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Embraer quer turboélice para liderar todo o mercado de até 150 passageiros
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Brasília foi o último turboélice comercial produzido pela Embraer (Divulgação)

Prestes a receber a certificação do novo jato comercial E190-E2, a Embraer já está de olho em um novo nicho de mercado. A fabricante brasileira iniciou os estudos para a produção de um novo avião turboélice, com capacidade para mais de 56 passageiros.

Segundo o vice-presidente de marketing, Rodrigo Silva e Souza, a empresa tem como meta ser líder em todos os mercados de aviões com capacidade para até 150 passageiros. “Já estamos bem cobertos na faixa de cima [acima de 80 passageiros]. Agora, estamos olhando outros segmentos do mercado”, afirma.

Silva e Souza diz que o novo turboélice viria para ser um concorrente direto dos líderes do segmento, o ATR 72, da franco-italiana ATR, e o Dash 8 Q400, da canadense Bombardier. “Vemos a oportunidade de trazer um produto mais eficiente e mais confiável que os modelos atuais”, diz.

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A Embraer é líder mundial na produção de jatos regionais, com capacidade entre 80 e 140 passageiros. É exatamente por causa desse mercado que a norte-americana Boeing estaria interessada na compra da Embraer.

Com o veto do governo brasileiro em relação a uma venda completa da Embraer, a expectativa é que seja criada uma terceira empresa que envolveria apenas os aviões comerciais. O executivo da fabricante brasileira, no entanto, se recusou a comentar o andamento das negociações entre as duas empresas.

Foco em aéreas da Ásia e Europa

O turboélice da Embraer teria como foco principal a Ásia e a Europa, mercados que apresentam a maior procura por esse tipo de avião. No Brasil, a maior operadora de aviões turboélice é a companhia aérea Azul, com mais de 30 ATR 72. A empresa também tem jatos da Embraer e da Airbus.

O vice-presidente da Embraer afirmou que a empresa já começou a conversar com potenciais clientes para entender melhor as necessidades do mercado de turboélices. Segundo Silva e Souza, as principais exigências estão na redução dos custos e um avião que apresente menos problemas técnicos durante as operações.

“As companhias aéreas querem um produto confiável. Hoje, é mais comum ter atrasos e cancelamentos de voos por problemas nos turboélices do que nos jatos”, afirma.

De volta às origens

Os primeiros aviões comerciais produzidos pela Embraer foram justamente no segmento de turboélices, com o Bandeirante e o Brasília. A volta a esse mercado, no entanto, seria com um modelo completamente diferente. “Se lançarmos um turboélice, vamos usar tecnologia igual ou superior a dos jatos”, diz.

Além da área comercial, os engenheiros da Embraer também já começaram os primeiros estudos para definir a viabilidade do projeto. No entanto, o vice-presidente de marketing da Embraer diz que uma decisão final sobre a produção não deve sair nos próximos dois anos. “Não é um projeto para o curto prazo”, diz.

Novos jatos comerciais

A área de desenvolvimento da Embraer tem se dedicado nos últimos anos ao desenvolvimento dos novos jatos comerciais E190-E2, E195-E2 e E175-E2. A expectativa é que o primeiro modelo receba o certificado de operação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) nos próximos dias.

O primeiro E190-E2 será entregue em abril à companhia aérea norueguesa Widerøe. O avião já está pintado e recebendo os últimos acabamentos no hangar da Embraer em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Maior avião comercial já produzido pela Embraer, o E195-E2 deverá ser o segundo modelo da nova geração a entrar em operação. A expectativa é que a brasileira Azul receba o primeiro avião em 2019. Terceiro e menor membro da família de novos jatos comerciais, o E175-E2 deve chegar ao mercado somente em 2021.

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Gol começa a cobrar até R$ 20 para marcar lugar em voo com antecedência
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A companhia aérea Gol começou a cobrar de R$ 10 a R$ 20 para quem quiser escolher o lugar no avião com antecedência de mais de sete dias do voo. A cobrança vale para viagens nacionais e internacionais, nas tarifas “Light” e “Promo”, para bilhetes comprados a partir desta quinta-feira (22). Somente quando faltar uma semana para o voo é que a escolha do lugar passa a ser gratuita.

Para passageiros que viajam acompanhados, o risco seria não conseguir sentar perto um do outro. No Reino Unido, a autoridade de Aviação Civil investiga se as companhias aéreas estão separando de forma proposital os passageiros que viajam acompanhados para forçá-los a pagar a taxa extra de marcação de assentos, e só assim terem a garantia de viajarem lado a lado.

Bilhetes comprados até quarta-feira (21) davam o direito à marcação gratuita de lugar no avião, independentemente da data do voo e do tipo de tarifa.

