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Empregado é acusado de trocar destino de malas no melhor aeroporto do mundo
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Funcionário trocou o destino das malas durante quatro meses (Foto: Lucas Lima/UOL).

Um funcionário do aeroporto internacional de Changi, em Cingapura, foi acusado de trocar 286 etiquetas de bagagem e enviar as malas dos passageiros para destinos errados. O aeroporto de Changi foi eleito o melhor do mundo nos últimos cinco anos pelo ranking Skytrax, uma espécie de “Oscar” da aviação.

Tay Boon Keh, 63 anos, compareceu à Justiça nesta semana, mas não esclareceu o que o motivou. Os casos investigados aconteceram quase todos os dias entre novembro do ano passado e fevereiro deste ano. Tray trabalhava para uma empresa terceirizada que presta serviços ao aeroporto, mas já foi demitido.

O aeroporto de Changi transporta todos os dias cerca de 70 mil malas. No ano passado, foram 59 milhões de passageiros, que voaram para 380 destinos.

Segundo o jornal “Straits Times”, de Cingapura, foram afetados passageiros das companhias aéreas Singapore Airlines, Silkair e Lufthansa. As bagagens trocadas tinham como destino os aeroportos de Hong Kong, na China; Manila, nas Filipinas; Londres, na Inglaterra; e Perth, na Austrália, entre outros.

O julgamento do caso deve ser retomado em meados de outubro. Caso seja considerado culpado, o funcionário acusado de ter feito a troca das etiquetas de bagagem pode ser condenado a até um ano de prisão e ao pagamento de multa nos 286 processos pelos quais responde.

Em entrevista ao jornal “Straits Times”, um porta-voz do aeroporto de Changi afirmou que esse foi um caso isolado, que não representou nenhum risco à segurança da aviação.

“No entanto, aprimoramos o controle de acesso e o monitoramento por câmeras de segurança da área de bagagem”, afirma.

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Empresas cobram R$ 30 para o despacho de uma mala de 23 kg (Foto: Lucas Lima/UOL)

Um levantamento da Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) aponta que as tarifas médias de passagens aéreas tiveram queda entre 7% e 30% desde que teve início a cobrança de bagagem em voos nacionais, dependendo da rota e da companhia aérea. Os dados se referem às passagens vendidas entre junho e o começo de setembro pelas companhias Azul, Gol e Latam.

A rota que apresentou o menor percentual de queda foi entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, pela companhia Gol. Os dados apontam uma redução de 6,5% nas tarifas em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na Gol, a maior queda ocorreu na rota entre o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e Salvador. Nesse caso, a redução foi de 30,4%. Na Latam, a maior redução ocorreu na rota entre Brasília e Recife, com queda de 33% comparando agosto deste ano com o mesmo mês do ano passado. Na Azul, as passagens entre Viracopos, em Campinas (SP), e Porto Seguro (BA) tiveram queda ainda maior, chegando a 40,5% de redução em julho deste ano.

Nas três companhias que passaram a cobrar pela bagagem em junho, mais de 60% dos passageiros optaram por comprar passagens que não dão o direito de despachar uma mala de até 23 kg. Segundo os dados apresentados pela Abear, esse índice é de 60% na Azul, 63% na Latam e 65% na Gol. A Avianca começa a cobrança pela bagagem despachada somente na próxima segunda-feira.

Os passageiros que optam pelas passagens sem direito a bagagem podem comprar depois esse serviço. A Abear, no entanto, não divulgou a quantidade de passageiros que tiveram de pagar para incluir o serviço posteriormente. “Ainda não temos esses dados, mas posso garantir que a maioria dos passageiros que comprou passagem sem bagagem de fato viajou sem bagagem”, disse o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

Segundo dados da entidade, somente na Gol houve aumento de 50% no número de passageiros que viajaram sem despachar bagagem, enquanto na Latam, mais de 900 mil passageiros viajaram nesse período com as tarifas sem direito a mala.

Aumento no número de passageiros

Os dados da Abear também apontam crescimento no número de passageiros dos voos domésticos. Em agosto, a alta foi de 5,51%. Esse foi o sexto mês consecutivo de crescimento. No acumulado do ano, a procura de passageiros teve alta de 1,98%.

As companhias aéreas também registram melhora no aproveitamento de seus voos. O índice de ocupação teve alta de 1,42%, chegando a 80,31%, com 7,6 milhões de passageiros transportados.

A Gol foi a líder do mercado doméstico no mês de agosto, com 35,03% de participação, seguida pela Latam, com 34,13%, Azul, com 17,54%, e Avianca, com 13,30%.

