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Prova do MasterChef o deixou curioso? Veja comidas “proibidas” em aviões
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Foto: Divulgação

O cardápio vencedor da prova desta semana do programa MasterChef (Band), reality show de culinária, será servido durante o mês de maio na classe executiva dos voos internacionais da companhia aérea Azul para os Estados Unidos e Lisboa (Portugal). A sobremesa foi adaptada para ser servida também na classe econômica.

O menu vencedor teve creme de camarão (entrada), salmão com crosta de amêndoas e purê de aspargos (prato principal) e creme inglês acompanhado de maçã com especiarias (sobremesa). As outras opções para os passageiros incluem peito de frango em cubos, nhoque de aipim ou ainda sorvete de creme com calda de chocolate para a sobremesa.

No entanto, o cardápio do programa precisou ser adaptado para ser servido nos voos. O creme de camarão, que foi elaborado com coco fresco no programa, será preparado com leite de coco para os passageiros da Azul.

“Nenhum alimento que pode deteriorar pode ser usado”, explica Renata Lorenzini, gerente de marca e produto da Azul, ressaltando que essa é uma exigência das normas de vigilância sanitária.

Veja menu do Masterchef que será servido aos passageiros da executiva da Azul

Outra mudança no cardápio escolhido como o melhor foi necessária por uma questão logística. O grupo campeão serviu a sobremesa com um biscoito amanteigado espetado verticalmente sobre a maçã. Os jurados elogiaram a ideia, por considerar que era fácil finalizar o prato com o biscoito antes de servir.

Mas a aérea teve de mudar a montagem do prato, porque do jeito como havia sido feito, a altura do biscoito atrapalhava a colocação das bandejas nos trolleys, os carrinhos usados pelos comissários para distribuir as refeições.

Em média, a Azul serve 170 refeições por dia na classe business. Na econômica, são 1.370 refeições servidas diariamente.

Restrições de alimentos chamam a atenção

Mas o que chamou mais a atenção durante a prova do MasterChef foram as restrições às quais os candidatos a chef de cozinha tiveram de ficar atentos. Um prato foi criticado porque tinha ovos cozidos.

Um dos jurados lembrou que esse é um tipo de alimento que provoca gases. “E a gente lá ia lembrar que existe essa questão da flatulência? Tem que se controlar dentro do avião, gente, pelo amor de Deus”, disse uma das integrantes do grupo que elaborou a refeição.

De fato, o ovo é um dos alimentos que devem mesmo ser evitados em refeições servidas a bordo. “A gente brinca que são alimentos polêmicos”, diz Lorenzini.

A lista inclui ainda feijão e repolho, também conhecidos por causar flatulência, além de pimentão, por ter um sabor muito forte, e temperos como coentro, entre outros produtos que raramente aparecem nos cardápios das companhias aéreas.

Comida que provoca gases deve ser evitada a bordo de aviões, dizem jurados

Alguns sabores são vetados em voos

Durante a prova no programa de TV, os jurados também disseram que sabores extremamente apimentados ou agridoces não eram recomendados e alertaram para o uso de álcool no preparo da comida, porque o efeito do álcool na altitude é potencializado.

Os jurados do MasterChef lembraram ainda que fritura não funciona bem como opção de refeição a bordo, já que os pratos são reaquecidos dentro do avião, acabando com o efeito crocante. Outra dica dada é servir o alimento em pedaços, para afastar o risco de o passageiro se sujar ao cortar.

O menu MasterChef como será servido nos voos da Azul. Foto: Divulgação

A representante da aérea diz que existe uma preocupação com o manuseio da refeição, por ela ser servida em pratos menores, em mesas pequenas, mesmo na classe executiva. É por isso que, de forma geral, o frango é servido sem osso, e as carnes são acompanhadas de bastante molho e não podem estar duras – até porque as facas não são serrilhadas.

Ao criticar uma sobremesa de carolinas de chocolate cobertas com chantili, os jurados do programa reclamaram que a massa estava “muito dura”. “Imagina, você está cortando e sai voando para a cadeira 2C, do executivo ao lado”, disse Paola Carosella, uma das juradas.

