam plataformas petrolíferas com o continente e fazem até lançamentos de paraquedistas. Conheça um pouco melhor esse serviço:

1. Regulação

No Brasil, o serviço é regulado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), na categoria TPX, referente a operações por demanda. A a Anac atua para coibir a prática irregular do transporte, por meio de inspeções de aeronaves e de pilotos nos pátios dos aeroportos. Outra forma de atuação da agência é pela apuração de denúncias que chegam ao órgão por meio de seus canais de atendimento, como o telefone 0800-725445.

2. Checagem

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Anac recomenda ao usuário que apenas contrate empresas autorizadas a prestar o serviço específico de táxi aéreo (consulte no cadastro da agência). O passageiro também pode observar se a aeronave conta com a inscrição “Táxi Aéreo” em local bem visível – se não tiver isso, é provável que se trate de uma aeronave clandestina, que presta o serviço irregularmente, nas “horas vagas”.

3. Seguro

As empresas autorizadas são obrigadas a contratar seguro para eventuais indenizações ao passageiro e/ou ao contratante.

4. Cabine de comando

Mateus Ghislene, diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), explica que um táxi aéreo não conta necessariamente com a presença de um copiloto. “Isso não é exigido – depende muito do tipo de aeronave e do voo a ser realizado”, afirma.

5. Distância

Também não há um percurso máximo de voo estabelecido. “Qualquer distância pode ser considerada segura, desde que a empresa tenha feito um planejamento do voo em relação à autonomia da aeronave, verificado as condições do aeroporto de destino e de alternativa, caso necessário, além de ter uma tripulação de voo treinada e habilitada pela agência reguladora”, diz.  “E principalmente descansada”, completa.

6. Mito

Muitos leigos acreditam que aeronaves pequenas sejam menos seguras que os aviões de grande porte que operam no transporte comum de passageiros. De acordo com Ghislene, isso não procede. O mais importante é que aeronave, o serviço e a tripulação sejam devidamente regulados e fiscalizados.

Leandro Quintanilha – leandroq@gmail.com