No mercado internacional, as companhias aéreas brasileiras apresentaram alta maior, com crescimento de 16,78% no mês de agosto. No acumulado do ano, a procura internacional cresceu 10%.

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Que avião pousa antes: o do presidente ou um com órgão para transplante?
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Avião presidencial é o sexto na lista de prioridades (foto: Agência Força Aérea)

Nas manobras de pouso e decolagem, alguns aviões e helicópteros têm prioridade nas chegadas e saídas dos aeroportos. A ordem das aeronaves que vão decolar ou pousar em primeiro lugar segue regulamentos internacionais de tráfego aéreo.

A prioridade é dada aos aviões em emergência, que estejam transportando alguém doente em estado grave ou órgãos para transplante, aeronaves militares ou até mesmo com a presença do presidente da República.

A lista de prioridades é praticamente a mesma em todos os países e tem como intenção garantir as missões de segurança nacional e dos aviões e helicópteros que estão em operação, assegurar os cuidados com pacientes graves e agilizar as missões de resgate.

Há uma ordem de prioridade para a decolagem e outra para o pouso. Nos dois casos, no entanto, a aeronave presidencial é a sexta na lista de prioridades, sempre à frente dos aviões comerciais.

Quando não há esses casos de prioridade, os aviões comerciais ou mesmo aeronaves particulares ou militares que não estejam em nenhum tipo de missão entram em uma fila de acordo com a ordem de chegada. Eventualmente, a torre de controle até pode alterar essa ordem para dar mais agilidade ao tráfego aéreo.

Nos aeroportos mais congestionados, como o de Congonhas, em São Paulo, as aeronaves particulares precisam solicitar uma autorização prévia para decolar ou pousar, o chamado slot. Assim, é designado um horário específico para o pouso ou a decolagem daquele avião.

Isso não quer dizer, no entanto, que ele terá prioridade sobre outros aviões. Quando solicitar autorização para decolagem ou para o pouso, ele entrará na fila existente naquele momento.

A ordem completa de prioridades na decolagem é para as seguintes aeronaves:

1 – Em missão de defesa aérea para interceptação e ataque

2 – Em missão de defesa aérea para interceptação e escolta

3 – Em operação militar, em missão real de guerra ou segurança interna

4 – Transportando pacientes graves ou órgão vital para transplante

5 – Em missão de busca e salvamento

6 – Conduzindo o presidente da República

7 – Em operações militares, realizando manobras de treinamento

8 – Demais situações, na sequência em que a torre de controle julgar melhor operacionalmente

Prioridades para o pouso

Na hora do pouso, a prioridade máxima é para garantir a segurança dos aviões em voo e de seus passageiros. Assim, as aeronaves com algum tipo de emergência, como falha no motor, ganham prioridade para tentar garantir um pouso seguro o mais rápido possível.

Na sequência, vêm os planadores. Como são aviões sem motor, eles não conseguem esperar por muito tempo para pousar e, por isso, também precisam de prioridade. Aviões e helicópteros transportando pacientes graves vêm logo em seguida e só depois as aeronaves militares. Veja a ordem completa das aeronaves:

1 – Em emergência

2 – Planadores

3 – Transportando pacientes graves ou órgão vital para transplante

4 – Em missão de busca e salvamento

5 – Em operação militar, em missão real de guerra ou segurança interna

6 – Conduzindo o presidente da República

7 – Em operações militares, realizando manobras de treinamento

8 – Demais situações, na sequência em que a torre de controle julgar melhor operacionalmente

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Avianca vai cobrar entre R$ 30 e R$ 60 pela bagagem em voo nacional
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Avianca lança nova classe tarifária a partir de segunda-feira (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Avianca Brasil vai ter uma nova faixa de tarifas em seus voos nacionais para as passagens compradas a partir de segunda-feira (25). A tarifa Promo deve ter o preço mais baixo, segundo a empresa, mas sem direito a levar gratuitamente uma mala de até 23 kg.

Se mudar de ideia, o passageiro poderá incluir depois o despacho da bagagem. Se fizer o pedido pela internet até seis horas antes do voo, o valor será de R$ 30. Se deixar para fazer o pagamento no balcão do check-in, o preço subirá para R$ 60.

Em entrevista exclusiva ao Todos a Bordo, o presidente da Avianca, Frederico Pedreira, afirmou que “a tarifa Promo foi desenhada para quem quer viajar sem bagagem”.

Concorrentes começaram a cobrar em junho

As companhias aéreas estão liberadas para cobrar pelo despacho de bagagem desde o final de abril. As concorrentes Azul, Gol e Latam começaram a cobrança em junho. Segundo Pedreira, a demora para a Avianca seguir pelo mesmo caminho ocorreu porque a companhia queria criar um sistema diferente.