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Quatro tarifas: Max, Plus, Light e Promo

As mudanças fazem parte do novo perfil de tarifas lançado pela companhia aérea nesta quinta-feira. A partir de agora, a Gol passa de três para quatro tarifas diferentes para os voos: “Max”, “Plus”, “Light” e “Promo”. Além do preço, cada tarifa dá direitos diferentes aos passageiros.

Por exemplo, na mais cara, a “Max”, é possível levar até duas malas de até 23 kg, marcar o lugar com antecedência no assento mais espaçoso (Gol+ Conforto), alterar o voo sem taxa e com direito a reembolso de até 95%.

Antecipar horário do voo: só nas tarifas mais caras

Outra restrição criada para a Gol está na antecipação do horário do voo no mesmo dia da viagem. O passageiro que chegasse antes no aeroporto podia tentar embarcar em um voo mais cedo, desde que houvesse lugares disponíveis.

Agora, isso só é permitido gratuitamente nas tarifas mais caras. Na tarifa “Light”, o passageiro terá de pagar uma taxa de R$ 50. Na “Promo”, a mudança não é mais permitida.

Tarifas Light e Promo sem bagagem despachada

Os bilhetes das tarifas “Light” e “Promo” também não dão direito ao despacho de bagagem. Para transportar uma mala de até 23 kg, o passageiro tem de pagar R$ 30 caso faça a compra antecipadamente. Se o pagamento for feito somente no check-in do aeroporto, o valor sobe para R$ 60.

“Atualmente, cerca de 65% dos bilhetes já são vendidos nesta tarifa, e a aderência é grande principalmente entre o público corporativo e o jovem, que tradicionalmente viaja com menos bagagem”, afirma a Gol, em comunicado.

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Tags : Gol


Jogo coloca você em acidente de avião, com 45min para escapar antes de cair
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Você está a bordo de um avião e, no meio do voo, os motores da aeronave explodem. Enquanto o avião cai, os pilotos e comissários de bordo simplesmente desaparecem. Sua única chance de sobrevivência é encontrar um paraquedas e saltar do avião antes que ele chegue ao solo.

Essa é uma situação pela qual ninguém gostaria de passar na vida real. Mas é exatamente isso o que propõe um novo jogo criado no Canadá.

O Final Destination (Destino Final) é um escape game. Trata-se de um jogo de imersão presencial bastante realista. Os participantes devem procurar por pistas na sala para escapar dela em um tempo determinado. Os escape games surgiram no Japão e se espalharam pelo mundo. O grande desafio é tentar desvendar os enigmas propostos.

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O jogo tem chamado atenção pelo alto nível de realidade no qual coloca os participantes. A sala é montada como se fosse um avião verdadeiro, com poltronas, janelas e compartimentos de bagagem no teto do avião.

O desafio começa para valer quando os motores explodem e o avião passa a cair. “Lembrando de suas aulas de física, você percebe que, naquela altura, o avião irá planar por 45 minutos. Você deve encontrar um paraquedas e escapar antes que o avião chegue ao chão”, afirma a descrição do jogo.

Dentro da sala, podem participar de dois a seis jogadores. Apesar de ser classificado como um jogo de nível iniciante, a empresa afirma que apenas 35% dos participantes conseguem escapar antes da queda total do avião.

A empresa canadense de jogos conta ainda conta com outras quatro salas temáticas de escape games: Butcher’s Basement (o jogador é preso no subsolo de um serial killer e deve escapar em 45 minutos), The Prisioner (o jogador foi condenado a morte e tem 60 minutos para escapar antes da execução), The Ninja (o participante precisa encontrar os objetos escondidos para se tornar um verdadeiro ninja e sobreviver ao desafio), Back to the Mummy (você é preso em uma tumba egípcia e tem 45 minutos para sair antes que o local desabe).

Onde fica:

Roundabout Canada

Endereço: 330 Yonge Street (2º andar), Toronto, Canadá

Site: http://www.roundaboutcanada.com/

Preço: 26 dólares canadenses (R$ 67)

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Destaque em amarelo (esq.) mostra o sistema Papi ao lado da pista de pouso do aeroporto (iStock)

Por Vinícius Casagrande

Quando se aproximam do pouso, os pilotos de avião precisam calcular com exatidão o ângulo de descida para tocar a pista no ponto exato. Os aviões têm de se aproximar do aeroporto como se estivessem voando sobre uma rampa de descida.

Para orientar os pilotos, muitos aeroportos mais movimentados contam com um sistema de auxílio luminoso chamado Papi (Precision Approach Path Indicator, ou Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão).

