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Air France lança aérea Joon, nega ser de baixo custo e diz focar nos jovens
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Nova empresa terá aviões Airbus A320, A340 e A350 (foto: Divulgação)

A companhia aérea Air France anunciou nesta quinta-feira (20) a criação de uma nova empresa de aviação, a Joon. Segundo a Air France, a nova empresa é “destinada especialmente a jovens profissionais e aos millennials (com idade entre 18 e 35 anos), cujos estilos de vida giram em torno das tecnologias digitais”.

A intenção de criar uma nova companhia aérea havia sido anunciada pela Air France em novembro do ano passado. Na época, o projeto foi visto como uma opção de baixo custo para concorrer com as companhias árabes.

No entanto, nesta quinta-feira a Air France negou que esse seja o propósito da nova empresa. “A Joon não será uma companhia aérea de baixo custo, pois oferecerá produtos e serviços que refletem os conceitos já tão conhecidos da Air France”, afirma a empresa em comunicado.

Segundo a Air France, a Joon deverá iniciar voos de média distância a partir de Paris, na França, em outubro deste ano. Em meados de 2018, a intenção é passar a fazer voos de longa distância. Os voos serão realizados com aviões Airbus dos modelos A320, A340 e A350. Os detalhes sobre destinos, tarifas, produtos e serviços só devem ser divulgados pela companhia a partir de setembro.

Segundo a empresa, uniformes dos comissários seguiram as últimas tendência de moda (foto: Divulgação)

Com a nova companhia aérea, os executivos da empresa esperam aumentar a participação da própria Air France entre o público jovem. “A Joon é a irmã mais nova e complementar da Air France, que também inspirará seus clientes a viajar com sua irmã mais velha”, diz o comunicado da empresa.

O CEO da Joon, Jean-Michel Mathieu, avalia que a criação de uma nova marca aumentará a rentabilidade de todo o grupo Air France-KLM. “Ela vai elevar a rentabilidade do Grupo Air France, permitindo reduzir custos e assegurar a sustentabilidade de seu modelo de negócios”, afirma.

O nome Joon foi escolhido, segundo a Air France, por ser “curto, impactante e internacional”.

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Aérea inicia a venda do serviço de bordo de forma gradual (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

A companhia aérea Latam vai dar início nesta quinta-feira (20) à venda de comidas e bebidas a bordo dos voos nacionais. Com a implementação do novo serviço, chamado de Mercado Latam, somente um copo de água será oferecido gratuitamente aos passageiros. O cardápio de comidas e bebidas conta com 52 produtos, com preços que variam entre R$ 4 e R$ 30.

A implementação do serviço será feita de forma gradual em todos os voos da companhia aérea no Brasil. No início, o novo modelo de serviço estará disponível em cerca de 80 voos diários ligando dez aeroportos operados pela companhia dentro do país – Bauru (SP), Brasília (DF), São Paulo/Congonhas, Rio de Janeiro/Galeão, Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP) e Santarém (PA).

Serão 52 produtos com valores entre R$ 4 e R$ 30 (foto: Divulgação)

As mudanças fazem parte da nova política tarifária da empresa que já começou a ser implementada nos demais países que a companhia atua, como Colômbia, Peru, Chile e Argentina.

Atualmente, nos voos com mais de 1h15 de duração, a empresa oferece bebidas frias e quentes e um snack de cortesia. Os produtos são sempre os mesmos, independentemente do horário do voo. Segundo a empresa, a partir de agora os passageiros terão opções mais adaptadas ao período do dia em que estão voando.

''O Mercado Latam é uma mudança bastante grande em relação ao que o passageiro degusta nos voos domésticos. Ele tem uma mistura de produtos bastante significativa para o mercado brasileiro'' afirma Jerome Cadier, presidente da Latam Brasil.

O pagamento a bordo dos aviões da companhia poderá ser feito com dinheiro ou cartões de crédito das bandeiras Visa e Mastercard.

Veja alguns preços:

– Café: R$ 4,00

— Chá mate: R$ 4,00

— Cappuccino: R$ 6,00

— Chocolate Snickers: R$ 6,00

— Refrigerante: R$ 7,00

— Dois brigadeiros de chocolate: R$ 7,00

— Cerveja Skol: R$ 8,00

— Cerveja Heineken: R$ 10,00

— Cerveja Colorado: R$ 12,00

— Salada fresca: R$ 20,00

— Combo de sanduíche de rosbife e bebida: R$ 25,00

— Espumante Brut Rèserve Chandon: R$ 30

Empresa já cobra pela bagagem despachada em voo

No último dia 24, a Latam também deu início à cobrança de bagagem a bordo nos voos nacionais. Para a compra do serviço no momento da aquisição da passagem, a taxa será de R$ 30. Se adquirir o serviço após efetivar a compra, o valor sobe para R$ 50 e chega a R$ 80 para pagamento no momento do check-in.