“Queríamos mais tempo para pensar em algo que fizesse sentido para a Avianca. O nosso raciocínio era manter o nosso nível de serviço e, por outro lado, também ter a possibilidade de, ao não incluir o despacho de bagagem, ter uma classe tarifária que fosse mais competitiva para trazer para as nossas aeronaves passageiros que viajariam com menos frequência ou não viajariam”, afirma Pedreira.

Na Azul, Gol e Latam, a diferença de preço da passagem com ou sem direito ao transporte de bagagem é de R$ 30. Na Avianca, o presidente da companhia afirmou que a nova tarifa Promo terá uma diferença maior em relação às demais tarifas para o mesmo voo. Segundo ele, no entanto, não é possível precisar um percentual porque essa diferença pode variar de acordo com a época do ano e a antecedência da compra da passagem. “Será uma diferença considerável entre a Promo e a Economy”, afirma.

Outra diferença é que nas épocas de maior procura ou nas passagens vendidas de última hora, quando os preços costumam ser bem mais altos, só serão vendidas passagens das classes tarifárias superiores, que já incluem o transporte de bagagem. “Não faz sentido o passageiro pagar mais de R$ 1.000 e não ter o direito de despachar uma mala”, afirma.

Lanchinho continua igual

A partir de segunda-feira, serão três tipos de tarifas oferecidos pela Avianca: Promo, Economy e Flex. Além do transporte de bagagem, haverá outras diferenças entre elas, como valor das taxas para reembolso ou remarcação do voo e quantidade de pontos acumulados no programa de fidelidade da companhia.

Segundo o presidente da Avianca, a nova classe tarifária da companhia não vai mudar o serviço de bordo atual, com lanches quentes e sistema de entretenimento sem custo adicional. “Os passageiros vão continuar com todos esses benefícios. Essa é a filosofia da Avianca”, afirma.

Crescimento no mercado doméstico e internacional

Mesmo com a retração do mercado de aviação, a Avianca tem crescido cerca de 15%. Neste ano, a empresa já lançou novas rotas e recebeu aviões maiores, do modelo Airbus A330-200.

A empresa também iniciou neste ano suas operações internacionais de longo curso, com voos entre São Paulo e Miami, nos Estados Unidos, e entre São Paulo e Santiago, no Chile.

A partir de 15 de dezembro, a Avianca inaugura sua segunda rota nos Estados Unidos, com o voo diário entre São Paulo e Nova York. “Serão voos noturnos para atender tanto o púbico a lazer como o de negócios”, afirma Pedreira. A Avianca começou na semana passada a venda de passagens para o voo de Nova York.

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O que significam as placas, faixas e luzes nas pistas dos aeroportos?
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Sinalizações na pista servem para orientar os pilotos (foto: iStock)

Por Vinícius Casagrande

No caminho entre o portão de embarque e a pista de decolagem, os passageiros podem observar pela janela do avião diversas placas de sinalização, luzes coloridas e faixas pintadas no chão. Esses sinais são essenciais para os pilotos se orientarem enquanto ainda estão em solo ou até mesmo em voo.

O percurso pelas pistas do aeroporto é determinado pela torre de controle, que orienta não somente os aviões que estão voando, mas também aqueles que se deslocam em solo. Antes mesmo de deixarem o portão de embarque ou pousarem, os pilotos devem consultar a Carta de Aeródromo, um mapa com as pistas internas do aeroporto. Isso ajuda a se localizarem e entenderem melhor as orientações da torre de controle.

Marcações na pista de pouso e decolagem

Os aeroportos podem ter uma ou mais pistas de pouso e decolagem. Em Guarulhos, por exemplo, são duas pistas, enquanto Viracopos, em Campinas (SP) há apenas uma. Em todos os casos, no entanto, há várias pistas de taxiamento, que são as ruas internas do aeroporto que levam do terminal de embarque até a pista de pouso e decolagem.

Cabeceiras das pistas do aeroporto de Congonhas, em São Paulo (foto: Reprodução)

Cada pista de pouso e decolagem tem duas cabeceiras, que são as extremidades da pista. Cada cabeceira é designada por um número, que varia de 01 a 36 e que indica a orientação magnética da bússola.

Quando a cabeceira recebe o número 09, isso significa que ela está apontando para o leste (o que equivale a 090º na bússola). Isso auxilia os pilotos a se localizarem melhor na aproximação para o pouso e após as decolagens.

