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Tempo de voo pode ter diferença de 2h na ida e na volta. Sabe por quê?
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Sentido e velocidade do vento pode alterar o tempo de voo na ida e na volta (Foto: Divulgação)

O voo mais longo do mundo, entre Auckland, na Nova Zelândia, e Doha, no Catar, tem duração prevista de 17h40. No sentido contrário, no entanto, a companhia aérea Qatar Airways prevê uma duração de “apenas” 16 horas. Apesar da diferença, a viagem utiliza a mesma rota e o mesmo avião para os voos de ida e volta.

O voo entre São Paulo e Joanesburgo, na África do Sul, também tem uma diferença considerável do tempo de voo na ida e volta. A companhia aérea South African prevê 8h25 no voo ida, enquanto a viagem de volta ao Brasil tem previsão de 10h30 de duração.

A diferença do tempo de voo na ida e na volta acontece por conta das características meteorológicas encontradas na rota, especialmente por conta da direção, sentido e velocidade dos ventos.

Quando o avião voa em sentido contrário ao vento, conhecido como vento de proa, o ar diminui a velocidade do avião em relação ao solo e a viagem fica mais lenta.

No entanto, quando o vento sopra no mesmo sentido do voo, chamado vento de cauda, ele exerce uma força adicional que aumenta a velocidade em relação ao solo. É como se o vento estivesse empurrando o avião.

Se a rota tiver predominantemente ventos laterais à trajetória do avião, o tempo de voo fica praticamente igual nos voos de ida e volta. A viagem entre São Paulo e Londres, na Inglaterra, tem previsão de 11h25, enquanto no retorno ao Brasil são 11h45.

Boeing 777 da Air Índia percorre 15,3 mil km entre Nova Déli e São Francisco (Imagem: Divulgação)

Mudança de rota

Na preparação para o voo, pilotos e outros profissionais das companhias aéreas estudam as condições meteorológicas da rota para avaliar a melhor altitude para se beneficiar dos ventos presentes na rota.

A predominância no sentido e velocidade do voos na atmosfera pode alterar até mesmo o caminho de um determinado voo. Foi exatamente por causa disso que, em outubro do ano passado, a Air India mudou completamente a rota do voo entre Nova Déli, na Índia, e São Francisco, nos Estados Unidos.

Inicialmente, a companhia fazia a rota sobrevoando o Oceano Atlântico, mas passou a fazer o trajeto pelo lado oposto, no sentido do Oceano Pacífico. A mudança fez a distância percorrida pelo voo aumentar em 1.400 km, chegando a um total de 15,3 mil km voados. A nova rota ganhou o título de mais longo do mundo em termos de distância percorrida.

Apesar do aumento na distância percorrida, o voo ficou duas horas mais rápido. Quando sobrevoava o Atlântico, o avião enfrentava ventos de frente que diminuíam a velocidade em relação ao solo, em média, em 25 km/h.

Na rota pelo Pacífico, os ventos são mais fortes e seguem na mesma direção do voo. Com isso, o avião é empurrado pelos ventos e a velocidade em relação ao solo aumenta, em média, em 140 km/h.

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Passageiro educado ao telefone pode ganhar assento mais espaçoso em aviões
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Foto: Getty Images

Uma companhia aérea do Reino Unido encontrou uma forma inusitada de fazer uma promoção. Com o objetivo declarado de promover valores como cortesia e respeito, a Monarch Airlines afirma que vai melhorar o voo de seus passageiros mais gentis.

Funciona assim: clientes que forem “especialmente legais” com a equipe de atendentes da empresa poderão ser colocados em um assento mais espaçoso ou ter prioridade no embarque sem ter de pagar por isso.

A aérea cobra 3 libras (cerca de R$ 11) pelo embarque prioritário. A taxa pela poltrona com espaço extra varia de 4,99 libras (R$ 19) a 34,99 libras (R$ 133,50).

Mas tem um detalhe importante: só poderão ser presenteados os clientes que fizerem suas reservas pelo call center, e este serviço custa 7,50 libras (R$ 28), por passageiro, por trecho. Quem faz a compra pela internet não precisa pagar esta taxa.

Segundo a empresa, cada funcionário do serviço de atendimento terá dez ‘mimos’ para distribuir por semana. A Monarch afirma que a escolha de quem receberá o upgrade ficará inteiramente a critério da equipe. O cliente deverá ser informado se recebeu o presente no final da chamada telefônica.

Todas as pessoas incluídas em uma mesma reserva serão contempladas. No caso do assento mais amplo, a premiação dependerá obviamente da disponibilidade nos voos.

“Nós somos frequentemente descritos como a companhia aérea mais legal e sentimos orgulho disso. Nossa equipe de serviços ao cliente já é gentil – agora ela pode recompensar aqueles que também são amáveis com eles”, diz o chefe de operações da aérea, Nils Christy.

Campanha

Para promover o que está chamando de algo como ‘Ano da Gentileza’, a Monarch também encomendou um estudo independente à Goldsmiths University, de Londres, para analisar a relação entre o quanto uma pessoa é gentil e seus níveis de felicidade, sucesso, saúde e bem-estar.

O estudo envolveu 100 pessoas, incluindo funcionários da empresa aérea escolhidos de forma aleatória. Os participantes tiveram de responder perguntas sobre o quão gentis, saudáveis, felizes ou estressados se consideravam.