Posicionado normalmente no lado esquerdo da cabeceira da pista, o Papi conta com quatro luzes vermelhas e quatro brancas. Elas são instaladas de forma que apenas uma das cores possa ser vista de acordo com o ângulo de visão dos pilotos.

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Se o avião estiver muito alto na aproximação final para pouso, o piloto verá quatro luzes brancas. Se estiver muito baixo, a visão será de quatro luzes vermelhas. Quando estiver no ângulo ideal de aproximação, o piloto verá duas luzes brancas e duas vermelhas.

Indicação do Papi para os pilotos:

•••• 4 vermelhas: o avião está muito abaixo da rampa ideal de aproximação

••• 1 branca e 3 vermelhas: o avião está um pouco abaixo da rampa ideal de aproximação

•••• 2 brancas e 2 vermelhas: o avião está na altura correta, seguindo rampa ideal de aproximação

••• 3 brancas e 1 vermelha: o avião está um pouco acima da rampa ideal de aproximação

•••• 4 brancas: o avião está muito acima da rampa ideal de aproximação

Ângulo gera a mudança de cor

As luzes do sistema de orientação Papi são instaladas em quatro caixas ao lado da cabeceira da pista. Cada caixa conta com uma luz branca e outra vermelha, que ficam acesas o tempo inteiro. A diferença está no ângulo de instalação de cada uma delas. É por isso que, dependendo da altura do avião em um determinado ponto, o piloto consegue ver apenas uma das luzes.

Caso o avião continue com a mesma velocidade de descida, e consequentemente mantenha o mesmo ângulo em relação à pista de pouso, a cor das luzes permanecerá a mesma. No entanto, se a velocidade vertical de descida aumentar ou diminuir, o piloto verá algumas das luzes com cores diferentes.

Segundo a FAA, a agência norte-americana de aviação civil, as luzes do sistema Papi podem ser vistas pelos pilotos a uma distância de 5,5 quilômetros durante o dia e de 37 quilômetros durante a noite.

Outros sistemas de auxílio

O sistema Papi é utilizado por pilotos que fazem a aproximação visual para o pouso. Quando o voo é orientado por instrumentos, o piloto conta com outros recursos para determinar o ângulo de descida para o aeroporto.

O ILS (Instrument Landing System, ou Sistema de Pouso por Instrumentos) utiliza sinais de rádio para determinar a posição precisa que o avião deve estar na aproximação final para pouso. Os instrumentos do avião recebem a orientação em relação ao eixo central da pista e a altura e ângulo de descida do avião.

Dependendo dos instrumentos instalados no avião e no aeroporto, os pilotos conseguem pousar mesmo com visibilidade de poucos metros. No Brasil, o mais avançado é o ILS categoria III A. O piloto assume o comando do avião somente quando o avião está a apenas 15 metros de altura da pista.

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Iam de 1ª classe “gravar clipe”, mas aérea desconfiou de tráfico de menina
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A funcionária Denice Miracle e o policial Tood Sanderson suspeitaram do caso (Divulgação)

Uma funcionária de check-in da companhia aérea American Airlines impediu o embarque de duas adolescentes, de 15 e 17 anos, em um voo de Sacramento, na Califórnia, para Nova York, nos Estados Unidos, após desconfiar que elas poderiam ser vítimas de tráfico de pessoas para exploração sexual. O caso aconteceu no último verão dos Estados Unidos (meio do ano passado), mas só foi divulgado agora pela companhia aérea.

As adolescentes viajavam sozinhas, sem qualquer documento (o que não é permitido para embarcar), com passagem só de ida na primeira classe e pouca bagagem. O bilhete havia sido comprado por um homem, utilizando um cartão de crédito fraudulento. “Um alerta vermelho foi acionado imediatamente”, afirmou a American Airlines em comunicado.

“Elas tinham várias sacolas pequenas. Pareceu para mim que elas estavam fugindo de casa. Elas se olhavam como se estivessem com medo e ansiosas. Tive a sensação de que alguma coisa simplesmente não estava certa”, afirmou no comunicado a funcionária Denice Miracle, que atendeu as adolescentes no balcão de check-in.

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Com a suspeita de que havia algo de errado, Denice acionou a polícia de Sacramento. Aos policiais, as meninas disseram que haviam conhecido um homem pela rede social Instagram identificado apenas como Drey.

O homem as convidou para um final de semana em Nova York e ofereceu US$ 2.000 (R$ 6.460) para um trabalho de modelo e participação em um videoclipe de música.

As meninas confirmaram que foram ao aeroporto sem o conhecimento dos pais e teriam ficado chocadas quando os policiais disseram que elas tinham apenas passagem de ida para Nova York, o que aumentou as suspeitas de que elas estavam sendo vítimas de um golpe.

