Todos A Bordo

Delta contrata mil comissários; aérea teve 159 candidatos por vaga em 2017
Comentários 3

Todos a Bordo

A Delta Air Lines anunciou nesta quinta-feira (16) que está selecionando mil comissários de bordo para começarem a trabalhar na empresa, nos Estados Unidos, em 2019. A empresa não divulgou o salário nem os benefícios oferecidos.

Os candidatos devem ter o diploma de ensino médio ou equivalente, permissão para trabalhar nos Estados Unidos, fluência em inglês e pelo menos 21 anos de idade até 1º de janeiro do ano que vem. Também é necessário ter horários flexíveis.

As inscrições não tem prazo determinado para término e devem ser feitas pelo site. A lista completa das responsabilidades está disponível na descrição da função de comissário de bordo.

159 candidatos por vaga

No ano passado, segundo a empresa, mais de 270 mil candidatos se inscreveram para cerca de 1.700 vagas de comissário de bordo. Isso dá uma média de 158,8 candidatos por vaga.

Para quem for participar da seleção e quiser conhecer melhor a empresa e o cargo, a Delta divulga em seu canal no YouTube e em sua página Delta News Hub uma série de 12 vídeos. A série conta a jornada de cinco comissários de bordo contratados em 2017.


Secretário de aviação diz que cobrança de mala atrai aérea de baixo custo
Comentários 19

Todos a Bordo

Norwegian terá voos entre o Brasil e o Reino Unido (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O secretário nacional de Aviação Civil, Dario Lopes, afirmou que iniciativas para a proibição da cobrança de bagagem em voo e para a marcação antecipada de assentos podem dificultar a entrada de companhias de baixo custo no Brasil. “Se houver um retrocesso na agenda, principalmente das Condições Gerais de Transporte, você espanta as low cost”, afirmou. Ele deu a declaração em entrevista para o blog Todos a Bordo.

Na semana passada, no mesmo dia em que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) autorizou as operações da companhia europeia de baixo custo Norwegian no Brasil, o Senado aprovou um projeto de lei que proíbe a cobrança pela marcação antecipada de assento. Para virar lei, o projeto ainda precisa de aprovação da Câmara dos Deputados e da sanção da Presidência da República.

Leia também:

Nova aérea no Brasil dá desconto de 40% na Argentina; teremos aqui?
Quanto combustível um jato comercial consome por voo?
Aéreas low-cost podem baratear voos para Argentina, Caribe e EUA

O Senado também havia aprovado, em dezembro de 2016, projeto para proibir a cobrança de bagagem despachada em voo. O projeto, no entanto, continua parado na Câmara dos Deputados.

Depois de um ano do início da cobrança de despacho de bagagens em voos, em vez de as passagens caírem como prometido, elas tiveram um aumento real médio de 6% (já descontada a inflação).

Secretário diz que cobranças devem continuar

O secretário afirmou que o governo trabalha para evitar essas proibições de cobrança. Ele disse acreditar que as cobranças continuem. “Já temos uma agenda com as empresas aéreas para ver como trabalhar isso não só com esse Congresso, mas com o Congresso que vem pela frente”, disse.

Lopes afirmou que nos últimos dois anos o governo tinha quatro pilares para a aviação no Brasil: mudanças na Condição Geral do Transporte, que permitiu a cobrança de bagagem, acordos de céus abertos com outros países, abertura de capital estrangeiro nas companhias aéreas e fixação de um teto para o ICMS  (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de combustível de aviação.

Os dois primeiros já estão em vigor. A abertura de capital estrangeiro ainda está em discussão no Congresso Nacional, e o teto para o ICMS foi rejeitado pelos parlamentares. “Avançamos muito em um período curto de tempo, e isso acaba tendo um custo. É o custo de não convencer e explicar a todos os atores envolvidos os aspectos positivos. Isso acaba tendo esses suspiros, mas penso que a gente vai conseguir reverter essa situação. Não é uma coisa perdida”, declarou.

Low-costs em voos domésticos

O secretário afirmou que, se aprovada, a abertura de capital estrangeiro para as companhias aéreas pode trazer novas empresas de baixo custo para operar no mercado doméstico brasileiro. A Norwegian já criou uma subsidiária para operar no mercado argentino. “Com certeza, faria o mesmo no Brasil”, disse Lopes.

Leia também:

O dia em que o piloto deixou o filho brincar na cabine e derrubou um avião
Aeroporto de Congonhas tem desembarque expresso para passageiro sem bagagem
Por que aéreas da Ásia e Oriente Médio dominam lista de melhores do mundo?


Avião leva até 7.000 itens por voo só para serviço de bordo de passageiros
Comentários 3

Todos a Bordo

Voos de longo alcance levam quase 800 copos e 500 garrafas de vinho (Divulgação)

O serviço de bordo das companhias aéreas está cada vez mais restrito. Há menos opções de comidas e bebidas atualmente. Em muitos casos, é necessário pagar para comer ou beber algo durante o voo. Nos voos mais longos, no entanto, as companhias aéreas ainda não conseguiram cortar o serviço de bordo. E para atender a todos os passageiros, é preciso muito material.