Quando há duas pistas paralelas em um mesmo aeroporto, elas ganham as letras L ou R para diferenciar as pistas da esquerda (Left) e da direita (Right) na visão do piloto. Se houver três pistas paralelas, a central ganha a letra C (Center).

Faixas indicam largura da pista e o local onde avião deve tocar o chão (foto: Reprodução)

Na cabeceira, ainda há listras pintadas de branco que lembram uma faixa de pedestres. Elas indicam que a pista começa naquele ponto. A quantidade de listras pintadas pode variar de acordo com a largura da pista. Em Guarulhos, são 12 listras pintadas, o que indica a largura de 45 metros. Já no aeroporto de Jundiaí (SP), são oito listras e 30 metros de largura da pista.

Em todo o comprimento da pista, há uma linha tracejada, semelhante à que divide as faixas de carros nas ruas da cidade. A função dela nas pistas dos aeroportos, no entanto, é apenas sinalizar aos pilotos o eixo central da pista. O ideal é que o trem de pouso do nariz, a roda localizada na frente do avião, percorra a pista sobre essa linha.

As faixas com três listras à frente do número da cabeceira da pista marcam o início da zona de toque do avião durante os pousos. Já a faixa mais grossa é o ponto ideal onde deve encostar o trem de pouso. Essa área tem uma cor bem mais escura, mas não é nenhuma pintura feita na pista. Ao tocar o asfalto, os pneus sofrem desgaste. O acúmulo de borracha é o que dá esse tom mais escuro.

Durante a noite, a pista de pouso e decolagem é iluminada com luzes brancas, que formam três linhas ao longo da pista, sendo duas nas laterais e uma central.

À noite, luzes orientam os pilotos no pouso e decolagem (foto: iStock)

Pistas de taxiamento dos aviões

Nas pistas de taxiamento dos aviões, as faixas são pintadas na cor amarela. As luzes utilizadas para indicar o centro da pista durante a noite, no entanto, são verdes. As lâmpadas ficam instaladas dentro do asfalto e protegidas por uma cobertura que resista à passagem dos aviões sobre elas.

A identificação das pistas de taxiamento dos aeroportos é feita por letras. Durante a comunicação entre a torre de controle e os pilotos, quando a torre indica os caminhos que o avião deve seguir dentro do aeroporto, é utilizada a designação do alfabeto fonético internacional: Alfa para A, Bravo para B, Charlie para C até Zulu para Z.

Além da localização pela Carta de Aeródromo, há também placas amarelas ao lado das pistas de taxiamento indicando os nomes de cada uma delas.

Linha contínua indica que piloto deve parar e a tracejada que a passagem é livre (foto: iStock)

Ao se aproximar da pista de pouso e decolagem, há duas linhas contínuas e duas linhas tracejadas amarelas que cruzam a pista de taxiamento. Aqui, a lógica é até semelhante à da sinalização das estradas.

Quem vai em direção às linhas contínuas não pode cruzá-las sem a autorização da torre de controle. Já para quem está no sentido oposto pode cruzar as linhas tracejadas sem autorização prévia. Na prática, quem vai decolar espera a autorização para entrar na pista e quem pousou deve deixar a pista livre o mais rápido possível.

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Aéreas cobram mais de R$ 100 só para marcar assento comum em voos longos
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Aéreas cobram reserva antecipada até para o assento do meio (Foto: Getty Images)

Por Vinícius Casagrande

Antes os passageiros de avião em voos internacionais tinham de pagar para sentar em poltronas com mais espaço, mesmo na classe econômica. Há algum tempo, a cobrança também vem acontecendo para marcar assento comum.

A maioria das companhias aéreas que faz voos de longa duração a partir do Brasil cobra para o passageiro reservar, com antecedência, um assento específico no avião. Essa cobrança é feita, normalmente, em passagens mais baratas ou promocionais da classe econômica.

Os valores variam em cada companhia aérea e podem passar de R$ 100. E não é necessário querer algum conforto a mais. O simples fato de escolher com antecedência o seu lugar no avião, mesmo que seja na poltrona do meio, já pode ter um custo extra.

Os passageiros que não quiserem desembolsar um valor além daquele já pago pelo bilhete só conseguem escolher o lugar no qual viajarão no momento do check-in  (normalmente 24h antes do voo pela internet ou no aeroporto, na hora do embarque). O problema é que muitos dos assentos podem já estar reservados e membros de uma mesma família podem ter de viajar separados.

