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As TVs individuais dos aviões podem estar com os dias contados?
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Monitores individuais podem ser substituídos por sistemas wi-fi (Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Diversas companhias aéreas estão abandonando os monitores individuais de TV a bordo de seus aviões para investir em opções mais baratas de entretenimento. Com mais empresas oferecendo wi-fi nas aeronaves, cresce a tendência de substituição das telas instaladas nos assentos por sistemas para os passageiros assistirem a filmes e seriados em seus próprios dispositivos, como smartphones, tablets e laptops.

A mudança de padrão no entretenimento a bordo deve acontecer, em um primeiro momento, somente nos aviões domésticos. Em rotas longas, as companhias aéreas internacionais continuam apostando nas telas individuais para distrair os passageiros durante as várias horas de voo.

As companhias norte-americanas são as primeiras a colocarem esse novo conceito em prática. É o que já tem acontecido, por exemplo, na American Airlines, United Airlines e Hawaiian Airlines, além da canadense WestJet.

A American começou a receber no ano passado os novos aviões Boeing 737 MAX, nova geração do jato mais vendido da história. As aeronaves já saem de fábrica com o wi-fi instalado, mas não contam mais com os monitores individuais. No site da empresa, o sistema de entretenimento nesses aviões é descrito como “dispositivo pessoal”.

A alegação das aéreas é que, cada vez mais, os passageiros têm optado para usar seus próprios aparelhos durante os voos em vez das telas individuais. “Faz mais sentido para a American focar em proporcionar aos clientes o melhor entretenimento e opções rápidas de conexão do que em instalar monitores nos assentos que irão se tornar obsoletos em poucos anos”, disse a companhia em um comunicado do ano passado.

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Instalação de cada monitor pode custar até US$ 10 mil (Divulgação)

US$ 10 mil por assento

Segundo um consultor ouvido pelo jornal “The New York Times”,cada tela individual pode custar até US$ 10 mil (R$ 32 mil) para as companhias aéreas. Em aviões com 200 lugares, isso daria um custo total de US$ 2 milhões (R$ 6,4 milhões) por aeronave.

Os monitores também exigem a instalação de muitos cabos para o seu funcionamento. Isso aumenta o peso do avião, que passa a gastar mais combustível.

Outras companhias aéreas não pensam, por enquanto, em abandonar as telas individuais. No Brasil, Avianca e Azul contam com os monitores instalados nos assentos, e não há planos para retirá-los, segundo as empresas. Já a norte-americana Delta Airlines adotou uma alternativa mais econômica.

Nos novos aviões do modelo Bombardier C Series, a companhia irá instalar tablets nas poltronas dos aviões. Todo o conteúdo será acessado via wi-fi.

Companhias alegam que passageiros preferem usar seus próprios dispositivos (Divulgação)

Menor custo de manutenção

Além de reduzir os custos com a instalação e manutenção dos monitores individuais, os novos sistemas aumentam a receita das empresas com a cobrança pelo acesso à internet.

A mudança pode ser uma perda para os passageiros que preferiam assistir a filmes e seriados nos monitores instalados nos assentos. No entanto, companhias aéreas que não contavam com as telas individuais passaram a ter ao menos alguma opção gratuita de entretenimento a bordo.

É o caso da brasileira Gol, que começou a oferecer em dezembro um sistema de transmissão de TV ao vivo em 81 aviões da companhia. O conteúdo pode ser acessado pelos dispositivos móveis dos passageiros.

No ano passado, a Latam também anunciou um projeto para equipar todos os seus aviões com internet wi-fi. A instalação começa neste ano e deve ser concluída até 2019. A empresa também tem o app Latam Entertainment, que permite aos passageiros assistirem a filmes pelos dispositivos móveis.

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Boeing cria nova empresa para desenvolver poltronas de aviões
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Novas poltronas serão fabricadas em fábrica da Alemanha (foto: Divulgação)

A Boeing se juntou à alemã Adient para criar uma companhia que fará apenas assentos para aviões. As poltronas deverão ser utilizadas em futuras aeronaves ou para reconfiguração de aviões tanto da Boeing como de outras fabricantes, como Airbus e Embraer.

A Adient é líder mundial na produção de bancos para carros e dona da marca Recaro, de bancos de luxo.

O mercado mundial de poltronas de aviões movimentou no último ano cerca de US$ 4,5 bilhões (R$ 14,5 bilhões). Segundo as duas companhias, a expectativa é que essa cifra chegue a US$ 6 bilhões (R$ 19,4 bilhões) até 2026.

Desafio: poltronas mais finas, leves e confortáveis

O desenvolvimento de poltronas mais modernas para os aviões é um desafio constante na indústria aeronáutica. As companhias querem colocar mais passageiros em cada voo. Para não ter de apertá-los ainda mais, o recurso é usar poltronas mais finas. Com isso, conseguem aumentar o número de fileiras sem diminuir o espaço entre os assentos.

Na primeira classe e na executiva, o desafio é criar bancos mais confortáveis e que, ao mesmo tempo, ocupem menos espaço.

