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SP pode ser uma das primeiras cidades a ter táxi voador elétrico da Airbus
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Veículo elétrico da Airbus fez primeiro voo de testes no início do ano (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A cidade de São Paulo pode ser uma das primeiras do mundo a realizar voos de passageiros com os novos veículos elétricos voadores da Airbus. “Os veículos elétricos estão chegando, e acreditamos que São Paulo é uma ótima cidade para isso”, afirma Uma Subramanian, CEO da Voom, aplicativo de reserva de voos de helicóptero que pertence à Airbus.

A Voom opera atualmente em apenas duas cidades: São Paulo e Cidade do México. A empresa iniciou suas operações na capital paulista em abril de 2017 e afirma ter um crescimento mensal de 200% ao mês na quantidade de voos. A Voom, no entanto, não é dona dos helicópteros. A empresa é uma plataforma para a reserva dos voos, que são operados por empresas de táxi aéreo autorizadas pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

“A Voom é uma empresa de solução para a mobilidade aérea. A razão pela qual lançamos a Voom não foi apenas para transportar passageiros de helicóptero, mas para descobrir como esse mercado funciona”, afirma a CEO da empresa.

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Hoje helicóptero, amanhã táxi-aéreo

Segundo Uma, ter informações precisas sobre o comportamento dos passageiros que utilizam o helicóptero se locomover dentro da cidade é essencial para o futuro lançamento dos veículos elétricos voadores, chamados também de eVTOL (veículo elétrico de pouso e decolagem vertical, na sigla em inglês).

“Nosso objetivo é fazer as pessoas voarem hoje de helicóptero e, quando o eVTOL estiver certificado pela Anac e apto a voar, podermos colocá-los em serviço. É isso o que estamos fazendo”, diz. “Estamos criando um mercado para o eVTOL”, declara.

Foi de olho nesse mercado futuro que a Airbus escolheu a cidade de São Paulo para iniciar as operações da Voom no ano passado. A CEO da Voom afirma que a capital paulista deverá ser uma das primeiras a receber os novos veículos elétricos voadores. “Mas isso depende da Anac”, ressalta.

Voos em grandes cidades devem demorar dez anos

Para iniciar os voos de passageiros, os veículos elétricos ainda têm um longo caminho pela frente. A Airbus é uma das mais avançadas no projeto. No final de janeiro deste ano, a empresa fez o primeiro voo do protótipo Vahana. A CEO da Voom prevê, no entanto, que somente em cerca de dez anos esses veículos estarão totalmente aptos a voar em grandes cidades transportando passageiros.

A Uber tem um projeto para iniciar os voos com os veículos elétricos voadores a partir de 2021 em Dallas e Los Angeles, ambas nos EUA. A CEO da Voom afirma, no entanto, não acreditar que esse prazo seja viável.

A maior dificuldade é exatamente receber a certificação das autoridades aeronáuticas. “Estamos conversando com os reguladores neste momento e não sabemos quando. Há um longo processo de certificação e não há nada concreto para agora. É certo que haverá eVTOLs transportando passageiros em breve, mas ainda não em áreas urbanas”, afirma Uma.

Voos de helicóptero para o aeroporto de Guarulhos são os mais procurados (Divulgação)

Crescimento nos voos de helicópteros

Enquanto os veículos elétricos voadores não recebem autorização de decolagem, a Voom quer aumentar a quantidade de passageiros que utilizam os helicópteros para se locomover dentro da cidade de São Paulo.

“Esperamos que seja um crescimento rápido, e que cada vez mais pessoas possam voar conosco. Queremos dobrar nossos voos nos próximos meses em São Paulo e estamos trabalhando em novas parcerias”, diz.

A Voom já tem um acordo com a Cabify no qual o passageiro pode chamar um carro para levá-lo até um heliponto mais próximo e, então, embarcar no helicóptero. A empresa também já negocia parcerias com companhias aéreas e hotéis para uma venda conjunta dos serviços.

Segundo dados divulgados pela Voom, quintas e sextas-feiras são os dias mais movimentados, especialmente no horário das 17h às 19h. O aeroporto de Guarulhos é o destino mais procurado pelos passageiros. Uma viagem entre o bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, e Guarulhos leva 11 minutos. No trânsito do horário de pico em São Paulo, o mesmo trajeto pode levar mais de duas horas de carro.