Alguns participantes também foram submetidos a testes nos quais tiveram de desempenhar uma atividade em meio a situações de estresse. Os resultados indicaram que os funcionários da aérea tiveram um desempenho melhor em quesitos como empatia e altruísmo, e demonstraram alto grau de tolerância ao estresse.

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Voo cancelado por neve? Veja como se informar e garantir seus direitos
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Neve cancelou voos no nordeste dos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

A nevasca que atingiu o nordeste dos Estados Unidos no início da semana gerou transtornos para os brasileiros com voos marcados para Nova York e outras cidades da região. Estima-se que tenham sido cancelados cerca de 9.000 voos por conta das más condições climáticas.

No Brasil, foram afetados os voos com destino a Nova York partindo de São Paulo e Rio de Janeiro. A maior parte dos cancelamentos ocorreu na segunda-feira (13) nos voos saindo do Brasil com destino a Nova York. No sentido contrário, os cancelamentos ocorreram na terça-feira (14).

Segundo as quatro companhias aéreas que operam voos nessa rota, as condições climáticas em Nova York já estão melhores e todos os voos desta quarta-feira, de ambos os sentidos, estão programados para saírem no horário.

No entanto, as empresas orientam os passageiros a confirmar as informações com a companhia aéreas antes de se dirigir ao aeroporto.

Voos de conexão

Os passageiros também enfrentam problemas nos voos internos nos Estados Unidos. Os voos do Brasil para Miami, por exemplo, não foram afetados. No entanto, se em Miami o passageiro for embarcar em um outro voo para alguma cidade no nordeste do país, pode ser que enfrente problemas com o cancelamento dos voos domésticos.

As companhias aéreas divulgaram uma lista de cidade que enfrentam problemas por conta da nevasca desta semana. Caso alguma delas seja o seu destino final, o passageiro poderá remarcar o bilhete gratuitamente ou solicitar o reembolso.

Para evitar transtornos, as companhias orientam o passageiros a verificar com as condições de todos os aeroportos pelos quais ele passará durante a viagem.

Remarcação grátis

Os passageiros afetados com os cancelamentos de voo podem solicitar a remarcação grátis da viagem ou até mesmo pedir o reembolso dos valores pagos. Cada companhia aérea, no entanto, adota regras próprias. Elas valem mesmo se o problema ocorreu em um voo de conexão, já nos Estados Unidos.

Latam

A Latam afirmou que “está entrando em contato com os passageiros afetados e monitorando constantemente as condições meteorológicas”.

A empresa cancelou o voo 8080 de São Paulo a Nova York na segunda-feira e o voo 8081 de Nova York a São Paulo na terça-feira.

A companhia solicita aos passageiros com viagens desde ou para a cidade de Nova York que verifiquem a situação de seus voos por meio do serviço Status de Voos, disponível no site, onde encontrarão informações atualizadas.

— Os passageiros afetados pelos cancelamentos poderão escolher entre uma das seguintes opções de viagem, sem a incidência de multas.

— Adiar a viagem em até 15 dias, com base na data do voo original

— Optar por outro destino sem multa, porém pagando a diferença de tarifas correspondente.

— Solicitar a devolução sem multa, independentemente das normas referentes à tarifa.

United Airlines

A companhia United Airlines teve dois voos cancelados. O voo 148 de São Paulo a Nova York na segunda-feira e o voo 149 de Nova York a São Paulo na terça-feira.

Mesmo passageiros com voos em outras datas poderão solicitar alteração da reserva sem custo para novos voos que decolem até 17 de março, desde que sejam remarcados para a mesma classe de tarifa e entre as mesmas cidades da passagem original.​​

A mudança só é permitida para passageiros com voos previstos entre os dias 12 e 15 de março para Chicago e voos previstos entre os dias 14 e 15 de março para Nova York, Boston, Cleveland e outras cidade (veja a lista completa aqui).

A previsão para os próximos voos pode ser consultada aqui.

American Airlines

A American Airlines foi a companhia com mais voos cancelados. No total, foram três:

— 950 de São Paulo a Nova York na segunda-feira

— 974 do Rio de Janeiro a Nova York  na segunda-feira

— 951 de Nova York a São Paulo na terça-feira

Os passageiros afetados poderão remarcar as passagens sem custo nas seguintes condições:

— Se tiver comprado seu bilhete até 10 de março de 2017 (12 de março no caso de voos para Chicago)

— Se tiver uma viagem programada entre 14 e 15 de março de 2017 (de 12 a 15 de março no caso de voos para Chicago)

— Se puder viajar entre 12 e 17 de março de 2017

— Não alterar a cidade de origem ou destino

— Fizer a reserva novamente na mesma classe ou pagar a diferença

— A lista completa de cidades afetadas pode ser acessada aqui

— A previsão para os próximos voos pode ser consultada aqui, na aba Status de voo.

Delta

A companhia aérea Delta foi a única que não cancelou voos com saída ou chegada ao Brasil  por conta da nevasca em Nova York. O maior transtorno aconteceu no voo 472 de segunda-feira entre São Paulo e Nova York. O voo decolou com quase 9 horas de atraso. No sentido contrário, não houve problemas.

O mais provável é que no horário de decolagem dos voos da Delta, a tempestade ainda não havia chegado a Nova York.

A previsão para os próximos voos pode ser consultada aqui.