Após terem sido impedidas de fazer o check-in, as meninas ligaram para Drey para avisar que não poderiam embarcar no voo. Depois desse contato, o homem não atendeu mais as ligações das adolescentes e apagou seu perfil na rede social.

“Na minha opinião, o que iria acontecer é que elas iriam para Nova York e se tornariam vítimas de tráfico sexual. Elas disseram que não deixariam isso acontecer, e eu disse que provavelmente elas não teriam escolha”, afirmou o xerife Todd Sanderson, que atendeu a ocorrência, à rede de TV Fox News.

Os policiais levaram as adolescentes de volta para casa e informaram os pais sobre a suspeita de que as meninas seriam vítimas de uma tentativa de tráfico humano. A polícia não divulgou novas informações sobre as investigações do caso.

“Estamos orgulhosos da Denice e como ela colocou em prática seu treinamento para salvar essas duas meninas. Ela é a prova do papel crítico que os membros da nossa equipe de frente enfrentam todos os dias na operação e como isso afeta a vidas das pessoas com quem eles entram em contato”, afirmou em comunicado a gerente-geral da American Airlines no aeroporto de Sacramento, Aleka Turner.

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Nordeste terá 50% mais de voos internacionais, para Argentina, EUA e Europa
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Serão mais 35 voos internacionais por semana a partir do Nordeste em 2018 (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A região Nordeste do Brasil tem atraído a atenção das companhias aéreas como uma nova ligação para voos internacionais. Em 2018, os voos para o exterior com saídas a partir de cidades do Nordeste devem ter um aumento de 50%.

Segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), atualmente há 70 voos regulares internacionais por semana a partir de aeroportos da região. Para 2018, está prevista a criação de pelo menos mais 35 novos voos regulares, o que elevaria para 105 decolagens semanais rumo ao exterior. Os dados não consideram voos temporários ou de fretamento.

O crescimento será feito por companhias aéreas que já operam voos internacionais na região. Atualmente, 11 empresas têm voos para o exterior a partir do Nordeste. Em 2018, o número passará para 13. A região também ganhará dois novos destinos internacionais: Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, e Rosário, na Argentina.

Todos os novos voos sairão de Fortaleza (CE), Recife (PE) ou Salvador (BA), cidades que já contam com voos internacionais. Além delas, outras cinco cidades do Nordeste também têm voos para exterior, mas que devem permanecer com as mesmas operações atuais. São elas: Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN) e Porto Seguro (BA).

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KLM terá três voos semanais entre Fortaleza e Amsterdã (Divulgação)

Fortaleza é campeã de novos voos

Fortaleza é a principal responsável pelo aumento dos voos internacionais no Nordeste. Somente a capital cearense tem prevista a estreia de 24 voos por semana. O crescimento internacional de Fortaleza começou quando o grupo Air France-KLM anunciou o início de novos voos para Paris, na França, e Amsterdã, na Holanda.

A ideia inicial era que fossem três voos semanais entre Fortaleza e Amsterdã e dois entre Fortaleza e Paris. Após o início das vendas dos bilhetes, o grupo decidiu incluir um terceiro voo para Paris. Nos voos para a capital francesa, o grupo Air France-KLM irá utilizar aviões de sua nova companhia aérea, a Joon, criada no ano passado.

Uma passagem entre Fortaleza e Paris em voos diretos, com ida dia 13 de maio e volta dia 20 de maio, custa R$ 3.027. Se a mesma viagem fosse feita com conexão em São Paulo ou Rio de Janeiro, o valor subiria para R$ 3.988.

Na rota entre Fortaleza e Amsterdã em voos diretos, com ida de 10 de maio e volta dia 19 de maio, a passagem custa R$ 2.489. Em voos com conexão em São Paulo ou no Rio de Janeiro, a viagem subiria para R$ 3.932.

Novo Boeing 737 MAX terá autonomia para voar de Fortaleza a Miami sem escala (Foto: Divulgação/Gol)

Parceira do grupo franco-holandês, a brasileira Gol reforçou suas operações em Fortaleza para facilitar a conexão de passageiros. “A Gol vai aumentar sua oferta na região e oferecer mais de 60 mil novos assentos por mês de e para a cidade, com um incremento de 35% da oferta de assentos”, afirma Celso Ferrer, vice-presidente de planejamento da Gol.

Aproveitando a presença maior na capital cearense, a Gol escolheu a cidade para retomar os voos para os Estados Unidos. A companhia terá um voo diário entre Fortaleza e Orlando e outro voo diário entre Fortaleza e Miami. No total, serão 14 voos semanais a partir de novembro. A empresa também terá voos para Miami e Orlando a partir de Brasília (DF).