No total a Voom opera atualmente em dez helipontos da cidade de São Paulo. O voo entre o Itaim Bibi e Guarulhos custa R$ 380 por pessoa. Já a viagem entre a região de Alphaville, na Grande São Paulo, e a avenida Paulista custa R$ 250.

Segundo a empresa, quase metade dos passageiros voou de helicóptero pela primeira vez ao contratar o serviço. E, aparentemente, eles gostam de fazer inveja a quem está parado no trânsito. As fotos mais compartilhadas no Instagram durante a viagem retratam exatamente o trânsito da Marginal Pinheiros visto de cima.

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Brasil deve bater recorde de voo da Argentina com Boeing 737 por só 250 km
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Gol recebeu primeiro Boeing 737 MAX 8 no final de junho (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Aerolineas Argentina possui atualmente o voo mais longo operado por um avião do modelo Boeing 737, de curto e médio alcance. O reinado argentino, no entanto, está com os dias contados. A partir de novembro deste ano, o título será brasileiro.

O voo da Aerolineas Argentinas entre Buenos Aires e Punta Cana (República Dominicana), operado com um Boeing 737 MAX 8, tem tempo estimado de oito horas para percorrer 6.000 quilômetros de distância. A rota era feita anteriormente com o Airbus A330-200, avião projetado para viagens de longo alcance. A mudança para o Boeing 737 MAX 8 aconteceu no início de maio.

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A partir de novembro, no entanto, a Gol deve assumir o título de voo mais longo com um Boeing 737 quando inaugurar a nova rota entre Brasília e Orlando (EUA). O novo voo também será operado com o modelo 737 MAX 8.

A duração do voo da Gol também é prevista em oito horas de duração. A rota, no entanto, é cerca de 250 quilômetros mais longa. O trajeto entre Brasília e Orlando tem 6.254 quilômetros de distância.

Avião tem novos motores e nova aerodinâmica para gastar menos combustível (Divulgação)

Novo 737 gasta menos e vai mais longe

A nova versão do Boeing 737 trouxe como principal benefício às companhias aéreas o fato de gerar uma economia de combustível de até 15%. Com isso, o novo modelo aumentou também o alcance possível durante o voo.

Segundo a Boeing, a versão 737 MAX tem alcance de até 6.500 quilômetros. A versão anterior (737-800 NG) pode voar a distâncias de até 5.500 quilômetros. Atualmente, a rota mais longa operada pela Gol é entre o aeroporto de Guarulhos (SP) e Punta Cana, com 5.373 km de distância e cerca de sete horas de voo.

O novo modelo da Boeing tem um motor mais eficiente, além de um novo design da asa e novos winglets para reduzir o arrasto, melhorar a performance e diminuir o consumo de combustível.

Gol fez encomenda de 135 novos aviões

A Gol havia encomendado inicialmente 120 aviões do novo modelo. Nesta semana, a companhia assinou um novo contrato para a compra de mais de 15 Boeing 737 MAX 8 e a conversão de 30 pedidos atuais do modelo MAX 8 para 737 MAX 10, com capacidade adicional de 30 assentos em cada aeronave. Com isso, serão 105 Boeing 737 MAX 8 e 30 MAX 10 na frota da companhia.

A empresa recebeu no final do mês passado a primeira unidade do novo modelo. O avião já está voando nas rotas nacionais da Gol. Até o final do ano, a empresa deve ter um total de seis aviões do modelo. A última unidade da encomenda da Gol deve ser entregue em 2028.

Além do voo entre Brasília e Orlando, a Gol vai inaugurar outras três rotas para os Estados Unidos em novembro: de Brasília para Miami, de Fortaleza (CE) para Miami e de Fortaleza para Orlando.

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Latam sobe preço para enviar mala pela 2ª vez em 7 meses; alta chega a 98%
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Valor para despachar uma mala pode chegar a R$ 110 (Divulgação)

A Latam aumentou nesta quarta-feira (18) os preços para o despacho de bagagem em voos nacionais. Essa é a segunda vez que a empresa eleva os valores desde o início da cobrança, em junho do ano passado. O primeiro aumento foi anunciado em janeiro. O valor já subiu 63% para quem paga para despachar uma mala e 98%, para duas malas. A inflação acumulada do período é de 4,15%.

O novo aumento acontece um dia após a Latam divulgar que passará a cobrar caso o passageiro queira escolher seu assento.