Nos voos internacionais, a Latam não cobra pela bagagem despachada. No entanto, a empresa reduziu o limite de duas malas de 32 kg para duas malas de 23 kg nos viagens para os Estados Unidos, Europa e África do Sul.

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Voos entre São Paulo e Nova York serão diários e no período noturno (Foto: Divulgação)

A companhia aérea brasileira Avianca vai começar a operar voos diretos de São Paulo para Nova York a partir de dezembro. Esse será o segundo destino para os Estados Unidos operado pela companhia. A Avianca Brasil iniciou os voos para Miami no último dia 23 de junho.

Segundo o presidente da Avianca, Frederico Pedreira, a nova rota será operada com os aviões Airbus A330-200. Os voos serão diários. Embora os horários ainda não estejam definidos, Pedreira já adiantou que os voos serão noturnos. “É o melhor horário para atender os passageiros de negócio e lazer”, afirma.

A venda de passagens para o novo voo para Nova York deve começar a partir de agosto. No entanto, ainda não há informações sobre as tarifas que serão praticadas pela companhia aérea para a nova rota.

Expansão internacional

O anúncio do lançamento do voo da Avianca faz parte dos planos de expansão internacional da companhia aérea brasileira, que começou com a chegada dos novos aviões Airbus A330-200. A aeronave conta com duas classes na cabine de passageiros. São 32 assentos na classe executiva e mais 206 na econômica.

O voo entre São Paulo e Nova York será a quinta rota internacional da empresa. A Avianca já opera um voo semanal entre Fortaleza (CE) e Bogotá, na Colômbia. Em junho, inaugurou a rota entre São Paulo e Miami. Em agosto, passa a operar dois voos diários entre São Paulo e Santiago, no Chile. Em setembro será a vez de inaugurar os voos semanais entre Salvador (BA) e Bogotá.

Mudanças no programa de fidelidade

A Avianca deve concluir até o final do mês uma grande mudança no seu programa de fidelidade, o Amigo. O presidente da companhia, Frederico Pedreira, afirmou que a intenção é que 100% dos assentos estejam disponíveis para venda com a troca de pontos.

Outra mudança é em relação à política de preço praticada nessa modalidade. Hoje, as rotas têm pontuação fixa e a proposta é que os valores variem de acordo com o preço em real das passagens.

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Há vagas para pilotar o maior avião de passageiros do mundo, o Airbus A380 (Foto: Divulgação)

A companhia aérea Emirates Airlines, dos Emirados Árabes Unidos, está em busca de pilotos brasileiros para a sua frota de aviões Airbus A380 e Boeing 777. Há vagas para copilotos e comandantes, com salários que podem chegar a R$ 50,9 mil (58.770 Dirham).

A empresa fará um evento de seleção de pilotos em São Paulo nos dias 27 e 28 de julho, no hotel Bourbon Convention Ibirapuera (Av. Ibirapuera, 2.927). Serão três sessões e não é necessária inscrição antecipada para participar do evento. Os pilotos que não puderem participar do evento podem se candidatar pelo site www.emirates.com/pilots.

Os pilotos selecionados deverão fazer, ainda no Brasil, uma entrevista por videoconferência, um teste online e outra avaliação de conhecimentos específicos de aviação.

Se aprovado nas três fases iniciais, o processo de seleção continua na sede da Emirates, em Dubai. As últimas avaliações são testes de habilidade em simulador de voo, entrevista, exame psicotécnico e avaliação de saúde.

Requisitos mínimos para se candidatar

Para se candidatar à vaga de copiloto, o candidato deve ter experiência em aviões multimotores, que podem ser turbo-hélices, jatos comerciais ou jatos executivos. São necessárias 2.000 horas de voo em aviões acima de 20 toneladas ou 3.000 horas de voo para aviões entre 10 e 20 toneladas.

No caso das vagas para comandante, são exigidas o mínimo de 7.000 horas de voo, sendo 3.000 como comandante de jatos acima de 50 toneladas e 1.000 horas em aviões do tipo widebody (fuselagem larga), além de, pelo menos, três anos de experiência em voos de longa distância.

A Emirates tem voos diários entre Dubai e São Paulo com o Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo, e entre Dubai e Rio de Janeiro com o Boeing 777. Segundo a empresa, a Emirates tem, atualmente, mais de 800 funcionários brasileiros, sendo mais de 120 pilotos do país.

