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Arquivo : táxi aéreo

‘Uber’ dos ares permite voar de helicóptero em SP por até R$ 800
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Voom quer tornar mais comuns os voos de helicóptero. Foto: Divulgação

Livrar-se do trânsito pesado em São Paulo usando um helicóptero para se deslocar é uma alternativa restrita a poucas pessoas. Um novo serviço realizado em parceria com empresas de táxi aéreo pretende tornar essa opção mais “acessível”, mas ainda assim cara.

A Voom começou a operar em seis helipontos de São Paulo na última semana, oferecendo voos com preços entre R$ 400 e R$ 800. No ano passado, foi feito um teste de 30 dias, por meio do UberCOPTER. Segundo a empresa, milhares de reservas foram feitas, o que seria uma prova da demanda pelo serviço.

Três empresas de táxi aéreo são parceiras da plataforma atualmente. O pagamento é feito com cartão de crédito e não é possível parcelar. Os voos são operados de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h.

Seis regiões atendidas

Os locais atendidos hoje são os aeroportos de Guarulhos e Congonhas, o Campo de Marte, e as regiões do centro de São Paulo, do bairro do Morumbi e da avenida Brigadeiro Faria Lima.

No site, o cliente deve informar o endereço de onde iniciará a viagem e de onde vai finalizá-la. O serviço localiza os helipontos mais próximos dos endereços informados. A responsabilidade pelo deslocamento até o heliponto é de quem reserva o serviço. Pelo site, é possível reservar também o transporte terrestre com Cabify, 99 ou Uber.

Em uma simulação feita pelo Todos a Bordo para um voo entre a região da Faria Lima e o aeroporto de Guarulhos, nesta segunda-feira (10), o valor ficou em R$ 608 e o tempo estimado para deslocamento foi de 15 minutos.

Ao fazer a reserva, o passageiro precisa informar seu peso (o máximo é de 150kg). Também precisa informar quantas bagagens de mão (menos de 10kg) e despachadas (até 25kg) vai levar no voo. Para viajar com crianças ou agendar voos com antecedência, é preciso entrar em contato com a empresa.

Compartilhamento de helicóptero

O serviço aposta também no compartilhamento de helicópteros. As aeronaves podem ter até cinco assentos e a Voom quer que todos estejam ocupados sempre que possível. A empresa ainda está estudando como será feita a cobrança nos voos compartilhados.

Hoje, já é possível viajar na companhia de outros passageiros, mas o preço é determinado individualmente, no momento da reserva. Ao dividir o helicóptero com outra pessoa, o cliente terá de considerar também o tempo de eventuais paradas até seu destino final.

Rio de Janeiro e Belo Horizonte podem ser futuros mercados

A Voom é uma iniciativa do A3, empresa de tecnologia da fabricante de aviões Airbus. “A Voom é uma plataforma tecnológica que conecta operadores de táxi aéreo a passageiros que buscam este serviço”, diz Uma Subramanian, diretora da empresa.

A expectativa é ampliar o número de locais atendidos em São Paulo e, futuramente, atender outras capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Também há planos de chegar a outros países da América Latina, a Jacarta, na Indonésia, e a Los Angeles, nos Estados Unidos.

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Fernando Lacerda, da Aerobid: cotação de voo fretado pelo celular (Foto:  Eugênio Goulart/Divulgação)

Fernando Lacerda, da Aerobid: cotação de voo fretado pelo celular (Foto: Eugênio Goulart/Divulgação)

Quer alugar um jatinho para voar com os amigos no estilo Neymar? Um site recém-lançado no Brasil permite colocar os detalhes da sua viagem e fazer uma pesquisa de preços com diversas empresas.

O serviço se chama Aerobid e foi criado por Fernando Lacerda, que tem licença de piloto de helicóptero e comandou a área de vendas de empresas como Embraer e Bombardier. A inspiração veio do exterior e foi adaptada para o cenário nacional, segundo ele.

Alguns sites estrangeiros oferecem serviço semelhante para o mercado brasileiro, “mas com valores irreais”, segundo o empresário. “Nós desenvolvemos um sistema especificamente para o Brasil”.