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Além disso, há também a questão de peso. Quanto mais leve, menor o consumo de combustível dos aviões, um dos principais custos para as companhias aéreas. As poltronas precisam atender a esses requisitos e ainda seguir padrões determinados pelas autoridades aeronáuticas internacionais para garantir a segurança dos passageiros.

Ação contra o atraso de fornecedores atuais

As duas empresas já mantinham um acordo de colaboração desde o ano passado. A nova companhia terá 50,01% de participação da Adient e 49,99% da Boeing.

Além de desenvolver novos modelos de poltronas, o objetivo é evitar os constantes atrasos por parte dos atuais fornecedores.

“Os assentos têm sido um desafio permanente para os nossos clientes, para a indústria e para a Boeing. Estamos tomando medidas para ajudar a resolver os constrangimentos do mercado”, afirma Kevin Schemm, vice-presidente sênior de supply chain e operações financeiras e de negócios da Boeing.

A fábrica e a sede administrativa da nova companhia serão instaladas na cidade de Kaiserslautern, na Alemanha, com o serviço de apoio ao cliente baseado em Seattle, nos Estados Unidos, mesmo local da fábrica principal da Boeing.

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Mulheres pilotos fazem sucesso no Instagram com fotos de avião e biquínis
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Pilotos mulheres fazem sucesso com fotos dos bastidores da aviação (Reprodução/Instagram)

As mulheres ainda são minoria entre os pilotos de avião, mas muitas delas têm feito bastante sucesso nas redes sociais ao compartilhar com milhares de seguidores fotos do cotidiano da profissão, de biquíni e de lugares por onde passam entre um voo e outro.

No Brasil, apenas 5% de todas as novas licenças de piloto são obtidas por mulheres. Na aviação comercial, o percentual é ainda menor. A participação feminina na cabine de comando dos jatos comerciais é de apenas 2%. Também em outros países as mulheres são minoria. A média mundial é de pouco mais de 5%. Países como Finlândia (12%) e Suécia (8%) lideram o ranking.

Muitas dessas pilotos resolveram aproveitar as redes sociais para quebrar o preconceito e incentivar novas mulheres a abraçar a profissão, ou simplesmente para se manter conectadas com a famílias durante os dias fora de casa.

“Abri minha conta no Instagram para poder compartilhar meu trabalho e minhas viagens com minha família e amigos. Como piloto de avião, você está sempre longe e era difícil manter todos atualizados das minhas viagens”, escreveu em um de seus posts a sueca Maria Pettersson, que tem 453 mil seguidores.

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Além de uma conta no Instagram com 87 mil seguidores, a holandesa Michelle, que não revela o sobrenome, também tem um site com dicas para quem quer se tornar piloto de avião. “Percebi que a ideia de ser uma piloto de avião é cercada de conceitos errados. Meu objetivo é mostrar às pessoas como esse mercado é de verdade. Aviação não é só relaxar na praia e ganhar dinheiro. É um mercado de paixão e que exige trabalho duro para conquistar seus objetivos. Estou tentando mostrar que, com um pouco de sorte, todo mundo pode ser um piloto, desde que você se dedique 200%”, diz.

Além de fotos do dia a dia da profissão, as pilotos mulheres que fazem sucesso nas redes sociais também abusam das fotos em momentos de relaxamento entre os voos. Como estão sempre em lugares diferentes ao redor do mundo, há sempre novidades.

Pilot Maria – 453 mil seguidores

A sueca Maria Pettersson é copiloto de Boeing 737 em uma companhia aérea europeia. Sua conta no Instagram tem fotos dentro da cabine de comando e de seus momentos de relaxamento.

Maria The Pilot – 363 mil seguidores

A também sueca Maria Fagerstrom tem 25 anos e atualmente mora nas Ilhas Canárias, na Espanha. Ela é piloto de Boeing 737 na companhia aérea Ryanair.

Pilot van Dam – 119 mil seguidores

holandesa Helen van Dam é copiloto de Boeing 737 na companhia Norwegian Airways e atualmente mora na Espanha. A maioria das fotos está relacionada aos bastidores da aviação.

Pilot Lindy – 116 mil seguidores

holandesa Lindy vive atualmente na Itália, onde trabalha como piloto de Boeing 717 para a companhia aérea de baixo custo Volotea em rotas de curta distância na Europa. Nas horas vagas, também pilota aviões de pequeno porte.

Echo Sierra 85 – 99,9 mil seguidores

Eser Aksan Erdogan é copiloto de Boeing 737 na companhia aérea turca Pegasus. Para os quase 100 mil seguidores, ela já deixa claro que é casada e feliz. O marido, aliás, também é piloto de avião e os dois viajam constantemente juntos.

Fly with Eva – 92,7 mil seguidores

holandesa Eva Claire começou sua carreira na companhia aérea Rynair pilotando aviões Boeing 737. Recentemente, Eva se mudou para Hong Kong, onde estará na cabine de comando do jumbo 747.

Dutch Pilot Girl – 87,3 mil seguidores

Além da conta no Instagram, a holandesa Michelle tem um blog e um canal no YouTube com dicas para quem pretende ser piloto de avião.

Voe com elas – 47,4 mil seguidores

O perfil Voe com elas, do Instagram, reúne fotos de diversas mulheres brasileiras que são pilotos de avião. A página já conta com mais de 1.400 fotos publicadas.