Salário é livre de impostos

Com base operacional em Dubai, os salários dos pilotos da Emirates são livres de impostos (de acordo com a legislação local). A companhia aérea oferece casa para os pilotos, mas há a opção de receber um auxílio-moradia para alugar alguma outra residência. É necessário morar em Dubai.

Veja os salários:

Copiloto de Boeing 777 cargueiro

Salário-base (com horas de voo): R$ 21.610 (24.935 Dirham)

Auxílio-moradia: R$ 9.533 (11.000 Dirham)

Salário total: R$ 31.143 (35.935 Dirham)

Comandante de Boeing 777 cargueiro

Salário-base: R$ 30.658 (35.375 Dirham)

Auxílio-moradia: R$ 10.833 (12.500 Dirham)

Salário total: R$ 41.491 (47.875 Dirham)

Copiloto de Airbus A380 e Boeing 777 de passageiros

Salário-base: R$ 26.108 (30.125 Dirham)

Auxílio-moradia: R$ 12.415 (14.325 Dirham)

Salário total: R$ 38.523 (44.450 Dirham)

Comandante de Airbus A380 e Boeing 777 de passageiros

Salário-base: R$ 37.000 (42.695 Dirham)

Auxílio-moradia: R$ 13.931 (16.075 Dirham)

Salário total: R$ 50.952 (58.770 Dirham)

Além do salário, os pilotos têm outros benefícios, como seguro médico e dental e férias anuais. A empresa também adotou um novo rodízio de trabalho, que consiste em 28 dias trabalhados, seguidos por 13 dias de folga.

Evento de recrutamento da Emirates:

Local: Bourbon Convention Ibirapuera – Av. Ibirapuera, 2.927, Moema, São Paulo

Dia 27 de julho às 10h ou às 14h

Dia 28 de julho às 10h

Não é necessário fazer inscrição antecipadamente

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Que acontece se motor do helicóptero para? Piloto tem 2 segundos para agir
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Manobra de autorrotação garante pouso seguro do helicóptero (foto: Divulgação)

Se o motor de um helicóptero para de funcionar, o que acontece? Ele cai totalmente na vertical, como uma pedra? Na verdade, não é bem assim. A manobra de emergência precisa ser iniciada em apenas dois segundos, mas o problema pode ser contornado pelo piloto, que poderá fazer um pouso em total segurança.

Para ter a sustentação necessária ao voo, o helicóptero precisa do movimento da hélice (tecnicamente chamada de rotor principal). Esse movimento é gerado graças à força do motor. Mesmo com uma falha do motor, a hélice precisa continuar girando. Para isso, o piloto adota uma manobra chamada de autorrotação.

A hélice do helicóptero tem o formato semelhante ao das asas dos aviões. Por isso, são chamados de aeronaves de asas rotativas. Nos dois casos, a sustentação que mantém o equipamento no ar é gerada pelo fluxo do ar pelas as asas, fixa ou rotativa. No caso do helicóptero, quando a hélice começa a girar, ele começa a ganhar sustentação imediatamente. Já os aviões precisam ganhar velocidade horizontal na pista para gerar a sustentação necessária para a decolagem.

Quando já estão voando, os aviões não sofrem uma queda brusca de sustentação quando há uma falha no motor. Como as asas são fixas, o avião consegue planar até mesmo por longas distâncias em uma descida relativamente lenta.

Por outro lado, os helicópteros precisam da força do motor para manter a hélice girando. Quando há uma falha, a perda de sustentação é quase imediata. No entanto, a hélice não para de girar automaticamente e o piloto ainda consegue manter o voo controlado até o pouso. A diferença para os aviões é que a velocidade de descida é mais rápida. Além disso, os helicópteros voam mais baixo, o que também diminui o tempo até o pouso.

Hélice passa a funcionar como um catavento

Em situações de emergência, o piloto adota um procedimento chamado de autorrotação. Quando o helicóptero perde potência e inicia a descida, o deslocamento vertical do ar (de baixo para cima) gera força suficiente para manter o movimento da hélice.

“É uma manobra que o piloto faz quando o helicóptero tem uma perda súbita de potência e gera um efeito aerodinâmico similar ao catavento, que faz com que o rotor (hélice) continue girando. Isso vai manter a inércia do rotor para que possa chegar próximo ao solo com condições de desacelerar e amortecer o pouso”, afirma o comandante Arthur Fioratti, presidente da Abraphe (Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero).

Assim que o motor do helicóptero apresenta algum problema, o comandante Fioratti afirma que os pilotos têm, em média, dois segundos para tomar as primeiras atitudes. E o passo inicial é exatamente começar uma descida rápida do helicóptero, já que é esse deslocamento que vai permitir que a hélice continue girando.