O voo direto da Gol entre Fortaleza e Miami, com ida dia 4 de novembro (voo inaugural) e volta dia 11 de novembro, custa R$ 2.122,98. Na rota entre Fortaleza e Orlando, nas mesmas datas, a passagem custa R$ 2.219,62.

“Fortaleza possui localização privilegiada, facilitando as possibilidades de conexões rápidas e eficientes com os demais destinos. O potencial de desenvolvimento do seu aeroporto, economia e turismo também contribuem para o aumento das operações no Estado. Todos estes benefícios foram decisivos para a escolha de Fortaleza como sede do hub em parceria com a Air France KLM”, afirma o vice-presidente da Gol.

Latam terá novos voos a partir de Fortaleza, Recife e Salvador (Foto: Divulgação)

Latam entra na disputa em Fortaleza

Em resposta às inciativas da parceria da Gol com o grupo Air France-KLM em Fortaleza, a Latam anunciou a criação de dois novos voos semanais entre Fortaleza e Orlando e o aumento de um para dois voos semanais na rota entre Fortaleza e Miami.

Durante o anúncio, o CEO da Latam, Jerome Cadier, aproveitou para cutucar a rival. Na ocasião, a Gol ainda não havia anunciado seus voos próprios para os Estados Unidos. “O Nordeste precisa ser mais do que um simples ponto de conexão com empresas parceiras de outros continentes. Com voos diretos próprios, vamos aproximar ainda mais a região de outros destinos no mundo”, disse na época.

Além de Fortaleza, a Latam criou um voo semanal entre Salvador e Miami, aumentou a frequência na rota entre Recife e Miami e transformou de temporário para definitivo o voo semanal entre Salvador e Buenos Aires, na Argentina.

Para viagens entre Recife e Miami em maio, a passagem custa R$ 1.767. Na rota entre Fortaleza e Orlando, no voo inaugural direto de 5 de julho, a passagem de ida e volta sai por R$ 3.722. No trecho entre Salvador e Miami, a passagem de ida no dia 29 de abril (voo inaugural) e volta em 6 de maio, a passagem custa R$ 1.763.

A Latam já teve planos de criar um hub (centro de distribuição de voos no Nordeste). No entanto, a crise econômica brasileira fez a companhia congelar esse projeto, que segue sem data para ser implementado. “A companhia entende que um verdadeiro hub demandaria um mercado aquecido e sustentável no longo prazo que justifique a criação de uma base de voos e alocação de frota na região”, afirma a empresa em nota.

Azul reforça operação internacional em Recife (Divulgação)

Azul terá mais um destino nos Estados Unidos

A Azul passará a voar a partir de Recife para Fort Lauderdale, na região de Miami. Serão dois voos semanais a partir de maio, ganhando uma terceira frequência por semana em junho. Atualmente, a companhia já conta com quatro voos semanais entre Recife e Orlando.

Segundo a empresa, os voos de Recife para os Estados Unidos permitirão uma rápida conexão para os passageiros que saem de Salvador, João Pessoa, Maceió, Natal, Fortaleza, Aracaju e Rio de Janeiro. Os voos diretos com ida dia 13 de maio e volta dia 19 de maio custa R$ 2.070.

A companhia aérea também terá voos para dois novos destinos na Argentina a partir da capital pernambucana. Os voos saindo de Recife para as cidades de Rosário e Córdoba serão uma vez por semana.

“Nossa malha no Recife vem crescendo a cada dia, permitindo que a companhia ofereça conexões rápidas e convenientes para vários destinos no país e no mundo”, afirma John Rodgerson, presidente da Azul.

Copa Airlines terá novos voos entre Panamá e Fortaleza e Recife (Divulgação)

Copa terá voos do Panamá para Fortaleza e Salvador

A companhia aérea panamenha Copa Airlines, que já voa para sete cidades brasileiras, também deve reforçar sua presença no Nordeste. A empresa já tem dois voos semanais entre Recife e Cidade do Panamá. A partir de julho, serão mais dois voos por semana entre o Panamá e Fortaleza e outros dois voos do Panamá para Salvador.

A Copa Airlines utiliza seu hub na Cidade do Panamá para conectar os passageiros a 78 cidades em 32 países da América do Norte, Central e do Sul e no Caribe.