Valores mudam conforme localização

Em algumas companhias aéreas, os valores mudam de acordo com a localização do assento dentro do avião. Na British Airways, por exemplo, há pelo menos cinco preços diferentes para os assentos, que variam de US$ 18 (R$ 56,43) a US$ 48 (R$ 150,48). O que muda é se eles estão localizados na frente ou atrás do avião, nas fileiras da janela, no corredor ou no meio da aeronave. Há, ainda, outros valores para poltronas nas fileiras de apenas dois assentos (US$ 49 ou R$ 153,61) ou nas saídas de emergência (US$ 56 ou R$ 175,56).

Entre as companhias europeias que voam para o Brasil, todas cobram pela reserva antecipada do assento nas classes tarifárias mais baratas. Em algumas, as passagens mais caras já incluem a reserva de assento.

Nas duas companhias aéreas brasileiras que voam para a Europa – Latam e Azul –, é possível reservar um assento com antecedência sem nenhum custo extra. As empresas cobram somente pelo assento conforto, com mais espaço para as pernas.

Assento com mais espaço para as pernas pode chegar a R$ 455 (foto: Divulgação)

Para ter mais conforto, o valor é mais alto

Os passageiros que procuram um pouco mais de conforto a bordo, mesmo viajando em classe econômica, têm de pagar ainda mais para reservar o assento. Poltronas localizadas na primeira fileira da classe econômica ou nas saídas de emergência podem ter um custo extra. Esses são os lugares com mais espaço para o passageiro esticar as pernas.

Na Emirates, por exemplo, o valor para reservar esses assentos pode variar de R$ 180 a R$ 455, dependendo da temporada, rota e destino. O passageiro só descobre o valor exato após emitir e pagar o bilhete aéreo.

Na Lufthansa e na Swiss, a reserva de assentos da primeira fila da classe econômica ou nas saídas de emergência custa R$ 359. Na KLM, o privilégio de poder esticar mais as pernas custa R$ 259, enquanto a TAP cobra R$ 222.

O grupo Air France-KLM afirmou que quando o check-in online é aberto, 30 horas antes do voo, todos os passageiros podem reservar assentos gratuitamente. Os clientes do programa de fidelidade Flying Blue nas categorias Silver, Gold e Platinum, além de seus acompanhantes, não pagam pela reserva de assentos, desde que estejam todos na mesma reserva. O valor da reserva de assento na Air France e na KLM é fixo e não há variação para época do ano.

A British Airways afirmou que oferece reserva grátis de assento 24 horas antes do voo e o serviço pago para os passageiros que quiserem escolher seu lugar antes desse prazo. “A cobrança foi introduzida há alguns anos, após a companhia consultar os clientes e concluir que a medida seria bem aceita”, afirmou a empresa em nota.

A espanhola Iberia confirmou que a reserva de assentos não está incluída nas passagens mais baratas. “Nesses casos, a Iberia determina ao cliente um assento automaticamente no dia anterior à saída do voo. Se o cliente quiser trocar seu lugar, terá um custo para isso”, disse a empresa em nota.

Questionadas, a British e a Iberia não informaram se os valores mudam conforme a época do ano. As demais companhias foram procuradas pelo Todos a Bordo, mas não responderam até a publicação desta reportagem.

Nos voos para os Estados Unidos, não há cobrança

Nas três companhias norte-americanas que voam para o Brasil – American Airlines, United e Delta –, não há a cobrança obrigatória para reserva antecipada de assentos no voo. As únicas taxas são para quem prefere voar na área da frente da classe econômica ou nos assentos com mais espaço.

As empresas brasileiras com voos para os Estados Unidos – Latam, Azul e Avianca – também não cobram taxas para reserva de assentos antecipadamente.

Confira os valores cobrados pelas principais companhias aéreas para a reserva de assento na classe econômica. A pesquisa foi feita no site das companhias aéreas, para passagens reservadas para março do ano que vem. Na maioria das companhias aéreas, em outras datas pesquisadas, os valores permaneceram os mesmos, independentemente da época do ano ou da antecedência na marcação de assento.