Embora a descida possa ser um pouco brusca, é ela que permite que o piloto mantenha o controle do helicóptero para fazer o pouso em segurança, desacelerando a descida e tocando o solo suavemente. Normalmente, o tempo entre a falha do motor e o pouso do helicóptero é de menos de um minuto.

Basicamente, a manobra é composta de três etapas:

1. Quando o motor apresenta a falha, o piloto inicia a descida para manter o rotor (hélice) girando. A decisão deve ser feita imediatamente após o problema ser detectado.

2. Durante a descida, o piloto tem de manter a rotação da hélice nos padrões determinados para aquele modelo de helicóptero. Para isso, ele ajusta também a velocidade de deslocamento horizontal do helicóptero. A descida dura, normalmente, menos de um minuto. É esse o tempo que o piloto tem para escolher um local de pouso.

3. Manter a velocidade das hélices é fundamental para que o piloto possa ter o controle total do helicóptero durante o pouso. Ao se aproximar do solo, o piloto reduz a velocidade de descida do helicóptero para pousar mais suavemente.

Mesmo sendo um procedimento de emergência que exige uma decisão rápida do piloto, o comandante Fioratti afirma que a manobra pode ser feita com total segurança. “É uma ação que não tem muita chance de errar e tem de ser muito rápida, mas é uma manobra muito exigida em todos os treinamentos dos pilotos, nos simuladores e nos voos de avaliação”, afirma.

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Voos de companhias aéreas brasileiras serão transferidos para aeroporto de Ezeiza (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O governo da Argentina proibiu a operação de voos internacionais no aeroporto central de Buenos Aires, o Aeroparque Jorge Newbery, distante 9 km do centro da cidade. Com a mudança, todos os voos internacionais serão transferidos para o aeroporto Ministro Pistarini, em Ezeiza, na região metropolitana de Buenos Aires e a 32 km do centro da capital argentina.

A medida vinha sendo especulada pela imprensa do país desde a semana passada e confirmada nesta segunda-feira (10) pela Anac (Administración Nacional de Aviación Civil) da Argentina.

A decisão afeta diversos voos do Brasil para Buenos Aires, que atualmente chegam ao aeroporto central de Buenos Aires. Os voos são operados pelas companhias aéreas Latam, Gol, Aerolíneas Argentinas e Austral e partem de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador (BA), Porto Seguro (BA), Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR).

A medida começa a ser implementada de forma gradativa a partir de abril de 2018, quando metade dos voos internacionais devem ser transferidos para Ezeiza. A outra metade dos voos deve mudar de aeroporto até o dia 1º de abril de 2019. O governo da Argentina abriu exceção somente para os voos para Montevidéu, no Uruguai.

Aumento de voos domésticos na Argentina

Segundo a Anac argentina, a medida tem como intenção abrir espaço para o aumento de voos domésticos no aeroporto central de Buenos Aires. O governo argentino tem como meta dobrar o número de passageiros do transporte aéreo no país, especialmente nos voos domésticos.

No final do ano passado, o governo da Argentina autorizou a criação de cinco novas companhias aéreas. A intenção é que o país adote um novo modelo de baixas tarifas que possa exatamente fomentar o incremento da aviação na Argentina.

Parte dos novos voos domésticos deve ser operada justamente no Aeroparque Jorge Newbery. Segundo o jornal argentino ''La Nacion'', o aeroporto central de Buenos Aires tem, atualmente, 340 voos diários, sendo que 40 deles são internacionais, o que representa apenas 12% do total das operações locais.

Companhias brasileiras terão de alterar seus voos

A Gol afirmou que “neste momento, a companhia aguarda a oficialização da medida pela entidade argentina para que possa iniciar, se necessário, as alterações de malha.” A companhia conta, atualmente, com 76 voos semanais para a Argentina, sendo três voos diários (21 semanais) para o Aeroparque Jorge Newbery, todos saindo do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Na Argentina, a Gol também já opera 38 voos semanais para o aeroporto de Ezeiza, além de voar para Mendoza, Córdoba e Rosário.

A Latam afirmou que “em virtude do anúncio de desregionalização do Aeroparque Jorge Newbery para 2018, a companhia se ajustará à regulação como define a resolução”. Atualmente, o grupo Latam opera mais de 30 voos diários nacionais e dez voos diários internacionais (para Santiago e para Guarulhos) a partir do Aeroparque.