Veja os novos voos a partir da região Nordeste do Brasil para 2018:

Gol: Fortaleza – Miami (sete voos semanais)

Gol: Fortaleza – Orlando (sete voos semanais)

Latam: Fortaleza – Orlando (dois voos semanais)

Latam: Fortaleza – Miami (aumento de mais um voo semanal)

Latam: Salvador – Miami (um voo semanal)

Latam: Salvador – Buenos Aires (um voo semanal – era temporário e vira definitivo)

Latam: Recife – Miami (aumento de mais um voo semanal)

Azul: Recife – Fort Lauderdale (três voos semanais)

Azul: Recife – Rosário (um voo semanal)

Azul: Recife – Córdoba (um voo semanal)

KLM: Fortaleza – Amsterdã (três voos semanais)

Air France: Fortaleza – Paris (três voos semanais)

Copa Airlines: Fortaleza – Cidade do Panamá (dois voos semanais)

Copa Airlines: Salvador – Cidade do Panamá (dois voos semanais)

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Um Boeing 777 da companhia aérea United Airlines perdeu parte da carenagem do motor direito quando sobrevoava o Oceano Pacífico rumo a Honolulu, no Havaí (EUA), na terça-feira (13), mas conseguiu pousar em segurança. O avião havia decolado de San Francisco, no Estado da Califórnia. O incidente aconteceu cerca de meia hora antes do pouso.

Segundo a rede de TV CNN, o voo 1175 da United Airlines levava 363 passageiros e dez tripulantes. Ninguém ficou ferido com o incidente.

Diversos passageiros que estavam a bordo do avião compartilharam fotos e vídeos do motor do avião sem a carenagem. “O voo mais assustador da minha vida”, escreveu no Twitter a consultora de marketing Maria Falaschi.

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Segundo relatos dos passageiros, foi possível ouvir um forte barulho e sentir o avião balançar no ar quando a carenagem se soltou do motor. “Parecia que estávamos em uma montanha-russa saindo dos trilhos”, afirmou Haley Ebert ao jornal “The New York Times”.

Após o incidente, os pilotos solicitaram um pouso de emergência no aeroporto de Honolulu. “Nossos pilotos seguiram todos os protocolos necessários para pousar o avião em segurança. A aeronave taxiou até o portão de embarque e os passageiros desembarcaram normalmente”, afirmou a United Airlines em um comunicado.

Na hora do pouso, os passageiros foram orientados pelos comissários de bordo a seguir alguns procedimentos de segurança, como ficar na posição de impacto – sentados com o corpo curvado para frente e com a cabeça próxima ao joelho. A posição diminui a área de impacto do corpo e protege os órgãos vitais de perfurações que possam ocorrer.

Apesar do susto de todos os passageiros, Haley Ebert afirmou que o avião tocou o solo do aeroporto de Honolulu suavemente.

A NTSB, órgão de investigação de acidentes aeronáuticos dos Estados Unidos, afirmou que já está investigando as causas do incidente com o Boeing 777 da United Airlines.

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Companhia aérea tem de dar alimentação e hospedagem em caso de atraso de voo (Wilson Dias)

Em épocas de grande movimentação nos aeroportos, como Carnaval, as chances de ter um voo atrasado ou mesmo cancelado podem aumentar. Os imprevistos podem ocorrer tanto pelo excesso de tráfego aéreo em determinado aeroporto quanto por problemas climáticos, como chuva ou má visibilidade.

Seja qual for o motivo do atraso no voo, as companhias aéreas são obrigadas a prestar assistência aos passageiros, mesmo que elas não sejam as culpadas diretas pelo atraso. Os procedimentos que devem ser seguidos constam da resolução 400 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

A informação sobre o atraso ou cancelamento do voo deverá ser prestada pela companhia imediatamente após ela saber do problema no voo. Além disso, as empresas devem manter os passageiros informados a cada 30 minutos em relaçao à previsão de partida dos voos atrasados.

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Enquanto esperam pela decolagem, os passageiros têm o direito a receber assistência das companhias aéreas. “A assistência material consiste em satisfazer as necessidades do passageiro e deverá ser oferecida gratuitamente pelo transportador, conforme o tempo de espera, ainda que os passageiros estejam a bordo da aeronave com portas abertas”, determina o artigo 27 da resolução da Anac.

Com isso, as companhias aéreas são obrigadas a oferecer aos passageiros:

A partir de uma hora de atraso: comunicação (internet, telefone, entre outros).

A partir de duas horas de atraso: alimentação de acordo com o horário (voucher, refeição, lanche etc).

A partir de quatro horas de atraso: hospedagem (somente em caso de pernoite no aeroporto) e transporte de ida e volta. Se o passageiro estiver no local de seu domicílio, a empresa poderá oferecer apenas o transporte para sua residência e de sua casa para o aeroporto.

Quando o voo atrasar mais de quatro horas ou for cancelado, a companhia aérea deverá oferecer alternativas de reacomodação em outro voo, devolver o valor da passagem ou levar o passageiro por outra modalidade de transporte. Nesse caso, o passageiro é que deve escolher qual a melhor alternativa para ele. Caso opte pela remarcação do voo para outro dia ou prefira a devolução do dinheiro, a companhia aérea não precisará mais prestar a chamada assistência material naquele dia.