Inicialmente, a Latam cobrava a partir de R$ 30 por mala despachada para pagamentos no momento da compra da passagem. Em janeiro, o preço subiu para R$ 40 (33% de aumento). Agora, o passageiro terá de pagar a partir de R$ 49 (alta de 22,5%) para transportar uma mala de até 23 kg.

Se o passageiro precisar levar uma segunda mala de até 23 kg, o aumento é ainda maior. No início da cobrança, em junho do ano passado, o valor era a partir de R$ 50 para o transporte da segunda mala. Em janeiro, o preço subiu para R$ 60 e chega agora a R$ 99. Desde o início da cobrança, o aumento total já chega a 98%.

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As tarifas Promo e Light da Latam, as mais baratas da companhia, não incluem o transporte de nenhuma bagagem. Na tarifa Plus, está inclusa uma mala de até 23 kg. Na tarifa Top, a mais cara da empresa, o passageiro pode levar até duas malas de 23 kg sem custo adicional. Em todos os casos, no entanto, o passageiro pode levar uma bagagem de mão de até 10 kg.

Latam diz que cobrança é transparente

“A política de bagagens da Latam está em linha com as práticas dos mercados mais avançados da aviação mundial e atende as regulamentações previstas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ao contrário do que ocorria no passado, o custo do despacho da bagagem não está mais embutido no preço de todas as passagens aéreas”, afirma a empresa em comunicado.

Segundo a Latam, com a cobrança, o passageiro sabe melhor os custos que está pagando na viagem. “Agora, a companhia oferece opções mais transparentes para todos os tipos de viajantes – tanto para o passageiro que se programa com antecedência, quanto para aquele que precisa viajar de última hora –, discriminando quais serviços estão ou não embutidos na tarifa”, diz o comunicado.

Veja os novos preços da Latam para despacho de bagagem

1ª mala de até 23 kg:

Pagamento antecipado: R$ 49 (era R$ 30 em junho de 2017 e subiu para R$ 40 em janeiro)
Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 110 (era R$ 80 desde o início da cobrança)

2ª mala de até 23 kg:

Pagamento antecipado: R$ 99 (era R$ 50 em junho de 2017 e subiu para R$ 60 em janeiro)
Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 140 (era R$ 110 desde o início da cobrança)

A partir da 3ª mala de até 23 kg:

Pagamento antecipado: R$ 139 (era R$ 80 desde o início da cobrança)
Pagamento no momento do check-in no aeroporto: R$ 220 (era R$ 200 desde o início da cobrança)

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Latam vai cobrar até R$ 25 para passageiro marcar lugar dentro do avião
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Cobrança de nova taxa começa a valer no dia 16 de agosto (Divulgação)

A Latam vai começar a cobrar até R$ 25 dos passageiros que quiserem marcar com antecedência o lugar dentro do avião. A cobrança começa em 16 de agosto e será válida para as tarifas Promo e Light, as mais baratas da companhia.

Segundo a Latam, ao comprar uma passagem nessas tarifas, o assento será selecionado automaticamente pelo sistema da companhia. A cobrança será feita caso a pessoa queira mudar de lugar.

A escolha de assento para as passagens da tarifa Promo custará R$ 25 e para a tarifa Light, R$ 15.

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Nas tarifas Plus e Top, as mais caras, a escolha do lugar dentro do avião continuará grátis. Clientes do programa de fidelidade da Latam nas categorias Black Signature, Black ou Platinum também poderão fazer a escolha do lugar sem taxas extras.

Os passageiros que comprarem um bilhete até 15 de agosto continuam podendo escolher o assento de sua preferência gratuitamente, independente da data da viagem. A seleção do assento pode ser feita diretamente no momento da compra.

Nova taxa para antecipar o voo no mesmo dia

A Latam também anunciou que, a partir de 16 de agosto, passará a cobrar caso o passageiro queira antecipar o seu voo. Atualmente, a mudança de horário pode ser feita sem custos extras, desde que o novo voo seja para o mesmo dia da viagem original.

De acordo com as novas regras, além da antecipação, o passageiro também terá a oportunidade de adiar o voo para um horário mais tarde na mesma data. “Ambos os serviços terão o custo fixo de R$ 75 caso tenha adquirido seu voo na tarifa Light”, afirma um comunicado publicado no site da Latam.

Passagens da tarifa Promo não permitem a mudança de horário de voo, nem mesmo com pagamento extra. Nas tarifas Plus e Top ou para clientes do programa de fidelidade da Latam nas categorias Black Signature, Black ou Platinum, as alterações podem ser feitas sem custo adicional.