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Voo da El Al resgatou judeus perseguidos na Etiópia (foto: Divulgação)

De ações humanitárias a testes de resistências ou simples extravagâncias, alguns voos se tornaram históricos e entraram para o Guinness Book como feitos inéditos. A lista de recordes mundiais da aviação inclui desde o voo com o maior número de passageiros até o mais longo feito por um aviãozinho de papel.

1.088 passageiros em um Boeing 747

No dia 24 de maio de 1991, um Boeing 747 decolou do aeroporto de Addis Abeba, na Etiópia, com 1.086 passageiros. O número já seria um recorde, mas durante o voo até Israel dois bebês nasceram a bordo. Assim, o avião pousou com 1.088 passageiros.

O voo foi feito pela companhia aérea israelense El Al em uma missão humanitária de evacuação de judeus etíopes perseguidos no país. A missão durou 36 horas, com um total de 40 voos e 14,2 mil judeus resgatados.

Lockheed SR-71A Blackbird fez NY a Londres em 1h54 (foto: Divulgação)

O voo mais rápido ao cruzar o Atlântico

Com uma velocidade média de 2.908 km/h, o Lockheed SR-71A Blackbird fez, em 1974, a travessia mais rápida sobre o oceano Atlântico. A viagem entre Nova York, nos Estados Unidos, e Londres, na Inglaterra, durou 1 hora, 54 minutos e 56 segundos. A distância total do voo foi de 5.570 km.

Dois anos depois, o mesmo avião bateu o recorde de velocidade em voo, ao chegar a 3.529,56 km/h em um voo de apenas 25 km de distância sobre a Base Aérea de Beale, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Concorde fez viagem entre NY e Londres em 2h52 (Imagem: Divulgação/British Airways)

O voo comercial mais rápido ao cruzar o Atlântico

O Concorde foi o avião mais rápido do mundo a realizar voos comerciais. Os altos custos de operação, no entanto, impossibilitaram que ele continuasse voando, e o avião foi aposentado nos anos 2000.

Enquanto esteve em operação, o Concorde quebrou vários recordes. É dele, por exemplo, o título de voo comercial mais rápido ao cruzar o Atlântico. A viagem entre Nova York e Londres, realizada pela British Airways, durou 2 horas, 52 minutos e 59 segundos. Atualmente, um voo comercial entre as duas cidades tem duração estimada em seis horas e 50 minutos.

Piloto Steve Fossett fez voo de 76h45 e 42.469 km (foto: Divulgação)

O voo mais longo do mundo

A bordo do avião Virgin Atlantic GlobalFlyer, criado exatamente para bater recordes de distância, o norte-americano Steve Fossett realizou no dia 8 de fevereiro de 2006 o voo mais longo feito por um avião na história: durou quase de 77 horas.

A aeronave contava com grandes tanques de combustível para poder percorrer longas distâncias. No voo histórico, Fossett decolou com 8,2 toneladas de combustível. O voo decolou do Kennedy Space Center, na Flórida, nos Estados Unidos, e permaneceu no ar por 76 horas e 45 minutos, até pousar em Bournemouth, na Inglaterra. Durante a viagem, o avião percorreu 42.469 km.

Além do voo mais longo do mundo, Fossett tem outros recordes aeronáuticos. É dele os títulos de primeira volta ao mundo feita sozinho a bordo de um balão, que também deu o recorde de maior voo de balão. Além disso, ostenta o título de primeira volta ao mundo em um avião sem reabastecimento e a de maior velocidade em um voo de zeppelin.

Boeinh 777-200LR fez voo com 22h42 de duração (foto: Divulgação)

O voo mais longo feito por um avião comercial

Em 10 de novembro de 2005, a Boeing realizou um voo experimental para testar a autonomia máxima do Boeing 777-200LR. A viagem, sem reabastecimento, entre Hong Kong, na China, e Londres, na Inglaterra, percorreu 21.601 km em 22 horas e 42 minutos. O voo foi o mais longo do mundo feito por um modelo de avião comercial sem modificações.

Atualmente, nas rotas regulares, o voo da Qatar Airways entre Doha, no Catar, e Auckland, na Nova Zelândia, é considerado o mais longo do mundo em atividade. A viagem de 14,5 mil km dura 16 horas e 30 minutos.

Voo de aviãozinho de papel percorreu 69,14 metros (foto: Divulgação)

O voo mais longo feito por um aviãozinho de papel

Parece brincadeira de criança, mas tem gente que leva o assunto muito a sério. Os norte-americanos John Collins e Joe Ayoob conseguiram o recorde de voo mais longo do mundo feito por um aviãozinho de papel.

Criado em uma folha de papel A4, o avião percorreu 69,14 metros. O lançamento foi feito na base da Força Aérea de McClellan, na Califórnia, nos Estados Unidos, em 26 de fevereiro de 2012. Collins foi o projetista do aviãozinho, e Ayoob ficou responsável pelo lançamento.