Em caso de remarcação, a empresa não poderá cobrar nenhuma taxa extra. O passageiro poderá optar por fazer uma reserva para o próximo voo para o seu destino. Nesse caso, o voo poderá ser feito na própria companhia aérea ou por outra empresa. Outra opção é remarcar a viagem para outra data, mas sem a possibilidade de trocar de companhia aérea.

Se a opção do passageiro for pelo reembolso, a companhia aérea deverá fazer a devolução do dinheiro em até sete dias, a contar da data da solicitação feita pelo passageiro. O pagamento deverá ser feito pelo mesmo meio utilizado na compra da passagem aérea. O reembolso também poderá ser feito em créditos para a aquisição de passagem aérea, desde que o passageiro concorde com essa opção.

Overbooking

Os passageiros que não conseguirem embarcar por overbooking [venda de passagem além da capacidade do avião] terão direito a receber uma indenização imediata. Isso ocorre quando a companhia aérea vende mais assentos do que os disponíveis no avião, há a necessidade de trocar o avião previsto por outro com menor número de assentos ou o avião precisa voar mais leve por motivo de segurança operacional, mesmo com alguns assentos vazios.

De acordo com as regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a indenização por passageiro para voos nacionais será de 250 DES (Direito Especial de Saque), o equivalente a R$ 1.177,25. Nas viagens internacionais, o valor é de 500 DES (R$ 2.354,50).

Como alternativa, as companhias aéreas também poderão se antecipar ao problema e negociar diretamente com os passageiros outros tipos de compensação para quem se oferecer como voluntário para embarcar em outro voo. O valor integral da multa será pago somente caso não haja voluntários suficientes no momento do embarque.

Além da indenização, a companhia aérea terá de oferecer as alternativas de reacomodação em outro voo, reembolso do preço da passagem ou execução do serviço por outra modalidade de transporte, de acordo com a opção do passageiro.

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Reino Unido abriu investigação sobre prática das companhias aéreas (Getty Images)

A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido (CAA, na sigla em inglês) abriu uma investigação para verificar se as companhias aéreas que operam no país estão separando de forma proposital os passageiros que viajam acompanhados para forçá-los a pagar a taxa extra de marcação de assentos, e só assim terem a garantia de viajarem lado a lado.

No momento da reserva da passagem, os clientes podem optar pelo preço mais baixo, que não permite a marcação antecipada de assento, ou pagar uma tarifa mais cara para reservar uma poltrona específica. Sem pagar a taxa extra, a companhia aérea determina qual o assento de cada passageiro, sem a garantia de que viajarão juntos.

Um relatório da CAA aponta que 18% dos passageiros que não pagaram a taxa extra tiveram de viajar separados de seus acompanhantes no avião.

A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido afirmou que vai solicitar mais informações das companhias aéreas sobre políticas de marcação de assentos para averiguar se os passageiros estão sendo tratados de forma justa e se as políticas de preços são transparentes.

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“As práticas de marcação de assento das companhias aéreas estão claramente causando confusões nos clientes. As companhias aéreas estão no direito de cobrar a marcação de lugares, mas, se elas o fazem, isso deve ser de maneira justa e transparente. Nossa pesquisa mostra que alguns passageiros estão pagando para sentarem juntos quando, de fato, não precisariam”, afirma Andrew Haines, chefe-executivo da CAA.

No Brasil, as companhias aéreas também podem cobrar pela marcação de assento. Nos voos nacionais, nenhuma delas faz esse tipo de cobrança por enquanto. Porém, nos voos internacionais o valor por um assento comum pode passar de R$ 100.

Pesquisa diz que maioria paga só para ter a certeza de viajar acompanhada (Joel Silveira/Folhapress)

Aumento da receita das companhias aéreas

A cobrança pela marcação de assento tem representado um bom reforço de caixa para as companhias aéreas. “Resultados das nossas pesquisas mostram que os passageiros do Reino Unido podem estar pagando entre 160 milhões de libras esterlinas (R$ 722 milhões) e 390 milhões de libras esterlinas (R$ 1,7 bilhão) por ano para marcação de assentos”, afirma o relatório da CAA.

A CAA fez uma pesquisa com 4.296 passageiros que viajaram acompanhados, e cujas passagens haviam sido compradas juntas. Segundo a pesquisa, apenas metade afirmou ter sido avisada pelas empresas, antes da compra da passagem, que teria de pagar para ter a certeza de sentar junto com seu acompanhante. Outros 10% afirmaram terem sido avisados somente após a compra dos bilhetes. O restante disse que nunca foi avisado do risco de terem de sentar separados.