Gol e Azul já cobram pela marcação de lugar

A Gol foi a primeira companhia aérea brasileira a cobrar pela marcação de assento no avião. Em fevereiro, a empresa começou a cobrar de R$ 10 a R$ 20 para quem quiser escolher o lugar no avião com antecedência de mais de sete dias do voo. A cobrança vale para viagens nacionais e internacionais, nas tarifas Light e Promo. Com uma semana de antecedência do voo, no entanto, a escolha passa a ser grátis.

Em maio, foi a vez de a Azul também começar a cobrar pela escolha do lugar dentro do avião. A taxa para a marcação de assento na empresa é de R$ 10. Somente quatro dias antes da viagem, a escolha do lugar de preferência do passageiro passa a ser gratuita. A cobrança é válida para passagens compradas na tarifa Azul, a mais barata da companhia.

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Empresa asiática é eleita melhor aérea de baixo custo pelo 10º ano seguido
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Empresa foi criada na Malásia e opera em outros cinco países (Divulgação)

A asiática AirAsia foi eleita nesta terça-feira (17), pela 10ª vez consecutiva, a melhor companhia aérea de baixo custo do mundo. Criada em 2004 na Malásia, a empresa conta com outras cinco subsidiárias: na Tailândia, Indonésia, Filipinas, Índia e Japão.

A premiação faz parte do Skytrax World Airline Awards, considerado o “Oscar” da aviação mundial, que avalia 335 companhias aéreas do mundo inteiro.

No ranking geral, entre todas as companhias aéreas do mundo, a AirAsia ficou na 28ª posição.

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Veja as dez melhores aéreas de baixo custo do mundo:

1. AirAsia
2. Norwegian
3. EasyJet
4. Jetstar Airways
5. AirAsia X
6. WestJet
7. IndiGo
8. Southwest Airlines
9. Eurowings
10. Scoot

Norwegian tem voo de Londres para Buenos Aires (Divulgação)

Segunda melhor voa para Buenos Aires

Segunda colocada, a Norwegian Airlines é a única aérea de baixo custo da lista a ter voos para a América do Sul. Depois de abrir uma subsidiária na Argentina, a empresa conta com voos entre Londres (Reino Unido) e Buenos Aires (Argentina).

A Norwegian foi eleita também a melhor companhia aérea de baixo custo para voos de longo alcance. A empresa também liga a Europa aos Estados Unidos.

Veja as cinco melhores aéreas de baixo custo para voos de longo alcance:

1. Norwegian
2. Jetstar Airways
3. AirAsia X
4. Scoot
5. Air Canada Rouge

Chilena é a melhor da América do Sul

A aérea chilena Sky Airline foi eleita a melhor companhia aérea de baixo custo da América do Sul. A relação conta com apenas quatro empresas. A brasileira Gol ocupa a terceira colocação.

Veja as melhores aéreas de baixo custo da América do Sul:

1. Sky Airline
2. Easyfly
3. Gol
4. VivaColombia

Pesquisa com mais de 20 milhões de passageiros

A entrega dos prêmios aconteceu nesta terça-feira em Londres (Reino Unido). Nesta semana, acontece o Farnborough Air Show, a cerca de 50 quilômetros da capital inglesa.

A pesquisa da Skytrax foi feita com mais de 20 milhões de passageiros de mais de 100 nacionalidades diferentes entre agosto de 2017 e maio de 2018. Os passageiros avaliaram 335 companhias aéreas do mundo inteiro.

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Avianca é eleita a melhor aérea da América do Sul; Azul é a 1ª do Brasil
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A Avianca foi eleita nesta terça-feira (17) a melhor companhia aérea da América do Sul pela Skytrax World Airline Awards, considerado o “Oscar” da aviação mundial, que avalia 335 companhias aéreas do mundo inteiro. A Azul ficou em segundo lugar entre as melhores da América do Sul e foi escolhida a melhor companhia aérea do Brasil.

As 10 melhores aéreas da América do Sul:

1. Avianca
2. Azul Airlines
3. Latam
4. Sky Airline
5. Aerolineas Argentinas
6. Tame
7. Easyfly
8. Gol
9. Austral Líneas Aéreas
10. StarPeru

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Singapore é eleita melhor do mundo

A Singapore Airlines foi eleita a melhor companhia aérea do mundo pelo ranking Skytrax. Campeã no ano passado, a Qatar Airways ficou com o vice em 2018.