Esquadrilha da Fumaça tem o recorde de mais aviões em voo invertido (Foto: Eduardo Ferreira/UOL)

Maior número de aviões voando de ponta-cabeça

O Brasil também tem um recorde mundial da aviação. O título foi conquistado pelo Esquadrão de Demonstração Aérea, a famosa Esquadrilha da Fumaça. O recorde é o de maior número de aviões voando ao mesmo tempo de ponta-cabeça, com 12 aviões T-27 Tucano. A apresentação foi realizada no dia 29 de outubro de 2006. Os aviões ficaram na posição invertida durante 30 segundos sobre a Base Aérea de Pirassununga, em Pirassununga (211 km ao norte de São Paulo).

Maior voo em formação de helicópteros

O 1º Esquadrão de Fort Bragg, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, utilizou 32 helicópteros no maior voo em formação de helicópteros do mundo. A apresentação foi organizada para celebrar o fim das operações do modelo Bell OH-58D Kiowa Warrior e homenagear todos os militares que serviram naquela base aérea.

Maior quantidade de loopings consecutivos

O Blades Aerobatic Display Team, do Reino Unido, bateu o recorde de loopings (quando o avião completa um círculo na vertical) em voo em formação, ao realizar 26 voltas completas na sequência. Na apresentação, foram utilizados quatro aviões Extra 300.

Cinco casais casaram a bordo de um avião da Fiji Airways a 12,5 mil metro de altitude (foto: Divulgação)

Casamento coletivo a 12,5 mil metros de altitude

Cinco casais resolveram fazer um casamento diferente para entrar no Guinness Book. A cerimônia é considerada o casamento na mais alta altitude a bordo de um avião, a 12,5 mil metros acima do nível do mar. O voo foi realizado pela companhia aérea Fiji Airways, entre Auckland, na Nova Zelândia, e Nadi, em Fiji.

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Fluxo de passageiros para os EUA teve queda de 17,4% (Foto: Getty Images)

Por Vinícius Casagrande

O ano passado foi o primeiro, desde 2007, em que o número de passageiros de avião teve diminuição no país, com queda geral de 6,9%. A diminuição ocorreu tanto em voos nacionais (-7,8%) quanto em internacionais (-3%). Somando os dois mercados, viajaram de avião no último ano 109,6 milhões de pessoas. Em 2015, recorde histórico no Brasil, haviam sido transportados 117,7 milhões de passageiros.

O número de passageiros do Brasil para os Estados Unidos caiu 17,4%, indo de 5,3 milhões em 2015 para 4,4 milhões no ano passado. Em compensação, o volume para a Argentina cresceu 11,4%. Mesmo com a redução, os EUA continuam sendo o destino que atrai mais brasileiros.

Estados Unidos – 4.440.924 passageiros (-17,4% em relação a 2015)

Argentina – 3.431.848 passageiros (+11,4%)

Chile – 1.500.579 passageiros (+6,6%)

Portugal – 1.474.704 passageiros (-4,1%)

Espanha – 1.012.586 passageiros (+4%)

França – 927.829 passageiros (-4,4%)

Queda geral no país

Com a diminuição da demanda, as empresas aéreas também reduziram a quantidade de voos no país. No mercado internacional, a baixa registrada no ano passado foi de 7,9%, ou 11,5 mil voos a menos. Nos voos nacionais, a queda foi ainda maior, de 11,4%, ou 106 mil voos a menos em relação a 2015.

Internamente, na rota de maior movimento no país, entre os aeroportos de Santos Dummont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo, a redução foi de 3,5%, caindo de 4 milhões para 3,9 milhões.

Os dados constam do Anuário do Transporte Aéreo, elaborado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e divulgado na sexta-feira passada (30 de junho).

Rotas mais movimentadas do país

Os aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro dominam as principais rotas aéreas do Brasil. Todas as 20 rotas mais movimentadas do país em número de passageiros passam por um dos quatro aeroportos que servem as duas cidades (Congonhas e Guarulhos, em São Paulo, e Santos Dummont e Galeão, no Rio de Janeiro).