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Este avião é o campeão nas rotas mais longas do mundo, com mais de 16h
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Qatar utiliza o Boeing 777-200LR na rota mais longa do mundo (Foto: Divulgação)

O Boeing 777 é o avião que mais faz as rotas ultralongas na aviação mundial. Dos dez trechos com mais de 16 horas de viagem, o modelo está presente em sete deles. O Boeing 777 faz, inclusive, a rota com o maior tempo de viagem, entre Auckland, na Nova Zelândia, e Doha, no Catar, pela companhia aérea Qatar Airways. São 17h40 para percorrer 14.522 km.

A nova rota mais longa do mundo foi lançada no mês passado. Até então, a liderança era do voo entre São Francisco e Cingapura. A rota é operada pelas companhias aéreas United Airlines, que utiliza o Boeing 787-9, e pela Singapore Airlines, que voa com o Airbus A350-900.

Na terceira e quarta posições do ranking estão dois voos do Airbus A380-800. A Emirates voa de Auckland para Dubai, enquanto a australiana Qantas faz a rota entre Dallas e Sydney. Os dois voos têm o tempo estimado de viagem em 17h05.

Além da liderança, a partir da quinta posição o domínio do Boeing 777 é total, sendo o escolhido para voar todas as demais rotas de longa duração. Na movimentada rota entre Dubai e Los Angeles, a Emirates tem dois voos diários, um com o Boeing 777-200LR e outro com o Airbus A380-800. Os dois aviões fazem o trajeto em 16h15.

O tempo estimado da viagem foi pesquisado no site das próprias companhias aéreas, seguindo o ranking da consultoria OAG. O tempo total prevê o horário de saída e chegada dos voos. Em geral, duração do voo é estimada contando também o tempo dos deslocamentos dentro dos aeroportos. Os voos podem, ainda, ter um tempo maior ou menor de acordo com as condições do clima durante a rota.

Liderança ameaçada

A liderança do Boeing 777 nas rotas mais longas do mundo, no entanto, pode estar ameaçada. A Singapore Airlines já anunciou que pretende lançar no próximo ano uma nova rota mais longa do mundo. O voo com o Airbus A350-900ULR ligando Cingapura a Nova York deve levar 18h30 para percorrer 15.340 km.

Também em 2018, a Qantas planeja um voo entre Perth e Londres a bordo de um Boeing 787-900. Com uma distância de 14.495 km, a viagem entre as duas cidades tem previsão de durar 17 horas.

Para o analista sênior da OAG, John Grant, os aviões mais modernos permitem que as companhias aéreas de todo o mundo criem rotas cada vez mais longas. Isso acontece porque os novos aviões são mais eficientes e consomem menos combustível, o que permite aumentar o alcance dos voos.

“O padrão industrial do Boeing 777 tem sido capaz de voar essas distâncias por algum tempo, mas as novas tecnologias de aviões têm custos operacionais menores”, afirma.

Para aumentar a autonomia dos voos, as companhias devem adotar configurações internas dos aviões com menos capacidade de passageiros. Isso aconteceria aumentando a quantidade de assentos da primeira classe e da executiva. É que quanto mais passageiros, maior o peso do avião e, consequentemente, maior o consumo de combustível, o que diminui a autonomia.

VÍDEO REGISTRA POUSO DO BOEING 777 DURANTE TEMPESTADE

A maior distância voada

O ranking foi baseado sob o critério de tempo de voo. Em termos de distância, no entanto, o voo da Air India entre Nova Déli e São Francisco é o mais longo do mundo, percorrendo 15,3 mil km. O título foi conquistado quando a empresa mudou o trajeto voado.

Desde outubro, a empresa passou a fazer a rota sobrevoando o Pacífico, em vez ir sobre o Atlântico. Com isso, a rota ficou 1.400 km mais longa. No entanto, o voo se beneficia dos ventos de cauda que aumentam a velocidade do avião em cerca de 140 km/h. Isso fez com que a viagem ficasse duas horas mais rápida, totalizando 14,5 horas. O voo é feito com o Boeing 777-200ER.

A influência do vento pode ser vista também nas demais rotas mais longas do mundo. Enquanto o voo entre Auckland e Doha tem duração prevista de 17h40, a viagem no sentido contrário dura 16 horas. A maior diferença ocorre na rota entre São Francisco e Cingapura. São 17h10 em um sentido e apenas 15h05 no trecho contrário, uma diferença de mais de duas horas.

As rotas mais longas do mundo

1. De Auckland a Doha (Qatar Airways) – 17h40 – 14.522 km – Boeing 777-200LR

2. De São Francisco a Singapura (United e Singapore) – 17h10 – 13.571 km – Boeing 787-9 e Airbus A350-900

3. De Auckland a Dubai (Emirates) – 17h05 – 14.189 km – Airbus A380-800

4. De Dallas a Sydney (Qantas) – 17h05 – 13.798 km – Airbus A380-800

5. De Johannesburgo a Atlanta (Delta) – 16h50 – 13.571 km – Boeing 777-200LR

6. De Abu Dhabi a Los Angeles (Etihad) – 16h45 – 13.475 km – Boeing 777-200LR

7. De Jeddah a Los Angeles (Saudi Arabian) – 16h40 – 13.382 km – Boeing 777-300

8. De Dubai a Houston (Emirates) – 16h35 – 13.114 km – Boeing 777-300ER

9. De Dubai a Los Angeles (Emirates) – 16h15 – 13.391 km – Boeing 777-200LR e Airbus A380-800

10. De Doha a Los Angeles (Qatar Airways) – 16h15 – 13.338 km – Boeing 777-200LR

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Aeroporto de Paris tem mordomia para adulto e criança da classe econômica
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Lounge pode ser utilizado, sem custos, por todos os passageiros (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Cerca de 30% dos passageiros que chegam ao aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, estão apenas de passagem pela capital francesa. Para alguns, não há tempo nem mesmo para fazer compras nas diversas lojas do free shop. Já outros têm de esperar longas horas antes do próximo voo.