As 10 melhores aéreas do mundo

1. Singapore Airlines
2. Qatar Airways
3. ANA All Nippon Airways
4. Emirates
5. EVA Air
6. Cathay Pacific Airways
7. Lufthansa
8. Hainan Airlines
9. Garuda Indonesia
10. Thai Airways

Avianca foi eleita a melhor companhia aérea da América do Sul (Divulgação)

Outros prêmios

Veja o desempenho das companhias aéreas brasileiras no Skytrax World Airline Awards:

Avianca

– no ranking mundial: 51º lugar (ante 50º lugar em 2017)
– melhor companhia aérea na América do Sul
– melhor classe econômica na América do Sul

Azul

– no ranking mundial: 53º lugar (ante 52º lugar em 2017)
– melhor equipe de bordo na América do Sul
– melhor companhia aérea regional (voos mais curtos, com aviões menores) na América do Sul
– melhor companhia aérea no Brasil
– melhor classe executiva na América do Sul
– melhor limpeza da cabine na América do Sul

Gol

– não aparece no ranking das 100 melhores do mundo
– 3º lugar entre as melhores aéreas de baixo custo na América do Sul

Latam

– no ranking mundial: 63º lugar (ante 59º em 2017)
– melhor sala VIP para passageiros da classe executiva na América do Sul

Pesquisa com mais de 20 milhões de passageiros

A entrega dos prêmios aconteceu nesta terça-feira em Londres (Reino Unido). Nesta semana, acontece o Farnborough Air Show, a cerca de 50 quilômetros da capital inglesa.

A pesquisa da Skytrax foi feita com mais de 20 milhões de passageiros de mais de 100 nacionalidades diferentes entre agosto de 2017 e maio de 2018. Os passageiros avaliaram 335 companhias aéreas do mundo inteiro.

Pesquisa não diferencia empresas dentro de grupos

A pesquisa avalia em conjunto todas as companhias aéreas que fazem parte do grupo Latam, incluindo a Latam Brasil (antiga TAM). Não há uma avaliação individual de cada uma delas.

A Avianca foi criada na Colômbia em 1919, mas a partir de 2010 a antiga OceanAir também passou a usar a marca Avianca no Brasil. No ranking da Skytrax, consta uma única referência à Avianca, sem diferenciar entre as empresas colombiana e brasileira.

O blog tentou contato com os organizadores para esclarecer a que empresas se referem, mas não houve resposta até a última atualização deste post.

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Briga de gigantes: compare os jatos Embraer 195-E2 e Airbus A220-100
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Produção de jatos comerciais regionais tem agitado a indústria aeronáutica (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O mercado de jatos comerciais regionais está no centro das atenções da indústria aeronáutica nos últimos meses. Primeiro, a Airbus assumiu o controle da produção de aviões comerciais da Bombardier. Em resposta, a Boeing fechou um acordo para adquirir 80% da área de aviação comercial da Embraer.

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A briga acontece de olho no potencial de vendas dos novos jatos regionais (até 140 passageiros) das duas principais concorrentes do segmento, um mercado no qual as gigantes Airbus e Boeing estavam de fora até então.

Embraer e Bombardier afirmam que a união com a Boeing e Airbus, respectivamente, é fundamental para as empresas ganharem musculatura e competirem no mercado. O primeiro resultado concreto dessa disputa veio nesta semana, quando a companhia aérea JetBlue anunciou que irá substituir os jatos Embraer E190 pelo A220-300.

Além de mudar de fabricante, a JetBlue optou também por operar aviões maiores. O E190 tem capacidade máxima para 114 passageiros, enquanto o A220-300 pode levar até 160 passageiros.

Modelo Airbus A220-300 irá substituir jatos da Embraer na norte-americano JetBlue (Divulgação)

Apesar de estarem dentro do mesmo segmento, o portfólio de produtos da Embraer e da Bombardier são ligeiramente diferentes.

A fabricante canadense conta com dois modelos inicialmente batizados de CS100 e CS300, que já estão em operação comercial desde 2016. Nesta semana, a Airbus rebatizou os aviões com os nomes A220-100 e A220-300, respectivamente.

A Embraer tem três versões dos seus jatos regionais: E175, E190 e E195. Os modelos estão passando por uma atualização. O E190-E2 já está em operação em companhias aéreas, enquanto o E195-E2 está na fase final de testes.