O aeroporto de Guarulhos conta com quase metade das 20 rotas com maior fluxo de passageiros no mercado nacional. Veja as rotas mais movimentadas do país:

Rio de Janeiro (Santos Dummont) – São Paulo (Congonhas): 3.906.171 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Brasília: 2.078.804 passageiros

Salvador – São Paulo (Guarulhos): 1.856.072 passageiros

Porto Alegre – São Paulo (Guarulhos): 1.811.195 passageiros

São Paulo (Guarulhos) – Recife: 1.752.261 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Belo Horizonte (Confins): 1.737.740 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Porto Alegre: 1.726.640 passageiros

Curitiba – São Paulo (Guarulhos): 1.490.442 passageiros

Fortaleza – São Paulo (Guarulhos): 1.479.841 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Curitiba: 1.447.058 passageiros

Rio de Janeiro (Galeão) – São Paulo (Guarulhos): 1.308.077 passageiros

Belo Horizonte (Confins) – São Paulo (Guarulhos): 1.164.835 passageiros

Salvador – Rio de Janeiro (Galeão): 1.140.958 passageiros

Brasília – Rio de Janeiro (Santos Dummont): 1.117.575 passageiros

Brasília – São Paulo (Guarulhos): 1.064.470 passageiros

Florianópolis – São Paulo (Guarulhos): 1.013.807 passageiros

São Paulo (Congonhas) – Rio de Janeiro (Galeão): 951.193 passageiros

Rio de Janeiro (Galeão) – Porto Alegre: 874.735 passageiros

Rio de Janeiro (Galeão) – Recife: 834.933 passageiros

Rio de Janeiro (Santos Dummont) – Belo Horizonte (Confins): 833.881 passageiros

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Todos a Bordo

Airbus A320 é batizado após voo da Avianca  (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Não se assuste quando presenciar dois caminhões do Corpo de Bombeiros jogando água em um avião. Pode ser apenas o batismo da aeronave, uma tradição mundial na aviação para celebrar algum fato marcante relacionado a um determinado voo. Normalmente, o ritual acontece quando uma companhia aérea estreia uma nova rota ou passa a voar com um novo modelo de avião.

No entanto, há outras situações em que também ocorre o batismo, como, por exemplo, quando um comandante realiza seu último voo antes da aposentadoria, a companhia aérea encerra suas operações naquela rota ou mesmo em outras ocasiões especiais.

O batismo acontece na própria pista de taxiamento do aeroporto. Quando o avião se aproxima, dois caminhões do Corpo de Bombeiros lançam jatos de água para o alto, formando um grande arco de água. Ao passar por esse arco, o avião está oficialmente batizado naquele aeroporto. Todo o procedimento é feito pela própria equipe do aeroporto.

Muitos passageiros poderiam até se assustar com a cena. Mas não é isso o que acontece. Para tranquilizá-los, é comum o comandante do voo explicar exatamente o motivo da presença do Corpo de Bombeiros.

Foi o que aconteceu na sexta-feira (23), quando o Airbus A330-200 da Avianca taxiava na pista do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, momentos antes de decolar para o primeiro voo com destino a Miami, nos Estados Unidos.

Pelo sistema de som do avião, o comandante avisou que a aeronave levaria um banho em homenagem ao primeiro voo da companhia com destino aos Estados Unidos. Ao chegar ao aeroporto de Miami, o Airbus A330-200 da Avianca seria novamente batizado para marcar seu primeiro pouso no aeroporto norte-americano.

Origem da tradição na aviação é incerta

O batismo é uma tradição herdada, provavelmente, da Marinha, que no mundo inteiro costuma saudar a chegada e partida dos navios com jatos de água. Como essa prática foi transferida para a aviação é algo incerto.

Acredita-se, no entanto, que a tradição tenha começado nos Estados Unidos na década de 1990, mais precisamente no aeroporto de Salt Lake City. As primeiras homenagens foram feitas para saudar os pilotos que estavam se aposentando. Rapidamente, a prática ganhou popularidade no mundo inteiro, até se tornar uma tradição em todos os aeroportos.

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Quantidade de pontos vai flutuar de acordo com o preço da passagem (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Em Miami (EUA)

A Avianca deve concluir até o final de julho uma grande mudança no seu programa de fidelidade, o Amigo. O presidente da companhia, Frederico Pedreira, afirmou que a intenção é que 100% dos assentos estejam disponíveis para venda com a troca de pontos. Atualmente, são apenas entre 20% e 25% dos lugares do avião.

Outra mudança é em relação à política de preço praticada nessa modalidade. Hoje, as rotas têm pontuação fixa e a proposta é que os valores variem de acordo com o preço em real das passagens. “Se baixar o valor em reais, os pontos automaticamente vão descer para ficarem mais atrativos e deixar o sistema mais fácil”, afirma Pedreira. “Vamos dar mais opções aos nossos clientes para usarem as milhas deles de uma forma mais eficiente”, avalia.

A Avianca tem testado o novo sistema desde o início de maio em dez rotas da companhia. “Até o final do próximo mês, deve estar em toda a nossa malha, incluindo o internacional”, afirma.