Lufthansa

Assento padrão – R$ 109

Primeira fileira ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 359

TAP

Assento padrão – R$ 92,48

Assento na primeira fileira da classe econômica (espaço extra para as pernas) – R$ 129,47

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 221,96

Swiss

Assento padrão – R$ 91

Assento na parte da frente da classe econômica – R$ 173

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 359

KLM

Assento padrão – R$ 73,98

Assento na parte da frente da classe econômica – R$ 110,98

Assento com espaço extra para pernas – R$ 258,95

Air France

Assento padrão – R$ 71,63

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 99,66

Assento em fileira de duas poltronas – R$ 99,66

British Airways

Assentos padrão – de US$ 18 (R$ 56,43) a US$ 48 (R$ 150,48)

Assento em fileira com apenas duas poltronas – US$ 49 (R$ 153,61)

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – US$ 56 (R$ 175,56)

Iberia

De US$ 17 (R$ 53,30) a US$ 33 (R$ 103,45) na baixa temporada

De US$ 22 (R$ 69) a US$ 37 (R$ 116) na alta temporada

Assentos nas saídas de emergência (espaço extra para as pernas) – de US$ 45 (R$ 141) a US$ 92 (R$ 287)

Air Europa

Assento padrão – R$ 53

Assento na saída de emergência (espaço extra para as pernas) – R$ 132

Emirates

Assento padrão – entre R$ 45 e R$ 105

Assento na parte da frente – entre R$ 90 e R$ 265

Primeira fileira da classe econômica ou saída de emergência (espaço extra para as pernas) – entre R$ 180 e R$ 445

United Airlines

Assento padrão – não há cobrança

Delta Airlines

Assento padrão – não há cobrança

American Airlines

Assento padrão – não há cobrança

Latam

Assento padrão – não há cobrança

Azul

Assento padrão – não há cobrança

Avianca

Assento padrão – não há cobrança

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Vai ao Rock in Rio? Aeroporto do Galeão dá 40% de desconto na sala vip
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Promoção da sala VIP do Galeão vale para todo o mês de setembro (foto: Divulgação)

Quem passar pelo aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, neste mês poderá ter acesso a uma sala VIP com 40% de desconto: o valor foi reduzido de R$ 99 para R$ 60. A promoção foi lançada de olho no público do Rock in Rio, mas vale durante todo o mês de setembro, inclusive nos dias em que não há shows, segundo a assessoria de imprensa do aeroporto.

A promoção vale para as salas VIP Plaza Premium Lounge localizadas na área pública do terminal e no embarque de voos domésticos (não inclui a unidade que fica no embarque internacional). As salas oferecem locais de descanso e refeições à vontade com massas, carnes, sopas, snacks, lanches e open bar com chope, vinho branco e tinto, suco, água e refrigerante. A sala VIP ainda conta com wi-fi grátis, TV a cabo e revistas e jornais estrangeiros e nacionais.

Todos os passageiros podem permanecer na sala VIP por até três horas. Quem quiser ir direto para a Cidade do Rock poderá usar os ônibus primeira classe que saem do aeroportodo Galeão com destino ao Parque Olímpico, onde acontecerão os shows. Os bilhetes podem ser comprados aqui.

Há também banheiros com chuveiro para quem quiser tomar banho antes de voltar para casa. Nesse caso, no entanto, o valor da entrada sobe para R$ 72.

A Plaza Premium Lounge tem capacidade para 220 lugares e funciona das 6h às 22h. O acesso é feito com o pagamento da taxa de entrada e não é necessário que o passageiro seja associado a nenhum cartão de crédito ou programa de fidelidade para usar o serviço. Não é necessário reservar com antecedência.

Aeroporto terá 262 voos extras durante o festival

O aeroporto do Galeão terá 262 voos extras para o festival, entre 14 e 26 de setembro (véspera do início do Rock in Rio até dois dias após o encerramento).

Também haverá atividades para os passageiros. Nesta sexta-feira (15), a orquestra Johann Sebastian Rio fará uma apresentação às 17h30 na área pública do andar de desembarque no terminal 2.

A área do desembarque doméstico do aeroporto recebeu decoração especial com o tema “Todo passageiro é um Rock Star”. No terminal de embarque, há uma exposição de fotos do festival. São 38 imagens desde a edição de 1985 até hoje, incluindo os eventos de fora do Brasil (Portugal, Espanha e Estados Unidos).

Além dos passageiros, o aeroporto também deve receber durante todo o período do festival mais de 180 toneladas de equipamentos das bandas que participam do Rock in Rio. No total, serão necessárias 23 carretas para transportar todo o material até o Parque Olímpico, onde fica a Cidade do Rock.

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Passageira recebe US$ 4.000 para trocar de voo nos EUA após overbooking
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Tracy Jarvis Smith comemorou a indenização recebida (foto: Reprodução/Twitter)

A companhia norte-americana Delta Airlines pagou US$ 4.000 (R$ 12.547 na cotação desta quinta-feira – 14) para uma passageira ceder seu lugar em voo que estava com overbooking (quando a empresa vende mais assentos do que os disponíveis no avião) na última sexta-feira (8). O voo de uma hora e 50 minutos de duração faria a rota entre Atlanta e South Bend, ambas nos Estados Unidos.