E195-E2, da Embraer, X A220-100, da Airbus/Bombardier

Os modelos das duas fabricantes que mais se assemelham são o E195-E2 e o A220-100. Trata-se do maior modelo da Embraer contra o menor modelo da Airbus/Bombardier.

Confira quais as diferenças e semelhanças entre os dois concorrentes.

Avião da Embraer é 6 metros maior em relação ao seu principal concorrente (Ricardo Matsukawa/UOL)

Tamanho e capacidade de passageiros

O jato da Embraer é seis metros mais comprido que o avião desenvolvido pela Bombardier. Isso faz com que a capacidade de passageiros do avião brasileiro também seja maior.

O E195-E2 pode transportar entre 120 passageiros (com três classes de cabine dentro do avião) e 146 passageiros (com apenas a classe econômica e menos espaço entre as poltronas).

Com 35 metros de comprimento, o A220-100 tem uma configuração padrão da cabine para 116 passageiros, podendo chegar a até 135 lugares dentro do avião. A Swiss, primeira companhia aérea a voar com o modelo, utiliza a configuração de 125 assentos, com 16 lugares na classe executiva e 109 na classe econômica.

Aviões da linha A220 tem configuração de assentos 2-3, com o incômodo assento do meio (Divulgação)

Embraer não tem ‘assento do meio’

Os dois aviões também têm uma diferença importante na forma como os assentos são distribuídos dentro da cabine. Nos jatos da Embraer, são quatro poltronas por fileira, divididos na configuração 2-2.

Os jatos desenvolvidos pela Bombardier têm cinco poltronas por fileira, na configuração 2-3. Com isso, os aviões da Embraer levam vantagem em relação ao conforto do passageiros, já que não existe o assento do meio.

Performance

Na questão de performance, os dois aviões têm números bastante parecidos. Ambos podem atingir a velocidade máxima de Mach 0.82. É o equivalente a 82% da velocidade do som, ou cerca de 890 km/h quando o avião está a 10 mil metros de altitude.

O E195-E2 pode decolar com um peso máximo de 61,5 toneladas, enquanto o A220-100 tem peso máximo de decolagem de 60,8 toneladas.

Nas questões de performance, o avião canadense leva vantagem no alcance. O A220-100 pode atingir distâncias de até 5.460 quilômetros, enquanto o E195-E2 tem alcance máximo de 4.815 quilômetros.

Modelo A220-100 tem alcance de 5.460 quilômetros (Divulgação)

Custos operacionais

Em questões econômicas, os aviões da Embraer levam vantagem em relação aos jatos desenvolvidos pela Bombardier e recentemente incorporados ao portfólio da Airbus. O modelo E195-E2 é 25% mais barato que o A220-100.

O avião brasileiro tem preço-base de US$ 61 milhões, enquanto o jato canadense custa US$ 81 milhões. Os valores podem mudar de acordo com as negociações entre as fabricantes e seus clientes.

Além disso, um estudo da Embraer aponta que o E195-E2 tem um custo por viagem 2% superior ao A220-100. No entanto, como o avião brasileiro pode levar mais passageiros, o custo por assento é 10% inferior em relação ao avião canadense.

Isso significa que se os dois aviões voarem cheios, a companhia aérea pode reduzir o preço da passagem ou aumentar a sua lucratividade.

Atualmente, o E-195-E2 tem 106 pedidos firmes e mais 90 opções de compra. O A220-100 tem até agora cerca de 120 encomendas.

Veja as fichas técnicas

Embraer 195-E2

Passageiros: 120 a 146
Configuração dos assentos: 2-2
Comprimento: 41,5 metros
Altura: 10,9 metros
Envergadura: 33,7 metros
Alcance: 4.815 km
Peso máximo de decolagem: 61,5 toneladas
Velocidade: Mach 0.82 (890 km/h)
Preço: US$ 61 milhões

Airbus A220-100

Passageiros: 116 a 135
Configuração dos assentos: 2-3
Comprimento: 35 metros
Altura: 11,5 metros
Envergadura: 35,1 metros
Alcance: 5.460 km
Peso máximo de decolagem: 60,8 toneladas
Velocidade: Mach 0.82 (890 km/h)
Preço: US$ 81 milhões

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Infraestrutura ruim e clima fazem Europa bater recorde de atraso em voos
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Capacidade do controle do tráfego aéreo é responsável por 59% dos casos (Divulgação)

A Europa atingiu no último ano um recorde negativo em relação ao número total de voos atrasados. Um relatório da Eurocontrol divulgado nesta semana aponta que no ano passado 5,3% dos voos sofreram atrasos em rota, atingindo um recorde histórico. Em 2016, o índice havia ficado em 4,8%.