Segundo o presidente da companhia, para o voo entre São Paulo e Miami, nos Estados Unidos, que iniciou as operações na última sexta-feira (23), entre 8% e 10% das passagens já são emitidas com pontos do programa Amigo. O índice é bem acima do 3% nos voos nacionais da companhia.

Melhorar o programa Amigo tem sido um dos objetivos atuais da Avianca. Em recente pesquisa feita pela própria companhia com seus passageiros, esse foi o item que recebeu a pior avaliação.

A Avianca também tem priorizado as melhorias do programa após o ingresso da companhia na rede Star Alliance. Os passageiros que acumulam pontos no programa Amigo podem utilizá-lo para compra de passagem nas 25 empresas que fazem parte da aliança.

Cobrança de bagagem ainda não foi definida

Em meio à polêmica liberação para a cobrança de bagagem despachada – medida já implementada pelas concorrentes Azul, Gol e Latam –, o presidente da Avianca afirma que ainda estão sendo feitos estudos internos para definir quais procedimentos serão adotados.

Pedreira adiantou que a medida deve entrar em vigor na companhia no final do ano. “Queremos criar uma nova classe tarifária que não inclui o despacho de bagagem, com preços realmente atraentes para conquistar novos clientes, mas ainda estamos estudando como fazer isso”, diz.

Avianca fez primeiro voo para Miami na última sexta-feira (23) (Foto: Divulgação)

Expansão internacional

Depois de realizar seu primeiro voo internacional de longo curso, entre São Paulo e Miami, a Avianca se prepara agora para expandir suas atividades para outros destinos internacionais.

A empresa deve iniciar nesta quarta-feira (28) as vendas de passagens para os dois voos diários que terá, a partir de 7 de agosto, entre São Paulo e Santiago, no Chile. O voo da manhã será operado com os novos Airbus A330-200, os mesmos utilizados nos voos para Miami, enquanto o voo da noite será operado com os Airbus A320 que a companhia utiliza nos voos domésticos.

Até o final do ano, a empresa deve inaugurar mais uma rota internacional. O novo destino ainda não foi escolhido e deve ser anunciado até agosto. Segundo o presidente da Aviancal, o que já foi definido é que novo voo terá como destino um país do continente americano. Buenos Aires, na Argentina, é um desejo da companhia, mas um acordo bilateral entre os dois países não permite a criação de novos voos.

Atualmente, a Avianca já opera um voo semanal entre Fortaleza (CE) e Bogotá, na Colômbia, e ainda neste ano deve ter outro voo semanal entre Salvador (BA) e Bogotá.

A expansão internacional da Avianca começou com a chegada dos novos aviões Airbus A330-200. A aeronave conta com duas classes na cabine de passageiros. São 32 assentos na classe executiva e mais 206 na econômica.

Miami recebe 71 voos semanais do Brasil

A estreia da Avianca nos voos de longo curso ocorreu no destino que tem mais voos a partir do Brasil. São 71 ligações semanais saindo de diversas cidades brasileiras para Miami. Apesar da forte concorrência, o presidente da companhia acredita no crescimento do mercado e no suporte da Avianca Colômbia, que opera voos para a cidade norte-americana desde os anos 1940.

“Miami é o maior mercado ponto a ponto. A maioria dos passageiros faz o voo de São Paulo a Miami, sem conexão. Seja do ponto de vista operacional ou comercial, a marca Avianca é muito forte aqui em Miami. Isso vai ajudar nossa presença aqui”, afirma Pedreira.

Crescimento no mercado doméstico

A Avianca também tem expandido suas operações no mercado brasileiro. Além dos três novos Airbus A330-200 (um ainda está para chegar), a empresa já recebeu neste ano seis novos aviões Airbus A320.

Com isso, a empresa abriu duas novas bases de operação no país, em Foz do Iguaçu (PR) e Navegantes (SC). Na última semana, a Avianca também iniciou as vendas para os quatro voos diários entre São Paulo e Belo Horizonte (MG). As operações devem começar no dia 21 de agosto.

Apesar da expansão, o presidente da Avianca afirma que a empresa não tem “a menor intenção de se tornar a maior companhia aérea brasileira”. Pedreira afirma que a meta é manter entre 15% e 17% do mercado nacional. “O importante é ter rotas rentáveis e poder oferecer o melhor produto para os passageiros”, afirma.

Segundo dados apresentados pelo presidente da companhia, enquanto outras empresas tiveram retração, a Avianca teve crescimento de 14% no número de passageiros transportados no último ano.

O jornalista viajou a Miami a convite da Avianca

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