Entre um voo e outro, nada melhor do que tomar um banho, comer uma refeição e dormir um pouco. Essas mordomias são, normalmente, associadas aos passageiros que viajam na primeira classe ou na executiva. No aeroporto Charles de Gaulle, tudo isso pode ser aproveitado por qualquer passageiro.

Em seu principal centro de conexões, que acaba de completar 20 anos, a Air France tem investido para proporcionar uma nova experiência, especialmente aos passageiros com uma longa conexão internacional no principal aeroporto da capital francesa.

Air France tem mil voos por dia em Paris (Foto: Divulgação)

“Além de aeroporto, somos um hotel no qual ninguém dorme. Por isso, consideramos importante transformar a experiência de nossos usuários”, afirma Augustin de Romanet, CEO do grupo ADP, que administra o aeroporto Charles de Gaulle.

As principais melhorias do aeroporto estão presentes no terminal 2, no qual a Air France e as empresas da aliança Sky Team (KLM, Alitalia, Air Europa, Delta, entre outras) operam seus voos. As grandes mordomias ficam na ala 2E, de onde saem e chegam os voos internacionais de longa duração, como os do Brasil.

A área conta com um espaço kids para crianças que viajam desacompanhadas (já incluso na taxa extra cobrada de menores que viajam sozinhos), um enorme e sofisticado lounge com acesso gratuito para todos os passageiros e até mesmo um hotel de curta duração, pago à parte. Tudo isso fica dentro da área internacional do aeroporto, sem que os passageiros precisem passar por novos controles de segurança.

Lounge tem 4.500 m² à disposição dos passageiros (Foto: Divulgação)

Lounge com biblioteca, mesas e descanso

Uma das áreas mais novas do aeroporto Charles de Gaulle é o lounge Instant Paris. Com 4.500 m², o espaço é aberto gratuitamente a todos os passageiros em conexão. Durante visita da reportagem do Todos a Bordo na última semana, a área ainda estava bastante vazia, o que pode ser um sinal de que muitos passageiros ainda não sabem que podem utilizar o espaço.

O Instant Paris não lembra em nada as áreas comuns tradicionais dos aeroportos. O lounge, fruto de um investimento de 17 milhões de euros, foi decorado bem ao estilo parisiense e lembra um grande lobby de hotel chique.

O espaço conta com lanchonete, sala de refeições, biblioteca, mesa de trabalho, espaço para crianças e uma sala com camas para descanso dos passageiros. O local fica no hall L do terminal 2E.

YotelAir tem preço a partir de € 75 para período de quatro horas (Foto: Divulgação)

Hotel dentro do aeroporto

Quem tem uma longa conexão em Paris e quer ter um descanso mais profundo, dentro do Instant Paris há até mesmo um hotel, YotelAir. São 84 quartos que podem ser reservados por um período mínimo de quatro horas a partir de 75 euros, mais 10 euros por hora adicional. O hotel foi inaugurado em novembro do ano passado e conta atualmente com 75% de ocupação.

Os quartos são pequenas cabines de 8 m² a 10 m², com cama de casal, banheiro completo, televisão e serviço de quarto. É possível regular a cor da iluminação em diversos tons de azul, amarelo e vermelho. Na recepção, os funcionários controlam o horário dos hóspedes para que eles não percam o voo. Há também a opção de cabine familiar, com uma cama de casal e um beliche. O período de quatro horas, nesse caso, sai a partir de 95 euros.

Se a conexão não for tão longa assim, o passageiro pode apenas tomar um banho antes do próximo voo. O YotelAir tem à disposição banheiros com ducha, que podem ser reservados pelo período de até 45 minutos ao preço de 15 euros. A ducha pode ser utilizada somente por uma pessoa.

Crianças desacompanhadas tem espaço exclusivo (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Espaço kids

As crianças que viajam desacompanhadas contam com um espaço exclusivo enquanto aguardam o próximo voo. O espaço é destinado aos menores entre 5 e 18 anos que tenham uma conexão de pelo menos duas horas no aeroporto Charles de Gaulle. São seis salas que recebem cerca de 25 mil crianças por ano.

O espaço kids é uma área monitorada por seguranças e câmeras de vídeo. O local é dividido em quartos de descanso, sala de TV e leitura, sala de jogos, além de uma área de refeição. As crianças têm à disposição diversos videogames (PlayStation e PS Vita), além de uma mesa de pebolim. Próximo à hora do voo, um monitor acompanha a criança até o portão de embarque.

No momento da compra da passagem, os pais precisam informar que a criança viaja desacompanhada. A Air France cobra uma taxa de até 100 euros por trecho em voos internacionais, independentemente se a criança irá utilizar ou não o espaço kids.

Sala vip destinada aos passageiros da primeira classe e business (Foto: Vinícius Casagrande/UOL)

Salas VIP

Os passageiros que viajam na primeira classe ou na executiva ainda podem aproveitar as diversas salas VIP espalhadas pelos terminais do aeroporto Charles de Gaulle. A sala mais moderna da Air France fica no hall M do terminal 2E.