Segundo a companhia aérea British Airways, em uma viagem entre Londres (Reino Unido) e Nova York (EUA), por exemplo, um Boeing 747, com capacidade entre 275 e 345 passageiros, carrega até 7.000 itens para serem utilizados pelos passageiros.

Leia também:

– Aérea poupa R$ 10 mi em combustível com menos vinho a bordo e revista
– Cigarro a bordo, visita a piloto, caviar no lanche: lembre voos do passado
– Nova aérea no Brasil dá desconto de 40% na Argentina; teremos o mesmo?

Em uma viagem entre Londres e São Paulo, os números dos itens transportados pela British Airways são bastante semelhantes. A companhia utiliza na rota aviões do modelo Boeing 777, com capacidade para até 336 passageiros. Na rota para o Rio de Janeiro, a empresa utiliza o modelo Boeing 787, que pode levar até 214 passageiros.

Boa parte desse material do serviço de bordo precisa ser descarregada e reabastecida no avião sempre antes de cada voo. A British Airways tem cerca de 850 voos todos os dias. São itens alimentícios, bebidas, material de higiene pessoal, de saúde e até para melhorar o sono dos passageiros.

Veja apenas alguns exemplos (não são todos) em um voo da British Airways:

800 itens de roupa de cama, como travesseiros e cobertores
798 copos
500 porta-copos
493 bandejas de refeição
473 latas de Coca-Cola
388 garrafas de vinho de 250 ml
350 pacotes de salgadinho
319 saquinhos de emergência, caso o passageiro passe mal
293 capas de encosto de cabeça
101 garrafas de vinho de 750 ml
78 rolos de papel higiênico
5 kits de primeiros socorros

No porão do avião, além das bagagens, há espaço para o transporte de outras cargas. A maior parte é de itens de valor. Roupas de grife, smartphones e tablets representam 26% da carga da companhia. Cargas especiais como animais vivos ou obras de arte são 5%. Outros 4% são produtos alimentícios perecíveis e 3% são de produtos farmacêuticos e vacinas com temperatura controlada.

A British Airways também divulgou o perfil dos passageiros que voam com a companhia. Segundo a empresa, 47% viajam sozinhos e 27% com apenas mais uma pessoa. Além disso, 70% dos passageiros viajam a lazer. A maioria dos passageiros da British é composta de estrangeiros. Os britânicos representam 42%, enquanto os norte-americanos aparecem em segundo lugar com 13%.

Os dados se referem a uma média de todas as rotas da companhia entre 1º de janeiro e 31 de julho deste ano.

Leia também:

– Clima influencia segurança do avião. É melhor voar no frio ou no calor?
– Melhor primeira classe de avião do mundo tem até suíte com cama de casal
– Escolha de vinhos da 1ª classe observa até umidade e pressão da cabine


Feira em SP tem jato executivo de R$ 220 mi que voa até Moscou sem escala
Comentários 7

Todos a Bordo

Dassault Falcon 8X voa de São Paulo a Moscou sem escala (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O aeroporto de Congonhas, em São Paulo, recebe nesta semana a maior feira de aviação executiva da América Latina. Em sua 15ª edição, a Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition) será aberta na terça-feira (14) com a expectativa de retomada no mercado da aviação de negócios no Brasil e de movimentar mais de R$ 1 bilhão em negócios.

No total, a feira deve reunir 47 aviões e helicópteros. Das mais de 90 empresas participantes da feira, 20 estarão na Labace pela primeira vez.

Um dos grandes destaques será o Dassault Falcon 8X, avaliado em US$ 57,5 milhões (R$ 222,2 milhões). Com capacidade para até 19 passageiros, o jato de três motores tem autonomia para voar de São Paulo a Moscou (Rússia) sem parar para reabastecer.

O jato tem cabine interna dividida em três áreas, além de uma cozinha completa e banheiro. Os dois sofás podem ser abertos e transformados em uma cama de casal. Os passageiros contam ainda com sistema individual de entretenimento a bordo, que permite acessar a Netflix.

Leia também:

– Dono de jatinho paga R$ 37 mil para estacionar e embarca sem fila e raio-x
– Sonha em ter um jato executivo? O mais barato do mundo custa R$ 7,4 mi
– SP pode ser uma das primeiras cidades a ter táxi voador elétrico da Airbus

A Embraer expõe pela primeira vez na Labace os jatos executivos Phenom 100EV, Phenom 300E e Legacy 650E com interior completo. Os aviões receberam recentemente inovações tecnológicas para melhorar o desempenho e uma nova configuração interna para aumentar o conforto dos passageiros.

Cabine interna do Citation Longitude, uma das novidades da Labace (Divulgação)

Outra novidade da feira é o Cessna Citation Longitude. Será a primeira vez que o jato vem ao Brasil. Com capacidade para até 12 passageiros, o jato tem velocidade de cruzeiro de 880 km/h e pode percorrer mais de 6.000 quilômetros. É o maior jato executivo fabricado pela Cessna.

O helicóptero Bell 505 Jet Ranger X também vem ao Brasil pela primeira vez. Com capacidade para quatro passageiros, além do piloto, e velocidade máxima de 230 km/h, o helicóptero recebeu a certificação operacional no ano passado e tem mais de 30 encomendas no mercado brasileiro. O modelo é avaliado em US$ 1,1 milhão (R$ 4,2 milhões).