Lorenzini afirma que os alimentos servidos nos voos da Azul não são congelados, mas frescos – passando, obviamente, por um processo de resfriamento para serem transportados até o avião e conservados até o momento do reaquecimento, antes de servidos.

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Cobrança por comida em voos da Latam deve começar ainda neste semestre
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Alimentação distribuída pela Latam em voos internacionais. Foto: Divulgação

A Latam afirmou nesta quarta-feira (22) que deverá começar a cobrar por refeições em voos domésticos até o fim do primeiro semestre deste ano. O anúncio sobre a mudança havia sido feito no final do ano passado, quando a empresa disse que o novo sistema poderia resultar em uma redução de até 20% no preço das passagens até 2020.

Nesta quarta, a CEO da Latam Airlines Brasil, Claudia Sender, falou que a expectativa é de colocar os menus a bordo “até o final do primeiro semestre, começo do segundo semestre”.

A cobrança já foi implantada em outros mercados da Latam, como Colômbia e Peru. O Chile deverá ser o próximo país onde a mudança será feita. Nestes locais, os passageiros agora têm à disposição gratuitamente apenas água. O modelo deverá ser o mesmo no Brasil.

A aérea diz que os preços a serem cobrados pelos produtos no Brasil “ainda estão em desenvolvimento”. Nos países onde o modelo, chamado Mercado Latam, já está funcionando, os preços não são divulgados pela página na internet, somente nos menus distribuídos a bordo.

Segundo Jerome Cadier, vice-presidente de marketing do grupo, o menu tem 50 itens, entre alimentos e bebidas, com algumas adaptações para o público local. No Brasil, por exemplo, os clientes poderão ter a opção de comprar brigadeiro.

Ao fazer a estimativa de redução da tarifa, a Latam menciona a passagem básica, sem os serviços que poderão ser acrescentados pelo passageiro. Esses serviços não se limitam aos lanches a bordo, incluindo ainda itens como reserva de assento, que poderá ser feita mediante o pagamento de uma taxa.

Dentre as mudanças anunciadas no ano passado, algumas já estão em vigor, como a pontuação diferente no programa de fidelidade de acordo com a tarifa escolhida pelo passageiro.

Enquanto a cobrança por alimento a bordo ganha força no Brasil, nos Estados Unidos, grandes companhias aéreas como Delta e American Airlines decidiram voltar a oferecer lanches de graça em alguns voos, como forma de fidelizar clientes.

Nos EUA, as aéreas cobram separadamente por diversos itens, incluindo bagagem despachada, assunto que tem sido muito debatido recentemente no Brasil.

A expectativa da Latam e de outras aéreas é pela liberação da cobrança no Brasil. Depois de a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) permitir que o serviço fosse cobrado, uma liminar da justiça derrubou a autorização. A cobrança deveria ter entrado em vigor na semana passada.

“Há dois anos todos os órgãos e entidades estão sendo convidados para participar desse debate. Nos surpreende que, tão próximo da implantação, essa medida tenha sido suspensa. E só uma parte da medida, as outras continuam, com custos para a companhia aérea”, diz Claudia Sender.

Além da cobrança por bagagem despachada, as novas regras da Anac incluem prazos para reparar danos e indenizar clientes que tiveram a bagagem violada, indenização imediata ao viajante que não conseguir embarcar por overbooking, obrigatoriedade de divulgação do valor final da passagem, com todas as taxas já incluídas, entre outros pontos (veja no álbum abaixo).


Aéreas voltam atrás e terão refeição grátis na classe econômica –nos EUA
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American Airlines oferecerá lanches de graça em duas rotas nos EUA a partir de maio. Foto: divulgação

As companhias aéreas nos Estados Unidos estão querendo atrair passageiros pelo estômago. Para tentar superar a concorrência – ou pelo menos brigar em condições semelhantes –, algumas empresas estão retomando a prática de oferecer lanches de graça a bordo.

A American Airlines anunciou esta semana que o serviço de comida grátis para a classe econômica será retomado a partir de maio. A decisão ocorre depois de a Delta Air Lines ter voltado a servir lanches de graça a bordo este mês.

A United Airlines é a única grande aérea norte-americana que continua cobrando pela comida.