Com o excesso de passageiros para embarcar no avião, a companhia ofereceu inicialmente US$ 2.220 (R$ 6.900) para quem concordasse em pegar um voo mais tarde. A proposta foi feita a todos os passageiros, inclusive os que ainda não estavam garantidos no voo. Como o avião estava lotado com torcedores do time de futebol americano da Universidade da Geórgia, ninguém inicialmente aceitou a proposta. O time jogaria em South Bend.

A companhia começou, então, a aumentar o valor a ser pago. A passageira Tracy Jarvis Smith esperou que a indenização chegasse a US$ 4.000 para aceitar trocar seu voo. “Esse era o meu número mágico”, escreveu em sua conta no Twitter. Tracy estava viajando para encontrar o marido em South Bend.

A negociação foi comemorada até mesmo pelos outros passageiros que estavam no avião. “Nenhum torcedor queria se atrasar”, escreveu Zach Klein em um post com uma foto ao lado de Tracy.

Quando finalmente chegou ao seu destino, Tracy comemorou o dinheiro recebido. “Pousei oito horas mais tarde. Valeu a pena os US$ 4.000”, disse.

As polêmicas com o overbooking

Os casos de overbooking têm gerado polêmica nos últimos meses nos Estados Unidos. Em abril, um passageiro da United Airlines chegou a ser retirado à força do avião. A imagem de David Dao sendo agredido e sangrando foi divulgada em todo o mundo. O presidente da United, Oscar Munhoz, teve de pedir desculpas públicas para tentar salvar a imagem da companhia.

Em entrevista publicada nesta quinta-feira (14) pelo UOL, o diretor de vendas da American Airlines, Dilson Verçosa Jr., afirma que o overbooking é uma prática necessária para as companhias aéreas evitarem prejuízos com os passageiros que não comparecem para o embarque.

No Brasil, os passageiros que não conseguem embarcar por overbooking têm direito a receber uma indenização imediata. De acordo com as regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a multa para voos nacionais é de 250 DES (Direito Especial de Saque), o equivalente a R$ 1.105,92. Nas viagens internacionais, o valor é de 500 DES, ou R$ 2.211,85.

O DES é um ativo de reserva internacional emitido pelo Fundo Monetário Internacional e composto por uma cesta de moedas que inclui o dólar, o euro, a libra e o iene. O valor do DES muda diariamente. Nesta quinta-feira, um DES equivalia a R$ 4,4237.

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Se vender o que prevê em 20 anos, Embraer faria um jato a cada 2 dias
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Embraer espera manter 58% de participação no segmento em que atua (Foto: Ricardo Matsukawa/UOL)

Por Vinícius Casagrande

A Embraer tem a expectativa de vender cerca de 3.700 aviões da nova família de jatos comerciais que está em desenvolvimento pela empresa nos próximos 20 anos. Caso as previsões se confirmem, a fabricante brasileira precisaria produzir um jato comercial a cada dois dias para atender toda a demanda.

Segundo o presidente da fabricante brasileira, Paulo Cesar de Souza e Silva, todo o segmento de jatos regionais da aviação mundial, que inclui os aviões E175-E2, E190-E2 e E195-E2, vai necessitar de 6.400 aviões nesse período. Atualmente, a Embraer conta com 58% de participação em todo o mundo, o que representaria um total de 3.700 aviões. “Queremos manter o market share [participação no mercado] ou aumentar. Portanto, vemos a possibilidade de vendas bastante expressivas ao longo dos próximos anos”, afirma.

O mercado chinês deverá ser o principal cliente dos novos aviões brasileiros, no qual a Embraer já conta com uma participação de 80% nesse segmento. Hoje, a empresa tem cerca de 200 aviões em operação na China. “O maior mercado para esses aviões no mundo vai vir da Ásia. Nós vemos para a China, nos próximos 20 anos, um mercado de 1.070 aviões em potencial. Isso não quer dizer que a Embraer vai ganhar todos os contratos, mas é um mercado em potencial para 1.070 aviões”, afirma.

Com a forte expectativa de vendas na Ásia, o presidente da Embraer diz que existe até mesmo a possibilidade de a empresa abrir uma nova fábrica na China. “A nossa fábrica é aqui em São José dos Campos (SP). A única fábrica adicional que eventualmente a gente poderia fazer é na China. É uma possibilidade, mas não estou dizendo que vai acontecer. Não tem nada decidido ainda, absolutamente nada. Mas se houver alguma coisa fora de São José dos Campos ou do Brasil, seria na China”, afirma.