Avaliado em US$ 62,3 milhões (R$ 240 milhões), o Bombardier Global 6000 é o jato mais caro da Labace neste ano. Segundo a fabricante, o jato pode ligar São Paulo a Lisboa, Madrid, Nice ou Londres sem escalas, com oito passageiros e quatro tripulantes a bordo.

Primeiros sinais de recuperação do setor

O Brasil é dono da segunda maior frota do mundo da aviação geral, que inclui jatos executivos, helicópteros e aviões de pequeno porte. Dados de maio deste ano mostram que são 15.419 aeronaves em operação no país, sendo 769 jatos, 1.325 turboélices, 2.084 helicópteros, 11.201 aeronaves convencionais de pequeno porte e 40 aviões anfíbios.

Apesar de o tamanho da frota brasileira se manter estável nos últimos anos, o número de operações de pouso e decolagem vinha apresentando queda desde 2012. No ano passado, no entanto, o setor deu os primeiros sinais de recuperação, com crescimento de 13%. Em 2017, foram 583 mil pousos e decolagens, contra 514 mil do ano anterior.

O volume total de voos, no entanto, ainda está bem abaixo do pico de 2012. Naquele ano, houve 772 mil operações de pousos e decolagens na aviação geral. Os dados foram compilados pelo Instituto Brasileiro de Aviação nos 33 principais aeroportos do país, que abrangem 80% dos voos no Brasil.

Setor agrícola puxa crescimento

“Nosso negócio é totalmente ligado à economia do país. Com a perspectiva de crescimento, já vemos alguns sinais de melhora”, afirma Leonardo Fiuza, presidente do conselho da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral), organizadora da Labace.

O diretor-geral da Abag, Flavio Pires, afirma que o setor agrícola tem sido o responsável por garantir o crescimento da aviação geral no país. “A tendência é de melhora para os próximos meses graças ao setor agrícola”, afirma.

O presidente do conselho da Abag afirma que, apesar dos sinais de recuperação, ainda há incertezas do que pode acontecer no país nos próximos meses por conta das eleições. “Nosso crescimento depende de como a economia vai ser impactada com as eleições. Dependendo do impacto, a aviação geral também será afetada”, diz.

Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition)

Dias 14, 15 e 16 de agosto de 2018
Aeroporto de Congonhas – acesso pela Rua Tamoios, 361, Jardim Aeroporto, São Paulo
Horário: das 12h às 20h (dia 14) – das 12h às 19h (dias 15 e 16)
Ingressos: R$ 450 (compras somente pela internet)
www.labace.com.br

Leia também:

– Briga de gigantes: compare os jatos Embraer 195-E2 e Airbus A220-100
– Por que quase todos os aviões são brancos?
– Por que aviões sofrem turbulência de repente e mesmo com céu claro?


Nova aérea no Brasil dá desconto de 40% na Argentina; teremos o mesmo aqui?
Comentários 23

Todos a Bordo

Norwegian terá voos entre o Brasil e o Reino Unido (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Norwegian Air recebeu nesta quarta-feira (8) autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para voar para o Brasil. A primeira companhia aérea internacional de baixo custo a operar no país fará voos entre o Brasil e o Reino Unido. Os voos devem começar somente no próximo ano, mas a empresa não divulgou ainda quais as rotas exatas nem os valores das passagens.

A Norwegian, de origem norueguesa e com sede na Inglaterra, é a terceira maior empresa de baixo custo da Europa (atrás da irlandesa Ryanair e da britânica Easyjet), com uma frota de 136 aviões e 153 destinos. A empresa começou a voar no início do ano entre Londres (Reino Unido) e Buenos Aires (Argentina).

Leia também:

– Aéreas low-cost podem baratear voos para Argentina, Caribe e EUA
– Empresa asiática é eleita melhor aérea de baixo custo pelo 10º ano seguido
– Por que aéreas da Ásia e Oriente Médio são as melhores do mundo?

Se praticar no Brasil a mesma política de preços que tem na Argentina, as tarifas dos voos para a Europa podem sofrer uma forte queda quando a companhia der início às suas operações no país.

O blog Todos a Bordo fez uma pesquisa de preços em três datas diferentes para voos de ida e volta com saída de Buenos Aires para Londres. Em todas elas, os preços praticados pela Norwegian foram bem inferiores ao da concorrência. A diferença de preço chega a 40%.

Ida 11/9 e volta 24/9

Norwegian: R$ 3.752 (voos diretos)
British Airways: R$ 6.321 (voos diretos)
American Airlines e British Airways: R$ 4.795 (voos com conexão em Miami e Orlando, nos EUA)
Nas mesmas datas, o voo direto entre São Paulo e Londres (ida e volta) custa R$ 6.644 na Latam e R$ 6.863 na British Airways

Ida 9/10 e volta 22/10

Norwegian: R$ 3.589 (voos diretos)
British Airways: R$ 4.892 (voos diretos)
Air Europa: R$ 4.771 (voo com conexão em Madri)
Nas mesmas datas, o voo direto entre São Paulo e Londres (ida e volta) custa R$ 5.531 na Latam e R$ 4.358 na British Airways

Ida 22/12 e volta 1º/1

Norwegian: R$ 5.232 (voos diretos)
British Airways: R$ 8.277 (voos diretos)
Turkish Airlines: R$ 4.816 (voos com conexão em São Paulo e Istambul)
Nas mesmas datas, o voo direto entre São Paulo e Londres (ida e volta) custa R$ 4.956 na Latam e R$ 6.362 na British Airways

Interior do Boeing 787 da Norwegian que deve ser usado nos voos para o Brasil (Divulgação)

Empresa afirma que tarifas atuais no Brasil estão altas

Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, após receber a autorização da Anac, a Norwegian afirma que os voos entre Brasil e Reino Unido têm competição limitada e altas tarifas.