Cris Machiba – 38,1 mil seguidores

brasileira Cris Machiba trabalha como copiloto do jato Embraer 190 na companhia aérea Azul. A página do Instagram reúnes fotos na cabine de comando, com a tripulação e em diversos locais do Brasil.

Uma publicação compartilhada por @crismacahiba em

Aşkım Pelin Doğan – 32,3 mil seguidores

turca Aşkım Pelin Doğan é copiloto de Airbus A320 na companhia aérea Onur Air. Além de fotos no Instagram, também publica vídeos no YouTube com os bastidores dos voos.

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Latam e Azul são companhias aéreas com mais reclamações em 2017, diz Anac
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Latam foi a companhia com maior número de reclamações em 2017, segundo a Anac (Divulgação)

As companhias aéreas Latam e Azul foram as que receberam a maior quantidade de reclamações de passageiros no último ano, segundo um ranking elaborado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O índice das duas empresas é de 18 reclamações para cada 100 mil passageiros transportados.

Na soma de todas as companhias aéreas, foram 12.314 reclamações em 2017, com média geral de 14 casos para cada 100 mil passageiros.

Latam: 18 reclamações para cada 100 mil passageiros (5.479 casos e 30,5 milhões de passageiros transportados)

Azul: 18 reclamações para cada 100 mil passageiros (3.478 casos e 19,5 milhões de passageiros transportados)

Avianca: 12 reclamações para cada 100 mil passageiros (1.179 casos e 9,8 milhões de passageiros transportados)

Gol: 7 reclamações para cada 100 mil passageiros (2.178 casos e 29,1 milhões de passageiros transportados)

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Incidentes causados por passageiro de avião diminuem, mas ficam mais graves

A Anac avaliou também o tempo que cada companhia aérea demorou para responder às reclamações dos passageiros. A Azul foi a mais rápida e a Avianca, a mais lenta. No entanto, quando são analisados os casos efetivamente resolvidos, o ranking se inverte. A Avianca foi a mais eficaz e a Azul, a mais ineficiente.

No resultado final da pesquisa, a Avianca foi a companhia aérea brasileira com maior índice de satisfação entre os passageiros que apresentaram reclamações para a Anac. Já a Azul teve a pior avaliação.

Em resposta, a Azul afirmou que ''tem o compromisso de atender seus Clientes com excelência, por meio de um serviço de qualidade, eficiência, presteza e, principalmente, segurança.''

A Latama afirmou que ''está empenhada em prestar o melhor serviço aos seus clientes, cumprindo todas as exigências de atendimento, conforme a legislação vigente. ​A companhia reforça, ainda, que mantém um canal aberto para diálogo com todos os seus clientes''.

Azul teve a pior avaliação em pesquisa da Anac (Divulgação)

Tempo de resposta média:

Avianca: 8,55 dias

Gol: 8,19 dias

Latam: 7,85 dias

Azul: 5,09 dias

Índice de solução das reclamações, conforme a avaliação dos consumidores:

Avianca: 77,11%

Latam: 68,79%

Gol: 66,45%

Azul: 53,44%

Índice de satisfação dos consumidores com o atendimento prestado pelas empresas na plataforma Consumidor.gov.br (notas de 1 a 5)

Avianca: 2,96

Gol: 2,65

Latam: 2,54

Azul: 2,08

Segundo a Anac, os dados foram coletados a partir de janeiro de 2017 por meio da plataforma consumidor.gov.br. A Anac afirmou que deve divulgar, ainda no primeiro trimestre deste ano, um relatório detalhado com os assuntos que mais geraram reclamações dos passageiros.

“A divulgação desses dados resultará em maior transparência sobre a qualidade dos serviços prestados pelas companhias aéreas brasileiras, permitindo que o acesso à informação potencialize o poder de escolha dos consumidores e estimule a concorrência”, afirma a agência.

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Airbus faz reajuste e A380 fica R$ 30 milhões mais caro; veja outros preços
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Airbus A380 passa a custar R$ 1,425 bilhão (Foto: Divulgação)

A Airbus anunciou nesta segunda-feira (15) um reajuste de 2% em todos os seus jatos comerciais para o transporte de passageiros. Maior e mais valioso avião da fabricante europeia, o A380 ficou R$ 30 milhões mais caro. O modelo passa a custar US$ 445,6 milhões (R$ 1,425 bilhão). No ano passado, o preço do A380 era de US$ 436,9 milhões (R$ 1,395 bilhão).

No outro lado da tabela, o avião mais barato da Airbus é o A318, com capacidade para cerca de 130 passageiros e voltado para viagens curtas. O modelo passa a ter valor de tabela de US$ 77,4 milhões (R$ 247,52 milhões) – o A318 custava no ano passado US$ 75,9 milhões (R$ 242,77 milhões).

“Nossos novos preços para 2018 refletem os investimentos contínuos nos programas de aeronaves para maximizar o valor para a satisfação dos clientes, com combinação de performance, economia operacional e experiência do passageiro”, afirma John Leahy, diretor comercial da Airbus.