Com comidas e bebidas grátis, o espaço é bastante amplo e dividido em diversas áreas. Há amplos sofás, mesas de escritório e espreguiçadeiras. Para relaxar antes do voo, o passageiro tem à disposição um spa da marca francesa Clarins, com tratamentos pagos à parte.

O jornalista viajou a Paris a convite da Air France

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Air France deve criar novo companhia para concorrer com empresas do Golfo (Foto: Divulgação)

Air France deve criar nova companhia para concorrer com empresas do Golfo (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

Preocupada com o avanço constante das grandes companhias aéreas do Golfo, como Emirates, Etihad e Qatar, a Air France prepara uma ofensiva para estancar a perda de mercado em rotas consideradas essenciais. A empresa francesa pretende lançar até o próximo ano uma nova companhia aérea de baixo custo operacional, mas mantendo a qualidade do serviço nos padrões da Air France.

As empresas do Golfo têm causado dor de cabeça às grandes companhias aéreas de todo mundo, que alegam que os subsídios dos governos e os baixos preços do combustível nos países árabes prejudicam a concorrência.

“Esse é um projeto para manter a nossa competitividade, especialmente em relação a algumas companhias do Golfo. Temos de encontrar maneiras de ser mais competitivos”, afirmou o CEO do grupo Air France-KLM, Jean-Marc Janaillac, durante as comemorações pelos 20 anos do centro de conexões da Air France no aeroporto Charles de Gualle, em Paris.

Segundo a empresa, a nova companhia aérea deverá servir como um laboratório para diversos serviços, tecnologias e até mesmo de gerenciamento operacional. É com a nova política interna que a Air France espera reduzir seus custos para proporcionar ofertas melhores aos passageiros e recuperar mercado em rotas hoje deficitárias ou mesmo que já foram extintas pela companhia.

Apesar de o foco ser a redução dos custos operacionais, o CEO do grupo Air France-KLM afirma que o padrão do serviço ao cliente será mantido. “A ideia é proporcionar o mesmo tipo de experiência que a Air France já tem. Então, não é uma empresa com serviço de baixo custo. Será uma empresa de carreira, com as mesmas características da Air France, mas com inovações e custos mais baixos, permitindo que a gente possa competir melhor”, diz.

Chamado extraoficialmente de Boost, o projeto da nova companhia aérea vem sendo trabalhado desde o ano passado. Neste momento, o grupo negocia com os sindicatos dos pilotos como será criada a estrutura de trabalho na nova empresa. A ideia é utilizar os tripulantes que já trabalham nas empresas do grupo – Air France, KLM, Transavia e Hop.

De acordo com o CEO do grupo, somente após todos os acordos serem fechados é que outras questões serão definidas, como os aviões e rotas servidas pela nova companhia. A ideia inicial é que a empresa opere inicialmente com cerca de dez aviões. “Mas ainda não decidimos em quais cidades vamos operar. Para a criação da empresa, precisamos primeiro fechar o acordo com a união dos pilotos”, afirma Jean-Marc Janaillac. 

Aumento de voos para o Brasil

Enquanto trabalha na criação de uma nova companhia para o grupo, o CEO da Air France-KLM deu sinais de que a poderá aumentar ainda neste ano os voos da empresa para o Brasil. Com a crise econômica e política no país, a Air France cancelou o voo que fazia entre Paris e Brasília e reduziu frequências em São Paulo e no Rio de Janeiro.

“Vemos sinais de aumento do tráfego e estamos confiantes de que os brasileiros voltarão à Europa. Nossa intenção é aumentar os voos se essa tendência realmente se confirmar”, afirmou Janaillac.

Embora não faça nenhum anúncio oficial, o mais provável é que os primeiros passos sejam de retomada de dois voos diários entre Paris e São Paulo e aumento dos voos para o Rio de Janeiro. A rota entre Paris e Brasília, no entanto, não deve voltar a ser operada ainda neste ano.

O jornalista viajou a Paris a convite da Air France.

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Aeroporto na Escócia elimina raio X antes do embarque em voo regional
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Área de raio X em aeroporto. Na escocesa Campbeltown, o procedimento foi simplificado. Foto: Getty Images

Área de raio X em aeroporto. Na escocesa Campbeltown, o procedimento foi simplificado. Foto: iStock

Quinze passageiros embarcaram nesta semana em um voo entre Campbeltown e Glasgow, na Escócia sem passar por nenhum detector de metais. Nada de colocar a bagagem no raio X ou ter de tirar cintos, relógio e celular do bolso para passar pela segurança.

A proibição a levar armas, objetos pontiagudos e líquidos em embalagens com mais de 100ml na bagagem de mão não foi descartada, mas, para serem liberados, os passageiros tiveram apenas de dizer que não estavam levando nenhum item proibido.

Além da cidade de Campbeltown, os aeroportos das ilhas escocesas Barra e Tiree também adotam o procedimento. Os três são operados pela Hial – Highlands and Islands Airports Ltd.

A companhia aérea regional escocesa Loganair, ao informar seus clientes sobre as mudanças, afirmou que elas tornarão a viagem “mais conveniente para a grande maioria dos passageiros que voam para Glasgow”.

Ao jornal “The Independent”, do Reino Unido, ele afirmou que nos voos curtos regionais realizados na Escócia, “todo mundo se conhece muito bem”. Segundo ele, a maioria das pessoas usa esses voos como se fosse um serviço de ônibus local.