“Estamos felizes de receber a permissão das autoridades brasileiras para voar entre o Brasil e o Reino Unido. O Brasil tem um grande potencial, e acreditamos que novas tarifas de baixo custo permitirão que mais pessoas viajem, aumentando o turismo e as economias locais. As conexões atuais entre o Reino Unido e Brasil são caracterizadas por altas tarifas e competição limitada”, afirma a empresa em comunicado.

O professor de finanças do Ibmec Giacomo Diniz afirma que a entrada da Norwegian no Brasil tem potencial para mexer com todo o mercado de aviação no país. “Quando a Gol entrou, ela ficou conhecida como a empresa da barrinha de cereal. Mas a verdade é que, até então, viajar era um artigo de luxo. Ela chegou para mexer com o mercado, e agora a entrada da primeira companhia low-cost internacional tem o mesmo potencial”, afirma.

Diniz diz acreditar que o fato de a empresa ter citado em seu comunicado as altas tarifas praticadas nos voos entre Brasil e Reino Unido é uma demonstração de que deve chegar ao país com preços mais agressivos para conquistar o mercado brasileiro.

“Eles devem ter feito a lição de casa, calculando seus custos operacionais, acrescentando os custos do Brasil e sua margem de lucro para chegar ao valor que acreditam que podem praticar. Ao olhar a concorrência, chegaram à conclusão de que conseguem um preço melhor”, afirma.

Ministro do turismo comemora autorização

Em nota divulgada nesta quarta-feira, o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, comemorou o decreto da Anac que autoriza a Norwegian a operar no Brasil. “A operação da Norwegian Air representa um importante passo na internacionalização do turismo brasileiro. Em um país de dimensões continentais como o Brasil, o transporte aéreo ganha ainda mais relevância. Por isso, é fundamental que o Congresso Nacional ajude na modernização das regras do setor”, afirmou, em nota.

O ministro cita como principal medida necessária para o desenvolvimento da aviação no Brasil a aprovação do projeto de lei que tramita no Congresso Nacional para a liberação de 100% de capital estrangeiro nas companhias aéreas que operam no país. A medida permitiria, por exemplo, que a Norwegian e outras companhias aéreas de baixo custo criassem até mesmo uma subsidiária no país para voos domésticos.

“Na avaliação do Ministério do Turismo, a medida aumenta a competitividade do turismo nacional na medida em que permite a ampliação da oferta e a consequente redução do custo de passagens”, afirma a nota. O projeto chegou a ser discutido na última terça-feira (7), mas foi retirado da pauta antes de ser votado.

Leia também:

– Melhor primeira classe de avião do mundo tem até suíte com cama de casal
– Procon autua aéreas por cobrar para marcar assento; Anac permite
– Quanto combustível um jato comercial consome por voo?


Clima influencia segurança do avião. É melhor voar no frio ou no calor?
Comentários 10

Todos a Bordo

Clima influencia principalmente nos pousos e decolagens (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Para voar, os aviões precisam que o ar passe em velocidade pelas asas. Os motores precisam do ar para poder funcionar e gerar a máxima potência. É natural, então, que a condição do ar influencie diretamente no desempenho do avião. Mas qual a condição ideal do ar para o avião voar melhor? Frio ou calor?

A qualidade do ar para o voo sofre diversas influências, como temperatura local, altitude da pista de decolagem, umidade e pressão atmosférica. A condição ideal é que o conjunto de todas essas variáveis proporcione um ar com densidade elevada. Com um ar mais denso, há mais partículas em contato com as asas e alimentando os motores do avião, gerando mais sustentação e potência.

Leia mais:

Jatos comerciais têm motor escondido na traseira. Sabe para que ele serve?
Manutenção e clima causam até 40 trocas de aviões por dia numa só empresa
Você sabe como funciona um motor de avião a jato?

O maior problema para os aviões ocorre nas fases críticas de decolagem e pouso. Na decolagem, o avião precisa de potência para ganhar velocidade e sustentação o mais rápido possível. No pouso, é necessário ter sustentação com a menor velocidade possível para facilitar a frenagem.

As condições ideais do ar para pousos e decolagens são:

– Ar seco
– Baixa temperatura
– Baixa altitude
– Alta pressão

Quando encontra todas essas situações, o avião consegue decolar e pousar percorrendo uma menor extensão da pista. Isso garante mais segurança às operações aéreas.

No momento da decolagem, os pilotos têm de estar atentos a diversas velocidades do avião. A principal é chamada de V1. É a velocidade limite para que o avião consiga abortar a decolagem em caso de alguma pane e frear com segurança ainda dentro da pista. Esse cálculo é feito levando em consideração o peso do avião, o tamanho da pista, a altitude do aeroporto e as condições do ar, como temperatura, pressão e umidade.