“Embora a maioria dos pesquisados tenha sido informada que eles poderiam não sentar juntos mesmo fazendo a reserva em grupo, quase metade acreditava que a companhia aérea os colocariam automaticamente juntos. Por outro lado, dois em cada cinco [40%] responderam que achavam que as empresas não os colocariam juntos automaticamente”, diz o relatório da CAA.

Segundo a pesquisa do órgão do Reino Unido, entre os passageiros que pagaram a mais para reservar o assento antecipadamente, 60% afirmaram que só fizeram por conta do risco de a companhia aérea separar o grupo que viajaria junto.

Risco para a segurança do voo

A questão não trata apenas de conforto ou conveniência dos passageiros e pode afetar até mesmo a segurança do voo, conforme a Autoridade de Aviação do Reino Unido afirma em seu site.

A recomendação da CAA é de que “crianças e bebês acompanhados por adultos deveriam, idealmente, sentar na mesma fileira. Quando isso não for possível, deverão ser separados por não mais do que uma fileira dos adultos acompanhantes”.

“Isso é necessário porque a velocidade de evacuação de emergência pode ser afetada pelos adultos tentando pegar suas crianças”, afirma a CAA.

Ryanair é a empresa que mais separa passageiros no Reino Unido (Divulgação)

Companhias que mais separam os passageiros

O risco de viajar separado do seu grupo pode variar de acordo com cada companhia aérea. “A pesquisa sugere que os passageiros têm melhor chance de sentarem juntos sem pagar a mais em algumas companhias aéreas do que em outras”, afirma a CAA.

Veja o ranking elaborado pela Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido com as empresas que mais separam passageiros que viajam acompanhados.

Ryanair: 35%

Emirates: 22%

Virgin Atlantic: 18%

Jet2.com: 16%

British Airways: 15%

easyJet: 15%

Thomas Cook: 15%

Flybe: 12%

TUI Airways: 12%

Monarch Airlines (empresa faliu no ano passado): 12%

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Vídeo mostra aproximação perigosa de drone com avião de passageiros nos EUA
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Um drone fez uma aproximação perigosa com um avião de passageiros que se preparava para pousar no aeroporto de Las Vegas, nos Estados Unidos. Em vídeo publicado nas redes sociais da comunidade Drone U, após decolar, o drone ganha altura rapidamente e filma, por cima, a passagem de um avião de passageiros da companhia aérea Frontier Airlines.

Segundo o jornal “Las Vegas Now”, da rede de TV CBS, o drone decolou do Whitney Park, a cerca de 7 km do aeroporto de Las Vegas internacional McCarran. O vídeo foi divulgado no final da última semana, mas não é possível saber a data exata do incidente.

Em novembro, a presença de um drone próximo ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, suspendeu os pousos e decolagens por mais de duas horas.

A FAA, autoridade aeronáutica dos Estados Unidos, afirmou que abriu uma investigação para apurar o caso. Segundo um relatório divulgado pela FAA no ano passado, o órgão recebe mais de 100 notificações por mês sobre a presença de drones na rota de aviões, tanto comerciais como particulares.

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Segundo as regras da FAA, os drones não podem voar a menos de 8 km dos aeroportos. Os pilotos particulares de drones que descumprirem as regras podem receber multa de US$ 1.437 (R$ 4.655). Se o voo irregular for feito por alguma empresa, a multa sobe para US$ 32.666 (R$ 105,8 mil). Além da multa, o piloto pode responder criminalmente pelo ato, com pena de até três anos de prisão e multa de US$ 250 mil (R$ 810 mil).

Ao divulgar do vídeo, a comunidade Drone U repudiou o voo do equipamento na rota de aproximação dos aviões comerciais. “Queremos condenar completamente esse ato imprudente e criminoso. As ações desse piloto colocam os passageiros de avião em risco e denigrem toda uma indústria. Na nossa opinião, o piloto deve receber uma punição rápida e justa. Não há desculpa para esse tipo de comportamento criminoso”, afirma.

Drone fechou Congonhas em novembro

No dia 12 de novembro, um drone também colocou em risco os voos no aeroporto de Congonhas. O drone foi avistado por um piloto, que avisou a torre de controle do aeroporto sobre o perigo. Cerca de 35 voos tiveram de ser desviados ou cancelados naquele dia.

No Brasil, os voos de drones são proibidos em uma distância mínima de 9 km do aeródromo, incluindo as zonas de aproximação e de decolagem. Mesmo assim, fora dessa área, há necessidade de autorização para realização do voo.

A pena varia entre dois e cinco anos de prisão ao piloto, segundo o Código Penal Brasileiro.

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