Os dados levam em consideração os atrasos de voos em rota, quando os aviões já estão voando. São casos nos quais o avião precisa fazer desvios, reduzir a velocidade ou realizar manobras de espera.

Segundo a Eurocontrol, os principais motivos para esse tipo de atraso ocorrem por conta da capacidade de controle de tráfego aéreo (59,9%), condições meteorológicas (23,2%) e interrupções do controle de tráfego aéreo (9,9%), como greves.

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Somando todos os problemas, foram 9,3 milhões de minutos (155 mil horas) de atraso nos voos, o que representa um crescimento de 7,1% nesse quesito em relação ao ano anterior. Somente as dificuldades geradas pela capacidade do controle de tráfego aéreo geraram 4 milhões de minutos (66,7 mil horas) de atraso.

Falta de infraestrutura e clima são problemas

“A análise de tendências mostra um aumento contínuo dos atrasos atribuídos à capacidade do controle de tráfego aéreo e ao clima nos últimos quatro anos, o que é motivo de preocupação”, afirma o relatório da Eurocontrol. Para o órgão, é necessário que haja novos investimentos na infraestrutura do controle de tráfego aéreo para evitar que o número de atraso continue em alta.

A Europa tem registrado um crescimento contínuo nos últimos anos em relação ao número de voos sobre o continente. No último ano, foram 10,6 milhões de voos, o que representa um aumento de 4,3% em relação ao ano anterior. A previsão para 2018 é de um aumento de 3,3%.

Em 2017, o dia com o maior movimento no tráfego aéreo europeu foi o 30 de junho. Naquele dia, foram registrados 35.251 voos. A quantidade é 23,8% superior à média diária no continente.

Nível de segurança dos voos

Apesar dos problemas de infraestrutura que geram atrasos novos, a Eurocontrol afirma que os níveis de segurança do espaço aéreo europeu continuam elevados. “A segurança é um objetivo primário dos serviços de navegação aérea, e os níveis continuam altos”, afirma o relatório.

Segundo a Eurocontrol, as ocorrências registradas em 2017 ficaram nos mesmos níveis de 2016. Foram registrados 13,8 casos de infração em relação à separação mínima entre aviões para cada 100 mil horas de voo. Voos sem autorização tiveram índice de 29,2 para cada 100 mil horas de voo. Também houve 0,8 caso de entrada indevida de outros aviões na pista de pouso para cada 10 mil movimentos nos aeroportos.

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Voo da British entre Nova York e Londres tem o maior faturamento do mundo (Divulgação)

O voo da British Airways que liga Nova York (EUA) a Londres (Reino Unido) é o campeão de faturamento no mundo. Um estudo da consultoria inglesa OAG aponta que a British Airways teve uma receita de mais de US$ 1 bilhão entre os meses de abril de 2017 e março de 2018 com voo nessa rota. Segundo a OAG, somente esse trecho é responsável por 6% do faturamento total da British Airways.

Dos dez voos com maior faturamento total, metade tem como origem ou destino o aeroporto de Heathrow, em Londres. O Brasil está fora do top dez. A consultoria só divulgou os dez primeiros colocados.

A Singapore Airlines é a única companhia aérea que conta com dois voos entre os dez com maior receita do mundo (quarto e décimo lugares).

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A OAG também avaliou o faturamento por hora de voo de cada rota. Nesse quesito, o voo campeão é o da companhia aérea Emirates entre Londres e Dubai (Emirados Árabes Unidos), com US$ 25.308 por hora voada. No total, a Emirates fez 32.378 horas nesse trecho.

Embora tenha tido um faturamento total maior, voo da British Airways também realizou mais horas de voo para fazer o trecho entre Nova York e Londres. No total, foram 42.117 horas voadas. Com isso, a receita por hora de voo da British Airways ficou em US$ 24.639.

“Todas as dez rotas são operações de alto custo, que combinam aviões de grande porte com alta frequência. Normalmente, essas rotas também incluem uma alta taxa de passageiros de negócios, reservas de última hora e maior rentabilidade. Embora o custo de operação possa ser alto, pelo menos as receitas provavelmente são ainda maiores”, afirma o relatório da OAG.