Durante o verão, é comum casos de voos cancelados ou nos quais o avião precisa decolar com menos peso por conta da baixa densidade do ar. Como não é possível alterar as condições do ar, é necessário diminuir o peso do avião para que a velocidade de segurança seja atingida no ponto ideal da pista.

No inverno com baixas temperaturas e geralmente com o ar mais seco, a densidade do ar aumenta. Assim, os aviões conseguem decolar e pousar com mais facilidade.

Além de mais seguro, o voo também costuma ser mais confortável para os passageiros nos dias frios. Com a temperatura mais baixa, a atmosfera tende a ser mais calma, gerando menos turbulência no avião especialmente nas fases de pouso e decolagem.

Voo de cruzeiro

Em altitude de voo de cruzeiro (geralmente a cerca de 10 quilômetros de altitude), os aviões encontram uma condição de ar rarefeito. Quanto maior a altitude, menor a temperatura e a densidade do ar. Essa é uma condição da própria atmosfera terrestre, e os aviões são projetados para voar nessas condições.

Quando atingem a altitude de cruzeiro, os aviões precisam de menos potência nos motores para manter a velocidade, já que a resistência do ar (arrasto) também é menor. Além disso, com o ar rarefeito há uma maior economia de combustível. Como existem menos moléculas de ar na altitude, também são necessárias menos moléculas de combustível.

Leia também:

Jatinho mais barato do mundo tem só um motor e paraquedas de emergência
Por que os aviões precisam arremeter? Manobra é segura?
SP pode ser uma das primeiras cidades a ter táxi voador elétrico da Airbus

Airbus A380 tem 22 rodas, e troca do trem de pouso demora 14 dias


Aeroporto de Congonhas tem desembarque expresso para passageiro sem bagagem
Comentários 11

Todos a Bordo

Desembarque expresso de Congonhas fica antes das esteiras de bagagem (Divulgação)

Para facilitar o desembarque dos passageiros que viajam apenas com a mala de mão, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, inaugurou na semana passada uma nova área de desembarque expresso. A nova saída do terminal está localizada antes da área de esteira de bagagem. “O objetivo é agilizar o fluxo de passageiros sem bagagem despachada, que, portanto, não precisam aguardar por malas nas esteiras do terminal”, afirma a Infraero, em nota.

Segundo a empresa, a nova área de desembarque deve ser usada pela maioria dos passageiros que passam diariamente pelo aeroporto de Congonhas, o mais movimentado sob administração da Infraero.

Leia também:

Senado aprova mudança de nome do aeroporto de Congonhas, em São Paulo
Procon autua aéreas por cobrar para marcar assento; Anac permite cobrança
Cingapura tem melhor aeroporto do mundo pelo 6º ano; Brasil fica de fora

Desde que as companhias aéreas passaram a cobrar pelo despacho de bagagem, aumentou o número de passageiros que viajam apenas com a mala de mão. Segundo dados da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas), 65% das passagens são vendidas sem o direito de despachar a bagagem.

“A medida também visa proporcionar mais conforto e uma melhor experiência a quem chega a São Paulo pelo aeroporto de Congonhas, principalmente nos horários de maior movimento, já que grande parte dos usuários de Congonhas é constituída de empresários e executivos em viagens de negócios, que costumam trazer apenas a bagagem de mão e precisam economizar tempo”, diz a nota da Infraero.

Aeroporto tem nota 4,36

O aeroporto de Congonhas ficou na 15ª colocação entre os 20 terminais avaliados na pesquisa trimestral do Ministério dos Transportes. Na escala de 1 a 5, Congonhas obteve a nota 4,36 na avaliação dos próprios usuários do terminal.

Entre os quatro aeroportos avaliados que transportam mais de 15 milhões de viajantes anuais, Congonhas ficou na última posição. O aeroporto de Brasília (DF) é o líder da categoria com nota 4,40, seguido de Galeão (RJ), que obteve nota 4,38, e Guarulhos (SP), com 4,37.

No ano passado, o aeroporto de Congonhas recebeu 21,8 milhões de passageiros, o que representa 20,15% de toda a rede da Infraero. Foram quase 218 mil pousos e decolagens.

Leia também:

Dono de jatinho paga R$ 37 mil para estacionar e embarca sem fila e raio-x
Chateado com cobrança de mala? Aéreas de fora taxam até check-in presencial
SP pode ser uma das primeiras cidades a ter táxi voador elétrico da Airbus

Piloto e copiloto nunca comem a mesma refeição


Angelina Jolie, Tom Cruise, Gisele Bündchen: famosos que pilotam aeronaves
Comentários 4

Todos a Bordo

Angelina Jolie no comando de avião de pequeno porte durante viagem à África (Reprodução/Youtube)

Por Vinícius Casagrande

Muitos milionários em todo o mundo só viajam em seus próprios aviões particulares. Algumas celebridades resolveram ir além e decidiram elas mesmas pilotar suas aeronaves. O ator Harrison Ford, por exemplo, é um apaixonado pela aviação e, mesmo após sofrer pelo menos cinco acidentes não abre mão do prazer de voar.