Ele diz que a plataforma brasileira é diferente das estrangeiras em outros dois pontos: inclui também a cotação de helicópteros e oferece o leilão reverso. No sistema de leilão reverso, o cliente diz o que quer comprar e as empresas fazem suas propostas. Com isso, o consumidor pode escolher a opção mais barata.

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Como funciona

No site, o interessado preenche informações semelhantes às que um passageiro coloca no site das companhias aéreas: origem e destino, data, horário do voo e número de passageiros. Em seguida, as empresas apresentam suas cotações.

O cliente pode, ainda, escolher entre os diferentes tipos de aviões e helicópteros e fazer simulações para checar a faixa de preço. Porém, só é possível saber o valor exato ao pedir a cotação para as empresas. “Não adiantaria lançar um site que dissesse que a hora de voo em avião é X e de helicóptero é Y porque não é assim que funciona”.

Feita a escolha, o Aerobid confirma a contratação e coloca cliente e empresa em contato para acertar os detalhes. Uma taxa de conveniência de R$ 240 é cobrada a partir da terceira cotação solicitada.

O serviço também está disponível por meio de um aplicativo para iPhone. Ainda não há app para o sistema Android.

(Claudia Andrade)


Seis coisas que você precisa saber
antes de contratar um táxi aéreo
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Crédito: Aaron Ahlquist/FreeRange

Táxis aéreos também transportam enfermos e órgãos para transplante. (Foto: Aaron Ahlquist/FreeRange)

Os serviços de táxi aéreo surgiram para atender a um nicho de mercado de empresários e altos executivos, que precisavam de mais segurança, privacidade e flexibilidade em seus deslocamentos. Mas hoje as as aeronaves fazem muito mais que isso, de acordo com a Associação Brasileira de Táxi Aéreo e Oficinas de Manutenção (Abtaer) – também transportam malotes de bancos, correios, garimpos e até de órgãos governamentais. E ainda levam enfermos e órgãos para transplantes a hospitais; proporcionam atendimento médico e social de comunidades ribeirinhas e indígenas; realizam voos de inspeção em redes de alta-tensão; conectam plataformas petrolíferas com o continente e fazem até lançamentos de paraquedistas. Conheça um pouco melhor esse serviço:

1. Regulação

No Brasil, o serviço é regulado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), na categoria TPX, referente a operações por demanda. A a Anac atua para coibir a prática irregular do transporte, por meio de inspeções de aeronaves e de pilotos nos pátios dos aeroportos. Outra forma de atuação da agência é pela apuração de denúncias que chegam ao órgão por meio de seus canais de atendimento, como o telefone 0800-725445.

2. Checagem

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Anac recomenda ao usuário que apenas contrate empresas autorizadas a prestar o serviço específico de táxi aéreo (consulte no cadastro da agência). O passageiro também pode observar se a aeronave conta com a inscrição “Táxi Aéreo” em local bem visível – se não tiver isso, é provável que se trate de uma aeronave clandestina, que presta o serviço irregularmente, nas “horas vagas”.

3. Seguro

As empresas autorizadas são obrigadas a contratar seguro para eventuais indenizações ao passageiro e/ou ao contratante.

4. Cabine de comando

Mateus Ghislene, diretor de segurança de voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), explica que um táxi aéreo não conta necessariamente com a presença de um copiloto. “Isso não é exigido – depende muito do tipo de aeronave e do voo a ser realizado”, afirma.

5. Distância

Também não há um percurso máximo de voo estabelecido. “Qualquer distância pode ser considerada segura, desde que a empresa tenha feito um planejamento do voo em relação à autonomia da aeronave, verificado as condições do aeroporto de destino e de alternativa, caso necessário, além de ter uma tripulação de voo treinada e habilitada pela agência reguladora”, diz.  “E principalmente descansada”, completa.

6. Mito

Muitos leigos acreditam que aeronaves pequenas sejam menos seguras que os aviões de grande porte que operam no transporte comum de passageiros. De acordo com Ghislene, isso não procede. O mais importante é que aeronave, o serviço e a tripulação sejam devidamente regulados e fiscalizados.

Leandro Quintanilha – leandroq@gmail.com

 


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