O estudo da consultoria inglesa avaliou a receita gerada por cada trecho dentro de uma determinada companhia, considerando somente voos de ida. A consultoria não divulgou qual seria a receita conjunta de todas as companhias aéreas que operam voos na mesma rota.

Para chegar ao ranking dos dez voos com maior faturamento no mundo, a OAG afirmou que combinou informações sobre a escala de voos de cada companhia aérea com dados sobre o tráfego de passageiros em cada rota.

Confira abaixo os dez voos de mais receita do mundo.

1º Nova York – Londres, com a British Airways: US$ 1,04 bilhão (US$ 24,64 mil por hora de voo)
2º Melbourne – Sydney, com a Qantas Airways: US$ 854,69 milhões (US$ 24,24 por hora de voo)
3º Londres – Dubai, com a Emirates Airlines: US$ 819,4 milhões (US$ 25,3 mil por hora de voo)
4º Londres – Singapura, com a Singapore Airlines: US$ 709,73 milhões (US$ 18,25 mil por hora de voo)
5º Los Angeles – Nova York, com a American Airlines: US$ 698 milhões (US$ 13,8 mil por hora de voo)
6º São Francisco – Nova York, com a United Airlines: US$ 687,67 milhões (US$ 12,13 mil por hora de voo)
7º Hong Kong – Londres, com a Cathay Pacific Airways: US$ 631,85 milhões (US$ 14,29 mil por hora de voo)
8º Londres – Doha, com a Qatar Airways: US$ 552,66 milhões (US$ 17,67 mil por hora de voo)
9º Vancouver – Toronto, com a Air Canada: US$ 552,26 milhões (US$ 11,44 mil por hora de voo)
10º Sydney – Singapura, com a Singapore Airlines: US$ 543,72 milhões (US$ 19,52 mil por hora de voo)

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Jato comercial Embraer E190-E2 começou a ser entregue esse ano (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A Embraer e a Boeing anunciaram nesta quinta-feira (5) a assinatura de um memorando de entendimento para a criação de uma joint venture que envolve a área de aviação comercial da companhia brasileira. Trata-se do principal setor da Embraer, responsável por 58% da receita líquida da empresa no ano passado.

Em 2017, a Embraer teve uma receita total de US$ 5,839 bilhões, segundo dados do relatório financeiro do último ano. Desse total, a área de aviação comercial foi responsável por US$ 3,387 bilhões.

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A receita da aviação comercial é mais do que o dobro da aviação executiva, que arrecadou US$ 1,518 bilhão. Por último, o setor de defesa e segurança da Embraer teve receita de US$ 934,29 milhões no ano passado.

O negócio entre a Embraer e a Boeing foi fixado em US$ 4,75 bilhões. Para adquirir 80% da aviação comercial da Embraer, a Boeing pagará US$ 3,8 bilhões.

Aviação comercial tem aviões maiores e mais caros

Apesar de ter mais do dobro de receita, a aviação comercial produziu menos aviões que a área de aviação executiva da Embraer. Foram 101 jatos comerciais contra 109 jatos executivos no último ano.

A diferença financeira ocorre por conta do porte e valor dos aviões. A área de aviação comercial produz jatos maiores, utilizados pelas companhias aéreas para o transporte de passageiros. Os modelos da fabricante brasileira têm capacidade entre 76 e 124 passageiros.

A área de aviação executiva fabrica aviões de menor porte, usados para o transporte particular. São aviões com capacidade para entre quatro e 19 passageiros.

O preço dos aviões comerciais varia entre US$ 42 milhões, caso do Embraer E175, até US$ 58 milhões, como o novo Embraer E190-E2, que começou a ser entregue neste ano. No ano passado, a Embraer entregou 79 unidades do modelo E175, 12 do E190 e dez do E195.

Os aviões executivos são bem mais baratos, comparativamente. O menor jatinho produzido pela Embraer, o Phenom 100, custa US$ 4,5 milhões. Modelo mais vendido da Embraer, o Phenom 300 tem valor de US$ 9,4 milhões.

Há aviões bem mais caros, como o top de linha Lineage 100, que custa até US$ 55 milhões. O avião, no entanto, é uma adaptação para o mercado executivo do jato comercial E190, com mudanças na configuração interna. É também o menos vendido da Embraer. No último ano, foi apenas uma unidade entregue.

Entre os jatos executivos, a Embraer produziu no ano passado 54 unidades do modelo Phenom 300, 18 do Phenom 100, 15 do Legacy 500 e 14 do Legacy 450.

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