Tom Cruise ficou famoso no filme Top Gun – Ases Indomáveis, no qual interpretava um piloto de avião. Anos depois, decidiu levar a aventura para a vida real. História parecida com a da atriz Hilary Swank. Para interpretar Amelia, uma das pioneiras da aviação, a atriz também aprendeu a pilotar avião, mas uma cláusula de seu contrato de seguro a impediu de terminar o treinamento para obter a licença.

Leia também:

– Lembre pilotos de avião heróis que enfrentaram panes e evitaram tragédias
– Mulheres pilotos fazem sucesso no Instagram com fotos de avião e biquínis
– Dono de jatinho paga R$ 37 mil para estacionar e embarca sem fila e raio-x

A top model brasileira Gisele Bündchen aprendeu a pilotar helicóptero quando estava grávida de seu primeiro filho. O vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, já chegou a trabalhar até em uma companhia aérea. John Travolta costumava guardar seu Boeing 707 na garagem de casa antes de doá-lo a um museu da Austrália.

A paixão pela aviação atinge até mesmo membros da realeza. O príncipe William era piloto de helicóptero da Força Aérea Real do Reino Unido. Já o rei da Holanda, Willem-Alexander, costumava pilotar aviões comerciais da companhia aérea KLM.

Conheça algumas celebridades que também são pilotos de aviões e helicópteros:

Angelina Jolie

A atriz Angelina Jolie aprendeu a pilotar aviões em 2004 após prometer ao seu primeiro filho, Maddox, que aprenderia a voar. Em uma entrevista da época, ela explicou o que sente ao pilotar um avião. “É a melhor sensação. Dizem que é melhor do que sexo, mas é muito melhor”, disse ao canal de televisão Bravo. A atriz tem dois aviões, um Cirrus SR22 e um Cessna 208 Caravan.

Gisele Bündchen

A top model brasileira Gisele Bündchen aprendeu a pilotar helicóptero em 2009, quando estava grávida de seu primeiro filho, Benjamin. Gisele teve aulas em uma escola de aviação na cidade de Boston (EUA). Ela aprendeu a voar em um helicóptero do modelo Robinson R44. A modelo decidiu tirar sua licença de piloto para aprender mais sobre aviação e para auxiliar em seu trabalho voluntário nas Nações Unidas sobre combustíveis alternativos.

Tom Cruise

Tom Cruise em cena do filme Top Gun, de 1986 (Reprodução)

Depois de ficar famoso com o filme Top Gun – Ases Indomáveis, Tom Cruise decidiu se tornar piloto de avião também na vida real. O processo, no entanto, demorou um pouco. O filme foi lançado em 1986, e o ator obteve sua licença de piloto de avião somente em 1994. Desde então, sua paixão pela aviação só aumentou. Tom Cruise tem licença para pilotar 12 modelos diferentes de aviões. No seu hangar particular, os destaques são um Mustang P-51 e um jato executivo Gulfstream IV.

Harrison Ford

O ator Harrison Ford pilotando o avião PT22, com o qual sofreu um grave acidente (Grosby Group)

A vida de piloto do ator Harrison Ford ficou famosa por conta dos diversos acidentes que já sofreu quando pilotava seus aviões e helicópteros. Desde que obteve sua licença de piloto nos anos 1990, o ator já teve pelo menos cinco acidentes aéreos. O ator fez suas primeiras aulas de voo ainda na década de 1960, mas teve de interromper o treinamento por falta de dinheiro. Nos anos 1990, comprou um jato executivo e aos 52 anos de idade finalmente realizou o sonho de se tornar piloto.

O primeiro acidente de Harrison Ford foi em 1999 após uma pane no motor do helicóptero que pilotava. O mais grave aconteceu em 2015, com a queda do avião Ryan PT-22 Recruit da Segunda Guerra Mundial. Em fevereiro do ano passado, quase causou uma grande tragédia ao pousar na pista errada do aeroporto John Wayne, no condado de Orange, na California (EUA). O avião que pilotava passou por cima de um Boeing 737 com 110 passageiros e seis tripulantes.

Príncipe William

Segundo na sucessão ao trono britânico, o príncipe William aprendeu a pilotar helicóptero no colégio Cranwell da Força Aérea Real do Reino Unido. No ano seguinte, tornou-se piloto em tempo integral para serviços de busca e salvamento. A primeira missão real ocorreu somente em 2010, quando ainda atuava como copiloto.

O príncipe ficou na Força Aérea até 2013. Em 2014, começou o treinamento para missões civis de ambulância aérea na região de Norwich. Ele ocupou o cargo de piloto até 2017, quando deixou a carreira de piloto.

Rei Willem-Alexander

O rei da Holanda, Willen Alexander (à dir.), pilotou por mais 21 anos aviões comerciais na KLM (Divulgação)

O rei da Holanda, Willem-Alexander, trabalhou por mais de 21 anos de forma camuflada como piloto de avião da companhia aérea holandesa KLM. Willem-Alexander, que assumiu o trono em 2013, revelou no ano passado ao jornal holandês ''De Telegraaf'' que seu trabalho no cockpit também foi mantido em paralelo às atividades reais. ''Eu acho voar algo simplesmente fantástico'', disse ao jornal.