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Todos os valores são os chamados “preço de lista”, uma referência para todo o mercado. Cada avião que sai da fábrica, no entanto, pode ter um valor maior ou menor. O preço final depende da configuração exigida e das negociações entre a fabricante e as companhias aéreas.

Recorde de vendas e possível fim do A380

O anúncio do reajuste de preços dos aviões comerciais acontece logo após a Airbus divulgar as vendas recordes registradas no ano passado. A fabricante europeia recebeu 1.109 pedidos de novos aviões em 2017, contra 912 vendas da Boeing, sua principal concorrente.

No entanto, a Airbus perdeu para a Boeing no número total de aviões efetivamente produzidos no último ano. A fabricante norte-americana entregou 763 novas aeronaves, enquanto a Airbus produziu 718 aviões.

O diretor comercial da Airbus anunciou também que a companhia pode se ver obrigada a encerrar a produção do A380 caso não receba novas encomendas nos próximos anos. ''Honestamente, se não chegarmos a um acordo com a Emirates [principal cliente do A380], não teremos outro remédio a não ser parar o programa'', disse Leahy, durante a apresentação do informe comercial 2017 do grupo nesta segunda-feira.

Veja os novos valores dos aviões da Airbus:

A318: US$ 75,9 milhões (R$ 242,77 milhões)

A319: US$ 92,3 milhões (R$ 295,05 milhões)

A320: US$ 101 milhões (R$ 322,86 milhões)

A319neo: US$ 101,5 milhões (R$ 324,65 milhões)

A320neo: US$ 110,6 milhões (R$ 353,75 milhões)

A321: US$ 118,3 milhões (R$ 378,16 milhões)

A321neo: US$ 129,5 milhões (R$ 414,33 milhões)

A330-200: US$ 238,5 milhões (R$ 763,08 milhões)

A330-200 (cargueiro): US$ 241,7 milhões (R$ 773,32 milhões)

A330-800neo: US$ 259,9 milhões (R$ 831,55 milhões)

A330-300: US$ 264,2 milhões (R$ 845,31 milhões)

A350-800: US$ 280,6 milhões (R$ 897,78 milhões)

A330-900neo: US$ 296,4 milhões (R$ 948,33 milhões)

A350-900: US$ 317,4 milhões (R$ 1015,52 milhões)

A350-1000: US$ 366,5 milhões (R$ 1172,62 milhões)

A380: US$ 445,6 milhões (R$ 1,425 bilhão)

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No começo da aviação, cocô e xixi eram jogados no ar; e agora como é?
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Descarga do vaso sanitário utiliza a diferença de pressão para sugar a sujeira (Divulgação/KLM)

Banheiros de aviões não chegam nem perto de serem os mais confortáveis do mundo. Muitas vezes, no entanto, é inevitável ter que utilizá-los, especialmente nas viagens mais longas. Depois de usar o vaso sanitário, o passageiro aperta o botão da descarga, ouve o barulho da sucção e tudo desaparece. Mas onde vai parar toda a sujeira gerada por dezenas ou centenas de passageiros durante o voo?

Nos primórdios da aviação, a descarga era conectada a um buraco na fuselagem dos aviões e todos os dejetos eram lançados no ar. Felizmente, as regras evoluíram e há um bom tempo isso já não é mais permitido.

Os jatos comerciais atuais carregam na parte traseira do avião grandes tanques para armazenar todo esgoto gerado a bordo do avião. Quando o passageiro aperta o botão da descarga, surge um barulho semelhante ao de um aspirador de pó ligado. É que o funcionamento é realmente semelhante.

Ao pressionar a descarga, uma válvula de sucção é aberta. Com a diferença entre a pressão da área da cabine de passageiros e a dos tanques, todos os dejetos são sugados.

Esse método de funcionamento é o mais indicado para os aviões por necessitar de uma quantidade irrisória de água. A cada vez que a descarga é acionada, o sistema utiliza o equivalente a apenas uma xícara de água. Isso faz com que o avião precise levar menos água a bordo, o que diminui seu peso total e ajuda a economizar combustível.

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Tanques armazenam todo o esgoto na parte traseira do avião (Divulgação/KLM)

Tanques de armazenamento de esgoto

Depois que a sujeira é sugada do vaso sanitário, ela vai parar em grandes tanques de esgoto localizados na parte traseira do avião. Um Boeing 777, utilizado para voos de longa distância e com capacidade para mais de 350 passageiros, leva três tanques de esgoto a bordo, com capacidade para 400 litros cada.

Cada um desses tanques é ligado a um conjunto de banheiros do avião. Dessa forma, mesmo que um dos tanques fique lotado, apenas alguns banheiros ficariam inutilizados.

Quando o avião pousa no destino final, os serviços de apoio dos aeroportos retiram o esgoto com o auxílio de um caminhão-tanque. O veículo é estacionado embaixo do avião e um operador conecta um cano na saída dos tanques.

Após o avião pousar, esgoto é retirado por caminhões-tanque do aeroporto (Divulgação/KLM)

Depois de verificar que a ligação foi feita corretamente, e que o operador não levará um banho desagradável, a válvula de sucção é aberta. Com os tanques vazios, eles são enxaguados com água e desinfetante para serem utilizados novamente no próximo voo.