Segurança

Quem for fazer uma conexão no aeroporto de Glasgow terá de passar pelos procedimentos de segurança normalmente adotados pelos aeroportos do mundo todo, desde o momento do check-in, antes de seguir viagem.

A eliminação das barreiras de segurança não agradou a todos. Para o sindicato dos trabalhadores do aeroporto regional, o processo facilita a ocorrência de ataques terroristas. O representante da associação, David Avery, afirmou ainda que os aviões, mesmo sendo de pequeno porte, sobrevoam áreas urbanas e depósitos de petróleo.

Avery disse à rede britânica BBC que o atual sistema de segurança foi adotado há mais de dez anos e tem sido bem-sucedido. Mesmo assim, os profissionais de segurança encontram regularmente passageiros levando itens proibidos.

A empresa Hial afirma que a implantação do procedimento simplificado foi aprovada pelas autoridades e que a segurança continua sendo uma prioridade.

Ao “Independent”, o especialista em segurança da aviação Philip Baum disse que o procedimento de segurança “rotineiro e previsível é inimigo da segurança eficaz”. “A segurança não precisa ser feita através de sistemas de raio X. Que lugar melhor para realizar análise comportamental do que em uma comunidade onde os viajantes são conhecidos e onde o comportamento é fácil de ser identificado?”.

O especialista diz que nada impede que medidas adicionais sejam implementadas quando for necessário.

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Pistas de Guarulhos são alargadas para voos diários do maior avião do mundo
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Voos diários da Emirates com o Airbus A380 começam em 26 de março (Foto: Divulgação)

Voos diários da Emirates com o Airbus A380 começam em 26 de março (Foto: Divulgação)

Por Vinícius Casagrande

O início das operações do gigante Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo, deve mudar a rotina do aeroporto de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, a partir do dia 26 de março.

A companhia aérea Emirates vai operar com o A380 na rota entre Dubai e São Paulo em substituição ao modelo Boeing 777. A troca do modelo do avião utilizado vai aumentar a capacidade do voo dos atuais 354 passageiros para 491 passageiros.

O aumento implica ampliar a estrutura para os procedimentos de imigração dos passageiros, entrega das bagagens e fiscalização da Receita Federal, já que mais passageiros estarão chegando ao mesmo tempo.

O impacto só não deve ser maior em virtude do horário dos voos. O A380 chega às 16h30 e decola à 1h25, períodos normalmente de menor movimento no aeroporto.

Área destina ao processo de imigração dos passageiros (Foto: Lucas Lima/UOL)

Área destina ao processo de imigração dos passageiros (Foto: Lucas Lima/UOL)

O diretor de operações do aeroporto de Guarulhos, comandante Miguel Dau, garante o aeroporto está preparado para receber diariamente o maior avião de passageiros do mundo. Segundo ele, os maiores desafios não estão relacionados à quantidade de passageiros, mas sim ao tamanho físico do avião.

“A maior dificuldade é em relação aos espaços de manobra e para as curvas, principalmente em virtude dos motores externos”, afirma. O A380 tem 72,7 metros de comprimento e 79,8 metros de envergadura (distância entre as pontas das asas).

Para que a operação do avião fosse viabilizada, as pistas de pouso e decolagem e de taxiamento tiveram de ser alargadas em 15 metros, passando de 45 metros para 60 metros de largura.

Com as pistas mais estreitas, havia o risco de que os motores mais próximos às pontas das asas passassem sobre a área gramada, com o perigo de que detritos pudessem ser sugados para dentro dos motores. Com a nova largura, os motores ficam dentro da área pavimentada.

Embarque e desembarque será feito pelo portão 605 (Foto: Lucas Lima/UOL)

Embarque e desembarque será feito pelo portão 605 (Foto: Lucas Lima/UOL)

Mudança na rotina de pouso

O aeroporto de Guarulhos conta com duas pistas. Nas operações normais, a menor delas, com 3.000 metros de comprimento, é utilizada para os pousos, enquanto a maior, com 3.700 metros, é destinada às decolagens. Essa separação agiliza o fluxo do tráfego aéreo.

Para receber o A380, apenas a pista maior foi alargada e está apta para receber o avião. Com isso, na hora do pouso, o avião vai utilizar a pista normalmente dedicada às decolagens. Como trata-se de apenas um voo, a mudança não deve gerar nenhum impacto ao fluxo do tráfego aéreo, segundo o comandante Miguel Dau.

Serão utilizados dois túneis para o embarque dos passageiros (Foto: Lucas Lima/UOL)

Serão utilizados dois túneis para o embarque dos passageiros (Foto: Lucas Lima/UOL)

Embarque e desembarque

O A380 também terá um portão de embarque fixo e até mesmo uma esteira da bagagem dedicada ao voo. Após o pouso, o avião será direcionado para o portão 605, localizado em uma das extremidades do terminal 3 do aeroporto.

Dois fingers (túneis de passagem dos passageiros) deverão ser utilizados para o embarque e desembarque. O acesso, no entanto, deverá ser feito somente pelo piso inferior do avião. Um finger deve ser aclopado na porta dianteira, próxima ao nariz do avião, e segunda na porta do meio, perto da asa.

A expectativa é que o processo de desembarque demore entre 35 e 40 minutos (tempo para que o último dos 491 passageiros deixe o avião). Com o Boeing 777 utilizado atualmente, o tempo médio do desembarque é de 25 a 30 minutos.