O rei da Holanda trabalhava duas vezes por mês como copiloto em voos comerciais sem que seus passageiros soubessem. Williem-Alexander era piloto de aviões do modelo Fokker, que foram substituídos por aviões da fabricante brasileira Embraer. Com os Fokker fora da frota da KLM, o rei preferiu obter licença para pilotar aviões maiores, do modelo Boeing 737.

John Travolta

John Travolta com comissárias da companhia aérea Qantas (Divulgação)

O ator John Travolta guarda seus aviões na garagem de casa, localizada dentro de um condomínio aeronáutico em Ocala, no estado da Flórida (EUA). John Travolta obteve sua licença de piloto de avião aos 22 anos de idade, ainda antes de se tornar uma celebridade mundial. O ator tem licença para pilotar diversos modelos de avião. Travolta tinha um Boeing 707 com a antiga pintura da companhia aérea australiana Qantas, mas no ano passado doou a um museu da Austrália.

Bruce Dickinson

Bruce Dickinson (à esq.) testa jato executivo da Embraer em recente visita ao Brasil (Divulgação)

Bruce Dickinson divide sua vida entre as carreiras de vocalista da banda Iron Maiden e de piloto de avião. Dickinson tem licença para comandante de linhas aéreas comerciais. Quando o Iron Maiden está em turnê mundial, é ele quem costuma estar no comando do avião que transporta toda a equipe e os equipamentos para os shows. Foi assim nas turnês de 2008, 2009, 2011 e 2016. Nesta última, foi usado um Boeing 747-400. Dickinson já foi piloto na companhia aérea britânica Astraeus Airlines e tem uma empresa de manutenção de aviões.

Morgan Freeman

Mecânico da Força Aérea nos anos 1950, o ator Morgan Freeman sonhou a vida inteira em aprender a voar. Aos 65 anos, finalmente colocou o plano em prática e obteve sua licença de piloto de avião. O ator já chegou a ter pelo menos três aviões: um jato executivo Cessna Citation 501 SP jet, um bimotor Cessna 414 e o jato executivo Emivest SJ30.

Hilary Swank

A atriz Hilay Swank em cena do filme Amelia (Reprodução)

Quando foi convidada a fazer o filme Amelia, sobre a história de uma das mulheres pioneiras da aviação, a atriz Hilary Swank decidiu que também aprenderia a pilotar aviões. Ela chegou a fazer cerca de 20 horas de voo. Quando iria realizar seu primeiro voo solo, sem a presença de um instrutor dentro do avião, foi impedida de continuar o treinamento por uma cláusula do seu contrato de seguros. Assim, a atriz aprendeu a voar, mas não chegou a obter sua licença de piloto.

Leia também:

– Autor de O Pequeno Príncipe era piloto, voou no Brasil e morreu em acidente
– 1ª piloto brasileira de avião casou com instrutor, e ele a proibiu de voar
– Sonha em comandar um avião? Veja quanto custa formação básica de um piloto


Por que aéreas da Ásia e Oriente Médio dominam lista de melhores do mundo?
Comentários 17

Todos a Bordo

Por Vinícius Casagrande

As companhias aéreas da Ásia e do Oriente Médio dominam nos últimos anos a lista de melhores empresas de aviação do mundo. No último ranking da Skytrax, considerado o “Oscar da aviação” e divulgado no mês passado, nove entre as dez primeiras colocadas são do oriente (veja álbum de fotos acima).

As empresas da região também dominam diversas outras categorias da premiação, com as de melhor equipe de bordo, melhor primeira classe, melhor classe executiva, limpeza da cabine e melhores serviços de aeroporto.

Leia também:

Empresa asiática é eleita melhor aérea de baixo custo pelo 10º ano seguido
Aéreas low-cost podem baratear voos do Brasil para Argentina, Caribe e EUA
SP pode ser uma das primeiras cidades a ter táxi voador elétrico da Airbus

Luxo e bom atendimento

Uma das características mais marcantes das companhias aéreas da Ásia e do Oriente Médio é o luxo proporcionado aos passageiros da primeira classe e da executiva. Os passageiros das áreas mais sofisticadas do avião encontram, dependendo da empresa, suítes com cama de casal, serviço de mordomo, chuveiro a bordo, entre outras regalias.

No entanto, mesmo os passageiros da classe econômica também recebem atenção especial das companhias asiáticas e do Oriente Médio. Na categoria entre melhores companhias aéreas para a classe econômica, nove entre as dez primeiras também são da região. A líder nessa categoria é a tailandesa Thai Airways.

O professor do curso de aviação civil da Universidade Anhembi Morumbi Claudio Fonseca afirma que um dos motivos para as empresas da Ásia e Oriente Médio dominarem o topo do ranking é a cultura regional em prestar um bom atendimento, com constante treinamento.

“O maior contribuidor para a qualidade do produto é a qualidade do treinamento das pessoas. E isso vale para a área de serviço. Se olhar os povos do oriente, eles têm essa cultura do serviço. Essas empresas têm essa atenção ao detalhe, que é da cultura deles”, afirma.