Os caminhões-tanque se dirigem, então, para a central de tratamento de esgoto do aeroporto, onde todo o material é depositado.

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Com 107 voos por dia, ponte aérea Rio-SP é a 5ª mais movimentada do mundo
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Pista do aeroporto Santos Dummont, no Rio de Janeiro (Foto: dolphin photo/Getty Images)

A ponte aérea entre os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, foi a quinta rota doméstica mais movimentada do mundo em 2017, segundo um levantamento da consultoria inglesa OAG. Durante o ano, foram realizados 39.325 voos, com uma média de 107 voos por dia.

A rota mais movimentada é na Coreia do Sul, entre Jeju e Seul. No ano passado, a OAG registrou 64.991 voos, com uma média diária de 178 voos entre as duas cidades. A rota teve índice de pontualidade de 74,06% (veja o ranking no fim deste texto).

Entre as dez rotas domésticas com maior número de voos em 2017, a ligação entre Congonhas e Santos Dumont foi a quarta mais pontual do mundo, com índice de 80,09% dos voos decolando no horário previsto.

Os dados da OAG consideram apenas as ligações entre dois aeroportos específicos. Os voos entre São Paulo e Rio de Janeiro também podem sair ou chegar pelos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, e Galeão no Rio de Janeiro, mas não há o número total de voos entre as duas cidades no levantamento da OAG. O mesmo acontece em outras cidades com mais de um aeroporto, como Nova York (EUA), Londres (Reino Unido) e Paris (França).

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Na América do Sul, apenas mais uma rota doméstica aparece entre as 20 mais movimentadas do mundo. A ligação entre os aeroportos de Bogotá e Cali, na Colômbia, recebeu no último ano 21.792 voos.

Entre as 20 rotas domésticas mais movimentadas, a mais pontual foi a ligação entre os aeroportos de Haneda, em Tóquio, e Osaka, no Japão. Em 2017, foram realizados 21.900 voos, com índice de pontualidade de 90,4%.

Ásia lidera também nas rotas internacionais

Nenhum aeroporto do Brasil ou da América do Sul aparece na relação das 20 rotas mais movimentadas do mundo no último ano. A liderança do ranking é totalmente asiática, dominando as cinco primeiras colocações. Em viagens internacionais, a rota mais movimentada no último ano foi entre Hong Kong e Taipei (Taiwan), com 29.494 voos.

Fora do continente asiático, a rota entre o aeroporto de La Guardia, em Nova York (EUA), e Toronto (Canadá) aparece na sexta colocação geral, com 17.116 voos no ano. Uma curiosidade está no 19º lugar, com a rota entre Cairo (Egito) e Jeddah (Arábia Saudita), que teve 12.896 voos em 2017.

A ligação entre Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Kuwait (Kuwait), a 15ª mais movimentada, foi a mais pontual entre as 20 primeiras colocadas do ranking. Dos 13.297 voos realizados, 83,55% decolaram dentro do horário previsto.

Veja a dez rotas domésticas mais movimentadas em 2017

1º Jeju – Seul (Coreia do Sul): 64.991 voos (pontualidade de 74,06%)

2º Melbourne – Sydney (Austrália): 54.519 voos (pontualidade de 74,10%)

3º Mumbai – Nova Déli (Índia): 47.462 voos (pontualidade de 59,14%

4º Fukuoka – Tóquio/Haneda (Japão): 42.835 voos (pontualidade de 83,43%)

5º São Paulo/Congonhas – Rio de Janeiro/Santos Dumont (Brasil): 39.325 voos (pontualidade de 80,09%)

6º Sapporo – Tóquio/Haneda (Japão): 38.389 voos (pontualidade de 85,56%)

7º Los Angeles – San Francisco (Estados Unidos): 34.897 voos (pontualidade de 63,86%)

8º Brisbane – Sydney (Austrália): 33.765 voos (pontualidade de 79,28%)

9º Cidade do Cabo – Johannesburgo (África do Sul): 31.914 voos (pontualidade de 86,83%)

10º Pequim – Xangai (China): 30.029 voos (pontualidade de 53,47%)

Veja a dez rotas internacionais mais movimentadas em 2017

1º Hong Kong – Taipei (Taiwan): 29.494 voos (pontualidade de 70,92%)

2º Kuala Lumpur (Malásia) – Cingapura (Cingapura): 29.383 voos (pontualidade de 78,52%)

3º Jakarta (Indonésia) – Cingapura (Cingapura): 26.872 voos (pontualidade de 77,38%)

4º Jakarta (Indonésia) – Kuala Lumpur (Malásia): 20.890 voos (pontualidade de 64,84%)

5º Hong Kong – Xangai (China): 20.818 voos (pontualidade de 57,79%)

6º Nova York/La Guardia (EUA) – Toronto (Canadá): 17.116 voos (pontualidade de 54,24%)

7º Hong Kong – Seul (Coreia do Sul): 16.366 voos (pontualidade de 65,14%)

8º Pequim (China) – Hong Kong (Hong Kong): 14.592 voos (pontualidade de 63,43%)

9º Dublin (Irlanda) – Londres/Heathrow (Reino Unido): 14.556 voos (pontualidade de 82,56%)

10º Bangcoc (Tailândia) – Cingapura (Cingapura): 14.455 voos (pontualidade de 77,87%)

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Aérea promete curar medo de voar e devolver dinheiro se não funcionar
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Virgin Atlantic oferece curso para quem tem medo de voar (Divulgação)

A companhia aérea britânica Virgin Atlantic lançou uma campanha voltada especialmente para quem tem medo de voar. Os passageiros que comprarem um bilhete nesta terça-feira (9) para voos entre 4 de março e 31 de dezembro poderão se inscrever, gratuitamente, em um curso da própria empresa para perder a fobia de voar. Se o curso não der o resultado esperado, a companhia aérea promete fazer o reembolso integral do valor da passagem.