Depois de realizarem os procedimentos de imigração, os passageiros deverão retirar as bagagens na última esteira, localizada no final da sala. Ela é a maior do aeroporto, com capacidade para mil malas por hora. Como cada passageiro ainda tem direito a despachar até duas malas, caso o voo esteja lotado e todos levem duas bagagens, seriam 982 malas por voo.

No entanto, com as novas regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que acabam com a franquia obrigatória para passagens vendidas a partir de 14 de março, esse número deve cair ao longo do ano.

Maior esteira de Guarulhos tem capacidade para mil malas por hora (Foto: Lucas Lima/UOL)

Maior esteira de Guarulhos tem capacidade para mil malas por hora (Foto: Lucas Lima/UOL)

Preparação do avião

O A380 deverá ficar no aeroporto de Guarulhos durante quase nove horas. Durante esse tempo, será preparado para um novo voo, com reabastecimento de combustível, limpeza da área de passageiros, retirada de esgoto, reposição de comidas e bebidas e eventuais manutenções necessárias.

Segundo a Emirates, cerca de 70 a 80 pessoas deverão trabalhar diariamente para deixar tudo em ordem para um novo voo. Somente para o carregamento das bagagens, por exemplo, serão utilizados oito tratores. Um A380 tem capacidade para até 320 mil litros de combustível.

Durante todo o trabalho em terra, o avião não deve ficar estacionado no portão de embarque. Após o desembarque dos passageiros, bagagens e demais cargas, o avião é deslocado para uma área reservada para esse serviço. O local, no entanto, fica próximo ao terminal 3 e deve virar uma atração para os passageiros que forem embarcar em outros voo.

Centro de controle do aeroporto de Guarulhos (Foto: Lucas Lima/UOL)

Centro de controle do aeroporto de Guarulhos (Foto: Lucas Lima/UOL)

Ganhos econômicos para o aeroporto

A presença do gigante A380 em Guarulhos promete trazer muitos benefícios financeiros para a concessionária que administra atualmente o aeroporto. O ponto mais óbvio está no aumento da capacidade do voo, que gera ganhos nas taxas de embarque dos passageiros, gastos nas lojas e aumento na tarifa de pouso. Enquanto, o Boeing 777-300 tem uma taxa de pouso de cerca de R$ 8.000, o A380 tem de pagar R$ 13 mil a cada aterrissagem.

Para o gerente de negócios aéreos do aeroporto, João Pedro Pita, o mais importante, no entanto, é a visibilidade que a operação do A380 gera para Guarulhos. “A importância é muito mais ampla e envolve todo o negócio”, diz.

Pita cita como exemplos o aumento do número de passageiros de conexão em viagens para a Ásia. Apenas 25% dos passageiros têm como destino final a cidade de Dubai. Japão e China são alguns dos principais destinos, com destaque para as cidades de Shangai (7%), Tóquio (7%), Osaka (6%) e Hong Kong (6%).

A administradora de Guarulhos tinha a expectativa de que o A380 começasse as operações no Brasil já no ano passado. No entanto, a crise econômica fez com que a Emirates revisse seus planos. A partir de agora, a expectativa é para que outras companhias coloquem o gigante em operação nas rotas para São Paulo.

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Todos a Bordo

Boeing 777 da ANA será pintado com desenho escolhido pelo público (Fotos: Divulgação)

Boeing 777 da ANA será pintado com desenho escolhido pelo público (Fotos: Divulgação)

Patrocinadora oficial das Olimpíadas de Tóquio, a companhia aérea japonesa ANA (All Nippon Airways) vai pintar um Boeing 777 com desenhos alusivos aos Jogos Olímpicos que serão realizados no país em 2020.

A empresa recebeu sugestões de vário artistas e escolheu os cinco melhores. Agora, pessoas do mundo inteiro podem votar em um dos cinco finalistas pelo site https://ana-2020contest.jp/en/.

A votação vai até 19 de fevereiro e o desenho vencedor deve ser anunciado entre o final de março e começo de abril. A empresa não divulgou, ainda, quando o avião deve ser, de fato, pintado.

Além de ter o desenho estampado em um Boeing 777 da companhia, o artista que vencer a disputa ainda vai ganhar uma passagem de ida e volta para qualquer destino da companhia aérea japonesa. Os demais finalistas ganharão outros souvenirs da empresa.

O avião com pintura comemorativa às Olimpíadas de Tóquio, no entanto, não deve ser visto em solo brasileiro, já que a companhia aérea japonesa não tem voos para o país.

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Pintura no Airbus A380

A ANA também lançou, no final do ano passado, um outro concurso para a pintura dos novos aviões Airbus A380 que passarão a fazer parte da frota a partir de 2019. Os aviões serão usados na rota entre Tóquio e Honolulu, no Estado americano do Havaí.

As inscrições para o envio dos desenhos já foram encerradas, mas a companhia aérea ainda não divulgou os desenhos finalistas. Nesse concurso, o artista vencedor ganhará uma passagem de ida e volta entre Tóquio e Honolulu.

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Todos a Bordo

A Emirates anunciou nesta semana que vai substituir sua frota de Boeings 777-300ER pelo maior avião de passageiros do mundo, o A380, da Airbus, na rota entre o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e Dubai, nos Emirados Árabes.

O avião tem dois andares e capacidade para 491 passageiros.

O novo avião passará a fazer o trecho diariamente a partir de 26 de março. O voo EK261 chega a São Paulo vindo de Dubai às 16h30. O EK262 parte de São Paulo a 1h25 com destino aos Emirados Árabes. Será o primeiro voo comercial regular do A380 para a América do Sul.