Em meio à riqueza do Oriente Médio, o professor do curso de aviação civil também destaca o lado cultural da ostentação naquela região do planeta. “O nível de ostentação nesses países é diferente. Em Abu Dhabi, por exemplo, há um desfile de carros de luxo como Porsches e Ferraris. Eles levam essa cultura também para dentro dos aviões”, diz.

Suítes da primeira classe da Singapore Airlines podem se transformar em um quarto de casal (Divulgação)

Economia rica e estável

Outro ponto relevante para uma melhor qualidade na prestação dos serviços por parte das companhias aéreas da Ásia e Oriente Médio é a parte econômica. Com sede em países com riqueza abundante e economicamente estáveis, as empresas conseguem ter mais previsibilidade em relação aos negócios e planejar melhor os investimentos.

As companhias do Oriente Médio, maior região produtora de petróleo do mundo, ainda se beneficiam dos baixos custos do combustível. Ao aliviar a carga em um dos principais custos de uma companhia aérea, elas ganham fôlego para outros investimentos.

“É bem diferente da nossa região, na qual as companhias estão brigando constantemente com as oscilações do câmbio, do preço do combustível e de outros custos. Isso tira poder de investimento”, afirma o professor do curso de aviação civil.

Nessa questão, a única companhia aérea de fora da Ásia e Oriente Médio entre as dez melhores do mundo é a alemã Lufthansa, com sede no país com a maior economia da Europa.

No caso das companhias norte-americanas, a maior economia do mundo, o problema são a concorrência e a cultura local. O importante ali não é tanto o luxo e sofisticação, mas o serviço eficiente a baixo custo.

Terminal 3 do aeroporto de Changi, em Cingapura, eleito o melhor do mundo (TommL/Getty Images)

Experiência completa

A experiência de voar começa bem antes de o passageiro entrar no avião. A partir do momento em que ele coloca os pés no aeroporto, tudo influencia na sua percepção se o serviço foi bom ou ruim. “Se o passageiro teve um bom atendimento que antecede o voo, com tudo organizado e bem-feito, ele fica mentalmente mais receptivo ao resto e vai no fluxo de admiração”, diz Fonseca.

Não é à toa que entre os dez melhores aeroportos do mundo, seis estão na Ásia e Oriente Médio, segundo ranking da própria Skytrax divulgado em março. O líder desse ranking é o aeroporto de Singapura, justamente a principal base de operações da Singapore Airlines, a líder entre as companhias aéreas.

“É uma soma de todos os fatores, como cultura, vontade de servir, treinamento, aeronaves novas e aeroporto. As pessoas e a economia andam em paralelo para criar a experiência do cliente”, afirma o professor do curso de aviação civil.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa da Skytrax foi feita com mais de 20 milhões de passageiros de mais de cem nacionalidades diferentes entre agosto de 2017 e maio de 2018. Os passageiros avaliaram 335 companhias aéreas do mundo inteiro.

Entre as companhias aéreas dos Estados Unidos, o maior mercado de aviação do mundo, a mais bem colocada é a Delta Air Lines. A empresa está na 37ª posição. Já entre as companhias da América do Sul, o grupo Avianca (que inclui as empresas da Colômbia e do Brasil) lidera o ranking na 51ª posição.

Leia também:

Empresa de cruzeiros transforma Boeing 777 em avião de luxo
Sonha em ter um jato executivo? O mais barato do mundo custa R$ 7,4 mi
Por que quase todos os aviões são brancos?


Vai à Festa do Peão de Barretos? Aérea terá voo direto saindo de Guarulhos
Comentários 2

Todos a Bordo

Quem for à Festa do Peão de Barretos neste ano poderá contar com voos diretos partindo de São Paulo (Guarulhos). A rota será operada por um avião modelo ATR 72-500 da Passaredo, com capacidade para até 68 passageiros.

Atualmente, o aeroporto de Barretos não opera voos comerciais regulares, sendo usado apenas por aviões particulares. Excepcionalmente, por causa do evento, o aeroporto foi liberado para receber os voos da Passaredo.

Serão dois voos de ida e volta operados em dois finais de semana. As viagens de ida partem de São Paulo aos sábados (18 e 25 de agosto) às 18h30 e pousam no aeroporto de Barretos às 19h45h. Os voos de volta saem de Barretos aos domingos (19 e 26 de agosto) às 7h e chegam em São Paulo às 8h10h.

As passagens aéreas só podem ser compradas junto com ingressos para a Festa do Peão. O pacote mais barato custa R$ 1.194,80 (com taxas) e inclui voo de ida e volta e entradas com acesso ao rodeio e aos shows da noite. O mais caro sai por R$ 2.946,40 (com taxas) e inclui voo de ida e volta, mais acesso ao camarote do evento.

Os pacotes com aéreo podem ser comprados pelo site: https://www.totalacesso.com/pagina/barretos2018ingressovoo.

Festa vai de 16 a 26 de agosto

A 63ª Festa do Peão de Barretos acontece de 16 a 26 de agosto. Entre as atrações confirmadas estão as cantoras Anitta, Marília Mendonça, a canadense Shania Twain, o sertanejo Gusttavo Lima e as duplas Fernando e Sorocaba, Simone e Simaria, Bruno e Marrone, Maiara e Maraisa e Cesar Menotti e Fabiano.

A programação completa está disponível no site da organização do evento.