“Oferecer refeições de cortesia na classe econômica é outro passo que estamos tomando para melhorar nosso serviço neste mercado competitivo”, disse o vice-presidente de marketing global da American Airlines, Fernand Fernandez.

A cortesia, no entanto, será oferecida somente nos voos entre Los Angeles e Nova York, e entre San Francisco e Nova York.

A Delta também liberou a alimentação gratuita apenas em algumas rotas de longa distância nos Estados Unidos.

Entre as opções que estarão disponíveis a partir de maio para quem viajar pela American Airlines, dependendo da duração do voo, estão sanduíches ou wraps, batata frita, fruta e queijo. Atualmente, a aérea serve sem cobrar, em alguns voos, petiscos como mini pretzels e bebidas não alcoólicas. Lanches maiores, refeições e bebidas alcoólicas podem ser comprados.

No Brasil

No final de 2016, a Latam anunciou que implantaria este ano um novo sistema de venda de passagens em voos domésticos prevendo a cobrança da alimentação a bordo. Até mesmo a água poderia ser cobrada, afirmou a empresa à época.

Nos voos nacionais, as aéreas geralmente servem salgadinhos e pequenos lanches, além de bebidas, sem custo adicional para os passageiros. Em alguns casos, como o da Gol, é possível encontrar opções mais variadas no menu – pagando por isso.

A grande discussão no Brasil neste momento gira em torno da cobrança por malas despachadas. As aéreas até já definiram quanto e como vão cobrar pelo serviço, mas uma liminar da justiça suspendeu a cobrança que estaria liberada a partir desta terça (14). O governo federal tenta derrubar a decisão.

Cobrança de extras

Nos Estados Unidos, apesar de usar a comida grátis como um atrativo para fidelizar o cliente, as aéreas cobram por vários outros itens, como bagagem despachada e até a bagagem de mão.

A mesma American Airlines adotou recentemente a chamada tarifa econômica “básica”, que não permite ao passageiro nem mesmo colocar uma mochila no compartimento acima das poltronas.

A United também disse que vai adotar a nova classe tarifária, e já aponta em sua página na internet as dimensões máximas permitidas para a bagagem de mão – a ser colocada embaixo do assento da frente.

A Delta já tem uma classe econômica “básica” desde 2015, que não tem tantas restrições em relação a malas, mas que limita a escolha de assentos.

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Projeto de brasileira propõe sintetizador de comida como em Star Trek
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Imagem do projeto indica como seria uma refeição feia em impressora 3D servida a bordo (Divulgação)

Um projeto desenvolvido por uma designer brasileira parece ficção científica e pretende mudar o jeito como os viajantes se alimentam a bordo de aviões. A ideia é utilizar uma impressora 3D para materializar o alimento a ser servido de acordo com a preferência do passageiro.

A proposta lembra o replicador de alimentos da série “Star Trek / Jornada nas Estrelas” (Nova Geração e Voyager, por exemplo), em que tripulantes pediam o que desejassem para comer e tudo ficava pronto na hora.

Danielle Hirsch desenvolveu o trabalho para concluir sua graduação em desenho industrial na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). “A ideia inicial era desenvolver uma nova embalagem para os alimentos servidos nos aviões. Mas, com a ajuda do meu orientador, passou a ser uma ideia futurística”, diz.

O modelo foi um dos selecionados para o prêmio Crystal Cabin Awards, voltado para a inovação. Os vencedores serão anunciados em abril.

Dificuldades a superar

Além de permitir que o passageiro crie um cardápio personalizado, o projeto também pretende reduzir a quantidade de lixo produzida a bordo. O trabalho prevê que até mesmo o prato em que a refeição é servida seja comestível.

Para a designer, é algo que vai se tornar realidade nos voos. “Não acredito que seria um processo rápido nem simples. Mas é uma tendência natural”, afirma.

O professor Luiz Vidal de Negreiros Gomes, que orientou o trabalho, diz que alguns “tabus culturais” precisam ser superados antes que uma ideia como essa seja implementada por companhias aéreas nacionais. As pessoas teriam de se acostumar a comer alimentos que teriam um formato ou textura diferente do usual.