Segundo a Virgin Atlantic, somente no Reino Unido cerca de quatro milhões de pessoas todos os anos evitam viagens transoceânicas durante as férias por medo de voar. A empresa afirmou que a ideia da campanha é acabar com o que chama de “January blues”, uma onda de depressão após o fim das festas de final de ano.

“Nós queremos que todos digam ‘dane-se, vamos fazer isso’, e tentem algo diferente, voando para algum lugar diferente. Ao garantir a cura de algo que impede as pessoas de fazer algo, podemos inspirar os britânicos a escolher algo mais positivo que o clichê sem sentido do January Blues”, afirma Shai Weiss, diretor comercial da Virgin Atlantic, em comunicado da empresa.

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O curso promovido pela companhia aérea foi criado em 1997, atende até 3.000 pessoas por ano e tem uma taxa de sucesso de 98%, segundo a empresa. “O medo pode ser muito debilitante quando o impede de fazer algo que você quer. Não conseguir voar, ou voar confortavelmente, limita seriamente nossas escolhas na vida”, afirma a empresa.

Após comprar a passagem para qualquer um dos 28 destinos operados pela companhia, o passageiro deve solicitar a inscrição no curso Flying Without Fear (voando sem medo). Há dez vagas para o curso que será realizado no aeroporto de Leeds e 40 para o aeroporto de Londres Gatwick.

Caso o curso não resolva o problema do medo de voar, o passageiro poderá solicitar o reembolso integral da passagem aérea. O pagamento, no entanto, só será feito após uma avaliação dos profissionais que administram o curso da Virgin Atlantic.

Como funciona o curso

Para quem não comprar a passagem nesta terça-feira, a companhia aérea oferece cerca de 20 cursos por ano. O valor da inscrição é de 267 libras esterlinas (R$ 1.170). O curso é realizado em um dia inteiro, com duração de 9 horas.

Na primeira parte, os passageiros com medo de voar aprendem como o avião funciona, os efeitos da turbulência, como os pilotos são treinados, o que são os barulhos do avião, os estágios do voo e até as ações das companhias aérea no combate ao terrorismo.

Depois, comissários de voo também explicam como funcionam os procedimentos de segurança dentro da cabine. A última parte em sala de aula é com psicólogos, que falam as razões de as pessoas sentirem medo e como combatê-lo.

O curso é finalizado com um voo curto, no qual os passageiros são acompanhados por técnicos e psicólogos da companhia aérea. Durante o voo, os pilotos passam informações detalhadas sobre tudo o que está acontecendo, desde as manobras até os barulhos emitidos pelo avião.

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Consultoria alemã faz ranking das empresas aéreas mais seguras do mundo


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Emirates foi eleita a mais segura do mundo pela consultoria alemã Jacdec (Divulgação)

A consultoria alemã Jacdec (Jet Airliner Crash Data Evaluation Centre) elegeu a companhia aérea Emirates, dos Emirados Árabes Unidos, como a mais segura em 2017. Na sequência, aparecem a norueguesa Norwegian Air Shuttle e a britânica Virgin Atlantic Airways.

A Jacdec ainda não revelou todas as companhias que foram avaliadas. Na lista que foi divulgada, com as 20 primeiras, não consta nenhuma brasileira. No total, a lista terá 100 companhias, mas nem todas foram divulgadas ainda.

A lista não considera só o número de acidentes, mas também as condições gerais das companhias: tamanho da frota, idade média dos aviões, condições meteorológicas e geográficas das regiões onde opera, histórico de auditorias realizadas pelas autoridades aeronáuticas, transparência e rigor das autoridades aeronáuticas de seus países de origem, entre outros.

Na divulgação inicial do ranking, a consultoria alemã listou apenas as 20 companhias aéreas mais seguras do mundo. Nenhuma das quatro principais empresas brasileiras aparece na relação inicial. No entanto, o Brasil é citado no relatório como um dos países com “alto nível de transparência” em relação à segurança da aviação, o que ajuda a melhorar o índice das companhias nacionais.

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) declarou que não irá comentar o ranking da Jacdec, mas que ''a aviação comercial mundial e aviação comercial brasileira (um dos maiores mercados globais) vivem atualmente o período mais seguro de toda a história''. ''Como resultado do trabalho realizado por agentes públicos e privados, nossa aviação é referência internacional'', afirma.