Entre os aviões em desenvolvimento pela Embraer, o primeiro a ficar pronto deverá ser o E190-E2. A previsão é que a primeira entrega a uma companhia aérea aconteça no primeiro semestre de 2018. “Está indo muito bem o desenvolvimento do E2, rigorosamente dentro do prazo e rigorosamente dentro do orçamento, o que é muito importante. As especificações estão sendo atendidas, e os testes mostram isso muito claramente”, afirma o presidente da Embraer.

Ozires Silva batiza o avião pintado em sua homenagem (foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Homenagem ao fundador da Embraer

As declarações do presidente da Embraer foram feitas durante um evento em São José dos Campos para homenagear o primeiro presidente da empresa, Ozires Silva. O segundo protótipo de testes do E190-E2 recebeu uma pintura especial com o nome de Ozires Silva no nariz do avião.

“Chamo a Embraer hoje de uma realidade maior que o sonho”, afirmou, após a cerimônia que contou com um batismo de champanhe no avião. A Embraer foi criada em 1969 para a produção do avião Bandeirante.

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Quanto mais alto, melhor: como a altitude afeta o desempenho dos aviões
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Aviões comerciais voam entre 10 km e 12 km de altitude

Os aviões comerciais, independentemente da rota que estão fazendo, costumam voar sempre na mesma altitude, entre 10 km e 12 km em relação ao nível do mar. A escolha dessa altitude padrão tem uma razão bem simples: economia de combustível, mais segurança e conforto dos passageiros.

Conforme sobem, os aviões encontram uma atmosfera com ar mais rarefeito, com uma concentração menor de gases. Com isso, precisam de menos combustível para realizar a queima dentro do motor. Como existem menos moléculas de ar na altitude, também são necessárias menos moléculas de combustível.

Além disso, com o ar rarefeito, o avião encontra menos resistência para se deslocar, o que faz com que a força que o motor tem de fazer em altitude também seja menor, economizando ainda mais combustível.

Seria lógico imaginar, então, que se os aviões voassem ainda mais alto, a economia de consumo seria maior. O problema é que a partir de uma determinada altitude, que varia de acordo com cada modelo de avião, eles atingem o chamado teto operacional (em torno dos 12 km de altitude). Quando isso acontece, o ar fica tão rarefeito que já não é suficiente para realizar a queima do combustível no motor.

Quanto mais longe do chão, mais seguro para um pouso de emergência

Outra vantagem de voar o mais alto possível é que, caso haja algum problema durante o voo, os pilotos têm mais tempo para tentar encontrar uma solução. Mesmo que todos os motores do avião parem, por exemplo, o avião ainda consegue fazer uma descida suave, como se estivesse se aproximando para o pouso.

Quanto mais alto o avião estiver, mais tempo ele terá para chegar até o solo e maiores as chances de os pilotos encontrarem uma pista para pousar em segurança. Em 2001, por exemplo, um Airbus A330 da companhia aérea Air Transat com 306 pessoas a bordo ficou sem combustível quando sobrevoava o oceano Atlântico. O avião conseguiu planar por meia hora e percorrer 120 km até pousar em segurança na pequena Ilha Terceira, no arquipélago dos Açores, em Portugal.

Altitude também aumenta o conforto

A altitude também aumenta o conforto dos passageiros. No nível de voo dos aviões comerciais, a atmosfera também é mais calma. O resultado é que os aviões encontram bem menos turbulência.

A formação de nuvens e chuva ocorrem somente próximas à superfície da Terra. É por isso que sempre que os passageiros olharem pela janela do avião encontrarão o céu limpo. O único fenômeno que pode causar turbulência por ali é o vento.

Em altitudes elevadas, existem as chamadas correntes de jato. São grandes corredores de vento que atingem velocidades acima dos 100 km/h. O problema é que os radares meteorológicos dos aviões não conseguem identificar essas correntes, e a turbulência pode acontecer de forma repentina, sem dar chances para o piloto desviar. Por isso, mesmo com o céu limpo, é recomendado estar sempre com o cinto de segurança.

As maiores altitudes já atingidas por aviões

Enquanto os aviões comerciais tradicionais voam a altitudes entre 10 km e 12 km, as viagens no supersônico Concorde, além de bem mais rápidas, atingiam altitudes bem maiores. O Concorde podia chegar a mais de 18 km de altitude. A bordo do avião, os passageiros podiam ver até mesmo a curvatura da Terra.

O recorde de altitude em voo, no entanto, pertence a um avião militar. Em 1997, o russo Alexandr Fedotov, a bordo de um caça soviético MiG-25M, atingiu 37,6 km acima do nível do mar.

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