Ele torce para que as barreiras sejam ultrapassadas e o projeto vire um produto. “O Brasil é um dos grandes fornecedores de ciência, mas não de tecnologias para o mundo. O Brasil só tem ideia, mas não coloca a ideia em prática”, diz, citando a necessidade do envolvimento de profissionais das áreas de nutrição, higiene pública, abastecimento e logística, entre outros, para fazer com que a proposta saia do papel.

A designer diz que imaginava os alimentos impressos em 3D como uma opção a bordo até 2030. Mas, em suas pesquisas sobre o tema, viu que as expectativas envolvem um futuro bem mais próximo, de aproximadamente cinco anos.

Sintetizador de comida apareceu na série ‘Star Trek’. Veja:


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Queijo e bacon: Avianca vai servir quiche na ponte aérea durante dois meses
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Na ponte aérea, quiche com muffin de sobremesa - Foto: Divulgação/Avianca

Na ponte aérea, quiche com muffin de sobremesa – Foto: Divulgação/Avianca

A Avianca começou a servir quiche quente nos voos entre o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e o Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A opção ficará disponível pelos próximos dois meses, segundo a companhia aérea.

Serão quatro sabores, alternados semanalmente: primeiro, quiche de queijo, em seguida quiche com pedaços de bacon, de escarola e de ricota com peito de peru.

Como sobremesa, a companhia oferece frutas da estação ou muffins.

Na ponte-aérea e nos voos com mais de uma hora de duração, a Avianca Brasil diz que oferece sanduíches com recheios variados; nos voos com menos de uma hora, serve bombons ou bolinhos.


Companhia serve vinho e cerveja grátis na econômica entre Brasil e Chile
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Crédito: Benjamin Miller/FreeRange

Durante a refeição, uma taça de vinho é servida gratuitamente. (Foto: Benjamin Miller/FreeRange)

A partir deste mês, a United Airlines passa a servir bebidas alcoólicas como cortesia na classe econômica de seus voos internacionais entre Brasil/Chile e Argentina/Estados Unidos. O brinde também é oferecido em grande parte dos trechos que cruzam o Pacífico. A companhia anunciou ainda que vai reforçar seus serviços de alimentação nos próximos meses, com um conceito que chama de “refeição em múltiplos pratos”.

Os vinhos servidos gratuitamente são da marca canadense Bistro Mundo (chardonnay/branco e merlot/tinto) e as cervejas, Budweiser, Goose IPA, Heineken e Miller Lite. Cada passageiro ganha também uma garrafa de água por voo e pode comprar mais bebidas, se desejar, como já acontecia antes. Para muitas pessoas, o consumo de álcool no avião é um recurso para combater o medo de voar.

Nos próximos meses, a United vai expandir o cardápio atual para um serviço com três “pratos saudáveis”, começando com bruschetta ou queijo cremoso com torradas. A entrada é seguida de um prato principal “generoso”, servido com saladas frescas e pão de fabricação própria. Para sobremesa, o passageiro poderá optar entre musse e sorvete.

Peru ou massa

Alguns exemplos de prato principal foram divulgados, como o bolo de carne de peru com molho barbecue picante, o ravióli toscano com molho de pimenta vermelha torrada e o macarrão japonês com legumes salteados, molho de gengibre e soja. Todos terão acompanhamentos específicos, que podem incluir pães, vegetais e frutas.

Os serviços complementares de pré-desembarque continuarão disponíveis para a classe econômica. De acordo com o trajeto, serão servidos croissant com geleia, sanduíche quente ou uma refeição com frutas e algum tipo de carboidrato. Em alguns voos, novas opções, como torrada frita com canela e ovos mexidos, serão acrescentadas ao cardápio.

Juntas, a United Airlines e a United Express, sua divisão regional nos EUA, operam cerca de 5 mil voos diários, para 373 aeroportos, nos seis continentes. A atualização gradativa do serviço de bordo do grupo também vem sendo realizada na primeira classe, com refeições e lanches servidos em utensílios de porcelana. Por enquanto, esse mimo só está disponível para passageiros que voam em trechos da América do Norte.

Leandro Quintanilha – leandroq@gmail.com


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