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No ranking deste ano, a consultoria avaliou as 100 maiores companhias aéreas do mundo e utilizou 33 parâmetros para definir o índice de segurança de cada uma das empresas.

Para criar o ranking, todas as companhias começam com o índice de 100% de segurança. Após analisar todos os parâmetros envolvidos no estudo, as empresas passam a perder pontos de acordo com possíveis falhas verificadas. Segundo a consultoria, os principais pontos para ter um índice elevado são:

– Não ter acidentes fatais nos últimos 30 anos

– Operar voos de longa distância

– Ter aviões novos (de preferência com idade média da frota entre três e nove anos)

– Ser aprovada em todas as inspeções de segurança das autoridades internacionais e locais com as notas mais altas

– Não operar os voos em operações de risco, como má condição do tempo, locais com geografia acidentada e não ter muitas rotas transoceânicas

– Estar sediada em um país no qual as autoridades aeronáuticas trabalhem com transparência na questão de segurança de voo

2017 foi o ano mais seguro da história da aviação

Segundo dados da Jacdec, o ano de 2017 foi o mais seguro da história da aviação no mundo. No último ano houve apenas 11 acidentes fatais, resultando em 44 mortes. Em 2016, haviam sido 19 acidentes e 321 mortes. A consultoria analisa apenas casos de aviões com mais de 5,7 toneladas e capacidade acima de 19 passageiros.

Os números são semelhantes aos da Aviation Safety Network, organização independente baseada na Holanda, que registrou dez acidentes com 40 mortes no último ano. Segundo a organização holandesa, o ano passado registrou um acidente a cada 7,3 milhões de voos.

Veja a relação das companhias aéreas mais seguras do mundo, segundo a Jacdec:

1º Emirates (Emirados Árabes Unidos): 93,61%

2º Norwegian Air Shuttle (Noruega): 93,26%

3º Virgin Atlantic Airways (Reino Unido): 92,87%

4º KLM (Holanda): 92,77%

5º EasyJet (Reino Unido): 92,75%

6º Finnair (Finlândia): 92,67%

7º Etihad Airways (Emirados Árabes Unidos): 92,56%

8º Spirit Airlines (Estados Unidos): 92,18%

9º Jetstar Airways (Austrália): 92,12%

10º Air Arabia (Emirados Árabes Unidos): 92,09%

11º Vueling Airlines (Espanha): 92,02%

12º Cathay Pacific (Hong Kong): 91,88%

13º El Al (Israel): 91,84%

14º Singapore Airlines (Cingapura): 91,78%

15º Eva Air (Taiwan): 91,55%

16º Eurowings (Alemanha): 91,41%

17º JetBlue Airways (Estados Unidos): 91,40%

18º Capital Airlines (China): 91,36%

19º Oman Air (Omã): 91,28%

20º Air Canada (Canadá): 91,20%

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Mala de mão grande pode ter cobrança adicional (Divulgação/ Crystal Cabin Awards)

Por Vinícius Casagrande

Como forma de evitar o pagamento para despachar uma mala durante as viagens de avião, os passageiros têm optado por levar apenas a bagagem de mão. Alguns viajantes, no entanto, acabam exagerando no tamanho da mala, excedem os padrões estabelecidos pelas companhias aéreas e são pegos de surpresa com a cobrança de uma taxa adicional no momento de entrar no avião.

Quando permitiu a cobrança para o transporte de malas no porão do avião, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aumentou também o peso da bagagem de mão que os passageiros têm direito a levar dentro da cabine. Com as novas regras, o limite da mala de mão passou de 5 kg para 10 kg.

Apesar do aumento do peso permitido, as companhias aéreas também ficaram liberadas para determinar as dimensões máximas das malas a serem transportadas na cabine de passageiros. Para conferir se o tamanho da bagagem está dentro das regras estabelecidas, algumas companhias aéreas criaram um compartimento para medir as malas antes do embarque.

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O modelo é semelhante ao adotado por diversas companhias de baixo custo europeias. Antes de embarcar no avião, o passageiro tem de colocar sua mala dentro de uma caixa. Se ela couber perfeitamente, pode entrar no avião.

Se a mala não entrar nessa caixa, significa que ela é maior do que o tamanho permitido e deverá ser encaminhada para o porão do avião, ficando sujeita às regras de bagagem despachada, o que pode gerar um custo adicional ao passageiro.

As companhias aéreas afirmam que o limites levam em contam as dimensões dos bagageiros internos dos aviões. Se a mala estiver dentro das regras da companhia aérea, mas não houver mais espaço na cabine de passageiros, ela poderá ser despachada no porão do avião, mas sem nenhum custo extra para o passageiro.

Os tamanhos variam para cada empresa. Mas, considerando os menores requisitos para que você possa voar em qualquer companhia nacional, em voos domésticos, estas são as dimensões ideais:

Altura: 55 cm

Largura: 35 cm

Profundidade: 25 cm

Para evitar surpresas na hora do embarque, veja as regras detalhadas de cada companhia aérea nacional para voos domésticos.

Latam mede o tamanho das malas na entrada do avião (Divulgação)

Latam

Na companhia aérea Latam, as dimensões máximas da bagagem de mão são de 55 cm altura x 35 cm de largura x 25 cm de profundidade. A empresa faz a verificação dos parâmetros por meio de um gabarito (caixa) presente no portão de embarque do aeroporto. As malas que não cabem nesse gabarito são enviadas para o porão do avião.