A Emirates foi eleita a melhor companhia aérea do mundo em 2016 pelo “Oscar” da aviação (Skytrax World Airlines Awards).

Não é só Dubai

As reservas feitas pelo site da companhia aérea em português para datas posteriores a 26 de março já indicam o A380 como modelo usado na rota entre os aeroportos de Guarulhos e Dubai.

Mas Dubai não é o único destino para o qual o passageiro poderá ir com o A380. O avião é usado em mais de 40 rotas, muitas delas na Ásia – incluindo o aeroporto de Narita, perto de Tóquio, que voltará a ser atendido pelo A380 no final de março.

É possível viajar para lugares tão diversos quanto Bancoc, na Tailândia, Pequim, na China, ou Sydney, na Austrália, a bordo do gigante da Airbus – sempre com parada em Dubai.

Saindo de outras cidades brasileiras

Para quem está longe de Guarulhos, é possível comprar passagens da Emirates saindo de outras cidades brasileiras, mas com conexão no aeroporto paulista e, assim, voar no A380.

O trecho doméstico até a chegada no aeroporto paulista será operado em outros aviões, de companhias aéreas parceiras.

Na hora da compra, é preciso ficar atento se a parada é mesmo em Guarulhos, pois há muitos voos da Emirates para o aeroporto do Galeão, no Rio. Nesses casos, o avião usado até Dubai não será o A380, mas sim o 777 da Boeing.

Primeira classe, executiva e econômica

A configuração do A380 que voará entre São Paulo e Dubai tem um total de 491 assentos, sendo 14 suítes da primeira classe, 76 lugares na classe executiva e 401 poltronas na econômica.

O avião chama a atenção pelo tamanho e também pelas comodidades oferecidas para quem viaja na primeira classe, como o spa com chuveiro, ou o lounge com bar localizado no segundo andar do Airbus, que pode ser aproveitado por passageiros da primeira classe e da executiva.

Os bilhetes da primeira classe e da executiva também dão acesso ao serviço de transfer com motorista e aos lounges da companhia nos aeroportos (em Guarulhos, o acesso é ao espaço VIP do aeroporto).

Quanto custa?

Até o próximo domingo (22), passagens nas classes econômica e executiva para vários destinos, com saída de São Paulo e do Rio de Janeiro, estão em oferta.

Veja abaixo alguns exemplos de preços de passagens (com taxas inclusas) para voar no A380*:

Voo direto entre Guarulhos e Dubai, com ida em 27 de março e volta em 31 de março:
Econômica – menor tarifa encontrada R$ 4.441
Executiva – preço mais baixo R$ 16.992
Primeira classe – tarifa mais baixa R$ 57.261

Voo entre Guarulhos e Pequim, na China, com ida em 27 de março e volta em 10 de abril, com parada em Dubai:
Classe econômica – preço mais baixo encontrado R$ 3.338
Executiva: preço mais baixo encontrado R$ 15.100
Primeira classe – menor tarifa R$ 54.091

Voo entre Guarulhos e Bancoc, na Tailândia, com ida em 27 de abril e volta em 5 de maio, com parada em Dubai:
Classe econômica – o preço mais baixo encontrado foi de R$ 3.144
Executiva – menor entre as tarifas disponíveis R$ 12.078
Primeira classe – tarifa mais baixa R$ 51.378

Voo entre Brasília (DF)** e Sydney***, na Austrália, com ida em 1 de abril e volta em 17 de abril, com paradas em Guarulhos e Dubai:
Classe econômica – menor tarifa encontrada R$ 5.772
Executiva – menor preço encontrado R$ 23.507
Primeira classe – preço mais baixo R$ 41.002

* A pesquisa aleatória foi feita pelo blog no site da Emirates nestas terça (17) e quarta-feira (18). Os preços e a disponibilidade estão sujeitos a alterações.

** O trecho entre Brasília e Guarulhos não é feito no A380, mas sim num avião de uma companhia aérea parceira da Emirates, como Gol, Latam, Avianca.

*** O trecho entre Dubai e Sydney tem voos operados pela Qantas Airways, também em um A380.

Atenção para o visto

Brasileiros precisam de visto para viajar pelos Emirados Árabes Unidos. Quem visitar Dubai ou fizer uma parada por lá voando com a Emirates pode solicitar o visto pelo site da companhia aérea, depois de reservar a passagem.

A página da embaixada dos Emirados Árabes Unidos traz informações sobre vistos de trânsito. O site afirma que “passageiros em trânsito no Aeroporto Internacional de Dubai por no mínimo 8 horas e dentro de certas condições são elegíveis ao visto de trânsito válido por 96 horas dentro do país”.

Entre as condições informadas estão passaporte válido por no mínimo 6 meses, estar em trânsito para um terceiro destino com passagens aéreas já confirmadas, comprovante de estada em hotel confirmada no país. O site indica a possibilidade de quem viaja pela Emirates solicitar o visto à companhia aérea.

Há também outras formas de solicitar a autorização, como diretamente no aeroporto. Mais informações podem ser obtidas com a representação dos Emirados Árabes no Brasil ou com a companhia aérea.

Correção: foi acrescentada a informação sobre a parada de 8 horas no aeroporto de Dubai para solicitação de visto de trânsito. A palavra escala foi retirada, devido à necessidade de mudar de avião.

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