Todas as malas de mão também devem ter peso máximo de 10 kg. A exceção é para os passageiros que compraram bilhetes nas categorias Premium Business e Premium Economy. Nesse caso, o limite máximo é de 16 kg.

Caso a mala de mão tenha de ser encaminhada para o porão do avião por exceder os limites estabelecidos pela Latam, ela passa a entrar nas regras de bagagem despachada. Se o bilhete comprado pelo passageiro não der o direito ao despacho de bagagem, o valor cobrado pela Latam para a primeira mala é de R$ 80, que deverá ser pago ainda no portão de embarque.

Se o passageiro já despachou uma mala no momento do check-in e a bagagem de mão também precisar ser transportada no porão do avião, ela é considerada como segunda mala despachada. Nesse caso, o valor cobrado sobe para R$ 110.

No site da Latam, há uma página com todos os itens que podem ser transportados na cabine de passageiros.

Na Azul, é permitido levar apenas um volume dentro da cabine do avião (Divulgação)

Azul

A Azul permite o embarque de apenas um volume com peso máximo de 10 kg e limite de tamanho de 115 cm, somando-se altura, largura e profundidade da mala. Segundo a empresa, itens pessoais como bolsas, pastas, laptops e até compras nas lojas do aeroporto devem ser colocadas dentro da bagagem de mão. A verificação dos limites é feita pelos funcionários da companhia diretamente no portão de embarque dos aeroportos.

“É comum clientes aparecerem com bagagens que ultrapassam 10 kg, um volume ou os 115 cm permitidos. Por isso, a companhia realiza hoje uma campanha educativa, mas não descarta a possibilidade de, no futuro, cobrar pelo despacho de bagagens que excedem o limite e que, portanto, não cabem nos bins [bagageiros]”, afirma a Azul, em nota.

A Azul possui dois perfis de tarifas, com ou sem o direito ao despacho de bagagem. Segundo a empresa, a franquia só trata de peso e não de quantidade de volumes. Assim, se o passageiro comprou uma tarifa com franquia, tem 23 kg de bagagem em voos domésticos, independentemente do número de volumes.

Qualquer peso acima, é cobrado como excesso de bagagem. Se a tarifa não dá direito ao transporte de bagagem, qualquer peso despachado é cobrado como uma “franquia” de 23 kg. Caso o peso somado das malas seja superior, é cobrado como excesso de bagagem.

O valor do transporte de bagagem depende do meio da compra (site, canais de atendimento telefônico ou diretamente no aeroporto) e varia entre R$ 50 e R$ 60. O excesso de peso é cobrado por quilo excedente e depende da rota do voo. Os valores podem ser consultados diretamente no site da Azul.

A Gol é a companhia aérea que permite as maiores medidas para a mala de mão (Divulgação)

Gol

As bagagens de mão na Gol devem ter tamanho máximo de 55 cm de altura, 40 cm de largura e 25 cm de profundidade e peso de até 10 kg. Além disso, os passageiros também podem levar a bordo artigos pessoais como bolsa, mochilas ou laptops.

O tamanho das malas de mão pode ser conferido pelos funcionários da Gol no momento do check-in, nos balcões de atendimento e no portão de embarque. Nesse último caso, há uma caixa, chamada pela companhia de gabarito, na qual as malas devem ser colocadas para ver se elas estão dentro das dimensões estabelecidas pela companhia aérea.

Caso a bagagem de mão exceda o tamanho determinado pela empresa, terá de ser despachada no porão do avião. O passageiro terá de comprar uma franquia de bagagem. O valor cobrado pela Gol para compras feitas no momento do check-in é de R$ 60.

Se a franquia de bagagem for adquirida com antecedência no site da empresa, canais de autoatendimento ou agências de viagens, o valor é de R$ 30.

Caso a bagagem ultrapasse 23 kg, será cobrado R$ 12,00 para voos nacionais e R$ 15,00 para voos internacionais por quilo excedente. Nenhuma peça pode ultrapassar 45 kg em voos nacionais e 32 kg em voos internacionais.

Além da mala de mão, Avianca permite levar mais um item pessoal (foto: Divulgação)

Avianca

Na Avianca, a bagagem de mão não pode exceder 115 cm no total, com, no máximo, 55 cm de altura, 35 cm de largura e 25 cm de profundidade. Além disso, é permitido embarcar com um item pessoal de 100 cm, com até 45 cm de largura, 35 cm de altura e 20 cm de profundidade.

Os passageiros que embarcam com um bebê de até 23 meses, podem levar até três peças (mala e dois itens pessoais). Em todos os casos, a bagagem de mão deve pesar até 10 kg, somando todas as peças.

As dimensões e peso da bagagem de mão podem ser verificadas pela companhia aérea no momento do check-in ou no portão de embarque do aeroporto. Caso as dimensões e peso sejam excedidos, o passageiro terá de despachar a bagagem. Nesse caso, o valor cobrado pela Avianca é de R$ 60 por peça nos voos nacionais.

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